sexta-feira, 20 de março de 2020

BARREIRAS - BAHIA

Barreiras é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Sua população estimada em 2019 era de 155.439 habitantes, sendo assim, o décimo primeiro mais populoso do estado e o 18º do interior da Região Nordeste. Pertence às regiões intermediária e imediata de Barreiras.
É cortada pelo Rio Grande, principal afluente da margem esquerda do Rio São Francisco, e é atravessada por três rodovias federais sendo elas a BR-020, a BR-135 e a BR-242 tornando-a no principal entroncamento rodoviário da região.
Faz fronteira com os municípios de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Cristópolis, Angical, Riachão das Neves, Formosa do Rio Preto, Novo Jardim (TO) e Ponte Alta do Bom Jesus (TO).
Foi categorizada em 2007 pelo IBGE como capital regional C na hierarquia urbana do Brasil, sendo um importante polo agropecuário e o principal centro urbano, político, educacional, médico, tecnológico, econômico, turístico e cultural de toda a sua região. Barreiras, junto às suas cidades circunvizinhas, compõe a maior fronteira agrícola do Nordeste.
Além dessas potencialidades, pode-se perceber também intensa atividade comercial abastecendo toda região num raio de 300 km. Hoje, por força de seu grande desempenho nos setores do comércio e da prestação de serviços, Barreiras ocupa posição de destaque entre os maiores centros econômicos e populacionais do estado, e é uma das principais cidades da região nacionalmente conhecida como MATOPIBA.
Nesse contexto de cidade polo regional, Barreiras cada vez mais tem se fortalecido economicamente dado ao seu desenvolvimento em segmentos e setores diversificados dando-lhe um ritmo de desenvolvimento mais acentuado, sustentável e seguro, com fornecimento de serviços diversos (com destaque na educação e saúde), comércio pujante e agronegócio, forte incremento imobiliário e em construção civil, entre outros segmentos que complementam entre si.
Etimologia
O porto da localidade era o último, no Rio Grande, pois, 5 km acima, havia grandes barreiras de pedra, o que impossibilitava a navegação. Por isso, era chamada de O Porto das Barreiras Ao surgir como povoado, ao redor do seu porto, a atual cidade de Barreiras, recebeu o nome de São João, em homenagem ao seu padroeiro. No entanto, como o local já era chamado de Porto das Barreiras o povoado passou a ser chamado de São João das Barreiras, até, que por ocasião da sua emancipação política, foi abreviado para apenas Barreiras.
História
Na época da chegada dos colonizadores europeus ao Brasil (século XVI), a porção central do país era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, dentre outros.
A região onde está localizada a cidade de Barreiras pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I desligou o atual oeste da Bahia do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador. A então Comarca do São Francisco foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827.
Até 1890 o território pertencia ao primeiro município da região extremo oeste baiano, (Campo Largo) que em 1925 teve seu nome mudado para Barão de Cotegipe e mais tarde simplificado para Cotegipe, onde foi emancipado as terras que se denominaram Brejo de Angical em virtude das extensas matas de angico, que mais tarde simplificou para Angical. Em 1850, habitava uma casinha junto ao porto, em terreno da Fazenda Malhada, de propriedade do coronel José Joaquim de Almeida, o barqueiro Plácido Barbosa, tido como o pioneiro do município, que juntamente com seu patrão, Francisco José das Chagas, morador a meia légua dali, se ocupava de receber e descarregar as barcas chegadas, cujas mercadorias fazia seguir em tropas de animais para localidades vizinhas do estado de Goiás ou para fadas da Ribeira. Em 1880 era um povoado com 20 casebres de taipa ou adobe. A grande abundância, nas matas locais, da mangabeira, de cuja seiva se fazia a borracha, foi fator definitivo de crescimento e de uma nova atividade econômica, pela qual o acanhado povoado pôde progredir mais rapidamente e obter, logo no ano seguinte, 1881, a criação de sua freguesia. Mais 10 anos de franca prosperidade passou a ser distrito de paz do município de Angical, em virtude de Lei municipal de 20 de fevereiro de 1891. Em seguida ganhou a categoria de vila, a que foi elevado pela Lei estadual nº 237, de 6 de abril de 1891, que também criou o município respectivo, com território desmembrado do de Angical. A vila e o Conselho Municipal começaram a funcionar em 26 de maio de 1891, enquanto o "Fórum", em agosto do mesmo ano.
A sede municipal adquiriu foro de cidade pela Lei estadual nº 449, de 19 de maio de 1902 investindo-se nessa categoria em 15 de novembro desse mesmo ano, quando já possuía mais de 630 casas e 2.500 habitantes.
Em 15 de março de 1943 começou a operar uma agência do Banco do Brasil, o primeiro banco da cidade.
No início do século XX o progresso chega a Barreiras e deixa marcas dessa época, nos imponentes casarões de arquitetura neoclássica. Verdadeiro monumento arquitetônico, que em parte sobrevive até hoje mesmo com o acelerado crescimento urbano da cidade.
Em 1908, um jornal semanal "Correio de Barreiras" era publicado e editado pela Tipografia Lima. No ano de 1918, Geraldo Rocha, inaugura o Cine Teatro Ideal, onde programas de auditórios e espetáculos musicais fizeram o maior sucesso, sob o comando do talentoso Mário Cardoso.
Na década de 1920, com o aumento do consumo de energia elétrica, o aproveitamento dos rios tornou-se importante.
Agraciada com a segunda hidrelétrica da Bahia, Barreiras atraiu muitas indústrias, que foram fechadas quando a usina foi desativada.
A chegada da energia elétrica impulsionou as usinas beneficiadoras de cereais e algodão, possibilitou a instalação de uma fábrica de tecidos e fios de algodão e de um curtume industrial instalados pelo Cel. Baylon Boaventura. Nesta mesma época, Dr. Geraldo Rocha, havia fundado a empresa Cia. Sertaneja e, através dela, muito realizou para o progresso de Barreiras. Na década de 1930, Dr. Geraldo Rocha, constrói um grande Frigorífico Industrial que produzia e exportava charque, paio, salame e salsicha.
Até 1850, no entanto, a futura capital regional não passava de um agrupamento de 20 casebres de taipa. A ocupação dos Cerrados Baianos era devagar e rarefeita, mantendo-se assim até os anos de 1940 - 1950. Essa situação deve-se aos seguintes fatos: primeiro, o limitado dinamismo da economia baiana, o comércio decadente em Salvador, além de na região sul ocorrer um surto do cacau; e segundo, a ausência de atividades dinâmicas na região.
Nesse contexto socioeconômico, foram montadas as bases de uma economia regional que conjuntamente ao transporte de mercadorias, via porto, dinamizava a produção agrícola, bem como estreitava as relações comerciais e pessoais. De certa forma, a cidade de Barreiras estabelecia a polarização econômica, após ter se desmembrado do município de Angical, fator que influenciou ainda a formação de uma classe política local.
A situação geográfica às margens do Rio Grande permitiu ao município de Barreiras alcançar um desenvolvimento maior do que outros municípios vizinhos. Era pelo porto de Barreiras que escoavam além da borracha da mangabeira, gêneros alimentícios e até ouro dos garimpos de Goiás.
A região estava marcada pelas relações estabelecidas com outros estados do Brasil Central e menos com a capital Salvador. O comércio era realizado, após os barcos subirem o rio São Francisco, com povoados de Goiás, os do atual Tocantins, e ainda com a Amazônia. O isolamento dessa região em relação ao litoral é marcante até o final da década de 1950.
Na década de 1970, marco das transformações produtivas no campo, o baixo valor das terras, a destinação governamental de créditos agrícolas e o movimento migratório sulista introduziram formas modernas de produção agrícola. A participação do Governo Federal permitiu tirar o isolamento que o município vivia em relação aos outros centros urbanos, seja do ponto de vista das rodovias ou dos investimentos em pesquisa científica. Mesmo assim, a pecuária extensiva e a agricultura familiar desenvolvida nos vales ainda representavam as principais fontes econômicas de subsistência e de trocas comerciais com outros municípios do Oeste Baiano.
A economia, até então, estava pautada no poder dos latifundiários, com os coronéis detentores de vastas terras. Quanto ao Cerrado, “inexplorado” pela pecuária, ainda possuía extensas áreas preservadas. Com a chegada do 4º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) em 1969, oriundo de Crateús - CE, deu-se início a construção parcial da BR 242 para Salvador, que promoveu a interligação do município com outras cidades na Bahia e com o restante do Brasil pelas rodovias federais.
No início da década de 1980, o município passou a receber grande número de produtores rurais migrantes da Região Sul, atraídos pelo seu potencial agrícola.
Clima
Tipo climático: tropical semiúmido; temperatura anual: média compensada de 25 °C, máxima de 33 °C e mínima de 19 °C; pluviosidade anual: média 1.140 mm; máxima: 1.684 mm; mínima 295 mm; período chuvoso: outubro a abril.
Economia
Agropecuária
Barreiras se destaca no Agronegócio nacional como grande produtora de algodão. É importante ressaltar, possui grande potencial de expansão da área agricultável, pois do total de 7 861,762 km², se utiliza apenas 34 % dessa área ainda tendo muito que crescer de forma sustentável e ambientalmente correta na Agricultura e Pecuária.
Há uma previsão de grande incremento no agronegócio em Barreiras, dado ao interesse de grupos para investimentos na indústria têxtil e confecções, bem como esmagamento de soja e aumento considerável de extensão de suas áreas agricultáveis.
Na pecuária, o incremento e investimento em tecnologia é fato público e notório, não somente no cerrado (na localidade de Placas, por exemplo, que pertence a Barreiras) mas, também, notadamente na região do vale onde surgem novas propriedade rurais, inclusive com investimentos de grandes grupos que estão influenciando positivamente pequenos e médios pecuaristas a investirem em aprimoramentos tecnológicos sustentáveis o que tem refletido na qualidade e capacidade produtiva de arrobas de carne por hectare, sem falar nos investimentos em genética de ponta em reprodução bovina.
Outro diferencial que destaca Barreiras é que, além de um cerrado altamente produtivo, também possui um vale com grande potencial para a pequena agricultura, piscicultura e pecuária de corte e leite, bem servido de mananciais de água e clima apropriado.
Comércio
Essa cidade baiana é um dos principais centros comerciais do estado da Bahia abastecendo outros municípios num raio de 300 km e tem um dos maiores índices de pontencial de consumo do interior do nordeste ocupando o 13º lugar. Barreiras conta com um centro de abastecimento comercial na região central onde se vende produtos alimentícios de horta, artigos importados, roupas, entre outros. O município possui alguns estabelecimentos comerciais de atuação nacional e multinacional como as Lojas Havan, Atacadão, Le Biscuit, Lojas Americanas, Armazém Paraíba, Casas Bahia, Magazine Luiza; como também um número expressivo de franquias do ramo alimentício fast food, especificamente, com unidades do Bob’s, Subway, Spolleto, Domino's Pizza, Giraffas, além dos foods trucks espalhados nas diversas áreas onde há maior movimentação de pessoas na cidade.
Há em Barreiras algumas empresas de distribuição como a AmBev distribuidora, a Coca-Cola, ArcelorMittal, a Gerdau e a Danone. Além também de concessionárias da Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Honda, Nissan, Toyota, Mitsubishi, Hyundai, Jeep, Volvo, Ford, Renault.
Mineração
Foi encontrado na área do município de Barreiras, o tálio que é um metal muito raro, e só existem três jazidas conhecidas deste mineral no mundo. A mais recente delas encontra-se em Barreiras. Tal jazida encontrada tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais, pois tem volume capaz de atender toda demanda mundial por seis anos.
Indústria e agroindústria
Barreiras ainda conta com um Distrito Industrial integrado ao sistema estadual com aproximadamente sete indústrias e agroindústrias (com empresas voltadas para o mármore, refrigerantes, velas, sacos plásticos, metalúrgicas, e outros) instaladas e disponibilidade de lotes para futuros empreendimentos.
E no setor agroindustrial encontra se presente no município uma multinacional, a beneficiando da soja aqui produzida – grãos, farelo e óleo, A Cargill com uma planta industrial em Barreiras. O frigorífico para abate de bovinos, caprinos e ovinos, no município, promove o processo de verticalização da cadeia da carne produzida na região, FriBarreiras. Encontra se também na cidade um frigorífico de abate de frangos do único frigorífico de aves da Região – Avícola Barreiras Ltda., adotando-se o sistema de integração e contando com a transferência de tecnologia da Embrapa Suínos e Aves. Algumas poucas beneficiadoras de arroz estão instaladas.
A cidade tem a Unidade Integrada Antônio Balbino de Carvalho Filho, que é sistema FIEB - Federação de Indústrias do Estado da Bahia composto dos serviços SESI, SENAI e IEL, para educação, qualificação profissional, capacitação empresarial, apoio à inovação, saúde segurança do trabalhador. A Federação das Indústrias já voltou os olhos para Barreiras reconhecendo sua importância regional.
Educação
Ensino Superior
O município dispõe de várias unidades de ensino superior dentre elas se destacam: Universidade Federal do Oeste da Bahia - UFOB; Universidade do Estado da Bahia - UNEB; Instituto Federal da Bahia - IFBA; Faculdade São Francisco de Barreiras - FASB; Instituto de Educação UNYAHNA - IESUB; Faculdade João Calvino - UNIRB; Universidade Paulista - UNIP EAD; Centro Universitário de Maringá - Unicesumar EAD; Centro Universitário Jorge Amado - Unijorge EAD; Universidade Norte do Paraná - UNOPAR EAD
Turismo
Barreiras é hoje uma cidade de porte médio com um centro comercial e de serviços em pleno desenvolvimento. Começa a despontar no cenário nacional como porta de entrada do mais novo polo de ecoturismo da Bahia, Caminhos do Oeste.
Lazer
Cachoeira do Acaba Vida
Alimentada pelo Rio de Janeiro, a Cachoeira do Acaba Vida inunda um vale verde de veredas preservadas e matas exuberantes altamente preservadas. São 36 metros de queda livre e um visual deslumbrante, emoldurado pela mata. A nascente forma uma piscina natural de rara beleza. A cachoeira fica a 58 km da cidade, pela BR-020. Também é possível praticar rapel.
Cachoeira do Redondo
Cerca de 20 km adiante do Acaba Vida, em estrada de terra na beira do Rio de Janeiro que percorre formações de serras e poucas modificações humanas na vegetação está a Cachoeira do Redondo, uma queda d’água arredondada que forma uma grande piscina transparente com três metros de profundidade.
Rio de Ondas
Saindo da zona urbana de Barreiras, partindo pela BR-020 no sentido Brasília, são 7 km até chegar no Rio de Ondas. Margeado por cajueiros, pequis e palmeiras de buritis - além de balneários e hotéis - a diversão é garantida com o bóia-cross e os passeios de bote. A imagem encanta, lembra uma pequena praia. Astraedeiras provocam ondas que tornam a paisagem mais exuberante. São 144 km de rio. Um cartão postal, um representante oficial da cidade de Barreiras. Na localidade, o turista conta com toda a infraestrutura, como restaurantes, bares e pousadas.
Locais históricos
Arraial da Penha
A 15 km do centro da cidade o Povoado de Arraial da Penha, antigo vilarejo de Buracão, foi o primeiro núcleo urbano de Barreiras. Povoado simples e muito bem conservado, onde na tradicional pracinha fica a capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha construída em 1841. O cenário em volta é o mais rural possível.
Neste ambiente as mulheres fabricam doces e biscoitos típicos da região. Nos vales férteis os engenhos ainda movidos a tração animal, produzem a cachaça brejeira de forma rudimentar.
Cantinho do Senhor dos Aflitos
No Vale do Rio Branco a 20 km da cidade, encontra-se o Povoado do Cantinho que ficou conhecido por manter viva uma tradição de fé e religiosidade através da devoção ao Senhor dos Aflitos, onde todos os anos no dia 2 de julho acontece uma grande romaria. Durante todo o dia muita animação nas barracas e no final da tarde missa e procissão.
Centro Histórico
No Centro Histórico estão concentradas as ruas e praças mais antigas da cidade e onde ainda podemos apreciar os casarões construídos no final do século XIX e no começo do século XX.
Praça Duque de Caxias
Localizada na Rua Rui Barbosa, Centro Histórico, é a praça mais antiga de Barreiras com o tradicional coreto. Na praça está localizado o prédio onde funcionou o Paço Municipal.
Paço Municipal
Construído no final do século XIX pelo Cel. Francisco Rocha, neste prédio foi instalada a Intendência Municipal, ainda na época do Brasil Colônia, onde por muitos anos funcionou a Prefeitura de Barreiras. O Paço Municipal está localizado na Rua Rui Barbosa, Centro Histórico.
Catedral São João Batista
Construída em estilo mourisco (árabe) e inaugurada em 1925. Sofreu uma grande reforma e foi reinaugurada em junho de 1997. A catedral está localizada na Praça São Batista, Rua 24 de Outubro no Centro Histórico.
Igreja de Santa Terezinha
Construída em 1881, em estilo neoclássico bem conservada, foi a primeira capela de Barreiras. A Igreja de Santa Terezinha está localizada na Praça Amphilóphio Lopes, Centro Histórico.
Mercado Cultural Caparrosa
Prédio construído na década de 1950 para abrigar a feira municipal. É um espaço turístico, onde são realizadas apresentações culturais e exposições de artesanatos. O Mercado Caparrosa está situado na Praça Landulfo Alves, Centro Histórico.
Colégio Costa Borges
Prédio ainda em bom estado de conservação, inaugurado em 1927, para funcionar o primeiro Grupo Escolar de Barreiras, na gestão do prefeito Amphilóphio Lopes, sendo sua primeira diretora a professora Guiomar Fábia da Rocha Porto. Endereço: Rua Profª Guiomar Porto - Centro Histórico.
Usina Hidrelétrica
Prédio construído em 1928 por Dr. Geraldo Rocha, para abrigar as três turbinas que eram movidas por uma queda d'água artificial, foi a segunda hidrelétrica da Bahia. Endereço: Av. Sebastião Ferreira - Barreirinhas.
Antigo Frigorífico Prédio construído na década de 1930 por Geraldo Rocha, durante algum tempo produziu e exportou charque e defumados marcando uma época de prosperidade. Endereço: Av. Eduardo Catalão - Barreirinhas.
Casa da Sertaneja 
Casarão em estilo neoclássico datado de 1919 em bom estado de conservação. Construído por Dr. Geraldo Rocha para sediar a Cia. Sertaneja - Empresa Agropastoril S/A. Em pavilhões distintos funcionava a sede da companhia e o Cine Teatro Ideal, primeiro espaço cultural de Barreiras. Endereço: Av. Presidente Vargas 53 - Centro Histórico.
Filarmônicas
A existência de filarmônicas em Barreiras, segundo registros encontrados, data de 1902. Destacando-se as Filarmônicas "8 de Dezembro" e "24 de Junho". Esta tradição musical mantida através do tempo fez com que a Filarmônica "24 de Junho", composta por músicos de Barreiras e Angical sob a regência do maestro Dulvamerino Coité, o popular Mureco, que foi convidada para tocar na inauguração de Brasília. Atualmente a Banda "26 de Maio" anima os eventos culturais e solenidades da cidade e mantêm viva esta tradição musical.
Comidas típicas
No coração do Oeste Baiano, as comidas típicas na cidade de Barreiras, reúnem diversas influências, com especial destaque para as cozinhas gaúcha e cearense. O tradicional churrasco divide o paladar com pratos inusitados, tipicamente nordestinos, como o pirão de cabeça de surubim e a galinha caipira com pirão de mulher parida. As peixadas e o feijão tropeiro endossam a diversidade de sabores da cidade. Para adoçar o paladar, a sobremesa fica por conta dos doces feitos da fruta, com destaque para o de maracujá nativo e o de buriti. Os Biscoitos, peta, ginete e queijada são os mais clássicos.
Cultura
Festas
Lavagem do Kimarrei
Acontece todos os anos desde 1997 sempre no dia 1º de janeiro onde mais de cinco mil foliões participam da tradicional Lavagem do Cais. A festa, que é uma prévia do carnaval da cidade, atrai barreirenses e muitos visitantes. A concentração acontece no entorno do Cais do Rio Grande, nas praças Duque de Caxias, Presidente Vargas e Landulfo Alves, onde os camarotes são instalados.
A lavagem, que antes acontecia na esquina dos Correios, originalmente se chamava Lavagem do Mariana (em alusão a um bar badalado que existia nas proximidades). Com o crescimento da festa, então as comemorações foram transferidas para a área externa, com carros pipa, um palco maior e mais atrações. Desde 1997, a organização é do Bloco Kimarrei e acontece nas imediações do cais.
Carnaval
O Carnaval de Barreiras é considerado o maior do interior da Bahia e atrai mais de 300 mil foliões todos os anos. O carnaval cultural acontece na praça Landulfo Alves no cais da cidade e recebe um público em torno de 40 mil pessoas. O carnaval dos trios elétricos ocorre nas Avenidas Clériston Andrade e Antonio Carlos Magalhães e garante atrações regionais e grandes nomes da música nacional.
Romaria do Cantinho do Senhor dos Aflitos
Com 300 anos de tradição, a romaria do Senhor dos Aflitos no povoado do Cantinho, na zona rural de Barreiras, tem seu ponto alto no dia 2 de julho. A festa prossegue com a missa do romeiro às 7h, e, encerra com missa solene, às 17h. Para percorrer os 18 km, a maior parte em estrada de chão, os peregrinos saem por volta da meia-noite da porta da Catedral São João Batista.
Desde o ano de 2016 a igreja da localidade é considerada pela diocese de Barreiras como O Santuário do Senhor dos Aflitos. O povoado foi recuperado e urbanizado na gestão do prefeito Zito Barbosa e foi inaugurada uma praça, aumentando assim a infraestrutura do local estimulando ainda mais o turismo, atraindo para o povoado um número em torno de 20 mil fiéis todos os anos.
A imagem do Senhor dos Aflitos, esculpida em madeira, foi trazida de Portugal pelos irmãos Francisco e José Ayres da Fonseca. Em 1710, a imagem chegou em Barra. Dez anos depois, a família Ayres da Fonseca construiu a primeira capela no povoado do Cantinho e teve início a peregrinação ao local. Em 1946 foi erguida a atual capelinha.
São João
A comemoração dos festejos juninos é em família. Os moradores fazem na frente das casas as tradicionais fogueiras e comidas típicas como a canjica, o mingau do milho, a pamonha, a pipoca o amendoim torrado, a tapioca, os caldos de mandioca e bebidas como o quentão. O barreirense comemora estourando foguetes e morteiros ao som de músicas dessa época do ano como o forró, o baião, e o xaxado. Também há as tradicionais quermesses que comemoram o início das novenas preparatórias para saudar o padroeiro de Barreiras, São João Batista, essas são significativamente visitadas por causa das missas e programações religiosas nas comunidades urbanas e rurais do município. Por conta dos recessos escolares e dos feriados sucessivos a população da cidade aumenta significativamente nesse período.
A praça da igreja matriz fica enfeitada com bandeirolas coloridas para recepcionar os numerosos fieis que vêem fazer suas preces e comemorar o dia do padroeiro da cidade, o qual já fez parte do seu nome que antigamente se chamava São João das Barreiras.[143]
No parque de exposições da cidade acontece o Arraiá do Parque, onde se apresentam as quadrilhas representando cada comunidade de Barreiras como de outras cidades circunvizinhas. É considerada a maior festa de São João do Oeste da Bahia tendo um público de 25 a 100 mil visitantes.
Expo Agro Barreiras
Acontece todos os anos no Parque Engenheiro Geraldo Rocha a Expoagro Barreiras, onde há leilões, algumas palestras e negociações, como também exposição de novas tecnologias no setor agroindustrial, e animais de raças comercias. Além de shows de atrações locais de relevância nacional que atraem um público que supera os 40 mil visitantes.
Dia do Evangélico
Desde 2001 a cidade comemora o dia do evangélico em 2 de agosto. Onde é feita a entrega simbólica de Bíblias, orações e atrações de artistas do meio gospel nacionalmente conhecido.
Desfiles de 7 de setembro
Durante toda a manhã passam pelas avenidas do centro de Barreiras, em comemoração e memória ao 7 de setembro o Dia da Independência do Brasil, escolas estaduais e municipais, a Guarda Municipal, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o 4º BEC. As fanfarras das escolas são uma atração a parte, como de costume, vêem com repertórios e evoluções que encantaram o público presente. A cerimônia sempre encerrada com um belíssimo desfile militar.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 16 de março de 2020

NILÓPOLIS - RIO DE JANEIRO

Nilópolis é um município brasileiro da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro.
É um dos treze municípios da Baixada Fluminense e um dos menores municípios do Brasil, com dezenove quilômetros de extensão, sendo apenas nove quilômetros em perímetro urbano.
Emancipou-se de Nova Iguaçu no ano de 1947, sendo antigo distrito iguaçuano.
Seu nome é uma homenagem ao político brasileiro, ex-Presidente do Estado do Rio de Janeiro e ex-Presidente do Brasil Nilo Peçanha.
História
Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditária de São Vicente, que pertenceu a Martim Afonso de Sousa, em 1531, que a dividiu em sesmarias, doando grande parte a Brás Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando três mil braças por costa do lombo do Salgado e nove mil braças para dentro do rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568.
Nessa sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, até às fraldas do Gericinó, que depois foram transformadas em novas sesmarias e grandes fazendas.
Em 1621, a área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Alvares Pereira, tendo os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André S. Mateus, entre a data da Cachoeira (rio Pioim), até parte da serra da Maxambomba (atual Nova Iguaçu).
Em 1637, João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Mateus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobe) pelos índios aqui existentes, já escravizados.
Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passam a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho o Padre Mateus, casa a irmã Maria Gaga Machado com o capitão Manuel Pimenta Sampaio, em 1742.
Em 1747, a capela de São Mateus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem à cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizzaro, em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para todos os atos da fé cristã.
Falecendo Domingos Machado Homem, casado com Joana de Barcelos, sucede-lhe o padre Mateus Homem Machado, que continuou a administrá-la com engenhos e grande produção de açúcar e aguardente que escoava no Porto da Pavuna.
Quando do falecimento do padre Mateus Homem Machado, do seu testamento consta que a fazenda tinha 1.280 braças de terra, que fazem testada no rio Pavuna, que as dividia das terras de Oliveira Braga (engenho Nazaré, o atual bairro vizinho de Anchieta), correndo aos fundos com o rio chamado Cachoeira Pequena (Maxambomba), que divide as terras do capitão Manuel Correia Vasques. De uma banda partem as terras com o engenho da Pavuna, do capitão Inácio Rodrigues da Silva e da outra com terras do capitão Manuel Cabral de Melo e do ajudante Inácio Barcelos Machado.
E, no ano de 1779, seu proprietário é o alferes Ambrósio de Sousa Coutinho. A fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açúcar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos sendo a mais importante da região.
O engenho situava-se na atual rua Antônio José Bittencourt (anteriormente rua Coronel Júlio de Abreu) esquina da rua Lúcio Tavares, e que através de um caminho, dava acesso à capela São Mateus, onde residiam e pernoitavam os sucessivos proprietários da área da então fazenda de São Mateus.
Com a inauguração a 29 de março de 1858 da linha de trem da Estrada de Ferro Dom Pedro II (posteriormente denominada Estrada de Ferro Central do Brasil), cortando a fazenda com destino a Queimados, a população nativa foi abandonando as terras, não só devido ao movimento abolicionista, como também por novas opções de mão-de-obra devido ao progresso e outras novas atividades.
E as terras da Fazenda São Mateus a partir de 1866, tinham como proprietários os capitalistas do Rio de Janeiro o Conde e o Barão de Bonfim, e por fim, Jerônimo José de Mesquita, que as negociou com o criador de cavalos e mulas, João Alves Mirandela, que tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900, no valor de vinte e cinco contos de réis.
Da escritura consta que além das terras negociadas havia dois barracões e imóvel, que era a capela de São Mateus, e sede da fazenda que limitava-se pelo lado de Maxambomba (atual Nova Iguaçu) com a fazenda da Cachoeira, de propriedade do Barão de Mesquita e com as terras dos herdeiros de Antônio Rocha; pelo lado da Pavuna, com as terras dos herdeiros do capitão Augusto da Costa Barreto e Sebastião Alves de Almeida; pelo lado direito, com o Distrito Federal, com as terras da fazenda de Nazaré (Anchieta) e terras da fazenda do Cabral (do capitão Manuel Cabral).
João Alves Mirandela e seu irmão Manuel Alves Mirandela, grandes criadores de animais para o Exército, cercaram uma área, junto à cerca da fazenda do Gericinó, até que seu enteado Vitor Ribeiro de Faria Braga, convenceu-o a desmatar a fazenda para um possível loteamento.
Procedido ao desmatamento o mesmo enteado propôs a João Alves Mirandela que se fizesse uma planta da área, que foi aceito por um documento público, chamando o então engenheiro da Central do Brasil, Teodomiro Gonçalves Ferreira, para executar a planta da cidade que iria surgir das matas da fazenda.
E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50 metros por 50,00 metros, em suaves prestações.
Um destes anúncios chamou a atenção do coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora.
Ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa, inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 6 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.
No mesmo local fundou o bloco do Progresso de São Mateus, depois de Nilópolis, sob sua inspiração e presidência, tendo como presidente de honra, Nilo Peçanha, que aqui esteve duas vezes, com o pensamento voltado para obter os melhoramentos de que uma cidade carece.
Foi através dele que a cidade teve imediatamente ligação d'água; ligação de luz e iluminação pública; agência do correio; escolas particulares e públicas; comunicação; horário de trens; pontes ligando ao Rio de Janeiro e Nova Iguaçu; serviço de profilaxia rural; bandas de música e uma grande revista "Nilópolis". Nilópolis, já se chamou parada de São Mateus; parada e estação de Engenheiro Neiva, em homenagem a Lucas Soares Neiva, construtor da parada e plataforma dos trens; e, enfim, Nilópolis, em homenagem a Nilo Peçanha, grande benfeitor do município, a partir de 1° de Janeiro de 1921, numa festividade inesquecível.
Nilópolis esteve por muito tempo vinculado e fazia parte integrante da vila de São João de Meriti, então quarto distrito de Nova Iguaçu, até que por solicitação do deputado Manuel Reis, pela Lei nº 1.332, foi elevado a sétimo distrito de Nova Iguaçu a partir de 1916, com apenas dois anos de existência.
E seu desenvolvimento foi num crescendo extraordinário, graças ao empenho de sua população laboriosa até que estando em discussão a nova carta constitucional do estado do Rio de Janeiro, o Deputado Lucas de Andrade Figueira propôs uma emenda, promulgada a 20 de junho de 1947, transformando-se na Lei estadual nº 67, emancipando Nilópolis juntamente com São João de Meriti, e que se comemora a 21 de agosto de cada ano.
A área de 22 km², que era a mesma da Fazenda de São Mateus, ficou reduzida a apenas 9 km², perdendo 5,60 km² para Gericinó; 5,60 km² para São João de Meriti e 1,80 km² para Nova Iguaçu, naturalmente os bairros da Chatuba e Édson Passos (em Mesquita), Vila Norma, Éden, Tomazinho e São Mateus (em São João de Meriti) eram na verdade os bairros do município de Nilópolis. Há projetos para ingressar a Chatuba, Tomazinho e Vila Norma novamente ao município.[carece de fontes]
No plano esportivo, a maior expressão futebolística do município é o Esporte Clube Nova Cidade, segunda agremiação esportiva da Baixada Fluminense a integrar a Primeira Divisão do estado do Rio de Janeiro, entre 1989 e 1990, após sagrar-se campeã estadual da Segunda Divisão, em 1988, e vice da Terceirona em 1986. O time manda os seus jogos no estádio Joaquim de Almeida Flores, que lhe pertence. Atualmente o Nova Cidade disputa a Segunda Divisão Estadual. O outro representante da cidade na mesma divisão é o Nilópolis Futebol Clube.
Turismo
O Parque Municipal de Nova Iguaçu por onde tem partes nos municípios de Nilópolis e Mesquita (antigos distritos iguaçuanos). Na parte de Nilópolis, é chamado de "Gericinó" ou "Mata" como é conhecido pelos nilopolitanos. Tem 10,2 km de extensão, trata-se de uma área de proteção ambiental e área militar, já que o Exército Brasileiro usa essa área em algumas épocas do ano para treinamentos, sendo assim proibido por lei a ocupação de moradia e comércio. Tem um clima agradável e mais de 9 km de pista de bicicletas e aparelhos de academia. Essa pista termina numa área rural na encosta do Rio Pavuna já na entrada do bairro carioca de Realengo. Possui muitas árvores e bosques. Bastante sinalizado e com segurança realizada pela polícia militar. Possui um Centro de Visitantes no centro do parque. E a Serra do Mendanha servindo para modular a paisagem da região. No mesmo parque possui a primeira escola pública de Parapente do Brasil inaugurada no atual governo.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 13 de março de 2020

SÃO CAETANO DO SUL - SÃO PAULO

São Caetano do Sul é um município brasileiro do estado de São Paulo, na mesorregião Metropolitana de São Paulo e microrregião de São Paulo. Está localizado na Zona Sudeste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).
A estimativa de população, calculada pelo IBGE com data de referência 1 de julho de 2017, foi de 159.608 habitantes.
História
Segundo o sociólogo e historiador José de Souza Martins, da Universidade de São Paulo, a região em que hoje se situa o município de São Caetano do Sul é ocupada desde o século XVI, quando era conhecida como Tijucuçu. Foi área de fazendas de moradores do antigo povoado, depois vila (1553), de Santo André da Borda do Campo, extinta por ordem do governador-geral Mem de Sá. Sua população e seu predicamento de vila (município) foram transferidos para o povoado jesuítico de São Paulo de Piratininga em 1560.
A partir do começo do século XVII, fazendeiros e sitiantes da hoje região do ABC começaram a migrar para o Vale do Paraíba, onde surgiriam as vilas de Taubaté e de Santana das Cruzes de Mogi (Mogi das Cruzes). Dois desses fazendeiros e criadores de gado doaram suas terras para o Mosteiro de São Bento da vila de São Paulo, um onde viria a ser São Bernardo e outro onde viria a ser São Caetano. Nesta última região, o doador foi o capitão Duarte Machado, em 1631, que participara da bandeira de Nicolau Barreto aos sertões dos índios temiminós, em 1602, para captura e escravização de indígenas. Foi ele também membro da Câmara da Vila de Piratininga, onde exerceu a função de almotacel.
Quarenta anos depois, em 1671, Fernão Dias Pais Leme arrematou em leilão o sítio do falecido capitão Manuel Temudo, também no Tijucuçu, e o doou ao mesmo Mosteiro de São Bento. Formou-se, assim, a Fazenda do Tijucuçu, utilizada pelos monges beneditinos na criação de gado.
Em 1717, os monges começaram a erguer no lugar onde está hoje a Matriz Velha de São Caetano uma capela dedicada a são Caetano di Thiène, o santo patrono do pão e do trabalho. Passou a fazenda a chamar-se Fazenda de São Caetano do Tijucuçu, depois apenas Fazenda de São Caetano. Alguns anos depois, em 1730, os monges fundaram ali uma fábrica de telhas, tijolos, lajotas, louças e adornos cerâmicos para ornamento de casas e igrejas na cidade de São Paulo. Esse material era diariamente transportado, pelo Rio Tamanduateí, de um porto que havia na Fazenda para o Porto Geral de São Bento, onde é hoje a rua 25 de Março, pouco adiante do atual pé da Ladeira Porto Geral. Até o século XVIII, o trabalho da fazenda era realizado por índios administrados sujeitos a servidão, libertados em 1755 pelo Diretório dos Índios do Grão-Pará e Maranhão, cujos efeitos foram, em 1757, estendidos ao Estado do Brasil. A partir dessa época por escravos negros de origem africana. A fábrica funcionou até 1871, durante 141 anos. Dessa época, subsistem no centro do atual município os canais abertos pelos escravos no século XVIII para drenagem dos terrenos próximos aos rios Tamanduateí e Meninos.
Ao redor da Fazenda desenvolveu-se o bairro de São Caetano, no mesmo território da cidade de São Paulo. Foi recenseado pela primeira vez em 1765, quando o Morgado de Mateus determinou que se fizesse o censo da população da Capitania de São Paulo. Seus habitantes eram agricultores e tropeiros e recebiam os sacramentos na Capela de São Caetano. O bairro desenvolveu-se ao redor da Fazenda de São Caetano. Concentrou moradores entre os atuais rio dos Meninos e Córrego do Moinho Velho, entre o atual Córrego do Moinho antigo Ribeirão Muiguera e a divisa entre São Caetano e Santo André.
Em 1871, no dia seguinte ao da Lei do Ventre Livre, a Ordem de São Bento decidiu, em seu Capítulo-Geral da Bahia, libertar todos os seus escravos, em todo o Brasil, mais de quatro mil, sem qualquer compensação. Privada de mão-de-obra, a Fazenda de São Caetano foi desapropriada pelo Governo Imperial para nela instalar o Núcleo Colonial de São Caetano em 28 de julho de 1877. As terras da Fazenda foram divididas em lotes e vendidas a colonos italianos entre 1877 e 1892, quando entrou no Núcleo a última família de imigrantes. O primeiro grupo de famílias assentado no núcleo embarcara no porto de Gênova e chegara ao Brasil no navio italiano Europa. Procediam todas as famílias da comuna de Cappella Maggiore e arredores, província de Treviso, na região do Vêneto, norte da Itália.
Em 1883 a São Paulo Railway inaugurou a estação de São Caetano e em 1889 o governo da província refez o Caminho do Mar e o Caminho Velho de Santo André da Borda do Campo, que desde o século XVI atravessava a região, de modo a torná-lo tributário da ferrovia.
Originalmente, os colonos do Núcleo Colonial dedicaram-se à produção da batata inglesa, ou batatinha. Mas em seguida vários deles plantaram videiras e passaram a produzir vinho de mesa, o vinho "São Caetano", comercializado num estabelecimento de Emilio Rossi, colono de São Caetano, que havia no Largo do Tesouro, em São Paulo. As videiras de São Caetano foram contaminadas pela filoxera, a partir de parreiras do bairro da Mooca. Em dois anos a produção de uva e vinho caiu verticalmente. Essa praga destruiu parreirais no mundo todo. Emilio Rossi, que em 1887 e 1888 trocou ideias a respeito com o médico e cientista Luís Pereira Barreto, resolveu fazer enxertias com cepas da chamada uva americana, resistente à praga, que deram certo, mas era tarde. Muitos colonos empobrecidos começaram a vender seus lotes de terra e pela época da proclamação da República as primeiras indústrias começaram a instalar-se na região, em terras compradas aos colonos. O núcleo agrícola se transformava em bairro operário.
Nesse período os colonos que haviam recebido terras nas várzeas úmidas do rio Tamanduateí e do rio dos Meninos, remanescentes do antigo pântano do Tijucuçu, montaram olarias e começaram a produzir tijolos. Um desses colonos, Giuseppe Ferrari foi um dos fornecedores de tijolos para construção do Museu do Ipiranga, a partir de 1895, de que se encarregara o italiano Luigi Pucci.
Pouco antes da proclamação da República foi criado o município de São Bernardo, desmembrado do de São Paulo, e a maior parte do Núcleo Colonial e do antigo bairro de São Caetano foi a ele anexada. Cerca de um quinto da antiga localidade de São Caetano permaneceu no território do município de São Paulo e constitui a área dos hoje bairros de Vila Carioca, Sacomã e Heliópolis. Nesse mesmo ano, um censo do Núcleo Colonial contou 322 habitantes, cujas famílias estavam distribuídas em 92 lotes de terra.
Em 1905, São Caetano era elevado a Distrito Fiscal. A fixação das primeiras indústrias coincidiu com a elevação de São Caetano a Distrito de Paz, em 1916. Em 1924, o arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, dava ao núcleo a sua primeira paróquia e seu primeiro vigário, o padre José Tondin. A vila transformava-se em cidade.
A primeira manifestação de autonomia para o Distrito de São Caetano aconteceu em 1928, com a liderança do engenheiro Armando de Arruda Pereira, diretor da Cerâmica São Caetano, residente na localidade. Para divulgar a ideia emancipacionista, foi fundado o São Caetano Jornal que convocava a população para votar nos seus candidatos a vereador e Juiz de paz nas eleições municipais de 1928. Entretanto, os resultados não foram os esperados. Na década de 1940, o sonho da emancipação voltou a empolgar os caetanenses, com o segundo movimento emancipacionista.
Em 1947, em movimento liderado pelo Jornal de São Caetano, foi realizada uma lista com 5.197 assinaturas e enviada à Assembleia Legislativa do Estado, solicitando um plebiscito. A consulta popular foi realizada em 24 de outubro de 1948; 8.463 pessoas votaram a favor da autonomia, e 1.020 votaram contra. A 24 de dezembro de 1948, o governador do estado de São Paulo, Ademar de Barros, ratificou a decisão e criou o "município de São Caetano do Sul", através da Lei Estadual nº 233, de 24/12/1948, acrescentando-lhe o qualificativo do Sul, para distingui-lo de homônimo pernambucano. Em 30 de dezembro de 1953, foi criada a Comarca de São Caetano do Sul, instalada no dia 3 de abril de 1955.
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o Subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 °C, sendo o mês mais frio julho (média de 15 °C) e o mais quente Fevereiro (média de 21 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.360 mm.
Economia
São Caetano do Sul pertence à região do ABC Paulista, a qual foi marcada pelo desenvolvimento industrial e automobilístico. Alguns exemplos são as indústrias localizadas na divisa com São Paulo, e a sede da General Motors no Brasil, na avenida Goiás, o principal centro financeiro da cidade. Atualmente, na avenida, encontram-se instaladas matrizes e filais de várias empresas.
Pessoas de várias regiões da metrópole vão a cidade a trabalho, vindas principalmente da região do próprio ABC e dos distritos das zonas sul e leste paulistanas que fazem divisa com a cidade.
O comércio é também um forte alvo econômico da cidade, que abriga a matriz da rede de lojas Casas Bahia, fundada em 1952 pelo imigrante judeu Samuel Klein.
Com o crescimento imobiliário na região surgiram diversos empreendimentos, entre eles o Moov Espaço Cerâmica que contribuíram para a geração de empregos na construção civil da cidade.
Lazer e turismo
São Caetano do Sul assim como toda a região metropolitana de São Paulo, é beneficiada pelo fluxo turístico da capital paulista, recebendo visitantes de várias localidades.
A cidade se baseia no turismo de negócios, cultural e de lazer, contando com diversos hotéis, dentre eles, o Mercure, teatros, anfiteatros e diversos auditórios, sete parques municipais: Espaço Verde Chico Mendes, Parque Botânico e Escola Municipal de Ecologia Jânio da Silva Quadros, Parque Catarina Scarparo D’Agostini, Parque Santa Maria, Cidade das Crianças, Parque Municipal São José (Bosque do Povo) e Espaço de Lazer e Recreação José Agostinho Leal. São Caetano também recebe diversos eventos. Em novembro de 2011, foi inaugurado o ParkShopping São Caetano, dentro do complexo Espaço Cerâmica.
Carnaval
O Carnaval da cidade é formado pelas escolas de samba Acadêmicos de Vila Gerti, Ébanos, Imperatriz de Nova Gerty, União da Ilha Prosperidade e Tradição da Ponte. que desfilam na Avenida Guido Aliberti, sendo filiadas a Liga Independente das Escolas de Samba de São Caetano do Sul.
Futebol
O município conta com a Associação Desportiva São Caetano, time de futebol da cidade. Manda seus jogos no Estádio Municipal Anacleto Campanella. Um dos maiores feitos do clube é ter chegado à final da Copa Libertadores da América de 2002, perdendo a decisão para o Olímpia (PAR) e a dois vices consecutivos do Campeonato Brasileiro (2000 e 2001). O São Caetano possui 1 título do Campeonato Paulista (2004).
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 9 de março de 2020

VALPARAÍSO DE GOIÁS - GOIÁS

Valparaíso de Goiás é um município brasileiro do estado de Goiás, Sua população em 2017, segundo o IBGE, é de 159.500 habitantes.
História
A história de Valparaíso de Goias começou em 19 de abril de 1979, quando o prefeito de Luziânia, Walter José Rodrigues, inaugurou o pequeno Núcleo Habitacional Valparaíso I, que surgiu em função da construção de Brasília. Em solenidade oficial, empossou o primeiro administrador regional da localidade, Clóvis José Rizzo Esselin de Oliveira Almeida. O mais novo Núcleo Habitacional de Luziânia contava com apenas 864 casas, uma escola estadual e o prédio da administração regional. O Núcleo Residencial, construído pela Encol, começou com muitos problemas: não havia comércio, a falta de água era freqüente e só havia transporte coletivo na BR-040.
No dia 2 de maio de 1980, através do Decreto-Lei nº 972, ficou instituída e oficializada a data de 19 de abril para comemorar o aniversário da fundação do Núcleo Habitacional Valparaíso. Nesta época, Valparaíso já contava com um posto telefônico, uma agência de Correios e Telégrafos, um escritório de contabilidade e onze lojas comerciais. Na área educacional, a cidade contava com uma escola estadual que atendia aos alunos do primeiro grau e duas escolas particulares, que já se encontram extintas. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Valparaíso de Goiás, pela lei estadual nº 12.667, de 18 de julho de 1995, desmembrado de Luziânia.
Clima
A cidade apresenta um clima tropical, sendo categorizado como Aw, de acordo com a classificação de Köppen e Geiger. 20.5 °C é a temperatura média. A pluviosidade média anual é de 1550 mm, sendo mais intensa no período do verão. As temperaturas médias mensais variam 3.4 °C durante o ano. Setembro, o mês mais quente do ano, apresenta 21.6 °C como temperatura média e junho, o mês mais frio, tem sua média de temperatura em 18.2 °C. Junho também é o mês mais seco, com 8 mm de precipitação. Em dezembro cai a maior parte da precipitação, com uma média de 272 mm.
Educação
Tanto o Ensino Fundamental como o Ensino Médio são oferecidos pela Rede Pública Municipal e Estadual e entidades particulares, além de uma instituição militar: o Colégio da Polícia Militar de Goiás - Unidade Fernando Pessoa, localizado no bairro Jardim Céu Azul, que atende estudantes do ensino fundamental e médio.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiás, Campus Valparaíso oferece ensino médio e curso técnico integrado, nas modalidades integral (matutino/vespertino) e EJA (noturno) além de oferecer o curso superior em Matemática (noturno).
Possui cinco unidades de ensino superior: Centro Universitário Unicesumar, Faculdades Anhanguera, FACESA - Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires, CESB - Centro de Ensino Superior do Brasil e UNIDESC - Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro Oeste.
Economia
Faz margem ao porto seco do Distrito Federal, local de grande densidade industrial que tem o objetivo de atrair grandes empresas. Segundo dados de diagnóstico setorial desenvolvido pelo SENAI Goiás, Valparaíso possui um agrupamento industrial composto por mais de 100 empresas do segmento de móveis. Para atender esse setor está em andamento programa de desenvolvimento econômico de Arranjo produtivo local (APL) moveleiro que tem como objetivo aumentar a competitividade dos profissionais e fortalecer as pequenas empresas, para tanto estão sendo ministrados cursos específicos como os de marcenaria e de desenho de móveis, bem como palestras voltadas para o meio-ambiente e segurança no trabalho. Pelo fato de Valparaiso de Goiás se situar no entorno do Distrito Federal, sua economia é menos privilegiada, dependendo do setor informal que representa cerca de 40% da base de trabalhadores, estando a grande maioria ocupada na construção civil.
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sexta-feira, 6 de março de 2020

ITAPETININGA - SÃO PAULO

Itapetininga é um município brasileiro do estado de São Paulo, na Região Sudeste do país. Pertence à Região Metropolitana de Sorocaba. Sua população em 2019 era estimada em 163.901 habitantes.
Etimologia
O vocábulo Itapetininga tem sua origem na língua tupi antiga. Os estudos filológicos referentes ao nome dado a Itapetininga concluem que pode, o mesmo, ter três significados diferentes: Itáapé-tininga = caminho das pedras secas ou caminho seco das pedras; Itape-tininga = pedra chata, laje ou lajeado seco; Itá-pe-tininga = na pedra seca. A tradução mais correta, porém, na opinião dos filologistas que pesquisaram o vocábulo, é "laje seca ou enxuta", sendo Itapetininga uma contração de itapeba (pedra chata, rasa ou plana) e tininga (seco, seca ou enxuta).
História
A exemplo de muitos municípios do interior de São Paulo, Itapetininga também se desenvolveu na esteira do tropeirismo. O local foi ponto de descanso dos tropeiros, que montavam ranchos e arraiais para o pouso, antes de seguirem em direção ao Sul. O primeiro núcleo de tropeiros na região de Itapetininga surgiu em 1724, quando descobriu-se que o pasto no local era abundante e a terra fértil para o plantio. A estes fatores, somou-se a distância da Vila de Sorocaba - 12 léguas - que correspondia a uma jornada de tropa solta.
Em 1766, um grupo de portugueses, chefiado por Domingos José Vieira, deixou o primeiro núcleo (hoje, bairro do Porto) e formou outro, em um local alto e circundado por dois ribeirões, precisamente onde se localiza a catedral, local onde construíram a primeira capela de Nossa Senhora dos Prazeres.
O antigo núcleo foi ocupado por Paschoal Leite de Moraes, que, vindo do Paraná com sua família, deu continuidade àquele núcleo populacional.
Nessa época, houve uma disputa entre os dois núcleos que queriam ser elevados à condição de vila.
Resultado: em 17 de abril de 1770, Simão Barbosa Franco foi nomeado para fundar a administrar o novo povoado, cabendo, a ele, a escolha do núcleo principal.
Historiadores contam que uma mula ruana marchadeira, ofertada como presente a Simão Barbosa Franco, garantiu a vitória de Domingos José Vieira.
A vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga foi oficialmente criada no dia 5 de novembro de 1770, quando foi celebrada uma missa solene pelo vigário da nova paróquia, padre Inácio de Araújo Ferreira. É nessa data que convencionou-se comemorar o aniversário do município.
Além de Simão Barbosa Franco e Domingos José Vieira, o ituano Salvador de Oliveira Leme - o Sarutayá - se inclui entre os fundadores históricos do município, já que foi o terceiro capitão-mor de Itapetininga (o primeiro foi Simão Barbosa Franco e o segundo foi Domingos José Vieira). Inclui-se, entre os responsáveis pela elevação de Itapetininga à categoria de vila, o português Manuel José Braga, que já morava na cidade antes de todos e que foi o responsável pela carta enviada ao capitão da vila de Sorocaba pedindo a construção da igreja.
A Vila de Itapetininga foi elevada à categoria de cidade em 1852, através da Lei nº 11, de 17 de julho de 1852. A lei concedia autonomia judiciária, criando a comarca de Itapetininga. A vila, porém, só tornou-se município, de fato, em 13 de março de 1855, com o nome de Itapetininga.
A Santa Padroeira de Itapetininga é Nossa Senhora dos Prazeres.
Clima
Subtropical, úmido, sujeito a ventos sul e sudoeste, com temperatura média anual de 19,0°C e geadas fracas. Porém, ocasionalmente, quando da incursão de massas polares fortes, a cidade pode registrar temperaturas negativas e geadas fortes e generalizadas, como ocorreu em 13 de junho de 2016, quando a temperatura baixou a -3,1 ºC, segundo a estação medidora do CIIAGRO (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas) instalada na cidade. No verão a temperatura varia entre 20°C a 34°C, porém com influências climáticas, como massas de ar quente e úmida a temperatura pode alcançar a marca dos 40°C.
Hidrografia
Itapetininga está localizada na bacia do Alto Paranapanema. Além disso, está sobre o Aquífero Guarani, maior reserva subterrânea de água potável do planeta.
O principal rio do município é o Rio Itapetininga, que nasce nas proximidades de Araçoiaba da Serra, corre na direção leste-oeste e é afluente do Rio Paranapanema, percorrendo 78,5 quilômetros dentro do município.
Existem outros rios que merecem destaque, sendo eles: Rio Turvo, Rio Tatuí e Rio Sarapuí. Outros como o Rio Capivari, Rio Alambari, Rio Agudo, além de Ribeirão dos Macacos, Ribeirão do Pinhal, Ribeirão Grande e Ribeirão da Estiva, também cruzam diversos pontos do território municipal.
Educação
Instituições de Ensino Superior - Instituto Itapetiningano de Ensino Superior (IIES); Fundação Karnig Bazarian (FKB); Faculdade Sudoeste Paulista (FSP); Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES PÓLO ITAPETININGA); Centro Universitário Internacional (UNINTER PÓLO ITAPETININGA); Universidade Norte do Paraná (UNOPAR PÓLO ITAPETININGA); Universidade Anhanguera (Polo de Apoio Presencial de Itapetininga - SP); FATEC Itapetininga (FATEC); Universidade Aberta do Brasil, onde são ministrados cursos à distância da UFSCar e da UNB; (UAB POLO ITAPETININGA); IFSP - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Campus Itapetininga (CAMPUS ITAPETININGA)
Instituições de Ensino Técnico - SENAC Itapetininga (POLO ITAPETININGA); ETEC Prof. Edson Galvão (CAMPUS CAPÃO ALTO); ETEC Darcy Pereira de Moraes (CAMPUS CHAPADINHA)
Economia
A área que mais emprega em Itapetininga é o comércio a cidade conta com grandes redes de lojas de departamentos e hipermercados como Extra Hipermercados, Lojas Americanas, Marisa, Lojas Cem entre outras. Além disso a cidade conta com um shopping center que gera emprego a centenas de pessoas além de atrair visitantes de vários outros municípios
Também possui uma economia fortemente voltada à agricultura, possuindo o maior produto interno bruto agrícola do estado de São Paulo. Porém, Itapetininga conta com algumas indústrias de expressão nacional e de grande porte, como 3M, Baterias Moura, Duratex e Castrolanda. É considerada um grande polo moveleiro e têxtil do Sudoeste Paulista, tendo destaque, nestes segmentos, as indústrias Nisshinbo do Brasil e MGA.
A agropecuária é de grande importância no Sudoeste Paulista. Os principais produtos cultivados são: grama, batata, hortifrutícolas e cana-de-açúcar para a fabricação de álcool. A produção de lenha e madeira em tora de florestas cultivadas (silvicultura) e a resinagem de espécies florestais do gênero Pinus também se mostram importantes atividades no município, tendo, como destaque, a empresa Resinas Brasil.
Dentre as várias feiras espalhadas pela cidade ao longo da semana, há uma feira itinerante que funciona aos domingos na praça da Escola Peixoto Gomide, na Avenida Peixoto Gomide, com verduras, hortaliças, galinhas, queijos, pastéis, doces, mel e outros produtos locais sempre bastante frescos, de qualidade e boa procedência.
É o 2º maior município da região sul do estado de São Paulo, atrás apenas de Sorocaba, sendo considerado um grande centro urbano para moradores de toda a região.
A cidade está em constante verticalização com edifícios surgindo a todo momento. Em 2017 foi considerado o município com maior número de condomínios residenciais aprovados a venda na região, perdendo apenas para o município de Sorocaba. Como é o terceiro maior do estado em extensão territorial, tem muito espaço para se ampliar horizontal e verticalmente.
A cidade é a terra do bolinho de frango, comida típica da região. O salgado é vendido nas feiras, lanchonetes, bares e até mesmo por ambulantes.
Clubes de serviços e associações - Rotary Club de Itapetininga: fundado em 16 de abril de 1952, tendo, como padrinho, o Rotary Club de São Roque, o qual está sob administração do Distrito 4 620 do Rotary Internacional desde Mairinque até Ourinhos, passando pelos municípios de Sorocaba, Avaré e Itapeva. O mesmo mantém diversos projetos sociais. Diversas promoções ajudam inúmeras entidades do município, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Asilo São Vicente de Paula, e ajudaram a construir uma creche do Rotary, cuja manutenção é feita em parceria com a Prefeitura Municipal. Participaram vários anos da Campanha da Vacinação Pólio Plus, Oftalmológicas, das Drogas e AIDS. Desenvolveram projetos nas áreas de Saúde, Educação, Profissionalizantes e Ecológicas. O Rotary tem participação na curadoria da FKB (Fundação Karnig Bazarian) e na Curadoria da FEPAS (Formação de Ensino Profissionalizante); Lions Club de ItapetiningaGrupo Escoteiro Ibiraci.
Festas Tradicionais - Festa De Nossa Senhora Aparecida (Bairro Pinheiro Alto); Festa De Nossa Senhora Aparecida (Horto Religioso); Festa De São Cosme E Damião (Bairro Biscoito Duro); ExpoAgro (Recinto Acácio de Moraes Terra); Festa Da Costela De Chão (Bairro Gramadinho); Festa Do Divino Espirito Santo (Bairro Varginha); Festa Da Santa Cruz (Bairro Varginha); Festival De Moda De Viola (Bairro Varginha); Festa do Purim (Igreja do Evangelho Quadrangular); Marcha para Jesus; Festa do Milho (Igreja do Evangelho Quadrangular); Cavalgadas; Festa do Milho (Paróquia São Roque); Festival do Boteco (Centro); Festa do Divino (Catedral Nossa Senhora dos Prazeres); Festa da Cerejeira.
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quarta-feira, 4 de março de 2020

TEIXEIRA DE FREITAS - BAHIA

Teixeira de Freitas é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se no extremo sul do estado, distante 854 km   da capital. Sua população estimada em 2019 era de 160.487 habitantes, sendo a maior cidade da sua Região Geográfica Imediata e a nona maior do estado da Bahia. O município possui área territorial de 1.165,6 km², elevação de 109 m e temperatura média anual de 24,3 °C.
A cidade foi fundada no ano de 1985, desmembrando-se dos municípios de Alcobaça e Caravelas. Embora seja mais nova que os municípios vizinhos, Teixeira de Freitas consolidou-se como a principal cidade da região. A população do município se expande a uma taxa 2,4 vezes maior que a Bahia e 1,6 maior que o Brasil, tendo aumentado 87% do seu número de habitantes nos últimos 25 anos.
Etimologia
A cidade de Teixeira de Freitas recebeu o nome em homenagem ao baiano Mario Augusto Teixeira de Freitas (São Francisco do Conde, 31 de março de 1890 - Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1956), estatístico brasileiro, fundador do Instituto Nacional de Estatística, cujo nome foi mudado em 1938 para Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O governo achou por bem prestar-lhe uma homenagem póstuma, tendo os chefes das agências de estatísticas recebido ordens da direção central do IBGE, no sentido de propor junto aos prefeitos de cada município que fosse dado o nome de Teixeira de Freitas a um logradouro. Em 1957, o então chefe das agências de estatísticas de Alcobaça, Miguel Geraldo Farias Pires e Wagton Cabral Pereira em cumprimento às determinações emanadas da Inspetoria do IBGE na Bahia, oficialmente, solicitou da Prefeitura e Câmara de Alcobaça a homenagem póstuma ao imortal baiano Teixeira de Freitas, dando-lhe o seu nome ao Povoado de São José de Itanhém, o que foi bem aceito pelo Executivo e Legislativo de Alcobaça.
História
A emancipação do município foi estabelecida pela Lei 4.452, de 9 de maio de 1985. A instalação se deu em 1º de janeiro de 1986, tendo a população da cidade aumentado enormemente desde então. A área do município é de 1.157,4 km².
A história da cidade, embora recente, guarda aspectos pitorescos e valiosos que auxiliam a analisar a situação socioeconômica atual no município. Vários destes aspectos foram relatados por antigos moradores e, entre eles o fato de que em 1965/66 já existiam vários núcleos que, embora vizinhos, pertenciam a municípios diferentes: é o caso de Vila Vargas, Jerusalém, São Lourenço e do bairro rural Duque de Caxias, que pertenciam ao município de Caravelas. Monte Castelo, Bairro da Lagoa (onde está o shopping Teixeira Mall Center) e Buraquinho pertenciam a Alcobaça. Teixeira de Freitas foi criado com o desmembramento de terras de Alcobaça e Caravelas.
Mesmo sem contar com qualquer infraestrutura, inclusive energia elétrica e vias de acesso razoáveis, estes núcleos atraíram contingentes migratórios consideráveis e, no ano de 1980 Teixeira de Freitas era um expressivo centro regional, com mais de 60.000 habitantes, sem mesmo ser emancipado politicamente, enquanto cidades vizinhas centenárias fundadas nos séculos XV e XVI, como Caravelas, Alcobaça e Mucuri, permanecem até atualmente com uma população de poucas dezenas de milhares de habitantes.
História cultural
Na época da descoberta do Brasil, na região que corresponde as atual Extremo Sul da Bahia viviam povos de muitas etnias: a faixa costeira era ocupada pelos Tupis (Tupiniquins) e no interior viviam os Pataxós, Maxacali, Botocudos, Puri e Camacã, entre outros.
Os aspectos culturais que diferenciavam esses povos estão no fato de que os Tupis viviam próximos ao litoral, possuíam uma grande homogeneidade cultural e linguística, apesar de estarem divididos em unidades políticas. Eram povos mais sedentários, se concentrando em aldeias com populações de mil a três mil pessoas. Praticavam a agricultura do milho e mandioca, que eram os principais produtos. A alimentação era completada com a pesca, caça e coleta.
Os grupos do interior chamados de Aimorés pelos Tupis eram linguística e culturalmente heterogêneos, costumavam organizar em pequenos bandos, de algumas famílias, não ultrapassando cem pessoas. Mudavam de local, de morada, a cada estação agrícola. A caça e a pesca eram mais importantes que a agricultura. Com a chegada dos portugueses foram alteradas as relações pessoais, de poder, de distribuição espacial, de sobrevivência coletiva, de reposição demográfica e, principalmente, as características culturais.
Os colonizadores instalaram núcleos de ocupação do território, em caráter provisório, sendo os primeiros em Porto Seguro e Caravelas. Nesses núcleos eram construídas capelas, centros de administração, postos em todos os lugares para armazenamento de madeira e fortificações para proteger os portugueses dos ataques dos índios e até dos franceses e holandeses.
Os índios Tupis, que viviam próximos ao litoral, foram civilizados e subjugados pelos portugueses, com ajuda da Igreja e de ordens religiosas, sob o argumento de cristianizar estes povos. O contato com os colonizadores resultou no contágio de doenças como varíola, sarampo e gripes. Além disso, as ações de civilização destruíram a cultura e a identidade étnica dos Tupis.
Coube aos indígenas do interior oferecer resistência à dominação e organizar ataques aos povoados dos portugueses. Os confrontos entre índios e não índios se repetiram ao longo do tempo até o final do século XIX, motivados principalmente pela agroindústria açucareira e a necessidade de mão de obra. Como os escravos africanos tinham preços elevados, a solução era captura e a escravização de indígenas.
Um oficio assinado pelo subdelegado de policia do Prado (meados do século XIX) mostra o costume de envolver "índios mansos" nas expedições e bandeiras para conquistar novos territórios ou capturar novos indígenas.
No decorrer do século XVIII foram elevadas a condição de vila os seguintes povoados: Caravelas (1700), Alcobaça (1772) a margem do rio Itanhém, Prado (1765), Viçosa (1768) à margem do rio Peruipe, município de Nova Viçosa, e São José de Porto Alegre (1755 ou 1769), a margem do rio Mucuri, no atual município de Mucuri. Estas vilas foram criadas segundo a política de urbanização e povoamento da Coroa Portuguesa.
Um fato a registrar é que por volta de 1830 se deslocaram levas de suíços e alemães para Mucuri e Nova Viçosa, onde se estabeleceram em fazendas destinadas ao cultivo do café. A mão de obra utilizada era escrava. Em 1853, cerca de 90% do café exportado pelo porto de Salvador era proveniente da Colônia Leopoldina, atual município de Nova Viçosa.
As dificuldades de povoamento de Extremo Sul da Bahia persistiram até o século XIX, com problemas na fixação dos pequenos grupos de imigrantes estrangeiros, trazidos para a região com o objetivo de colonização. A migração subvencionada foi suspensa depois que mais de 50% dos imigrantes abandonaram a região em direção a Santos e ao Rio de Janeiro.
As alegações dos estrangeiros eram "dificuldades de alimentação, insalubridade, grandes distancias e dificuldades de comunicação ou temor dos nativos".
História geográfica
As divisões territoriais e a instalação de unidades político-administrativas foram ocorrendo desde o início do século XVIII (Caravelas), mas sobretudo no século XX, depois de 1950, demonstrando que a Região Extremo Sul foi uma das últimas a se desenvolver em relação às demais no Estado da Bahia.
Ate a década de 70 o vilarejo de Teixeira de Freitas, perdido na Mata Atlântica que ainda restava no interior baiano, era apenas uma referência para os seus próprios e poucos moradores.
A constituição do município é muito recente. Até há pouco tempo, 1986, o núcleo urbano possuía uma situação muito singular. A sua subordinação administrativa era divida entre dois municípios. A vila que origem a Teixeira de Freitas se localizava exatamente na linha divisória entre os municípios de Alcobaça e Caravelas. De tal modo que algumas ruas estavam em um município e outras no seu vizinho.
Alcobaça, sede do município que dispensava uma atenção um pouco maior ao povoado pela simplicidade de sua organização administrativa e pela pouca importância da Vila de Teixeira de Freitas, não possuía nenhum mecanismo legal e constante para o acompanhamento e a fiscalização sobre o que e como se construía. Assim o núcleo urbano ia se estendendo, desorientado.
A partir da década de 70, com a construção da BR-101, e num movimento que já havia se iniciado alguns anos antes com pouca intensidade, a mata vai sendo derrubada e substituída por pastagens. Inicialmente, num processo mais lento, chegaram os criadores do interior baiano. Após a construção da rodovia, vieram principalmente os criadores mineiros e os madeireiros capixabas que, numa conjugação de interesses, intensificaram a tomada da mata. O núcleo então começa a ganhar força.
A chegada das serrarias foi decisiva no grande aumento do movimento na já dinâmica região e reforçou a tendência de expansão de todo o comércio.
O solo se mostrava adequado para a agricultura. A fase do “milagre brasileiro” promove a expansão do mercado consumidor no sul do país. As terras de Teixeira de Freitas passam a atrair migrantes agricultores e empresas cooperativas, sedentos de produção e lucro rápido.
O beneficiamento da madeira, a agricultura produtiva, um mercado comprador assegurado, o gado se reproduzindo nas pastagens e a rodovia abrindo as portas ao migrante ávido de oportunidades aceleram o crescimento do povoado, que estava ainda na dependência político-administrativa de Alcobaça e Caravelas.
Geografia
Clima
O clima de Teixeira de Freitas é considerado tropical (do tipo Am na classificação climática de Köppen-Geiger), com chuvas significativas na maioria dos meses e temperatura média anual de 24,3 °C. Agosto é o mês mais seco do ano, apresentando uma média de 58 mm e novembro é o mês de maior precipitação, com uma média de 136 mm. O mês mais quente do ano é Janeiro com uma temperatura média de 26,2 °C, enquanto Junho é o mais frio, apresentando uma temperatura média de 22,0 °C. A precipitação média anual é de 1099 mm.
Educação
Teixeira de Freitas é referência na educação regional, oferecendo cursos de ensino técnico e superior para a população local e de cidades próximas. O município possui um campus do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), o campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o campus X da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), dois campi da Faculdade do Sul da Bahia (FASB), um campus da Faculdade Pitágoras (Pitágoras), além de outras instituições de ensino técnico e superior.
Esporte
A Associação Atlética Teixeira de Freitas é o único clube de futebol profissional em atividade no município. A equipe foi fundada em 14 de janeiro de 1995. Depois de 15 anos inativo, o clube retornou ao futebol profissional em 2016, agora conhecido como Portela. Na temporada atual, a equipe disputa o Campeonato Baiano Série B e a Copa Governador do Estado.
A cidade abriga o estádio de futebol Tomatão, com capacidade para 2.493 torcedores. O estádio foi reinaugurado em 2013, após passar por reformas. No ano seguinte, recebeu partidas oficiais do Campeonato Baiano Série A, como sede do Serrano Sport Club. A equipe foi campeã da primeira fase do campeonato e se classificou para a Copa do Nordeste do ano seguinte.
O estádio Tomatão também sedia partidas do Campeonato Baiano Intermunicipal de Futebol, considerado o maior torneio de futebol amador do Brasil. Assim como no futebol profissional da Bahia, o torneio é organizado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF). O mandante dos jogos no estádio é o Teixeira de Freitas, equipe formada por uma seleção de jogadores de futebol da cidade.
Outra competição popular no município é o Campeonato de Interbairros, formado por equipes de futebol representantes dos bairros e distritos de Teixeira de Freitas. As partidas são disputadas em campos de futebol amador.
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