sexta-feira, 11 de julho de 2025

POJUCA - BAHIA

Pojuca é um município da Região Metropolitana de Salvador, no estado da Bahia, no Brasil. Está localizada na zona fisiográfica da região do recôncavo, a mais importante do Estado da Bahia, e cresceu a base do seu setor petrolífero que atualmente é controlado pela PetroReconcavo com operação no Polo Miranga, localizado na zona rural da cidade e o setor comercial está em crescimento. É conhecida por sua Festa Junina de São João com nome de Arraiá do Juca que atrai multidões durante os dias de festa, considerada o melhor São João da região e fica localizada entre as conexões das BR-093 e BR-420 fazendo conexão com as cidades de Catu, Araçás e Mata de São João. A cidade fica situada a aproximadamente 76 km de Salvador e a 42 km de Alagoinhas. 
O nome da cidade e palavra Pojuca tem suas origens em tribos indígenas, mais precisamente vinda do Tupi, e de acordo com Teodoro Sampaio em seu livro intitulado "O Tupi na Geografia Nacional" é corruptela de "YAPO-YUCA", que significa o brejo, o estagnado ou podre. Os naturais do município denominam-se pojucanos. 
História
No ano de 1549, com a chegada de Tomé de Sousa, chegou a Bahia, Garcia DÁvila. O mesmo se estabeleceu nas terras onde está situado o atual município de Pojuca, começando em Vila e aos poucos se tornando uma cidade comercial, Pojuca cresceu a base dos engenhos de cana de açúcar, contribuindo para o povoamento da região. Posteriormente, Garcia DÁvila, chegou a Mata de São João, onde construiu o Castelo da Torre. 
O ano de 1612, marca o movimento colonizador, as terras próximas aos rios Pojuca, Jacuípe e Joanes, apresentavam uma grande fertilidade na região qual atraiu diversos colonos, que aqui também se fizeram gerando assim as primeiras populações. A primeira povoação surgida no território do atual município data de 1684, as famílias Freire de Carvalho, Veloso e Saraiva, foram responsáveis pela construção das primeiras moradias, engenhos, atraindo muito desenvolvimento. 
As famílias Freire de Carvalho, Veloso e Saraiva, construindo moradias e engenhos, cercando pastagens e cultivando a terra. O rio que corta todo o município e servia de paragens, influenciando, assim, para a primeira denominação: Passagem, como também a identificação católica com o Bom Jesus, sendo o padroeiro da cidade, o Bom Jesus da Passagem. Também nessas imediações os tocadores de boiadas, vaqueiros, pequenos agricultores, pequenos comerciantes, nos dias de sábado, formaram uma pequena feira e o povoado foi se delineando, e foram surgindo os engenhos de cana de açúcar.
Em 1757, o Engenho de Pojuca (posteriormente onde foi instalada a Fábrica Central), era um dos maiores centros de povoações da freguesia, onde conviviam os proprietários, seus trabalhadores e lavradores de meação do açúcar. Em 1778 Manuel José de Carvalho comerciante português que se estabeleceu no Rio de Janeiro, obteve judicialmente a posse das terras referente ao Engenho Pojuca, esse documento delimita a propriedade e descreve com riqueza de detalhes o meio ambiente deste período.
Manuel José de Carvalho era casado com Bernarda de Assunção Freire, seu filho se chamava José Freire de Carvalho e seu neto era da Guarda Imperial, sendo condecorado como Barão de Pojuca (recebeu o mesmo nome do pai) e adotou o monograma com as iniciais BP (Barão de Pojuca) utilizado nos aparelhos de louça, metal e cristal de uso doméstico da família do Barão.
Em 1888, o escritor Durval Vieira de Aguiar, a serviço da polícia, em seu livro Província da Bahia, descreveu o interior da Bahia, citando Pojuca como aprazível arraial de Catu, e destacou o rio Pojuca com a abundante produção de camarão e pitú, a estação férrea, a rede telegráfica ligada a Corte, a Fábrica Central, e a existência de 4.197 habitantes, duas escolas com setenta meninos matriculados.
Durval Vieira de Aguiar se torna sogro de Francisca Freire Pinheiro de Vasconcelos (filha do Barão), deixando no Engenho Pojuca vários escritos, inclusive o seu testamento e fotos inéditas. O Barão de Pojuca era sócio (na Fábrica Central) do seu cunhado Conselheiro Saraiva (José Antônio Saraiva), Ministro da Corte, que possuía terras e uma Capela (dedicada a Nossa Senhora da Purificação) ao lado do Engenho Pojuca, o qual em 1870 recebeu uma comitiva de duzentos cidadãos vindos de trem, de Salvador.
Em quatro gerações alguns sobrenomes marcaram a história da formação de Pojuca, a exemplo das famílias: Veloso (tendo como a matriarca Francisca Doria de Carvalho Veloso, mãe do Barão de Pojuca), Freire de Carvalho (José Freire de Carvalho, pai do Barão de Pojuca, cujo filho tinha o mesmo nome), Vasconcelos (Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos, o Almirante Vasconcelos, genro do Barão de Pojuca, que é homenageado com o nome de uma Praça) e Saraiva (José Antônio, o Conselheiro Saraiva, que é homenageado com o nome de uma Escola).
Nos últimos três séculos essa vastidão de terras que formava o Engenho Pojuca, foi desmembrada, dando lugar a pequenos lotes residenciais, restando apenas a sede da propriedade, a qual guarda rico acervo histórico e exemplar arquitetônico da Fábrica Central de açúcar a qual foi a segunda maior produtora do recôncavo baiano na época.
Outro núcleo familiar histórico é o dos Sant’Ana, inicialmente com o patriarca Vicente  Ferreira  Sant’Ana,  pai  de  Raimundo  Ferreira  de Sant’Ana (que foi intendente do município de Pojuca nos mandatos de 1927 e 1930) e seu neto José Lemos de Sant’Ana, que escreveu a série memorialista “Bambangas” sobre as várias gerações de sua família e sobre a cidade de Pojuca.
Em 1912 começa a mobilização do povo pojucano para a emancipação da Vila de Pojuca, e junto com o Coronel Carlos Pinto (influente comerciante e político) que conseguiu que o governador da Bahia, José Joaquim Seabra, assinasse o decreto de Emancipação, em 29 de julho de 1913, em 07 de setembro, ocorreu a eleição do intendente Carlos Pinto e dos membros do Conselho Municipal. Entre 1913 e 2021, foram trinta e oito gestores do poder executivo, mediante intervenção, nomeação, decisão judicial e alguns eleitos pelo povo.
Em 1862 é inaugurada a estação de trem a partir de então Pojuca se liga a Salvador capital e a produção açucareira passa a ter uma importante via de escoamento da produção. A estação de trem funcionava também como ponto de lazer, de encontro e de despedidas até 1980 quando foi desativado o trem de passageiros. Em 2019 o prédio foi reformado, restaurado e adaptado para abrigar o Memorial da Cidade de Pojuca, Espaço Cultural Dona Lindú, equipamento socioeducativo destinado a exposições temporárias, vernissages e mostras.
Os chafarizes e cisternas tiveram muita importância até que a rede pública de água fosse instalada no município, pois representavam únicas fontes de água potável para a população residente e para os visitantes, especialmente nos dias de feiras, as quais mudaram de localização com o passar do tempo e devido às novas demandas por espaço, em 2021 iniciou uma reforma geral no local onde atualmente está funcionando a feira livre, o projeto de reforma vem responder as necessidades dos feirantes e da população local e do entorno da cidade.
Os festejos juninos remontam da época de fixação dos primeiros moradores e com o tempo foi preservado e mesmo adotando características mais modernas não perder sua essência, assim, as festividades do São João e São Pedro são bastante significativas para o povo pojucano e para as cidades circunvizinhas, tanto em termos de religiosidade, interesse cultural, identidade e economia local. É o período consagrado para a reunião dos familiares e amigos que moram fora, alguns em outros estados e muitos em Salvador, na capital baiana. Esse fluxo sazonal incrementa a cadeia produtiva do turismo local, principalmente em 2022 ano em que Pojuca passou a fazer parte do Mapa do Turismo do Brasil.
Origem da palavra Pojuca, vem do legado da cultura indígena. Em Tupi, quando o termo é analisado em separado, tem-se, em Nicolai (2006) do Guarani, y – água, yapo - barro e yuca (mani’o) - mandioca, termos relativos à cultura dessa leguminosa, antes de subsistência, mas que passou a ser muito utilizado para a produção de farinha e derivados constituindo iguaria cultural e comercial da cidade. Contudo, quando o termo é analisado em conjunto “Yapo-Yuca” significa o riacho, o brejo, pântano, enquanto fonte de riqueza da diversidade vegetal e animal.
Território e anexos
A atual cidade de Pojuca, foi finalmente formalizada como distrito, pela Lei Municipal nº 05 de setembro de 1892, subordinado ao município de Sant'Ana do Catu. Posteriormente elevado à categoria de vila com a denominação de Pojuca, pela Lei Estadual nº 979, de 29de julho de 1913, desmembrado do município de Sant'Ana do Catu. Pela Lei Municipal nº 48, de 08 de julho de 1921, aprovada pela Lei Estadual nº 1.518, de 10 de agosto de 1921, é criado o distrito distritos: Miranga. e anexado ao município de Pojuca. Em divisão administrativa referente ao de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Pojuca e Miranga. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Demografia
População

Atualmente, de acordo com o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Pojuca era de 33.136 habitantes. 
Geografia
Acidentes Geográficos

O município é pouco acidentado, apresentando pequenas elevações ao oeste. Os principais acidentes geográficos são os Rio Pojuca, Rio Catu e Quiricó. 
Rio Pojuca
O Rio Pojuca banha todo o município de oeste para leste, num percurso de 60 quilômetros aproximadamente, e a cidade encontra-se edificada à sua margem esquerda, originando-se daí o seu topônimo. 
Clima
Apresenta um clima tropical. Existe uma pluviosidade significativa ao longo do ano. Mesmo o mês mais seco ainda assim tem muita pluviosidade. A classificação do clima é Af de acordo com a Köppen e Geiger. Em Pojuca a temperatura média é 24.2 °C. Tem uma pluviosidade média anual de 1.570 mm.
Riquezas Naturais
O petróleo e o gás natural são as riquezas de maior evidência na região. 
A descoberta do Petróleo na região ocorreu em julho de 1953, e já em 1956 foram produzidos 462.168 barris de petróleo e 1.132.782 barris, no primeiro semestre de 1957. Pojuca é um dos municípios que mais produz petróleo, na região do recôncavo baiano, e já foi o maior, recebendo o título de Rainha do Petróleo. Seu solo generoso é o celeiro de óleo na Bahia, tanto assim que a Petrobrás instalou no fim de 1962, no povoado de Santiago, a Unidade de Absorção de Planta de Gasolina Natural. 
Campos de Petróleo e Gás Natural nos limites de Pojuca
Campo de Pojuca

- Localização: De acordo com um relatório da ANP Agencia Nacional do Petróleo, Gás Nacional e Biocombustíveis do final de 2015-2016, o Campo de Pojuca tem uma área de desenvolvimento de 7,18 km² e está localizado na porção central da Bacia do Recôncavo. 
- Sistema de Produção: Seu sistema de produção consiste apenas pelo campo de produção, não há processamento de óleo, ou de gás, nem compressão de gás natural ou tratamento de efluentes. O poço de petróleo produz para o tanque localizado na área do poço, e sua produção é transportada via carretas e descarregada na caixa de desembarque da Estação Rio Ventura, que faz parte da Concessão Água Grande, onde é feito o tratamento de petróleo e a medição em conjunto com outras Concessões. Em seguida toda produção é transferida para o Parque Recife e de lá para a Refinaria Landulfo Alves Mataripe (RLAM). 
Campo de Água Grande
- Localização: De acordo com um relatório da ANP Agencia Nacional do Petróleo, Gás Nacional e Biocombustíveis de 2022-2023, o Campo de Água Grande tem uma área de desenvolvimento de 56,95 km², e está localizado na porção emersa da Bacia do Recôncavo, nos municípios de Pojuca e Catu. 
- Sistema de Produção: A produção bruta dos poços é encaminhada, através das suas linhas de coleta, até as Estações Coletoras Rio Ventura e Olinda, onde é realizada a separação e tratamento. O óleo, após tratado, é armazenado em tanques, antes de ser transferido, por oleoduto, para a Estação de Oleoduto do Parque Recife, enquanto que o gás natural segue, através de gasoduto, para a Unidade de Processamento de Gás Natural de Catu. 
Campo de Apraiús
- Localização: De acordo com um relatório da ANP Agencia Nacional do Petróleo, Gás Nacional e Biocombustíveis de 2022-2023, o Campo de Apraiús, tem uma área de desenvolvimento de 3,75 km², e está localizado na porção emersa da Bacia do Recôncavo, no município de Pojuca. 
- Sistema de Produção: A produção bruta dos poços é encaminhada, por meio das suas linhas de coleta, para o manifold da Estação Coletora de Apraiús, que a direciona para os seus tanques de armazenamento, a emulsão (óleo + água) segue do tanque para os dutos da Estação Coletora Miranga Norte. Partindo de lá, a produção bruta é enviada para a Estação Coletora Miranga C, que, a escoa, através de oleoduto, para a Estação Coletora Miranga B, onde é realizada a separação dos fluidos e o seu tratamento. O óleo tratado e transferido para o Parque Recife, de propriedade da Petróleo Brasileiro S.A. (PETROBRAS), e, posteriormente, para a Refinaria de Mataripe. 
Economia
As atividades econômicas do município são bastante diversificadas: agricultura, pecuária, extração de petróleo e gás natural, indústrias, comércios e serviços.
Em Pojuca, inicialmente verificou-se um vetor de crescimento ao longo da Ferrovia Centro-Atlântica. A partir da década de 1960, a cidade até então predominantemente de pecuária extensiva, se modifica com a instalação da Petrobras e a FERBASA - Cia de Ferro Ligas da Bahia. O que dinamizou a economia (com a generalização do assalariamento e o aumento da arrecadação municipal) e melhorou a infraestrutura do sistema de estradas provocou os movimentos migratórios das áreas agrícolas adjacentes, aumentando a população da sede e reduzindo da zona rural. Com o passar do tempo várias empresas se instalaram, algumas não permaneceram. Em 2023 foram contabilizadas 8 de transportes; 16 de Construção Civil; 7 indústrias; 9 comércios e alimentos e 2 cooperativas, patrimonial, limpeza e consultoria.
Cultura
As atividades culturais são vetores de desenvolvimento para o setor turístico, o qual vem se fortalecendo com a entrada de Pojuca no Mapa do Turismo do Brasil em 2022, fortalecendo a economia criativa e de lazer, bem como o comércio e a rede de hoteleira, visto a proximidade com Salvador e pelo alto índice de segurança pública que a cidade oferece.
Filarmônica São José
A Sociedade beneficente São José foi fundada em 7 de setembro de 1959, com o objetivo de ensinar música. As primeiras aulas ocorreram em 1961 e sua primeira apresentação em público ocorreu durante a festa do Senhor Bom Jesus da Passagem, em 1962. Seu primeiro presidente foi Arlindo Izidoro de Andrade[22] 
Festas tradicionais
- Boi Janeiro Dona Lindu - O Boi Janeiro de Pojuca é uma festa tradicional com mais de 100 anos derivada do Bumba Meu Boi, que ocorre em outras regiões do Brasil. Em Pojuca a festa é conhecida pelo nome da anfitriã fundadora Dona Lindu ainda quando jovem e seu boi, com anos de história na cultura da cidade.[23] Ocorre todos os anos no mês de Janeiro com um cortejo que sai de sua casa no bairro Shangrilá, seguindo todo caminho da Rua Dr. Alfredo Leite até a Praça ACM onde ocorre o encontro dos bois no coliseu da praça. O encontro dos bois ocorre devido a outro cortejo do Boi de Ouro da Prefeitura Municipal que vem pelo bairro Cruzeiro também até a Praça ACM, com outras manifestações culturais. Os Negos Fujões são uma das mais importantes manifestações da luta pelo fim da escravidão, representados por jovens que se pintam de preto e usam um chapéu de palha com uma saia feita de folhas de bananeira seca, além de segurarem um pau de madeira. Eles apesar de inofensivos são o motivo do medo de muitas crianças durante o evento. Após o encontro dos bois ocorre também o samba de viola pelo resto da noite com diversas bandas e atrações dentro do coliseu, além de apresentações da filarmônica e outras manifestações culturais. 
- Natal Encantado - O Natal Encantado de Pojuca é uma festa tradicional que ocorre todos os anos no mês de dezembro em comemoração ao Natal. A festa atrai diversas pessoas para o município todos os anos com a apresentação de bandas locais e bandas e cantores nacionais para tocar no palco principal localizado na Praça ACM. A festa central ocorre na Praça ACM, porém em outros locais da cidade ocorre o desfile do Papai Noel Itinerante que percorre diversos bairros da cidade e zona rural, entregando presentes e levando alegria para população. Ocorre também apresentações culturais na praça, como a apresentação da Filarmônica, peças teatrais, além da festa, a cidade nessa época fica toda decorada. 
- Arraiá do Juca - Os tradicionais festejos de São João de Pojuca acontecem todos os anos na mesma data em comemoração ao feriado de São Joao, que ocorre em todo o país, a festa é realizada todos os anos na Praça ACM, e atrai multidões e turistas de diversos municípios próximos. A festa conta com apresentações das bandas locais e bandas famosas nacionais que trazem alegria e muita animação para o público, ocorrendo também o festival de quadrilhas juninas, com a participação da campeã e famosa Quadrilha Junina Fole Danado de Pojuca. 
- Festa do Bom Jesus da Passagem e Lavagem do Adro da Igreja - A festa do padroeiro da cidade, Senhor Bom Jesus da Passagem, é realizada no mês de janeiro, é precedida de novena, lavagem da Igreja, muita missa, rezas, procissão, comunhão e batizados. A festa tem dois aspectos, religioso e profano, é realizada em janeiro. Aspecto religioso: consiste no novenário, seguido de alvorada e procissão. Aspecto profano: com desfile de baianas até a Igreja matriz, encerrando com lavagem das escadarias da mesma. 
- Festa de Aniversário de Emancipação Política - A festa de aniversário de emancipação política do município, realizada anualmente, no dia 29 de julho, destaca-se pelo seu brilhantismo, inaugurações de obras realizadas pelo administrador municipal, desfile cívico, participação de entidades e do povo. 
Datas comemorativas
- 6 e 7 de janeiro - Boi Janeiro Dona Lindu.
- 15 de janeiro - Lavagem do Adro da Igreja.
- 25 de janeiro - Festa do Bom Jesus da Passagem.
- 2 a 26 de junho - Arraiá do Juca.
- 29 de julho - Dia da Emancipação Política do Município.
- 31 de agosto - Descarrilamento de Pojuca.
- 20 a 23 de dezembro - Natal Encantado.
Aspecto Sociais
Associação Pestalozzi de Pojuca

Fundada em 2 de janeiro de 1999 e instalada em 7 de janeiro do mesmo ano, com a finalidade de educar jovens e adultos de 5 a 50 anos, portadores de deficiência mental, visual e auditiva, proporcionando-lhes a socialização, oficina pedagógica, com a finalidade de promover o ajustamento social com real aproveitamento de suas potencialidades, numa orientação bio-psico-pedagógica. 
Referência para o texto: Wikipédia ; Site da Prefeitura Municipal ; Site da Câmara Municipal .

quinta-feira, 10 de julho de 2025

NOVA CRUZ - RIO GRANDE DO NORTE

Nova Cruz é um município brasileiro localizado no interior do estado do Rio Grande do Norte. De acordo com a estimativa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2024, sua população é de 35.534 habitantes, sendo o décimo quarto município mais populoso do estado. Possui uma área territorial de 277,319 km². 
História
Era início do século XVI quando surgiu um núcleo populacional às margens do rio Curimataú, resultado da instalação de uma hospedaria pertencente aos primeiros moradores que ali chegaram. Essa hospedaria destinava-se ao descanso dos boiadeiros, vindos da Paraíba e de Pernambuco, quando passavam pela região com seus rebanhos. O crescimento da povoação foi aumentando, quando foram fixadas moradias por muitos boiadeiros que por ali passavam. 
No início o povoado foi chamado de Urtigal, devido à quantidade de urtigas existentes no local, segundo historiadores. Logo depois seu nome foi mudado para Anta Esfolada, em virtude de alguns fatos ocorridos na localidade, contados pelo historiador Manoel Dantas, que diz: 
“Existia no território uma anta com espírito maligno. Em determinado dia um astuto caçador conseguiu prender o animal numa armadilha. Na ânsia de tirar o feitiço da anta, o caçador partiu para esfolar o animal vivo. Mas logo no primeiro talho a anta conseguiu escapar, deixando para trás sua pele e penetrando mata adentro".
Tornando-se o terror daquelas paragens e sem que o povoado conhecesse outra denominação, continuava sendo chamado de Anta Esfolada, até que um missionário conhecedor de artes diabólicas e exorcismo, percebendo que o demônio fazia mal àquela terra, através do corpo da anta, adquiriu galhos de inharé vindos de Santa Cruz, fez uma cruz e fincou no ponto mais alto da vereda por onde o animal costumava passar. 
No dia 15 de março de 1852, pela Lei Provincial nº 245, foi o distrito foi elevado à condição de vila, que só recebeu foros de cidade em 3 de dezembro de 1919. 
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Nova Cruz pertence à região geográfica intermediária de Natal e à região imediata de Santo Antônio–Passa-e-Fica–Nova Cruz. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Agreste Potiguar, que por sua vez estava incluída na mesorregião de mesmo nome. 
Com uma área de 277,658 km² (0,5258% da superfície estadual), Nova Cruz está distante 114 km da capital estadual, Natal,[12] e 2 337 km da capital federal, Brasília. Faz limite com os municípios de Santo Antônio, Várzea e Espírito Santo a norte; Montanhas e Pedro Velho a leste; Lagoa d'Anta e Passa-e-Fica a oeste e a sul com o estado da Paraíba (municípios de Tacima, Logradouro, Caiçara e Jacaraú).
Relevo
O relevo do município, com altitudes entre 50 e 200 metros, está inserido na depressão sublitorânea, que abrange terrenos rebaixados de transição entre os tabuleiros costeiros e o Planalto da Borborema. Geologicamente, o município está inserido em área de abrangência de rochas que compõem o embasamento cristalino, nas áreas de menor altitude e nos vales dos rios, provenientes do período Pré-Cambriano, com idade entre 1,1 e 2,5 bilhões de anos, além das coberturas colúvios-eluviais nas regiões mais altas. Geomorfologicamente predominam formas tabulares, com diferentes ordens de grandeza e de topo plano.
Solo
O solo predominante é o planossolo, cujas características são o alto nível de fertilidade, a textura formada por areia ou argila, porém de imperfeito a mal drenado. A sudeste há o podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico (chamado de luvissolo na nova classificação brasileira de solos) e, a nordeste, as areias quartzosas (neossolos). 
Esses solos são cobertos por uma vegetação de pequeno porte, a caatinga, cujo bioma que abrange 98% da área do município. Dentre as espécies encontradas estão o angico, a aroeira, a braúna, a catingueira, o juazeiro, o mandacaru, o marmeleiro e o umbuzeiro. Os 2% restantes estão inseridos no bioma da Mata Atlântica, sob a forma de floresta subcaducifólia, cujas espécies possuem folhas caducas. 
Hidrografia
Nova Cruz possui cerca de 70% do seu território inserido na bacia hidrográfica do rio Curimataú e os 30% restantes na bacia do rio Jacu. Os principais rios são Calabouço e Curimataú e os principais riachos são Curralinho, Massaranduba, João Gomes e Três Voltas. A hidrografia local também é marcada pelas lagoas do Bastião, do Couro, dos Currais, da Espera, Jenipapo, Limpa, do Peixe, Redonda e Umari. Os principais açudes, com capacidade igual ou superior a cem mil metros cúbicos (m³) de água são Pau Barriga (150.000 m³), Xique-Xique (124.700 m³) e do Seixo (100.000 m³). 
Clima
O clima de Nova Cruz é semiárido (do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger), com chuvas concentradas no período de março até junho, sendo o índice pluviométrico em torno de 750 mm/ano. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde 1928 o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Nova Cruz foi de 190,4 mm em 9 de junho de 1980. O recorde mensal é de 481,1 mm em abril de 1935, seguido por 480,3 mm em janeiro de 2004. Desde dezembro de 2019, quando a cidade passou a contar com uma estação meteorológica automática da EMPARN, a menor temperatura foi registrada em 22 de julho de 2020 (18,7 °C) e a maior em 23 de março de 2020 (38,1 °C).
Artesanato, festas e eventos
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural novacruzense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Algumas dessas exposições ocorrem na Casa da Cultura.
Nova Cruz realiza uma diversa quantidade de eventos todos os anos. Entre eles, destacam-se a festa de São Sebastião; a festa de Nossa Senhora da Piedade; a festa de São Pedro; a festa de emancipação política; a festa da Imaculada Conceição (padroeira municipal) e a festa de Santa Luzia.
Principais atrativos turísticos
A Casa da Cultura de Nova Cruz está instalada no prédio onde funcionava a estação ferroviária. Esta estação, por sua vez, tem um significado muito grande para o município, pois foi nela que os novacruzenses, por décadas, embarcaram e desembarcaram dos trens que cortavam o estado e outros estados vizinhos. O prédio fora construído em fins do século XIX, aproximadamente em 1883, e sua arquitetura segue o padrão das demais estações ferroviárias, largamente aplicadas pelos ingleses ainda no tempo da antiga Great Western. Na programação da Casa de Cultura estão incluídas exposições de artes plásticas de artistas locais, cursos de danças folclóricas, apresentação de repentistas e outras atividades culturais que falam das raízes dos novacruzenses e da Região Agreste.
A Praça do Marco Zero está construída no local onde foi fundada a cidade de Nova Cruz, em meados de 1852. Diz a lenda que foi neste local que o Frei Serafim de Catania fincou uma cruz feita com galhos de inharé, planta muito comum na região, para espantar uma anta esfolada que vivia aterrorizando os habitantes do lugarejo. Fincada a cruz a anta nunca mais apareceu e, a partir dessa dada, o local passou a se chamar Nova Cruz.
Construída no início do século XX, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um prédio imponente, como suas colunas interiores que lembram colunas góticas e seu altar mor, abrigando a virgem da Conceição ao centro, provoca a admiração de todos os fiéis. Além do seu valor arquitetônico, essa igreja tem o seu valor sentimental, pois foi nela que a grande maioria dos novacruzenses realizaram seu batismo, crisma, sua primeira comunhão e o matrimônio.
Feriados
Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Nova Cruz há quatro feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são: o dia de São Sebastião, 20 de janeiro; o dia de emancipação política de Nova Cruz, comemorado no dia 3 de dezembro; o dia da padroeira Nossa Senhora da Conceição, comemorado em 8 de dezembro e o dia de Santa Luzia, que é comemorado em 13 de dezembro.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 9 de julho de 2025

AUTAZES - AMAZONAS

Autazes é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas, Região Norte do país. 
Ocupa uma área de 7.599,282 km. Autazes sedia a maior festa bovina da Amazônia Ocidental, a Festa do Leite. 
História
Autazes era uma região bastante conhecida já no século XVIII, pela habitação dos índios Mura, famosos por resistirem ao sistema colonizador dos portugueses. 
A origem do nome "Autazes" vem dos rios Autaz-Açú e Autaz-Mirim, ambos penetram e cortam o município de norte a sul. A exploração de suas terras iniciou-se por volta de 1637, através do Rio Madeira, pelos produtores de cacau e demais trabalhadores de produtos naturais. Porém, a ocupação definitiva de Autazes só aconteceu por volta de 1860. Inicialmente a cidade era chamada de Ambrózio Ayres, em homenagem ao fazendeiro bararoá que lutou contra os cabanos e desta luta teve a sua morte. 
A Cabanagem também foi presenciada em suas terras, por volta de 1835 e 1840. Esse acontecimento, extraordinário na História do Brasil, envolveu índios, mestiços, negros e alguns brancos pobres que buscavam melhores condições de vida.
Compreende-se por Autazes “toda a gleba que forma o grande delta dos Autazes”, situado entre o Madeira, Amazonas, Solimões e Baixo Purus. Essa região já era conhecida nos meados do século XVIII, habitavam-na então os indígenas Muras. O Madeira, rio de tão longo curso, e que também banha Autazes começou a ser explorado, poucos anos após a expedição de Pedro Texeira que se realizou em 1637, por coletores de cacau (nativo na região) e demais produtos naturais. Quando na sedição dos cabanos, iniciada em Cametá, na Província do Grão-Pará e que depois se estendeu a todo território dessa unidade do Império; desenrolaram-se, nos Autazes vários combates entre as forças legalistas e os rebeldes, entre os anos de 1836 e 1839. 
Nos últimos meses de 1835 os cabanos estavam próximos às fronteiras da Comarca do Alto Amazonas, em Icuipiranga, perto do Tapajós. 
Em 06 de março de 1836, os cabanos desembarcaram em Manaus, tomando posse do governo da comarca exercendo o mesmo durante 8 meses. Em 06 de agosto de 1836, houve reação em vários pontos da Comarca. Primeiro em Tefé e, ainda no mesmo ano em Mariuá. 
Em fins de fevereiro ou princípio de março de 1837, os legalistas investem sobre o reduto dos rebeldes travando vários combates entre as forças, com o agravamento dos combates no mesmo ano. 
Durante os anos de 1838 e 1839, ocorreu a predominância de cabanos em Autazes e outros pontos da comarca. Só com a decretação da anistia ampla poder-se-á por fim à rendição. Esta anistia foi decretada a 04 de novembro de 1839 aos cabanos com a deposição de armas. 
O nome de Autazes provém dos rios Autaz-Açu e Autaz-Mirim que irrigam o seu território.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Ambrósio Aires, pela Lei Estadual nº 176, de 01 de dezembro de 1938, subordinado ao município de Itacoatiara. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Ambrósio Aires figura no município de Itacoatiara. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Ambrósio Aires, pela Lei Estadual nº 96, de 19 de dezembro de 1955, desmembrado dos municípios de Itacoatiara e Borba. Sede no atual distrito de Ambrósio Aires (ex-Autazes). Constituído de 2 distritos: Ambrósio Aires e Murutinga, ambos desmembrados do município de Itacoatiara. Instalado em 03 de março de 1956. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Ambrósio Aires e Murutinga. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022.
Geografia
Em 2022, a população de Autazes, no Amazonas, era de 41.564 habitantes, de acordo com o censo do IBGE. Sua localização é latitude -3,57972° e longitude -59,13056°. Tem uma área territorial de 7 599 km. Está noventa metros acima do nível do mar, e sua temperatura média é de 26 °C. Fica a 108 quilômetros de Manaus. 
Hidrografia
São diversos rios que cortam os arredores de Autazes, além de mais de cem lagos, sendo todos propícios à pesca e ao pouso de hidroaviões. 
Esses locais contam com uma forte presença de operadores de barcos para o turismo de pesca. O peixe mais cobiçado é o tucunaré, que se tornou o peixe-símbolo da pesca esportiva no Brasil. Os destaques são os rios Preto e Pantaleão, que têm por características principais as águas escuras e um lago com vinte quilômetros de área. Já o rio Mamori atravessa a cidade e faz sua ligação com o município do Careiro Castanho. O rio Tupana é um dos mais preservados e selvagens da região. 
Clima
Em Autazes, o verão é curto e quente; o inverno é longo, morno e com precipitação. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de céu encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Autazes e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de agosto. 
A estação quente permanece por 2,7 meses, de 18 de agosto a 9 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Autazes é setembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,7 meses, de 26 de dezembro a 16 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Autazes é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Subdivisões
Distritos: Autazes e Murutinga.
Economia
Produção de leite de búfala

Segundo dados do IBGE, Autazes possuía a maior produção de leite de búfala do Brasil, com 1,7 milhões de litros produzidos em 2006. (fonte: Censo Agropecuário de 2006 do IBGE) 
Agropecuária
A produção agropecuária baseia-se na criação de gado leiteiro, o que valeu a Autazes o título de cidade do leite e do queijo. Também há uma grande produção de queijo coalho, queijo manteiga e leite, bem como o cultivo de mandioca (farinha), cupuaçu, guaraná, laranja, feijão e milho. 
Feriados municipais
- 27 de junho - Dia do Mestiço. 
- 18 de agosto - Dia de São Joaquim e Sant'Ana (Padroeiros de Autazes)
Infraestrutura
Saúde

O município possuía, em 2009, 10 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 28 leitos para internação. Autazes possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia e pediatria e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, traumato-ortopedia, cirurgia bucomaxilofacial, neurocirurgia ou outras especialidades médicas. 
Cultura
Festas Religiosas: São Sebastião (20 de janeiro); São José (19 de março); Santo Antonio (13 de junho); São João Batista (24 de junho); Sant’Ana (25 de junho); São Pedro (29 de junho); São Joaquim (16 de agosto); São Raimundo Nonato (31 de agosto); São Francisco de Assis (4 de outubro); Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro); Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro).
Festas Populares: Carnaval; Instalação do Município (3 de março); Festival Folclórico (junho); Autonomia do Amazonas (5 de setembro); Festa do Leite e Feita Agropecuária (novembro).
Santo Padroeiro: São Joaquim.
Referências para o texto: Wikipédia ; Site do IDAM ; Weather Spark .

terça-feira, 8 de julho de 2025

TUCUMÃ - PARÁ

Tucumã é um município brasileiro do interior do estado do Pará. Está localizado na Mesorregião do Sudeste Paraense e na Microrregião de São Félix do Xingu, na região sul do estado, distando da capital cerca de 882 km. A sede municipal fica às margens da Rodovia PA-279. 
A extensão territorial do município de Tucumã, compreendendo 2.535,11 km² está toda inserida na área do já extinto Programa Grande Carajás. A sua população durante a década de 1980, cresceu consideravelmente estimulada por vários fatores, tais como, condições agro climáticas favoráveis, exploração de madeira e extração do ouro. De 3.000 famílias assentadas em julho de 1981 pela Andrade Gutierrez, a população residente saltou para 21.738 habitantes em 1989. 
Segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tinha uma população de 39.550 habitantes em 2022. 
Tucumã forma com a cidade vizinha, Ourilândia do Norte, a única área conurbada do sudeste do Pará. 
Etimologia
A etimologia da palavra Tucumã em tupi (tukumã) significa "fruto de planta espinhosa". O fruto tucumã, às vezes chamado de tucum, é da espécie astrocaryum aculeatum e sua palmeira que chega a medir até 20 metros, geralmente solitária, de estipe com faixas de espinhos negros, folhas ascendentes, inflorescência ereta e frutos amarelos com tons avermelhados. 
O local onde se fixou a sede de Tucumã era abundante desta palmeira. A Construtora Andrade Gutierrez (CONSAG) resolveu adotar a palmeira como símbolo da colonização e nomear o projeto agrícola de "Tucumã". 
História
O processo de ocupação da área onde foi implantado o Projeto Tucumã, teve origem a partir do projeto de colonização da empresa Andrade Gutierrez (CONSAG), vencedora da concorrência pública do Instituto Nacional de Reforma Agrária em 1978, na qual habilitava-se a realizar a colonização do Projeto Tucumã numa área correspondente a 400.000 hectares (contemplando também a construção de uma company town), de propriedade da União, na época localizado dentro do município de São Félix do Xingu. Essa área seria servida pela PA-279, construída pela Andrade Gutierrez, ligando o município de São Félix do Xingu à BR-155 e desta a BR-010 (rodovia Belém-Brasília), através da BR-222. 
Na década de 1970 um dos grandes objetivos do governo federal "foi promover a ocupação de vazios demográficos", e sendo a região norte do país uma região predominantemente de áreas de baixa produção agrícola - a maioria dos produtos hortigranjeiros consumidos na região são oriundos do centro-sul do Brasil -, a instalação de uma colonização de caráter agrícola viria resolver dois problemas cruciais: migração da mão de obra e a produção local. Portanto a colonização do Projeto Tucumã oferecia todas as condições para que pudesse ser realizada com êxito, vindo a calhar com os objetivos do Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia (Polamazônia), inserido no Projeto Grande Carajás. Em termos militares, a ocupação do sul do Pará era um território particularmente sensível devido ao histórico da Guerrilha do Araguaia que o governo havia combatido e dizimado alguns anos antes. 
Projeto CONSAG
O primeiro colono assentado na área de Tucumã foi Antônio José dos Santos, no dia 15 de março de 1982, num lote de 55 hectares localizado no setor leste do Projeto. A primeira unidade residencial urbana foi ocupada no dia 16 de setembro de 1981 por Alcides Oliveira. Para a execução do projeto foram distribuídos 3 mil lotes de terra de diversos tamanhos, variáveis em função da qualidade do solo e da localização em relação as agro vilas e voltados para a atividade agrícola e pecuária. 
De acordo com o projeto urbanístico da CONSAG, a company town teria o formato de uma borboleta. O projeto foi dividido para iniciar o trabalho em três glebas. A Gleba I, a primeira a ser trabalhada, possuía uma extensão de 181.000 hectares, sendo que chegaram a ser concluídos mais de 540 km de estradas vicinais. Em 1983, os investimentos da Andrade Gutierrez destinados ao Projeto Tucumã começaram a diminuir, contribuindo para a não implantação das Glebas II e III e com isso deixou-se de fazer comercialização de lotes aos colonos interessados. Apesar do preço elevado dos lotes, essa situação causou sérios descontentamentos entre os colonos que haviam chegado à área e não tiveram acesso ao Projeto. A situação da área do Projeto Tucumã ficou cada vez mais tensa e, em 1985, as terras do Projeto foram invadidas, primeiro na área rural, se estendendo depois às agro vilas. Como a empresa preferiu não resistir a essa onda de invasão, o resultado foi um processo de crescimento populacional provocando uma ocupação de forma desordenada nas terras do Projeto, inviabilizando-o como empreendimento de colonização particular. A partir daí começaram as negociações que culminaram na reversão do Projeto de Colonização Tucumã e suas benfeitorias para a União em 30 de outubro de 1988. 
Luta pela emancipação
Com a saída da empresa do Projeto Tucumã e a pouca participação da prefeitura de São Félix do Xingu na área, a comunidade local elegeu nove representantes para a formação do Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Tucumã (Codetuc), que tinha como objetivo ordenar as ocupações urbanas, preservando o planejamento urbanístico, áreas ambientais comuns, serviços públicos essenciais e os bens da União guardados e em uso pelo poder público municipal. A criação do conselho foi de grande valia para a comunidade de Tucumã, uma vez que procurou acalmar os ânimos da população que estava exaltada na área, propiciou a ampliação de atividades ligadas à indústria madeireira e à exploração do ouro além de permitir o andamento de outras atividades essenciais para o desenvolvimento de Tucumã.  O conselho somente foi desativado com a instalação da prefeitura, em janeiro de 1990. 
O município de Tucumã foi criado pela Lei nº 5.455, de 10 de maio de 1988, estatuída pela Assembleia Legislativa do estado e sancionada pelo governador Hélio Gueiros, com área desmembrada do município de São Félix do Xingu. Em 15 de novembro de 1989 foram realizadas as eleições gerais municipais com instalação da prefeitura e câmara dos vereadores em 1º de janeiro de 1990.
Geografia
O município de Tucumã pertence à Mesorregião do Sudeste Paraense e à Microrregião de São Félix do Xingu. A sede municipal fica às margens da PA-279 e apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 06º 45' 08" de latitude Sul e 51º 09' 30" de longitude a Oeste de Greenwich. 
Limita-se ao norte com o município de São Félix do Xingu; a leste com os municípios de Parauapebas, Ourilândia do Norte e Água Azul do Norte; ao sul com o município de Ourilândia do Norte. e; a oeste com o município de São Félix do Xingu. 
Solos
Tucumã apresenta os melhores solos do Pará para a prática agrícola. Isto porque o solo mais abundante em terras tucumaenses é a Terra Roxa Estruturada eutrófica, de textura argilosa, que tem um pH de acidez muito baixo, além de ser rico em compostos orgânicos. Outros tipos de solos incluem: Podzólico Vermelho-Amarelo, Podzólico Vermelho-Amarelo equivalente eutrófico, Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico, Litólicos distróficos e Afloramentos Rochosos. 
Vegetação
A cobertura original do município era composta principalmente por Floresta Tropical Úmida, com presença das matas de galeria, nas proximidades do rio Branco, do rio Fresco e do rio Carapanã. Nestas áreas, em função da inundação dos rios durante o inverno equatorial, está presente a floresta de várzea. 
A cobertura florestal primitiva, porém, vem sendo removida em função do avanço da fronteira agrícola Amazônica, dando lugar às Florestas Secundárias e às pastagens. 
Tucumã possui pouquíssimas áreas de cobertura original, sendo que, em 2016, isso correspondia somente a 216 km² de área conservada, nenhuma sendo reserva ou área de proteção municipal, estadual ou federal, sendo porém áreas de conservação privada. 
Relevo
A variação do relevo do município é muito grande, chegando a atingir, na fronteira de Tucumã e Ourilândia, cerca de 623 metros de altitude, numa das extensões da Serra dos Carajás. Na outra extremidade, registra-se 197 metros próximo ao rio Fresco. Já a sede municipal fica a aproximadamente 200 metros acima do nível do mar. 
Está inserido nas unidades morfo estruturais do Planalto Dissecado do Sul do Pará e Depressão Periférica do Sul do Pará, cujas formas específicas apresentam superfícies pediplanadas em rochas Pré-Cambrianas, áreas dissecadas em colinas, inselbergs, chapadões, etc. 
Hidrografia
As principais massas d'água do município são o rio Branco, o rio Fresco e o rio Carapanã; destes, o mais volumoso é o rio Fresco. Todos fazem parte da sub-bacia do rio Xingu. 
Nenhum dos grandes rios do município, porém, é navegável, pois têm grandes corredeiras e cachoeiras ou simplesmente são perenes. 
Clima
Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger o clima do município é tropical com estação seca (Aw/As), apresentando um caráter de transição, que se caracteriza, em sua maior parte, por ser tropical quente e subseco. A temperatura, no mês mais quente, é de 26,7º C, e no mais frio, 24,9º C, sendo a amplitude térmica de 1,8º C. A precipitação pluviométrica é de 1.423 mm/ano. 
Subdivisões
O município possui dois distritos principais, sendo: distrito sede, composto basicamente pela cidade de Tucumã, e; distrito da Agrovila do Cuca, assentado na agrovila homônima, que dista cerca de 16 km em linha reta a sudoeste da sede municipal. 
Outra localidade importante é a vila P5-Mineiro, que orbita suas atividades em torno da agropecuária e da avicultura.
Economia
A economia de Tucumã está assentada basicamente no setor primário, especialmente sobre as atividades de agropecuária e extrativas vegetal e mineral. 
Sabe-se que a prioridade do Projeto Tucumã ensejava o desenvolvimento da atividade agropecuária e para tanto recrutou colonos principalmente do sul do pais, com vivência na exploração dessa atividade, influenciados pela divulgação que a Colonizadora Andrade Gutierrez (CONSAG) fazia da região. Nessa divulgação a empresa procurava induzir aos interessados de que além das excelentes condições agro climáticas da região, encontrariam, já montada toda a infra estrutura de apoio à produção agropecuária, trazida por estradas, alojamentos, armazéns, sementes e mudas, assistência técnica, escolas, saúde e outros. A realidade contudo era completamente diferente daquela propalada pela referida empresa de colonização privada, pois as famílias de agricultores que chegavam eram assentados nos lotes sem as condições necessárias e suficientes para tornar a agropecuária um dos sustentáculos da economia daquela região. Esses entraves, provavelmente, foram as causas principais do insucesso do Projeto Tucumã. 
Agropecuária e extrativismo
A situação do setor primário de Tucumã, não foi muito animadora logo após sua emancipação. Criado para ser um grande produtor agrícola, Tucumã, ao contrário disso, passou por sérias dificuldades para desenvolver sua agricultura. Dificuldade essa causada mais pela falta de apoio infraestrutural do que pela força de vontade dos colonos, que não encontraram, quando lá chegaram, as condições propícias, necessárias. 
Durante a década de 1990, o município esteve em uma situação muito adversa, traduzida na dificuldade de adaptação dos colonos, falta de transportes, de estradas com pavimentação asfáltica, e de doenças típicas da região.[20] Entretanto a partir dos anos 2000, houve uma grande mudança estrutural na cadeia produtiva da região que se tornou uma grande produtora de arroz, cacau, café, feijão e milho, também sendo uma grande produtora de leite, aliada a expectativa de pavimentação asfáltica da PA-279, principal estrada de ligação do município com o Brasil. 
Indústria, comércio e serviços
A produção industrial de Tucumã, durante as décadas de 1980 e 1990, gravitou essencialmente em torno da atividade madeireira. Em 1988, segundo a SEFA/PA, existiam cadastros de 17 estabelecimentos industriais, voltados para a exploração de madeira, não contabilizados os estabelecimentos irregulares. Essa atividade causou um grande prejuízo ecológico ao município, chegando a devastar áreas indígenas e de preservação ambiental. Contudo com a maior aplicabilidade da legislação ambiental a partir de meados da década de 2000, essas madeireiras e movelarias foram fechadas. 
Os garimpos instalados no município de Tucumã trouxeram uma grande possibilidade de arrecadação de impostos e de vendas no comércio local. A exploração do garimpos em Tucumã e nos municípios vizinhos foi responsável por grande parte da renda gerada na atividade comercial, pois comercializa motores, bombas, mangueiras e outros equipamentos. 
A indústria de laticínios é uma atividade que cresce muito no município, devido à qualidade do rebanho pecuário e a dimensão da bacia leiteira local que é uma das maiores do Pará. Os laticínios do município estão entre os maiores e mais produtivos do Norte do Brasil, exportando todo o seu excedente para os mercados locais e para o exterior. A atividade frigorífica também é muito forte no município, com várias indústrias de outros estados do Brasil instaladas em Tucumã. 
O processamento e beneficiamento de grãos, e das safras de cacau também são destaque junto à atividade agroindustrial do município. A grande produtividade marginal de cacau no município de Tucumã, sempre supera em produtividade marginal a produção na Bahia, que é de longe o maior produtor do país. 
Mineração
A atividade garimpeira também garantiu uma renda substancial ao município nos primeiros anos após sua emancipação, contudo, a rápida exploração levou a exaustão dos garimpos locais, e no final da década de 1990, já não havia mais registro de atividade garimpeira nas agro vilas do município. O grande destaque quanto à atividade de garimpos na área do município vinha da agro vila do Cuca, distante cerca de 36 km da cidade de Tucumã. Ela é uma área oriunda de garimpo, funcionando desde 1978, só detectada em maio de 1980 por meio de uma fotografia aérea que revelava a presença do homem no meio da mata. 
Entretanto em 2009 foi proposta a implantação de um projeto de mineração (Projeto Boa Esperança), para lavra e beneficiamento de cobre, no município de Tucumã, com o objetivo de lavrar cerca de 3,7 milhões de toneladas/ano de minério de cobre, resultando na produção de 105 mil toneladas úmidas de concentrado, equivalentes a 29 mil toneladas/ano de cobre metálico. As obras previstas no projeto incluiriam quatro unidades básicas: a mina a céu aberto, as áreas de depósito e barragem de rejeitos, as instalações de beneficiamento mineral e a unidade administrativa. O Projeto Boa Esperança prevê um investimento de 630 milhões de reais e a geração de 1.000 empregos diretos durante a implantação. Na fase de operação, o efetivo deverá alcançar cerca de 500 funcionários próprios e 130 terceirizados. 
Infraestrutura
Transportes

O principal acesso do município é rodoviário, se dando pela PA-279, que a liga ao resto do território nacional. A via é pavimentada em toda sua extensão. 
Herança da época do projeto CONSAG, o território municipal é repleto de estradas vicinais que conectam completamente Tucumã. 
Tucumã anteriormente já dispôs de um aeroporto que foi transferido para o município vizinho. Desde 2014 o município dispõe de um aeródromo às margens da PA-279, a 5 km do centro da cidade. 
Educação
O sistema de ensino no Município de Tucumã está centralizado em duas vertentes, a primeira é o setor público, este conta com cinco unidades de ensino infantil e o ensino fundamental urbano. 
A educação técnica e superior do município dispõe de um Polo da Universidade Aberta do Brasil, com a participação de instituições como IFPA Instituto Federal do Pará,UFPA (Universidade Federal do Pará), UEPA (Universidade do Estado do Pará) que oferta, na modalidade EaD, os cursos de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, licenciatura em informática, licenciatura em ciências biológicas, Pedagogia 
Ruas e avenidas
Os principais logradouros de Tucumã são a Avenida Brasil, a Avenida Pará, Avenida Belém, Avenida do Ouro, Avenida Balata e a Avenida dos Estados. Estas arteriais conectam toda a cidade de Tucumã, juntamente com a PA-279. 
Saúde
A cidade dispõe de três hospitais para atender a população do município, sendo que o principal destes é o estabelecimento público Hospital Municipal Hilarina Barretos (HMHB). Os outros estabelecimentos são privados, sendo o Hospital e Maternidade Santo Agostinho (HMSA) e o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Nazaré (HMNSN). Ainda existem diversas clínicas, centros, unidades e postos de saúde. 
Lazer e cultura
Manifestações culturais religiosas

O padroeiro oficial do município é São José Operário, que veio da tradição trazida pelos imigrantes do sul do Brasil. A festa litúrgica de São José é feita no dia 1 de maio, com procissões, missas, quermesses, etc., realizadas pela Prelazia de Alto Xingu-Tucumã. Outra manifestação dessa natureza é a de Nossa Senhora Aparecida. 
O principal traço arquitetônico dos imigrantes sulistas pode ser observada na Capela de São José Operário, com estilo típico da arquitetura norte europeia, sendo um ponto de lazer e turismo religioso. 
Traço cultural sulista-brasileiro
Uma das manifestações culturais do município é a "feira dos estados", que é tipicamente folclórica. A população local é formada por uma camada significativa de imigrantes vindos do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que trouxeram consigo várias tradições como o uso da bombacha e alguns traços culinários como o charque, o chimarrão e o churrasco. Por ocasião da realização da festa dos estados, no mês de julho, ocorrem manifestações típicas e a venda de comidas próprias desses estados. 
Traços culturais centro e nordestino brasileiros
Com imigrantes vindos em grande leva também de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia e Maranhão outras tradições culturais somaram-se às sulistas e miscigenaram-se, dando origem a festejos do Divino Espírito Santo, bem como festas juninas e carnaval. Na culinária, a imigração trouxe as culinárias do queijo, do pequi, do cuscuz, do ximango, etc.. 
Na música, dado essa tradição, pode ser observada a preferência pelo sertanejo e forró. O "mix cultural musical" ali formado deu origem inclusive o ritmo local "sacode", uma mistura de forró, arrocha, brega, reggae e sertanejo. 
Esportes
A principal prática esportiva de Tucumã é o futebol, sendo que o município têm três equipes que jogam em campeonatos regionais com certa regularidade, sendo elas: Atlético Tucumã Esporte Clube, Clube Minersul e o Arena de Fogo Esporte Clube. Todos mandam seus jogos no Estádio Lago do Tigre, o maior da região. 
Outras práticas esportivas comuns em Tucumã são as corridas de velocidade de motocicletas, chamadas de motocrós e as apresentações de "espanta-cão" (ou jerico), que são veículos rudimentares desprovidos de muitos equipamentos, adaptados sobre chassis de sucatas. 
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 7 de julho de 2025

BURITIS - RONDÔNIA

Buritis é um município brasileiro do estado de Rondônia. 
História
Oficialmente, em meados de 1970 o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA iniciou a implantação de projetos para a colonização do então Território Federal de Rondônia. Em 1974 deu início então à implantação dos projetos de assentamentos Marechal Dutra e Burareiro na região da antiga Vila Ariquemes, a qual foi elevada a categoria de município em 1977. O desenvolvimento da Vila Ariquemes possibilitou a formação de outras cidades na região dando início ao processo de desenvolvimento regional. 
Na década de 80, precisamente em 18 de maio de 1988, o INCRA inicia o Projeto de Assentamento Buriti o qual originou a cidade de Buritis no início da década de 90. O município de Buritis foi criado em 27 de dezembro de 1995, onde o então governador do Estado de Rondônia Valdir Raupp de Matos sancionou a Lei 649. Para a formação do município de Buritis foram desmembradas áreas dos municípios de Campo de Novo de Rondônia e Porto Velho. Finalmente em 1º de janeiro de 1997 o município de Buritis foi instalado.
História Regional de Buritis
Muitos desconhecem, mas o território rondoniense teve sua exploração iniciada por exploradores como  por exemplo, entre 1647 e 1650 pelo bandeirante paulista Antônio Raposo Travares com sua passagem pelos vales do Guaporé, Mamoré, Madeira e Amazonas. Outra expedição ocorreu em 1723, pelo sargento mor Francisco de Melo Palheta o qual fez o levantamento do Rio Madeira.
O início da ocupação da região onde situa o Estado de Rondônia tem sua origem com a fundação da aldeia de Santo Antônio do Rio Madeira, localizada na primeira cachoeira do Rio Madeira.
Os rios Madeira, Mamoré e Guaporé formavam uma hidrovia utilizada por embarcações entre 1754 e 1800 surgindo então diversos povoados às margens destes rios. Entre os anos de 1776 e 1783 foi construído o Real Forte Príncipe da Beira no Vale do Rio Guaporé.
A Partir de 1877 iniciou-se o Primeiro Ciclo de Extração do Látex dando início à ocupação das margens dos rios por seringueiros nos rios Madeira, Mamoré, Guaporé, Machado, Jamari e Cadeias.
No início do século XX foi finalmente construída a Ferrovia Madeira-Mamoré a qual margeava os rios Madeira e Mamoré interligando Porto Velho à cidade de Guajará-Mirim. Em 1907 o governo brasileiro resolveu interligar por meio de telégrafo a localidade de Santo Antônio do Rio Madeira à cidade de Cuiabá.
Abertura da BR 364 e colonização regional
Autorizado pelo então presidente Juscelino Kubitschek em março de 1960, foi dado início a abertura da Rodovia Federal BR-364, interligando a porção sul da região Norte ao Centro Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. A abertura da BR-364 contribui consideravelmente para o aumento do fluxo migratório daqueles que buscavam terras férteis a custo baixo, entretanto neste período deram início as invasões de terras pertencentes à União e dos seringalistas.
Para promover e incentivar a colonização das terras de Rondônia o governo federal em 1970 implantou através do INCRA projetos oficiais de colonização, sendo o primeiro projeto criado em 19 de junho de 1970 na região de Ouro Preto do Oeste.
Com o aumento do fluxo migratório, a partir de 1974 dificuldades surgiram comprometendo o tráfego na BR 364 como, por exemplo, atoleiros e a formação de buracos, onde no período das chuvas uma viagem de Ariquemes à cidade de Cuiabá/MT demorava até semanas.
Em 21 de Janeiro de 1974 o INCRA criou o Projeto de Assentamento Dirigido Burareiro (PAD) na região de Ariquemes onde chegou a assentar 1.556 famílias naquela época em áreas de terras que englobam atualmente os municípios de Ariquemes, Cacaulândia, Rio Crespo, Monte Negro e Campo Novo de Rondônia. No ano de 1978 o INCRA também criou o Projeto de Assentamento Dirigido Marechal Dutra na região de Ariquemes, Cacaulândia e Monte Negro.
A abertura da linha quinze resultado da colonização da região de Monte Negro viabilizou a colonização e exploração das terras do vale do rio Candeias, região esta que deu origem ao município de Buritis.
Povoamento no Vale do Candeias
A região onde se formou o município de Buritis esta localizada as margens do rio Candeias a qual era povoada por seringueiros, retirantes nordestinos no início do século XX. Entre 1900 a 1960 barcos e gaiolas transportavam seringueiros, alimentos e ferramentas através dos rios Madeira, Jamari e Cadeias retornando com cargas de látex.
O extrativismo do látex na região de Buritis durou até a década de 80, onde Wanderlei Rita dos Santos e Natinho Gastão foram alguns últimos seringueiros que residiam às margens do Rio Candeias. As margens do Rio Candeias também foram ocupadas por garimpeiros que exploravam a região extraindo o estanho na década de setenta.
Colonização das terras do Município de Buritis
Na região Sul do estado de Rondônia, em 1987, colonos foram expulsos por ocupar áreas de terras pertencentes à fazenda Santa Ana e com autorização da justiça acamparam na cidade de Cerejeiras. Estes colonos e suas famílias nomearam nesta ocasião Osvaldo Kurpiel, Donizete Pereira da Silva, Guido Fridolino Kinzel, Carlos Roberto Pereira, João Navarro, Neudi Iloi Lorenze, Moacir António Pozzebom dos Santos e outros, formando uma comissão que manteria contato com autoridades do INCRA e governo do Estado a fim de reivindicar seus direitos. Em 1987 parte desta comissão formada por Osvaldo Kurpiel, Paulo Gonçalves, Nozinho Augusto e o deputado estadual Sérgio Carminatto foram recepcionados na residência de senador Olavo Pires onde se reuniram em Brasília com o então presidente José Sarney, ministro da justiça e o ministro da reforma agrária Dante de Oliveira onde foi proposta a criação e implantação de um projeto de assentamento na gleba Buriti localizada no vale do rio Cadeias, na época pertencente ao município de Porto Velho. Este projeto assentaria as famílias de colonos acampadas na cidade de Cerejeiras, sendo então 285 famílias transportadas em caminhões em agosto de 1987 para a cidade de Campo Novo de Rondônia.
Em 18 de maio de 1988, foi assinada a portaria nº 680/88, criando o Projeto de Assentamento Buriti, o qual teve impossibilitada sua implantação devido à criação do Projeto de Lei que criou o Planafloro. Jerônimo Garcia de Santana, governador do Estado assinou em 14 de junho de 1988 um decreto criando o primeiro Zoneamento Socioeconômico e Ecológico do Estado de Rondônia desta forma ficando impossibilitada a implantação do Projeto de Assentamento Buriti a qual não permitia que a região fosse colonizada. Enquanto se discutia questões legais no tocante a área, uma epidemia de malária no acampamento das famílias instaladas em Campo Novo de Rondônia fez com que muitos abandonassem o acampamento e migrassem para o povoado de Boa Vista, atualmente Monte Negro.
Em 1989, aproximadamente quarenta famílias despejadas de terras indígenas pertencentes à tribo Uru-Eu-Wau-Wau também foram transferidas da cidade de Jarú para o Projeto de Assentamento Buriti onde se juntaram às famílias procedentes de Cerejeiras.
Em julho de 1989, uma comissão formada por representantes destas famílias se deslocou a Porto Velho onde pressionaram as autoridades para que fosse regularizado o projeto onde alegaram que o Projeto de Assentamento Buriti teria sido criado antes da criação do zoneamento. Esta mobilização alcançou êxito e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente SEMARO emitiu então a licença de instalação em 04 de julho de 1989, onde após a resolução das questões burocráticas iniciou-se então no mesmo ano a demarcação das linhas e lotes rurais para a implantação definitiva do projeto de assentamento.
Antes do término deste mesmo ano o INCRA contratou uma construtora para a abertura de uma estrada que ligaria o final da linha C-15 ao Projeto de Assentamento Buriti. Finalmente em dois de fevereiro de 1990, José Carlyle o qual ocupava a cargo de coordenador do Projeto de Assentamento Buriti reuniu-se com os colonos onde foram distribuídos 398 lotes rurais, chegando a assentar um total de 550 famílias em lotes de 46 hectares.
Sete anos se passaram sem a implantação de novos assentamentos devido questões legais relacionadas à área de preservação e extrativismo vegetal. Então em 1997 durante o governo de Valdir Raupp novas áreas foram liberadas para a implantação do Projeto de Assentamento Menezes Filho, totalizando a quantidade de 528 famílias assentadas em lotes rurais de 60 hectares.
Anos mais tarde, em 1999 e 2001 foram implantados outros novos projetos de assentamento: São Domingos, Santa Helena, Pedra do Abismo, São Pedro, Lagoa Azul, Reviver, Nova Vida, São Paulo, Horizonte, Jatobá e São José dos Buritis. Estes projetos possibilitaram o assentamento de mais de mil famílias.
Como surgiu a cidade de Buritis
Foi reservada uma área no Projeto de Assentamento Buriti à margem esquerda do igarapé São Domingos para a formação e construção de um núcleo urbano, sendo que em 1990 foi demarcado ainda na floresta o local onde seria feito a abertura da primeira rua da cidade de Buritis, onde atualmente esta localizada a Avenida Ayrton Senna, que antes era apenas um picadão utilizado pelos colonos como acesso aos seus lotes rurais. Conseqüentemente após a abertura da primeira rua, residências e estabelecimentos comerciais foram sendo construídos , como mercearia, rodoviária, depósito de gás, mercado, sorveteria, loja de materiais de construção, posto de combustível, bar e hotel. Iniciavam então a formação do centro da cidade Buritis com o desmatamento das margens da Avenida Ayrton Senna em 1993.
No início da década de 90, um grande fluxo migratório iniciou-se trazendo famílias de várias cidades do Estado de Rondônia e de outras regiões do Brasil. Fatores que incentivaram o aumento do fluxo migratório foram a distribuição de lotes rurais, distribuição de lotes urbanos, extração de madeira, comércio de terras férteis e baratas e busca por emprego gerado principalmente pelas indústrias madeireiras.
Após cinco anos desde o início da Vila Buriti, o pequeno povoado de outrora foi elevado à categoria de cidade e desde então passou a ser chamada de Buritis, sendo destaque nacional como uma das cidades que mais cresceu em Rondônia e no Brasil na década de 90, segundo o Censo Demográfico de 2000.
Surgimento da zona urbana do Município de Buritis
Em 1992 as professoras Vanderléia P. Santos e Maria de Lurdes ministravam aulas num pequeno barraco na Avenida Ayrton Sena. Somente em 1993 foi construída na Avenida Porto Velho a primeira escola de Buritis. Batizada de Escola Municipal Jorge Teixeira, era construída com materiais rústicos utilizando-se de madeira serrada e cobertura com tabuinhas. Atualmente neste local está instalada a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Paulo Freire. Em 1994 foi construído um novo barracão, porém ainda utilizando-se de madeira e telhas de amianto.
Território Nacional
Em de 13 de setembro de 1943 foi criado o Território Federal do Guaporé, que mais tarde, em 17 de abril de 1956, passou a se chamar Território Federal de Rondônia. Somente em 22 de dezembro de 1981 foi elevado à categoria de estado, o qual foi instalado em 4 de janeiro de 1982.
O local onde está situado o município de Buritis pertencia ao Município de Santo Antônio do Rio Madeira entre 1911 e 1945. Também pertenceu ao município de Porto Velho entre 1945 a 1977. O município de Porto Velho abrangia nesta época toda a bacia do rio Machado.
Em 19 de abril de 1993, Paulo Madella, prefeito de Campo Novo de Rondônia sancionou a Lei que criava o distrito Buriti. Um plebiscito para a emancipação de Buriti foi realizado em 26 de dezembro de 1995.
O município de Buritis foi finalmente criado em 27 de dezembro de 1995 pela Lei Estadual nº 649, sancionada pelo então governador Valdir Raupp de Matos, tendo então sua área desmembrada dos municípios de Porto Velho e Campo Novo de Rondônia em 1997. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 10º12'43" sul e a uma longitude 63º49'44" oeste, estando a uma altitude de 200 metros. A população do município de Buritis, em Rondônia, era de 27.992 habitantes em 2022, conforme censo do IBGE.
Clima
Em Buritis predomina o clima tropical úmido com estação seca pouco marcada (Am de Köppen). A pluviosidade varia de 1.900mm, no sul, a 2.500mm, no norte. A temperatura mantém-se elevada durante todo o transcorrer do ano, com médias anuais superiores a 26 °C.
O mês mais chuvoso do ano é janeiro (321 mm), e a precipitação média anual ultrapassa 2.000 milímetros. Com 156 dias de chuva por ano em média,a umidade do ar é relativamente elevada durante o ano todo, com médias acima dos 80 %,e o tempo médio de insolação é de aproximadamente 2.000 horas por ano.
Os meses mais frios em Buritis são dezembro, janeiro e fevereiro.
Economia
Buritis é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a dezembro de 2024, foram registradas 1,9 mil admissões formais e 1,9 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -33 novos trabalhadores.
Até janeiro de 2025 houve registro de 8 novas empresas em Buritis, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 8 novas empresas se instalaram.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Site da Câmara Municipal .

sexta-feira, 4 de julho de 2025

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS

Guaxupé é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. Está localizado na Região Imediata de Guaxupé e na Região Intermediária de Varginha. A área é de 286,398 km². Sua população recenseada em 2022 era de 50.911 habitantes e a densidade demográfica era de 177,8 habitantes por quilômetro quadrado. 
História
Em 30 de maio de 1853, a Lei Estadual nº 623 eleva à categoria de Distrito de Paz o Curato de Nossa Senhora das Dores do Guaxupé, naquele então parte do termo da Vila de Jacuí. 
Em 30 de agosto de 1911, a Lei Estadual nº 556, que dispunha sobre a organização territorial do estado, determina a criação de um novo município sobre o território da antiga freguesia. Desmembra pois, o distrito de Guaxupé do município de Muzambinho, e eleva sua sede à categoria de vila, que passa a se denominar Vila de Guaxupé. 
O município de Guaxupé foi instalado solenemente em 1º de junho de 1912, data em que se comemora. 
Em 18 de setembro de 1915, a Lei Estadual nº 663 eleva a Vila de Guaxupé à categoria de cidade.
A exemplo do que acontece com quase todas as cidades do Brasil, a memória histórica de Guaxupé, é frágil e confusa. Com o tempo, fatos e acontecimentos que marcaram uma época se perdem aos olhos de poucos interessados que procuram revelar e registrar a história. Muitos dos fatos foram sendo passados de pai para filho, através da história oral e muito se perdeu no tempo. 
O que consta em livros, revistas, almanaques, trabalhos individuais de memorialistas é quase sempre parcial e sempre exaltam um passado glorioso. Homens corajosos e cheios de vontade que saíam em busca de aventuras e um futuro melhor, quase sempre retratados como heróis de um passado longínquo. 
Guaxupé, como muitas das cidades mineiras, nasceu com o fim da mineração. A cidade foi fruto de homens que saíam em busca de terras virgens, desbravando as matas que iam de São João Del-Rei aos lados da divisa com a Província de São Paulo.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Guaxupé pela Lei Provincial nº 1.189, de 23 de julho de 1864, e pela Lei Estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado aos municípios de Jacuí e São Sebastião do Paraíso. 
Pela Lei Provincial nº 2.500, de 12 de dezembro de 1878, o distrito de Guaxupé foi transferido dos municípios de Jacuí e São Sebastião do Paraíso para o de Muzambinho. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Guaxupé pela Lei Estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, sendo desmembrado de Muzambinho. Sede na antiga vila de Guaxupé. Constituída do distrito sede. Instalada em 1º de junho de 1912. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Guaxupé pela Lei Estadual nº 663, de 18 de setembro de 1915. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o município de Guaxupé perdeu parte do seu território para o novo município de São Pedro da União. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
Topônimo
Não há um consenso sobre o significado do termo "Guaxupé". Comumente, considera-se que o termo é de origem indígena, significando "caminho das abelhas". Outra etimologia possível é "caminho de guaxe", através da junção dos termos tupis waxi ("guaxe") e pé ("caminho"). "Guaxupé" (do tupi gwa + xu pé) também é o nome de um tipo de abelha selvagem sem ferrão.
Clima
Em Guaxupé, a estação com precipitação é abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 29 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Guaxupé e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao início de julho e do início de julho ao início de outubro. 
A estação morna permanece por 6,4 meses, de 24 de setembro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Guaxupé é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 14 de maio a 29 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Guaxupé é julho, com a mínima de 10 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Economia
Agropecuária

A economia de Guaxupé é baseada na atividade agrícola. A cidade tem o café é o principal produto de cultivo. 
A produção do café foi e é tão importante que, como consequência, Guaxupé conta com uma imensa Cooperativa de Cafeicultores (Cooxupé). Além da Cooxupé, podemos destacar a Exportadora de Café Guaxupé , que exporta o produto para vários países. 
As famílias Magalhães Gomes, Nasser, Gamero, Gonçalves, Ribeiro do Vale, Costa Monteiro, entre outras, disponibilizaram capital para iniciar a cooperativa. 
Guaxupé possui criação de gado bovino leiteiro, além de rebanhos suínos, equinos e galináceos. 
No município existe além do café, a produção de cana-de-açúcar, laranja, milho e soja 
Indústria
Guaxupé conta com indústrias de grande Porte. Encontram-se instaladas também pequenas indústrias que atendem a vários setores, tais como: laticínios, doces, serralheria, pré-moldados de cimento, calçados de variados tipos (calçados de proteção individual - EPI, botinas e calçados femininos, munição, fios cirúrgicos, confecções, artesanatos diversos, cerâmica, móveis, torrefação de café etc.
Comércio
O comércio é bastante ativo, devido a atração que exerce sobre as cidades vizinhas, o que lhe dá o "status" de cidade centro local. A atividade comercial é exercida por vários estabelecimentos comerciais, de todos os portes, os quais atendem a todos os setores da vida humana. Fundada por Jamil Nasser, político e amigo de Tancredo Neves, e por outros homens importantes da cidade, a ACIG - Associação Comércio e Indústria de Guaxupé - ajudou Guaxupé a ser uma das maiores economias do sul mineiro. 
Esporte e lazer
A cidade possui um estádio de futebol (Estádio Carlos Costa Monteiro) com capacidade para seis mil pessoas. Foi inaugurado em 1958. É atualmente o estádio da Sociedade Esportiva Guaxupé. Possui ainda um ginásio de esportes; campus olímpico e clubes.
Patrimônio Histórico
•    Palácio das Águias - O Palácio das Águias foi inventariado em 2007 pelo CDMPHC;
•    Prédio da Academia de Comércio São José - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.010, de 20 de março de 2002;
•    Antiga Loja Jacob Miguel Sabbag e Cia Ltda (atual Agência da Administração Fazendária de Guaxupé- SEF/MG) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.007, de 20 de março de 2002;
•    Antiga Cadeia Pública Estadual - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 973, de 04 de abril de 2001;
•    Antiga Câmara Municipal (atual Museu Histórico e Geográfico Comendador Sebastião de Sá) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 974, de 04 de abril de 2001;
•    Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Antiga Estação Ferroviária de Guaxupé (FEPASA/ Parque Municipal Mogiana) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 856, de 29 de julho de 1998;
•    Palácio da Justiça (antigo Fórum da Comarca e atual Câmara Municipal de Guaxupé) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 972, de 04 de abril de 2001;
•    Antigo Hotel Cobra (atual Teatro Municipal Arlete Souza Mendes) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 975, de 04 de abril de 2001;
•    Antiga Agência do Banco do Brasil (atual Prefeitura Municipal) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 860, de 29 de setembro de 1998;
•    Herma Cel. Antônio Costa Monteiro - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.009, de 20 de março de 2002;
•    Monumento ao Trabalhador Rural - O “Nicanor” - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.008, de 20 de março de 2002;
•    Obelisco em Homenagem ao Expedicionário Guaxupeano da FEB - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal n. 1.006, de 20 de março de 2002;
•    Catedral de Nossa Senhora das Dores - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.522, de 04 de setembro de 2012;
•    Casa de Pau-a-pique (antiga sede da Fazenda Bom Jardim dos Machados) - Bem imóvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1272, de 08 de dezembro de 2008;
•    Taça de 1928 – “PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL REALIZADO EM MINAS” - Bem móvel tombado pelo Decreto Municipal nº 855, de 29 de julho de 1998;
•    Imaginária de São Miguel Arcanjo - Bem móvel tombado pelo Decreto Municipal nº 1.521, de 04 de setembro de 2012.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

quarta-feira, 2 de julho de 2025

SANTA CRUZ - RIO GRANDE DO NORTE

Santa Cruz é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Localiza-se a 116 km da capital do estado Natal, a qual se liga através da BR-226. Abriga a Estátua de Santa Rita de Cássia, maior estátua religiosa da América Latina e maior estátua católica sacra do mundo e segunda maior estátua do Brasil. 
Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2024, era de 38.996 pessoas. 
História
A área do atual município de Santa Cruz era primitivamente habitada pelos povos indígenas tapuias. A partir de 1831, José Lourenço da Rocha, acompanhado de João da Rocha (irmão) e João Rodrigues da Silva (amigo e proprietário da Fazenda Cachoeira), iniciaram o povoamento do local, com uma economia baseada na atividade agropastoril, que logo denominaram "Malhada do Juazeiro" e, em seguida, "Santa Rita da Cachoeira". 
Na região havia uma grande de presença de inharés, árvore considerada "sagrada" pela população local e que, segundo a tradição, atraía grandes males caso algum de seus galhos fosse quebrado, como secas e epidemias de doenças. Conta a lenda que, certo dia, um missionário, sabendo dessa tradição, resolveu visitar o povoado e mandou erguer uma cruz, feita com alguns galhos dessa árvore. Em seguida, em frente à capela de Santa Rita de Cássia, foi cavado um grande buraco, onde foram colocadas todas as armas da população nativa por ordem desse missionário, sendo ali colocada aquela cruz. Com isso, os males teriam cessado e grandes fontes de água teriam jorrado, e muitos dos animais típicos da região teriam se tornado mansos. Com este fato, o povoado teve seu nome alterado para "Santa Cruz do Inharé". 
Em 1835, foi erguida a capela de Santa Rita de Cássia, que estimulou ainda mais o crescimento do povoado. Uma imagem da santa, vinda da fazenda Cachoeira, foi doada para a capela. No mesmo ano, a Lei Provincial nº 24, datada de 27 de março, eleva o povoado à condição de distrito, com a denominação "Santa Cruz da Ribeira do Trairi". Após vários anos de luta, em 11 de dezembro de 1876, pela Lei Provincial nº 777, ganhou autonomia política, desmembrando-se de São José de Mipibu. Dentre as figuras que lutaram pela emancipação destacam-se o padre Antônio Rafael Gomes de Melo, o tenente coronel Ivo Abdias Furtado de Mendonça e Menezes e os fazendeiros Trajano José de Faria e Félix Antônio de Medeiros. Em 30 de novembro de 1914, a Lei Estadual nº 372, a vila é elevada à condição de cidade, tendo sua denominação sido alterada para "Santa Cruz". 
O Decreto Estadual nº 603, de 31 de outubro de 1938, criou os distritos de Campo Redondo e Jericó, que tiveram suas denominações alteradas para Serra do Doutor e Melão, respectivamente, por força do Decreto-Lei Estadual nº 268, de 30 de dezembro de 1943, voltando às suas denominações originais em 23 de dezembro de 1948, pela Lei Estadual nº 146. Em novembro de 1953, novas leis estaduais criaram os distritos de Jaçanã e Trairi (atual Coronel Ezequiel). Na mesma época, foi criado o distrito de Tangará, passando o município a ser constituído por quatro distritos. No dia 31 de dezembro de 1958, foram desmembrados os distritos de Tangará e Trairi, que deram origem ao município de Tangará, e Campo Redondo. Em 24 de outubro de 1962, um acórdão do Supremo Tribunal Federal extingue o município de Campo Redondo, que volta a pertencer a município de Santa Cruz, mas é novamente desmembrado em 26 de março de 1963. Desde então, o município de Santa Cruz conserva suas divisas aturais. 
Em novembro de 2007, no Monte Carmelo, teve início a construção de uma estátua dedicada à padroeira do município, Santa Rita de Cássia. As obras custaram mais de R$ 6 milhões e foram concluídas em 2010, sendo sua inauguração no dia 26 de junho. A escultura tem 56 metros de altura, incluindo o pedestal, sendo a estátua católica mais alta do planeta.
Geografia
Distante 120 km de Natal, Santa Cruz ocupa uma área de 624,356 km² (1,1823% da superfície estadual) e tem como limites: Sítio Novo, Lajes Pintadas e São Tomé a norte; São Bento do Trairi e Japi a sul; Tangará e Sítio Novo a leste; Campo Redondo, Lajes Pintadas, Coronel Ezequiel e São Bento do Trairi a oeste. De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Santa Cruz pertence à região geográfica intermediária de Natal e à região imediata de Santa Cruz.
Relevo
O relevo do município, com altitudes entre duzentos e quatrocentos metros, está inserido na depressão sublitorânea, com terrenos de transição entre os tabuleiros costeiros e o Planalto da Borborema, do qual fazem parte as serras de Cunhaú, Jandaíra, Samanaú, Tapuia e dos Veados. Geologicamente, Santa Cruz está situado em área de abrangência de rochas metamórficas do embasamento cristalino, datadas do período Pré-Cambriano, entre 1,1 bilhão e 2,5 bilhões de anos. 
Solo
Os solos predominantes são o planossolo sódico, pouco profundo, característico das áreas de relevo entre suave e ondulado, com alto grau de fertilidade, drenagem imperfeita e textura formada por areia e/ou argila, e o luvissolo (Bruno Não Cálcico Vértico), semelhante ao planossolo, mas com drenagem moderada e típico das áreas de relevo ondulado. Há também os neossolos, também chamados de solos litólicos. Sendo pouco desenvolvidos, sua vegetação é de pequeno porte, típica da caatinga hipoxerófila, resistente à seca. Entre as espécies mais encontradas estão o angico, a aroeira, a braúna, a catingueira, o juazeiro, o mandacaru, o marmeleiro e o umbuzeiro.
Hidrografia 
Cortado pelos rios Cacaruaba e Inharé, Santa Cruz possui quase todo seu território na bacia hidrográfica do rio Trairi, que cobre 97% da área do município, estando os 3% restantes na bacia do rio Potenji. Dentre os riachos que passam pelo município estão: Bento Nunes, do Canivete, Catolé, da Chapada, da Cobra, do Exu, da Gameleira, Logradouro, Santa Rosa, Salgado, da Vela e Velho. Os principais reservatórios, com capacidade igual ou superior a cem mil metros cúbicos (m³) de água, são Inharé (17 600 000 m³), Santa Rita (776 000 m³), Recanto (297 800 m³) e Bom Sucesso (100 000 m³). 
Clima
O clima de Santa Cruz é semiárido, com baixo índice pluviométrico anual. Nos meses mais quentes, as temperaturas máximas chegam a 31 °C durante o dia, enquanto na época mais fria as mínimas podem ficar abaixo dos 20 °C. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, entre agosto de 2010 e dezembro de 2019 a menor temperatura registrada em Santa Cruz foi de 15,4 °C em 30 de junho de 2018, e a maior atingiu 37,6 °C em 7 de abril de 2013. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 20%, observado nos dias 11 de setembro de 2010, 28 de setembro de 2018 e 22 de novembro de 2019. Por sua vez, o maior acumulado de chuva em 24 horas alcançou 207,2 mm em 24 de janeiro de 2011, e a maior rajada de vento atingiu 18,6 m/s (66,1 km/h) em 16 de fevereiro de 2019.
Economia
Santa Cruz é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. O desempenho econômico e o baixo potencial de consumo são os pontos de atenção.
De janeiro a dezembro de 2024, foram registradas 1,2 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 100 novos trabalhadores.
Até janeiro de 2025 houve registro de 15 novas empresas em Santa Cruz, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 15 novas empresas se instalaram.
Educação
O município de Santa Cruz apresenta três instituições públicas de ensino superior: A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) está em Santa Cruz desde o ano de 2006, atuando no Centro Comunitário Integrado – CCI; A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .