sábado, 20 de dezembro de 2025

PALMEIRA - PARANÁ

Palmeira é um município brasileiro do estado do Paraná. Localiza-se na Microrregião de Ponta Grossa, estando a uma altitude de 865 metros. Possui uma área de 1.465,1 km² e sua população, conforme censo do IBGE de 2022, era de 33.855 habitantes. Foi neste município que se situou a Colônia Cecília. 
Com a Construção do Caminho de Viamão, no século XVIII, muitos povoados foram surgindo na região dos Campos Gerais. Com o povoamento definido chegam os imigrantes. Os russos-alemães em 1878, os poloneses em 1888 e os italianos em 1890 liderados por Giovani Rossi, sendo que estes últimos, formaram a primeira colônia anarquista da América, a Colônia Cecília. E, em 1951, chegaram os alemães menonitas que fundaram a Colônia Witmarsum e a Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda produtora de leite e derivados, e de frangos com a marca Cancela. Criado através da Lei Estadual n.º 238, de 9 de novembro de 1897, e instalado na mesma data, foi desmembrado de Ponta Grossa. 
Os habitantes naturais do município de Palmeira são denominados palmeirense. Está localizada na Mesorregião do Centro Oriental Paranaense, mais precisamente na Microrregião de Ponta Grossa, estando a uma distância de 70 km da capital do estado, Curitiba. 
Etimologia
A denominação deve-se ao fato de ter sido a cidade localizada e fundada em um capão (bosque em meio de um descampado) já anteriormente denominado Capão da Palmeira. Certamente pela existência de palmeiras na região. 
História
O núcleo que deu origem ao atual município de Palmeira surgiu nas margens do histórico Caminho de Sorocaba-Viamão, no final do século XVIII. 
Este lugar era primitivamente local de pouso e curral de gado, utilizado por tropeiros que demandavam do Rio Grande a São Paulo. 
Inicialmente denominada Freguesia Nova, foi oficialmente elevada à categoria de freguesia em 1833, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, sendo que sua história é intimamente ligada à Freguesia Colada de Tamanduá (da qual atualmente só existem ruínas), que situava-se nas vizinhanças. Esta freguesia, Colada de Tamanduá, possuía área de meia légua, doada pelo coronel Antonio Luíz "Tigre", que faleceu sem deixar herdeiros de seu vasto patrimônio, que ficou nas mãos do Convento do Carmo, de São Paulo. 
Por outro lado, muito concorreu para essa mudança, segundo se depreende do relatório de 1854 de Zacarias de Góis e Vasconcelos, a luta que manteve o vigário Antônio Duarte dos Passos com o guardião do Carmo, a qual primeiro a estabelecer a igreja no terreno onde hoje se encontra a Matriz de Palmeira. Com a transferência da sede da Freguesia de Tamanduá para Palmeira, naturalmente foi se transferindo a população para o novo povoado onde se construiria a nova capela, transferida para ali em busca de melhores condições de vida. 
A corrente de povoamento foi mais tarde aumentada com a chegada de colonos russos e alemães, que se estabeleceram nos Campos Gerais a partir de 1878. Pode-se dizer que a evolução social de Palmeira se processou sob os melhores auspícios, tanto pela formação da nova freguesia, com famílias ilustres, quanto pela comunidade da Freguesia de Tamanduá, que se mudou em peso para a nova localidade. 
Pela Lei Provincial n.º 184, de 3 de maio de 1869, a Freguesia de Palmeira foi elevada à categoria de vila e município, com território desmembrado de Ponta Grossa. A instalação oficial ocorreu no dia 15 de fevereiro de 1870. Pela Lei n.º 238, de 9 de novembro de 1877, Palmeira recebeu foros de cidade, sendo que através da Lei n.º 952, de 23 de outubro de 1889 foi elevada à categoria de Comarca. A instalação ocorreu a 1º de março de 1890, em solenidade presidida pelo seu primeiro Juiz de Direito, dr. Tristão Cardoso de Menezes. 
Palmeira abrigou em seu território inúmeras colônias de imigrantes, dentre as quais: Sinimbu, Marcondes, Nossa Senhora do Lago, Santa Quitéria, Alegrete, Hartmann, Papagaios Novos (todos com alemães vindos do Volga em 1878), e mais Santa Bárbara com Cantagalo com os núcleos Puga, Quero-Quero e Capão da Anta (mais ou menos prósperos, segundo Romário Martins), Kittolandia (ingleses liderados por Charles William Kitto) e a Colônia que foi formada em 1889 por italianos.
A Colônia Cecília é uma página a parte na historiografia regional. Idealizada ainda no regime imperial, sob permissão do Imperador Pedro II, foi organizada por Giovanni Rossi e constitui-se em uma "experiência anarquista" em pleno final do século XIX. Com Rossi vieram entre cem e duzentas pessoas, dentre os quais alguns intelectuais que se dispuseram a pôr em prática seus ideais anarquistas. A colônia ficava entre Palmeira, Porto Amazonas e Lapa, próximo de um lugar denominado Serrinha, sendo que atualmente existem apenas estábulos envelhecidos e poucos descendentes de anarquistas. Plantavam e viviam em comunidade, respeitando a natureza, no entanto a experiência durou apenas de 1889 a 1895. Houve dispersão comunitária, em busca de maior civilidade, mas os ideais anarquistas proliferaram. Giovanni Rossi perdeu dois filhos na Colônia Cecília, sendo um dos últimos a se retirar do lugar. 
Em 2 de janeiro de 1892, pelo Decreto n.º 7, foi criado o Distrito de Papagaios Novos (sede de antigo núcleo colonial alemão), sendo extinto em 1910, assim como o de Diamantina. A Lei n.º 1.164, de 30 de março de 1912, restabeleceu os foros destes distritos, foram novamente extintos em 1920, pela Lei n.º 1965. Em 1940 o município de Entre Rios foi anexado, como simples distrito, ao município de Palmeira. Em 1921 foi restabelecido o distrito de Papagaios Novos, que permanece até os dias de hoje jurisdicionada ao município de Palmeira.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Palmeira, pelo Alvará de 20 de março de 1813, subordinado ao município de Curitiba. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Palmeira, pela Lei Provincial n.º 184, de 03 de maio de 1869, desmembrado do município de Curitiba. Sede na antiga vila de Palmeira. Constituído do distrito sede. Instalado em 15 de fevereiro de 1870. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Palmeira, pela Lei Estadual n.º 238, de 09 de novembro de 1897. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 1.483, de 12 de março de 1915, é criado o distrito de Porto Amazonas e anexado ao município de Palmeira. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Palmeira e Porto Amazonas. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Palmeira, Papagaios Novos e Porto Amazonas. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, o município de Palmeira adquiriu o território do extinto município de Entre Rios, como simples distrito. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Palmeira, Entre Rios, Papagaios Novos e Porto Amazonas. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Entre Rios passou a denominar-se Guaragi. 
Pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de outubro de 1947, é desmembrado do município de Palmeira o distrito de Porto Amazonas. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Palmeira, Entre Rios e Papagaios Novos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Estadual n.º 3.315, de 11 de setembro de 1957, o distrito de Guaragi (ex Entre Rios) foi transferido para o município de Ponta Grossa. 
Em divisão territorial datada de 1ºde julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Palmeira e Papagaios Novos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Imigrações
A região já era povoada por ricos fazendeiros portugueses, antigos bandeirantes paulistas que se fixaram na região, caboclos e negros descendentes de escravos. A partir de 1878, por iniciativa dos governos provincial e imperial começam a se fixar na região outras colônias de imigrantes: 
- Alemães (Volksdeutsche) de Rússia: começaram a chegar em 1878 e formaram sete núcleos ou colônias de povoação. Se dividiam em católicos e luteranos. Muitos abandonaram a atividade agrícola e passaram a se dedicar ao serviço de transporte de mercadorias com carroções. Outros passaram a trabalhar em obras públicas e outras ainda em atividades urbanas.
- Polacos: chegaram a partir de 1888. Agricultores por excelência, se espalharam pelo município formando várias colônias.
- Italianos - Anarquistas: chegaram em 1890, motivados por Giovani Rossi para implantar a primeira Colônia Anarquista da América, mundialmente conhecida como "Colônia Cecília". A mesma acabou alguns anos depois por motivos internos e externos, os imigrantes italianos se transferiram para várias regiões do Brasil, contribuindo decisivamente para o surgimento do movimento sindical em nosso país. Ficam em Palmeira apenas três famílias.
- Alemães Menonitas: chegam em 1951 e fundam a Colônia Witmarsum e a Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda. que é grande produtora de leite e seus derivados e de frango com a marca Cancela.
- Russos Brancos: chegaram em 1958 e se fixaram na localidade de Santa Cruz, entre Ponta Grossa e Palmeira, dedicando-se a atividade agrícola.
- Sírio-libaneses, palestinos, egípcios e japoneses: chegaram no início do século XX. Os sírio-libaneses se dedicaram ao comércio e os japoneses ao comércio e a agricultura.
Geografia
Clima

Em Palmeira, o verão é longo, morno e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 28 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Palmeira e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,3 meses, de 22 de novembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Palmeira é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 14 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Palmeira é julho, com a mínima de 10 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Em Palmeira, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Palmeira começa por volta de 8 de março e dura 6,8 meses, terminando em torno de 1 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Palmeira é abril, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 60% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 1 de outubro e dura 5,2 meses, terminando em torno de 8 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Palmeira é fevereiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 59% do tempo. 
Economia
Palmeira é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 3,2 mil admissões formais e 3,1 mil desligamentos, resultando em um saldo de 67 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 14.
Até setembro de 2025 houve registro de 90 novas empresas em Palmeira, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (13). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Patrimônios históricos
O município possui como patrimônio histórico do estado do Paraná, a Ponte dos Papagaios e a arquibancada de madeira do Ypiranga Futebol Clube, o time local da cidade, além da Casa Fazenda Cancela, que é um museu e edifício histórico localizado dentro da Colônia Witmarsum. 
Cultura
Lendas de Palmeira
- Lenda do Capão do Manhoso

Foram ali enterrados, no tempo da escravatura, os corpos de muitos negros cativos. Os escravos, iam a noite, chorar os seus mortos e encomendar as suas almas, o que faziam através de cânticos impregnados de uma profunda tristeza, de pungente nostalgia, num tom de choro e lamentação, pondo um quê de profundamente patético no silêncio da noite. Desse choro e da lamentação tristonha dos negros escravos, se originou o nome de “Capão do Manhoso”, nome ao qual se ligou muita história e muitas lendas de “Assombrações ou Ensombrações”, aparições, visagens, almas penadas, etc., confundindo essas histórias com as lamentações antigas, perdidas no tempo, dos negros que iam ali para chorar ou prantear seus mortos. Eram poucas, bem poucas, as pessoas que se aventuravam a passar pelo “Capão do Manhoso” à noite ou em horas avançadas, temerosas das coisas incríveis e extraordinárias que juravam que ali acontecia.
- Lenda do Cavalo sem cabeça
Um cavaleiro que desce pela rua Conceição, montado em um cavalo branco sem cabeça, e que, ao chegar na praça Marechal Floriano Peixoto, defronte a Igreja Matriz, desaparece.
- Piano do Clube Palmeirense
Um piano existente no Clube Palmeirense, que em horas avançadas da noite, sem nenhuma explicação, era tocado por mãos estranhas e misteriosas.
- Lenda do fantasma de branco
Esse fato aconteceu há muitos anos e não é bem lenda, mas uma história engraçada que merece ser contada. Aconteceu em Palmeira, por volta de 1930, um fato que estava assustando muitos moradores da rua Dr. Vicente Machado: Todas às sextas-feiras, à meia-noite, descia um fantasma e dançava de fronte ao Centro Espírita, que naquela época já existia. O povo achava que aquele era o fantasma do fundador do mesmo Centro. Os moradores daquela rua já estavam assustados! Um grupo de homens corajosos, sabendo desse acontecimento, resolveu ver o que estava acontecendo: quando soou meia-noite, apareceu, como de costume, o fantasma dançarino. Os homens pularam sobre ele e tiraram-lhe o lençol, demonstrando que não era nenhum fantasma, mas sim um palmeirense que queria assustar a população com suas gozações.
- Lenda da cruz do cemitério da capela do Sr. Bom Jesus
Naquela época não se podia comprar uma cruz boa. Uma certa pessoa resolveu roubar a melhor cruz que havia no Cemitério Municipal e colocou-a no túmulo de um parente seu, falecido recentemente. Chegada a noite, essa pessoa ouvia uma voz que dizia: “Eu quero a minha cruz, foi a Aninha que me deu!”. A pessoa muito amedrontada, assim que amanheceu o dia, foi correndo devolver a cruz que havia roubado.
- Lenda da caveira
No tempo em que atrás da Capela do Sr. Bom Jesus era cemitério, aconteceu o seguinte fato: Certa vez uma senhora foi à capela para rezar. Lá chegando, avistou uma caveira. Achando-a muito interessante, levou-a para casa para fazer dela uma farinheira. Quando essa senhora dormiu, teve um terrível sonho. Sonhou que uma caveira caíra sobre ela, mas ao verificar, percebeu que a mesma estava no local onde a havia deixado. No dia seguinte, ao acordar, levou a caveira ao cemitério e colocou-a no lugar onde estava.
- Lenda da mulher de branco
Uma mulher descomunal e vestida de branco, era vista às sextas-feiras de Quaresma, nas escadarias do Grupo Jesuíno Marcondes. Ela descia correndo e desaparecia misteriosamente no parquinho.
- Lenda da procissão dos mortos
Há quem afirme que os mortos enterrados no Cemitério Municipal de nossa cidade, em uma noite determinada do ano, saem em procissão até a Praça Marechal Floriano Peixoto e lá desaparecem.
- Lenda da aparição de uma freira
Aparecia a quem passasse depois da meia-noite, por frente da Capela do Senhor Bom Jesus, uma freira. Essa freira corria atrás das pessoas, dando-lhes um tremendo susto.
- Lenda da alma penada
Havia no antigo cemitério de Palmeira, localizado nos fundos da Capela do Bom Jesus, uma alma penada.
Todas as quartas-feiras, quem por ali passasse, ouvia um gemido muito sentido e que se alterava cada vez mais. Muitas e muitas pessoas fizeram preces e orações para aquela alma descansasse em paz.
- Lenda do Lobisomem da Vila Maria
Dizem, que houve no local, homens que tendo relações impuras com suas comadres, emagreciam e todas as sextas-feiras da Quaresma, altas horas da noite, saiam de suas casas transformados em cachorros, mordendo a quem encontrassem. Essas pessoas também ficavam sujeitas a transformarem-se em lobisomem.
- Lenda da carroça da rua Conceição
Em determinada noite do ano, uma carroça branca, puxada por dois cavalos também brancos, sem cabeça, mas que possuem uma cruz na testa, desce a rua Conceição e desaparece ao chegar na Igreja Matriz.
- Lenda da carroça sem cavalos
Uma carroça que sem ser puxada por cavalos, descia em desabalada carreira da rua Dr. Vicente Machado, indo desaparecer, sem deixar vestígio, no antigo e já não existente Tanque do Moinho.
Culinária
Prato típico

O prato típico do município é o pão no bafo, que em 2015 foi tombado pela prefeitura como patrimônio cultural do município. A iguaria que leva pão, repolho e derivados de carne suína, foi trazida pelos imigrantes russos-alemães em 1878. 
Personalidades
Palmeira foi o berço de personagens famosos que contribuíran com a história do Paraná e do Brasil, entre essas personalidades destacam-se: o Barão do Tibaji e Viscondessa do Tibaji; Jesuíno Marcondes de Oliveira e Sá, que participou do Ministério de D. Pedro II durante o Império (Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas), além de ter sido o último presidente da Província do Paraná, até 1888; Heitor Stockler de França, príncipe dos Poetas do Paraná; Alfredo Bertoldo Klas, pracinha da FEB, escritor e prefeito de Palmeira; João Chede, deputado estadual e prefeito de Palmeira; Nacim Bacila Neto, jurista e jornalista, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná; Dom Alberto Gonçalves, primeiro paranaense a ser consagrado bispo; Metry Bacila, médico e cientista de renome internacional; Ivo Arzua Pereira, político e escritor, foi prefeito de Curitiba e ministro da Agricultura do Brasil; Dr. Moisés Marcondes, médico, romancista e cronista; Coronel Antônio de Sá Camargo, um dos fundadores da cidade de Guarapuava; Pedro Scherer Sobrinho, oficial do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Paraná que teve ativa participação política no Estado; Clã Ferreira Maciel, composto por Pedro Ferreira Maciel, Luís Ferreira Maciel, Ottoni Ferreira Maciel e Domingos Ferreira Maciel; Manuel Demétrio de Oliveira, herói da Guerra do Paraguai; Sérgio Krzywy, Bispo. 
Esporte
No passado, o Pinheiral Esporte Clube foi vice-campeão paranaense em 1939. Também o Ypiranga participou do Campeonato Paranaense de Futebol. 
Transporte
O município de Palmeira é servido pelas seguintes rodovias: 
- BR-376, que passa por seu território, que liga Curitiba ao norte do Paraná (Apucarana);
- BR-277, que liga Curitiba a Foz do Iguaçu (e ao Paraguai) e
- PR-151, que liga a Ponta Grossa e a São Mateus do Sul.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

DOMINGOS MARTINS - ESPÍRITO SANTO

Domingos Martins é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região sudoeste serrana do estado, a 42 km da capital capixaba, Vitória. Ocupa uma área de 1.229,210 km², sendo que 8 km² estão em perímetro urbano, e sua população foi estimada em 37.972 habitantes, em 2024. 
O território do atual município era cortado por uma estrada ligando Minas Gerais a Vitória, aberta a pedido do príncipe regente João VI de Portugal em 1816. Mas foi a chegada dos imigrantes, sobretudo italianos, alemães e pomeranos, que intensificou o crescimento populacional e econômico entre os séculos XIX e XX. A influência cultural deixada pelos imigrantes europeus ainda é visível em algumas comunidades, sendo expressa em hábitos e costumes diversos pelos descendentes. 
O cultivo do café, a fruticultura, a pecuária, a prestação de serviços e o turismo figuram entre as atividades econômicas mais importantes. Domingos Martins possui uma série de bens naturais que são destinos de turistas, como cachoeiras, montanhas e trilhas, sendo um dos atrativos mais visitados a Pedra Azul, no Parque Estadual da Pedra Azul. O principal acesso ao município é através da BR-262. 
História
O território do atual município de Domingos Martins era cortado pela Estrada Real São Pedro de Alcântara, que passava pelos distritos de Aracê e Melgaço, seguindo um trajeto próximo ao da atual BR-262. Essa estrada foi aberta a pedido do príncipe regente João VI de Portugal em 1816, com a intenção de ligar a região central de Minas Gerais a Vitória, de modo que o estado mineiro não dependesse economicamente apenas do Rio de Janeiro (com o qual era ligado através do Caminho Velho). Quartéis foram instalados em Aracê e Melgaço, dando sequência ao povoamento dessas localidades. Os quartéis tinham o objetivo de preservar a segurança daqueles que circulavam pela estrada. 
Apesar de já existirem essa estrada e pequenos núcleos de residentes, a ocupação da atual sede de Domingos Martins só veio a se consolidar a partir de 1847, quando uma leva de imigrantes alemães se instalou na localidade, vinda pelo rio Jucu Braço do Norte. Nesse início chegaram pelo menos 39 famílias compostas por católicos e luteranos, com a intenção de constituir uma vila, posteriormente denominada Santa Isabel. Os católicos instalaram uma capela no morro de Boa Vista, dedicada a São Bonifácio e consagrada em 1852. Os luteranos, por sua vez, construíram um templo no Morro do Campinho entre 1858 e 1860.
O estabelecimento dos imigrantes europeus, interessados principalmente no clima parecido com o de seu continente de origem e nas paisagens físicas atrativas, foi fundamental para o desenvolvimento da localidade. Além dos alemães, posteriormente vieram, em grande escala, italianos e pomeranos. Os distritos de Melgaço e Paraju receberam grandes levas de alemães e pomeranos, enquanto que em Aracê se concentraram os italianos, porém os imigrantes ocuparam áreas por todo o atual município. A partir da vila de Santa Isabel, foi criada a freguesia, reconhecida pelo Decreto Provincial n.º 21, de 20 de novembro de 1869, pertencente a Viana. 
A freguesia de Santa Isabel foi emancipada pelo Decreto Estadual n.º 41, de 2 de outubro de 1891, mas chegou a ser extinta pelo Decreto Estadual n.º 41, de 18 de janeiro de 1892. Contudo, sua emancipação foi restabelecida pelo Decreto n.º 29, de 20 de outubro de 1893, passando a se chamar Domingos Martins pela Lei Estadual n.º 1.307, de 30 de dezembro de 1921. Seu nome é uma referência a Domingos José Martins, capixaba que foi líder da Revolução Pernambucana, tendo sido fuzilado na Bahia em 1817. No decorrer do século XX, sua área passou por transformações em sua composição, com a criação de distritos e o desmembramento de Marechal Floriano em 1991.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Santa Isabel, pelo Decreto Provincial n.º 21, de 20 de novembro de 1869 e por Ato Municipal n.º 19, de 26 de junho de 1896, subordinado ao município de Viana. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Isabel, por Decreto Estadual n.º 41, de 02 de outubro de 1891. 
Pelo Decreto Estadual n.º 41, de 18 de janeiro de 1892, a vila foi extinta. 
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Santa Isabel, pelo Decreto n.º 29, de 20 de outubro de 1893, desmembrado do município de Viana. Sede na povoação de Santa Isabel. Constituído do distrito sede. Instalado em 19 de dezembro de 1893. 
Pela Lei Municipal n.º 39, de 21 de dezembro de 1900, é criado o distrito de Araguaia e anexado ao município de Santa Isabel. 
Pela Lei Municipal n.º 41, de 28 de dezembro de 1903, é criado o distrito de Sapucaia e anexado ao município de Santa Isabel. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Santa Isabel, Araguaia e Sapucaia. 
Pela Lei Municipal de 16 de outubro de 1917, aprovada por Lei Estadual n.º 1.126, de 03 de dezembro de 1917, é criado o distrito de Campinho e para qual se transferiu a sede municipal anexado ao município de Santa Isabel. 
Pela Lei Estadual n.º 1.307, de 30 de dezembro de 1921, o município de Santa Isabel passou a denominar-se Domingos Martins. 
Pela Lei Estadual n.º 1.433, de 07 de junho de 1924, é criado o distrito de Pedreiras e anexado ao município de Domingos Martins. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município já denominado Domingos Martins é constituído de 6 distritos: Domingos Martins, Araguaia, Campinho (sede), Pedreiras, Santa Isabel e Sapucaia. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.222, de 31 de março de 1938, o município de Domingos Martins passou a denominar-se Campinho e o distrito de São Rafael a denominar-se Pedreiras. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.941, de 11 de novembro de 1938, o município de Campinho voltou a denominar-se Domingos Martins. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943 o município é constituído de 5 distritos: Domingos Martins (ex Campinho), Araguaia, Pedreiras (ex São Rafael), Santa Isabel e Sapucaia. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, os distritos sofreram as seguintes alterações Pedreiras, Sapucaia e Santa Isabel, respectivamente, para Aracê, Paraju e Isabel. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 5 distritos: Domingos Martins, Aracê (ex Pedreiras), Araguaia, Isabel (ex Santa Isabel) e Paraju (ex Sapucaia). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1] de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 1.953, de 13 de janeiro de 1964, é criado o distrito de Melgaço e anexado ao município de Domingos Martins. 
Pela Lei Estadual n.º 1.956, de 13 de janeiro de 1964, é criado o distrito de Marechal Floriano e anexado ao município de Domingos Martins. 
Em divisão territorial datada de 1ºde janeiro de 1979, o município é constituído de 7 distritos: Domingos Martins, Aracê, Araguaia, Isabel, Marechal Floriano, Melgaço e Paraju. 
Pela Lei Estadual n.º 4.571, de 30 de outubro de 1991, são desmembrados do município de Domingos Martins os distritos Marechal Floriano e Araguaia, para constituir o novo município de Marechal Floriano. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 5 distritos: Domingos Martins, Aracê, Isabel, Melgaço e Paraju. 
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 6 distritos: Domingos Martins, Aracê, Biriricas, Isabel, Melgaço e Paraju. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 1.229,210 km², sendo que 8,18 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°21'48" de latitude sul e 40°39'33" de longitude oeste e está a uma distância de 42 quilômetros a sudoeste da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Cariacica, Viana, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Castelo, Venda Nova do Imigrante e Afonso Cláudio. 
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Vitória e Imediata de Afonso Cláudio-Venda Nova do Imigrante-Santa Maria de Jetibá. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Afonso Cláudio, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-santense. 
Relevo e meio ambiente
Relevo

O relevo de Domingos Martins é consideravelmente acidentado, alternando de ondulado a montanhoso. O município integra a "zona serrana central", ou "Cinturão Verde", região do Espírito Santo formada por terras altas e montanhosas. Cerca de 10% da área municipal estão abaixo de 500 metros de altitude, 35% de 500 a 800 metros, 30% de 800 a 1.000 metros e 25% acima de 1 000 metros. 
O relevo montanhoso do município é concentrado na serra do Castelo, cuja ramificação inclui os pontos mais elevados de Domingos Martins, que são a Pedra das Flores (1 909 m), a Pedra do Tamanco (1.850 m) e o Pico Pedra Azul (1.822 m). A Pedra das Flores e o Pico da Pedra Azul, localizadas no distrito de Aracê, encontram-se integradas e por conta de sua importância paisagística constituem um dos principais atrativos naturais da cidade. 
O Pico da Pedra Azul empresta seu nome e está localizado no Parque Estadual da Pedra Azul, que possui 1 240 hectares e é a principal unidade de conservação de Domingos Martins devido a sua relevância para o Espírito Santo. O parque está inserido, pois, na categoria de proteção integral na listagem de unidades de conservação do estado. Contudo, cerca de 42,86% da área municipal são cobertos por remanescentes florestais, o equivalente a 53 018 hectares. Por causa da presença massiva de áreas de florestas preservadas, sobretudo de Mata Atlântica, Domingos Martins é conhecida como "Cidade do Verde". 
Hidrografia
A cidade faz parte da bacia hidrográfica do rio Jucu, sendo onde estão localizadas as nascentes de seus formadores, os rios Jucu Braço Sul e Braço Norte, especificamente na serra do Castelo. O rio Jucu propriamente dito é formado na divisa de Domingos Martins com Viana, a partir do encontro dos dois mananciais formadores, e é um dos principais responsáveis pelo abastecimento de água da Região Metropolitana da Grande Vitória. Outros cursos hídricos representativos no município são os córregos Melgaço, Tijuco Preto, São Rafael, Cristal e das Farinhas. 
Clima
O clima martinense é caracterizado como temperado (tipo Cfb segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 18,6 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas moderadas. O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 21,4 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 15,1 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1.363,9 mm, sendo junho o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso. 
Nos dias mais frios do ano a temperatura mínima cai para valores próximos ou mesmo, raramente, abaixo de 0 °C nas regiões mais elevadas do município. Segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a menor temperatura registrada em Aracê foi de −1 °C em 14 de julho de 1963. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Domingos Martins é o 67º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 1,2369 raios por quilômetro quadrado.
Cultura
A influência cultural deixada pelos imigrantes europeus ainda é visível em algumas comunidades de Domingos Martins, sendo expressa em hábitos e costumes diversos pelos descendentes. Além da herança visível na arquitetura e utensílios, também são notáveis as marcas na língua, costumes, religião, culinária, músicas e danças desses habitantes, sobretudo em Melgaço, Paraju (que receberam principalmente alemães) e Aracê (italianos). A língua portuguesa também se mistura ao idioma materno das famílias que se estabeleceram entre os séculos XIX e XX. Em 10 de outubro de 2011, a língua pomerana foi cooficializada no município.
Distritos
Aracê; Biriricas; Domingos Martins (distrito-sede); Isabel; Melgaço e Paraju.
Economia
A pecuária e a agricultura acrescentavam 133.625,36 mil reais na economia de Domingos Martins em 2019, o que se deve sobretudo à diversidade de cultivos permanentes e temporários distribuídos por todo o município. Entretanto, a cultura que mais se destaca é a do café, responsável por pelo menos 70% da produção da lavoura permanente do município. A cafeicultura, inclusive, é notável em sua paisagem. Outros cultivos permanentes que se sobressaem são a banana, tangerina, abacate e uva, enquanto que os cultivos temporários mais representativos são do gengibre, inhame, morango, tomate, batata, abóbora, repolho e pimentão. Com relação à pecuária, destaca-se a avicultura e bovinocultura de corte, além da piscicultura da tilápia. A agroindústria e o agroturismo também apresentam participação na economia de Domingos Martins. 
A indústria, por sua vez, representava 99.149,94 mil reais do PIB municipal. Assim como a agroindústria, que envolvia 142 unidades cadastradas, segundo informações de 2020, há de se ressaltar a fábrica de refrigerantes Coroa, uma das principais marcas de refrigerante do Espírito Santo e uma das maiores fábricas de bebida do estado, inaugurada em 1933. Trata-se da principal indústria de porte instalada na cidade. Ao mesmo tempo, 317.303,43 mil reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor de serviços e 163.093,93 mil reais do valor adicionado da administração pública. 
Além do agroturismo, a presença de diversos atrativos naturais, como montanhas, trilhas e cachoeiras, e o clima ameno reforçam a contribuição do turismo para a economia do município. Nesse sentido, destaca-se o distrito de Aracê, onde está situado o Pico Pedra Azul e o Parque Estadual da Pedra Azul. Esses bens naturais tornam a localidade um dos principais destinos turísticos do Espírito Santo e, por consequência, fazem concentrar diversas pousadas, hotéis, restaurantes, condomínios e lojinhas de artesanato. O turismo de eventos também é um dos principais geradores de movimento de capital na cidade, com a realização de eventos de diversos portes que atraem visitantes, como a Festa do Morango, Blummenfest, Festival de Inverno e o Festival do Vinho. 
Infraestrutura
Saúde e educação
A rede de saúde de Domingos Martins inclui onze unidades básicas de saúde, sete postos de saúde e um hospital geral 
Em 2010, 85,26% das crianças com faixa etária entre cinco e seis anos estavam matriculadas na educação infantil, ao mesmo tempo que 86,37% da população de 11 a 13 anos cursavam as séries finais do ensino fundamental. Dentre a população em idade escolar, 27,33% tinham completado o ensino fundamental, 16,28% o ensino médio e 5,19% o ensino superior.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

GURUPÁ - PARÁ

Gurupá é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população , segundo o censo do IBGE, em 2022, era de 31.786 habitantes. 
O município de Gurupá possui duas unidades de conservação de uso sustentável: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Itatupã-Baquiá e Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço. 
História
A colonização da região remete às disputas territoriais durante as Grandes Navegações. Segundo o Historiador Décio A. Guzmán o navegador inglês John Ley alcançou a região em 1598 e os holandeses liderados por Jan de Moor estabeleceram feitorias de Orange (Maturu) e Nassau (Gomoaru) onde se produzia principalmente cana-de-açúcar, e construíram um forte militar (Itá?) na região da foz do rio Xingu na busca da defesa da extração das chamadas drogas do Sertão na região. Quanto à colonização portuguesa dessa região, iniciou-se em 1623 com a destruição do já citado forte neerlandês existente no local pelo militar Maciel Parente em 1623 e a consequente mudança de nome para Forte de Santo Antônio de Gurupá dando origem ao nome da atual cidade. 
Em 1639 a povoação foi elevada a vila e, em 1885, a cidade. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Gurupá, em 1639. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Gurupá em 1639. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Gurupá, pela Lei Provincial n.º 1209, de 11 de novembro de 1885. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, adquiriu o extinto município de Porto de Moz, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Gurupá e Porto de Moz. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 5 distritos: Gurupá, Carrazedo, Baquiá Preto, Taiassu e Areias. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, foram extintos os distritos de Carrazedo, Baquiá Preto, Taiassu e Areias. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, é criado novamente o distrito de Carrazedo e anexado ao município de Gurupá. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Gurupá e Carrazedo. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, o município de Gurupá adquiriu o distrito de Itatupã (ex-Sacramento), transferido do município de Mazagão, do território federal do Amapá. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gurupá, Carrazedo e Itatupã. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Patrimônio
Forte de Santo Antônio de Gurupá

O Forte de Santo Antônio de Gurupá localiza-se na Ilha Grande do Gurupá, na confluência do rio Xingu com o delta do rio Amazonas, sobre um rochedo em posição dominante daquele canal de navegação, no atual município de Gurupá. As ruínas encontram-se tombadas pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1963, sob a jurisdição do Ministério da Defesa. Atualmente pode ser visitado, encontrando-se o parapeito de seus muros ornado com duas das antigas peças de ferro, sobre pilares de concreto. 
Religião e a festa de dezembro
A população de Gurupá é predominantemente Cristã sendo maioria Católica, com um grande número de pessoas que professam as Igrejas Assembleia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Adventista do Sétimo Dia, Igreja Cristã no Brasil, Igreja da Vinha, Testemunhas de Jeová, além de pessoas que manifestam não possuir religião alguma. 
Em praticamente todas as comunidades do município existe um santo padroeiro que possui a sua festa específica. O Santo padroeiro da cidade é Santo Antônio, contudo, o santo mais festejado é mesmo São Benedito. 
Festividade de São Benedito 
No município de Gurupá é realizada a festividade de São Benedito, começa no dia 9 de dezembro com a alvorada onde foliões cantam e batucam de madrugada das 4 até às 6 horas da manhã, as pessoas que são visitadas pelos foliões oferecem comida como retribuição, em seguida os devotos vão em busca do mastro para o evento que é conhecido como a derruba do mastro, após a derruba o mastro é preparado com ornamentos e são penduradas frutas e doces no mastro e às 18 horas na praça da igreja matriz é feito o levantamento do mastro, a missa ocorre as 20 horas e por volta de 21:30 após a missa ocorre o leilão dos donativos, cada noite é comando por uma ou duas comunidade da cidade e do interior, é doado objetos, comida ou animal vivo para o leilão, no dia 24 ocorre a meia lua os devotos de São Benedito se reúnem na igreja matriz e guiado pelos foliões vão até o porto onde os barcos que estão atracados no porto ficam dando voltas com a imagem de São Benedito, no dia 27 acontece a procissão, os devotos de São Benedito se reúnem na igreja matriz e saem em uma caminhada pela cidade, no dia 28 acontece a derruba do mastro que marca o fim da festividade. 
Vesperal ou dezembrada 
A partir do dia 23, até o dia 27, ocorre o vesperal, uma série de festas que acontecem das 14 até às 18 horas, está festa é marcada pelo derrame de cerveja. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 1º24'18" sul e a uma longitude 51º38'24" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. O território do Município de Gurupá está localizado no nordeste do Estado do Pará, na zona fisiográfica do Marajó e Ilhas. Primitivamente era habitado por índios, até que, em época desconhecida, os holandeses ali se estabeleceram construindo feitorias e portos fortificados. A sua sede está localizada na margem direita da Rio Amazonas logo abaixo do delta do Rio Xingu. Além da sede o município conta com 2 (dois) distritos: Carrazedo, localizado entre a sede do município Gurupá e o município de Porto de Moz e o distrito de Itatupã que fica entre Gurupá e o município de Santana no Estado do Amapá. Além desses distritos destacam-se também as comunidades localizadas nos rios Ipixuna, Mararu, Moju, Marajoí, Pucuruí, Gurupá-Miri, entre outros. O Município de Gurupá está cortado longitudinalmente pela Ilha Grande de Gurupá, que é a segunda maior ilha do Delta do Amazonas. Está localizada perto da confluência dos rios Amazonas e Xingu a oeste da Ilha do Marajó, no estado do Pará,Brasil. A ilha possui uma área de 4.864 km². 
Clima
Em Gurupá, o verão é curto, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é morno, com precipitação e de céu encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 24 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Gurupá e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 29 de julho a 9 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Gurupá é setembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 3 de janeiro a 8 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Gurupá é janeiro, com a mínima de 25 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Altitude
A altitude da sede municipal de Gurupá é muito baixa, típica de regiões estuarinas amazônicas, variando entre cerca de 20 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é predominantemente plano ou com leve ondulação, composto por terra‐firme e várzeas que se alagam com o aumento do nível do rio Amazonas, uma característica marcante da região. Segundo dados, cerca de 70% da área municipal é formada por várzea, sujeita aos ciclos de cheia e vazante do rio. 
Hidrografia
A hidrovia fluvial é a principal via de transporte, dadas as características fluviais do relevo.
Solos
 Os solos variam entre solos aluviais nas várzeas e solos de terra firme (álbic, distrófico) nas partes mais elevadas ou menos sujeitas a inundações. A fertilidade natural pode ser limitada pela lixiviação típica das florestas tropicais, exigindo manejo para utilização agrícola.
Vegetação
A vegetação original do município é parte integrante da vasta Floresta Amazônica, incluindo floresta de terra firme, florestas de várzea e igapós nos canais alagáveis. As matas ciliares acompanham os igarapés e rios, e a biodiversidade local é alta. Entretanto, a região enfrenta pressões como desmatamento, extração madeireira, abertura de clareiras para agricultura de subsistência e exploração de palmito ou açaí. Por exemplo, comunidades remanescentes de quilombos como o Quilombo Jocojó realizam extração tradicional de farinha de mandioca e vivem em estreita dependência dos recursos florestais. A preservação desses remanescentes é vital para a sustentabilidade ecológica e cultural da região.
Economia
O extrativismo madeireiro, a coleta de palmito, açaí e borracha, a pesca artesanal e a agricultura de subsistência (especialmente mandioca e farinha) são fundamentais para a subsistência das comunidades ribeirinhas. A empresa de dendê e óleo vegetal também figura entre os produtos agrícolas de maior escala na região. Além disso, o setor público tem peso expressivo na economia local, dada a estrutura de serviços públicos e administração territorial extensa. Mesmo com esse potencial, o município enfrenta desafios de diversificação econômica, infraestrutura logística (barco, transporte fluvial), e de acesso ao mercado.
Gurupá é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 32 admissões formais e 21 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 11 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -5.
Até setembro de 2025 houve registro de 5 novas empresas em Gurupá, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2024 inteiro, foi registrada uma empresa.
Turismo
Gurupá possui atrativos naturais e históricos que compõem seu potencial turístico. O Forte de Santo Antônio de Gurupá é um dos principais marcos históricos da região, construído originalmente no século XVII para defesa da foz amazônica. A posição fluvial privilegiada, entre canais, ilhas e rios, permite o turismo de natureza, ecoturismo, observação de fauna e flora amazônicas, passeio fluvial, comunidades tradicionais e vivência ribeirinha. As comunidades quilombolas e ribeirinhas oferecem experiências culturais autênticas, como a produção artesanal de farinha, o extrativismo tradicional e o convívio com o rio. A navegabilidade do rio Amazonas e seus canais propicia visitação e roteiros menos convencionais. No entanto, o turismo ainda é incipiente, com infraestrutura turística reduzida (hospedagem, acesso, comunicação), o que representa tanto um desafio quanto uma oportunidade de desenvolvimento sustentável.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

CONCÓRDIA DO PARÁ - PARÁ

Concórdia do Pará é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente a Microrregião de Tomé-Açu. 
Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 02º00'06" sul e longitude 47º56'59" oeste, estando a uma altitude de 44 metros do nível do mar. O município, segundo o censo do IBGE, de 2022, possuía uma população de 26.881 mil habitantes distribuídos em 690,947 km² de extensão territorial. 
História
Concórdia do Pará surgiu no auge da extração de madeira na década de 60. Primeiramente foi aberta uma estrada, em direção ao município de Tomé-Açu, a qual atraiu diversos migrantes. Antes, era distrito pertencente ao município de Bujaru. Em 1988, iniciou-se o processo de emancipação político-administrativa de Concórdia do Pará, através de seu representante Walmir de Araújo Alves, vereador na época. 
Sua história se constitui num relato que se confunde com o processo de ocupação recente do território paraense. Esse processo envolve o avanço das chamadas frentes pioneiras, as migrações, a abertura de estradas no espaço do Estado e o surgimento de concentrações populacionais nas beiras e/ou interseção das vias de penetração. 
As raízes da história de Concórdia do Pará, de forma específica, se encontram nos anos 60, quando o processo de ocupação começou a adquirir dinâmica cada vez mais intensa. No entanto, o reconhecimento da importância econômica e social das terras pelo município ocupadas, na atualidade pode, também, referir-se ao momento do surgimento do Município de Bujaru, onde os primeiros habitantes, migrantes nordestinos, na sua grande maioria, se localizaram. 
Segundo manifestações verbais dos mais antigos povoadores de Concórdia do Pará, o primeiro núcleo populacional, a partir do qual começou a surgir o novo município, recebeu o nome de vila Concórdia, a mesma que se encontrava localizada na interseção das estradas PA-152 com a PA-140. 
Reconhece-se que o primeiro habitante desse ponto de confluência das duas estradas foi Raimundo Cordeiro de Abreu, ao qual foram se agregando outros povoadores que, com suas práticas agrícolas e comerciais, iniciaram o processo de congregação social, econômica e urbana de forma espontânea no lugar. 
O conjunto das atividades por eles desenvolvido foi adquirindo dinamismo e atraindo cada vez mais habitantes, de forma que a evolução do núcleo urbano, assim como a sua área de influência, se fizeram sentir nos municípios vizinhos e no próprio Bujaru, onde estava localizado. 
Em 10 de maio de 1988, mediante a promulgação da Lei n.º 5.442, estatuída pela Assembleia Legislativa do Estado, Concórdia do Pará, foi reconhecido como município, adquirindo a sua emancipação política de Bujaru e configurando a sua área patrimonial com terras desmembradas dele.
Gentílico: Concordiense .
Formação administrativa 
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Concórdia do Pará, pela Lei Estadual n.º 5442, de 10de maio de 1988, desmembrado de Bujaru. Sede no atual distrito de Concórdia do Pará ex Povoado de Concórdia. Constituído do distrito sede. Instalado em 20 de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Distante cerca de 130 km da capital paraense, este município é privilegiado por estar numa região de fácil acesso, e economia ligada à capital. 
Relevo
O relevo da região é próprio da baixa Amazônia: terrenos de terra firme e várzea, com áreas alagáveis próximas a rios e igarapés, e com topografia relativamente plana ou suavemente ondulada, típica do norte do Pará. Solo de várzea ou terra firma são comuns.
Clima
O clima é equatorial úmido, com elevadas temperaturas médias e alta pluviosidade durante boa parte do ano — características típicas da região amazônica. A umidade relativa do ar e a presença de florestas também marcam esse clima.
Solos
Os solos são variados: nas áreas de terra firme podem se encontrar solos álicos, distróficos, latossolos típicos de regiões tropicais maduras, em que a fertilidade natural pode ser limitada e a cobertura florestal original é importante para preservação. Em várzeas e proximidades de rios, solos aluviais e hidromórficos ocorrem, com sedimentos recentes que permitem usos específicos.
Vegetação
A vegetação original de Concórdia do Pará é a da Floresta Amazônica — floresta de terra firme, várzea e igapó, com dossel alto, grande biodiversidade, rios, igarapés e fauna variada. Como muitos municípios amazônicos, a região enfrenta pressões de desmatamento, expansão agrícola e mudanças de uso do solo. Por exemplo, em 2023 foi registrada uma ação de plantio de 10 000 mudas no município, como parte de programa de “Concórdia mais Verde e Sustentável”.
Economia
Sua principal atividade econômica é a pimenta do reino e a agricultura de subsistência, tendo como principal produto, a farinha de mandioca. Atualmente, através das empresas Biopalma da Amazônia S.A. e Dendê do Tauá S.A., vem sendo intensificado o plantio do dendê, visando a produção de biodiesel. 
A economia de Concórdia do Pará é fortemente marcada pela agropecuária, extrativismo e serviços públicos. O principal produto agrícola tradicional da região é a pimenta do reino e a farinha de mandioca. Também há plantio de dendê (para produção de óleo vegetal/biodiesel) através de empresas estabelecidas no município, como Biopalma da Amazônia S.A. e Dendê do Tauá S.A.
Segundo levantamento econômico, o PIB municipal situa-se em cerca de R$ 420,2 milhões, com PIB per capita em torno de R$ 12,3 mil. A composição do valor adicionado mostra que cerca de 43,4% provém da administração pública, 28,2% da agropecuária, 23,9% dos serviços e 4,5% da indústria.
Esses indicadores sugerem que, apesar de crescer economicamente, o município ainda tem renda per capita inferior à média estadual. O setor público tem peso relevante, refletindo a necessidade de investimento em infraestrutura, serviços básicos e estímulo à diversificação econômica.
Turismo
Embora não seja um destino turístico de massa, Concórdia do Pará possui potencial para ecoturismo, turismo de natureza e turismo rural, dado seu ambiente amazônico, rios, áreas florestadas e cultura local. A localização relativamente acessível via estradas (PA-152 e PA-140) facilita visitações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

TEUTÔNIA - RIO GRANDE DO SUL

Teutônia é um município brasileiro localizado na região central do estado do Rio Grande do Sul. O município se localiza na região do Vale do Taquari. O nome Teutônia tem sua origem provavelmente no prefixo “Teuto”, que significa de origem germânica. Este nome surge como um nome tribal de Teutões, eles, juntamente com os Cimbrianos (existem algumas comunas cimbrias no norte da Itália na região de Belluno e Trento), foram aniquilados pelos Romanos. 
História
Primórdios da Colonização

A história de Teutônia está relacionada com a da imigração alemã, iniciada em 1824 com a criação da Colônia Alemã de São Leopoldo e a chegada dos primeiros colonizadores. Antes disso, a região era ocupada por indígenas da tribo guaianazes, pertencentes à nação tupi-guarani. 
A ideia de criar a Colônia de Teutônia foi do comerciante atacadista Carlos Schilling, que, em 1856, realizou uma primeira expedição com colonos alemães e, em 1858, adquiriu terras devolutas para dar início ao seu projeto. Também em 1858, a Câmara de Vereadores de Taquari oficializou a criação da Colônia Teutônia. Logo iniciou a venda de lotes, cada um com 50.000 braças quadradas. 
Para fazer frente às crescentes despesas do investimento e buscando aumentar as chances de sucesso da colônia, Carlos Schilling criou, com outros sócios, a “Empresa Colonizadora Carlos Schilling, Lothar de la Rue, Jacob Rech, Guilherme Kopp e Companhia”, com todos os membros pertencentes e envolvidos ao meio, a classe social do alto comércio de Porto Alegre. 
Sobre a formação das primeiras comunidades, sabe-se que a primeira picada aberta em Teutônia foi a Glück Auf, ou seja, Picada da Boa Sorte (hoje Bairro Canabarro), que contava com 48 lotes já no ano de 1858. Em 1860 foi aberta a Picada Hermann (Linha Germano), com 56 lotes. 
Em 1861 foi iniciada a medição e divididos os 600 prazos coloniais, com superfície variável de 30.000 a 200.000 braças quadradas. Em 26 de novembro de 1861, esta empresa adquiria mais uma área de terra para o acesso a nova colônia, área pertencente ao então município de Taquari. 
Despesas de transmissão, escrituras, conflitos de divisas e disputas por fontes de água causaram o atraso nas vendas e vinda de colonos. Em 1862, a referida empresa nomeou o agrimensor Lothar de la Rue como diretor da Colônia, com o objetivo, entre outros, de executar os serviços de medição das terras. 
Durante a Guerra do Paraguai, uma comissão de suíços e alemães, estabelecidos na província argentina de Corrientes, sem esperança de prosperar, percorreu os núcleos coloniais do Rio Grande do Sul, optando por transferir-se para a Colônia de Teutônia. Nos anos de 1865 e 1866 chegaram a Teutônia os primeiros habitantes em maior número, boa parte oriundos da antiga zona colonial de São Leopoldo, sendo compostos principalmente de imigrantes alemães. Em 1868, mais imigrantes vieram da Alemanha, principalmente das regiões de Vestfália, Pomerânia, Saxônia, Boêmia e Silésia, bem como alguns de Santa Catarina e da colônia frustrada na Argentina. 
Os alemães adquiriam as terras e se dedicavam à agricultura. Posteriormente, pequenas indústrias foram criadas pelos imigrantes, primeiramente indústrias de subsistência, que posteriormente viraram protótipos para a criação de incipientes e prósperas redes comerciais, centrada em comércio de banha, na indústria calçadista, etc.. 
Em 1865, foi aberta a Picada Boa Vista, com 52 lotes, seguindo-se a Picada Frank, em 1868, com 92 lotes. Em 1868, com a saída de La Rue, Carlos Arnt assumiu a direção da Colônia. Nesse mesmo ano, a chegada de 41 imigrantes westfalianos deu novo impulso processo de desenvolvimento da região. 
O arroio Boa Vista foi aproveitado já a partir do ano de 1869 com a instalação de uma roda d'água que moveu o primeiro moinho de milho. O proprietário e imigrante alemão Johan Rudolf Schonhorst após instalou uma serraria e uma carpintaria sendo este germânico o pioneiro na construção de salas de aula em estilo enxaimel. 
De 1869 a 1870, foram abertas a Picada Schmidt, Picada Clara e Picada Welp, com 49, 23 e 10 lotes, respectivamente. Outras picadas foram abertas entre 1872 e 1878, como a Picada Catarina. A população, naquela época, já contava com 2.241 pessoas, constituída por 386 famílias. 
Já no ano de 1932, Henrique Sommer construiu no mesmo local, no Arroio Boa Vista, uma barragem e instalou uma turbina e um gerador produzindo então energia elétrica para as localidades de Boa Vista, Languiru, Boa Vista Fundos, Linha Capivara e Linha Frank. Em 1939 o empreendimento foi adquirido por Afonso Wallauer e Emílio Rex. Posteriormente, esse empreendimento daria base para o surgimento da Certel Energia, que foi fundada em 19 de fevereiro de 1956. A Certel é a maior e a mais antiga cooperativa de eletrificação do País. 
Emancipação e História do Tempo Presente
Desde então, o atual Município de Teutônia passou por um notório processo de desenvolvimento econômico e social, acelerado a partir de 24 de maio de 1981, com o advento da emancipação política, e que perdura até os dias atuais. Teutônia, se municipalizou-se em 05de outubro de 1981, com a Lei nº. 7.542, de 1981, pois antes fazia parte do município de Estrela. Teutônia adotou o dia 24 de maio como dia do município porque foi nesta data que ocorreu o plebiscito que deu a vitória do "sim" a favor da emancipação. A instalação da nova cidade aconteceu no dia 31 de janeiro de 1983, cuja primeiríssima sessão da Câmara de Vereadores presidida pelo vereador e professor Selby Wallauer, recebeu o juramento do Prefeito Elton Klepker e do vice Silvério Luersen. O desenvolvimento foi tamanho que Teutônia já gerou um município-filho, Westfália. 
A Miss Brasil 2012, Gabriela Markus, que é de Teutônia, representou o Rio Grande do Sul no concurso Miss Brasil 2012, no dia 29 de setembro de 2012, e de lá saiu vitoriosa. 
Em 2015, em Teutônia, é fundada pelos amigos Matheus Fell e Luís Felipe Wallauer Ferreira, a franquia Quiero Café, que conta com mais de 80 unidades pelo Brasil. 
Desde o dia 22 de dezembro de 2017, Teutônia é oficialmente a Capital Nacional do Canto Coral. A Lei Federal n.º 13.563, que dá ao município o título, foi sancionada pelo presidente Michel Temer no dia 21 de dezembro de 2017. O projeto para tornar Teutônia a Capital Nacional do Canto Coral tramitou no Congresso Nacional por cerca de sete anos. 
O Vale do Taquari foi a região mais atingida pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. E o município de Teutônia, teve apenas 7 quilômetros quadrados, ou menos de 4% do seu território, com menos de 2% da população e 2% dos CNPJs locais atingidos pela cheia, conforme o Mapa Unificado do Plano Rio Grande, o que fez com que o município recebesse aproximadamente 800 novas empresas e 3 mil moradores no período de um ano após cheia, apresentando um notável crescimento econômico e social. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Boa Vista de Teutônia, pelo Ato Municipal n.º 62, de 25de dezembro de 1918, subordinado ao município de Estrela. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, o distrito de Boa Vista de Teutônia figura no município de Estrela. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o distrito de Boa Vista de Teutônia tomou denominação de simplesmente de Teutônia. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Teutônia, pela Lei Estadual n.º 7.542, de 05 de outubro de 1981, formado com áreas dos extintos distritos de Canabarro e Languiru. Sede no antigo distrito de Teutônia. Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de janeiro de 1981. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Municipal n.º 1.024, de 09 de abril de 1996, é criado o distrito de Pontes Filho e anexado ao município de Teutônia. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 2 distritos: Teutônia e Pontes Filho. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município possui uma circunscrição territorial de 178,460 km². Está localizado na região do Vale do Taquari, mais precisamente na encosta inferior do nordeste, a cerca de 110 km de distância da capital, via BR-386. Suas coordenadas geográficas são: 51°47’57” W de longitude; 29°26’36” S de latitude. A altitude média é de 83 metros (ponto mais baixo: 37,5 metros; ponto mais alto: 600 metros, no Morro da Harmonia).
Teutônia faz parte da Mesorregião Centro Oriental Rio-Grandense e da Microrregião de Lajeado-Estrela, fazendo divisa, ao norte, com os municípios de Imigrante e Westfália; a oeste com Estrela e Colinas; ao sul com Fazenda Vilanova e Paverama; e a leste com Poço das Antas, Boa Vista do Sul e Brochier. O território do município é banhado pelo Arroios Boa Vista e Posses, que deságuam no Rio Taquari. 
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado, com morros, encostas e vales; algumas regiões são mais planas, especialmente nas partes centrais do município. O Morro da Harmonia é o destaque.
Solos
Quanto aos solos, predominam solos férteis derivados de material vulcânico e rochas cristalinas, com aparecimento de solos do tipo terra roxa em áreas restritas, solos arenosos em certos trechos e solos bem drenados. A fertilidade do solo favorece a agricultura.
Vegetação
A vegetação original era de Floresta Subtropical Pluvial, com espécies nativas como louro, cedros, ipê, bambu, canjerana, guajuviras, açoita-cavalos, espinilhos, entre outras. Hoje, partes dessa vegetação foram transformadas para uso agrícola, para áreas urbanas, mas ainda há remanescentes, vegetação de matas ciliares nos cursos d’água, áreas verdes urbanas e determinados fragmentos preservados. 
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1998 a menor temperatura registrada em Teutônia foi de −3,8 °C em 14 de julho de 2000 e a maior atingiu 41,7 °C em 16 de janeiro de 2022. O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 135,8 milímetros (mm) em 12 de outubro de 2000. A maior rajada de vento alcançou 25 m/s (90 km/h) em 10 de novembro de 2013. O índice mais baixo de umidade relativa do ar foi de 13% em várias datas.
Estima-se que com as chuvas históricas de abril e maio de 2024, no Vale do Taquari, que causaram as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, tenham chovido mais de 1.000 milímetros em dois meses, em um curto período de tempo. 
Demografia de Teutônia
A população de Teutônia, segundo o censo de 2022, do IBGE, era de 32.797 pessoas. Já a previsão para 2024, indicava uma população de 33.963 pessoas.
Idiomas regionais
Teutônia conta com o Riograndenser Hunsrückisch (ou hunriqueano riograndense em língua nacional), que é um dialeto ou língua minoritária sulbrasileira de origem germânica falada pelos teutonienses desde tempos pioneiros, mas também por milhares de pessoas espalhadas por vários outros municípios do estado e mesmo em regiões adjacentes, Oeste de Santa Catarina e Oeste do Paraná, e até mesmo em Misiones/Argentina.
Economia
A base da economia é a agropecuária, com uma produção bastante diversificada. Na pecuária destaca-se a bovinocultura leiteira, a avicultura, a suinocultura e a criação de aves de postura. A principal cultura é o milho, seguindo-se de produtos de subsistência como feijão, aipim, batata e hortaliças. A produção de lenha (acácia e eucalipto) também merece destaque. Uma característica das propriedades rurais é o minifúndio, com a média de 8,8 hectares por propriedade. 
O setor industrial é liderado pela indústria alimentícia e pela indústria calçadista, seguidas pelos setores de esquadrias, moveleiro, metalúrgico e lapidação de pedras. O comércio, da mesma forma, é forte e diversificado, com concentração principal nos três maiores bairros: Canabarro, Languiru e Teutônia. 
As exportações estimadas do município para o ano de 2014, estão orçadas em aproximadamente U$ 8.362.349, com empresas como Languiru, Lactalis, Piccadilly, Beira Rio, etc., tendo grande contribuição. 
Rodovias
As principais vias de ligação de Teutônia são: ERS-418, Rodovia estadual que corta Teutônia; RSC-453, Rodovia federal próxima a Teutônia, conectando a cidades como Lajeado e Estrela; ERS-129, Rodovia estadual que liga Teutônia a Guaporé; ERS-453: Rodovia estadual que segue para Caxias do Sul; ERS-128, também conhecida como Via Láctea, é uma rodovia estadual no Rio Grande do Sul que liga a BR-386 à RSC-453.
Cultura
No âmbito cultural, o município destaca-se pelo excelente desempenho nas áreas artística, musical e cultural. O Projeto Teutônia Cultural, lançado em 2023, contempla 28 oficinas de diferentes áreas, tendo mais de mil vagas gratuitas para a comunidade. Em Teutônia existem mais de 40 sociedades organizadas de canto coral, além da música instrumental, representada pela Orquestra de Teutônia, Orquestra Henrique Uebel e o Conjunto Instrumental do Colégio Teutônia. Existe ainda os Coros Municipais, diversos grupos de danças folclóricas e teatro. 
Desde o dia 22 de dezembro de 2017, Teutônia é oficialmente a Capital Nacional do Canto Coral. A Lei Federal n.º 13.563, que dá ao município o título, foi sancionada pelo presidente Michel Temer no dia 21 de dezembro de 2017. O projeto para tornar Teutônia a Capital Nacional do Canto Coral tramitou no Congresso Nacional por cerca de sete anos. São mais de 1 mil coralistas que se dedicam à atividade. 
Também destacam-se diversos eventos como o Parada Natalina, Semana Farroupilha, Teutoberfest, Festival de Balonismo, Encontro de Carros Antigos, Encontro de Motos (Teutônia Moto Fest e Teutomoto), shows e espetáculos, além da grande Festa de Maio, que acontece a cada dois anos, celebrando o aniversário de Teutônia. 
Turismo
No turismo, Teutônia se destaca pelos diversos pontos de visitação, dentre eles a Lagoa da Harmonia, o Engenho Quatro Ventos, o Antick Haus Bergmann, o Museu Henrique Uebel, a Associação dos Artesãos e o Centro Administrativo. 
Dentre os empreendimentos gastronômicos conhecidos e frequentados pelos locais, estão o Empreendimento Matinho, a Frei Pastelaria e o Kakak's Bar. 
A cidade também conta com diversos locais de hospedagem, como o Baviera Park Hotel, o Hotel do Gringo, o Hotel e Pousada Floriflor, o Hotel Tirol, o Hotel União, o Hotel da Lagoa da Harmonia e o Teuthos Hotel.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

BRAÇO DO NORTE - SANTA CATARINA

Braço do Norte é um município brasileiro, localizado no sul do estado de Santa Catarina, a 75 m de altitude. Pertencente à mesorregião do Sul Catarinense e microrregião de Tubarão, localiza-se ao sul de Florianópolis, capital estadual, distando desta cerca de 173 km. Ocupa uma área de 212,045 km², tendo uma população de 33.773 habitantes, segundo censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A cidade é banhada pelo rio Braço do Norte. 
Os primeiros moradores a fixarem-se na região, ao longo do rio Braço do Norte, entre a Barra do Norte e o atual centro de Braço do Norte, estabeleceram-se oficialmente em 1873, guiados pelo padre Guilherme Roer. Fundaram a Colônia Espontânea do Braço do Norte. 
Braço do Norte foi desmembrado de Tubarão em 1955. De Braço do Norte foram desmembrados: Rio Fortuna, em 21 de junho de 1958; Santa Rosa de Lima, em 10 de maio de 1962 e São Ludgero, em 12 de junho de 1962.
O centro de Braço do Norte localiza-se principalmente entre e no entorno das praças Padre Roer e Coronel Collaço. 
Toponímia
A origem do topônimo Braço do Norte provém da época da conquista de terras a montante do rio Tubarão após a ocupação do atual centro da cidade de Tubarão, quando os desbravadores encontraram a foz do atual rio Braço do Norte no rio Tubarão, braço fluindo do norte geográfico, no atual distrito de Barra do Norte pertencente ao município de São Ludgero. A partir do início do século XIX, com a subsequente abertura de caminhos para Lages por tropeiros serranos, quando Lages foi integrada à Capitania de Santa Catarina em 1820, um desses caminhos foi a estrada da Serra do Imaruí, partindo do rio Tubarão em sentido norte e margeando o rio Braço do Norte passando em Braço do Norte no atual bairro Lado da União, onde Guerrilha instalou uma pousada destinada aos tropeiros. 
O atual município de Braço do Norte, a primeira colonização alemã no litoral sul de Santa Catarina, teve diferentes denominações: 
- Guerrilha, devido ao posseiro José Mariano Guerrilha (1839);
- Quadro do Norte, devido ao formato de suas quadras, projeto do agrimensor Carlos Othon Schlappal, que projetou as largas ruas do centro, quando somente cargueiros (animais de carga, cavalos e muares) conseguiam transitar até o porto de Gravatal (1879). Os colonos estabelecidos em Braço do Norte, acompanhados pelo padre Guilherme Roer, estabeleceram-se onde está situado atualmente o centro de São Ludgero;
- Collaçópolis, devido ao Coronel Collaço, de acordo com lei do ano 1926;
- Braço do Norte, denominação definitiva fixada por lei do ano 1928.
Primitivos habitantes: os bugres
Os índios das matas do vale do Braço do Norte não eram carijós. Entre o litoral e a serra viviam os bugres, xoklengs, botocudos e aweikomas, os últimos senhores primitivos das terras do vale. No vale do Braço do Norte jamais foi feita qualquer tentativa séria de pacificação. 
Ocupação inicial do Vale do Braço do Norte
A ocupação do vale do Braço do Norte iniciou com a abertura de um caminho dos tropeiros do Planalto Serrano até o Porto de Laguna em 1773, passando então pelas margens do rio Tubarão onde aflui o rio Braço do Norte, localidade conhecida como Barra do Norte. A evolução de sua ocupação foi mapeada pelo trabalho investigativo do padre João Leonir Dall'Alba. 
Caminho dos Tropeiros - Serra do Imaruí
Na grafia antiga, Imaruí era grafado como Imaruhy e Maroim. 
Por alvará de 9 de setembro de 1820, Lages, então pertencente à capitania de São Paulo, teve seu território transferido para a capitania de Santa Catarina. Fato este que ativou o tráfego de mercadorias entre o planalto e o litoral catarinense, transportadas sobre o lombo de animais de montaria. Sobre a ligação entre o planalto serrano catarinense (Lages) e seu litoral sul (Laguna), passando pelo vale do Braço do Norte, estabelecem dois registros do historiador João Leonir Dall'Alba: 
- Talvez ainda na primeira metade do século XIX abriu-se nova serra e nova estrada, esta pela Serra do Imaruí, nome que lhe foi atribuído quase na certeza por tratar-se de estrada de tropas que contornava a lagoa de Imaruí e passava em Imaruí.
- Via de ligação entre o planalto serrano catarinense e o litoral, o caminho das tropas, aberto mais a casco que a picareta, conduz até o Porto de Gravatal ou diretamente à Lagoa de Imaruí. No caminho um único morador, no atual Lado da União, o famigerado ex-revolucionário Guerrilha. Isto por volta de 1840.
Era a estrada dos serranos, ou estrada do Imaruí. Partindo da localidade que lhe deu o nome, passava nas proximidades do atual Braço do Norte e, alcançando e margeando o rio Laranjeiras, escalava os contrafortes da Serra Geral, pelas fraldas do Morro da Igreja. Estrada de tropas, mas de Gravatal a Braço do Norte prestava-se a carro de boi. O Gravatal, aliás, era um centro de irradiação de estradas: Para a serra, para Imaruí, para Teresópolis, para a vila de Tubarão. Sem contar sua via principal, o rio Capivari, que conduzia a maioria dos produtos coloniais para Laguna. A canoa era o meio de condução mais rápido e cômodo, largamente utilizada por todos. Canoas escavadas em grandes troncos, guarnecidas de tábuas na parte superior. Impulsionadas a remo, puxadas da praia ou, nos campos de Piratuba e da Laguna, tocadas a vela. 
Guerrilha
José Mariano Guerrilha, proveniente de Lages, fugindo com os rebeldes farroupilhas após a entrada das forças legalistas em 1838, estabelece-se com venda e pousada de tropas na margem direita do rio Braço do Norte, no caminho da Serra do Imaruí, no atual bairro Lado da União, ocupando terras como posseiro. 
História
Em abril de 1862, fixaram-se no local onde hoje se encontra a cidade de Braço do Norte os primeiros povoadores. 
Procedentes da antiga Desterro, atual Florianópolis, Tomaz Pinto, após haver cometido crime de morte, rumou, acompanhado de Manoel Nazário Corrêa, José Marculino Rosa, Leandro Demétrio e suas famílias por trilhas, na direção de Imaruí, de lá para a cidade de Laguna, e desta para Tubarão, cruzando o rio Braço de Cima (antigo nome do Rio Braço do Norte) na altura da localidade de Pedrinhas, estabelecendo-se, após quatro dias de viagem. Ao agrupamento deram o nome de “Quadro do Norte”. Ali fixados, abriram nova picada na direção de São Sebastião de Gravatá (atual Gravatal), aonde iam periodicamente à procura de provisões. 
Três anos mais tarde, em 1865, provindos de Tubarão, chegaram os primeiros moradores de São Ludgero, situado a 9 km da povoação principal. Eram eles: Pedro Zeferino, Tomaz da Silva, Marcos Fernandes de Lima e Pedro Martins de Souza. 
Em 1870, com a influência de colonos alemães conduzidos à região pelo Padre Guilherme Roher, conseguiram junto ao Imperador Dom Pedro II, doações de terra no vale, dando início ao desenvolvimento de Braço do Norte. Em 1875 chegaram os italianos. E, no ano seguinte, 1876 os portugueses. 
Em 1877 as terras foram demarcadas pelo agrimensor Carlos Othon Schlappal. Em junho de 1926, Braço do Norte recebeu o nome de Collaçopolis, em homenagem a um ex- prefeito de Tubarão.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Braço do Norte, por Decreto Estadual n.º 152, de 17 de maio de 1892, subordinado de Tubarão. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Braço do Norte figura no município de Tubarão. 
Pela Lei Municipal de agosto de 1922, o distrito de Braço do Norte passou a denominar-se Colaçópolis. 
Pela Lei Municipal n.º 149, de 26 de junho de 1928, o distrito de Colaçópolis voltou a denominar-se Braço do Norte. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Braço do Norte figura no município de Tubarão. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de Braço do Norte figura no município de Tubarão. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Braço do Norte, pela Lei Estadual n.º 1.022, de 30 de novembro de 1953, desmembrado de Tubarão. Sede no antigo distrito de Braço do Norte. Constituído de 2 distritos: Braço do Norte e Rio Fortuna. 
Pelo Acordão do Supremo Tribunal Federal de 1º de dezembro de 1954, o município de Braço do Norte foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Tubarão. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Braço do Norte, pela Lei Estadual n.º 231, de 22 de outubro de 1955, desmembrado de Tubarão. Sede no antigo distrito de Braço do Norte. Constituído de 2 distritos: Braço do Norte e Rio Fortuna. Instalado em 26 de novembro de 1955. 
Pela Lei Municipal n.º 348, de 21 de junho de 1958, é desmembrado do município de Braço Forte o distrito de Rio Fortuna. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Sesmarias de Rabello e dos Mirandas
Os atuais distritos de Barra do Norte (São Ludgero) e Ilhota (Orleans) foram as primeiras terras efetivamente ocupadas no vale do Braço do Norte, por duas famílias que obtiveram grandes extensões de terra, em 1839: as sesmarias de Rabello e dos Mirandas. No Arquivo Nacional, documento 54 da caixa 1148, lavra de João Leonir Dall'Alba, consta: "Terra do Rabello". A primitiva concessão, na foz do rio Braço do Norte com o Tubarão, limitava-se com estes rios. Subia o Tubarão, até alcançar a linha Miranda, e o Braço do Norte, até o rio Mar Grosso. Em 1860 já fora subdividida entre herdeiros: na Barra do Norte, Francisco Rabello Vieira. Seguia-se-lhe, Tubarão acima, José Antônio Amorim, Manuel Pereira Gomes, Ana Carolina de Figueiredo, Ana Garcia e Manuel Domingos de Oliveira. Em frente, na outra margem, morava Marcos Fernandes.
Antes porém, em 1807, uma sesmaria tinha sido concedida a José de Souza Pacheco, na margem direita do rio Tubarão, na região do atual Pindotiba. 
Gravatal
No curso da penetração conquistadora da região, em 1842 instala-se em Gravatal João Martins de Souza. Mais tarde, usando canoas para fazer o transporte de mercadorias pelo rio Capivari, foi o fundador do Porto de Gravatal, transportando os colonizadores das terras do Braço do Norte e da Colônia Grão Pará, e depois levando por via fluvial seus produtos para comercialização no Porto de Laguna. 
Registro de Robert Christian Avé-Lallemant
O médico e viajante alemão Robert Christian Avé-Lallemant esteve de 5 a 7 de junho de 1858 em Tubarão, onde foi hóspede do Coronel Collaço, que na época era capitão da Guarda Nacional. Partiu em 7 de junho de 1858 para Lages, passando por Pindotiba, na época denominada Raposa, e seguindo o Rio Tubarão até suas nascentes na Serra Geral. Sobre o início de sua viagem ao longo do rio Tubarão descreve: "... O braço principal do rio já está cultivado até Raposa; mas, a partir dali, tudo está no mato e no silêncio da natureza, embora aquelas brenhas ocultem maravilhosos pedaços de terra, capazes de melhor cultura. Há um braço setentrional do rio, com a sua zona florestal, inteiramente inaproveitado. Dali parte uma via fluvial para o pequeníssimo tráfego do planalto. O Braço do Norte reúne as mais belas terras de pastagem à planície do Capivari; ali está escondido o germe de uma colônia alemã, na qual fique em equilíbrio a lavoura e a criação de gado." 
Distrito de Rio Bonito
Em 1860 instalam-se no atual distrito de Rio Bonito, vindo por Gravatal, Manoel Augusto, Francisco Sombrio, Jerônimo André, o velho Sabino, João Costa, Manoel Ferreira e Antônio Geremias. Nesta época foi aberta uma estrada para tropas e carro de boi. 
Pioneiros do Quadro do Norte
Em 1862 Tomás Pinto interna-se nas matas do Vale do Braço do Norte, fugindo da justiça, após cometer um crime de morte em Desterro. Acompanham-no José Marcolino da Rosa, Leandro Demétrio e Manuel Nazário Correia, com as respectivas famílias. 
Barra do Norte
Os Rabello e Miranda foram os primeiros a obter terras na região, em 1839. Em 1865, provindos de Tubarão, estabeleceram-se na Barra do Norte Pedro Zeferino, Tomás da Silva, Marcos Fernandes de Lima e Pedro Martins de Sousa. Em 1908 foi feita uma balsa, em frente a Pedrinhas. Foi depois aberta a estação Braço do Norte da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina. 
Sesmaria Gaspar Xavier Neves
Na confluência do rio Bonito com o rio Braço do Norte havia uma sesmaria do coronel Gaspar Xavier Neves, desde o rio Capivari (em Gravatal). Gaspar Xavier Neves foi um sesmeiro que não se instalou nestas suas terras e nem seus descendentes lá estiveram. O agrimensor Carlos Othon Schlappal relata que "estas terras foram deixadas em mata, também pelos herdeiros". A rodovia SC-438, do bairro Trevo de Braço do Norte seguindo para Gravatal percorre suas antigas terras, sobre o caminho aberto pelos tropeiros da Serra do Imaruí, ligando Braço do Norte ao Porto de Gravatal. 
Travessão
No atual bairro Travessão (sua denominação provém da faixa de terras conhecida como Travessão dos Neves, relativo à família de Gaspar Xavier Neves, faixa esta que se estendia desde Braço do Norte até Gravatal), atual distrito de Braço do Norte, residia na época da instalação das 52 famílias de colonos alemãs o capitão Vasco Fernandes de Oliveira. 
Estrada de Ferro Donna Thereza Christina
A Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, inaugurada em 1884, teve seu ramal de Tubarão a Lauro Müller destruído definitivamente na catastrófica Enchente em Tubarão em 1974. Esta via férrea foi severamente marcada por diversas enchentes, registrando-se em maio de 1887 a destruição parcial da ponte de João Rabelo no km 96,400 em Orleans, e o desabamento de parte do paredão Miranda no km 86,600.
Tropeiros
Os tropeiros que comerciavam na região eram provenientes dos Campos de Lages, que se deslocavam com as tropas e o gado, seguindo rumo até Laguna, por picadas barrentas coleando entre cem quilômetros de floresta. 
Os serranos comerciavam muito com os colonos. Braço do Norte e São Ludgero eram passagens quase obrigatórias para as tropas que descessem a serra pela Estrada do Imaruí. Traziam charque, couros, pinhão, queijo e frutas. Pera e maçã eram a delícia dos colonos. Com os alemães comerciavam muito era fruta seca, melhor, maçã cortada em fatias, secadas ao sol. Aqui eram muito usadas em sopas de maçã. Os tropeiros levavam daqui farinha, ferramentas, açúcar de cana, barris de cachaça e tudo o que era provisão do comércio. Até de Lages e mesmo de Campos Novos vinham os serranos e comerciantes abastecer seus estoques na região. Fazendas, sal e ferragens, em geral, em Laguna. Mas farinha, açúcar e cana era na colônia. Tropas de gado era de não acabar mais. Quinhentas e mais cabeças. Até de Bom Jesus e Vacaria vinham. Trocava-se um boi velho por garrote ou uma novilha, comprava-se uma mula de cargueiro ou um cavalo de montaria. Mas o grosso do gado ia para as charqueadas de Laguna e Tubarão, para os campos de Pirituba. 
A Colônia Espontânea do Braço do Norte
A origem do atual município de Braço do Norte remonta ao deslocamento de colonos alemães assentados inicialmente na região da Colônia Teresópolis, de relevo inóspito à agricultura, que em busca de melhores terras foram conduzidos pelo padre Guilherme Roer para assentar-se na região do atual município de São Ludgero, às margens do rio Braço do Norte, entre dois núcleos coloniais portugueses fixados um na Barra do Norte, foz do rio Braço do Norte no rio Tubarão, e outro no atual centro de Braço do Norte, na margem esquerda do rio Braço do Norte, diretamente oposta à antiga hospedaria de Manoel Guerrilha, no caminho lageano da Serra do Imaruí. 
A colônia espontânea do Braço do Norte teve seu começo em 1873, com 52 famílias alemãs. Não foi uma colônia oficialmente estabelecida com incentivos imperiais. O colono pagou meio real pela braça quadrada, estabelecendo-se nos dois lados do rio Braço do Norte. Os lotes foram medidos a partir da Barra do Norte em ambas as margens do rio, respeitando pela margem direita as terras da concessão Rabello. Mediam 150 braças de frente por 833 e 1/3 braças de fundo, totalizando 125000 braças quadradas. Assim, cada lote custou apenas 62$500 réis (62 mil e quinhentos réis). 
Entraram pela Barra (do Norte)... Vieram por Tubarão porque era tudo mata virgem. Um pouco acima da Barra do Norte acharam um morador... foram se lançando para cima, até meia viagem entre a Barra e São Ludgero, e ... começaram a derrubada. Ocuparam ambas as margens. Se alastraram dos dois lados, até a boca do rio Bonito, até o Travessão dos Neves. Dali pra cima já tinha entrado a origem brasileira. 
Os alimentos que eles precisavam, sal, café e açúcar, iam comprar em Tubarão. Vendiam seus produtos em Tubarão e Laguna. Eles mesmos foram abrindo as picadas. 
Primeiros moradores
Os que primeiro aportaram haviam chegado na Colônia Teresópolis em 1863. A tradição conta que vieram uns quinze fazer uma roça de experiência. Contam que num domingo se atreveram a chegar até o rancho dos brasileiros de Guerrilha. O encontro foi acolhedor. Estes até ficaram animados com a vinda possível de imigrantes alemães. A experiência deu certo. De Tubarão o Coronel Collaço estava interessado que viessem imigrantes povoar esse interior, todo em mata. Só em maio de 1873 veio a comunicação definitiva. A cada um dos signatários concedia-se um lote de terras pelo preço mínimo da lei, meio real a braça quadrada, pouco mais de sessenta mil réis ao lote. Sabendo da notícia os homens e moços signatários da petição e outros em suas pegadas encheram os alforges, afiaram os machados e vieram. Parece que vieram por Tubarão, de onde trouxeram um agrimensor mais ou menos entendido no assunto. Entraram pela Barra do Norte, onde haviam-se estabelecido os brasileiros e logo cada um ocupou um lote, ora à esquerda, ora à direita do rio, acima da Linha Miranda. Seria o mês de junho de 1873. 
Um dos primeiros atos sociais dos colonos foi uma missa solene em ação de graças, rezada pelo padre Roer. Foi celebrada à sombra de uma grande figueira, cujas raízes serviram até de confessionário. O altar esteve a cargo da senhorita Ana, filha de Henrique Füchter, mais tarde esposa de Germano Gesing, de cujo matrimônio saiu o primeiro padre filho da terra, o cônego Nicolau Gesing. 
Padre Guilherme Roer
Atendendo a vasta região do atual município, o padre Guilherme Roer foi o principal responsável por trazer as famílias dos 52 colonos provenientes da colônia Teresópolis que se fixaram na região, entre a Barra do Norte e Braço do Norte, atualmente o município de São Ludgero. 
Coronel Luís Martins Collaço
Luís Martins Collaço, o coronel Collaço, indicou ao padre Guilherme Roer as terras pertencentes então ao município de Tubarão onde foram assentados os colonos alemães fundadores da colônia espontânea do Braço do Norte. Em sua memória é denominada a Praça Coronel Collaço. 
Agrimensor Carlos Othon Schlappal
Sobre a planta da sede de Braço do Norte, o documento 8-81 de João Leonir Dall'Alba no seu livro "O Vale do Braço do Norte" relata: "Memorial e explicação da planta da sede da colônia do Rio Braço do Norte, no município de Tubarão, Província de Santa Catarina, pelo engenheiro Carlos Othon Schlappal, 1881: 
Ocupando a colônia do rio Braço do Norte desde a junção do dito rio com o Tubarão, o seu vale em ambas as margens, numa extensão de 70 km, sem ter ficado um terreno reservado para a sede do referido núcleo colonial, e tendo um lugar muito próprio para este fim, de propriedade particular, dirigi-me respeitosamente em 15 de janeiro de 1879 ao Exmo. Sr. Presidente da Província, fazendo Sua Excia. ciente da conveniência de efetuar a troca com particulares, por terras pertencentes ao Estado, do lugar onde deve ser a sede do referido núcleo colonial. Por ofício da Presidência de 15 de maio do mesmo ano em resposta ao meu dito Ofício, foi-me enviado por cópia o Aviso do Ministro da Agricultura de 30 de abril do mesmo ano, autorizando a efetuar a referida troca, por terrenos pertencentes ao Estado, para fundar a dita sede, cuja troca, achando-se realizada com Luís Nazário Correia e Francisco de Oliveira Sousa, conforme planta e Ofício que tive honra de dirigir à Presidência, em 18 de outubro de 1879, sendo de uma área de 193 600 km². 
A sede acha-se dividida em 89 lotes urbanos, conforme a tabela junta, as ruas com 20 m de largura, e a praça de um quadrado de 220 m de lado. 
A planta junto, de que remeti um exemplar à Inspetoria Geral de Terras e Colonização, em 14 de outubro de 1879, que acompanhava o meu projeto, o qual foi aprovado em 17 de dezembro de 1879, e assim tenho efetuada a medição e divisão dos lotes urbanos, que devem ser vendidos por conta do Estado aos requerentes que ali querem edificar casas." 

João Leonir Dall'Alba
O padre João Leonir Dall'Alba foi o maior historiador da colonização do Sul Catarinense, abrangendo a região correspondente à Colônia Espontânea do Braço do Norte e Colônia Grão Pará. A cronologia a seguir foi expandida a partir das datas históricas de seu livro "O Vale do Braço do Norte", páginas 275 a 279. 
Lei de criação do município
A Lei n° 231, de 22 de outubro de 1955, cria o município de Braço do Norte.
Entretenimento
Braço do Norte já teve dois cinemas, ambos na praça Padre Roer. O mais antigo foi o Cine Guarani, de propriedade de Turíbio Schmidt. O segundo foi o Cine Guadalajara, fundado no início da década de 1970, de propriedade de Martinho Rech. Ambos estão desativados. 
Esporte
O "Sete de Setembro" é o clube de futebol tradicional da cidade, fundado na década de 1940. 
Geografia
Sua área é de 223,91 km². 
O Vale do Braço do Norte tem início na Barra do Norte (afluência do Rio Braço do Norte no Rio Tubarão), no município de São Ludgero, e estende-se até o município de Anitápolis. 
A distância até a capital Florianópolis é de 170 km, seguindo inicialmente no sentido sul até Tubarão e então no sentido norte pela BR-101. A distância até a capital pode ser reduzida a 150 km, partindo de Braço do Norte a Rio Fortuna, passando por São Bonifácio, e prosseguindo então pela BR-282 até Florianópolis. O inconveniente deste percurso são os 48 km entre Rio Fortuna e São Bonifácio, pois a estrada é em leito natural e repleta de curvas. 
Altitude 
A sede do município está situada a 75 metros de altitude acima do nível do mar. (Turismo Braço do Norte) O relevo de Braço do Norte é variado: há áreas planas e de várgea (especialmente ao redor do rio), além de vales, morros e encostas — sobretudo nas partes mais próximas à Serra Geral.
Solos
Os solos do município são férteis, adequados para agricultura, com bom teor de nutrientes em muitas áreas, principalmente nas planícies e vales, embora em encostas ou morros possa haver solos mais rasos ou com menor profundidade.
Vegetação
A vegetação nativa de Braço do Norte pertence ao bioma da Mata Atlântica, com remanescentes de mata de encosta, floresta ciliar ao redor dos rios, vegetação de encostas serranas, e em áreas mais baixas, vegetação litorânea ou influenciada pelo clima úmido, ventos marítimos e proximidade do litoral. Há preservações de remanescentes naturais, embora muitas áreas já estejam ocupadas pela agricultura, pastagens ou uso urbano.
Clima
Em Braço do Norte, o verão é morno e abafado; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 30 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 34 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Braço do Norte e realizar atividades de clima quente são do meio de março ao fim de maio e do meio de agosto ao início de dezembro. 
A estação quente permanece por 3,7 meses, de 2 de dezembro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Braço do Norte é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 23 de maio a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Braço do Norte é julho, com a mínima de 11 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Ligações rodoviárias regionais
Municípios fronteiriços 
As conexões de Braço do Norte com os municípios fronteiriços, por rodovias estaduais pavimentadas, são: 
- Armazém, a partir de Gravatal, distância de 8 quilômetros pela rodovia SC-431 (rodovia Sílvio João de Oliveira)
- Grão-Pará, distância de 12 km pela rodovia SC-439 (rodovia Oswaldo Westphal)
- Gravatal, distância de 16 km pela rodovia SC-438 (rodovia Hercílio Zappellini)
- Orleans, a partir de São Ludgero, distância de 15 km, prosseguindo pela rodovia SC-438 (rodovia Daniel Brüning)
- Rio Fortuna, distância de 19 km pela rodovia SC-482 (rodovia Frederico Kuerten)
- São Ludgero, distância de 7 km pela rodovia SC-438 (rodovia Daniel Brüning)
Municípios próximos
- Urussanga, distante 39 km, passando por Orleans e seguindo a rodovia SC-446
- Criciúma, distante 59 km, passando por São Ludgero, Orleans, Urussanga e Cocal do Sul
- Laguna, distante 60 km via Tubarão e BR-101
- Tubarão, distante 33 km via SC-438 (rodovia Hercílio Zappelini)
Economia
Até a década de 1960 a economia do município era fundamentada na agropecuária. 
O município de Braço do Norte tem um parque industrial diversificado, produzindo entre outros bebidas e refrigerantes (por exemplo, Água da Serra), doces e produtos alimentícios (por exemplo, Áurea Alimentos), máquina para acabamento de molduras (por exemplo, Unesa Máquinas), principalmente os derivados de leite, suinos e aves. 
Destacam-se os setores de máquinas e equipamentos, produtos de uso doméstico (higiene e limpeza), produtos têxteis e esmaltados. Porém de realce maior é o parque industrial dedicado à produção de molduras. 
O parque industrial moldureiro, iniciado por Heriberto Effting em Braço do Norte, abrange atualmente os municípios de Grão-Pará, Orleans e São Ludgero, constituindo o maior parque sul-americano na produção de molduras. 
Turismo
Braço do Norte oferece vários atrativos turísticos culturais, religiosos, rurais e naturais:
- Turismo religioso: atrações como a Igreja Matriz de Nosso Senhor do Bom Fim, construída na década de 1930 em estilo gótico, Capela Santa Augusta (1887), a Gruta Nossa Senhora de Fátima, Instituto Coração de Jesus. Festas religiosas como a Festa de Santa Augusta, que tem tradição de mais de um século.
- Turismo rural e de lazer: pesque-pagues no interior do município, onde visitantes podem pescar, descansar, fazer refeições, convívio com a natureza. Também há cascatas (quedas d’água) de até 35 metros nas localidades de Rio Santo Antônio e São José.
- Paisagens naturais: vales, colinas, encostas serranas e a proximidade da serra tornam o cenário ideal para contemplação, trilhas, caminhadas, observação da natureza. Há presença de neblinas e climas diferenciados no inverno, o que adiciona charme.
- Eventos culturais: a Festa de Santa Augusta, festas dos imigrantes, festividades religiosas, além da “Schweinfest” (festa do porco) que atrai público e fortalece a identidade cultural local.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .