terça-feira, 25 de julho de 2017

Imagens do Brasil - São Tomé das Letras - Minas Gerais




São Tomé das Letras é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil.
Topônimo
Seu nome deve-se a uma lenda sobre o suposto encontro no final do século XVIII de uma estátua de São Tomé em uma gruta por João Antão, um escravo fugido de João Francisco Junqueira, juntamente com uma carta de escrita perfeita (impossível a um escravo analfabeto). Outra versão da lenda diz que a carta teria sido entregue na gruta a João Antão por um senhor de vestes brancas. Apresentando a carta ao seu antigo dono, como ordenado pelo senhor de vestes brancas, João Antão teria conseguido sua alforria, pois João Francisco Junqueira teria ficado bastante impressionado pelo relato do escravo e teria mesmo ordenado a construção de uma igreja ao lado da referida gruta, que hoje se encontra no que é o Centro de São Tomé das Letras. Acredita-se que o filho de João Francisco Junqueira, Gabriel Francisco Junqueira, esteja sepultado debaixo do altar da igreja, a atual Igreja Matriz. Já o "das Letras" do topônimo refere-se às inscrições rupestres que ainda podem ser vistas na gruta onde teria sido encontrada a estátua de São Tomé.
História
Os índios cataguás habitaram a região até o século XVIII, quando foram expulsos pelos bandeirantes. Em 1785, começou a ser construída a Igreja Matriz, em estilo barroco com pinturas de Joaquim José da Natividade no estilo rococó. Durante o século XIX, a cidade se tornou uma cidade-dormitório, pois só era ocupada pelos fazendeiros da região nas épocas de festa, permanecendo o resto do ano com as casas fechadas e vazias. A partir do início do século XX, a extração das "pedras de são tomé" (quartzito) se tornou a principal atividade econômica da cidade. Em 1991, a famosa imagem de são Tomé foi roubada da Igreja Matriz.
Geologia
São Tomé das Letras é uma localidade tipicamente serrana, edificada sobre um largo depósito mineral de quartzito do neoproterozoico, que é conhecido como "pedra de são tomé" e que é utilizado largamente na pavimentação de bordos de piscinas, na construção de algumas casas no município, no calçamento das ruas e na elaboração do artesanato local.
Estrada Real
O histórico caminho da Estrada Real passava pela porção sudeste do território do município, não cruzando a área urbana, no caminho entre as cidades vizinhas de Baependi e Cruzília.
Turismo
Existem diversas opções de visita obrigatória, como a Gruta São Tomé, Gruta do Carimbado, Casa da Pirâmide, formações rochosas (a Pedra da Bruxa é a mais famosa), as cachoeiras Eubiose, Véu de Noiva, Paraíso, Lua, Antares entre outras, e corredeiras como Shangri-lá, Sobradinho e inúmeras outras em toda região.
Além disso, a cidade tem o centro histórico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais desde 1996. Embora adulterado, ainda possui grande significado cultural e ecológico. A Igreja Matriz começou a ser construída em 1785 e possui retábulos do período rococó e o forro marcado pela excelência da pintura do artista colonial Joaquim José da Natividade. A Igreja de Pedra, tombada em 1985, também é do século XVIII.

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Imagens do Brasil - Itatiaia - Rio de Janeiro




Itatiaia é um município brasileiro do Estado do Rio de Janeiro.
A temperatura média anual varia entre 15 e 27 graus Celsius, podendo chegar a 5 graus Celsius no inverno.
Etimologia
"Itatiaia" é um termo tupi que significa "pedra pontuda", através da junção dos termos itá ("pedra") e atîaîa ("pontudo").
História
Sua história tem mais de 160 anos, sendo 5 de abril de 1849 oficialmente aceita como marco de sua fundação, com o nome de "Campo Belo". Existem documentos antigos que registram povoamento no local pelo menos sete anos dessa data oficial.
No Brasil Colônia, o território atual do município era habitado por índios Tamoios, Puris e Coroados. A presença do homem branco só veio no rastro dos Bandeirantes, a necessidade do escoamento do ouro em Minas Gerais para os portos de Angra dos Reis e Parati forçou a descida pela serra no roteiro onde hoje existe Mauá, ou pela Serra do Picu, passando por onde hoje é Itatiaia.
O Almanaque Lambert datado de 1850 indica que a região teria sido ocupada nas décadas anteriores pelos mineiros que, diante do esgotamento das minas de ouro, teriam descido definitivamente a serra procurando terras onde pudessem se instalar.
É dessa época a formação das maiores fazendas da região, como a da Cachoeira, a Itatiaia, a Belos Prados, a Campo Belo, a da Serra, a Fazendinha e a de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, esta última correspondendo à atual área do Parque Nacional de Itatiaia, com suas matas preservadas graças a seu proprietário não ter aderido à monocultura cafeeira.
Foi somente no início do século XIX que surgiu o povoado de Campo Belo com a instalação do Distrito de Paz e Tabelionato, em 1832. Em 1839 foi instalado o Curato Eclesiástico de São José de Campo Belo. Campo Belo foi elevada à vila por Lei Federal n. 311, de 2 de março de 1938.
Em 31 de dezembro de 1943 o Decreto Lei n. 1.056 deu ao quarto distrito de Resende e Vila de Campo Belo o expressivo nome de Itatiaia.
Em 1985 nevou no Parque Nacional de Itatiaia.
Sua primeira administração foi instalada em 1 de junho de 1989. Sua economia já passou pela indústria do café, cana-de-açúcar, pecuária, exploração de carvão e atualmente baseia-se no turismo.
Turismo
Em Itatiaia, o visitante encontra montanhas, com ótimos lugares para a prática de escalada e florestas úmidas com cachoeiras.
Além do Parque Nacional de Itatiaia, Itatiaia conta ainda com outros destinos turísticos, como a Usina Hidrelétrica do Funil, pertencente à estatal Furnas Centrais Elétricas, a Colônia Finlandesa de Penedo e as vilas de Maromba e Maringá, ambas na região de Visconde de Mauá.
Parque Nacional de Itatiaia
O Parque Nacional de Itatiaia, localizado na cidade, é um atrativo a parte, sendo o primeiro parque nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 pelo então Presidente Getúlio Vargas. Divide-se em dois ambientes distintos:
- Sede do Parque (parte baixa) - tem como atrativos o Lago Azul, as Cachoeiras Poranga, Itaporani e Véu de Noiva, os Três Picos, o Complexo Maromba, com a piscina natural do Maromba, a Pedra de Fundação e o Mirante do Último Adeus.
- Planalto (parte alta) - encontram-se os campos de altitude e os vales suspensos onde nascem vários rios integrantes das bacias hidrográficas do Rio Paraíba do Sul e do Rio Grande. Seu acesso se dá pela rodovia Presidente Dutra, entrando em Engenheiro Passos, e pegando a rodovia Rio de Janeiro-Caxambu, BR-354, na altura da Garganta do Registro, sinalizada, tem início a estrada de chão batido e a entrada do Parque. É na parte alta que encontra-se o Pico das Agulhas Negras, o Maciço das Prateleiras e o Morro do Couto, além de abrigos onde os turistas podem pernoitar.


Fonte: Wikipedia

sábado, 15 de julho de 2017

Imagens do Brasil - Teresópolis - Rio de Janeiro



Teresópolis é um município brasileiro no interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Pertence à Microrregião Serrana, localizando-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 75 km.
A região onde atualmente situa-se Teresópolis era habitada no século XVI por índios timbiras, antes mesmo da chegada dos portugueses. Certo progresso foi visto quando os escravos que fugiam das plantações de cana da Baixada formaram o Quilombo da Serra. A família imperial brasileira encantou-se com as belezas deste local em suas constantes visitas feitas durante o século XIX. Neste período, George March, um português de origem inglesa, adquiriu algumas terras, onde hoje situa-se o bairro do Alto, e as transformou em uma fazenda-modelo. 
Topônimo - "Teresópolis" é formado pela junção do antropônimo "Teresa" com o termo de origem grega "pólis" (que significa "cidade"), significando, portanto, "cidade de Teresa". Trata-se de uma homenagem à imperatriz brasileira Teresa Cristina, esposa do segundo Imperador brasileiro D. Pedro II.
História - Antes da chegada dos primeiros portugueses à região da atual Teresópolis, no século XVI, a mesma era habitada por índios timbiras. Em 1583, índios temiminós da tribo de Arariboia receberam uma sesmaria que incluía a atual Serra dos Órgãos. Ao longo dos séculos seguintes, portugueses foram adquirindo sesmarias na região. A mesma também passou a abrigar, no chamado "Quilombo da Serra", escravos fugidos das plantações de cana-de-açúcar da Baixada Fluminense.
A primeira descrição oficial de Teresópolis foi feita em 1788 por Baltazar da Silva Lisboa, que, em seu relato, descrevia a serra e também a Cascata do Imbuí.
Fundação do município - Em 6 de julho de 1891, através do Decreto 280 do então governador Francisco Portela, a freguesia foi alçada à condição de município, com sede na freguesia de Santo Antônio do Paquequer ou "Teresópolis", em homenagem à Imperatriz Dona Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II, 
Chegada do trem - Durante o século XIX, o trem foi o principal meio de transporte e se expandiu mundialmente até a segunda metade do século XX. No estado do Rio, pioneiro no transporte ferroviário no país, havia um ramal que funcionava a partir do Cais da Piedade, onde atracavam as barcas de passageiros, até o distrito de Guapimirim, passando pelo centro do município de Magé. Até 1901, a estação de Guapimirim serviu como final da linha, até que iniciaram as obras para subir a Serra dos Órgãos. A expansão foi gradativa, chegando primeiro nas localidades de Barreira (1904), Miudinho (1905), Garrafão e Alto (1908), mais precisamente no dia 7 de setembro deste mesmo ano, quando todo esse trecho foi inaugurado oficialmente. Até então Teresópolis tinha uma via de transportes incipiente. Anos depois, foi notado que a estrada de ferro propiciou um certo progresso da área. Em 1919, com a administração da ferrovia tomada pela Estrada de Ferro Central do Brasil, o ramal foi prolongado até uma localidade denominada como "Várzea de Teresópolis", onde foi construída uma nova estação terminal, a Estação José Augusto Vieira, em 1929. Os trens passaram a partir da Estação Barão de Mauá, no Rio de Janeiro até Magé, onde seguiam para Teresópolis pelo trajeto original. Na manhã de 9 de março de 1957, o trem desce a Serra pela última vez em direção à Guapimirim, para dar lugar a um novo plano rodoviário, marcando, assim, o final de uma era. No mesmo ano, em 1 de dezembro, é inaugurada a Casa de Portugal de Teresópolis, por um grupo de portugueses residentes no município.

Fonte: Wikipedia

sábado, 8 de julho de 2017

Imagens do Brasil - São Lourenço - Minas Gerais



São Lourenço é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, uma das mais conhecidas estâncias hidrominerais do Brasil. Faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais, na serra da Mantiqueira.
Clima
Município de clima ameno, tem uma temperatura média de 18°C. No inverno as temperaturas chegam a 0°C. Com altitude de 875m na sede da prefeitura, tem clima tropical de altitude, com temperatura média no verão de 22°C.
Economia
O turismo e o comércio são as principais atividades econômicas do município. São Lourenço se firmou como uma das mais importantes estâncias hidrominerais do Brasil. Cidade pólo do Circuito das Águas, está apta a atender os mais exigentes clientes, com o 2° maior parque hoteleiro do estado.
Atrativos turísticos
Parque das Águas; Trem das Águas; Calçadão; Centros Comerciais ("shopping centers"); Aldeia Vila Verde (artesanato); Teleférico; Templo da Eubiose; Sítio Lagoa Seca; Quinta do Cedro;Rampa de voo livre da Fazenda Santa Helena.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Imagens do Brasil - Caxambú - Minas Gerais


Caxambú é um município do Estado de Minas Gerais, no Brasil.
A palavra "Caxambu" tem etimologia discutida. Existem várias interpretações: a) teve origem do termo catã-mbu, que, no dialeto tupi dos antigos habitantes cataguases que habitavam a região, significa "água que borbulha" ou "bolhas a ferver".[carece de fontes]; b) tem origem no termo tupi kaxabu, que significa "mandacaru"; c) tem origem no termo de origem africana "caxambu", que designa: um grande tambor; um gênero musical;
um gênero de dança; cartas que ficam viradas uma para outra no ato de embaralhar; morro em forma de tambor.
História
Toda a atual região do sul do estado de Minas Gerais era território habitado pelos índios puris até a chegada dos primeiros europeus à região, a partir do século XVI.
Em 1674, o Bandeirante Lourenço Castanho Taques, seguindo a trilha de Jacques Félix, vindo de Pinheiro ao Rio Verde, avistou o Morro de Caxambum, habitado na época pelos índios cataguases. Em 1711, era conhecida como Cachambu. No ano de 1714, Caxambu era uma paragem conhecida como Cachumbu, sítio onde morava Alferes Alberto Pires Ribeiro. Neste período "As Minas Gerais" pertenciam a capitania de São Paulo e foram divididas em três Comarcas, sendo Caxambu pertencente à Comarca do Rio das Mortes (São João del-Rei). Quando assim fizeram, a divisa entre a Comarca do Rio das Mortes e da Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá foi colocada no alto do Morro de Cachumbu (do livro "Datas e Fatos da Terra do Rio Verde", do historiador Benefredo de Sousa). Com a criação da Capitania Independente de Minas Gerais, em 2 de dezembro de 1720, era natural que permanecessem os mesmos limites, cabendo, à Capitania de São Paulo, toda a área das bacias dos rios Grande, Verde e Sapucaí. Afirma o historiador Hilton Federici, em seu livro "Histórias do Cruzeiro", que "furtivamente, os membros da Câmara de São João del-Rei fizeram mudar a posição do marco, levando-o para o alto da Serra da Mantiqueira".
Em 1814, conta-se que existiam apenas duas fazendas no povoado: a das Palmeiras e a Caxambu. Dizem que foi nesta época que descobriram a existência das fontes. Caxambu é famosa por suas ligações com a Família Imperial Brasileira, quando a própria Princesa Isabel e seu esposo Conde d'Eu, em 1868, vieram atraídos pela fama das águas. A princesa buscava a cura de sua infertilidade. Através das águas ferruginosas da fonte, hoje denominada Princesa Isabel e Conde d'Eu, a princesa curou-se de sua anemia e engravidou. Assim, ela mandou erguer, na cidade, a Igreja de Santa Isabel da Hungria, em agradecimento por ter sido curada. Em 1875, a cidade tornou-se Distrito de Baependi e a qualidade de suas águas foi reconhecida, tendo a sua exploração sido concedida pelo governo de Minas Gerais a empresas particulares.
Em 16 de setembro de 1901, foi criada a vila de Caxambu. E, finalmente, em 18 de setembro de 1915, foi elevada à categoria de cidade, abrangendo, até o ano de 1938, a área da atual cidade de Soledade de Minas. Em Caxambu, também estiveram outras figuras brasileiras importantes, como Rui Barbosa, que, admirado com a beleza do local, escreveu o poema "Medicina entre Flores".
Atrações turísticas
Caxambu situa-se nas montanhas do sul de Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira. A pequena cidade concentra o maior complexo hidromineral do mundo, com doze fontes de água mineral com propriedades diferentes, a maioria delas concentradas no Parque das Águas Doutor Lisandro Carneiro Guimarães, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.
A cidade é servida pelo Aeroporto Fernando Levenhagem de Mello.
Clima
Com altitude de 895 metros, tem clima tropical de altitude, com média anual de dezessete graus centígrados e a média do verão ser de 21 graus centígrados. Confirma-se, assim, seu status na classificação para clima tropical, segundo a escala internacional de Köppen, como Cwb ("C" para média das temperaturas dos três meses mais frios do ano ser superior a três graus Celsius negativos e inferior a 18 graus Celsius no mês mais frio, "w" para invernos secos e "b" para temperatura média do mês mais quente ser inferior ou igual a 22 graus centígrados).

Fonte: Wikipedia

sábado, 6 de maio de 2017

Imagens do Brasil - Três Corações - Minas Gerais



Três Corações é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.
História - O distrito de Três Corações do Rio Verde deve sua criação ao decreto datado de 14 de junho de 1832. A Lei Provincial nº. 3.197, de 23 de setembro de 1884, criou o Município com denominação de Três Corações do Rio Verde e território desmembrado de Campanha, tendo-se verificado a instalação a 10 de julho de 1885. Em virtude da Lei Provincial nº. 3.387, de 10 de julho de 1886, elevou-se a categoria sede do município e também do distrito, que teve sua criação confirmada pela Lei Estadual nº. 2, de 14 de setembro de 1891. Por força da lei nº. 843, de 1923, o município passou a denominar-se simplesmente Três Corações.
Etimologia - A versão oficial provém da Capela erigida por Tomé Martins em louvor aos Sacratíssimos Corações de Jesus, Maria e José. Entretanto duas outras versões, de cunho mais poético, falam sobre o nome Três Corações. A primeira é sobre o amor de Jacira, Jussara e Moema por três boiadeiros vindos de Goiás, que as deixaram a chorar. A segunda versão fala das curvas caprichosas do Rio Verde, que atravessa o município, desenhando três corações em seu caminho sinuoso.
Antigos nomes - Rio Verde; Porto Real Passagem do Rio Verde; Aplicação do Rio Verde; Três Corações do Rio Verde.
As primeiras notícias sobre as terras onde hoje se situa o município de Três Corações datam de 1737, quando Cipriano José da Rocha, ouvidor de São João del-Rei, informa que, quando de passagem pela região, encontrou roças e catas de mineração na região da Aplicação do Rio Verde.
Por volta de 1760, o português Tomé Martins da Costa se estabelece na barranca direita do Rio Verde, embriagado pelo ouro abundante existente em suas lavras. Após adquirir novas terras, constrói a fazenda do Rio Verde e manda erigir uma capela sob a invocação dos Santíssimos Corações de Jesus, Maria e José.
No ano de 1764, de passagem pela região em viagem de inspeção e demarcação de limites, o governador da capitania de Minas Gerais, D. Luís Diogo Lobo da Silva, visita Tomé em sua fazenda, encontrando alguns casebres ao redor da capela.
Em 1790, o capitão Domingos Dias de Barros, genro de Tomé Martins da Costa, pede licença para construir uma ermida no lugar da antiga capela, que é inaugurada em 1801, tendo seu altar-mor trabalhado pelo mestre Ataíde.
Em 14 de julho de 1832 é instalada a freguesia dos Três Corações do Rio Verde e a paróquia dos Três Sacratíssimos Corações. Em 6 de setembro de 1860, grandes comemorações na elevação a Vila da Freguesia dos Três Corações do Rio Verde e na inauguração da Igreja Matriz. Em 1873, o Presidente da Província de Minas Gerais sanciona Lei incorporando à Vila o território pertencente à Freguesia.
O grande passo para o pleno desenvolvimento do município seria, entretanto, dado no ano de 1884, quando a Vila recebe a visita do Imperador D. Pedro II e a Família Imperial, para a inauguração da estrada de ferro Minas & Rio. Inaugurada oficialmente em 22 de junho deste ano, fazia a conjunção entre a Vila e a cidade de Cruzeiro, no estado de São Paulo. A repercussão desta visita foi de tamanha relevância que, três meses depois, em 23 de setembro de 1884, a Vila seria emancipada, sendo elevada à categoria de cidade.
Em 7 de setembro de 1923, com a Lei 843, Três Corações do Rio Verde passa a denominar-se apenas Três Corações.
Milho, café e leite são produzidos no município e seu Distrito Industrial, às margens da BR 381 (Rodovia Fernão Dias) detém um grande número de empresas de médio e grande porte, tais como a Mangels, São Marco, Total Alimentos, Federal-Mogul (antiga TRW), Descartáveis Zanatta, Heringer, entre outras. É nesta cidade que nasceu o ex-jogador de futebol e atleta do século, Pelé.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Imagens do Brasil - Conservatória - Rio de Janeiro



Conservatória é o sexto distrito do município de Valença, no estado do Rio de Janeiro.
Anteriormente denominado Santo Antônio do Rio Bonito, situa-se em um vale da Serra do Rio Bonito. Faz divisa com o estado de Minas Gerais, com os distritos de Santa Isabel do Rio Preto, Parapeúna, Pentagna, Valença (sede do município de mesmo nome) e com o município de Barra do Piraí.
Famoso por suas serenatas, tradição conservada pelo turismo, e pela observação de OVNIs na Serra da Beleza.
Conservatória cresceu e prosperou durante o ciclo do café da economia brasileira, a partir do século XIX. A cidade foi um importante elo na produção e circulação do produto, abrigando mais de 100 fazendas que plantavam o café e o escoavam pelo antigo caminho ferroviário que vinha das Minas Gerais e ia para a Corte, na cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para o porto e outras cidades do país.
O primeiro registro da localidade data do final do século XVIII, a partir de um relato de 1789, em que Conservatória era reserva dos índios Araris, "elegantes e desembaraçados", segundo o naturista Saint Adolph. Diversas histórias justificam a origem do nome, sendo que a mais corriqueira diz que o lugar era conhecido como "Conservatório dos índios", um lugar onde os Araris se recolhiam para se recuperar de doenças que dizimavam as tribos. Em 1826, existiam cerca de 1.400 índios aldeados na reserva. Foram exterminados pelos desbravadores colonialistas. Vestígios dos Araris, como artefatos em cerâmica e algumas ossadas, já foram encontrados em escavações feitas em diversos locais da região.
Serenata e paixão - A prosperidade econômica do final do século XIX deu início a outra tradição na vila: a das serenatas - a música cantada sob o sereno.
Um dos grandes motivadores da tradição da música na cidade é o Museu da Seresta, que tem acervo de músicas de serestas, criado pelos irmãos Joubert Cortines de Freitas e José Borges de Freitas Neto, já falecidos, e reunindo os seresteiros às sextas-feiras e sábados à noite, que de lá saem para cultivar o hábito, raramente quebrado, de cantar pelas ruas da cidade.
Em 1998, Conservatória comemorou 120 anos de serenatas. Conta a história que a tradição nasceu com um romântico professor de música e tocador de violino, Andreas Schmidt, que, em uma noite enluarada no silêncio do vilarejo, atraiu espectadores, e o professor Andreas passou a ter como rotina tocar seu violino na praça, nas noites estreladas.
Certa vez, em 1938, Antonio Castello Branco, um abastado fazendeiro de Santa Isabel, distrito vizinho, que vivia uma paixão não correspondida por uma moça de Conservatória, resolveu demonstrar seu amor conforme a tradição. Colocou seu piano de cauda em cima de um caminhão e percorreu mais de 20 quilômetros em estrada de terra esburacada, só para tocar e cantar sob a janela da amada. Acabou em casamento.
Conservatória mantém suas características bucólicas de arraial, pacata e tranquila, cujos moradores de fala branda, afáveis e educados preservam seus costumes e se reúnem, vez por outra, para manter a tradição das festas juninas em seu pequeno vilarejo o que o torna um pólo de atração turística no estado do Rio de Janeiro.
Algumas das antigas fazendas ainda estão preservadas, outras mudaram sua atividade produtiva, mas a beleza do lugar abriram outros caminhos de sucesso para Conservatória.
Um dos símbolos da história do lugar que está logo na entrada na cidade: a antiga "Maria Fumaça", da Rede Mineira de Viação, que puxava os vagões de passageiros e também o trem com a produção de café, hoje estacionada em frente à antiga Estação Ferroviária de Conservatória, atual rodoviária. A linha ferroviária e a estação, inauguradas por D. Pedro II em 21 de novembro de 1883, foram extintas. Por aquela ferrovia, o vilarejo se interligava com o Rio e Minas, partindo de Barra do Piraí - município do qual Conservatória foi distrito de 1943 a 1948, quando passou a pertencer a Valença - e chegando até Baependi, após Santa Rita do Jacutinga, em Minas.
Com o fim da ferrovia, Conservatória ficou isolada dos grandes centros. O acesso, por Barra do Piraí, Santa Isabel, Valença ou São José do Turvo, era precário, por estradas de terra, com cerca de 30 quilômetros, que muitas vezes ficavam interditadas na época das chuvas. Nem mesmo essas dificuldades, no entanto, afastaram os amantes das serestas e da cidade, que permaneceram fiéis à tradição, frequentando e divulgando o lugar.
Nos anos 1980, teve início a pavimentação do trecho de estrada ligando Barra do Piraí à Ipiabas, facilitando o trajeto até a cidade. Em 1998, finalmente, foi inaugurada a pavimentação por asfalto do trecho de 15 quilômetros entre Ipiabas e Conservatória, reforçando o desenvolvimento turístico da cidade e abrindo novas perspectivas econômicas para a região.

Fonte: Wikipedia