sábado, 11 de janeiro de 2025

CANAÃ DOS CARAJÁS - PARÁ

Canaã dos Carajás é um município brasileiro do interior do estado do Pará, Região Norte do país. Localiza-se a uma latitude 06º29'49" sul e a uma longitude 49º52'42" oeste, estando a uma altitude de 210 metros. Sua população em 2022 era de 77.079 habitantes, conforme censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), daquele ano. Segundo o censo, foi a cidade que mais cresceu no Brasil, quase triplicando a sua população entre 2010 e 2022.
É um município com expressiva indústria de extração mineral, tendo acumulado em função dela uma considerável renda per capita (maior do Pará).
Etimologia
O nome do município tem origem bíblica e significa "Terra Prometida". A escolha do nome "Canaã", aconteceu, devido ao fato de que a população que morava na antiga vila CEDERE II era formada majoritariamente por cristãos protestantes. Estes cristãos, queriam de uma forma singular, agradecer a Deus pela "boa terra que lhes tinha dado naquele local". Desta forma, eles renomearam a vila CEDERE II como Canaã dos Carajás, em alusão a Canaã Palestina, prometida aos Hebreus por Deus.
O último nome, "Carajás", relaciona-se com o principal acidente geográfico e geológico do município (e da região sudeste do Pará), a Serra dos Carajás.
História
A história de Canaã está desde sua origem intimamente ligada aos grandes projetos em curso na Amazônia Legal durante a ditadura militar no Brasil. Canaã esteve desde então à sombra do Projeto Grande Carajás, onde mesmo extinto, reflete constantemente na organização territorial em que a localidade se encontra.
Colonização
O município de Canaã dos Carajás nasceu a partir de um assentamento agrícola. O Projeto de Assentamento Carajás, localizado na região sudeste do Pará, foi implantado a partir de 1982 pelo Grupo Executivo das Terras do Araguaia e Tocantins (GETAT), do Governo Federal.
O projeto vinha a calhar com os objetivos do Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia (Polamazônia), inserido no Projeto Grande Carajás. Dois aspectos principais deveriam ser cumpridos, sendo que o primeiro era atenuar os conflitos pela posse da terra na região, principalmente na área conhecida como Bico do Papagaio; o segundo era o fornecimento de produtos hortifrutigranjeiros ao sudeste do Pará.
Ao longo de três anos, 1.551 famílias foram assentadas na área que ficou conhecida como Centro de Desenvolvimento Regional II (CEDERE II). Até 1985, 816 famílias haviam recebido o título definitivo de terra. Porém, naquele mesmo ano, as atividades de assentamento dos sem-terra terminam e o GETAT é extinto.
Década de 1990 e emancipação
Embora o projeto tenha sido abandonado sem sua conclusão, a localidade experimentou um relativo crescimento, pois contou com a forte demanda por alimentos vinda de localidades como Parauapebas e Marabá. Tal prosperidade vinda da agricultura atraiu novos colonos para a comunidade do CEDERE.
O crescimento econômico e a demanda por mais serviços, reflexo do influxo populacional, sem contrapartida do governo de Parauapebas para prover as necessidades básicas, fez surgir um movimento organizado clamando por autonomia política para a localidade. Em pouco tempo a região do entorno do CEDERE II estava mobilizada pelo projeto de emancipação.
Em 5 outubro de 1994, através da lei estadual 5.860, a área que compreendia o projeto CEDERE II é desmembrada de Parauapebas, e passa a ser o município de Canaã dos Carajás. Entretanto o município só foi formalmente instalado com a posse de seus primeiros representantes, em 1º de janeiro de 1997.
Projeto Sossego
Pouco tempo depois de sua emancipação, prospecções no subsolo de Canaã provaram que o município possuía grandes reservas de minerais como cobre, níquel, minério de ferro, ouro.
A mineradora Vale S.A. (ainda CVRD) iniciou a montagem da estrutura para extração do cobre ainda em 1999. Como consequência da grande estrutura exigida em tal processo, houve um fluxo muito grande de pessoas e capitais para a localidade. Sua população multiplicou-se por quatro em pouco mais de quatro anos, coincidindo justamente com o início da operacionalização da mina, em 2003/2004.
A mineração do cobre alçou Canaã ao posto de 2º maior exportador do estado do Pará entre 2009 e 2011. Espera-se que a entrada em operação do Projeto S11D eleve ainda mais a posição do município no ranking da exportação no Brasil. 
Clima
Canaã dos Carajás, no Pará, tem clima zonal equatorial úmido. A média anual de chuva é de cerca de 2.000 mm. A precipitação varia muito, com uma diferença de 262 mm entre o mês mais seco e o mais chuvoso. A média anual de temperatura é de cerca de 26° C. A variação de temperatura ao longo do ano é de 3,2° C.  Março é o mês com maior umidade relativa (86,70%), e agosto é o mês com menor umidade relativa (50,73%). A umidade do ar é alta em quase todo o ano. 
Economia
A economia de Canaã é basicamente voltada para a extração mineral, tendo a mineradora Vale, através da Mineração Serra do Sossego (subsidiária) para extração de cobre, como principal promotora do desenvolvimento econômico municipal.
A exemplo do que ocorreu com a exploração do ferro, do manganês e do ouro em Parauapebas (Serra dos Carajás), o início dos trabalhos da para a exploração do cobre do projeto Sossego em 2002, mobilizou a população de Canaã e de várias partes do território paraense e até de outros estados, em busca de trabalho. Por conta disso Canaã sofreu uma explosão populacional, saltando de pouco mais de 6.000 habitantes em 2000, para aproximadamente 25.000 habitantes em 2003.
O início da exploração comercial de Calcopirita (minério de cobre), em suas formas oxidada e sulfetada, pela Mineração Serra do Sossego, se deu em Julho de 2003. No solo do município é possível encontrar também diamantes, bauxita, níquel vermelho e ouro.
A agricultura é bastante significativa, fato que se explica remontando a história de Canaã, que surgiu como um projeto agrícola. No início de sua formação, era comum ver na área urbana a presença de pequenas hortas destinadas tanto ao consumo local, como dos municípios vizinhos.[9] A agropecuária cresce notavelmente no município, fato que em 2008 o rebanho local chegou a um número aproximado de 25 mil cabeças, sendo que este era direcionado em quase sua totalidade para o corte e, em menor volume, para a produção de leite.
A indústria madeireira também tinha uma parcela expressiva na contribuição para a economia local, contudo esta está em claro declínio tende a se extinguir.
O comércio de Canaã não tem grande representatividade regional, mas localmente é uma atividade que traz relativo benefício ao município, pois contribui na circulação da renda na própria localidade.
Infraestrutura
Transportes

O acesso à Canaã é majoritariamente rodoviário, sendo que a principal via neste sentido é a PA-160, que conecta a cidade à Parauapebas e a Xinguara. O trecho entre Canaã e Parauapebas é asfaltado.
Outras vias importantes são as vicinais PA's Serra do Sossego e Canadá. A primeira dá acesso ao complexo S11D, e; a segunda dá acesso à Vila Canadá e a PA-279.
O município também é atravessado pelo Ramal Ferroviário Sudeste do Pará, um ramal ferroviário da Estrada de Ferro Carajás (EF-315). Este é dedicado somente ao transporte de cargas minerais, além de insumos e combustíveis para suporte ao projeto S11D.
Ruas e avenidas
Os principais logradouros do município são a Avenida Weyne Cavalcante e a Avenida dos Pioneiros, que concentram a maior parte do fluxo de transito e a maioria dos estabelecimentos comerciais.
Saúde
Canaã dispõe de dois hospitais para atender a população do município, sendo que o principal destes é o estabelecimento público Hospital Municipal Daniel Gonçalves (HMDG). O outro estabelecimento é privado, sendo o Hospital 5 de Outubro (H5O). Ainda existem diversas clínicas, centros, unidades e postos de saúde.
Educação
Na educação superior, o município dispõe somente de polos (não existe campus) de universidades públicas, como é o caso da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, que oferece em período intervalar as licenciaturas em matemática e ciências naturais, e a Universidade Federal do Pará que oferta a graduação em administração pública, na modalidade EaD, através da Universidade Aberta do Brasil.
Referência para o texto: Wikipédia . 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

CASCAVEL - CEARÁ

Cascavel é um município brasileiro da Região Metropolitana de Fortaleza, do estado do Ceará. A população da cidade de Cascavel chegou a 72.626 pessoas no Censo de 2022, do IBGE. É onde acontece a Feira de São Bento, a segunda maior feira ao ar livre do Brasil, e é terra natal do empresário Edson Queiroz.
História
O território hoje ocupado pela cidade fica às margens do rio Choró e do rio Piranji, uma região que era habitada por diversas etnias indígenas, como os Potyguara, os Jenipapo-Kanyndé, os Anacé, Jaguaribaras e outras.
O povoamento branco iniciou na época de Matias Beck, quando neerlandeses instalaram uma peixaria na atual praia de Barra Nova, às margens do rio Choró. Mais tarde, depois do Tratado de Taborda, quando o território do Ceará era definitivamente ocupado por portugueses, essas terras receberam uma Missão Apostolada que visava construir um missão indígena (da qual apenas o templo foi construído: a capela do reduto, dedicada à Nossa Senhora do Ó) e também foram divididas em sesmarias e doadas a várias famílias.
As fazendas de cana-de-açúcar e o comércio (Feira de São Bento) se desenvolveram ao redor da capela construída; local que hoje é o centro urbano e comercial da cidade. A igreja Nossa Senhora da Conceição foi o segundo templo a ser construído e substituiu a padroeira anterior. Mais tarde, o templo se converteu em igreja matriz municipal.
Durante o período econômico da carne-seca e do charque, o município era um importante entreposto comercial e de hospedagem para aqueles que transitavam entre Fortaleza, Aquiraz e Aracati. A produção da cana-de-açúcar também teve seu espaço na economia municipal.
Geografia
Clima

Tropical quente semi árido com pluviometria média de 1300 mm com chuvas concentradas de fevereiro a maio.
Em Cascavel, o verão é curto, quente, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 31 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Cascavel e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao início de outubro.
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água fazem parte da bacia Metropolitana, sendo elas os riachos: Malcozinhado, dos Angicos, e Baixa do Feijão; os córregos das Cabras e do Cajueiro e outros tantos. Existem ainda diversos açudes, dentre eles os de maior capacidade de armazenação de água são o Açude do Malcozinhado e o Açude Pacajus.
Relevo e solos
As terras de Cascavel fazem parte da zona costeira, com muitas dunas, ondulações e poucas elevações, a maior elevação é a serra Mataquiri.
Vegetação
A boa parte do território é coberto várias espécies de mata serrana, cerrados, caatinga arbustiva aberta e densa, mais ao interior, e por tabuleiros costeiros, mais próximos ao litoral. Apresenta também regiões de mangue próximo à foz do rio Choró.
Economia
Cascavel é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 1,5 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 327 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 113 novas empresas em Cascavel, sendo que 25 atuam pela internet. Neste último mês, 28 novas empresas se instalaram, sendo 8 com atuação pela internet.
Educação e Ciência
Em 2010, o nível do fator educação do Índice de Desenvolvimento Humano cascavelense era baixo, não obstante seu grande avanço, que passou de 0,119 para 0,578 entre 1991 e 2010. Conforme os dados do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil de 2010.
Em dezembro de 2022, o ensino público em Cascavel ganhou notoriedade em virtude de um grupo de estudantes da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Marconi Coelho Reis ter ganho um prêmio nacional de educação ao criar um protótipo destinado a combater arboviroses por meio da eliminação da proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark .

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

GOIANIRA - GOIÁS

Goianira é um município brasileiro do estado de Goiás, localizado na Região Metropolitana de Goiânia. Sua população, conforme estimativas do IBGE em 2022, era de 69.511 habitantes.
História
Em 1920 é fundado o povoado pelo Padre Pelágio Sauter, vigário da Paróquia Trindade, com o nome de São Geraldo, que em 1935, foi elevado a categoria de distrito.
Em 1940, o distrito foi rebatizado para "Itaim", pertencente ao município de Goiânia, e tornou-se ponto de apoio para construção para a nova capital de Goiás. Em 1942, foi novamente rebatizada para "Itaitê", mas logo retornou a nome original (São Geraldo). Em 31 de dezembro de 1943, o distrito de São Geraldo passou a denominar-se Goianira.
Em 9 de dezembro de 1958, foi elevada à categoria de município por meio da Lei Estadual n.º 2.363.
Geografia
A área do município é de 212,552 km², representando 0,062% do estado de Goiás, 0,013% da Região Centro-Oeste do Brasil e 0,002% de todo o território brasileiro. Situa-se a 16°30'20" de latitude sul e 49°25'13" de longitude oeste e está a uma distância de 27 quilômetros a oeste da capital goiana. Seus municípios limítrofes são Caturaí e Inhumas a norte, Brazabrantes a nordeste, Santo Antônio de Goiás a leste, Goiânia a sudeste e Trindade a sul. De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Goiânia. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Goiânia, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Goiano.
Hidrografia
O município faz parte da bacia Meia Ponte. A a captação e tratamento de água do município são realizados pela Companhia Saneamento de Goiás (Saneago), na estação de tratamento de água da cidade e toda captação é de origem de poços artesianos.
Clima
O clima goianirense é caracterizado como tropical com estação seca (Aw segundo classificação climática de Köppen-Geiger).
Em Goianira, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 32 °C e raramente é inferior a 13 °C ou superior a 36 °C. Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Goianira e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao fim de agosto.  
Economia
Goianira é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 2,3 mil admissões formais e 2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 209 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 124 novas empresas em Goianira, sendo que 21 atuam pela internet. Neste último mês, 15 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet.
Infraestrutura
Educação

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) obtido por alunos do 5º ano das escolas públicas de Goianira foi de 5,7 em 2017, enquanto que do 9º ano foi de 5,0 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 a 10). Em 2010, 97,6% das crianças entre sete e 14 anos estavam matriculadas em instituições de ensino.[19] O município contava, em 2018, com 10 219 matrículas nas instituições de educação infantil e ensinos fundamental e médio da cidade. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,635 no ano de 2010.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark .

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

ITAITINGA - CEARÁ

Itaitinga é um município brasileiro do estado do Ceará, pertencente a Região Metropolitana de Fortaleza desde 1992, sendo ligada à capital cearense, no nordeste do Brasil. A toponímia Itaitinga é uma aglutinação de prefixos provenientes do Tupi Guarani: Itá = Pedra + y = rio + tinga = branco, Riacho das Pedras Brancas.
Está localizada às margens da BR 116, a uma altitude média de 67 m, 151,633 km² de área. A população da cidade de Itaitinga (CE) chegou a 64.648 pessoas no Censo do IBGE, de 2022.
História
As terras as margens do rio Coaçu eram habitadas por etnias indígenas, tais como os Pitaguary e Jenipapos-canindés.
Um distrito criado com a denominação de Cajazeiras, por ato estadual de 07 de julho de 1917, subordinado município de União. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Cajazeiras permanece no município de Pacatuba.
As terras ao redor de Gereraú (um distrito às margens da antiga estrada Messejana-Pacatuba ou Estrada Itaitinga-Carapió) tiveram a sua história mudada com a construção da BR-116 nos anos 1930 do Século XX.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo decreto estadual nº 448, de 20/12/1938, o distrito de Cajazeiras passou a denominar-se Pedreiras. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito Pedreiras ex-Cajazeiras, figura no município de Pacatuba. Pelo Decreto-Lei Estadual nº 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Pedreiras passou a denominar-se Itapó.
O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), agora Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estruturou ao lado leste da serra local residência para os engenheiros da obra, e uma pedreira para a retirada de brita, que serviria para os alicerces da estrada.
Nos anos 1960 e anos 1970 do século XX, a antiga Estrada Itaitinga-Carapió, atual Rodovia Edson Queiroz (CE-350) que liga Itaitinga a Pacatuba (Ceará), teve boa parte do seu percurso inundado pelas águas dos açudes que abasteceriam Fortaleza, como: Açude Gavião e Açude Pacoti/Riachão.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Itapó figura no município de Pacatuba. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991.
Das tribos indígenas, da residência do DNER, do extrativismo, da construção dos Açude Gavião e Açude Pacoti/Riachão surgiu Itaitinga que que foi elevada a categoria de cidade pela Lei Estadual nº 11.927 de 27 de março de 1992 (assinada pelo Governador Ciro Gomes), com território desmembrado de Pacatuba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Clima

Tropical quente sub úmido com pluviometria média de 1.416,4 mm com chuvas concentradas de janeiro à junho.
Hidrografia
As principais fontes de água fazem parte da bacia dos rios Cocó e Pacoti, sendo elas os riachos Coaçu, Riachão, Riachuí, Traiara, Itapeba, Água Fria, Mata Fresca, Guaiuba. Existem ainda diversos lagoas, tais como Carápio, Lagoa de Dentro, Caracanga, Cajueiro, Gereraú, Taveira, Tamboatá e Lagoa do Centro.
Boa parte das terras de Itaitinga são inundadas pelas águas dos açudes Gavião e Pacoti/Riachão.
Relevo
As terras de Itaitinga são formadas por tabuleiros pré litorâneos: são descritos como feições geomorfológicas e ambientais não deformadas. Esta unidade apresenta a mais típica superfície de agradação do território cearense; superfícies sertanejas e maciços residuais: formam uma vertente íngreme.
As principais elevações possuem altitudes inferiores a 200 metros acima do nível do mar. Os solos da região são Podzólicos Vermelho-Amarelos: são solos minerais, não hidromórficos, com horizontes B textural, de cor vermelho-amarelada e distinta diferenciação entre os horizontes no tocante a cor, estrutura e textura, principalmente. São solos bastante susceptíveis à erosão, sobretudo quando há maior diferença de textura do A para o B, presença de cascalhos e relevo mais movimentado com fortes declividades.
Destaque para a Serra de Itaitinga vista de vários pontos da cidade, tem aproximadamente 227m, sendo o ponto mais alto.
Bioma
A vegetação predominante é Caatinga. As plantas deste bioma são xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água. Algumas armazenam água, outras possuem raízes superficiais para captar o máximo de água das chuvas. E há as que contam com recursos para diminuir a transpiração, como espinhos e poucas folhas.
A vegetação é formada por três estratos: o arbóreo, com árvores de 8 a 12m de altura; o arbustivo, com vegetação de 2 a 5m; e o herbáceo, abaixo de 2m. Entre as espécies mais comuns estão a amburana, o umbuzeiro e o mandacaru. Algumas dessas plantas podem produzir cera, fibra, óleo vegetal e, principalmente, frutas.
Ainda fazem parte da vegetação o Complexo Vegetacional da Zona Litorânea, Floresta Subperenifólia Tropical Pluvio-Nebular e Floresta Subcaducifólia Tropical Pluvial.
E a fauna é composta por répteis (principalmente lagartos e cobras), roedores, insetos, aracnídeos, cachorro-do-mato, sapo-cururu, asa-branca, cutia, gambá, preá, tatupeba, sagui-do-nordeste, entre outros animais
Aspectos sociais
A maior concentração populacional encontra-se na zona urbana. O município dispõe de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico, agência de correios, serviços bancários, hospital, e ensino fundamental e médio.
O acesso ao município pode ser feito via Fortaleza através da Rodovia BR 116; e via Pacatuba pela Rodovia Edson Queiroz (CE 350). Os demais lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis através de estradas asfaltadas, de calçamento e carroçáveis.
Economia
A economia local é baseada na mineração, na extração de rochas ornamentais, brita, placas para fachadas e usos diversos na construção civil; a extração de areia e argila (utilizada na fabricação de telhas, tijolos), bem como extração de rocha calcária.
No comércio varejista há supermercados, farmácias, depósitos de construção, lojas de roupas, boutiques, frigoríficos, lojas de móveis e eletrodomésticos e eletrônicos, mercadinhos, mercearias, padarias, lojas de variedades, lanchonetes e restaurantes.
Nos serviços há salões de beleza, locadoras, oficinas mecânicas, academias, borracharias, técnicos em eletrônicos, vendedores ambulantes, costureiras e botecos.
Na agricultura destacam-se as culturas de subsistência de feijão, milho, mandioca e algodão. Na pecuária: bovino, suíno e avícola.
O extrativismo vegetal também é fonte de renda e destaca-se no fabricação de carvão, extração de madeiras diversas para lenha e construção de cercas.
Cultura
Os principais eventos culturais da cidade são: Festejos de São José - Padroeiro do Estado em 19 de março; Festejos de Santo Antônio em junho; Desfile Cívico de 7 de Setembro.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

EXTREMOZ - RIO GRANDE DO NORTE

Extremoz é um município brasileiro situado no litoral do estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Região Metropolitana de Natal e ao Polo Costa das Dunas, localizando-se a norte da capital do estado, distante desta 23,5 quilômetros. Ocupa uma área de aproximadamente 140,6 km² e sua população segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 era de 61.635 habitantes.
O território do atual município fora ocupado originalmente pelos índios tupis e paiacus, mas as terras foram concedidas aos jesuítas em 1607. Estes foram responsáveis pela catequização dos indígenas e construíram a Igreja de São Miguel, porém foram expulsos pelas invasões holandesas em 1757. Ainda no século XVIII, houve a elevação à categoria de vila, estabelecendo-se nas décadas seguintes como um centro econômico e pecuarista. Com isso, foi decretada sua emancipação de Ceará-Mirim na década de 1960. A importância histórica e a beleza natural de suas praias também fizeram do município um centro turístico conhecido internacionalmente.
Seu nome é uma homenagem à cidade portuguesa de Estremoz, no Distrito de Évora, porém com o tempo passou-se a escrever seu nome com "x" ao invés do "s". Em Extremoz localiza-se a praia de Genipabu, o cartão-postal do estado do Rio Grande do Norte, além de outras praias e monumentos históricos, dentre estes: as ruínas da Igreja de São Miguel, herança dos jesuítas; e a atual Igreja Matriz de São Miguel. Também cabem ser ressaltadas festividades como o carnaval, as festas juninas e os eventos religiosos.
História
As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru.
No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida a jesuítas pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Os jesuítas também foram os principais responsável pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã.
Os jesuítas foram expulsos em 1759, e a povoação tornou-se a primeira da Capitania do Rio Grande do Norte com a categoria de vila (segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo). A 3 de maio de 1760 passa a se chamar "Vila Nova de Estremoz do Norte". Nesse tempo a vila tinha 1.429 habitantes e era um importante centro econômico e pecuarista. Até aos dias de hoje, moradores nativos preservam várias lendas a respeito da história de Extremoz, como a do tesouro, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel, que teria sido demolida na tentativa de os moradores encontrarem o tal tesouro. Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e foi tombada em 1990.
Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte foi incorporada ao povoado de Boca da Mata, com a denominação de "Vila de Ceará Mirim". Já em 1892, foi criado o distrito de "Extremoz" e anexado ao município de Ceará-Mirim. Em 4 de abril de 1963, Extremoz foi desmembrado de Ceará-Mirim e tornou-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. A instalação oficial do município ocorreu em 2 de fevereiro de 1964.
Geografia
Extremoz está localizado no litoral do estado do Rio Grande do Norte, a uma altitude média de 41 metros acima do nível do mar, distante 23,5 quilômetros de Natal, capital estadual. Integrante do Polo Costa das Dunas e a Região Metropolitana de Natal, ocupa uma área de 140,639 quilômetros quadrados (km²), limitando-se a norte e a oeste com Ceará-Mirim e a sul com Natal e São Gonçalo do Amarante. A costa do Oceano Atlântico constitui o limite leste.
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, o município pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Natal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar.
Relevo
O relevo de Extremoz é constituído por extensas superfícies planas ou levemente onduladas que formam os tabuleiros costeiros. Na região costeira ou próxima dela estão as paleodunas, também chamadas "dunas fixas", formadas por areias amareladas transportadas pela erosão eólica e cobertos por vegetação, além dos depósitos de praias marinhos, também originados pela ação dos ventos e formados por areia com cascalho, e a planície fluviomarinha, modelada tanto por processos fluviais quanto marinhos. Próximo ao rio Ceará Mirim estão os depósitos aluvionares, que formam a planície fluvial, sujeita a inundações durante o período chuvoso. Extremoz se situa em uma área de abrangência de rochas do Grupo Barreiras, originárias da Idade Terciária Superior, com a predominância de arenitos recobertos por quartzo, sílex e fragmentos líticos.
Solo
O tipo de solo predominante é a areia quartzosa distrófica, que possui baixos níveis de fertilidade, elevados índices de drenagem e textura formada por argila ou areia. Há também os solos indiscriminados de mangue, as areias quartzosas marinhas (litoral) e o latossolo vermelho amarelo. Esses solos são cobertos por espécies da Mata Atlântica, que se apresenta sob a forma de tabuleiros litorâneos e manguezais, este último típico de áreas inundadas pelas marés, com alto grau de salinidade. Extremoz abriga a maior parte da Área de Proteção Ambiental das Dunas de Genipabu, instituída pelo Decreto Estadual 12.620, de 17 de maio de 1995, com o objetivo de preservar a fauna e a flora locais.
Hidrografia
Quase metade do território municipal (49,45%) está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do rio Ceará-Mirim. Outros 22,02% estão na bacia do rio Doce e os 28,53% restantes na faixa litorânea leste de escoamento difuso, este formado por pequenos cursos d'água que escoam diretamente em direção ao oceano, sem que haja uma área de drenagem delimitada pelos divisores de águas como nas bacias hidrográficas. Os principais rios são o Doce e o Guajiru. O principal reservatório é a Lagoa de Extremoz, construído em uma área de 358,93 hectares (ha) e com capacidade para 11.019.525 metros cúbicos (m³), além da Lagoa de Guamoré.
Clima
O clima local é o tropical chuvoso, com chuvas concentradas entre os meses de março e julho. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde 2005 o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Extremoz foi de 261 mm, em 28 de novembro de 2023. Desde julho de 2021, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu na madrugada de 8 de setembro de 2022 (19,6 °C) e a maior na tarde de 1° de março do mesmo ano (32,5 °C).
Religiões
O padroeiro do município é São Miguel Arcanjo, cuja paróquia foi criada em 6 de junho de 1755. Além da Paróquia São Miguel Arcanjo, que é a mais antiga, também há a Paróquia São João Batista, localizada na praia de Pitangui, criada como área pastoral em 5 de setembro de 2016 e oficializada em 29 de agosto de 2017. Extremoz pertence ao vicariato episcopal urbano da arquidiocese de Natal. Há ainda alguns credos protestantes ou reformados, dentre igrejas pentecostais e de missão, sendo as principais denominações a Assembleia de Deus, a Congregação Cristã do Brasil, Deus é Amor, o Evangelho Quadrangular, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a igreja batista, a igreja metodista e a Igreja Universal do Reino de Deus.
Economia
O município possui um rebanho de galináceos (frangos, galinhas, galos e pintinhos), bovinos, caprinos, ovinos, suínos e equinos. Destaca-se ainda, a produção de camarão e de tilápia. Na lavoura temporária de sãoproduzidos produzidos abacaxi, mandioca, melancia, batata-doce, milho e feijão (10 t), e na lavoura permanente são produzidos banana, manga, castanha-de-caju e coco.
A população ativa ocupada trabalha no setor de serviços, nas indústrias de transformação, no comércio, na construção civil, na agropecuária e em indústrias extrativas.
Infraestrutura
O município é atendido por transporte ferroviário através das duas estações do trem urbano da CBTU: uma no Conjunto Estrela do Mar e a Estação Extremoz, na sede do município. Extremoz é atravessado pelas seguintes rodovias: a BR-101, que começa em Touros, no extremo nordeste do Rio Grande do Norte e do país, liga vários municípios e se estende até o extremo sul do Brasil; a RN-160, que liga Maxaranguape, passa pela sede municipal e se estende até o município de Serrinha, no agreste potiguar; a RN-307, que liga Ceará-Mirim a Extremoz; e a BR-406, que começa na capital potiguar e se estende até Macau.
Saúde
A rede de saúde de Extremoz dispõe de dez estabelecimentos de saúde, sendo nove públicos municipais e um privado, todos conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS
Educação
Extremoz possuía uma expectativa média de 8,84 anos de estudos em 2010, valor abaixo da média estadual (9,54 anos), ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 83,7% (85,4% para as mulheres e 81,8% para os homens). A taxa de conclusão do ensino fundamental, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 34,4%, enquanto o percentual de conclusão do ensino médio (18 a 24 anos) era de 33,8%.
Cultura
No calendário cultural do município, existem diversos eventos ao longo do ano, entre os quais destacam-se o carnaval, realizado em data móvel, geralmente em fevereiro; emancipação política, no dia 4 de abril; as festas juninas, em junho, com apresentações de quadrilhas, bandas musicais e outras atrações; em setembro as festas do vaqueiro (realizada na Vila de Fátima, durante dois dias) e do padroeiro São Miguel Arcanjo; em dezembro, o Quinho Folia (tradicional carnaval fora de época), a Carreata da Bíblia (evento organizado pela igreja evangélica no segundo domingo de dezembro em comemoração ao Dia da Bíblia, que consiste em uma carreata cujo percurso vai desde distrito de Araçá até o centro de Extremoz) e as comemorações natalinas.
Também são realizados eventos em diversas modalidades esportivas, com o futebol e o futsal, sendo que em 2011 o município sediou uma edição da Regata Interestadual de Remo, com a participação de vários clubes de remo vindos do Rio Grande do Norte e de outras unidades da federação.
Integrante do Polo Costa das Dunas, Extremoz possui um grande potencial turístico, abrigando a praia de Genipabu, cartão-postal do Rio Grande do Norte, que se destaca pelas suas dunas móveis, além dos passeios de buggies, jangadas e dromedários. Outras importantes atrações turísticas do município são as praias Barra do Rio, Graçandu, Pitangui e Santa Rita, além de monumentos históricos, sendo a Igreja Matriz de São Miguel o principal deles.
O artesanato é outra forma espontânea da expressão cultural extremozense, tendo como principais atividades o bordado, fibras, fios e materiais recicláveis e se destacando na produção de peças de areia colorida e de tapetes. Também existem grupos artesanais, bem como de artes plásticas e visuais, corais, manifestação tradicional popular e música.
Feriados municipais
Em Extremoz, há, além dos feriados nacionais e estaduais e dos pontos facultativos, dois feriados municipais, que são o dia 4 de abril, dia de emancipação política do município, e o dia 29 de setembro, dia do padroeiro do município, São Miguel Arcanjo.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

NOVA MUTUM - MATO GROSSO

Nova Mutum é um município brasileiro localizado no estado de Mato Grosso, na região Centro-Oeste do país. Pertence à microrregião de Alto Teles Pires e à mesorregião do Norte Mato-grossense, e dista 242 km de Cuiabá, estando a norte da capital. Em 2022, a população estimada, conforme censo do IBGE, era de 55.832 habitantes.
O município possui o 3° melhor IDH do estado e a 8ª maior economia (PIB de R$ 2.927.799,00 mil), com base na agricultura, sendo o 2° maior produtor de grãos do MT. Destaca-se a soja, que é plantada em uma área de 410 mil hectares, sendo o 3º maior exportador do estado. Nova Mutum é a 8ª cidade brasileira em comércio exterior e a 28ª em saúde, estando entre os melhores municípios para se viver na categoria "até 50 mil habitantes".
História
As terras da região pertenciam a Jorge Rachid Jaudy e a localidade era conhecida como "Irmandade". Em 1966, a Mutum Agropecuária S/A (um grupo de empresários paulistas capitaneados por José Aparecido Ribeiro) adquiriu 169 mil hectares de terras em Diamantino. A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) aprovou o uso de 120 mil hectares para pecuária e as atividades se iniciaram em 1981.
Desde 1974, a Mutum Agropecuária S/A desenvolveu experimentos com arroz, milho e soja no restante da área, pensando em gerar oportunidades para novos pioneiros. Como Nova Mutum passou a maior cidade produtora de soja, a empresa separou 100 mil hectares para a colonização, construindo 10 casas e a matriz da colonizadora na vila que foi aberta provisoriamente com um trator de esteira. Na sequência, foram construídos elementos para uma infraestrutura básica: escola, centro comunitário, posto de saúde, alojamento e hidroelétrica. A empresa reservou 551 hectares para a posterior criação do centro urbano. Cada comprador de um terreno rural recebia também dois terrenos urbanos.
Os primeiros moradores vieram do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a maioria pequenos mini fundiários. Mas vários compraram seus lotes e demoraram um pouco para chegar, pois precisavam vender suas posses no sul do país.
Até os anos 2000, Nova Mutum era habitada predominantemente por sulistas. Quando os números da produção foram divulgados e chegaram as primeiras empresas multinacionais, pessoas de outras regiões migraram para a cidade.
Geografia
Limites geográficos
- Norte: Nova Maringá, Tapurah e Lucas do Rio Verde; 
- Leste: Sorriso e Santa Rita do Trivelato;
- Sul: Rosário Oeste, Nobres e Diamantino;
- Oeste: São José do Rio Claro e Diamantino.
Distâncias
Até a capital do Estado (Cuiabá): 242km; Até o porto de Santos: 2.107km; Até o porto de Paranaguá: 2.180km; Até Santarém/PA: 1.530km pela BR163; Até Alto Taquari/MT – Terminal rodo ferroviário (Ferronorte): 750km.
Altitudes
Sede do município: 450 metros; área de produção: 480 à 550 metros.
Precipitação Anual: A precipitação média anual é de 2.200mm, indo de 1.850mm a 2.400mm e a umidade relativa do ar é 80% no período chuvoso e de 35% na estiagem.
Relevo: O relevo de Nova Mutum caracteriza-se por ser plano, com declive não superior a 3% e se constitui em parte da Chapada dos Parecis.
Formação Geológica: Coberturas não dobradas do Fanerozóico. Bacia Quaternária do Xingu e Bacia Mesozóica do Parecis.
Solo: O solo é predominantemente latossolo (80%) e areias quartzosas (20%).
Vegetação: A vegetação do município se constituí em 70% de cerrado e 30% de mata.
Recursos Hídricos: O município de Nova Mutum está localizado na Bacia Amazônica. Os principais rios são: Rio Verde, Rio Arinos, Rio Ranchão, Rio Novo, Rio Beija-Flor, Rio dos Patos, Rio Moderno e Rio Piuvão.
Extensão territorial do município: 9.572,69km², o equivalente a 1,12% da área total do estado de Mato Grosso.
Clima
Equatorial – Tropical quente e semi úmido, com duas estações bem definidas: Seca, de maio a setembro. Chuvas, de outubro a abril. Temperatura média anual: 24ºC, com máxima média em 34ºC e mínima média de 4ºC.
Economia
As principais fontes da economia são agricultura, com enfoque para produção de soja, milho e algodão, além de frigoríficos e indústrias, como esmagadora de soja, biodiesel e processamento de milho. Apesar de ter uma economia essencialmente primária, também há investimentos na transformação da matéria-prima em produtos. Nova Mutum é o segundo maior produtor de grãos do estado e um dos maiores do Brasil, com uma área de 410 mil hectares de soja plantada, em termos de valor de produção Nova Mutum é o 5º maior do Mato Grosso e 9º no Brasil, com R$ 1,394 bilhão (+2,8%).
Nova Mutum tem 3.034 empresas, a maioria parte de comércio varejista. É o maior produto de galináceos do Mato Grosso, o 3º maior produtor de suínos e o 5º maior produtor de ovos de galinha. É o 2º maior produtor de milho do estado (1 milhão de toneladas em 2016) e o 4° de soja (1,1 mil toneladas em 2016).
No setor industrial o município conta com a Bunge Alimentos S/A (maior esmagadora de soja da América Latina), frigoríficos como: BRF S/A (Perdigão) (que será contemplada com um volume de investimentos superior a R$ 100 milhões de reais) que gera entorno de 2500 empregos diretos, Excelência carnes suínas (abate de suínos e industrialização de produtos derivados, de alta qualidade, com 21.250 m² de área construída, gerando atualmente cerca de 3000 empregos diretos e indiretos. Sua capacidade instalada para abater 3 mil animais/dia, aproximadamente 350 animais/h. O setor de industrializados com capacidade para produzir 100 toneladas/dia, divididos em produtos frescais, cozidos e temperados.
O município é o terceiro maior exportador do estado e tem como principal mercado no exterior países asiáticos, continente europeu e parte do oriente médio.
Nova Mutum faz parte dos 10 municípios que são responsáveis por 48,06% de tudo que é exportado pelo estado.
Demografia
A explosão populacional de Nova Mutum se deu a partir do momento que o município conseguiu conciliar a produção agrícola com a industrialização, fato que motivou a instalação de centenas de empresas, a base da Economia está baseada na plantação de soja, milho e algodão.
Infraestrutura
Nova Mutum é considerada modelo em questão de infraestrutura, a cidade possui um projeto de plano diretor que vai manter o desenvolvimento organizado pelos próximos 30 anos para ter um crescimento de maneira ordenada e projetada, está sendo estudado um projeto de implantação de um parque tecnológico com a doação de aproximadamente 300 hectares por pioneiros, o Plano aponta a implantação do parque tecnológico de Nova Mutum, e destaca alguns pontos de possível concretização, entre eles: implantação de novos cursos técnicos em diversas áreas, implantação de nova instituição de ensino, formação de parcerias público/privado, viabilização de uma feira Tecnológica - espaço para realização de grandes negócios e apresentação de inovação tecnológica no campo do agronegócio, construção de um teatro como incentivo à cultura local entre outros projetos.
O município possui 16 km de ciclovia, estão previstos mais 14 km nos próximos anos com o objetivo de proporcionar maior qualidade de vida, através da prática de atividades esportivas, como corrida, ciclismo e caminhada.
Educação
Nova Mutum é polo regional de qualificação industrial, o município possui uma unidade do Senai que disponibiliza mais de quatro mil vagas em cursos de Educação Profissional nas áreas de Alimentos e Bebidas, Construção, Gestão, Saúde, Segurança no Trabalho, Tecnologia da Informação e Automotiva.
Além de Nova Mutum, também são atendidos os municípios de Alto Paraguai, Arenápolis, Diamantino, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Maringá, Santa Rita do Trivelato, Santo Afonso e São José do Rio Claro. A unidade é a mais moderna e sustentável do Estado, sendo referência em arquitetura, design e sustentabilidade, com uma área total de 4.824,63 m² que comporta laboratórios de informática, manutenção de microcomputadores, corte e costura, panificação, elétrica e automação, manutenção, mecânica e máquina operatriz. Com 20 salas de aulas, uma biblioteca, ambiente para ações móveis, auditório, cantina e refeitório.
A cidade conta com um Campus da Universidade Estadual do Mato Grosso (UNEMAT), que disponibiliza os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Agronomia. Nova Mutum é referência em educação com escolas estaduais e municipais de alto padrão, com piscina, aulas de natação, balé, judô e alimentação acompanhada por nutricionistas. Sua nota no Ideb 2015 é de 5,8.
Nova Mutum ainda é atendida, por diversas Faculdades e Universidades EAD. Destaca-se entre elas, a UNIJÁ, que atua na área de Engenharias (Agronômica, Civil, Elétrica, Mecânica), Arquitetura, Nutrição, Farmácia e muitos outros cursos em desenvolvimento. Estima-se a construção do novo campus da Universidade para meados de 2019, onde serão centralizados todos os laboratórios práticos exigidos pelo MEC e essencial para a formação dos profissionais.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

EXTREMA - MINAS GERAIS

Extrema é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Segundo o censo demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população naquele ano era de 53.482 habitantes. Situa-se a 492 km da capital do estado.
Seu nome deve-se à sua localização geográfica: sua zona urbana é a cidade mais ao sul de Minas Gerais (embora o ponto geográfico mais ao sul do estado fique na zona rural do vizinho município de Camanducaia), ou seja, tem a latitude mais meridional de todo o estado e está também na extrema borda ocidental do maciço da Serra da Mantiqueira. É o último município mineiro para quem deixa o estado em direção a São Paulo pela rodovia Fernão Dias (BR-381), que liga as capitais São Paulo a Belo Horizonte.
História
Extrema, antigo distrito criado em 1871/1891 com a denominação de Santa Rita da Extrema e subordinado ao município de Jaguari (hoje, Camanducaia), tornou-se vila pela Lei Estadual nº 319, de 16 de setembro de 1901. A partir de 1915, denominado Extrema, recebeu status de cidade em 1925.
Economia
Suas principais atividade econômicas são logística e manufatura.
Além das indústrias de transformação e de alimentação, que fazem com que hoje Extrema seja o 4º polo de produção de chocolate, a cidade tem atraído recentemente grandes empresas do setor de e-commerce.
Extrema tem uma localização privilegiada, situada a apenas 100 km da capital paulista, São Paulo. Com isso, está estrategicamente posicionada próxima ao principal polo econômico do país, logo, é um grande diferencial para qualquer negócio, sobretudo para o comércio eletrônico, onde a agilidade na entrega é fundamental.
Clima
As temperaturas máximas diárias ficam por volta de 28 °C, raramente caindo abaixo de 23 °C ou ultrapassando 32 °C. O dia cuja temperatura máxima tem média mais elevada é 14 de fevereiro, com 28 °C.
As temperaturas mínimas diárias ficam por volta de 18 °C, raramente caindo abaixo de 14 °C ou ultrapassando 20 °C. O dia cuja temperatura mínima tem média mais alta é 13 de fevereiro, com 18 °C.
Como referência, em 14 de fevereiro, o dia mais quente do ano, em geral as temperaturas em Extrema variam entre 18 °C e 28 °C. Por outro lado, em 22 de julho, o dia mais frio do ano, elas variam de 11 °C a 22 °C.
No verão em Extrema, a nebulosidade aumenta gradualmente. A porcentagem de tempo em que o céu fica encoberto ou quase encoberto aumenta de 63% para 68%. A maior probabilidade de céu encoberto ou quase encoberto é de 76% em 17 de janeiro.  
No território mineiro o clima que predomina é o tropical de altitude, além de apresentar o tropical. O primeiro ocorre nas áreas de relevo mais elevadas nas quais desenvolvem temperaturas que variam entre 17 a 20ºC, com índices pluviométricos que superam os 1.300 mm anuais.
Em Extrema, o verão é morno, úmido, com precipitação e de céu encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 28 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 32 °C.
Turismo
As principais atrações turísticas em Extrema são: Parque Municipal Cachoeira do Salto; Pico do Lopo; Parque Cachoeira do Jaguari; Pico Do Lobo Guará; Prainha Ronan Ranoi; Parque Ecológico Pico dos Cabritos; Santuário Santa Rita de Cássia e Parque municipal de eventos.
Parque Municipal de Eventos - O Parque de Eventos é um lugar para lazer, esporte e diversos eventos. No local há equipamentos para prática de esporte como: campo de futebol, quadras, pista de skate e equipamentos para ginástica. No Parque de Eventos está localizado o anfiteatro e o Cineteatro, onde são realizados eventos.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .