segunda-feira, 20 de novembro de 2023

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO

São José do Rio Pardo é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população, conforme censo do IBGE de 2022, era de 52 204 habitantes.
História
Segundo Rodolfo José Del Guerra, historiador e cronista da cidade, em seu livro “São José do Rio Pardo: história que muitos fizeram”:
    “(…)em 4 de abril de 1865 alguns fazendeiros se reuniram, traçando os planos para edificar a capela, primeira etapa para a criação da futura freguesia.
    A 30 de maio de 1873, o Vigário Capitular do Bispado de São Paulo assinou documento autorizando bênção e celebração da missa e dos demais ofícios divinos na Capela de São José do Rio Pardo, filial da Matriz do Espírito Santo do Rio do Peixe. A primeira missa só foi celebrada em 19 de março de 1874.
    A Capela Curada de São José foi elevada à categoria de freguesia em 14 de abril de 1880, pela Lei nº 70, da Assembleia Provincial. São José do Rio Pardo, desanexou-se da vila de Caconde, passando à de Casa Branca, constituindo-se em paróquia, confirmada pelo Bispo de São Paulo, em 1 de fevereiro de 1881.
    Pela Lei nº 49, de 20 de março de 1885, a freguesia foi elevada à categoria de vila, vinte anos depois daquela primeira reunião dos fundadores. Mas outra lei determinava que sem o edifício da Casa de Câmara e Cadeia, construído às expensas dos respectivos povos, a Vila não poderia ser instalada.
    Chegou 1889, o ano da Proclamação da República. Um acontecimento político, ocorrido em 11 de agosto, três meses antes da Proclamação, ressoou, projetando nacionalmente a Vila de São José do Rio Pardo. O episódio teve seu prelúdio em junho, quando membros da Sociedade Italiana XX de Setembro, infiltrada de republicanos, depois de uma festa de assentamento da pedra fundamental de sua sede, saíram às ruas, cantando a Marselhesa, defrontando-se com monarquistas. Houve agressão, confusão e envio de tropas. Dois meses passados, depois de aparente paz, a contenda recomeçou. Na noite de 10 de agosto, o Hotel Brasil, do republicano Ananias Barbosa, foi atacado pela polícia, depois de uma reunião e homenagens ao pregador republicano e líder, Francisco Glicério… A 11 de agosto de 1889, os republicanos (…) apoderaram-se do edifício da Casa da Câmara e Cadeia, que representava a força e a lei, hasteando, a bandeira revolucionária de Júlio Ribeiro, proclamando a República, sob o som da proibida Marselhesa.”
São José do Rio Pardo foi uma região das mais produtivas do café, o "ouro verde", e contava com dezenas de fazendas monocultoras que durante o século XIX usaram a mão de obra do escravo africano, que foi sistematicamente substituída pelo imigrante italiano, que após a "Quebra" da Bolsa de Nova Iorque adquiriram seus quinhões de terra que hoje compõe a geografia agropastoril do município.
No início do Século XX, São José do Rio Pardo acolheu grande quantidade de imigrantes, principalmente italianos. Também foi no município que Euclides da Cunha escreveu sua obra prima, Os Sertões, durante o período em que viveu e trabalhou no município, entre 1898 e 1901.
Euclides da Cunha
O escritor de Os Sertões redigiu o livro em 1902, juntamente com a construção da Ponte de São José do Rio Pardo. A chamada Casa de Zinco, feita de folhas de zinco, na qual Euclides escreveu e projetou suas obras está localizada à beira do rio Pardo e ao lado de sua ponte, protegida por uma casa de vidro.
Devido à concepção d´Os Sertões nesse município, a Casa de Cultura Euclides da Cunha promove a Semana Euclidiana e a Maratona Euclidiana dos dias 9 a 15 de agosto; trata-se de eventos destinados a alunos das escolas do município e de outros.
Geografia
Relevo

O ponto mais alto do município é o Morro da Antena (canal 2), com 1.050 metros de altitude. O município encontra-se inserido no Planalto Atlântico, definido como uma das províncias geomorfológicas do Estado de São Paulo por ALMEIDA (1964) corresponde, geologicamente, a faixas orogênicas antigas com litologias de rochas cristalinas pré-cambrianas, cortadas por rochas intrusivas básicas e alcalinas mesozóico-terciárias. Quanto às formas o modelado dominante no Planalto Atlântico constitui-se por topos convexos, elevada densidade de canais de drenagem e vales profundos. É a área do Domínio dos Mares de Morros .
Clima
O clima de São José do Rio Pardo é tropical de altitude (Cwa). A temperatura máxima já registrada no município, foi de 36,4 °C em 26 de setembro de 2003, e a mínima foi de 0,5 °C, em julho de 1994. O clima do município é amenizado por sua localização geográfica no vale do Rio Pardo, entre as montanhas da Serra do Cervo (braço da Serra da Mantiqueira). A média das temperaturas máximas varia entre 25 °C e 30 °C durante o ano, e média das mínimas cai para próximo de 10 °C no inverno. As chuvas se concentram na primavera e verão (entre outubro e março), sendo janeiro, em média, o mês mais chuvoso. O inverno é seco e apresenta grande amplitude térmica. Massas de ar polar oriundas da Antártida limpam o céu e derrubam a temperatura em alguns dias, podendo criar condições para a ocorrência de geadas. Julho é o mês menos chuvoso e mais frio.
Vegetação
A forma de vegetação predominante no município é a floresta estacional semidecidual, conhecida também como Mata Atlântica de Interior. A característica mais marcante desta floresta é que ela perde suas folhas na estação seca, e principalmente de maio a setembro. Outra característica importante desta região é a presença de uma transição do Cerrado para Floresta Estacional, com a presença de matas com características tanto de Cerrado quanto de Floresta (ecótono). Segundo último levantamento vegetacional realizado pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo, São José do Rio Pardo carece de áreas florestais de grande porte, sendo mais comuns no município pequenos fragmentos de vegetação em topos de morros e fundo de vales.
Fauna
Por estar localizado em uma área de transição vegetacional, São José do Rio Pardo abriga uma rica fauna. Já foram avistados na região exemplares de onça-parda (Puma concolor), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), este último muito comum nas fazendas. Nas últimas décadas houve um declínio da população de peixes, provocado pelo barramento do Rio Pardo para geração de energia elétrica. Peixes introduzidos pelo homem, como a tilápia, predominam nos rios do município.
Conservação da biodiversidade
Apesar de estar inserido em uma área de grande importância biológica, poucos estudos são feitos no município no sentido de estimar e conhecer a real biodiversidade local. Não existe nenhum parque ou área protegida para conservar os resquícios de mata existentes no município. A ONG Grupo Ecológico Nativerde atua em prol do meio ambiente no município.
Aeroporto
A cidade conta com o Aeroclube de São José do Rio Pardo, SP (ICAO SIPA) Coordenadas 21 38 41S/046 56 00W Pista 14 – (1200 x 18 ASPH 7/F/B/X/T) – 32
Educação
O município possui duas instituições de ensino superior: a Faculdade Euclides da Cunha (FEUC) e um campus da Universidade Paulista (UNIP), além de uma unidade da Escola Técnica Estadual (Etec de São José do Rio Pardo) do Centro Paula Souza (Ensino Médio, Ensino Médio Integrado - Informática para Internet, Ensino Técnico: Administração, Química, Informática e Segurança do Trabalho) e também o Centro Universitário Uninter e de uma extensão do Conservatório de Tatuí.
Economia
São José do Rio Pardo é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
No ano de 2023, o município acumula mais admissões que demissões, com um saldo de 1916 funcionários, onde destacam-se positivamente o transporte de carga (110), as lavouras temporárias (90) e as obras de infraestrutura para energia elétrica (73). Além disso, houve incremento de 213 novas empresas na cidade.
Turismo
Privilegiada pela natureza, São José do Rio Pardo é contemplada por diversos pontos turísticos a céu aberto, dentre eles a estátua do Cristo Redentor – no topo de uma montanha que emoldura a cidade; o Recanto Euclidiano – onde história, tradição e memória se encontram às margens do Rio Pardo; a Ilha de São Pedro – atrativo singular do turismo do interior paulista; cachoeiras, fazendas históricas e muitos outros para se conectar à natureza.
No espaço urbano, o Museu Rio-Pardense (espaço atualmente em reforma, fechado para visitação) conta um pouco da rica história da cidade e sua importância na cultura do café no Estado; a Casa Euclidiana – maior acervo brasileiro sobre a vida e obra do escritor Euclides da Cunha; o Centro Cultural Ítalo-Brasileiro – que preserva a história da imigração e a cultura italiana; a Ponte Metálica Euclides da Cunha; a Igreja Matriz e tantos outros espaços e atrativos de natureza artística, intelectual e cultural da cidade.
- Ilha de São Pedro - Situada praticamente no centro da cidade, é local de grande interesse turístico, sendo um dos mais visitados da cidade. Abriga um mini zoológico e um parque florestal. Recentemente passou por uma ampla reforma em suas instalações, que passou a contar com uma grande sala multiuso, apropriada para exposições de arte, apresentações musicais, aulas de educação ambiental, entre outras atividades. No mesmo local será instalada uma cafeteria, para apoio e alimentação dos visitantes. O acesso à Ilha se faz através de ponte pênsil.
- Cristo Redentor - Imponente estátua construída em Campinas e trazida desmontada para esta cidade, nos anos 40. Colocada num dos morros circundantes, tem ao todo 17 metros, sendo 5 do pedestal, que abriga pequena capela. Os 17 metros lembrariam as 17 letras do nome de São José do Rio Pardo. Descortina-se de lá excelente panorama. É ponto de grande interesse turístico, a que se chega por estrada asfaltada, com amplo espaço para estacionamento de veículos.
- Praça dos Três Poderes - A Praça dos Três Poderes reúne os poderes: legislativo, executivo e judiciário do município. Neste mesmo quarteirão, até 1908 existiu o primeiro Cemitério Municipal. Após a sua completa remoção, no local foi construído o Jardim do Artese, idealizado pelo artista e construtor Paschoal Artese, em 1914. Com a expansão da cidade, o espaço deixado pelo primeiro Cemitério Municipal e pelo Jardim do Artese foi ocupado pelo conjunto harmonioso de belos prédios dos Três Poderes: o Legislativo, com a Câmara Municipal, o Executivo, com a Prefeitura Municipal e o Judiciário, com o Fórum Jovino de Sylos, inaugurados em 15 de agosto de 1968, com a presença do Governador Abreu Sodré e secretários de Estado
- Alto da Fortaleza (Fortaleza Jesus, Maria e José) - Localizava-se à margem esquerda do Rio Jacuí, na altura da foz do Rio Pardo, então limite da região das Missões Jesuíticas, no local hoje conhecido como Alto da Fortaleza, na cidade.
Centro Regional de Cultura
- Cruz da Batalha do Barro Vermelho - Atacadas, as forças imperiais, pela retaguarda e de surpresa, feriu-se neste o local, no dia 30 de abril de 1838, o mais sangrento combate da Revolução Farroupilha. O local é assinalado por uma Cruz de pedra inaugurada por iniciativa do jornalista Guilherme de Paulo Barroso ao ser completado o centenário do feito.
- Igreja Bom Jesus dos Passos - A construção da Igreja Senhor dos Passos, iniciada em 1815 originou-se de um anseio, da irmandade de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, sua atual mantenedora, de construir um templo para nele abrigar a imagem de sua devoção. Em 1872 foi reformada .
- Ponte do Couto - Ponte em arcos romanos, projeto de 1848 do engenheiro João Martinho Buff, e construção de  Antonio Luiz da Costa Esteves, em torno da qual existe a lenda do “Tesouro do Menino Diabo”. Era importante por ligar a zona colonial com a cidade e o porto do rio Jacui, por onde era escoada a produção, sua construção foi demorada, tendo ocorrido até um desmoronamento de suas paredes no inicio das obras.
- Praia dos Ingazeiros - Na confluência dos rios Pardo e Jacui, à 2km do centro da cidade, onde se realizam o campeonato Praiano e a Festa do Peixe, dotada de excelente infraestrutura, bares e barcos para passeio.
- Rua da Ladeira - Atual Rua Julio de Castilhos, foi a primeira rua calçada no RS, o que ocorreu no ano de 1813. Utilizando o trabalho escravo, segue o modelo da Via Appia Romana, com escoamento no centro do calçamento. Por ter sido a primeira rua calçada tem conservado o estilo original. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico e artístico nacional em 1954.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Prefeitura da cidade de São José do Rio Pardo ; ATURVARP .

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA

Rolim de Moura é um município brasileiro do estado de Rondônia. Com uma população de 56.406 habitantes, segundo estimativas do IBGE de 2022, resultando na 6° cidade mais populosa de Rondônia.
História
Em meados dos anos 1970, os governos militares criaram, através da propaganda, com base na Lei de Segurança Nacional, a necessidade de ocupar a Amazônia. Foi daí que, em 1979, originou-se o Projeto de Colonização Rolim de Moura (destinado ao assentamento de colonos excedentes da extensão do Projeto Integrado de Colonização GY Paraná ou Ji-Paraná), implantado na área pelo INCRA, que distribuiu lotes de terras rurais a milhares de famílias. A partir de então as pessoas que chegaram às centenas começaram a erguer a cidade, inicialmente formada de barracos, mucambos, de pau a pique. Rolim de Moura foi elevada a categoria de município através do Decreto Lei Estadual nº 71, de 5 de agosto de 1983, desmembrado da área de Cacoal.
O nome da cidade foi dado em homenagem ao Visconde de Azambuja (ou Dom Antônio Rolim de Moura Tavares), segundo governador da capitania de Mato Grosso, pelos relevantes serviços prestados à região do vale do Guaporé.
Zona Rural
A zona rural rolimourense é traçada por estradas vicinais paralelas numeradas chamadas na região de "linhas". A distância entre uma linha e outra é em média 4 km. No centro da cidade no sentido Norte-Sul passa a linha 184, as demais linhas são paralelas e sua numeração acompanha a quilometragem.
Vegetação
A vegetação dominante é a Floresta Equatorial Amazônica com presenças esparsas de campos e cerrados.
Hidrografia
A hidrografia é representada pelos rios: Anta Atirada, Palha, Bambu, São Pedro e Rolim de Moura. Ambos afluentes do rio Machado, sendo que, o município é cortado ainda, por vários riachos e igarapés.
Clima
Equatorial quente e úmido atua na região. No período entre junho e agosto às massas de ar polar conseguem penetrar na região, assim derrubando os termômetros com temperaturas inferiores aos 20 °C. Esse fenômeno e caracterizado como friagem pode durar de 2 a 7 dias dependendo da situação, mesmo assim a friagem não provoca grandes mudanças nas médias mensais.
Economia
Rolim de Moura é um importante polo regional, sendo a cidade mais populosa e economicamente ativa da Zona da Mata Rondoniense, uma região de influência que abrange os municípios de Alta Floresta d'Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Castanheiras, Nova Brasilândia d'Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Parecis, Santa Luzia d'Oeste e São Filipe d'Oeste e que totaliza uma população de aproximadamente de 151.000 habitantes e área de 19.664 km².
As principais fontes de recursos da microrregião são a agropecuária e a indústria madeireira, as lavouras de relevância são as de arroz, café, milho e feijão, a pecuária extensiva ocupa grande espaço geográfico, sendo que o crescimento do rebanho microrregional, de gado, está estagnado pela superlotação das pastagens, existe um forte movimento de migração do rebanho de corte para o leiteiro devido a instalação de novas indústrias de processamento de leite.
Turismo
Entre os principais eventos que movimentam a economia e o turismo na cidade, estão a "Festa do Milho", evento gastronômico, e a "Feira Agropecuária de Rolim de Moura", uma feira agropecuária com shows, queima de fogos e rodeio profissional em touros.
Educação
Escolas Profissionalizantes 
As escolas profissionalizantes em Rolim de Moura são: Deltal e FASPTEC.
Ensino Superior
No Ensino Superior, a cidade conta com as seguintes unidades: Universidade Federal de Rondônia (UNIR); Universidade Aberta do Brasil (UAB); Faculdade de Rolim de Moura (FAROL) e Faculdade São Paulo (FSP).
Esportes
A cidade tem um representante na primeira divisão do Campeonato Rondoniense de Futebol, o Guaporé Futebol Clube. O clube manda seus jogos no Estádio José Ângelo Cassol, o "Cassolão".
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

HUMAITÁ - AMAZONAS

Humaitá é um município brasileiro localizado no interior do estado do Amazonas. Sua população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 57.473 habitantes, conforme Censo de 2022.
Situada no entrocamento entre as rodovias Transamazônica e Manaus-Porto Velho, Humaitá é banhada pelo Rio Madeira, sendo uma das principais cidades da hidrovia homônima. A cidade faz parte também do chamado "Arco Norte Amazônico", com grande potencial agropecuário e logístico.
Toponímia
Segundo autores, a palavra vem do Tupi-guarani, significando "A pedra agora é negra" (Hu = negro, ma = agora, itá = pedra). Outros autores apontam para uma possível tradução do Guarani, significando "Pedra Antiga" (yma = antiguidade, itá = pedra). Já por Machado, Etimológico da Língua Portuguesa, o significado seria derivado do tupi (“mbaitá” = Papagaio pequeno) (Machado, 2003, pág. 246). Há também a língua da etnia Parintintin (“mu`tá” = Pau atravessado), pois era comum os antigos ica atrás do primeiro mercado municipal onde existia um buraco, para fazer armadilhas e pegar caça, pescar e avistavam as toras de madeira descendo rio abaixo. (Mª. G. Parintintin, 1994). Mas seu fundador dera este nome devido a uma das batalhas que o Brasil travou contra o Paraguai no Forte Humaitá.
História
Os primeiros habitantes da região foram os indígenas, que praticavam a economia de subsistência, como a caça, a pesca, o extrativismo e a agricultura familiar. Os rios Maici e Marmelo - também chamados de rios Torá e Tenharim - abrigavam a maior parte das etnias indígenas que povoavam o lugar, sendo grandemente numerosos. As principais etnias que habitavam a região eram os Parintintins e os Pirarrãs e outros Muras.
Humaitá remonta suas origens ao ano de 1693, com a fundação da Missão de São Francisco, fundada pelos jesuítas no rio Preto, afluente do rio Madeira.
José Francisco Monteiro, um comerciante, foi um dos primeiros colonizadores da localidade, que chegou à região em busca de riquezas em 15 de maio de 1869. Nesta época, a Missão de São Francisco, fundada pelos jesuítas em 1693, estava instalada num lugar chamado Pasto Grande, no Rio Preto, próximo à atual cidade. Por conta dos constantes ataques dos índios, a sede da freguesia foi transferida em 1888, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Belém de Humaitá. A transferência ocorreu por força da Lei nº 790, de 13 de novembro daquele ano, e a transição foi feita pelo comendador.
O município foi criado pelo Decreto Nº 31, de 4 de fevereiro de 1890, tendo sua área territorial desmembrada do município vizinho de Manicoré, através do Decreto-Lei nº 95-A, de 10 de abril de 1891, assinado pelo governador Eduardo Ribeiro. Neste ano também aconteceu a fundação do primeiro jornal da cidade, O Humaythaense (o segundo jornal, O Madeirense, foi fundado anos depois, em 1917), assim como a vinda do primeiro destacamento da Polícia Militar do Amazonas para o município. Em outubro de 1894, no auge do Ciclo da Borracha, Humaitá foi elevada à categoria de cidade.
Geografia
Clima

Quente e úmido com duas estações do ano: uma chuvosa “inverno” que vai de outubro a abril e outra de estiagem “verão” que vai de maio a setembro. No meio do ano, às vezes acontece o fenômeno da “friagem” que é uma queda da temperatura provocada pelo deslocamento da Massa de Ar Polar Atlântica.
Vegetação
O município é coberto pela Floresta Amazônica com sua exuberante riqueza em espécies vegetais e animais. Com a chegada dos missionários no século XVII ainda possuía uma imensa floresta equatorial, porém com a exploração desordenada de madeira, animais e a formação de enormes campos para agricultura e a pecuária, muitas espécies vegetais desapareceram.
Relevo
Humaitá está a 90m acima do nível do mar, possui algumas praias como: Praia de São Miguel e Praia do Paraíso, localizada no rio Madeira; Praia do Ipixuna, localizada a 40 km no rio Ipixuna. Humaitá localiza-se na Planície Amazônica e seu relevo contém:
- Terra firme - terrenos altos que não alagam, onde nascem grandes árvores tanto para venda como para utilização local, como: castanheiras, seringueiras (Havea Brasiliense), cedro, itaúba, louro, pau-rosa, curupira, acariquara, jatobá.
Várzea.
- Terrenos baixos e alagadiços - localizados às margens dos rios, lagos e paranás. As espécies vegetais encontradas são: taxizeiro, marimari, samaúma e a muratinga. Após alagada, ela seca ficando com as terras férteis prontas para agricultura. Exemplos de várzea: Ilha das Pupunhas, Puruzinho, nestes terrenos aparecem extensões de areia (Praias). Existem as praias de São Miguel e Paraíso às margens do rio Madeira, e a Praia do Ipixuna às margens do rio Ipixuna a 40 km de Humaitá.
- Igapós - terrenos mais baixos das margens dos cursos d’água escura, vivem permanentemente alagados, existindo uma vegetação típica, como: apuizeiro, buriti, tarumanzeiro e marajazeiro. E é utilizado também para pesca.
Hidrografia
Rio Madeira, um dos maiores da Bacia Amazônica e de fundamental importância para a vida dos ribeirinhos. Dele se tira a água, o peixe e em alguns lugares o ouro, além de ser um importante meio de transporte. Fazem também parte da hidrografia os rios: Marmelo, Maicí, Machado e Ipixuna, além dos Igarapés Caxiri, Behém, Banheiro, Pupunha, Puruzinho, e dos Lagos: Pupunha, Paraíso, Uruapiara, dos Reis, do Antonio, do Acará entre outros.
Economia
A economia do município está baseada na agropecuária, extrativismo vegetal e indústria, principalmente madeireira. A agropecuária também está em expansão, já a indústria é incipiente.
Turismo
Situada próximo a divisa com o estado de Rondônia e distante da capital do estado Manaus, Humaitá destaca-se por suas belezas naturais. A região também atrai muitos turistas ligados a atividade da pesca.
Pontos turísticos
Os principais pontos turísticos da cidade são: Praia de São Miguel, localizada no Rio Madeira; Praia do Paraíso, também localizada no Rio Madeira; Praia do Ipixuna, localizada a 45 km da cidade, no Rio Ipixuna; Portal Rio Madeira, na entrada da Cidade e Orla de Humaitá, Localizada as margens do Rio Madeira em frente à praça da Matriz e da Catedral
Eventos
Seguem aqui os eventos do município:
- Agrotec.
- Festejos da Padroeira Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
- 15 de Maio (Aniversário de Humaitá).
Cultura
Conhecida como a Terra da Mangaba, Humaitá é um dos berços culturais e intelectuais do Estado do Amazonas. A cidade e riquíssima culturalmente devido à influência das várias culturas que a compõe, como indígena, negra e do sul do país. 
Os principais eventos na cidade são:
- Festival Folclórico de Humaitá - O evento difunde uma das maiores manifestações populares da cultura brasileira, as quadrilhas juninas e os bois bumbas. As agremiações se preparam durante meses para se apresentar no festival, que acontece em agosto. São esperados milhares de pessoas nas duas noite de festas entre população e turistas vinda dos diversos cantos do país. Apenas as agremiações convidadas se apresentam no evento.
- Expohuma (Exposição Agropecuária de Humaitá) - A Expohuma é uma das maiores festas do setor agropecuário no Amazonas, que é realizada anualmente pela Prefeitura de Humaitá, por intermédio das secretarias de Agricultura e Cultura, no período de setembro no Parque de exposições Dr Renato Pereira Gonçalves, localizado no quilômetro 6 da BR-319. O evento é realizado com muita animação, com provas de tiro de laço e tambor, montaria profissional em touros, exposições de animais – bovinos, suínos e equinos –, e exposição de produtos da agricultura familiar.
- “Rainha do Rodeio” - Este concurso tem suas peculiaridades e não basta, apenas, ser bonita e simpática para vencer. Além de desfilar sua beleza na passarela a candidata também tem que mostrar habilidade com o berrante e no manejo com o chicote, o que não são tarefas fáceis.
Ensino
Educação superior

As instituições de ensino superior presentes na cidade são: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas - IFAM; Universidade do Estado do Amazonas - UEA e Universidade Federal do Amazonas - UFAM
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

PIEDADE - SÃO PAULO

Piedade é um município brasileiro do estado de São Paulo, situado na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Piedade.
Sua população, segundo o IBGE, e de acordo com o Censo de 2022 era de 52.970 habitantes.
História
Piedade foi conhecida como capital da cebola, chegando a ser a maior produtora do Brasil. Hoje, sua agricultura é diversificada destacando-se entre elas a alcachofra, morango e caqui. Também é conhecida pelas suas "cerejeiras do Japão", as quais enfeitam a cidade durante os meses de junho e julho, quando acontece sua florada. Na mesma época, a comunidade Japonesa da cidade comemora a festa da cerejeira.
No mês de maio é realizada a Festa do Kaki Fuyu (variedade muito plantada na região), festividade que reúne várias atrações relativas a colheita do fruto juntamente com o aniversário da cidade.
Geografia
O município encontra-se entre planaltos, no flanco interior da Serra do Mar, em área de preservação ecológica. A altitude varia de 750 a 1227m. Nas partes de vegetação primitiva, é coberto pela mata Atlântica.
Diversos rios, córregos e ribeirões pertencentes às bacias dos rios Tietê, Paranapanema e rio Ribeira de Iguape banham Piedade.
Possui uma área de 746,868 km².
A estrada que liga o centro de Piedade a Tapiraí, possui altitude média acima dos mil metros. O bairro Vila Elvio, junto à Reserva do Jurupará, possui, em sua capela, a altitude de mil metros, com morros relativamente mais altos nas cercanias.
Demografia
A população descende de pioneiros e nativos, não tendo recebido significativa mão de obra escrava. A imigração estrangeira ocorreu no final do século XIX ao início do século XX, com a chegada de japoneses, italianos e espanhóis advindos de outras regiões do estado e que auxiliaram o progresso da cidade. Devida ao clima muito frio e úmido, e também por sua reservas, a cidade recebeu inúmeros imigrantes alemães em busca do ar puro e do clima "europeu" da região. A presença principalmente de alemães, suíços e austríacos, mas também de holandeses, belgas, dinamarqueses, suecos e noruegueses não é organizada, não apresentando assim formação de colônias relevantes. Porém, no caso dos alemães, houve um bairro formado em Piedade com maioria dos habitantes de origem alemã, a Colônia da Roseira. Os alemães tiveram iniciativas importantes, como formação de escola alemã e sua presença na sociedade piedadense pode ser constatada pela existência de inúmeros sobrenomes alemães na região, representados por famílias como: Gunther, Hess, Schumacher, Friedrich, Werner, König, Müller entre outros.

Hidrografia
A hidrografia de Piedade está constituída do Rio Pirapora, Rio Sarapuí e Rio Turvo.
Clima
Em Piedade, o verão é morno, abafado, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 28 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 31 °C.
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Piedade e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao fim de maio e do meio de agosto ao meio de setembro. 
A estação morna permanece por 3,8 meses, de 30 de novembro a 23 de março, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Piedade é fevereiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 19 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 15 de maio a 10 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Piedade é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 21 °C, em média.  
Economia
Sua economia é essencialmente agrícola, fazendo parte do Cinturão Verde do Estado de São Paulo, abastecendo a metrópole com seus hortifrutigranjeiros. A proximidade do município ao mercado da Grande São Paulo foi responsável pelo significativo desenvolvimento da região.
Apresenta também destaque no turismo, com belezas naturais e diversas pousadas que apresentam como diferencial exatamente o contato com a natureza. O município também possui como atração turística uma fazenda de criação de camarões de água doce.
Piedade é um município com potencial para muitas atividades. Uma das quais está em crescimento acelerado nos últimos anos é a criação de cavalos que, anteriormente, abrangia somente a raça manga-larga, porém, no início do século XXI, o número de cavalos da raça crioula aumentou de forma significativa, assim como a quantidade de proprietários.
Outra fonte que se destaca na economia do município é a produção de alcachofra, sendo o maior produtor dessa hortaliça no Brasil.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

ACARÁ - PARÁ

Acará ou São José de Acará é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente a Microrregião de Tomé-Açu, localizado no norte brasileiro. O município possui uma população estimada em 59.023 habitantes, de acordo com o Censo 2022, do IBGE.
Etimologia
O nome da região Acará advém do rio de mesmo nome, onde Acará vem do tupi e significa "aquele que morde", em referência a peixe geofhagus brasiliensis, popularmente chamado de Cará ou Acará, encontrados nos rios de água doce da região.
História
O povoado foi criado durante a expansão das explorações portuguesas em direção ao interior da Província do Grão-Pará e Maranhão. Ao utilizarem a "estrada natural" do rio Acará, fundaram um núcleo de colonização na região da bifurcação do rio Acará, em seu principal acidente geográfico, entre os rios Acará-Miri (chamado pelos antigos e atuais moradores da cidade de Acará, como rio Pequeno), e Miriti-Pitanga (continuidade do rio Acará, após a cidade, que segue ao sul, para a região do Alto Acará).
Em 1833, com a divisão da Província em comarcas, ficou pertencendo a comarca de Belém.
Conforme João de Palma Muniz e Teodoro José da Silva Braga, em 1839 foi criada a Freguesia do Espírito Santo do Moju, sendo a região banhada pelo rio Acará anexada a esta Freguesia. Em 1840, foi determinado que esta região fosse dividida entre a Freguesia do Espírito Santo do Moju e a Freguesia de Nossa Senhora da Soledade de Cairary.
Em 1858, o povoado foi elevado ao estatus de Freguesia de São José, pelo então governador da Província Francisco Xavier de Mendonça Furtado.
A Freguesia desenvolveu-se devido a navegação fácil e as vastas terras férteis ótimas para a agricultura e, o potencial florestal para a atividade madeireira.
Em 1864, determinou-se que as Freguesias do Espírito Santo do Moju e a de Nossa Senhora da Soledade de Cairary fossem anexadas ao município de Belém e, por conseguinte, a região do vale do Acará também.
Em 1876, devido o desenvolvimento das áreas banhadas pelo rio Acará, levou o Legislativo Provincial criar o município denominado de São José de Acará. Então a Freguesia de São José de Acará foi elevada à categoria de Vila, desmembrando do município de Belém.
Em 1890, no período republicano, o Governo Provisório instalado no Estado, dissolveu a Câmara Municipal do município do Acará, criando o Conselho de Intendência Municipal.
Em 1930, o estatus do município foi alterada, perdendo a autonomia e tendo seu território anexado de volta ao município de Belém. Mas em 1935, foi novamente desmembrado de Belém e reconhecido como município autônomo.
Em 1955, o município de Acará passou por outra tentativa de desmembramento do seu território, para a criação do município de Tomé-Açu. Porém este ato foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Mas não por definitivo, pois em 1959, Ney Carneiro Brasil, líder político do então distrito de Tomé Açu, conseguiu que o governo do Estado promulga-se a Lei Estadual nº 1725, elevando o estatus do distrito para município de Tomé Açu, sendo desmembrado do município de Acará.
Em 1988, ocorreu outro desmembramento do município do Acará, para criação do município de Tailândia.
Neste município foi estabelecido uma colônia de imigrantes japoneses, em destaque para a próspera "Colônia Paes de Carvalho", onde dedicam-se principalmente a agricultura e a plantação de pimenta-do-reino (ouro negro).
Geografia
Hidrografia

Banhado pelo rio Acará, cuja nascente é no território de Tailândia e foz na baia de Guajará em Belém do Pará, estende-se margeado pela direita e esquerda por igarapés que formando uma bacia de água doce. Ao atingir a cidade de Acará o rio divide-se em rio Acará-Miri em direção ao município de Tomé Açu e, rio Miriti-Pitanga, que após a cidade de Acará, segue ao sul em direção a região de Alto Acará.
O rio Acará - Miri em direção ao município de Tomé Açu, é chamado pelos antigos e atuais moradores da cidade de Acará, de rio Pequeno.
Clima
Em Acará, o verão é curto, quente e de céu quase encoberto; o inverno é morno, com precipitação e de céu encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 33 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 34 °C.
 A estação quente permanece por 2,5 meses, de 29 de setembro a 14 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Acará é novembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 23 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,1 meses, de 20 de janeiro a 23 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Acará é fevereiro, com a mínima de 23 °C e máxima de 30 °C, em média.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Acará e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao início de outubro.
Economia
O município de Acará tem em suas atividades agropastoris uma considerável gama de produtos, assim como no extrativismo e pecuaria: dendê, carne bovina, pimenta-do-reino, produtos granjeiros, cupuaçu, pupunha, madeira, açaí, frutas diversas, sendo considerado o principal produtor brasileiro de mandioca.
Embora altamente agropastoril, o maior setor envolvido na cidade ainda é o de serviços, seguido então pela agropecuária.
Referências para o texto: Wikipedia ; Weather Spark .

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

MANICORÉ - AMAZONAS

Manicoré é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à mesorregião do Sul Amazonense e microrregião do Madeira, sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 53.914 habitantes em 2022, de acordo com o Censo do IBGE. Manicoré está localizada às margens do Rio Madeira; a cidade possui uma posição estratégica entre Manaus e Porto Velho.
Etimologia
A origem da denominação de "Manicoré" provém do rio Manicoré, um dos afluentes do Rio Madeira. Já o rio Manicoré origina-se da palavra Anicoré, uma das tribos indígenas que habitavam a região à época da colonização.
História
As origens de Manicoré remontam a 1637, com a expedição de Pedro Teixeira, um explorador e militar português.
As autoridades do Grão-Pará enviaram ao rio Madeira uma escolta, em 1716, comandada por João de Barros e Guerra, experiente capitão, com a finalidade de punir os nativos. Em 1797, funda-se povoação do Crato, sob ordens do Governador do Grão-Pará, tendo em vista facilitar as transações comerciais entre Pará, Mato Grosso e Goiás. A povoação é transferida para um sítio entre os rios Baetas e Arraias, em 1802.
Em 4 de julho de 1858, através da Lei nº. 96, cria-se a freguesia de São João Batista do Crato. Dez anos depois, em 6 de julho de 1868, a sede de freguesia é transferida para o povoado de Manicoré, Por força da Lei nº. 177, passando a denominar-se Nossa Senhora das Dores de Manicoré. Somente em 4 de julho de 1877 Manicoré é elevado à categoria de Vila e é criado o Termo Judiciário, pela Lei nº. 362.
No ano seguinte, em 1878, é sancionada a Lei nº. 386, que faz de Manicoré a sede da Comarca do Rio Madeira. Em 12 de dezembro de 1881, dá-se a instalação da comarca. A partir de então, Manicoré passou a receber intensa migração de nordestinos, fugidos principalmente da Grande Seca de 1877-1878 e atraídos também pelo Ciclo da Borracha, que teve lugar no Amazonas e em regiões do estado do Acre. Por sua localização geográfica privilegiada, Manicoré era passagem dos migrantes que se destinavam ao Acre. Recebeu foros de cidade em 15 de maio de 1896, pela Lei nº. 137.
História recente
A Lei Estadual nº. 96, de 19 de dezembro de 1955, desmembrou parte do território de Manicoré para formar o município de Novo Aripuanã. Em 10 de dezembro de 1981, através da Emenda Constitucional nº 12, outra parte de seu território é desmembrado, para criar o então município de Auxiliadora que, entretanto, nunca foi instalado, e seu antigo território foi englobado novamente pelo município de Manicoré.
Geografia
Localiza-se a 333 km da capital do estado à margem direita do rio Madeira, sua população está dividida entre a zona rural a e cidade.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1967 a 1990 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Manicoré foi de 9,4 °C, ocorrida em 17 de maio de 1968, e a maior atingiu 39,8 °C em três ocasiões, sendo a primeira em 11 de novembro de 1983 e as outras duas em 1989, nos dias 14 de agosto e 14 de setembro. O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 168 milímetros (mm) em 11 de novembro de 1968. Fevereiro de 1989, com 814,2 mm, foi o mês de maior precipitação.
Esporte
O esporte mais praticado em Manicoré é o futebol, a cidade tem uma equipe chamada CDC Manicoré Esporte Clube, que joga no Estádio Flávia Braudt de Oliveira mais conhecido como Bacurauzão.
Economia
A principal fonte de renda da população provém em parte da produção agrícola, principalmente do cultivo da banana, melancia e da produção de farinha, outras fontes são provenientes do comércio e dos empregos gerados pela prefeitura e estado. O município possui um grande potencial extrativista baseado na borracha e na castanha.
Em 2005, Manicoré era o município maior produtor de banana do Amazonas. Agora também é considerado o maior produtor de Melancia do Estado do Amazonas.
Setor primário
- Agricultura: grande participação na formação do setor. Representa a base da economia, sendo as principais culturas: abacaxi, arroz, batata-doce, feijão, fumo, juta, mandioca e milho. Entre as permanentes destacam-se: abacate, banana, cacau, laranja, limão, tangerina, e melancia. Manicoré é considerada o maior produtor do Norte do Brasil. Destacam-se também a produção de mel, tucumã, citrus e hortaliças em geral.
- Pecuária: concorre notadamente com a criação de bovinos, suínos, caprinos, bubalinos e equinos.
- Pesca: Manicoré conta hoje com uma frota de barcos pesqueiros de porte médio e pescadores autônomos que abastecem a cidade. O excedente é comercializado nas capitais de Manaus e Porto Velho e o peixe de couro exportado para todo Brasil.
- Avicultura: é desenvolvida no que se refere à criação de galinhas.
- Extrativismo Vegetal: os principais produtos são: madeiras em toras, borrachas, castanhas, gomas não elásticas e óleo de copaíba.
- Extrativismo Mineral: o município de Manicoré tem na exploração de ouro e sua principal atividade, várias jazidas de casiterita, no Igarapé Preto, São Francisco e etc.
Setor secundário
- Indústrias: padarias, olarias, serrarias, carpintarias, marcenarias, fábrica de gelo, serralheria, britadora e uma companhia de asfalto.
Setor terciário
- Comércio: varejista.
- Serviços: farmácia, restaurantes, lan house, lanchonetes, sorveterias, salões de beleza, livrarias, barbearias, oficinas mecânicas, oficinas de autos, oficinas de bicicletas, casas de vendas de peças de bicicletas, casa de materiais de construção, agência bancária, hotéis e pensões.
Turismo
A cidade possui vários atrativos turísticos, entre eles o balneário do Atininga distante aproximadamente 10km da cidade, localizado as margens do rio Atininga. Outro Balneário que se destaca pela sua beleza, conforto e segurança é o Balneário do Ademir distante 8km da cidade, localizado na estrada do Inajá em uma propriedade particular, o Balneário oferece diversos serviços para os visitantes (vale a pena conhecer) e as cachoeiras do Rio Manicoré. É conhecida internacionalmente pela pesca esportiva do Tucunaré (peixe amazônico). E a partir de 6 de abril de 2015, passou a ter voos regulares às segundas-feiras e quintas-feiras através da empresa aérea MAP Linhas Aéreas.
Cultura
Como atividades culturais, destacamos a Festa da Melancia,os forrós de rua, que transformam as vias de cidade em verdadeiros celeiros dançantes e o Festival das quadrilhas,onde cada bairro envia seu grupo, dando assim um colorido especial ao evento. Festa do açaí realizada na comunidade do estirão, Rio Manicoré onde o presidente atual é o senhor Hairton Prado Correa.
Aeroporto
A cidade conta com um aeroporto servido pela companhia MAP com voos regulares para Manaus, além de serviço de táxi aéreo.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

CAPIVARI - SÃO PAULO

Capivari é um município brasileiro do interior do estado de São Paulo, pertencente à Região Imediata de Piracicaba, que por sua vez pertence à Região Intermediária de Campinas. A população da cidade de Capivari (SP) chegou a 50.068 pessoas no Censo de 2022.
História
Surgimento do povoado

No início do século XVIII, Capivari recebeu os primeiros visitantes. Alguns deles encontraram um lugar com bom terreno, clima, água e peixes. Montaram acampamentos e decidiram começar uma nova vida. Em 1718, com a descoberta de ricas jazidas de ouro, nas cercanias de Cuiabá – período este em que um grande número de aventureiros passou por ela para abreviar o caminho até Mato Grosso –, em busca do metal precioso. Essas viagens aconteceram por via fluvial, pois a mata não oferecia condições favoráveis. Os aventureiros enfrentavam grandes perigos, fome e lutas ao longo do caminho. Uma dessas monções saiu de Porto Feliz, por ordem do marquês de Pombal e sob o comando do capitão general Morgado de Mateus, mas foi dizimada em grande parte por indígenas.
Por ser de difícil acesso, o lugar também foi escolhido pelos governadores das capitanias hereditárias para isolarem seus inimigos políticos. Longe dos centros urbanos, essas pessoas sentiram a necessidade de procurar uma maneira de se proteger das perseguições. E para isso, passaram a montar acampamentos às margens do rio, buscando assim, locais com bom clima, topografia e águas favoráveis à sobrevivência. No final do século XVIII, um grupo de ituanos encontrou um local com essas características e decidiu se estabelecer ali.
Assim, em 30 de abril de 1783, Antônio Pires de Almeida Moura e Joaquim da Costa Garcia, fundaram o “Arraial de São João de Capivary de Baixo”. Muitas famílias vieram de Itu e Porto Feliz e, dessa forma, o povoado começou a crescer, em 1785, Francisco Idorgo pede à Câmara de Itu e consegue fazer com que se instale a primeira venda: a “Venda do Chico”, este fato também atrai mais moradores ao longo dos tempos com a vontade de crescimento em novas terras.
No ano de 1790, o povoado aparece nos censos realizados por Itu com uma população flutuante. Na maioria, trabalhadores de empreiteiras que executavam serviços e se mudavam no final das obras. Já em 1800, às margens do lendário “Rio das Capivaras” floresce uma pequena população que mais tarde passa a se chamar Capivari, (da linguá Tupi, "Kapibara" = Capivara e "y"= rio).
A partir de 1800, a pequena povoação foi ganhando novos moradores atraídos pelos comentários e deslumbramentos com o local. Às margens de um rio cristalino em que predominavam, em abundância, Capivari, teve origem, por iniciativa do cônego João Ferreira de Oliveira Bueno, em 1813. Ele encaminhou um requerimento para criação de um povoado, nos sertões de Itu, distante das igrejas de Itu, Porto Feliz e Piracicaba. A Freguesia deveria ser criada sob a invocação de São João Batista.
Em junho de 1820, o pequeno povoado formado por um bom número de casinhas e uma pequena capela esperava ansiosa pelo seu primeiro sacerdote, o padre João Jacinto dos Serafins (nomeado capelão pelo bispo de São Paulo). Ele chegou no final de julho após longa viagem a cavalo, vindo pelo caminho de Itu. Jacinto encontrou algumas casas espalhadas onde hoje são as ruas Antônio Pires e XV de Novembro. A capela estava ainda por terminar e no início o padre utilizou provisoriamente a casa de Joaquim da Costa Garcia.
Na missa de inauguração do dia 11 de agosto de 1820, estavam presentes os primeiros povoadores de Capivari: Antônio Pires de Almeida Moura, Joaquim da Costa Garcia, Manoel José de Almeida Leme, José Machado, Antônio José Fiúza, Manoel José do Amaral, Manoela José Vaz Botelho, entre outros. No pátio da capela, algumas cruzes indicavam que ali havia sido sepultados escravos e moradores do povoado. Ainda durou por muito tempo o hábito de se enterrar os escravos no pátio da capela e os demais paroquianos no seu interior. Somente os grandes fazendeiros eram levados para Itu e Porto Feliz para serem enterrados como de costume. Nessa época, o prédio não possuía torre e o sino, para a convocação dos fiéis, ficava em uma grande figueira ao lado. O santo padroeiro escolhido para a bênção da Vila, foi São João Batista.
As festas – principalmente as religiosas – atraem inúmeras pessoas ao longo dos anos. Próximo à capela de São João Baptista de Capivary (construção de taipa socada, constituída por um cômodo retangular, com um altar de madeira ao fundo), ficava a "Venda do Chico", a única em Capivari. Ela se torna um centro irradiador de construções e edificações no povoado. Cada vez mais pessoas – atraídas pelas vantagens da terra – chegam ao lugar.
Em 11 de outubro de 1826, a Capela é elevada a freguesia de São João Baptista de Capivary, com um decreto promulgado pelo imperador D. Pedro I. Nesse período, o vigário era Inácio Francisco de Morais.
Elevação de freguesia a vila
Por alvará de 10 de julho de 1832, é oficialmente denominada Vila de “São João Baptista de Capivary de Baixo” (Capivari de Cima era a atual Monte Mor). Assim tem início o desenvolvimento econômico do povoado. Predominam o açúcar, os cereais, o chá, o algodão e o café que contribuem para a proliferação das fazendas. A elevação da freguesia a vila atraiu ainda mais moradores, exigindo assim melhorias na infraestrutura local.
Instalação da primeira Câmara
A primeira Câmara de Capivari foi eleita em 7 de setembro de 1832 e instalada em 25 de julho de 1833. Com a efetiva instalação do município, Capivari desliga-se de Porto Feliz. Os homens formados eram dois: o padre e o cirurgião. A vila possuía também oito negociantes e doze jornaleiros, quatro estrangeiros, sendo dois naturalizados. Era juiz de paz, o senhor Felisberto da Costa Guimarães.
Os vereadores foram nomeados por decreto, pelo regente Campos Vergueiro, com mandato previsto para três anos. O responsável pelo município, considerado o primeiro prefeito, foi o tenente Fernando Paes de Barros, nomeado pelo presidente da Província de São Paulo.
Café, açúcar e política
Em 1836, aparece o café na região, primeiramente em Itu e Jundiaí.
Escala de produção:
- Itu: 1.052 arrobas de café.
- Porto Feliz: 990 arrobas de café
- Capivari: 310 arrobas de café
Visita de D. Pedro II a Capivari
Um fato histórico e significativo para Capivari foi a visita do imperador D. Pedro II e da imperatriz Dona Teresa Cristina à cidade em 22 de setembro de 1878. Assim que o casal imperial chegou à estação de Capivari, já o aguardava uma comitiva para conduzi-los, em um trole (carruagem) a frente da igreja matriz onde esperavam diversos populares e autoridades para a realização da cerimônia oficial. Ainda na estação ferroviária, muitas pessoas animavam as festividades.
Geografia
Clima

O clima de Capivari é Subtropical, com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 18,4 graus centígrados, tendo invernos secos e frios e verões chuvosos com temperaturas não muito altas. O mês mais quente, fevereiro, conta com temperatura média de 21,9 graus centígrados, sendo a média máxima de 32,1 graus centígrados e a mínima de 19,2 graus centígrados. E o mês mais frio, julho, de 12,0 graus centígrados, sendo 26,3 e 09,2 graus centígrados a média máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.
A precipitação média anual é de 1 257,1 milímetros, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 33,3 milímetros. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 230 milímetros.
Hidrografia
A maior parte do município de Capivari encontra-se inserido na Bacia do rio Capivari. Entretanto a parte norte da zona rural do município está na área de drenagem da bacia do ribeirão dos Toledos, tributário do rio Piracicaba.
Economia
A economia da cidade se baseia na agricultura (principalmente da Cana-de-Açúcar) e em empresas que se instalam no município. Atualmente, Capivari possui 326 empresas instaladas, um comércio amplo, com 1357 mil estabelecimentos em atividade, nos mais variados ramos de negócios e 1900 mil prestadores de serviços.
Educação
Capivari possui diversas escolas municipais e estaduais e uma unidade federal, o Instituto Federal de São Paulo - Campus Capivari.
Pontos turísticos e históricos
Casarão do Barão de Almeida Lima (Casarão Solar)

Sua construção foi iniciada por iniciativa de um dos principais fundadores da cidade, Antônio Pires de Almeida Moura, neto do Capitão-mor de Sorocaba, José de Almeida Leme.Os trabalhos começaram em 1842, mas devido as suas responsabilidades com as produções das fazendas, as melhorias estruturais do povoado e a responsabilidade pela edificação da igreja, Antônio Pires foi adiando a conclusão ao longo dos tempos.
Os trabalhos começaram em 1842, mas devido as suas responsabilidades com as produções das fazendas, as melhorias estruturais do povoado e a responsabilidade pela edificação da igreja, Antônio Pires foi adiando a conclusão ao longo dos tempos.
A obra seria o seu novo solar, mas devido a sua morte em 1852, a viúva vendeu a construção – na fase de colocação do telhado – ao Major Manoel Bernardino de Almeida Lima (nascido em Porto Feliz, em 5 de fevereiro de 1808. Foi um importante fazendeiro em Capivari. Mais tarde, em 1886 Barão de Almeida Lima, título a ele concedido pelo Imperador D. Pedro II por ter colaborado com a Vila, no ano de 1884 doando o edifício do “Coleginho” ).
O grande edifício de taipa pilada, de quatro águas, com 12 janelas para a Rua Fernando de Barros e seis para a praça padre Marques, possui também jardim, quintal, porão alto, entrada lateral e ostenta no portão de entrada, dois leões de terracota, de 1837.
Em 1878, foi o edifício mais importante da cidade: recebeu o Imperador D. Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina, durante a terceira visita deles à Província de São Paulo.
Após o falecimento do Barão – possuidor de inúmeras propriedades e sem filhos –, o único herdeiro universal, um sobrinho dele, alugou o prédio de 1910 a 1932 a Luiz Corazza um imigrante italiano, que transformou o edifício em um hotel chamado “Hotel Corazza”.
Localizada na Rua Tiradentes, 366, Centro, a casa foi tombada em 1975 pela Condephaat e é, ainda, um dos mais belos prédios da cidade. Atualmente o casarão encontra-se fechado aguardando restauro.
Casa de Júlio Ribeiro
Júlio César Ribeiro Vaughan, mais conhecido como Júlio Ribeiro, nasceu em Sabará, Minas Gerais, no dia 16 de abril de 1845 e faleceu em 1º de novembro de 1890 na cidade de Santos, vítima de tuberculose. Foi filólogo, jornalista e romancista, e é patrono da cadeira de número 24 na Academia Brasileira de Letras, bem como o criador da bandeira do estado de São Paulo.
Júlio foi um dos primeiros professores da cidade de Capivari e mandou construir uma casa localizada na Rua Bento Dias, número 173 no Centro da cidade, onde viveu durante algum tempo de sua vida. Atualmente, a casa se encontra como sendo um restaurante comida oriental.
Durante sua vida, quando ainda era proprietário da casa situada em Capivari, escrevera a obra “A Carne”, publicado em 1888. Um romance naturalista, que trata de temas como o divórcio, o amor livre e o novo papel da mulher na sociedade. De fato, esta obra fora um tanto quanto escandalosa na época, pois abordava temas que até então, eram considerados imorais. Algumas obras que Júlio escrevera em Capivari são “Cartas Sertanejas” e “Gramática Portuguesa”.
Além de sua moradia, a casa tinha um salão destinado a servir de um colégio, que funcionou de 1882 a 1886 no período que residiu em Capivari. Dizem que na pedra fundamental da edificação, Júlio teria escrito “Sem Deus e sem rei”, retratando seu caráter ateu e antimonarquista, rendendo críticas à sua pessoa.
Durante sua permanência na casa, conta-se que em um determinado dia ouviram-se alguns tiros de pistola na casa. Os vizinhos, preocupados, acreditando que algum desastre teria acontecido, entram na casa e encontram o professor deitado na cama com a arma na mão. Perguntaram-lhe o que havia conhecido e com ar de gozação, Júlio disse que só estava testando a nova arma que havia acabado de comprar.
Júlio Ribeiro deu início a uma dinastia de escritores. É avô da escritora e cronista Elsie Lessa, bisavô dos escritores e cronistas Ivan Lessa e Sérgio Pinheiro Lopes, e trisavô da escritora Juliana Foster.
Estação Ferroviária Sorocabana
O processo de transições socioeconômicas se dá na região com a chegada da ferrovia. A CPEF (Companhia Paulista de Estradas de Ferro) inaugura o trecho férreo ligando Campinas e Jundiaí em 1872, três anos depois a ferrovia chega a Capivari.
A Cidade de São João Baptista de Capivari de Baixo avistou o primeiro trem em “tráfego provisório” no dia 21 de outubro de 1875, às 13h50min, que transportava produtos e altas autoridades da Província de São Paulo, garantindo o progresso à região e diminuindo as distâncias com o porto de Santos.
Esse episódio foi de muita importância para a cidade, pois recebera novos serviços e capitais, relatado por viajantes que estiveram na região, como por exemplo, Augusto Emilio Zaluar, um jornalista português.
O prédio da estação passou por alterações ao longo dos anos. Projeto de Cândido Motta Filho, o prédio atual foi construído em 1918 e segue estilo arquitetônico inglês.
Em 1980 os trens deixam de circular por Capivari e na da década de 1990 os trilhos foram removidos pela Ferrovia Paulista S/A (Fepasa).
Igreja Matriz São João Batista
Ela está no mesmo local onde ficava a capela do início do povoado. Sua construção (da capela) se deu entre os anos 1818 e 1820. Esse período é anterior ao “Plano de Arruamento”, por isso o prédio está na posição atual, ou seja, de lado no lote.
A “Igreja Matriz de São João Batista de Capivari” deveria ter sido construída em outro lugar, onde atualmente estão as praças Rodrigues de Abreu e dr. Cesário Motta, que seriam o “Jardim Público” dela (isso segundo o Plano de Arruamento). Contudo ela foi iniciada, mas o dinheiro não foi suficiente para continuar e a obra ficou abandonada até ser totalmente demolida, anos mais tarde.
Em 1839, quando esteve à frente da paróquia, o padre Fabiano, recebeu, em 19 de junho (dois meses após sua posse) a visita pastoral do monsenhor Antônio de Carvalho Pinto (vigário da vara), que ficou muito impressionado com a rústica capela de pau a pique. Ele recomendou ao recente pároco, que fizesse uma reconstrução digna do povoado em formação.
O pedido do monsenhor não pôde ser atendido de imediato devido a existência de túmulos recentes de escravos, em ambos os lados da edificação. Contudo, no ano de 1842, começaram as primeiras providências para que as obras começassem, de modo que o antigo prédio fosse conservado para as missas. Ele ficou funcionando como “Capela-Mor”, sendo erguidas monumentais paredes de taipas, formando dois corredores internos ladeando-a.
Após alguns anos da posse do padre Fabiano, Antônio Pires de Almeida Moura (um dos primeiros moradores do povoado e um dos responsáveis pelo “Plano de Arruamento”), assumiu a reedificação da antiga igreja, designado pelo presidente da Província. Grande parte das obras foi custeada pelo próprio Antônio Pires, encorajando a pequena comunidade, em 1851, para que unissem forças para a conclusão dos trabalhos.
Nesse período, não se construiu a torre e a cobertura foi feita em um domingo após o fim da missa, pedido feito por Antônio Pires no altar, aos fiéis. Ele foi prontamente atendido e o telhado estava totalmente posto antes do anoitecer.
Em 1851, já eram celebradas missas na Igreja Matriz, graças a muitas pessoas da comunidade e também através de loterias em postos para angariar fundos para a reedificação dela.
No ano de 1882, a igreja ainda estava em reformas, tendo como encarregado da pintura os senhores Benére e Leonci Murlani (artistas que faziam decorações para residências e responsáveis pela pintura do “Teatro São João”).
Já em 1898, ela foi citada na obra de dr. Moreira Pinto, no livro intitulado “Viagens pela Ituana”, descrevendo seus aspectos estruturais, como a torre no centro com relógio e 10 estátuas de anjos em tamanho natural.
Dois anos depois, quando o padre Manoel José Marques (10º vigário dessa paróquia) assumiu a igreja de São João Batista, empreendeu uma grande reforma que durou de 1890 a 1907.
Ela foi ampliada até a rua Regente Feijó, suas paredes externas (taipa de um metro) foram revestidas de tijolos em ambos os lados. As paredes internas foram removidas e substituídas por colunas. O forro e os medalhões receberam pintura com cenas da história da igreja e quadros de santos. Entre, 1911 e 1912, um tufão destelhou-a e em abril de 1929 termina sua reforma externa.
A igreja ostenta um altar de mármore de carrara de 1942 e guarda em seu solo sagrado o corpo do padre Fabiano, sepultado em 12 de fevereiro de 1875.
Passados mais de 150 anos desde o início de sua edificação, ela continua sendo uma das mais belas construções do Estado. Sua “majestosa” estrutura arquitetônica e pinturas internas foram restauradas pelo artista Nori Figueiredo, que encerrou seus trabalhos após muitos anos de atividade.
Praças Rodrigues de Abreu e Dr. Cesário Motta
Ricas em vegetação, as praças Rodrigues de Abreu e Dr. Cesário Motta reúnem algumas das mais belas paisagens de Capivari. O verde predominante das árvores e plantas divide o espaço com duas fontes, um coreto e um platô, no qual foi inaugurado, em 1932, um obelisco em comemoração ao centenário da fundação da cidade. As praças abrigam também as hermas de Amadeu Amaral (criação de Victor Brecheret), de Tarsila do Amaral (criação de Pandolfo) e Rodrigues de Abreu (criação de Tarsila do Amaral), três dos principais artistas capivarianos.
No passado já foi um ponto de separação entre negros frequentando a Praça Rodrigues de Abreu e os brancos frequentando a praça Dr. Cesário Motta, outra curiosidade que os rapazes e as moças circulavam em direções opostas, poderiam paquerar na troca de olhares
Quilombo de Capivari
Em abril de 2004, o Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo) reconheceu como terra quilombola uma área denominada “Sítio Santa Rita”, cercada por cana-de-açúcar, localizada na rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), ocupada por descendentes de escravos. Como aponta relatório técnico-científico do Itesp, a terra se tornou propriedade de Eva Barreto, que recebeu a área de seu ex-dono com o compromisso de trabalhar para pagar pelo terreno. Desde então, até o reconhecimento do quilombo, a terra permaneceu sendo ocupada por descendentes da proprietária.
Arena Capivari
A Arena Capivari, antigo Estádio Municipal Carlos Colnaghi, inaugurado em 1992. Pertence à prefeitura municipal de Capivari, onde o Capivariano Futebol Clube joga suas partidas. O estádio tem atualmente a capacidade cerca de 19.000 pessoas devido a uma reforma que ocorreu no ano de 2014. Por lá já se passou vários times de grande importância, como Corinthians, Santos, Botafogo, Guarani, Ponte Preta, entre outros.
Museu João Batista Prata e Biblioteca João Batista Prata
Em 10 de julho de 1944, a partir da ideia de Abelardo Vergueiro César, uma galeria possuindo retratos e biografias de prefeitos de 1890 até aquele ano surge. E será a partir disto que o Museu passa a se organizar.
O Museu Histórico e Pedagógico Dr. Cesário Motta se instala na Câmara Municipal (na Praça) sobre o decreto nº 30.324 de 20 de dezembro de 1957. Após um tempo, segue para o salão paroquial localizado na Rua Martim Tarques. Dois anos depois, em 18 de maio, a Prefeitura enviou um Projeto de Lei à Câmara pedindo autorização para a doação do prédio da Cadeia para o Estado. Dessa forma, o Museu passará por uma nova instalação localizada na Praça José Zuza.
Eduardo Maluf foi o primeiro diretor do local e foi o responsável pela aquisição de peças doadas para o acervo, dentre eles objetos do final do século XVIII ao século XIX, obras de arte, fotografias, mobiliário, numismática, objetos domésticos e arqueológicos, antropológicos e etnográficos relativos a ciência e história natural, objetos referentes a revolução de 1932, escravidão e tecnológicos. A partir do ano de 1989, o Museu passa a compartilhar seu espaço com a Biblioteca Municipal João Batista Prata, dessa forma adquirindo ainda mais “peças” em sua constituição. Em 2013 a prefeitura de Capivari interditou o prédio por problemas estruturais e seu acervo foi transferido para outro local.
Referência para o texto: Wikipédia .