segunda-feira, 22 de junho de 2020

SABARÁ - MINAS GERAIS

Sabará é um município do estado de Minas Gerais, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Sua população em 2019 era de 136.344 habitantes, segundo estimativas do IBGE. É constituído pelos distritos de Carvalho de Brito, Ravena e Mestre Caetano, além do distrito Sede.
Topônimo
"Sabará" é a forma abreviada do termo tupi tesáberabusu, que significa "grandes olhos brilhantes" (tesá, olho + berab, brilhante + usu, grande), numa referência às pepitas de ouro que foram encontradas na região.
História
Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838.
O princípio da história de Sabará está ligado à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII e à presença de Borba Gato, que ali permaneceu após a morte de Fernão Dias e que veio a ser o seu primeiro guarda-mor. Predomina, hoje, a versão de que, quando o bandeirante paulista lá chegou, já encontrou uma povoação e que o núcleo urbano por ele criado foi, na verdade, Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, que está um pouco antes da entrada de Sabará, do outro lado do Rio das Velhas.
A origem do nome é bastante controvertida. O viajante inglês Richard Burton ouviu, em 1867, que ele teria sido tomado de um velho pajé que ali viveu em tempos remotos. Outro viajante, o sábio francês Saint-Hilaire, também dá uma versão pouco consistente, misturando corruptelas de termos indígenas. Segundo o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos, o nome tem a ver com as particularidades geográficas da junção de um rio menor com um rio maior, como ocorre no sítio em que a cidade foi criada, onde o ribeirão Sabará deságua no rio das Velhas. Isso é bem mais aceitável, sabedores que somos de que os índios brasileiros das mais diversas nações sempre identificavam os acidentes geográficos compondo nomes, conforme a figuração ou ideia concreta ou abstrata que tais acidentes sugeriam.
Sabará foi elevada a categoria de vila por Antônio de Albuquerque, logo após o fim da Guerra dos Emboabas, juntamente com o Ribeirão do Carmo e Vila Rica. Como sede de comarca de uma importante região aurífera, possuía a sua odiada casa de fundição, para onde deveria ser levado todo o ouro extraído na região para ser fundido em barras e devidamente taxado. A antiga comarca de Sabará era a maior de Minas Gerais, atingindo até a região de Paracatu e o Triângulo Mineiro.
No princípio do século XIX, Sabará era dividida em cidade velha e cidade nova. A cidade velha era a região onde hoje ficam as igrejas de Nossa Senhora do Ó e Nossa Senhora da Conceição e a cidade nova era a região que abrange o centro histórico e a parte baixa, em direção ao rio.
Foi em Sabará que morreu um dos delatores da Inconfidência Mineira, o coronel do regimento de auxiliares de Paracatu, Basílio de Brito Malheiro do Lago. Morreu amaldiçoando o Brasil e os brasileiros e temendo ser emboscado em algum beco escuro, punido pelo povo de Sabará pela sua vil delação. Daqui também saiu um dos mais implacáveis devassantes da Inconfidência, o desembargador César Manitti, ouvidor da Comarca e escrivão do tribunal que condenou os inconfidentes. Sabará é a cidade histórica mineira mais próxima da capital. Uma das características marcantes do lugar é a receptividade de sua gente. Caminhando pelo centro histórico, é possível seguir por vias estreitas de paralelepípedos e se defrontar com construções do século XVIII. O município oferece atrativos para turistas que buscam resgatar um pouco da história de Minas ou apoiar a sua fé, visitando as suas igrejas. A vida noturna também é muito ativa, principalmente nas praças Melo Viana e Santa Rita.
Turismo
Casarões
Sabará possui alguns trechos históricos preservados, especialmente no centro da cidade. Na Rua Pedro II, antiga Rua Direita, encontram-se alguns casarões, especialmente do século XIX. Destaca-se o Solar do Padre Correa ou de Jacinto Dias construído em 1773, que possui escadarias de madeira de jacarandá e talha da terceira fase do Barroco Mineiro, onde funciona hoje a prefeitura. Ali já se hospedaram figuras ilustres como Dom Pedro I e Dom Pedro II. Seu antigo proprietário, o Padre José Correa da Silva, era suspeito de ser inconfidente e assim, provavelmente, as paredes dessa casa devem ter escutado muito xingamento contra a Coroa e o Governador Cunha Menezes; o Fanfarrão Minésio ridicularizado nas Cartas Chilenas de Tomas Antônio Gonzaga. Outra construção do século XVIII é a chamada Casa Azul, onde nos dias de hoje funciona uma repartição pública federal. Tem ainda outra atração que é a chamada Casa Borba Gato. O nome é um chamariz turístico tomado da rua onde o casarão está situado; ao contrário do que este sugere, o famoso desbravador do Sabarabuçu nunca morou ali. Trata-se da antiga Rua da Cadeia que foi rebatizada com o nome do bandeirante em 1911. A casa, construída pela família Guimarães em 1814, já foi hotel, escola, casa de padre e, hoje, é uma instituição do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional voltada para a preservação do patrimônio histórico da cidade.
Chafarizes
Sabará possui ainda muitos antigos chafarizes, sendo os mais conhecidos o do Kaquende, construído em 1757, na Rua São Pedro, no antigo centro comercial da cidade, o do Rosário, instalado ao lado da igreja de mesmo nome na Praça Melo Viana, e o da Corte Real.
Igrejas
Sabará possui um dos mais notáveis acervos de igrejas setecentistas de Minas:
Nossa Senhora do Ó de 1717, uma das mais representativas do barroco mineiro, possui influência chinesa em sua arquitetura externa e na decoração interna, o seu nome é devido às ladainhas de Nossa Senhora que sempre começam com o Ó e seguem com algum louvor ou agradecimento;
- Nossa Senhora da Conceição de 1710, matriz da cidade, localizada na praça Getúlio Vargas (cidade antiga);
- Nossa Senhora do Carmo de 1763, com várias obras de Aleijadinho;
- Nossa Senhora das Mercês de 1781 dos homens pardos, com linhas arquitetônicas simples, sem ornamentações internas, mas localizada em lugar privilegiado na composição da paisagem urbana;
- Nossa Senhora do Rosário de 1713, inacabada pelos escravos da irmandade dos homens negros da Barra do Sabará, os quais a construíam e pararam por falta de recursos;
- Igreja de Nossa Senhora da Assunção, no distrito de Ravena, também do século XVIII e que em 2010 passa por um processo de recuperação pelo IEPHA;
São Francisco de 1781, além de várias capelas.
Casa da Ópera
Sabe-se que a primeira Casa da Ópera da Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabarabuçu foi construída antes mesmo de 1771, mas a partir de 1783, já estava completamente abandonada, já que as apresentações teatrais passaram a ser executadas em um palco de madeira construído em uma praça pública.
A atual Casa da Ópera, também conhecida como Teatro Municipal, foi construída em 1819 através de um imenso esforço da população local. O teatro foi inaugurado no dia 2 de Junho de 1819, dia do aniversario da Infanta Dona Maria da Gloria, Princesa da Beira. As apresentações incluíram os títulos "Maria Teresa, a Imperatriz da Áustria" e "Zelo d'amor".
O teatro foi construído na propriedade de Francisco da Costa Soares e havendo sido um teatro particular até o século XX. Foi construído no bairro mais aristocrático da cidade, na mesma rua onde se encontram alguns dos seus mais importantes edifícios, tal como a Casa da Câmara. A Rua Pedro II tinha aproximadamente 30 casas na época da construção do teatro.
Ao contrário do que se conhece pela tradição local, não se trata em absoluto de um teatro elisabetano. No que tange à arquitetura, se trata de um teatro barroco italiano típico, seguindo todos os parâmetros construtivos vigentes não só na Itália como também em Portugal durante os séculos XVIII e XIX. A sala segue a forma de ferradura contornada por três níveis de camarotes, num total de 41. O último andar, conhecido como "torrinha", não é dividido em camarotes e era reservado aos espectadores financeiramente menos favorecidos. O forro do teto é de taquara. Não se sabe ao certo se o forro original era do mesmo material, tendo sido o atual introduzido na reforma de 1970 realizada por Amadée.
O teatro possui uma das melhores acústicas da América Latina e apresenta uma atividade regular que tem sido apresentada com frequência na atual gestão da Secretaria de Cultura de Sabará. As apresentações incluem música de câmara e um repertório operístico.
Museu do Ouro
Na antiga Casa de Intendência e Fundição do Ouro da Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, funciona atualmente o Museu do Ouro, que reserva objetos associados ao período de extração do ouro em Minas Gerais durante o século XVIII[12]. Há também peças do mobiliário luso-brasileiro dos séculos XVIII e XIX, pratarias, arte sacra, aparelhos de chá, gomis e lavandas. Em 2006, o museu completou 60 anos.
Festas famosas
- Festival de Jabuticaba: Sabará é a "Terra da Jabuticaba". Típica no Brasil, com maior produção no estado de Minas Gerais, a jabuticaba encontrou espaço nos quintais das casas de Sabará. A municipalidade incentiva a preservação das jabuticabeiras através de uma lei municipal que oferece desconto no valor do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana para cada árvore plantada em um imóvel. Em 2007, o Festival da Jabuticaba foi registrado como Patrimônio Imaterial do município. É uma festa bem conhecida na região que atrai um ótimo público.
Festival do Ora-pro-nobis: Esta hortaliça com seu valor alimentício e medicinal, ganha em Sabará relevância cultural. O cultivo da verdura é motivado pela tradição local com o crescimento da demanda por comida típica da região. Desde 1997, é realizado anualmente no povoado de Pompéu (Sabará), o Festival do Ora-pro-nóbis, um evento gastronômico do município que, além de incentivar a economia local no cultivo da planta, mantém o turismo da cidade. Pelo próprio nome Ora-pro-nóbis, que remete a uma oração, o turista é estimulado às delícias culinárias e às visitas aos patrimônios históricos religiosos sabarenses.
Educação
Ensino médio e superior
Sabará possui 11 escolas de ensino médio, sendo 8 pertencentes à rede estadual (ex.: Zoroastro Viana Passos, Castelo Branco, João de Arruda Pinto) e 3 pertencentes à iniciativa privada Colégio Augustus, Colégio Vila Real). Possui a Faculdade de Sabará, fundada, 1998 e que ministra cursos superiores presenciais, a distância e de pós-graduação.
Além das escolas mencionadas, Sabará conta com uma escola da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, o Instituto Federal de Minas Gerais Campus Sabará (IFMG Campus Sabará), instituição fundada a partir de 2010 e que oferta formação profissional e tecnológica desde o ensino médio a pós-graduação.
Jabuticaba-sabará
A cidade também deu nome a um tipo de jabuticaba, menor do que a comum. O início do cultivo desse tipo de jabuticaba na cidade acabou rendendo-lhe o nome conhecido no país todo.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 19 de junho de 2020

SIMÕES FILHO - BAHIA

Simões Filho é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2019 era de 134.377 habitantes.
Fica localizado na Região Metropolitana de Salvador, já conurbado com a capital baiana.
História
O lugar era originalmente parte da área do Recôncavo onde desde o século XVII se instalaram os engenhos produtores da cana-de-açúcar.
O município foi criado a partir da emancipação do então distrito soteropolitano de Água Comprida, com sua denominação atual, em 7 de novembro de 1961, pela Lei 1.538. Seu nome homenageia o jornalista e político Ernesto Simões Filho, fundador do jornal A Tarde, ainda hoje existente.
A emancipação foi fruto de pleito da comunidade, em que teve destaque as atuações dos emancipadores: Walter José Tolentino Álvares, Altamirando Ramos, Noemia Meireles Ramos, professora Maria Chaves, Padre Luiz Palmeira.
Integrando a Região Metropolitana de Salvador em 1973, por Lei Federal, desde esse período recebeu a instalação de diversas indústrias, sendo registrados mais de mil empreendimentos.
O pioneiro do saneamento no município foi Engenheiro Simões. Em 1929, quando adquiriu a fazenda "Engenho Novo", providenciou a vinda de uma equipe de serviço de malária para executar os trabalhos de abertura de valas e córregos, a fim de exterminar a febre pelúcida que ceifava vidas, na antiga Água Comprida.
Economia
No contexto econômico, podemos considerar o Centro Industrial de Aratu – CIA e o Polo Industrial de Camaçari – PIC como sendo os dois marcos mais importantes para a economia local. A atividade agropecuária, com baixa representatividade, também se faz presente no município, destacando-se o cultivo de banana, coco-da-baía, cacau (amêndoa), manga, goiaba, laranja e pimenta do reino e a criação de bovinos, suínos e ovinos.
O Índice de Desenvolvimento Econômico – IDE é um indicador econômico resultante da análise dos níveis de infraestrutura (INF) e qualificação de mão-de-obra (IQM) existentes e da renda gerada localmente (IPM). Segundo o IDE publicado pela SEI (2002) o município de Simões Filho aparece como a quinta economia baiana em 1998. Comparado aos demais municípios da RMS o município classifica-se como a quarta economia da região.
Clima, Relevo e hidrografia
Devido a grande proximidade do litoral, Simões Filho apresenta clima úmido com temperaturas médias anuais de 24,7 °C, pluviosidade média anual entre 1.600 e 2.000 mm, sendo que as maiores concentrações pluviométricas ocorrem entre os meses de abril e junho.
As formas de relevo predominantes no município são os tabuleiros pré-litorâneos, as planícies marinhas e fluviomarinhas e as baixadas litorâneas, associadas a uma geologia com presença de conglomerados, gnaísses, arenitos, depósitos fluviais e costeiros (areias de praias, dunas, mangues, terraços e cordões litorâneos).
A hidrografia é composta pela bacia do rio Joanes, sendo os principais afluentes os rios Córrego Cantagalo e o Córrego Muriqueira. Ao longo da bacia aparecem as represas Joanes I, Joanes II, Ipitanga II e Ipitanga III, importantes para o abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador.
A bioecologia local é representada pelos solos do tipo podzólico vermelho-amarelo álico, latossolo vermelho-amarelo álico, latossolo amarelo álico, podzol hidromórfico e solos indiscriminados de mangue, onde desenvolvem atividades agrícolas, extrativismo e pecuária. A vegetação está constituída pela floresta ombrófila, contato cerrado-restinga e formações pioneiras com influência fluviomarinha.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 15 de junho de 2020

SANTA RITA - PARAÍBA

Santa Rita é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, estado da Paraíba. Sua população em 2019 foi estimada pelo IBGE em 136.586 habitantes. No município está localizado o Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, que atende à demanda da Região Metropolitana de João Pessoa.
Cidade histórica localizada junto à capital do estado, Santa Rita foi palco da implantação dos primeiros engenhos de cana-de-açúcar na Paraíba. A prosperidade canavieira possibilitou que muitas casas, igrejas, capelas e outros monumentos em estilo arquitetônico barroco fossem erigidos, os quais ainda hoje remontam a essa época.
O município apresenta o maior número de fontes de águas minerais do estado da Paraíba, por isso também é conhecida como "cidade das águas minerais".
História
Brasil Colônia
A colonização de Santa Rita teve origem logo após a fundação de João Pessoa, em 1585, pelo português Frutuoso Barbosa. Na ocasião, eram freqüentes os combates entre portugueses, tabajaras e potiguaras, estes últimos auxiliados pelos franceses . O primeiro núcleo não-nativo se instalou no século XVI, décadas antes da fundação de Filipeia, conhecido como feitoria do Forte Velho (um dos primeiros entrepostos comerciais - junto a Baía da Traição - na América Portuguesa de normandos e bretões). Segundo Elias Herckmans, o forte velho foi totalmente destruído pelos espanhóis e portugueses aliados aos tabajaras para evitar uma nova investida contra os assentamentos ibéricos na margem oriental da reentrância flúvio-marítima pouco a norte da costa. Aí também nasceu André Vidal de Negreiros. Nesta altura Santa Rita era exportadora-mor de açúcar.
Ainda em 1585 foi erigido o primeiro forte da região, o Mirante do Atalaia, o Forte Velho, que servia como ponto de observação dos portugueses para identificarem possíveis piratas franceses em busca de pau brasil. Paralelo a esta edificação, os portugueses construíram o Engenho Real Tibiry nas proximidades de onde hoje fica os bairros de Várzea Nova e Tibirí Fábrica. Era um engenho de alta tecnologia para a época, movido á água. O nome Tibiry deriva de uma tribo indígena que habitava essa região.
Santa Rita originou-se de acampamento de nativos, colonos, exploradores, comerciantes, criadores e até tropas militares. Foi construído no local então conhecido como Tibiry o Forte de São Sebastião (1771), e próximo a ele foi edificada a capela que, juntamente com o primeiro engenho de açúcar, se tornaram o marco para a formação do povoado.
Brasil Império
A população de Santa Rita fora dos engenhos, começou-se dentro de um acampamento de tropas, ou ponto de partida, ou estacionamento de comboios de almocreves de matutos, tendo sido a atual cidade, primeiramente, um local de "pouso" das pessoas que viajavam da capital da Província para o interior, e vice-versa, onde, geralmente, pernoitavam. Naquele tempo, efetivamente, para se ir à capital da Província, fazia-se um grande rodeio, contornando o vasto alagadiço existente entre Santa Rita e Tibiri, para então alcançar a Estrada de Manênma que ligava o Engenho Tibiri à Paraíba. A pousada aí, portanto, era uma necessidade. Foi, justamente, nesse "pouso", que surgiram as primeiras habitações.
Brasil República e emancipação
O distrito de Santa Rita foi criado pela Lei provincial nº 2, de 20 de fevereiro de 1839. Já o município foi declarado como tal pelo Decreto Estadual nº 10, de 9 de março de 1890, publicado no jornal Gazeta da Parahyba, edição de 21/03/1890, e Antônio Cordeiro Gomes de Melo foi nomeado Presidente do Conselho de Intendência Municipal, cargo equivalente ao de Prefeito Constitucional. Suprimido este, posteriormente a Lei estadual nº 79 de 24 de setembro de 1897 o restaurou, firmando Santa Rita como território desmembrado da cidade de Paraíba. A sede municipal recebeu foros de cidade pela Lei estadual nº 613, de 3 de dezembro de 1924 que novamente extinta foi restaurada pelo Decreto estadual n.º 352, de 28 de dezembro de 1932.
Com isso a cidade teve seu total crescimento fora dos engenhos no centro, perto da Basílica de Santa Rita. Praças foram construídas, prefeitura, biblioteca até um cinema a cidade ganhou, por falta de investimento do governo Santa Rita poderia ser uma cidade padrão Campina Grande. Inicialmente apenas com a sede, sofreu diversas reformulações administrativas chegando em 1959 a contar com os distritos de Livramento, Lucena e Bayeux. Desse ano em diante perdeu os distritos de Bayeux (1959) e Lucena (1961).
A padroeira do município é Santa Rita de Cássia.
Vegetação
A vegetação é predominantemente do tipo floresta subperenifólia (floresta tropical do tipo atlântica), com partes de floresta subcaducifólia e cerrado.
Clima
O clima é do tipo tropical chuvoso, com verão seco. O período chuvoso tem início em janeiro e término em setembro, concentrando-se entre abril e julho. A precipitação média anual é de 1.600 mm. A temperatura média anual do município oscila em torno de 26 °C.
Economia
Além da indústria e comércio, a economia do município é bem movimentada pela agricultura e agropecuária. Santa Rita possui uma grande produção de cana-de-açúcar. Além disso, diversas indústrias existem na cidade, como a Metalbrasil Metalúrgica, a Alpargatas S.A. (calçados), Velas Santa Clara, Guardanapos Elite, Siplast, P & P Reciclagem, Carioflex (estofados), Cincera (cerâmica), Ceramina (cerâmica), Caiongo (cerâmica), Lajes Sigma (pré-moldados de cimento), Cosibra (sisal), Brastex (sisal), Demyllus (confecções), Valtex (confecções). A cidade conta com quatro agências bancárias, que são: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste. Há três feiras livres que recebe clientes também de municípios circunvizinhos como Bayeux, Cabedelo, João Pessoa, Cruz do Espírito Santo, Sapé, Mari, Pedras de Fogo e Mamanguape. Na indústria canavieira (açúcar, álcool e aguardente) algumas empresas são: Usina Japungu, Usina Santana, Usina São João, Engenho do Meio, Usina Monte Alegre, Destilaria Miriri.
Por ser o município paraibano com maior incidência de fontes de água mineral, também existem as indústrias deste recurso, dentre elas: Água Mineral Platina, Água Mineral Indaiá, Água Mineral Sublime e Água Mineral Itacoatiara.
Arte e cultura
Santa Rita abriga um universo artístico muito rico, composto por atores; repentistas; músicos; dançarinos; coreógrafos; poetas; artesãos; cineastas; artistas plásticos, etc. Por volta de 1950, a cidade já contava com a força das lapinhas, que encantavam a muitos nos períodos natalinos. Era comum que as pessoas se encontrassem na praça central (atual Getúlio Vargas), para uma passeada ou uma ida ao coreto que ali existia. Também já existiram quatro cinemas na cidade: o "Cine Avenida" na Praça Getúlio Vargas; o "Cine São João" na rua São João; o conhecido popularmente por "Cine Purga" na rua Dr. Pedroza, e um que não conhecemos o nome, que funcionava onde antes estava a Caixa Econômica Federal, na Praça Getúlio vargas, além do "Cinema de Várzea Nova" que funcionava naquele distrito.
Santa Rita possui três bens tombados pelos patrimônio histórico federal: a Capela do antigo Engenho Una (atual Engenho Nossa Senhora do Patrocínio), a Igreja de Nossa Senhora das Batalhas e a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro[9].
Teatro
O antigo teatro municipal, chamado "Teatro Oficina das Artes", funcionava no bairro da Liberdade (Centro) e foi demolido pelo poder público municipal, para dar lugar a um banco particular. Juntamente, foram extintos a banda filarmônica e o grupo de cultura popular Massapê, que ali existiam.
Atualmente a cidade só dispõe de um teatro particular no Conjunto Tibiri II. O teatro, de propriedade do dramaturgo, professor, ator e diretor teatral Ivonaldo Rodrigues (cujo teatro tem seu mesmo nome). Neste mesmo teatro todos os anos acontece o "Festaty" (Festival de Teatro de Tibiri II), que vai na sua XXII edição. Além de um festival anual, o Teatro Ivonaldo Rodrigues possui o grupo TATY que há 29 anos realiza o espetáculo a Paixão de Cristo, apresentado em várias cidades do estado durante todos esses anos.
Dança
As três Quadrilhas Juninas mais ativas na cidade são a Riacho Verde e o Grupo de Cultura Popular e Quadrilha Junina Explosão Nordestina e, do bairro de Tibiri II e Quadrilha Junina Riacho Fundo do bairro Heitel Santiago.
A cidade tem um grupo de cultura popular e dança chamado Massapê, que se apresenta em todo o estado e no país, com previsão até de apresentações internacionais.
O Grupo de Cultura Popular Massapê encontra-se em plena atividade com diversos quadros
Existem também vários grupos culturais de dança da 3ª idade, entre eles o grupo "Flores Belas" da ONG Pro Dia Nascer Feliz, com espetáculos de dança e teatro.
Na comunidade de Forte Velho, existe um grupo de "Coco de Roda" com mais de 150 anos de existência, passado de geração a geração, e que consta na enciclopédia do folclore brasileiro como um "Coco" de estilo próprio, denominado de "Coco de Forte Velho".
Esportes
A cidade possui um time de futebol que já deu muitas glórias no esporte para a cidade, o Santa Cruz de Santa Rita, que já foi campeão Paraibano por 2 vezes, além de diversos times amadores. Também o esporte que se destaca no município é o Taekwondo, no qual os atletas têm competido em torneios importantes pelo Brasil e fora dele, trazendo até títulos nacionais.
Futebol
O clube de futebol da cidade é o Santa Cruz Recreativo Esporte Clube, campeão paraibano por 2 vezes (1995 e 1996). O clube tem como grande revelação Mazinho, campeão mundial pela Seleção Brasileira na Copa de 1994. Manda as suas partidas no Estádio Virgílio Veloso Borges, o "Teixeirão", com capacidade para 5.000 espectadores.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 12 de junho de 2020

ARAUCÁRIA - PARANÁ

Araucária é um município brasileiro do estado do Paraná, do qual é o décimo terceiro mais populoso, com 143.843 habitantes, conforme estimativa do IBGE de 2019.
Etimologia
De origem geográfica, constitui-se em referência à enorme reserva de mata nativa existente ao tempo da povoação do município. Esta mata, composta de espécimes da espécie Araucaria angustifolia, ou pinheiro-do-paraná, é comum nas zonas mais frias.
História
As primeiras movimentações do homem branco no atual município de Araucária, remontam ao ano de 1668, período em que Domingos Rodrigues da Cunha recebeu uma sesmaria, doada pelo Capitão Povoador, Gabriel de Lara, o homem forte do Paraná daquele período.
Outras sesmarias foram doadas a seus filhos Luíz e Garcia Rodrigues Velho, e situavam-se na Passagem de Apiaúna, fazendo divisas com o Rio Iguaçu, que naquela época recebia a denominação de Rio Grande de Curitiba.
Estas famílias iniciaram roçadas, lançaram as primeiras sementes e o lugar passou a ser ponto de referência. Alguns anos após desenvolveu-se um povoado que recebeu a denominação de Tindiquera. A ocupação foi relativamente rápida e ali se estabeleceram o cirurgião Paschoal Fernandes Leite, capitão Manoel Picam de Carvalho e muitos outros.
A origem histórica de Tindiquera, de onde provém o município de Araucária, merece um capítulo à parte na historiografia paranaense, pela sua riqueza. Consta que residia na pequena Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, mais tarde Curitiba, a numerosa família dos Maia, de homens valentes e impetuosos e que mantinham relações conturbadas com as autoridades e outros povoadores do lugar. Os seguidos incidentes deram-lhes a condição de personas non gratas na incipiente Curitiba, chegando ao ponto de serem obrigados a se afastar da vila e a refugiarem-se em lugar distante, a fim de evitar a ação da justiça, que os perseguia, assim como a vingança do povo. O local escolhido pela numerosa família Maia foi exatamente o povoado de Tindiquera, situado às margens do Iguaçu e bem em cima de uma antiga aldeia indígena.
Em 1876 a região recebeu forte fluxo imigratório de russos, poloneses e alemães, que numa ação conjunta deram progresso ao lugar através da Colônia Thomaz Coelho.
O advento da República encorajou a comunidade a elaborar um abaixo-assinado, que foi devidamente encaminhado ao governo do estado, através do deputado Victor Ferreira do Amaral.
Em 11 de fevereiro de 1890, pelo Decreto Estadual nº 40, sancionado pelo governador José Marques Guimarães, foi criado o município, com território desmembrado dos municípios de Curitiba e São José dos Pinhais, e com denominação alterada para Araucária[9] A instalação oficial deu-se no dia 1 de março de 1890.
Pela Lei nº 1.055, de 5 de abril de 1911, foi criado o Têrmo Judiciário de Araucária, cuja instalação foi em 4 de junho de 1911. Em 19 de abril de 1919, através da Lei nº 1.908 foi elevado à categoria de Comarca, e a instalação foi feito por Estanislau Cardoso no dia 14 de maio do mesmo ano. Através do Decreto-Lei nº 93, de 14 de setembro de 1948, voltou à categoria de Têrmo Judiciário, e em 25 de janeiro de 1949 foi elevado novamente à categoria de Comarca, desta vez tendo sido instalada por Luiz de Albuquerque Maranhão Júnior.
Economia
A exploração comercial da madeira iniciou-se na Freguesia do Iguassú a partir do século XIX, até a década de 1930, quando entra em crise pela devastação das reservas. Os moradores de Araucária ainda se dedicaram à exploração da erva-mate até a década de 1940, quando houve o declínio das exportações para a Argentina, que se tornou auto-suficiente. O crescimento econômico da região proporcionou a abertura de mercado para outras atividades geradoras de emprego para a população como olarias, cerâmicas, moinhos, fábricas de palhões, de massa de tomate, de caixas de madeira, de linho, de fósforo, de balas, de bolachas e torrefação de café.
Em 1972, com a instalação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas e em 1973 com a criação do CIAR (Centro Industrial de Araucária), ocorreu um crescimento bastante acentuado e uma inversão no quadro populacional, econômico e social do Município, em que a população urbana passou a superar a rural com a vinda de um contingente populacional de vários pontos do país e a economia que se baseava na agricultura e pecuária passou a ser predominantemente industrial/urbana. A partir da década de 1970, ocorreu uma acentuada industrialização da cidade, totalizando o segundo maior parque fabril do estado, apenas atrás da capital. Dentre as indústrias instaladas na cidade é possível destacar: FAFEN-PR, CSN Paraná, Siderúrgica Guaíra (Gerdau), Berneck, Cocelpa, Imcopa, Tri-Sure, Hübner Auto Linea, AAM do Brasil, Filtros Mil, Dyno do Brasil, Adesi, Gonvari do Brasil, Haus Technology, Trane e Novozymes.
Turismo
As principais atrações turísticas da cidade são.
- Museu Tingüi-Cuera - Localizado no Parque Cachoeira, o Museu tem o seu nome em homenagem aos índios Tingüis que habitaram a região de Araucária, já conhecida como Tindiqüera na época do descobrimento do Brasil. Foi inaugurado em 11 de fevereiro de 1980 no prédio da extinta Companhia São Patrício onde funcionou até 1982, quando foi transferido para o prédio que abrigou a antiga Fábrica de Massa de Tomate Torres, de 1943 até 1965, de propriedade de Archelau de Almeida Torres. O Museu conta com acervo de aproximadamente 600 peças datadas a partir do século XIX, que contam a história do cotidiano de vida e de trabalho da população. O Museu possui seis salas de exposição, sendo três delas reservadas para exposições temporárias e três para exposições de longa duração e reserva técnica. O Museu abriga também o Auditório Júlio Grabowski com uma área aproximada de 100m². Visitas monitoradas podem ser agendadas por meio do setor educativo.
Roteiro de Turismo Rural - É possível fazer passeios orientados por propriedades rurais familiares, onde são oferecidos diversos produtos à venda, tais como doces e licores, frutas, flores e artesanato, além de café colonial típico polonês. O ônibus sai todos os sábados
Parque Cachoeira - Abriga o Museu Tingüi-Cuera, museu este de característica regionalista. Aberta a visitação também está a Aldeia da Solidariedade, onde estão casas de troncos falquejados, encaixados, feitas de troncos de pinheiros, construídas pelos primeiros imigrantes poloneses lembrando a arquitetura da terra natal. Há também uma capela, chiqueiro, paiol e picador de palha, bem como um centro poliesportivo e uma grande área verde e de fundo de vale, bem próximo ao Centro da cidade. O Parque Cachoeira também é famoso pelas festas realizadas em suas dependências, sendo a mais popular e conhecida na região a Festa do Pêssego.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 8 de junho de 2020

VITÓRIA DE SANTO ANTÃO - PERNAMBUCO

Vitória de Santo Antão é um município brasileiro do estado de Pernambuco, Região Nordeste do país, distante 46 quilômetros da capital estadual, Recife. Em 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou sua população em aproximadamente 138.757 habitantes, sendo o décimo mais populoso município pernambucano, o quarto mais populoso do interior do estado e o mais populoso da Zona da Mata. Vitória de Santo Antão é a única cidade das Américas a ter Santo Antão como padroeiro.
História
Cidade de Braga
Em 1626, o português Antonio Diogo de Braga, vindo da Ilha de Santo Antão, do arquipélago de Cabo Verde (antiga colônia de Portugal), fixou residência com seus parentes e edificou uma capela em homenagem a Santo Antão.
Santo Antão da Mata
Em 1774, a cidade de Braga foi chamada de Santo Antão da Mata, quando já tinha população estimada em 4.866 habitantes. Aos sábados eram realizados feiras livres, onde os moradores fabricavam seus produtos artesanalmente para atender comboios que vinham do sertão de Minas para comprar esses gêneros.
Santo Antão da Mata, além de sua situação privilegiada em termos de cursos d'água, situava-se como ponto de passagem do caminho que se destinava ao São Francisco através do Vale do Mocotó. O povoado, nessa condição, deve ter tido um relevante papel comercial, no qual se destaca o fato de que "em suas feiras semanais, os tropeiros vendiam gado para o abastecimento de Olinda e Recife, além de rapaduras e mel (fabricados nas engenhocas da freguesia), pano de algodão, tecidos (em modestas oficinas domésticas)", entre outros produtos.
Vitória de Santo Antão
Evoluindo sucessivamente da condição de povoação a freguesia, passando posteriormente à categoria de vila pelo Alvará Régio de 27 de Julho de 1811, assinado pelo então Príncipe Regente D. João, o município foi oficialmente instalado em 28 de maio de 1812.
Do seu território, faziam parte as freguesias de Bezerros e Santo Antão, abrangendo uma grande extensão de terra, "correspondendo, hoje, as áreas ocupadas pelos municípios de Vitória de Santo Antão, Pombos, Chã Grande, Gravatá, Bezerros, Caruaru, Bonito, São Caetano, Sairé, Camocim de São Félix, São Joaquim, Barra de Guabiraba, Riacho das Almas e Cortês".
Pela Lei Provincial nº 113, de 6 de maio de 1843, sancionada pelo Barão da Boa Vista, então Presidente da Província de Pernambuco, foi elevada à condição de cidade, tendo seu nome mudado para Cidade de Victória, em homenagem à batalha ganha pelos pernambucanos sobre os holandeses no Monte das Tabocas. Este nome porém, não permaneceu devido a existência de um Decreto-lei que proibia a existência de duplicatas na toponímia nacional.
Após muita discussão, foi definitivamente aceito e reconhecido o nome da Vitória de Santo Antão, em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto-lei Estadual nº 952, para município, comarca, termo e distrito. A ocupação das terras integrantes do município se deu no século XVII, época quando os lavradores e criadores se fixaram no vale do Tapacurá. A formação municipal teve início com a chegada do português Diogo Braga, oriundo da Ilha de Santo Antão, no Arquipélago de Cabo Verde, no ano de 1626, quando se estabeleceu nas terras com o intuito de desenvolver atividades agropastoris. Nos dias atuais, o município é tido como o mais importante da sua mesorregião e um dos mais importantes do interior do estado, por concentrar o maior contingente populacional e polarizar os setores de serviços e da indústria na zona da mata pernambucana.
Chegou a ser elevada à condição de cidade, tendo nessa altura o seu nome mudado para Cidade da Vitória, em homenagem à batalha do Monte das Tabocas.
Economia
Indústria
Destacam-se como grandes indústrias a unidade da Brasil foods (BRF) (antiga sadia) detentora de uma fatia considerável do mercado brasileiro de produtos derivados de animais; O Grupo JB destaca-se pela diversidade e capacidade produtiva onde atende aos mercados nacionais e internacionais de cana de açúcar, com a produção de álcool, gás carbônico, energia, combustíveis, armazenagem, importação e exportação e indústria química. Isoeste, grande fabricante de telhas térmicas do país; Pitú, conhecida internacionalmente pela aguardente que produz e que é a principal referência industrial de Vitória de Santo Antão por sua tradição; a Mondelez, segunda maior no segmento de alimentos no Mundo, por produzir os Sucos Tang, Fresh e Maguary, Chocolates da Lacta, fermentado em Pó Royal. A Elcomma Computadores, Ventisol Ventiladores, Tintas Anjo, Metalfrio Refrigeradores, Nordeste Tintas, Arxo, Converplast, Donafiló, Eurobras, Celite, Fante (produtora da marca de vinho Quinta do Morgado), Yahgsu Construções e Incorporações ltda.
A Prefeitura do município criou uma extensa área para a implantação desses empreendimentos, chamado de Parque Industrial José Augusto Ferrer de Morais, que tem tornado a cidade um destino constante de grandes investimentos.
Comércio
O comércio de Vitória destaca-se também no ramo automobilístico, com vendas de peças de motos, carros e fabricação de trios elétricos para todo o país. O comércio de Vitória possui um leque em oportunidades e sortimentos para a população, tornando-se praticamente independente da capital pernambucana, tendo um altíssimo movimento na economia. Onde também há um moderno shopping, o Vitória Park Shopping. No Vitória Park Shopping, há operações de renome nacional, regional e local. Dentre eles no segmento de departamentos há uma unidade das Lojas Americanas e Lojas Riachuelo; de vestuário as Lojas Marisa; Hering; Camisaria Colombo; Lojas Emanuelle; etc. Na praça de alimentação encontra-se opções como Bob's; Burger King; Subway; Chopp Brahma; Donatário; Bonaparte; Rei das Coxinhas; Ripe Café; El'moedor e etc. E na opção de serviços há também uma unidade do Expresso Cidadão; Caixa Econômica Federal; Detran; Lotéricas e etc. Na opção de lazer encontram-se opções entre cinema com uma unidade do Grupo Cine oferecendo 4 salas em 2D e 3D e uma unidade da Word Games. Sem falar de uma amplo estacionamento com a capacidade para 800 veículos.
A Feira Livre situa-se na Praça da Bandeira e 13 de Maio funcionando de segunda à sábado. E nas ruas adjacentes à Praça Duque de Caxias e da Rua André Vidal de Negreiros, funcionando de segunda aos sábados com opções de réplicas de artigos tecnológico, brinquedos e acessórios que geralmente com maior movimentação às sextas e sábados. A feira livre de Vitória constitui-se hoje pela comercialização por profissionais autônomos de artigos de confecção, produtos agrícolas (Hortifruti e hortaliças), materiais de utensílios domésticos e artesanato. Considerando-se um importante centro comercial da cidade.
Diversificação agrícola: a feira Livre de Vitória é uma das que possuem a maior diversificação de produtos da região e do estado, vindo pessoas inclusive de outros municípios circunvizinhos (tais como Gloria do Goitá, Chã de Alegria, Escada e Pombos) para comercializarem seus produtos na feira.
O grande problema da feira livre de Vitória é seu crescimento desordenado. São barracas de alvenarias ou madeira, situadas principalmente ao redor do antigo Mercado de Cereais, impossibilitando muitas vezes a passagem de pessoas. Outro problema também é a invasão dos comércios informais sobre as calçadas do comércio da cidade, impossibilitando a passagem de pedestres. Temos que levar em consideração a falta de infraestrutura, a falta de investimentos no turismo e a rede hoteleira, que deixa a desejar a quem deseja apreciar os atrativos da Região.
Agricultura
O Instituto Federal de Pernambuco Campus Vitória (Antiga Escola Agrotécnica Federal) capacita jovens e adultos a nível técnico (agroindústria, agrícola, agropecuária e zootecnia) e superior (agronomia e química) com ensino, pesquisa e extensão direcionados ao agronegócio não só de Vitória como também de toda a região.
Técnicos e cientistas da UFRPE analisam constantemente a agricultura local trazendo novas técnicas de plantio para pequenos agricultores da região.
O Instituto Agronômico de pernambuco - IPA, representada pela Estação Experimental, conhecida como CEDRO pelos populares, e um escritório de ATER, juntos tem a missão de Gerar e adaptar tecnologia, prestar assistência técnica, pesquisa e extensão rural prioritariamente aos agricultores de base familiar, realizar obras de infra-estrutura hídrica e disponibilizar bens e serviços para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
Destacam-se os distritos de Natuba e Pirituba, com o plantio de frutas verduras e hortaliças, abastecendo não só Vitória como também a capital pernambucana e outras regiões.
Um outro destaque na agricultura fica por conta do plantio de cana-de-açúcar e na fabricação de álcool e açúcar nas usinas do município.
Educação
A cidade se destaca por possuir grande tradição em educação. Possui 2 (duas) instituições de ensino superior público - um campus da UFPE e um campus da IFPE e 5 (cinco) faculdades privadas, que somam ao todo 7 (sete) opções de ensino superior. Além também de ter várias escolas, públicas e privadas, consideradas de boa qualidade de ensino fundamental, médio, ensino para Jovens e Adultos e vários cursos profissionalizantes como SENAC, ETE, Grau Técnico, etc.
Ensino superior público
O campus da UFPE na cidade, chamado de Centro Acadêmico de Vitória, iniciou suas atividades no município em agosto de 2006. Oferece à comunidade 6 opções de cursos de graduação: Nutrição - Bacharelado (70 vagas), Enfermagem - Bacharelado (70 vagas) e Ciências Biológicas - Licenciatura (90 vagas) e Educação Física - Bacharelado (70 vagas). O sistema de ingresso é por vestibular e oferecem 2 entradas por ano. No ano de 2011 foi aberto um novo curso, Licenciatura em Educação Física com 60 vagas e que em 2015 oferece 90 vagas, e em 2013 foi criado o curso de Saúde Coletiva com 70 vagas.
No ano de 2009, foi criado o 1º curso de pós-graduação "strictu sensu" (Mestrado) na área de Saúde Humana e Meio Ambiente.
No ano de 2010, foi iniciada a primeira turma do Programa de Residência Multiprofissional de Interiorização de Atenção à Saúde, aprovada pelos Ministérios da Saúde e da Educação, sendo uma especialização "Latu Sensu" (Residência) na área de saúde pública.
Em 2013, foi aberto no Centro Acadêmico de Vitória a 1° turma do curso de Saúde Coletiva do Estado de Pernambuco, assim aumentando a oferta de cursos na área de saúde na região.
Os cursos de Licenciatura em Química (iniciado em 2011) e o de Bacharelado em Agronomia (2012) são ofertados pelo IFPE Campus Vitória de Santo Antão. Destacando-se entre elas no campus que é a antiga Escola Agrotécnica Federal, que forma profissionais das regiões da Zona da Mata e Agreste em cursos de Licenciatura em Química, Bacharelado em Agronomia, técnicos em agroindústria, agropecuária, agricultura, manutenção e montagem de computadores e zootecnia.
Ensino superior privado
Existem 5 (cinco) faculdades privadas: Faculdade Escritor Osman da Costa Lins (FACOL), Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (FAINTVISA), Faculdade Novo Horizonte (FNH), Faculdade Macedo de Amorim (FAMAM) e um Polo EAD da UNOPAR.
Clima
O clima de Vitória de Santo Antão é o tropical, do tipo As' o município esta localizado bem na divisa entre o semiárido (a apenas 36 km de gravatá município semiárido) e a zona da mata as chuvas em vitória de santo antão são bem Distribuídas ao longo do ano a precipitação média anual e de 1.400 mm. O verão é quente e seco, com máximas entre 25 °C e 30 °C, com mínimas entre 17 °C e 20 °C. Tem invernos chuvosos e amenos, com mínimas entre 16 °C e 19 °C, com máximas entre 22 °C e 26 °C .
Turismo
Arquitetura
A arquitetura de Vitória de Santo Antão foi refletida diretamente da característica histórica que a cidade possui.
Obras históricas
Sobradinho Mourisco (Rua Imperial, 81): considerado o único remanescente da povoação de Santo Antão da Mata. Prédio de Taipa, datado do início do século XVIII. É a atual sede da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciências.
Estação Ferroviária: construída em 1886, já funcionou como 1ª parada de desembarque de passageiros e cargas com destino Recife-Caruaru. Hoje o prédio encontra-se conservado e aberto a visitações, onde funciona uma biblioteca e algumas oficinas culturais.
Instituto Histórico e Geográfico: verdadeiro cartão-postal da cidade da Vitória de Santo Antão, localizado a Rua Imperial 187, no bairro da Matriz. O prédio serviu de hospedagem a família Imperial Dom Pedro II e D. Teresa Cristina, em 1859, em visita ao Estado. Erguido em 1851, o prédio chama atenção por seu revestimento em azulejo decorado. Fundado em dia 19 de novembro de 1950 é uma sociedade civil de caráter cívico e cultural sem fins lucrativos.
Açougue municipal: construído pela Câmara Municipal e inaugurado no dia 6 de novembro de novembro de 1856. O açougue municipal é um espaço amplo com arquitetura caracterizada por arcos no seu interior.
Mercado de Farinha: construção do ano de 1913, um edifício que possui características idênticas aos do açougue municipal, com arcos no seu interior.
Monumento do Leão Coroado: reagindo à ordem de prisão que, pessoalmente, lhe dera o Brigadeiro português Barbosa de Castro, o Capitão da Artilharia José de Barros Lima matou-o com a sua espada no quartel do Regimento, no dia 6 de março de 1817, motivando, com esse gesto ousado, o início da revolução republicana deflagrada em Pernambuco naquela data. Recebeu ele a alcunha (apelido) de "Leão Coroado".
Ao comemorar, em 1917, o centenário desse memorável episódio da história pernambucana, o governo municipal da Vitória, então exercido pelo prefeito Eurico Valois, denominou Praça Leão Coroado o antigo Largo da estação ferroviária com um monumento de um atleta, coroado com louros, subjugando possante leão, em homenagem ao bravo patriota de 1817, trabalho executado pelo escultor Bibiano Silva.
Monumento do Centenário: em homenagem a Jesus Cristo: Ao encerrar-se o século XIX, grandes homenagens foram prestadas a Nosso senhor Jesus Cristo, por toda comunidade católica.
Sitio Histórico Monte das Tabocas: o Monte das Tabocas é uma área de aproximadamente 11 hectares, onde em 3 de agosto de 1645 foi palco de celebre batalha entre os luso-brasileiros e os holandeses , quando os luso-brasileiros expulsaram os holandeses do local. Os primeiros liderados por Antonio Dias Cardoso e João Fernandes Vieira entrincheirados nas partes altas e protegidos pelos tabocais, derrotaram os flamengos. Foi inaugurado no dia 3 de agosto de 1945, dia do tricentenário da batalha das Tabocas, a Capela de Nossa Senhora de Nazaré, construída com pedras do local.
Em 9 de novembro de 1978, foi assinada uma escritura de desapropriação de parte da área que circunda o espigão principal. Na época da batalha a vegetação era composta por imensos bambuzais, sinônimo de tabocais, daí o lugar chamar-se Monte das Tabocas. Outra riqueza no Local era Pau-Brasil. Em 11 de março de 1986, o Governo estadual homologou o tombamento do sítio histórico.
Ciências
Vitória tem se destacado também nas ciências graças ao trabalho do pesquisador Dr. Valdir Antônio da Silva, cujas pesquisas resultaram em uma nova técnica para combater a diabetes, além de outros tratamentos naturais.
Também com a chegada da UFPE na cidade houve um grande desenvolvimento científico, com a execução de pesquisas, na sua maioria inéditas, juntamente com projetos de extensão, junto à sociedade.
Esporte
A cidade de Vitória de Santo Antão possuiu clubes como a Associação Desportiva Pitu, que atuava no estádio Carneirão. Outro clube foi a Associação Desportiva Vitória, ambos extintos. Atualmente a cidade está representada pela Associação Acadêmica e Desportiva Vitória das Tabocas que disputará a Série A2 de 2021 e o Vera Cruz Futebol Clube disputa a Série A2 de 2020. A cidade é referência no futebol feminino,de onde já saíram jogadoras da seleção sub-17 entre outros.
Referência para o texto: Wikipédia .

sábado, 6 de junho de 2020

SANTO ANTÔNIO DE JESUS - BAHIA

Santo Antônio de Jesus é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado a 187 km de Salvador, e é considerado a capital do Recôncavo Baiano, pela sua importância como centro comercial, industrial e de serviços de toda a região. Contando com uma de população estimada de 101.512 habitantes em 2019, limita-se com os municípios de Aratuípe, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Dom Macedo Costa, Elísio Medrado, Laje, Muniz Ferreira, Mutuípe, Nazaré, São Felipe, São Miguel das Matas e Varzedo. Além da sua importância econômica, Santo Antônio de Jesus sedia anualmente movimentadas festas juninas, que atraem milhares de visitantes de todo país, e que tornaram a cidade conhecida por realizar o melhor e mais popular São João da Bahia.
História
As primeiras expedições no território deste município resultaram da colonização na área do rio Jaguaripe, realizadas nos séculos XVI e XVII. Os primeiros colonizadores que desbravaram a região foram Pero Carneiro e D. Álvaro da Costa, que juntaram-se aos índios descendentes de Pedra Branca, que inicialmente habitavam a região, em expedições pelo local. As terras férteis, as valiosas madeiras de lei e abundância dos recursos fluviais, foram fatores relevantes para o povoamento desta localidade. Com o passar do tempo iniciaram-se as primeiras plantações de cana-de-açúcar com o estabelecimento de pequenos engenhos e roçados para a atividade agrícola, a qual teve como principal fonte de exploração o cultivo de mandioca.
Nessa época, nos idos de 1663, através de Carta Régia, já havia sido recomendada, à Relação da Bahia, proteção aos indígenas e delimitação de reserva de uma légua quadrada de terra, para que fosse feito o aldeamento e sustento dos silvícolas. Os índios mais conhecidos eram os da Aldeia de Santo Antônio. Após a doação de sesmarias e sua consequente divisão, em 1644, há o registro dos mais antigos limites que iriam dar inicio ao atual município de Santo Antônio de Jesus, embora não o abranja de todo.
No século XVIII já havia um grande número de lavradores de farinha, que tornara-se a principal economia do lugar, dentre os quais sobressaíam-se os nomes dos padre Mateus Vieira de Azevedo e dos fazendeiros e comerciantes Antônio de Souza Andrade, João Borges de Escobar, José Ferreira de S. Paio e Bento Pereira. O padre Mateus Vieira de Azevedo é uma das figuras que mais se destacara no processo de desbravamento do município de Santo Antônio de Jesus. Sua residência, nas proximidades do rio Sururu foi transformada no primeiro povoado do município, onde foi erguido o oratório consagrado a Santo Antônio de Jesus. Em 23 de setembro de 1777, o oratório foi transformado em Capela, e em 19 de junho de 1852, foi elevada à categoria de Igreja Matriz.
Município criado com os territórios das freguesias de Santo Antônio de Jesus e de São Miguel da Nova Laje, desmembrados de Nazaré, pela Lei Provincial de 29/05/1880. Teve o nome simplificado para Santo Antônio em 1931, recebendo em 1938 novamente a denominação de Santo Antonio de Jesus. A sede foi elevada à categoria de cidade através Ato Estadual de 30 de junho de 1892.
Economia
Sua agricultura tem grande produção de amendoim, limão e laranja. Na pecuária o município conta com criadores de bovinos e muares. No setor de bens minerais, é produtor de areia e argila. Sua rede hoteleira conta com 741 leitos. No ano de 2001, o município registrou 23.175 consumidores de energia elétrica com um consumo de 43.583 MWh. Segundo dados da SEI/IBGE, o PIB do município para 2014 foi de R$ 1.767.591 e a estrutura setorial está distribuída da seguinte forma: 5,62% para agropecuária, 21,30% para indústria e 73,08% para serviços e comércio.
O comércio e o serviço, tornaram-se a principal forma de economia a partir da década de 1970, quando houve uma migração da população rural para a cidade.
A feira livre, é considerada como a feira livre mais barata da Bahia, onde tem qualidade, preços baixos e variedades e movimenta com grande fluxo de consumidores a economia local.
A indústria tem se tornado cada vez mais forte no município. A Cidade é sede de varias empresas que atuam em todo o Brasil e uma das principais na produção dos chamados Licores do Recôncavo, tendo indústrias de base tecnológica neste setor.
Instituições de Ensino Superior - UFRB, Centro de Ciências da Saúde (CCS); UNEB, Departamento de Ciências Humanas (DCH); FACEMP; UNIFACS; IFBA, Instituto Federal da Bahia; Faculdade Pitágoras; Uniaselvi; Unicesumar
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 1 de junho de 2020

SAPUCAIA DO SUL - RIO GRANDE DO SUL

Sapucaia do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
História
Também conhecida como a Fazenda do Cerro, foi fundada em 1737, pelo retirante da Colônia de Sacramento, o português Antônio de Souza Fernando. A fazenda localizava-se no sopé do Morro Sapucaia. A estância se estendia desde o rio Gravataí até o rio dos Sinos. Ao lado, localizava-se a Fazenda Guaixinim-Sapucaia que se estendia até Porto Alegre, de propriedade de Francisco Pinto Bandeira, genro de Antônio de Souza Fernando.
Para povoar essas fazendas, os tropeiros prearam o gado bravio que se criava selvagem pelos campos, remanescente do gado criado pelos padres jesuítas das missões, destruídas pelos bandeirantes. Por mais de um século, o meio de vida da região foi a criação de gado.
Já no final do século XIX, foram surgindo os matadouros no território de Sapucaia. No início do século XX, oito matadouros abasteciam toda a região, inclusive Porto Alegre. Por toda esta época as fazendas deram lugar a grandes invernadas, que recebiam o gado de outros lugares, das tropas e dos trens, em vagões especialmente preparados para tal.
Por volta de 1930, surgiu a moda, junto às famílias mais abastadas, de ter uma casa no campo. O distrito de Sapucaia distava apenas 25 km de Porto Alegre, sendo ligada à Capital pelo trem, que fazia duas viagens diárias e tornou-se o local ideal para os sítios de lazer.
Os grandes proprietários passaram a dividir suas terras em pequenos sítios, que eram comercializados principalmente na Capital.
A era da industrialização iniciou em 1940, com a construção da BR2, hoje BR-116. O governo do Estado e o Município de São Leopoldo concederam isenções de tributos a todas as empresas que viessem a se estabelecer nesta região.
A primeira grande empresa que se estabeleceu no então distrito de Guianuba foi a empresa Vacchi e Cia LTDA. Logo depois, em 1946, chegava o Lanifício Riograndense S/A, hoje denominado de Paramount Lansul S/A. Em 1945 foi a vez da Siderúrgica Riograndense e do Lanifício Kurashiki do Brasil S/A instalarem-se no município. Em 1965, a Recrusul e a White Martins também vieram para o município.
Estas empresas, e outras, não mencionadas, transformaram o "7º Distrito de São Leopoldo" numa verdadeira potência econômica, encerrando a luta pela emancipação, ocorrida em 1961.
As indústrias trouxeram pessoas de todos os lugares em razão do número de empregos que geravam. Em 1920, Sapucaia tinha 880 habitantes. Em 1960, alcançara a casa dos 18 mil e, atualmente, o município possui 130 mil habitantes.
Com a construção da linha férrea da Trensurb na década de 80, Sapucaia foi dividida pelos trilhos do trem. Com isso, a maioria das empresas de comércio e serviços do lado oeste do centro da cidade tiveram que mudar para o lado do calçadão ou então fechar as portas. Porém, com a construção da passagem subterrânea ligando as Avenidas Ruben Berta com João Pereira da Vargas, no centro da cidade, os dois lados passaram a experimentar um progresso mais equitativo.
O município possui zona rural e zona urbana e a árvore figueira é um dos símbolos da cidade.
Marcos históricos
1737: Antonio de Souza Fernando estabelece-se no território, denominando sua propriedade de Fazenda Sapucaia.
- 1846: Capela Curada de São Leopoldo, é elevada à categoria de Vila em 1º de abril; em 6 de junho homologa-se as divisas da Vila de São Leopoldo; e na data de 24 de julho instala-se o Município de São Leopoldo, de cujo 1º distrito fazia parte o território de Sapucaia;
- 17 de julho de 1912: Sapucaia se desmembra do 1º Distrito e passa à categoria de 7º Distrito de São Leopoldo.
- 31 de março de 1938: Decreto Estadual nº 7119 eleva o 7º distrito leopoldense (Sapucaia) à categoria de Vila.
- 29 de dezembro de 1944: Alteração do nome de Sapucaia para Guianuba, pelo Decreto-lei Estadual n.º 720.
- 13 de janeiro de 1948: A então Vila de Guianuba perde o território que hoje forma a cidade de Esteio, que é desmembrado e passa a ser denominado 1º Subdistrito de São Leopoldo;
20 de agosto de 1951: O então prefeito de São Leopoldo, Dr. Mário Sperb, sanciona a lei nº 303 que restabelece o nome de Sapucaia ao distrito.
- 30 de junho de 1953: Uma comissão de líderes de Esteio (já elevado à categoria de 11º Distrito de São Leopoldo) lança o manifesto "Movimento Emancipacionista em Esteio e Sapucaia" em reunião realizada no Clube 7 de Setembro com a Liga dos Amigos de Sapucaia; Em 22 de setembro a Liga dos Amigos de Sapucaia proclama manifesto negando apoio à emancipação conjunta de Sapucaia e Esteio, que pretendia a unificação das duas localidades para formar um único município. Consequentemente, os sapucaienses optam nas urnas pela manutenção da união com São Leopoldo.
- 14 de junho de 1960: É emitido protocolo de pedido de plebiscito de emancipação à Assembleia Legislativa.
- 12 de julho de 1961: Assembleia aprova a consulta plebiscitária através da Lei nº 4.092, que estabelecia, entre outras coisas, o território a ser alvo da consulta.
- 20 de agosto de 1961: Sapucaia se emancipa de São Leopoldo, após vitória no plebiscito que consultou a vontade da população. A opção pela emancipação venceu por 1921 votos contra 1171.
- 14 de novembro de 1961: O então governador Leonel de Moura Brizola oficializa a criação do Município de Sapucaia do Sul através da Lei nº 4.203.
- 21 de janeiro de 1962: O município é constituído do distrito sede e instalado.
Localização geográfica
Sapucaia do Sul, é uma cidade de baixa altitude, estando o centro da cidade a apenas 23 metros acima do nível do mar. A região mais baixa encontra-se ao longo do Rio dos Sinos, com cerca de 3m de altitude. Já o ponto culminante é o Morro Sapucaia com 295 metros. Destacam-se ainda o Morro das Cabras e o Da Pedreira. O município tem 58,6 km² (FEE/2003).
É uma cidade banhada pelo rio dos Sinos e pelo Arroio José Joaquim. Enquanto o rio dos Sinos nasce a muitos quilômetros de distância no município de Caraá, Arroio José Joaquim tem sua nascente em terras da zona rural do município. O Arroio Sapucaia tem suas nascentes em municípios vizinhos (Gravataí e Novo Hamburgo) e passa ao sul de Sapucaia do Sul junto à refinaria Alberto Pasqualine, fazendo a divisa natural entre os municípios de Esteio e Canoas.
Pontos turísticos
Os principais pontos turísticos da cidade são:
- Parque Zoológico do Rio Grande do Sul, uma das Unidades de Conservação da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
- Morro de Sapucaia: tem destaque por sua forma peculiar que lembra o fruto da árvore sapucaia. Sua altura é 289m, com uma vista panorâmica da região privilegiada.
- Morro das Cabras: morro menor que se encontra atrás do Morro do Chapéu. Este nome se deve ao fato de que sua superfície é rica em gramíneas que, no passado, serviam de pasto para cabras, criadas nas propriedades adjacentes à sua área. É um morro que tem pouca expressão devido à sua pouca altura, muito inferior à do Morro do Chapéu e do Morro de Sapucaia.
- Estação Ecológica do Pesqueiro, às margens do rio dos Sinos.
- Queda D'Água dos Freitas, na divisa de Sapucaia com Gravataí, uma queda d'água de cerca de trinta metros de altura.
- Alambique dos Cassel, preciosidade erguida em 1914, hoje desativado.
- Área rural - A área rural do município é adequada para a prática de esportes radicais, tais como escalada e rapel, mas também é dada ao trekking (o esporte da caminhada) e principalmente ao camping selvagem em contato íntimo com a natureza.
Indústria
A indústria ocupa lugar de destaque, sendo a que mais gera lucros para o município. O empresariado industrial da cidade é bastante unido. Com esforço e união de todos, os dirigentes da Associação Comercial e Industrial de Sapucaia do Sul (ACIS) construíram a sede própria da entidade, um prédio de vários andares com infra estrutura e comodidade para eventos diversos. Os maiores representantes da indústria no município são: Gerdau, Pepsi-Cola, Lanifícios Lansul e Kurashiki, Recrusul, entre muitas outras. Por conta da força da indústria, instalou-se na cidade uma unidade do Serviço Social da Indústria (SESI), que conta com atendimento médico e odontológico aos associados. Além disso, o SESI possui um complexo esportivo com campo de futebol todo cercado, pista de atletismo, quadras de vôlei, basquete e handebol, além de uma farmácia com preços geralmente mais baratos que os do comércio oficial. Sendo que o município conta com uma infra-estrutura de muito valor.
Educação
O sistema de ensino do município é composto de escolas públicas (municipais, estaduais e federal) e privadas, englobando aí os ensinos primário, médio, fundamental, técnico e superior. Também há unidades de ensino supletivo e escolas de idiomas.
Escolas
Sapucaia do Sul garante a escolarização de suas crianças, jovens e adultos através de vagas disponíveis em escolas municipais, estaduais, federais e particulares. Sua escola mais antiga é a E.E.E.F. Sapucaia do Sul, que foi fundada no dia 24 de setembro de 1937, ainda no distrito de São Leopoldo.
Também destaca-se na história do município a E.M.E.F. Justino Camboim e o antigo Grupo Escolar Vila Silva.
Bibliotecas
Sapucaia dispõe de uma Biblioteca Pública, a Euclides da Cunha, da Biblioteca Sesi e de diversas outras Salas de Leitura presentes em todas as escolas do município.
Universidades
Há duas instituições de ensino superior na cidade, a Faculdade Equipe, que era um Centro de ensino supletivo e evoluiu para faculdade, possui os cursos de Pedagogia, Administração, Letras e Ciências Contábeis, e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense, que possui, além de um curso de nível técnico (Técnico de Transformação de Termoplásticos), possui também três cursos de nível superior: Tecnólogo de Gestão da Qualidade para a Transformação de Polímeros, Tecnólogo de Fabricação Mecânica para Ferramentaria e Engenharia Mecânica.
A instituição também possui dois novos cursos técnicos que estão funcionando desde 2008, são eles Curso Técnico de Nível Médio em Informática e Curso Técnico de Nível Médio em Gestão Cultural.
Sapucaia do Sul é também um Polo UAB. O Polo de Sapucaia é atendido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Recreação
A cidade tem diversas praças, sendo a principal a praça General Freitas, localizada no centro da cidade, ao lado da Igreja Matriz. Os escoteiros têm duas unidades na cidade, o Grupo Anhanguera, na ativa desde a década de 1970 ensinando jovens a preservar o meio ambiente e educando para a vida, e o Grupo Escoteiro Peregrino fundado em 2005.
Parques
O horto florestal, na divisa entre Sapucaia do Sul e São Leopoldo possui uma pista longa para caminhadas e corridas, em meio à mata da Fundação Zoobotânica.
Esportes
Sapucaia do Sul tem um estádio de futebol, o Arthur Mesquita Dias, localizado no centro da cidade. Ele pertence ao Grêmio Esportivo Sapucaiense, principal clube de futebol do município. O Sapucaiense foi campeão da Divisão de Acesso em 2007 e disputou o Gauchão em 2008 e 2009 , além de, em 2012 ter participado da Copa do Brasil.
A cidade conta com vários ginásios para a prática de esportes, sendo o Ginásio Kurashiki um dos mais conhecidos por pertencer ao município.
Na área de esportes escolares, o destaque é o JEMUSA - Jogos Estudantis do Município de Sapucaia do Sul, que em 2012 completou 24 edições.
Vida cultural
Os principais atrativos culturais da cidade são:
Guianuba da Canção Nativa, um festival anual que ocorre sempre no mês de agosto, mês das comemorações do aniversário de emancipação da cidade;
- Mi Maior de Gavetão, festival de trovadores tradicionalistas que, anualmente, resgatam o melhor do repente gaudério;
- Rodeios e provas de laço na zona rural;
Arquitetura
O município conta com escasso acervo de arquitetura do século XIX. A maioria já foram derrubadas em nome de novas e modernas construções. Algumas construções antigas podem ser encontradas na região central ou ao longo da avenida Justino Camboim. Há um movimento de preservação do patrimônio arquitetônico na cidade, mas por diversos problemas e mesmo resistências, o resultado ainda não tem sido o esperado.
Religião
A maioria dos sapucaienses é católica, seguida pelos evangélicos. A igreja matriz católica da cidade está localizada no centro, em frente à praça General Freitas, tendo aí como pároco,o Pe. Adilson José Kunzsler (figura em destaque no município). No bairro Primor fica a Paróquia São José, que tem como pároco o Pe. Ivo Persch, seguida pelas igrejas dos bairros Nova Sapucaia, a Paróquia São Pedro com o pároco Pe. Silmar Antônio Possa, no Vacchi a Paróquia Nossa Senhora de Fátima do Padre Aloisio Recch e na Boa Vista, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida com o Pe Rafael Fernandes.
Diversas outras correntes religiosas coexistem na cidade. Entre elas a de Confissão Luterana, os Adventistas, a Doutrina Espírita, Igrejas Batista,Igreja Presbíteriana, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. São ativas também as religiões de matriz africana como os umbandistas.
Existem no município também as Testemunhas de Jeová, que se reúnem em seus Salões do Reino para estudar a Bíblia e adorar a Deus. No bairro Novo Horizonte há um Salão de Assembleias, usado frequentemente para reuniões maiores, com milhares de pessoas presentes.
Transportes
Sapucaia do Sul tem fácil acesso viário tanto para a capital do estado, quanto para o interior, litoral e outros estados. É servida pela rodovia BR-116, que liga Porto Alegre ao interior do RS e daí aos demais estados do Brasil, pela BR-448 que liga Porto Alegre à Sapucaia do Sul, sem passar por grandes áreas populacionais dos municípios vizinhos e pela RS-118, que faz a ligação da cidade com Gravataí, dando acesso ao litoral sul através da BR-290, chamada de free-way (rodovia que está a 25 quilômetros do centro da cidade), que liga a capital à BR-101, rodovia litorânea que margeia o litoral brasileiro.
Ferrovias
A cidade contava com trilhos da Rede Ferroviária Federal, vinda de Porto Alegre, capital do estado. Entretanto, na metade da década de 1980, os trilhos foram removidos e a antiga estação Sapucaia foi demolida em nome do progresso e para dar lugar à nova estação do Trensurb. Nada restou além de fotos que pudesse marcar a lembrança do patrimônio arquitetônico relativo à época da linha férrea da Rede Ferroviária Federal.
Sapucaia do Sul conta atualmente com os serviços do Trensurb, Trens Urbanos de Porto Alegre, que fazem a linha da capital do estado até o centro de Novo Hamburgo.
Porto
Embora tendo sido o rio dos Sinos a principal estrada utilizada pelos colonizadores nos tempos iniciais da povoação da região, sendo a divisa natural entre Sapucaia do Sul e Nova Santa Rita, a cidade não possui um porto. Registre-se, entretanto, que a travessia no bairro carioca de automóveis e motos para Nova Santa Rita e vice versa já foi feita com uma balsa, desativada desde meados de 2003.
Referência para o texto: Wikipédia .