Foz do Iguaçu é um município brasileiro do estado do Paraná.
Segundo artigo publicado pela revista Exame em março de 2014, é o terceiro destino de turistas estrangeiros no país e o primeiro da região sul.
Conhecida internacionalmente pelas Cataratas do Iguaçu, uma das vencedoras do concurso que escolheu as 7 Maravilhas da Natureza, e pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo em tamanho e primeira em geração de energia, que em 1996 foi considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis.
História
Primeiros povos e fundação
Pesquisas arqueológicas realizadas pela Universidade Federal do Paraná no espaço brasileiro do reservatório de Itaipu, antes de sua formação, situaram em 6.000 a.C. os vestígios da mais remota presença humana na região; vários grupos humanos sucederam-se ao longo dos séculos. Os últimos que precederam os europeus (espanhóis e portugueses) eram os índios. Em 1542, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca chegou ao rio Iguaçu e por ele seguiu guiado por índios Caingangues, atingindo as Cataratas e batizando o Paraguai. É registrado como o "descobridor" das Cataratas. Em seu diário, ele narra a própria vivência no início da colonização europeia nas Américas.
Século XIX
Em 1881 Foz do Iguaçu recebeu seus dois primeiros habitantes: o brasileiro Pedro Martins da Silva e o espanhol Manuel González. Pouco depois chegaram os irmãos Goycochéa, que iniciaram a exploração da erva-mate. Oito anos após foi fundada a colônia Militar na fronteira, marco do início da ocupação efetiva do lugar por brasileiros.
A expedição do Engenheiro e Tenente José Joaquim Firmino chegou a Foz do Iguaçu em julho de 1889. Foi levantada a população e identificadas 324 pessoas, em sua maioria paraguaios e argentinos. Mas havia também a presença de espanhóis e ingleses dedicados à extração da erva-mate e da madeira, exportadas via rio Paraná.
Em 22 de novembro do mesmo ano, o Tenente Antônio Batista da Costa Júnior e o Sargento José Maria de Brito fundaram a Colônia Militar, que tinha competência para distribuir terrenos a colonos interessados.
No ano de 1897 foi criada a Agência Fiscal, chefiada pelo Capitão Lindolfo Siqueira Bastos. Ele registrou a existência de apenas 13 casas e alguns ranchos de palha. Nos primeiros anos do século XX a população de Foz do Iguaçu chegou a aproximadamente 2 mil pessoas e o vilarejo dispunha de uma hospedaria, quatro mercearias, um rústico quartel militar, mesa de rendas e estação telegráfica, engenhos de açúcar e cachaça e uma agricultura de subsistência.
Século XX
Em 1910 a Colônia Militar passou à condição de Vila Iguassu, distrito do município de Guarapuava. Dois anos depois, o Ministro da Guerra emancipou a Colônia tornando-a um povoamento civil entregue aos cuidados do governo do Paraná, que criou então a Coletoria Estadual da Vila. Em 14 de março de 1914, pela Lei 1.383, foi criado o município de Vila Iguassu, instalado efetivamente no dia 10 de junho do mesmo ano, com a posse do primeiro prefeito, Jorge Schimmelpfeng, e da primeira Câmara de Vereadores. O município passou a denominar-se Foz do Iguaçu em 1918.
A estrada que liga Foz do Iguaçu a Curitiba tomou sua primeira forma em 1920. Era precária e cheia de obstáculos. Na segunda metade da década de 1950 iniciou-se o asfaltamento da estrada que cortaria o Paraná de leste a oeste, ligando Foz do Iguaçu à Paranaguá, que foi inaugurada em 1969.
Em 1924 os revoltosos da Coluna Prestes saíram da capital paulista iniciando sua marcha pelo interior do estado na direção sudoeste. Ao ingressar no Paraná, conquistaram muitas cidades fronteiriças ao Paraguai e estabeleceram seu quartel-general em Foz do Iguaçu. Permaneceram até 1925, quando atravessaram o rio Paraná penetrando no Paraguai rumo a Mato Grosso.
A história do Parque Nacional do Iguaçu começa no ano de 1916, com a passagem por Foz do Iguaçu de Alberto Santos Dumont, o pai da aviação.
A área pertencia ao uruguaio Jesus Val. Santos Dumont intercedeu junto ao Presidente do Estado do Paraná, Affonso Alves de Camargo, para que fosse desapropriada e tornada patrimônio público. No dia 28 de julho, através do decreto nº 63, foi declarada de utilidade pública, com 1.008 hectares. Em 1939, por decreto do Presidente Getúlio Vargas, a área foi expandida para 156.235,77 hectares.
Em 1994 os decretos nº 6.506, de 17 de maio, e de nº 6.587, de 14 de junho, consolidam e ampliam a área do Parque Nacional, dando-lhes os limites propostos pelo chefe da seção de Parques Nacionais; hoje os limites atuais são 185.000 hectares.
Com a inauguração da Ponte Internacional da Amizade (Brasil - Paraguai) em 1965 e inauguração da BR-277, ligando Foz do Iguaçu a Curitiba e ao litoral, em 1969, Foz do Iguaçu teve seu desenvolvimento acelerado, intensificando seu comércio, principalmente com a cidade paraguaia de Ciudad del Este.
A construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, iniciada na década de 1970, causou fortes impactos em toda a região, aumentando consideravelmente o contingente populacional do município, passando de 33.970 habitantes em 1970 para 136.320 habitantes em 1980, registrando um crescimento de 385%.
Geografia
Relevo
Foz do Iguaçu está localizado no extremo oeste do terceiro planalto paranaense, sendo o município mais a oeste do Paraná. O relevo é suavemente ondulado, o que contribui muito para o desenvolvimento da agricultura. Sua altitude varia em torno dos duzentos metros. A oeste do município corre o rio Paraná, ao sul o rio Iguaçu, ao norte fica o Lago de Itaipu e a sudeste o Parque Nacional do Iguaçu, uma das últimas reservas de mata nativa intacta que existem no Paraná. No sudoeste de Foz os Rios Iguaçu e Paraná se unem formando a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Clima
O clima de Foz do Iguaçu é subtropical úmido mesotérmico, classificado por Köppen como Cfa. A cidade tem uma das maiores amplitudes térmicas anuais do estado, cerca de 14 °C de diferença média entre o inverno e o verão, isto deve-se a uma menor influência da maritimidade do que a que ocorre em outros municípios. Por isso os verões costumam ser muito quentes, com máximas médias em torno dos 33 °C e sensação térmica chegando a cerca de 40 °C, e os invernos apesar de, na média, serem considerados amenos, ainda sim propiciarem quedas bruscas de temperaturas que podem fazer a temperatura cair abaixo de zero durante a passagem de frentes frias com a massas de ar polar na retaguarda. As chuvas costumam ser bem distribuídas durante o ano, com uma pequena redução no inverno, e a precipitação anual é de aproximadamente 1.900 milímetros (mm).
Economia
As principais fontes de renda de Foz do Iguaçu são o turismo, que alavanca também o comércio e a prestação de serviços na região, e a geração de energia elétrica. É o segundo destino de turistas estrangeiros no país e o primeiro da região sul.
Foz do Iguaçu é conhecida internacionalmente por suas atrações turísticas, que trazem visitantes do Brasil e do mundo. As mais famosas são o conjunto de quedas denominadas Cataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu e a Usina Hidrelétrica de Itaipu (maior hidrelétrica do mundo em produção anual de energia).
Além dos tradicionais atrativos da cidade, outro fator de atração de turistas é a possibilidade de compra de produtos com preços reduzidos na vizinha Ciudad del Este. Durante todo o ano é grande o fluxo de sacoleiros (como são conhecidas as pessoas que compram em grande quantidade no Paraguai para revender no Brasil) que atravessam a Ponte da Amizade apenas para comprar, uma vez que normalmente pernoitam em Foz.
Outro atrativo oferecido pelas cidades vizinhas é a possibilidade de conhecer o lado argentino das Cataratas; nas proximidades também é possível frequentar os cassinos, atividade não permitida no Brasil.
Turismo
As principais atrações da cidade são o conjunto de quedas denominadas Cataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu (Patrimônio Mundial Natural da Humanidade tombado pela UNESCO), a Hidrelétrica Binacional de Itaipu (maior hidrelétrica do mundo em produção anual de energia), o Marco das Três Fronteiras, a foz do Rio Iguaçu no Rio Paraná (área onde as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai se encontram), a Ponte Internacional da Amizade (divisa entre Brasil e Paraguai) e Ponte da Fraternidade (divisa entre Brasil e Argentina), o Parque das Aves (com aproximadamente 900 aves de 150 espécies), entre outras.
Educação
Foi escolhida para alocar a Universidade Federal da Integração Latino-Americana. A Universidade, criada pela lei nº 12.189/2010, é uma instituição pública de ensino superior preocupada com a criação de um ambiente multicultural e interdisciplinar capaz de produzir profissionais e pesquisadores voltados para o desenvolvimento econômico, social, cultural e político da região, num espírito de igualdade entre todos os povos e culturas do continente. A universidade é um projeto único na história do ensino superior na América Latina. A sua vocação é a de contribuir para o desenvolvimento e a integração latino-americana, com ênfase no Mercosul, por meio do conhecimento humanístico, científico e tecnológico e da cooperação solidária entre as universidades, organismos governamentais e internacionais. Será uma universidade aberta para a América Latina e Caribe: a metade dos 10.000 alunos e dos 500 professores, previstos como meta, serão selecionados e recrutados nos vários países latino-americanos e caribenhos, sendo a outra metade formada por brasileiros.
No ensino superior público, a cidade ainda conta com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná. No ensino superior privado, há a Faculdade de Foz do Iguaçu (FAFIG), o Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu (CESUFOZ), a Faculdade União das Américas (Uniamérica), e a Faculdades Unificadas de Foz do Iguaçu (UNIFOZ).
Cultura
Gastronomia
A comida típica da cidade é o Pirá de Foz, porém o Dourado (peixe de escamas encontrado no Rio Paraná) Assado faz grande sucesso na gastronomia local. Anualmente, acontece o Concurso do Dourado Assado, atraindo milhares de pessoas. Em Foz do Iguaçu, encontram-se diversos estilos de restaurantes, de variadas gastronomias, inclusive os tradicionais fast foods.
A culinária libanesa também recebe o seu destaque em Foz do Iguaçu, que possui vários estabelecimentos neste segmento, com destaque para o shawarma, um sanduíche feito com carne ou frango, muito apreciado por moradores e turistas.
Literatura
Na literatura contemporânea, um dos bairros de Foz Iguaçu, a Vila Carimã, surge de forma subjetiva na obra do escritor Leonid Bózio, que relata no livro Tempos Sombrios, da série Autofagia, o misticismo local por meio da figura do Pombero, criatura da mitologia Guarani.
Volta Redonda é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país. Situado no Sul Fluminense, também é conhecido como a "Cidade do Aço", por abrigar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). É cortada pelo Rio Paraíba do Sul, que corre de oeste para leste, sendo a principal fonte de abastecimento de água do município e também responsável pelo seu nome, devido a uma curva do rio.
Sua população, estimada para 1º de julho de 2019, era de 273.012 habitantes, distribuídos em uma área de 182,105 km², o que a torna a maior cidade do Sul Fluminense e a terceira maior do interior do estado. Uma pesquisa do IBGE, divulgada em 2013, classificou Volta Redonda como a segunda cidade com a maior vocação poluidora do estado, ficando atrás somente da capital, Rio de Janeiro. Seu santo padroeiro é Santo Antônio e seu lema em latim é Flumen Fulmini Flexit, ou seja, "o rio ante o raio dobrou-se".
Volta Redonda está em uma região estratégica, a 321 km da cidade de São Paulo, maior metrópole do Brasil, e a 131 km da cidade do Rio de Janeiro, segunda maior metrópole nacional e capital fluminense. Também está próxima de cidades-polos regionais de outros estados, como Juiz de Fora (181 km) e São José dos Campos (229 km) e de outras cidades importantes, como Angra dos Reis (93 km), Taubaté (189 km), Petrópolis (149 km), Resende (51 km), Cabo Frio (280 km), dentre outras. Possui o quarto mais alto IDH entre os municípios fluminenses, de 0,771 (em 2010), ficando atrás somente de Niterói e da capital, Rio de Janeiro, no Grande Rio, e de Rio das Ostras.
História
Até meados do século XVIII, a região era habitada pelos índios puris-coroados. A partir de então, começaram a chegar os seus primeiros ocupantes não índios, procedentes de "Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova" (a atual cidade de Resende), à procura de ouro e pedras preciosas.
Em 1765, José Alberto Monteiro obteve, do vice-rei Antônio Álvares da Cunha, conde da Cunha, uma sesmaria à margem do Rio Paraíba do Sul, onde, hoje, se encontra a maior parte do território do município, sendo considerado o primeiro "homem branco" a habitar suas terras. A partir de então, algumas povoações cresceram próximas às grandes fazendas de café que se formaram no século XIX, durante o ciclo do café.
Em 3 de outubro de 1832, foi criado o município de Barra Mansa. Parte considerável de Volta Redonda pertencia às suas terras. Por volta de 1860, foi criado o primeiro núcleo urbano, chamado "Arraial de Santo Antônio da Volta Redonda", no atual bairro histórico de Niterói. Em 1864, foi construída uma ponte de madeira sobre o Rio Paraíba do Sul, o que permitiu o escoamento da produção cafeeira das fazendas da margem direita do rio através do porto, que se localizava na margem esquerda. O porto permitia o comércio fluvial até a cidade de Barra do Piraí.
As primeiras aspirações de autonomia do lugarejo surgem em 1874, quando os moradores pleitearam a elevação do povoado à categoria de freguesia, sendo que, em 1926, Volta Redonda conseguiu o seu estabelecimento definitivo como oitavo distrito de Barra Mansa. As fazendas de café da região foram sendo gradualmente substituídas por fazendas de gado leiteiro quando do declínio da produção cafeeira após a abolição da escravatura, em 1888.
Dessa época até a chegada da Companhia Siderúrgica Nacional, o então distrito denominado Santo Antônio de Volta Redonda (o oitavo do Município de Barra Mansa) cresceu lentamente, com o aparecimento de pequenas indústrias e cooperativas e pouco desenvolvimento estrutural e social.
Então, por volta de 1941, quando a usina começou a ser construída, Volta Redonda ganhou um desenvolvimento incomum, com a chegada de milhares de pessoas em busca de trabalho no "Eldorado" brasileiro. Em 1946, a Companhia Siderúrgica Nacional entrou em operação e a população de Volta Redonda continuou crescendo vertiginosamente com o surgimento de edificações por todos os lados.
Em 17 de julho de 1954, a "Cidade do Aço" se emancipou de Barra Mansa.
No entorno da siderúrgica, foi-se erguendo (na margem direita do Rio Paraíba) a vila operária, chamada então de "Cidade Nova", que só passaria à administração municipal em 1968 e que possuía melhor infraestrutura urbana e de serviços públicos que o restante do município, também chamado de "Cidade Velha" ou "Cidade Livre". Até essa data, a prefeitura da cidade somente administrava a área correspondente à margem esquerda e alguns poucos bairros situados na margem direita, que ainda careciam de vários serviços básicos.
Em 1973, a cidade foi declarada pelo governo federal "área de segurança nacional", situação que perdurou até 1985 e que impossibilitou a população de eleger o prefeito do município, sendo este indicado pelo presidente da República. Na década de 1980, várias greves na Companhia Siderúrgica Nacional (que contava com mais de 30 000 empregados diretos e indiretos na própria empresa e em outras coligadas, somente em Volta Redonda) agitaram o meio político e social do município, culminando, durante a Greve de 1988, com a morte de três operários no interior de sua usina por militares do Exército, o que foi acompanhado de grande mobilização popular.
Em 1993, com a privatização da siderúrgica, a cidade enfrentou redução no crescimento populacional e graves problemas econômicos, que só foram contornados com a intervenção do poder público e com a reorientação da economia municipal para o comércio e a prestação de serviços, sendo, atualmente, a mais forte nesses quesitos no sul fluminense.
A partir de meados da década de 1990, diversas obras de urbanização, remodelação do mobiliário urbano, bem como outras de engenharia de grande porte (viadutos, reforma do Estádio Municipal, praças, escolas, ginásios) deram nova feição à cidade, tida hoje como a de melhor qualidade de vida no interior do estado do Rio, segundo pesquisa feita pela Universidade Federal Fluminense.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Volta Redonda-Barra Mansa. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Vale do Paraíba Fluminense, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Fluminense.
A cidade é limitada pelos municípios de Barra Mansa (Norte, Noroeste, Oeste e Sudoeste), Barra do Piraí (Nordeste), Pinheiral e Piraí (Sudeste e Leste), e Rio Claro (Sul). Juntamente com os municípios de Barra Mansa (7 km de distância), de Pinheiral (15 km de distância) constitui uma aglomeração que ultrapassa os 460 mil habitantes, conforme as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para 2009.
Demografia
A população do município de Volta Redonda, de acordo com o último censo realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado em 1 de dezembro de 2010 é de 257.803 habitantes.
Até o início da década de 1940, Volta Redonda se apresentava como um pequeno povoado, com uma população que não alcançava 3.000 pessoas, concentradas na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, além de pequenos núcleos esparsos. Com o início das obras da Companhia Siderúrgica Nacional sua população saltou para mais de 9.000 pessoas, levando-se em consideração que, aproximadamente dois terços desse contingente era formado dos empregados diretos da empresa. Esta foi, ainda, responsável pelo crescimento demográfico acelerado que se verificou nas décadas seguintes, resultando, já para 1950, quatro anos antes de sua emancipação, uma população fixa de 35 965 pessoas, que perfaziam a maior parte dos habitantes do município de Barra Mansa, ao qual pertencia como distrito naquele momento. Até os anos 1980, quando a Companhia Siderúrgica Nacional finalizou seus planos de expansão e o país começou a atravessar grave crise econômica, a empresa e outras indústrias que vieram a se instalar no município se mantinham como o principal indutor da migração de pessoas para a cidade. Nos anos 1990, após transformações na economia municipal, verificou-se um decréscimo na ampliação do quadro demográfico, com os últimos dados mostrando uma população recenseada de 257.803 habitantes no ano de 2010, e estimada em 273.012 no ano de 2019.
Clima
O clima é Tropical úmido, com verões quentes e chuvosos e invernos secos. A umidade relativa do ar é alta (77%), mesmo nos meses de frio, quando varia entre 71% e 72%. A temperatura média compensada é de 20°C, a média mínima anual de 16,5 °C e média máxima anual de 27,8 °C. A precipitação média anual é de 1.377,9mm, sendo janeiro e fevereiro os meses com maior incidência de chuvas.
É comum, no inverno, o fenômeno da inversão térmica, causado pela camada de poluição que permanece sobre a cidade, formando uma barreira à penetração dos raios solares, diminuindo a insolação e impedindo a liberação do calor e das novas cargas de poluentes lançados a cada dia.
Hidrografia
O Rio Paraíba do Sul domina a paisagem urbana de Volta Redonda; é o corpo-receptor natural de toda a malha hidrográfica do município e, ao mesmo tempo, o grande manancial de que a cidade dispõe para seu abastecimento.
A estrutura hidrográfica da região caracteriza-se pela grande quantidade de riachos e córregos perpendiculares ao rio Paraíba do Sul, conformando pequenas bacias ao longo de seu curso. Na região, destacam-se as bacias do rio Turvo, à margem esquerda, e a do rio Piraí, à margem direita.
Em Volta Redonda, os afluentes do rio Paraíba do Sul são, pela margem esquerda, o ribeirão do Inferno e os córregos do Peixe, Santo Antônio, Santa Rita, União, Coqueiros, do Açude, dos Carvalhos, Bugio e Ano Bom; e, pela margem direita, os córregos Ponte Alta, Secades, Brandão, Água Limpa, Minerlândia, Cachoeirinha, Dourados, São Geraldo, Jardim Amália, Cafuá, Vila Rica, Serenon e o ribeirão Três Poços.
Para o abastecimento de água da população, são captados, em média, quase 1000 litros por segundo, ou 86,4 milhões de litros por dia. Esta captação é feita no rio Paraíba, na altura do bairro Belmonte.
Em Volta Redonda, o rio Paraíba do Sul sofre uma redução em sua vazão média, com relação ao município de Barra Mansa, que está situado imediatamente a montante. A vazão média verificada em Volta Redonda é de, aproximadamente, 318 m³/s, enquanto que em Barra Mansa a vazão média é superior em, pelo menos, 6 m³/s. Tal fato deriva da diferença entre o volume de captação e o volume de contribuição que incidem sobre o rio, no trecho que corta a cidade. A presença da usina da CSN é fundamental para explicar essa diferença, pois a empresa consome grande volume de água, captando cerca de 12 m³/s, através de uma derivação lateral.
Relevo
Acompanhando o Rio Paraíba do Sul, que corta Volta Redonda pelo meio, no sentido sudoeste-leste, a área urbana do Município fica situada às suas margens, em uma planície circundada por colinas. A altitude varia de 350 metros, às margens do rio, a 707 metros, na ponta nordeste.
Do ponto de vista topográfico, o território municipal pode ser dividido em duas grandes áreas: a área de planície aluvial e a área de "mar de morros".
A área da planície aluvial tem, aproximadamente, 20 km²: 15 km² na margem direita e 5 km² na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. Encontra-se embutida no conjunto de elevações circundantes, que formam a área do "mar de morros".
Esses morros têm forma de "meia laranja" emborcada, com alturas que variam de 50 a 200 metros de declividades da ordem de 25 a 50%. No "mar de morros", as áreas mais planas correspondem a pequenos setores descontínuos, situados nos topos achatados dos morros e no fundo dos pequenos vales intermediários.
Observe-se que as altitudes e declividades se acentuam nas próximas da Serra do Mar, ao sul, e da Serra da Mantiqueira, ao norte. Em especial, na porção norte do Município são encontradas encostas íngremes e as maiores altitudes.
Na porção sul, em meio ao "mar de morros", encontram-se algumas áreas planas ou de topografia suave, que formam dois conjuntos de áreas planas agregadas (clareiras topográficas), cada um deles com, aproximadamente, um quilômetro quadrado. O primeiro conjunto é o que vem sendo ocupado nas últimas décadas por empreendimentos habitacionais, a partir dos bairros Casa de Pedra e Siderópolis, no sentido norte-sul. O segundo localiza-se nas proximidades da Rodovia Presidente Dutra.
Economia
Setor primário
Com pequena expressão na economia municipal, haja vista a cidade ter tido por muitos anos a sua economia voltada basicamente para indústria, a agropecuária se faz presente, principalmente, na criação de gado no extremo Sul (na divisa com Rio Claro), no extremo Norte próximo ao distrito de Nossa Senhora do Amparo (Barra Mansa), e no extremo Leste, no bairro Três Poços, próximo à divisa com Pinheiral, com destaque para a produção de leite. Ao todo, o município conta com cerca de 10 mil cabeças de gado. No extremo Oeste do município, o bairro Santa Rita de Cássia é o maior produtor de hortaliças do sul fluminense.
Anualmente, o município organiza a Expo-VR na Ilha São João, onde há exposição da produção agropecuária de Volta Redonda e região além de shows abertos ao público.
Setor secundário
Além da maior siderúrgica da América Latina, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), destacam-se na indústria do município as empresas CSN Cimentos (do grupo CSN), Usina de Oxigênio e Nitrogênio da White Martins, Companhia Estanífera Brasileira (CESBRA), Votorantim Cimentos e Cimento Tupi. Há, ainda, em diversos pontos da cidade, principalmente às margens da Rodovia dos Metalúrgicos, outras indústrias de menor porte, voltadas tanto para a área de metal mecânica, alimentos e vestuário. Está prevista a criação de um novo polo industrial às margens da Rodovia do Contorno, e outro próximo à Rodovia Presidente Dutra.
- Companhia Siderúrgica Nacional - A CSN foi fundada em 9 de abril de 1941, e iniciou suas operações em 1 de outubro de 1946. A usina é um marco no processo brasileiro de industrialização, pois foi a primeira produtora de aço do país. Privatizada em abril de 1993, no governo Itamar Franco, passou por um profundo processo de reestruturação, o que a transformou num dos maiores complexos siderúrgicos da América Latina, com capacidade de produção de 5,8 milhões de toneladas anuais de aço bruto.
Setor terciário
Apesar de ainda fortemente marcada pela indústria, Volta Redonda não é mais considerada uma cidade operária, pois, além de ser a maior cidade de toda a região sul fluminense em termos econômicos e populacionais, possui uma infraestrutura de comércio e serviços que não fica restrita a um só bairro. Há, na Vila Santa Cecília, inúmeras clínicas e consultórios médico-odontológicos, centros comerciais e escritórios de profissionais liberais que não só atendem a população local como atraem pessoas de várias cidades vizinhas, e de outros estados, já que a cidade possui uma área de influência que atinge municípios do Vale do Paraíba Paulista e Sul de Minas Gerais. A Vila, como é popularmente conhecida na cidade e toda a região, possui estabelecimentos que faz dela um importante local da cidade. Além do forte comércio, possui teatro, cinemas, biblioteca pública, universidade federal, faculdades, hipermercado, escolas, e ainda um shopping de médio porte no coração deste grande centro. Essas características fazem da Vila um local também com vida noturna, não resumida ao fechamento das lojas no início da noite.
Três outros grandes centros comerciais se destacam: Centro, Aterrado e Retiro (média centralidade) atendendo a toda a cidade e no Santo Agostinho, outro de menor proporção (pequena centralidade), concentrando-se no próprio bairro e atendendo as localidades circunvizinhas.
Como representação de sua força econômica no terceiro setor, o município é a sede do maior jornal diário da região Sul Fluminense, o Diário do Vale, entre outros órgãos semanários de imprensa (Jornal Aqui, Foco Regional, Folha do Aço, entre outros menores), das superintendências regionais no Sul Fluminense das instituições públicas Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, além da gerência regional dos bancos Itaú e Bradesco, ambos privados. Havia no município, em 2015, 35 agências bancárias diversas, além de outras instituições financeiras.
Várias lojas de redes nacionais estão instaladas em Volta Redonda, destacando-se: Ricardo Eletro, Ponto Frio, Casas Bahia, Lojas Americanas, Casa e Vídeo, Leader Magazine, C&A Lojas Renner, entre outras. Entre as lanchonetes de fast-food destaca-se: Burger King, MacDonald's, Bob's, Subway, e Habib's. Entre os hipermercados, destaque para as unidades da rede Extra, Walmart, Makro. Está em obras novo complexo comercial (shopping center Park Sul), visando suprir a cidade das redes de comércio ainda não instaladas.
- Mercado Popular
Com uma praça de alimentação que funciona de segunda-feira a segunda-feira, durante 24 horas por dia, o mercado popular situa-se na Vila Santa Cecília e possui em seu entorno, à esquerda, a Praça Brasil; à direita, a Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica da Universidade Federal Fluminense; ao fundo, o Colégio Estadual Manuel Marinho e, em frente, o Banco do Brasil.
Foi inaugurado em 27 de abril de 2001, com o objetivo de estruturar e organizar o mercado informal na Vila Santa Cecília, concentrando os ambulantes que atuavam no entorno da Praça Brasil. A construção em alvenaria e estrutura metálica abriga 92 quiosques com comércio diversificado e uma praça de alimentação, com diversas lanchonetes.
Iniciativas idênticas, mas em tamanho menor, foram criadas no Centro da cidade (Av. Amaral Peixoto), e nos bairros Aterrado (Viaduto Nossa Senhora das Graças) e Retiro (Av. Sávio Gama).
Turismo
- Zoológico Municipal de Volta Redonda - "Parque Municipal da Criança" - Localizado no bairro Vila Santa Cecília, numa área verde de 150 mil metros quadrados, o Zoológico Municipal de Volta Redonda, também conhecido como "Horto Municipal" e oficialmente nomeado "Parque Municipal da Criança", completou 30 anos em 2011. Conta com quatrocentos animais de cem espécies diferentes e uma excelente estrutura para receber os visitantes, sendo uma das opções de lazer mais concorridas da cidade, principalmente em finais de semana e feriados, devido também à proximidade com a Floresta da Cicuta com uma das reservas de Mata Atlântica do Município. É também o único zoológico do interior do estado do Rio de Janeiro.
- Fazenda Santa Cecília do Ingá - É a maior área verde da cidade, com 211 hectares. Desde novembro de 2005, o local foi transformado num Parque Natural Municipal, aberto à visitação pública. Fica a cerca de dez quilômetros do Centro de Volta Redonda, no bairro Santa Cruz. No local são produzidas 5.000 mudas de árvores por mês, que recompõem áreas degradadas do município.
- Fazenda Santa Cecília - Uma das grandes e importantes fazendas oriundas dos desmembramentos ocorridos nas extensas sesmarias da região do Vale do Paraíba Fluminense, em meados de 1820. A fazenda foi adquirida pelo governo do estado do Rio de Janeiro, em 1 de setembro de 1941, e doada à Companhia Siderúrgica Nacional com o objetivo de viabilizar a instalação da Usina e da Vila Operária, hoje Vila Santa Cecília. Para garantir a preservação do ecossistema, todos os equipamentos de esporte e lazer foram colocados à disposição do público na área da Fazenda Santa Cecília, que vem a ser o entorno da Reserva da Mata da Cicuta. Foram instaladas placas indicativas em diversos pontos da reserva, para orientar os visitantes de que a entrada na mata é proibida. A principal preocupação é garantir a integridade do espaço e criar uma cultura ambientalista direcionada para a população e os visitantes.
- Sede da Fazenda Três Poços - O atrativo é afastado do centro urbano, no bairro Três Poços, em área arborizada, com alamedas e canteiros gramados. Possui em seu entorno a Fundação Osvaldo Aranha, alguns morros e um grande jardim com árvores de grande e médio porte, além de arbustos e flores. A construção, que desde 1970 abriga a Escola de Engenharia de Volta Redonda, era propriedade do Comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros. Após sua morte, sua viúva assumiu a administração da Fazenda e ao falecer, deixou-a em testamento aos padres beneditinos. Atrás dela encontram-se ruínas de uma beneficiadora de arroz, onde hoje funciona uma oficina que atende à escola. Nos fundos dessa oficina havia um alambique e em uma das fachadas há a inscrição "1864".
- Morro Bela Vista - O Morro Bela Vista, situado em bairro residencial do Bela Vista, possui 435 metros de altitude, oferecendo vista parcial da Usina Presidente Vargas e de grande parte da área do município. Destacam-se, ainda, as instalações do Hotel Bela Vista, situado no topo desse morro.
- Morro da Torre de TV - O Morro da Torre de TV, situado no bairro Coqueiros, com altitude aproximada de 512 metros, possui um pequeno mirante próximo às instalações da torre de retransmissão de TV. No seu entorno, encontram-se morros com cumes arredondados e com vegetação de pequeno porte, denominados "meias laranjas". Do mirante, também é possível observar uma significativa área do município, com ênfase no complexo da Companhia Siderúrgica Nacional e em grande extensão do Rio Paraíba do Sul.
- Praça Sávio Gama - Na praça que homenageia o primeiro prefeito do município, o Doutor Sávio Gama, e onde situa-se o Palácio 17 de Julho (Prefeitura Municipal), encontram-se quatro jardins que fazem parte do "Projeto de Paisagismo", com o objetivo de mostrar, à população, um pouco dos estilos de jardins existentes no mundo:
- Asiático (Japão / China): jardim utilizando espécies que aceitam topiaria (poda escultural), como por exemplo, tuias, azaleias e ixóreas.
- Europeu (França / Espanha / Inglaterra): caracteriza-se por formar espécies geometricamente simétricas, estátuas etc. Visa a mostrar a riqueza econômica e cultural dos povos europeus (buchinho e cinerária).
- Africano (África): apesar de ser uma região com pouco recurso hídrico e muito sol, retrata-se as espécies existentes nesta região que apresentam seus valores ornamentais (cactos e barba-de-bode).
- América (Brasil): é a região do continente que apresenta uma grande diversidade de espécies e principalmente de grande valor ornamental (orquídeas e bromélias).
- Praça Oscar Cardoso - Localizada no bairro Casa de Pedra, às margens da Rodovia dos Metalúrgicos, a praça Oscar Cardoso, a maior do município, possui um chafariz interativo bastante frequentado pela população durante os dias de calor. Bem no meio da praça, 126 bicos de 2" de diâmetro lançam jatos variados de água de 5 metros de altura. A praça de 23.000 metros quadrados, possui ainda um pequeno chafariz, uma pista de 550 metros para cooper, um anfiteatro, raias para jogos de bolas de gude, playground, mesas de damas e xadrez e um amplo estacionamento.
- Praça Brasil - Inaugurada em 24 de janeiro de 1957 no bairro Vila Santa Cecília, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. A comissão de construção foi presidida pelo Tenente Oscar Arthur de Mello de Morais e o projeto e a execução do arquiteto Leão Velloso. Na praça existem quatro estátuas: a de Getúlio Vargas; a de homenagem especial ao General Edmundo de Macedo Soares e Silva, idealizador e construtor de Volta Redonda; a do Trabalhador e a em homenagem aos Engenheiros e Técnicos que orientaram a construção da usina.
- Obelisco Getúlio Vargas - O monumento é um obelisco em formato quadrangular, pesando mais de 900 toneladas de granito e medindo 27 metros de altura. Possui em sua larga base uma superfície esculpida em baixo relevo com representação dos quatro principais setores da Companhia Siderúrgica Nacional: a coqueria, o alto-forno, a aciaria e a laminação. A obra ostenta ainda os seguintes dizeres: "Ao presidente Getúlio Vargas, criador de Volta Redonda, esta homenagem: 54/59". Ao seu redor existe um espelho d'água. A estátua em bronze de Getúlio Vargas encontra-se em pé, com a mão esquerda no bolso e a direita na posição de segurar o charuto. Ao lado, encontram-se duas figuras de mulheres nuas, simbolizando a indústria e a agricultura. Finalmente, fechando o círculo, encontra-se a escultura em bronze do operário siderúrgico, com indumentária característica. O obelisco, assim como a Praça Brasil, encontra-se tombado pelo Patrimônio Histórico do município.
- Memorial 9 de Novembro - O Memorial 9 de Novembro, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi inaugurado no dia 1º de maio de 1989, na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, em homenagem aos três operários da CSN (William, Walmir e Barroso), mortos durante conflito com as tropas do Exército, que aconteceu na greve dos operários em 1988. No dia seguinte à inauguração, por volta das três horas da manhã, o local foi parcialmente destruído por um atentado à bomba. Com a explosão, o memorial tombou para frente, ficando preso apenas pelos vergalhões. O memorial é composto por um bloco de concreto com imagem de três corpos em baixo relevo. O do meio é transpassado por uma lâmina, também de concreto. A pedido do próprio Niemeyer ele não foi remodelado e sim mantido como ficou. O arquiteto pediu ainda que se colocasse a seguinte frase em uma placa: "Um monumento aqueles que lutam pela Justiça e pela Igualdade ". Foi reinaugurado em 12 de agosto de 1989.
- Memorial Volta Redonda - Localizado na interseção da Rodovia Presidente Dutra com a Rodovia dos Metalúrgicos, no bairro Rio das Flores o monumento, de autoria do arquiteto Roberto Pimenta da Cruz, é uma alegoria à curva do Rio Paraíba do Sul e à divisa constante do Brasão de Armas do município: "Flvmen Fvlmini Flexit", expressão latina que significa: "O rio, ante o raio, dobrou-se". A construção, relacionada à atividade maior da cidade, é de estrutura metálica, pintada em verde para confundir-se com o fundo (floresta) e deixar a curva, pintada em cor laranja, com aparência de solta no ar.
- Chaminé Centenária - Construída em 1903, pelo Dr. José Rodrigues Peixoto, foi um antigo engenho produtor de aguardente e açúcar, que mais tarde foi adquirido pelo Coronel Aprígio Cravo para produção de laticínios. Situada no bairro de Nossa Senhora das Graças, foi utilizada também como funerária e outras atividades comerciais. O prédio do engenho foi demolido no governo do prefeito João Paulo Pio de Abreu, quando foi construído o viaduto de Nossa Senhora das Graças. Porém, a chaminé do engenho foi mantida, por ter sido considerada marco histórico da cidade. Dessa forma, foi tombada pela prefeitura de Volta Redonda, em 18 de dezembro de 1985, pelo decreto 2.105, no governo de Benevenuto dos Santos Neto. A chaminé está situada em um pedestal, toda revestida em tijolo aparente, contornada por beiral. Com altura aproximada de 40 metros, a chaminé chega ao topo com dois metros de largura, onde há um beiral com a data de construção. Nos dias que antecedem o natal, é colocado um Papai Noel em uma escada como se estivesse subindo a chaminé chamando a atenção de quem passa pelo viaduto de Nossa Senhora das Graças.
Educação
Volta Redonda possui uma rede de ensino que oferece desde o estudo básico até o avançado, com inúmeros cursos superiores e técnicos, principalmente nas áreas mecânica e metalúrgica. A rede municipal de ensino público e particular conta com mais de 80 escolas, em sua grande maioria de ensino fundamental.
Destacam-se na cidade os colégios João XXIII (bairro Retiro), Getúlio Vargas (bairro Laranjal), José Botelho de Athayde (bairro Vila Americana), Professora Themis de Almeida Vieira (bairro Conforto) e Professora Delce Horta Delgado (bairro Aterrado), todos administrados pela Fundação Educacional de Volta Redonda - Fevre, órgão subordinado à Prefeitura que oferece desde o ensino fundamental ao ensino médio, assim como os da rede particular, nos quais se destacam os colégios MV1 Macedo Soares, Nossa Senhora do Rosário, Colégio do Instituto Batista Americano (Ciba), Instituto de Cultura Técnica (ICT), Colégio Anglo-americano, CAP-UGB, Garra Vestibulares, Centro Educacional Jardim Amália (CEJA), Instituto Tecnológico de Capacitação (ITEC), Interativo, entre outros.
A cidade também conta com uma escola especializada em formação de professores, o Instituto de Educação Professor Manuel Marinho, no bairro Vila Santa Cecília, além da Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC), especializada em formação técnico-profissional em Mecânica, Eletrônica, Eletromecânica, Telecomunicações, Telemática, Informática, Metalurgia, Metal mecânica, Administração, Segurança do Trabalho, localizada no bairro Sessenta. No bairro não oficial de Volta Grande III, está, ainda, localizada uma unidade da Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC), do governo estadual fluminense, voltada principalmente para o ensino técnico de Informática. No bairro Nossa Senhora das Graças está localizado um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFRJ.
Por fim, há ainda o Hotel-Escola Bela Vista, quem, via Fundação CSN, oferec cursos de graça de hotelaria.
Diversas instituições de ensino superior, que oferecem vários cursos universitários, também podem ser encontradas na cidade.
Instituições de ensino superior
- Universidade Federal Fluminense (UFF) - Polo Universitário de Volta Redonda (PUVR) - Criada, em 1961, pelo presidente da República Jânio Quadros como Universidade Nacional do Trabalho, localiza-se na Vila Santa Cecília através da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (EEIMVR), que oferece cursos na área de Engenharia Metalúrgica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia de Agronegócios, além de pós-graduações em nível mestrado e doutorado em Engenharia Metalúrgica.
Em 2005, a Universidade se expandiu na cidade, e ganhou mais 2 campi: o Instituto de Ciências Humanas e Sociais de Volta Redonda (ICHSVR), com os cursos de graduação em Administração de Empresas, Administração Pública, Ciências Contábeis, Direito e Psicologia, e pós graduação em nível mestrado em Administração, e o Instituto de Ciências Exatas (ICEx), com cursos de Física Computacional, Matemática Computacional, Química e Química Tecnológica, e pós-graduação em nível mestrado em Modelagem Computacional em Ciência e Tecnologia.
- Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) - Localizado em Volta Redonda, o UniFOA possui diversos campus na cidade que oferecem cursos nas áreas de Design, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica (mecânica industrial e energia e petróleo), Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Sistemas de Informação, Manutenção Industrial, Produção Industrial, Redes de Computadores, Administração, História, Letras, Recursos Humanos, Formação de Docentes para Ensino Superior, Psicopedagogia, Meio Ambiente e Marketing; esses campus e núcleos situam-se nos bairros Três Poços, Aterrado, Tangerinal, Vila Santa Cecília e Colina (anexo ao Hospital Municipal São João Batista).
- Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB) - Campus Aterrado - Pertencente à Fundação Educacional Rosemar Pimentel (FERP), localiza-se no bairro Aterrado, cujo campus oferece cursos nas áreas de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Direito, Economia, Geografia, História, Letras, Computação, Matemática e Pedagogia. Possui, ainda, unidades nas cidades de Barra do Piraí e Nova Iguaçu.
- Centro Universitário de Barra Mansa (UBM) - Campus Cicuta - Localizado entre os municípios de Volta Redonda e Barra Mansa, o campus oferece cursos em áreas diversas, tais como: Administração, Artes Visuais, Direito, Engenharia da Computação, Engenharia de Produção, Engenharia de Automação e Controle, Engenharia de Petróleo e Enfermagem.
- Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ) – Campus Volta Redonda - Da união de várias universidades públicas criou-se no município um polo de ensino semipresencial do Cederj, localizado nas dependências do estádio Raulino de Oliveira no bairro Nossa Senhora das Graças com o nome de Professor Darcy Ribeiro. Com capacidade para cerca de 5.000 alunos, o polo possui cursos de Matemática, Ciências Biológicas, Administração Pública, Engenharia de Produção,Tecnologia em Computação, Física e Pedagogia.
- Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ - Campus Volta Redonda - Em funcionamento desde agosto de 2008 e inaugurado em março de 2009, quando da mudança e ampliação do antigo Cefet Química do Rio de Janeiro, o IFRJ possui cursos técnicos de Metrologia e Automação Industrial além das licenciaturas de Física e Matemática. Possui também cursos de atualização e especialização.
Cultura
- Ilha São João - A Ilha São João, além de ter o maior ginásio da cidade e um mini-estádio, é sede de algumas secretarias municipais e conta com uma boa estrutura para eventos, feiras e exposições, sendo o local normalmente escolhido para grandes eventos no Município. Nela também se situa a única escola pública de Hipismo do Brasil.
- Cine 9 de Abril - Cine 9 de Abril é uma sala de cinema em Volta Redonda, a mais antiga da cidade. É considerada atualmente a maior sala de cinema da America Latina. O nome do cinema remete à fundação da principal indústria e motivo de fundação do município, a CSN. É uma das poucas salas de cinemas “de rua” em atividade do Estado, mesmo se incluída a capital.
- Memorial Zumbi dos Palmares - Projetado em 1989, pelo arquiteto Selso Dal Belo, o Memorial Zumbi dos Palmares é composto por um anfiteatro e um salão de exposições. Em 2003, foi instalada uma cobertura em lona e estrutura metálica sobre o anfiteatro. A utilização é principalmente voltada para manifestações da cultura negra. Na área existe uma escultura em homenagem a Zumbi dos Palmares e está também situado no bairro Vila Santa Cecília.
- Memorial Getúlio Vargas - Para eternizar a memória de Getúlio Vargas, o Memorial mantém a "Exposição Permanente Getúlio Vargas", que oferece à população a oportunidade de conhecer um pouco mais da história de uma das figuras mais ilustres do período republicano no país. O projeto foi concebido pelo Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas.
Vargas foi o principal mentor da implantação da grande siderurgia no Brasil, no final da década de 1930, e foi responsável pela construção da Companhia Siderúrgica Nacional, em torno da qual se desenvolveu Volta Redonda.
Integram ainda o espaço, um local idealizado para exposições e a sala de multimédia que possibilitará a um grupo de visitantes, estudantes e professores participarem de aulas interativas, explorando o material disponibilizado. Permitirá também a realização de mini cursos, debates, conferências e diversas outras atividades. No interior do Memorial está também instalada a Biblioteca Municipal Raul de Leoni.
- Memorial dos Ex-Combatentes de Volta Redonda - Localizado na Praça Monte Castelo, no bairro Sessenta, foi construído em homenagem justa àqueles que lutaram na frente de batalha em defesa da Democracia e da Soberania Nacional na Segunda Guerra Mundial.
O memorial está tombado desde 29 de dezembro de 1992, através do Decreto 4.319, considerando que a Lei Municipal 2.075, de 6 de novembro de 1985, institui o tombamento de bens que devam ficar sob a proteção especial do poder público municipal.
- Espaço Zélia Arbex - Inaugurado em 17 de março de 2005, o Espaço Zélia Arbex tem 200 metros quadrados de área construída, todo em vidro e estrutura metálica. Na prática, é como se fossem três galerias de arte, comportando no total cem obras. Foi projetado tendo em vista a popularização das artes. O espaço é destinado à exposições de artes plásticas e outras manifestações culturais, como o Concurso “Salão de Humor”, que elege as melhores charges e caricaturas. Aberto de segunda-feira a domingo (inclusive feriados), das 10:00 horas às 19:00 horas.
- Clube Foto Filatélico e Numismático de Volta Redonda - Fundado em 31 de março de 1954, é um dos mais atuantes foto clubes do Brasil, participando de todos os eventos promovidos pela Confederação Brasileira de Fotografia e seus filiados.
- Museu da Memória do Trabalhismo Brasileiro - Inaugurado em 8 de maio de 2012. Fica localizado dentro Clube Foto Filatélico e Numismático de Volta Redonda.
Esporte
Nos últimos anos, Volta Redonda tem investido muito no esporte e lazer. Atualmente há dez ginásios poliesportivos espalhados pela cidade. Várias escolas municipais têm quadras cobertas.
O vôlei é o esporte mais popular, praticado em várias quadras espalhadas pela cidade. Com a conquista do Bicampeonato Estadual pelos "Gigantes de Aço", em 2009, Volta Redonda tornou-se a "Cidade do Vôlei" no Rio de Janeiro, entrou para a elite do vôlei brasileiro participando da Superliga Nacional. Com isso, as melhores equipes de vôlei do Brasil estão sempre vindo à Volta Redonda desafiar os Gigantes de Aço. Esses confrontos disputados tem mobilizado a população, que lota as arquibancadas nos dias de jogos da equipe do Volta Redonda.
A cidade também possui a única escola pública de Hipismo do Brasil, que fica localizada na Ilha São João.
- Ginásio Municipal de Skate Fernando Schmidt - Localizado no bairro Jardim Tiradentes. Inaugurado em 2003, foi o primeiro - e por enquanto o único - na região Sul Fluminense dedicado à prática de skate. O "complexo" contém ainda uma área de esporte e lazer anexa.
- Complexo Esportivo Oscar Cardoso - O Complexo esportivo jornalista Oscar Cardoso, no bairro Aero Clube, conta com uma estrutura de quatro campos de futebol, vestiários, playground e um mini-estádio onde treinam os jogadores do Volta Redonda Futebol Clube.
- Kartódromo Marcel Luís Sette Fortes de Almeida - Kartódromo municipal -
Inaugurado no ano de 1966, teve suas instalações reformadas e ampliadas, sendo palco da etapa fluminense do campeonato brasileiro de kart e uma das sedes do campeonato estadual. Nele funciona, ainda, uma escola pública de kart, sendo aberta ao público a locação de veículos para entretenimento. Funciona no bairro Aero Clube, próximo do Complexo Esportivo Oscar Cardoso.
- Estádio General Sílvio Raulino de Oliveira - O "Estádio da Cidadania" -
Um dos mais modernos estádios de futebol do país e situado no bairro Nossa Senhora das Graças, o Estádio General Sílvio Raulino de Oliveira, também conhecido simplesmente como "Raulino" e ultimamente como "Estádio da Cidadania" é o primeiro a abrigar em seu interior um grande complexo de esportes, lazer, saúde e educação. Tem capacidade para vinte e um mil espectadores e quando não há partidas, a população tem acesso gratuito à orientação de profissionais para a prática de atividades esportivas. É ainda a "casa" do Volta Redonda Futebol Clube, ou "Voltaço", principal time de futebol do Sul. Sua principal campanha foi na ocasião em que o "Voltaço" enfrentou o Fluminense Football Club na final do campeonato carioca em 20 de Janeiro de 2011.
- Parque Aquático Municipal de Volta Redonda - Foi construído em 1981 como "Parque Aquático General Euclides Figueiredo" e desativado em 1987. Dez anos depois, foi revitalizado e atualmente atende mais de três mil voltarredondenses por dia. Funciona na Ilha Pequena, vizinha à Ilha São João, no meio do rio Paraíba do Sul.
Eventos
- Feira da Primavera - Grande festa popular que acontece no mês de setembro, na Ilha São João, que atrai visitantes de toda a região.
- Expo-VR - Exposição Agropecuária do município, que é realizada no mês de maio, também na Ilha São João.
- Aniversário da Cidade - Extensa programação nos bairros durante todo o mês de julho.
- Réveillon - Espetáculo com queima de fogos e shows na curva do rio Paraíba do Sul, no bairro Barreira Cravo.
Trilha da Meia-noite - Maior evento off-road do estado do Rio de Janeiro, conta com a presença de vários jipeiros. Sua concentração é realizada na praça Brasil, na Vila Santa Cecília, onde, a partir da meia-noite, larga o primeiro carro rumo às trilhas da cidade e cidades vizinhas. O evento é organizado pelo Jeep Clube de Volta Redonda anualmente no mês de julho.
- Encontro anual de carros antigos e fora de série - Realizado anualmente no mês de julho pelo Clube de Antiguidades Automotivas de Volta Redonda na Ilha São João, conta com a presença de diversas raridades automobilísticas.
- Encontro Nacional de Motociclistas - Realizado anualmente no mês de Setembro, o Encontro Nacional de Motociclistas é organizado pelo grupo "Falcões de Aço Moto Clube" durante três dias na Ilha São João e conta com diversas atrações, entre shows, feira, exposições e o campeonato nacional de Wheelling.
VR Folia - Shows na época de agosto que acontecem na Ilha São João ou no Clube Comercial.
Sumaré é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a 22º49'19" de latitude sul e 47º16'01" de longitude oeste, a uma altitude de 583 metros. Sua população estimada pelo IBGE em 2017 era de 273.007 habitantes. Ocupa uma área de 153,44 km². A cidade é a segunda maior da Região Metropolitana de Campinas, ficando atrás apenas de Campinas. O município é formado pela sede e pelo distrito de Nova Veneza.
História
Sumaré tem a sua origem a partir de uma sesmaria. As mais antigas referências à região do Quilombo, há mais de 200 anos, são encontrados em documentos de doação das sesmarias. A mais antiga informação que se tem sobre Sumaré refere-se ao Ribeirão Quilombo. Um documento datado de 1799 cita esse curso d'água, fazendo referência geográfica. Surge no planalto paulista a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, em meados do século XVIII, posteriormente Vila de São Carlos.
Com o desmembramento das sesmarias, a região passa a ser formada por fazendas. O desenvolvimento da cultura cafeeira impulsionou o crescimento da região. Em Sumaré os imigrantes vieram quando o café chegou a Campinas na segunda metade do século XIX. A produção cafeeira avançava para o oeste paulista, agora ocupado pelos imigrantes. Os imigrantes compravam terras, praticavam a agricultura nas imediações de Sumaré ou abriram comércio na zona urbana.
Os primeiros imigrantes de Rebouças eram portugueses e italianos, os portugueses pertenciam às famílias Valle Mello, Raposeiro, Pereira, Aranha, Miranda, Teixeira, Leite, Duarte; os de origem italiana eram das famílias Noveletto, Guidotti, Biancalana, Franceschini, Foffano, Fabbri, Bosco, Basso, Breda, Marangoni, Montanher, Menuzzo, Ravagnani e outros. Vieram também alguns imigrantes russos, alemães, austríacos, espanhóis e norte-americanos.
O território de Rebouças era todo formado por fazendas e abrangia todas as terras que hoje formam Hortolândia, Nova Veneza, Matão e Nova Odessa. Em Hortolândia havia a grande fazenda Terra Camarguense, que hoje são os bairros Amanda I e II e a cidade de Nova Odessa.
Constituída por fazendas cafeeiras, no dia 26 de julho de 1868 foi construída uma capela dedicada a Nossa Senhora de Sant’Ana, marco da fundação de Sumaré, uma pequena vila pertencente a Campinas. No ano de 1875, com a inauguração da estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o povoado progrediu rapidamente. A Estação recebeu o nome de um dos maiores engenheiros brasileiros, Antônio Pereira Rebouças Filho, que projetou muito da malha ferroviária paulista e paranaense.
O vilarejo crescia ao redor da Estação de Rebouças, impulsionado pelo comércio, pela incipiente indústria de sabão, de tijolos, de bebidas e pela atividade extrativa da madeira. Com a passagem da estrada de ferro, Quilombo passou a se chamar Rebouças e em 1909 tornou-se Distrito de Paz de Campinas. Até o ano de 1914 a Igreja de Sant’Ana era pertencente a paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Campinas, a partir desse ano a Igreja do povoado de Rebouças é elevada a condição de Paróquia.
Em meados de 1920, o povoado já contava com energia elétrica, subprefeitura, iluminação pública, posto policial, cartório, serviço telefônico, escola, igreja matriz e pronto socorro e banda de música. Em 1934, o serviço de abastecimento de água foi inaugurado. Na vila havia armazéns, padaria, açougue, oficina de ferrar cavalo, máquina de beneficiar arroz e café, fábrica de bebidas, loja de armarinhos e farmácia; na zona rural havia engenhos de pinga e açúcar, serrarias, monjolos, moinhos de fubá, olarias, também havia fazendas que produziam café, algodão e gado. A escolha do nome Sumaré ocorreu por meio de um plebiscito em 1945 se deu em face que a legislação brasileira impedia que dois povoados tivessem o mesmo nome no país, e já havia uma cidade, com nome de Rebouças, no Paraná. O nome da orquídea Sumaré foi escolhido dez anos antes da emancipação politico administrativa do município, que conquistaria a sua emancipação de Campinas no 1° de janeiro de 1953. Sumaré é elevada à condição de Comarca no ano de 1964.
A partir da década de 60, a população sumareense passou a registrar um crescimento vertiginoso. Na década de 70, o crescimento demográfico chegou a quase 400%. O então “boom” populacional ocorreu, basicamente, pelo desenvolvimento industrial e pela grande oferta de terrenos, a preços acessíveis. Sumaré passou a ser visto como uma terra de oportunidades, atraindo migrantes de todas as regiões do Brasil. Portanto, a história de Sumaré se divide nitidamente em duas partes: uma até 1950 com população basicamente formada por imigrantes italianos e portugueses; depois de 1950, com presença de migrantes de todos os estados do Brasil. No ano de 1907 o povoado tinha por volta de 300 habitantes, em 1912 pouco mais de 400, em 1940 o distrito tinha perto de 5.000 e em 1950 chegava a 6.000. Com a industrialização do Sudeste, as indústrias chegaram à Sumaré nos anos 50 e a partir de então o município vivenciou um crescimento vertiginoso a cada década. Em 1943 a 3M do Brasil se instalou, de lá para cá, dezenas de outras indústrias seguiram o mesmo caminho, impulsionando o desenvolvimento do município. Em 1991, o distrito de Hortolândia conquistou a emancipação político-administrativa de Sumaré.
Turismo e cultura
A proximidade com São Paulo e Campinas, além da infraestrutura e ampla oferta de serviços, impulsiona e faz da cidade uma excelente opção para o turismo de negócios.
Entre os atrativos culturais de Sumaré, destacam-se a Festa das Nações, que celebra a culinária e tradições de diferentes países, a Festa em Louvor de Sant’Anna e o Sumaré Rodeio Festival.
Já os pontos turísticos que vale a pena conferir são: o Conjunto Ferroviário, a Igreja do Bom Jesus, o Seminário de Nova Veneza, o Moinho Universal e a Chaminé do Antigo Alambique. Quem não abre mão da natureza pode passar pelo Horto Florestal e pela Represa Marcelo Pedroni.
Triunfo é um município brasileiro do estado de Pernambuco, localizado no topo da Serra da Baixa Verde, junto ao limite de Pernambuco e Paraíba.
Toponímia
O nome de Triunfo originou-se de uma luta ocorrida entre os habitantes locais, da Baixa Verde, com os da cidade de Flores, principalmente a família dos Campos Velhos, que não eram favoráveis ao desenvolvimento do povoado da Baixa Verde e chegaram, por diversas vezes, a atacar a feira local, na tentativa de acabá-la. Algumas pessoas chegaram a morrer nos ataques, sem que estes lograssem êxito em conterem o progresso do povoado e nem a realização das feiras. A esse triunfo, homenageou-se o local.
História
Os primeiros habitantes da região onde viria se formar a cidade de Triunfo foram os índios Cariri da nação Tapuia.
Sabe-se que no início do século XIX, provavelmente no ano de 1802, chegou ao local um missionário italiano, o capuchinho frei Vital de Frascarolo, ou frei Vital da Penha, acompanhado de alguns índios e carregando de imagens de alguns santos, entre eles a imagem de Nossa Senhora das Dores, que viria a tornar-se padroeira do local.
Frei Vital da Penha conseguiu do proprietário das terras da Baixa Verde, um terreno, no qual montou neste espaço um aldeamento para os índios que vieram com ele em sua missão.
Em novembro de 1803 Frei Vital da Penha deixou o local e foi substituído por frei Ângelo Maurício Niza, que tratou de construir na Baixa Verde uma capelinha que serviu de matriz do povoado durante muito tempo. Após a construção da capela, frei Ângelo buscou a legalização da posse do terreno dos índios, junto ao governador-geral da Capitania, Dr. Caetano Pinto de Miranda Montenegro.
As condições favoráveis dos solos para práticas agrícolas, suas fontes perenes de água e vegetação sempre verde atraíram outras pessoas para o local, fazendo com que ele passasse de um núcleo de casas esparsas para um povoado com casas próximas umas das outras e alinhadas.
A história de Triunfo foi registrada por vários anos no Jornal "A Voz do Sertão", o qual tinha como editor Sigismundo Pinto, jornalista triunfense, que escrevia as matérias e registrava imagens da cidade na publicação.
Emancipação
A lei provincial nº 930, de 2 de junho de 1870, garante o status de vila ao povoado que oficialmente passa a se chamar Triunfo, tendo sido desmembrado de Flores e instalado, de facto, em 8 de janeiro de 1872.
A condição de cidade foi garantida pela lei provincial nº 1805, de 13 de junho de 1884, data que é comemorado como sendo o aniversário de Triunfo.
No ano de 1911, o município de Triunfo possuía quatro distritos, além do distrito-sede, Triunfo contava com os distritos de Jericó, Santa Cruz e Santo Antônio.
Em 30 de dezembro de 1963, através da lei estadual nº 4973, os distritos de Santa Cruz da Baixa Verde e Jatiúca passam a formar um novo município emancipado de Triunfo, mas já no ano seguinte, o município de Santa Cruz da Baixa Verde foi extinto, e seu território volta a fazer parte de Triunfo.
Em 19 de maio de 1968, a lei municipal nº 395, cria o distrito de Canaã e o anexa ao município de Triunfo.
O histórico de subdivisões apontava o município de Triunfo sendo constituído de 5 distritos no ano de 1979, eram eles: Triunfo (distrito-sede), Canaã, Iguaraçu, Jatiúca e Santa Cruz da Baixa Verde.
A lei estadual nº 10620, de 1 de outubro de 1991, emancipa novamente os distritos de Santa Cruz da Baixa Verde e Jatiúca. Triunfo, portanto, passa a ter suas atuais subdivisões, os distritos de Triunfo, Canaã e Iraguaçu.
Economia
De acordo com dados do IBGE do ano de 2010, o PIB era estimado em R$69,200 mil, sendo sua maior riqueza as atividades no setor de serviços, seguido pela agricultura e pecuária, quase empatadas. O PIB per capita era de R$ 4.611,46.
Geografia
O município de Triunfo está inserido na bacia do Rio Pajeú, situado nas seguintes coordenadas: 9.133.558kmS e 598.763kmW. Situa-se no Planalto da Borborema, numa altitude média de 1 010 m. Seu ponto culminante é o Pico do Papagaio, com 1 260 m. O relevo é predominante montanhoso. A vegetação é composta por floresta subcaducifólia, e pela caatinga hiperxerófila.
Clima
O clima de Triunfo é o tropical com estação seca, do tipo Aw, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger (fronteiriço com o clima tropical de altitude — ou subtropical úmido — Cwa), com temperatura média compensada anual de 21 ºC (mínima de 17 ºC e máxima de 27 ºC) e precipitação média de cerca de 1 250 milímetros (mm) anuais. A umidade relativa do ar é de 71% e o tempo de insolação de aproximadamente 2 770 horas anuais.
Turismo
Poucos municípios têm o privilégio de reunir tantos atrativos, a começar pelo clima, que contradiz a aridez do sertão nordestino, com temperaturas oscilantes entre 11,1 °C no inverno e 26 °C no verão. O município pernambucano de Triunfo, distante 399 km de Recife e a uma altitude de 1.004m, tem vegetação diferente da que predomina na região e uma variedade de lugares a se visitar sem similar em todo Sertão nordestino. Com tudo isso Triunfo passou a ser conhecida como “O Oásis no Sertão”.
Tudo em Triunfo parece ter sido talhado com primor: as ruas cheias de ladeiras e calçadas com paralelepípedos, o casario singelo, as antigas construções datadas do século XIX, os seculares e tradicionais convento e igrejas, as edificações em pedra bruta, a história do cangaço que nos faz voltar no tempo, os mirantes, cachoeiras, grutas, a belíssima visão do Pico do Papagaio, ponto mais alto de Pernambuco com 1.260 m, de onde é possível avistar seis cidades do Vale do Pajeú, os caretas com seus trajes que deixam os visitantes curiosos e deslumbrados com tamanha beleza com mais de um século de existência.
O famoso açude João Barbosa Sitônio localizado no centro da cidade, adornado pela presença do Cine Teatro Guarany inaugurado em 1922 e construído com rocha e óleo de baleia para dar sustentabilidade aos três pavimentos do prédio que é uma das 20 Maravilhas de Pernambuco segundo votação realizada pela Fundarpe e sem esquecer do teleférico que tem seus assentos movidos por cima das serras de Triunfo passando sobre as águas do açude que estão muito poluídas.
Todos que visitam Triunfo têm uma verdadeira aula de arquitetura, história e cultura. Cidade de um povo hospitaleiro, rodeada de serras e vegetação sempre verde.
Várzea Grande é um município brasileiro do estado de Mato Grosso, na região Centro-Oeste do país.
Etimologia
"Várzea Grande" foi um termo usado em referência a extensão da planície plana e baixa à margem direita do Rio Cuiabá, que em períodos de cheia se elevava a 185 metros acima do nível do mar, onde nasceu o núcleo populacional e abrangendo em enormes várzeas.
História
Fundação
A região do atual município de Várzea Grande surgiu em 1832, quando o governo imperial doou uma sesmaria a tribo indígena Guanás: índios considerados mansos pelos portugueses e hábeis canoeiros e pescadores, foram os precursores da atividade econômica da região e também da indústria manual com a confecção de redes grosseiras e da produção da cerâmica. Possuindo como base o comércio de troca e o cultivo da terra na virada dos séculos XIX e XX, foi o caminho obrigatório das boiadas que vinham de Rosário do Rio Acima (atual município de Rosário Oeste), a caminho de Cuiabá. Muito tempo depois a região passou a ser um importante fornecedor de redes grosseiras e carne seca, produto muito apreciado por aventureiros, que nesta região passaram a criar gado, na região do atual distrito da Praia Grande e ao sul do atual município de Nossa Senhora do Livramento.
Na localidade houve a exploração da mineração, iniciada pelo bandeirante sorocabano Miguel Sutil, com a garimpagem do ouro em córregos e encostas na região do Morro Vermelho, mas não logrou êxito. Essa região apenas possibilitou uma localização estratégica com acesso ao norte para as regiões dos atuais municípios de Diamantino e Rosário Oeste.
Em 15 de maio de 1867 foi fundado o Acampamento Magalhães, acampamento militar construído na margem direita do Rio Cuiabá durante a Guerra do Paraguai pelo presidente da província de Mato Grosso, Brigadeiro José Vieira Couto de Magalhães, teve a iniciativa de construção para o aprisionamento de cidadãos paraguaios moradores de Cuiabá e cercanias, distante do acesso dos cuiabanos e colocando a disposição dos prisioneiros 1 corpo de guarda para segurança, pois Várzea Grande naquele período era um ponto estratégico: fazia divisa com Cuiabá pelas margens esquerdas do Rio Cuiabá e a barra do Rio Coxipó.
Pós Guerra
Com o fim do conflito, os remanescentes do acampamento militar tiveram a fixação imediata ocorrida por um período de dois anos, contando com o período de existência do acampamento, o que assegurou a fundação do novo povoado, tanto que no ano de 1870 houve o recolhimento de destacamentos para Cuiabá, declarando assim a liberdade integral aos prisioneiros paraguaios e fundando o povoado de Várzea Grande, formado por três castas: soldados, prisioneiros paraguaios e vaqueiros; nesse período também houve o nascimento dos primeiros habitantes o que forçou o governo na época a contratar o primeiro mestre para lecionar na localidade o Mestre Bilão.
Com o abate de reses para a fabricação de carne seca, os moradores passaram a fabricar artigos para montaria aproveitando-se do couro para a confecção de cordas, laços, moitos, sogos, peias, caronas, tropins e arreamentos em geral, que eram vendidos sob encomenda a proprietários de terra dos municípios de Nossa Senhora do Livramento e Poconé; nesse mesmo período surgem também elementos culturais do povoado como o rasqueado (ritmo musical oriundo da mistura do siriri mato-grossense com a polca paraguaia).
Em 4 de julho de 1874 é inaugurada a primeira ligação de Várzea Grande a Cuiabá, por balsa, com a presença de parte da população de Cuiabá com bandeirolas, foguetes, girândolas e roqueiras (antigo canhão de ferro, cujos projéteis eram pedras) e sob os acordes instrumentais da banda de música do Arsenal de Guerra; a balsa deu início à travessia, o que permitiu maiores volumes de transportes de mercadorias daquele entreposto comercial para a capital.
Com o crescimento do povoado, Várzea Grande atraiu famílias de Nossa Senhora do Livramento, que passaram a fixar residência surgindo assim os primeiros “bolichos”, pequenas iniciativas de atividade comercial; pelo seu desenvolvimento o governo provincial, em 1879, passou a dar assistência social às famílias, com serviços como educação e entre outros. Pelo Decreto de Lei Provincial n° 145, de 6 de abril de 1886, o povoado foi elevado a categoria de Paroquia de Várzea Grande. Em 1890 foi iniciada uma revolução religiosa, liderada por Sebastião dos Anjos e Elesbão Pinto, que foram responsáveis pela construção da Igreja de Nossa Senhora da Guia, em homenagem a padroeira da localidade, sendo inaugurada em 1892.
Por Decreto Lei Estadual n° 145, de 8 de abril de 1896, a paróquia foi elevada a categoria de distrito, assim permanecendo anexado ao município de Cuiabá e nesse período o novo distrito cuiabano passava a contar com duas escolas, uma urna para eleitores, uma subdelegacia e um cartório. Mas se envolveu na revolução de Totó Paes contra as tropas de Generoso Ponce, caracterizando assim um clima de terror, crises políticas e incertezas, forçando famílias a procurarem outras localidades.
Em 1906 a região começou o rápido crescimento de sua população, com o surgimento de povoados como os de São Gonçalo, Bonsucesso e de Capão Grande. No ano de 1911 o distrito passava receber atenção de governantes, sobretudo na área educacional onde passava a contar com orquestra, banda e um teatro organizado pela professora Adalgisa de Barros.
A prefeitura de Cuiabá cede uma área de terra em 1938 a Abelardo Ribeiro de Azevedo a ser distribuída ao povo para a formação de uma Colônia de Trabalhadores, que foi formada pelo Córrego de Areia, Lagoa dos Patos e Capão de Negro; no mesmo período outras famílias mudaram para a região, o que originou a criação do quilombo Capão de Negro.
Emancipação e Desenvolvimento
Em 20 de janeiro de 1942 foi inaugurada a Ponte Júlio Muller ligando o então terceiro distrito (atual bairro Alameda) ao distrito São Gonçalo do Pedro II e ao distrito do Porto (atual bairro do Porto) em Cuiabá. A ponte contava com 224 metros de extensão, 60 metros de pista para dois veículos e passeio público, além 40 metros para uso para a navegação e com detalhes decorativos alinhados junto ao parapeito ao estilo Art Déco. Em 1945 ocorreu a chegada da energia elétrica, o que transformou em 3° distrito de energia de Cuiabá.
Por Decreto de Lei Estadual n° 126, de 23 de setembro de 1948, de autoria do deputado estadual Licínio Monteiro da Silva e sancionada pelo então governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, Várzea Grande se emancipa de Cuiabá. Para a formação do novo município, além das terras do antigo 3º distrito cuiabano foi incorporado uma área do município de Nossa Senhora do Livramento, somando cerca de 600 km². Cinco anos mais tarde foi anexada também a Várzea Grande a área do distrito de Passagem da Conceição, totalizando assim 682 km²; nesse mesmo período o município aumenta o seu comércio com a capital Cuiabá fornecendo-lhe: carne, galináceos, suínos, lenhas, carvão, material para construção e uma grande quantidade de cereais.
Em 1949, ano da instalação do novo município, Várzea Grande teve a nomeação do primeiro prefeito o Major Gonçalo Romão de Figueiredo até a realização de novas eleições e no dia 1° de maio do ano por iniciativa do arcebispo Dom Antônio de Aragão e de Rubens dos Santos houve a criação do primeiro clube de futebol da cidade, o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense; a partida de estreia deste clube foi contra a equipe do Palmeiras sediado em Cuiabá; na ocasião foi usado um uniforme nas cores vermelha, branca e verde. A partida foi disputada no antigo Círculo Operário, na Rua da Independência, na região central. Em 25 de julho houve a instalação da Câmara Municipal de vereadores da cidade, tendo como seu primeiro presidente Benedito Gomes da Silva; a câmara municipal foi instalada na Avenida Couto Magalhães.
Passados os anos 50 o município crescia e em 1952 foi instalado o primeiro sistema de abastecimento de água da cidade pelo prefeito Júlio Domingos de Campos; foi iniciada a construção da primeira caixa d’água na Avenida Filinto Muller, conforme Lei nº 05, de 17 de outubro de 1952; durante esse período a população carregava água em poços e cacimbas para abastecer as suas residências. Em 31 de julho de 1954 o distrito de Passagem da Conceição passava a ser pertencente ao município de Várzea Grande e no mesmo ano foi construída a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na região central da cidade, posteriormente elevada a categoria de Paróquia.
Em 1956 a pista de decolagem de aeronaves é transferida da Vila Militar, em Cuiabá, para o bairro Jardim Aeroporto, em Várzea Grande, e no ano de 1957 foi inaugurado o primeiro posto de combustível, a inauguração da cadeia pública da cidade e também foi lançado o código tributário do município.
Em 1964 foi instalado o terminal do Aeroporto Marechal Rondon, na Avenida João Ponce de Arruda, transferindo assim da Vila Militar para Várzea Grande e no mesmo ano o município passava a comemorar o aniversário da cidade, como feriado municipal.
Desenvolvimento
O ano de 1966 foi marcado pela implantação da indústria de óleos vegetais Matoveg, que ocupou uma área de quatro mil metros quadrados, devidamente equipados com moderna instalação (para a época) de máquina de prensagem, refinação, saboaria, laboratório, armazenagem, etc. Localizada no Morro Vermelho, ao lado dos primeiros quilômetros da via asfaltada da BR-364, na região do Cristo Rei, foi idealizada pelo ex-governador Júlio Müller e o senhor Guilherme de Abreu Lima. Com um investimento de CR$ 5 milhões de cruzeiros, a indústria passava a produzir óleo vegetal a partir da extração do coco babaçu.
A partir do final dos anos 60, foi criada a política de atração de investimentos para a cidade . O programa foi chamado “Cidade Industrial” e teve como norte a atração de investimentos industriais para o município.
O começo da década de 70 marcou a vinda de indústrias madeireira, cerâmica, frigorifica, de bebidas e balaios e nesse período foi inaugurado o Paço Municipal. Em 1974 houve instalação da empresa Sadia Oeste S.A., na região do Cristo Rei, empregando pessoas da região e aumentando a arrecadação municipal; também surgiu o asfalto da Avenida da FEB, uma obra importante para o desenvolvimento da cidade e também para o deslocamento de pessoas da região do Cristo Rei ao centro da cidade. Pelo Decreto de Lei Estadual n° 3.701, de 14 de maio de 1976, foi criado o distrito de Capão Grande e anexado ao município de Várzea Grande.
Em 1977 houve a implantação da indústria de bebidas Refrigerantes do Noroeste do Brasil, fabricante da Coca-Cola no município e nesse mesmo ano o Senai inaugura o seu campus na cidade no distrito Cristo Rei. Em 1978 houve a criação da comarca de Várzea Grande, mas sua inauguração ocorreu em 1979, instalada na Avenida Couto Magalhães esteve localizada no espaço onde funcionou o grupo escolar Pedro Gardés, que havia se transferido para Avenida Felinto Muller.
Em 1982 houve a inauguração da revenda de refrigerantes da marca Marajá, com sede em Rondonópolis; a empresa iniciou a sua distribuição na região de Cuiabá. Em 1984 foram iniciadas diversas obras de intervenção urbana na cidade como o alargamento das avenidas da FEB, Avenida Felinto Müller, Avenida Júlio Campos e a Avenida Ulisses Pompeu de Campos. Em 18 de dezembro de 1984, na gestão do então prefeito Jayme Campos, houve a inauguração do prédio do Fórum da cidade, próximo ao paço municipal.
No ano de 1985 foi inaugurada a Ponte Juscelino Kubistchek e também fundada a Associação Comercial e Industrial de Várzea Grande. No mesmo ano a prefeitura, em conjunto com o governo do estado, inaugurou o Ginásio Júlio Domingos de Campos, conhecido popularmente como “Fiotão”, na região central.
Em 1986 o governo do estado iniciou a duplicação da Ponte Júlio Muller e em 13 de setembro de 1988 foi inaugurado o pronto socorro municipal, como o primeiro posto de saúde pública da cidade. No ano de 1989 foi fundado o Centro Universitário de Várzea Grande e também realizada a primeira edição da Feira Industrial e Comercial de Várzea Grande (FEICOVAG).
Em 1992 houve a inauguração do Palácio Benedito Gomes da Silva, a nova sede da Câmara Municipal de Várzea Grande e também a inauguração da linha de abate de aves da empresa Sadia Oeste.
No ano de 1997 a Renosa constrói a sua nova unidade na Rodovia Mario Andreazza, em uma área total de 120 mil metros quadrados, com 21 mil metros quadrados de área construída.
Século XXI aos dias de hoje
Em março de 2002 foi inaugurada a Ponte Sérgio Motta, ligando Várzea Grande a Cuiabá, pelo bairro Cristo Rei. Foi considerada a terceira ponte estaiada inaugurada no Brasil. Em 2004 foi inaugurado o primeiro terminal para o transporte intermunicipal do município, o Terminal André Maggi; na ocasião o terminal passou a operar com duas plataformas com capacidade para 10 ônibus em linha reta e atendendo uma média de 10 mil usuários ao dia. No dia 17 de novembro de 2015 foi inaugurado o primeiro shopping center da cidade, o Várzea Grande Shopping, com cerca de 180 lojas e 6 salas de cinema; o empreendimento foi o primeiro centro multiuso do estado a concentrar o Ganha Tempo e outras autarquias.
Relevo e geomorfologia
Várzea Grande está inserida na depressão cuiabana, cujo relevo predominante são colunas médias, sendo caracterizada por dissecação média, forte amplitude média e controle estrutural da faixa de dobramento denominada depressão dissecada. As rampas pediplanadas são o segundo tipo de relevo mais encontrado, sendo caracterizadas por sua dessecação, pequena amplitude, baixa declividade, densidade de drenagem e amplos interfluvios; são encontrados na região outros tipos de relevo: Morros e Morretes Alinhados, Terraço Alto, Planície Fluvial - Terraço Baixo e Planície Aluvionar Mediandriforme. Classificados como: Argiloso, Cambrilossolos, Gleissolos, Latossolos, Neossolos, Litolicos e Fluvicos e Plintossolos Petricos; o solo da região é, em geral, raso e com grande presença de níveis maior de resistência a mecanização, a penetração de raízes e a escavação para a instalação de infla-estrutura enterrada. A formação geológica do município está localizada em uma cobertura dobrada do Proterozoico com grantoides associados a faixa móvel Brasiliana.
Com altitude de 185 metros, Várzea Grande não possui elevações notáveis, sendo que a inclinação mais alta é a rampa denominada Morro Vermelho - Modelado de terreno que o milenar serviço de erosão constituiu para a formação do Rio Cuiabá. Na região predominam chapadões cobertos de cerrado e poucos capões, com exceção da área marginal do Rio Cuiabá e do seu afluente, Rio Pari, onde a macega já foi densa.
O município é banhado pelos rios Esmeril, Espinheiro, Pari além do Rio Cuiabá, sendo este o rio principal da cidade, e que faz divisa com a cidade a Cuiabá; a sua hidrografia é a Grande Bacia da Prata, contribuindo com a Bacia do Rio Cuiabá e estende-se ao longo dos limites de Cuiabá, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Rosário Oeste até o Pantanal, tendo a sua nascente a 133 km de Várzea Grande, no município de Rosário Oeste, que se juntam e formam os córregos Cuiabá do Bonito e Cuiabá do Castanho, que ficam no meio das serras Azul e do Tombador.
Clima
O clima de Várzea Grande é caracterizado como tropical de savana (do tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperatura média anual de 25,9 °C e precipitação média de 1.750 milímetros (mm) anuais, concentrados entre os meses de janeiro, fevereiro e março. O tempo médio de insolação é de aproximadamente 1.500 horas anuais, com umidade relativa do ar de 60%. No município predomina entre os meses de julho e agosto o período de seca e é período do ano com maior incidência ocorrer de queimadas dentro do perímetro urbano na cidade.
O inverno é o período do ano com temperaturas mais rigorosas a temperatura chega a baixar 8 °C no mês de julho com sensação térmica de 4,9 °C fato atípico para moradores acostumados com temperaturas elevadas durante o ano, porem o inverno é a estação mais seca do ano pela ocorrência de queimadas na cidade e isso faz a umidade relativa do ar caia pelo menos 13 %. De forma geral, o estado de Mato Grosso possui temperaturas elevadas durante todas as estações do ano, especialmente no inverno com a falta de chuvas durantes meses, as tardes de julho, agosto e setembro podem registrar temperaturas muito altas, que variam de 35 °C a 40 °C, junto a baixa umidade do ar. As noites e manhãs podem registrar temperaturas baixas entre 10 °C e 15 °C, essa amplitude térmica é muito comum na região, por falta de nebulosidade devido a diversos bloqueios atmosféricos que atuam na região nesse período.
Parques e áreas verdes
Localizada entre os biomas Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica, o município tem como vegetação predominante o cerrado, onde se verifica três coberturas vegetais: Campos cerrados, matas galeriais e campos pantanosos.
Com o avanço do desmatamento foram criadas importantes áreas de conservação ambiental. O município conta com a APA Tanque do Fancho (com 4.000 m²), criada em 1996, como forma de proteger a vegetação da região; está localizada próxima à prefeitura da cidade. Nas proximidades existem outras áreas de proteção ambiental (APA) como a APA Parque Chapada dos Guimarães, a APA São Luís em Cuiabá e a APA Estrada-Parque em Santo Antônio de Leverger.
Várzea Grande conta com parques, praças e quadras esportivas bem localizadas, como o Parque Tanque do Fancho; o Parque Municipal Flor do Ipê e outros. O Parque Tanque do Fancho, inaugurado em 2011, no passado serviu para prática do banho e recreação na região, atualmente é um parque contando com com playground, pista de caminhada e um viveiro municipal com 2.000 mudas para uso da prefeitura; o Parque Bernardo Berneck, localizado nos fundos da antiga indústria Berneck Laminados, atualmente está numa área de 27 hectares de área verde, com pista para caminhadas; o Parque Municipal Flor do Ipê, conta com dezenove hectares sendo 4 hectares de trilhas suspensas, onde é possível ver macacos, esquilos e tamanduá-mirim, além de diversas aves e plantas nativas. A maioria das árvores possuem placas descritivas, com nome popular e científico.
Economia
Setor primário
A agricultura é o setor menos relevante da economia de Várzea Grande. A atividade agropecuária em Várzea Grande teve início com o cultivo da terra na virada dos séculos XIX e XX. Atualmente o município conta com o Centro de Abastecimento da Agricultura Familiar na Rodovia Mário Andreazza.
Setor secundário
A indústria é atualmente o segundo setor mais relevante para a economia do município. Na cidade são produzidos principalmente: estopas, plásticos, produtos de limpeza, embalagens, bebidas (tais como refrigerantes e destilados), alimentos (principalmente cereais como arroz e farináceos), cerâmica (telhas e tijolos), além de ser grande exportador de carne, couro, espumas (colchão e sofás) e refrigerantes. Seu distrito industrial, conta atualmente com 40 industriais em diferentes atividades; outro importante pólo é o atacadista, onde o município concentra cerca de 70 % das empresas de distribuição do estado. A Marfrig, instalada nas antigas instalações da BRF, arrendada em 2018, está presente na cidade com uma unidade de abate de bovinos e de produção de hambúrgueres, almôndegas e quibes para o mercado interno e externo, localizada no bairro Cristo Rei. No segmento de bebidas a Solar conta com a subsidiária Renosa, instalada na Rodovia Mário Andreazza e é a principal fabricante dos produtos da The Coca-Cola Company para o estado; ainda existem empresas regionais como a Refrigerantes Marajá e a Ampava. Estão no município indústrias de outros setores como a Ortobom, Videplast e a Isoeste.
Setor terciário
O setor terciário é a maior atividade econômica em Várzea Grande. O município serve de alternativa a consumidores de Cuiabá e de sua região metropolitana, se encontram na cidade filiais de empresas nacionais como as Lojas Americanas, O Boticário, Cacau Show, Subway, Casas Bahia e também de redes de comércio atacadista como Atacadão, Assaí Atacadista e Fort Atacadista e de redes com atuação regional como a Rede Comper de Supermercados, rede de lojas Eletrokasa, Ricardo Eletro, Tecelagem Avenida, Studio Z, Moda Verão e entre outras. Ainda devido ao seu grande e importante mercado consumidor, Várzea Grande foi a primeira cidade de Mato Grosso a contar com unidade da rede de lojas de departamentos Havan, em 2012, e a segunda cidade do estado a ter uma unidade da rede de hipermercados Extra. Entre as principais empresas sediadas no município estão o Big Lar, Todimo, Domani, Sorpan e a Top Gás e entre outros varejistas com filiais em Cuiabá e em alguns municípios de Mato Grosso.
O principal shopping center do município é o Várzea Grande Shopping, contando com 180 lojas, 6 salas de cinema e lojas ancoras como (Renner, Lojas Americanas, Riachuelo) além de autarquias estaduais e municipais no Ganha Tempo e 43.000 m² de Área Bruta Locável, o empreendimento foi inaugurado em 17 de novembro de 2015 e está localizado no bairro Jardim Aeroporto. Na cidade há outros centros de compras destacam o Auto Shopping Formula, inaugurado em 2007, localizado na Avenida da FEB, contando com 39 lojas acessórios, despachantes, financeiras, restaurante e lanchonetes; o Popular Shopping e galerias como Vitória Shopping e também o Shopping Popular na avenida Couto Magalhães na região central, também se fazem presentes galerias comerciais nos bairros Jardim Aeroporto e no Cristo Rei.
Entre as regiões com concentração de comércio estão a área central da cidade, onde concentra uma parcela expressiva do comércio, principalmente nas avenidas Couto Magalhães e Filinto Muller, onde se observa a concentração de varejo de eletrodomésticos, materiais para construção, artigos para o lar, supermercados, agências bancarias, vestuário e acessórios, pet shops, relojoaria e etc. Na cidade ainda há a predominância de comércio atacadista, concessionarias de veículos, lojas de departamentos, retifica de motores, autopeças e comércio em geral nas regiões dos bairros Cristo Rei, Jardim Glória, Guarita, Jardim Aeroporto e no Jardim Ouro Verde.
Cultura
A Viola de cocho é o instrumento musical símbolo do rasqueado, ritmo surgido no município, em 1870. No perímetro urbano os principais atrativos são os vários hotéis, restaurantes, bares, redes de fast-food, cinemas e shopping centers na região do Jardim Aeroporto museus, peixarias no distrito de Bonsucesso, além de concentração de lojas que se estende pelo centro da cidade. Várzea Grande conta também com seis salas de cinema, as salas se encontram no Várzea Grande Shopping e pertencem à rede Cineflix.
Várzea Grande conta com três importantes e bem localizadas bibliotecas; são elas a Biblioteca Municipal "Prof.ª Laurinda Coelho Pereira", localizada no bairro Cristo Rei; a Biblioteca "Farol do Saber", localizada no centro da cidade e a Biblioteca Silva Freire, localizada no Centro Universitário de Várzea Grande, numa área de 1.633 metros quadrados; é informatizada com rede wireless e dispõe de 102.814 mil obras, além de 2.000 arquivos multimédia e está em uso da universidade. Quanto aos museus, os mais importantes são: Casa de Artes de Várzea-grandense, Ateliê Vitória Basaia, Galeria Mirante das Artes e a Casa de Memória de Sinharinha, no distrito de Passagem da Conceição.
Manifestações Culturais
A cidade conta com poucos espaços dedicados à realização de eventos culturais. A Casa de Artes é um importante espaço tanto para a cidade como para o estado, cujo objetivo é expor em locais públicos os produtos confeccionados por artistas locais, divulgar e fomentar a cultura.
Entre as manifestações culturais Várzea Grande é destaque por ser o berço da musicalidade do estado, no ano de 1870, após a Guerra do Paraguai surgiu o ritmo musical que tornou símbolo da cultura em Mato Grosso, o Rasqueado (uma mistura de siriri mato-grossense e polca paraguaia), criado por refugiados e prisioneiros paraguaios com a retomada de Corumbá, começou a integrar o convívio cotidiano. Um outro ritmo de destaque é o Lambadão, surgido nos anos 90 na periferia de Cuiabá; o lambadão é tocado em bairros da cidade. Apesar do município não portar um teatro, Várzea Grande tem destacados grupos teatrais como a Companhia Vostraz de Teatro. Outra importante manifestação cultural dentro do município é a confecção das "redes várzea-grandense", redes de descanso feita manualmente, atualmente são 40 "redeiras" que diariamente se dedicam a fabricação; entre os maiores polos estão o distrito de Limpo Grande, distante a 23 km do centro da cidade.
A Secretaria de Cultura mantém uma parceria desde 2012 com a Ong, "Nossa Terra, Nossa Gente", para organização da Feira "Artes da Terra", realizada atualmente todas as quintas feira na praça Aquidabã, com ampla variedade de comida típicas, artesanato e etc.