domingo, 9 de dezembro de 2018

Colares - Pará

Colares do Pará é um município do estado do Pará, no litoral da baía de Marajó, na microrregião do Salgado, mesorregião do Nordeste Paraense.
O município ficou internacionalmente conhecido através dos documentários exibidos na série Arquivos Extraterrestres veiculada pelo The History Channel, acerca dos frequentes ataques de supostas naves e seres extraterrestres que foram documentados pela Operação Prato, que foi registrada em vídeos por oficiais da aeronáutica em Colares e no município vizinho Vigia, nos anos de 1977 e 1978. Esses documentos foram parcialmente revelados pela Força Aérea Brasileira.
História - A história do município de Colares está estreitamente vinculada ao processo de configuração original e definitivo do município de Vigia. Nos seus registros históricos, há referência de que o povoado original encontrava-se assentado em território da nação dos índios Tupinambás, a mesma que foi colonizada pelos frades da Ordem Jesuíta, por volta do século XVII, o que veio a resultar na constituição do município de Vigia, no ano de 1693.
Dessa forma, Colares manteve-se instalado no mesmo território em que foi fundado como povoado (até então área patrimonial do município de Vigia), a partir do qual, ao longo do tempo, evoluiu até chegar à categoria de Município. A elevação de Colares à Vila - determinação adotada pelo Conselho de Governo da Província, nas sessões realizadas de 10 a 17 de maio – deu-se em cumprimento à Lei que promovia uma nova organização aos municípios paraenses Com base nessa Lei, a Vila de Colares foi reconhecida como município, passando a configurar o seu patrimônio territorial com terras desmembradas do município de Vigia. 
Com a criação dos Termos e Comarcas da Província do Pará, também em 1833, ficou Município de Colares constituindo o Termo de Vigia, compreendendo, além destes, o lugar conhecido por São Caetano, a Vila Nova d’El Rei, Porto Salvo e Penhalonga. Na categoria de Termo de Vigia, Colares não conseguiu se manter por muito tempo, pois, embora os mesmos autores não deem referências maiores de natureza legal, afirmam que foi rebaixada, voltando a ostentar o título de Vila, novamente, em 1883, em cumprimento à Lei Provincial nº 1.152, promulgada em 4 de abril, abandonando sua condição antiga. 
Com a proclamação da República, um novo ordenamento administrativo e político foi estabelecido no Estado e como resultado, o Governo Provisório, mediante o Decreto nº 119, promulgado no mês de março de 1890, criou o Conselho de Intendência Municipal para Colares. 
No ano de 1901, pelas disposições contidas na Lei nº 752, de 25 de fevereiro, o município de Colares foi extinto e seu patrimônio territorial foi anexado novamente ao do município de Vigia. Convém frisar que Colares, por essa mesma Lei, também perdeu a denominação de Distrito Judiciário. 
No ano de 1905, com o Decreto nº 1.388, de 21 de julho, foi promovida a divisão da sub-prefeitura de Colares em duas e ficou ratificada a sua condição de área sob influência da Comarca de Vigia. Em 29 de dezembro de 1961, através da Lei Estadual nº 2.460, Colares voltou a ganhar autonomia como Município ficando, dessa forma, desmembrado do município de Vigia. Hoje, conta com único distrito que leva o seu nome, constituindo-se a sede municipal.
Cultura - Quatro festas religiosas movimentam o município de Colares durante o ano. 
O calendário de festividades inicia no mês de junho, quando, em todo o Município, são realizadas festividades em homenagem a São João, acompanhadas de arraial, leilões e reuniões dançantes. No mês de julho, na localidade de Jaçarateua, acontece o Círio de São Sebastião. 
Em setembro, na localidade de Mocajuba, realiza-se o Círio de São Tomé. 
Por fim, em dezembro, no segundo domingo, é realizado o Círio de Nossa Senhora do Rosário, na sede do município. 
Levando em consideração que o Colares apresenta uma população heterogênea, proveniente de outras regiões do Brasil, o município não apresenta uma identidade cultural, por isso não se tem um conjunto de manifestações populares que possa ser tomado como representativo da cultura do povo do município, não há muita variedade entre as manifestações da cultura popular. Assim, as manifestações ficam por conta das festas e folguedos populares típicos do Estado, como o carimbó, que é predominante em todo o município de Colares, especialmente no mês de junho. Boi-bumbás e grupos de pássaros fazem apresentações esporádicas, entretanto, com mais freqüência na quadra junina.
Artesanatos de caráter utilitário, como a produção de cadeiras, canoas e remos, e de caráter artístico, como é o caso de cerâmica, compõem o quadro da produção artesanal local. 
A capela do Senhor dos Passos, a Igreja Matriz e a Igreja de São Sebastião, constituem o patrimônio histórico do município. 
Por outro lado, Colares dispõe de uma Biblioteca Pública que é o único equipamento cultural de que o Município dispõe para resguardar e divulgar a cultura local.
Referência para o texto: Wikipédia e Site da Prefeitura de Colares.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Nova Iguaçu - Rio de Janeiro

Nova Iguaçu é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Pertence à Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro.
Historicamente uma "cidade dormitório", Nova Iguaçu vem mudando seu perfil sócio-econômico nos últimos anos. Recentemente, instalaram-se no município importantes empresas, como a Companhia de Canetas Compactor; as Indústrias Granfino, do ramo de alimentos; a Cimobras, do ramo siderúrgico; a Niely Cosméticos; a Embelleze e a Aroma do Campo, do ramo de cosméticos. Possui centros de ensino e pesquisa, tais como o CEFET/RJ, SENAI, UFRRJ, UGB, UNESA, UNIABEU, UNIG. e Unigranrio.
Além da importância econômica, Nova Iguaçu é um notável centro turístico da Região Metropolitana. A Reserva Biológica do Tinguá e o Parque Municipal configuram-se como grandes áreas de preservação ambiental, enquanto que a Serra do Vulcão, com a prática de voo livre, é um relevante ponto de visitação localizado na zona suburbana. O patrimônio histórico é constituído pelas ruínas de Iguaçu Velho e da Fazenda São Bernardino.
Nova Iguaçu possui importantes centros de cultura, lazer e entretenimento. Há eventos culturais realizados no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, órgão responsável por projetar a vida cultural iguaçuana. O Nova Iguaçu Futebol Clube é um orgulho da cidade, que ainda possui como destaques os Polos Gastronômicos da Via Light, o Baixo Iguaçu e a rua que ficou conhecida como Rua da Lama.
Etimologia - O vocábulo "Iguaçu" é um termo proveniente do tupi, originalmente 'y-gûasu . Seu significado é "rio grande" ou ainda "água grande", através da junção dos termos 'y (rio, água) e gûasu (grande). É uma referência dos índios jacutingas, naturais da região, ao Rio Iguaçu, outrora um rio caudaloso.
Quando foi aportuguesado, o termo grafava-se, à época, Iguassú . Em 1891, a sede de município foi transferida para o arraial de Maxambomba, às margens da Estrada de Ferro Dom Pedro II, e, em 1916, passou a se chamar Nova Iguassú, em oposição à antiga sede, que ficou conhecida como Iguassú Velho . Com o Acordo Ortográfico de 1945, o nome foi alterado, finalmente, para Nova Iguaçu.
História
Primeiras ocupações - Antes de os portugueses chegarem ao Rio de Janeiro (em 1503), os índios jacutingas já habitavam a margem ocidental do rio Iguaçu. Esses índios ajudaram os franceses quando eles chegaram à região.
Em 1575, o então governador da capitania do Rio de Janeiro, Antônio Salema, reuniu um exército português apoiado por uma tropa de índios catequizados, com o objetivo de exterminar o domínio franco-tamoio que já durava vinte anos no litoral norte da capitania. Temendo perder seus territórios, os índios tamoios, ainda aliados aos franceses, foram praticamente dizimados por conta da insurreição denominada "Guerra de Cabo Frio". As tropas vencedoras exterminaram e escravizaram indígenas.
Após o final da "Guerra de Cabo Frio" e do massacre verificado, não houve interesse da metrópole em colonizar a região do Cabo Frio, entretanto os colonizadores decidiram povoar o Recôncavo Fluminense (região em torno da Baía de Guanabara). Começaram a se fixar às margens dos grandes rios da região, em especial os rios Iguaçu, Meriti, Sarapuí, Saracuruna, Jaguaré, Pilar, Marapicu, Jacutinga, Mantiqueira e Inhomirim.
Ainda em 1575, o capitão-mor Belchior Azeredo construiu uma ermida em louvor a Santo Antônio, no sopé de uma colina a 750 metros da maior curva do Rio Santo Antônio, atual Rio Sarapuí, em terras jacutingas. A construção, erguida em taipa, foi determinante para que Belchior Azeredo conquistasse as terras dos índios jacutingas em forma de sesmaria, através do governador Cristóvão de Barros, batizando-as como Engenho Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas. O capitão-mor ainda concedeu a si mesmo uma sesmaria próxima ao Rio Majé, onde construiu um engenho. Nas décadas posteriores, a pequena ermida foi alçada à categoria de capela-colada, de capela-curada e, finalmente, de igreja-matriz (freguesia), neste local permanecendo por mais de 130 anos, até a década de 1700.
Uma vez a ocupação da bacia dos rios Iguaçu, Sarapuí e Meriti efetivada, o que ocorreu a partir do final do século XVI, as tradicionais trilhas indígenas viraram estradas. Uma delas, a longa trilha dos indígenas jacutingas, foi transformada na Estrada Geral, que ligava a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu (atual Marapicu) à Freguesia de Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas (atual Belford Roxo, próxima à fábrica da Bayer). O leito da estrada é, atualmente, ocupado pela rodovia RJ-105. A velha ponte sobre o Sarapuí era o ponto de junção entre a Estrada Geral e a Estrada Real (atual Avenida Pastor Martin Luther King Júnior). A Estrada Real seguia em direção à Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, passando antes pela Freguesia de São João do Orago do Rio Merity, pelo porto da Pavuna, por Inhaúma e pela Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Irajá.
Esses caminhos constituíram, por longo tempo, a melhor opção terrestre para adentrar o Recôncavo Fluminense, já que o acesso era difícil devido à grande quantidade de pântanos e de rios caudalosos e de considerável largura. Para estabelecer a rota da Estrada Real, foram considerados os melhores pontos para a transposição dos rios Meriti e Sarapuí, observando locais onde estes rios formavam vaus.
A colonização da região exigia rotas para o escoamento da produção dos engenhos. Inicialmente, isso foi possível graças às vias fluviais, quando os rios serviam de estradas, uma vez que as trilhas indígenas (e as estradas derivadas delas) eram rústicas e os rios eram o modo mais fácil de adentrar no Recôncavo Fluminense para a sua colonização.
Logo que passou a ser explorado, o ouro das Minas Gerais era levado por terra até o porto de Parati e daí, por via marítima, até a cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para Portugal. Como a rota do litoral entre Parati e o Rio de Janeiro era infestada por corsários e piratas, foi necessário a abertura de caminhos terrestres mais curtos e seguros para trazer o ouro das Minas Gerais até o Rio de Janeiro.
No século XVII, Garcia Rodrigues Paes ligou Paraíba do Sul ao porto do Pilar do Iguaçu para o escoamento do ouro trazido de Minas Gerais. Essa ligação foi chamada Caminho do Pilar ou, mais comumente, Caminho Novo das Minas, pois substituiu o antigo Caminho de Paraty. Do Rio Pilar, podia-se navegar até o Rio Iguaçu, que tem sua foz no interior da Baía de Guanabara, área com fortificações e mais protegida dos ataques de piratas e corsários.
Posteriormente, foram também abertos o Caminho da Terra Firme e a Variante do Proença, visando a facilitar o escoamento do ouro, já que o trânsito no Caminho do Pilar tinha diversos problemas. Com a redução de seu uso, o Caminho Novo logo passou a ser chamado de Caminho Velho.
O Arraial de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu (à época, grafava-se "Iguassú") nasceu ao redor de um porto fluvial nas margens do Rio Iguaçu. Em 1699, a localidade já tinha uma capela curada. Na época do Marquês do Pombal, em 1750, foi elevada à categoria de freguesia. O Porto de Piedade de Iguaçu prosperou em razão da intensa movimentação dos tropeiros pelo Caminho Novo.
Até o início do século XIX, Piedade do Iguaçu tornou-se o principal povoado da região, mas era dependente administrativa e politicamente da cidade do Rio de Janeiro, embora já demonstrasse um bom desenvolvimento econômico, além do aumento da população e do crescimento do comércio.
Os povoados da região concentravam-se principalmente às margens dos rios, mas também havia alguns nos entroncamentos das estradas. Piedade do Iguaçu cresceu ainda mais com a abertura da Estrada Real do Comércio, primeira via aberta no Brasil para o escoamento do café do interior do país.
Graças à Estrada Real do Comércio e às ótimas condições para a criação de um entreposto comercial, foi necessária a criação de um município. Em 15 de janeiro de 1833, portanto, foi criada a Vila de Iguaçu a partir de decreto assinado pelo regente Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, em nome do imperador dom Pedro II. Em 29 de julho do mesmo ano, foi instalada a câmara dos vereadores, com sete representantes.
O novo município foi formado pelas freguesias de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu (definida como capital do município), Santo Antônio de Jacutinga, Nossa Senhora do Pilar, São João de Meriti e Nossa Senhora da Conceição do Marapicu. Inicialmente, a Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Inhomirim também faria parte, contudo os moradores desse distrito não aceitaram a incorporação, especialmente devido à distância.
A Assembleia Legislativa da província do Rio de Janeiro extinguiu o município de Iguaçu em 13 de abril de 1835 (Lei Número Catorze), mas o restaurou em 10 de dezembro de 1836 (Lei Número 57), já sem a Freguesia de Inhomirim. Em 1846, o município ainda perdeu mais uma parte de seu território ao ser criada a Vila da Estrela, que assumiu a Freguesia do Pilar.
Apesar do grande progresso em seus primeiros anos de independência administrativa (embora até 1919 as funções de executivo fossem de responsabilidade do intendente, representado pelo presidente da câmara), a Vila de Iguaçu entrou em decadência na segunda metade do século XIX. Alguns fatores podem ser citados, como a criação das estradas de ferro, a construção de uma ponte sobre o Rio Iguaçu e epidemias de cólera, varíola e malária.
A abolição da escravatura também ajudou no declínio da economia do município, que se sustentava na exploração dos escravos negros na agricultura da cana-de-açúcar. Havia canaviais por todo o município, além de plantações de milho, feijão, mandioca, café e arroz.
Maxambomba - Maxambomba é o nome de um mecanismo de tração, operado sobre um ou dois trilhos, utilizado na época do Brasil colonial pelos senhores de engenho para assentar uma carga com segurança sobre a embarcação destinada para fazer o transporte fluvial da produção do Engenho. O mecanismo de grua permitia locomover para baixar a carga sobre a canoa chalana, observando o centro de gravidade da embarcação para a distribuição uniforme do peso da carga, evitando que o carregamento gerasse oscilações que pudessem acidentalmente lançar a carga ao rio durante o carregamento.
Assim vemos que um mecanismo de grua serviu para nomear o rio que atravessava as terras do Engenho Maxambomba. Este Rio Maxambomba era chamado de Apeterei pelos índios Jacutingas (antigos donos da terra). Apeterei, em língua tupi, significa "Rio do Meio". Atualmente, o rio está canalizado sob os quarteirões situados entre as ruas Luis Guimarães/Nilo Peçanha e a Otávio Tarquínio. A Serra de Madureira (Serra do Engenho do Madureira) também foi denominada de Serra de Maxambomba (Serra do Engenho Maxambomba). O Rio Maxambomba nasce na Serra de Maxambomba e atravessa as terras do antigo Engenho Maxambomba e era designado como Apeterei (Rio do Meio), porque localiza-se entre dois rios maiores: Rio das Botaes (Riachão) e o Rio Caxoeira (atual Rio da Prata).
Uma canoa de fundo chato, conhecida como chalana ou chalupa, era o transporte mais apropriado para navegar o talvegue raso do curso d´água (um afluente de rio) utilizado pelo engenho como via fluvial para transporte.
A produção do Engenho Maxambomba escoava através de um portinho existente no Rio da Prata, afluente do Rio Sarapuí. O carregamento também seguia através do Rio Maxambomba, principalmente quando o Rio da Prata estava obstruído por árvores caídas ou por desmoronamentos das margens, o que provocava assoreamento acidental.
A produção de cana-de-açúcar seguia as diretrizes de Portugal para o Brasil Colônia. As raízes fracas e finas da cana provocam a erosão dos terrenos desmatados e o consequente assoreamento dos rios. Porque, ao ser desmatada a terra e removidas as árvores com raízes fortes que seguravam a terra, substituídas pelo plantio da cana, com raízes fracas e finas que não seguravam a terra, esta era levada pelas chuvas torrenciais e depositadas no fundo dos rios, sedimentando-os e diminuindo-lhes a profundidade.
Através do portinho existente no Rio Maxambomba, a produção escoava até o Porto dos Saveiros (em Tinguá) ou via Rio da prata até o Porto do Rio Sarapuí, onde era reembarcada em saveiros ou faluas, embarcações maiores, com destino ao Cais dos Mineiros, no Rio de Janeiro (que situava-se ao lado do Arsenal de Marinha, na atual Rua 1º de Março).
Para carregar as chalanas, o engenho contava com dois portinhos fluviais: um deles localizava-se no atual Bairro da Vila Nova (instalado no Rio da Prata); o outro existia à montante do Rio Maxambomba (atual Centro de Nova Iguaçu). Na periferia do Engenho Maxambomba, ao redor do portinho do Rio Maxambomba, gradativamente foi-se assentando um pequeno comércio, seguido por um pequeno núcleo populacional que foi prosperando até se transformar no pequeno Arraial de Maxambomba.
Assim, na periferia das terras do Engenho Maxambomba, nasceu o Arraial Maxambomba. Desenvolveu-se e prosperou ao redor do portinho que existiu próximo à atual Rua Floresta Miranda. O transporte fluvial e marítimo foi utilizado até 1728, quando o Caminho do Tinguá foi concluído pelo mestre de campo Estêvão Pinto. Esse caminho, que ficou conhecido como Caminho de Terra Firme, fugia da planície inundada e pantanosa para transpassar a muralha da Serra do Mar a caminho das Minas Gerais. Passava no antigo Engenho Maxambomba, de propriedade de Martim Corrêa Vasques. O Caminho de Terra Firme foi o único que deixou vestígios, pois, sobre parte de seu percurso, foram assentados, em 1858, os trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II, (atualmente sob concessão à Supervia).
O Engenho de Maxambomba integrava a jurisdição (distrito) da Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga. No século XVII, o Engenho Maxambomba surgiu em razão do desmembramento do Engenho de Santo Antônio de Jacutinga, localizado nas terras da antiga aldeia dos índios Jacutingas. A sesmaria do Engenho Santo Antônio foi concedida pelo Governador Cristóvão de Barros, para um de seus capitães, de nome Belchior de Azeredo, homem de confiança de Cristóvão de Barros que era o quarto governador do Rio de Janeiro. O engenho ficou séculos nas mãos da família Azeredo, passando para José de Azeredo e seu filho Antônio de Azeredo (descendentes de Belchior), até ser desmembrado e extinto no século XIX, com as terras integradas ao Engenho do Brejo (Belford Roxo) e Engenho Maxambomba (Nova Iguaçu).
No século XVII, o Engenho Maxambomba era propriedade de Salvador Correia de Sá e Benevides, neto paterno de Salvador Correia de Sá (o Velho), que era o maior latifundiário do Rio de Janeiro, dono de vários engenhos e de mais de setecentos escravos e que foi governador do Rio de Janeiro por três mandatos intercalados. Ele morava na Rua Direita, atual Rua 1º de Março, no Centro do Rio de Janeiro. Na primeira metade do século XVIII, pertenceu a Martim Corrêa Vasques. Na segunda metade do mesmo século, o Engenho Maxambomba passou para o Padre José Vasques de Souza, cujo irmão inteiro era o capitão Manuel Correia Vasques, proprietário do Engenho Caxoeira (atual município de Mesquita). Ambos eram descendentes diretos de Salvador Correia de Sá e Benevides, de Mem de Sá e de Estácio de Sá.
A sede colonial do Engenho Maxambomba situava-se no cume da alta colina em cuja encosta setentrional localiza-se, atualmente, o Bairro Califórnia e em cuja encosta meridional está assentado o Bairro da Vila Nova. A sede do Engenho Maxambomba estava a 1,65km (um quarto de légua) de distância da Matriz da Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga (atual Igreja da Prata). A localização é dada com exatidão por Monsenhor Pizarro, no relatório das suas visitas pastorais no ano de 1794. Ele descreve com clareza solar a direção do engenho (poente) e a equidistância, em léguas, levando em consideração, como ponto de partida, a atual Igreja de Santo Antônio da Prata, que, em 1794, era a Matriz de Santo Antônio de Jacutinga.
Escravos fugitivos do Engenho Jacutinga, do Engenho do Brejo e do Engenho Maxambomba utilizavam o leito do Rio da Prata para chegar às encostas da Serra Maxambomba (atual Serra do Madureira), onde, no atual bairro do K-11, fundaram o Quilombo de Cauanza. K-11 é uma corruptela de Cauanza, o nome africano do quilombo.
Os pequenos rios, vias fluviais que serviam os engenhos, foram perdendo sua capacidade de manter talvegue apropriado para serventia e, em razão de assoreamentos, obstruções e contínuo desmatamento das margens, gradativamente foram substituídos por estradas ou carreteiras (estradas para carroças).
A Estrada Geral é uma das mais antigas da região, caminho utilizado bem antes do período colonial. Já era uma antiquíssima trilha dos índios Jacutingas (um apékatu, que, em língua tupi, significa: "bom caminho"). A Estrada Geral ligava a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Mariapicu à Freguesia de Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas (atual Centro de Belford Roxo). Hoje, a Estrada Geral está dividida em duas: Estrada Doutor Plínio Casado e Estrada Abílio Augusto de Tavora (antiga Estrada do Engenho do Madureira), que, em 1930 foi reformada.
A carreteira mais extensa construída pelo colonizador na Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, em linha quase reta, iniciava no atual Centro de Nova Iguaçu, na Rua Floresta Miranda, seguindo pela Rua Comendador Francisco Soares, Rua do Encanamento, atravessando a atual Rodovia Presidente Dutra (que não existia na época), seguindo por Heliópolis (Rua Maria/Avenida Heliópolis), passando pelo Bairro Baby até chegar ao Porto dos Saveiros (Tinguá). Outras carreteiras importantes foram melhoradas quando as vias fluviais deixaram de ser utilizadas, como é o caso da atual Rua Barros Júnior, que se conecta com a Estrada do Iguaçu (atravessando a Via Presidente Dutra). Estas carreteiras eram a serventia para transporte da produção do Engenho do Madureira, Engenho da Posse, Fazenda Caioaba e Fazenda Filgueiras (atual bairro Filgueiras, em Nova Iguaçu). O escoamento destinava as produções dos engenhos para embarque nos portos fluviais de Piedade de Iguaçu.
A importância que o Rio Iguaçu tinha para a comunicação entre a vila e o Rio de Janeiro diminuiu com a implantação das estradas de ferro, que eram um meio de transporte mais rápido, barato e seguro.
À época do Segundo Império, a população da Vila Maxambomba assistiu entusiasmada à chegada das locomotivas a vapor, popularmente conhecidas por "maria-fumaças". Em 29 de março de 1858, a Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual Estrada de Ferro Central do Brasil) foi inaugurada pelo próprio Imperador Pedro II e ligou o Campo da Aclamação (no Rio de Janeiro) ao Pouso dos Queimados (atual Município de Queimados) e, no ano seguinte, chegou a Belém (atual Japeri). Na parada ferroviária de Maxambomba, a produção da Fazenda Maxambomba passou a ser embarcada para a corte. A implantação da estrada de ferro aumentou o comércio estabelecido na região. A atividade no arraial prosperou tanto que isso fez com que, em 1862, a Matriz da Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga fosse transferida para perto da estação.
Outra estrada de ferro importante foi a Rio do Ouro, que começava no bairro do Caju, no Rio de Janeiro) e seguia até a localidade de Rio d'Ouro, em Nova Iguaçu. Sua construção foi iniciada em agosto de 1876 e concluída em 1883. Em 1886, foi adaptada para o transporte de cargas e passageiros e contava com três ramais em seus 53 quilômetros: Xerém, Tinguá e São Pedro (Jaceruba). Nos anos 60, contudo, a estrada de ferro foi, aos poucos, desativada. Segundo os responsáveis por sua manutenção, ela não dava lucro.
A ponte construída sobre o Rio Iguaçu em 1886 na localidade de São Bento acabou de vez com a importância do rio para o desenvolvimento da região, pois impediu o tráfego dos saveiros e faluas. A chegada da ferrovia na região, a proclamação da Lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 (que causou a ruína a considerável parte da aristocracia rural) e as epidemias de cólera, varíola e malária fizeram com que a população da Vila de Iguaçu abandonasse o local, transferindo-se para o Arraial de Maxambomba.
Devido, especialmente, a esses fatores, em 1º de maio de 1891, através de decreto assinado por Francisco Portela, a sede do município foi transferida definitivamente para Maxambomba, que foi elevada à categoria de vila. A antiga Vila de Iguaçu passou a ser conhecida por Iguaçu Velha.
No limiar da década de 1950, época da inauguração da Rodovia Presidente Dutra, as terras remanescentes do antigo engenho colonial Maxambomba foram desapropriadas pelo presidente Getúlio Vargas, que urbanizou a antiga Fazenda Maxambomba, transformando-a em bairro modelo, com o objetivo de oferecer moradias à classe dos marítimos, uma categoria de servidores do estado, transformando a Fazenda Maxambomba no Bairro Califórnia.
Nova Iguaçu - A Vila de Maxambomba recebeu oficialmente o nome de "Nova Iguassú" através da Lei 1.331, de 9 de novembro de 1916, de autoria do deputado estadual Manuel Reis. A grafia do nome da cidade só mudou para "Nova Iguaçu" tempos depois, após reformas ortográficas da língua portuguesa.
Após o declínio da agricultura da cana-de-açúcar, a cultura da laranja passou a ser a mais importante para o município. Vinda de São Gonçalo, a laranja encontrou solo ideal em Nova Iguaçu. Apenas para citar um exemplo, todo o bairro da Posse era, antigamente, uma grande fazenda produtora de laranjas.
Praticamente toda a produção de laranjas era exportada, trazendo para o município um grande desenvolvimento econômico. A exportação começou a ocorrer no ano de 1891, juntamente com o desmatamento (lenha e carvão, madeiras de lei).
O auge da citricultura em Nova Iguaçu foi dos anos 30 a 1956. De 1930 a 1940, a cidade de Nova Iguaçu era chamada de "Cidade Perfume", porque as laranjeiras, em floração, perfumavam todo o roteiro das ferrovias.
A construção de casas de beneficiamento e embalagem da produção na segunda metade do século XX trouxe novo fôlego para a exportação. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, houve interrupção do transporte marítimo, impedindo a exportação das laranjas. Com isso, as áreas dos antigos laranjais começaram a ser loteadas e novos bairros surgiram.
A partir da "crise da laranja", Nova Iguaçu passou a se concentrar num processo de industrialização, beneficiado pela facilidade de escoamento da produção graças, especialmente, às rodovias que cortam o município, entre elas a BR-116 (Rodovia Presidente Dutra). Além disso, nessa época era possível encontrar com facilidade amplos terrenos a preço baixo e mão de obra barata. Nova Iguaçu passou então a contar com um significativo parque industrial e uma grande atividade comercial. Emancipações
O município de Nova Iguaçu possuía uma área territorial, quando de sua fundação, muito maior do que na atualidade. Somando-se a área de todos os municípios que eram integrantes do território iguaçuano, tem-se que, à época de sua criação, o então município de Iguaçu possuía uma área de 1.318,244 km2 , ou seja, mais de duas vezes e meia a área atual. Porém, as diversas emancipações de distritos que queriam sua independência administrativa marcaram a história do município.
O primeiro desmembramento ocorreu em 31 de dezembro de 1943, quando foi ratificada pela Câmara dos Vereadores a emancipação de Duque de Caxias, quando foram desmembrados do município de Nova Iguaçu os distritos de Caxias, Meriti (que, por sua vez, alcançaria a independência administrativa em 1947 sob o nome de São João de Meriti[43]), Bonfim e Imbariê (ex-Estrela).
Em 1947, foi a vez do então distrito de Nilópolis se emancipar. Contudo, as emancipações que mais marcaram a economia de Nova Iguaçu foram as ocorridas no início dos anos 1990.
Antes de iniciar seu ciclo de industrialização, Nova Iguaçu era uma cidade-dormitório, designação dada aos municípios cuja maior parte da população trabalha em outra cidade (no caso, o Rio de Janeiro). Além disso, praticamente não havia infraestrutura urbana, já que a cidade acabara de sair de um período dedicado apenas à citricultura.
Mesmo com as emancipações dos anos 1940, Nova Iguaçu tornou-se, ao longo dos anos, uma das principais cidades do estado, tanto em população quanto em geração de renda. Em 1989, a cidade chegou a ter 1 700 000 habitantes, sendo a sexta mais populosa do Brasil na época. Mas essa realidade foi abalada após as emancipações de importantes distritos.
Em abril de 1990, houve a emancipação do então distrito de Belford Roxo (segundo menor distrito, porém um dos mais populosos), seguido, em dezembro, pelo então distrito de Queimados (no qual estava localizado o Polo Industrial de Nova Iguaçu que, logicamente, passou a ser administrado pelo novo município). Em 1991 foi a vez do então distrito de Japeri se emancipar. Em 1999, Mesquita, distrito de apenas 35km², também se emancipou.
As emancipações trouxeram uma decadência econômica para o município de Nova Iguaçu, que teve população e, consequentemente, arrecadação reduzidas, apesar de ter mantido praticamente o mesmo volume de gastos públicos.
Economia
Comércio e serviços - A principal fonte de arrecadação do município é sem dúvida o comércio e os serviços, possuindo um dos centros comerciais mais importante do estado, contando com as principais lojas e serviços do país.
Nova Iguaçu conta com grande infraestrutura comercial além do centro, nos bairros de Miguel Couto, Cabuçu, Comendador Soares, Austin, Posse, Cerâmica e Rancho Novo.
Indústria - A indústria na cidade tem uma grande relevância econômica. A cidade conta com indústrias nos ramos alimentício, de siderurgia e de cosméticos.
Agricultura - O plantio de café e a agricultura em geral em Tinguá e áreas próprias na cidade de Nova Iguaçu estão sendo retomados por projetos e iniciativas iguais a do líder político iguaçuano Luis Carlos Magalhães, que, no dia 6 de agosto de 2005, apresentou projeto para reativar a agricultura em grande escala no município de Nova Iguaçu.
O projeto foi apresentado na segunda conferência das cidades, realizada na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica.
Dentro do projeto, além da reativação da agricultura em áreas não povoadas e abandonadas de domínio do estado e/ou particular, está a iniciativa da criação de uma nova central de abastecimento nos moldes da Ceasa, central essa que comercializará principalmente os produtos plantados na região da Baixada Fluminense e atenderá comerciantes, feirantes e o público alvo dos produtos oferecidos.
Hoje, comerciantes da Baixada Fluminense em geral vão à Ceasa localizada no município do Rio de Janeiro para efetuar suas compras, sendo que diversos produtos negociados lá são produzidos na própria Baixada Fluminense.
Este desencontro por si só já elevam os preços dos produtos se levarmos em conta somente um item. Transporte = Frete. Uma vez que o produto é levado da Baixada Fluminense para o Ceasa e o consumidor Fluminense precisa ir a Ceasa buscá-lo e voltar a sua origem.
Nova Iguaçu já foi grande exportadora de laranjas, que lhe garantiu à época o apelido de "Capital da laranja" no sudeste.
Turismo - Na área de turismo, destacam-se: Tinguá, a maior área de preservação da região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, onde uma opção é visitar as ruínas da Fazenda de São Bernardino, uma das construções mais antigas e conhecidas de toda a cidade; Shopping Nova Iguaçu e o TopShopping.
Educação
Educação básica - A primeira instituição de ensino regular de Nova Iguaçu foi o Colégio Leopoldo, fundado em 1930 por Leopoldo Machado. Existe ainda hoje, como instituição privada.
Outras instituições de ensino, voltadas ao Ensino Fundamental foram criadas no município durante o século XX, das quais se destacam o Instituto Iguaçuano de Ensino, Instituto de Educacao Santo Antonio (IESA), Instituto de Educação Paulo de Tarso (IEPT), Colégio Gonçalves Dias, Colégio Silva Pinto, Colégio Antonio Huback, Colégio Souza Duarte, Colégio-Curso Tamandaré, Instituto Olavo Bilac, Instituto Educacional Teixeira Carelli e Leite, Colégio Novo Horizonte, entre outros.
No início dos anos 60, foi fundado pelo prefeito Sebastião de Arruda Negreiros o Colégio Monteiro Lobato. Essa é, atualmente, a principal escola municipal da cidade, sendo sede inclusive da Vila Olímpica de Nova Iguaçu.
Existe também a Sociedade Filantrópica São Vicente, entidade fundada em 1958 e que até hoje atende com excelência crianças de zero a seis anos.
Em destaque e mais disputada de acordo com o site Mátricula Fácil no bairro Comendador Soares em Nova Iguaçu está a escola CIEP 117 - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, escola pública estadual bilíngue com parceria com os Estados Unidos, na escola os alunos usam o sistema 90/10 onde aprendem 90% Inglês e 10% Português.
Ensino superior - A primeira instituição de Ensino Superior de Nova Iguaçu foi a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Nova Iguaçu, fundada em 1970. Seus primeiros cursos foram Letras, Matemática, Física, Ciências Biológicas e Pedagogia. Em 1974, implantou a Faculdade de Direito.
À medida que se ampliou a oferta de cursos, o conjunto de faculdades passou a denominar-se Sociedade de Ensino Superior de Nova Iguaçu (Sesni). Em 1993, foi oficializada como universidade, passando a denominar-se Universidade Iguaçu.
Em Nova Iguaçu também há cursos do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), da Escola Técnica Estadual João Luiz do Nascimento da FAETEC (a qual oferece diversos Cursos Técnicos Concomitantes e Subsequentes), além de campi de instituições particulares do Rio de Janeiro, como a Universidade Estácio de Sá e o Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB).
Em 2010, foi inaugurado um campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, cujo primeiro vestibular ocorreu no fim de 2005. Até a conclusão das obras, os universitários tiveram suas aulas no Colégio Monteiro Lobato.
Em 2011, foi inaugurado outra instituição particular de ensino superior no Instituto Iguaçuano, a Universidade do Grande Rio, conhecida como Unigranrio, que oferece cursos de graduação e de Pós-graduação.
Há também no município uma unidade do Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro, que oferece vários cursos, creditados pela Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, entre outras.
Cultura
Espaços culturais - Nova Iguaçu conta com espaços culturais, tais como: Movimento Enraizados: referência em cultura urbana em todo o Brasil; Espaço Sylvio Monteiro: sala de teatro, galerias de arte, biblioteca e audioteca (municipal); SESC Nova Iguaçu: sala de teatro, galeria de arte e biblioteca Espaço Nós da Baixada: curso de artes cênicas e apresentações de teatro (expansão do Projeto Nós do Morro); Escola Livre de Cinema: cursos de cinema e apresentações de videos amadores (Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu); Espaço Fama: espaço de cursos e apresentações teatrais; Espaço Cultural Cássia Wood : espaço com cursos e com grandes apresentações de dança e teatrais; Centro de Artes Villelarte Produções: Espaço com cursos de teatro, canto, desenho, violão, moda, Maquiagem, interpretação para tv, entre outros.
Comunicação - O jornal mais antigo de Nova Iguaçu, ainda em circulação, é o Correio da Lavoura, fundado em 22 de março de 1917. Embora sua periodicidade atualmente seja semanal, ainda é um importante periódico da região. Os únicos jornais diários da cidade atualmente em circulação são o Jornal de Hoje e o Jornal Hora H.
Também há várias rádios comunitárias, divulgadas principalmente através de alto-falantes instalados nos principais centros comerciais da cidade, além da Rádio Tropical 830khz , que funciona na faixa AM.
EncontrArte - Com uma década de existência o Encontro de Artes Cênicas da Baixada Fluminense (EncontrArte) traz espetáculos de qualidade gratuitamente para a população da região. Antes da abertura das peças acontecem performances de teatro e danças com artistas da Baixada com o intuito de realizar uma divulgação cada vez maior do ‘fazer artístico’ das cidades que compõem os 13 municípios e que juntos somam quase 4 milhões de habitantes. Habitantes esses que anseiam por melhorias no saneamento, saúde e educação, como também buscam por esta cultura, que lhes é oferecida por cerca de 10 dias, geralmente no mês de setembro. O Encontrarte também desenvolve oficinas com intuito de explicar e instruir os participantes da mesma sobre diversos temas abordados (todos os temas são ligados a cultura).
Carnaval - O município conta com várias entidades carnavalescas, que foram filiadas a Associação de Blocos e Escolas de Samba de Nova Iguaçu, sendo 16 escolas de samba mais Leão de Nova Iguaçu e Império da Uva de Nova Iguaçu, que desfilam no Carnaval Carioca. além dos blocos Afoxé Maxabomba e Trem de Harmonia. em 2012, com o racha no carnaval, foi administrados por duas ligas. em 2013, as escolas desfilavram como hour-concurs e voltando a desfilar na Avenida Amaral Peixoto. no ano de 2014, foi criada a Lubesni para substituir a ABESNI, fazem com que todas as entidades retornassem a essa liga.
Fonte para o texto: Wikipédia

sábado, 1 de dezembro de 2018

Feira de Santana - Bahia

Feira de Santana é um município brasileiro do Estado da Bahia. Feira, como comumente é apelidada, é a maior cidade do interior das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul do Brasil, e é também a sexta maior cidade do interior do país, com uma população maior que oito capitais estaduais.
Feira de Santana é o principal centro urbano, político, educacional, tecnológico, econômico, imobiliário, industrial, financeiro, administrativo, cultural e comercial do interior da Bahia e um dos principais do Nordeste, exercendo influência sobre centenas de municípios do estado. É também a principal e mais influente cidade do interior da região Nordeste.
Feira de Santana é um importante centro industrial e comercial do Brasil, com um grande poder de compra e um forte comércio. Exerce um alto nível de influência econômica, comercial e política na Bahia e na região Nordeste brasileira. É sede de grandes empresas como a Le Biscuit, Paradise Indústria Aeronáutica, R.Carvalho, L.Marquezzo, Brasfrut, Empresa de transportes Santana, entre outras. A cidade é conhecida mundialmente por sediar o maior carnaval fora de época do país, a Micareta de Feira. Destacam-se também festejos como o São João de São José, São Pedro de Humildes, festa de Nossa Senhora de Sant'Ana, a ExpoFeira (uma das maiores feira de exposição agropecuária do Nordeste) e o Natal Encantado, além de ter importantes monumentos, como o monumento do caminhoneiro, que representa a importância rodoviária do município, a estátua do tropeiro (um dos símbolos da cidade fundada por tropeiros comerciantes no século XIX), Monumento à Maçonaria, o Relógio Rotary, a Igreja Senhor dos Passos em estilo neogótico, o Museu Parque do Saber que possui um planetário de última geração, o Observatório Astronômico Antares e o Feiraguai, um dos três maiores centros de comércio de produtos importados do país.
Feira de Santana é um grande polo educacional, possui um bom ensino de base e fundamental, e algumas das melhores escolas do país, como o Colégio Helyos, Acesso, Nobre e Anísio Teixeira, é sede da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), e possui mais de 30 Faculdades particulares, e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB-CETENS). Ainda no ensino superior, a cidade conta também com instituições de educação tecnológica como o Instituto Federal da Bahia (IFBA) e o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB).
Localizada em uma zona de transição entre a Zona da Mata e o Agreste, a cidade ganhou de Ruy Barbosa, o Águia de Haia, a alcunha de "Princesa do Sertão". Há também outros cognomes: "Porta Áurea da Bahia" (Pedro Calmon), "Cidade Patriótica" (Heroína Maria Quitéria), "Cidade Escola" (Padre Ovídio de São Boaventura), "Cidade Formosa e Bendita" (Poetisa Georgina Erismann), "Cidade Progresso" (Jânio Quadros).
Possui alguns dos melhores índices do estado: o terceiro maior acesso à rede de esgoto do estado; o maior centro de abastecimento do Norte-Nordeste; além de internet gratuita à população, fornecida em diversas partes do centro da cidade, no conjunto Feira V (ao lado da Capela São Francisco de Assis), no rodoviária municipal, no aeroporto, na biblioteca municipal, e em várias praças e bairros da cidade, servindo a dezenas de milhares usuários diários no município. A cidade é um grande centro de referência regional na área da saúde, conta com vários Hospitais públicos e particulares, além de dezenas de postos de saúde, UPAs e centros médicos espalhados por toda cidade, Feira de Santana possui mais estabelecimentos de saúde que algumas capitais como Aracaju, Maceió e Cuiabá, a saúde e a educação municipal de Feira de Santana possui parceria tecnológica com a Microsoft.
Seu aeroporto é o Aeroporto Governador João Durval Carneiro. A cidade encontra-se no principal entroncamento rodoviário do Norte-Nordeste brasileiro, o segundo do Brasil, atrás apenas de São Paulo, é onde ocorre o encontro das BRs 101, 116 e 324, além de seis rodovias estaduais, funcionando como ponto de passagem para o tráfego que vem do Sul, Sudeste e do Centro-Oeste, que se dirige para Salvador e outras capitais e importantes cidades nordestinas. Graças a esta posição privilegiada, possui um importante e diversificado setor de comércio e serviços, além de indústrias de transformação, alimentícias, química, materiais elétricos, materiais de transporte, na produção de biodiesel, mecânica, e aeronáutico. A partir da década de 1970, o perfil econômico feirense cresceu progressivamente, tendo evoluído para um importante e diversificado centro industrial, logístico e econômico regional, até se tornar uma das principais cidades do interior do Brasil.
História - Pouco se sabe da Pré-História na região de Feira de Santana, durante o período Pré-Cabralino era habitada por índios paiaiás, a região era praticamente desabitada por europeus até o século XVII, onde há uma ruína de um engenho no distrito de Humildes, o único distrito da cidade ligado a Zona da Mata e a antiga ocupação do território brasileiro, havia também algumas estradas de terra ligando o litoral ao Sertão nos primórdios da colonização portuguesa. No século XVII, por volta de 1645, o sesmeiro João Peixoto Viegas (cristão-novo) funda a Vila de São José das Itapororocas. Deste modo o povoamento da urbe original foi no Morgado dos Peixoto Viegas, na sede da paróquia de São José das Itapororocas. Ainda no século XVII são fundadas a vila de São Vicente, atual sede do distrito de Tiquaruçu, e a sede do distrito de Humildes. Por volta da década de 1820, um casal de portugueses, Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa fundam uma fazenda que mais tarde deu origem à cidade.
Em 1846 a sede da urbe é transferida para A Fazenda que recebia o nome de Santana dos Olhos D'Água que por e ali passava a estrada das boiadas, onde passava-se com o gado que deveria ser vendido em Salvador, Cachoeira e Santo Amaro. Os donos daquela fazenda eram católicos fervorosos e construíram uma capela em louvor a Nossa Senhora Santana e São Domingos. Com o movimento de vaqueiros e viajantes, formou-se uma feirinha. Quando da sua fundação no século XVIII os poucos moradores existentes saciavam sua sede com a água existente nos "Olhos D'Água", fonte localizada na fazenda dos colonizadores Portugueses e fundadores da cidade: Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, e ainda nos diversos minadouros e tanques da cidade. Afirma-se que o grande propulsor do desenvolvimento feirense foi a atividade pecuária.
As primeiras medidas para transformar no que é hoje Feira de Santana começaram com a criação da vila em 13 de novembro de 1832. O Município e a Vila foram criados no dia 9 de maio de 1833, quando o governo elevou o então povoado a Vila, com a denominação de Villa do Arraial de Feira de Sant’Anna, com o território desmembrado de Cachoeira, constituídas pelas freguesias de São José das Itapororocas (sede), Sagrado Coração de Jesus do Perdão e Santana do Camisão, atual município de Ipirá.
A Lei provincial nº 1.320, de 18 de setembro de 1873 elevou a vila à categoria de cidade, como o nome de Cidade Comercial de Feira de Sant'Anna.
A arborização do município deu-se em 1888. Consta, ainda, que as praças e ruas existentes foram alargadas e iluminadas com 120 lâmpadas. A iluminação era feita por um motor dinamarquês. O crescente ritmo de desenvolvimento do povoado exigiu a construção de ruas largas, onde começaram a ser instaladas casas comerciais em grande quantidade, para atender à população que crescia somada a chegada de brasileiros e estrangeiros que adotaram Feira de Santana como moradia.
Feira de Santana, "a Princesa do Sertão", como foi apelidada por Ruy Barbosa, em 1919, traz, então, desde suas raízes, características que ainda hoje fazem parte de seu cotidiano: a religiosidade de seu povo, a situação de entroncamento de estradas, e as intensas atividades econômicas. Durante as décadas de 1930 e 1940, Feira de Santana passou por uma série de transformações que atuaram sobre o Município, permitindo uma modernização de caráter, a princípio, econômico, a qual repercutiu sobre as feições agrárias que possuía até então. Em abril de 1937, a cidade realizou uma das primeiras festas de Micareta do país. No ano de 1957, quando Feira de Santana já havia sido batizada definitivamente com este nome que prevalece até os dias atuais, encanou-se a água que era captada da Lagoa Grande, localizada perto do hoje conhecido bairro Santo Antônio dos Prazeres. Esse processo de desenvolvimento cultural e econômico foi ainda maior durante os anos 40, 50 e 60.
Maria Quitéria, heroína da independência da Bahia, conhecida como "Joana d'Arc brasileira", nasceu em São José das Itapororocas, na comarca de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira, atual distrito que leva o seu nome, no município de Feira de Santana.
A partir da década de 1960 a cidade intensificou seu crescimento demográfico. A população da cidade que era de 131.707 pessoas no censo de 1970, mais que quadruplicou em 40 anos, com uma média de crescimento populacional de 4,76% ao ano, porcentagem de crescimento inclusive maior do que a da maioria das capitais brasileiras no mesmo período, quando a média nacional era de 3,6%. De fato, quem morou na cidade desde a década de 1970 se lembra que a urbanização da cidade começava a transpor a Avenida do Contorno, havia poucas linhas de ônibus se comparado aos números atuais, não havia distinção entre bairros residenciais e comerciais na cidade, edificações com altura de no máximo cinco andares, além de não haver significativos núcleos industriais, e nem existia universidade e nem aeroporto na cidade.
Novas entidades e realizações surgiram então: a fundação da Associação Comercial e do Feira Tênis Clube, a abertura de estradas municipais, o início da construção e conclusão da nova Rodovia Feira-Salvador, a inauguração da Rádio Sociedade de Feira, pavimentação de ruas arteriais da cidade, a construção da Biblioteca Municipal e do Matadouro Municipal, a inauguração do Fórum Felinto Bastos, da atual Estação Rodoviária e do Parque Agropecuário João Martins da Silva. Em 1967 foi fundado o Centro das Indústrias de Feira de Santana, e em 1970 criou-se em Feira de Santana o Centro Industrial do Subaé (CIS), que apoia as indústrias instaladas proporcionando meios para que as novas indústrias sejam ampliadas. A recepção de indústrias e sequenciais ganhos de infraestrutura no município desde então fizeram a cidade ter características benéficas e maléficas de grandes centros urbanos, como por um lado a demanda de mão-de-obra especializada, acentuação na desigualdade social, aumento de ocorrências policiais, congestionamentos de trânsito nas áreas centrais da cidade, e por outro lado, ampliação de cursos de ensino superior (privados e públicos), expansão do saneamento e do transporte público, etc; ou seja, a cidade ganhou típicas características de uma capital regional.
Economia - Aviões ultraleves e monomotores são produzidos pela Paradise em Feira de Santana. O município é o segundo maior centro urbano da Bahia, o maior do interior do Norte-Nordeste e um dos mais importantes do país. Feira de Santana como cidade grande de nível médio metropolitana, assim definida pelo IBGE, durante boa parte de sua história, atuava como parte de um sistema urbano primaz, dependente de Salvador, a partir da segunda metade do século XX a cidade passou a ser um pólo de atividades econômicas e sociais, passando a exercer influencia sobre centenas de municípios da região.
O comércio é o principal motor da economia Feirense, responsável por grande parte de seu produto interno bruto, desde de suas origens a cidade ainda mantém as tradições comerciais muito fortes.
A indústria vem em segundo lugar, responsável por uma parcela importante do PIB municipal, a cidade conta com dois grandes pólos industriais: CIS Tomba e CIS BR 324, e está prestes a receber o CIS Norte, possui milhares de fabricas não apenas nos pólos, mas espalhados por diversos cantos da cidade. A indústria de Feira de Santana é bastante diversificada e se destaca na produção de diversos produtos como: alimentícios, material de transporte, materiais elétricos, mecânica, química, utensílios domésticos, vestuário, têxtil, móveis, máquinas e equipamentos, autopeças, bebidas, papel e papelão, e aeronáutico.
A agricultura é responsável por apenas uma pequena parcela da economia da cidade, a população rural é pequena, mas produz uma quantidade significativa de produtos, a cidade possui um grande rebanho bovino, a praça de Feira de Santana figura entre as cinco maiores do Brasil em volume de negócios, obviamente devido a sua forte vocação pecuária que remonta desde a sua fundação. Feira de Santana se destaca na criação de asininos (1ª posição nacional), equinos e coelhos (2ª posição nacional), a cidade é também grande produtora de frangos, ovos e leite.
Feira de Santana é uma cidade de atração demográfica, polo educacional, de geração de emprego, renda, e de grandes oportunidades de negócios em todos os setores de atividades econômicas, principalmente no imobiliário, comercial e industrial. Está em implantação o pólo de logística, onde atenderá a demanda de todo o Norte e Nordeste do país, além de outras regiões do mesmo, o município de Feira de Santana também conta com boa infra-estrutura e concentra todos os investimentos de ampliação e implantação dos principais suportes econômicos, o comércio, os serviços e a indústria de transformação. Feira de Santana exerce papel proeminente em uma ampla região da Bahia pelo fato de possuir uma importante economia de aglomeração e se constituir em um entroncamento por onde circulam mercadorias oriundas do Sul/Sudeste do Brasil para o Nordeste e vice-versa e das várias regiões do próprio Estado.
Industrialização - O município recebeu uma intensa industrialização a partir da década de 1970, quando houve um grande crescimento da indústria automobilística no Brasil, ao mesmo tempo que a população da cidade crescia em demasia. O entroncamento viário (eixo das BRs 101, 116 e 324) e baixo custo das terras (se comparado com Salvador) atraiu diversas empresas industriais, que acabaram por formar o Centro Industrial de Subaé (CIS) e o Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS).
A principal região industrial de Feira de Santana é o Centro Industrial de Subaé (CIS), localizados no bairro Tomba e na BR-324, considerado um três maiores centros industriais da Bahia, atrás apenas do Polo de Camaçari e o Centro Industrial de Aratu em Simões Filho/Candeias. O local atrai grandes empresas por conta de incentivos fiscais, por conta dos baixos salários que um trabalhador baiano recebe em relação aos das regiões Sul e Sudeste, e pela localização privilegiada (fica em rotas comerciais próximas ao Sudeste). Feira de Santana também é o primeiro município do interior (ou seja, cidade não capital) do nordeste a abrigar uma unidade da Defensoria Pública Federal. A indústria de Feira de Santana é bastante diversificada e se destaca na produção de diversos produtos como: alimentícios, material de transporte, materiais elétricos, mecânica, química, utensílios domésticos, vestuário, têxtil, móveis, máquinas e equipamentos, autopeças, bebidas, papel e papelão, e até aeronáutico.
A cidade está situada em uma área industrial que se estende desde o litoral ao Agreste entre o Centro Industrial do Subaé e o Centro Industrial de Camaçari. Após esta zona industrial receber corporações como a Dagris, a Petrobras e a Brasil Ecodiesel, a empresa Orbitrade, que é o maior produtor de mamona do Brasil, também abriu um complexo industrial para produção de biodiesel no município feirense. Feira de Santana é sede da Paradise Indústria Aeronáutica, que produz aviões de pequeno porte e ultraleves, a maior parte da produção é exportada principalmente para os Estados Unidos, Austrália e África do Sul.
A cidade conta com unidades da Pirelli Pneus, Jossan da Bahia, Vipal Borrachas, Seara Alimentos, Brasfrut, Nestlé, Refrigerantes da Bahia, Coca Cola, Locarpe Embalagens, Parmalat, Avigro, Scandinavian Furniture, Denver Impermeabilizantes, Perdigão, Avipal Nordeste, Klabin, Mondial, Acelor, Vonder, PepsiCo, Paradise, Belgo Bekaert, Rigesa, Orbitrade, G-Ligth, Placo, Tama, entre muitas outras empresas, além de centros de distribuição de bebidas como a Itaipava, Burn, e AmBev que distribui marcas como Skol, Brahma, Budweiser, Stella Artois, entre outras. A cidade tem como hidrelétrica mais próxima a Barragem da Pedra do Cavalo, no Rio Paraguaçu.
Turismo e lazer - Feira de Santana é famosa também por suas festas típicas, como a da Senhora Sant'Ana, na segunda quinzena de julho, com bumba-meu-boi, segura-a-véia, burrinha e outros folguedos populares; a Micareta, conhecida como Carnaval fora de época, comemorada na cidade 15 dias após a Páscoa; o Festival de Violeiros, em setembro; e a Corrida de Jegues, em novembro. A cidade tem como principais pontos turísticos a estátua do "Vaqueiro", símbolo que representa a cidade, já que foi fundada originalmente por vaqueiros que atravessavam aquela região levando seus gados; a Igreja Senhor do Passos, localizada no centro da cidade, e uma das maiores da região; o Mercado de Arte, (vale lembrar que o Mercado de Arte antes de ser o famoso Centro cultural da cidade foi o grande centro de comercialização de todos os produtos se constituindo na maior feira livre do Nordeste logo se transferindo para o Centro de Abastecimento), local onde são exibidos e comercializados produtos artesanais, produzidos por artistas da cidade e proximidades; o "Feiraguai", espécie de centro comercial, composto por centenas de camelôs, que comercializam produtos importados como eletroeletrônicos, roupas, calçados, brinquedos, artigos para casa e escritório e outros, que em sua maioria são importados do China; o Observatório Astronômico Antares, situado no bairro do Jardim Cruzeiro e atualmente administrado pela UEFS, As Igrejas Senhor dos Passos (em estilo gótico), Nossa Senhora dos Remédios e a Catedral de Santana (Matriz), monumento à heroína Maria Quitéria, e o Paço Municipal. O evento "Natal Encantado", assim como a Micareta, também é um evento de grande visibilidade na cidade de Feira de Santana.
Turismo comercial e financeiro - Feira de Santana se destaca por sua estrutura hoteleira, restaurantes, bares e principalmente pelo turismo de negócios. Além das famosas transações comerciais que dão nome à cidade, Feira de Santana traz nas raízes muitos elementos da cultura sertaneja, como a culinária.
A zona turística Caminhos do Sertão é uma faixa entre os municípios de Feira de Santana e Euclides da Cunha, onde ficam locadas regiões de mesmas características semelhantes, como o clima, a vegetação, o relevo e aspectos culturais. No município, o que é mais explorado são os aspectos comerciais, tanto de produtos regionais como de produtos de interesse geral, Feira é como uma “Meca” dos negócios, é uma cidade de apoio e com um fator histórico fantástico e todo o caminho do sertão simboliza muito da cultura e hospitalidade sertaneja.
Isso está tão inserido na cultura local, que os pontos turísticos mais visitados na cidade são os relacionados ao comércio, a exemplo do Centro de Abastecimento, do Mercado de Arte e o Feiraguai. Feira é conhecida como miniatura de São Paulo, onde muitos não vão para lazer, e Feira tem a mesma característica, onde as pessoas chegam para trabalhar e para fazer negócios.
Micareta de Feira - Micareta é o nome que no Brasil é denominado o "carnaval fora de época". O nome micareta deriva-se de uma festa francesa, Mi-carême, e desde os anos noventa vem se espalhando por várias capitais e cidades brasileiras. Micarême era uma festa que acontecia na França, desde o século XV, em meio ao período de quarenta dias de penitência da Igreja Católica. De origem Francesa, a palavra significa literalmente "meio da quaresma".
A Micareta de Feira é a primeira da História, foi criada em 1937 por um grupo de feirenses inconformados pela não realização do Carnaval, impossibilitado por fortes chuvas. Com o passar do tempo, a festa se tornou uma das maiores manifestações populares do interior da Bahia e do Brasil, a partir do sucesso de sua realização em Feira de Santana. O primeiro dia da Micareta de Feira de Santana ocorreu no dia 27 de março de 1937, com diversos bailes nos tradicionais clubes da cidade e nas sedes das filarmônicas feirenses, sendo as principais a 25 de Março e Vitória. Grupos folclóricos e bandinhas como: Filhos do Sol, As Melindrosas, Zé Pereira, Cruz Vermelha, Flor do Carnaval, entre outros, animavam as vias do centro da cidade onde os foliões desfilavam com suas fantasias ou mascarados. A festa teve como palco inicial as ruas Conselheiro Franco - antiga rua Direita - Tertuliano Carneiro e tinha como ponto central as Praças da Bandeira e João Pedreira onde foi coroada, pelas autoridades da época, a primeira Rainha da Micareta que foi a foliã Eunira Boaventura, acompanhada de suas princesas. A escolha da rainha e princesas aconteceu através de uma acirrada, mas agradável disputa. Era um verdadeiro concurso de Miss. O rei Momo, a princípio, era o do carnaval de Salvador. Só em 1975 que ocorreu a primeira disputa para quem teria a honra de ficar com chaves da cidade durante os três dias de folia.
Só em 1954 que houve a primeira participação de um trio elétrico, o Patury, criado por Péricles Soledade em parceria com José Urbano Cerqueira, um fabricante de instrumentos da época. O sucesso do “trio Patury” foi tão grande que nos anos seguintes outros trios de Salvador – Tapajós, Jacaré, Ypiranga – foram convidados para animar a festa.
Há alguns anos o circuito da Micareta foi transferido do centro da cidade para a avenida Presidente Dutra, que ganhou o nome de “Circuito Maneca Ferreira”. A Micareta de Feira de Santana, além de ser uma festa lúdica é também uma grande fonte de negócios onde restaurantes, hotéis e o comércio em geral, têm sua demanda aquecida.
A Micareta de Feira ainda é considerado a principal do Brasil atrai em 4 dias oficiais de festa 1,5 milhoes de folioes, embora receba muitas críticas devido a pouca inovação, por ser muito semelhante ao carnaval de Salvador e as atrações serem repetitivas, a população de Feira quer uma nova reforma na Micareta da cidade , maior atenção da mídia e turistas estrangeiros em maior número.
Festas Juninas - Os festejos juninos de Feira de Santana ocorrem de forma fragmentada ao longo do mês de junho com intervalos entre um festejo e outro, por ser uma cidade de cultura predominantemente nordestina/sertaneja, os festejos juninos de Feira são muito tradicionais tornando o município um dos maiores polos de Festa junina da Bahia. O São João em Feira de Santana começa no início do mês de Junho com as chamadas festas paroquiais realizadas pelas paróquias Católicas de cada Bairro da cidade, os chamados Forrós Paroquiais se estendem até meados do mês de Junho, ainda em meados de Junho ocorre o Arraiá do Comercio realizado no centro da cidade dura cerca de uma semana e conta com dezenas de atrações locais e regionais e com um público médio, há também diversos Forrós particulares de várias instituições que são realizados em diversos ambientes da cidade. Entre os dias 21 e 23 de junho ocorre o famoso São João de São José no Distrito de Maria Quitéria e o Arraiá de São Vicente no distrito de Tiquaruçu, ambos eventos contam com grandes atrações e grande público, entre os dias 28 e 30 de Junho ocorre as comemorações de São Pedro nos distritos de Bomfim de Feira, Jaíba e Humildes, o São Pedro de Humildes é um dos mais tradicionais do estado, conta sempre com grandes atrações e grande público.
Natal Encantado - Surgiu em 2013 e já se firmou como um dos eventos mais importantes da cidade, o Natal Encantado se caracteriza com a iluminação e todos os enfeites de Natal na cidade e a criação de três palcos de apresentações no espaço Marcos Morais, no Paço Municipal e na praça da Matriz, onde se apresentam orquestras sinfônicas, ballet, peças teatrais, dança folclórica, dança do ventre, pianistas, lançamento de livros, corais, e shows musicais de diversos gêneros, como MPB, Blues, Pop e Rock. O Natal Encantado já tem projeção nacional, atraindo turistas e com muitas atrações de várias partes do país e algumas internacionais.
Shoppings - Apesar da tradição comercial, Feira de Santana ainda carece de shopping centers, o maior shopping da cidade é o Boulevard Shopping Feira de Santana, é um dos maiores do interior do Norte-Nordeste. O Boulevard Shopping Feira é o principal espaço de lazer de Feira de Santana, um Shopping funcional e moderno que é referência comercial e de lazer para vários municípios vizinhos, possui salas de cinema 3D, grandes marcas de lojas, um prédio empresarial envidraçado de 21 andares chamado Multiplace, e um Hotel Ibis com cerca de 10 andares integrado ao shopping. Na BR 324 tem o América Outlet, com cerca de 100 lojas, parque de diversões infantil com uma roda gigante de 20 metros, praça de alimentação e grandes marcas de lojas nacionais e internacionais, é o primeiro e único Outlet do interior do Norte-Nordeste. Entre os demais Shoppings da cidade se destaca o Shopping Jomafa, no centro da cidade, com cerca de 60 lojas; existem dezenas de galerias e mini shoppings no centro como o Luciana Center, Galeria Carmac, Waldy Pitombo, Maria Luíza, Kalilândia Shopping, o Millenium Mall, na Avenida Fraga Maia zona norte da cidade, o famoso Arnold Silva Plaza, um mini Shopping a céu aberto que se destaca como um dos cartões postais da cidade, entre outras galerias.
Há na cidade o Feiraguai, um grande centro de compras com mais de 500 lojas, dedicados a venda de produtos importados e pirateados, geralmente oriundos da China, sendo este o terceiro maior centro de compras desses produtos no país, perdendo apenas para rua 25 de março em São Paulo e a Feira do Paraguai em Brasília. O Feiraguai já se firmou como um grande shopping popular altamente diversificado em produtos, atraindo até mesmo pessoas de outros estados para compras. Atualmente está em projeto um grande Shopping popular que seria construído no Centro de Abastecimento, trata-se de um shopping popular com mais de 1800 lojas/boxes, com o objetivo de abrigar os atuais ambulantes do mercado informal que ocupa o centro da cidade.
Áreas verdes - Entre os locais de lazer verdes estão o parque da cidade Frei José Monteiro localizado no Conjunto Fraternidade no extremo sul, é o maior parque da cidade, há o Parque Erivaldo Cerqueira, conhecido como Parque da Lagoa, localizado no bairro Baraúnas as margens da avenida José Falcão, é o mais movimentado da cidade. Está em construção o parque da Lagoa Grande na zona leste da cidade, que promete ser o maior espaço de lazer da cidade, e o parque linear Lopes Rodrigues; há também a represa no distrito de Jaguara. A forte urbanização da cidade que cobriu imensas lagoas, proporciona hoje pouco lazer ligado a áreas verdes, e as margens do rio Jacuípe ainda é pouco explorado para o turismo. Está em obras o Parque da Lagoa Grande, na região leste da cidade, terá um grande lago com orla, equipamentos náuticos, pista de Cooper, ciclovia, quadras, quiosques e será o maior parque de lazer do interior da Bahia.
Clubes sociais - Feira de Santana possui vários Clubes sociais entre eles estão o Feira Tênis clube, o mais tradicional da cidade, porem obsoleto, atualmente passou a funcionar um estacionamento particular e ainda há esperança de ser transformado em outro espaço de lazer voltado ao atletismo e lazer de jovens e idosos, tem o clube do SESC, AABB, Adeva, entre outros, o principal Clube social da cidade fica localizado em sua região metropolitana, no município de São Gonçalo dos Campos, o Águas Claras Place Club que mistura club social com um pequeno parque aquático.
Museus - A cidade possui os seguintes museus: Galeria de Artes Carlo Barbosa, Museu Antares de Ciência e Tecnologia, Museu Casa do Sertão, Museu Regional de Arte, Museu de Arte Contemporânea - MAC, e o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo, que é um museu de ciências, que também fala da história e cultura de Feira de Santana. O museu apresenta o Teatro Virtual, cuja tecnologia empregada possibilita a proteção de diversos tipos de vídeos em uma cúpula de 13m de diâmetro, com capacidade para 165 lugares por sessão, além de uma ampla área para exposição, foyer e estacionamento. O equipamento utilizado no Teatro Virtual do Museu Parque do Saber é o ZKP4 Quinto, um sistema de projetores que emprega tecnologia de feixe de fibra ótica, laser, lente e processamento de imagens digitais. O ZKP4 Quinto é o sétimo instalado no mundo e o primeiro da América Latina (o segundo foi implantado em Buenos Aires, Argentina), presente no: Kuwait, Coreia do Sul, Texas, Illinois, Áustria e Alemanha. Dispõe de um sistema de som Dolby 5.1 Digital utilizado nas apresentações. Sua cúpula de 13m é a maior das instalações até então implementadas para este projetor. Apresentações em formato de cúpula-completa 360º x 180º são possíveis graças a este modelo, além da possibilidade de transmissão ao vivo.
Teatro e música - A cidade possui sete teatros: Teatro Ângela Oliveira, Teatro da CDL, Teatro de Arena do CUCA, Teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim, Teatro Frei Félix De Pacatuba, Teatro Margarida Ribeiro e Teatro Universitário do CUCA. Entre os espaços de músicas estão o Feira Music Hall, Estação da Música, Armazém privilége (antigo Kabanas), Aria Hall, Prime Music, o versátil Parque de Exposições, entre outros espaços.
Night - A chamada Night Feirense é composta por casas de Shows, bares e Baladas, o principal espaço de lazer noturno da cidade é a boemia Rua São Domingos no bairro Santa Monica, seguido do Conjunto Feira VI que possui dezenas de bares, e o Ville Gourmet. Há na cidade dezenas de pizzarias, churrascarias, redes de fast-foods, e casas especializadas em cozinhas locais, regionais e estrangeiras como a Italiana, Japonesa, Árabe e Chinesa. Bares com música ao vivo também são muito populares na cidade.
Educação - Feira de Santana é o maior polo educacional da Bahia e uma das cidades do país que mais se destacam no quesito educacional. O Colégio Helyos conquistou o 7º lugar no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2013, o 1º lugar na Bahia e em toda região Norte/Nordeste/Centro Oeste e Sul do Brasil. Na rede privada , o destaque são os Colégio Helyos, Colégio Acesso, Colégio Nobre, Colégio Genêsis,Escola João Paulo I ,Colégio Santo Antonio,entre outros. Na rede pública, o destaque é o Colégio da Polícia Militar, sempre consegue o primeiro lugar no ENEM das escolas públicas de Feira de Santana. Entre os colégios públicos Estaduais tem destaque o Colégio Gastão Guimarães, Colégio Rotary, Eliana Boaventura, Polivalente, Ecassa, Tecla Mello, Carmem Andrade, Coriolano Carvalho, Godofredo Filho, Assis Chateaubriand, Modelo Luís Eduardo Magalhães, entre outros. E entre escolas públicas municipais tem destaque a escola Jonatas Telles, Alvaro Pereira Boaventura, escola Básica da UEFS, Elizabeth Johnson , entre outras. Há uma parceria da prefeitura com o SENAI. A cidade possui algumas importantes Bibliotecas, como a Biblioteca Municipal, Biblioteca do CUCA, Biblioteca da UEFS, Biblioteca Monteiro Lobato, entre outras. A cidade possui 673 escolas no total de acordo com os dados de 2010, um número de escolas maior que o de várias capitais do país, como Aracaju, João Pessoa, Natal, Maceió, Florianópolis, Cuiabá, entre outras. Atualmente há cerca de 25 escolas municipais de alto padrão em fase de conclusão.
Feira de Santana é um grande centro universitário, possuindo duas universidades públicas, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) com sede no próprio município e com dezenas de cursos que inclui licenciaturas, informática, medicina, engenharia, entre outros, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) que oferece cursos de licenciatura a distância com certificado da UNEB, Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cidadania Sustentável (UNAMACS) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), localizada no prédio do Instituto de Educação e Desenvolvimento (INES), no bairro Sim, disponibilizando no município cursos nas áreas de graduação e pós-graduação, como Bacharelado Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Química, Engenharia de Petróleo e Gás, Mestrado em Planejamento e Gestão Energética, Mestrado em Energia e Sustentabilidade. Está em estudo a criação da Universidade Federal de Feira de Santana (UniFeira) que seria a futura evolução do próprio campus da UFRB, que terá sua sede definitiva em local ainda a definir.
O Projeto Feira cidade Digital colocou a Educação de Feira de Santana em um nível elevado, Feira de Santana é a única cidade do Brasil que executa todos os projetos de educação elaborados pela Microsoft, tornando esse tipo de investimento uma grande realidade na cidade, Feira de Santana, segue um plano tecnológico nas áreas da educação e saúde de curto, médio e longo prazo, ganhando destaque nacional e internacional.
Instituições públicas de ensino superior - Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB CETENS); Universidade Municipal Aberta do Meio Ambiente e Cidadania Sustentável (UNAMACS); Universidade Aberta do Brasil (UAB) a distancia pública.
Instituições privadas de ensino superior (graduação e pós graduação) - Universidade de Salvador UNIFACS Campus Feira; Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF);Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC); Faculdade Anísio Teixeira (FAT); Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi) Faculdade Nobre (FAN); Universidade Norte do Paraná (UNOPAR);Universidade Anhanguera (UNIDERP); Universidade de Santo Amaro (UNISA); Unidade de Ensino Superior Integrado (UNESI);Faculdade Pitágoras Faculdade Unidas de Feira de Santana (Estácio FUFS); Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA); Faculdade de direito Damásio de Jesus; Centro Universitário Claretiano; Centro Universitário Internacional (UNINTER); Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul); Seminário Teológico Batista do Nordeste; Faculdade Católica de Feira de Santana (FAFS); Faculdade Teológica e Cultural da Bahia (FATEC) Faculdade Regional da Bahia (UNIRB); Instituto Einstein de Ensino e Pesquisa (INESP); Universidade Tiradentes (UNIT); Faculdade Educacional da Lapa (FAEL); Faculdade Maurício de Nassau; Faculdade Católica de Feira de Santana; Centro Universitário de Maringá (UNICESUMAR); Instituto Pró Saber (Parceria com a FINOM); Centro de Pós Graduação Faculdade Montenegro; Universidade Católica de Salvador (UCSAL); Instituto Gastão Guimarães; UNIJORGE.
Instituições públicas de educação tecnológica - Instituto Federal da Bahia (IFBA); Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB); Ciência e tecnologia.
Em Feira de Santana esta área é coberta por atividades de várias instituições. Entre elas estão o Instituto Federal da Bahia (IFBA), SENAI e o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB), que oferecem cursos de diversos níveis ligados a eletrônica, Telecomunicações, informática, Edificações, Design e Mecânica. Tem a EAEFS – Centro de Educação Tecnológica que oferece cursos de Enfermagem, Segurança do Trabalho, Massoterapia, entre outros e a ESATER - Centro de formação tecnológica. A cidade possui diversos programas de educação tecnológica como O NTE-03 (Núcleo de Educação Tecnológica), que propõe disseminar e fomentar o uso das tecnologias da informação e comunicação - TIC - nas unidades escolares da rede pública, com vistas a contribuir para a melhoria da qualidade da educação, contando com uma equipe de especialistas na área de informática educativa. Os profissionais que trabalham nos NTE são especialmente capacitados para auxiliar as escolas em todas as fases do processo de incorporação das novas tecnologias. Portanto, o NTE é o parceiro mais próximo da escola no processo de inclusão digital, prestando orientação aos diretores, professores e alunos, quanto ao uso e aplicação das novas tecnologias.[145] O Departamento de Tecnologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (DTEC) é responsável pela área de tecnologia, sendo fundado em 1982 devido ao curso de Engenharia Civil, diversos cursos de graduação, Bacharelado e Mestrado são oferecidos como Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computação, Engenharia Ambiental e Biotecnologia. A UFRB que está em fase de implantação irá oferecer cursos ligados a Sustentabilidade, Petróleo e Gás, arquitetura e urbanismo e etc, sendo que alguns são pioneiros no Nordeste, há uma forte possibilidade de Feira de Santana se tornar um grande polo tecnológico na área de Sustentabilidade.
As faculdade particulares como a FTC, FAT, FAN, Uniasselvi, FUFS, UNIFACS e UNINTER também oferecem cursos de graduação e pós-graduação em algumas áreas de tecnologia como Gestão da Tecnologia da Informação, Segurança no Trabalho, Logística, Gestão de Recursos Humanos, Comércio Exterior, Sistemas de Redes de Informática, Engenharia Mecânica, Biomedicina e Técnico em Radiologia.
Cidade Digital - O projeto Feira Digital foi implantado pela prefeitura de Feira de Santana em 2010 e atua nas áreas da Educação, Saúde e Segurança, o projeto possui parceria tecnológica com a Microsoft.
A iniciativa na área de Segurança Pública é um dos serviços apoiados em tecnologia oferecidos aos cidadãos de Feira de Santana. O Sistema Saúde Digital, por exemplo, conta com uma infraestrutura de comunicação sem fio de alta velocidade, que permite a interligação dos setores da prefeitura e unidades de saúde da zona urbana e rural, bem como o monitoramento das informações sobre os pacientes na recepção, durante o atendimento médico ou em qualquer outra unidade da rede.
No setor da Educação, os responsáveis por alunos da rede municipal consultam o boletim e a frequência escolar via internet, e as aulas têm o auxílio da lousa digital. Está prevista a implantação do controle de horário de chegada e saída dos estudantes por meio da impressão digital, e a utilização de tablets por alunos e professores.
Há um Programa de formação, acompanhamento e preparação de alunos para o mercado de trabalho. Inicialmente contando com os cursos de Atendimento Telefônico, Atendimento ao Cliente, Entrevista de emprego, entre outros. Toda a proposta contempla o uso das TIC (tecnologias de informação e comunicação) a partir da realidade e necessidades do que tem de mais atual no mercado de trabalho. O ônibus digital leva internet e cursos gratuitos com certificado Microsoft para bairros pobres onde a população carente não tem acesso a internet ou condições financeiras para cursos e compra de equipamentos. Há dezenas de torres que oferece internet gratuita de alta velocidade para milhares de Feirenses diariamente em locais públicos.
A cidade dispõe ainda de dezenas de centros digitais espalhados por toda cidade e distritos, que executam 11 projetos voltados para informática, como Alfabetização Digital, Acessibilidade, Tecnologia nas Nuvens, Manual da Governança Amiga, Habilidades em Tecnologia, Soluções da Microsoft para Educação, entre outros. O maior e principal centro digital da cidade é o Centro Digital Municipal Drance Mattos de Amorim.
Cultura - Feira é a terra natal de muitos personagens históricos, como a guerreira Maria Quitéria e cangaceiros como Lucas da Feira. Com a instalação do Rotary Clube Feira de Santana e o Lions Clube Feira de Santana, além da expansão das vagas para inter cambistas estrangeiros na Universidade Estadual de Feira de Santana, a cidade passou a ser um destino de inter cambistas de todo o mundo, inclusive com estas entidades realizando festas e exposições destinadas ao público estrangeiro. Há até monumentos públicos homenageando as agremiações de intercâmbio nas ruas da cidade, como o Relógio do Rotary, inaugurado em 1997, e localizado entre a Avenida Getúlio Vargas e a rua J.J. Seabra.
Também por estar em uma confluência de rodovias federais, a cidade inaugurou em 15 de setembro de 2007 na praça Jackson do Amaury o Monumento ao Caminhoneiro, de autoria do artista plástico Gil Mário.
A cidade é também conhecida por ser a primeira de todo o país a realizar a Micareta, um carnaval fora de sua semana típica.
A cultura mais popular da cidade é a Sertaneja, sem segundo lugar a Afro brasileira e em terceiro lugar a cultura do migrante, que embora tenha sido o principal formador da cultura e da história de Feira de Santana, ainda não possui uma data dedicada e nem comemorações com demonstrações culturais de origem dos diversos migrantes brasileiros que migraram e continuam migrando a cidade.
Literatura - Feira de Santana também é cidade de origem de poetas como Godofredo Filho e o bacharel em direito Eurico Alves, em sua maioria poetas que enalteciam o sertão baiano em suas obras. Além disso, nela também nasceram Juraci Dórea (artística plástico e poeta), o polêmico cordelista Franklin Maxado e o músico Carlos Pita. Muitas obras com origem feirense estão expostas no Museu Casa do Sertão, pertencente à UEFS.
Além de uma considerável produção poética, Eurico Alves escreveu Fidalgos e Vaqueiros, obra inspirada em Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, na qual busca as origens e as influências do que se costuma chamar "civilização do couro", a civilização sertaneja. Eurico Alves também foi relembrado no ano de seu centenário (1999), quando a cidade sediou o Colóquio Internacional Eurico Alves Boaventura, concentrando as festividades no campus principal da UEFS, no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) e no Centro de Cultura Amélio Amorim (CCAA), onde ocorreu encontro de diversos escritores e obras literárias e artísticas especializadas na valorização do sertão nordestino.
Na cultura popular - Feira de Santana é mencionada em trechos de músicas e bordões de alguns programas de Tv como no Programa do Jô onde o apresentador Jô Soares, e Bira, integrante do sexteto musical, sempre menciona a cidade quando um baiano é entrevistado, com a famosa frase " Fica perto de Feira de Santana", ou "Todos os lugares do mundo fica perto de Feira de Santana". No álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! do cantor Raul Seixas, o pai do rock brasileiro, lançado em 1987, Feira é mencionada na canção "Quando Acabar o Maluco Sou Eu" no trecho "...Eu sou louco mais sou feliz, muito mais louco é quem me diz, eu sou dono, dono do meu nariz, em Feira de Santana ou mesmo em Paris, não bulo com governo, com polícia, nem censura..."
Em 1995 a cidade ficou nacionalmente famosa pelo chamado Caso Feira de Santana, onde um objeto voador não identificado caiu na lagoa de Berreca, no distrito de Jaíba, e seres ainda vivos foram capturados pelo fazendeiro da área e pelas forças armadas que atua na cidade, o fato teve grande repercussão na mídia nacional na época. Periodicamente há muitos relatos de aparições de OVNI no município.
Música - Feira de Santana produz um grande número de músicos que alcançam nível nacional e até mesmo internacional, os bares, casas de shows e eventos, são predominantemente com cantores e bandas feirenses de todos os gêneros musicais, como MPB, rock, jazz, axé music, pagode, forró, sertanejo, arrocha e samba. Alguns compositores feirenses alcançaram fama mundial, como o empresário Antonio Diggs da banda Os meninos de Seu Zé, Cássio Sampaio e Roberto Kuelho. Feira abriga diversos festivais músicas locais que sempre atrai grande público contribuindo para a elevação de vários artistas da cidade. Entre os músicos mais famosos e populares da cidade estão o cantor e produtor musical Paulo Bindá, a cantora e apresentadora de rádio Marcia Porto, Marli, a Björk brasileira, e o mentor e criador do axé music, Luiz Caldas.
Culinária - Muitos pratos típicos do estado da Bahia são encontrados nos bares e restaurantes típicos da cidade, como iguarias baseadas em vegetais da região. Alguns exemplos são a feijoada com mandioca,Beiju, palma de cactus (da qual se prepara o caruru da palma do cactus) com milho, e também tradicionalmente, o vatapá (normalmente acompanhado com camarão) e acarajé. Nas ruas da cidade, a céu aberto (fora de estabelecimentos), também é sempre muito comum encontrar vendedoras de acarajé, assim como barracas de caldo de cana. Pratos originários de outros estados também são populares na cidade. A culinária estrangeira como a italiana, árabe, japonesa, chinesa e estadunidense são muito populares na cidade, existe no município muitas redes de fast-foods. Um prato típico de Feira de Santana que acabou ficando popular em outras regiões, é o Macarrão ao vivo e o pão delícia, considerado concorrente do pão de queijo mineiro.
Fonte para o texto: Wikipédia.