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quarta-feira, 12 de março de 2025

SANTA RITA DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS

Santa Rita do Sapucaí é um município brasileiro da Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas, no estado de Minas Gerais. A população da cidade de Santa Rita do Sapucaí (MG) chegou a 40.635 pessoas no Censo de 2022, do IBGE. É conhecida como "O Vale da Eletrônica", devido aos centros educacionais e empresas dessa área situados na cidade. 
As referências na área de educação são: a Escola Técnica de Eletrônica, o Instituto Nacional de Telecomunicações e a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação. Esses centros educacionais são responsáveis pela formação da mão de obra especializada na cidade. 
O município está compreendido numa área de 321 quilômetros quadrados, com altitude de 821 metros e temperatura entre seis e 32 graus centígrados. 
Atualmente, é sede de comarca intermediária e dista 420 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte. Situa-se em uma região onde se alternam montanhas e vales que formam a Bacia do Rio Sapucaí. 
A data magna da cidade é o dia 22 de maio, festa da padroeira, Santa Rita de Cássia, celebrada todos os anos com conotações religiosas, folclóricas e sócio-culturais. O aniversário de emancipação político-administrativa é comemorado no dia 24 de maio. 
Topônimo
O nome da cidade advém da junção de sua padroeira, Santa Rita de Cássia, santa italiana nascida no século XIV, modelo de virtude e coragem e símbolo de mulher santa-ritense, com o Rio Sapucaí, que corta o município. 
"Sapucaí" é um termo de origem tupi que significa "água de sapucaia", através da junção dos termos ïasapuka'i ("sapucaia") e 'y ("água"). 
Economia
Santa Rita do Sapucaí é uma cidade de economia diversificada calçada principalmente nas atividades agropecuárias e industriais. 
Na agricultura destacamos o Café e o leite como seus principais produtos, indústria agropecuária e indústria eletrônica são suas principais fontes de renda, produzindo ainda sementes de milho, arroz, café e outros. 
Várias indústrias estão instaladas na cidade (mais de 150 empresas). Acompanhando os ensinamentos de suas escolas, estão mais voltadas para as áreas de eletrônica, telecomunicações e informática. 
Feiras tecnológicas
- Feira Industrial do Vale da Eletrônica, cujo objetivos anteriores de ser uma das estratégias para incrementar o faturamento anual do APL de Santa Rita do Sapucaí através de negócios internacionais e nacionais e lançamento de produtos, foi realizado e fechou o ano com 1 000 000 000 de reais.
- Feira de Tecnologia da FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação - A Feira de Tecnologia é um evento anual promovido pela FAI, com o objetivo de apresentar à comunidade o potencial criativo de seu corpo discente visando despertar o interesse dos visitantes no sentido de viabilizar o aparecimento de oportunidades de geração de novos negócios, empregos e estágios, além de atrair financiamentos para projetos que promovam o atendimento das necessidades locais, regionais e nacionais e o crescimento profissional dos alunos.
- Feira Tecnológica do Inatel - Instituto Nacional de Telecomunicações - É um eficaz instrumento de sensibilização para o empreendedorismo, pois permite aos participantes excelentes oportunidades para desenvolver, projetar e expor suas ideias, projetos, produtos e serviços, sendo uma excelente oportunidade para a revelação de novos empresários.
O intercâmbio com outras instituições de ensino também é considerado um importante objetivo da feira. 
São apresentados trabalhos técnico-científicos nas áreas de gestão, tecnologia da informação e educação, divulgando novas ideias e experiências nessas áreas. 
- Feira de Projetos da ETE "FMC" - Escola Técnica de Eletrônica "Francisco Moreira da Costa" - Na feira, os alunos apresentam, ao público visitante, projetos desenvolvidos ao longo do ano nas áreas de eletrônica digital, telecomunicações, automação industrial e biomedicina, sendo que muitos deles de cunho social.
- HackTown - O HackTown é um festival de formato inovador que reúne profissionais de todo o país de áreas como tecnologia, inovação, empreendedorismo, música e economia criativa.
Geografia
Tem sua geografia localizada muito próxima de cidades de importância nacional e internacional, como, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. 
Tem, como companhias de água e luz, as empresas Companhia de Saneamento de Minas Gerais e Companhia Energética de Minas Gerais. 
Hidrografia
Banham o município os rios Sapucaí e Vintém. 
Transporte
A principal rodovia que corta o município é a BR-459. Estando a apenas 30km de outra importante rodovia BR 381 (Rod.Fernão Dias), em Pouso Alegre. Ainda a poucos quilômetros de Santa Rita do Sapucaí, está a rodovia MG 179 que faz a ligação com o Vale do Paraíba. 
O município também já foi cortado por uma importante e histórica ferrovia local, a Estrada de Ferro Sapucaí, também conhecida como Viação Férrea Sapucaí. Essa ferrovia cortava grande parte das cidades pertencentes ao Sul de Minas Gerais em meio às belezas naturais da Serra da Mantiqueira e realizava o escoamento cafeeiro e agropecuário da região, o que garantia impulsos econômicos à cidade. 
A ferrovia foi desativada para o transporte de passageiros e para o transporte de cargas nos anos 80, culminando em seu abandono. No ano de 1989, os trilhos foram retirados da cidade. O prédio da Antiga Estação Ferroviária de Santa Rita do Sapucaí se tornou atualmente um ponto turístico e o seu antigo leito ferroviário deu lugar a um trecho da BR-459.
Clima
Em Santa Rita do Sapucaí, a estação com precipitação é de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10°C a 30°C e raramente é inferior a 6°C ou superior a 34°C. 
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Santa Rita do Sapucaí e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao início de junho e do fim de julho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 5,4 meses, de 15 de outubro a 27 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29°C. O mês mais quente do ano em Santa Rita do Sapucaí é fevereiro, com a máxima de 30°C e mínima de 18°C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 15 de maio a 2 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24°C. O mês mais frio do ano em Santa Rita do Sapucaí é julho, com a mínima de 10°C e máxima de 23°C, em média. 
Festa de Santa Rita de Cássia 
A Festa de Santa Rita de Cássia é a maior e mais tradicional comemoração da cidade, com mais de 170 edições. O ponto de partida para a festa, por iniciativa do Pároco Cônego Vonilton Augusto Ferreira, passou a ser uma quinzena. Todas as quintas-feiras, a partir de fevereiro, são realizadas celebrações eucarísticas lembrando a vida de Santa Rita de Cássia, do nascimento até a sua morte. 
O momento mais agitado da festa é o que vai do dia 22 de maio (aniversário de Santa Rita de Cássia) ao dia 24 de maio (aniversário da cidade), no qual ocorre uma feira com dezenas de barracas de produtos diversificados e recebe visitantes de todas as partes do país. 
Perfil
Santa Rita do Sapucaí é conhecida em Minas Gerais por sua vanguarda no ramo da eletrônica, telecomunicações, computação e biomédica, pois tem um arranjo produtivo local dessas indústrias. Depois do seu grande desenvolvimento, ficou conhecida como "Vale do Silício" brasileiro.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

SÃO JOSÉ DO MIPIBU - RIO GRANDE DO NORTE

São José de Mipibu é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil). De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2022 sua população era de 47.286 habitantes. Área territorial de 289,987 km².
História
Mipibu é uma palavra de origem Tupi que significa surgir subtamente. Em 1630 existia um aldeamento no território, cujo nome era Mopebu, o maior, mais populoso e o principal entre as seis aldeias da Capitania do Rio Grande do Norte. No relatório do bragantino Adriano Wedouche constava que "existiam na capitania cinco ou seis aldeias que reunidas podiam contar de 700 a 750 índios flecheiros e que a principal flecha era chamada de Mopebu". Foi este aldeamento que deu origem ao nome do município.    
Os primeiros habitantes da região foram índios Tupis, que se localizaram nas proximidades do rio Mipibu, que recebeu esse nome por surgir de repente na famosa Fonte da Bica e percorrer por quatro quilômetros, até desaguar no rio Trairi. Em adiantado processo de organização e sinais de povoação, o aldeamento passou a ser coordenado pelos frades Capuchinhos, no final do século XVII, até o ano de 1762, quando foi instalada a vila de São José do Rio Grande do Norte. Nesse período, com a saída dos Capuchinhos, a coordenação dos destinos da comunidade foi assumida pelos próprios nativos.  
A criação do município foi através do alvará de 3 de maio de 1758, instalado em 22 de fevereiro de 1762, com procedimento de Vila de São José do Rio Grande, numa homenagem conjunta a São José e ao Príncipe D. José Francisco Xavier. Em 16 de outubro de 1845, a vila de São José do Rio Grande foi elevada à categoria de cidade, passando a se chamar cidade de Mipibu. Passados dez anos a cidade recebeu o nome de São José de Mipibu, numa união entre a religiosidade e o famoso rio que emerge da terra de maneira surpreendente.
Geografia
Na divisão territorial brasileira feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017, São José de Mipibu pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal Até então, na divisão em mesorregiões e microrregiões que vigorava desde 1989, o município fazia parte da microrregião de Macaíba, uma das quatro microrregiões formadoras da mesorregião do Leste Potiguar. Está a 38 km do centro de Natal, capital estadual, e a 2 370 km da federal nacional, Brasília. Sua área territorial é de 289,987 km² (0,5491% da superfície estadual) dos quais 5,458 km² em área urbana. Limita-se a norte com Macaíba e Parnamirim; a sul com Arez, Brejinho, Espírito Santo e Jundiá; a leste com Nísia Floresta e a oeste com Monte Alegre e Vera Cruz.
Relevo
O relevo de São José de Mipibu está em grande parte inserido nos tabuleiros costeiros, também chamados de planaltos rebaixados, apresentando altitudes inferiores a cem metros, ocorrendo, nas margens dos rios, as planícies fluviais, sujeitas a inundações nos períodos de cheia. Geologicamente, essas planícies possuem depósitos de areia e cascalho intercalados com rochas sedimentares pelíticas, com origem no período Quaternário, estando o restante do município no Grupo Barreiras, constituído por sedimentos de argila, arenitos e siltito formados no período Terciário Superior, envolvidas por coberturas arenosas coluviais indiferenciadas.
Solo 
O solo predominante é o latossolo, do tipo vermelho-amarelo distrófico, bastante drenado e profundo, poroso e apresentando textura média, com teores equilibrados de areia, argila e silte, porém pouco fértil. Nas margens do rio Trairi estão os solos aluviais, com textura formada pela mistura de areia e argila e, em comparação aos latossolos, são mais férteis, porém menos drenados e com profundidade inferior. Também existe uma pequena área de areia quartzosa distrófica a nordeste. Tanto este quanto os solos aluviais constituem os neossolos na nova classificação brasileira de solos, enquanto os latossolos permaneceram com a denominação.
Bioma
São José de Mipibu encontra-se em uma área de transição entre os biomas da Mata Atlântica e caatinga, possuindo 81% do seu território inserido no primeiro e os 19% restantes no segundo. A Mata Atlântica, de maior porte, apresenta-se sob as formas de floresta subperenifólia (cujas espécies possuem troncos delgados e um grande número de folhas) e campos de várzea (nas várzeas úmidas, constituídas por espécies de herbáceas, como o junco e o periperi). Parte do território mipibuense está na Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíras, criada por decreto estadual em 22 de março de 1999. Esta unidade de conservação cobre uma área de 42 mil hectares e abrange partes dos municípios de Arez, Goianinha, Nísia Floresta, São José de Mipibu, Senador Georgino Avelino e Tibau do Sul.
Cortado pelos rios Araraí, Cajupiranga, Trairi e Urucará, São José de Mipibu possui 61,81% de seu território na bacia hidrográfica do rio Trairi e os restantes 38,19% na bacia do rio Pirangi. A hidrografia local também é marcada pelos riachos do Brejo, Defuntos, Mendes, Pinho e Taborda, além das lagoas Jacaracica e Passagem dos Cavalos.
Clima
O clima, por sua vez, é o tropical chuvoso, com regime de chuvas concentrado nos meses de outono-inverno. Desde novembro de 2018, quando a EMPARN instalou uma estação meteorológica automática no município, na sede do Centro de Treinamento da EMATER (CENTERN), a menor temperatura ocorreu nos dias 29 de outubro de 2019 e 25 de agosto de 2020, com mínima de 18,6 °C, e a maior em 22 de março de 2020, com máxima de 35,3 °C.
Infraestrutura básica
O serviço de abastecimento de água de São José de Mipibu é feito pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), e a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), do Grupo Neoenergia, presente em todos os municípios do Rio Grande do Norte. A voltagem nominal da rede é de 220 volts. Em 2010, o município possuía 90,89% de seus domicílios com água encanada, 98,62% com eletricidade e 77,98% com coleta de lixo.
Em 2017, na última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), a rede de abastecimento de água da cidade tinha 91 quilômetros de extensão, com 9.918 ligações ou economias, das quais 9.415 residenciais. Em média eram tratados 4.211 m³/dia, sendo que 3.355 m³ chegavam aos locais de consumo, resultando em um índice de perdas de 20,3%. O índice de consumo per capita chegava a 338,3 litros diários por economia.
O código de área (DDD) de São José de Mipibu é 084 e o principal Código de Endereçamento Postal (CEP) é 59182-000. Há cobertura de quatro operadoras de telefonia na cidade: Claro, Oi, TIM e Vivo, todas com tecnologia em até 4G. No último censo, 71,64% dos domicílios tinham apenas telefone celular, 8,42% celular e telefone fixo, 1,05% apenas o fixo e 18,89% não possuíam nenhum. A frota municipal no ano de 2020 era de 13 927 veículos, a maior parte formada por automóveis e motocicletas.[49] Por São José de Mipibu passa a rodovia federal BR-101, que atravessa a Grande Natal, além das rodovias estaduais RN-063 e RN-315.
Economia
São José de Mipibu é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 261 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 43 novas empresas em São José de Mipibu, sendo que 8 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .

quinta-feira, 9 de maio de 2024

BREJO DA MADRE DE DEUS - PERNAMBUCO

Brejo da Madre de Deus é um município brasileiro do estado de Pernambuco.
Segundo censo do IBGE, de 2022, a população do município era de 48.650 habitantes.
O município tem como seus principais distritos, A Sede, São Domingos e Fazenda Nova. Na Sede se encontra o Palácio Municipal Pedro Aleixo de Sousa, onde funciona a Prefeitura. No Distrito de Fazenda Nova está localizado o icônico Teatro de Nova Jerusalém, onde se realiza anualmente a popular encenação "Paixão de Cristo de Nova Jerusalém" desde 1967.
História
Pré-história

No Sitio arqueológico da Furna do Estrago, em Brejo da Madre de Deus foi descoberta uma importante necrópole pré-histórica, com 125 metros quadrados de área coberta, de onde foram resgatados 83 esqueletos humanos em bom estado de conservação além de várias pinturas rupestres; estes vestígios ajudaram a desenvolver pesquisas sobre rituais fúnebres, a alimentação, a cultura e a religiosidade de grupos de caçadores e coletores que viveram na região a aproximadamente 10 mil anos.
Os indivíduos encontrados na Furna do Estrago possuíam uma cultura adaptada à caatinga. O clima da região ajudou a conservar esqueletos de crianças e adultos e pedaços de cérebro. Dentre os 83 esqueletos destaca-se o de um homem de aproximadamente 45 anos que foi enterrado com uma flauta feita de tíbia humana entre os braços. Não se sabe para que o instrumento era usado. Uma das teorias é de que o indivíduo poderia ser uma espécie de vigia, que avisava a população por meio do som. Também foram encontrados apitos no cemitério.
A análise dos restos mortais comprova que esses povos eram bem alimentados, praticavam a antropofagia, fabricavam a tecelagem a partir das fibras de palmeiras da região e possuíam uma divisão social relativamente acentuada. Este sítio foi escavado durante duas campanhas de campo, a primeira em 1983 e a segunda em 1987, sob a responsabilidade da arqueóloga Jeannette Maria Dias de Lima da Universidade Católica de Pernambuco.
Origens e povoamento
O território pertencia à sesmaria de 21 léguas, concedida a Manuel da Fonseca Rego pelo governador da capitania de Pernambuco, o Marquês de Montebelo.
O povoamento do Brejo da Madre de Deus tem suas origens em 1710 quando o português André Cordeiro dos Santos estabeleceu-se na localidade que chamou de tabocas construindo ali um engenho de açúcar. O mesmo nome foi dado a um rio que passava nas extremidades, o Rio Tabocas.
O nome Brejo provém de sua situação em um vale formado pelas serras da Prata, do Estrago e do Amaro; e Madre de Deus é devido aos evangelizadores oratorianos, da confraria da Madre de Deus do Recife, mais conhecidos como da Congregação de São Filipe Néri que adentraram-se pelo interior da capitania, seguindo o curso do Rio Capibaribe e estabeleceram-se num local que hoje fica a quinze quilômetros da sede municipal. Ali, iniciaram a construção de um hospício mas, como naquele ano houve uma grande seca, resolveram mudar-se do lugar e foram para o Sítio Brejo de São José, também conhecido como Brejo de Fora, edificando então, em 1752, uma capela dedicada a São José. O povoamento da área está relacionado com a criação de gado nos meados do século XVIII, com a rota de passagem que ligava Olinda a Cabrobó através dos rios Capibaribe, Pajeú e o São Francisco e, posteriormente com a cultura do algodão a partir da década de 1780.
A partir da capela, a povoação que já parecia existir antes dela, passou a se denominar Brejo da Madre de Deus, evoluindo até tornar-se a sede municipal. Em 1760, a Congregação de São Filipe Néri doou meia légua de terras para o patrimônio da capela, área essa que corresponde ao atual perímetro urbano. A elevação à categoria de freguesia ocorreu em 1797 sendo o primeiro vigário, o padre Antônio da Costa Pinheiro. Em 3 de Agosto de 1799 foi constituído como distrito.
Século XIX
No início do século XIX a povoação pertencia a Vila de Cimbres, devido a localização e o clima o Brejo era um lugar prospero, tanto é que abrigava a residência dos Ouvidores da comarca do sertão e de autoridades militares.
Em 1823 ocorreu a primeira tentativa de elevar o povoado a categoria de vila, naquele ano foram enviadas duas representações a Assembleia Geral Constituinte, eram assinadas por Manuel Joaquim Cerqueira, Francisco Xavier Pais de Melo Barreto e outros moradores do Brejo; a petição solicitava ao Imperador D. Pedro I que fosse elevada a categoria de Vila o referido povoado. Os pedidos, contudo não foram acolhidos devido à dissolução da assembleia.
No ano seguinte, o revolucionário António Joaquim de Mello se achava foragido no Brejo da Madre de Deus, na ocasião ele escreveu "Os Cahetés: Cantata Nacional", a canção ficou conhecida como: o Hino da Confederação do Equador. No dia 3 de Outubro de 1824 o Frei Caneca, Líder da Confederação, levantou acampamento próximo ao então povoado do Brejo no episódio da fuga que ele empreendeu, junto de seus companheiros, pelo interior de Pernambuco.
Em 1825 e em 1831 os moradores da povoação do Brejo dirigiram requerimentos ao Presidente da Província e ao Conselho Geral da Província, pedindo a criação da Vila, os pedidos não foram exitosos. Em 1833 dirigem-se novamente ao mesmo Conselho, fazendo igual pedido, e finalmente foram atendidos.
A povoação do Brejo da Madre de Deus, foi elevada à categoria de vila em 20 de maio de 1833, constituindo-se em sede do município de igual nome, desmembrado do município de Cimbres (atual município de Pesqueira) que já era sede municipal desde 3 de abril de 1762.
A Vila foi devidamente instalada pelo cel. Pantaleão de Siqueira Cavalcanti, então presidente da Câmara de Cimbres, no dia 26 de outubro de 1833, sendo os seus primeiros Vereadores: Tomás Alves Maciel, João Lúcio da Silva, Antônio Francisco Cordeiro de Carvalho, José Pedro de Miranda Henriques, Simeão Coreia de Albuquerque, o Padre Luís Carlos Coelho da Silva e João José Velho, os quais, deferido o competente juramento, entraram logo em exercício, funcionando a Câmara de Vereadores em um prédio localizado na Rua das Laranjeiras, em frente ao local foi erguido o pelourinho.
Constava então a Vila de oito ruas e dois pátios, com cerca de cem prédios, e tinha uma Escola Primária com aulas de latim e de francês, ministradas pelo padre Pedro Marinho Falcão.
O Bispo de Olinda Dom João da Purificação Marques Perdigão visitou o Brejo em 1836, ele esteve na localidade entre os dias 23 de Novembro e 1° de Dezembro daquele ano; em seu relatório questionou a falta de cuidado do padre Pedro Marinho Falcão com a conservação da Igreja Matriz, o sacerdote mostrou ainda uma preocupação com o grande número de casais que viviam em concubinato. O Bispo crismou durante a visita cerca de 2000 pessoas e celebrou missas tanto na Igreja Matriz quanto na capela de Nossa Senhora da Conceição (Atual co-Matriz do Bom Conselho).
Por decisão do Conselho da Província, em 1833 foi criada a comarca do Brejo da Madre de Deus (desmembrada da Comarca de Flores), sendo instalada em 22 de outubro do mesmo ano, tendo como primeiro Juiz de Direito o Dr. João José Teixeira da Costa. É classificada comarca de primeira entrância pelos decretos números 687 de 1850 e 5139 de 13 de novembro de 1872. Em 1841 Jerônimo Martiniano Figueira de Melo ocupou cargo de juiz da comarca, posteriormente ele foi ministro do Supremo Tribunal de Justiça e senador do Império. O cargo de juiz do Brejo foi exercido também por Antônio Epaminondas de Barros Correia, que mais tarde se tornou governador de Pernambuco.
Durante a primeira metade do século XIX o Brejo foi um lugar bastante rico e muito povoado, contudo a prosperidade foi se diluindo, em parte graças as secas frequentes, cabe destacar a Grande estiagem que durou de 1877 até 1879; que fizeram declinar consideravelmente as fontes de receita do município enfraquecendo grandemente a pecuária e a agricultura além de matar inúmeras pessoas.
O Brejo teve o predicamento de cidade - cronologicamente a 11ª em Pernambuco - em virtude da Lei Provincial nº 1.327, de 4 de fevereiro de 1879.
Pela Lei Estadual nº 52, de 20 de junho de 1893, Brejo da Madre de Deus foi constituído em município autônomo, sendo seu primeiro prefeito Francisco Alves Cavalcanti Camboim, o Barão de Buíque e sub-prefeito Constantino Magalhães da Silva.
Século XX
Com a criação de novos municípios pela Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, o município de Brejo da Madre de Deus perdeu os distritos de Belo Jardim, Serra dos Ventos e Aldeia Velha (atual Xucuru), que passaram a construir um novo município: Belo Jardim. Voltando a cidade do Brejo da Madre de Deus ser sede municipal, condição que havia perdido para Belo Jardim desde 1924.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, o município de Brejo da Madre de Deus passou a denominar-se simplesmente Madre de Deus. Pela Lei Estadual nº 421, de 31 de dezembro de 1948, o município de Madre de Deus voltou a denominar-se Brejo da Madre de Deus.
Pela Lei Estadual nº 3.333, de 31 de Dezembro de 1958, o distrito de Jataúba é elevado à categoria de município. Entretanto, o governador do estado vetou esta elevação. O veto foi derrubado pelo STF. O Brejo então foi desmembrado novamente, perdendo o distrito de Jataúba, que em 2 de março de 1962 passou a ser um município autônomo.
Geografia
Com altitude de 636 metros, o município se localiza à latitude 08°08'45" sul e à longitude 36°22'16" oeste. Sua área é estimada em 762,35 km².
Compõem-no cinco distritos: Brejo da Madre de Deus (sede), Barra do Farias, Fazenda Nova, Mandaçaia e São Domingos. Está localizado no Planalto da Borborema, numa altitude média de 636 m. De acordo com o IBGE, o município detém o cume mais alto do estado de Pernambuco, o Pico da Boa Vista, que fica localizado na Serra do Ponto, cuja altitude chega a 1.195 metros acima do nível do mar.
A vegetação predominante é a caatinga hiperxerófila, apresenta também mata atlântica nas partes mais altas do município. O município encontra-se na bacia do Rio Capibaribe. Os principais açudes da cidade são: Machado (1.228.340m³) e Oitís (3.020.159m³).
Clima
O clima no município é do tipo semiárido, com precipitação pluviométrica de 928,1 mm e temperatura média anual de 22,3 °C. Os meses chuvosos são abril a julho.
Turismo
Nova Jerusalém

Considerado o maior teatro ao ar livre do mundo, Nova Jerusalém atrai mais de 3,5 milhões de turistas à cidade. No teatro é encenada "A paixão de Cristo". O teatro é cercado por enormes muralhas e com nove cenários, que com sua grandiosidade se torna o maior espetáculo ao ar livre do mundo. O espetáculo teve origem nas ruas do distrito de fazenda Nova, em 1951, por Epaminondas Mendonça, e os figurantes do espetáculo eram os próprios moradores do distrito.
Seus cenários buscam representar uma reconstrução da cidade de Jerusalém nos tempos em que viveu Jesus. Seu projeto foi idealizado e construído por Plínio Pacheco em 1956, concluído somente em 1968. Todos os anos, durante a Semana Santa, realiza-se o popular espetáculo "Paixão de Cristo de Nova Jerusalém". Participam dessa encenação cerca de 500 pessoas, entre atores de expressão nacional, atores regionais e figurantes.
Considerado o maior teatro a céu aberto do mundo, com 100.000m², o espaço conta com lagos artificiais, nove palcos, uma muralha de 3.500 m de pedras com 9 metros de altura e 70 torres. Sua área equivale a um terço da Jerusalém da época de Jesus.
Parque das Esculturas Monumentais Nilo Coelho
A aproximadamente dois quilômetros do teatro fica o Parque das Esculturas Nilo Coelho, um espaço de 70 hectares dedicado à natureza e à cultura. Parque retrata as figuras do nordeste por meio de esculturas feitas em pedra granítica, algumas medindo até 7 metros de altura.
Centro Histórico
Na sede do Município encontram-se vários edifícios e prédios históricos que se destacam por sua tipologia e arquitetura. Entre esses as igrejas, os casarios do século XIX e alguns edifícios isolados chamam bastante a atenção por sua beleza, sendo alguns tombados pela FUNDARPE.
O edifício de maior destaque na cidade é a Casa da Câmara e Cadeia, construída entre 1837 e 1847, foi projetada pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, autor de obras importantes na capital como o Teatro de Santa Isabel, o prédio foi concluído pelo engenheiro recifense José Mamede Alves Ferreira. Entre 1847 e 2005 o edifício foi ocupado por várias repartições públicas, no prédio já funcionou o fórum, a Prefeitura, a Câmara Municipal, a cadeia, a delegacia e, a agência de estatística (IBGE), a coletoria federal. Hoje a construção abriga um centro cultural.
O Brejo conta ainda com o Museu Histórico instalado num sobrado construído em 1854 na Rua de São José, número 46. O sobrado de dois pavimentos dispõe de oito compartimentos no térreo, cinco compartimentos no primeiro andar e é revestido de azulejos portugueses; a construção é atribuída ao engenheiro pernambucano José do Rego Couto Maciel. Durante boa parte do século XX o proprietário do prédio foi o comerciante Alípio Magalhães da Silva Porto, que na década de 1970 autorizou que o sobrado fosse transformado no museu local. O espaço foi fundado, pela brejense Dulce de Souza Pinto, em fevereiro de 1977. Com o apoio da população local, foi reunido um riquíssimo acervo de aproximadamente mil e duzentas peças, incluindo mobiliário, armaria, arte sacra, utensílios domésticos, instrumentos de suplício, fotografias, documentos, artefatos tecnológicos de uso cotidiano e material etnográfico indígena; que ajudam a contar parte da história do Brasil desde o período pré-colonial até os nossos dias. Recebeu inicialmente o nome de "Museu Sobrado Colonial" e, a partir de 1991, tornou-se o "Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus". Trata-se do único museu do interior de Pernambuco montado nos padrões museológicos e o único a dispor de acervos arqueológicos e paleontológicos resgatados em pesquisas no município, realizadas pela Universidade Católica de Pernambuco.
Entre as igrejas, a Matriz de São José se mostra imponente na paisagem, localizada num ponto alto da cidade e construída em 1792 em estilo barroco, a igreja foi reconstruída em 1853, aumentada em 1858 e novamente outras vezes durante o século XX. Há também a Capela da Mãe Rainha construída em novembro de 1990, situada no alto de uma colina onde se tem uma bela visão panorâmica da localidade. A Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho (localizada na praça de mesmo nome) já existia desde as primeiras décadas do século XIX, porém era dedicada a Nossa Senhora da Conceição, a capela foi transformada em igreja no começo da década de 1850, as obras só foram concluídas em 1868, e reformada no início da década de 1950 pelo Cônego António Duarte Cavalcanti, o mesmo que escreveu a letra do hino da cidade.
Serra do Ponto
O fator geográfico também atrai turistas o ano todo à cidade. A Serra do Ponto tem uma das mais belas vistas do estado de Pernambuco. De acordo com o IBGE, ela detém o cume mais alto de Pernambuco, o Pico da Boa Vista, cuja altitude chega a 1.195 metros acima do nível do mar.
Serra do Ponto com sua formação rochosa bastante conhecida, já foi cenário de filmes como Auto da Compadecida (1ª Versão), A Noite do Espantalho, Riacho de Sangue, As três Marias, A Vingança dos Doze e Terra sem Deus. O local é ideal para a prática Trekking, Rapel e Escalada. A serra foi palco, em 2010 e 2017, do Encontro de Escaladores do Nordeste.
No alto da Serra do Ponto, encontra-se uma pirâmide de pedra, construída pelo Arquiteto francês Louis Léger Vauthier, com o intuito de elaborar o mapa do estado de Pernambuco e está centralizada com os pontos cardeais.
Mata do Bitury
A Mata do Bitury, com uma fauna diversificada e resquícios de Mata Atlântica, tendo uma área de 700 hectares, faz com que os amantes dos esportes radicais sempre estejam em contato com a natureza, sendo a floresta localizada há 1.050 metros acima do nível do mar.
Economia
A atividade econômica predominante é a sulanca (como é chamada a atividade têxtil, na região) que emprega maioria da população do município. No distrito sede é grande o número de agricultores e trabalhadores do setor de serviços, destaca-se também o uso e a adaptação do toyota bandeirante um dos símbolos da cidade. No distrito de Fazenda Nova o setor de turismo é o que predomina através da localização do Teatro de Nova Jerusalém. No distrito de São Domingos o setor predominante é o da Sulanca devido a proximidade com a cidade de Santa Cruz do Capibaribe, que é o polo nacional desse tipo de confecção.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

UNIÃO DOS PALMARES - ALAGOAS

União dos Palmares é um município brasileiro localizado no estado de Alagoas. Pertencente à Região Imediata de União dos Palmares e à Região Intermediária de Maceió, localiza-se ao norte da capital do estado, distando desta cerca de 73 quilômetros e faz limite com as cidades de Santana do Mundaú, São José da Laje, Ibateguara, Branquinha e Joaquim Gomes. Sua população foi estimada em 2019 pelo IBGE em 65.611 habitantes, sendo assim uma das dez cidades mais populosas do estado de Alagoas e o primeiro de sua microrregião. Sua área é de aproximadamente 427 km², sendo que 26,251 km² estão em perímetro urbano. Cidade pólo da região da zona da mata alagoana, União dos Palmares é banhada pelo Rio Mundaú. União dos Palmares é considerada uma das principais cidades de Alagoas e é conhecida por ser "A Terra da Liberdade", pois foi nela, mais precisamente na Serra da Barriga, onde foi dado o primeiro grito de liberdade por Zumbi dos Palmares. Cidade rica em história e cultura, foi nela que nasceu o poeta Jorge de Lima, o príncipe dos poetas alagoanos.
História
União dos Palmares é considerado um dos mais antigos municípios do estado de Alagoas. Os primeiros indícios de presença humana datam de finais do Século XVI, quando os negros fugitivos dos engenhos de açúcar dos atuais estados de Alagoas e Pernambuco chegaram à Serra da Barriga, onde instalaram a sede do Quilombo dos Palmares. O Quilombo dos Palmares foi a primeira tentativa de vida livre promovida pelos negros africanos nas Américas, surgindo por volta de 1597 e durando até 1695, ano em que foi morto Zumbi, seu principal líder. O Quilombo tinha uma extensão média de 200 km², englobando terras da zona da mata dos atuais estados de Pernambuco e Alagoas. Inicialmente, quando sede do Quilombo, a localidade chamava-se Macaco. Em meados dos século XVIII, como era comum na época, o português Domingos José de Pino chegou à região após ganhar uma sesmaria de terras, onde, como forma de introduzir a religião católica na localidade, construiu uma capela dedicada a Santa Maria Madalena, virando esta padroeira do pequeno povoado. Daí, o primeiro nome do lugar: Santa Maria Madalena. Já no Império, em 13 de outubro de 1831, em homenagem à Imperatriz Amélia, segunda esposa de Dom Pedro I, mudou-se o nome para Vila Nova da Imperatriz. Nesta mesma época, a vila, então, ganha autonomia administrativa, após desmembrar-se do município de Atalaia. Assim chamou-se até meados do Século XIX. Em 1889, recebe através de Decreto de Lei a condição de cidade e passa a chamar-se União. Essa mudança de nome se deve à união através da linha férrea entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Contudo, o nome definitivo da cidade só veio a ser dado em 1944, quando houve o acréscimo de Palmares ao nome da cidade, em homenagem ao Quilombo dos Palmares.
Economia
A economia do município tem as suas bases no binômio agricultura-pecuária, destacando-se, como um dos maiores produtores de cana-de-açúcar de Alagoas. Destaca-se, ainda, como um dos maiores produtores de banana do Estado, possuindo uma fábrica de doces, além de uma indústria de laticínios, de cerâmicas em barro (olaria), piscicultura, suinocultura, avicultura (esta com as instalações mais modernas do país), seguido da pecuária que contribui de maneira relevante para a economia do município. A feira-livre realizada quatro vezes por semana, sendo a de sábado a principal, merece destaque por empregar grande parte da população, além do comércio de confecções, calçados, móveis, etc.
Eventos
Os principais eventos festivos são: a procissão do Mastro (terceiro domingo do mês de janeiro), a festa da padroeira Santa Maria Madalena (23 de janeiro à 02 de fevereiro), a festa do millho - FEMIL, coincidindo com as populares festas juninas (junho), a festa da Consciência Negra (20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares) e a Corrida Palmarina do Jumento Alagoano (último domingo de dezembro).
Turismo
A Serra da Barriga, tombada pelo Iphan e palco principal do famoso Quilombo dos Palmares, hoje declarada Patrimônio Cultural do Mercosul, está a cerca de 6 km da sede do atual município de União dos Palmares e conta o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, implantado em 2007, que consegue em cada detalhe retratar o maior quilombo das Américas, permitindo aos seus visitantes conhecer de perto como foi a luta pela liberdade do povo negro.
Por ser a terra natal de Jorge de Lima, o príncipe dos poetas alagoanos, dedica um museu à sua memória, o Memorial Jorge de Lima, localizado na casa onde ele morou, nas imediações da Praça Basiliano Sarmento.
Outro museu a ser visitado é a Casa de Maria Mariá, instalado na antiga residência da historiadora Maria Mariá de Castro Sarmento, onde é possível encontrar variedades de objetos que refletem a vida na zona da mata alagoana.
Vale salientar, também, a presença da comunidades quilombola de remanescentes Muquém, a 5 km do centro da cidade, onde se pode encontrar artesanato variado produzido pela comunidade quilombola que ali vive até hoje.
Fonte para o texto: Wikipédia .