segunda-feira, 7 de julho de 2025

BURITIS - RONDÔNIA

Buritis é um município brasileiro do estado de Rondônia. 
História
Oficialmente, em meados de 1970 o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA iniciou a implantação de projetos para a colonização do então Território Federal de Rondônia. Em 1974 deu início então à implantação dos projetos de assentamentos Marechal Dutra e Burareiro na região da antiga Vila Ariquemes, a qual foi elevada a categoria de município em 1977. O desenvolvimento da Vila Ariquemes possibilitou a formação de outras cidades na região dando início ao processo de desenvolvimento regional. 
Na década de 80, precisamente em 18 de maio de 1988, o INCRA inicia o Projeto de Assentamento Buriti o qual originou a cidade de Buritis no início da década de 90. O município de Buritis foi criado em 27 de dezembro de 1995, onde o então governador do Estado de Rondônia Valdir Raupp de Matos sancionou a Lei 649. Para a formação do município de Buritis foram desmembradas áreas dos municípios de Campo de Novo de Rondônia e Porto Velho. Finalmente em 1º de janeiro de 1997 o município de Buritis foi instalado.
História Regional de Buritis
Muitos desconhecem, mas o território rondoniense teve sua exploração iniciada por exploradores como  por exemplo, entre 1647 e 1650 pelo bandeirante paulista Antônio Raposo Travares com sua passagem pelos vales do Guaporé, Mamoré, Madeira e Amazonas. Outra expedição ocorreu em 1723, pelo sargento mor Francisco de Melo Palheta o qual fez o levantamento do Rio Madeira.
O início da ocupação da região onde situa o Estado de Rondônia tem sua origem com a fundação da aldeia de Santo Antônio do Rio Madeira, localizada na primeira cachoeira do Rio Madeira.
Os rios Madeira, Mamoré e Guaporé formavam uma hidrovia utilizada por embarcações entre 1754 e 1800 surgindo então diversos povoados às margens destes rios. Entre os anos de 1776 e 1783 foi construído o Real Forte Príncipe da Beira no Vale do Rio Guaporé.
A Partir de 1877 iniciou-se o Primeiro Ciclo de Extração do Látex dando início à ocupação das margens dos rios por seringueiros nos rios Madeira, Mamoré, Guaporé, Machado, Jamari e Cadeias.
No início do século XX foi finalmente construída a Ferrovia Madeira-Mamoré a qual margeava os rios Madeira e Mamoré interligando Porto Velho à cidade de Guajará-Mirim. Em 1907 o governo brasileiro resolveu interligar por meio de telégrafo a localidade de Santo Antônio do Rio Madeira à cidade de Cuiabá.
Abertura da BR 364 e colonização regional
Autorizado pelo então presidente Juscelino Kubitschek em março de 1960, foi dado início a abertura da Rodovia Federal BR-364, interligando a porção sul da região Norte ao Centro Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. A abertura da BR-364 contribui consideravelmente para o aumento do fluxo migratório daqueles que buscavam terras férteis a custo baixo, entretanto neste período deram início as invasões de terras pertencentes à União e dos seringalistas.
Para promover e incentivar a colonização das terras de Rondônia o governo federal em 1970 implantou através do INCRA projetos oficiais de colonização, sendo o primeiro projeto criado em 19 de junho de 1970 na região de Ouro Preto do Oeste.
Com o aumento do fluxo migratório, a partir de 1974 dificuldades surgiram comprometendo o tráfego na BR 364 como, por exemplo, atoleiros e a formação de buracos, onde no período das chuvas uma viagem de Ariquemes à cidade de Cuiabá/MT demorava até semanas.
Em 21 de Janeiro de 1974 o INCRA criou o Projeto de Assentamento Dirigido Burareiro (PAD) na região de Ariquemes onde chegou a assentar 1.556 famílias naquela época em áreas de terras que englobam atualmente os municípios de Ariquemes, Cacaulândia, Rio Crespo, Monte Negro e Campo Novo de Rondônia. No ano de 1978 o INCRA também criou o Projeto de Assentamento Dirigido Marechal Dutra na região de Ariquemes, Cacaulândia e Monte Negro.
A abertura da linha quinze resultado da colonização da região de Monte Negro viabilizou a colonização e exploração das terras do vale do rio Candeias, região esta que deu origem ao município de Buritis.
Povoamento no Vale do Candeias
A região onde se formou o município de Buritis esta localizada as margens do rio Candeias a qual era povoada por seringueiros, retirantes nordestinos no início do século XX. Entre 1900 a 1960 barcos e gaiolas transportavam seringueiros, alimentos e ferramentas através dos rios Madeira, Jamari e Cadeias retornando com cargas de látex.
O extrativismo do látex na região de Buritis durou até a década de 80, onde Wanderlei Rita dos Santos e Natinho Gastão foram alguns últimos seringueiros que residiam às margens do Rio Candeias. As margens do Rio Candeias também foram ocupadas por garimpeiros que exploravam a região extraindo o estanho na década de setenta.
Colonização das terras do Município de Buritis
Na região Sul do estado de Rondônia, em 1987, colonos foram expulsos por ocupar áreas de terras pertencentes à fazenda Santa Ana e com autorização da justiça acamparam na cidade de Cerejeiras. Estes colonos e suas famílias nomearam nesta ocasião Osvaldo Kurpiel, Donizete Pereira da Silva, Guido Fridolino Kinzel, Carlos Roberto Pereira, João Navarro, Neudi Iloi Lorenze, Moacir António Pozzebom dos Santos e outros, formando uma comissão que manteria contato com autoridades do INCRA e governo do Estado a fim de reivindicar seus direitos. Em 1987 parte desta comissão formada por Osvaldo Kurpiel, Paulo Gonçalves, Nozinho Augusto e o deputado estadual Sérgio Carminatto foram recepcionados na residência de senador Olavo Pires onde se reuniram em Brasília com o então presidente José Sarney, ministro da justiça e o ministro da reforma agrária Dante de Oliveira onde foi proposta a criação e implantação de um projeto de assentamento na gleba Buriti localizada no vale do rio Cadeias, na época pertencente ao município de Porto Velho. Este projeto assentaria as famílias de colonos acampadas na cidade de Cerejeiras, sendo então 285 famílias transportadas em caminhões em agosto de 1987 para a cidade de Campo Novo de Rondônia.
Em 18 de maio de 1988, foi assinada a portaria nº 680/88, criando o Projeto de Assentamento Buriti, o qual teve impossibilitada sua implantação devido à criação do Projeto de Lei que criou o Planafloro. Jerônimo Garcia de Santana, governador do Estado assinou em 14 de junho de 1988 um decreto criando o primeiro Zoneamento Socioeconômico e Ecológico do Estado de Rondônia desta forma ficando impossibilitada a implantação do Projeto de Assentamento Buriti a qual não permitia que a região fosse colonizada. Enquanto se discutia questões legais no tocante a área, uma epidemia de malária no acampamento das famílias instaladas em Campo Novo de Rondônia fez com que muitos abandonassem o acampamento e migrassem para o povoado de Boa Vista, atualmente Monte Negro.
Em 1989, aproximadamente quarenta famílias despejadas de terras indígenas pertencentes à tribo Uru-Eu-Wau-Wau também foram transferidas da cidade de Jarú para o Projeto de Assentamento Buriti onde se juntaram às famílias procedentes de Cerejeiras.
Em julho de 1989, uma comissão formada por representantes destas famílias se deslocou a Porto Velho onde pressionaram as autoridades para que fosse regularizado o projeto onde alegaram que o Projeto de Assentamento Buriti teria sido criado antes da criação do zoneamento. Esta mobilização alcançou êxito e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente SEMARO emitiu então a licença de instalação em 04 de julho de 1989, onde após a resolução das questões burocráticas iniciou-se então no mesmo ano a demarcação das linhas e lotes rurais para a implantação definitiva do projeto de assentamento.
Antes do término deste mesmo ano o INCRA contratou uma construtora para a abertura de uma estrada que ligaria o final da linha C-15 ao Projeto de Assentamento Buriti. Finalmente em dois de fevereiro de 1990, José Carlyle o qual ocupava a cargo de coordenador do Projeto de Assentamento Buriti reuniu-se com os colonos onde foram distribuídos 398 lotes rurais, chegando a assentar um total de 550 famílias em lotes de 46 hectares.
Sete anos se passaram sem a implantação de novos assentamentos devido questões legais relacionadas à área de preservação e extrativismo vegetal. Então em 1997 durante o governo de Valdir Raupp novas áreas foram liberadas para a implantação do Projeto de Assentamento Menezes Filho, totalizando a quantidade de 528 famílias assentadas em lotes rurais de 60 hectares.
Anos mais tarde, em 1999 e 2001 foram implantados outros novos projetos de assentamento: São Domingos, Santa Helena, Pedra do Abismo, São Pedro, Lagoa Azul, Reviver, Nova Vida, São Paulo, Horizonte, Jatobá e São José dos Buritis. Estes projetos possibilitaram o assentamento de mais de mil famílias.
Como surgiu a cidade de Buritis
Foi reservada uma área no Projeto de Assentamento Buriti à margem esquerda do igarapé São Domingos para a formação e construção de um núcleo urbano, sendo que em 1990 foi demarcado ainda na floresta o local onde seria feito a abertura da primeira rua da cidade de Buritis, onde atualmente esta localizada a Avenida Ayrton Senna, que antes era apenas um picadão utilizado pelos colonos como acesso aos seus lotes rurais. Conseqüentemente após a abertura da primeira rua, residências e estabelecimentos comerciais foram sendo construídos , como mercearia, rodoviária, depósito de gás, mercado, sorveteria, loja de materiais de construção, posto de combustível, bar e hotel. Iniciavam então a formação do centro da cidade Buritis com o desmatamento das margens da Avenida Ayrton Senna em 1993.
No início da década de 90, um grande fluxo migratório iniciou-se trazendo famílias de várias cidades do Estado de Rondônia e de outras regiões do Brasil. Fatores que incentivaram o aumento do fluxo migratório foram a distribuição de lotes rurais, distribuição de lotes urbanos, extração de madeira, comércio de terras férteis e baratas e busca por emprego gerado principalmente pelas indústrias madeireiras.
Após cinco anos desde o início da Vila Buriti, o pequeno povoado de outrora foi elevado à categoria de cidade e desde então passou a ser chamada de Buritis, sendo destaque nacional como uma das cidades que mais cresceu em Rondônia e no Brasil na década de 90, segundo o Censo Demográfico de 2000.
Surgimento da zona urbana do Município de Buritis
Em 1992 as professoras Vanderléia P. Santos e Maria de Lurdes ministravam aulas num pequeno barraco na Avenida Ayrton Sena. Somente em 1993 foi construída na Avenida Porto Velho a primeira escola de Buritis. Batizada de Escola Municipal Jorge Teixeira, era construída com materiais rústicos utilizando-se de madeira serrada e cobertura com tabuinhas. Atualmente neste local está instalada a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Paulo Freire. Em 1994 foi construído um novo barracão, porém ainda utilizando-se de madeira e telhas de amianto.
Território Nacional
Em de 13 de setembro de 1943 foi criado o Território Federal do Guaporé, que mais tarde, em 17 de abril de 1956, passou a se chamar Território Federal de Rondônia. Somente em 22 de dezembro de 1981 foi elevado à categoria de estado, o qual foi instalado em 4 de janeiro de 1982.
O local onde está situado o município de Buritis pertencia ao Município de Santo Antônio do Rio Madeira entre 1911 e 1945. Também pertenceu ao município de Porto Velho entre 1945 a 1977. O município de Porto Velho abrangia nesta época toda a bacia do rio Machado.
Em 19 de abril de 1993, Paulo Madella, prefeito de Campo Novo de Rondônia sancionou a Lei que criava o distrito Buriti. Um plebiscito para a emancipação de Buriti foi realizado em 26 de dezembro de 1995.
O município de Buritis foi finalmente criado em 27 de dezembro de 1995 pela Lei Estadual nº 649, sancionada pelo então governador Valdir Raupp de Matos, tendo então sua área desmembrada dos municípios de Porto Velho e Campo Novo de Rondônia em 1997. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 10º12'43" sul e a uma longitude 63º49'44" oeste, estando a uma altitude de 200 metros. A população do município de Buritis, em Rondônia, era de 27.992 habitantes em 2022, conforme censo do IBGE.
Clima
Em Buritis predomina o clima tropical úmido com estação seca pouco marcada (Am de Köppen). A pluviosidade varia de 1.900mm, no sul, a 2.500mm, no norte. A temperatura mantém-se elevada durante todo o transcorrer do ano, com médias anuais superiores a 26 °C.
O mês mais chuvoso do ano é janeiro (321 mm), e a precipitação média anual ultrapassa 2.000 milímetros. Com 156 dias de chuva por ano em média,a umidade do ar é relativamente elevada durante o ano todo, com médias acima dos 80 %,e o tempo médio de insolação é de aproximadamente 2.000 horas por ano.
Os meses mais frios em Buritis são dezembro, janeiro e fevereiro.
Economia
Buritis é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a dezembro de 2024, foram registradas 1,9 mil admissões formais e 1,9 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -33 novos trabalhadores.
Até janeiro de 2025 houve registro de 8 novas empresas em Buritis, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 8 novas empresas se instalaram.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Site da Câmara Municipal .

sexta-feira, 4 de julho de 2025

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS

Guaxupé é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. Está localizado na Região Imediata de Guaxupé e na Região Intermediária de Varginha. A área é de 286,398 km². Sua população recenseada em 2022 era de 50.911 habitantes e a densidade demográfica era de 177,8 habitantes por quilômetro quadrado. 
História
Em 30 de maio de 1853, a Lei Estadual nº 623 eleva à categoria de Distrito de Paz o Curato de Nossa Senhora das Dores do Guaxupé, naquele então parte do termo da Vila de Jacuí. 
Em 30 de agosto de 1911, a Lei Estadual nº 556, que dispunha sobre a organização territorial do estado, determina a criação de um novo município sobre o território da antiga freguesia. Desmembra pois, o distrito de Guaxupé do município de Muzambinho, e eleva sua sede à categoria de vila, que passa a se denominar Vila de Guaxupé. 
O município de Guaxupé foi instalado solenemente em 1º de junho de 1912, data em que se comemora. 
Em 18 de setembro de 1915, a Lei Estadual nº 663 eleva a Vila de Guaxupé à categoria de cidade.
A exemplo do que acontece com quase todas as cidades do Brasil, a memória histórica de Guaxupé, é frágil e confusa. Com o tempo, fatos e acontecimentos que marcaram uma época se perdem aos olhos de poucos interessados que procuram revelar e registrar a história. Muitos dos fatos foram sendo passados de pai para filho, através da história oral e muito se perdeu no tempo. 
O que consta em livros, revistas, almanaques, trabalhos individuais de memorialistas é quase sempre parcial e sempre exaltam um passado glorioso. Homens corajosos e cheios de vontade que saíam em busca de aventuras e um futuro melhor, quase sempre retratados como heróis de um passado longínquo. 
Guaxupé, como muitas das cidades mineiras, nasceu com o fim da mineração. A cidade foi fruto de homens que saíam em busca de terras virgens, desbravando as matas que iam de São João Del-Rei aos lados da divisa com a Província de São Paulo.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Guaxupé pela Lei Provincial nº 1.189, de 23 de julho de 1864, e pela Lei Estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado aos municípios de Jacuí e São Sebastião do Paraíso. 
Pela Lei Provincial nº 2.500, de 12 de dezembro de 1878, o distrito de Guaxupé foi transferido dos municípios de Jacuí e São Sebastião do Paraíso para o de Muzambinho. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Guaxupé pela Lei Estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, sendo desmembrado de Muzambinho. Sede na antiga vila de Guaxupé. Constituída do distrito sede. Instalada em 1º de junho de 1912. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Guaxupé pela Lei Estadual nº 663, de 18 de setembro de 1915. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o município de Guaxupé perdeu parte do seu território para o novo município de São Pedro da União. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
Topônimo
Não há um consenso sobre o significado do termo "Guaxupé". Comumente, considera-se que o termo é de origem indígena, significando "caminho das abelhas". Outra etimologia possível é "caminho de guaxe", através da junção dos termos tupis waxi ("guaxe") e pé ("caminho"). "Guaxupé" (do tupi gwa + xu pé) também é o nome de um tipo de abelha selvagem sem ferrão.
Clima
Em Guaxupé, a estação com precipitação é abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 29 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Guaxupé e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao início de julho e do início de julho ao início de outubro. 
A estação morna permanece por 6,4 meses, de 24 de setembro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Guaxupé é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 14 de maio a 29 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Guaxupé é julho, com a mínima de 10 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Economia
Agropecuária

A economia de Guaxupé é baseada na atividade agrícola. A cidade tem o café é o principal produto de cultivo. 
A produção do café foi e é tão importante que, como consequência, Guaxupé conta com uma imensa Cooperativa de Cafeicultores (Cooxupé). Além da Cooxupé, podemos destacar a Exportadora de Café Guaxupé , que exporta o produto para vários países. 
As famílias Magalhães Gomes, Nasser, Gamero, Gonçalves, Ribeiro do Vale, Costa Monteiro, entre outras, disponibilizaram capital para iniciar a cooperativa. 
Guaxupé possui criação de gado bovino leiteiro, além de rebanhos suínos, equinos e galináceos. 
No município existe além do café, a produção de cana-de-açúcar, laranja, milho e soja 
Indústria
Guaxupé conta com indústrias de grande Porte. Encontram-se instaladas também pequenas indústrias que atendem a vários setores, tais como: laticínios, doces, serralheria, pré-moldados de cimento, calçados de variados tipos (calçados de proteção individual - EPI, botinas e calçados femininos, munição, fios cirúrgicos, confecções, artesanatos diversos, cerâmica, móveis, torrefação de café etc.
Comércio
O comércio é bastante ativo, devido a atração que exerce sobre as cidades vizinhas, o que lhe dá o "status" de cidade centro local. A atividade comercial é exercida por vários estabelecimentos comerciais, de todos os portes, os quais atendem a todos os setores da vida humana. Fundada por Jamil Nasser, político e amigo de Tancredo Neves, e por outros homens importantes da cidade, a ACIG - Associação Comércio e Indústria de Guaxupé - ajudou Guaxupé a ser uma das maiores economias do sul mineiro. 
Esporte e lazer
A cidade possui um estádio de futebol (Estádio Carlos Costa Monteiro) com capacidade para seis mil pessoas. Foi inaugurado em 1958. É atualmente o estádio da Sociedade Esportiva Guaxupé. Possui ainda um ginásio de esportes; campus olímpico e clubes.
Patrimônio Histórico
•    Palácio das Águias - O Palácio das Águias foi inventariado em 2007 pelo CDMPHC;
•    Prédio da Academia de Comércio São José - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.010, de 20 de março de 2002;
•    Antiga Loja Jacob Miguel Sabbag e Cia Ltda (atual Agência da Administração Fazendária de Guaxupé- SEF/MG) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.007, de 20 de março de 2002;
•    Antiga Cadeia Pública Estadual - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 973, de 04 de abril de 2001;
•    Antiga Câmara Municipal (atual Museu Histórico e Geográfico Comendador Sebastião de Sá) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 974, de 04 de abril de 2001;
•    Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Antiga Estação Ferroviária de Guaxupé (FEPASA/ Parque Municipal Mogiana) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 856, de 29 de julho de 1998;
•    Palácio da Justiça (antigo Fórum da Comarca e atual Câmara Municipal de Guaxupé) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 972, de 04 de abril de 2001;
•    Antigo Hotel Cobra (atual Teatro Municipal Arlete Souza Mendes) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 975, de 04 de abril de 2001;
•    Antiga Agência do Banco do Brasil (atual Prefeitura Municipal) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 860, de 29 de setembro de 1998;
•    Herma Cel. Antônio Costa Monteiro - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.009, de 20 de março de 2002;
•    Monumento ao Trabalhador Rural - O “Nicanor” - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.008, de 20 de março de 2002;
•    Obelisco em Homenagem ao Expedicionário Guaxupeano da FEB - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal n. 1.006, de 20 de março de 2002;
•    Catedral de Nossa Senhora das Dores - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.522, de 04 de setembro de 2012;
•    Casa de Pau-a-pique (antiga sede da Fazenda Bom Jardim dos Machados) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1272, de 08 de dezembro de 2008;
•    Taça de 1928 – “PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL REALIZADO EM MINAS” - Bem móvel tombado pelo Decreto Municipal nº 855, de 29 de julho de 1998;
•    Imaginária de São Miguel Arcanjo - Bem móvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.521, de 04 de setembro de 2012.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

quarta-feira, 2 de julho de 2025

SANTA CRUZ - RIO GRANDE DO NORTE

Santa Cruz é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Localiza-se a 116 km da capital do estado Natal, a qual se liga através da BR-226. Abriga a Estátua de Santa Rita de Cássia, maior estátua religiosa da América Latina e maior estátua católica sacra do mundo e segunda maior estátua do Brasil. 
Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2024, era de 38.996 pessoas. 
História
A área do atual município de Santa Cruz era primitivamente habitada pelos povos indígenas tapuias. A partir de 1831, José Lourenço da Rocha, acompanhado de João da Rocha (irmão) e João Rodrigues da Silva (amigo e proprietário da Fazenda Cachoeira), iniciaram o povoamento do local, com uma economia baseada na atividade agropastoril, que logo denominaram "Malhada do Juazeiro" e, em seguida, "Santa Rita da Cachoeira". 
Na região havia uma grande de presença de inharés, árvore considerada "sagrada" pela população local e que, segundo a tradição, atraía grandes males caso algum de seus galhos fosse quebrado, como secas e epidemias de doenças. Conta a lenda que, certo dia, um missionário, sabendo dessa tradição, resolveu visitar o povoado e mandou erguer uma cruz, feita com alguns galhos dessa árvore. Em seguida, em frente à capela de Santa Rita de Cássia, foi cavado um grande buraco, onde foram colocadas todas as armas da população nativa por ordem desse missionário, sendo ali colocada aquela cruz. Com isso, os males teriam cessado e grandes fontes de água teriam jorrado, e muitos dos animais típicos da região teriam se tornado mansos. Com este fato, o povoado teve seu nome alterado para "Santa Cruz do Inharé". 
Em 1835, foi erguida a capela de Santa Rita de Cássia, que estimulou ainda mais o crescimento do povoado. Uma imagem da santa, vinda da fazenda Cachoeira, foi doada para a capela. No mesmo ano, a Lei Provincial nº 24, datada de 27 de março, eleva o povoado à condição de distrito, com a denominação "Santa Cruz da Ribeira do Trairi". Após vários anos de luta, em 11 de dezembro de 1876, pela Lei Provincial nº 777, ganhou autonomia política, desmembrando-se de São José de Mipibu. Dentre as figuras que lutaram pela emancipação destacam-se o padre Antônio Rafael Gomes de Melo, o tenente coronel Ivo Abdias Furtado de Mendonça e Menezes e os fazendeiros Trajano José de Faria e Félix Antônio de Medeiros. Em 30 de novembro de 1914, a Lei Estadual nº 372, a vila é elevada à condição de cidade, tendo sua denominação sido alterada para "Santa Cruz". 
O Decreto Estadual nº 603, de 31 de outubro de 1938, criou os distritos de Campo Redondo e Jericó, que tiveram suas denominações alteradas para Serra do Doutor e Melão, respectivamente, por força do Decreto-Lei Estadual nº 268, de 30 de dezembro de 1943, voltando às suas denominações originais em 23 de dezembro de 1948, pela Lei Estadual nº 146. Em novembro de 1953, novas leis estaduais criaram os distritos de Jaçanã e Trairi (atual Coronel Ezequiel). Na mesma época, foi criado o distrito de Tangará, passando o município a ser constituído por quatro distritos. No dia 31 de dezembro de 1958, foram desmembrados os distritos de Tangará e Trairi, que deram origem ao município de Tangará, e Campo Redondo. Em 24 de outubro de 1962, um acórdão do Supremo Tribunal Federal extingue o município de Campo Redondo, que volta a pertencer a município de Santa Cruz, mas é novamente desmembrado em 26 de março de 1963. Desde então, o município de Santa Cruz conserva suas divisas aturais. 
Em novembro de 2007, no Monte Carmelo, teve início a construção de uma estátua dedicada à padroeira do município, Santa Rita de Cássia. As obras custaram mais de R$ 6 milhões e foram concluídas em 2010, sendo sua inauguração no dia 26 de junho. A escultura tem 56 metros de altura, incluindo o pedestal, sendo a estátua católica mais alta do planeta.
Geografia
Distante 120 km de Natal, Santa Cruz ocupa uma área de 624,356 km² (1,1823% da superfície estadual) e tem como limites: Sítio Novo, Lajes Pintadas e São Tomé a norte; São Bento do Trairi e Japi a sul; Tangará e Sítio Novo a leste; Campo Redondo, Lajes Pintadas, Coronel Ezequiel e São Bento do Trairi a oeste. De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Santa Cruz pertence à região geográfica intermediária de Natal e à região imediata de Santa Cruz.
Relevo
O relevo do município, com altitudes entre duzentos e quatrocentos metros, está inserido na depressão sublitorânea, com terrenos de transição entre os tabuleiros costeiros e o Planalto da Borborema, do qual fazem parte as serras de Cunhaú, Jandaíra, Samanaú, Tapuia e dos Veados. Geologicamente, Santa Cruz está situado em área de abrangência de rochas metamórficas do embasamento cristalino, datadas do período Pré-Cambriano, entre 1,1 bilhão e 2,5 bilhões de anos. 
Solo
Os solos predominantes são o planossolo sódico, pouco profundo, característico das áreas de relevo entre suave e ondulado, com alto grau de fertilidade, drenagem imperfeita e textura formada por areia e/ou argila, e o luvissolo (Bruno Não Cálcico Vértico), semelhante ao planossolo, mas com drenagem moderada e típico das áreas de relevo ondulado. Há também os neossolos, também chamados de solos litólicos. Sendo pouco desenvolvidos, sua vegetação é de pequeno porte, típica da caatinga hipoxerófila, resistente à seca. Entre as espécies mais encontradas estão o angico, a aroeira, a braúna, a catingueira, o juazeiro, o mandacaru, o marmeleiro e o umbuzeiro.
Hidrografia 
Cortado pelos rios Cacaruaba e Inharé, Santa Cruz possui quase todo seu território na bacia hidrográfica do rio Trairi, que cobre 97% da área do município, estando os 3% restantes na bacia do rio Potenji. Dentre os riachos que passam pelo município estão: Bento Nunes, do Canivete, Catolé, da Chapada, da Cobra, do Exu, da Gameleira, Logradouro, Santa Rosa, Salgado, da Vela e Velho. Os principais reservatórios, com capacidade igual ou superior a cem mil metros cúbicos (m³) de água, são Inharé (17 600 000 m³), Santa Rita (776 000 m³), Recanto (297 800 m³) e Bom Sucesso (100 000 m³). 
Clima
O clima de Santa Cruz é semiárido, com baixo índice pluviométrico anual. Nos meses mais quentes, as temperaturas máximas chegam a 31 °C durante o dia, enquanto na época mais fria as mínimas podem ficar abaixo dos 20 °C. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, entre agosto de 2010 e dezembro de 2019 a menor temperatura registrada em Santa Cruz foi de 15,4 °C em 30 de junho de 2018, e a maior atingiu 37,6 °C em 7 de abril de 2013. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 20%, observado nos dias 11 de setembro de 2010, 28 de setembro de 2018 e 22 de novembro de 2019. Por sua vez, o maior acumulado de chuva em 24 horas alcançou 207,2 mm em 24 de janeiro de 2011, e a maior rajada de vento atingiu 18,6 m/s (66,1 km/h) em 16 de fevereiro de 2019.
Economia
Santa Cruz é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. O desempenho econômico e o baixo potencial de consumo são os pontos de atenção.
De janeiro a dezembro de 2024, foram registradas 1,2 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 100 novos trabalhadores.
Até janeiro de 2025 houve registro de 15 novas empresas em Santa Cruz, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 15 novas empresas se instalaram.
Educação
O município de Santa Cruz apresenta três instituições públicas de ensino superior: A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) está em Santa Cruz desde o ano de 2006, atuando no Centro Comunitário Integrado – CCI; A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .

segunda-feira, 30 de junho de 2025

ESPERANTINA - PIAUÍ

Esperantina é um município brasileiro no norte do estado do Piauí. A população de Esperantina, em 2022, segundo censo do IBGE, era de 40.970 pessoas.
História
Povoamento: Primeiros Habitantes

A história do município de Esperantina data do século XVIII, quando em 1706, o Capitão Mor português Antônio Carvalho de Almeida, fundou a Fazenda Taboca, na margem esquerda do Rio Longa. Miguel Carvalho e Silva, filho de Antonio Carvalho de Almeida, em 1739 não possuindo, da Fazenda título e sendo legítimo herdeiro, pediu ao Governador Capitão do Estado do Maranhão que lhe concedesse a terra em sesmaria. E assim se verificou. Foi o sitio da Boa Esperança com a Fazenda Taboca doada em carta de sesmaria a 13 de julho de 1739 a Miguel Carvalho e Silva.
Esperantina Fazenda
Surgiram posteriormente outros fazendeiros como João Antonio dos Santos, que na época de estiagem começaram a fazer o retiro do gado das fazendas para as margens do Rio Longa, recebendo o local onde erigiu Esperantina a denominação de Retiro da Boa Esperança. O povoado foi crescendo sendo edificado casas e currais. Em 1843, Francisco Xavier Moreira de Carvalho, inicia a construção da capela de Nossa Senhora da Boa Esperança, concluída em 1847, por Domingos Moreira de Carvalho. Em 1859, Leonardo de Nossa Senhora das Dores Castelo Branco traz de Lisboa (Portugal) a imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança para a capela.
Esperantina Vila
No alvorecer deste século o povoado toma grande impulso, recebendo novos moradores dedicados a lavoura e ao comércio. Foi quando o povoado Retiro da Boa Esperança foi elevado a categoria de vila e emancipou politicamente de Barras pelo Decreto Lei n° 970, de 25 de junho de 1920, do interventor do Estado do Piauí Dr° Eurípides Clementino de Aguiar. A 28 de setembro do mesmo ano o Dr° Nilo de Morais Brito, juiz distrital de Piracuruca oficialmente a Vila ocorrendo pomposos festejos.
Esperantina cidade
A 15 de dezembro de 1938, através do Decreto Lei n°147 do Governador Leônidas de Castro Melo, a vila da Boa Esperança adquiriu foros de cidade, sendo oficialmente instalada a 1° de janeiro de 1939.
Pelo Decreto Lei n° 754, de 30 de dezembro de 1943, Boa Esperança passou a denominar-se ESPERANTINA, nome dado em homenagem à padroeira do local Nossa Senhora da Boa Esperança.
Geografia
Clima

Estando a uma altitude média de 59 metros acima do nível do mar, Esperantina apresenta um clima tropical megatérmico, com temperaturas elevadas durante todo o ano. O índice pluviométrico é de aproximadamente 1.450 mm/ano, a maior parte entre janeiro e maio. O tempo de insolação chega a 3.000 horas anuais. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), registrados na estação convencional do município entre janeiro de 1979 e fevereiro de 2017, a menor temperatura registrada em Esperantina foi de 16,2 °C, em 28 de julho de 1981, e a maior atingiu 42,5 °C, em 10 de outubro de 2016, superando os 41,4 °C registrados em 24 de outubro de 2012 e 2 de dezembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 165,4 mm, em 6 de abril de 2000. Outros grandes acumulados superiores a 100 mm foram 148,6 mm, em 24 de janeiro de 2011, 129,4 mm, em 15 de março de 1999, 122,2 mm, em 31 de março de 2008, 120,6 mm, em 19 de março de 2005, 116,8 mm, em 26 de janeiro de 1981, 110,2 mm, em 28 de abril de 2003 e 105,8 mm, em 4 de março de 1982.
Economia
Esperantina é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a dezembro de 2024, foram registradas 708 admissões formais e 596 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 112 novos trabalhadores.
Até janeiro de 2025 houve registro de 6 novas empresas em Esperantina, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Turismo
Parque Ecológico Cachoeira do Urubu

Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu é um verdadeiro tesouro do Piauí. 
O Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu, localizado entre os municípios de Esperantina e Batalha, a cerca de 180 km da capital Teresina, é um destino imperdível para os amantes da natureza e do ecoturismo.
Este parque estadual de proteção ambiental é um exemplo de como é possível preservar a beleza natural de uma região e, ao mesmo tempo, permitir a visita de turistas. No entanto, é importante ressaltar que é necessário ter cuidado e respeito pelo meio ambiente, já que o local é habitado por diversos animais.
O Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu mistura elementos do cerrado, da caatinga e das palmeiras de carnaubais, formando um cenário único e exuberante. É comum encontrar mandacarus, cactos típicos do sertão, e flores do cerrado.
Além da riqueza natural e cultural, o Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu oferece infraestrutura de apoio aos turistas é um destino imperdível para quem busca contato com a natureza no Piauí.
O Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu, que foi estabelecido em 1997, é uma área de proteção ambiental que abrange mais de 3.000 hectares, sendo a entrada é gratuita.
A primeira coisa que os visitantes notam é a deslumbrante cachoeira do Urubu, onde é possível tomar banho em partes seguras ou nas várias piscinas naturais que se formam ao longo do espaço. O parque está localizado na região turística conhecida como Polo das Águas, que engloba dezessete municípios do norte do Piauí.
Os visitantes podem ainda fazer trilhas e desfrutar da agradável sensação que a vegetação do local proporciona. Ao redor da cachoeira, há uma infraestrutura turística que inclui bares, restaurantes, barraquinhas, áreas para prática de esportes, área de camping, banheiros e um posto de salva-vidas, onde um bombeiro fica de prontidão.
A Cachoeira do Urubu é o grande destaque do Parque Ecológico Cachoeira do Urubu, uma verdadeira joia natural do Piauí. No parque são diversas cascatas ao longo do rio Longá, sendo a maior delas com 12 metros de altura.
Para contemplar toda essa beleza de perto, uma passarela de 400 metros permite aos visitantes acesso às duas margens do rio, onde é possível sentir toda a energia e contemplação da natureza ainda mais de perto.
Por que o nome Cachoeira do Urubu?
A cachoeira do Urubu é formada pelo rio Longá e recebe esse nome devido à sua peculiaridade de prender peixes nas pequenas valetas do leito quando o volume de água diminui. Isso atrai o urubu rei, uma espécie de condor da América do Sul, proporcionando um espetáculo diferente com a chegada desses pássaros gigantes.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal ; Site da Câmara Municipal .

sexta-feira, 27 de junho de 2025

CURITIBANOS - SANTA CATARINA

Curitibanos é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27º16'58" sul e a uma longitude 50º35'04" oeste, estando a uma altitude de 987 metros. Possui uma área de 953,67 km² e sua população, em 2022, de acordo com o censo do IBGE, era de 40.045 habitantes.
Toponímia
No ano de 1679, um bandeirante paulista, morador de Curitiba, chamado Guilherme Dias Cortes, genro de Baltasar Carrasco dos Reis, fez uma excursão pela Região Sul do Brasil, nomeando alguns lugares por onde passou. Ele nomeou um campo chamado "Dos Curitibanos", foi chamado também "Campo dos Curitibanos" e "Pouso dos Curitibanos". 
Em 22 de março de 1824, passou a se chamar "Freguesia de Nossa Senhora dos Curitibanos". Foi no dia 11 de junho 1869, que foi criado o município de Curitibanos. O título de cidade só foi concedido em 31 de março de 1938. 
História
Surgimento

Antes da colonização, o Planalto Catarinense era habitado por diversos povos indígenas, entre eles os caingangues e guaranis, povos que viviam fartamente adaptados ao clima e à geografia local, e que cujos ancestrais foram responsáveis pela plantação da grande mata de araucária. Possuíam uma cultura e tecnologia de ponta para viverem em harmonia com o ecossistema local. Com o avanço dos colonizadores nas áreas de campos, os indígenas foram massacrados e os sobreviventes fugiram para outros locais. 
O sargento mor de cavalaria Francisco de Sousa e Faria recebeu a incumbência de construir a Estrada das Tropas (ou Caminho dos Tropeiros), sendo os trabalhos iniciados em 11 de fevereiro de 1728, começando em Araranguá e indo até Curitiba. Tais trabalhadores abriram picadões na mata fechada, tendo os insetos e doenças sido um dos maiores problemas naquele momento. No ano seguinte vieram até "campos chamados 'dos Curitibanos'", e chegaram ao destino final em setembro de 1730. Aproximadamente a 1732, o tropeiro Cristóvão Pereira de Abreu criou um atalho na rota de Sousa e Faria, partindo "das Tajucas" (atual Bom Jardim) passando por São Joaquim e por Lages e voltando ao picadão original na altura de 12 a 15 quilômetros após Ponte Alta. Vários caminhos e ramais foram sendo elaborados, o que tornou o "Entreposto de Nossa Senhora da Conceição dos Curitibanos" como o "Pouso" principal por ser um local de encontro entre os caminhos que vinham do "maior celeiro da América do Sul em gado bovino, equino e muar". 
Em 11 de junho de 1869, a Vila de Nossa Senhora da Conceição dos Curitibanos emancipou-se de Lages através da lei número 626. 
Em 26 de setembro de 1914, em plena Guerra do Contestado, um grupo de caboclos atacou a cidade como resposta a ataques anteriores. Eles possuíam nesse momento o apoio dos oligarcas inimigos do Coronel Albuquerque, oligarca local e então superintendente municipal. Conforme relatos, o objetivo era matar o coronel, que havia fugido para Blumenau, e havia ordenado um ataque anterior ao povo caboclo em Taquaruçú[. Como não o encontraram, os caboclos puseram fogo na vila causando a destruição de dezoito casas, entre as quais estavam a casa do coronel, as instalações do jornal "O Trabalho" de propriedade do coronel, a Intendência Municipal (sede do poder), a estação telegráfica, cinco estabelecimentos comerciais, a cadeia pública e o cartório de registro de imóveis. As casas dos simpatizantes dos jagunços e as que possuíam fotos do Monge João Maria foram poupadas. Ninguém morreu durante este acontecimento histórico, mas causou um enorme atraso no desenvolvimento (em 1937 apenas 35 novas casas haviam sido construídas). O ataque a prédios públicos mostra que a revolta do povo caboclo organizado era contra os políticos e oligarcas locais que, associados ao grande capital representado pela empresa Lumber & Colonization Company, iniciaram um processo radical de expropriação e mercantilização do território e destruição do modo de vida caboclo. 
A história de Curitibanos registra, ainda, graves episódios ocorridos ao longo da sangrenta Guerra do Contestado, que envolveu as populações marginalizadas da região, vindas não somente das expulsões que a companhia "Southern Brazil Lumber & Colonization Company" promoveu na região da ferrovia "São Paulo-Rio Grande", mas também dos trabalhadores dela dispensados, e as forças armadas estaduais e os grandes fazendeiros da região. Essas populações caboclas se agrupavam naquilo que chamavam de "redutos", que eram vilas onde se defendiam e onde produziam para subsistência, e eram inspirados pelas lideranças dos monges José e João Maria. Massacrados pelo Estado e pela empresa de Percival Farquhar, essa massa se revolta, o que resultou na Guerra do Contestado, conflito esmagado pelas polícias dos Estados do Paraná e de Santa Catarina, e pelas milícias dos fazendeiros. Eram (e, por vezes ainda são) chamados erroneamente de "fanáticos", porém, aquela forma religiosa de organização era a única maneira de se fazerem ouvir pelas autoridades. 
No final da década de 1980, o art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias promulgado com a Constituição do Estado de Santa Catarina determinou a realização de consulta à população do estado acerca da transferência de sua capital para o município de Curitibanos. O plebiscito, entretanto, nunca ocorreu. 
Geografia
Está localizado na encosta do planalto catarinense no centro geográfico de Santa Catarina. Por este motivo, o terreno é favorecido para a utilização de máquinas nas plantações. Curitibanos está situado na bacia do Uruguai, sendo cortado por seis rios: Marombas, das Pedras, rio Canoas, Correntes, dos Cachorros e Raso ou Pocinhos. A vegetação predominante já foi a mata dos pinhais ou mata das araucárias. 
Vários municípios surgiram de Curitibanos. Em 1881, Campos Novos tornou-se independente, cidade da qual ainda são oriundos os municípios de Caçador, Capinzal, Piratuba e Erval Velho. Outros municípios que conseguiram a independência ao longo dos anos inclui Santa Cecília, Fraiburgo, Matos Costa, Ponte Alta, Lebon Régis e Canoinhas (deste ainda surgem Papanduva, Três Barras e Major Vieira). Por último, desmembraram-se ainda São Cristóvão do Sul e Ponte Alta do Norte. 
Clima
O clima é subtropical de tipo úmido, com chuvas regulares durante todo o ano. O verão é fresco, com frio predominante durante a maior parte do ano. O inverno é moderadamente rigoroso, com geadas anuais e neve eventual. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, a menor temperatura registrada em Curitibanos foi de −4,4 °C em 7 de julho de 2019 e a maior atingiu 34,5 °C em 2 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas alcançou 102,2 milímetros (mm) em 30 de agosto de 2011. A rajada de vento mais forte chegou a 43,3 m/s (155,9 km/h) em 21 de julho de 2011. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 12% em 31 de outubro de 2009 e em maio de 2013, nos dias 8 e 9.
Economia
Agricultura

O município é grande produtor agrícola, com destaque na produção de cereais como soja e milho, fruticultura, especialmente maçã, caqui e pêssego. Destaque, ainda, para a produção de alho, que lhe já conferiu o título de "capital nacional do alho" 
Pecuária
Destaca-se a criação de bovinos. 
Educação
Antes de 1930, nas áreas do interior, as escolas eram praticamente inexistentes devido à pouca quantidade populacional. Os habitantes que tinham melhor condições financeiras contratavam professores particulares, enquanto as outras crianças (serviçais e vizinhos) podiam aproveitar para estudar junto. 
O município tem escolas públicas e particulares. As séries vão do 1º ano até o Ensino Médio. Há também vários Centros Educacionais Infantis (CEIs). O Ensino Superior conta com a Universidade do Contestado (UnC) que é de ensino privado e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Campus Curitibanos que é de ensino público. 
As obras da UFSC começaram em 2008 e em 2010 foi inaugurada a universidade, na qual seu primeiro curso foi o de ciências rurais.
Voluntariado
Rotary International
 
O Rotary Club de Curitibanos foi fundado em 3 de fevereiro de 1951, tendo como seu primeiro presidente Ricarte de Freitas, um magistrado. A importância da família rotária na cidade é notável. Graças a uma comissão composta por rotarianos, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ganhou um campus em Curitibanos. O Rotary Club de Curitibanos construiu a Escola Rotary, que viria a se tornar o Núcleo Municipal Rotary, uma referência educacional no estado. Além dos marcos rotários presentes na cidade, o clube ergueu uma estátua denominada Monumento às Mães, localizada no centro da Praça da República. Em 2006, o clube apadrinhou o Rotary Club de Curitibanos-Sul, que é conhecido pela fundação do Grupo Escoteiro Curitibanos-102/SC e pela produção de fraldas geriátricas. Também existem o Rotaract Club de Curitibanos-Grimpa e o Interact Club de Curitibanos-Fraternidade. 
Desde sua fundação, o Rotary Club de Curitibanos tem realizado diversas ações, desde pequenas palestras e aquisições de produtos para suprir necessidades específicas de determinados grupos, até grandes projetos como a criação da Escola Rotary e o apoio à vinda da UFSC para Curitibanos. Essas iniciativas foram desenvolvidas em parceria com outras entidades da sociedade civil, como o Lions Club. Inicialmente, o clube era exclusivo para homens, enquanto as mulheres dos rotarianos se reuniam em um clube paralelo chamado Casa da Amizade. Por volta de 2005, o Rotary Club de Curitibanos tornou-se misto, o que levou ao enfraquecimento e fechamento da Casa da Amizade, com todos os membros formando um único clube misto. 
O clube já teve cinco governadores no Distrito 4740, sendo os mais recentes Olávio Gevehr e Ulmerindo Fernandes de Oliveira. No nível de Rotaract, já teve um Representante Distrital, Isael Filipe Torres, no ano rotário 2018/2019. Atualmente, João Vitor Biazotto Fabrício é o Representante Distrital de Interact no ano rotário 2024-2025, e Presidente Nacional da MDIO Interact Brasil, 2025-2026. 
Turismo
Portal do Contestado, Curitibanos foi palco de grandes batalhas históricas e campo de passagem dos tropeiros também durante a Revolução Farroupilha, uma terra com muita história para contar. A cidade hoje é um contraste de história versos a modernidade que chega vagarosa porém não despercebida. Dentre os principais atrativos turísticos podemos destacar o comércio local que é bem diversificado e um dos principais destaques é a culinária, bons restaurantes, bares e cafés fazem da cidade um local agradável para passear com toda a família. A rede hoteleira também tem crescido e apresenta hoje ótimas opções e o que há de melhor em Santa Catarina e no Brasil. 
Museu
O nome do museu é Antonio Granemann de Sousa. O museu foi fundado em 1972, cujo prédio foi antes a prefeitura municipal de Curitibanos. Os principais artigos históricos do acervo são da Guerra do Contestado. 
Igreja Matriz Imaculada Conceição
Destaca-se sua arquitetura com desenhos na parede e no teto. Este monumento faz parte do turismo religioso do município. 
Expocentro
É uma das maiores festas de Santa Catarina, com exposição de animais bovinos, ovinos e cavalos, jogos e shows, restaurantes rústicos, que destacam na culinária local, além de pavilhões onde expõem a indústria e o comércio e acontece em todo mês de maio, a festa é realizada a cada um ano. A festa é realizada no parque de exposições Pouso do Tropeiro. 
Capão da Mortandade
Foi o palco da Revolução Farroupilha. Neste lugar aconteceu uma sangrenta batalha, onde os corpos das pessoas mortas foram enterrados, dando origem ao nome Mortandade.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 25 de junho de 2025

SANTALUZ - BAHIA

Santaluz é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado no Território do Sisal. Sua população, conforme estimativa do IBGE de 2024, era de 39.922 habitantes.
História
A sede municipal de Santaluz se originou no século passado, de uma estação ferroviária da Leste Brasileiro, obra implantada em local onde havia uma aglomeração de casas, dentro da Fazenda Santa Luzia, no município de Queimadas.
Com a inauguração e utilização frequente da estação, formou-se um arraial, sendo edificadas casas residenciais e comerciais. 
Em 15 de setembro de 1884, foi inaugurada, em terras antes pertencentes a José Lopes desapropriadas quatro anos antes para a construção da Estrada de Ferro da Bahia, a estação Santa Luzia, pertencente a essa ferrovia. Ao redor dessa estação ferroviária, se fixaram muitas pessoas vindas de localidades nas redondezas, assim surgindo o povoado de Santa Luzia, atual cidade de Santaluz. 
O povoado de Santa Luzia, então pertencente a Queimadas, foi elevado à categoria de distrito policial por meio de Ato Estadual de 28 de julho de 1890 e à categoria de distrito de paz por meio da Lei Municipal nº 11, de 4 de abril de 1918, aprovada pela Lei Estadual nº 1.298, de 6 de maio de 1919. 
O movimento pela emancipação de Santa Luzia se iniciou em 1922 e vários Projetos de Lei em prol dessa causa foram propostos na Assembleia Legislativa, sem serem aprovados. Por meio do Decreto Estadual nº 8.693, de 3 de novembro de 1933, Santa Luzia foi transformada em subprefeitura de Queimadas e, por meio do Decreto Estadual nº 8.694, da mesma data, foi nomeado como subprefeito Ezequiel Cardoso da Costa, o qual tomou posse dezoito dias depois, dia da instalação da subprefeitura. 
O Decreto Estadual nº 9.601, de 18 de julho de 1935, elevou o distrito de Santa Luzia à categoria de município, desmembrando-se de Queimadas, sendo a nova municipalidade instalada em 1º de setembro do mesmo ano, com a posse do primeiro prefeito, Ezequiel Cardoso da Costa. 
Por meio do Decreto-Lei Estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, o município de Santa Luzia teve seu nome alterado para Santaluz, devido a uma lei federal que proibia a existência de municípios e vilas com o mesmo nome. 
Geografia
O município de Santaluz possui uma área territorial de 1.623,445 km² e sua sede está a uma altitude de 363 m. 
Santaluz está localizada entre dois importantes rios da Bahia: o Itapicuru, que banha o extremo norte do município, delimitando sua divisa com Cansanção, e o Jacuípe, em seu extremo sul, demarcando a divisa com Gavião. 
A vegetação de Santaluz é a Caatinga. 
Dentre as elevações existentes no município, estão a Serra da Caracunha, Morro do Lopes e a Serra do Pintado.
Clima
O clima típico do município é o semiárido. Em Santaluz, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, seco, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 35 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Santaluz e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 6,1 meses, de 28 de setembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Santaluz é janeiro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 5 de junho a 17 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Santaluz é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Economia
A economia de Santaluz é baseada na agricultura (sobretudo de sisal, feijão, milho e mandioca), pecuária e mineração (ouro, magnésio, cromo, granito azul e prata).
Santaluz é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são fatores de atenção.
De janeiro a fevereiro de 2025, foram registradas 252 admissões formais e 162 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 90 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 33.
Até março de 2025 houve registro de 6 novas empresas em Santaluz, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 23 empresas.  
Boi Velho: Um dos primeiros povoados de Santaluz
Boi Velho é um povoado do município luzense e surgiu quando Santaluz ainda fazia parte do município de Queimadas. Fica localizado a 10 km da sede luzense, as margens da estrada vicinal que liga Santaluz a cidade de Valente. Sua economia baseia-se na agricultura e na pecuária, sendo o sisal sua principal fonte econômica e renda familiar. 
Boi Velho é hoje um dos melhores povoados de Santaluz para residir, pois está localizado numa região atendida por empresas de água, energia, internet (fibra óptica e via rádio) e pelas principais empresas de telefonia móvel do Brasil. 
O povoado surgiu de uma fazenda chamada Boi Velho. Segundo informações dos moradores local, a fazenda ganhou esse nome pelo fato do fazendeiro ter tido um boi de estimação, que recebia toda atenção do dono. O boi morreu de velho, dando origem ao nome da fazenda Boi Velho. Com o passar do tempo, famílias começaram a construir casas nas proximidades da fazenda e anos depois tornou-se povoado e ganhou o nome de povoado do Boi Velho. 
Boi Velho deu origem a um povoado do município de Valente, Boi Novo, que faz limite municipal com ele.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark .

terça-feira, 24 de junho de 2025

SÃO FRANCISCO DO CONDE - BAHIA

São Francisco do Conde é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Salvador, no estado da Bahia. Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2024 era de 40.932 habitantes. 
São Francisco do Conde pertenceu a Salvador até 1697, quando foi emancipado. 
Grande parte de sua economia e PIB deve-se da arrecadação municipal de impostos ligados à produção e refino de petróleo pela refinaria RLAM, da Acelen, empresa criada pelo fundo Mubadala Investment Company dos Emirados Árabes Unidos. 
Em maio de 2014, foi inaugurado no município um campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), única instituição com este perfil. 
História
Em 1618, por ordem do Conde de Linhares, foi construído no alto de um monte, no Recôncavo Baiano, um convento e uma igreja, onde, mais tarde, surgiria a cidade de São Francisco do Conde, em 1698. 
O nome homenageia o padroeiro da cidade e o conde Fernão de Noronha, cuja mulher, D. Filipa de Sá, herdara as terras do irmão, Francisco de Sá, filhos ambos do 3° governador geral do Brasil, Mem de Sá. A região onde fica a cidade foi conquistada pelo império português através de guerras travadas contra os índios que viviam nas margens dos rios Paraguaçu e Jaguaribe. 
São Francisco do Conde, terceiro município do Recôncavo, guarda um grande patrimônio do Brasil Colonial. A cidade é rica em sobrados, igrejas e engenhos, construídos durante a administração portuguesa no país. A arquitetura imponente é um convite para um passeio ao século XVI, relembrando e mantendo viva uma parte importante da história do Brasil. O município se localiza em uma área na qual ainda se preserva reservas de Mata Atlântica e riquíssimos manguezais, contribuindo para a biodiversidade da região.
No passado, a riqueza da cidade se baseava nas plantações de cana de açúcar que deram início ao desenvolvimento econômico da área. Hoje, a extração, o refino e o processamento de petróleo são as principais atividades econômicas da região. São Francisco do Conde mantém o clima de cidade do interior, com sua arquitetura barroca, com a tranquilidade e com seu porto de canoas para os pescadores. A cidade também está se desenvolvendo e possui uma orla marítima bela, urbanizada e moderna, trazendo um apaixonante contraste visual.
A diversidade de etnias que ajudou a construir São Francisco do Conde culturalmente está presente no cotidiano da cidade. As palmeiras imperiais, símbolo da administração portuguesa, estão por toda parte, as construções coloniais são majestosas e conservam a memória da região. Os Tupinambás e os Caetés Negros deixaram de legado, entre outras coisas, uma rica gastronomia. O mingau de farinha de milho, a tapioca e o preparo do peixe assado na folha de bananeira são exemplos dessa herança. A habilidade com a pesca e a técnica das mulheres marisqueiras também surgiram com os primeiros habitantes da região. São Francisco do Conde possui uma história riquíssima e que se confunde com a história do Brasil. A cidade é única e consegue reunir história, cultura e a tranquilidade típica do Recôncavo Baiano em um só lugar.
Geografia
Clima

Em São Francisco do Conde, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 34 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar São Francisco do Conde e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 4,4 meses, de 23 de novembro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em São Francisco do Conde é fevereiro, com a máxima de 34 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 4 de junho a 31 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em São Francisco do Conde é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Economia
A origem econômica e industrial do território de São Francisco do Conde iniciou-se com a criação dos engenhos de cana-de-açúcar, a primeira e principal atividade econômica do Brasil colonial. Durante esse período, o Brasil destacou-se como a colônia mais rentável de Portugal, exportando sua produção para a Europa.
Nesse contexto, o município de São Francisco do Conde começou a se desenvolver dentro da política de capitanias e sesmarias, sistema do qual surgiram Estados como Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará, entre outros. Como diz a citação: “Das sesmarias, muitos municípios. Os antigos povoados transformaram-se em vilas, em cidades sedes de municípios.”
A sesmaria de Mem de Sá transformou-se em São Francisco do Sítio, o núcleo fundamental da formação do município de São Francisco do Conde, localizado em terras do Conde de Linhares, Fernando de Noronha.
No aspecto econômico e industrial, a antiga Vila de São Francisco prosperou graças à lavoura da cana-de-açúcar. Contava com mais de cinquenta grandes engenhos, muitos movidos a máquinas, cujos nomes eram: Engenho da Vila (Fazenda de São José dos Palmares), Cajaíba, Dom João (transformado em usina), Vanique (fundado por um emigrante holandês, Baltazar Vanique), Marapé, Macaco das Pedras, Gurgainha (onde nasce o Rio Joanes), São Lourenço (também transformado em usina), Bananeiras, Colônia (hoje Usina Santa Elisa), Itatingui, Guaiba, D’Água, Monte, Paramirim, Nôvo, e Quicengue.
São Francisco do Conde é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e a baixa regularidade das vendas no ano são os pontos de atenção.
De janeiro a dezembro de 2024, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1,5 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -163 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 548.
Até janeiro de 2025 não houve registro de novas empresas em São Francisco do Conde.
Turismo
As praias em São Francisco do Conde são formadas por um mix de manguezal e areia de praia, já que a cidade está localizada literalmente nos fundos da Baía de Todos os Santos. Assim sendo, sua orla proporciona banhos gostosos, mas a água do mar mesclada com afluentes de rios que deságuam próximos sustenta um colorido mais escuro e amarronzado.
São Francisco do Conde é uma cidade antiga que guarda incríveis igrejas seculares, além de sobrados e casarões coloniais, confira:
- Igreja e Convento de Santo Antônio - Sua construção, que data do século XVII, foi iniciada pelos franciscanos. Entre tudo, o que se pode observar na beleza deste local, são os azulejos portugueses dedicados unicamente a Santo Antônio, além de belíssimo mobiliário e afrescos incríveis em seu interior.
- Igreja de Nossa Senhora do Monte - Ela foi erguida no século XVII, no lugar mais alto de São Francisco do Conde. A partir dela, é possível ter uma bela vista do Recôncavo Baiano e da belíssima Ilha das Fontes.
- Igreja Matriz de São Gonçalo - A igreja foi construída no início do séc. XVIII em substituição à antiga capela de São Gonçalo do Amarante erigida em 1676. A atual igreja possui estilo barroco e seu interior é decorado com elementos em rococó. 
- Ruínas da escola agrícola de São Bento das Lajes - O terreno do antigo Engenho de Laje, de propriedade dos padres beneditinos foi o local escolhido pelo imperador D. Pedro II para a instalação de uma escola que recuperasse a economia da região em função do solo devastado pela exploração da cana-de-açúcar. A construção foi concluída em 1877 e funcionou até a década de 1950, quando foi desativada e entrou em ruínas.
- Engenho Cajaíba - As primeiras notícias sobre o engenho datam do início do século XIX, quando pertencia a Alexandre Gomes de Argolo Ferrão, o Barão de Cajaíba. A casa grande e a fábrica são avistadas da cidade de São Francisco do Conde, que está a 1 km distante e separada por um braço de mar. O engenho data do início do século XIX e foi set de filmagens da novela global "O Velho Chico".
- Ilha Bimbarras - Nesta ilha há uma fazenda na qual é possível conhecer mais sobre maricultura, árvores frutíferas e pecuária. Mas o que chama a atenção, de verdade, é a presença dos inúmeros pássaros raros que ali vivem.
- Ilha das Fontes - Ilha praticamente deserta que proporciona algumas prainhas paradisíacas cercadas por Mata Atlântica preservada. O local costuma ser visitado em passeios de barco que saem da orla de São Francisco do Conde.
Festejos e outros atrativos
Embora não seja tão explorada turisticamente quanto os outros destinos baianos, esta cidade possui pousadas para aqueles que pretendem aproveitá-la ainda mais.
No meio do ano, as festividades juninas fazem valer a pena as estadias mais longas, sendo repletas de atrações como o samba-de-roda, os folguedos e também o bumba-meu-boi.
Entre um dia e outro de festa, se refrescar nos rios e explorar os manguezais, ambos emoldurados pela Mata Atlântica, é uma ótima pedida!
Para quem quer curtir a cidade, mas sem necessariamente se hospedar por lá, é sempre possível aproveitar Salvador como base, incluindo-se: 
- Casa de Câmara e Cadeia (Prédio da Prefeitura)
A Casa da Câmara, localizada na Praça Independência na parte baixa de São Francisco do Conde, é um dos edifícios históricos mais importantes da cidade, funcionando atualmente como sede da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores. O píer situado nas proximidades oferece uma vista panorâmica da Ilha de Cajaíba e de parte da Baía de Todos os Santos, destacando o cenário natural ao redor.
A construção da Casa da Câmara foi financiada com os dízimos do ouro branco extraídos de todo o Recôncavo Baiano e realizada entre os anos de 1693 e 1750. Naquela época, o governo português pretendia que o edifício fosse um monumento que simbolizasse a reconquista do Nordeste das mãos dos holandeses, além de se tornar um símbolo da união nacional brasileira.
Historicamente, o andar térreo do prédio tinha funções práticas, sendo utilizado como cadeia e alojamento da guarda, enquanto o pavimento superior abrigava o Senado da Câmara e a Intendência, que administrava os assuntos da cidade.
- Convento de Santo Antônio
O Convento Santo Antônio, inaugurado em 1936, foi construído a partir de uma solicitação dos moradores da então futura “Villa de São Francisco” que desejavam um convento franciscano na cidade. Este importante monumento, que inclui a Igreja, o Convento e a Ordem Terceira, está localizado na Praça Arthur Sales, no Centro Histórico de São Francisco do Conde, e é reconhecido como patrimônio tombado pelo IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia).
O local abriga um valioso acervo artístico, composto por peças sacras, azulejos, mobiliário e outros objetos históricos. Em frente ao conjunto, palmeiras imperiais alinham-se paralelamente à fachada, preservando a memória e a herança da colonização portuguesa.
Atrás do monumento, uma encosta coberta por vegetação tropical desce abruptamente em direção à baía, criando um cenário natural imponente. Ao longo dos anos, várias intervenções e restaurações foram realizadas no convento, recuperando vidros, ferragens, pinturas e telhados, garantindo a preservação deste tesouro histórico.
Um dos maiores destaques do convento, de acordo com historiadores da arte, é o seu claustro – uma arcada aberta que circunda o pátio interno, considerado um dos mais belos do Brasil. Além disso, o convento conta com uma biblioteca que guarda documentos inéditos, contribuindo para o enriquecimento da história viva de São Francisco do Conde.
- Escola de São Bento das Lajes
A Escola de São Bento das Lajes, fundada em 1859 por Dom Pedro II, destaca-se como a primeira escola de Agronomia da América Latina e um dos mais representativos exemplos da arquitetura neoclássica na Bahia.
Localizada em São Francisco do Conde, o edifício monumental impressiona pela sua grandiosidade, marcada por 366 janelas, e pela sua história, originalmente servindo de local de repouso para os monges beneditinos.
Apesar de estar atualmente em ruínas, a recuperação da Escola Agrícola é uma das principais aspirações da população local, pois o edifício guarda grande valor histórico e arquitetônico. Do local, avista-se uma vasta área de manguezal, e o prédio está situado em uma elevação sobre o Rio Subaé, proporcionando vistas impressionantes da paisagem natural.
- Igreja Matriz de São Gonçalo
A Igreja de São Gonçalo, padroeiro de São Francisco do Conde, é um dos mais importantes exemplares do barroco no Recôncavo Baiano.
Localizada no Centro Histórico da cidade, em frente à Praça Barão de São Francisco, a igreja foi construída sobre uma colina de 20 metros de altura, com sua fachada voltada para a Baía de Todos os Santos, proporcionando uma vista imponente e uma posição de destaque.
A construção remonta à segunda metade do século XVIII, e o interior do templo destaca-se pelas sete tribunas da nave, uma contribuição significativa da cultura luso-brasileira ao barroco. Essas tribunas, feitas em estilo barroco, são elementos arquitetônicos que conferem à igreja um caráter único na região.
A igreja é o centro das celebrações do padroeiro São Gonçalo, cuja festa ocorre anualmente no dia 28 de janeiro, reunindo a comunidade local e mantendo viva a tradição religiosa e cultural de São Francisco do Conde.
- Igreja Nossa Senhora do Monte
Situada no monte mais alto da região, a Igreja Nossa Senhora do Monte é um destaque que pode ser vista de longe. No entanto, é de perto que se revela toda sua grandiosidade, com dimensões imponentes e um lindo panorama ao redor.
A vista é uma das mais apreciadas do Recôncavo baiano, oferecendo ao visitante uma paisagem deslumbrante que enleva e encanta. O monumento está estrategicamente posicionado na extremidade e ponto mais elevado de um espigão (pico do monte), de onde se avista as águas da Baía de Todos os Santos.
O acesso à igreja se dá por um desvio da estrada que liga Candeias a São Francisco do Conde.
- Ilha de Cajaíba
O Engenho Cajaíba desempenhou um papel crucial no desenvolvimento econômico da cidade de São Francisco do Conde.
A Ilha de Cajaíba está localizada em uma área protegida do litoral norte do Brasil, banhada pelas águas quentes do Atlântico Sul. Um dos seus primeiros proprietários foi o Governador geral do Brasil, Mem de Sá.
Além das belezas naturais, como uma praia particular na contra costa, a ilha é um importante reduto da História Nacional, transportando o visitante aos tempos áureos da nobreza açucareira.
- Engenho de São Miguel das Almas
O engenho, hoje em ruínas, foi propriedade de Paulo de Argollo, avô do Barão de Cajaíba.
O que restou da casa grande e da capela, datadas do século XVIII, foi tombado como patrimônio histórico, preservando assim parte importante da memória do Recôncavo baiano e de sua época próspera.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; CaravelaBahia Terra Turismo e Eventos ; Guia Turístico .