Mostrando postagens com marcador Santa Catrina.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santa Catrina.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de maio de 2025

SÃO JOÃO BATISTA - SANTA CATARINA

São João Batista é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localizado no vale do Rio Tijucas, próximo ao litoral norte do estado, sua população era de 32.687 habitantes, em 2022, de acordo com o censo do IBGE naquele ano. A economia do município se baseia na indústria calçadista.
História
Segundo historiadores confirmam, em 1776 chegaram às primeiras famílias de açorianos em Tijucas, estabelecendo-se no bairro da Praça.
Em 05 de junho de 1788, houve duas expedições, rio acima pelo rio Tijucas. Uma comandada por alferes Antônio José de Freitas, que percorreu todo o rio até onde as canoas pudessem navegar. Outro fato que confirma a presença de moradores no interior do vale, foi à distribuição de sesmarias a muitos moradores nos anos de 1802/1810.
São João Batista foi fundada em 1834, com a chegada do capitão João de Amorim Pereira. Em 1836, chega o primeiro grupo de imigrantes – 132 colonos vindos do reino da Sardenha (desde de 1861 território da Itália), trazidos pela sociedade particular de colonização Demaria & Schutel.
A cidade é conhecida como pioneira na imigração italiana, tendo abrigado a colônia Nova Itália (nome atribuído posteriormente), onde hoje é o bairro Colônia, zona rural do município.
São João Batista tornou-se município em julho de 1958, quando se desmembrou de Tijucas.
Pela Llei nº 49, de 15 de junho de 1836, foi permitido a colonização italiana na Freguesia de São João do Alto Tijucas.
Em 1838 o administrador da Colônia Nova Itália, Lucas M. Boiteux, deu início à construção da primeira escola da Colônia Nova Itália.
Em 13 de junho de 1860, com a criação do município de Tijucas, as freguesias de Porto Belo e São João do Alto Tijucas ficaram incorporados ao município de Tijucas.
Em 1896 foi edificada a capela de São José do bairro Colônia.
Em 1915 foram construídas as primeiras estradas de rodagens SJB até Tijucas.
Em 1921 foi inaugurada a primeira ponte de madeira coberta com zinco e permitia a passagem de um veículo.
No período de 1926 a 1928 houve o registro do primeiro time de futebol de campo denominado Esperança Futebol Clube. Também nessa mesma década foi fundado o Oriente Esporte Clube. 
No ano de 1936 chegou a energia elétrica no distrito de São João Batista.
O Cine São João iniciou suas atividades cinematográficas no ano de 1940. 
A Usina de Açúcar Tijucas foi fundada no ano de 1944, recebendo o nome de Francisca Gallotti, esposa do coronel Benjamim Gallotti.
Em 21 de junho de 1957 foi iniciado o movimento emancipacionista do Distrito de São João Batista, liderado pelo estudante de direito Wilian Duarte da Silva, que começou a campanha da emancipação escrevendo reportagens através dos Jornais “Gazeta e o Estado”, da Capital do Estado de Santa Catarina, sensibilizando os poderes públicos da necessidade da emancipação do Distrito, separando do município de Tijucas. Diante dessas reportagens, o povo batistense, começou a mobilizar-se, através de abaixo-assinados, reforçando a emancipação. Nesse mesmo ano o acadêmico mencionado, em data de 9 de abril, fez um pronunciamento na “Rádio Diário da Manhã”, expondo as razões do postulamento dos batistenses, dando conta da necessidade da emancipação do Distrito de São João Batista. A emancipação política e econômica do Distrito de São João Batista, aconteceu em 21 de junho de 1958, com a promulgação da Lei nº 348. 
No ano de 1962 foi inaugurada a Capela Sagrada Família e no mesmo ano, foi inaugurada a atual matriz de São João Batista.
A Comarca de São João Batista foi criada pela Lei Estadual nº 3.787, em 29 de dezembro de 1965, através de Projeto de Reforma Judiciária do Estado, sendo instalada em 10 de setembro de 1967.
A ponte sobre o rio Tijucas
foi inaugurada em 1966, denominada de deputado Joaquim Ramos.
O brasão e a bandeira do município foram criados pelas Leis de número 130 e 131, respectivamente, ambas de 1967.
Onovo prédio da Prefeitura Municipal foi inaugurado no dia 19 de julho de 1968.
Pelo Decreto Presidencial nº 67.705, de 4 de dezembro de 1970, é decretada a Intervenção Federal em São João Batista. 
Em 25 de março de 1972, foi inaugurada a Biblioteca Pública, com a denominação de José Artur Boiteux, e a sala de leitura com a denominação de Doutor Cesar Benjamim Duarte.
O Hospital Monsenhor José Locks foi inaugurado em 14 de janeiro de 1973 e, no mesmo ano, foi realizada a primeira Jubinespo, com exposições de artes plásticas
Em 10 de Outubro de 1984, foi criada a APAE.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de São João Batista, pela Lei Provincial nº 90, de 19 de abril de 1838, subordinado ao município de Tijucas.
Elevado à categoria de município com a denominação de São João Batista, pela Lei Estadual nº 348, de 21de junho de 1958, desmembrado de Tijucas, sendo i
nstalado em 19 de julho de 1958 e constituído de 4 distritos: São João Batista, Boiteuxburgo, Major e Tijipió.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: São João Batista e Tijipió, assim permanecendo em divisão territorial datada 2023.
Clima
Em São João Batista, o verão é morno e opressivo; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 29 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 33 °C.
As melhores épocas do ano para visitar São João Batista e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao meio de junho e do início de agosto ao fim de novembro.
A estação quente permanece por 3,8 meses, de 7 de dezembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em São João Batista é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,3 meses, de 31 de maio a 8 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em São João Batista é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 21 °C, em média.
Atividades econômicas
Situada no Vale do rio Tijucas, São João Batista destaca-se pela produção de calçados – são 195 indústrias voltadas para o setor. Colonizada por italianos e açorianos, teve a sua economia inicialmente baseada na agricultura, até surgirem as fábricas de calçados, que transformaram a cidade no maior polo calçadista no Estado. Nos meses de janeiro e fevereiro, São João Batista promove uma grande feira de calçados – a FECCAT, Feira de Calçados Catarinense –, atraindo milhares de turistas, além dos diversos eventos e rodadas de negócios que são promovidas durante o ano. Em 25 de outubro anualmente acontece a Festa do Sapateiro com uma programação variada. A Praça dos Sapateiros foi assim nomeada em homenagem a Nazário de Oliveira, calçadista pioneiro do município.
A cidade promove anualmente uma grande festa de São João, que é o padroeiro da cidade, evento que conta com queima de fogos de artifício à meia noite entre o sábado e o domingo. A festa também traz barracas com vendedores de diversos produtos como coloniais, eletrônicos e vestuário.
Indústria e comércio
A economia da cidade baseia-se principalmente nas indústrias de calçado feminino, sendo considerado o terceiro polo industrial calçadista do Brasil, depois Franca (São Paulo) e Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). Há ainda expressiva participação das indústrias de componentes para calçados. A cidade possui o título de "Capital Catarinense do Calçado" concedido pela lei estadual 12.076, de 27 de dezembro de 2001.
São João Batista conta atualmente com 270 empresas de fabricação de calçados em atividade e 122 ateliês que produzem em média 1 milhão e 600 mil pares por mês de calçados femininos e o polo emprega diretamente nas linhas de produção mais de 8 mil trabalhadores.
Polo Calçadista
Considerado o 4º principal polo de calçados do país, a história de São João Batista com o calçados é recente, mas de muito sucesso. Quem estuda um pouco sobre o polo, percebe logo. Diante do fechamento da USATI, empresa que empregava a maioria das pessoas na cidade na década de 80, um cenário de abandono se transformou num espaço de trabalho em constante transformação.
São João Batista se emancipou de Tijucas em 1958. Nos anos 60, logo após a emancipação, havia cerca de 20 empresas instaladas na cidade. Eram pequenas fábricas “de fundo de quintal” com poucos funcionários e operadas por famílias.
A economia da cidade começou a aquecer há cerca de 35 anos, quando sinais para a formação de uma estrutura para um polo calçadista apareceram. Sinais que faziam com que a produção caseira fosse substituída por empresas mais eficientes e outras indústrias do ramo fossem instaladas na região. Entre os momentos que mais impulsionaram a economia da cidade, o ano de 1986 com a conjuntura do Plano Cruzado é bastante lembrado. Estima-se que nessa época, havia 300 empresas no município, sendo que 50% delas foram instaladas naquele ano.
Em 2001, a cidade conquistou o título
de Capital Catarinense do Calçado, por meio da Lei nº 12.076, de 27 de dezembro de 2001 .
São João Batista conta atualmente com 395 empresas de fabricação de calçados, que produzem em média 1 milhão e 600 mil pares por mês de calçados femininos.
O polo emprega diretamente nas linhas de produção mais de 10 mil trabalhadores.
A cidade foi nos últimos anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a segunda cidade que mais cresceu em população no Estado.
Tecnologia
Urna biométrica

Nas eleições para prefeito de 2008 foram usadas as urnas biométricas (em que o eleitor pode ser identificado por meio de suas impressões digitais), numa experiência pioneira no país, ao lado dos municípios de Fátima do Sul e Colorado do Oeste. A expectativa é que em 10 anos todos os estados tenham urnas biométricas.
Esporte
A cidade de São João Batista tem como principal esporte o futebol, o time é o Batistense, time que é apelidado de Tricolor do Vale.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

MAFRA - SANTA CATARINA

Mafra é um município brasileiro do planalto norte do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º06'41" sul e a uma longitude 49º48'19" oeste, estando a uma altitude de 793 metros a 310 km da capital Florianópolis, a 105 km de Curitiba, capital do estado do Paraná e a 134 km de Joinville[6], maior cidade de Santa Catarina. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 56.561 habitantes.
Suas principais atividades econômicas são a agropecuária e indústria, além de ser um importante entroncamento rodoferroviário na região. Possui uma área de 1.404,084 km², que representa aproximadamente 1,47% da área total do estado; é o 4º maior município em extensão territorial de Santa Catarina (o 1º é Lages, com 2.645 km², o 2º é São Joaquim, com 1.888 km², e o 3º é Campos Novos, com 1.850 km²). O clima é temperado, com temperatura média entre 15 °C e 25 °C.
Mafra é considerada cidade polo do planalto norte de Santa Catarina. Classificada pelo Atlas de Regiões de Influência das Cidades 2007, publicado em 2009 pelo IBGE, como um centro sub-regional B.
História
Mafra tem sua história unida à de Rio Negro, no Paraná, pois antes da mudança dos limites entre os dois estados, as duas cidades faziam parte de um único município. Até o século XVIII existiam na região índios botocudos. Tornou-se após caminho e parada para tropeiros, principalmente depois da abertura da Estrada da Mata. Desbravamento, colonização e costumes, são originais dos europeus. A partir de 1894, a questão dos limites com o estado do Paraná esteve em litígio, tendo sido feito acordo entre os estados, em 28 de outubro de 1916. Em 25 de agosto de 1917, depois de sentença do Supremo Tribunal Federal, o estado de Santa Catarina tomou posse do território contestado, então, restaurando o município e demarcando seus limites. A instalação deu-se a 8 de setembro do mesmo ano, ficando Mafra à margem esquerda do rio Negro. O nome do município é em homenagem ao jurista catarinense, Conselheiro Mafra, que defendeu Santa Catarina contra o Paraná. O extrativismo da erva mate e da madeira trouxe desenvolvimento para a região, que foi conseguindo autonomia econômica, até se tornar cidade em 1917, depois da Guerra do Contestado.
Neste período estava em construção a estrada de ferro, ligando Porto União a São Francisco do Sul, cuja linha passa pela centro da cidade de Mafra, ramal da Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande. Tal fato contribuiu para o desenvolvimento econômico da região. Já nos anos 60 do século XX, houve a construção de uma nova linha ferroviária, ligando Mafra à Lages, chamada de Tronco Principal Sul. Estas duas linhas atualmente são administradas pela empresa Rumo que mantém no município um grande complexo para manutenção de vagões e trens.
Até 8 de janeiro de 2000, Mafra possuía uma área territorial de 1.785 km², entretanto, com a Lei Estadual n.º 11.340, o distrito de Águas Claras, ao sul do território, foi desmembrado o qual passou a fazer parte do município de Rio Negrinho, com isso Mafra perdeu 379 km² de sua área, ficando com os atuais 1.404,084 km².
A cidade faz parte da Região Metropolitana do Norte/Nordeste Catarinense, anexada em 6 de Janeiro de 1998 pela Lei Complementar Estadual n.º 162, sendo a cidade sede Joinville. Em 2007, a região metropolitana foi extinta pela Lei Complementar Estadual n.º 381, porém, restituída pela Lei Complementar Estadual n.º 495 de 2010.
Geografia
Relevo

O município de Mafra apresenta um relevo de planalto, com colinas de pequena amplitude altimétrica, formando uma superfície regular, quase plana. Mafra possui uma altitude média de 800 metros do nível do mar.
Vegetação
A vegetação do município é classificada como "Floresta Ombrófila Mista", mais conhecida como "Mata de Araucárias", onde predomina o conhecido pinheiro-do-paraná, cuja espécie está desaparecendo diante da expansão de fronteiras agrícolas e a exploração de madeireira. Juntamente com o pinheiro-do-paraná, existem outras espécies vegetais, onde se destacam principalmente a canela, a imbuia, a sapopema, a bracatinga e a erva-mate.
Hidrografia
Mafra localiza-se na Bacia do Iguaçu, cujo principal rio do município é o rio Negro, na divisa de Santa Catarina e Paraná. Outros rios que deságuam no rio Negro são: rio Preto, na divisa com o município de Rio Negrinho, rio da Lança (o maior rio inteiramente mafrense), o rio Negrinho, o rio São Lourenço (onde está instalada a Usina Hidroelétrica São Lourenço, em operação desde 1914, com potência instalada de 0,48 MW), o rio Ribeirãozinho, o rio Butiá e o rio São João, este já na divisa com o município de Três Barras.
Clima
O clima de Mafra está classificado como "subtropical úmido mesotérmico". Subtropical porque possui temperaturas com médias entre 15 °C e 30 °C; Máxima temperatura em torno de 32 °C , e a mais baixa em torno de 1 °C, é mesotérmico porque as temperaturas registradas na cidade estão pouco distantes das registradas nas regiões mais quentes e também das registradas nas regiões mais frias do planeta. A umidade relativa normalmente fica acima de 85%, principalmente no vale do Rio Negro, onde a taxa de umidade é bem maior.
Economia
Agropecuária

Mafra destaca-se muito na agricultura, tanto em produção quanto em produtividade, tudo isso devido a grande área do município possui, e à fertilidade do solo. A maior produção ocorre com as culturas de soja, milho, feijão, trigo, cevada e fumo. Há que destacar também, a produção de mel, cuja qualidade é reconhecida internacionalmente. Na pecuária o destaque fica com a avicultura, suinocultura, e o rebanho de gado leiteiro.
A silvicultura também é expressiva no município, sobretudo nas últimas décadas, contribuído com matéria-prima para a indústria madeireira, diminuindo assim a pressão pela exploração de áreas de mata nativa.
Indústria
O município possui um parque industrial diversificado, sendo a de maior importância a indústria madeireira. Além deste, há indústrias no setor cerâmico (revestimentos), curtumes, têxtil, metalúrgica, minerais não metálicos e alimentícia.
Serviços e comércio
Mafra é muito forte neste quesito, como o comércio varejista e a prestação de serviços, sobretudo nos serviços públicos, o qual possui muitos representantes de órgãos do governo federal (Receita Federal, Ministério Público Federal, Justiça Federal, Polícia Rodoviária Federal, INSS, DNIT entre outros) e estadual (receita Estadual, Regionais de Secretaria de Estado, FATMA, CIDASC, Varas da Justiça (Civil, Criminal e do Trabalho), CELESC, CASAN entre outros).
Na cidade existem também 7 agências bancárias (CAIXA, Banco do Brasil, BESC, HSBC, Bradesco, Itaú, Credinorte) que prestam os mais diversos serviços na área financeira. Além destes bancos, Mafra foi uma das primeiras cidades do país a receber uma Agência do Banco Nacional da Agricultura Familiar - BNAF, que tem como objetivo facilitar o acesso ao pequeno produtor rural à tecnologia no uso de sementes e mudas, à qualificação do plantel pecuário, além de repasse de informações para o gerenciamento de pequenas propriedades.
Infra-estrutura
O município de Mafra é um importante entroncamento rodoferroviário na região, servida pela BR 116, BR 280 e pelas ferrovias Linha do São Francisco e Tronco Principal Sul da antiga RFFSA, hoje concedidas à Rumo. Existe também um aeroporto de administração municipal no Bairro do Faxinal, também conhecido como Aeroporto Hugo Werner.
Mafra conta ainda com uma universidade (UnC), um hospital com 69 leitos (Hospital São Vicente de Paula), e uma maternidade (Maternidade Dona Catarina Kuss) esta, devido ao bom serviço prestado, foi a primeira maternidade do sul do Brasil a ser reconhecida pela UNICEF com o título de "Amiga da Criança".
Turismo
Colonizada por diversos povos, mantém as tradições em centros culturais e em grupos folclóricos como o Bucovino Boarischer Wind (alemão) e o Vesná (ucraniano).
Visite a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, templo de fé dos ucranianos que vivem na cidade, e a ponte metálica Dr. Dinis Assis Henning sobre o Rio Negro, inaugurada em 1896 e maior monumento histórico da região.
Vale conhecer algumas particularidades da cidade, como as canforeiras (planta de origem asiática da qual é extraída a cânfora) da praça Hercílio Luz, o calçamento de pedra basáltica e os fósseis, que provam que há milhões de anos a região esteve sob o mar.
Eventos
Diversos eventos são realizados durante o ano. A Festa de São José, em março; Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tradicional na comunidade ucraniana em homenagem à padroeira, em junho; a Festa Bucovina, tradicional comemoração dos bucovinos, com atividades folclóricas e culturais, comidas típicas e muita animação, em julho. Em setembro ocorre a Festa do Produtor, a qual faz parte das comemorações do aniversário do município, e a Festa de Nossa Senhora Aparecida, em outubro.
Além da infraestrutura turística existente, Mafra também conta com turismo ecológico, que dispõe de passeios por florestas, cachoeiras, áreas rurais, usinas e sítios paleontológicos.
Cine-Teatro Emacite
O Cineteatro Emacite é uma sala de espetáculos, em especial de projeção cinematográfica e de apresentação teatral, que fica na cidade de Mafra.
Em 1940, José Rauen idealizou um projeto para a construção de um complexo constituído por Hotel, Cinema e Restaurante na cidade de Mafra, cujo objetivo principal era a exploração do comércio cinematográfico e teatral. Tal complexo, a Empresa Mafrense de Cinema e Teatro, vindo dessas iniciais o nome Emacite, foi fruto de uma parceria entre José Rauen e Alfredo Herbst, que disponibilizou parte de seu capital com um terreno situado em Mafra, na Rua Coronel Victorino Bacelar e Praça Hercílio Luz, com área de 1813,60m², onde foi edificado o prédio destinado ao cinema.
Sua construção teve início em 1950, sendo que o projeto inicial não passou de quatro paredes levantadas e teve a construção paralisada, sendo retomado apenas em 1958, pelo engenheiro Rubens Meister. O cinema foi concluído em 1961 e neste mesmo ano inaugurado em grande estilo, com acomodação para 901 pessoas. Sua arquitetura tem sido considerada uma das melhores do estado, com excelente acústica, tornando-se um dos mais modernos e perfeitos cinemas da época.
Com os avanços tecnológicos e o surgimento do vídeocassete em 1988, o cinema sofreu grande queda de público, não podendo mais repetir filmes, como era costume até então, e sim somente exibir lançamentos. Em meados do século XX, o Cine Emacite deixou de exibir filmes definitivamente, por não conseguir manter as despesas da sala e pela escassez de público.
No início do século XXI foi reformado pela Prefeitura Municipal de Mafra, sob a responsabilidade da arquiteta Dilene Dias, e reaberto em 2005, sob nova direção e dispondo de ambiente moderno e, com a reforma, o palco ganhou espaço avançando sobre a plateia, que ficou com 717 lugares. Atualmente, atuando como Cineteatro e Eventos Emacite, caracteriza-se por ser um dos poucos cinemas de rua ainda em atividade, e apresenta programação cultural diversificada abrangendo cinema e teatro.
O Cine Emacite, teve seu maior movimento nos anos 60 e 70. Os cinemas da época, mediante o fato de ainda não existir videocassete, apresentavam lançamentos, reprises, em especial de filmes famosos, pois era a única forma, muitas vezes, de se assistir a um filme cultuado pela tradição.
A cultura do cinema, nas décadas de 60 e 70, era característica, de forma a se tornar um marco social de relevância e acesso à cultura e informação. Os cinemas eram o ponto de encontro da cidade, o local onde os jovens se conheciam, encontravam e namoravam. Havia a importância da espera da sessão, quando a sala de cinema era mantida iluminada, e os jovens da cidade usavam-na para a antiga “paquera”; havia também a importância da comunicação, mediante o fato de o cinema ter sido, na época, um meio de difundir comportamentos, modas e tendências.
A programação do Cine Emacite, nas décadas de 60 e 70, tinha características próprias, apresentava a maior parte dos filmes aos sábados e domingos, através das sessões da tarde, as matinês, além de sessões noturnas. Havia também sessões especiais, tais como a sessão “Belo-sexo”, às quartas-feiras à noite, quando as mulheres não pagavam o ingresso. Geralmente, a sessão era dupla, apresentava dois filmes seguidos, e quase sempre um dos filmes era um western spaghetti. Os lançamentos passavam, na sua maioria, na sessão da noite. Houve alguns lançamentos históricos, que mereceram sessões extras, como quando foi lançado o filme Gandhi, de Richard Attenborough.
Educação
Universidade do Contestado

O Campus Universitário de Mafra, que integra a Universidade do Contestado (UnC), começou sua história com a criação da Fundação Educacional do Norte Catarinense (Funorte), na década de 1970; a primeira faculdade, nas áreas de Ciências e Letras, começou a funcionar em março de 1973, nas dependências da Escola Básica "Santo Antônio".
A Lei Municipal nº 1991, de 8 de agosto de 1994, uniu a Funorte a 5 (cinco) Instituições de Ensino Superior, todas com as mesmas características da Funorte (Mafra): Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe (Fearpe), em Caçador; Fundação Educacional do Alto Uruguai Catarinense (Feauc), em Concórdia; Fundação das Escolas do Planalto Catarinense (Funploc), em Canoinhas; Fundação do Planalto Central Catarinense (Feplac), em Curitibanos, originando a Universidade do Contestado – UnC.
Esportes
Mafra conta com os clubes: Mafra Futsal; Operário; Pery Ferroviário.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

IÇARA - SANTA CATARINA

Içara é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Sua população verão costumava triplicar passando dos cerca de 60 mil para quase 200 mil veranistas oriundos da região, principalmente da Cidade de Criciúma, mas com a emancipação do distrito de Balneário Rincão que foi elevada à categoria de município em 2013, isso deixou de ocorrer visto que o município de Içara perdeu o acesso ao mar.
Içara pertence à Região Metropolitana Carbonífera (Criciúma).
A população da cidade de Içara (SC) chegou a 59.035 pessoas no Censo de 2022.
Etmologia
A palavra Içara, corruptela de jiçara e içaroba nos remete a ideia de palmeiras; logo Içara, terra das palmeiras.
História
A presença humana no município de Içara decorre desde os primórdios da civilização, com o homem dos sambaquis até a ocupação dos índios Carijós que foram aprisionados, escravizados e vendidos para outras regiões na época da ocupação portuguesa. A segunda presença foi a luso-açoriana e africana, por volta de 1770. Mesmo havendo ocupação das terras divididas em sesmarias e a colonização com implantação de novas culturas, estes colonos não foram conceituados como imigrantes pela condição de serem cidadãos portugueses, e de escravos. Na sequência vieram os povos de origem alemã, polonesa e italiana. Este último, um maior contingente, povoou o KM 47 por ocasião da construção da Ferrovia, por volta de 1920.
O KM 47 passou à condição de vila e tomou foros de Distrito de Criciúma em 1944, em detrimento do distrito de São Sebastião, sediado na Urussanga Velha e criado no ano de 1933. No dia 20 de dezembro de 1961, é criado o município de Içara e a 30 do mesmo mês foi efetivado a sua instalação, desmembrando-se do município de Criciúma com o topônimo de Içara.  Atualmente Içara, cortado pela BR-101, é um município em progresso constante com implantação da industrialização, destacando-se nos derivados de plástico. Entretanto, segue também na economia, a tradição agrícola e uma notável possibilidade, turístico religioso devido ao Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, sendo o segundo maior de Santa Catarina.
Distrito criado com a denominação de São Sebastião pelo Decreto Estadual n.º 334, de 08-03-1933, subordinado ao município de Cresciúma.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o distrito de São Sebastião figura no município de Cresciúma.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 238, de 01-12-1938, o distrito de São Sebastião passou a denominar-se Aliatar.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943 o distrito já denominado Aliatar figura no município de Cresciúma.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 941, de 31-12-1943, o distrito de Aliatar passou a denominar-se Içara.
Pela Lei Estadual n.º 247, de 30-12-1948, o município de Cresciúma passou a ser grafado Criciúma.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948 o distrito já denominado Içara figura no município de Criciúma. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Içara pela Lei Estadual n.º 796, de 20-12-1961, sendo desmembrado de Criciúma. Sede no antigo distrito de Içara. Constituído do distrito sede. Instalado em 30-12-1961.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1997.
Em divisão territorial datada de 15-VII-1999 o município é constituído de 2 distritos: Içara e Balneário Rincão.
Em divisão territorial datada de 2015 o município é constituído do distrito sede.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 28º42'48" sul e a uma longitude 49º18'00" oeste, estando a uma altitude de 48 metros. Com uma extensão territorial de 228,928 km², o município de Içara apresenta um relevo modesto. Com altitude média de 15 metros acima do nível do mar, estando a cidade de Içara, sede do município, a 27 metros de altitude. A morfologia do município pode ser dividida em: sequencia de morros; planície central e colinas.
A vegetação nativa do município de Içara está incluída no macro sistema vegetal Mata Atlântica, caracterizada pela floresta Ombrófila Densa (hoje, praticamente extinta) das áreas litorâneas.
O município de Içara apresenta duas bacias hidrográficas: a) bacia do rio Urussanga Velha; b) bacia do rio dos Porcos.
Clima
Em Içara, o verão é morno e opressivo; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 29 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Içara e realizar atividades de clima quente são do meio de março ao fim de maio e do fim de agosto ao meio de dezembro.
Economia
Içara é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios é um fator de atenção.
No ano, o município acumula mais admissões que demissões, com um saldo de 383 funcionários, onde destacam-se positivamente as atividades de limpeza (199), o transporte de carga (112) e as cabines, carrocerias e reboques para veículos automotores (74). Além disso, houve incremento de 115 novas empresas na cidade.
Até agosto de 2023 houve registro de 115 novas empresas em Içara, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 14 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (19).
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Câmara Municipal de Içara ; Caravela .