segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

SENA MADUREIRA - ACRE

Sena Madureira é um município brasileiro do estado do Acre, sendo o terceiro município mais populoso do referido estado, ficando atrás apenas da capital Rio Branco e da cidade de Cruzeiro do Sul. Foi o primeiro município da Regional Purus, situa-se às margens do rio Iaco, tendo como principais afluentes os rios Macauã e Caeté. A igreja mais antiga do Acre localiza-se em Sena Madureira, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A população estimada de Sena Madureira, no estado do Acre, de acordo com o censo do IBGE de 2022, era de 46.028 habitantes.
História
Foi fundada em 25 de setembro de 1904. Recebeu muitos migrantes, principalmente migrantes dos estados nordestinos.
Durante o Ciclo da borracha, a cidade se fortaleceu, tornou-se capital do Departamento do Alto Purus, chegando a ser um importante centro político de todo o Acre, até então, um território do Brasil.
As expedições de destemidos nordestinos, para a exploração de seringais da região, deram-se por volta de 1861, chefiadas por Manoel Urbano da Encarnação e João Gabriel de Melo, próximo à foz do rio Chambuiaco, no alto Rio Purus, em território peruano. Enquanto Manoel Urbano da Encarnação explorou os seringais do Rio Purus, João Gabriel explorava os rios Acre e Iaco, além de seus afluentes. Da jornada tomaram parte, no Rio Iaco, os cearenses Francisco Barbosa, Augusto Escócio e Benjamin Duarte Ponte Franco; no rio Macauã, Custódio Miguel dos Anjos e José Procópio e, no rio Caeté, João da Costa Gadelha e Manoel Trindade Corrêa.
Através do Decreto Federal nº 5.188, de 07 de abril de 1904, que organizou o território do Acre em 03 Departamentos autônomos, o Departamento do Alto Purus recebeu a nomeação do seu 1º Prefeito Departamental, General Siqueira de Menezes, que deveria estabelecer a sede administrativa.
Em 09 de julho do mesmo ano, o General parte de Manaus com destino ao Acre, e em 24 de setembro, após 74 dias de viagem, atravessou a linha Cunha Gomes, aportou à margem esquerda do Rio Iaco, em terras do Seringal Santa Fé, logo escolhidas para a localização da futura sede do Departamento.
No dia seguinte, 25 de setembro, às 08:00 horas da manhã, instalou o governo e o berço da cidade de Sena Madureira, dando-lhe este nome em homenagem ao afeto e admiração que consagrava ao Coronel Antônio Sena Madureira, militar que havia participado da Guerra do Paraguai. O município também é conhecido como "terra do mandim".
Geografia
Fica a cerca de 145 km da capital do estado do Acre, pela Rodovia federal BR-364, sendo hoje o polo mais importante da Região do Alto Purus, e um dos principais municípios do Estado. Possui uma área de 25 296,70 km², equivalente a 16,62% da área total do Estado.
Clima
Em Sena Madureira, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 33 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 37 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Sena Madureira e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 2,0 meses, de 8 de agosto a 9 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Sena Madureira é outubro, com a máxima de 32 °C e mínima de 23 °C, em média.
A estação fresca permanece por 4,1 meses, de 7 de dezembro a 11 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Sena Madureira é julho, com a mínima de 20 °C e máxima de 31 °C, em média.
Limites
- Norte com o estado do Amazonas (Boca do Acre);
- Sul, com o município de Assis Brasil;
- Leste, com os municípios de Bujari, Rio Branco, Xapuri e Brasileia;
- Oeste com o município de Manuel Urbano;
- Sudoeste, com o Peru.
Problemas socioambientais
Devido aos altos índices de devastação florestal, em 9 de novembro de 2023, o município de Sena Madureira foi incluído na relação de municípios situados no bioma Amazônia considerados prioritários pelo governo federal para ações de prevenção, controle e redução dos desmatamentos e degradação florestal.
Organização político-administrativa
O Município de Sena Madureira possui uma estrutura político-administrativa composta pelo Poder Executivo, chefiado por um prefeito eleito por sufrágio universal, auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo Poder Legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Sena Madureira, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por vereadores também eleitos por sufrágio universal.
Economia
As atividades econômicas do município estão baseadas na agricultura e pecuária, esse dois tornaram-se, com o passar dos anos, os principais motores da economia. A extração de madeira, castanha e borracha também continuam a ser importantes na cidade, mas não mais como antes. O aquecimento econômico agora vem do funcionalismo público, do comércio e das pequenas indústrias, setores estes que vêm crescendo acentuadamente. O município já dispõe de vários supermercados de grande porte como o Supermercado Ponto da Economia, Mercearia Júnior, Mercearia Henrique, Mercearia Nascimento, São Felipe, Stock e Supermercado Central; e de hotéis como o Rio Sena, Avenida, Central e o Gregórios Plaza Hotel.
A composição econômica de Sena Madureira está assim constituída: Serviços: 56,9%; Agropecuária: 33,9% e Indústria: 9,2%.
Tendo uma posição geográfica estratégica privilegiada, entre a capital do estado, Rio Branco, distando 137 km, e a segunda maior cidade do estado, Cruzeiro do Sul, distando 433 km, em 2014, Sena Madureira possuía uma frota total de 5.815 veículos.
Educação
Na área educacional o município é assistido pelos sistemas Estadual e Municipal de Ensino, tanto na zona urbana quanto na rural.
Bibliotecas
A Biblioteca Pública Estadual Luiza de Souza Ferreira de Paula, teve sua municipalização autorizada pela Lei Estadual nº 2.990, de 8 de outubro de 2015.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

LAGUNA - SANTA CATARINA

Laguna é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º28'57" sul e a uma longitude 48º46'51" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população conforme censo do IBGE, de 2022, era de 42.785 habitantes. Possui uma área de 336,396 km². Em primeiro de janeiro de 2013 perdeu 1/5 de sua população com a instalação do município de Pescaria Brava.
Laguna alcançou lugar de destaque entre as mais de cinco mil cidades do país, conforme avaliação do ranking “As melhores Cidades do Brasil 2022”, da revista Isto É. O município ficou em 1º lugar no grupo Indicadores Sociais, na categoria cidade de pequeno porte.
O ranking foi estruturado conforme a metodologia de pesquisa Austin Rating, agência classificadora de risco de crédito, em parceria com a Editora Três.
O estudo leva em consideração alguns indicadores como o Índice de Inclusão Social e Digital (IISD), dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Ministério do Desenvolvimento.
Na cidade de Laguna, está instalado o Campus Sul da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.
O município é sede da Delegacia da Capitania dos Portos, com jurisdição direta em 39 municípios.
Etimologia
Cidade de acontecimentos memoráveis da história de Santa Catarina, também passou a ser a capital da República Juliana (depois e antes do estado extinto denominado Província de Santa Catarina), terra natal de Anita Garibaldi, a famosa Heroína dos Dois Mundos. Seu nome é proveniente da lagoa que banha o município. Anteriormente chamava-se Laguna dos Patos ou Laguna de los Patos, nome que se atribui aos povoadores espanhóis do litoral inteiro, Santo Antônio dos Anjos da Laguna (padroeiro), denominação concedida por Domingos de Brito Peixoto, que fundou a cidade em 1676, e em seguida reduzida para a Laguna dos dias de hoje.
Lar de uma série de balneários naturais e lagoas, tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com seiscentos imóveis, é o polo turístico mais importante do sul do estado brasileiro de Santa Catarina, localizado na Região Sul do maior país sul-americano em extensão territorial.
História
No período Pré-Colonial, a região de Laguna fora habitada pelo povo sambaquieiro, que entre 4.500 anos a 2.000 anos antes do presente construíram sambaquis monumentais na região. Posteriormente a região fora ocupado pelos índios carijós.
Entre 1538 e 1548, os franciscanos espanhóis Bernardo de Armenta e Alonso Lebrón fizeram esforços de evangelização dos nativos da etnia carijó, no território que atualmente pertence à cidade de Laguna. Esses esforços foram interrompidos em 1548, quando salteadores portugueses, liderados por Pascoal Fernandes, oriundo de São Vicente, e Martin Vaz, oriundo de Ilhéus, invadiram o local para prender e escravizar os nativos.
Um dos motivos decisivos para a criação da cidade de Laguna foi para que o Reino de Portugal possuísse, na parte mais meridional do Brasil Colônia, um “ponto de apoio”. Seria, por assim dizer, um grandioso posto avançado à colonização do Rio Grande do Sul e às guerras hispano-lusitanas na bacia do rio da Prata.
No início da colonização do Brasil, o território de Laguna compunha a parte mais meridional do Brasil, na Capitania de Santana, onde incide a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas (1494), separando as terras de Portugal (a Leste) e Espanha (a Oeste). Do conflito entre metrópoles, uma extensa colônia passava a se formar. Por esse motivo, Laguna tornou-se importante ponto geográfico para Portugal. A linha imaginária passava por Laguna e, atualmente, o monumento do Tratado de Tordesilhas está localizado no centro histórico da cidade.
Interessante observar que o processo histórico de expansão nacional em direção ao rio da prata, é atualmente lembrado no brasão estampado na bandeira do município, onde consta a significativa divisa: "AD MERIDIEM BRASILIAN DVXI" ("Para o sul levei o Brasil"), em homenagem aos lagunenses que desbravaram o sul do Brasil.
O local onde foi implantada a povoação, no século XVII, é um anfiteatro natural protegido pelos morros da Glória e do Mar Grosso, eixo da praia onde se fixaram colonos vindos da Capitania de São Vicente. Povoado fundado pelo bandeirante Domingos de Brito Peixoto Vicente, em 1676, com a construção de uma capela de taipa dedicada a Santo Antônio dos Anjos, onde está a atual Igreja Matriz.
Do extenso território original de Laguna, desmembraram-se 02 (duas) atuais capitais brasileiras: Florianópolis e Porto Alegre.
Laguna, possuiu, nos seus primeiros tempos, muitos progressos, sendo fundado o município em 20 de janeiro de 1720. Em seguida, entrou em declínio. Uma das principais razões, senão a mais importante, foi que os lagunenses deixaram sua terra para ir colonizar o Continente de São Pedro do Rio Grande do Sul.
A conhecida Guerra dos Farrapos, que no município dispunha de uma série de seguidores, deu importância histórica à cidade de Laguna. Em julho de 1839, os republicanos gaúchos invadiram Laguna por terra e mar. David Canabarro e Joaquim Teixeira Nunes lideravam as tropas terrestres (cerca de 1000 homens). Naquela mesma ocasião, o capitão italiano Giuseppe Garibaldi a dominava por água, quando esteve a bordo do navio “Seival” com uma tripulação constituída de muitos italianos, amigos de interesse do grande carbonário. Este, no que lhe concerne, derrotou as tropas imperiais ali instaladas. E em 29 de julho de 1839, a Câmara Municipal de Laguna, presidida por Vicente Francisco de Oliveira, proclamava o Estado Catarinense Livre e Independente com a denominação de República Juliana, coligada à de Piratini. Foi naquele momento que apareceu a adolescente Ana Maria de Jesus Ribeiro, amplamente conhecida pela perífrase de Heroína dos Dois Mundos, que ficaria junto a Giuseppe Garibaldi, com quem se casou em seguida, tornando-se conhecida pelo apelido de Anita Garibaldi.
Porém, em 15 de novembro desse ano (1839), após a Queda de Laguna, com a derrota dos farroupilhas, chegava a seu fim a República Juliana. Seu presidente, que, no entanto, não apareceu para ser empossado como governante, foi o coronel Joaquim Xavier Neves e o vice-presidente o padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro.
Foi o episódio mais próspero de Laguna, cujo povo, hoje em dia, vem trabalhando com bravura para o seu o desenvolvimento, alcançado por meio da pesca (fonte de renda fundamental de seu povo), e do turismo, devido às extraordinárias possibilidades que o município oferece.
Sua área é de 440,525 km², pertencente à Mesorregião do Sul Catarinense, dividida em três microrregiões: Araranguá, Criciúma e Tubarão.
Geografia
Clima

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a menor temperatura registrada em Laguna foi de 3,8 °C em 9 de julho de 1988, e a maior atingiu 36 °C em 24 de janeiro de 1971 e 13 de fevereiro de 1975. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 158,2 mm em 27 de maio de 1981. Outros grandes acumulados foram 128,2 mm em 16 de março de 1962, 127,2 mm em 15 de abril de 1981, 126,8 mm em 22 de julho de 1973, 123,6 mm em 20 de março de 1989, 122,2 mm em 16 de abril de 1971, 115,8 mm em 20 de novembro de 1983, 113,8 mm em 26 de março de 1974 e 107,2 mm em 28 de agosto de 1970.
Economia
Laguna é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2024, foram registradas 3,4 mil admissões formais e 3,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 100 novos trabalhadores. 
Até outubro de 2024 houve registro de 86 novas empresas em Laguna, sendo que 8 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet.
Características
Cidade histórica e praiana, o carnaval da Laguna é considerado o melhor do sul do País. Seu carnaval é dividido entre as escolas de samba e os blocos carnavalescos. As agremiações desfilam no sambódromo inaugurado em 2007, sendo que nas semanas que antecedem a festa os ensaios são uma atração à parte.
Já os blocos partem de suas sedes e vão puxando a multidão até um palco que é montado na areia da praia. O bloco mais popular e mais antigo é o da Pracinha, que reúne pessoas de todas as idades, vai às ruas no domingo, partindo da Praça Souza França, no bairro do Magalhães. Há mais de 50 anos, de forma gratuita, os foliões seguem atrás de trios e carros de som até a madrugada. Há menos de 10 anos foram criados o Bloko Rosa e o Bloco Pangaré Elétrico, que vendem seus abadas e saem respectivamente no sábado e na segunda-feira, cuja "concentração" ocorre na zona portuária do Porto Pesqueiro de Laguna.
Litoral
Laguna apresenta diversas lindas praias com destaque para a do Mar Grosso. A praia do Gi e de Itapirubá destacam-se pelas dunas e preservação da natureza. O Farol de Santa Marta, localizado no Cabo de Santa Marta, foi construído em 1891 pelos franceses e é considerado o maior das Américas e, mundialmente, o terceiro em alcance com 45 metros acima do nível do mar,. A estrutura é uma torre quadrada, em pedra, que possui lanterna e galeria. Suas paredes possuem 2 metros de espessura. O farol eleva-se em meio a um grupo de casas térreas de faroleiros e outros edifícios. Além de ser localizado no ponto mais oriental da região, desde o século XIX o farol serviu para guiar as embarcações para longe da famosa Pedra (ou Parcel) do Campo Bom. Apesar disso, alguns naufrágios chegaram a ocorrer.
A praia dos Molhes é o local favorito para a prática do surfe e da pesca. Suas águas apresentam temperatura mais amena devido a corrente marítima do Atlântico Sul. Normalmente observam-se pinguins chegando as praias no verão e outono. O Canal do Molhes ou Molhes é o local onde pescadores e golfinhos trabalham juntos na captura de peixes, especialmente a tainha nos meses mais frios.
Em Laguna. encontra-se a Ponte Anita Garibaldi, uma das maiores pontes suspensas do Brasil, em formato estaiado, erguida sob a Lagoa Santo Antônio e que faz parte da BR 101, ligando o Sul do Brasil.
É a segunda ponte estaiada em curva do Brasil, com mais de 2,8 km de extensão em pista dupla, com 400 metros de vão central suspensos por 60 cabos de aço e duas torres que atingem mais de 50 metros de altura.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

SIRINHAÉM - PERNAMBUCO

Sirinhaém é um município brasileiro do litoral sul do estado de Pernambuco. Localiza-se a 75 km da capital do estado, Recife. É formado por 3 distritos: Distrito-Sede, Barra do Sirinhaém e Ibiratinga. Sua população, conforme o Censo do IBGE de 2022, é de 37.596 habitantes.
Ocupa uma área de 374,321 km², integrando a Região Geográfica Intermediária do Recife e à Região Geográfica Imediata de Barreiros-Sirinhaém. Seu território municipal já abrangiu uma área maior no passado, incluindo os atuais municípios de Gameleira e Palmares e atingindo o atual estado de Alagoas.
Destaca-se pelas suas belas praias e por sua magnífica Ilha de Santo Aleixo, local mais visitado por turistas no município. No mês de Janeiro acontece a tradicional festa de Santo Amaro, no povoado de mesmo nome, que reúne milhares de fiéis católicos vindos de várias regiões do estado.
Topônimo
"Sirinhaém" é uma referência ao Rio Sirinhaém, que banha o município. É um termo oriundo da língua tupi e significa "prato de siri", através da junção de siri (siri) e nha'em (prato).
História
Início do povoamento

O litoral de Pernambuco era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os caetés, ocupavam a região do atual município de Sirinhaém no século XVI, quando os portugueses chegaram à região. Os portugueses escravizaram os caetés e ocuparam suas terras.
A povoação de Sirinhaém, que inicialmente era denominada Vila Formosa de Sirinhaém, data de 1610, quando moradores da região construíram ali uma capela dedicada a São Roque. Entre 1620 e 1621, foi construída uma igreja sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição e a vila foi elevada à categoria de freguesia. A criação do município autônomo data de 3 de agosto de 1892.
O povoado nucleou-se às margens do Rio Sirinhaém, a cerca de duas milhas do litoral e possuía um porto. Em 1627, foi elevado à categoria de vila e possuía cerca de 500 habitantes. Nesta época, a região contava com doze a 13 engenhos e uma produção de açúcar relevante e de boa qualidade, que era escoada pelo porto.
Invasões holandesas
Quando os holandeses ocuparam Pernambuco, após dominarem Recife e o norte, marcharam pelo sul e chegaram a Sirinhaém em 1632. Neste ano, cerca de 500 soldados e 100 marinheiros holandeses desembarcaram pelo rio Sirinhaém e invadiram, saquearam e queimaram o engenho de Romão Perez. O capitão Mateus Gomes de Lemos e Albuquerque organizou uma resistência com cerca de 60 homens. Os holandeses se retiraram. Com a queda da resistência no norte e em Recife, os holandeses planejavam a conquista do sul de Pernambuco para chegar à Bahia. As tropas luso-brasileiras resistiam a partir de três frentes: cerca de 450 homens compunham a resistência no Arraial (Velho) do Bom Jesus, 600 no Forte de Nazaré e 300 em Sirinhaém. Sirinhaém foi um dos últimos redutos da resistência, que foi derrotada após Maurício de Nassau chegar a Pernambuco e organizar o ataque à vila.
Durante o domínio holandês, Sirinhaém foi um dos quatro distritos nos quais foi dividida a Capitania de Pernambuco: Olinda (a mais importante), Igarassu, Vila Formosa de Sirinhaém e a quarta, que tinha início em Sirinhaém e ia até o Rio São Francisco.
Em 1645, a região foi reconquistada pela Companhia da Restauração comandada pelo capitão Paulo da Cunha Souto Maior, assistido por Vidal de Negreiros.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Formosa, por Alvará, de 26 de junho de 1759. Elevado à categoria de vila com a denominação de Formosa, em 1 de julho de 1627, segundo outra fonte a vila foi criada com a denominação de vila Formosa de Sirinhãem, em 19 de dezembro de 1627.
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Serinhãem, pela Lei Estadual nº 100, de 12 de junho de 1895. Pela Lei Municipal de 30 de dezembro de 1907, é criado o distrito de Cucaú e anexado ao município de Serinhãem. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 3 distritos: Serinhãem, Cucaú e Pau Branco. Pela Lei Estadual nº 1.365, de 16 de maio de 1919, o distrito de Cucaú passa a pertencer ao município de Rio Formoso. Pela Lei Municipal nº 70, de 27 de maio de 1920, é criado o distrito de Barra de Serinhãem e anexado ao município de Serinhãem. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Serinhãem, Barra de Serinhãem e Pau Branco. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas 31 de dezembro 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, o município passou a ser grafado Sirinhaém e o distrito de Pau Branco passou a denominar-se Ibiratinga.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o município é constituído de 3 distritos: Sirinhaém (ex-Serinhãem), Barra do Sirinhaém (ex-Barra) e Ibiratinga (ex-Pau Branco). Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Sirinhaém, Barra do Sirinhaém e Ibiratinga. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2020.
Geografia
Localiza-se à latitude 8º35'27" sul e à longitude de 35º06'58" oeste; sua altitude é de 49 metros e ocupa uma área territorial de cerca de 374,321 km², tendo 1,510 km² desse total formando a área urbana municipal e os 372,811 km² constituindo a zona rural.
Relevo
O relevo do município é formado por mar de morros.
- Nomes de Morros - Outeiros, Serras e Montes do município: Morro Pedra Brilhante, Morro Uma Só Pedra, Morro São Félix, Serra dos Três Marcos, Monte Santo, Morro dos Bambus, Morro da Muriçoca, Morro Tejupaba, Morro Cantagalo, Morro da Misericórdia, Serra Selada, Serra do Cão, Outeiro do Carmo, Outeiro do Livramento, Morro da Igreja, Morro do Abacaxi e Morro do Bonito.
Vegetação
A vegetação é composta por mata atlântica.
Geologia
O município encontra-se inserido, geologicamente, na Província Borborema.
Hidrografia
O município de Sirinhaém encontra-se inserido nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Sirinhaém e do Grupo de Bacias de Pequenos Rios Litorâneos. Seus principais tributários são os Rios Tapiraçu, Diamante, São Lourenço, Sibiró, Sirinhaém, Camaragibe, Trapiche, da Palma, Goicana, dos Passos e Formoso, além dos riachos: Canta Galo, Todos os Santos, Boca da mata, Caoité, Jaguarezinho, Rubi, Triunfo, São José, Cigarra e Aprumado.
Clima
O clima de Sirinhaém é o tropical, do tipo As'. No verão é quente e menos úmido, com máximas de 29 °C, e mínimas de 22 °C. No inverno é ameno e chuvoso, com máximas de 26 °C e mínimas de 20 °C. A precipitação pluviométrica é de 2.076 milímetros. A temperatura média anual é de 24,4 °C. Os meses mais chuvosos são abril a julho
Etnias 
No ano de 2010 a população sirinhaense era composta por 27 018 pardos (67,05%), 9 352 brancos (23,21%), 3 546 pretos (8,80%), 375 amarelos (0,93%) e 5 indígenas (0,01%).
Economia
Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2021, a soma das riquezas produzidas no município é de 722.495 mil reais (38° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais mais representativo na economia sirinhaense, somando 172.543 mil. Já os setores industrial e da agricultura representam 127.951 mil e 150.069 mil, respectivamente. O PIB per capita do município é de 15.423,10 reais, terceiro maior da Região Geográfica Imediata de Barreiros-Sirinhaém.
Educação
O município possui as seguinte(s) escola(s) estadual(s): Escola de Referência em Ensino Médio Doutor Eurico Chaves (integral); Escola de Referência em Ensino Médio Barra de Sirinhaém (integral); Escola Teotônio Correia da Silva; Escola Dr. Miguel Arraes de Alencar e Escola Escritor Maximiano Accioly Campos.
Turismo
Praias

- Barra do Sirinhaém: sua extensão é de aproximadamente 8 quilômetros, com areias douradas de grãos médios e vegetação de coqueiros. Localiza-se na desembocadura do Rio Sirinhaém, em frente a Ilha de Santo Aleixo.
- Gamela: sua extensão é de aproximadamente 4 quilômetros em praia de morfologia ondulada e quebrada, com areias douradas finas, vegetação rasteira e extenso coqueiral. Localizada entre a praia de Barra do Sirinhaém, ao norte, e a Praia de Guadalupe, ao sul, suas águas são pouco profundas com pequena intensidade de ondas. Gamela é a praia mais procurada da cidade nos fins de semana. Em sua orla, encontram-se diversos bares.
- Guadalupe: sua extensão é de aproximadamente 3 quilômetros em praia fluvio-marinha de morfologia quebrada e ondulada, com areias douradas de grãos médios e vegetação rasteira, arbustiva e de coqueiros. Localizada entre a praia do Gamela e a foz do Rio Formoso, suas águas são pouco profundas com pequena intensidade de ondas.
- Ilha de Santo Aleixo: trata-se de uma ilha oceânica, com área de 450 000 metros quadrados. Situada em mar aberto, a cerca de dois quilômetros a leste de Barra do Sirinhaém, sua área balneável está localizada na parte oeste, sua praia apresenta morfologia quebrada, com areias douradas de grãos médios e vegetação rasteira, arbustiva e arbórea de forma espaçada, além de palmáceas. Suas águas são pouco profundas com pequena intensidade de ondas.
Monumentos históricos
Outras opções do município são os monumentos históricos, como engenho de açúcar, casarões e a Casa de Câmara e Cadeia, construção do meio do século XIX. Outros pontos são a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Capela de Santo Amaro, Capela de São Roque e o Convento de Santo Antônio construído em 1645.
Cultura
Os principais eventos culturais são: Festa de Santo Amaro (15 de janeiro); Festa de São Roque (15 de agosto); Festa de São Sebastião (20 de Janeiro em Barra do Sirinhaém); Festa da Pescaria (Julho) e Festival de Crustáceos (Janeiro);
Feriados municipais 
Os feriados municipais são os seguintes: Santo Amaro (15 de janeiro); Emancipação de Sirinhaém (12 de junho); São Roque (15 de agosto) e Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro).
Subdivisões
Sirinhaém é formado por três distritos: Distrito-Sede, Barra do Sirinhaém e Ibiratinga. Ainda é composto pelos povoados: Santo Amaro, Usina Trapiche, Agrovila Trapiche, 31 de Março e Aver-o-Mar.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

IPIAÚ - BAHIA

Ipiaú é um município brasileiro no interior do estado da Bahia. Sua população, de acordo com o censo do IBGE de 2022, era de 40.706 habitantes.
História
A região de Ipiaú, até o início do século XX, era habitada por indígenas tapuias. Nessa época, a expansão do cultivo do cacau pela área e o estímulo ao desbravamento incentivado por Camamu e Jequié propiciaram a colonização e a formação de povoados como Barra do Rocha e Dois Irmãos (hoje Ubatã).
Em 1913, o Senhor Raimundo dos Santos, também conhecido como “Raimundo Crente”, adquiriu um terreno devoluto, que hoje forma o município de Ipiaú e, em seguida, adquiriu o terreno que hoje abrange o município de Ibirataia. Na época, os terrenos recém-adquiridos por Raimundo eram praticamente desabitados, sendo habitados apenas por duas mulheres e um foragido de Castro Alves e frequentados por caçadores. Foram abertas as primeiras estradas e, com isso, surgiu o povoado de Rapatição (atual Ipiaú), cujo nome se deve à briga entre as duas mulheres citadas.
Raimundo plantava e vendia cacau, certamente contribuindo com o desenvolvimento da lavoura cacaueira na região.
Com o crescimento de Rapatição, o povoado foi elevado à categoria de distrito, com o nome de Alfredo Martins, subordinado a Camamu, por meio da Lei Municipal n° 90, de 1° de junho de 1916, aprovada pela Lei Estadual n° 1.156, de 1° de agosto desse mesmo ano.
A excelência do solo para a lavoura cacaueira trouxe para Ipiaú colonizadores oriundos de Vitória da Conquista, Jequié, Ilhéus, Camamu e Ituberá. Com isso, houve conflitos fundiários na região.
Com o crescimento cada vez maior de Alfredo Martins e a dificuldade de acesso à sede de Camamu, devido à distância e as dificuldades de transporte, iniciou-se, na primeira metade da década de 1920, um movimento de emancipação do distrito.[9]
O Decreto Estadual n° 7.139, de 17 de dezembro de 1930, elevou Alfredo Martins à categoria de subprefeitura de Camamu, sendo renomeada para Rio Novo. No ano seguinte, por meio dos Decretos Estaduais n° 7.455, de 23 de junho de 1931, e nº 7479, de 8 de julho de 1931, Rio Novo foi transferido para Jequié.
O Decreto Estadual n° 8.725, de 7 de dezembro de 1933, elevou o distrito e subprefeitura de Rio Novo à categoria de município, se desmembrando de Jequié, sendo instalado dez dias depois. Inicialmente, o município era constituído dos distritos de Rio Novo (sede), Tesouras, Barra do Rocha e Dois Irmãos, os quais, por meio do Decreto-Lei Estadual n° 141, de 31 de dezembro de 1943, tiveram seus nomes alterados, respectivamente, para Ipiaú, lbirataia, Barra do Rocha e Ubatã. Esse mesmo decreto de 1943 alterou o nome do município de Rio Novo para Ipiaú, topônimo este que significa, em tupi, rio novo.
Ao longo de sua história, Ipiaú perdeu territórios para a criação dos municípios de Ubatã (1952), Ibirataia (1960) e Barra do Rocha (1961).
Clima
Em Ipiaú, o verão é longo, quente, opressivo e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, abafado e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 31 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Ipiaú e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro.
A estação quente permanece por 4,6 meses, de 22 de novembro a 8 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Ipiaú é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 10 de junho a 26 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Ipiaú é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média.
Economia
Na cidade de Ipiaú, em termos da empregados, os setores econômicos que se destacaram em 2022 foram Comércio Varejista (1,452), Administração Pública, Defesa E Seguridade Social (1,202), e Transporte Terrestre (413).
Na economia, a remuneração média do trabalhador ipiauense é de 1,7 salários mínimos por pessoa. O índice de ocupação de pessoal em Ipiaú é de 11,1% (5.277 pessoas).
A lavoura de cacau já contribuiu com quase 49% do PIB baiano e trouxe muito lucro para a região, que era a principal cultivadora de cacau do estado. Entretanto, com a praga da vassoura-de-bruxa nos anos 1990, a cacauicultura acabou perdendo destaque na economia. E o que se sabe é que indústria ainda está em desenvolvimento, mas existe a presença de duas fábricas de polpa de fruta que veem aprimorando e contribuindo com as suas atividades para a economia da região; outra atividade que contribuiu para a prosperidade do território é a exploração de níquel por um grupo australiano de mineração.
Outra fonte de estímulo e benefício às atividades econômicas, é o Festival de AgroChocolate, que conta com a participação de Ilhéus e região. Considerado uma forte atração turística, com patrocinadores como a Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate do Território Médio Rio das Contas (APROC), além de contar com a participação da Prefeitura Municipal de Ipiaú, tendo apoio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). Esse projeto, com certeza, vem ajudando muito na valorização de vários produtos oferecidos na região, principalmente o cacau, pois o AgroCacau surgiu em 2014 e o AgroChocolate que surgiu em 2016, desde então beneficiando a economia de Ipiaú. Uma das características únicas desse festival de Ipiaú é ser a céu aberto e para todos os públicos, o que permite que a popularização do evento seja em grande escala, um exemplo disso foi em sua quarta edição, que contou com a visitação de mais ou menos 15 mil visitantes.
O evento AgroChocolate foi um forte desenvolvedor e diversificador de várias áreas do turismo na região, o que proporciona que esse projeto seja um grande influenciador cultural não só para Ipiaú, mas também para muitos municípios vizinhos que também necessita de projetos que beneficie a sua cultura e economia.
Cultura
Em 2019, Ipiaú foi mantida no Mapa do Turismo da Bahia, contribuindo para a cultura e economia do município e região, visto que o turismo influencia positivamente na presença de atrações artísticas em festas como a de São Pedro. Com essa iniciativa, a Bahiatursa contribui no fortalecimento de várias regiões, e também da cultura e economia do município, destacado seu potencial para o turismo rural.
Durante a pandemia de COVID-19, muitos artistas acabaram ficando sem renda. Por isso, a Diretoria de Cultura de Ipiaú convocou, em 2020, artistas e espaços culturais para cadastramento para receber o benefício emergencial. Esse benefício é resultado do projeto de Lei nº 1.075/2020, batizada de Lei Aldir Blanc, que foi aprovada pelo Governo Federal em agosto de 2020 e que tem como objetivo a definição da política cultural e a destinação de recursos para o Fundo de Cultura Municipal.
Educação
No censo Amostra – Educação de 2010 do IBGE a população a partir de 10 anos de idade era de 37.401 pessoas, sendo destas apenas 9.818 pessoas frequentavam a escola. Mostrando assim, que existia uma taxa muito elevada da população que não consegue frequentar a escola. No que se refere a população adulta, a partir de 25 anos, cerca de 30% nunca foram à escola, o que gera um problema para o desenvolvimento da população.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ

Santo Antônio da Platina é um município brasileiro do estado do Paraná. A população da cidade de Santo Antônio da Platina registrou 44.369 habitantes no Censo de 2022,do IBGE.
História
A colonização do norte pioneiro, na metade do século XIX, foi feita, primeiramente, pelos mineiros provenientes do sul de Minas Gerais, das cabeceiras do Rio Sapucaí. Os mineiros do norte pioneiro só faziam posse se a terra possuísse água; procuravam, principalmente, a cabeceira de um riacho. O dono da cabeceira é dono da água e do terreno que a acompanha até o fim, quando o riacho desaguava num rio maior.
No ano de 1853, a história do Paraná tem início com a lei de 29 de agosto que desmembrou a Província de São Paulo. Zacarias de Góis foi o primeiro presidente e Curitiba a primeira sede da nova província. Em julho de 1854, instalou-se a Assembleia Legislativa, até então, um deserto demográfico utilizado como passagem pelos criadores de gado do Rio Grande do Sul em busca de mercado em São Paulo e Minas Gerais. A abertura de estradas, a partir de 1880, e de ferrovias, acelerou-se a ocupação. Famílias de mineiros, paulistas, e também de portugueses que se estabeleceram primeiramente na Platina (hoje, um povoado), posteriormente migraram-se para onde atualmente estão localizadas as principais instalações da cidade.
Uma pequena povoação se formou nas proximidades do morro do Bim, entre os ribeirões do Boi Pintado e da Aldeia, onde, mais tarde, floresceu a cidade de Santo Antônio da Platina. Em 6 de abril de 1900, através da Lei nº 358, o Estado do Paraná concedeu área de 250 hectares de terras, para servidão pública dos habitantes da povoação. No ano seguinte, a Lei nº 1, de 7 de janeiro, do município de Nova Alcântara (atual Jacarezinho) criou o Distrito de Paz no patrimônio de Santo Antônio da Platina.
A cidade recebeu também inúmeras famílias italianas, como as Rusolen (vinda de Santo Stino di Livenza) e Marchesin (vinda de Caorle), ambas da Província de Veneza, por volta de 1892. Mais tarde foram chegando mais famílias, como os Bertolini, Bartolomei (de origem toscana), os Bolognese (de Píncara, Rovigo), os Dal Bianco (originária de San Mareno di Piave, Treviso), os Paiola e Lavorato. Também vieram famílias espanholas, como os Marmol, vinda de Málaga, que foi importante no início da cidade. E ainda, as famílias de origem alemã como os Altvater, Spitzer, Bachtold, Hinterlang, Gerlach, Koepsel, Auersvald, Granemann e Läpping. E ainda, de uma família a suíça, os Reich, e uma família holandesa, os Loman.
Religião
Um fato histórico para a religião é que a cidade é o berço da Congregação Cristã no Brasil fundada por Louis Francescon.
Economia
Santo Antonio da Platina é uma região onde se cultiva café e cana de açúcar, tendo predominância pela pecuária.
Santo Antônio da Platina é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2024, foram registradas 4,5 mil admissões formais e 3,5 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 981 novos trabalhadores.
Até outubro de 2024 houve registro de 166 novas empresas em Santo Antônio da Platina, sendo que 16 atuam pela internet. Neste último mês de novembro de 2024, 15 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet.
Educação
No ensino médio a cidade conta com as seguintes instituições: Escola Estadual Santa Terezinha; Escola Estadual Ef. M Maria Dalila Pinto; Colégio Cívico Militar Moralina Eleutério; Colégio Estadual Rio Branco e Colégio Casucha.
No ensino superior estão presentes na cidade as instituições: UNIFIL; FATEB; CESUMAR; UNOPAR e UNIESP (FANORPI).
Geografia
Geograficamente localizada em ponto estratégico, fica a aproximadamente 370 km da capital do Estado, Curitiba e a 400 km de São Paulo. Possui uma área de 721,625 km², representando 0,3621 % do estado, 0,1281 % da região e 0,0085 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°17'42" sul e a uma longitude 50°04'38" oeste, estando a uma altitude de 520 m. Sua população em 2010 era de 42 707 habitantes.
Clima
Em Santo Antônio da Platina, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 30 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Santo Antônio da Platina e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro.
A estação quente permanece por 5,8 meses, de 14 de outubro a 9 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Santo Antônio da Platina é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 21 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 14 de maio a 28 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Santo Antônio da Platina é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 24 °C, em média.
Transporte
Ferroviário

O último trem de passageiros de longa distância a trafegar pelo ramal na cidade foi um trem especial da antiga Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) no ano de 1996, que realizou uma excursão com o Sindicato dos Ferroviários entre o município paulista de Ourinhos e a cidade de Santo Antônio da Platina, o ponto terminal da viagem. Pouco tempo depois, o ramal foi privatizado para o transporte de cargas e atualmente se encontra concedido à Rumo Logística. A Estação Platina foi inaugurada em 1927, pertencente ao Ramal Paranapanema da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande constituído por ela, a C.E.F São Paulo-Rio Grande (1927-1942), Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975), RFSA (1975-1996). Tendo sido chamada General Miguel Costa nos anos 1930, voltando ao nome original posteriormente. A estação foi restaurada e tombada a patrimônio histórico cultural do Estado do Paraná, junto a Ponte Pênsil Alves de Lima (Ribeirão Claro)].
Turismo
Os principais pontos de interesse turístico na cidade são: Praça Frei Cristóvão; Rodoviária de Santo Antônio da Platina; Platina Shopping ; Paróquia Santo Antônio de Pádua; Campo Gol de Placa; Morro do Bim; Casa da Cultura Platinense; Praça da Vila São José; Palácio do Comércio; Estação Ferroviária de Platina; Estádio Municipal José Eleotério da Silva e Paróquia São José
Esporte
A cidade possui um estádio chamado Estádio José Eleutério da Silva e já possuiu vários clubes que participaram do Campeonato Paranaense de Futebol, dentre eles: Associação Atlética Araucária; Sete de Setembro Futebol Clube; Sociedade Esportiva Platinense; XV de Novembro Futebol Clube; União Platinense de Esportes e Agroceres Futebol Clube.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

OSÓRIO - RIO GRANDE DO SUL

Osório (antiga Conceição do Arroio) é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. A população da cidade de Osório (RS) chegou a 47.400 pessoas no Censo de 2022, do IBGE.
História
Em 1934, Conceição do Arroio passa a se chamar Osório, por ordem do interventor federal José Antônio Flores da Cunha, como forma de homenagear o marechal Manuel Luís Osório, patrono da Cavalaria nacional, supostamente ali nascido. Embora as comissões demarcadoras tivessem se empenhado em deixar o local de nascimento do marechal no município batizado em sua homenagem, pesquisas realizadas por um grupo de oficiais liderados pelo coronel de cavalaria Edson Boscacci Guedes, então chefe do Estado-maior da 3ª Região Militar, localizaram a casa onde nascera Osório no município de Tramandaí, próximo dos limites com Osório, local transformado em parque histórico com o seu nome.
Geografia
Compõem o município seis distritos: Osório (sede), Aguapés, Atlântida-Sul, Borússia, Passinhos e Santa Luzia.
Hidrografia
Osório tem uma rede de 23 lagoas, conforme a seguir:  Lagoa do Armazém; Lagoa dos Barros; Lagoa Biguá; Lagoa do Caconde; Lagoa da Caiera; Lagoa Emboaba; Lagoa do Horácio; Lagoa da Ilhota; Lagoa do Inácio; Lagoa dos Índios; Lagoa do Lessa; Lagoa do Marcelino; Lagoa das Malvas; Lagoa do Palmital; Lagoa do Passo; Lagoa do Peixoto; Lagoa da Pinguela; Lagoa das Pombas; Lagoa do Rincão; Lagoa Rincão da Cadeia; Lagoa Rincão dos Veados; Lagoa de Tramandaí e Lagoa das Traíras
Clima
Em Osório, o verão é morno e abafado; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 28 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 32 °C.
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Osório e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de setembro ao fim de dezembro.
A estação morna permanece por 3,9 meses, de 28 de novembro a 25 de março, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Osório é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 25 de maio a 24 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Osório é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 18 °C, em média.
Economia
Em razão dos ventos, em Osório foi construída em 2007 a segunda maior usina eólica da América Latina e terceira maior do mundo, o Parque Eólico de Osório, ficando atrás em tamanho apenas dos Estados Unidos da América e do Parque Eólico de Santa Vitória do Palmar, no mesmo estado do Rio Grande do Sul. No Brasil hoje é produzido pouco mais de 21,5 GW de energia eólica, em Osório são mais de 150 MW.
Os grandes destaques econômicos do município são o Comércio e a Agricultura. No Comércio se destaca: lancherias, lojas de roupa, mercados, etc. Na Agricultura, as produções de soja e arroz são uma das grandes fontes de renda do Município.
Turismo
As melhores atrações de Osório, como recomendações, são selecionadas: Parque Eólico de Osório; Praia Atlântida Sul; Lagoa dos Barros; Parque Histórico Marechal Osório; Sitio Cascata da Borussia; Praia Mariápolis; Cascata da Borussia; Praça das Carretas; Museus de ciência. Museu Geológico de Osório; Mirante Morro da Borússia  (este famoso deck na encosta oferece vistas panorâmicas de Osório, do interior e do oceano; Vila Olímpica de Osório; Lagoa do Marcelino; Catedral Nossa Senhora da Conceição; Parque de Rodeios e Eventos Jorge Dariva; Praça da Matriz de Osório e Memorial das Águas.
Os visitantes podem admirar alguns dos principais pontos turísticos do bairro, como a Igreja do Sagrado Coração de Jesus e a Estátua do General Osório. A Praça também abriga importantes monumentos históricos como o Teixeira de Melo e o Chafariz das Saracuras.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

AUGUSTO CORRÊA - PARÁ

Augusto Corrêa é um município brasileiro do Estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º01'18" sul e a uma longitude 46º38'06" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. A população da cidade de Augusto Corrêa chegou a 44.573 pessoas no Censo do IBGE, de 2022. Possui uma área de 1.091,043 km².
Composição Étnica
Sua composição étnica recebera forte presença indígena, quilombola e, mais tardiamente, de retirantes nordestinos, especialmente de maranhenses e cearenses, o que conferiu à etnicidade local um tipo humano característico, "andejo, esguio de tez 'amorenada' ", como vai referir Erick Ferreira em seu ensaio O Urumajoense. O mesmo autor ainda referindo-se a forte presença nordestina nos costumes locais, assim descreve de forma jocosa e poética o Urumajoense Way of Life, "Tal qual seus principais ascendentes étnicos, o urumajoense conserva com certa fidelidade aquilo que chamou Gilberto Freyre de 'cultura das redes', onde mais que o desfrutar dos prazeres do sedentarismo -- tão caro a si -- ele revive seu passado nômade, cujos resquícios hematológicos ainda correm em suas veias". 
História
Terra de Urumajó
O atual município de Augusto Corrêa, antiga Vila de Urumajó, está localizado no Nordeste do estado do Pará em um espaço territorial que foi habitado nos primórdios da história colonial amazônica por índios Tupinambás.
Conforme as informações repassadas por várias gerações através da oralidade, o termo urumajó é fruto de um mal entendido entre o comandante do destacamento francês de Daniel de La Touche e um índio da recém aldeia descoberta. Conta-se que o militar europeu, curioso em saber o nome daquele rio que outrora haviam navegado, interpelou determinado indígena em busca de resposta, e este, achando que a pergunta referia-se a um pássaro que cantara ali próximo e que em dialeto Tupi denominava-se Uru, respondera: “é Uru majó!”. Estava estabelecido o batismo daquele Rio que desaguava no Oceano Atlântico bem como da comunidade residente em suas margens. Mais tarde a pequena vila se tornou Augusto Corrêa nos trâmites de emancipação, Augusto Corrêa foi prefeito de Bragança no período de 1963 a 1943, e foi um dos políticos responsáveis pela emancipação Urumajoense, consolidada em 1962
As origens do município remontam a 1895, quando, sob a denominação de Urumajó, constituía um povoado de Bragança. Entretanto, segundo Theodoro Braga, as primeiras referências de ocupação de Urumajó data de 1875, quando seus moradores construíram uma capela, sob invocação de São Miguel.
O topônimo de Augusto Corrêa foi outorgado ao município, em 1961, em homenagem ao político e líder antibaratista, eleito pelo município de Bragança para duas legislaturas estaduais consecutivas 194-19/51 e 1951-1955.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Bragança o distrito de Urumajó.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Urumajó permanece no município de Bragança.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Urumajó permanece no município de Bragança.
Elevado à categoria de município com a denominação de Augusto Corrêa, pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, é desmembrado de Bragança. Sede no antigo distrito de Urumajó.
Constituído de 4 distritos: Urumajó, Aturiaí, Emboraí e Itapixuna, desmembrado de Bragança.
Instalado em 28de março de 1962.
Pelo Decreto-Lei n.º 164, de 23 de janeiro de 1970, a sede do município que tinha a denominação de Urumajó passou a denominar-se Augusto Corrêa.
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município de Augusto Corrêa é constituído de 4 distritos: Augusto Corrêa (ex-Urumajó), Aturiaí, Emboraí e Itapixuna, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2020.
Clima
Em Augusto Corrêa, a estação com precipitação é morna e de céu encoberto; a estação seca é quente e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 32 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Augusto Corrêa e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao início de outubro. A estação quente permanece por 2,3 meses, de 9 de outubro a 19 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Augusto Corrêa é novembro, com a máxima de 32 °C e mínima de 25 °C, em média. A estação fresca permanece por 6,2 meses, de 1 de fevereiro a 7 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Augusto Corrêa é julho, com a mínima de 24 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
Augusto Corrêa é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção. De janeiro a abril de 2024, foram registradas 65 admissões formais e 56 desligamentos, resultando em um saldo de 9 novos trabalhadores. Até maio de 2024 houve registro de 1 nova empresa em Augusto Corrêa, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .