segunda-feira, 11 de maio de 2020

CATALÃO - GOIÁS

Catalão é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2016, é de 100.590 habitantes.
Etimologia
A origem histórica da cidade de Catalão passa atualmente por estudos visando descobrir realmente suas origens, pois existe uma corrente tradicional e outra que traz nova configuração sobre este ponto. Assim, tradicionalmente, Catalão originou-se da penetração das entradas e bandeiras, organizadas em comitivas compostas por homens de armas, cavaleiros e padres, que adentravam pelos sertões para a captura de mão-de-obra indígena a ser escravizada e em busca de riquezas minerais. A penetração pelos sertões Goianos efetivou-se nas primeiras décadas do século XVIII, de onde se tinha notícia da existência dos índios GUAYAZ e de terras ricas em minérios, principalmente o ouro. E é assim que se inicia, em território Goiano, o extermínio físico e cultural do grande povo indígena. A bandeira comandada por Bartolomeu Bueno da Silva, filho de bandeirante cognominado pelos índios de "Anhanguera", atravessou o Rio Paranaíba, onde abriu o Porto Velho (atual Porto do Lalau), deixando um barco na margem direita do Ribeirão Ouvidor, assinalando sua passagem e continuando sua viagem pelos sertões goianos. Nas imediações de Catalão, permaneceu um dos capelães da comitiva, Frei Antônio, espanhol natural da Catalunha apelidado de O CATALÃO que, juntamente com três companheiros, resolveu criar um ponto de pouso nas proximidades do Córrego do Almoço, tendo em vista a qualidade do solo e a amenidade do clima e, principalmente, a necessidade de reabastecer a bandeira quando do retorno.
Dados históricos demonstram a probabilidade da existência do povoado de Catalão a partir de 1728, tendo figurado como ponto de passagem de todas as bandeiras que penetravam pelo sertão Goiano.
Em 1736, para cumprimento de ordens reais, veio ao território goiano D. Antônio Luiz da Távora, Conde Sarzedas e Governador da Capitania de São Paulo, a qual o atual estado de GOIÁS pertencia. Assim por meio de registros da época, fica comprovada a existência do povoado de Catalão.
Catalão é feito do encontro de dois morros.
História
Período pré-Colombiano
Não se conhece ao certo há quanto tempo iniciou-se a ocupação humana nas terras do atual município de Catalão. Sabe-se, contudo, que a região onde se situa o mesmo era habitada por dois grupos de indígenas no início do século XVIII : nas áreas atualmente correspondentes aos distritos de Catalão e Pires Belo, habitavam os Caiapó, muito provavelmente os mesmos que são hoje conhecidos como Panará e que atualmente habitam o Mato Grosso. Esses indígenas eram seminômades e é de se supor que conheciam a agricultura da abóbora, mandioca, milho e amendoim, pelo menos.
Já na região do atual distrito de Santo Antônio do Rio Verde não é certo que viviam os caiapós do sul, tendo sido aventada a possibilidade de haverem vivido nesta área um grupo genericamente conhecido como carijós, que foram mais tarde levados pelos portugueses para uma redução (local onde os colonizadores reuniam os índios para catequizá-los) nos atuais municípios de Vazante, Paracatu ou Guarda-Mor. Há também a hipótese que afirma que os índios da chapada divisora das bacias do Paranaíba e São Francisco (como é o caso do Chapadão de Catalão) pudessem ser os Araxás ou mesmo os Cariris, se bem que a região estivesse próxima a aldeia de Itapiraçaba, dos índios Caiapó do Sul. Seja como for, o certo é que, ao contrário das áreas planálticas e repletas de veredas férteis do oeste e sul do município, sabida e longevamente ocupadas por Caiapós do Sul, a região da chapada, no nordeste do município, deveriam ser áreas de passagens para várias tribos, até por que, não apresentavam condição de cultivo para tribos sedentárias, embora fossem muito provavelmente fartas em animais para pesca e sobretudo, caça, dadas estas mesmas condições.
Período colonial
Embora desde 1580 expedições portuguesas tenham visitado as terras que hoje correspondem a Goiás, a referência histórica mais antiga sobre a ocupação do atual território catalano refere-se ao ano de 1728, e pode ser encontrada na obra "História de Goiás em Documentos", cuidado para não se confundir com Catalão (Espanha), de autoria do filósofo e historiador hispano-brasileiro Luis Palacín Rodríguez. No texto há relatos da época sobre a existência de um certo sítio do Catalão, sendo que este era supostamente um clérigo originário da Catalunha que acompanhou o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, em sua bandeira e que possivelmente deveria estar, já por esta data, residindo na área que daria origem ao município, portanto, desde 1722, já que foi neste ano que a referida bandeira entrou nas terras que viriam a ser Goiás. Como em 1736, Dom António Luís de Távora, filho do primeiro conde de Alvor e esposo da quarta Condessa de Sarzedas, para cumprimento de ordens reais, veio ao território goiano e mencionou a existência do dito sítio, fica bastante evidente a existência de povoamento em Catalão.
A segunda referência histórica mais antiga sobre o "Sítio de Catalão" foi escrita pelo primeiro historiador de Goiás, o padre Luís Antônio da Silva e Souza, em seu texto "O descobrimento da Capitania de Goyaz", em 1812. Ele discorre sobre o assassinato do capitão de uma companhia militar que veio de Minas Gerais, após ter tido uma desavença com o Domingo Rodrigues do Padro, genro de Bartolomeu Bueno da Silva, O Anhanguera filho. Isso deve ter ocorrido entre 1732 e 1736.
É relevante destacar que a expressão "sítio", à época, tinha um significado bem mais amplo, remetendo de maneira mais conforme à expressão latina situ, que a originou. Neste sentido, sítio era mais que uma propriedade, era um lugar habitado. De toda forma, no sítio do Catalão conta-se haver estabelecido um certo clérigo de origem catalã, o qual, muito provavelmente em companhia de outras pessoas, produzia víveres para os bandeirantes que iam para as minas de ouro mais ao centro da então capitania de Goiás. Era Catalão, então, centro de abastecimento das bandeiras e da gente que viria a ocupar Goiás. Desta forma, Catalão é um dos únicos municípios de Goiás, além de Formosa (Arraial dos Couros - 1749) cuja povoação iniciou-se antes de 1800 que não surgiu em função da existência de ouro.
Em 1810, um fazendeiro chamado Antônio Manuel cedeu um lote de suas terras para a construção da igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus. Este foi movido não só pela devoção, mas também pelo interesse de atrair moradores para a região e valorizar suas terras. Nesta igreja começaram a celebrar festas religiosas; surgem então ao redor da igreja armazéns e vendas, dando início a um comércio e, com isso, um povoado, que posteriormente se torna arraial, vila e cidade.
Período imperial
Em 1824 o arraial de Catalão tinha dezoito casas e uma igreja ou capela, segundo estatística feita neste ano pelo brigadeiro Cunha Matos. Todavia, a pequena urbe deveria ser maior, já que por "casa" se entendia apenas as construções de alvenaria, se ignorando os "ranchos", feitos de pau-a-pique e recobertos por folhas de coqueiros, em especial o babaçu. Em 1828, já havia um povoado na região com o nome de sempre. Este povoado, em 1833, foi elevado à condição de município e, sua sede, à de vila, desmembrando-se de Santa Cruz. Na década de 1830, era conhecida por ser uma região próspera, mas também era muito violenta. A violência não era por disputa de terras nem crimes e sim pelas disputas pessoais ou decorrentes de crimes passionais.
No ano de 1850, Catalão tornou-se sede da Comarca do Rio Paranaíba, a qual abrangia também os atuais municípios de Ipameri e Corumbaíba, deve se destacar que por volta dessa época, o município fazia parte de duas rotas comerciais que vinham da Corte para o Estado de Goiás, uma provindo de Uberaba e outra de Araxá. Em 20 de agosto de 1859, a vila tornou-se cidade e, em 1868, foi criado o primeiro mercado público no município. Panoramas do que era a vida em Catalão em meados do século XIX podem ser encontrados na obra de Bernardo Guimarães, O Índio Afonso.
Em fins do século XIX, possuía de 190 a 200 casas e pouco mais de mil habitantes. Em 1892, figurava em quarto lugar em arrecadação do Estado; com a aproximação da estrada de ferro, nesta década, pelo Triângulo Mineiro, chegando até o município de Araguari (Minas Gerais), passou para primeiro lugar. O coronelismo já havia adquirido forma definida no começo da década de 1860. Era a época do domínio do coronel Roque Alves Azevedo, que contava com o apoio unânime da Câmara Municipal. Não se sabe nem como nem quando, o coronel Roque deixou de ser chefe político, mas por volta dos fins de 1860 começa a ascensão de Antônio Paranhos à condição de líder máximo da comunidade; também nesta década, foi juiz em Catalão Bernardo Guimarães, o qual inclusive publicou em uma de suas obras (O Ermitão de Muquém) a história de personagens baseados em tipos humanos que ele viu na comarca.
É importante destacar que o município de Catalão era, já na década de 1880 o mais populoso do Estado de Goiás (posto que a cidade só alcançaria no censo de 1920), o que de certa forma reflete o dinamismo econômico do mesmo. Todavia, é lícito recordar que, ao município de Catalão correspondiam todos os municípios que atualmente estão na região do mesmo nome, além de Urutaí, embora essa observação também valha para os demais municípios de Goiás por esta época, visto que todos eles sofreram desmembramento, sendo a esta época, pois, bastante maiores que atualmente.
Período republicano
Nos primeiro anos do século XX, Catalão era fornecedora de gado e charque para as regiões produtoras de café. Na década de 1910, com a chegada da ferrovia, o município, que passara a vender também arroz e feijão para as regiões cafeicultoras e se torna o mais rico município do Estado de Goiás, além do mais populoso do Centro-Oeste, com 34.524 habitantes. Todavia, a transferência da capital estadual para Goiânia, urdida por Pedro Ludovico Teixeira na década de 1930; a transferência da capital nacional para Brasília, na década de 1960 e a modernização da economia de Uberlândia, nas décadas de 1970 e 1980, por deslocarem o centro econômico da região, fizeram a importância do município declinar sensivelmente. Somente a descoberta e posterior exploração de minérios no Domo Ultramáfico Alcalino de Catalão I e no Domo Ultramáfico Alcalino de Catalão II, em especial nióbio e fosfato, dão novo alento à economia catalana que volta a se desenvolver. Nova crise surge no começo da década de 1990, com a privatização da Goiasfértil (hoje Fosfertil) pelo governo federal e a perda de competitividade do fosfato nacional. No entanto, a forte industrialização do município, motivada por políticas estaduais de incentivos fiscal, a partir da segunda metade da década de 1990, torna a economia catalana, em 2005, a terceira mais importante de Goiás, conquistando um lugar importante, sendo apenas a 16° mais populoso do estado.
Culturalmente o município também renasce, com a valorização por parte da mídia das Congadas, a reforma de patrimônios históricos, como a Igreja de São João, a construção de museus, bibliotecas e de um centro cultural. No campo da educação, o município, que fora o primeiro do interior a contar com uma escola regular e o primeiro do Estado a ter uma escola pública, torna-se na década de 1980 o primeiro do interior a contar com um campus da Universidade Federal de Goiás; na mesma década, instala-se o ensino profissional, com unidades de ensino do SENAC e do SENAI, co-responsáveis pelo alto índice de qualificação profissional do município. Em meados da década de 2000, bem servida por hospitais, escolas, universidades, transportes, telecomunicações e com uma das economias mais fortes do Estado de Goiás, estando entre os primeiros nos setores industrial, agro-pecuarista, comercial e de extração mineral, além de ter sua cultura e tradições nacionalmente reconhecidas, e políticas de integração social, cultural e tecnológica, Catalão se consolida como um dos mais importantes municípios goianos. Com cerca de 23 km² de área urbanizada o município é considerada um centro urbano regional isolado de nível 3 pelo IBGE.
Geografia
O município de Catalão encontra-se a sudeste do estado de Goiás, numa área com duas formas de relevo distintas: os planaltos ondulados, do tipo mares de morro do oeste e uma área de chapada, mais plana e mais alta, a nordeste. As altitudes variam entre 650 e 1.200 metros. O relevo é bastante compartimentado, com depressões nos vales dos rios São Marcos e Paranaíbas, uma chapada a nordeste e mares de morro no restante do município. A despeito de pequenas áreas onde há remanescentes de mata atlântica, o domínio morfoclimático típico é o dos Cerrados.
O embasamento rochoso é do Complexo Araxá, com rochas entre 650 milhões e um bilhão de anos, com farto predomínio de rochas cristalinas, em especial metamórficas, como xistos e gnaisses, além de quartzos os mais diversos. Há dois complexos ultramáficos no município: Catalão I e Catalão II. Neles há importantes jazidas de nióbio, fosfato (exploradas), titânio, vermiculita e terras raras.
Relevo
O município de Catalão possui duas paisagens geomorfológicas distintas: a nordeste do Rio São Marcos, uma área plana de chapada, com altitudes oscilando em torno dos 1.000 metros e ao sul desta, escarpas e mares de morro; a oeste do referido rio, áreas mais acidentadas, entremeadas por pequenos vales fluviais chamados veredas, com altitude oscilando em torno dos 800 metros. Finalmente, as porções mais baixas do território encontram-se na parte meridional do mesmo, nas margens do rio Paranaíba, cercania dos povoados de Pedra Branca e Olhos d'Água, onde as altitudes estão próximas dos 650 metros e o relevo é suave. Indo destes vales para as direções norte e leste, começam os domínios de mares de morro, os quais predominam largamente no município; neles, as altitudes aumentam paulatinamente, chegando a estar entre 800 e 900 metros na região do município de Catalão e a mais de 1.200 metros, seguindo rumo ao norte.
Finalmente, na porção nordeste do município, ocupando cerca de 100 mil hectares, se encontra o Chapadão de Catalão, que se prolonga pelo Estado de Minas Gerais, quase todo acima da cota dos mil metros de altitude. É uma área de relevo bastante plano, com baixa declividade e solos profundos, cercado por áreas bastante escarpadas ao sul e pelos rios Paranaíba, a leste, e São Marcos, a oeste. Em relação ao sítio urbano, ocorrem três formas de relevo básicas: morros, pequenos vales e áreas planas elevadas. Os morros do município são três: o de São João é o mais alto e no alto do qual existe a Igreja de São João, construção de relevante interesse turístico; Três Cruzes, no alto do qual situa-se o centro cultural e Santo Antônio, o mais baixo dos três e que tem em seu cume, a igreja de Santo Antônio, que também tem interesse histórico. Entre estes morros há um sem número de vales e baixadas, entrecortados por córregos como os do Almoço e do Pirapitinga. Finalmente, ao norte do sítio urbano, há uma área plana e alta, com altitude de cerca de 900 metros, que é para onde o sítio urbano mais está se expandindo.
Clima
O clima do município é o tropical de altitude, com duas estações bem definidas: uma chuvosa, que vai de outubro a abril, e outra seca, de maio a setembro. A pluviosidade média é de aproximadamente 1.450 mm.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1961 a temperatura mínima absoluta registrada em Catalão foi de 2,8 °C nos dias 9 de junho de 1985 e 26 de junho de 1994, e a maior atingiu 38,5 °C em 15 de outubro de 2014.
Economia
Agropecuária
A agropecuária é uma atividade econômica significativa. Catalão está entre os grandes produtores estaduais de soja, milho, trigo, arroz, feijão, mandioca, café e palmito de Goiás, sendo que o cultivo de grãos dá-se sobretudo no distrito de Santo Antônio do Rio Verde. Possui também consideráveis rebanhos de aves e bovinos, no distrito de Catalão.
Em linhas gerais, há duas realidades distintas em Catalão. A leste do Rio São Marcos, no distrito de Santo Antônio do Rio Verde, predomina a agropecuária extensiva, prevalecendo na agricultura o cultivo de soja e milho, além de trigo, arroz e algodão; na pecuária, a criação de gado bovino de corte, em especial animais de raça zebu e na silvicultura, o plantio de pinus elliot e eucalipto. Já a oeste do rio São Marcos, nos distritos de Catalão e Pires Belo, predomina a pecuária de leite, com gados de raças mistas como a girolanda e a criação doméstica de pequenos animais; a agricultura de subsistência e o cultivo de alho; e na silvicultura o plantio de eucalipto, sobretudo em pequenas propriedades.
As principais empresas lá instaladas são as montadoras John Deere e Mitsubishi. Também merece destaque as empresas instaladas na área mineradora conhecida como "Chapadão". Lá destacam-se as empresas mineradoras Anglo American (de origem inglesa, dona da Mineração Catalão e Copebrás) e Vale Fertilizantes (antiga Fosfértil), as quais, além de plantas extratoras, contam também com plantas industriais.
Além disso, polariza a indústria do vestuário na região. Embora a economia secundária esteja fortemente consolidada pelos segmentos mínero-metal-mecânico, a indústria do vestuário é representativa no município, com mais de 150 micro e pequenas indústrias formais e informais. O segmento é representado em especial pelo setor de moda íntima. Para promover o aumento da sua competitividade, o Ministério da Integração Nacional, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e Senai, executa, desde 2006, o programa de desenvolvimento econômico de Arranjo Produtivo Local (APL) de confecções de moda íntima feminina. As ações estão voltadas para a capacitação dos recursos humanos e assistência técnica e tecnológica. Seu intuito é ampliar os conhecimentos das empresas em gestão da produção, comercialização e marketing, com a consequente qualificação do produto e expansão do mercado. Catalão é um dos municípios contemplados no "Programa de Qualificação e Extensão da Moda Íntima" do Estado de Goiás, da Gerência de Arranjos Produtivos Locais e Artesanato, da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado de Goiás (SIC).
Mineração
Já em 1892, Catalão foi reconhecida pela Expedição Cruls como um município repleto dos mais variados tipos de minérios, sendo que o diamante em particular é explorado no município desde o início do século XIX. Além de terem sido encontrados em Catalão alguns dos maiores e mais preciosos diamantes do Brasil, o município possui ainda algumas das maiores jazidas minerais do Estado de Goiás, com depósitos de Argila, Argila Refratária (Caulim), Brita (Basalto), Fosfato, Nióbio, Titânio, Turfa, Vermiculita, Urânio, Tório, Estrôncio e terras raras (Lantânio, Cério, Praseodímio, Neodímio, Samário, Európio, Gadolínio, Érbio, Ítrio, Itérbio, Lutécio e Térbio). Todavia, apenas alguns desses minérios são explorados, como é o caso do nióbio (explorado pela Anglo American - Mineração Catalão), do fosfato (explorado e industrializado pela Vale Fertilizantes e Anglo American - Copebrás) e das argilas, exploradas por várias companhias ceramistas instaladas no município. Os demais minérios identificados já estão com seus depósitos registrados para as mais diversas companhias, como é o caso do titânio, registrado pela Companhia Vale do Rio Doce. De toda forma, as jazidas são abundantes.
Educação
Catalão tem unidades de educação que vão do ensino infantil até o ensino superior. O município conta com várias escolas e creches, tanto na zona urbana como na zona rural, para o ensino infantil, com destaque para o CAIC, além de várias escolas de qualidade para o ensino fundamental e médio.
No ensino superior, Catalão conta com três Universidades presenciais: um campus da Universidade Federal de Goiás, criado a 28 de fevereiro de 1980, que, em 2018, foi desmembrada, tornando-se Universidade Federal de Catalão (UFCat), após articulação da bancada goiana, com o senador Wilder Morais na sub-relatoria da comissão que iniciou os trabalhos para a conversão em universidade independente. O município também conta com o Centro de Ensino Superior de Catalão (CESUC), instituição privada fundada pouco depois, em 1985, a Faculdade Politécnica com a oferta de cursos na área de engenharia (civil, produção, elétrica e mecânica) e 3 polos Universitários a Distância: Faculdade Anhanguera, Estácio de Sá e Unicat.
No ramo dos cursos técnicos, Catalão possui sedes do SENAC, SENAI, CEPAC (Centro de Educação Profissional Aguinaldo de Campos Netto), Labibe Faiad e Instituto Federal Goiano com instalações amplas e modernas e cursos voltados para diversas áreas: beleza, meio ambiente, informática, saúde, mecânica, elétrica, automobilística, mineração, artes cênicas entre outras.
A partir do ano de 2016 a cidade de Catalão terá também em seu campos da UFG (Universidade Federal de Goiás) o curso de Medicina, sendo assim o terceiro campus da UFG a oferecer o curso, juntamente com os campus da capital Goiânia e de Jataí. O estado de Goiás tem ao todo oito faculdades de medicina.
Cultura
O município dispõe de uma rede de infraestrutura e produção cultural bastante significativa (tendo em vista o pequeno porte de sua população), contando com o centro cultural Labibe Faiad, com a Fundação Cultural Maria das Dores Campos; quatro outros anfiteatros (do Colégio Mãe de Deus; do CESUC, da CDL e da Universidade Federal de Goiás); uma biblioteca pública comum e uma digital; cinco telepontos de informática (sendo um na zona rural); um cinema; um coreto; três escolas de dança; três escolas de música; dois corais; duas orquestras; dois grupos teatrais; um museu; e inúmeros ateliês. O município é, inclusive, terra natal de várias personalidades culturais, que vão da música popular (Amado Batista) às artes plásticas (Goiandira de Couto), passando por um dos maiores latinólogos do Brasil, o diplomata William Agel de Mello, autor de onze dicionários bilíngues entre o português e línguas neolatinas, como sardo, catalão, galego e rético. É também terra natal de cineastas e dramaturgos, ainda que estes tenham menor expressão. Por tudo isso e cognominada, por sua vasta e antiga produção cultural, a Atenas de Goiás.
Congadas
As congadas são parte de uma manifestação folclórica e religiosa bastante antiga em Catalão. Desde 1820, em toda última sexta-feira do mês de setembro, estendendo-se por parte da primeira quinzena de outubro, acontecem as congadas em Catalão. As congadas são festas religiosas de sincretismo afro-católico em homenagem a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (um avatar de Maria, mãe de Jesus), e uma das mais antigas manifestações folclóricas e religiosas de todo o Centro-Oeste. Cerca de 4.500 pessoas, agrupadas em dezenas de grupos chamados "ternos", dançam pelas ruas do município em homenagem a referidas Senhora do Rosário. Estes grupos de pessoas, que ao mesmo tempo dançam, também tocam instrumentos de percussão e entoam cânticos tradicionais, podem ser de várias denominações, como "moçambiques", "congos", "catupés-cacunda", "pajés", cada qual com seus uniformes e ritos específicos. A festa atrai a cada ano cerca de 100 mil visitantes a Catalão.
Esporte e lazer
O esporte em Catalão conta com apenas uma agremiação desportiva profissional, o Clube Recreativo e Atlético Catalano (CRAC). Fundado em 1931, trata-se do clube de futebol mais antigo do estado de Goiás. O clube já conquistou duas vezes o Campeonato Goiano (em 1967 e 2004) e atualmente disputa a Série D do Campeonato Brasileiro. O time do CRAC possui duas torcidas organizadas: a T.O.C. (Torcida Organizada Comando Azul), formada principalmente por moradores dos bairros Pio Gomes, Nossa Senhora de Fátima e da Vila, e a TOL (Torcida Organizada do Leão); e uma barra-brava, a La 12 Catalana.
Para além do futebol, há alguns competidores profissionais de esportes individuais, sobretudo ciclismo (montain bike e cross country), Jiujitsu, taekwondo e xadrez [carece de fontes]. Em termos de infra-estrutura esportiva, o município possui um estádio (11 mil pessoas), um ginásio poliesportivo (6 mil pessoas), uma piscina olímpica, uma pista de atletismo e duas pistas de skate, além de inúmeros campos e quadras poliesportivas públicas, tanto na zona urbana quanto na rural.
Além disso, o município possui 30 praças distribuídas pela cidade, como espaços para lazer, além de um centro de inserção para idosos bastante equipado.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 8 de maio de 2020

SÃO GONÇALO DO AMARANTE - RIO GRANDE DO NORTE

São Gonçalo do Amarante é um município brasileiro, localizado na Região Metropolitana de Natal, no estado do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste do país. Possui uma área territorial de aproximadamente 249,124 km². É o quarto município mais populoso do estado, atrás apenas de Natal, Mossoró e Parnamirim, com a população estimada para o ano de 2018 em 101.102 habitantes. Abriga, desde 2014, o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, um complexo aeroportuário brasileiro, que foi o primeiro aeroporto brasileiro a ser privatizado e atende à demanda do transporte de cargas e de passageiros da Região Metropolitana de Natal.
É um município brasileiro conhecido em todo o mundo por ter sido cenário de um dos eventos mais significativos de toda a história do Rio Grande do Norte e da religião católica brasileira, quando holandenses exterminaram oitenta pessoas no evento conhecido como Massacre de Uruaçu, ocorrido em 1645. Ao longo de sua história, São Gonçalo do Amarante chegou a perder sua autonomia algumas vezes, até conseguir sua emancipação definitiva em 1958, quando se desmembrou de Macaíba.
Nos dias atuais, o município conta com uma rica tradição cultural, possuindo vários lugares históricos e monumentos, como o Monumento aos Mártires, inaugurado no lugar do massacre de 1645 e um dos principais pontos de visitação religiosa do Rio Grande do Norte. Em 2017, 30 mártires, do Rio Grande do Norte, entre eles vítimas do Massacre de Uruaçu, foram reconhecidos como santos, na Praça São Pedro, no Vaticano, em uma cerimônia presidida pelo Papa Francisco.
História
Antes, o território que corresponde ao atual município de São Gonçalo do Amarante era habitado pelos índios potiguaras, entre os quais destaca-se Poti, conhecido por Felipe Camarão, originário de uma comunidade de Extremoz.
O seu nome deriva de Gonçalo de Amarante, que foi um eclesiástico português, padroeiro da cidade de Amarante em Portugal. São Gonçalo do Amarante teve seus primeiros habitantes apenas no século XVII, os membros da família de Estevão Machado de Miranda, logo sacrificados pelos holandeses no massacre de Cunhaú e Uruaçu, em 1645. Somente em 1689, teriam ocorrido as expedições que deram origem ao repovoamento do local, vindas de Pernambuco, após a expulsão dos invasores.
No século XVIII, em 1710, próximo ao Engenho Potengi, vieram de Pernambuco e instalaram-se, às margens do rio homônimo, Paschoal Gomes de Lima e Ambrósio Miguel Sirinhaém, naturais de Portugal, junto com suas famílias. Após a instalação, ambos construíram suas residências e foram responsáveis por construir uma pequena igreja, tendo como padroeiro o santo Gonçalo de Amarante. No altar dela, uma imagem do santo feita de pedra foi colocada, dando origem ao topônimo do município.
Em 11 de abril de 1833, durante o governo de Manoel Lobo de Miranda Henrique, foi criado o município de São Gonçalo do Amarante. Em 1856, durante o governo de Antônio Bernardes de Passos, São Gonçalo do Amarante foi atingida por uma epidemia de cólera, que matou um total de 171 pessoas. Em 1868, por meio de uma lei provincial sancionada pelo governador Gustavo Augusto de Sá, o município perdeu sua autonomia, sendo anexado ao município de Natal, capital da província do Rio Grande do Norte. Somente seis anos mais tarde a vila foi desmembrada e novamente elevada à condição de município.
Mas cinco anos depois (1879), a população de São Gonçalo do Amarante foi vitimada por um golpe que transferiu a sede do governo municipal para a vila de Macaíba, antes denominada Cuité. Em 1890, alguns meses após o episódio da proclamação da república, o vice-presidente do estado do Rio Grande do Norte, José Inácio Fernandes Barros, elevou a vila de São Gonçalo do Amarante, que pertencia a Macaíba, à condição do município.
Com o decreto-lei estadual nº 268 de 1943, São Gonçalo do Amarante mais uma vez perdeu sua autonomia política, voltando de novo a ser distrito de Macaíba, com o nome de Felipe Camarão, e perdendo parte de suas terras, que deram lugar ao atual município de São Paulo do Potengi. Foi somente com a sanção da lei estadual nº 2.324, de 11 de dezembro de 1958, que o distrito obteve definitivamente sua emancipação política, e com seu nome alterado, de Felipe Camarão para seu nome atual, São Gonçalo do Amarante.
Clima
O clima de São Gonçalo do Amarante é tropical chuvoso (do tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperaturas médias superiores a 18 °C em todos os meses do ano e precipitação inferior a sessenta milímetros (mm) nos meses mais secos. A temperatura média anual gira em torno dos 26 °C, chegando aos 32 °C nos meses mais quentes. O índice pluviométrico é de aproximadamente 1 250 mm/ano, concentrados entre os meses de março e julho, a umidade relativa do ar média de 76% e o tempo de insolação em torno de 2 700 horas/ano.
Economia
O setor primário contribui com menos de 2% do produto interno bruto municipal (R$ 18.052 mil). Destaca-se a prática da agricultura de subsistência, com o cultivo voltado à produção de frutas e legumes. Na pecuária, destacam-se os bovinos (voltados à produção do leite), os caprinos e os ovinos. Na pesca, destaca-se a criação de crustáceos e moluscos, principalmente camarão, marisco, ostra e sururu. São Gonçalo do Amarante possui ainda dois apiários, um onde se criam abelhas e outro para a produção de mel.
O setor secundário é responsável pela segunda maior parcela do produto interno bruto de São Gonçalo do Amarante. Este setor é responsável por contribuir com quase um terço da economia do município (R$ 312.410 mil). A indústria mais abundante é a cerâmica, onde há o destaque na produção de tijolos. A dezoito quilômetros da sede, localiza-se a Comunidade Serrinha, onde é realizada a extração mineral por pedreiras, usadas na pavimentação de ruas e avenidas e na construção civil. As indústrias geram emprego e renda aos habitantes de São Gonçalo do Amarante e aos demais municípios da região metropolitana. São Gonçalo do Amarante possui um distrito industrial, próximo à divisa com Natal, onde atuam dezessete empresas de diversos setores.
O setor terciário é responsável por quase metade da economia do município (R$ 465.064 mil). Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, São Gonçalo do Amarante possuía, no ano de 2008, 691 unidades locais, 672 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 24.214 trabalhadores, sendo 12.499 do tipo pessoal ocupado total e 11.715 do tipo ocupado assalariado. O comércio realizado em São Gonçalo do Amarante se destaca na venda de produtos alimentícios em estabelecimentos comerciais, como bares, lanchonetes, mercados, mercearias e supermercados. Além de produtos alimentícios, há também destaque para a comercialização de artefatos culturais, borrachas, materiais usados na construção, produtos farmacêuticos, roupas e tecidos.
Saúde
Em 2009, São Gonçalo do Amarante possuía, ao todo, 35 estabelecimentos de saúde, dos quais 27 eram públicos e oito eram privados, além de 29 deles serem vinculados ao Sistema Único de Saúde.
O Hospital Maternidade Belarmina Monte é uma instituição de caráter filantrópico vinculada ao Sistema Único de Saúde e mantido por recursos da Secretaria Municipal de Saúde. Foi construído em um terreno doado pelas irmãs Queiroz, sendo concluído e inaugurado em dezembro de 1976. Desde sua inauguração, o estabelecimento já passou por algumas reformas em sua estrutura, sendo dirigida, desde novembro de 2008, pela Sociedade Beneficente São Camilo. Esse hospital possui 64 leitos para internação e nele também são realizadas internações nas especialidades de clínica médica, clínica pediátrica, cirúrgica (geral, ginecológica ou urológica) e obstétrica.
Educação
O fator educação do Índice de Desenvolvimento Humano da Educação em 2010 foi de 0,564, conforme o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, das escolas públicas de 2009, era de 3,3 para estudantes de primeira à quarta série e 2,9 para estudantes de quinta à oitava série.
Dentre as instituições de ensino superior, estão o campus avançado do Instituto Federal do Rio Grande do Norte e uma unidade da rede de idiomas Wizard.
Cultura
O município tem uma posição destacada no Rio Grande do Norte quanto à sua produção e aos seus recursos culturais. Conta com o Teatro Municipal Prefeito Poti Cavalcanti, inaugurado em 2003 e com capacidade para 238 pessoas, além de ser considerado como o templo de cultura de todo o município, sediando vários tipos de evento.
São Gonçalo do Amarante também é a terra de algumas personalidades importantes, entre elas a senhora Militana Salustino do Nascimento, conhecida como Dona Militana, a maior romanceira do Brasil e ícone da cultura popular do Rio Grande do Norte. Além dela, destaca-se Larissa Costa que, apesar de ser natural de Natal, foi a Miss Rio Grande do Norte 2009 representando o município de São Gonçalo do Amarante, sendo também Miss Brasil naquele mesmo ano.
São Gonçalo do Amarante sedia uma diversa quantidade de eventos todos os anos. Os principais são a festa de São Sebastião, comemorada em alguns povoados do município no dia 19 de janeiro; a festa de São Gonçalo, realizada em 28 de janeiro, feriado municipal; a Festa dos Motoristas no dia 30 de maio; a festa de Santo Antônio no distrito de Santo Antônio do Potengi em 12 de junho; a tradicional festa de Santa Terezinha realizada na comunidade de Guanduba e a corrida de jegues, ambos em setembro; a festas de São Francisco (realizada nas comunidades de Alagadiço Grande e Rio da Prata), de São Benedito, de Nossa Senhora do Ó (no povoado de Rego Moleiro) e a comemoração aos Mártires de Uruaçu, no mês outubro; a festa de São Judas nos povoados de Jacaré-Mirim e Uruaçu, em novembro e as festas de Santa Luzia (realizada na Igreja Nova e na comunidade Serrinha) e de emancipação política, em dezembro.
Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, em 2008 São Gonçalo do Amarante contava com duas bibliotecas públicas, seis clubes sociais, 56 campos de futebol, quatro ginásios poliesportivos, dez associações beneficentes, um asilo/abrigo, dezoito estádios de futebol, quinze quadras de esporte e um centro cultural. Seu principal clube de futebol é o São Gonçalo Futebol Clube, fundado em 1999.
Artesanato e culinária
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural gonçalense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais e feita com matérias-primas regionais, como argila, cipó, retalhos e sisal. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, como o Mercado de Artesanato, localizado no distrito de Santo Antônio do Potengi às margens da rodovia estadual RN-160.
Na culinária de São Gonçalo do Amarante, são pratos típicos tradicionais o camarão, a galinha caipira e vários outros crustáceos. Na zona rural do município, está localizada a comunidade-referência na gastronomia da Região Metropolitana de Natal: a comunidade Pajuçara, que é pouco populosa, mas dispõe de vários estabelecimentos onde o camarão é o prato típico mais consumido. A partir deles, diversos pratos derivados são preparados, como o camarão gratinado e o pirão de camarão, combinado ainda com outras comidas. Além do camarão, também se destaca a produção de doces e licores com sabor de frutas tropicais, na comunidade de Rio da Prata.
Monumentos e lugares históricos
Povoados
O povoado de Barreiros é um dos mais antigos do município, próximo ao estuário do rio Potenji, onde é realizada a prática da pesca. Na época do povoamento de São Gonçalo do Amarante, abrigava um porto fluvial que dava acesso a Natal. O antigo povoado de Poço Limpo surgiu no decorrer da segunda metade do século XIX e foi palco de uma série de confrontos. Pertenceu ao município de São Gonçalo do Amarante até 1943 e corresponde ao atual município de Ielmo Marinho.
O povoado de Rego Moleiro é palco de dois fatos marcantes ocorridos na história do município: o primeiro deles foi a morte de um dos defensores dos interesses holandeses na região, Jacob Rabbi, e o outro é a participação da primeira mulher presidente da Câmara de Vereadores de São Gonçalo do Amarante, Maria do Carmo Brito. Seu nome original era Rodrigo Moleiro, nome do proprietário de um antigo moinho de cereais. O povoado deveria se chamar Alberto Maranhão em 1910, por sua sugestão da intendência municipal, contudo tal mudança não chegou a acontecer. No povoado situa-se a capela de Rego Moleiro, uma das mais edificações mais antigas de São Gonçalo do Amarante.
O povoado de Santo Antônio dos Barreiros foi criado em 1885 como vila, e surgiu a partir do interesse de uma família latifundiária que habitava suas terras. Surgiu próximo à vila Barreiros, daí seu nome. Na década de 1970 foi elevado à categoria de distrito, com o nome Santo Antônio do Potengi, que vem passando pelo processo de urbanização e é o segundo distrito mais importante de São Gonçalo do Amarante, depois do distrito-sede. Guarda importantes marcos da história do município, como o antigo casarão da família Matoso e o engenho de São Francisco.
Igrejas
A Capela de Utinga foi erguida por volta de 1730, segundo documentos oficiais, e é dedicada à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A capela serviu como rota para a ocupação holandesa no século XVIII e, desde 1989, é tombada pela Fundação José Augusto, do Rio Grande do Norte. Acreditava que a estrada mais antiga do estado, que ligava Baía da Traição, na Paraíba, até Natal, passava pela capela de Utinga. O termo Utinga, na língua indígena, significa água branca.
A Capela de Santo Antônio do Potengi foi construída em 1885 (ano que se encontra esculpido na fachada da capela até os dias atuais) e está situada numa região de altitude mais elevada, onde pode ser avistado um breve panorama da zona urbana de São Gonçalo do Amarante. Uma possível lenda afirma que a capela teria sido construída em honra a duas mulheres que descobriram uma imagem de Santo Antônio dentro de uma gruta. Elas teriam levado a imagem para casa, mas a mesma teria sumido e sido reencontrada na mesma gruta em que fora descoberta.
A Igreja Matriz foi construída no século XVIII, em 1719, e concluída somente no século XIX. Possui várias imagens antigas feitas de madeira e esculpidas e altares com característica da arquitetura do movimento barroco. É considerado o monumento histórico mais representativo de São Gonçalo do Amarante, tendo sido, em 1963, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
A Igreja Nova foi fundada em 1867 por Joaquim Félix de Lima, e é dedicada à Imaculada Conceição. Também foi construída com o estilo barroco e é outro monumento representativo do município. Localiza-se em frente a uma praça, onde havia um cruzeiro antigamente usado na corrida de jegues.
Outros monumentos
O Casarão Olho d'Água do Lucas foi construído na metade do século XIX, em 1853, e possui esse nome em homenagem à família Lucas, a primeira detentora do casarão. Hoje, o monumento possui escombros do engenho local e desenhos antigos feitos pelos escravos.
O Cruzeiro dos Mártires está situado a cinco quilômetros da sede, no povoado de Uruaçu, e surgiu no início do século XVII, por volta de 1609. Serviu como resistência dos moradores do local contra os holandeses, onde os moradores do engenho Potengi lutaram pelo fim dos abusos cometidos pela administração holandesa. Em 3 de outubro de 1645, foi registrado dos fatos mais significantes da história do Rio Grande do Norte, o Massacre de Uruaçu, que ocorreu próximo de onde está situado o atual povoado de Uruaçu, que abriga o Monumento aos Mártires. A três quilômetros do local, está localizada a Capela dos Mártires, dedicada a São João Batista e que já passou por várias reformas em sua estrutura.
O Monumento aos Mártires é um altar de concreto inaugurado em 5 de dezembro de 2000 e construído para as possíveis celebrações de missas, contando com capacidade para trinta mil pessoas.
Feriados municipais
Além dos feriados nacionais e estaduais, em São Gonçalo do Amarante há três feriados municipais. São eles o dia 28 de janeiro, dia do padroeiro São Gonçalo; 29 de outubro, dia do patrono São Benedito e o dia 11 de dezembro, data da emancipação política do município.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 4 de maio de 2020

JAPERI - RIO DE JANEIRO

Japeri é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Emancipou-se de Nova Iguaçu em 1991.
Japeri ocupa uma área de 82,954 km², limitada pelos municípios de Paracambi, Seropédica, Queimados, Miguel Pereira e Nova Iguaçu. Banhado pelos rios Guandu, Santana, Rio dos Poços, Rio d'Ouro, Santo Antônio, Ribeirão das Lages e São Pedro, é cortado pela RJ-125, chamada "Rodovia Ary Schiavo" a partir de 9 de fevereiro de 1993, segundo a Lei 2.069, e também pelo Arco Metropolitano.
Topônimo
Existem duas etimologias tupis propostas para "Japeri":
1) teria se originado de yaperi, termo tupi que significa "aquilo que flutua" e que designava uma planta semelhante ao junco que abundava nos pântanos da região;
2) significaria "rio dos japis", pela junção dos termos tupis îapim (japi) e y (rio).
História
O primeiro nome conhecido da região hoje ocupada pela cidade foi "Engenho de Pedro Dias". Em seguida, mudou seu nome para "Belém", sendo pertencente à Freguesia da Sacra Família do Caminho Novo do Tinguá. O primeiro núcleo de povoamento da região se formou ao redor da Capela de Nossa Senhora de Belém e do Menino Deus.
É conhecido, principalmente, por estar localizado e ser a última estação do maior ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil, cujo edifício histórico, além de inspirar uma das imagens do brasão municipal, já foi estampa de selos no Brasil. A construção data de 1858 e foi incorporada à Estrada de Ferro Central do Brasil em 1903. Foi a primeira parada das composições para São Paulo (entre elas, o Trem de Prata). Um raio destruiu parte do prédio histórico, nos meados dos anos 1980.
A Lei 1.472, de 28 de abril de 1952, elevou a região à condição de distrito do município de Nova Iguaçu, já com o seu atual nome: Japeri. A Lei 1.902, de 2 de dezembro de 1991, conferiu-lhe a condição de município independente.
Economia
Hoje, o município dispõe de crescente número de lojas comerciais e serviços importantes, como comércio e bancos, não obstante todas as agências estarem localizadas no bairro de Engenheiro Pedreira, a 10 km do Centro e sede da cidade. Apresenta certa aptidão para o lazer, em virtude de sua localização às portas da Serra do Mar, a caminho de cidades importantes do Centro-Sul, como Miguel Pereira, Paty do Alferes e microrregião de Vassouras, do Pico da Coragem, com rampas utilizadas para prática de voo livre, e de sua destacada bacia hidrográfica, já que em seu território passa a maior parte das águas que abastece a região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, incluindo o Rio Guandu que ganha seu nome a partir da divisa com Paracambi. Há diversas opções de lazer ecológico, como trilhas e cachoeiras. Paradoxalmente, diversos bairros da cidade, incluindo o Centro, sofrem com falhas duradouras do serviço de distribuição de água por parte da CEDAE, companhia estadual responsável, obrigando moradores a recorrer a carros-pipa com frequência, especialmente aquele atendidos pelo antigo Sistema do Rio São Pedro, cuja construção remonta ao Imperador Dom Pedro II nas obras empreendidas pelo Engenheiro Francisco de Paula Bicalho, em 1877, a fim de ampliar o sistema de abastecimento na capital. Nas proximidades de Engenheiro Pedreira, encontra-se o primeiro campo de golfe público do país, abonado pela Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro, cujas dimensões foram reduzidas após as obras de construção do Arco Metropolitano, que divide o território da cidade ao meio. A atividade industrial tem aparecido no município, nos últimos anos, graças às políticas públicas de incentivo, que levaram em conta a permissão de desgaste social e ambiental, a renúncia fiscal e a participação estatal. Em Japeri, situa-se uma planta da Casa Granado, tradicional empresa de cosméticos e produtos farmacêuticos.
Educação
Em Japeri existem escolas de ensino fundamental e médio, públicas e particulares, porém nenhum campus universitário. No setor educacional, os resultados do IDEB têm sido apontados como ruins, o que é compartilhado por vizinhos da região metropolitana. Em 2016, a rede de ensino fundamental não atingiu as metas estipuladas no Índice de Desenvolvimento. O Estado, como um todo, apresentou resultados que revelam estagnação das notas obtidas anteriormente. O índice de desenvolvimento humano, índice da Organização das Nações Unidas que mensura o desenvolvimento social, baseado em avaliações de renda, educação e longevidade, posiciona o município entre as 10 piores colocações no Rio de Janeiro, o qual possui 92 municípios.
Transporte
Cortam o município as rodovias RJ-125 (Ary Schiavo), que liga a BR-493 (Arco Metropolitano) e BR-116 (Dutra) à microrregião de Vassouras, a RJ-093, que liga a Dutra à cidade vizinha de Paracambi, com mais acessos a BR-493 que atravessa a cidade, na altura do Bairro Santa Inês, onde está a Prefeitura Municipal, o Fórum e a 63ª Delegacia Policial. Há linhas de ônibus regulares ligando Japeri a cidades da região Centro-Sul, como Miguel Pereira e Paty do Alferes (Arcozelo), serviço provido pela empresa Linave. Existem também linhas rodoviárias para Nova Iguaçu, Queimados e Paracambi, operados ainda pelas empresas Expresso São Francisco, Fazeni e Transportes Blanco (com linhas para Nova Iguaçu, Paracambi e ao Centro do Rio de Janeiro), para onde há concorrência com o serviço de trens urbanos, existente na cidade há mais de um século e hoje administrado pela Supervia. Servem ao município duas estações: O Terminal Japeri, com ramais para a Central do Brasil e Paracambi, e a estação Engenheiro Pedreira, bairro que concentra a maior parte dos serviços e todas as agências bancárias da cidade. Ambas as estações possuem bicicletários.
Feriados municipais
Os feriados municipais ocorrem em 30 de junho (aniversário da cidade) e 8 de dezembro (dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade).
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 1 de maio de 2020

TEÓFILO OTONI - MINAS GERAIS

Teófilo Otoni é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no vale do Mucuri, a nordeste da capital do estado, distando desta cerca de 450 km. Ocupa uma área de 3.242,27 km², sendo que 27,68 km² estão em perímetro urbano. Sua população foi estimada em 141.934 habitantes em julho de 2017, sendo então o 18º mais populoso do estado.
História
Origens e pioneirismo
As terras do atual município de Teófilo Otoni começaram a ser desbravadas ainda no século XVI, em expedições que visavam a encontrar ouro e diamante na região. Nas décadas seguintes destacaram-se as de Sebastião Fernandes Tourinho (1573) e Antônio Dias Adorno (1580), sendo que ambas contribuíram para que fosse feito um "mapeamento" da região. O lugar continuou desabitado até o começo da década de 1750, quando afixa-se o mestre de campo João da Silva Guimarães. Na mesma época também é construída, a mando de Antônio José Coelho, a Fazenda Mestre Campota; hoje sede da Colônia Francisco Sá, que reúne colonos nacionais, alemães, austríacos e outros.
Com as terras originalmente ligadas à antiga Comarca do Serro Frio e depois ao município de Minas Novas, a história do município liga-se à história de seu fundador, Theophilo Benedicto Ottoni, que, após renunciar ao seu mandato de deputado, iniciou a colonização do Vale do Mucuri com a fundação da chamada "Companhia de Comércio e Navegação do Mucuri", em 1847. Para marcar o encontro das duas grandes expedições que partiram em direções diversas, foi fundado, em 7 de setembro de 1853, o núcleo pioneiro, à margem do rio Todos os Santos, denominado Filadélfia, em homenagem à cidade homônima (dado o rápido desenvolvimento alcançado por esta).
O dia da fundação do povoado foi marcado pelo alinhamento da primeira rua; uma rua plana e reta, no rumo norte-sul, batizada primeira rua de Filadélfia, hoje também conhecida como Rua Direita e oficialmente como Avenida Getúlio Vargas. Nos anos a seguir se destacaram as melhorias na infraestrutura e crescimento do comércio; em 1854 foram construídos grandes armazéns e em 1858 foram abertas estradas ligando povoados. Em 1856 chegam os primeiros descendentes de alemães e suíços, vindos através de anúncio publicado na Alemanha convocando colonizadores que teriam amparo por parte da "Companhia Mucuri"; que muito colaboraram na construção das estradas. A estrada ligando Filadélfia ao povoado de Santa Clara foi a primeira rodovia do interior do Brasil, tendo sido inaugurada em agosto de 1857, tinha cerca de 170 km e trafegavam por ela uma média anual de 40 carros particulares puxados por bestas, 200 carros de boi e 400 lotes de burros (1859)
Evolução administrativa e história recente
Àquela época estimava-se uma população de cerca de 600 habitantes e 130 domicílios, sendo que muitos saíam da cidade em decorrência dos constantes problemas com epidemias de doenças tropicais e ataques dos índios botocudos. Do povoado de Filadélfia, fundado oficialmente em 7 de setembro de 1853, foi criada a freguesia com a denominação de Nossa Senhora da Conceição da Filadélfia, pela lei provincial nº 808, de 3 de julho de 1857. Pela lei provincial nº 2486, de 9 de novembro de 1878, é criada a vila com o nome de Teófilo Otoni, em homenagem a Theophilo Benedicto Ottoni, tendo se desmembrado de Minas Novas.
Nos anos seguintes ocorreram a criação e emancipação de vários distritos de Teófilo Otoni. Atualmente restam seis, sendo eles: Crispim Jaques, Mucuri, Pedro Versiani, Rio Pretinho, a Sede e Topázio. A última alteração territorial ocorreu pela lei estadual nº 10.703, de 27 de abril de 1992, quando emancipou-se o distrito de Frei Gonzaga (atual cidade de Novo Oriente de Minas).
No decorrer do século XX a cidade continuou a se destacar no ramo da extração de pedras preciosas, sendo reconhecida hoje como a "Capital Mundial das Pedras Preciosas". Sedia anualmente feiras e exposições do ramo e atrai ainda mercado consumidor de outros países, sendo que o uso de recursos tecnológicos tem sido cada vez mais aplicado na extração dos minerais. Estando situada nordeste do estado de Minas Gerais, no Vale do Mucuri, é considerada como centro macro-regional.
Relevo e hidrografia
O relevo do município de Teófilo Otoni é predominantemente montanhoso. Aproximadamente 60 % do território teófilo-otonense é coberto por mares de morros e montanhas, enquanto em cerca de 30 % há o predomínio de terrenos ondulados, e os 10 % restantes são lugares planos. A altitude máxima encontra-se na divisa com o município de Novo Oriente de Minas, que chega aos 1.138 metros, enquanto que a altitude mínima está na foz do Córrego São Julião, com 366 metros. O solo é rico em gemas, sendo possível encontrar diversas variedades como águas marinhas, topázios, ametistas, crisoberilos e turmalinas.
O território é banhado por vários pequenos rios e córregos, sendo os principais o Rio Todos os Santos, o Rio Marambaia, o Ribeirão Poton e o Córrego São Julião. A cidade faz parte da bacia do Rio Mucuri, que se estende por outros 16 municípios e está incluída na bacia agrupada do Atlântico Leste. Apesar da realização de obras de melhorias, tais como pavimentação de ruas e construção de barragens, no período chuvoso ainda são registradas grandes enchentes causadas pelo excesso de lixo nos cursos dos córregos e ribeirões do perímetro urbano municipal.
Clima
O clima teófilo-otonense é caracterizado como tropical quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen), com temperatura média compensada anual de 24 °C e pluviosidade média de 1.060 mm/ano, concentrados entre os meses de outubro e abril, sendo dezembro o mês de maior precipitação. A estação chuvosa compreende os meses mais quentes, enquanto que a estação seca abrange os meses amenos. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 26,4 ºC, enquanto que no mês mais frio, julho, a média é de 15,6 °C. Apesar da queda da temperatura no inverno, eventos de frio em demasia não são incomuns. Outono e primavera, por sua vez, são estações de transição.
Ecologia e meio ambiente
O município está localizado no Bioma Mata Atlântica, e devido ao desmatamento hoje apresenta apenas alguns de trechos de Mata Atlântica, apesar de que parte da mata nativa foi severamente devastada nos últimos 50 anos; inicialmente com o ciclo exploratório da madeira, que era vendida para outras regiões e estados sem que a população local fosse recompensada, depois para dar lugar às plantações de café e por último para ceder espaço à agricultura moderna, às pastagens para o gado, ou mesmo desmatada e mais tarde reflorestada. Atualmente, a região possui uma das maiores coberturas vegetais bioma da Mata Atlântica Semidecidual no estado de Minas Gerais e do Brasil.
Para combater o desmatamento e a devastação de áreas verdes, foi criado programa como as Área de Proteção Ambiental (APA), que são faixas de vegetação existentes com objetivo de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, proteger o solo e assegurar o bem-estar da população. A APA do Alto do Mucuri, criada em 31 de dezembro de 2011 com área total de 325.148,883 hectares, englobando além de Teófilo Otoni outras sete cidades a norte do município, visando a conservação dos remanescentes de Mata Atlântica e posteriormente interligar com Cinturão Verde com os outros parques estaduais; Além da área de preservação Todos os Santos, com foco em preservar a fauna e flora das margens de trechos do Rio Todos os Santos entre Poté e Teófilo Otoni, tendo sido criada em 8 de junho de 1989. Outro programa é a Semana do Meio Ambiente, realizada anualmente no começo de junho pela prefeitura, onde são organizadas palestras de conscientização ambiental e passeios ecológicos com crianças de escolas públicas e privadas da cidade.
Economia
Setor primário
A agricultura é o setor menos relevante da economia de Teófilo Otoni. Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar, a mandioca e o feijão, além do abacaxi, do arroz, do milho e do tomate. Já na lavoura permanente destacam-se a banana, a laranja e a tangerina, sendo cultivados ainda café e coco.
Setores secundário e terciário
A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. 222.762 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário). As principais indústrias da cidade estão ligadas à agroindústria, ao setor alimentício e principalmente ao setor de extração e transformação de minerais e pedras preciosas. Em 2000, segundo o IBGE, 8.106 pessoas trabalhavam no setor industrial em Teófilo Otoni.
O setor terciário é o mais relevante para a economia municipal. Em 2010, 889.339 mil reais do PIB de Teófilo Otoni eram do valor adicionado bruto do setor terciário, destacando-se na área do comércio. Um dos principais centros comerciais é o City Shopping Teófilo Otoni, sendo que a cidade é matriz de empresas com relevância regional como Ramos Transportes e Farmácia Indiana. A Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo é o órgão público subordinado à prefeitura encarregado de organizar ações, políticas e programas destinados ao desenvolvimento econômico da cidade. Segundo o IBGE, no ano de 2000, 10.205 habitantes trabalhavam no setor comercial e 22.704 pessoas ocupavam-se no setor de serviços.
Saúde e educação
Em 2009, o município possuía 74 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 32 deles públicos e 42 privados e que 29 dos públicos pertenciam à rede municipal, 2 eram da rede estadual e 1 era público federal. 18 estabelecimentos faziam parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e no total existem 392 leitos para internação. Em 2011, 97,2% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia.
Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Teófilo Otoni era, no ano de 2009, de 4,8 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 5,4 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,1; o valor das escolas de todo o Brasil era de 4,0. O município contava, em 2009, com aproximadamente 32.728 matrículas nas redes públicas e particulares. Segundo o IBGE, naquele mesmo ano, das 97 escolas do ensino fundamental, 45 pertenciam à rede pública estadual, 36 à rede pública municipal e 16 eram escolas particulares. Dentre as 24 instituições de ensino médio, 17 pertenciam à rede pública estadual e 7 às redes particulares. Em 2000, 82% das crianças de 7 a 14 anos estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos naquele ano, era de 51%. Teófilo Otoni também se inscreve no cenário mineiro como um pólo universitário, contando com diversas instituições de ensino superior, como um campus da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e um campus do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).
Cultura e lazer
Eventos
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Teófilo Otoni, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos. A Feira Internacional de Pedras Preciosas (FIPP), realizada desde 1989, atrai investidores, consumidores e curiosos de todas as regiões do Brasil e de diversas partes do mundo a fim de conhecer a imensa variedade de pedras preciosas que são extraídas e lapidadas na região. O TeóFolia é o principal carnaval fora de época do nordeste mineiro, organizado anualmente desde 2003 em setembro ou outubro, contando com a participação de artistas regionais ou mesmo nacionalmente conhecidos e bandas de axé, pagode baiano e sertanejo elétrico, tais como Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Parangolé, sendo que em algumas edições chega a receber cerca de 20 mil pessoas. Outro evento é a Festa da Descendência Alemã (Fest Der Deuteschen Abstammung), organizada pela Associação dos Descendentes de Alemães em Teófilo Otoni (ACDATO) anualmente em julho, em homenagem ao dia municipal da Dia da Colônia Alemã, celebrado em 23 de julho. Conta com apresentações artísticas de danças e músicas típicas, concursos de beleza e mostras de artesanato e flores.
Artes cênicas e atrativos arquitetônicos
Na área das artes cênicas se destaca a realização anual do Festival de Teatro de Teófilo Otoni (FESTTO). É organizado pela prefeitura de Teófilo Otoni, através da Secretaria de Educação e Cultura, em parceria com o Serviço Social do Comércio de Minas Gerais (SESC/MG), o Instituto Doctum e o Grupo In-Cena, havendo a realização de espetáculos nacionais gratuitos, oficinas e debates abertos à população. A cidade conta com apenas um teatro, o Cine Teatro Vitória, que foi construído em 1944 e hoje conta com capacidade para 600 espectadores.
Além do teatro, há outros atrativos arquitetônicos. O Prédio da CEMIG foi inaugurado oficialmente em 29 de fevereiro de 1928, inicialmente como uma escola elitizada (o Ginásio Mineiro) que foi fechada em 1943 e reaberta em 1947 com o nome de Colégio Mineiro. a instituição se mudou para outro prédio em 1967, dando lugar à Fundação Universidade do Nordeste Mineiro (FUNM), que também se mudou para outro local em 1979. Desde então o prédio pertence à CEMIG, sendo hoje patrimônio histórico do município. Em frente ao prédio está a Praça Germânica, construída em homenagem às colônias alemãs que chegaram à cidade em 1856. Suas estátuas representam uma família de alemães que chegaram junto às colônias. Também há a Igreja Matriz, a Igreja Bom Jesus e a Praça Tiradentes, que abriga uma antiga Maria Fumaça que pertencia à extinta Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFMB).
Esportes
A cidade conta com equipes de diversos esportes, que por vezes se destacam ao conquistarem títulos regionais, estaduais ou mesmo nacionais, tais como basquetebol, voleibol, handebol e futebol de salão. Também é comum, principalmente entre a população jovem, a prática de esportes radicais, como skate, BMX e patins em linha. Dentre os espaços desportivos se destaca o Ginásio Joaquim Nunes, a "Praça de Esportes", com quadras de futsal, vôlei, basquete e handebol.
O principal time de futebol da cidade é o América Futebol Clube, que foi fundado em 12 de maio de 1936 e manda seus jogos no Estádio Nassri Mattar, que tem capacidade para cerca de 5 mil pessoas. O América de Teófilo Otoni, como a equipe é mais conhecida, teve sua maior fama no Campeonato Mineiro de 2011, onde alcançou a quarta colocação, sendo o clube que revelou o atacante Fred, destaque do Fluminense. Outros futebolistas relevantes naturais do município são Abelardo, Toninho Almeida, Bruno di Pietro, Fahel e Flávio Guedes.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 27 de abril de 2020

QUEIMADOS - RIO DE JANEIRO

Queimados é um município brasileiro da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro.
Ocupa uma área de de 76,921 km², integrando a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A cidade está está a 50 km da Capital do estado, a cidade do Rio de Janeiro.
Tornou-se Município, no ano de 1990, após emancipação da cidade de Nova Iguaçu.
Atualmente faz divisa com as cidades de Nova Iguaçu, Seropédica e Japeri.
História
Em 29 de março de 1858, a família imperial, a bordo do primeiro trem da Estrada de Ferro D. Pedro II, seguia em missão especial para inaugurar o trecho de 48 km compreendido entre a Estação do Campo até Queimados. A população do lugarejo, que assistiu a solenidade, sentiu-se honrada pela visita do Imperador e entendeu aquele momento como sendo o instante oficial da inauguração do povoado de Queimados. 
No século XVIII, a localidade onde está situado o Município de Queimados fazia parte das terras da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu. Esta foi a última das freguesias do então Município de Iguassu, que era composto ainda pelas freguesias de Nossa Senhora da Piedade do Iguassu, Santo Antonio da Jacutinga, Nossa Senhora do Pilar e São João de Meriti. A Freguesia de Nossa Senhora do Marapicu, por sua importância econômica, acabou recebendo o título de Freguesia Perpétua. 
Com a expansão da economia cafeeira, em meados do século XIX, foi construída a Estrada de Ferro D. Pedro II, trazendo mais prosperidade à região. O projeto inicial desta ferrovia previa a extensão dos trilhos até a Freguesia de Nossa Senhora de Belém e Menino Deus, atual Jacutinga, que chegou a construir um prédio para sediar a estação. Porém, milhares de operários chineses, construtores da estrada, foram vítimas de Malária e por epidemias de cólera, que arrasou toda a Colônia, em 1855.
Como a morte dos operários chineses iria retardar o prosseguimento das obras da via férrea, rapidamente foi construída a Estação de Queimados. Segundo a história, a origem do nome do município se deve a este acontecimento, uma vez que os chineses tinham por costume queimar os seus mortos. Este costume criou entre os populares, que tinham que passar pelo local onde os corpos haviam sido queimados, a seguinte forma de indicar o caminho: "vou pela estrada dos queimados", o que acabou por nomear o local.
Desde 1833, a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu correspondia a um Distrito Eclesiástico, que era subordinado á Câmara da Cidade do Rio de Janeiro, representado por um Intendente que ficava em Nova Iguaçu, naquela época Vila de Iguassu. Marapicu e Queimados estiveram, durante muito tempo, disputando a sede deste distrito. Em 1944, sob o decreto Lei Estadual, nº 1063, Queimados passa a ser o 2º Distrito de Nova Iguaçu.
Há três versões mais prováveis para seu nome. A primeira diz que, quando o imperador Dom Pedro I passou por aquela região, por ocasião da inauguração da estação de trem, viu uma grande queimada que estava sendo feita dos laranjais nos morros, e chamou o lugar de "Morro dos Queimados". A segunda diz que o nome é referente aos corpos de leprosos queimados, aos montes, que morriam num leprosário que ali existia, onde hoje se situa a Estrada do Lazareto, uma das principais vias do município. Há ainda uma terceira versão, que afirma que o nome da cidade provém dos escravos fugidos das fazendas, que eram mortos e tinham seus corpos queimados pelos seus senhores.
Distrito industrial de Queimados
O Distrito Industrial de Queimados foi fundado em 1976, sobe a administração do seu antigo Município Nova Iguaçu, e está localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra na altura do km 196,5, sentido São Paulo - Rio de Janeiro. Possui acesso direto pelo viaduto do distrito de Engenheiro Pedreira.
Em sua fundação, possuía uma área de 2.326.575 m². Hoje, após expansão conforme decreto nº. 42.919 de 7 abril de 2011, possui um total de 4.326.575 m².
Com capacidade de atender as necessidades das empresas, o Distrito possui uma infra-estrutura com: rede de gás canalizado, internet fibra ótica, subestação de energia elétrica, abastecimento de água.
O Distrito Industrial de Queimados, é considerado um dos mais importantes do estado, pois está localizado próximo às cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e do Porto de Itaguaí e Porto do Rio de Janeiro, além da proximidade de rodovias importantes do Estado, como o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro e a Rodovia Presidente Dutra.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 24 de abril de 2020

JAÚ - SÃO PAULO

Jaú é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se na região central do estado. 
Embora o nome do município, de acordo o IBGE e o Tribunal Superior Eleitoral seja Jaú, a lei municipal nº 4.627, de 2/8/2011, prescreve a inserção de "h" no nome do município, na forma Jahu, que é uma grafia arcaica. Essa lei (que não menciona a permanência ou não do acento agudo), no entanto, não tem efetivo valor legal, visto que as legislações federal e estadual obrigam a realização de um plebiscito (que não houve), referendado pelo governador do estado, para a alteração da grafia de dos topônimos municipais.
Sua população foi estimada pelo IBGE em 146.338 no ano de 2017. O município é um importante polo de desenvolvimento industrial e agrícola, destacando-se pela quantidade de fábricas de sapatos femininos, sendo conhecida como a capital do calçado feminino. 
Jaú é servida por vários sistemas rodoviário e ferroviário.
História
Os bandeirantes que seguiam pelo rio Tietê, pescavam um peixe chamado jaú, na foz de um ribeirão. O local, desde então, ficou conhecido como Barra do Juruí. Motivados pela excelente qualidade da terra roxa, abundante na região, os primeiros habitantes oriundos de Itu, Porto Feliz, Capivari e do sul de Minas Gerais, aí se fixaram com suas famílias.
A fundação data de 15 de agosto de 1853, quando alguns moradores da região decidiram organizar uma comissão composta pelos cidadãos Bento Manoel de Moraes Navarro, capitão José Ribeiro de Camargo, tenente Manoel Joaquim Lopes e Francisco Gomes Botão para tratar da fundação do povoado. Por proposta de Bento Manoel de Moraes Navarro o povoado foi fundado sob a égide de Nossa Senhora do Patrocínio, tendo, inclusive, Bento Manoel mandado entalhar em Itu a imagem da referida santa, ofertando-a á sociedade local.
Depois de vários estudos, ficou decidido em uma reunião realizada na residência de Lúcio de Arruda Leme (localizada onde hoje se encontram as ruas Edgard Ferraz e Amaral Gurgel) que seria erguido um povoado na área de 40 alqueires, doados em partes iguais por Francisco Gomes Botão e tenente Manoel Joaquim Lopes. Estas terras eram aquelas compreendidas entre a margem esquerda do rio Jaú e a do Córrego da Figueira. Em 8 de abril de 1857, a lei nº 25 incorporou os Bairros de Tietê, Curralinho e Jacareí. A lei nº 11 de 24 de março de 1859 elevou a capela do Jaú no município de Brotas, à freguesia, a qual por sua vez foi elevada à vila pela lei nº 60 de 23 de abril de 1866 e em 15 de abril de 1868 é criado o Termo de Jaú, sendo o seu primeiro Juiz Municipal Antônio Ferreira Dias e primeiro delegado de polícia, o tenente Antônio Manoel de Moraes Navarro - filho de Bento Manoel de Moraes Navarro.
Jaú foi elevada à categoria de município pela lei nº 6, de 6 de fevereiro de 1889.
O fato de o município estar situado em uma região de terra roxa, que possui uma alta fertilidade, contribuiu para que Jaú se tornasse um dos principais centros produtores de café do Estado de São Paulo e do país.
Por volta de 1870 a cultura cafeeira no município de Jaú solidificou-se, proporcionando o surgimento de uma elite de ricos fazendeiros. Com a chegada da "Companhia Estrada de Ferro do Rio Claro" (The Rio Claro Railway), em 1887, o escoamento da produção foi facilitada e as exportações cresceram vertiginosamente. De acordo com o relatório estatístico da mencionada companhia.
Em 1907 segundo dados da "Companhia Paulista de Estradas de Ferro" o município de Jaú, o mais rico e maior produtor de café da Zona da Paulista, ocupava o primeiro lugar nas estações da Companhia, tornando-se o centro produtor que mais exportava café em todo o mundo.
Com essa rápida evolução econômica a população aumentou e em 1900, a população totalizava cerca de 36.000 habitantes, com um aumento de 7,5%, tornando-se o oitavo município mais populoso do Estado de São Paulo, e a quinta maior comarca.
A riqueza obtida pela produção do café fez com que Jaú se tornasse um dos mais ricos municípios de todo o Estado, sendo importante ressaltar que naquela época Jaú, Ribeirão Preto e Campinas eram os únicos municípios do interior paulista a ter o privilégio de possuir calçamento urbano. Em 28 de setembro de 1901 deu-se a inauguração da "Companhia de Força e Luz do Jaú", sendo o quarto município do país a ter o benefício da luz elétrica.
Outros fatos interessantes que demonstram a riqueza vivida pelos fazendeiros na época era a importação de mão de obra especializada para a construção de grandes palacetes e que no ano de 1922 o número médio de chamadas por aparelho telefônico em Jaú superava as centrais de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Arquitetura
Através das construções pode-se ver a memória, a importância e a história do município. Apresenta mais de 400 prédios históricos edificados durante os áureos anos do café. Essas belas edificações centenárias encontram-se distribuídas principalmente pelo centro da cidade. A que mais impressiona é a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio, sendo a quarta edificação da igreja, o atual prédio, vazado no estilo neogótico alemão e inaugurado em 1901 possui grandes dimensões e uma beleza inigualável. O templo é decorado internamente por diversas pinturas e possui vitrais importados da Alemanha, telhas importadas da França, piso hidráulico, um carrilhão de belos cinco sinos, além de inúmeras obras de arte em madeira e mármore. Igreja Matriz conta, também, com um Órgão de tubos (instrumento musical) construído em 1920 por Carlos Möhrle, com 2 manuais e pedaleira.
A antiga estação ferroviária encontra-se restaurada sendo a última de três, já que as outras estações infelizmente foram demolidas. Merecem destaque também: o primeiro grupo escolar de Jaú " Pádua Salles" sendo Euclides da Cunha o responsável pelo projeto; o Mercado Municipal; o edifício da atual Delegacia Regional de Ensino; o prédio da Delegacia Seccional de Jaú; a sede do Jaú Clube, projetada por Ramos de Azevedo; o grupo escolar "Major Prado"; as partes antigas dos hospitais Amaral Carvalho e Santa Casa de Misericórdia e os edifícios dos extintos bancos "Francês-Italiano" e "Melhoramentos do Jaú".
A arquitetura moderna também se faz presente em Jaú, representada principalmente pela estação Rodoviária e pelo Paço Municipal, sendo que o projeto da primeira foi de autoria do renomado arquiteto Vilanova Artigas e o da segunda de seu sócio Carlos Cascaldi.
Clima
Jaú apresenta uma média anual: 20,8 °C; o mês mais quente: janeiro (máxima média de 29,2 °C); o mês mais frio: julho (mínima média de 10,3 °C); a máxima absoluta: 39,7 °Ce a mínima absoluta: 0,3 °C
Esporte
O município é sede do XV de Jaú, também conhecido como "O Galo da Comarca". O XV é considerado uma das equipes mais tradicionais do futebol do interior paulista. Seu estádio é o "Zezinho Magalhães" (Jauzão), com capacidade para abrigar, comodamente, 12 mil espectadores. O clube já participou da série A-1 do Campeonato Paulista por mais de 30 anos, mas atualmente disputa a Quarta Divisão do torneio. o Clube revelou jogadores como: Sormani (ídolo do Milan e Seleção Italiana), Afonsinho (Botafogo - RJ e Seleção) Marolla (goleiro Santos e Seleção) Alfinete (lateral Corinthians e Seleção), Wilson Mano, Toninho (ex-portuguesa) Sony Anderson (Barcelona e Seleção) Edmilson (Barcelona e Seleção), França (São Paulo e Seleção), Edu Schimdt (São Paulo, Celta de Vigo, Seleção), Kazu (ex-Santos e maior Ídolo do futebol japonês, que aprendeu a jogar bola no XV), Walter (Corinthians), entre outros craques. As cores que utiliza são o verde e o amarelo.
Referência para o texto: Wikipédia .