quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

TRAMANDAÍ - RIO GRANDE DO SUL

Tramandaí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. É uma cidade praiana do litoral norte gaúcho, que se situa a 118 km da capital do estado, Porto Alegre. Muito frequentado por gaúchos do Vale dos Sinos e Região Metropolitana de Porto Alegre. Já foi muito visitado por turistas do Uruguai e Argentina em anos anteriores. A praia tem boa infraestrutura turística, no verão a população pode alcançar 250.000 habitantes em dias de semana, e 500.000 nos finais de semanas e feriados.
Tramandaí é considerada a "capital das praias" do Rio Grande do Sul.
História
Tramandaí começou a ser criada a partir do século XVIII, época em que servia de passagem para viajantes com destino a Laguna ou a capital do império brasileiro, o Rio de Janeiro. Também servia de passagem para a colônia do Sacramento, para os aventureiros, escravagistas paulistas atrás de índios, para os jesuítas, espanhóis e soldados. Devido a essa movimentação, em 1738 criou-se a guarda do registro, com a função de controlar as mercadorias e o gado que passavam pelo rio Tramandaí e cobrava certo valor pela passagem, uma espécie de pedágio.
Em 26 de outubro de 1732 iniciou-se oficialmente o povoado em Tramandaí, quando Manoel Gonçalves Ribeiro ganhou uma sesmaria à qual a região pertencia. Essa parte da região ficou conhecida como Paragem das Conchas. Nessa época começaram a surgir pequenos ranchos de palha de tiririca-brejo, que os pescadores e forasteiros erguiam para a temporada da pesca.
Durante a guerra dos Farrapos, em 1839, Tramandaí foi o destino de dois lanchões, o Seival e o Farroupilha, puxados por cerca de 200 bois, que Giuseppe Garibaldi trouxe da lagoa dos Patos, distante cerca de 100 km, para que fossem colocados no mar e assim tentar conquistar Laguna.
Por volta de 1890, Tramandaí começou a ser procurada como estação de banhos e, por fim, como balneário. Em 1906, já contava com cerca de 80 casas, além de ranchos de palha e casas de madeira cobertas com palha. Nessa época já existiam os hotéis Saúde e Sperb (este inaugurado em 1898).
Em 1898 começou a ser feito o roteiro de diligências puxadas a cavalo, que faziam o trajeto Porto Alegre-Tramandaí que também levavam os frequentadores até a beira do mar.
Em 1908 foi construída a primeira capela, denominada Nossa Senhora dos Navegantes.
A emancipação político-administrativa de Tramandaí aconteceu em 24 de setembro de 1965, quando Tramandaí emancipou-se do município de Osório.
Em 1968 foi inaugurado o Terminal Marítimo Almirante Soares Dutra, também conhecido como TEDUT, pela Petrobras, para armazenamento de petróleo recebido de navios petroleiros, ao largo da costa. O petróleo é coletado dos navios por meio de monoboias instaladas no Oceano Atlântico. Esse petróleo segue pelo oleoduto até o município vizinho de Osório, onde é armazenado em tanques. Em seguida ele é bombeado, por oleoduto, para a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), na cidade de Canoas. O TEDUT possui ainda um Centro de Defesa Ambiental (CDA) localizado no município de Imbé, vizinho de Tramandaí.
Em 1973 foi inaugurada a Plataforma Marítima de Tramandaí.
A cidade também é o topônimo do título nobiliárquico de barão de Tramandaí, que pertenceu ao importante político Antero José Ferreira de Brito.
Etmologia
O nome do rio e do município vem do tupi-guarani, tendo diversos possíveis significados: rio dos meandros (sinuoso), rio do roedor (pela presença de capivaras e ratões-do-banhado), o lugar que se cerca para colher (pescar com redes) ou rio para pescar bagres, da junção de tar (colher) e mandi (bagre). A grafia também aparece com variações em documentos antigos: Taraman, Tramandi, Termandi, Tramandai, Taramandahy, Tamandatay, Tramandahy e Tramandaí.
Geografia
Localiza-se na latitude 29º59'05" sul e na longitude 50º08'01" oeste, e sua altitude é de 8 metros acima do nível do mar. Sua população, de acordo com o censo de 2022, do IBGE, era de 
54.387 habitantes.  Possui uma área de 142,878 km².
Clima
O clima regional é controlado por massas de ar tropical. A temperatura oscila entre as médias de 22 ºC a 35 °C nos meses mais quentes (verão), e entre 1 °C e 18 °C no inverno.
Hidrografia
O rio Tramandaí estabelece ligação entre a lagoa e o mar, ou seja, a comunicação forma-se e o lago estreita-se acima do ponto onde o rio deita suas águas.
As lagoas do Armazém e Tramandaí, que não são profundas, formam o estuário do rio Tramandaí. A lagoa Tramandaí tem praias arenosas (ao sul), banhados (na margem leste) e restingas (a sudoeste). Liga-se ao oceano Atlântico por canal, que foi regularizado pela barra do Tramandaí. Essa lagoa recebe as águas do rio Tramandaí (pelo norte), além das do arroio Camarão, esse não sendo mais do que canal de ligação entre essa última e a lagoa das Custódias.
Estrada Tramandaí - Osório
A Estrada Tramandaí - Osório é uma importante via de ligação para o Litoral Norte, no estado do Rio Grande do Sul. Com extensão de aproximadamente 60 quilômetros, a rodovia é responsável pelo escoamento da produção agrícola e industrial da região, além de ser uma importante rota turística, com belas paisagens naturais.
Em resumo, a Estrada Tramandaí - Osório é uma via de grande importância para o desenvolvimento econômico e turístico da região, além de ser um convite para os viajantes que buscam contato com a natureza.
A estrada foi inaugurada em 1961 e, desde então, passou por diversas melhorias para garantir a segurança dos motoristas e passageiros que a utilizam. Em 2012, foi concluída a duplicação da rodovia, o que reduziu o tempo de viagem e aumentou o fluxo de veículos.
Com uma extensão de aproximadamente 13,5 km a rodovia possui duas faixas em ambas as direções, além de contar com o acostamento, também dentre elas na grande maior parte do trajeto existe um canteiro central, não utilizado para nada até o momento.
Alguns dos problemas que a estrada possui é a falta de espaço para ciclistas, qualquer pessoa que more, estude ou trabalhe dentro desses 60 km é obrigado a andar no acostamento ao lado de carros andando a 80 km/h e colocar sua vida em risco.
A ciclovia proposta para o canteiro central da Estrada Tramandaí - Osório seria uma faixa exclusiva para bicicletas, com largura adequada para permitir o tráfego seguro de ciclistas em ambos os sentidos. A ciclovia poderia ser construída em pavimento asfáltico, dependendo da disponibilidade de recursos.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

ZÉ DOCA - MARANHÃO

Zé Doca é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se na microrregião de Pindaré, mesorregião do Oeste Maranhense. O município foi criado em 1987. Sua população, conforme censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 40.801 habitantes.
Sendo o maior município da região do Alto Turi, coordena, através da gerência de desenvolvimento e articulação regional, ações em mais 17 municípios circunvizinhos, sendo portanto carinhosamente chamada pelos habitantes da região como a "Metrópole" do Alto Turi.
Geografia
Suas coordenadas geográficas são: Latitude: -3.25707 (3° 15′ 25″ S) e Longitude: -45.65 (45° 39′ 0″ O). Sua superfície é de 241.375 hectares (2.413,75 km², 931,95 sq mi) e sua altitude, 30 m (98 ft).
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde agosto de 1975 a menor temperatura registrada em Zé Doca foi de 17,2 °C, em 17 de agosto de 1988, e a maior atingiu 38,4 °C, em 1° de dezembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 198,3 milímetros (mm), em 28 de dezembro de 1989. Fevereiro de 2018, com 609,1 mm, foi o mês de maior precipitação, superando o antigo de recorde de 597,1 mm em março de 2009.
Economia
A economia zedoquense se baseia no comércio regional de artigos de agropecuária, além de ser o mais importante centro comercial da região maranhense do Alto Turi. Mais recentemente inúmeras empresas internacionais do ramo de biocombustíveis tem visitado o município visando a possibilidade de instalação de indústrias de produção de biocombustíveis na região.
A rede bancária da cidade está constituída da seguinte forma: Caixa Econômica Federal; Banco do Brasil; Bradesco e Banco do Nordeste
Infraestrutura
Educação

Em 2006, chega ao município a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), mas o marco do desenvolvimento científico e tecnológico se dá em 2007, com a instalação no município de um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência, Tecnologia do Maranhão. O Campus está localizado em sede própria, situada a Rua da Tecnologia, nº 215, Vila Amorim, à direita no sentido São Luis/Zé Doca, a 200m da BR-316 no km 199. O Campus está desenvolvendo no município ações de Educação, ofertando cursos técnicos na área de química, sendo referência em pesquisas sobre energias alternativas.
A instituição além de atuar como agente formador no município de Zé Doca, conta com uma das maiores equipes de docentes em diversas áreas, e com diversos projetos científicos na área de química, inclusive com trabalhos premiados e reconhecidos nacionalmente pela importância para o desenvolvimento de novas tecnologias.O Campus do IFMA oferece cursos como Técnicos em Secretariado Escolar, Técnico em Gerenciamento de Unidade de Alimentação; Técnico em Controle Ambiental, Técnico em Alimentos, e também um curso técnico em Análises Químicas muito bom por sinal, e curso técnico em Biocombustíveis. Os dois últimos são integrados ao Ensino Médio.
Atualmente a instituição está oferecendo cursos superiores como Licenciatura em Química e Tecnologia em Alimentos. Com a implantação do Campus Zé Doca/IFMA, com oportunidade de oferta da Educação Técnica e Superior, consequentemente influenciarão maior perspectiva de desenvolvimento na região.
Transportes
Terrestre
A cidade conta com um terminal rodoviário, onde operam companhias regulares como a Boa Esperança, Transilva, Guanabara, Itapemirim, Rota do Mar e Mãe e Filho.
Aéreo
Conta também com um aeroporto regional com cerca de 1.000m de extensão de pista e cobertura de terra.
Não opera, por enquanto, nenhum voo regular, mas, principalmente em temporadas políticas, a pista torna-se bastante movimentada, pois torna-se porta de entrada de políticos em campanha.
Cultura
- Festas juninas: As festas juninas no município são realizadas na praça do viva Zé doca, havendo apresentação de bois, quadrilhas, danças indígenas e outras danças da cidade e de toda região, mas toda cidade entra no clima junino realizando vários eventos em suas ruas. O mais tradicional é o Pintando Sete, na rua Sete de Setembro. Há alguns grupos folclóricos de grande tradição, como o Grupo de Dança Folclórico Tico-Tico no Fubá, criado em 1995 por um grupo de alunos, e o Grupo Folclórico Flor do Sertão, que é hexa campeão, nos concursos realizados em Zé Doca. É destaque também, o grupo de dança indígena Muiraquitã, que é considerada a melhor dança indígena da cidade, com belas índias, coreografias e maravilhosas roupas.
 - Culinária: Entre os pratos mais famosos da cidade estão o lendário bolo de arroz e o arroz de cuxá (mesmo não tendo o ingrediente principal, o camarão seco) do mercado municipal, e entre outras peculiaridades típicas da culinária maranhense, presença constante nas mesas dos zedoquenses.
Hino oficial
O hino oficial do município foi composto por José Gonçalves dos Santos (letra e música), tendo sua primeira versão gravada em 1988.
Em 2018 foi feita uma nova gravação do hino, com novos arranjos, mas não perdendo a essência original da primeira versão.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

ITUPIRANGA - PARÁ

Itupiranga é um município brasileiro do estado do Pará, criado em 1947, pertencente à mesorregião do Sudeste Paraense e microrregião de Tucuruí. Localiza-se no norte brasileiro.
Topônimo
"Itupiranga" é um termo oriundo da língua tupi que significa "cachoeira vermelha", através da junção dos termos ytu ("cachoeira") e pyrang ("vermelho").
História
A origem da cidade de Itupiranga, sede do município do mesmo nome, foi o povoado Lago Vermelho, fundada em 1896, por extratores de caucho, oriundos de Goiás. Chefiava-os um explorador de prenome Lúcio. Pouco depois, com o aumento do preço da castanha-do-pará, cresceu rapidamente o número de moradores e sua renda. No período áureo da castanha recebeu em seu território um trecho da Estrada de Ferro Tocantins.
Inicialmente, Itupiranga pertencia ao município de Baião. Em 1912, durante o governo de Enéas Martins, com a criação do município de Marabá, passou a pertencer-lhe. Até que, em 31 de dezembro de 1947, durante o primeiro governo de Moura Carvalho, a Lei 62 criou o novo município de Itupiranga. A instalação ocorreu a 14 de julho do ano seguinte.
Geografia
Localizado a uma latitude 05º08'05" sul e longitude 49º19'36" oeste, estando a uma altitude de 89 metros acima do nível do mar. O município possui,de acordo com o censo de 2022 do IBGE, uma população de 49.754 habitantes, distribuídos em 7.914,6 km² de extensão territorial.
Clima
Em Itupiranga, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 34 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 36 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Itupiranga e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao início de setembro.
A estação quente permanece por 3,2 meses, de 20 de junho a 26 de setembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Itupiranga é setembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 24 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 18 de dezembro a 25 de março, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Itupiranga é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 31 °C, em média.
Infraestrutura
O município é atravessado pela rodovia BR-230 (Transamazônica) de sudeste a noroeste, interligando-o aos municípios de Marabá e Novo Repartimento; que também é a principal via de acesso ao Distrito de Cajazeiras, outra via importante é a vicinal PA-9 (ou vicinal PA-Cruzeiro), de ligação com o extremo sudoeste municipal, dando acesso às vilas São Pedro, Panelinha e Cruzeiro do Sul (Quatro Bocas).
Na sede municipal há o Porto Fluvial de Itupiranga, que comporta embarcações de pequeno porte que navegam principalmente pelo Rio Tocantins.
Economia
Itupiranga é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
Até janeiro de 2024 não houve registro de novas empresas em Itupiranga. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa.
Esportes
A mais popular prática esportiva em Itupiranga é o futebol, tanto que há até mesmo uma equipe profissional do município, que disputa campeonatos estaduais e regionais, o Sport Clube Itupiranga, o qual estreou no Campeonato Paraense de 2020, após conquistar a promoção na Segunda Divisão.
Referências para o texto: WikipédiaWeather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

BEBERIBE - CEARÁ

Beberibe é um município brasileiro do estado do Ceará, localizando-se na microrregião de Cascavel, mesorregião do Norte Cearense. Sua população segundo censo 2022do IBGE, é de 53.114 habitantes.
É um município que atrai muitos turistas o ano inteiro especialmente pelas suas belas praias, dentre as quais se destacam a Praia de Morro Branco e a Praia das Fontes, nas quais se situa o Monumento Natural das Falésias de Beberibe.
Etimologia
Há controvérsias no tocante ao significado do topônimo Beberibe, que vem do tupi.
Para o tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro, o termo teria origem na composição das palavras îabebyra (arraia), ­'y (rio) e -pe (em), significando, portanto, no "no rio das arraias". Já para Teodoro Fernandes Sampaio, grafando "Bibiribe", o topônimo significaria "no rio que vai e vem", por meio da composição entre bibi (o que vai e vem), y (rio) e pe ou be (em). Ele ainda apresenta uma versão alternativa com base em um documento antigo em que se lia "yabebiry", traduzido como "rio das arraias", por meio da composição entre yabebir (arraia, de ya-pé-byra, "o que tem a pele áspera ou pele de lixa") e y (rio). Silveira Bueno explica "yabebiry" como "rio empolado, onduloso" e para Paulino Nogueira, Beberibe, significaria "lugar onde a cana cresce".
Sua denominação original era Uruanda, depois Sítio Lucas e, desde 1883, Beberibe. No período colonial este ficou ainda conhecido como Vila Rica.
História
Localizado entre os rios Choró e Piranji e suas bocas, tinha como primeiros habitantes os índios Potyguara e outras tribos pertencentes ao tronco Tupi como os Jenipapo-Kanyndé viviam. A partir do século XVII recebeu as primeiras expedições de portugueses religiosos e militares que vieram por estas bandas devido os processos de aldeamento e catequização dos índios e proteção contra os invasões de outros europeus: e ainda sobreviventes do naufrágio de uma embarcação Portuguesa (segundo a tradição oral).
Os primeiros registros sobre Beberibe como um núcleo urbano português dão conta de que a povoação surgiu a partir de uma sesmaria concedida a Manuel Nogueira Cardoso, Sebastião Dias Freire, João Carvalho Nóbrega e ao Capitão Domingos Ferreira Chaves, em 16 de agosto de 1691.
Mas foi somente no início do século XIX que houve uma ocupação do local, quando Baltazar Ferreira do Vale, residente no Riacho Fundo, em Cascavel, e Pedro Queirós Lima, morador do sítio Mirador, em Aquiraz, chegaram àquele núcleo.
Baltazar comprou o sítio Lucas, nome primitivo de um dos distritos de Cascavel, no ano de 1783, e Pedro, na mesma época, o sítio Bom Jardim. A proximidade favoreceu o relacionamento das duas famílias. E o sítio Lucas, que oferecia melhores condições de povoamento, deu início a um importante núcleo do qual originou a cidade de Beberibe.
Antes de ser conhecido por Lucas, o local recebeu a denominação de Uruanda, nome atribuído pelos indígenas que ocupavam a região. Beberibe foi o nome com o qual Brasiliano Ferreira de Araújo registrou as suas terras, adquiridas por 10 mil réis, localizadas onde hoje é a sede do Município. A preocupação de Brasiliano foi doar a área para a construção da igreja. Inaugurada em 1875, a igreja impulsionou o crescimento do povoado, já então conhecido por Beberibe. E em 5 de julho de 1892 foi criado o Município de Beberibe, pertencente à comarca de Cascavel.
De Município a distrito, e de distrito a Município, Beberibe teve que conviver diversas vezes com essa mudança, até novembro de 1951. Naquela data, o então governador Raul Barbosa sancionou a Lei nº 1.153, que restaurou em definitivo a autonomia do Município, atendendo a imposição dos ilustres filhos da terra. À frente do movimento, que nasceu em 1946, estava o desembargador Boanerges Facó. No entanto, somente em 25 de março de 1955 o Município foi oficialmente instalado.
Beberibe conheceu um expressivo desenvolvimento econômico a partir da implantação de aproximadamente uma centena de engenhos de cana de açúcar na região. A riqueza originada da indústria de rapadura local fez com que Beberibe fosse apelidada por Cascavel e Sucatinga de "Vila Rica".
Uma nova realidade foi percebida pelo Município a partir da decadência da indústria de rapadura e da falência de vários engenhos. A denominação de "Vila Rica" deixou de existir e ficou apenas na memória de quem viveu aqueles tempos.
Geografia
Clima

O clima é tropical quente semiárido com pluviometria média de 1.251 mm, com chuvas concentradas de Fevereiro a Maio.
Em Beberibe, o verão é curto, quente, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 31 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Beberibe e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao meio de outubro.
Hidrografia e recursos hídricos. 
As principais fontes de água são: Rio Choró e Piranji; Riachos: Salgadinho: Córregos Santa Maria, Maria Preta e Camará; Lagoa do Uruaú.
Relevo e solos
Região costeira (Areias Quartzosas Álicas,Areias Quartzosas Distróficas, Areias Quartzosas Eutróficas,Areias Quartzosas Marinhas Distróficas, Podzólico Vermelho Amarelo Eutrófico) formada de dunas. A principal elevação é a Serra do Félix. E o seu tipo de relevo é planície.
Vegetação
Boa parte do território é coberta pela floresta caducifólia espinhosa (caatinga arbórea) e caatinga arbustiva aberta e densa, mais ao interior, e por tabuleiros costeiros e manchas de cerrado, mais próximo ao litoral, onde se destacam plantas como o murici, o cajueiro e a janaguba. Apresenta também regiões de mangue próximo à foz do rio Piranji.
Subdivisão
O município tem sete distritos: Beberibe (sede), Itapeim, Parajuru, Paripueira, Serra do Félix, Sucatinga e Forquilha.
Economia
Sua economia é ainda baseada na cultura de cana-de-açúcar, bem como a cultura do caju, coco-da-Bahia, mandioca, milho e feijão. Pecuária: bovino, suíno e avícola. Em suas terras registram-se ocorrências de Lepidolita, fonte de obtenção do Lítio, Moscavita, Biotita e grandes jazidas de Quartzo e Feldspato. No setor da indústria, Beberibe é um dos grandes produtores de tijolos do Ceará e neste ainda situam-se 10 indústrias (cinco de produtos minerais não metálicos, duas de produtos alimentares, uma de extrativa mineral, e duas de vestuário, calçados e artigos de couro e peles).
Educação
Possui um Polo da Universidade Aberta do Brasil onde são ministrados cursos semi presenciais da Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual do Ceará e Instituto Federal do Ceará.
Também conta com a Escola Estadual de Educação Profissional Pedro de Queiroz Lima, que foi inaugurada em maio de 2011.
Cultura
O principal evento cultural é a festa dos padroeiros: Jesus, Maria e José, e da co padroeira Nossa Senhora do Carmo, que acontecem em dezembro e julho, respectivamente. Outro evento que se destaca é o Caju Nordeste, que é sediado em Beberibe. Além destes, ainda há a festa do município, que acontece no dia 5 de julho, e as semanas culturais em alguns colégios, como o projeto Beberibe, que ocorre no CMB (Colégio Mazé Bessa), e o FACEL no Colégio Ana Facó. O Município tem a Biblioteca Municipal Dido Facó, o Memorial de Beberibe, e o Teatro Raimundo Fagner. Existem grupos de teatro, dança e capoeira, estes podem ser encontrados no ABC Luiza Facó.
As principais festas do município são: Festa do Bom Jesus dos Navegantes - distrito de Parajuru; Festa de Nossa Senhora da Penha - distrito de Sucatinga; Festa de São Francisco e Nossa Senhora da Penha - distrito de Paripueira e Festa de São Sebastião - distrito de Itapeim.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

BARRA - BAHIA

Barra é um município brasileiro no estado da Bahia, o quarto mais populoso do oeste do estado, localizado no encontro do Rio Grande com o Rio São Francisco. Sua população, de acordo com o censo do IBGE de 2022, era de 51.092 habitantes.
História
A região era povoada originalmente pelos indígenas acroás, na margem esquerda do Rio São Francisco, e pelos indígenas mocoazes, na direita, além de Tupiniquins, Xacriabás, Caiapós, Cariris e Aricobés. O povoamento contemporâneo da região por populações não indígenas surgiu a partir de uma fazenda de gado trazido do litoral no ponto onde o Rio Grande desemboca no Rio São Francisco, pertencente à Casa da Torre, então chefiada pelo 2º Francisco Dias de Ávila Pereira, entre 1670 e 1680. Esta fazenda foi nomeada Fazenda Barra do Rio Grande, posteriormente chamada de Fazenda Barra do Rio Grande do sul para distinguir do Rio Grande do Norte. Lugar pouco povoado e sem leis, começa a crescer e ter um fluxo de pessoas quando os franciscanos da Capitania de Pernambuco ergueram na região a capela de São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande do Sul, criando um aldeamento de indígenas catequizados no lugar que posteriormente vira o pilar fundamental do município.
Posteriormente foi elevada à categoria de povoação, sendo um povoado da Capitania de Pernambuco. A atividade econômica da povoação consistia na criação de gado e agricultura, com o cultivo da cana-de-açúcar. Abrigava grande diversidade populacional: portugueses, africanos, brasileiros, filhos de portugueses, mestiços de branco e indígena, indígenas puros, holandeses, flamengos e espanhóis.
A vila foi criado por carta regia de D. José I, em 1º de dezembro de 1752 e a freguesia (paróquia), em 5 de dezembro do mesmo ano (esta desligada de Cabrobó), mas a instalação só ocorreu em 23 de agosto de 1753, quando foi instalada a nova Vila de São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande, emancipando politicamente, constituída de câmara de vereadores, pelourinho e coletoria. A instalação foi feita pelo Ouvidor e Corregedor da Comarca de Jacobina Henrique Correia Lobato.
D. João VI, por alvará de 3 de junho de 1820 cria a Comarca do São Francisco, e Barra passa a ser a cabeça da nova comarca.
Em 7 de julho de 1824, a Comarca do São Francisco foi desligada de Pernambuco como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador, passando à jurisdição de Minas Gerais. Em seguida, no dia 15 de outubro de 1827, passou a pertencer em definitivo à Bahia, sendo que ambas as alterações se deram por decretos de Dom Pedro I do Brasil. A vila foi elevada a cidade em 1873 (na época do Império o termo "cidade" era mais figurativo e nada somava-se administrativamente), quando passou a chamar-se Barra do Rio Grande. Em 1931 sua denominação mudou para Barra.
Barra teve seu território desmembrado para formar os Municípios de Campo Largo-Cotegipe (1820), Carinhanha (1832), Ibipetuba, atual Santa Rita de Cássia, em 1840, Buritirama (1986) e Muquém do São Francisco (1989). Elevado à categoria de freguesia com a denominação de Barra do Rio Grande, pela provisão de 5 de dezembro de 1752. Elevado à categoria de vila com a denominação de Barra do Rio Grande, pela Resolução régia de 1º de dezembro de 1752. Instalado em 23 a 27 de agosto de 1753. Elevado à condição de cidade, sob a denominação de Florescente da Barra do Rio Grande, pela lei provincial nº 1.320, de 16 de junho de 1873.
Em 1875, o primeiro jornal da região oeste passou a ser impresso em Barra, com oficinas próprias: era o Eco do São Francisco.
Pela sua localização geográfica, tornou-se ponto de passagem obrigatório para quem se dirigia ao sertão do São Francisco e das boiadas do Piauí, Maranhão e Goiás, vivendo grande efervescência comercial e social entre 1891 e 1912. Em 1902 o vapor Saldanha Marinho começou a trafegar regularmente entre Pirapora, Minas Gerais, e Juazeiro, Bahia, passando por Barra, o que reforçou o comércio da região. A exploração de borracha de maniçoba também deu um impulso econômico à região. Esta cultura sofre declínio a partir de 1912.
Em 1913 Barra torna-se diocese e a igreja matriz Senhor Bom Jesus da Boa Morte torna-se catedral.
Somente em 1998 Barra integra-se à malha rodoviária brasileira com a ligação da cidade à BR-242, a rodovia federal Salvador-Brasília.
Geografia
Clima

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1977 a menor temperatura registrada em Barra foi de 10,2 °C, em 3 de agosto de 1985, e a maior atingiu 40,6 °C, em 22 de outubro de 2015. O maior acúmulo de precipitação em 24 horas atingiu 164,8 milímetros (mm), em 22 de março de 1997.
Economia
Barra é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. Até dezembro de 2023 houve registro de 8 novas empresas em Barra, sendo que 2 atuam pela internet.
Turismo
Dois pontos turísticos de destaque em Barra são:  Mercado Municipal da Barra o Mercado Municipal da Barra e o Palácio Episcopal e Catedral de São Francisco.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

EUSÉBIO - CEARÁ

Eusébio é um município brasileiro do estado do Ceará, Região Nordeste do país. Sua população estimada é de 74.170 habitantes, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022.
Etimologia
O topônimo Eusébio pode ser uma alusão a:
- um antigo morador, Seu Eusébio, dono de uma casa que servia de paragem, hospedando os comerciantes que transitavam em busca de realizar negócios na capital, Fortaleza.
- um ex-ministro da justiça e senador Eusébio de Queirós, autor da lei que extinguiu o tráfico de escravos no Brasil;
Sua denominação original era Eusébio de Queiroz. Desde 1938 chama-se apenas Eusébio.
História
As terras localizadas entre Aquiraz e Messejana ou entre os rios Pacoti e Coaçu eram habitadas pelos índios potyguara e outras tribos pertencentes ao tronco tupi como os jenipapo-kanyndé, junto a religiosos e militares portugueses, que vieram habitar a região visando catequizar os nativos e impedi-los de comercializar com outros povos europeus.
A presença portuguesa nessa região estabilizou-se nas primeiras décadas do Século XVII, e a casa (ficava entre a atual Praça 23 de julho e o atual Polo de Lazer) de seu Eusébio (um criador e comerciante de animais) virou um ponto de parada e descanso para os comboieiros que vinham de Beberibe, Cascavel e Baixinha, para venderem gêneros alimentícios em Fortaleza, mais precisamente na estação de bonde. Talvez daí surgiu o nome do local e o potencial de Eusébio como ponto de paragem e entreposto de mercadorias.
Ao longo dos anos, o povoado às margens da estrada que ligava o Ceará e o Rio Grande do Norte - construída antes mesmo da chegada dos portugueses - manteve sua posição como ponto de parada.
Em 1933 era um distrito de Aquiraz, já chamado Eusébio, que então assumiu o nome de Eusébio de Queiroz. Em 1938 passou a chamar-se apenas Eusébio.
Já nos anos oitenta do Século XX, indústrias foram instaladas nessa região, fato que incrementou a economia local e acelerou o seu processo de emancipação como município em 1987. Nos dias de hoje o município de Eusébio faz parte da Região Metropolitana de Fortaleza.
Geografia
Clima

Tropical com pluviometria média de 1.532 mm com época chuvosa de Janeiro a Junho.
Em Eusébio, o verão é curto, quente, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 31 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 32 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Eusébio e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao início de outubro.
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água fazem parte da bacia dos rios Cocó e Pacoti, sendo a principal fonte o Rio Coaçu. Existem ainda diversas lagoas naturais, sendo as mais conhecidas as lagoas do Parnamirim e dos Pássaros.
Relevo e solos
O relevo desse município e composto de tabuleiros. As principais elevações possuem altitudes de menos que cem metros. Os solos da região são do tipo podzólico.
Vegetação
A vegetação típica é de tabuleiro, com espécies próprias, da caatinga, de mata serrana; e próximo do litoral encontra-se uma vegetação de mangue.
Aspectos Socioeconômicos
A maior concentração populacional encontra-se na zona urbana. A sede do município dispõe de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico, agência de correios e telégrafos, serviço bancário, hospitais, hotéis e ensino de 1° e 2° graus.
A partir de Fortaleza o acesso ao município, pode ser feito por via terrestre através da rodovia estadual CE-040. As demais lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis (com franco acesso durante todo o ano) através de estradas asfaltadas ou carroçáveis.
A economia local é baseada no turismo, empreendimentos imobiliários, empresas de prestação de serviços, indústrias diversas, com destaque para a indústria alimentícia. O extrativismo vegetal destaca-se também com a fabricação de carvão vegetal e extração de madeiras diversas para lenha e construção de cercas. O artesanato de redes, labirintos e bordados é uma fator gerador de renda. Na área de mineração existem a extração de diabásio para obtenção de brita para construção civil, a extração de argila e diatomito, para fabricação de tijolos. A pesca industrial é presente ao longo da costa marítima.
Indústria
O município sedia o grupo empresarial de industrialização e comercialização de alimentos Três Corações Alimentos S.A..
Turismo
Cortado pela CE-040 e pela BR-116, é passagem obrigatória para os turistas que procuram as praias do litoral leste cearense. Apesar de ser localizada na região metropolitana de Fortaleza, Eusébio é tranquila como uma cidadezinha do interior, o que atrai o interesse de investidores do ramo imobiliário.
Para os amantes da velocidade, o município de Eusébio conta ainda com o autódromo internacional Virgílio Távora.
Como atrativos naturais há as lagoas do Parnamirim, Eusébio (Polo de Lazer), da Precabura e o rio Pacoti.
O turismo religioso também gera rendas para o município.
Cultura
Os principais eventos culturais são as festas da padroeira, Senhora Santana (26/07); a paixão de Cristo uma das maiores do Ceará e as festas juninas que atraem pessoas de vários lugares.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

VIGIA - PARÁ

Vigia de Nazaré, também chamada apenas Vigia, é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Zona Fisiográfica do Salgado.
Toponímia
A Vila de Vigia (ou Vila de Nossa Senhora de Nazareth da Vigia) foi constituída a partir da aldeia de Uruitá, do Tupi Guarani: "cesto de pedras", morada de uma tribo de índios tupinambás, onde os colonizadores construíram um posto fiscal, para verificar as embarcações que abasteciam Belém (capital do estado do Pará).
História
O município foi criado em 6 de janeiro de 1616, seis dias antes da fundação da também paraense Belém do Pará (a capital do Estado), por Francisco Caldeira Castelo Branco durante expedição de ocupação da Capitania do Grão-Pará (do tupi-guarani, "rio do tamanho do mar", que decorre do rio Pará). Quando muito, os portugueses, a caminho do interior do continente, criaram o posto de "vigia" militar, para "vigiar" o acesso de embarcações pelo fruro que separa a ilha de Colares, que então foi chamada de Ilha do Sol.
Os primitivos habitantes da região foram os índios Tupinambá, que viviam na aldeia Uruitá (do Tupi Guarani, "cesto de pedras"), sob jurisdição das missões da Companhia de Jesus. Neste aldeamento, os colonizadores construíram um posto de controle. Talvez só muito mais tarde é que Vigia poderia ter se configurado como "Posto Fiscal" de embarcações que abasteciam Belém.
Por sua posição estratégica, o governo colonial transformou-a em um posto alfandegário guarnecido, denominado Vigia, para fiscalizar e proteger, de contrabandistas as embarcações que por ali passavam. Influenciando na formação do povoado, elevado em 1698 a categoria de vila com a denominação Vigia. Assim, permaneceu até a Independência do Brasil.
Com o advento da Lei Pombalina, expedida em 1761, os jesuítas foram expulsos do Brasil e Vigia foi elevada a Paróquia secular, sendo também criado, ali, um colégio secular. Nessa época, a localidade já contava com uma casa que fora transformada em templo, em 1732, pelo padre José Lopes, provincial da Companhia de Jesus e com o Colégio Mãe de Deus, construído pelos jesuítas.
Por ocasião da Revolução da Cabanagem, ocorrida em 1833, na Província do Grão-Pará, o município de Vigia sofreu depredações. Esse movimento foi suprimido em 1836, com a chegada do Major Francisco Sérgio de Oliveira, por ordem do Marechal Soares de Andréa.
Em 1854, Vigia foi elevado a categoria de cidade.
Geografia
Localiza-se na Zona do Salgado. Sua população estimada em 2022, de acordo com o censo do IBGE é de 50.832 habitantes, distribuídos em uma área de 401,589 km².
Patrimônio Histórico
Capela do Senhor dos Passos ou Igreja de Pedras

A Capela do Senhor dos Passos (Igreja de Pedras) datada do século XVIII, é um templo construído pelos Jesuítas toda em pedras sobrepostas e sem reboco. Conhecida, hoje, como Igreja do Bom Jesus, porque lhe guardava a imagem. Nessa época foi transferida para a Igreja da Madre de Deus, para que a Igreja de Pedras fosse concluída, mas com a expulsão dos jesuítas de Portugal e das províncias do Brasil, em 1759, por ordem do Marquês de Pombal, a construção da capela ficou inacabada e abandonada, sofrendo demolições e transformações. Na década de 30, um intendente local mandou demolir o que restava das paredes laterais e, com as pedras, mandou construir o cais de arrimo da cidade. A Igreja revela estrutura de pedras lavradas, peças de mármore e imagens antigas. A técnica construtiva é pedra com agregado de uma mistura de massa de argila crua e cal que era obtida de materiais tirados dos sambaquis, ou depósitos pré-históricos de conchas, comuns no litoral brasileiro. Em dezembro de 2011, ganhou o título de Primeira Maravilha do Pará.
Igreja da Madre de Deus
Em 28 de fevereiro de 1733, o padre provincial da Companhia de Jesus, José Lopes, superior do Colégio da Mãe de Deus, com despacho do Senado da Câmara da Vila da Vigia de Nazaré, iniciou a edificação da Igreja da Madre de Deus. A expansão e ocupação territorial implementada por Portugal, em parceria com a Companhia de Jesus e as formas de representação do catolicismo popular incorporado ao culto à Virgem de Nazaré, ligam a Madre de Deus com a História da Humanidade. O templo construído em estilo barroco, com elevados campanários, com varandas sustentadas por colunas, salões, sacristia adornada de painéis com rico altar e retábulos dourados, perpetuaria a memória da Companhia de Jesus na Vigia de Nazaré. Por volta de 1930, o Padre Alcides Paranhos e o prefeito da cidade resolveram demolir parte do prédio, usando as pedras retiradas para a construção da primeira usina de luz de Vigia. Com a demolição foram encontrados esqueletos humanos entre as pedras, o que comprovou uma antiga lenda local de que algumas pessoas condenadas pelas Ordenações do rei de Portugal foram empaladas nas paredes da Igreja. A Igreja da Mãe de Deus, dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, é a única no norte do Brasil, munida de 22 colunas laterais de origem toscana. O templo apresenta alvenaria de pedra, estrutura do telhado em madeira de lei, cobertura com telha de barro, frontispício formado por um corpo central e duas torres com campanários compostos por três janelões sineiros de arco de meio ponto, encimadas por cornijas em que se destacam elementos decorativos. Em sua parte interna, há peças em ouro e prata, crucifixos e imagens originais de Rocca. O forro da sacristia é todo ornado com belíssimas pinturas. O corpo central é marcado pelo frontão que é composto de volutas simétricas. É considerada Patrimônio da Cultura Nacional, tendo sido tombada com a denominação de Igreja de Nossa Senhora da Madre de Deus, em 14 de dezembro de 1954, inscrita no Livro de Belas Artes, folha 80, número 424.
Mercado de peixe
Antigamente, em função da técnica utilizada para a conservação do pescado que era comercializado no município, existia o velho mercado de peixe, conhecido pela população como a Salgadeira, na esquina da Boulevard melo Palheta com a travessa Vilhena Alves. O constante crescimento da atividade pesqueira transformou o velho mercado de peixe num lugar antiquado para o povo vigiense. Impróprio para as atividades pesqueiras e com instalações precárias, fatos que inspiraram o prefeito Manoel de Souza Leal a iniciar a construção de um logradouro mais adequado para a comercialização do pescado na Vigia de Nazaré. No período compreendido entre os anos de 1943 e 1945, na administração de Jorge Corrêa, com o apoio do interventor do Pará , Joaquim de Magalhães Cardoso Barata e com acompanhamento do engenheiro vigiense Jonas Brito, foi construído o novo Mercado Municipal, mais tarde conhecido como Mercado de Peixe. Escolha do local tinha a intenção de modificar e sanear a frente da cidade, na época, ocupada pelos quintais das casas que deveria ter suas edificações com portas e janelas voltadas para o rio Guajará – Mirim. O prédio possui implantação, obedecendo ao alinhamento da via pública, técnica construtiva em alvenaria de tijolo, vãos com vergas retas e cobertura com telha de barro tipo francesa.
Trem de guerra
No início do século, existia na Vigia um casarão que era moradia e local de trabalho do Juiz de Paz do município, João de Sousa Ataíde, e armazenava as armas e munições da Guarda Municipal da Vigia. Este foi denominado Trem de Guerra. No período da Cabanagem, quando o movimento se espalhou pelo interior do Estado do Pará, a então Vila de Vigia, foi invadida pelos revoltosos em 1835. Durante o primeiro assalto à Vila da Vigia, os cabanos dominaram o Paço Municipal, onde funcionava o Senado da Câmara, obrigando as autoridades legalistas vigienses a se refugiarem-se no Trem de Guerra, também conhecido como Casa-Quartel. Esse prédio foi onde o movimento cabano operou o mais violento e sangrento episódio da Cabanagem na Vila da Vigia, quando foram assassinados todos os moradores e os militares vigienses que se encontravam aquartelados no Trem de Guerra. Construído em taipa e cobertura em telha de barro, o prédio, com acesso pela rua de Nazaré e pela rua Visconde de Souza Franco, atual Rua Noêmia Belém, pertenceu anteriormente a Inocêncio Holanda. Mais tarde foi vendido a Jerônimo Magno Monteiro que o desmembrou em duas edificações. A parte localizada à rua de Nazaré foi vendida à Prefeitura. Na década de 90, do século XX, em razão do alto grau de deterioração, foi totalmente demolido e reconstruído com materiais contemporâneos, em alvenaria e tijolo, mantendo, parcialmente, as características arquitetônicas externas originais do Antigo Trem de Guerra.
Círio de Vigia
É o Círio mais antigo do Pará. Acontece há mais de 300 anos, sempre no segundo domingo do mês de setembro. A devoção à santa na região é anterior a chegada dos jesuítas no município, em 1730, onde registros do Padre José Ferreira relatam que em 1697 já havia devoção com romaria e novena, na época da colonização através de Dom Jorge Gomes d’Alamo (recebeu terras de Dom João V), da província de Algarve (Portugal) onde já se cultuava a Maria de Nazaré.
A procissão de Vigia possui os mesmos símbolos da festa que acontece em Belém, com carros, berlinda, fogos de artifício e até mesmo a corda. Na programação, a Missa do Mandato, procissão rodoviária, romaria fluvial, Trasladação e Círio das Crianças, dentro da quadra nazarena que dura 15 dias.
Operação Prato
Nos anos de 1977 e 1978 foram registrados nos municípios de Colares e Vigia, o ataque de estranhas luzes à população dos municípios. Por solicitação do então prefeito de Vigia, José Ildone Favacho Soeiro, a FAB montou uma operação de reconhecimento e documentação dos fatos ocorridos, a qual foi nomeada Operação Prato pelo então capitão Uyrangê de Hollanda Lima.
Clima
Em Vigia, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 32 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Vigia e realizar atividades de clima quente é do início de agosto ao início de novembro.
A estação quente permanece por 2,7 meses, de 20 de maio a 9 de agosto, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Vigia é junho, com a máxima de 32 °C e mínima de 25 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 13 de janeiro a 8 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Vigia é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 30 °C, em média.
Economia
Vigia é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
No ano, o município apresenta mais demissões que admissões, com um saldo de -105 funcionários. Até dezembro de 2023 houve registro de 16 novas empresas em Vigia, sendo que 3 atuam pela internet.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caeavela .