São Vicente é um município da Microrregião de Santos, na Região Metropolitana da Baixada Santista, localizada no estado de São Paulo, no Brasil.
História
Povos indígenas e colonização portuguesa
Por volta do ano 1000, índios tupis procedentes da Amazônia conquistaram a região atualmente ocupada por São Vicente, expulsando, para o interior, os seus habitantes anteriores (os chamados tapuias). Quando a expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos chegou ao Brasil, em 22 de janeiro de 1502, deu, à ilha, o nome de São Vicente, em homenagem a Vicente de Saragoça, um dos padroeiros de Portugal. O local, no entanto, já era conhecido pelos índios tupiniquins que a habitavam como ilha de Gohayó.
Outro fidalgo português, Martim Afonso de Sousa, nomeado pelo rei de Portugal dom João III, donatário de duas capitanias hereditárias que incluíam a ilha, foi enviado pela coroa portuguesa para explorar a nova colônia e colocar marcos territoriais no litoral atlântico e no Rio da Prata. Fundou, então, a vila de São Vicente em 22 de janeiro de 1532, com oposição dos nativos locais.
Martim Afonso instalou, então, em sua nova vila, os símbolos do poder organizado, construindo um pelourinho, uma igreja e uma câmara e realizando, em 22 de agosto de 1532, as primeiras eleições em todo o continente americano. Como atividade econômica da nova vila, começou a cultura da cana-de-açúcar e a instalação de engenhos para a manufatura do açúcar, principal produto do período colonial. Mas a implantação deste esquema exigiu atividades complementares, consideradas secundárias, porém fundamentais para a produção açucareira. Estas eram a pecuária e a agricultura de subsistência. As primeiras cabeças de gado a chegarem ao Brasil vieram do arquipélago de Cabo Verde, em 1534, para a capitania de São Vicente.
No início da colonização portuguesa, o Padre José de Anchieta contribuiu na catequização dos índios e na harmonização do povoado através do colégio vicentino. Ele ministrou suas aulas de catecismo junto à denominada "Bica da Fonte do Povoado", que, atualmente, é fonte histórica denominada afetivamente como "Biquinha".
Em 22 de janeiro de 1502, o navegador Gaspar Lemos, comandado pelo Bacharel Cosme Fernandes, junto a um grupo de degredados, construiu o Porto das Naus, localizado na área continental, e batizou a ilha do lado oposto como "Ilha de São Vicente". Funcionou como estaleiro e comércio. Em 1532, Martim Afonso o transformou em trapiche alfandegário. Já em 1580, abrigou um engenho de cana-de-açúcar de Jerônimo Leitão. Pero Correa lhe incluiu a Capela de Nossa Senhora das Naus. As instalações foram, posteriormente, destruídas em um ataque corsário holandês de 1615 de Joris van Spielbergen.
Guerra de Iguape
Esta batalha ocorreu entre os anos de 1534 e 1536, na região de São Vicente. Em virtude de uma interpretação particular do Tratado de Tordesilhas, alguns espanhóis, liderados por Ruy Garcia de Moschera, instalaram-se nos arredores da província vicentina. Aliados aos índios carijós, fundaram uma vila (a I-Caa-Para) e venceram algumas batalhas contra corsários franceses. Quando as forças de defesa luso-brasileiras enfrentaram o contingente espanhol, foram prontamente derrotadas. Em contrapartida, Garcia de Moschera e seus seguidores embarcaram no navio francês e atacaram a vila de São Vicente, que saquearam e incendiaram, levando inclusive o Livro do Tombo, deixando-a praticamente destruída, matando dois terços dos seus habitantes. No entanto, em virtude das incursões sistemáticas das forças luso-brasileiras (que arregimentaram outros índios rivais, "de serra acima", cf. Donato, p. 89), os espanhóis foram forçados a se retirarem: primeiro, para a Ilha de Santa Catarina e, depois, para Buenos Aires.
Clima
Uma das características da região é a alta taxa de umidade relativa durante todo o ano, sempre superior a oitenta por cento. Essa taxa tão elevada resulta de intensa evaporação e das constantes inversões de massa de ar de origem polar associado ao relevo escarpado. As temperaturas médias durante o verão são em torno de 24 graus centígrados; no inverno, em torno dos dezessete graus centígrados.
Economia
O centro de São Vicente (arredores das praças 22 de Janeiro, Coronel Lopes e Barão do Rio Branco) é um ponto de comércio que tem se desenvolvido em relação a outros pontos da região metropolitana desde meados da década de 2000, deixando de ser predominantemente utilizado por pessoas de baixa renda a partir de obras de revitalização central e políticas de atração com investimentos privados, como a instalação de shopping center em 2007, que impulsionou hipermercados, trouxe grandes redes de lojas, cinemas e restaurantes, explorando finalmente seu potencial estagnado das décadas anteriores.
Tal área privilegia-se de localização centralizada, pois atende tanto à demanda dos munícipes situados na área insular, quanto da área continental através da Ponte dos Barreiros como, ainda, de quem desce a serra para acessar ao município de Santos na parte da zona noroeste e de outro às praias e proximidades na zona leste ou, por fim, como acesso ao município de Praia Grande pela esplendorosa Ponte Pênsil. Por isso, atentou-se em identificar nas vias denominadas como linhas amarela e vermelha, para integrar o trânsito que aproxima-se à região entre o Centro e os bairros do Itararé e Gonzaguinha.
Cultura
São Vicente não guardou muitos vestígios de sua história antiga, embora existam testemunhos valiosos. A cidade hoje é eminentemente turística, e desenvolveu-se muito no século XX devido ao turismo de veraneio, mas tem por base a sua condição histórica antiga com títulos de Cidade Monumento da História Pátria, ou de Cellula Mater da Nacionalidade. Embora a rede hoteleira seja restrita, os veranistas em geral alugam imóveis mobiliados para a temporada. Por ser um balneário antigo, a cidade possui infraestrutura consolidada, especialmente com bares, restaurantes e clubes.
Na semana de aniversário da cidade, ocorrida na data de 22 de janeiro, é realizado o evento que reúne artistas e população, utilizando-se de um grande palco ao ar livre onde se dá a Encenação da vila de São Vicente e se reafirma sua condição histórica.
Pontos turísticos
Praças
A Praça 22 de Janeiro, antigamente conhecida como Largo da Fonte, passou a ser chamada por Largo Treze de Maio com a abolição da escravatura em 1888 e, a partir de 1918, passou a ser como uma praça que leva a data da fundação da vila em sua denominação. Nela, podem ser vistos o Relógio do Sol, e as estátuas de Benedito Calixto e do Soldado Pérsio de Queiroz Filho.
A Praça João Pessoa abriga o Mercado Municipal, inaugurado em 1929, onde era o centro de abastecimento local. O local antigamente denominado por Largo Santo Antônio quando abrigava a Casa da Câmara e a Cadeia, foi construído em 1729 e em 1925 foi demolido. Hoje, abriga algumas lojas em prédio histórico e a atual Igreja Matriz, que teve a sua primeira construção próxima à praia concluída em 1532 e destruída por maremoto dez anos depois, reconstruída pelo povo já na praça, em 1559, e atacada pelos piratas Thomas Cavendish em 1590 e Joris van Spilbergen em 1615. A terceira reconstrução ocorreu em 1757 a partir das bases da segunda e permanece até hoje, tendo sofrido um incêndio no ano de 2000 que revelou algumas características da antiga igreja. A igreja passa atualmente por restauração.
Desde 1998, a Praça Kotoku Iha passou a abrigar um recanto japonês, simbolizando a união da cidade de São Vicente com a de Naha, situada na Província de Okinawa, no Japão, abrigando a construção de um portal e a pedra da sorte à denominada Rua Japão.
Marcos arquitetônicos
Em 1895, foi erguido um casarão por Rafael Tobias de Aguiar, conhecido como o II Barão de Piracicaba, que possui nos fundos a mais antiga construção de alvenaria do Brasil, datada da primeira década do século XVI, construída por Cosme Fernandes, o Bacharel de Cananeia, que passou a ser denominada Martim Afonso de Sousa, em 1932.
Em memória à colônia portuguesa, surgiu, à região, o Marco Padrão, construído em 1932 sobre uma pequena ilha denominada Pedra do Mato. O marco apresenta escudos representativos de Portugal Quinhentista, da Ordem de Cristo, da atual pátria brasileira e de Martim Afonso de Sousa. Ao atravessar a plataforma de pesca e lazer e apreciar-se a vista de toda a Baía de São Vicente, chega-se ao acesso para a Ponte Pênsil.
A Casa do Barão é um casarão térreo com reserva ecológica de 6.500 metros quadrados construída em 1925 com tijolos, cobertura em telhas francesas, porão e uma grande varanda apoiada em colunas duplas. Serviu de residência ao Barão Kurt Von Pritzelwitz, gerente da firma exportadora de café Theodor Wille & Cia. Em 1946, o imóvel passou a sediar o Instituto São Vicente, e em 1972 o Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, que expõe seu acervo aos visitantes. O casarão conta também com a Biblioteca Municipal em suas dependências. Foi tombado como patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico em 1988.
Itaquaquecetuba, ou simplesmente Itaquá, é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê.
Etimologia
O nome Itaquaquecetuba veio do tupi antigo falado pelos índios que habitavam algumas das aldeias próximas à região do Alto Tietê, incluindo a própria aldeia de Itaquá. O nome significa amplamente "lugar abundante de taquaras cortantes como facas", através da junção dos termos ta'kwar/taqua (taquara), kysé/quicé (faca) e tyba/tuba (ajuntamento ou lugar abundante em). O termo formou-se por taquaquicé-tuba, o que, posteriormente, proveu o nome Itaquaquecetuba, adotado pelo padre jesuíta, José de Anchieta, no período da colonização portuguesa do município.
O motivo pelo qual a espécie de bambu taquara, que, à época, servia para fazer instrumentos cortantes tal como a navalha, ter servido como topônimo do município, é a sua abundância na região do Alto Tietê no início da colonização portuguesa. Por isso, seu significado completo é "ajuntamento de taquaras-faca". Porém, além de sua abundância no período do Brasil Colonial, é importante ressaltar que, quando o padre jesuíta José de Anchieta estava fundando as aldeias, existia um imenso taquaral, margeando os rios Tietê e Tipoia, localizado próximo a Itaquaquecetuba à época, o que contribuiu na criação do topônimo indígena da cidade.
História
A origem do município de Itaquaquecetuba remonta a uma das doze aldeias fundadas pelo padre jesuíta José de Anchieta em sua longa permanência no Brasil. Sua criação se deve ao padre João Álvares, morador da Vila de Mogi das Cruzes, que, em 1610, obteve uma sesmaria que deu origem a uma fazenda e capela particular, sob a invocação de Nossa Senhora da Ajuda. Após sua morte, os jesuítas passaram a administrar Itaquaquecetuba, estabelecida na beira do Rio Tietê, para catequizar os índios.
Nas décadas de 10 e 20 do século XVII, entretanto, a aldeia ficou quase deserta já que, por ordem de Fernão Dias, desejoso de ter um maior controle dos índios catequizados, a maior parte de sua população foi transferida para aldeia de São Miguel, mais próxima a São Paulo, onde havia sido erguida uma nova capela.
A população recomeçaria a crescer apenas em 1624, quando o padre João Álvares, construtor da capela da Conceição de Guarulhos e também da de São Miguel, decidiu levantar em sua propriedade, localizada bem ao lado da aldeia de Itaquaquecetuba, um oratório em louvor a Nossa Senhora da Ajuda que, em seguida, tornar-se-ia capela "que serviu de núcleo à povoação, legando-a, por sua morte, ao colégio dos jesuítas". Este foi o marco inicial da povoação, que logo viria a se fixar em seu redor, com o nome, justamente, de Nossa Senhora da Conceição de Itaquaquecetuba, recuperando, assim, o topônimo do antigo aldeamento, elevado à freguesia pela lei Nº 17, de 28 de Fevereiro de 1838.
O primeiro censo realizado na Aldeia de Nossa Senhora d'Ajuda, em 1765, apresentou os seguintes resultados: 59 "iogos" que eram habitados por 109 mulheres e 117 homens. Pouco cresceu a aldeia que neste estado permaneceu quase duzentos anos. Foi com a inauguração da Variante da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1925 que Itaquaquecetuba começou a crescer e a prosperar.
A denominação reduzida para Itaquaquecetuba ocorreu somente no século XX, quando se separou de Mogi das Cruzes, com sua elevação a município, e com o território do respectivo distrito, pela lei Nº 2.456 , de 30 de dezembro de 1953, posta em execução a 1 de janeiro de 1954. Como município, ficou constituído de um único distrito, o de Itaquaquecetuba.
A rigor, o topônimo significa ajuntamento ou reunião de taquaras-faca (uma espécie de taboca ou taquara com cujos ramos, cortantes, se faziam facas), e é formado pela composição de takûara (taquara, taboca), kysé (faca) e tyba (ajuntamento, reunião, abundância), referindo-se a um imenso taquaral que existia na aldeia, no tempo de sua fundação, margeando os rios Tietê e Tipóia. O "i" parece que é uma prefixação arbitrária, isto é, não vem do tupi, e talvez tenha sido motivado pela grande quantidade de topônimos formados pela palavra pedra em tupi, que é itá. Em Itaquaquecetuba, passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio.
Clima
O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o Subtropical. O verão é em boa parte pouco quente e chuvoso. O inverno ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 °C, sendo o mês mais frio julho (média de 14 °C) e o mais quente fevereiro (média de 21 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1400 mm.
Educação
Atualmente, o município conta com 43 escolas estaduais, várias da rede municipal e escolas profissionalizantes. Itaquaquecetuba tem um índice de alfabetização de 95%. No ensino superior público, a cidade conta com a Faculdade de Tecnologia de Itaquaquecetuba (FATEC), já no superior privado, conta com um campus da Universidade Guarulhos (UNG) com a Universidade Universus Veritas (UNIVERITAS) e dois pólos com cursos a distância, um da Universidade Paulista (UNIP) e outro da Universidade Braz Cubas (UBC). O município também abriga uma Escola Técnica Estadual do Centro Paula Souza, localizada no bairro Jardim Miray, próximo a divisa com a cidade de Poá.
Em 2017 foi inaugurado um Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo no município. O IFSP - Campus Itaquaquecetuba fica localizado no bairro da Estação na Rua Primeiro de Maio, 500 e possui cursos de Licenciatura em Matemática, Técnico em Mecânica (Subsequente/Concomitante e Integrado ao Ensino Médio) e Preparatório Para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Meio ambiente
O município possui um Parque Ecológico situado no centro, bem próximo da estação de Itaquaquecetuba. Este abriga a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Saneamento, Defesa Civil, Banco de Alimentos, Escola Municipal Vereador Augusto Dos Santos de Ensino Integral, Escola Ambiental, Escolinha de Trânsito, três quadras, quiosques com churrasqueira, playground, lago (com pedalinhos que não funcionam há muito tempo), dois viveiros de plantas, academia ao ar livre e a Academia do Idoso. As pessoas se organizam durante o dia para pedalar, correr, caminhar e levar seus cães para passear. Algumas vezes, o parque cede espaço para eventos de cunho sociocultural.
O município também fará parte de uma área de proteção ambiental onde está previsto que será instalado um parque, o Parque Várzeas do Tietê. O parque estará localizado nas áreas de várzeas do Rio Tietê entre os municípios de São Paulo, Itaquaquecetuba e Guarulhos.
O Parque será criado a partir do Parque Ecológico do Tietê que já tem vários atrativos, como a trilha para caminhadas, Centro de Educação Ambiental, Centro Cultural, Museu do Tietê, Biblioteca, palco para shows, 5 quadras poliesportivas, 17 campos de futebol, playgrounds, áreas de ginásticas, quiosques com churrasqueiras, aluguel de pedalinhos, barcos e bicicletas. Há, também, um trenzinho (serviço terceirizado) que percorre a trilha de 4 quilômetros, onde o visitante pode conhecer melhor a fauna e flora do parque.
Economia
O município tem forte vocação industrial, e possui cerca de 760 indústrias. São indústrias diversificadas presentes notadamente em três pólos industriais consolidados, que são atraídas pela Rodovia Ayrton Senna da Silva que corta o município.
Existem investimentos por parte da administração municipal para atrair mais indústrias ao município. Segundo o presidente da Frente Empresarial Pró-Itaquaquecetuba (FEMPI) a mão-de-obra local é barata e está sendo construído um terminal de cargas, o que representa um grande incentivo para a vinda de novas indústrias.
Nos últimos anos, a cidade vem começando a voltar os olhos de sua economia também para o comércio. Em abril de 2015, foi inaugurado o Shopping Pateo Itaquá, no Jardim Morro Branco, próximo a divisa com a cidade de Poá. O segundo shopping center do município, o Itaquá Garden Shopping, foi inaugurado em 2017, no Jardim Adriane.
Religião - Igrejas
De acordo com os dados oficiais do censo IBGE 2010, a população de Itaquaquecetuba é composta de maioria católica, apresentando, ainda, fiéis de diversas religiões como espiritismo, religiões afro-brasileiras e diversas denominações de igrejas pentecostais e algumas igrejas protestantes . protestantes. A comunidade católica de Itaquaquecetuba está ligada à Diocese de Mogi das Cruzes. A cidade tem, como padroeira, "Nossa Senhora D'Ajuda". Seu dia é comemorado em 8 de setembro, mesmo dia de aniversário da cidade, sendo feriado municipal. No dia 27 de Novembro, no município tem a Festa de Nossa Senhora das Graças, no Jardim Luciana.
A Igreja Católica apresenta diversas paróquias, comunidades e pastorais na cidade, entre as quais destacam-se: Paróquia Nossa Senhora D'Ajuda; Paróquia Santos Apóstolos; Paróquia Nossa Senhora do Carmo; Paróquia Cristo Redentor; Paróquia Nossa Senhora das Graças; Paróquia Nossa Senhora Aparecida; Paróquia de São Bartolomeu , entre outras áreas pastorais e comunidades presentes na cidade.
A cidade possui uma grande variedade de igrejas e seitas de religiões diferentes, mas abriga em maior quantidade as protestantes, sendo o município da Região do Alto Tietê que abriga mais igrejas evangélicas. De acordo com o cadastro na prefeitura, são 880 igrejas evangélicas, entre pentecostais e neopentecostais. O município também tem a maior variedade de diversidade entre as igrejas: são, ao todo, de acordo com o mesmo cadastro, 25 credos diferentes. Alguns nomes de igrejas situadas na cidade: Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Igreja Cristo Centro Itaquá, Igreja Renascer, O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal, Congregação Cristã, IEPSJC - Igreja Evangélica Pentecostal do Senhor Jesus Cristo, A Última Colheita, Holiness, Igreja Batista, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Internacional da Graça de Deus, Igreja Universal e Assembleia de Deus. A Assembleia de Deus possui 251 sedes no município, com diversos ministérios, sendo o Ministério Belém o mais numeroso, com aproximadamente 70 templos. O chamado "Cinturão Pentecostal", além de abranger Itaquaquecetuba e outros municípios da região, está presente em bairros da periferia da Zona Leste de São Paulo, onde há também um grande número de igrejas evangélicas.
Franca é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, no Brasil.
Franca é um importante centro urbano, econômico e industrial, atraindo diariamente milhares de pessoas de cidades ao seu redor tanto do estado de São Paulo como de Minas Gerais.
História
Origens
A história da região denominada Sertão do Capim Mimoso próxima aos Rio Pardo e rio Sapucaí tem início com os bandeirantes: a partir da bandeira do Anhanguera (o filho), em 1722, que construiu o "Caminho de Goiás", ou "Estrada dos Goiases" que ligava a cidade de São Paulo até as minas de ouro de Goiás, que naquela época pertencia à Capitania de São Paulo.
Começam a surgir, a partir de então, os famosos "pousos" de tropeiros, locais onde os paulistas paravam para descansar - eles e os animais de carga -, durante as viagens que faziam em sua busca pelo ouro no interior do Brasil. O pouso que deu origem à cidade de Franca era conhecida, na época, pelos bandeirantes, por "Pouso dos Bagres".
Fundação
A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca foi criada em 3 de dezembro de 1805, pertencendo ao termo da Vila de Mogi Mirim. O território original da Freguesia da Franca, que fora desmembrado da Vila de Mogi Mirim, abrangia a região de Batatais e estendia-se até Igarapava e Guaíra e era muito extenso. Foi, porém, bastante reduzido com a criação de novos municípios: Batatais em 1839, Igarapava em 1873, Ituverava e Patrocínio Paulista em 1875, São José da Bela Vista em 1948, Cristais Paulista em 1959, Restinga, Jeriquara e Ribeirão Corrente em 1964.
Em 1821, é criada por Dom João VI a "Vila Franca Del Rey", que só foi instalada em 28 de novembro de 1824, sendo o primeiro presidente da Câmara Municipal o Capitão José Justino Faleiros, empossado, junto com os demais vereadores, no dia 30 de novembro de 1824. Com a independência do Brasil, passa a se chamar Vila Franca do Imperador, uma homenagem a D. Pedro I do Brasil.
Em 1821, Minas Gerais tenta anexar a região, mas devido à resistência dos francanos, a tentativa falha. Esse episódio está registrado no brasão da cidade, com a cidade fortificada e o lema "GENTI MEAE PAULISTAE FIDELIS" (Fiel à Minha Grei Paulista). Em 1838 houve em Franca uma rebelião que ficou conhecida como Anselmada. Em 1839 é criada a comarca da Franca. Neste ano, Franca perde grande parte de seu território para a criação da Vila de Batatais.
Consolidação
Pela lei provincial nº 21, de 24 de abril de 1856, Franca é elevada à categoria de município e cidade. Na década de 1830, francanos, especialmente das famílias Garcia Leal, Correia Neves e da família Souza, iniciaram a povoação da região de Santana do Paranaíba no atual Mato Grosso do Sul. O município recebeu muitos imigrantes. Com a expansão do café para o Oeste Paulista vêm os imigrantes, sobretudo italianos. A partir destes imigrantes, monta-se a primeira indústria da cidade, calçadista, que desenvolve-se principalmente a partir da década de 1920.
Franca participou da Guerra do Paraguai com os Voluntários da Franca e com o famoso Guia Lopes. Na década de 1890, Franca passa a ser servida pela Estrada de Ferro Mogiana, mas, no início do século XX, o ramal de Franca foi abandonado e os trilhos retirados porque a Estrada de Ferro Mogiana construiu outro ramal, uma variante, ligando Ribeirão Preto a Uberaba sem passar por Franca. A cidade empenha-se durante a Revolução Constitucionalista de 1932, na qual morreram por São Paulo seis cidadãos francanos.
Áreas verdes
Franca possui diversos pontos interessantes na cidade e em suas proximidades. A cidade está localizada a 70 quilômetros da reserva da Serra da Canastra e é um dos pontos de partida mais próximos para a visitação desta reserva.
O Jardim Zoobotânico (antigo Horto Florestal Municipal) está localizado no Bairro City Petrópolis e abriga grande diversidade de espécies vegetais. No local existe também área de lazer e alimentação, além de um parque infantil. São produzidas no local aproximadamente 400 mil mudas anuais utilizadas em paisagismo urbano, além de espécies nativas para recomposição florestal. Visitas orientadas promovem o contato com a natureza, para que se desenvolva a observação, percepção da biodiversidade e das interações entre os seres vivos. No mesmo local encontra-se a sede da Associação dos Orquidários de Franca.
Economia
Destaca-se pela relevante agricultura, como centro de uma das mais importantes regiões produtoras de café do mundo, a "Alta Mogiana". O café produzido nessa região possui alta aceitação nos mercados nacional e internacional, que devido ao clima, solo e altitudes favoráveis fazem da região uma das mais importantes na produção de café brasileiro de alta qualidade. Grande parte da produção local de café é comercializada por meio da COCAPEC - Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas, que reúne inúmeros agricultores da região e participa das diversas etapas produtivas e de distribuição do café.
Cidade primordialmente industrial, Franca é a maior produtora de calçados do Brasil e da América Latina, possuindo mais de 1000 indústrias de grande e médio porte, como: Calçados Netto, Calvest, Ferracini, Estival, Samello, Vitelli, Carmen Steffens, Tenny Wee, Amazonas, Mariner, Laroche, PG4, Sândalo, HB, Bull Terrier, Democrata e Opananken além de muitas outras de componentes utilizados na própria indústria calçadistas, como Damil têxtil, Focal, Impec, sendo importante observar que tais indústrias são muito bem instaladas e estruturadas, respeitando todas as normas ambientais e também sociais não havendo a participação de mão de obra infantil, tendo um dos maiores centros de ensino e pesquisa no setor coureiro-calçadista contando com centros de design e formação profissional que são considerados como um dos maiores e mais modernos que existem neste setor, sendo referência nacional e internacional.
Com produção em grande parte destinada à exportação, a cidade leva seus produtos a várias partes do mundo, como EUA, Europa, Ásia e América Latina, sendo que os calçados fabricados em Franca são tidos como de referência mundial em quesitos como conforto, qualidade, tecnologia e design, sendo feitos para diversos segmentos - infantil, feminino e principalmente masculino, assim como acessórios de moda, enfeitando vitrines da alta moda em todo o mundo, e os calçados francanos são destacados pelo alto giro de vendas e lucro para seus revendedores.
A cidade tem experimentado nos últimos anos a diversificação do parque industrial, abrigando também importantes indústrias de confecções, de fundição, de joias e diamantes , metalúrgicas, de alimentos e bebidas, de cosméticos, de móveis entre outras, indústrias essas instaladas numa cidade que conta com um dos mais modernos distritos industriais do Brasil, possuindo toda infraestrutura básica para a instalação de toda e qualquer tipo de indústria numa área de aproximadamente dois milhões de metros quadrados inteiramente urbanizados. Franca é também um dos maiores pólos de lapidação de diamantes do mundo, e no município encontra-se o único escritório do Brasil e da América do Sul especializado em diamantes, no ano de 2012 e 2013 uma operação realizada pela Policia Federal desbancou todo o comercio de diamante da região de Franca deixando uma enorme lacuna no comercio não legalizado.
No ramo de tecnologia, a cidade também tem seu potencial, com Startups que elaboram projetos, e aplicativos, além de empresas de Data Center e de Investimentos, o município também conta com um Laboratório de Inovação e Tecnologia "LuizaLabs", além do "IPT" - Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
O comércio também se destaca na cidade. Além da população local, grande parte dos moradores da região dependem do comércio francano. Tem importantes empresas como Atacadão, Wal Mart, Makro, Havan, entre outras, e dois shoppings: Franca Shopping e Shopping do Calçado de Franca. O Shopping do Calçado de Franca atualmente figura como o segundo maior shopping da categoria em toda a América Latina. Possui cerca de 76 lojas com mais de 300 marcas para vendas no atacado e varejo. Encontra-se em Franca a sede do Magazine Luiza, uma das maiores redes varejistas do país. Em Franca encontra-se também a sede da Carmen Steffens, uma das maiores empresas de calçados e bolsas do Brasil com mais de 550 lojas em 18 países.
Em 2014 instalou-se na cidade a Central de Relacionamento do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre que, após reestruturação de parceria, tornou-se Brasilseg - Central de Relacionamento e Negócios da BB Seguros, empresa de seguros do Banco do Brasil. Atualmente emprega, diretamente, cerca de 1200 funcionários na cidade.
Educação
Franca conta com importantes instituições de ensino técnico e superior, e é considerada uma cidade universitária. A Universidade Estadual Paulista (UNESP) mantém cursos de Graduação em Direito, História, Relações Internacionais e Serviço Social; Mestrado em Direito; Mestrado e Doutorado em História e Serviço Social. A faculdade foi criada em 1962, sob a denominação de Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca. No ano de 1968, concedeu-se como sede as instalações do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, um dos monumentos históricos mais antigos da cidade, situado no centro de Franca. Já em 1976, a faculdade foi incorporada a UNESP, constituindo-se assim o Campus de Franca da UNESP. A Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, como é denominada atualmente, possui aproximadamente 1900 alunos e 90 professores. O novo campus foi inaugurado em 13 de janeiro de 2009 no Jardim Petráglia.
Outra universidade pública importante é a Faculdade de Direito de Franca, criada pela lei municipal nº 653, de 8 de agosto de 1957, sancionada pelo prefeito Onofre Sebastião Gosuen, a Faculdade de Direito de Franca, depois de obter autorização do Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira para funcionamento (decreto nº 43.290, de 28.2.1958), foi oficialmente instalada em 28 de março de 1958, sendo nomeado Diretor o Dr. Benedito de Freitas Lino, advogado da Prefeitura. Foi reconhecida pelo Decreto Federal 50.126 de 26 de janeiro de 1961. Atualmente 1,4 mil alunos estudam na unidade. É uma importante instituição de ensino jurídico, portadora do Selo "OAB Recomenda", da Ordem dos Advogados do Brasil. Figura entre as melhores faculdades de Direito do país.
Entre as universidades particulares, destaca-se a Universidade de Franca (UNIFRAN), que oferece mais de 100 opções de cursos de graduação, pós-graduação e educação a distância(EAD). A Universidade Anhembi Morumbi e FMU da Rede Internacional de universidades Laureate International Universities, com mais de 60 opções de cursos de graduação, pós-graduação e MBA na modalidade a distância. (EAD Laureate). A Laureate International Universities está presente em 25 países e possui 80 instituições de ensino superior em sua rede de universidades de alta qualidade em todo o mundo. A Centro Universitário de Maringá (UniCesumar) é um dos centros universitários mantido pelo Centro de Ensino Superior de Maringá (CESUMAR), sediada na cidade de Maringá, no Paraná. Há também a Uni-FACEF, que oferece dez cursos de graduação, sendo oito de bacharelado; a FAPESF (Faculdade Pestalozzi de Franca), que conta com os cursos de Administração, Pedagogia, Recursos Humanos e Gestão Financeira; a FATEC, que funciona no antigo prédio do CEFAM, na Vila Imperador e oferece os cursos de: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão da Produção Industrial e Gestão Empresarial.
Cultura
Teatro
O Teatro Municipal de Franca "José Cyrino Goulart" possui 425 lugares e foi revitalizado recentemente. O Teatro Municipal de Franca recebe peças teatrais, apresentações de musicais e orquestras, mantendo uma agenda diversificada.
Em uma área anexa, encontra-se o "Teatro de Bolso "Orlando Dompieri" construído em área anexa, com capacidade para 106 espectadores. A cidade conta ainda com o "Teatro Judas Iscariotes" com 320 lugares, reinaugurado em novembro de 2012, após reforma realizada pela Fundação Espírita Judas Iscariotes.
Museus
O Museu da Imagem e do Som Bonaventura Cariolato foi criado em 1992 (lei 4.117, de 9 de junho, projeto de lei 61/92, de autoria do radialista e então vereador Valdes Rodrigues) e mantem registros e a preservação da Imagem e Som. O museu está instalado nas dependências do Espaço Cultural FEAC e conta com uma ampla sala de exposições com fotos, televisores para mostra de áudio visuais, laboratório de imagem e som, e inúmeras peças raras como: rádios, micros, fitas, projetores, câmeras fotográficas, editores manuais de filmes, filmadoras, aparelhos telefônicos e outros.
O Museu Histórico Municipal de Franca – José Chiachiri, localizado na rua Campos Sales, está instalado em prédio construído para abrigar o Fórum e a Cadeia Pública em 1896, e passou a abrigar o museu em 1970. Compõe-se de aproximadamente quatro mil objetos de personalidades da cidade e região. Conta com uma biblioteca de apoio à pesquisa regional. O arquivo caracteriza-se por fontes manuscritas e impressas da Câmara e Prefeitura Municipal de Franca, além de peças de porcelana a desenhos folclóricos, incluindo uma coleção filatélica. Acondicionado em sala climatizada, parte da documentação também se encontra digitalizada.
A Pinacoteca Municipal Miguel Ângelo Pucci é um museu de arte foi fundada em 15 de dezembro de 1970. É uma instituição pública municipal, subordinada à Fundação de Esporte, Arte e Cultura (FEAC). Possui um acervo de aproximadamente 230 obras, 80% das quais referentes a artistas da cidade e da região. Realiza anualmente, desde 1985, o Salão de Artes Plásticas de Franca, além de organizar exposições temporárias e outros eventos culturais. Encontra-se sediada na sede de FEAC, antiga Casa de Cultura Bonaventura Cariolato, na rua Campos Salles, centro de Franca.
Gastronomia
Filé a JK é considerado um prato típico de Franca e foi batizado em homenagem ao presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O prato consiste de filé mignon recheado com queijo muçarela e presunto (e fritas à milanesa), acompanhado de batata frita, banana à milanesa e arroz (com gemas pasteurizadas, ervilhas, cebolinha e manteiga). Em 2013 o prato foi tombado como patrimônio histórico e cultural do município de Franca.
Arquitetura
O Relógio do Sol é sem dúvida um dos ponto mais interessantes a ser visitado na cidade. Apresenta quatro mostradores - norte, sul, leste e oeste. Foi construído em 1887 em mármore de carrara, pelo frei Germano de Annecy e é o único exemplar existente no Brasil. Existe um semelhante localizado na cidade de Annecy, França, terra natal do frei capuchinho que passou seus últimos anos na cidade. O monumento foi restaurado em 1979 e tombado pelo CONDEPHAAT. Está localizado na Praça Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
Na mesma praça encontra-se uma escultura rodeada por um lago artificial e com uma fonte luminosa chamada "As Quatro Estações". É uma escultura constituída por quatro figuras de mulheres, que seguram nas mãos objetos alusivos às quatro estações do ano. Outra atração importante é a fonte "Água da Careta", localizada na Rua Voluntários da Franca. Na parte superior desta fonte existe uma careta, de onde jorra a água. Em atividade desde a época dos bandeirantes, é um marco histórico da cidade. Passou por várias restaurações. Diz a lenda que "quem bebe desta água, jamais abandona a cidade. Por conta desta fonte, a Praça Nossa Senhora da Conceição também é conhecida como a "Praça da Fonte Luminosa". Também na Praça Nossa Senhora da Conceição encontra-se a igreja matriz da cidade. A construção da Catedral de Nossa Senhora da Conceição teve início em 1898 e foi aberta ao culto em 1913 e restaurada em 1980. Está localizada na praça Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
A Capela de Nossa Senhora de Lourdes, integrante do antigo Colégio de Lourdes está localizada na rua Major Claudiano e foi construída no final do século XIX em estilo neo-clássico. Hoje pertence a Faculdade Tecnológica de Franca (Fatec), após abrigar por décadas o prédio da Unesp Franca. Atualmente a capela passa por um processo de restauração. Outro ponto religioso importante na cidade é a Igreja e Seminário de Nossa Senhora Aparecida, chamado popularmente de Capelinha. Foi construído em estilo gótico em 1925 no local que anteriormente abrigava uma pequena ermida do século XIX.
Eventos
O Parque de Exposições Fernando Costa conta com um espaço de 10 hectares e é palco constante de feiras, festas e exposições. Foi criado em 1943, data em que se realizou a 1ª Exposição Agropecuária. É neste parque de Exposições que ocorre anualmente o maior evento de música católica da América latina, o Hallel. Seu nome é uma homenagem ao Governando do Estado de São Paulo na época. Em seu interior existe um lago artificial e por ser um local bastante arborizado é utilizado para atividades físicas, leitura e descanso. Ocorre também neste parque, aos domingos pela manhã, o evento "Viva o Parque", que oferece opções de recreação, eventos culturais e prestação de serviços para a população. O evento anual mais tradicional é a Expoagro, que ocorre nos meses de maio, e traz, além de uma importante feira agropecuária, shows artísticos.
Outro espaço importante na cidade e que recebe diversas feiras e eventos é o Pavilhão de Exposição Américo Pizzo. A feira de artigos para calçado Francal ocorria neste pavilhão até a sua mudança para o pavilhão de Parque Anhembi, em São Paulo.
Um dos eventos mais tradicionais da cidade são as "Cavalhadas de Franca". Iniciado em 1831, é o segundo evento do gênero mais antigo do Brasil. As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros. O espetáculo é encenado em dois dias: no primeiro ocorre a Cerimônia dos Encamisados, e no segundo dia, as provas hípicas e outras disputas entre mouros e cristãos. A encenação acontece na primeira semana do mês de agosto.
Vitória da Conquista é um município brasileiro do estado da Bahia, no Brasil.
História
O Arraial da Conquista foi fundado em 1783 pelo sertanista português João Gonçalves da Costa, nascido em Chaves em 1720, no Alto Tâmega, na região de Trás-os-Montes.
Através da Lei Provincial N.º 124, de 19 de maio de 1840, o Arraial da Conquista foi elevado a Vila e Freguesia, passando a se denominar Imperial Vila da Vitória, com território desmembrado do município de Caetité, verificando-se sua instalação em 9 de novembro do mesmo ano. Em ato de 1º de Julho de 1891, a Imperial Vila da Vitória, passou à categoria de cidade, recebendo, simplesmente, o nome de Conquista. Finalmente, em dezembro de 1943, através da Lei Estadual N.º 141, o nome do Município é modificado para Vitória da Conquista.
Juridicamente, o Município de Vitória da Conquista esteve ligado a Minas do Rio Pardo, depois, em 1842, ficou sob a jurisdição da Comarca de Nazaré. Por Decreto N.º 1,392, de 26 de abril de 1854, passou a termo anexo à Comarca de Maracás e, posteriormente, à Comarca de Santo Antônio da Barra (atual Condeúba), até 1882, quando se transformou em Comarca.
Até a década de 1940, a base econômica do município se fundava na pecuária extensiva. A partir dai, a estrutura econômica e social entraria em um novo estágio, com o comércio ocupando um lugar de grande destaque na economia local. Em função de sua privilegiada localização geográfica, com a abertura da estrada Rio-Bahia (atual BR-116) e da estrada Ilhéus-Lapa, o município pode integrar-se às outras regiões do estado e ao restante do país; e logo passou a polarizar quase uma centena de municípios do centro-sul da Bahia e norte de Minas.
O território onde hoje está localizado o Município de Vitória da Conquista foi habitado pelos povos indígenas Mongoiós, subgrupo Camacãs, Ymborés (ou Aimorés) e em menor escala os Pataxós. Os aldeamentos se espalhavam por uma extensa faixa, conhecida como Sertão da Ressaca, que vai das margens do alto Rio Pardo até o médio Rio das Contas.
Os índios mongoiós (ou Kamakan), aimorés e pataxós pertenciam ao mesmo tronco: Macro-Jê. Cada um deles tinha sua língua e seus ritos religiosos. Os mongoiós costumavam fixar-se numa determinada área, enquanto os outros dois povos circulavam mais ao longo do ano.
Os aimorés, também conhecidos como Botocudos, tinham pele morena e o hábito de usarem um botoque de madeira nas orelhas e lábios - daí o nome Botocudo. Gostavam de pintar o corpo com extratos de urucum e jenipapo. Eram guerreiros temidos, viviam da caça e da pesca e dividiam o trabalho de acordo com o gênero, cabendo às mulheres o cuidado com os alimentos. Os homens ficavam responsáveis pela caça, pesca e a fabricação dos utensílios a serem utilizados nas guerras.
Já os pataxós não apresentavam grande porte físico. Fala-se de suas caras largas e feições grosseiras. Não pintavam os corpos. A caça era uma de suas principais atividades. Também praticavam a agricultura. Há pouca informação a respeito dos Pataxós.
Os relatos afirmam que os Mongoiós ou Kamakan era donos de uma beleza física e uma elegância nos gestos que os distinguiam dos demais. Tinham o hábito de depilar o corpo e de usar ornamentos feitos de penas, como os cocares. Praticavam o artesanato, a caça e a agricultura. O trabalho também era divido de acordo com os gêneros. As mulheres mongoiós eram tecelãs. A arte, com caráter utilitário, tinha importância para esse povo. Eles faziam cerâmicas, bolsas e sacos de fibras de palmeira que se destacavam pela qualidade. Os mongoiós eram festivos, tinham grande respeito pelos mais velhos e pelos mortos.
Aimorés, Pataxós e Mongoiós travaram várias lutas entre si pela ocupação do território. O sentido dessas lutas, porém, não estava ligado à questão da propriedade da terra, mas à sobrevivência, já que a área dominada era garantia de alimento para a comunidade.
Os índios e os colonizadores
A ocupação do Sertão da Ressaca foi realizada com a conquista dos povos indígenas.
Primeiro, João Gonçalves da Costa enfrentou o povo Ymboré. Valentes, resistiram à ocupação do território. Por causa da fama de selvagens, foram escravizados pelos colonizadores. Os Mongoyó tinham primitivamente naqueles índios os seus principais inimigos por serem eles ferozes e cruéis e por impedir a circulação na região quando saiam em busca de caça. Por isto, se aliaram aos portugueses para derrotá-los.
Depois dos Ymboré, foi a vez dos Pataxó. Eles também resistiram à ocupação estrangeira, mas acabaram se refugiando para o sul da Bahia, onde, em número reduzido, permanecem até hoje, lutando para preservar sua identidade e seus costumes, com o apoio da FUNAI.
Os Kamakan-Mongoyó conseguiram estabelecer relações mais estreitas com os colonizadores a fim de garantir sua manutenção como povo. Ajudaram os portugueses na luta contra os Ymboré.
Em 1782, ocorreu a batalha que entrou para a história de Vitória da Conquista como uma das mais importantes. Sabe-se que naquele ano, aconteceu uma fatídica luta entre os soldados de João Gonçalves da Costa e os índios. Os soldados, já fatigados, buscavam forças para continuar o confronto. Na madrugada posterior a uma dia intenso de luta, diante da fraqueza de seus homens, João Gonçalves da Costa teria prometido à Nossa Senhora das Vitórias construir uma igreja naquele local, caso saíssem dali vencedores.
Essa promessa foi um estimulante aos soldados que, revigorados, conseguiram cercar e aniquilar o grupo indígena que caiu, no alto da colina, onde foi erguida a antiga igreja, demolida em 1932. Não se sabe ao certo se essa promessa foi realmente feita, mas essa história tem passado de geração em geração.
A História nos relata que no período de 1803 e 1806, os colonizadores e os índios nativos alternavam momentos de paz e animosidade.
Os Mongoyó, sempre valentes guerreiros, continuavam a sofrer e não esqueciam as derrotas passadas perante os colonizadores e preparavam vinganças, mesmo depois de firmar acordo de paz. Passaram então a usar de um artifício para emboscar e matar os colonizadores estabelecidos no povoado. A estratégia consistia em convidar os colonizadores a conhecerem pássaros e animais selvagens nas matas próximas à atual Igreja Matriz, provavelmente as matas do Poço Escuro, atualmente uma reserva florestal. Ao embrenhar na mata o índio então com ajuda de outros, já dentro da mata emboscava e matava o homem branco, desaparecendo com o corpo. Isto de modo sucessivo, até que um colono, após luta corporal, conseguiu fugir e avisar às autoridades estabelecidas e demais colonos qual foi o destino de tantos homens desaparecidos. Do mesmo modo se estabeleceu uma vingança por parte dos colonos contra tamanha ousadia. Foram então os índios chamados a participar de uma festa e quando se entregavam à alegria foram cercados de todos os lados e quase todos mortos. Depois disto os índios embrenharam-se nas matas e o arraial conseguiu repouso e segurança. Este episódio passou a se chamar de o "banquete da morte".
Desenvolvimento
A região de Vitória da Conquista, compreendendo os municípios de Barra do Choça, Planalto e Poções, devido à localização em uma altitude próxima de 1.000 m acima do nível do mar e por não ter geadas, sempre foi um produtor de café.
Entretanto a partir do ano de 1975 esta cultura agrícola foi incrementada com financiamentos subsidiados pelos bancos oficiais, passando a região a ser a maior produtora do norte e nordeste do Brasil.
A partir do final dos anos 1980, o município realça sua característica de polo de serviços. A educação, a rede de saúde e o comércio se expandem, tornando a cidade a terceira economia do interior baiano. Esse polo variado de serviços atrai a população dos municípios vizinhos.
Paralelamente à expansão da lavoura cafeeira, um polo industrial passou a se formar em Vitória da Conquista, com a criação do Centro Industrial dos Ymborés. Nos anos 1990, os setores de cerâmica, mármore, óleo vegetal, produtos de limpeza, calçados e estofados entram em plena expansão.
O ano de 2007 foi considerado o marco inicial de um novo ciclo na agricultura regional, fundamentado no plantio de cana-de-açúcar, para produção sobretudo de etanol, e no plantio de eucalipto, destinado à produção de carvão para a indústria siderúrgica do norte de Minas Gerais, essências e madeira serrada que substituíra a madeira de lei nativa, cada vez mais escassa. Já estão plantados neste ano mais de vinte milhões de pés de eucalipto.
As micro-indústrias, instaladas por todo o Município, geram trabalho e renda. Estas indústrias produzem de alimentos a cofres de segurança, passando por velas, embalagens e movelaria, além de um pequeno setor de confecções.
A educação é um dos principais eixos de desenvolvimento deste setor. A abertura do Ginásio do Padre Palmeira formou os professores que consolidaram a Escola Normal, o Centro Integrado Navarro de Brito, além das primeiras escolas privadas criadas no Município.
A abertura da Faculdade de Formação de Professores, em 1969, respondeu à demanda regional por profissionais melhor formados para o exercício do magistério. A partir da década de 1990, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia multiplicou o número de cursos oferecidos. Também nessa década, surgiram três instituições privadas de ensino superior.
O setor de saúde ganhou novas dimensões. Antigos hospitais foram aperfeiçoados, clínicas especializadas foram abertas e a Rede Municipal de Saúde se tornou, a partir de 1997, referência para todo o País. Esse fato criou condições para que toda a região pudesse se servir de atendimento médico-hospitalar compatível com o oferecido em grandes cidades.
Hoteleiros, empresários, comerciantes atacadistas e profissionais liberais formam os segmentos que, junto com a Educação e a Saúde, fizeram a infraestrutura da cidade abarcar, além de migrantes, a população flutuante que circula na cidade diariamente.
Conservação ex situ
Conservação ex situ (ou Conservação ex-situ), que significa literalmente, conservação fora do lugar de origem, é o processo de proteção de espécies em perigo de extinção, de plantas e animais pela remoção de parte da população do habitat ameaçado e transportando-as para uma nova localização, que pode ser uma área selvagem (santuário) ou um cativeiro (zoológico ou outro local semelhante). Compreende um dos métodos de conservação de espécies mais antigo e bem estudados. A cidade de Vitória da Conquista possui duas unidades que auxiliam no manejo ex situ de fauna e flora, sendo eles, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e o Horto Florestal Vilma Dias.
Centro de Triagem de Animais Silvestres em Vitória da Conquista
Implantado em 2000, é uma unidade de referência, tanto no estado, quanto fora dele, em razão da qualidade dos trabalhos prestados para a preservação da biodiversidade. Com sede no Parque Municipal da Serra do Periperi, o Cetas tem por objetivo recepcionar e recuperar animais silvestres apreendidos pela fiscalização ambiental e destiná-los ao seu habitat. Desde a sua criação, o CETAS tem cumprido um papel relevante na preservação e no povoamento da fauna nativa regional e nacional, reduzindo o alto índice de mortalidade de animais durante o tráfico e contribuindo para a construção de uma consciência preservacionista e para o desenvolvimento de estudos e pesquisas de diversas instituições.
Horto Florestal Vilma Dias
O Horto Florestal Vilma Dias (antigo açude da cidade) é um espaço arborizado, localizado às margens do rio Verruga, no espaço urbano de Vitória da conquista (cidade localizada no sudoeste baiano). Hoje conta com uma área de mais de 1 ha e são produzidas mudas para a arborização da cidade, principalmente as espécies: Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa), Jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia, D. Don), Pata-de-vaca (Bauhinia forficata), ipê-de-jardim (Tecoma stans), Mamorana (Pachira glabra), Flamboyant (Delonix regia) e Jamelão (Syzygium jambolanum).
Economia
Comércio
O comércio é forte e dinâmico, contando com grande número de empresas como no ramo atacadista com a presença de grandes grupos: Atacadão (Grupo Carrefour), Maxxi Atacado (Walmart), Hiper Bompreço (Walmart), duas lojas do Hiper GBarbosa (Cencosud), GPA com o Assaí Atacadista. Possui dois grandes shoppings centers, o Shopping Conquista Sul, inaugurado em 2006 e localizado na Zona Sul e o Boulevard Shopping inaugurado em 2018, na Zona Leste; além de vários conjuntos comerciais, com lojas e salas de escritórios. O pujante comércio abrange todo o centro-sul da Bahia além do norte de Minas Gerais, influenciando uma população aproximada de 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os cem maiores centros urbanos do país. As concessionárias de veículos na cidade são: Coreana (Kia Motors), Atlanta e Atlanta caminhões (Ford) do Grupo Indiana, Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Honda, Nissan, Citröen, Toyota, Mitsubishi, Hyundai, Jeep, Volvo Caminhões, Renault (Roda Leve), dentre outras.
Indústria
Destacam-se setores da economia como o moveleiro, considerado o maior polo desta natureza no estado. Na indústria destacam-se o Grupo Marinho de Andrade (Teiú e Revani), Solar Coca-Cola, Tia Sônia, Ambev, Maratá, Umbro, Kappa, BahiaFarma, Café Maratá, ZAB e Grupo Dass.
Educação
Vitória da Conquista também se destaca por possuir um setor educacional privilegiado, formado por excelentes escolas conveniadas com as melhores redes de ensino do país, como por exemplo, o IBEN (Instituto Baiano de Educação de Negócios), conveniado à Fundação Getúlio Vargas, além de contar com várias faculdades, tais como: UCSal, UNIT, FAINOR, FTC, Faculdade Maurício de Nassau, Faculdade Santo Agostinho, UNIP, UNOPAR, UNIT, UNIcesumar, FASU, UFBA, o que a consagra como um importante polo de educação superior com cerca de 12 mil universitários, não só para o estado da Bahia, como para todo o Brasil.
Hotelaria
Apesar de não ser uma cidade turística, conta com bons hotéis, dentre eles o Ibis Hotel (da Accor), na região do Shopping Conquista Sul, e o Ibis Styles que está localizado na avenida Luís Eduardo Magalhães, também na zona Sul, além de hotéis de pequeno e médio porte espalhados pela cidade.
Turismo
A cidade oferece como atrações turísticas o Cristo Crucificado da Serra do Peripiri, de Mário Cravo, executada entre os anos de 1980 e 1983, com as feições do homem sertanejo, sofrido e esfomeado, medindo 15 metros de altura por 12 de largura; a Reserva Florestal do Poço Escuro e o Parque Municipal da Serra do Periperi, onde se encontra a espécie endêmica Melocactus conoideus, além de eventos como São João da cidade e o Festival de Inverno Bahia, evento de inverno oficial da Rede Bahia, afiliada da Rede Globo de Televisão na Bahia.
O Museu da História Política, Casa de Régis Pacheco, contém um acervo de quadros com todos os políticos que governaram a cidade desde a sua emancipação, além de mostrar a arquitetura preservada da metade do século XX.
Dos vários monumentos, destacam-se: Monumento Getúlio Vargas, Monumento aos Bandeirantes, Monumentos aos dez Mandamentos, Monumento aos Imigrantes, Monumento aos Ex- Pracinhas da Segunda Guerra Mundial,o Monumento ao Príncipe Maxmiliano, o Monumento ao Índio, o Monumento da Bíblia Sagrada, o Monumento às Águas, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos da Bahia no período do regime militar instalado em 1964, localizado no Jardim das Borboletas (Praça Tancredo Neves) e o Monumento a Jacy Flores.
Este último monumento, além da vida da homenageada, a primeira mulher comerciante legalmente estabelecida em Vitória da Conquista, descendente do casal fundador do Arraial da Conquista, Josefa e João Gonçalves da Costa, relata também a ligação histórica entre Vitória da Conquista, na Bahia e Chaves, em Trás os Montes, com trabalhos em faiança portuguesa, representando o brasão de cada uma destas duas cidades. Fazem parte ainda deste conjunto mais de vinte árvores de Pau Brasil, plantadas em 10 de fevereiro de 2004, data da inauguração, representando os índios (moradores primitivos), os colonos e os os atuais moradores.
Entre os atrativos turísticos da cidade, encontra-se o "Poço Escuro", uma reserva florestal sob administração do poder público, com diversas trilhas e flora e fauna preservadas. Na Serra do Peripiri nasce o Rio Peripiri, em torno do qual João Gonçalves da Costa fundou a Arraial da Conquista, em 1783.
O Rio Peripiri também é conhecido como, Riacho da Vitória, Córrego do Poço Escuro, Rio Berruga e Rio "Verruga", em referencia ao Arraial da Verruga, atualmente Itambé, onde fica a sua foz no Rio Pardo.
Burle Marx esteve em 1965 em Vitória da Conquista pesquisando a flora do Sertão da Ressaca. Comemorando os 100 Anos de Burle Marx no Brasil e 44 Anos em Vitória da Conquista, foi implantado o Jardim Burle Marx, próximo à UESB.
O Caminho de Santiago do Piripiri é um caminho localizado na Serra do Peripiri, inicia no Ibc-Capinal e finaliza no Poço Escuro, foi implantado pelos Peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, a Abacs, e representando um dia andando neste caminho na Espanha.
O futebol é o principal esporte praticado na cidade, que possui dois clubes profissionais: o Conquista F.C. e o Vitória da Conquista, que mandam os seus jogos no Estádio Lomanto Júnior, mas que é apelidado pelos torcedores/imprensa como Lomantão. As corridas de kart, o ciclismo e o caratê são modalidades de esportes muito praticadas na cidade.
Pelotas é um município da região sul do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.
História
A história do município começa em junho de 1758, através da doação que o General Gomes Freire de Andrade, o Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Em 1763, fugindo da invasão espanhola, muitos habitantes da Vila do Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. Mais tarde, vieram também os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777.
Em 1780, instala-se em Pelotas o charqueador português José Pinto Martins. A prosperidade do estabelecimento estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início do município de Pelotas. Com o sucesso desta indústria, os charqueadores, dispondo de duas estações amenas, construíam palacetes para suas habitações e promoviam a cultura e a educação, no ambiente urbano, exemplificado pela inauguração do Teatro Sete de Abril, em 1831, quatro anos antes de Pelotas ser elevada à condição de cidade.
A Freguesia de São Francisco de Paula, fundada em 7 de Julho de 1812 por iniciativa do padre Pedro Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de Vila em 7 de abril de 1832. Três anos depois, em 1835, a Vila é elevada à condição de cidade, com o nome de Pelotas.
Nos primeiros anos do século XX, o progresso foi impulsionado pelo Banco Pelotense, fundado em 1906 por investidores locais. Sua liquidação, em 1931, foi nefasta para a economia local.
O topônimo do município, "Pelotas", teve origem no nome das embarcações de varas de corticeira forradas de couro, usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas.
A Lei Complementar Estadual número 9184, de 1990, criou a Aglomeração Urbana de Pelotas, que em 2001 passou a se denominar Aglomeração Urbana de Pelotas e Rio Grande, e em 2002, Aglomeração Urbana do Sul. Esta caracteriza-se por proporcionar uma forte integração entre os municípios que a constituem e é o embrião de uma futura região metropolitana. Integram-na os municípios de Arroio do Padre, Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e São José do Norte, que totalizam uma população aproximada de 600.000 habitantes.
Relevo
Por estar situada numa planície costeira, a área urbana do município situa-se em baixa altitude, com, em média, 7 metros acima do nível do mar. O interior do município está sobre um planalto com elevações médias, denominado Serras de Sudeste, com cerros de ondulações moderadas e cobertos com pastagem, conhecidos como coxilhas. A altitude na área rural de Pelotas chega a cerca de 429 metros, próximo à fronteira com o município de Canguçu. Grande parte do município tem altitudes inferiores a 100 metros; na zona mais elevada, predominam as altitudes entre 100 e 300 metros; excepcionalmente, no extremo noroeste, as altitudes são superiores a 300 metros, chegando, no máximo, em certos pontos, a pouco mais de 400 metros.
O município de Pelotas, consequentemente, pode ser dividido em duas grandes paisagens geomorfológicas. Cerca de metade da área municipal (regiões oeste e noroeste do município) faz parte das Serras de Sudeste, com altitudes superiores a 200 metros e cerros de ondulações moderadas (coxilhas). A outra metade do município (regiões leste e sudeste - onde se localiza a área urbana municipal), inclui-se na planície costeira gaúcha, sendo uma paisagem plana e baixa, com altitudes que diminuem em direção ao Canal São Gonçalo e à Lagoa dos Patos.
Clima
O clima de Pelotas é subtropical úmido, denotado por Köppen como Cfa. Os verões são tépidos ou ocasionalmente quentes, com precipitações regulares. Neste período, as temperaturas máximas absolutas do ano situam-se entre 34 °C e 36 °C, aproximadamente, enquanto os invernos são relativamente frescos, porém frios para uma cidade litorânea brasileira, com o domínio da Corrente das Malvinas. Geadas são relativamente frequentes, mas geralmente de fraca intensidade (com uma média de 24 por ano, entre 1975 e 2000) e ocorrência de nevoeiros, com temperaturas mínimas absolutas do ano entre -2 °C e 0 °C. Portanto, há uma grande amplitude térmica anual para uma cidade brasileira, ainda mais considerando sua localização costeira.
Fauna
Devido a sua localização e suas características de vegetação e relevo, o município apresenta tanto fauna aquática como fauna de campo e de área serrana. Pelotas possui desde gaivotas e marrecos, aves típicas da zona lagunar de litoral, até a perdiz e a ema, que são próprias das zonas da Campanha gaúcha.
A zona mais rica em fauna, no município, é a zona dos banhados, com inúmeras espécies de peixes, anfíbios como a rã, répteis como o jacaré do papo amarelo e tartarugas, e mamíferos como capivaras, preás, lebres, lontras, gambás, doninhas, graxains (sorro), ratões-do-banhado e zorrilhos.
A zona serrana possui uma fauna mais pobre, principalmente por se tratar de uma zona de transição, e também em consequência do desmatamento. Jaguares, jaguatiricas e suçuaranas já não existem mais nessa área. Destacam-se, na área serrana e na área dos campos: mamíferos como veado-virá, veado-campeiro, lebre, tatu, raposa, gambá, capivara, graxaim, aves como chimango, perdiz, caturrita, quero-quero, jacu, ema, seriema, pomba do mato (pombão), cardeal-de-topete-vermelho, periquito, tico-tico, joão-de-barro, répteis como lagarto, cobra cruzeira, cobra verde e peixes como traíra, jundiá, lambari, etc.
Vegetação
A maior parte da área rural de Pelotas é composta por campos, com vegetação rasteira e herbácea (pampas). Outra formação importante, que ocorre na forma de pequenos bosques e de forma bastante esparsa no município, por ter sido reduzida pela ocupação humana, é a floresta estacional semi decidual. A vegetação nativa, tanto no domínio dos campos quanto no das matas, apresenta ocorrência de árvores como corticeiras e araucárias, entre outras. A existência da araucaria angustifolia é maior no interior do município, onde a altitude mais elevada e a maior distância do mar favorecem a sua ocorrência, mas esta árvore também é bastante encontrada nas áreas mais baixas, incluindo as zonas urbana e litorânea.
Hidrografia
Pelotas é um município que faz parte da bacia hidrográfica do rio Camaquã. Os arroios do Quilombo e das Caneleiras drenam o município de Pelotas, recebendo o nome de Arroio Pelotas quando suas águas se unem, indo desaguar no Canal São Gonçalo.
A maior queda de água do município chama-se Cachoeira do Arco-Íris, com 12 metros de altura, e está localizada no distrito de Quilombo.
Também há a Praia do Laranjal, um bairro localizado à beira da Lagoa dos Patos. Além dos balneários Santo Antônio e Valverde, fundados pelo doutor Antônio Augusto de Assumpção Júnior e pelo coronel Arthur Augusto de Assumpção, o bairro conta também com o Balneário dos Prazeres (conhecido popularmente como Barro Duro) e a Colônia Z3, uma colônia de pescadores que explora principalmente a pesca artesanal do camarão.
Zona rural
A zona rural de Pelotas, chamada também de colônia, caracteriza-se pela produção de pêssego, arroz e pela pecuária; alastrando-se para a área de produção de fumo. A presença de imigrantes alemães também deve ser notada. A "colônia" de Pelotas vem se desenvolvendo amplamente na área do turismo, com diversas pousadas, cachoeiras e demais atrações turísticas encontradas na região.
Em tempos passados, a produção de charque foi economicamente importante, toda ela movida pelo trabalho escravo. As charqueadas ainda são atrações turísticas do município, como por exemplo a Charqueada Santa Rita e a Charqueada São João.
Economia
A vocação econômica de Pelotas é o agronegócio e o comércio. Neste último segmento, há grande representatividade de árabes oriundos principalmente do Líbano (conhecidos erroneamente como turcos) e mais alguns estrangeiros.
Setor primário
A região de Pelotas é a maior produtora de pêssego para a indústria de conservas do país, além de produzir outros produtos como aspargo, pepino, figo e morango. O município também é grande produtor de arroz e rebanho bovino de corte. Pelotas também possui a maior produção de leite do estado.
Setor secundário
Em Pelotas há a presença de indústrias ligadas ao setor de agronegócios, têxtil, curtimento de couro e panificação. Reflorestamento para produção de papel e celulose tem sido uma atividade econômica emergente em toda a região.
Setor terciário
O município é grande centro comercial na região, atraindo compradores de toda a região para as suas galerias e lojas localizadas no calçadão e bairros.
Em Pelotas constituiu-se a CTMR - Companhia Telefônica Melhoramento e Resistência, cujo nome deriva da resistência de líderes pelotenses aos maus serviços que eram prestados pela antiga Companhia Telefônica Nacional, antiga operadora no Rio Grande do Sul. A CTMR passou a fazer parte, mais tarde, do sistema Telebrás, distinguindo-se pelos altos níveis de qualidade dos serviços prestados, e foi posteriormente absorvida pela Brasil Telecom.
Pelotas também possui o SANEP (Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas), uma autarquia responsável pela captação, tratamento e distribuição de água potável, coleta e destinação do lixo e coleta e tratamento de esgotos sanitários e pela drenagem urbana. Constitui uma situação única no estado, já que os demais municípios do Rio Grande do Sul recebem serviços de saneamento de uma única empresa estadual, denominada CORSAN. O município conta com três estações de tratamento de água: a ETA Santa Bárbara, que alimenta a rede de distribuição com 40 milhões de litros por dia; a ETA Sinnott, que é abastecida pelos arroios Pelotas e Quilombo e lança 36 milhões de litros no sistema,diariamente; e a ETA do Arroio Moreira, que contribui com sete milhões de litros; data de 1874 e, com ela, teve início o abastecimento de água tratada em Pelotas, na época com 15 mil habitantes.
Na cidade, a distribuição de energia elétrica é realizada pela empresa estadual CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica).
Também há o Laranjal Parque Hotel, um empreendimento que comprova o empreendedorismo de uma parcela do empresariado pelotense. Situado próximo da Praia do Laranjal, no seu parque apresentou-se, em 28 de março de 1998, a soprano espanhola Montserrat Caballé.
Etnias
A principal imigração ocorrida na região foi a vinda de portugueses, oriundos principalmente do arquipélago de Açores, que influíram profundamente na cultura do município, principalmente na arquitetura e na culinária.
Outra imigração importante que ocorreu na região foi a de alemães (a maioria de pomeranos), embora estes tenham preferido fixar-se na zona rural do município, ao contrário dos portugueses, que o fizeram na zona urbana. Também são dignas de nota outras etnias que em Pelotas fixaram residência, como negros africanos (descendentes de escravos, oriundos principalmente de Angola), italianos, poloneses, franceses, judeus, árabes libaneses, etc. O número de descendentes de índios, apesar de desconhecido, é considerado muito pequeno.
Antes da vinda dos primeiros colonizadores portugueses, a porção meridional do Rio Grande do Sul, incluindo a área municipal de Pelotas, era ocupada por indígenas. De acordo com vestígios encontrados na região, os grupos eram minuanos, charruas e guaranis.
Educação
O município conta com cinco instituições de ensino superior (universidades): Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), Anhanguera Educacional e Faculdade de Tecnologia Senac-RS. Também possui três grandes escolas técnicas: Escola Técnica Estadual João XXIII, Escola Técnica Estadual Professora Sylvia Mello e o Conjunto Agrotécnico Visconte da Graça (CAVG), hoje chamado de Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Visconde da Graça, vinculado ao IFSul. Em 2010, foi inaugurado um colégio militar de ensino médio no município, o Colégio Tiradentes.
Também há muitas escolas de ensino fundamental e ensino médio no município, sendo estas escolas particulares (como o Colégio São José, o Colégio Gonzaga e o Colégio Alfredo Simon, entre outros) e públicas, sob administração estadual e municipal, como, por exemplo, o Colégio Pedro Osório. Entre as instituições de ensino sob administração municipal, está o Colégio Municipal Pelotense, a maior escola municipal da América do Sul e uma das maiores da América Latina.
Cultura
Com a mistura étnica que caracteriza Pelotas, não é surpreendente que seja um rico centro cultural e político, sendo conhecida como a Atenas Rio-Grandense.
Berço e morada de inúmeras personalidades da cultura nacional, como do escritor regionalista João Simões Lopes Neto (1865 - 1916), autor de Cancioneiro Guasca (1910), Contos Gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913), de Hipólito José da Costa - patrono da imprensa no Brasil, e do pintor Leopoldo Gotuzzo, cujos trabalhos ultrapassaram as fronteiras de Pelotas conquistando prêmios e exposições até na Europa, e o já citado Antônio Caringi (1905 - 1981), escultor pelotense reconhecido internacionalmente, e do senador Joaquim Augusto de Assumpção, fundador do Banco Pelotense.
Atualmente, o Centro Cultural Adail Bento Costa funciona, também, como a sede da Secretaria Municipal de Cultura, contando com duas salas de exposições (Inah d'Ávila Costa e Antônio Caringi) além do Bistrô, utilizado para eventos em geral. O prédio faz parte do patrimônio tombado pelo IPHAN e fica localizado à Praça Coronel Pedro Osório, nº 02.
Biblioteca
A Biblioteca Pública de Pelotas foi idealizada por Antônio Joaquim Dias, diretor do jornal Correio Mercantil. A primeira diretoria reuniu José Vieira da Cunha, Saturnino de Arruda, Carlos Pinto e José Roiz de Araújo. Foi inaugurada em 5 de março de 1876, em um terreno cedido pelo visconde da Graça, contando na época com 900 volumes. Foi depois construída sede própria, na atual Praça Coronel Pedro Osório. O segundo piso da Biblioteca Pública Pelotense foi construído na gestão do prefeito Joaquim Augusto de Assumpção Júnior.
Teatros e museus
Pelotas conta com dois teatros: o Teatro Sete de Abril, que é um dos mais tradicionais e o mais antigo no Brasil, e cuja construção é de 1831, além do Teatro Guarani.
O município possui diversos museus: Museu de História Natural Carlos Ritter, Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, Museu da Baronesa, Museu Histórico Helena Assumpção de Assumpção, Museu do Charque, Museu do Doce, Museu do Futebol, Museu das Coisas Banais, Museu de Arte Sacra João Paulo II, Memorial da Praia do Laranjal Arthur Augusto de Assumpção, entre outros.
Eventos
O carnaval de rua de Pelotas é conhecido nacionalmente, pela espontaneidade dos blocos carnavalescos que saem às ruas e garantem a alegria do povo.
A Feira Nacional do Doce, popularmente denominada Fenadoce, é um evento muito prestigiado em âmbito nacional, sendo realizada anualmente, durante o meio do ano (em 2008, foi realizada entre os dias 4 de junho e 22 de junho). A primeira edição da festa foi realizada no ano de 1986, e desde então consagrou-se na principal atração turística da Zona Sul do Rio Grande do Sul, com uma mistura de shows, gastronomia, lazer e turismo.
O município de Pelotas recebe uma grande parcela de turistas durante a realização do evento, oriundos das mais diversas localidades do país, vindos com o intuito de conhecer a culinária pelotense, com os seus doces de origem portuguesa e africana, além de outros doces de origens alemã, italiana e árabe.
Arquitetura e monumentos
O município teve forte influência da estética portuguesa, com seus casarões com cerâmica portuguesa na fachada. Pelotas é muito rica em tesouros arquitetônicos e monumentos, muitos tombados pelo patrimônio histórico do município e do Estado.
Um exemplo de monumento do acervo do município é o Chafariz "As Três Meninas", vindo de Escócia em 1873, e localizado no centro do município. Até o ano de 2007 acreditava-se que ela era proveniente da França. Outro exemplo de monumento é o Obelisco de Pelotas,[68] situado no bairro Areal.
O maior monumento de Pelotas é a Caixa d'água de ferro, que localiza-se na Praça Piratinino de Almeida, única no gênero na América Latina. Ela foi construída em 1875, e ainda serve ao abastecimento diário de água no município. Ela apóia-se em 45 colunas, e todas as peças são de ferro. O seu mirante tem formas que lembram a arquitetura oriental. Todo o material usado na construção foi importado da França.
Destaca-se na arquitetura do município suas Igrejas, o Grande Hotel e o Mercado Público.
A construção do Mercado Público foi iniciada em 1847 e terminada em 1853, embora entre 1911 e 1914 tenha ocorrido uma reforma. Seu projeto foi feito no estilo neoclássico, tendo sido mudado para Art nouveau após 1970 quando o prédio foi destruído por um incêndio e reconstruído. Nele se destacam a torre do relógio e o farol de ferro, importados de Hamburgo, na Alemanha, fazendo uma alusão a Torre Eiffel.
O Grande Hotel foi inaugurado em 1928. O edifício tem quatro andares, apresentando um estilo Art nouveau. Hoje o prédio está tombado e pertence à Universidade Federal de Pelotas e é sede do curso de Hotelaria.
A Catedral do Redentor, também conhecida como "Igreja Cabeluda", e que é a sede da Igreja Episcopal Brasileira da Comunhão Anglicana, ficou conhecida por sua característica cobertura vegetal. Ela abriu suas portas em 1892. Sua torre possui 27 metros de altura, e os vitrais vieram de Nova Iorque.
A catedral Metropolitana de São Francisco de Paula é considerado o mais importante templo religioso da metade sul do estado pelo seu tamanho, beleza e pelas obras de arte encontradas em seu interior. Também, dentro da Igreja Católica é considerado o templo religioso mais importante da metade sul do estado em razão de ser a sede da Arquidiocese de Pelotas. O início da construção foi em 1813. A Catedral abriga a imagem de São Francisco de Paula, de autor desconhecido, que foi trazida da colônia do Sacramento.
O pintor Aldo Locatelli (1915 - 1962) veio da Itália especialmente para fazer os afrescos no teto e paredes da catedral São Francisco de Paula, a convite de Dom Antônio Zattera, bispo de Pelotas na época. Embora ele tenha escolhido ficar no Rio Grande do Sul, e tenha feito diversos outros trabalhos importantes no Brasil, painéis e paredes, este é considerado seu maior trabalho, junto com a via-sacra da igreja de São Pelegrino em Caxias do Sul.
Também destaca-se o "museu da Baronesa", cuja construção se deu no século XIX, ocupando uma área de aproximadamente 7 hectares, possuindo, a construção, 22 peças e um pátio interno. Contornando todo o conjunto, foram cultivados vários jardins.
Em Pelotas ainda estão dez esculturas de Antônio Caringi, considerado o maior escultor gaúcho. Entre elas: Oferenda (1942), em bronze, localizado no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula; Monumento ao Colono (1958), em bronze e granito, na Praça 1 de Maio; Monumento ao Bispo Dom Joaquim Ferreira de Mello (1942), em bronze e granito, na Av. Dom Joaquim; Sentinela Farroupilha (1935), em bronze, Praça 20 de Setembro; As Três Idades do Trabalho, em granito, Praça Coronel Pedro Osório; Dr. Luiz Pereira Lima (1958), em bronze, Praça Piratinino de Almeida; Monumento ao Coronel Pedro Osório (1954), em bronze e granito, Praça Coronel Pedro Osório; Monumento à Mãe (1968), em bronze e granito, Praça Coronel Pedro Osório; Monumento ao Dr. José Brusque (1968), em bronze e granito, Praça Coronel Pedro Osório, além de uma escultura em gesso encontrada no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo.
Mitos arquitetônicos
Muitos populares pelotenses acreditam na existência de túneis de fuga , também conhecidos como saídas francesas, nos subterrâneos do município. A maioria desses mitos surgiu com os porões altos, encontrados na maioria dos prédios mais antigos da cidade; às ligações entre casas de uma mesma família, raramente feitas por baixo da terra; com poços ou cacimbas, encontrados principalmente em construções anteriores à criação da Companhia Hydraulica Pelotense, no final do século XIX; e com os dutos coletores das redes de esgotos e de águas pluviais, que se estendem por boa parte do centro de Pelotas.