Mostrando postagens com marcador Rio Grande doSul.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Grande doSul.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

CAPÃO DA CANOA - RIO GRANDE DO SUL

Capão da Canoa é um município brasileiro localizado no litoral norte do estado do Rio Grande do Sul. Conforme o Censo 2022 do IBGE, sua população é de 63.594 habitantes.
Topônimo
"Capão" é uma palavra de origem tupi. Possui duas etimologias possíveis: 1 - "mato redondo", através da junção dos termos ka'a (mata) e pu'ã (redondo); 2 - "intervalo de mata", através da junção dos termos ka'a (mata) e pa'um (intervalo).
História
Até a chegada dos europeus, no século XVI, o litoral norte do Rio Grande do Sul era território tradicional dos índios carijós, minuanos e arachanes. Com a escravização e as doenças trazidas pelos europeus, o número de índios reduziu-se bastante na região.
Em 1752, casais de açorianos chegaram ao Rio Grande do Sul, desembarcando no Porto de Dorneles. O município de Capão da Canoa, que hoje faz parte da região do litoral do estado, tem como origem a Sesmaria das Conchas, que pertencia a Inácio José Araújo de Quadros, por volta de 1800.
No início, era formado por grandes dunas, banhados, mar cristalino, esteiras, matos e capões, ficando a leste o mar e a oeste as lagoas e rios. Na verdade, o nome Capão da Canoa já existia no interior de uma fazenda de propriedade da família Nunes, na extensão da praia de Xangri-Lá (hoje município de Xangri-Lá), com fundos para a Lagoa das Malvas, pois essa família era quem dava apoio aos visitantes que passavam ou vinham veranear. Com o tempo, esse lugar passou a ser conhecido como Capão da Canoa, fazendo com que o velho nome Arroio da Pescaria desaparecesse. No início, junto a um pequeno povoado surgiu um armazém de secos e molhados; depois, um hotelzinho de madeira com dois quartos.
Capão da Canoa floresceu por volta de 1900 com o nome de Arroio da Pescaria, época em que os primeiros ranchos começaram a agrupar-se à beira-mar. O nome originou-se de um pequeno córrego localizado próximo ao mar. O local abrigava, além de pescadores, também alguns aventureiros. Por vezes, o local era visitado por tropeiros, fazendeiros e viajantes.
Mais tarde, por volta de 1920, começaram a chegar os primeiros veranistas oriundos da Serra Gaúcha e também de Porto Alegre. Os maiores frequentadores eram os descendentes das colônias alemãs e italianas. Por volta de 1940, a colônia israelita também começou a fazer-se presente em bom número. O nome de Arroio da Pescaria só começou a desaparecer na década de 1940, período em que teria surgido a denominação Capão da Canoa, segundo alguns pesquisadores da história do município.
Pelo Ato 73, de 1° de fevereiro de 1933, Cornélios surgiu como Sexto Distrito de Osório, no qual se incluía também a Vila de Capão da Canoa. Em 1952, o Sexto Distrito de Osório, Cornélios, foi transferido para Capão da Canoa. A emancipação do município caponense veio 30 anos depois, pela Lei 7.638, de 12 de abril de 1982. A posse do primeiro prefeito foi em 31 de janeiro de 1983. Inicialmente, o município contava com 23 balneários, possuindo 30 quilômetros de orla marítima.
Geografia
Localiza-se na latitude 29º44'44" sul e na longitude 50º00'35" oeste, elevando-se à altitude de 4,80 m acima do nível do mar (MANM). Segundo estimativas do IBGE, o município de Capão da Canoa conta com a maior população do litoral norte gaúcho.
Clima
Em Capão da Canoa, o verão é morno e abafado; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 28 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 31 °C.
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Capão da Canoa e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do início de outubro ao fim de dezembro.
A estação morna permanece por 3,9 meses, de 1 de dezembro a 29 de março, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Capão da Canoa é fevereiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 28 de maio a 26 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Capão da Canoa é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 18 °C, em média.
Turismo
Atualmente o município possui 11 balneários, com 19,1 km de extensão norte-sul, divididos em quatro distritos, limitando-se a leste com o oceano Atlântico, o sul com o município de Xangri-lá, o norte com o município de Terra de Areia, e a oeste com os municípios de Maquiné e Terra de Areia.
Capão da Canoa destaca-se pela qualidade de vida, tanto no aspecto da saúde, proporcionada pelos recursos naturais, clima e vegetação, quanto pela facilidade de acesso às grandes cidades e região metropolitana. Destaca-se também por ter uma das praias mais tradicionais e cosmopolitas no litoral do Rio Grande do Sul, servindo de palco para o encontro de turistas gaúchos, argentinos e uruguaios, no intuito de curtir um lugar ao sol em suas vastas extensões de areia.
Em suas praias existem áreas apropriadas para o surfe, a pesca e para o banho. Por ter um belo visual, principalmente ao amanhecer e ao anoitecer, atrai surfistas no inverno e verão, sendo também excelente local para bronzear-se ao sol, fazer longas caminhadas e corridas à beira-mar. Em relação à pesca, a prática é diária, pois há muitos pescadores entre seus moradores.
Para quem pretende praticar esportes, existem quadras de vôlei, futebol e basquete, todas à beira-mar e algumas na Avenida Flávio Boianovsky, praça que contém a Praça do Raul, com vários brinquedos e campo de futebol, e dois campos para a prática do voleibol, conservando, contudo, uma parte da Praça exclusiva para lazer, encontrar amigos e conhecidos, tomar chimarrão e jogar bocha. Outra opção de lazer, é fazer um voo panorâmico pela praia. Existem vários aviões de pequeno porte no aeroporto, de plantão para esses voos, a custo acessível.
Comércio e serviços
Capão da Canoa possui, atualmente, ampla rede gastronômica, com restaurantes, pizzarias e churrascarias. Em termos de lazer, existem alguns centros comerciais, como o Shopping Lynemar, o Capão da Canoa Shopping e o Shopping das Águas, que permanecem abertos o ano inteiro, e outros estabelecimentos que costumam funcionar somente no verão. Há também boliche, casas noturnas, diversas praças (Praça do Farol, Praça Capão da Criança, Praça do Raul), parques de diversões aquáticas, peças de teatro, Casa de Cultura Érico Verissímo, entre outros locais de encontro, diversão e de cultura.
Dois dos principais parques aquáticos do Rio Grande do Sul estão localizados no município: o Marina Park, situado a poucos quilômetros da área central de Capão da Canoa, e o Acqua Lokos, no distrito de Arroio Teixeira, próximo a Curumim. Ambos situam-se na Estrada do Mar.
Eventos
Em abril, há o Rodeio de Capão da Canoa no CTG João Sobrinho. Para a realização de festas e eventos sociais, a cidade possui dois clubes, o Capão da Canoa Futebol Clube (CCFC) e a Sociedade dos Amigos de Capão da Canoa (SACC).
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

MONTENEGRO - RIO GRANDE DO SUL

Montenegro é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, pertencente à Região Metropolitana de Porto Alegre.
Aspectos históricos
As terras de Montenegro estavam entre as primeiras a serem desbravadas por portugueses e espanhóis após o descobrimento do Brasil. O rio Caí foi importante rota para mercadores espanhóis que subiam o rio da Prata e portugueses, vindos da Lagoa dos Patos pelo rio Jacuí. Os desbravadores faziam incursões terrestres, com o objetivo de explorar e dominar terras, além de procurar índios para usá-los como mão de obra na mineração e engenhos de açúcar nas capitanias do Norte.
Os ibiraiaras
Montenegro está na região que os indígenas denominavam Ibiaçá, que significa "Travessia do Caminho do Rio". Esta região abrangia desde a ilha de Santa Catarina até a margem esquerda do rio Jacuí. Nela estava incluída a região de Ibiá, que se estendia entre as bacias dos rios Taquari e Caí.
Por volta de 1635 os índios ibiraiaras habitavam a região. Falavam diferentes línguas e tinham costumes diferentes dos tupis. Eram chamados de bilreiros, por usarem nos lábios botoques semelhantes a bilros. Usavam grandes tacapes, manejados com perícia.
As bandeiras e a Colônia de Sacramento
Aproximadamente em 1636 surgiram os bandeirantes paulistas, entre eles Antônio Raposo Tavares, e destruíram grande parte das aldeias. Isso obrigou os jesuítas a se retirarem para a margem direita do rio Uruguai.
Em 1680 foi fundada a Colônia do Sacramento, no atual território do Uruguai, à margem esquerda do rio de mesmo nome, que viria a estimular o desenvolvimento da capitania de São Pedro do Rio Grande, a qual formaria depois o estado do Rio Grande do Sul. Atraídos pela riqueza e fartura das terras, os tropeiros, suas famílias e escravos se estabeleceram definitivamente. Criaram as invernadas, que se transformavam em estâncias.
Os açorianos
A colonização dos açorianos iniciou uma nova era de desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Mostravam disciplina e dedicação ao trabalho, através da exploração da agricultura, pecuária, navegação e pesca. Dominavam a carpintaria, luminária e ferraria, além da alfaiataria e o tear. O couro era muito utilizado na confecção de cobertores, camas, parte interna das casas, cadeiras, botas e roupas de trabalho.
Os portugueses Antônio de Sousa Fernando, Bartolomeu Gonçalves de Magalhães e Antônio José Machado de Araújo e suas famílias foram os primeiros a se instalar no município de Montenegro, à margem direita do rio Caí, na década de 1730 a 1740.
A primeira moradia construída na sede foi a de Estêvão José de Simas, por volta de 1785, na colina onde se encontra hoje a Escola Delfina Dias Ferraz. A casa era de pedras, coberta com telhas - raras na época. Foi edificada por José de Araújo Vilela e, mais tarde, habitada por Tristão José Fagundes, genro de Simas e fundador da cidade.
Alemães, italianos e franceses
Após os primeiros colonizadores portugueses e paulistas, vieram os imigrantes alemães, italianos e franceses.
Em 1824 chegou o primeiro grupo de imigrantes alemães em pequeno número, num total de 126 pessoas. Alguns meses depois vieram mais 157 famílias, com 909 pessoas. Em uma segunda etapa da imigração, por volta de 1857, aportaram aqui imigrantes alemães e italianos em quantidade considerável. Eles se destacaram pela economia agrícola e suinocultura. Os franceses vieram em menor número e desenvolveram principalmente o artesanato.
O porto da cidade sobre o rio Caí era ponto de desembarque das famílias de imigrantes que vinham de Porto Alegre em direção as novas colônias. Eram conduzidas provisoriamente para um galpão grande, situado numa chácara onde hoje está instalado o Parque Centenário. Em função desta parada, muitas famílias não seguiram adiante, preferindo ficar na região.
A Revolução Farroupilha
Em 1835 os gaúchos se rebelaram contra a monarquia, dando início à mais longa guerra civil do Brasil, que durou 3466 dias. Durante a Revolução Farroupilha, o território de Montenegro tornou-se passagem obrigatória das tropas, causando grandes prejuízos às estâncias, que eram saqueadas e perdiam gado, cavalos e mantimentos.
A ferrovia
A cidade contava com uma linha da Rede Ferroviária Federal, vinda do braço de São Leopoldo, tendo sido inaugurada em 2 de julho de 1909. A linha férrea está relacionada com um aumento do desenvolvimento econômico da região na época. Foi a viação férrea que deu largo impulso a outros municípios da região, tais como Maratá, Salvador do Sul e Barão, que eram parte de Montenegro.
A estação férrea de Montenegro expandiu-se, recebeu reformas e melhorias em 1932 e depois de novo em 1950. O movimento de cargas e passageiros nesta região do rio Caí foi desativado no final da década de 1960.
Em 2006, foi restaurado o prédio principal da estação, que abriga o Museu de Artes de Montenegro. Em 2009, foi restaurado o 2° prédio do complexo, onde funcionava os telégrafos da estação. E em 2016 foi revitalizado o 3° prédio, o antigo restaurante da estação, que hoje se chama Espaço Braskem, onde se realizam eventos do município e região. O complexo Estação da Cultura conta com um amplo complexo de lazer e cultura com cerca de 45 mil metros quadrados.
História política
Sua primeira designação foi a de "Porto das Laranjeiras", integrando o 2º Distrito da Vila de Triunfo. A partir da Lei nº 630, de 18 de outubro de 1867, passou a se denominar freguesia de São João do Monte Negro.
Em 1873 as 33 vilas existentes no Estado foram, por força da evolução da legislação e das Constituições, se transformando em municípios. Neste mesmo ano é criada oficialmente a Vila de São João do Monte Negro, no dia 5 de maio, através da Lei nº 885. Porém, a sua instalação como Vila e sede aconteceu somente no dia 4 de agosto de 1873, com o desmembramento da Vila de Triunfo.
A primeira Câmara Municipal de Montenegro foi instituída em 1873, composta por sete vereadores eleitos, tendo como presidente da Intendência José Rodrigues da Rosa.
Em 14 de outubro de 1913, pelo Decreto nº 2.026, a então vila de São João do Monte Negro foi elevada à categoria de cidade, já então com a denominação de São João de Montenegro.
Em 31 de março de 1938, pelo Decreto nº 7.199 o município já denominado Montenegro foi dividido em onze distritos: Montenegro, Maratá, Harmonia, Barão, Bom Princípio, Estação São Salvador (atual Salvador do Sul), São Vendelino, Tupandi, Brochier, Poço das Antas e Pareci Novo.
Geografia
Localiza-se a 29º41'19" de latitude sul e 51º27'40" de longitude oeste, a uma altitude de 31 metros. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2021, era de 66.157 habitantes.
O município de Montenegro é atravessado pelo rio Caí e por pequenos afluentes, alguns dos quais cortam a zona urbana do Centro do município, localizada na margem oeste do rio. Pertencer à região hidrográfica do Vale do Caí. Alguns dos afluentes são nomeados, como o arroio da Cria, arroio Montenegro, arroio Alfama e o arroio São Miguel.
Topologicamente, o município é marcado pela presença de diversos morros, dentre os quais se destaca o Morro São João (172 metros), junto ao qual se encontra o Morro da Formiga (também conhecido em menor medida como Morro dos Fagundes). Na margem leste do Rio Caí, encontra-se o Morro da Mariazinha. Os morros pertencem à unidade geomorfológica (UG) fácies Gramado, enquanto as áreas mais planas e baixas, de depósitos sedimentares, pertencem à unidade geomorfológicas das Planícies Alúvio-Coluvionares[8]. O relevo intermediário pertence à formação Botucatu. As áreas planas de Montenegro são inundáveis, sendo comum a ocorrência de enchentes.
O município de Montenegro é atravessado pelo rio Caí e por pequenos afluentes, alguns dos quais cortam a zona urbana do Centro do município, localizada na margem oeste do rio. Pertencer à região hidrográfica do Vale do Caí. Alguns dos afluentes são nomeados, como o arroio da Cria, arroio Montenegro, arroio Alfama e o arroio São Miguel.
Pontos de interesse
Cais do Porto

Inaugurado em 7 de setembro de 1904, o porto da cidade sobre o rio Caí era ponto de desembarque das famílias de imigrantes que vinham de Porto Alegre em direção às novas colônias.
Hoje, os adeptos de caminhadas e mateadas utilizam a infraestrutura do Cais do Porto. Ele recebeu bancos, quiosques e calçadão em quase toda a sua extensão. O rio Caí, considerado um cartão postal da cidade, também é o atrativo para os desportistas que praticam jet-ski e canoagem.
Morro São João
O Morro São João é avistado de longe pelos que chegam ao município. Localizado no centro da cidade, possui uma estrada de acesso e dois mirantes. Diz a lenda que o morro é um gigante adormecido.
Casa da Atafona
Atafonas são prédios destinados a produzir farinha de mandioca. A palavra é de origem árabe, de acordo com o Novo Dicionário Aurélio, 2ª edição, pág. 190: attahuna (at-tahunâ), significando moinho ou, ainda, pedra de moinho.
Usina Maurício Cardoso
Não há registro exato da data de construção da Usina Maurício Cardoso, mas o local ocupado pelo prédio, já foi a Praça Borges de Medeiros e hoje funciona como sede da Câmara de Vereadores e de diversos eventos artísticos e culturais. Inaugurada em 22 de maio de 1938, foi desativada de suas atividades iniciais em 1º de novembro de 1955, quando a Prefeitura firmou contrato com a CEEE, passando a administração da usina e o fornecimento de energia à cidade para a estatal. A Usina Mauricio Cardoso foi construída pelo engenheiro Eugen Wilhelm Thudium (1884-1938), alemão nascido em Stuttgart.
A Usina abastecia Montenegro, Porto dos Pereiras, Porto do Maratá, Pareci Novo e São Sebastião do Caí, com um motor de 600HP da marca Deutz Otto. O motor era movido a gás pobre e acoplado a um dínamo de corrente alternada. Usava como combustível lenha e carvão. Dispunha de dois gasogênios, sendo um para lenha e outro para carvão. Antigos moradores locais contam que a construção tremia quando as máquinas funcionavam, parando somente aos sábados para a limpeza geral.
Referência para o texto: Wikipédia .