Carangola é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Ocupa uma área de 353,404 km² e sua população em 2022 foi recenseada em 31.240 habitantes. O município é cortado pelas rodovias BR-482, MG-111 e MG-265 e está a 357 km de Belo Horizonte.
História
Situado na Zona da Mata de Minas Gerais, na confluência com os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o município teve seus primórdios de colonização na primeira metade do Século XIX. A colonização tardia se deve ao fato da região se situar nas chamadas 'áreas proibidas' interditadas à penetração, visando coibir o contrabando de ouro no período colonial. A afluência à região se deve à procura de novas lavras auríferas e não sendo encontrado ouro, os colonizadores foram forçados a optar pela agricultura, inicialmente a de subsistência e, pouco mais tarde, para a cultura cafeeira, que se tornou a base econômica de toda a região e fator de seu crescimento.
O Distrito da cidade de Carangola não teve um fundador, pois constituiu-se numa obra de grandes fazendeiros que se estabeleceram nos arredores, algumas décadas antes do início da formação do povoado, na década de 1840. Durante o período citado ocorreu a derrubada de grande parte da mata que cobria o atual perímetro urbano, situado na margem esquerda do rio Carangola. Os primitivos habitantes foram os índios da tribo Purís-Coroados, tangidos do litoral pela civilização e tribos hostis
O topônimo local, 'Carangola', provém do rio do mesmo nome, sendo que a denominação já constava nos mapas da Capitania de Minas Gerais datados de 1780, bem antes da presença do homem branco na região.
Existe uma versão que relata a chegada de João Fernandes de Lannes, no ano de 1805, tendo este acampado no local da atual Praça Cel. Maximiano, sem, contudo, ter ali se fixado. Os primeiros contatos com os indígenas foram pacíficos, tendo os colonizadores comerciado com estes a troco da extração da poáia, muito comum na região naquela época, de cujas virtudes medicinais se obtinha bons lucros em Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro.
O devassamento da região limítrofe ocorreu a partir de 1822 quando Antônio Dutra de Carvalho (Coronel Dutrão) se apossou de 25 sesmarias na região do Caparaó. Em 1826 o Guarda-Mor Manoel Esteves de Lima se apossou de uma área de 800 alqueires na região de Papagaio, tendo fixado sua sede no local onde mais tarde se denominou Córrego dos Freitas.
Em 1833 o Tenente Coronel José Baptista da Cunha e Castro desbravou a região de Divino. As terras situadas nas margens do rio Carangola, entre Porciúncula e Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro, foram desbravadas por José de Lannes Dantas Brandão, incluindo as terras banhadas pelo rio São Mateus.
Os primeiros proprietários da área onde hoje se encontra o perímetro urbano da cidade foram Francisco Pereira de Souza e Marciano Pereira de Souza.
Na evolução histórica da região, um marco relevante foi a Primeira Eleição para Eleitores Especiais, ocorrida em 02 de novembro de 1856. Em 07 de outubro de 1857 foi benzida a primeira capela do povoado, tendo por orago Nossa Senhora do Rosário, capela esta construída por Francisco de Souza Romano. Em 06 de janeiro de 1859, numa reunião presidida pelo padre Antônio Bento Machado, vigário da Freguesia de Tombos, foi decidida a construção de uma capela, tendo por orago Santa Luzia, destinada a ser a futura Igreja Matriz do lugar. Dentro das exigências da época para a formação do 'castrum' da futura Freguesia, incluía-se a doação de uma gleba de terras para a formação do Patrimônio, sendo que a capela tinha de ser construída defronte a um retângulo, para a formação do chamado Largo da Matriz. Coube aos Srs. José Moreira Carneiro, português natural de Funchal, na Ilha da Madeira, e seu sogro Manoel José da Silva Novaes, adquirir de Francisco de Souza Romano a área necessária e efetuar a doação do terreno à Mitra Diocesana de Mariana. Esta doação foi a origem da disposição das ruas do centro da cidade.
Formação Administrativa
Distrito policial criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.860, de 07 de outubro de 1860.
Distrito criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.273, de 02 de janeiro de 1866, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de São Paulo do Muriaé.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12 de novembro de 1878, desmembrado de Muriaé (ex São Paulo do Muriaé). Constituído de 3 distritos: Santa Luzia do Carangola, São Francisco do Glória e Tombos do Carangola. Sede na antiga povoação de Santa Luzia do Garangola. Instalado em 07 de janeiro de 1882.
Elevado à condição de com a denominação de Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.848, de 25 de outubro de 1881.
Pela Lei Provincial n.º 2.905, de 23-09-1882, é criado o distrito de Divino Espírito Santo do Carangola, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891 e anexado ao município de Carangola.
Pelo Decreto Estadual n.º 185, de 06 de setembro de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Mateus (ex povoado de Estação Farias Lemos) e anexado ao município de Carangola.
Pelo Decreto Estadual n.º 116, de 21 de junho de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Sebastião da Barra e anexado ao município de Carangola.
Pela Lei Estadual n.º 391, de 18 de fevereiro de 1891, Carangola adquiriu do município de Manhuassu o distrito de Alto Carangola.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alto Carangola, Divino Espírito Santo do Carangola, São Francisco do Glória, São Mateus, São Sebastião da Barra e Tombos do Carangola.
Pela Lei Estadual n.º 663, de 18 de setembro de 1915, o distrito de São Sebastião da Barra tomou o nome de Espera Feliz.
Pela Lei Estadual n.º 691, de 11 de setembro de 1917, o distrito de Alto Carangola tomou o nome de Santo Antônio de Arrozal.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Divino Espírito Santo, Espera Feliz (ex São Sebastião da Barra), Santo Antônio do Arrozal (ex Alto do Carangola), São Francisco do Glória, São Mateus, Tombos do Carangola.
A Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, desmembra do município de Carangola o distrito de Tombos do Carangola. Elevado à categoria de município com a denominação de Tombos e pela mesma Lei os distritos sofreram as seguintes modificações: Divino Espírito Santo do Carangola passou a denominar-se Divino do Carangola, Santo Antônio Arrozal a chamar-se simplesmente Arrozal e São Mateus tomou o nome de Faria Lemos. E, ainda, são criados os distritos de Alvorada e São João do Rio Preto e anexados ao município de Carangola.
Pela Lei Estadual n.º 1.128, de 19 de outubro de 1929, o distrito de Arrozal tomou o nome de Alto Carangola.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 8 distritos: Carangola, Alvorada, Alto Carangola (ex Arrozal), Divino do Carangola (ex Divino do Espírito Santo), Espera Feliz, Faria Lemos (ex São Mateus), São Francisco do Glória e São João do Rio Preto.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937.
O Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembra do município de Carangola os distritos de Divino do Carangola e Arrozal (ex Alto Carangola). Elevado à categoria de município com a denominação de Divino. Sob o mesmo Decreto-lei são desmembrados do município de Carangola os distritos de Espera Feliz e Caiana (ex São João do Rio Preto), para formar o novo município de Espera Feliz.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Faria Lemos, e São Francisco do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial data de 1º de julho de 1950.
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Carangola o distrito de São Francisco do Glória. Elevado à categoria de município. Pela mesma Lei é criada, o distrito de Fervedouro e anexado ao município de Carangola.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro e São Pedro do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960.
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, são criados os distritos de Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e anexados ao município de Carangola.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro, Lacerdinha, Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979.
Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08 de outubro de 1982, é criado o distrito de Bom Jesus do Madeira (ex povoado) com terras desmembradas do distrito de São Pedro do Glória e anexado ao município de Carangola.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alvorada, Bom Jesus do Madeira, Fervedouro, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991.
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, são desmembrados do município de Carangola os distritos de Fervedouro, Bom Jesus do Madeira e São Pedro do Glória, para formar o novo município de Fervedouro.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[7] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Juiz de Fora e Imediata de Carangola. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Muriaé, que por sua vez estava incluída na mesorregião da Zona da Mata.
Relevo e Altitude
O município está inserido na unidade geomorfológica dos "Mares de Morros", característica marcante da Zona da Mata. O relevo é predominantemente acidentado, com vales profundos e montanhas imponentes. A altitude na sede municipal é de aproximadamente 400 metros, mas o ponto culminante do município, na região serrana, ultrapassa os 1.000 metros.
Clima
O clima é o Tropical de Altitude (Cwa), apresentando verões quentes e chuvosos e invernos secos com temperaturas amenas, podendo chegar a marcas baixas nas áreas rurais mais elevadas. A temperatura média anual gira em torno de 22°C.
Solos
História
Situado na Zona da Mata de Minas Gerais, na confluência com os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o município teve seus primórdios de colonização na primeira metade do Século XIX. A colonização tardia se deve ao fato da região se situar nas chamadas 'áreas proibidas' interditadas à penetração, visando coibir o contrabando de ouro no período colonial. A afluência à região se deve à procura de novas lavras auríferas e não sendo encontrado ouro, os colonizadores foram forçados a optar pela agricultura, inicialmente a de subsistência e, pouco mais tarde, para a cultura cafeeira, que se tornou a base econômica de toda a região e fator de seu crescimento.
O Distrito da cidade de Carangola não teve um fundador, pois constituiu-se numa obra de grandes fazendeiros que se estabeleceram nos arredores, algumas décadas antes do início da formação do povoado, na década de 1840. Durante o período citado ocorreu a derrubada de grande parte da mata que cobria o atual perímetro urbano, situado na margem esquerda do rio Carangola. Os primitivos habitantes foram os índios da tribo Purís-Coroados, tangidos do litoral pela civilização e tribos hostis
O topônimo local, 'Carangola', provém do rio do mesmo nome, sendo que a denominação já constava nos mapas da Capitania de Minas Gerais datados de 1780, bem antes da presença do homem branco na região.
Existe uma versão que relata a chegada de João Fernandes de Lannes, no ano de 1805, tendo este acampado no local da atual Praça Cel. Maximiano, sem, contudo, ter ali se fixado. Os primeiros contatos com os indígenas foram pacíficos, tendo os colonizadores comerciado com estes a troco da extração da poáia, muito comum na região naquela época, de cujas virtudes medicinais se obtinha bons lucros em Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro.
O devassamento da região limítrofe ocorreu a partir de 1822 quando Antônio Dutra de Carvalho (Coronel Dutrão) se apossou de 25 sesmarias na região do Caparaó. Em 1826 o Guarda-Mor Manoel Esteves de Lima se apossou de uma área de 800 alqueires na região de Papagaio, tendo fixado sua sede no local onde mais tarde se denominou Córrego dos Freitas.
Em 1833 o Tenente Coronel José Baptista da Cunha e Castro desbravou a região de Divino. As terras situadas nas margens do rio Carangola, entre Porciúncula e Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro, foram desbravadas por José de Lannes Dantas Brandão, incluindo as terras banhadas pelo rio São Mateus.
Os primeiros proprietários da área onde hoje se encontra o perímetro urbano da cidade foram Francisco Pereira de Souza e Marciano Pereira de Souza.
Na evolução histórica da região, um marco relevante foi a Primeira Eleição para Eleitores Especiais, ocorrida em 02 de novembro de 1856. Em 07 de outubro de 1857 foi benzida a primeira capela do povoado, tendo por orago Nossa Senhora do Rosário, capela esta construída por Francisco de Souza Romano. Em 06 de janeiro de 1859, numa reunião presidida pelo padre Antônio Bento Machado, vigário da Freguesia de Tombos, foi decidida a construção de uma capela, tendo por orago Santa Luzia, destinada a ser a futura Igreja Matriz do lugar. Dentro das exigências da época para a formação do 'castrum' da futura Freguesia, incluía-se a doação de uma gleba de terras para a formação do Patrimônio, sendo que a capela tinha de ser construída defronte a um retângulo, para a formação do chamado Largo da Matriz. Coube aos Srs. José Moreira Carneiro, português natural de Funchal, na Ilha da Madeira, e seu sogro Manoel José da Silva Novaes, adquirir de Francisco de Souza Romano a área necessária e efetuar a doação do terreno à Mitra Diocesana de Mariana. Esta doação foi a origem da disposição das ruas do centro da cidade.
Formação Administrativa
Distrito policial criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.860, de 07 de outubro de 1860.
Distrito criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.273, de 02 de janeiro de 1866, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de São Paulo do Muriaé.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12 de novembro de 1878, desmembrado de Muriaé (ex São Paulo do Muriaé). Constituído de 3 distritos: Santa Luzia do Carangola, São Francisco do Glória e Tombos do Carangola. Sede na antiga povoação de Santa Luzia do Garangola. Instalado em 07 de janeiro de 1882.
Elevado à condição de com a denominação de Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.848, de 25 de outubro de 1881.
Pela Lei Provincial n.º 2.905, de 23-09-1882, é criado o distrito de Divino Espírito Santo do Carangola, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891 e anexado ao município de Carangola.
Pelo Decreto Estadual n.º 185, de 06 de setembro de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Mateus (ex povoado de Estação Farias Lemos) e anexado ao município de Carangola.
Pelo Decreto Estadual n.º 116, de 21 de junho de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Sebastião da Barra e anexado ao município de Carangola.
Pela Lei Estadual n.º 391, de 18 de fevereiro de 1891, Carangola adquiriu do município de Manhuassu o distrito de Alto Carangola.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alto Carangola, Divino Espírito Santo do Carangola, São Francisco do Glória, São Mateus, São Sebastião da Barra e Tombos do Carangola.
Pela Lei Estadual n.º 663, de 18 de setembro de 1915, o distrito de São Sebastião da Barra tomou o nome de Espera Feliz.
Pela Lei Estadual n.º 691, de 11 de setembro de 1917, o distrito de Alto Carangola tomou o nome de Santo Antônio de Arrozal.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Divino Espírito Santo, Espera Feliz (ex São Sebastião da Barra), Santo Antônio do Arrozal (ex Alto do Carangola), São Francisco do Glória, São Mateus, Tombos do Carangola.
A Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, desmembra do município de Carangola o distrito de Tombos do Carangola. Elevado à categoria de município com a denominação de Tombos e pela mesma Lei os distritos sofreram as seguintes modificações: Divino Espírito Santo do Carangola passou a denominar-se Divino do Carangola, Santo Antônio Arrozal a chamar-se simplesmente Arrozal e São Mateus tomou o nome de Faria Lemos. E, ainda, são criados os distritos de Alvorada e São João do Rio Preto e anexados ao município de Carangola.
Pela Lei Estadual n.º 1.128, de 19 de outubro de 1929, o distrito de Arrozal tomou o nome de Alto Carangola.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 8 distritos: Carangola, Alvorada, Alto Carangola (ex Arrozal), Divino do Carangola (ex Divino do Espírito Santo), Espera Feliz, Faria Lemos (ex São Mateus), São Francisco do Glória e São João do Rio Preto.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937.
O Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembra do município de Carangola os distritos de Divino do Carangola e Arrozal (ex Alto Carangola). Elevado à categoria de município com a denominação de Divino. Sob o mesmo Decreto-lei são desmembrados do município de Carangola os distritos de Espera Feliz e Caiana (ex São João do Rio Preto), para formar o novo município de Espera Feliz.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Faria Lemos, e São Francisco do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial data de 1º de julho de 1950.
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Carangola o distrito de São Francisco do Glória. Elevado à categoria de município. Pela mesma Lei é criada, o distrito de Fervedouro e anexado ao município de Carangola.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro e São Pedro do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960.
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, são criados os distritos de Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e anexados ao município de Carangola.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro, Lacerdinha, Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979.
Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08 de outubro de 1982, é criado o distrito de Bom Jesus do Madeira (ex povoado) com terras desmembradas do distrito de São Pedro do Glória e anexado ao município de Carangola.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alvorada, Bom Jesus do Madeira, Fervedouro, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991.
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, são desmembrados do município de Carangola os distritos de Fervedouro, Bom Jesus do Madeira e São Pedro do Glória, para formar o novo município de Fervedouro.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[7] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Juiz de Fora e Imediata de Carangola. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Muriaé, que por sua vez estava incluída na mesorregião da Zona da Mata.
Relevo e Altitude
O município está inserido na unidade geomorfológica dos "Mares de Morros", característica marcante da Zona da Mata. O relevo é predominantemente acidentado, com vales profundos e montanhas imponentes. A altitude na sede municipal é de aproximadamente 400 metros, mas o ponto culminante do município, na região serrana, ultrapassa os 1.000 metros.
Clima
O clima é o Tropical de Altitude (Cwa), apresentando verões quentes e chuvosos e invernos secos com temperaturas amenas, podendo chegar a marcas baixas nas áreas rurais mais elevadas. A temperatura média anual gira em torno de 22°C.
Solos
Os solos são majoritariamente Latossolos Vermelho-Amarelos, profundos e bem drenados, que historicamente favoreceram a cafeicultura de montanha.
Vegetação
A vegetação original pertence ao bioma da Mata Atlântica, especificamente a Floresta Estacional Semidecidual. Embora muito tenha sido substituído por pastagens e lavouras, ainda existem fragmentos de floresta preservada que abrigam uma rica biodiversidade.
Economia
A economia de Carangola é diversificada, sustentada por três pilares:
- Agropecuária: O café continua sendo o principal produto, com destaque para a produção de cafés especiais em altitudes elevadas. A pecuária leiteira também possui relevância.
- Comércio e Serviços: Como polo regional, a cidade possui um comércio forte e um setor de serviços que atende a uma microrregião de mais de 10 municípios.
- Saúde: A cidade é referência em saúde na região, contando com hospitais de grande porte.
Educação
Carangola é um importante centro universitário. O município abriga o campus da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), que oferece diversos cursos de graduação e atrai estudantes de todo o país. Além disso, conta com instituições privadas e escolas de ensino técnico, consolidando-se como um celeiro de formação intelectual na Zona da Mata.
Turismo e Cultura
O turismo em Carangola une história, fé e natureza. Os principais pontos de interesse são:
- Parque Estadual da Serra do Brigadeiro: Trilhas, cachoeiras e mirantes.
- Igreja de São Pedro: Uma das mais antigas de Minas Gerais.
- Casa da Cultura: Abriga eventos e exposições.
- Morro do Cruzeiro: Mirante natural com vistas panorâmicas.
- Antiga Estação Ferroviária: Hoje, o terminal rodoviário.
- Turismo Histórico: O centro da cidade preserva prédios históricos, como a Antiga Estação Ferroviária e casarões coloniais.
- Turismo Ecológico: A região oferece trilhas e cachoeiras. O Pico do Papagaio é um dos pontos mais procurados por trilheiros devido à vista panorâmica da Serra de Minas.
- Cultura e Religiosidade: O Santuário de Santa Luzia é um símbolo de fé e beleza arquitetônica. As festas tradicionais, como a Exposição Agropecuária, atraem milhares de visitantes anualmente.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .
Economia
A economia de Carangola é diversificada, sustentada por três pilares:
- Agropecuária: O café continua sendo o principal produto, com destaque para a produção de cafés especiais em altitudes elevadas. A pecuária leiteira também possui relevância.
- Comércio e Serviços: Como polo regional, a cidade possui um comércio forte e um setor de serviços que atende a uma microrregião de mais de 10 municípios.
- Saúde: A cidade é referência em saúde na região, contando com hospitais de grande porte.
Educação
Carangola é um importante centro universitário. O município abriga o campus da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), que oferece diversos cursos de graduação e atrai estudantes de todo o país. Além disso, conta com instituições privadas e escolas de ensino técnico, consolidando-se como um celeiro de formação intelectual na Zona da Mata.
Turismo e Cultura
O turismo em Carangola une história, fé e natureza. Os principais pontos de interesse são:
- Parque Estadual da Serra do Brigadeiro: Trilhas, cachoeiras e mirantes.
- Igreja de São Pedro: Uma das mais antigas de Minas Gerais.
- Casa da Cultura: Abriga eventos e exposições.
- Morro do Cruzeiro: Mirante natural com vistas panorâmicas.
- Antiga Estação Ferroviária: Hoje, o terminal rodoviário.
- Turismo Histórico: O centro da cidade preserva prédios históricos, como a Antiga Estação Ferroviária e casarões coloniais.
- Turismo Ecológico: A região oferece trilhas e cachoeiras. O Pico do Papagaio é um dos pontos mais procurados por trilheiros devido à vista panorâmica da Serra de Minas.
- Cultura e Religiosidade: O Santuário de Santa Luzia é um símbolo de fé e beleza arquitetônica. As festas tradicionais, como a Exposição Agropecuária, atraem milhares de visitantes anualmente.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .