segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

CAMPINA GRANDE DO SUL - PARANÁ

Campina Grande do Sul é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Sua população, conforme censo de 2022 do IBGE, era de 47.799 habitantes.
O município possui a maior arena coberta da América Latina, que é palco para as grandes atrações da "Kakifest", tradicional festa do caqui e em seu território encontra-se o Pico do Paraná (ponto de maior altitude do sul do país).
Etimologia
A localidade foi denominada pelos primeiros povoadores que nela encontram uma grande campina. O termo "do Sul" foi acrescentado em ocasião de sua emancipação política para diferenciá-la da não menos histórica Campina Grande, na Paraíba.
História
A primeira povoação do município remonta ao ano de 1666, fazendo parte do Arraial Queimado (hoje Bocaiuva do Sul). Sua origem é discutida, presumindo-se que tenha sido um arraial de mineradores, visto que seu território foi movimentado bem antes das bandeiras exploradoras. De forma lenta e gradual, bem própria dos padrões da época, Campina Grande foi crescendo.
Pela Lei nº 360, de 18 de abril de 1873, foi criada a Freguesia de Campina Grande, sob a invocação de São João Batista, inclusive em processo de nova reforma, derrubando a antiga igreja.
Em 26 de novembro de 1883, através da Lei Provincial nº 762, foi criado o município de Campina Grande. A instalação oficial deu-se em 22 de março de 1884, cuja solenidade foi presidida por João Antonio dos Santos e secretariada por Manoel Leocádio de Carvalho, respectivamente, presidente e vereador da Câmara Municipal de Arraial Queimado.
Nesta ocasião foram empossados os Camaristas de Campina Grande, a saber Alferes João Batista Bueno, Cândido José dos Santos, tenente João Luíz dos Santos, Florêncio Gonçalves D'Assumpção, Pedro Bueno do Espírito Santo, Vicente Borba Cordeiro e o Emigido Alves Cordeiro, que tornou-se o presidente da Câmara, dando início à primeira administração pública do município. Quando foi instalado o município, Campina Grande contava com três Distritos Policiais, o da Sede, Quatro Barras e Capivari Grande.
Em 1939, por Decreto Estadual, sancionado pelo Interventor Manuel Ribas, foi extinto o município de Campina Grande, tornando-se simples distrito, com território jurisdicionado ao município de Piraquara. Nesta época sua denominação foi alterada para Timbu. Através da Lei nº 790, de 14 de novembro de 1951, foram restaurados os direitos políticos, tornando-se município emancipado, sendo que sua instalação se deu em 14 de novembro de 1952, porém com denominação alterada para Timbu. Somente em 7 de fevereiro de 1956, por força da Lei Estadual nº 2.593, é que a denominação foi restaurada, voltando a ser Campina Grande, acrescida de "do Sul".
Em 1666, surgiu o povoado Campina Grande. Era uma pequena região que pertencia ao Município de Arraial Queimado (Bocaiuva do Sul). Em 1873, foi criado a freguesia (nome dado a um povoado quando ele passava a ter a presença de um padre) de Campina Grande, com a invocação de São João Batista. Em 1880, a vila de Campina Grande passou a chamar-se Vila Glycerio. Em 1881, os moradores da Vila Glycerio fizeram um movimento pedindo a mudança do nome da localidade, que voltou a ser chamada de Vila da Campina Grande. Em 1883, a freguesia de Campina Grande foi elevada à categoria de vila (local em que ficava a sede do governo do município), desmembrando-se do município de Arraial Queimado. No dia 22 de março de 1884, foi instalada a Câmara Municipal da Vila da Campina Grande e foram eleitos os primeiros vereadores. Em 1892 foi eleito o primeiro prefeito, Tenente José Eurípedes Gonçalves. Em 1939, o Município de Campina Grande foi extinto e a região passou a ser Distrito, em parte de Piraquara e em parte de Bocaiúva do Sul. Em 1943, pela Lei n° 199 de 30 de dezembro, o nome de Campina Grande foi mudado para Timbú, continuado a ser distrito do município de Piraquara. A partir de 1951 , com a Lei n° 790, a região voltou a ser município, ainda com o nome de Timbú. Em 1956, por reivindicação da população, o município recebeu o nome de Campina Grande do Sul.
Geografia
O município de Campina Grande do Sul está localizado no primeiro planalto paranaense, inserido a leste da Região Metropolitana de Curitiba; dista 370 km de São Paulo, 102 km do Porto de Paranaguá, 32 km do Aeroporto Internacional de Curitiba, 20 km do Aeroporto de Bacacheri, 40 km das montadoras automotivas Renault e Volkswagen/Audi.
Por estar às margens da BR-116, Corredor do Mercosul, é dotado de relativa infraestrutura e destaca-se pelo acelerado processo de urbanização apresentado na última década e também pela sua privilegiada posição geográfica.
Limites
Limita-se ao norte com o Estado de São Paulo, ao nordeste com o município de Bocaiúva do Sul, a oeste com o município de Colombo, ao sul com o município de Quatro Barras e a leste com os municípios de Morretes, Antonina e Guaraqueçaba.
Clima
O clima é Clima Subtropical Úmido Mesotérmico (ameno e agradável durante quase todo o ano). A temperatura apresenta média anual de 16 graus centígrados, sendo a média mínima de 12 graus (inverno com ocorrências de geadas severas e frequentes) e a média máxima de 22 graus. Ventos Dominantes a Noroeste. A umidade relativa do ar é de 82%, e o índice pluviométrico anual é de 1.458 mm/ano.
Aspectos econômicos
O Município possui um parque industrial de 3.000.000 m² distribuídos em dois grandes centros industriais e as demais áreas em micropolos alocados em posição estratégica junto a aglomerados populacionais com vista a absorção de mão de obra próxima e sem comprometimento da estrutura e transporte.
Indústria e Comércio
O município possui o Centro Industrial de Campina Grande do Sul (CICAMP), para a instalação de empresas, e indústria. O município possui um concentração no ramo da indústria alimentícia, metal mecânica, processamento de plástico, tintas e moveleira.
Educação
O município possui o campus da Faculdade de Campina Grande do Sul (Facsul). A formação de mão de obra técnica e profissionalizante é utilizado conforme alguns acordos de parceria com o Senai, Sesc, Senac e Sine.
Saúde
A rede pública de saúde conta com doze unidades de saúde (postos), e um hospital, o Hospital Angelina Caron.
Rodovias
O município é atendido pelas rodovias BR-116, que permite a ligação com a Capital, com o estado de São Paulo e a Região Sul; pela BR-277, que perfaz a ligação com o Porto de Paranaguá, regiões Norte e Oeste do Estado, incluindo o município de Foz do Iguaçu, fronteira com o Paraguai e Argentina; pela BR-376, que faz a ligação com Região Norte do Estado com o litoral de Santa Catarina, via BR-101; pela BR-476, que permite o acesso à região Sul do Estado; pela PR-506, que permite acesso aos municípios de Quatro Barras e Piraquara e pela Estrada da Graciosa, permite acesso ao litoral do Estado. Em decorrência de suas características, é hoje utilizada unicamente para fins turísticos.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

QUEIMADAS - PARAÍBA

Queimadas é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Campina Grande, estado da Paraíba. Com uma área total de 409 km², sua população era de 47.658 habitantes em 2022, conforme estimativas do IBGE.É o 2º município mais populoso da grande região de Campina Grande
Consi derado um centro de alta influência nos municípios vizinhos, o município de Queimadas fica perto da cidade de Campina Grande, Paraíba. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
História
Localizada no Agreste paraibano, a 133 km de João Pessoa, a cidade de Queimadas fica numa região que tem em sua história as marcas da chegada do gado ao interior do nosso Estado, no século XVIII. A data de terra onde hoje está localizada a cidade foi concedida a Pascácio de Oliveira Ledo em 13 de dezembro de 1712, como recompensa às suas atividades de conquista dos sertões (para interiorização do gado), e às guerras que praticou contra o “gentio bravo” em favor da coroa portuguesa.
O povoamento de Queimadas iniciou-se por volta do ano de 1889, quando chegaram à região as primeiras famílias: Maia, Muniz, Tavares, Gomes, Rêgo e Teixeira; foi distrito de Campina Grande até 14 de dezembro de 1961, quando foi emancipada politicamente.
A cidade possui um rico patrimônio cultural que vai desde significativa parcela da Serra de Bodopitá, que possui diversos espécimes vegetais e sítios arqueológicos pré-históricos, às edificações antigas que compõem o desenho urbano da cidade, destas edificações que remontam o final do século XIX e início do século XX, em estilo eclético e art deco, destacamos: Colégio Maria Dulce Barbosa; Cada de Yayá de Melo (conhecida como casa de Dr. Argeu, onde morou a primeira professora de Campina Grande e que acreditamos ter sido também a primeira professora de Queimadas); o Casarão Amarelo, onde funcionou a primeira Prefeitura; a Igreja Católica; o prédio da Socal, uma usina de beneficiamento de algodão construída em 1935 (hoje extinta); e o Colégio José Tavares.
Entre as manifestações culturais que a cidade possui, podemos citar o coco de roda, tradição com mais de duzentos anos, originário da cidade de São Vicente (PE), que tem características herdadas das culturas indígena e africana, amplamente praticada nas zonas rurais do município de Queimadas, especialmente nas novenas de terno, evento religioso que junta aspectos das três culturas formadoras de nossa nacionalidade. Por ser um ponto de passagem para o Sertão, Queimadas tem o privilégio de receber grande número de pessoas de outras cidades. Além disso, tem potencialidade turística própria, seja no turismo de eventos de festas tradicionais (a exemplo da Festa de Reis), seja no turismo de aventura, que é praticado no Complexo da Pedra do Touro, onde é possível fazer trilhas, práticas de rapel, acesso à gastronomia local e ainda visitar doze sítios arqueológicos.
Assim, a cidade de Queimadas não é só um ambiente de passagem e negócios, mas um verdadeiro museu a céu aberto, que merece ser protegido e conhecido para que as gerações futuras tenham a possibilidade de aproveitar aquilo que foi deixado por nossos antepassados.
Queimadas é uma cidade que se encontra na base sul da serra de Bodopitá, distante apenas 18 km de Campina Grande. A região, antes da ocupação comandada pelos sertanistas da família Oliveira Ledo, ligados à Casa da Torre, foi sucessivamente ocupado por sociedades nativas pré-históricas, cujos vestígios ainda podem ser encontrados nos sítios arqueológicos que ainda existem na serra e suas circunjacências.
Estes vestígios se configuram em inscrições rupestres e outros indicativos materiais como ossadas sepultas em furnas, cacos cerâmicos, artefatos e utensílios de pedra e restos de trançados e esteiras vegetais. Não se sabe a que culturas pertenceram estes vestígios e que passado remontam. Uma vez que sucessivas levas humanas devem ter ocupado a região em tempos diferentes e com características também diferenciadas. Pois, estudos e datações realizadas ao longo dos últimos 30 anos indicam que toda a região do Nordeste foi largamente ocupada por sociedades pré-históricas desde há pelo menos 10.000 anos.
 As fontes históricas indicam que quando os portugueses chegaram à região circunjacente à Bodopitá não havia aldeias instaladas nestas paragens, não há registros de guerras entre sertanistas e índios na região nem depoimentos de existirem índios por lá.
Segundo os documentos, eram terras devolutas. È bem possível que povos nativos vivessem nesta região por volta do século XVII e, em vistas da chegada dos portugueses, abandonaram suas terras para evitar o trágico contato.
A chegada dos portugueses à região é registrada em documentos de sesmaria, e estes certamente foram os responsáveis pelo assentamento de um grupo aliado de índios da nação Cariri, chamados Bodopitá, para cuidarem dos currais e assegurarem a posse. Esse tipo de estratégia era muito utilizado pela família Oliveira Ledo desde a chegada de Antônio de Oliveira Ledo que instalou em 1670 um arraial às margens do rio
Paraíba no boqueirão da serra de Carnoió
De acordo com Irinêo Joffily, em sua  Synopsis das Sesmarias, quem primeiro teria instalado curral e solicitado concessão das terras na região de Bodopitá foi o capitão Pascácio de Oliveira Ledo, que, por ter servido como fiel vassalo à Sua Majestade nas conquistas dos sertões da Capitania da Paraíba, fazendo guerra ao gentio bravio, e por não possuir terras capazes para lavouras e criar gado, solicitou a El Rei de Portugal “uma sorte de terras no olho d’água que fica ao pé da serra chamada Bodopitá”. A sesmaria das terras lhe foi concedida em 1712, com largura e comprimento de duas léguas de terra.
Este sertanista já havia anteriormente instalado uma fazenda de criar gado num lugar denominado Porteiras e também recebera terras por via de sesmaria em 1695 nas cabaceiras do rio Taperoá, tendo, em 1700, vendido estas terras aos senhores Domingos de Farias e Castro e Antônio Ferreira Guimarães. Talvez, por isso, doze anos depois, no pedido de sesmaria de Bodopitá, o mesmo alegou “não possuir terras capazes para lavouras e criar gado”.
Pascácio ocupou as terras “metendo-lhe gado de criar e beneficiando-a”, mantendo-se nos domínios destas terras desde que a pediu até pelo menos o ano de 1732. Ano em que lhe foi retificada a sesmaria por não ter feito até então o devido registro da terra nos livros da Fazenda Real.
Considerado pela História como o fundador de Queimadas, o capitão Pascácio de Oliveira Ledo era filho bastardo de Constantino Oliveira Ledo com uma cabocla Cariri e, portanto, meio-irmão do famoso sertanista Teodósio Oliveira Ledo. Segundo conta a tradição, Pascácio casou-se fugido com Cristina Rodrigues, filha de um rico fazendeiro de tradicional família da Bahia descendente de fidalgos do Reino Português. Devido este romance não ter sido aceito pelo pai da moça, que relutava em aceitar o casamento de sua filha com um “bastardo mameluco”, o casal resolveu fugir de madrugada a cavalo e buscado refúgio na Paraíba, no arraial de Boqueirão de seu tio Antônio Oliveira Ledo. Este fato deve ter ocorrido em fins do século XVII, porque, em 1712, de acordo com a sesmaria das terras de Bodopitá,: “o supplicante tinha já bastantes annos com a obrigação de mulher e filhos”. Quanto à tradição de que as terras da atual Queimadas teriam sido chamadas inicialmente de Tataguaçu, dialeto tupi que quer dizer “fogo grande”, não existem documentos que comprove. Na verdade, o topônimo “Queimadas” já aparece num documento de 1732, sobre a concessão destas terras, fazendo referência as queimadas na terra da seguinte forma:
“(...) beneficiando-a e fazendo-lhe fogo por ser inculta e muito fechada, e pelas muitas queimadas que fez resultou-lhe ficar por nome o sítio das Queimadas(...)”.
Contudo, é possível que os habitantes do lugar chamassem ali de Tataguaçu, uma vez que a Língua Geral era o dialeto usado na época e, como o documento oficial de sesmaria requer refino e precisão descritiva, não seria despropósito imaginar que o termo foi aportuguesado no documento pelo transcrito para se fazer mais claro. Talvez o topônimo “Queimadas” só tenha se consolidado a partir de 1757, com a Lei Real que proibia a utilização do tupi. Com a expulsão dos jesuítas, dois anos depois, o Português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil.
Em 1943, o nome Tataguaçu passou, ou voltou, a nomear o lugar em virtude do Decreto Lei Estadual nº 520, que modificou o nome da antiga vila de Queimadas para o seu correspondente em tupi. O mesmo aconteceu na época com Boqueirão, que passou a ser chamado pelo antigo nome indígena de Carnoió, com Lagoa Seca que passou a assumir seu nome indígena de Ipuarana, entre outros. Estas modificações devem ter sido influenciadas pelo movimento antropófago lançado por Oswaldo de Andrade e Tarsila do Amaral nos anos 20. No entanto, nenhum destes nomes conseguiu se manter e os lugares voltaram aos seus nomes tradicionais.
Não se sabe quando ou em que circunstâncias os currais dos Oliveira Ledo deixaram a região. A saída desta família do lugar talvez esteja relacionada com a Ordem Régia de 20 de outubro de 1753, que revogou as grandes sesmarias concedidas à Casa da Torre e à família Oliveira Ledo na Paraíba, passando estas propriedades para o domínio dos colonos foreiros e arrendatários. Destes, e outros que foram se estabelecendo gradativamente na região, foi que surgiu, a sombra de Bodopitá, o povoado de Queimadas. Hoje cidade.
Geografia
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. O município é composto pelo Planalto da Borborema e cortado pela Serra do Bodopitá.
Clima
O balanço hídrico climatológico para o município de Queimadas aponta uma deficiência hídrica durante todo o ano para a cidade, sua temperatura média anual é de 23,7 °C e pluviosidade de 478,7 mm
Economia
Queimadas é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
De janeiro a outubro de 2024, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 861 desligamentos, resultando em um saldo de 235 novos trabalhadores.
Até novembro de 2024 houve registro de 19 novas empresas em Queimadas, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade.
Esportes
A área do esporte está representada pela Sociedade Esportiva Queimadense
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Queimadas Cultural ; Blog Tataguaçu .

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA - BAHIA

Livramento de Nossa Senhora é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população, conforme o Censo 2022 do IBGE, era de 43.911 habitantes.
História
A Serra Geral da Bahia, na qual Livramento de Nossa Senhora está inserida, foi desbravada inicialmente em meados do século XVII, quando Antônio Guedes de Brito, fundador do latifúndio conhecido como Casa da Ponte, expandiu seus currais até as nascentes do rio das Velhas, em Minas Gerais. Possuía uma sesmaria, que lhe foi encartada pelo conde de Óbidos, d. Vasco de Mascarenhas, desde o rio Itapicuru até o rio São Francisco e daí até o rio Paraguaçu.
Em 1681, a expedição do sargento mor Francisco Ramos, Cônego Domingos Vieira de Lima, Manuel O. Porto e vigário Antônio Filgueiras subiu o Rio de Contas e, em seguida, seguiu pelo curso do Rio Brumado (Rio de Contas Pequeno), em cuja margem esquerda encontraram um povoado de negros amocambados, chamado de Pouso dos Crioulos, que se transformou em ponto de pouso para os viajantes do norte de Minas Gerais e Goiás que se dirigiam para Salvador.
Em 1710, o bandeirante Sebastião Raposo descobriu ouro na região das nascentes do Rio Brumado, o que trouxe para a região de Livramento e Rio de Contas portugueses, paulistas e mineiros. Em 1715, com a descoberta de pepitas de ouro rio Brumado abaixo, os jesuítas que acompanhavam os bandeirantes ergueram uma capela de pau a pique em louvor a Nossa Senhora do Livramento, em cujos arredores surgiu um núcleo demográfico, denominado Arraial de Nossa Senhora do Livramento, que hoje é a cidade de Livramento de Nossa Senhora.
Nos arredores do que é hoje a sede de Livramento, outros povoados foram surgindo. As regiões de baixada nessa área permitiam melhor a agricultura de subsistência (arroz, feijão, milho, mandioca).
Por alvará de 11 de abril de 1718, o povoado de Mato Grosso, o primeiro da região, se tornou a sede da primeira freguesia do Alto Sertão Baiano, com o nome "Santo Antônio do Mato Grosso". Por resolução de 9 de fevereiro de 1724, do 4º vice-rei do Brasil d. Vasco Fernandes César de Meneses, foi criada a Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio das Contas, sediada no Arraial de Nossa Senhora do Livramento.
Em 1725, o coronel Pedro Barbosa Leal ligou a vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas de Rio das Contas até a vila de Jacobina por uma estrada que incluiu a construção, por escravos, de uma ladeira calçada de pedras para escoamento do ouro da região para Salvador e daí para Lisboa.
Em 13 de maio de 1726, uma provisão do Conselho Ultramarino determinou que se estabelecessem casas de fundição nas vilas de Livramento de Nossa Senhora e Jacobina para evitar a evasão do quinto do ouro. Essas funcionaram até 1752, quando a fundição passou a ser feita em Araçuaí (MG) e finalmente em Salvador, em 1755, onde foi centralizada.
Devido a um surto de malária no Arraial de Nossa Senhora do Livramento, uma provisão do rei de Portugal D. João V ao 5º Vice-Rei do Brasil André de Melo e Castro, de 2 de outubro de 1745, autorizou a transferência da Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio das Contas para o antigo Pouso dos Crioulos, duas léguas rio acima, de maior altitude e salubridade e rico em ouro de aluvião. A instalação da vila em nova sede e com a nova denominação "Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio de Contas" se deu em 28 de julho de 1746. A freguesia passou a se chamar "Santíssimo Sacramento das Minas do Rio das Contas". O novo sítio da vila era rico de ouro de aluvião.
A antiga sede vila, o Arraial de Nossa Senhora do Livramento, passou a se chamar "Vila Velha" e sofreu grande decréscimo populacional e grande estagnação com a queda da produção do ouro.
Em 1755, a vila de Minas do de Rio de Contas teve que contribuir com quatrocentos mil réis por ano para a reconstrução de Lisboa, arrasada por um terremoto.
Em 1765, desembarca em Salvador o fidalgo português Joaquim Pereira de Castro, vindo da região do Minho. Obteve procuração dos herdeiros da Casa da Ponte para vender as terras do Alto Sertão Baiano. Em 1770, o Tenente-Coronel Joaquim Pereira de Castro casou-se com Francisca Joaquina de Jesus, filha da indígena Romana da Silva Madureira da região da Tapera, e o casal passou a residir na localidade denominada Engenho, próxima ao Recreio, povoamento originário nos arredores da cidade de Livamento. Constituíram numerosa prole e possuíram grande parte das terras onde se encontra a cidade de Livramento hoje, daí descendo o vale do rio Brumado.
A partir do final do século XVIII e começo do século XIX, várias outras famílias fixaram residência em Villa Velha, como os Meira, Tanajura, Vilas-Boas, Matias, Bitencourt, Guimarães, Machado, Spínola, Alcântara, Rêgo, Lima, Cambuí e Fernandes.
A Resolução nº 1.004, de 16 de março de 1868, assinada pelo então presidente da província da Bahia José Bonifácio Nascente de Azambuja, eleva o arraial de Vila Velha à categoria de Freguesia, sendo o primeiro vigário o Cônego doutor Tibério Severino Rio de Contas.
Em 3 de julho de 1880, a Freguesia de Vila Velha foi elevada à categoria de vila, com o nome Vila Nova do Brumado, porém não chegou a ser instalada e, portanto, não foi efetivada. Somente em 26 de julho de 1921, pela Lei Estadual nº 1.496, que o distrito de Vila Nova do Brumado foi desmembrado e emancipado do município de Minas do Rio de Contas, com o nome Vila Velha. As primeiras eleições municipais em Vila Velha foram realizadas em 4 de setembro de 1921, sendo eleitos o primeiro intendente municipal, o Coronel Ursino de Souza Meira Júnior, e o conselho municipal formado por Major Gyl Jacarandá Cambuy (presidente), Manuel Pedro de Lima, Gentil de Castro Vilas Boas, Gonçalo Pereira e Silva, Tibério Ferreira Pessoa, Antônio Cândido de Castro, Manuel Pires Gonçalves de Aguiar e Major Augusto Silvério de Alcântara. O município foi instalado, ou seja, começou a funcionar, em 6 de outubro de 1921, e tomou a denominação "Livramento" pela Lei Estadual nº 1.612 de 21 de maio de 1923.
O município de Livramento passou a se denominar "Livramento do Brumado" por meio da Lei Estadual nº 131, de 31 de dezembro de 1943. Em 14 de maio de 1966, pela Lei Estadual nº 2.325, o então governador Lomanto Júnior mudou o nome do município para Livramento de Nossa Senhora, assinando-a em praça pública e publicando-a no Diário Oficial do Estado três dias depois. A Lei, contudo, não foi regulamentada a nível federal, permanecendo a municipalidade com os dois nomes (Livramento do Brumado e Livramento de Nossa Senhora).
A comarca de Livramento de Nossa Senhora foi criada pelo Decreto-Lei nº 16.253, de 7 de maio de 1955, assinado pelo governador Antônio Balbino. Foi instalada pelo presidente e juiz de direito Dr. José Soares Sampaio, sendo o prefeito José Meira Tanajura (Cazuza). Em 7 de setembro de 1956, foi criada a 101ª zona eleitoral, abrangendo Livramento e Ibirocaim.
Pela Lei Estadual nº 1.657, de 5 de abril de 1962, foi desmembrado de Livramento do Brumado o distrito de Dom Basílio (anteriormente chamado de Ibirocaim e Curralinho), permanecendo desde então com o mesmo território.
Geografia
O município de Livramento de Nossa Senhora possui área de 1.952,510 km². Está localizado a sudoeste da capital Salvador, distante cerca de 606 km, ligando-se a ela por via rodoviária de pavimentação asfáltica. Situa-se entre 13° 17' a 15° 20' de latitude sul e entre 41° 05' a 43° 36' de longitude W. Limita-se ao norte com o município de Rio de Contas, ao sul com os municípios de Brumado, Lagoa Real e Caetité, a leste com o município de Dom Basílio, a oeste com o município de Paramirim e a noroeste com o município de Érico Cardoso. A altitude da sede é de 500 metros acima do nível do mar, segundo o marco do IBGE na Praça da Bandeira.
Subdivisões territoriais
O município de Livramento de Nossa Senhora é formado por quatro distritos: Sede, Iguatemi, Itanagé e São Timóteo.
A sede é a cidade de Livramento de Nossa Senhora, formaa pela zona urbana do Município mais os seguintes povoados: Itaguaçu, Várzea, Monte Oliveira, Vereda, Cana-Brava, Rocinha, Água-Branca, Oratório, Matinha, Telha, Barrinha, Nado, Rio Abaixo, Patos e Morrinhos.
De acordo o Código de Posturas do Município, o perímetro urbano único da cidade de Livramento tem como ponto inicial a Igreja de Santo Antônio do Passa-Quatro em linha reta, que, passando pela ponte de cimento sobre o Rio Brumado na Estrada-Parque Desembargador Antônio Carlos Souto, atingindo o rego do Engenho na propriedade Pirajá, pertencente aos herdeiros de Antônio Souza Machado, seguindo rego abaixo até a casa do sítio Engenho. Daí segue em linha reta ao prédio da escola agrícola e deste em linha reta na confluência do Rio Brumado com o rio Taquari, daí em linha reta que vai atingir área da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na ponta sul, partindo daí rumo à passagem das águas que vem da Várzea de Dentro no corredor de Cândido da Matinha, partindo deste em linha reta à Igreja de Santo Antônio do Passa Quatro, o ponto de referência.
Clima
Segundo classificação nacional, baseada no método Thornthwaite, o clima local é definido como sub úmido seco, mesotérmico.
A precipitação média anual é de 756 mm, com valores que vão de 433 mm a 1.271 mm. O período chuvoso estende-se de outubro a maio.
Em Livramento de Nossa Senhora, a estação com precipitação é úmida e de céu quase encoberto; a estação seca é de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 33 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 36 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Livramento do Brumado e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de outubro.
A estação quente permanece por 1,9 mês, de 14 de setembro a 12 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Livramento do Brumado é fevereiro, com a máxima de 32 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,2 meses, de 4 de junho a 12 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Livramento do Brumado é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 29 °C, em média.
Economia
Fruticultura

Localizada no sopé da Chapada Diamantina, o município se beneficia de condições edafo-climáticas especiais para o cultivo da manga. Consolidava-se, até a recente crise hídrica de 2011, como fornecedor de frutos de qualidade, colhidos em épocas específicas. A região se destaca também pela produção de maracujá, realizada por agricultores familiares em áreas de até dois hectares. A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) realiza um trabalho de estímulo ao plantio de umbuzeiros, espécie nativa cujo fruto é muito apreciado na região Nordeste do Brasil.
Educação
O município de Livramento conta com escolas tanto nos distritos, quanto na sede. De acordo com dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e do Ministério da Educação, existem 98 escolas em atividade, sendo que 90 pertencem à rede pública municipal, seis escolas são da rede privada e 2 escolas são da rede pública estadual. O município também sedia polos da UNOPAR (Universidade do Norte do Paraná) e UNIP (Universidade Paulista) que oferecem cursos de ensino superior à distância.
Transportes
A malha rodoviária municipal é composta por 2 rodovias estaduais: (Rodovia BA 148 e Rodovia BA 152); e por estradas vicinais que pertencem ao Município.
Patrimônio Histórico e Arquitetônico
Diocese de Livramento de Nossa Senhora

A diocese foi criada em 27 de fevereiro de 1967 e instalada em 23 de julho de 1967, desmembrada da Diocese de Caetité, tendo como primeiro bispo Dom Hélio Paschoal e os padres paroquiais: Daniel Stênico e o vigário José Dias Sobrinho. A catedral de Nossa Senhora do Livramento começou a ser construída quando foi criada a freguesia, em 1868, pelo Cônego Dr. Tibério Severino Rio de Contas, e quando ele faleceu, em 1895, os alicerces estavam a um metro da superfície. Havia uma capela de pau a pique construída pelos padres jesuítas no século XVIII, rebocada e com tribunas em frente ao Sobradinho, no Jardim Velho. Havia uma antiga imagem de Nossa Senhora do Livramento, segundo a tradição oral. Existiu um cemitério ao lado dessa antiga capela. Depois, foi transferido para onde é a casa paroquial hoje e, em 1949, para onde é o atual cemitério do Campo-Santo.
A igreja nova ficou pronta no fim do século XIX. Havia tribunas à direita e à esquerda do altar mor, com o retábulo de madeira. As imagens de Nossa Senhora do Livramento, Coração de Jesus e Nossa Senhora da Conceição que ornamentam a igreja foram doadas pela família Castro no fim do século XIX. A atual imagem de São José foi adquirida pela paróquia após a restauração do templo na década de 1950, intervenção que descaracterizou o estilo original da igreja com a retirada das tribunas e dos altares laterais de Nossa Senhora da Conceição e Coração de Jesus, abrindo três naves com altar mor em alvenaria e altar lateral do Santíssimo Sacramento. Foi construída uma gruta em louvor a Nossa Senhora de Lourdes na parte de trás da igreja pelo Padre Sinval Laurentino Medeiros. Os Cônegos Tibério Severino Rio de Contas e Manoel Hygino da Silveira estão sepultados na catedral. Muitas alfaias da igreja foram trazidas da igreja da Cana-Brava pelo Pe. Altino do Espírito Santo e outras foram doadas pela família Castro Tanajura.
Segundo o SIPAC (Sistema de Informações do Patrimônio Cultural da Bahia), somente existe um bem tombado pelo IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia): a "Casa da Lagoa", bem imóvel tombado em 12 de setembro de 2001.
Sobrado da Prefeitura Municipal
Não se sabe a data precisa que foi construído. Segundo Mário do Carmo Tanajura que deixou um livro de tabelião com várias notas histórica, teria sido construído pelas irmãs Castro Coelho pelos anos de 1850 a 1860, entre elas, a senhora Antonia Francisca de Jesus Coelho, que se casou com o médico e político baiano José de Aquino Tanajura. O sobrado, conhecido até 1942, como Sobradão dos Tanajuras, data em que foi vendido a Prefeitura Municipal de Livramento de Nossa Senhora, segundo contava a minha avô, Egmídia Rosa Tanajura, teria sido construído em oposição ao outro Sordo, já edificado um pouco mais adiante, próximo à Igreja Matriz. Quando Antônia Francisca se casou com o Dr. Tanajura, em 1861, suas irmãs doaram suas partes ao casal. Com a morte de Dr. José de Aquino Tanajura ocorrida em 1918, o imóvel passa para seus filhos, que o vendem à Prefeitura em 1942.
Segundo o Inventário do IPAC
(Inventário de Proteção do Acervo Cultural), já citado, cujo texto nos servirá de base no conhecimento do nosso patrimônio arquitetônico, o Sobrado da Prefeitura é um edifício de relevante interesse. Possui corpo retangular recoberto em quatro águas e um apêndice posterior com cobertura em duas águas, que se abre para o pátio de serviços. Devido à declividade do terreno, o corpo principal se desenvolve em três níveis: porão, que ocupa 50% da projeção do edifício, térreo e pavimento nobre. O anexo, que abrigava a Cadeia, tem dois níveis, que correspondem ao porão e térreo do corpo principal. O frontispício é flanqueado por cunhais, tendo nove portas, superpostas por igual número de janelas. Dizem que estas portas e janelas foram confeccionadas pelos escravos do Barão de Vila Velha, Joaquim Augusto de Moura. Todos os vãos possuem marcos a madeira e terminações em arcos plenos. Nas outras fachadas só os vãos do pavimento nobre têm esta forma, enquanto os demais apresentam vergas retas. Até a década de 60, a água do telhado era recolhida em calhas artisticamente trabalhadas, para evitar a umidade ao pé das paredes. Estas até certa altura do andar térreo foram levantadas pelo processo de taipa de pilão. Dai para a frente, são de adobes. O interior do edifício é simples e despojado de qualquer forma artística, a não ser uma escada helicoidal em madeira, que dá acesso ao sobrado propriamente dito. O piso do porão é em terra batida e lajota de barro cozido. O teto é forrado pelo tabuamento do pavimento superior. Originariamente, o sobrado era de uso misto de residência e comércio, transformado em edifício público na década de 40. Foi, durante muito tempo, residência da família do Dr. José de Aquino Tanajura. Este com seus filhos residiam em outra casa espaçosa no sítio Bom Jardim de São José onde passavam a maior parte do tempo. Só permaneciam na Vila durante os dias festivos, geralmente nas festas de fim de ano ou da padroeira da cidade. Então, nestas datas, escancaravam-se portas e janelas, a Vila se movimentava com carros de bois em forma de gôndolas e cavaleiros bem ajaezados, vindo das fazendas.
O Casarão da Família Alcântara
Casa de Deoclides Alcântara - Não se sabe a data e por quem foi construída. Por suas características tipológicas parece tratar-se de uma construção de meado do século XIX. Seu proprietário mais antigo e provável construtor foi o Cônego Tibério Severino Rio de Contas que, ao falecer, deixou o imóvel para suas irmãs: Cândida Lira da Paixão, Rita e Flora. Deoclides Alcântara a adquiriu em mãos das herdeiras do padre.
Segundo descrição do IPAC (Inventário de Proteção do Acervo Cultural) realizada em 1980 o edifício tem planta retangular com anexos de serviços na parte posterior. O corpo principal é recoberto por telhado em duas águas. Seu aspecto atual é resultante de transformações sofridas no início do século XX, quando as fachadas principal e lateral esquerda foram adaptadas ao gosto neogótico. Na fachada principal existe uma porta central, ladeada por dez janelas, até 1980, guarnecidas por caxilharia em guilhotina. Uma curiosa platibanda gradeada arremata o frontispício. A fachada posterior mantém o aspecto primitivo da casa com portas e janelas de vergas retas, guarnecidas também por caxilharia em guilhotina.
Interiormente, o Casarão dos Alcântaras possui ainda, digno de nota, uma escada helicoidal, semelhante à do sobrado da Prefeitura, que dá acesso ao sótão; dois quartos e uma sala assoalhada, com pisos nos demais cômodos do corpo principal. O anexo de serviços é pavimentado com lajões de pedra, extraída da serra próxima. Os cômodos, voltados para a praça, possuem forro em madeira com abas. Ornamenta a residência um rico mobiliário que não se sabe por que milagre não foi disperso entre herdeiros ou vendido para antiquários e colecionadores. Além de uma cama que teria pertencido ao Barão de Vila Velha, Joaquim Augusto de Moura, existe nas duas salas principais mobílias austríacas do século XIX, lustres franceses e espelhos policromados. Dentre as alfaias sobressaem imagens em madeira também policromadas e todo um vestuário inglês em moda no início do século XX nos sertões de Rio de Contas, curiosidades que todo museu gostaria de exibir.
Com exceção do Solar da Lagoa, residência do Senador Tanajura, não existia outra casa em Livramento com mais conforto e luxo do que a casa do Coronel Deoclides Alcântara. Nas noites de Natal e Ano Novo, sua fachada e interior eram esplendidamente iluminados a carbureto, ocasião em que se franqueava ao público a visitação ao presépio, armado na sala principal.
Cultura
Os principais eventos e festividades da cidade ocorrem em:
- 28 de janeiro: Festa do Padroeiro São Gonçalo.
- 06 de agosto: Festa do Padroeiro Bom Jesus do Taquari.
- 15 de agosto: Festa da Padroeira Nossa Senhora do Livramento.
- 06 de outubro: Emancipação Política do Município.
Estas datas constituem os feriados municipais.
Turismo
Na área do turismo, destacam-se a Trilha na Estrada Real, com vista para a cidade de Livramento de Nossa Senhora, o Rio de Contas e a Cachoeira Véu de Noiva - Livramento de Nossa Senhora.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Prefeitura Municipal .

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

SENA MADUREIRA - ACRE

Sena Madureira é um município brasileiro do estado do Acre, sendo o terceiro município mais populoso do referido estado, ficando atrás apenas da capital Rio Branco e da cidade de Cruzeiro do Sul. Foi o primeiro município da Regional Purus, situa-se às margens do rio Iaco, tendo como principais afluentes os rios Macauã e Caeté. A igreja mais antiga do Acre localiza-se em Sena Madureira, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A população estimada de Sena Madureira, no estado do Acre, de acordo com o censo do IBGE de 2022, era de 46.028 habitantes.
História
Foi fundada em 25 de setembro de 1904. Recebeu muitos migrantes, principalmente migrantes dos estados nordestinos.
Durante o Ciclo da borracha, a cidade se fortaleceu, tornou-se capital do Departamento do Alto Purus, chegando a ser um importante centro político de todo o Acre, até então, um território do Brasil.
As expedições de destemidos nordestinos, para a exploração de seringais da região, deram-se por volta de 1861, chefiadas por Manoel Urbano da Encarnação e João Gabriel de Melo, próximo à foz do rio Chambuiaco, no alto Rio Purus, em território peruano. Enquanto Manoel Urbano da Encarnação explorou os seringais do Rio Purus, João Gabriel explorava os rios Acre e Iaco, além de seus afluentes. Da jornada tomaram parte, no Rio Iaco, os cearenses Francisco Barbosa, Augusto Escócio e Benjamin Duarte Ponte Franco; no rio Macauã, Custódio Miguel dos Anjos e José Procópio e, no rio Caeté, João da Costa Gadelha e Manoel Trindade Corrêa.
Através do Decreto Federal nº 5.188, de 07 de abril de 1904, que organizou o território do Acre em 03 Departamentos autônomos, o Departamento do Alto Purus recebeu a nomeação do seu 1º Prefeito Departamental, General Siqueira de Menezes, que deveria estabelecer a sede administrativa.
Em 09 de julho do mesmo ano, o General parte de Manaus com destino ao Acre, e em 24 de setembro, após 74 dias de viagem, atravessou a linha Cunha Gomes, aportou à margem esquerda do Rio Iaco, em terras do Seringal Santa Fé, logo escolhidas para a localização da futura sede do Departamento.
No dia seguinte, 25 de setembro, às 08:00 horas da manhã, instalou o governo e o berço da cidade de Sena Madureira, dando-lhe este nome em homenagem ao afeto e admiração que consagrava ao Coronel Antônio Sena Madureira, militar que havia participado da Guerra do Paraguai. O município também é conhecido como "terra do mandim".
Geografia
Fica a cerca de 145 km da capital do estado do Acre, pela Rodovia federal BR-364, sendo hoje o polo mais importante da Região do Alto Purus, e um dos principais municípios do Estado. Possui uma área de 25 296,70 km², equivalente a 16,62% da área total do Estado.
Clima
Em Sena Madureira, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 33 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 37 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Sena Madureira e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 2,0 meses, de 8 de agosto a 9 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Sena Madureira é outubro, com a máxima de 32 °C e mínima de 23 °C, em média.
A estação fresca permanece por 4,1 meses, de 7 de dezembro a 11 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Sena Madureira é julho, com a mínima de 20 °C e máxima de 31 °C, em média.
Limites
- Norte com o estado do Amazonas (Boca do Acre);
- Sul, com o município de Assis Brasil;
- Leste, com os municípios de Bujari, Rio Branco, Xapuri e Brasileia;
- Oeste com o município de Manuel Urbano;
- Sudoeste, com o Peru.
Problemas socioambientais
Devido aos altos índices de devastação florestal, em 9 de novembro de 2023, o município de Sena Madureira foi incluído na relação de municípios situados no bioma Amazônia considerados prioritários pelo governo federal para ações de prevenção, controle e redução dos desmatamentos e degradação florestal.
Organização político-administrativa
O Município de Sena Madureira possui uma estrutura político-administrativa composta pelo Poder Executivo, chefiado por um prefeito eleito por sufrágio universal, auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo Poder Legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Sena Madureira, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por vereadores também eleitos por sufrágio universal.
Economia
As atividades econômicas do município estão baseadas na agricultura e pecuária, esse dois tornaram-se, com o passar dos anos, os principais motores da economia. A extração de madeira, castanha e borracha também continuam a ser importantes na cidade, mas não mais como antes. O aquecimento econômico agora vem do funcionalismo público, do comércio e das pequenas indústrias, setores estes que vêm crescendo acentuadamente. O município já dispõe de vários supermercados de grande porte como o Supermercado Ponto da Economia, Mercearia Júnior, Mercearia Henrique, Mercearia Nascimento, São Felipe, Stock e Supermercado Central; e de hotéis como o Rio Sena, Avenida, Central e o Gregórios Plaza Hotel.
A composição econômica de Sena Madureira está assim constituída: Serviços: 56,9%; Agropecuária: 33,9% e Indústria: 9,2%.
Tendo uma posição geográfica estratégica privilegiada, entre a capital do estado, Rio Branco, distando 137 km, e a segunda maior cidade do estado, Cruzeiro do Sul, distando 433 km, em 2014, Sena Madureira possuía uma frota total de 5.815 veículos.
Educação
Na área educacional o município é assistido pelos sistemas Estadual e Municipal de Ensino, tanto na zona urbana quanto na rural.
Bibliotecas
A Biblioteca Pública Estadual Luiza de Souza Ferreira de Paula, teve sua municipalização autorizada pela Lei Estadual nº 2.990, de 8 de outubro de 2015.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

LAGUNA - SANTA CATARINA

Laguna é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º28'57" sul e a uma longitude 48º46'51" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população conforme censo do IBGE, de 2022, era de 42.785 habitantes. Possui uma área de 336,396 km². Em primeiro de janeiro de 2013 perdeu 1/5 de sua população com a instalação do município de Pescaria Brava.
Laguna alcançou lugar de destaque entre as mais de cinco mil cidades do país, conforme avaliação do ranking “As melhores Cidades do Brasil 2022”, da revista Isto É. O município ficou em 1º lugar no grupo Indicadores Sociais, na categoria cidade de pequeno porte.
O ranking foi estruturado conforme a metodologia de pesquisa Austin Rating, agência classificadora de risco de crédito, em parceria com a Editora Três.
O estudo leva em consideração alguns indicadores como o Índice de Inclusão Social e Digital (IISD), dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Ministério do Desenvolvimento.
Na cidade de Laguna, está instalado o Campus Sul da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.
O município é sede da Delegacia da Capitania dos Portos, com jurisdição direta em 39 municípios.
Etimologia
Cidade de acontecimentos memoráveis da história de Santa Catarina, também passou a ser a capital da República Juliana (depois e antes do estado extinto denominado Província de Santa Catarina), terra natal de Anita Garibaldi, a famosa Heroína dos Dois Mundos. Seu nome é proveniente da lagoa que banha o município. Anteriormente chamava-se Laguna dos Patos ou Laguna de los Patos, nome que se atribui aos povoadores espanhóis do litoral inteiro, Santo Antônio dos Anjos da Laguna (padroeiro), denominação concedida por Domingos de Brito Peixoto, que fundou a cidade em 1676, e em seguida reduzida para a Laguna dos dias de hoje.
Lar de uma série de balneários naturais e lagoas, tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com seiscentos imóveis, é o polo turístico mais importante do sul do estado brasileiro de Santa Catarina, localizado na Região Sul do maior país sul-americano em extensão territorial.
História
No período Pré-Colonial, a região de Laguna fora habitada pelo povo sambaquieiro, que entre 4.500 anos a 2.000 anos antes do presente construíram sambaquis monumentais na região. Posteriormente a região fora ocupado pelos índios carijós.
Entre 1538 e 1548, os franciscanos espanhóis Bernardo de Armenta e Alonso Lebrón fizeram esforços de evangelização dos nativos da etnia carijó, no território que atualmente pertence à cidade de Laguna. Esses esforços foram interrompidos em 1548, quando salteadores portugueses, liderados por Pascoal Fernandes, oriundo de São Vicente, e Martin Vaz, oriundo de Ilhéus, invadiram o local para prender e escravizar os nativos.
Um dos motivos decisivos para a criação da cidade de Laguna foi para que o Reino de Portugal possuísse, na parte mais meridional do Brasil Colônia, um “ponto de apoio”. Seria, por assim dizer, um grandioso posto avançado à colonização do Rio Grande do Sul e às guerras hispano-lusitanas na bacia do rio da Prata.
No início da colonização do Brasil, o território de Laguna compunha a parte mais meridional do Brasil, na Capitania de Santana, onde incide a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas (1494), separando as terras de Portugal (a Leste) e Espanha (a Oeste). Do conflito entre metrópoles, uma extensa colônia passava a se formar. Por esse motivo, Laguna tornou-se importante ponto geográfico para Portugal. A linha imaginária passava por Laguna e, atualmente, o monumento do Tratado de Tordesilhas está localizado no centro histórico da cidade.
Interessante observar que o processo histórico de expansão nacional em direção ao rio da prata, é atualmente lembrado no brasão estampado na bandeira do município, onde consta a significativa divisa: "AD MERIDIEM BRASILIAN DVXI" ("Para o sul levei o Brasil"), em homenagem aos lagunenses que desbravaram o sul do Brasil.
O local onde foi implantada a povoação, no século XVII, é um anfiteatro natural protegido pelos morros da Glória e do Mar Grosso, eixo da praia onde se fixaram colonos vindos da Capitania de São Vicente. Povoado fundado pelo bandeirante Domingos de Brito Peixoto Vicente, em 1676, com a construção de uma capela de taipa dedicada a Santo Antônio dos Anjos, onde está a atual Igreja Matriz.
Do extenso território original de Laguna, desmembraram-se 02 (duas) atuais capitais brasileiras: Florianópolis e Porto Alegre.
Laguna, possuiu, nos seus primeiros tempos, muitos progressos, sendo fundado o município em 20 de janeiro de 1720. Em seguida, entrou em declínio. Uma das principais razões, senão a mais importante, foi que os lagunenses deixaram sua terra para ir colonizar o Continente de São Pedro do Rio Grande do Sul.
A conhecida Guerra dos Farrapos, que no município dispunha de uma série de seguidores, deu importância histórica à cidade de Laguna. Em julho de 1839, os republicanos gaúchos invadiram Laguna por terra e mar. David Canabarro e Joaquim Teixeira Nunes lideravam as tropas terrestres (cerca de 1000 homens). Naquela mesma ocasião, o capitão italiano Giuseppe Garibaldi a dominava por água, quando esteve a bordo do navio “Seival” com uma tripulação constituída de muitos italianos, amigos de interesse do grande carbonário. Este, no que lhe concerne, derrotou as tropas imperiais ali instaladas. E em 29 de julho de 1839, a Câmara Municipal de Laguna, presidida por Vicente Francisco de Oliveira, proclamava o Estado Catarinense Livre e Independente com a denominação de República Juliana, coligada à de Piratini. Foi naquele momento que apareceu a adolescente Ana Maria de Jesus Ribeiro, amplamente conhecida pela perífrase de Heroína dos Dois Mundos, que ficaria junto a Giuseppe Garibaldi, com quem se casou em seguida, tornando-se conhecida pelo apelido de Anita Garibaldi.
Porém, em 15 de novembro desse ano (1839), após a Queda de Laguna, com a derrota dos farroupilhas, chegava a seu fim a República Juliana. Seu presidente, que, no entanto, não apareceu para ser empossado como governante, foi o coronel Joaquim Xavier Neves e o vice-presidente o padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro.
Foi o episódio mais próspero de Laguna, cujo povo, hoje em dia, vem trabalhando com bravura para o seu o desenvolvimento, alcançado por meio da pesca (fonte de renda fundamental de seu povo), e do turismo, devido às extraordinárias possibilidades que o município oferece.
Sua área é de 440,525 km², pertencente à Mesorregião do Sul Catarinense, dividida em três microrregiões: Araranguá, Criciúma e Tubarão.
Geografia
Clima

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a menor temperatura registrada em Laguna foi de 3,8 °C em 9 de julho de 1988, e a maior atingiu 36 °C em 24 de janeiro de 1971 e 13 de fevereiro de 1975. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 158,2 mm em 27 de maio de 1981. Outros grandes acumulados foram 128,2 mm em 16 de março de 1962, 127,2 mm em 15 de abril de 1981, 126,8 mm em 22 de julho de 1973, 123,6 mm em 20 de março de 1989, 122,2 mm em 16 de abril de 1971, 115,8 mm em 20 de novembro de 1983, 113,8 mm em 26 de março de 1974 e 107,2 mm em 28 de agosto de 1970.
Economia
Laguna é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2024, foram registradas 3,4 mil admissões formais e 3,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 100 novos trabalhadores. 
Até outubro de 2024 houve registro de 86 novas empresas em Laguna, sendo que 8 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet.
Características
Cidade histórica e praiana, o carnaval da Laguna é considerado o melhor do sul do País. Seu carnaval é dividido entre as escolas de samba e os blocos carnavalescos. As agremiações desfilam no sambódromo inaugurado em 2007, sendo que nas semanas que antecedem a festa os ensaios são uma atração à parte.
Já os blocos partem de suas sedes e vão puxando a multidão até um palco que é montado na areia da praia. O bloco mais popular e mais antigo é o da Pracinha, que reúne pessoas de todas as idades, vai às ruas no domingo, partindo da Praça Souza França, no bairro do Magalhães. Há mais de 50 anos, de forma gratuita, os foliões seguem atrás de trios e carros de som até a madrugada. Há menos de 10 anos foram criados o Bloko Rosa e o Bloco Pangaré Elétrico, que vendem seus abadas e saem respectivamente no sábado e na segunda-feira, cuja "concentração" ocorre na zona portuária do Porto Pesqueiro de Laguna.
Litoral
Laguna apresenta diversas lindas praias com destaque para a do Mar Grosso. A praia do Gi e de Itapirubá destacam-se pelas dunas e preservação da natureza. O Farol de Santa Marta, localizado no Cabo de Santa Marta, foi construído em 1891 pelos franceses e é considerado o maior das Américas e, mundialmente, o terceiro em alcance com 45 metros acima do nível do mar,. A estrutura é uma torre quadrada, em pedra, que possui lanterna e galeria. Suas paredes possuem 2 metros de espessura. O farol eleva-se em meio a um grupo de casas térreas de faroleiros e outros edifícios. Além de ser localizado no ponto mais oriental da região, desde o século XIX o farol serviu para guiar as embarcações para longe da famosa Pedra (ou Parcel) do Campo Bom. Apesar disso, alguns naufrágios chegaram a ocorrer.
A praia dos Molhes é o local favorito para a prática do surfe e da pesca. Suas águas apresentam temperatura mais amena devido a corrente marítima do Atlântico Sul. Normalmente observam-se pinguins chegando as praias no verão e outono. O Canal do Molhes ou Molhes é o local onde pescadores e golfinhos trabalham juntos na captura de peixes, especialmente a tainha nos meses mais frios.
Em Laguna. encontra-se a Ponte Anita Garibaldi, uma das maiores pontes suspensas do Brasil, em formato estaiado, erguida sob a Lagoa Santo Antônio e que faz parte da BR 101, ligando o Sul do Brasil.
É a segunda ponte estaiada em curva do Brasil, com mais de 2,8 km de extensão em pista dupla, com 400 metros de vão central suspensos por 60 cabos de aço e duas torres que atingem mais de 50 metros de altura.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

SIRINHAÉM - PERNAMBUCO

Sirinhaém é um município brasileiro do litoral sul do estado de Pernambuco. Localiza-se a 75 km da capital do estado, Recife. É formado por 3 distritos: Distrito-Sede, Barra do Sirinhaém e Ibiratinga. Sua população, conforme o Censo do IBGE de 2022, é de 37.596 habitantes.
Ocupa uma área de 374,321 km², integrando a Região Geográfica Intermediária do Recife e à Região Geográfica Imediata de Barreiros-Sirinhaém. Seu território municipal já abrangiu uma área maior no passado, incluindo os atuais municípios de Gameleira e Palmares e atingindo o atual estado de Alagoas.
Destaca-se pelas suas belas praias e por sua magnífica Ilha de Santo Aleixo, local mais visitado por turistas no município. No mês de Janeiro acontece a tradicional festa de Santo Amaro, no povoado de mesmo nome, que reúne milhares de fiéis católicos vindos de várias regiões do estado.
Topônimo
"Sirinhaém" é uma referência ao Rio Sirinhaém, que banha o município. É um termo oriundo da língua tupi e significa "prato de siri", através da junção de siri (siri) e nha'em (prato).
História
Início do povoamento

O litoral de Pernambuco era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os caetés, ocupavam a região do atual município de Sirinhaém no século XVI, quando os portugueses chegaram à região. Os portugueses escravizaram os caetés e ocuparam suas terras.
A povoação de Sirinhaém, que inicialmente era denominada Vila Formosa de Sirinhaém, data de 1610, quando moradores da região construíram ali uma capela dedicada a São Roque. Entre 1620 e 1621, foi construída uma igreja sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição e a vila foi elevada à categoria de freguesia. A criação do município autônomo data de 3 de agosto de 1892.
O povoado nucleou-se às margens do Rio Sirinhaém, a cerca de duas milhas do litoral e possuía um porto. Em 1627, foi elevado à categoria de vila e possuía cerca de 500 habitantes. Nesta época, a região contava com doze a 13 engenhos e uma produção de açúcar relevante e de boa qualidade, que era escoada pelo porto.
Invasões holandesas
Quando os holandeses ocuparam Pernambuco, após dominarem Recife e o norte, marcharam pelo sul e chegaram a Sirinhaém em 1632. Neste ano, cerca de 500 soldados e 100 marinheiros holandeses desembarcaram pelo rio Sirinhaém e invadiram, saquearam e queimaram o engenho de Romão Perez. O capitão Mateus Gomes de Lemos e Albuquerque organizou uma resistência com cerca de 60 homens. Os holandeses se retiraram. Com a queda da resistência no norte e em Recife, os holandeses planejavam a conquista do sul de Pernambuco para chegar à Bahia. As tropas luso-brasileiras resistiam a partir de três frentes: cerca de 450 homens compunham a resistência no Arraial (Velho) do Bom Jesus, 600 no Forte de Nazaré e 300 em Sirinhaém. Sirinhaém foi um dos últimos redutos da resistência, que foi derrotada após Maurício de Nassau chegar a Pernambuco e organizar o ataque à vila.
Durante o domínio holandês, Sirinhaém foi um dos quatro distritos nos quais foi dividida a Capitania de Pernambuco: Olinda (a mais importante), Igarassu, Vila Formosa de Sirinhaém e a quarta, que tinha início em Sirinhaém e ia até o Rio São Francisco.
Em 1645, a região foi reconquistada pela Companhia da Restauração comandada pelo capitão Paulo da Cunha Souto Maior, assistido por Vidal de Negreiros.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Formosa, por Alvará, de 26 de junho de 1759. Elevado à categoria de vila com a denominação de Formosa, em 1 de julho de 1627, segundo outra fonte a vila foi criada com a denominação de vila Formosa de Sirinhãem, em 19 de dezembro de 1627.
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Serinhãem, pela Lei Estadual nº 100, de 12 de junho de 1895. Pela Lei Municipal de 30 de dezembro de 1907, é criado o distrito de Cucaú e anexado ao município de Serinhãem. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 3 distritos: Serinhãem, Cucaú e Pau Branco. Pela Lei Estadual nº 1.365, de 16 de maio de 1919, o distrito de Cucaú passa a pertencer ao município de Rio Formoso. Pela Lei Municipal nº 70, de 27 de maio de 1920, é criado o distrito de Barra de Serinhãem e anexado ao município de Serinhãem. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Serinhãem, Barra de Serinhãem e Pau Branco. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas 31 de dezembro 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, o município passou a ser grafado Sirinhaém e o distrito de Pau Branco passou a denominar-se Ibiratinga.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o município é constituído de 3 distritos: Sirinhaém (ex-Serinhãem), Barra do Sirinhaém (ex-Barra) e Ibiratinga (ex-Pau Branco). Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Sirinhaém, Barra do Sirinhaém e Ibiratinga. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2020.
Geografia
Localiza-se à latitude 8º35'27" sul e à longitude de 35º06'58" oeste; sua altitude é de 49 metros e ocupa uma área territorial de cerca de 374,321 km², tendo 1,510 km² desse total formando a área urbana municipal e os 372,811 km² constituindo a zona rural.
Relevo
O relevo do município é formado por mar de morros.
- Nomes de Morros - Outeiros, Serras e Montes do município: Morro Pedra Brilhante, Morro Uma Só Pedra, Morro São Félix, Serra dos Três Marcos, Monte Santo, Morro dos Bambus, Morro da Muriçoca, Morro Tejupaba, Morro Cantagalo, Morro da Misericórdia, Serra Selada, Serra do Cão, Outeiro do Carmo, Outeiro do Livramento, Morro da Igreja, Morro do Abacaxi e Morro do Bonito.
Vegetação
A vegetação é composta por mata atlântica.
Geologia
O município encontra-se inserido, geologicamente, na Província Borborema.
Hidrografia
O município de Sirinhaém encontra-se inserido nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Sirinhaém e do Grupo de Bacias de Pequenos Rios Litorâneos. Seus principais tributários são os Rios Tapiraçu, Diamante, São Lourenço, Sibiró, Sirinhaém, Camaragibe, Trapiche, da Palma, Goicana, dos Passos e Formoso, além dos riachos: Canta Galo, Todos os Santos, Boca da mata, Caoité, Jaguarezinho, Rubi, Triunfo, São José, Cigarra e Aprumado.
Clima
O clima de Sirinhaém é o tropical, do tipo As'. No verão é quente e menos úmido, com máximas de 29 °C, e mínimas de 22 °C. No inverno é ameno e chuvoso, com máximas de 26 °C e mínimas de 20 °C. A precipitação pluviométrica é de 2.076 milímetros. A temperatura média anual é de 24,4 °C. Os meses mais chuvosos são abril a julho
Etnias 
No ano de 2010 a população sirinhaense era composta por 27 018 pardos (67,05%), 9 352 brancos (23,21%), 3 546 pretos (8,80%), 375 amarelos (0,93%) e 5 indígenas (0,01%).
Economia
Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2021, a soma das riquezas produzidas no município é de 722.495 mil reais (38° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais mais representativo na economia sirinhaense, somando 172.543 mil. Já os setores industrial e da agricultura representam 127.951 mil e 150.069 mil, respectivamente. O PIB per capita do município é de 15.423,10 reais, terceiro maior da Região Geográfica Imediata de Barreiros-Sirinhaém.
Educação
O município possui as seguinte(s) escola(s) estadual(s): Escola de Referência em Ensino Médio Doutor Eurico Chaves (integral); Escola de Referência em Ensino Médio Barra de Sirinhaém (integral); Escola Teotônio Correia da Silva; Escola Dr. Miguel Arraes de Alencar e Escola Escritor Maximiano Accioly Campos.
Turismo
Praias

- Barra do Sirinhaém: sua extensão é de aproximadamente 8 quilômetros, com areias douradas de grãos médios e vegetação de coqueiros. Localiza-se na desembocadura do Rio Sirinhaém, em frente a Ilha de Santo Aleixo.
- Gamela: sua extensão é de aproximadamente 4 quilômetros em praia de morfologia ondulada e quebrada, com areias douradas finas, vegetação rasteira e extenso coqueiral. Localizada entre a praia de Barra do Sirinhaém, ao norte, e a Praia de Guadalupe, ao sul, suas águas são pouco profundas com pequena intensidade de ondas. Gamela é a praia mais procurada da cidade nos fins de semana. Em sua orla, encontram-se diversos bares.
- Guadalupe: sua extensão é de aproximadamente 3 quilômetros em praia fluvio-marinha de morfologia quebrada e ondulada, com areias douradas de grãos médios e vegetação rasteira, arbustiva e de coqueiros. Localizada entre a praia do Gamela e a foz do Rio Formoso, suas águas são pouco profundas com pequena intensidade de ondas.
- Ilha de Santo Aleixo: trata-se de uma ilha oceânica, com área de 450 000 metros quadrados. Situada em mar aberto, a cerca de dois quilômetros a leste de Barra do Sirinhaém, sua área balneável está localizada na parte oeste, sua praia apresenta morfologia quebrada, com areias douradas de grãos médios e vegetação rasteira, arbustiva e arbórea de forma espaçada, além de palmáceas. Suas águas são pouco profundas com pequena intensidade de ondas.
Monumentos históricos
Outras opções do município são os monumentos históricos, como engenho de açúcar, casarões e a Casa de Câmara e Cadeia, construção do meio do século XIX. Outros pontos são a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Capela de Santo Amaro, Capela de São Roque e o Convento de Santo Antônio construído em 1645.
Cultura
Os principais eventos culturais são: Festa de Santo Amaro (15 de janeiro); Festa de São Roque (15 de agosto); Festa de São Sebastião (20 de Janeiro em Barra do Sirinhaém); Festa da Pescaria (Julho) e Festival de Crustáceos (Janeiro);
Feriados municipais 
Os feriados municipais são os seguintes: Santo Amaro (15 de janeiro); Emancipação de Sirinhaém (12 de junho); São Roque (15 de agosto) e Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro).
Subdivisões
Sirinhaém é formado por três distritos: Distrito-Sede, Barra do Sirinhaém e Ibiratinga. Ainda é composto pelos povoados: Santo Amaro, Usina Trapiche, Agrovila Trapiche, 31 de Março e Aver-o-Mar.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

IPIAÚ - BAHIA

Ipiaú é um município brasileiro no interior do estado da Bahia. Sua população, de acordo com o censo do IBGE de 2022, era de 40.706 habitantes.
História
A região de Ipiaú, até o início do século XX, era habitada por indígenas tapuias. Nessa época, a expansão do cultivo do cacau pela área e o estímulo ao desbravamento incentivado por Camamu e Jequié propiciaram a colonização e a formação de povoados como Barra do Rocha e Dois Irmãos (hoje Ubatã).
Em 1913, o Senhor Raimundo dos Santos, também conhecido como “Raimundo Crente”, adquiriu um terreno devoluto, que hoje forma o município de Ipiaú e, em seguida, adquiriu o terreno que hoje abrange o município de Ibirataia. Na época, os terrenos recém-adquiridos por Raimundo eram praticamente desabitados, sendo habitados apenas por duas mulheres e um foragido de Castro Alves e frequentados por caçadores. Foram abertas as primeiras estradas e, com isso, surgiu o povoado de Rapatição (atual Ipiaú), cujo nome se deve à briga entre as duas mulheres citadas.
Raimundo plantava e vendia cacau, certamente contribuindo com o desenvolvimento da lavoura cacaueira na região.
Com o crescimento de Rapatição, o povoado foi elevado à categoria de distrito, com o nome de Alfredo Martins, subordinado a Camamu, por meio da Lei Municipal n° 90, de 1° de junho de 1916, aprovada pela Lei Estadual n° 1.156, de 1° de agosto desse mesmo ano.
A excelência do solo para a lavoura cacaueira trouxe para Ipiaú colonizadores oriundos de Vitória da Conquista, Jequié, Ilhéus, Camamu e Ituberá. Com isso, houve conflitos fundiários na região.
Com o crescimento cada vez maior de Alfredo Martins e a dificuldade de acesso à sede de Camamu, devido à distância e as dificuldades de transporte, iniciou-se, na primeira metade da década de 1920, um movimento de emancipação do distrito.[9]
O Decreto Estadual n° 7.139, de 17 de dezembro de 1930, elevou Alfredo Martins à categoria de subprefeitura de Camamu, sendo renomeada para Rio Novo. No ano seguinte, por meio dos Decretos Estaduais n° 7.455, de 23 de junho de 1931, e nº 7479, de 8 de julho de 1931, Rio Novo foi transferido para Jequié.
O Decreto Estadual n° 8.725, de 7 de dezembro de 1933, elevou o distrito e subprefeitura de Rio Novo à categoria de município, se desmembrando de Jequié, sendo instalado dez dias depois. Inicialmente, o município era constituído dos distritos de Rio Novo (sede), Tesouras, Barra do Rocha e Dois Irmãos, os quais, por meio do Decreto-Lei Estadual n° 141, de 31 de dezembro de 1943, tiveram seus nomes alterados, respectivamente, para Ipiaú, lbirataia, Barra do Rocha e Ubatã. Esse mesmo decreto de 1943 alterou o nome do município de Rio Novo para Ipiaú, topônimo este que significa, em tupi, rio novo.
Ao longo de sua história, Ipiaú perdeu territórios para a criação dos municípios de Ubatã (1952), Ibirataia (1960) e Barra do Rocha (1961).
Clima
Em Ipiaú, o verão é longo, quente, opressivo e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, abafado e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 31 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Ipiaú e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro.
A estação quente permanece por 4,6 meses, de 22 de novembro a 8 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Ipiaú é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 10 de junho a 26 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Ipiaú é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média.
Economia
Na cidade de Ipiaú, em termos da empregados, os setores econômicos que se destacaram em 2022 foram Comércio Varejista (1,452), Administração Pública, Defesa E Seguridade Social (1,202), e Transporte Terrestre (413).
Na economia, a remuneração média do trabalhador ipiauense é de 1,7 salários mínimos por pessoa. O índice de ocupação de pessoal em Ipiaú é de 11,1% (5.277 pessoas).
A lavoura de cacau já contribuiu com quase 49% do PIB baiano e trouxe muito lucro para a região, que era a principal cultivadora de cacau do estado. Entretanto, com a praga da vassoura-de-bruxa nos anos 1990, a cacauicultura acabou perdendo destaque na economia. E o que se sabe é que indústria ainda está em desenvolvimento, mas existe a presença de duas fábricas de polpa de fruta que veem aprimorando e contribuindo com as suas atividades para a economia da região; outra atividade que contribuiu para a prosperidade do território é a exploração de níquel por um grupo australiano de mineração.
Outra fonte de estímulo e benefício às atividades econômicas, é o Festival de AgroChocolate, que conta com a participação de Ilhéus e região. Considerado uma forte atração turística, com patrocinadores como a Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate do Território Médio Rio das Contas (APROC), além de contar com a participação da Prefeitura Municipal de Ipiaú, tendo apoio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). Esse projeto, com certeza, vem ajudando muito na valorização de vários produtos oferecidos na região, principalmente o cacau, pois o AgroCacau surgiu em 2014 e o AgroChocolate que surgiu em 2016, desde então beneficiando a economia de Ipiaú. Uma das características únicas desse festival de Ipiaú é ser a céu aberto e para todos os públicos, o que permite que a popularização do evento seja em grande escala, um exemplo disso foi em sua quarta edição, que contou com a visitação de mais ou menos 15 mil visitantes.
O evento AgroChocolate foi um forte desenvolvedor e diversificador de várias áreas do turismo na região, o que proporciona que esse projeto seja um grande influenciador cultural não só para Ipiaú, mas também para muitos municípios vizinhos que também necessita de projetos que beneficie a sua cultura e economia.
Cultura
Em 2019, Ipiaú foi mantida no Mapa do Turismo da Bahia, contribuindo para a cultura e economia do município e região, visto que o turismo influencia positivamente na presença de atrações artísticas em festas como a de São Pedro. Com essa iniciativa, a Bahiatursa contribui no fortalecimento de várias regiões, e também da cultura e economia do município, destacado seu potencial para o turismo rural.
Durante a pandemia de COVID-19, muitos artistas acabaram ficando sem renda. Por isso, a Diretoria de Cultura de Ipiaú convocou, em 2020, artistas e espaços culturais para cadastramento para receber o benefício emergencial. Esse benefício é resultado do projeto de Lei nº 1.075/2020, batizada de Lei Aldir Blanc, que foi aprovada pelo Governo Federal em agosto de 2020 e que tem como objetivo a definição da política cultural e a destinação de recursos para o Fundo de Cultura Municipal.
Educação
No censo Amostra – Educação de 2010 do IBGE a população a partir de 10 anos de idade era de 37.401 pessoas, sendo destas apenas 9.818 pessoas frequentavam a escola. Mostrando assim, que existia uma taxa muito elevada da população que não consegue frequentar a escola. No que se refere a população adulta, a partir de 25 anos, cerca de 30% nunca foram à escola, o que gera um problema para o desenvolvimento da população.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .