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domingo, 5 de abril de 2026

SÃO JOSÉ DA TAPERA - ALAGOAS

São José da Tapera é um município brasileiro do estado de Alagoas. Fica a 240 km da capital Maceió. Tem aproximadamente 65 sítios e 5 povoados. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 31.569 habitantes. 
História
A colonização de São José da Tapera foi iniciada em 1900, na fazenda existente no local onde hoje situa a cidade. Era uma propriedade agrícola pertencente à família Maciano. Próximo à fazenda, residia Antônio Francisco Alves, conhecido como Antônio Marruá. 
Anos depois, procedente de Pão de Açúcar, chegou à região Afonso Soares Vieira, instalando ali uma casa de comércio. Tempo depois, foi criada uma feira de grande aceitação pelos moradores das vizinhanças. 
A iniciativa fez com que a presença de agricultores de outros municípios conhecesse a fertilidade das terras locais, incentivando-os a instalar propriedades no novo núcleo que ali se formava. Começaram então a proliferar casas de taipa (taperas). Em seguida, foi construída uma capela dedicada a São José. Aproveitaram a existência das edificações simples, batizando o local com o nome de São José da tapera. 
Foi elevado à categoria de município com a denominação de São José da Tapera, pela Lei Estadual n.º 2.084, de 24 de dezembro de1957, desmembrado de Pão de Açúcar. Sede no antigo distrito de São José da Tapera. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1959. 
Formação Administrativa
Distrito criado com denominação de São José da Tapera (ex povoado), pela Lei n.º 1.473, de 17 de setembro de 1949, subordinado ao município de Pão de Açúcar. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de São José da Tapera figura no município de Pão de Açúcar. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Elevado à categoria de município com a denominação de São José da Tapera, pela Lei Estadual n.º 2.084, de 24 de dezembro de 1957, desmembrado de Pão de Açúcar. Sede no antigo distrito de São José da Tapera. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1959. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município está inserido na unidade geomorfológica do Planalto da Borborema e da Depressão Sertaneja. O relevo é predominantemente ondulado, com a presença de superfícies de aplainamento e alguns maciços residuais (inselbergs) que se elevam na paisagem seca. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 260 metros acima do nível do mar.
Solos
Os solos predominantes são os Luvissóis Crômicos e os Neossolos Litólicos. São solos originados do embasamento cristalino, geralmente rasos, pedregosos e com baixa capacidade de retenção de umidade, mas ricos em minerais. Essa característica exige técnicas específicas de convivência com o semiárido, como a construção de barragens subterrâneas e o uso de cisternas para a produção agrícola.
Vegetação
A vegetação nativa é a Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro. Em São José da Tapera, a Caatinga apresenta-se em formas arbustivas e arbóreas, com a presença marcante de cactáceas (como o mandacaru e o xique-xique) e árvores de resistência como a braúna e o umbuzeiro. Durante a seca, as plantas perdem as folhas para evitar a perda de água por transpiração, recuperando o verde vibrante imediatamente após as primeiras chuvas.
Clima
O clima da região é tropical com estação seca (Classificação climática de Köppen-Geiger: As). 
Em São José da Tapera, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é abafado e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar São José da Tapera e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 10 de outubro a 25 de março, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em São José da Tapera é janeiro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 8 de junho a 19 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em São José da Tapera é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Economia
São José da Tapera é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia taperense é historicamente baseada no setor primário.
Destaca-se o cultivo de milho e feijão, base da alimentação local. Em áreas irrigadas, há tentativas de diversificação com hortaliças.
A criação de gado bovino, caprino e ovino é uma atividade tradicional e adaptada às condições do clima. A feira de gado local é um importante momento de trocas comerciais.
A sede municipal concentra o comércio varejista que atende à população rural e aos municípios vizinhos menores.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 818 admissões formais e 332 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 486 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 134.
Até dezembro de 2025 houve registro de 24 novas empresas em São José da Tapera, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 22 empresas.
Turismo
O turismo em São José da Tapera é focado na identidade sertaneja e na religiosidade.
A festa do padroeiro São José, celebrada em março, é o principal evento da cidade, atraindo fiéis e conterrâneos que residem em outras cidades.
O município preserva tradições como o artesanato em couro, as festas de vaquejadas e a culinária sertaneja (buchada, carne de sol e mungunzá).
As formações rochosas e as trilhas pela caatinga preservada oferecem potencial para o ecoturismo e o turismo de contemplação, especialmente ao pôr do sol, um dos mais bonitos da região.
Cultura
Festividades

A maior movimentação ocorre com a visita de turistas de outros municípios durante as principais festividades: 
- São João (24 de junho)
- Festa do Padroeiro São José (19 de março);
- Nossa Senhora das Dores (15 de setembro).
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

MARAGOGI - ALAGOAS

Maragogi é um município da Microrregião do Litoral Norte Alagoano, na Mesorregião do Leste Alagoano, no estado de Alagoas, Brasil, situando-se a cerca de 130 quilômetros (pelas rodovias) da capital do estado, Maceió. 
Sua população segundo o Censo 2022 era de 32.174 pessoas, com uma estimativa em 2025 de 33.269 habitantes. 
O município é um dos oito municípios alagoanos que fazem parte da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC). 
Etimologia
"Maragogi" é oriundo do tupi antigo maragûaóîy, que significa "rio dos gatos-do-mato" (maragûaó, "gato-do-mato" + îy, "rio"). 
História
Por volta do ano 1000, a maior parte do atual litoral brasileiro, incluindo o atual município de Maragogi, foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia. Eles expulsaram os antigos habitantes, os chamados tapuias, para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros exploradores europeus chegaram à região, ela era ocupada pela tribo tupi dos caetés. 
O início da colonização das terras que hoje correspondem a Maragogi coincide com o início da introdução da cana-de-açúcar no litoral nordestino, por iniciativa da capitania de Pernambuco. O terceiro donatário, chamado Jorge de Albuquerque Coelho, concedeu uma sesmaria para o alemão Christopher Linz entre os anos de 1575 e 1585 que se estendia desde a foz do rio Manguaba até o cabo de Santo Agostinho. 
Linz recebeu o terreno como reconhecimento de seus serviços à Coroa portuguesa no processo de colonização, auxiliando na morte de indígenas. 
Guerra dos Cabanos
Maragogi também foi palco da Guerra dos Cabanos, que começou como um movimento restaurador armado, que tinha por objetivo trazer de volta ao trono do Brasil o Imperador D. Pedro I, que renunciara e voltara para Portugal. A guerra inicia-se entre maio e junho de 1832, com os levantes de Antônio Timóteo de Andrade, em Panelas de Miranda, no agreste pernambucano, e João Batista de Araújo, na praia de Barra Grande, hoje povoado do município de Maragogi. Em 26 de outubro de 1832, tropas provinciais matam em combate, no reduto do Feijão, o líder Antônio Timóteo de Andrade e o Almirante Tamandaré prende o líder João Batista de Araújo em sua casa, na praia de Barra Grande. Entre novembro de 1832 e janeiro de 1834, a chefia da guerra passa para as forças populares, sendo o comandante geral da insurreição Vicente de Paula. São erguidos os primeiros arraiais guerrilheiros nas matas de Imbiras, Barras de Piabas e Piabas. 
Os Cabanos, numa manobra guerrilheira tentam tomar o povoado de Barra Grande, mas são postos em fuga pelas tropas provinciais acantonadas ali. Recuam sob forte tiroteio até o povoado de Gamela (hoje cidade de Maragogi), e de lá chegam à praia de São Bento, onde os Cabanos feridos à bala se curavam e pescavam. Ocorre então a matança de São Bento, tendo as tropas provinciais morto à bala e à faca todos os Cabanos encontrados. 
Os negros papa-méis (assim chamados os negros que fugiam da escravidão dos engenhos e se escondiam nas matas) aderem à insurreição e mudam os rumos da guerra: lutam os Cabanos agora pela libertação dos escravos, atacando inclusive os engenhos de açúcar e ocupam terras onde constroem seus arraiais guerrilheiros. A guerra termina com a prisão de Vicente de Paula, em 1850, que foi levado para a ilha-presídio de Fernando de Noronha. 
De Gamela à Maragogi
Nos últimos anos do século XIX, a região hoje pertencente ao município de Maragogi era lugar de um povoado chamado Gamela, pertencente ao município de Porto Calvo. Em 1875, Gamela foi elevado à posição de vila, trocando de nome para Isabel. Em 1892, emancipou-se de Porto Calvo, recebendo seu nome atual. 
Desativação de minas terrestres
Em 10 de maio de 2010, foi encontrada uma mina marítima durante uma obra de saneamento na cidade. A mina havia sido feita pela marinha brasileira durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para proteger o litoral do Brasil. Com o fim da guerra, não tendo sido detonada, os militares brasileiros a enterraram perto da praia. O que esperava-se ser uma botija holandesa com moedas de prata, por conta da rica história de conflitos entre portugueses e neerlandeses, chegou a ser perfurado mas, por sorte, não explodiu. 
A partir de então, oficiais da marinha e até especialistas do Batalhão de Operações Especiais iniciaram a prospecção de pelo menos mais sete minas, terrestres e aquáticas. O consenso é de que todas foram plantadas após o ataque de submarinos alemães a um navio mercante brasileiro próximo de Porto de Pedras, que é município vizinho, durante a Segunda Guerra.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Isabel, em 1796. 
Elevado à categoria de vila, com denominação de Isabel, pela Lei Provincial n.º 681, de 24 de abril de 1875, desmembrado de Porto Calvo. Instalado em 02 de dezembro de 1875. 
Pela Lei Provincial n.º 733, de 03 de julho de 1876, a vila de Isabel Passou a denominar-se Maragogi. 
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Maragogi, pela Lei Estadual n.º 15, de 16 de maio de 1892. 
Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 3 distritos: Maragogi, Barra Grande e Japaratuba. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.909, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Japaratuba passou a denominar-se Japaratinga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Maragogi, Barra Grande e Japaratinga (ex Japaratuba). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.264, de 23 de julho de 1960, é desmembrado do município de Maragogi, o distrito de Japaratinga. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Maragogi e Barra Grande. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Hidrografia
Maragogi pertence a décima quinta região hidrográfica do estado, formada pelas bacias dos rios Tatuamunha, Manguaba, Salgado, Maragogi, dos Paus, Tabaiana e Persinunga. Desses, apenas quatro (Salgado, Maragogi, dos Paus e Tabaiana) banham o município. 
O rio Salgado, com maior bacia em área (245,3 km²) dentre os rios da região hidrográfica mencionada, é notável por formar a divisa de Maragogi com o município vizinho de Japaratinga. De fato, o rio se situa próximo às sedes municipais de ambos os municípios e do povoado de São Bento, pertencente à Maragogi. 
Vegetação
Na trilha do visgueiro é possível encontrar uma árvore com mais de 500 anos e 22 metros, fica em reserva de Mata Atlântica Raízes externas ganham destaque a cada aproximação devido à capacidade de crescer com a árvore que sustenta, como se formassem muretas de proteção capaz de ultrapassar a altura de homem em pé. São apresentadas também espécies replantadas, como o “pau-falho”, que estava em extinção e um curioso arbusto, alto, de espinhos, típico do lugar. De alguns troncos cortados exalam ótimas fragrâncias naturais. Pelo chão brotam diferentes cogumelos, em especial um de tons avermelhados. 
Clima
Na classificação climática de Köppen-Geiger, Maragogi se situa numa área de clima tropical úmido, de sigla "As". 
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostram que a localidade apresenta um clima com média pluviométrica anual de 1397,0 mm e temperatura média anual de 25,5 °C.
Economia
Maragogi é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e por apresentar novas oportunidades de negócios. Por outro lado, o desempenho econômico é um fator de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 140 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -112.
Até novembro de 2025 houve registro de 39 novas empresas em Maragogi, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 5 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 36 empresas.
A economia de Maragogi é esmagadoramente dominada pelo Turismo.
O setor de serviços (hotelaria, gastronomia, agências de turismo e receptivos) gera a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega a maioria da população. A construção e manutenção da infraestrutura turística também são importantes.
A agropecuária, uma atividade tradicional, embora em declínio, ainda existe. O município é um dos maiores produtores de coco de Alagoas e também cultiva cana-de-açúcar nos tabuleiros do interior.
A produção de artesanato e de alimentos típicos (como o bolo de goma) complementa a renda local, sendo muito demandada pelos turistas.
Educação
Na área de Educação, o município investe na expansão da rede de ensino fundamental e médio. Há um foco crescente na qualificação profissional voltada para o setor de serviços e hospitalidade, crucial para a economia. A cidade conta com escolas da rede municipal e estadual, além de polos de educação a distância (EAD) que oferecem cursos técnicos e superiores.
Turismo
O início das atividades turísticas em Maragogi se deram por volta da década de 1980, com a aquisição de segundas residências por veranistas vindos de municípios próximos como Palmares, Caruaru, Recife e Maceió. Posteriormente, entre o fim da década de 1980 e o começo dos anos 1990, a atividade turística na região se intensificou com a abertura do hotel Salinas de Maragogi, em 1989. 
Maragogi é, hoje, um grande polo turístico, servindo como porta de entrada para os Estados de Alagoas e Pernambuco e se transformando no segundo maior polo turístico do estado. Suas praias têm mar tranquilo, areias alvas e densos coqueirais, destacando-se as de Barra Grande, Burgalhau, Antunes, Peroba, Salinas e São Bento. O passeio às galés (piscinas naturais) é imperdível, onde, a 6 quilômetros da costa, pode-se observar a Área de Proteção Ambiental onde estão os arrecifes de corais. 
No turismo esportivo a cidade está se consolidando como um destino para corridas de Trilha ou "Trail Run", sendo em 2015 a sede da primeira competição de Trail Run internacional do Nordeste do Brasil quando a empresa organizadora de eventos esportivos WINGSMAN estreou a disciplina no Nordeste. 
No turismo rural, vale a pena uma visita a Fazenda Marrecas e Fazenda Cachoeira, saboreando logo depois a culinária à base de frutos do mar e os tradicionais bolinhos de goma. A Trilha do Visgueiro é outro atrativo que a cidade oferece, este passeio é realizado em uma reserva de mata atlântica, destaque para um visgueiro com mais de 500 anos e 22 metros de altura. Entre os eventos locais, destacam-se: o Festival da Lagosta, o Festival do Marisco, a Abertura do Verão, a festa da Emancipação, a de São Benedito (Peroba), a de Nossa Senhora da Guia (Barra Grande) e a de São Bento. 
A maior atração turística da cidade são as praias de São Bento a Peroba (povoados da cidade). Um atrativo muito popular na cidade é o passeio de buggy. Maragogi tem três piscinas naturais: a principal e mais famosa, Galés, e as menores Taocas e Barra Grande, ficam a aproximadamente 6 quilômetros da costa. De águas transparentes, é possível avistar diversos corais e peixes nas redondezas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

SÃO SEBASTIÃO - ALAGOAS

São Sebastião é um município brasileiro localizado no sul do estado de Alagoas. Limita-se ao norte com o município de Arapiraca; ao sul, com Igreja Nova; a leste, com Teotônio Vilela; a oeste, com Feira Grande; a nordeste, com Junqueiro; a sudeste, com Penedo; a sudoeste, com Porto Real do Colégio; e a sudeste, com Coruripe. Sua população, conforme censo do IBGE de 2022, era de 31.786 habitantes.
História
A Origem da cidade de São Sebastião teve início com o povoamento Salomé, há mais ou menos 250 anos. “Salomé” originou-se da junção dos sons das palavras sal e mel, mercadorias transportadas pelos tropeiros que circulavam muito pela região. Por ser localizada em entroncamento bastante movimentado, próximo da divisa entre Alagoas/Sergipe e cidades prósperas como Penedo e Palmeira dos Índios. Tendo o tropeiro José Luiz fixado residência, constituído família e instalado no local uma hospedaria, sendo por muitos anos o único morador da região. A fertilidade das terras chamou a atenção de criadores e agricultores de outras regiões, descobrindo-se sua vocação para a agricultura. Desenvolveram-se as lavouras de algodão, fumo, amendoim (exportado em grande quantidade para Aracaju) e toda uma lavoura de subsistência. O povoado se desenvolveu; os proprietários de terra asseguravam o desenvolvimento do comércio; e os escravos nas festas difundiam viola e o berimbau. As mulheres distraiam-se jogando bilros e de suas mãos habilidosas surgiram belíssimas rendas, o que até hoje caracteriza o município como “terra das rendas de bilro”. Em 1890, foi construída a igreja de Nossa Senhora da Penha, padroeira da Cidade que se comemora em 8 de setembro. O progresso foi chegando de forma célebre, moradores ilustres como Manoel Dionísio, Belo, Manoel Jandaia, Padre Caetano, Manoel Correia, Antônio Abílio e outros se uniram para articular o desmembramento do povoado do município de Igreja Nova. Em 31 de maio de 1960 ocorreu a emancipação política, através da Lei n.º 2.229 e, em homenagem ao santo e ao governador da época Sebastião Muniz Falcão, foi dado ao povoado de Salomé o nome de São Sebastião. 
Povoamento
O início do povoado conhecido como Salomé (junto de sal e mel, produtos comercializados pelos viajantes) data de aproximadamente 250 anos, quando José Luiz, um tropeiro que viajava de Palmeira dos Índios a Penedo, resolveu morar no local. Abriu uma pequena casa de comércio, na qual hospedava pessoas que passavam por lá. Por muito tempo, José Luiz foi o único morador do local. Com o passar do tempo, outras pessoas acabaram fixando-se na região, passando a ser o tronco das famílias que formaram o povoado. 
A fertilidade das terras chamou a atenção de criadores e agricultores de outras regiões; e em pouco tempo o povoado era um dos mais desenvolvidos, graças as muitas fazendas com dezenas de escravos que asseguravam o movimento do comércio. O desenvolvimento fez com que um grupo de moradores iniciasse a luta pela emancipação política, fato que seria concretizado no dia 31 de maio de 1960, através da Lei n.º 2.229. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Salomé, pelo Decreto Estadual n.º 39, de 11 de setembro de 1890, subordinado ao município de Triunfo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Salomé figura no município de Triunfo. 
Pela Lei Estadual n.º 1.139, de 30 de junho de 1928, o município de Triunfo passou a denominar-se Igreja Nova. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Salomé figura no município de Igreja Nova ex Triunfo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Elevado à categoria de município com a denominação de São Sebastião, pela Lei Estadual n.º 2.229, de 31 de maio de 1960. Desmembrado de Igreja Nova (ex Triunfo). Sede no atual distrito de São Sebastião (ex Salomé). Constituído do distrito sede. Instalado em 22 de julho de 1960. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
A sua área é de 307 km². A cidade situa-se numa ampla planície, ficando a 200 metros de altitude e distando 100 km de Maceió e 27 km de Arapiraca. 
É o terceiro mais importante município do Agreste alagoano, localizando-se geograficamente no sul do estado. A área de influência direta do município atinge uma população de cerca de 300 000 habitantes. 
Clima
Em São Sebastião, o verão é longo, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, agradável, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 33 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar São Sebastião e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,6 meses, de 22 de outubro a 8 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em São Sebastião é março, com a máxima de 33 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 8 de junho a 25 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em São Sebastião é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Vegetação 
A vegetação é predominantemente do tipo Floresta Subperenifólia, com partes de Floresta Subcaducifólia e cerrado/floresta.
Relevo 
O relevo de São Sebastião faz parte da unidade dos Tabuleiros Costeiros (cerca de 70%). Esta unidade acompanha o litoral de todo o nordeste, apresenta altitude média de 50 a 100 metros. Compreende platôs de origem sedimentar, que apresentam grau de entalhamento variável, ora com vales estreitos e encostas abruptas, ora abertos com encostas suaves e fundos com amplas várzeas. De modo geral, os solos são profundos e de baixa fertilidade natural. O restante da área do município (cerca de 30%), se insere na unidade geoambiental das Superfícies Retrabalhadas, formada por áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos e altitudes variando entre 100 e 600 metros.
Hidrografia 
O município de São Sebastião está inserido na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, e é banhado pela sub-bacia do Rio Piauí, cujo principal afluente é o Riacho do Meio. Cortando a porção central do município, no sentido noroeste-sudeste, temos o Rio Jurubeba. O padrão de drenagem é do tipo dendrítico. Todo esse sistema fluvial deságua no Rio São Francisco.
Economia
A economia no município baseia-se no cultivo de abacaxi, amendoim, banana, batata-doce, cana-de-açúcar, coco da baía, fava, feijão, fumo.. O município apresenta também fontes de renda como a pecuária e o artesanato em geral, destacando a renda de bilro. 
Patrimônio natural
Serra das Porteiras, Grota da Gia, Morro da Gia, Vale da Perucaba, Serra da Marába, Reserva de Mata Atlântica, Bolívar do Valle Ferro, Aldeia Karapotó e Terra Nova. 
Espaços culturais
Clube Municipal, onde acontecem suas atividades culturais, educativas e festivas. 
Turismo
Uma das principais atrações de São Sebastião AL são suas praias deslumbrantes. A Praia do Pontal é ideal para quem busca tranquilidade, com suas águas calmas e areias finas. Já a Praia de Barra de São Miguel é perfeita para os amantes de esportes aquáticos, como kitesurf e stand-up paddle.
Outras atrações turísticas de São Sebastião são: Centro Histórico de São Sebastião; Praça Pôr do Sol; Mirante da Praia de Maresias; Cachoeira da Serpente; Igreja Matriz de São Sebastião; Pedra da Cruz e Paróquia Nossa Senhora do Amparo.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Site da Prefeitura Municipal .

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

SÃO LUÍS DO QUITUNDE - ALAGOAS

São Luís do Quitunde é um município brasileiro do estado de Alagoas. A população de São Luís do Quitunde, em Alagoas, era de 30.873 pessoas no Censo do IBGE, de 2022.
História
A cidade de São Luís do Quitunde foi originada de uma pequena aldeia indígena, descoberta em 1624 pelo holandês Albert Sourth. 
Os holandeses, quando estiveram em São Luís do Quitunde, ergueram um forte à margem do rio Sauassuí (atual rio Paripueira) e ainda um canal revestido de ladrilhos, para escoar a madeira. 
A intensificação do povoamento se deu por volta de 1870, quando surge o comércio no Engenho Castanha Grande. O engenho pertencia ao major Manoel Cavalcante, que doou a seu filho, Joaquim Machado Cavalcante, as terras do Engenho Quitunde, onde foi fundado o povoado e para onde transferiu a estrutura do Engenho Castanha Grande. 
O comércio do açúcar desenvolveu o povoado e mais casas comerciais foram surgindo. 
Elevado à condição de município com o nome de São Luís do Quitunde (Lei Estadual n.º 15, de 16 de maio de 1892) em 1892, desmembrada de Passo de Camaragibe. Quitunde era o nome do Engenho e São Luís foi uma homenagem ao rei Luís da França. 
Formação Administrativa
Distrito criado com denominação de São Luís do Quitunde, pela Lei Provincial n.º 869, de 22 de junho de 1882. 
Elevado à categoria de vila com denominação de São Luís do Quitunde, pela Lei Provincial n.º 851, de 23 de junho de 1879, desmembrado de Passo de Camaragibe. Sede na povoação de São Luís do Quitunde. Instalado em 16 de maio de 1892. 
Elevado à condição cidade com a denominação de São Luís do Quitunde, pela Lei Estadual n.º 15, de 16 de maio de 1892. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: São Luís do Quitunde e Flexeiras. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município de São Luís do Quitunde aparece constituído de 3 distritos: São Luís do Quitunde, Flexeiras e Barra de Santo Antônio Grande. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.909, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Barra de Santo Antônio Grande passou a denominar-se Barra de Santo Antônio. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: São Luís do Quitunde, Barra de Santo Antônio (ex-Barra de Santo Antônio Grande) e Flexeiras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Estadual n.º 2.216, de 28 de abril de 1960, é desmembrado do município São Luís do Quitunde o distrito de Flexeiras. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: São Luís do Quitunde e Barra de Santo Antônio. 
Pela Lei Estadual n.º 2.285, de 20 de agosto de 1960, é desmembrado do município de São Luís do Quitunde o distrito de Barra de Santo Antônio. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
A cidade dista 52 km de Maceió pela rodovia AL-101 e AL-413. 
Possui belos campos verdes junto a um pequeno rio que passa pela cidade. 
Clima
Segundo dados da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, em operação desde setembro de 2008, a menor temperatura registrada em São Luís do Quitunde foi de 16,2 °C em 12 de agosto de 2016 e 14 de julho de 2018 e a maior atingiu 37,3 °C em 26 de novembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 185,8 milímetros (mm) em 30 de março de 2016. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 140,4 mm em 29 de abril de 2011, 128,8 mm em 05 de junho de 2010, 115,2 mm em 5 de maio de 2011, 113 mm em 21 de maio de 2017, 110,4 mm em 24 de maio de 2011, 108,6 mm em 25 de maio de 2017 e 102,2 mm em 29 de junho de 2015. A rajada de vento mais forte alcançou 16,7 m/s (60,1 km/h) em 23 de outubro de 2008. O menor índice de umidade relativa do ar ocorreu na tarde de 26 de novembro de 2011, de 28%. 
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostram que a localidade apresenta um clima com média pluviométrica anual de 1793,1 mm e temperatura média anual de 25,4 °C.
Economia
Sua principal atividade econômica é o plantio de cana de açúcar, o comércio e a bubalinocultura (criação de búfalos). 
São Luís do Quitunde - AL é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
De janeiro a julho de 2025, foram registradas 806 admissões formais e 1,8 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -953 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -1286.
Até agosto de 2025 houve registro de 16 novas empresas em São Luís do Quitunde, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 23 empresas.
Folclore da região
As principais representações folclóricas são pastoril, cavalhada, banda de pífanos, cocos-de-roda, capoeira, baianas e quadrilhas juninas. 
Artesanato
A produção de artesanato de São Luís do Quitunde é composta de cestas, sacolas, chapéus, esteiras, vassouras, baús, trançados, trabalhos de palha, utensílios de barro (potes, panelas, vasos, etc), entre outros. 
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

PILAR - ALAGOAS

Pilar é um município brasileiro do estado de Alagoas. Pertence à Região Metropolitana de Maceió. Ocupa uma área de 248,975 km². Sua população em 2022, conforme censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 27.619 habitantes, sendo o 15° município mais populoso de Alagoas. Faz divisa com cidades como Atalaia, Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte, Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos e Boca da Mata entre outras às quais é ligada pelas BR-101, BR-424/316 e AL-407. 
História
A região onde hoje está o município do Pilar já era povoada desde os tempos das capitanias hereditárias, quando Alagoas pertencia à Capitania de Pernambuco, com a presença dos índios cariris no complexo lagunar Mundaú-Manguaba. As margens da Lagoa do Sul (Manguaba) formou-se uma pequena vila de pescadores e no século XVII, Gabriel Soares da Cunha, fundou o Engenho Velho, que denominava-se como São Gabriel, que em 1750 passou a pertencer ao português Mateus Casado de Lima, que também era proprietário de vários Engenhos, entre eles o Engenho Pilar, edificado nas terras do Engenho Velho e o Campinas, em Santa Luzia do Norte. 
Foi a partir da implantação dos engenhos de açúcar que a vila chamada de Pilar começou a crescer. Esse engenho, que deu origem à cidade do Pilar ficava localizado nas proximidades da Igreja do Rosário, inaugurada em 1 de novembro de 1800, onde existia a Capela de São Mateus, que foi o primeiro padroeiro do lugar. 
Em 8 de maio de 1854, através da Lei Provincial n.º 250, foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Pilar e três anos depois, em 1º de maio de 1857, através da Lei Provincial nº 321, Pilar foi elevada à categoria de vila. Com o progresso, em 16 de março de 1872, através da Lei n.º 624, Pilar obteve sua autonomia administrativa, desligando-se do município Atalaia e a Lei n.º 626 da mesma data, lhe outorga o foro de cidade. 
Em 1º de janeiro de 1944 passa a se chamar "Manguaba", denominação que perdura até 17 de setembro de 1949, quando voltou a se chamar Pilar pela Lei n.º 1.473. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Pilar, pela Lei Provincial n.º 250, de 08 de maio de 1854. 
Elevado à categoria de vila com denominação de Pilar, pela Lei Provincial n.º 321, de 1º de maio de 1857, desmembrado de Alagoas. Sede na antiga povoação de Pilar. Constituído do distrito sede. Instalado 12 de setembro de 1857. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Pilar, pela Lei Provincial n.º 626, de 16 de março de 1872. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.909, de 30 de dezembro de 1943, o município de Pilar passou a denominar-se Mangaba. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Mangaba é constituído de distrito sede. 
Pela Lei Municipal n.º 1.473, de 17 de setembro de 1949, o município de Mangaba voltou a chamar-se Pilar. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Pilar localiza-se a 09º35'50" de latitude sul e 35º57'24" de longitude oeste, a uma altitude de 13 metros acima do nível do mar. 
Clima
O clima é tropical atlântico, típico da zona do litoral. Os meses mais quentes vão de novembro a março, quando a temperatura chega a 36ºC. Na época mais menos quente, que geralmente vai de maio a agosto, a temperatura mínima chega raramente a 20ºC. O vento predominante é o nordeste, com rajadas frescas no verão e frias no inverno, especialmente as margens da Lagoa Manguaba e umidade relativa do ar elevada em torno de 78%. 
A precipitação média anual é de 1.634,2 mm. 
Vegetação
A vegetação é formada por capoeira e pequenas matas. O plantio da cana-de-açúcar é tradicional na região e feito em grande escala. 
Economia
A economia de Pilar é baseada principalmente na agricultura e pecuária.
Pilar é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
De janeiro a maio de 2025, foram registradas 719 admissões formais e 639 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 80 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 145.
Até junho de 2025 houve registro de 31 novas empresas em Pilar, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 76 empresas.
Cultura e Turismo 
A cidade oferece alguns pontos turísticos como a Orla Lagunar de Pilar, o Mirante do Santo Cruzeiro, a Reserva Ecológica Marabá, entre outros. 
O turismo na região também está ligado à religiosidade, com a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar sendo um ponto importante.
As principais fontes de lazer para o morador de Pilar são: festa da padroeira, vista da lagoa, banho na lagoa, jogo de chimbra e festival do bagre.
Pilar, apesar de ser uma cidade rural, não tem muitas belezas naturais como é de se esperar. Há apenas a precária Lagoa Manguaba, uma lagoa muito limpa em que é despejada todas as redes de esgoto das cidades próximas, além de ser local comum de desova de cadáveres. 
Pilar tem algumas festividades, a maioria delas são famosas somente entre os conterrâneos, as principais festividades são: 
- Festa da Padroeira do Pilar - Festa para a qual todos são convidados.
- Carnaval - Há uma grande rivalidade entre dois (únicos) blocos carnavalescos, os "Leões de Plastico" e "As Caçadoras".
- Festival do Bagre - O Festival do Bagre é um evento no qual sempre  estão presentes as bandas Bandas de Plágio (forró.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

GIRAU DO PONCIANO - ALAGOAS

Girau do Ponciano é um município brasileiro localizado no estado de Alagoas. Pertencente à Mesorregião do Agreste Alagoano e à Microrregião de Arapiraca, localiza-se a oeste da capital do estado, distante desta cerca de 159 quilômetros. Está a 1 367 quilômetros de Brasília, a capital federal, a 24,7 quilômetros da cidade de Arapiraca, a segunda maior cidade de Alagoas e a 28,1 quilômetros de Traipu, que fica às margens do Rio São Francisco. Sua área é de 504,3 km², sendo que 1,2970 km² estão em perímetro urbano. A população de Girau do Ponciano era de 36.102 habitantes em 2022, segundo o censo do IBGE daquele ano.
História
Girau do Ponciano, antigamente denominado Belo Horizonte e depois, Vila Ponciano, figurou como distrito do município de Traipu até a lei estadual Nº 2101 de 15 de julho de 1958 que elevou o distrito à categoria de município, instalado em 1º de janeiro de 1959.
O início
A história de Girau do Ponciano, que no início era uma extensão territorial pertencente a Penedo, registra que o Povoado começou a partir das chegada de dois homens e uma mulher que implantaram uma fazenda e se dedicaram a lavoura, pouco tempo depois a mulher se mudou para Jequié da Praia e um dos homens fixou-se em Tapagem de Porto da Folha(Porto da Folha era um dos nomes primitivo de Traipu) que também pertencia a Penedo, o outro de nome Ponciano Ferreira de Souza continuou na fazenda que o mesmo denominou de Belo Horizonte, devido a bela paisagem do local. Ponciano sobrevivia da lavoura e da caça que era abundante na região, construindo um jirau de madeira as margens da lagoa onde colocava sua caça para proteger dos predadores. Com a chegada de Dona Aparecida Rodrigues, conhecida pelo apelido de Cidade Rodrigues, e, Deus dois filhos: Manoel Rodrigues e Antônio Rodrigues, que implantaram uma nova propriedade, movimentado o local que logo passou a ser chamado de Vila Pomciano, levando o nome do seu primeiro habitante. Não demorou muito para o progresso chegar a vila, com a emancipação de Porto da Folha, hoje Traipu em 1892, a Vila Ponciano passou a pertencer aquele município. Com o desenvolvimento cada vez crescente na Vila Ponciano de em 1943 foi elevada a distrito e despertou o interesse em alguns líderes pela sua emancipação, que, graças a luta incansável desses lideres: Filadelfo Firmino de Oliveira, Manoel Firmino de Oliveira, Amaro José Bezerra, Julio Bispo dos Santos, Pedro Lima de Oliveira, Manoel João Neto, Vicente Ramos da Silva, Luiz de Albuquerque Lima e Luiz Bispo dos Santos a Vila Ponciano foi emancipada por força da Lei Estadual 2102 de 15 de Julho de 1958 com o nome oficial de Girau do Ponciano sendo nomeado um prefeito no mesmo ano e em 1959 tendo sua sede instalada oficialmente.
Desmembramento e elevação a cidade
Desmembrada de Penedo para Traipu em 1892 Em 1943 elevada a distrito em 15 de julho de 1958 emancipada e elevada a cidade.
A emancipação
O desenvolvimento cada vez maior fez com que alguns líderes locais iniciassem um movimento em prol da emancipação política da vila, o que veio a ocorrer em 1958. Dentre os líderes da independência, destacaram-se Filadelfo Firmino de Oliveira, Manoel Firmino de Oliveira, Amaro José Bezerra, Júlio Bispo dos Santos, Pedro Lima de Oliveira, Manoel João Neto, Vicente Ramos da Silva, Luiz de Albuquerque Lima e Luiz Bispo dos Santos. Mesmo os moradores de Traipu não gostando da ideia emancipacionista, pois iriam perder um distrito que lhes trazia bons rendimentos, a vila acabou sendo elevada à categoria de Município autônomo com o nome de Girau do Ponciano, por meio da Lei Estadual nº 2.101, de 15 de julho de 1958. Desmembrando de Traipu, Girau foi instalado oficialmente dia sede em 1959. Depois da emancipação, assumiram o governo municipal, em caráter provisório, dois prefeitos nomeados: José Pinheiro (1958-1959) e Manoel João Neto (1959-1962).
Na primeira eleição para prefeito, o povo escolheu Vicente Ramos da Silva, que governou de 1962 a 1966.
Apesar da sede do Município ter sido instalada em 1° de janeiro, a comemoração, oficial de sua emancipação ocorre em 15 de julho, data da lei de criação.
A passagem de Lampião pelo Município
Certo dia, por volta das 10:00 horas da manhã, no ano de 1938, Lampião chegou a Vila Ponciano, atual cidade de Girau do Ponciano. Na sua chegada, Lampião passou pela casa do senhor Manoel João Neto, o qual ele apelidou de Santinho, por ele ter pedido a Lampião para não incendiar duas lojas de tecidos, mas sim dar os produtos ao povo, pois Lampião veio à procura de dois comerciantes da localidade, os quais eram os donos dessas lojas (que conseguiram fugir às pressas). Após distribuir os tecidos ao povo, Lampião e seus cangaceiros estavam se preparando para partir, foi então que houve a chegada da Volante (que já vinha no encalço), assim houve um pequeno tiroteio seguido da partida de Lampião e seus cangaceiros para destino ignorado. Segundo relatos dos moradores da época, um dos tiros efetuado pelos cangaceiros veio a atingir a cruz em frente à igreja matriz.
Geografia
Localizado na Mesorregião do Agreste Alagoano e na Microrregião Geográfica de Arapiraca, o município de Girau do Ponciano limita-se ao norte com Jaramataia e Craíbas, ao sul com Campo Grande e Traipu, a Leste com Craíbas e Lagoa da Canoa e a Oeste com Traipu.
Natureza
Girau possui rico patrimônio natural. São exemplos os seguintes acidentes geográficos: Riacho Salgado, Lagoa Girau, Açude Salobro Grande e Serra das Cabaças. Também fazem parte desse patrimônio alguns minerais, dentre eles, a pedra calcária. Quanto à sua fauna original, o município apresenta tamanduás, veados, tatus e diversas espécies de aves.
Clima
Em Girau do Ponciano, o verão é longo, quente, seco e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, agradável, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 35 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 37 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Girau do Ponciano e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao fim de outubro.
Educação
Em 2021, Girau é uma das poucas cidades alagoanas, se não a única, a ter escola de ensino médio na zona rural, a Escola José Enoque de Barros, nome do prefeito da cidade que construiu a unidade escolar. A escola foi, desde sua criação em 1986 até o ano de 2000, gerida pelo Município, até que passou para o controle do Estado de Alagoas. A Escola José Enoque de Barros tem servido já há muitos anos a estudantes de outros municípios, como Traipu, Lagoa da Canoa e Craíbas. Além disso, a cidade conta com um Centro de Educação Profissional (CEP), que garante aos jovens girauenses cursos e formações em várias áreas educativas.
Saúde
Girau conta um Hospital Municipal, que leva o nome do ex-prefeito José Enoque de Barros, que construiu a unidade da década de 80. Possui quase 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em breve ganhará um Laboratório Municipal para realização de exames. A cidade ainda conta com equipes do NASF e do programa Melhor em Casa do Governo Federal. No ano 2020 Girau se destacou como uma das cidades mais rápidas no combate a COVID-19 durante a pandemia que afetou o mundo, com a criação de um Hospital de Campanha, sendo a primeira cidade do interior de Alagoas a iniciar os trabalhos de prevenções ao vírus.
Economia
A economia gira em torno da agricultura, da pecuária e do comércio. Predominam na agricultura as pequenas propriedades de lavouras de subsistência. São cultivados, sobretudo, o fumo, a mandioca, o feijão e o milho. Por outro lado, na pecuária, poucos proprietários de vastas extensões de terra dominam o ramo da criação de bovinos.
De janeiro a novembro de 2024, foram registradas 238 admissões formais e 241 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -3 novos trabalhadores.
Até dezembro de 2024 houve registro de 28 novas empresas em Girau do Ponciano, sendo que 9 atuam pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Cultura e arte
Patrimônio cultural
Artesanato

Girau do Ponciano apresenta alguns dos mais belos trançados de palha de Alagoas, e os principais objetos feitos com essa matéria-prima são chapéus, bolsas, esteiras, vassouras e abanos. Cultura do Barro Louças e outros objetos e brinquedos feitos com barro.
Escultor
Ely Neto de Miranda Esculpiu a estátua de Manoel João Neto, Ponciano e outras.
Música
Terra do músico acordeonista Marinho do Acordeom.
Comediantes
É a cidade onde nasceram os comediantes Gustavo e Gleison, donos do canal no YouTube Gustavo Paródias. Atualmente o canal de comédia possui mais de 6 milhões de inscritos.
Folclore
As principais manifestações folclóricas são o Guerreiro e quadrilhas juninas, Dança da Chegança, Carnaval de Rua e Bloco Lenda Viva.
Literatura
Girau do Ponciano possui diversos escritores entre seus cidadãos. Entre eles, pode-se destacar, alguns jovens. Um deles, e bastante notável, é J.S. Junior, o primeiro da cidade a publicar um livro de ficção. Com apenas 17 anos, Junior escreveu o livro “Chuck Stone, Volume 1 - No Frio da Guerra”, uma trama sobre espionagem e sobre a Guerra Fria. Ele também escreveu seu segundo livro em 2019, o e-book “Uma Vez Ferida” disponível no site de compras, Amazon. Outro que tem livro publicado (na Amazon) é o jornalista, advogado, ativista social e escritor Jacob Barros, com seu livro de cordel "A visita do canidato". Jacob Barros também é autor, dentre outras obras, do cordel "Minha gente de Girau" e do cordel "O sonho de Ponciano", que conta a história do município de forma lúdica e com imaginação, sendo uma verdadeira aula sobre a história local e uma homenagem ao fundador da cidade, às figuras marcadas na história ponciense e à própria cidade e seus moradores. A cidade também tem como jovem escritor o professor Flávio Sobral, que tem diversos cordéis publicados e que tem buscado contar a história do munícipio por meios de seus cordéis. Outro que se destaca no cenário da literatura é José Paulo dos Santos, Paulinho da Julita, com uma revista em quadrinhos Poncioninho, destratando a história e criando o desenho animado do garoto PONCIANO, além do escritor, declamador e poeta girauense Douglas Dias, que tem cordéis escritos desde os 12 anos de idade.
Turismo
As principais atrações turísticas da cidade são: Planetário e Casa da Ciência; Museu do Esporte; Casa de Cultura de Arapiraca; Concatedral de Nossa Senhora do Bom Conselho; Partage Arapiraca Shopping; Ilha do Ouro e Parque Ernestão.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 5 de março de 2025

TEOTÔNIO VILELA - ALAGOAS

Teotônio Vilela é um município brasileiro do estado de Alagoas. Localiza-se na Zona da Mata, Mesorregião do Leste Alagoano,
História
Até a década de 1950, a história deste município se confundia com a do município de Junqueiro, pois até aquela época as terras da sede do atual município de Teotônio Vilela faziam parte de uma propriedade agrária chamada de Fazenda Risco que estava situada na zona rural de Junqueiro. Até então, não havia registro de qualquer núcleo populacional na região.
O estabelecimento de um núcleo populacional somente ocorrerá em meados do ano de 1955 por causa do surgimento de uma feira livre em uma área da referida propriedade rural situada nas proximidades do km 171 da BR-101, perto do rio Coruripe.
A narrativa popular que compõe o mito fundador do município de Teotônio Vilela construído pela história oral relata que a feira livre, que posteriormente seria conhecida como feira de Chã da Planta e que daria início à cidade-sede do atual município, originou-se de um incidente ocorrido no km 171 da BR-101, em 1955, envolvendo um caminhão que transportava produtos alimentícios de Coruripe para Arapiraca que teve um pneu furado. Por causa da dificuldade na época em realizar a manutenção do veículo para o prosseguimento da viagem, os proprietários da carga decidiram vender essas mercadorias no próprio local do incidente aos transeuntes que passavam pela rodovia.
A partir de então, o comércio eventual foi se tornando rotineiro, especialmente aos domingos, e a localidade que somente possuía uma casa foi se transformando no povoado conhecido como Chã da Planta. Este passou a abrigar regularmente a feira livre que atraía os trabalhadores dos diversos canaviais, tais como os de Brejo dos Pacheco, São Mateus dos Sampaio, Peri-Peri dos Rolemberg, Rocheira dos Costas, Novo do Seu Demétrio, Gravatá dos Alexandres, Bicas e Cachoeira, e também os moradores da região.
Em 1958, esse povoado passou a ser conhecido como Vila São Jorge, principalmente após ter recebido um maior fluxo de comerciantes e cliente que se deveu, de acordo com a memória local, ao fato de um grupo de feirantes ter deixado a vila situada na Usina Cansanção de Sinimbú e ter se estabelecido na localidade conhecida até aquele período como Chã da Planta.
Em 1966, o Município de Junqueiro determinou a mudança da localização da feira livre do lado norte da estrada, região que futuramente se tornaria o bairro vilelano de Sebastião Vilela dos Santos, para o lado sul da estrada, em uma área onde estava situada a edificação construída pela Prefeitura Municipal para armazenar produtos agrícolas e também servir como mercado público. A partir desse ano, a população local passou a chamar a localidade de Feira Nova.
Em 1973, a usina Seresta se implantou na região dando impulso à economia da região e promovendo um maior adensamento populacional na vila. O Município de Junqueiro passa a investir mais na infraestrutura local e os moradores ficam bastante dependentes dos usineiros da região.
Em 1983, após a morte do senador Teotônio Vilela, a localidade de Feira Nova de Junqueiro passou a abrigar um distrito agroindustrial denominado de Distrito Industrial Senador Teotônio Vilela, criado para homenagear o político falecido.
Em 12 de dezembro de 1986, após a realização de um plebiscito, ocorreu a emancipação política do povoado que abrigava o distrito agroindustrial e, então, surgiu o município de Teotônio Vilela, por meio da Lei Estadual nº 4.831, de 1986, alterada pela Lei Estadual nº 1.987, reunindo áreas dos municípios de Junqueiro, de Coruripe e de Campo Alegre.
Entre 1986 e 1988, por determinação de Fernando Collor, governador de Alagoas na época, foi nomeado para governar provisoriamente o novo município, o político e fazendeiro José Pereira da Silva (vulgo Adelson Pereira), pertencente ao clã político dos Pereira que ao longo do século XX controlou a política de Junqueiro, enquanto as eleições diretas eram organizadas.
A primeira eleição municipal realizada em Teotônio Vilela ocorreu em 1988 e, após uma disputa entre o empresário e fazendeiro Fernando José Torres (PMDB), um político descendente do Barão de Água Branca que foi apoiado por Adelson Pereira e pela Usina Seresta, e o também fazendeiro Jorge Pacheco, proprietário das Fazendas Risco e Engenho Brejo. Esta disputa entre fazendeiros pertencentes às oligarquias locais terminou com a vitória de Fernando Torres, que se tornou o primeiro prefeito eleito por voto direto do município, vindo a tomar posse em 1989.
Em 1990, o galpão e mercado público construído na década de 1960 para dar apoio à feira livre responsável pela origem do município foi demolido e deslocado, juntamente com a feira, para a extremidade ao Sul do atual Centro urbano da cidade de Teotônio Vilela.
Em 21 de março de 2017, por meio da Lei Municipal nº 981/17, ocorreu o tombamento da feira livre de Teotônio Vilela como patrimônio cultural imaterial.
Geografia
Demografia

De acordo com o censo do IBGE de 2022, o município de Teotônio Vilela possuía uma população de 38.053 habitantes.
Clima
A temperatura máxima pode chegar a 32°C. Os ventos podem chegar a 23 km/h.  A umidade relativa do ar pode ficar em 75%. A sensação térmica pode chegar a 33°C
Economia
Teotônio Vilela é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios. Por outro lado, a baixa regularidade das vendas no ano é um fator de atenção.
De janeiro a agosto de 2024, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,7 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -267 novos trabalhadores.
Até setembro de 2024 houve registro de 43 novas empresas em Teotônio Vilela, sendo que 2 atuam pela internet.
Subdivisões administrativas
O município é dividido territorialmente em 2 distritos: a sede e o distrito chamado de Gerais.
Cultura
Patrimônio imaterial

-  Feira livre de Teotônio Vilela (patrimônio cultural municipal).
Feriados municipais
São feriados municipais vilelanos :
- Dia de Santos Reis (06 de janeiro)
- Dia da Emancipação Política do Município de Teotônio Vilela e da sua Padroeira Nossa Senhora de Guadalupe (12 de dezembro)
Referências para o texto: Wikipedia ; Caravela .

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

ATALAIA - ALAGOAS

Atalaia é um município brasileiro localizado no estado de Alagoas. Pertencente à Mesorregião do Leste Alagoano e à Microrregião da Mata Alagoana, localiza-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 48 quilômetros. Sua população, conforme censo do IBGE de 2022, era de 37.512 habitantes, sendo assim um dos mais populosos do estado de Alagoas e o primeiro de sua microrregião. Sua área é de 534,2 km², sendo que 1,7041 km² estão em perímetro urbano.
A cidade fica a 48 km da capital do estado, Maceió. Tradicional cidade alagoana, Atalaia tem sua história marcada não somente pelo episódio da destruição do Quilombo dos Palmares, mas também pelo fato de, em suas terras, ter surgido a primeira usina de açúcar de Alagoas, uma das maiores do Brasil, em sua época: A Usina Brasileiro.
Origem do nome
Há duas hipóteses para a origem do nome "Atalaia". A primeira afirma que o nome se deve ao fato de que as tropas comandadas por Domingos Jorge Velho, contratado para destruir o Quilombo dos Palmares ficavam de "atalaia" (vigilância). Porém, essa hipótese não é bastante aceita pelos historiadores, pois o nome do município foi dado por D. José I somente em 1764, em homenagem, provavelmente ao Visconde de Atalaia, fidalgo português muito amigo de D. José I. Esta é a hipótese mais aceita. Contribui para isso o fato de que Atalaia começou a ser povoada por volta de 1692, tendo tido como primeiro nome Arraial dos Palmares. Portanto, até o ano de 1764, não há menção nos registros históricos do nome Atalaia.
História
O território fez parte do Quilombo de Palmares e, com a destruição deste, os vencedores receberam, em doação, as terras conquistadas, cabendo a Domingos Jorge Velho seu território que então veio a se formar povoado, com a construção de igreja dedicada a Nossa Senhora das Brotas, padroeira do lugar e festejada no dia 2 de fevereiro. A cidade chegou a conhecer um período de prosperidade que, mais tarde, se arrefeceu de modo que perdeu a relevância econômica regional.
A ocupação das terras onde hoje situa-se o município iniciou-se por volta de 1692 por Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista contratado pelo então Governador da Província de Pernambuco Fernão de Souza Carrilho para destruir o Quilombo dos Palmares. Domingos Jorge Velho havia recebido do governo português a promessa de uma sesmaria (seis léguas de terra), como recompensa pela destruição do Quilombo dos Palmares. Com a destruição de Palmares, e a consequente morte de Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro de 1695 o bandeirante esperou o cumprimento da promessa, e se estabeleceu no atual bairro da Cidade Alta, de onde ficava de vigilância (atalaia), durante a luta contra os negros palmarinos. O bandeirante batizou a nova povoação de Arraial dos Palmares.
Lá, por volta de 1697, Domingos Jorge Velho mandou construir a Capela de Nossa Senhora das Brotas - a primeira edificação de Atalaia - santa que considerava como sua protetora. Esta é ainda hoje a padroeira de Atalaia. Para tentar agradar à Coroa Portuguesa, Domingos Jorge Velho lhe envia carta comunicando o desejo de que a povoação iniciada por ele passasse a se chamar Vila Real de Bragança, para que a mesma ficasse sob a proteção da Casa de Bragança, para que mais rápido se desenvolvesse. Porém, o pedido foi negado por D. José I. No final de 1700, Domingos Jorge Velho morre sem, no entanto, receber da Coroa Portuguesa o decreto de doação da sesmaria. Apesar do crescimento da povoação, o Arraial dos Palmares não era reconhecido pelas autoridades. Somente em 12 de março de 1701, o Governador da Província de Pernambuco recebe Carta Régia determinando a criação oficial do arraial, porém com o nome de Arraial de Nossa Senhora das Brotas. No entanto, este nome não caiu no gosto dos habitantes, permanecendo os habitantes utilizando a denominação Arraial dos Palmares. Somente em 1716, os filhos e a esposa de Domingos Jorge Velho recebem o decreto que doa a sesmaria onde hoje localiza-se Atalaia, como recompensa pela destruição dos Palmares.
Durante o governo do 10º Ouvidor da Província de Alagoas, Manuel Álvares, os habitantes do Arraial dos Palmares, por seu intermédio, solicitaram ao governo português a elevação do arraial à categoria de vila. D. José I atendeu em parte às reivindicações da população, elevando o Arraial dos Palmares à categoria de vila, porém, com o nome de Vila de Atalaia, em homenagem ao Conde de Atalaia, seu amigo particular. Este decreto data de 1 de fevereiro de 1764, considerada a data de sua fundação. Foi a quarta vila criada em Alagoas, depois de Porto Calvo, Marechal Deodoro (antiga Alagoas) e Penedo. Em 5 de março de 1891 Atalaia é elevada à categoria de cidade, pelo governador Manuel de Araújo Góes.
Clima
Em Atalaia, o verão é longo, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, agradável, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 32 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 35 °C.
Baseado no índice de praia e piscina, a melhor época do ano para visitar Atalaia e realizar atividades de clima quente é do meio de agosto ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 5,3 meses, de 31 de outubro a 10 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Atalaia é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 23 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 9 de junho a 1 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Atalaia é julho, com a mínima de 20 °C e máxima de 27 °C, em média.
Economia
Atalaia é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 270 admissões formais e 1,5 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -1262 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 16 novas empresas em Atalaia, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Cultura
O Museu do Banguê, onde são colecionadas antigas e interessantes peças de engenhos é uma das marcas da vida cultural na cidade, que foi o quarto núcleo de povoamento de Alagoas e cidade mãe dos municípios de União dos Palmares, Capela, Cajueiro, Viçosa, Pindoba, Chã Preta e Murici.
Turismo
Terra tradicional do pitu (camarão de água doce), Atalaia tem nas festividades sua marca pessoal. Os destaques ficam com a festa da padroeira Nossa Senhora das Brotas (2 de fevereiro), as cavalhadas e vaquejadas nos parques Graziela Thianny e Vicente Basílio, além dos tradicionais bailes do Centro Social Atalaiense.
A praia de Barra Grande, em Maragogi, lidera a preferência do público com 21,3% do total dos interessados, o tour por São Miguel dos Milagres foi a escolha de 20,8% das pessoas, já a Praia do Gunga em Roteiro com o city tour por Maceió finalizam o top 3, com 15,3% das escolhas.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark ; SECULT - Secretaia Municipal de Cultura .

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

SANTANA DO IPANEMA - ALAGOAS

Santana do Ipanema é um município brasileiro do estado de Alagoas, com uma população, conforme censo do IBGE de 2022, de 46.220 habitantes e um território de 437,875 km². Sua altitude média é de 250 m acima do nível do mar, e tem temperaturas que variam de 19 °C a 39 °C.
História
Foi primitivamente chamado Sant'Ana da Ribeira do Ipanema, por estar situado à margem do Rio Ipanema ou Panema. Ipanema é palavra indígena: ypanema - água ruim, imprestável. Passou a se chamar, depois, Santana do Ipanema.
A atual cidade de Santana do Ipanema, nos últimos anos do século XVIII, era um arraial habitado por índios e mestiços. Por essa época chegou à região o padre Francisco José Correia de Albuquerque, missionário natural de Serinhaém, em Pernambuco.
Com a chegada, vindos de Penedo, dos irmãos Martins e Pedro Vieira Rego, descendentes de portugueses e tendo conhecimento de que na Ribeira do Panema, primeiro nome da localidade, existiam extensões de terras devolutas e estando interessados na agricultura e na pecuária, resolveu Martins ir ao Rio de Janeiro pleitear uma sesmaria.
Conseguindo seu intento, foi-lhe doada uma extensão de doze léguas, aproximadamente, de nascente a poente, ou seja, da serra do Caracol à ribeira do Riacho Grande e outras tantas léguas de norte a sul, da ribeira dos Dois Riachos à ribeira dos Cabaços. Os irmãos e suas famílias fixaram-se à margem esquerda da ribeira do Panema, num local cercado de colinas, próximo às serras da Camonga do Poço, Caiçara e Gugy. Como eram trabalhadores, prosperaram. Novas fazendas foram sendo organizadas e entregues aos filhos e filhas de Martins.
A freguesia foi criada em 24 de fevereiro de 1836, pela Lei nº 9, sob a invocação de Sant Ana.
Através da Resolução de nº 681, de 24 de abril de 1875, tornou-se vila e pelo artigo 6º da mesma Lei foi desmembrado do território de Traipu. A Lei nº 893, de 31 de maio de 1921, elevou-a a categoria de cidade.
Possui vários povoados entre eles São Felix, Olho D'Água do Amaro, Poço da Pedra, Óleo e Areia Branca, sendo este último o maior e mais urbanizado com mais de 14 ruas, das quais menos de duas são pavimentadas e não existe tratamento de esgoto. Areia Branca possui: 01 centro de saúde (PSF), 03 escolas públicas, 01 biblioteca, 01 rádio comunitária, 01 Associação de Desenvolvimento Comunitário, 01 quadra para a prática de esportes além de um comércio local em crescente desenvolvimento. 
Hidrografia
O principal recurso hídrico de Santana do Ipanema é o rio Ipanema, que tem sua nascente em Pernambuco e foz na Barra do Ipanema, formada pelo Rio São Francisco. Outras fontes de água são o rio Camuxinga, os riachos Grande e do Bode, as lagoas Grande e João Gomes e o açude do Bode. 
Economia
Santana do Ipanema é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2024, foram registradas 1,2 mil admissões formais e 1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 150 novos trabalhadores.
Até setembro de 2024 houve registro de 65 novas empresas em Santana do Ipanema, sendo que 6 atuam pela internet.
Educação
A cidade conta com o ensino superior das seguintes instituições: Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL); Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Instituto Federal de Alagoas (IFAL).
Clima
Em Santana do Ipanema, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é abafado e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 38 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Santana do Ipanema e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de outubro.
Esporte
O representante do município no Campeonato Alagoano de Futebol é o Ipanema Atlético Clube, mandando seus jogos no Estádio Arnon de Mello que tem capacidade para 6000 pessoas. O Ipanema, que é conhecido como canarinho do sertão, já foi vice-campeão do Torneio Acesso de 1989 e vice-campeão do Campeonato Alagoano da 2ª divisão de 2005.
Santana do Ipanema tem grande tradição no handebol, principalmente na categoria feminina, na qual algumas atletas já foram convocadas para a seleção brasileira de handebol.
O município conta ainda com a prática de esportes radicais, tais como escalada esportiva, escalada tradicional, boulder, rapel e slack-line.
Eventos
São os seguintes os eventos de destaque em Santana do Ipanema: Carnaval; Emancipação Política, realizada no mês de abril; Festas juninas; Festa de Senhora Santana, realizada no mês de julho; Festa da juventude, realizada no mês de julho; Festa Fura Olho, realizada no domingo da Festa da Juventude; Moto Fest, realizada no mês de setembro e Festa de São Cristovão, realizada no mês de outubro.
Referência para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

DELMIRO GOUVEIA - ALAGOAS

Delmiro Gouveia (anteriormente Pedra) é um município brasileiro no estado de Alagoas, Região Nordeste do país, localizado na Mesorregião do Sertão Alagoano, Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco, na latitude 9,38° S e longitude 37,99° O. Tem área de 605,395 km². Faz divisa com os municípios alagoanos de Pariconha, Água Branca e Olho d'Água do Casado, e com os estados de Pernambuco, Sergipe e Bahia. Está localizada a 256 metros acima do nível do mar.
Delmiro Gouveia é o único município de Alagoas que faz divisa com a Bahia, e um dos dez únicos municípios brasileiros a fazerem divisa com três ou mais outros estados ou países ao mesmo tempo.
De acordo com o censo 2022 do IBGE, a população de Delmiro Gouveia era de 51.319 habitantes, sendo a cidade mais populosa e mais influente do Sertão Alagoano.
Topônimo
A cidade tem esse nome em homenagem ao industrial cearense Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, responsável pela implantação de vários empreendimentos na região.
História
As terras do atual município de Delmiro Gouveia, somadas às de Mata Grande, Piranhas e Água Branca, faziam parte das sesmarias que foram levadas a leilão, em Recife, no ano de 1769. O capitão Faustino Vieira Sandes, arrematador das terras, instalou uma fazenda de gado e, a partir daí, começaram a desenvolver-se os núcleos de povoamento. Os três irmãos da família Vieira Sandes foram os primeiros habitantes das terras onde hoje está situado o município, segundo consta nos registros da Prefeitura Municipal. Foi o capitão Faustino Vieira Sandes quem arrematou as terras e nelas instalou uma fazenda de gado que deu origem aos primeiros núcleos de povoamento.
Entre os núcleos formados, estava o povoado de Pedra, assim denominado devido às rochas existentes no lugar. Esse povoado se constituiu a partir de uma estação da ferrovia de propriedade da empresa britânica Great Western Railway.
Um fato importante da história da região foi a visita do Imperador D. Pedro II à cachoeira, datada de 20 de outubro de 1859 e assinalada por um marco de pedra, erguido no local.
Em 1871, o livro Geografia Alagoana de Tomaz do Bomfim Espíndola, não faz nenhuma referência a existência do povoado Pedra. Em 1897, no Almanaque Administrativo do Estado de Alagoas, o local já aparece como um povoado do município de Água Branca.
Delmiro Gouveia
O homem que transformou a história de toda a região somente chegou ao lugarejo em 1903, vindo do Recife. Negociando com couros de bovinos e peles de caprinos, Delmiro Gouveia estabeleceu-se naquelas plagas. Para poder montar uma indústria de linhas, obteve a isenção de impostos. Conseguiu também uma concessão para explorar as terras áridas daqueles rincões, bem como para construir uma usina hidrelétrica, utilizando a energia de uma das várias cachoeiras do rio São Francisco presentes no município. Em 1913, começou a funcionar a usina hidrelétrica de Angiquinho, a segunda da América do Sul (a primeira foi a de Marmelos, em Minas Gerais), que fornecia energia elétrica para todo o vilarejo. A Companhia Agro-Fabril Mercantil, indústria que fabricava linhas de coser, foi instalada em 1914, atraindo muitos moradores para a região e trazendo o desenvolvimento.
A fábrica proporcionou grande geração de empregos, transformando aquela área na primeira vila operária do Sertão. Além da energia elétrica, a vila dispunha ainda de água encanada, telégrafo, telefone, tipografia, capela, cinema, lavanderias, fábrica de gelo, grandes armazéns de depósitos e escola para crianças e adultos. Os habitantes não pagavam pela água e eletricidade consumidas, mas não podiam portar armas nem consumir bebidas alcoólicas. Quem jogasse lixo nas ruas recebia uma multa, para conscientizar-se do seu erro e preservar a limpeza pública. As casas dos moradores tinham um alpendre largo na frente, ao estilo das construções italianas, e possuíam quatro cômodos. Grande foi o progresso e enorme a prosperidade da vila graças ao arrojado empreendimento, que concorria com poderosos grupos multinacionais.
Infelizmente, após o assassinato de Delmiro Gouveia, em 1917, os herdeiros não conseguiram manter a empresa por muito tempo. Em 1927, a firma pernambucana Menezes Irmãos e Cia. comprou as ações dos proprietários. Os novos empresários, sem o apoio necessário do governo, não conseguiram superar a crise financeira e restabelecer o funcionamento da fábrica. Enfim, em 1929, sem perspectivas de viabilidade, a fábrica e todos os acessórios foram vendidos à empresa britânica Machine Cottons (atualmente Coats Corrente no Brasil), que imediatamente mandou fechar e desmantelar a fábrica para eliminar a concorrência.
Moreno Brandão, em um artigo escrito para a Agência Brasileira e publicado no jornal Correio Paulistano em 2 de maio de 1930, noticia o falecimento em Maceió do Coronel Manuel Francisco Corrêa Telles, então com 85 anos, e informa ter sido ele quem fundou a localidade chamada Pedra.
Elevação a distrito
Em 1 de novembro de 1938, o decreto-lei 846 criou o distrito com o nome de Pedra, mais tarde renomeado Delmiro pelo Decreto nº 2.909, de 30 de dezembro de 1943. Em 30 de março de 1941, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, que hoje se encontra sob a jurisdição eclesiástica da Diocese de Palmeira dos Índios.
Emancipação
O distrito de Delmiro foi elevado à categoria de município, com a denominação de Delmiro Gouveia, pela Lei Estadual n.º 1.628, de 16 de junho de 1952, sendo desmembrado de Água Branca e instalado em 14 de fevereiro de 1954. O primeiro prefeito do município, Alfredízio Gomes de Menezes, nomeado pelo então governador Arnon de Mello, permaneceu à frente da prefeitura por apenas um ano.
Clima
Em Delmiro Gouveia, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é úmido e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 37 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 39 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Delmiro Gouveia e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de outubro.
A estação quente permanece por 5,3 meses, de 4 de outubro a 14 de março, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Delmiro Gouveia é dezembro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 5 de junho a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Delmiro Gouveia é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 29 °C, em média.
Economia
Delmiro Gouveia é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 570 admissões formais e 463 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 107 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 22 novas empresas em Delmiro Gouveia, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram.
Educação
No ensino superior, Delmiro Gouveia conta com as seguintes instituições.
- Ufal Delmiro Gouveia – Campus do Sertão.
- Faculdade Delmiro Gouveia.
- Centro Universitário Cidade Verde.
Turismo
As principais atrações turísticas da cidade são:
- Museu Regional Delmiro Gouveia - Para os amantes de história, o Museu Regional de Delmiro Gouveia é a melhor atração da cidade! O museu está localizado onde antes era a estação ferroviária, possui um acervo com as antigas peças da estação e conta a história da cidade e do personagem Delmiro Gouveia.
- Usina Hidrelétrica Apolônio Sales. 
- Barragens.
- Igreja Matriz Nossa Senhora Do Rosario.
- Cânions do São Francisco.
- Ponte Dom Pedro II
- Monumento Natural do Rio São Francisco
- Mercado Público de Delmiro Gouveia
- Terminal Rodoviário de Delmiro Gouveia
- Mirante da Gruta do Talhado
- Vale do Sal
- Capela de Nossa Senhora do Rosário
- Praia da Cruz
- Memorial Delmiro Gouveia
- Complexo do Angiquinho - Um passeio histórico, cultural, paisagístico e arquitetônico. O complexo do Angiquinho pode ser visitado gratuitamente de terça a domingo, das 8h às 17h. A antiga usina hidrelétrica, a casa de Delmiro Gouveia e a vista dos cânions do Rio São Francisco juntamente com a vegetação da Caatinga são algumas das paradas do passeio.
- Restaurante Ecológico Castanho - É o restaurante mais famoso da cidade. É a representação perfeita de tudo que há no sertão nordestino quando falamos em gastronomia. Lá, você pode se deliciar com sabores nordestinos e encontrar áreas de lazer às margens do Rio São Francisco.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark .

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

CORURIPE - ALAGOAS

Coruripe é um município do estado de Alagoas, no Brasil. Sua população estimada em 2019 era de 56.933 habitantes. Sua população vive principalmente do cultivo da cana-de-açúcar, coleta de coco, e da pesca, tendo, ainda, outras formas de subsistência como a cultura de maracujá, mamão, abacaxi, feijão, o artesanato, o comércio e o turismo.
Toponímia
"Coruripe" deriva do tupi antigo kururype, que significa "no rio dos sapos", através da composição de kururu (sapo), 'y (rio) e pe (em).
História
Os índios Caetés foram seus primeiros habitantes. O local também sofreu influências culturais dos portugueses, franceses e holandeses.
O Rio Corurygip, batizado com esse nome pelos índios caetés que habitavam a região, significa “Rio de águas e peixes escuros”, deu nome ao município que teve a origem na Vila do Poxim. Com a construção e uma capela, nasceu o povoado, onde eram comercializados ativamente o pau-brasil e outras madeiras. O litoral coruripense ficou conhecido na história por ter sido palco de dois grandes naufrágios: o naufrágio da Nau Nossa Senhora D’Ajuda, que conduziu Don Pero Fernandes Sardinha a Portugal, em maio de 1556, e pelo naufrágio do navegador espanhol Don Rodrigo de Acuaná, em 1560.
Na segunda metade do século XIX, a prosperidade de Coruripe o fez superar a vila do Poxim, a qual era subordinada. Foi elevadas a vila em 1866, e a comarca em 1881. Em maio de 1892, recebeu fórum de cidade. Com a mudança da sede, a freguesia sob invocação de Nossa Senhora da Conceição foi também transferida para Coruripe.
Embora tenha seu desenvolvimento ligado à agroindústria açucareira, o município tornou-se mais conhecido pela beleza de suas praias que atraem cada vez mais turistas. Dentre os vários quilômetros de litoral, destacam-se as praias da Lagoa do Pau, ideal para a pratica de surf, as praias do Pontal de Coruripe, com uma barreira de corais e arrecifes formando uma verdadeira piscina de águas claras e cachoeiras, embelezando ainda mais o cartão postal, praias do Miaí de Baixo e Miaí de Cima e os Baixios de Dom Rodrigo, excelente para a pratica de mergulho. Além das belezas das praias, Coruripe conta ainda com a presença de rios e lagoas, encantando ainda mais os visitantes.
Durante boa parte do ano, Coruripe é sinônimo de festa, tendo inicio em janeiro com a festa de Bom Jesus dos Navegantes e a de São Sebastião, carnaval em fevereiro, São José do Poxim em março, Emancipação Política em maio, festas juninas, São Roque e o Festival de Cultura popular em agosto, e a festa de Nossa Senhora da Conceição.
Clima
Em Coruripe, o verão é longo, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22°C a 31°C e raramente é inferior a 20°C ou superior a 32°C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Coruripe e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao fim de outubro.
Economia
Coruripe é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
De janeiro a julho de 2023, foram registradas 1,6 mil admissões formais e 3 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -1473 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -1500
Até agosto de 2023 houve registro de 47 novas empresas em Coruripe, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram. No ano de 2022 inteiro, foram registradas 77 empresas.
Patrimônio arquitetônico
A igreja de São José do Poxim é um desses marcos, com sua frágil decoração em madeira. A origem desta obra de arte remonta à segunda metade do século XVIII, segundo uma data registrada em um lavabo na sacristia que diz 1762. Existem, porém, dúvidas sobre esta data: sendo assim, esta passaria a corresponder (não com certeza) ao ano de 1717, pois, no seguinte ano, 1718, seria proclamada sede da paróquia, segundo consta no livro de tombo, pelo bispo de Olinda. Nesta igreja, repousam relíquias do povoado tanto religiosas como históricas já que, desde 2006, passou a funcionar um pequeno museu em seu primeiro andar. Entre outras relíquias, podemos citar uma pesada cruz de madeira de origem desconhecida que se encontra na sacristia; a lendária imagem de São José do Poxim; e, segundo uma lenda, um túnel secreto.
A igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Coruripe é um dos cartões-postais da cidade. Antes de ser o que é hoje, foi, em primeiro lugar, uma pequena capela rústica. Graças a um incêndio, o antigo monumento foi destruído, dando lugar em 1887 à atual igreja. Este templo religioso possui um estilo eclético rico em detalhes onde se destacam algumas partes montáveis de madeira. Além disso, pode-se destacar algumas imagens históricas que aí estão, como as de São Sebastião, São José, Santo Antônio, Nosso Senhor Glorioso e a da Padroeira, entre outras, e os falecidos que aí repousam de maneira histórica nas paredes da sacristia. Este monumento perdeu, porém, boa parte de sua originalidade devido à ação do tempo em seu piso e forro originais e nas grades do altar. Conserva, porém, sua rica essência, destacada nos seus altares, coro e púlpito.
O farol do Pontal é um dos símbolos de Coruripe. Está presente no logotipo da prefeitura, no brasão do time de futebol e, desde 2006, no brasão da cidade. Foi construído em 1948 e pertence a um centro de sinalização náutica.
Esporte
O clube de futebol da cidade é a Associação Atlética Coruripe. Na categoria sub-20 a Associação Atlética Coruripe, foi campeã da Copa do Nordeste 2016, quando venceu a equipe do Ceará pelo placar de 1X0. Foi campeão Alagoano 2014, 2015, 2017.
O Estádio Gerson Amaral
O Estádio Municipal Gerson Amaral é um estádio de futebol da cidade de Coruripe, pertencente à Prefeitura do município e atendendo à Associação Atlética Coruripe. Sua capacidade é de sete mil pessoas.
Cultura
Destaca-se o folguedo do Mané do Rosário (Poxim), Cobra Jararaca (Pontal de Coruripe).
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

CAMPO ALEGRE - ALAGOAS

Campo Alegre é um município brasileiro do estado de Alagoas.
Campo Alegre, antigo distrito subordinado ao município de São Miguel dos Campos, foi elevado à categoria de município pela primeira vez pela Lei Estadual nº 2.086, de 26 de dezembro de 1957, mas foi logo extinto em 1958. Pela Lei Estadual nº 2.241, de 8 de junho de 1960, foi recriado o município de Campo Alegre.
A população da cidade de Campo Alegre (AL) chegou a 32.106 pessoas no Censo de 2022 do IBGE.
Infraestrutura
Clima

Em Campo Alegre, o verão é longo, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, agradável, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19°C a 33°C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 35°C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Campo Alegre e realizar atividades de clima quente é do início de agosto ao início de novembro.
A estação quente permanece por 5,4 meses, de 29 de outubro a 10 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31°C. O mês mais quente do ano em Campo Alegre é março, com a máxima de 32°C e mínima de 23°C, em média.
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 9 de junho a 29 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28°C. O mês mais frio do ano em Campo Alegre é julho, com a máxima de 19 °C e mínima de 27°C, em média.
Economia
Campo Alegre é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
Considerado um centro local de baixa influência nos municípios vizinhos, o município de Campo Alegre fica perto da cidade de São Miguel dos Campos, Alagoas. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
Destacam-se positivamente a fabricação e refino de açúcar (219), as lavouras temporárias (39) e os serviços de arquitetura e engenharia e atividades técnicas relacionadas (23).
Até agosto de 2023 houve registro de 18 novas empresas em Campo Alegre, sendo que uma delas atua pela internet.
Educação
Em Alagoas, 27,7% dos alunos da rede pública terminam o Ensino Fundamental com aprendizagem adequada em Língua Portuguesa. No Ensino Médio, são 20,7%. Em Maceió, os patamares são de 27,3% e 24,6%, respectivamente. Além disso, 55 de cada 100 jovens do estado concluem o Ensino Médio até os 19 anos.
Referências para o texto: Wikipédia , Site Caravela , Site Weather Spark .

quinta-feira, 30 de março de 2023

SÃO MIGUEL DOS CAMPOS - ALAGOAS

São Miguel dos Campos é um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua população é estimada em 61.251 habitantes. Sua economia baseia-se no petróleo, gás natural, agricultura canavieira, pecuária, indústria açucareira e de cimento.
Aspectos socioeconômicos
O município é um polo regional de comércio, já que possui muitas empresas das grandes redes de varejo. Encontra-se quase de tudo em São Miguel, e só se vai a Maceió ou a Arapiraca aquele que realmente necessita adquirir produtos mais sofisticados, enquanto que os básicos são encontrados no comércio local.
A cidade de São Miguel dos Campos situa-se inteiramente sobre a bacia sedimentar de Sergipe-Alagoas. Na área do município existem seis campos produtores de petróleo e gás natural, pertencentes à Petrobras: Anambé, Cidade de São Miguel dos Campos, Fazenda Pau Brasil, Furado, Japuaçu e São Miguel dos Campos.
Emprego e renda
A cidade de São Miguel é referência regional e por isso concentra a maior parte do comércio e indústrias da região. Com suas principais vias pavimentadas a cidade tem garantido o escoamento da produção de açúcar e álcool, produzido pelas usinas de Açúcar e Álcool e destilarias instaladas no município, bem como extrativismo de petróleo e gás natural onde o mesmo é transportado pelos gasodutos para outras regiões fora do município. A tradicional feira da cidade, que acontece às segundas-feiras, atrai milhares de pessoas, não só da cidade, mas de grande parte dos municípios que compõem a região.
Transporte rodoviário
No Terminal Rodoviário de São Miguel é possível comprar bilhetes para diversas cidades da região e também para as principais cidades do nordeste, sudeste, sul e centro oeste. Do terminal chegam e partem diariamente ônibus para boa parte das cidades de Alagoas como: Arapiraca, Penedo, União dos Palmares, Palmeira dos Índios e também para a capital do estado, Maceió.
Educação
Em São Miguel dos Campos encontram-se as seguintes unidades de ensino superior: Universidade Estadual de Alagoas, em seu campus IV e IFAL - Instituto Federal de Alagoas (Campus São Miguel).
Cultura
- Taieira -
A taieira, em Alagoas, é um folguedo típico de São Miguel dos Campos, dança folclórica autenticamente de mulatos, ligados aos reinados dos congos e estruturados na época da escravidão. Foi introduzido em como folclore típico miguelense por Jacinto de Andrade Mendonça e Albertina de Andrade, avós de dona Nair da Rocha Vieira (1913-1992), mais conhecida por Nair da Albertina, que dedicou toda vida toda em prol desta manifestação folclórica.
- Feira de Ponte - A feira da Semana Santa já existia desde o século XIX às margens do Rio São Miguel onde os pescadores ofereciam o pescado que iria ser consumido nos dias religiosos a estes juntavam-se comerciantes que vinham de várias partes do Estado de Alagoas e também de outros estados do nordeste para comercializar as suas mercadorias para o povo da terra. Ainda nos dias de hoje além do peixe e alimentos típicos da semana santa há também a venda de artesanato e bazar onde os artistas e vendedores expõem seus trabalhos e mercadorias ao grande como panelas e utensílios de barro, bugigangas, alumínio, objetos de plásticos, roupas, calçados,louças, vidros e tantos outros artigos espalhados pelas ruas centrais da cidade.
Referência para o texto: Wikipédia .