segunda-feira, 28 de julho de 2025

PEDRO II - PIAUÍ

Pedro II é um município brasileiro do estado do Piauí. É chamada de "Terra da Opala", bem assim de "Suíça Piauiense", por conta do seu clima serrano, frio, se comparado ao resto do estado, possuindo um grande potencial turístico, com as únicas minas de opala do Brasil, cachoeiras, um rico artesanato em tecelagem e o seu casario colonial, herança da colonização portuguesa. Todos os anos, entre os meses de maio e junho (no feriado de Corpus Christi), acontecem as edições do Festival de Inverno de Pedro II. 
História
Nasceu com a denominação de Pequizeiro, no final do século XVIII. Em 1839, o povoado sofreu um ataque do grupo Frecheira, pertencente ao movimento Balaio do município de Parnaíba. Eram 218 homens que causaram grande depredação e mortes. Vencidos pelo Major Joaquim Ribeiro, que comandava a força legal monarquista, no local Bebedouro, foram conduzidos a prisão em Piracuruca. 
Em seguida, fundado e emancipado por portugueses em 1854, século XIX. De acordo com a Lei Provincial nº 295, de 26 de agosto de 1851, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição dos Matões. Em 11 de Agosto de 1854, segundo a Lei nº 367 o povoado dos Matões foi elevado à categoria de Vila, com a denominação de Pedro II, em homenagem ao Imperador do Brasil. Com a Proclamação da República, a Vila voltou a ter o nome de Matões mas, pela Lei nº 641, de 13 de julho de 1911, já na categoria de cidade, foi restabelecida a denominação de Pedro II. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 04º25'29" sul e a uma longitude 41º27'31" oeste, estando a uma altitude de 603 metros. A cidade está localizada na Serra dos Matões, sendo privilegiada naturalmente com um clima ameno. A população de Pedro II, no Piauí, em 2022, de acordo com o censo do IBGE, era de 37.894 habitantes. 
Clima
Em Pedro II, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é abafada, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 35 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Pedro II e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,3 meses, de 1 de setembro a 10 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Pedro II é novembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,5 meses, de 8 de fevereiro a 25 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Pedro II é março, com a mínima de 21 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Economia
Pedro II é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 32 admissões formais e 42 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -10 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 houve registro de 14 novas empresas em Pedro II, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Cultura
Festival de Inverno de Pedro II

O Festival de Inverno de Pedro II é um evento anual gratuito realizado, desde 2004, no município de Pedro II (Piauí). 
Tem início, tradicionalmente, no feriado de Corpus Christi, indo até o domingo seguinte, e atrai milhares de turistas e visitantes de todo o país. 
O evento é realizado através de uma parceria da Prefeitura de Pedro II, do Governo do Estado do Piauí e do Sebrae. 
É considerado o maior evento cultural do Piauí e um dos maiores do Nordeste, envolvendo música, gastronomia, artesanato e meio ambiente, bem como considerado o maior festival de inverno gratuito do Norte e Nordeste do Brasil. 
O festival é um importante evento que valoriza a cultura, comércio e turismo locais durante quatro dias de festividades, fomentando a economia de Pedro II com a tradicional feira de artesanato, experiências gastronômicas, ecoturismo e a comercialização de joias com Opala, pedra preciosa encontrada apenas em Marte e em dois lugares da Terra: Pedro II e Austrália. 
Multissetorial, o festival conta, além das apresentações musicais, com espaços gastronômicos e de empreendedorismo, além de exposição fotográfica, feira da agricultura familiar, passeios urbanos pelos casarios coloniais, passeios rurais, trilhas, banhos de cachoeiras, espaço criança, intervenções artísticas e circenses, entre outras atrações. 
Há palcos em diferentes pontos da cidade, onde são apresentados shows ao vivo, durante o dia e a noite, por vezes de forma simultânea. Os shows principais ocorrem no Palco Opala, na Praça Manoel Nogueira Lima, popularmente conhecida como Praça da Bonelle. 
Na Praça Matriz há a Vila Empreendedora, com estandes para comercialização de variados produtos e serviços, e, no entorno da Praça da Bonelle, há a Vila Gastronômica. 
Durante o evento, o ponto turístico mais visitado é o Morro do Gritador, cânion a uma altura de 729 metros do nível do mar, com mirante que possui bar e restaurante. O local oferece vista privilegiada dos paredões de rocha e vegetação nativa, bem assim dos vales no horizonte, possuindo um clima serrano raro na região.
Memorial Tertuliano Brandão Filho
É um palacete construído nos anos inicias do século XX que tem acervos da família de Tertuliano Brandão e de Tertuliano Solon Brandão. A inauguração do memorial foi feita em 10 de março de 1987 pelo governador José Raimundo Bona Medeiros. 
É aberto à visitação pública e seu acervo é composto por 800 peças como mobiliários, documentos, indumentárias, comendas, correspondências e livros. 
Museu da Roça
O Museu da Roça de Pedro II era uma instituição particular que guardava e expunha diversidades de acervos sobre aspectos da cultura local. Está situado a cerca de 10 quilômetros da sede do município. Ocupa um casarão do século XIX e tem um acervo eclético que mostra a evolução social e os primórdios da mineração da cidade. Também possui um restaurante com piscina e redário. Abre aos sábados, domingos e feriados.

Biblioteca Municipal
Em Pedro II há a Biblioteca Municipal Padre Áureo. 
Turismo
Entre as belezas naturais, estão o Morro do Gritador, canion com cerca de 280 metros a uma altitude de 730 metros acima do nível do mar; a Cachoeira do Salto Liso, com suas águas frias e cristalinas com véu de água de cerca de 30m; o Olho d'água Buritizinho, entre outros. Os sítios arqueológicos (da Lapa) retratam a vida do homem pré-histórico nestas terras. Um conjunto arquitetônico em estilo barroco revela uma Pedro II histórica. O artesanato local, com sua tecelagem de redes e tapetes encanta os visitantes.
Mirante do Gritador
O Morro do Gritador é um cânion a uma altura de 729 metros do nível do mar, localizado na costa da Serra da Ibiapaba, especificamente na Serra dos Matões,
que oferece uma visão magnífica dos vales, divididos entre Pedro II e os municípios de Piracuruca, São João da Fronteira e Domingos Mourão. Diz-se que ao se atirar um chapéu em seu desfiladeiro, este mesmo voltará, pela força do vento. Fica a 14 quilômetros ao Norte da sede do município com acesso por estrada pavimentada e possui infraestrutura para recepção de turistas em períodos de festivais e festas na cidade.
O mirante, com bar e restaurante, oferece vista privilegiada dos paredões de rocha e vegetação nativa, bem assim dos vales no horizonte, possuindo um clima serrano raro na região. 
É, talvez, o ponto turístico mais visitado, especialmente durante as edições do Festival de Inverno de Pedro II. 
O Mirante também é palco do Desafio Serra dos Matões, evento de trail run com percursos nas comunidades localizadas na serra que lhe dá nome. 
Trilhas e Cachoeiras
Na cidade há inúmeras trilhas e estradas que são usadas para esportes como ralis, enduros e competições de corrida em meio a vegetações típicas da caatinga e do cerrado. Destacam-se, ainda, as suas diversas cachoeiras que, além do banho, são utilizadas para práticas como o rapel. 
As mais famosas são a Cachoeira do Salto Liso, com 26 metros de altura e água fria, e a Cachoeira do Urubu Rei, com cascata de 76 metros, sendo considerada a queda d'água mais alta do Piauí e a única cachoeira que não seca o ano inteiro. 
Sítios Arqueológicos
Pedro II possui mais de 200 painéis de sítios arqueológicos catalogados, sendo que quatro deles possuem estrutura para receber turistas: Serra do Quinto, Buriti Grande dos Aquiles, Torre 1 e Torre 2. As figuras de animais, homens e abstratas são resultado da ocupação humana de anos. É necessária a presença de guia.
 O sítio arqueológico mais conhecido é o Sítio Arqueológico da Torre, o qual contém painéis de inscrições rupestres, um rico bioma com áreas de cerrado e caatinga e espécies de plantas e animais dessas vegetações. 
Sítio Buritizinho
Estabelecimento privado onde há um engenho e uma casa de farinha, sendo possível acompanhar e participar da preparação dos produtos a partir da cana-de-açúcar (caldo, rapadura) e da mandioca (tapioca, farinha, goma).
Centro Histórico
No centro da cidade há casarios coloniais, em estilo português, que revelam o ar interiorano e a história por trás da colonização. O Centro do município tem imóveis seculares com inspiração portuguesa, e também, casarões que relembram o apogeu econômico da primeira metade do século XX. Entre eles, destacam-se o Memorial Tertuliano Brandão Filho, que guarda um acervo de imagens e documentos da cidade; a Junta Comercial, que hoje abriga centros de lapidações de opala; o Solar da Estrela Marrom, que foi a casa do coronel Domingos Mourão Filho, bombardeado por ordem do governo federal; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição que substituiu a capela em homenagem à mesma santa trazida por portugueses no século XVIII; o Mercado do Artesão; entre outras.
Artesanato
O artesanato em fios de algodão é uma tradição em Pedro II desde, de pelo menos, o século XIX. Segundo a história oral, tudo começou com as três irmãs Severa, Honorina e Mariana que introduziram os teares de grade na localidade e depois disseminaram as técnicas de confecção de redes, o produto mais conhecido. Hoje em dia são produzidos também, colchas, bolsas, jogos americanos, entre outros objetos.
Rota da Opala
É possível fazer roteiro que contempla todas as etapas relativas à opala, desde a sua extração nas minas até as oficinas de lapidação e ourivesaria. 
A Mina do Boi Morto é a maior mina de opala a céu aberto do mundo e a mais importante do Brasil. 
Também é possível fazer um roteiro que contempla toda a cadeia produtiva da opala, desde as suas minas, sendo que a mais conhecida é a do Boi Morto, uma das maiores do mundo em céu aberto, até as oficinas de lapidação e ourivesaria.
Turismo Rural
Famílias da zona rural também recebem turistas que querem vivenciar as experiências do campo como plantar, colher e cuidar de animais.
Capela da Marialves
Uma menina que morreu de fome e de sede é considerada santa por muitas pessoas. Diz-se que há muitos anos, uma família saiu do Ceará fugindo da seca e foi perdendo seus membros no caminho, restando apenas a garota Maria Alves, de 14 anos, que morreu à sombra de uma árvore em Pedro II. Desde então, a garota possui vários devotos que ergueram uma capela em sua homenagem.
Ecoturismo e esportes
Pedro II tem várias trilhas e estradas vicinais que são usadas para esportes como ralis, enduros e competições de corrida em meio à vegetação de cerrado, caatinga e mata atlântica. Há ainda diversas cachoeiras que, além do banho, são utilizadas para práticas como o rapel. Entre elas, se destacam a Cachoeira do Salto Liso, com 26 metros de altura e com água fria – visitável de fevereiro a julho; e a Cachoeira do Urubu Rei, com difícil acesso e cascata de 76 metros.
Referência para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela 

sábado, 26 de julho de 2025

IGARAPÉ-AÇU - PARÁ

Igarapé-Açu é um município do estado do Pará, no Brasil. Localiza-se à latitude 01º07'44" sul e à longitude 47º37'12" oeste, estando a uma altitude de 50 metros. Sua população estimada em 2022, segundo censo do IBGE, era de 35.797 habitantes. 
História
O povoamento inicial da localidade se deu a partir do ano de 1895, com a instalação do Núcleo Agrícola Jambú-Açú. Anteriormente, somente residiam indígenas às margens dos rios Jambú-assú, Maracanã, Peixe-Boi e em seus afluentes e à margem do Rio Caripi, onde também vivia uma colônia espanhola. Com a construção da Estrada de Ferro de Bragança em 1896, a então localidade de Igarapé-Açu começaria a se desenvolver, graças ao escoamento agrícola realizado na região em direção aos portos fluviais da capital paraense Belém, da qual era distrito. 
Após apresentar condições de capacidades para vida política e autonomia administrativa, o distrito se emancipou de Belém no dia 26 de outubro de 1906, sendo elevado à categoria de município pela Lei nº 95 e sendo instalado no dia 1º de janeiro de 1907, durante o governo de Augusto Montenegro. 
A origem da cidade de Igarapé-Açu foi o núcleo colonial Jambu-Açu, fundado em 1895, no km-118, da Estrada de Ferro de Bragança. O núcleo de Jambu-Açu foi criado a partir da política do governo estadual, que era de colonizar toda a Região Bragantina. A Estrada de Ferro de Bragança desempenhou um papel fundamental dentro dessa política de colonização, uma vez que promovia o escoamento dos produtos da Região Bragantina para Belém. E em Jambu-Açu estabeleceram-se algumas famílias, principalmente espanholas. Posteriormente, através da Lei Estadual nº 902, de 5 de novembro de 1903, o povoado de Igarapé-Açu foi criado, durante o governo de Augusto Montenegro. Em 1906, mediante a promulgação da Lei nº 985, de 26 de outubro, o município de Igarapé-Açu foi instituído, com sede no antigo núcleo de Jambu-Açu. Sua criação foi em decorrência da extinção do município de Santarém Novo, que decaíra completamente. Não podendo o seu território ser anexado aos municípios vizinhos sob o perigo de decadência dos mesmos, segundo Palma Muniz, o Congresso do Estado achou por bem criar uma outra unidade municipal denominada de Igarapé-Açu, tirando parte do território de Belém e parte do antigo município de Santarém Novo.
Para dar organização ao Município de Igarapé-Açu foi nomeada uma Comissão cuja presidência foi exercida por Ângelo Cesarino Valente Doce, o mesmo que, ao cumprir as suas atribuições iniciais em 1907, foi eleito como Intendente do recém-criado Município. No ano de 1931, o nome do município foi modificado, passando a ser denominado de João Pessoa, por força do Decreto Estadual nº 264, de 4 de abril, constituindo esse ato uma homenagem do Estado do Pará ao grande vulto da Revolução de 1930. Decorrido um ano dessa alteração de nome, no dia 25 de janeiro de 1932 o então interventor federal do Estado elevou à categoria de cidade a Vila do município de Igarapé-Açu, mediante a promulgação do Decreto nº 595, o mesmo que criou a Comarca de João Pessoa. O próprio interventor federal, reconhecendo as exigências impostas pelo uso, assim como as reclamações dos habitantes do lugar, promulgou mais um Decreto, desta vez o de nº 2.972, de 31 de março de 1938, através do qual ficou restaurada a denominação oficial de Igarapé-Açu em vez de João Pessoa. O patrimônio territorial do município de Igarapé-Açu sofreu algumas transformações desde o ano de 1938. Por determinação do Decreto-Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, o seu distrito de Igarapé-Açu incorporou o de São Jorge de Jabuti, que pertencia ao distrito de Peixe-Boi. Em compensação, para Peixe-Boi o município de Igarapé-Açu perdeu a área de Taciateua. Essas transformações configuraram o seu patrimônio territorial com cinco distritos: Igarapé-Açu, Nova Timboteua, Peixe-Boi, São Luiz e Timboteua, aparecendo desta maneira na divisão político-administrativa do Estado do Pará que vigorou no quinquênio 1939-1943. Mais tarde, entretanto, o Município de Igarapé-Açu perdeu os distritos de Nova Timboteua, Timboteua e Peixe-Boi, que, por força do Decreto-Lei nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, passaram a constituir o município de Nova Timboteua. Desta forma, Igarapé-Açu ficou unicamente com dois distritos: Igarapé-Açu e Caripi. Em 1955 houve ainda um novo desmembramento de seu território, com o propósito de permitir o surgimento do município de Santa Maria do Pará, mas a Lei nº 1.127, de 11 de março desse mesmo ano, através da qual se pretendia efetivar o ato que foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em 4 de outubro de 1955, tendo o Governador do Estado do Pará, por sua vez, tornado insubsistente o desmembramento no dia 26 de janeiro de 1956. A persistência dos mentores da Lei nº 1.127 levou o Estado do Pará, desta vez, somente no ano de 1961, a conceder o desmembramento de Igarapé-Açu para concretizar o surgimento do município de Santa Maria do Pará. O nome do município de Igarapé-Açu corresponde à denominação do subafluente do Rio Marapanim, que banha o distrito sede do município e que em língua Nheegatu significa "grande caminho das canoas". Na atualidade, o Município conta com dois distritos: Igarapé-Açu (sede) e Caripi.
Topônimo
"Igarapé-Açu" é um termo de origem tupi que significa "caminho de canoa grande", através da junção de igara (canoa), pé (caminho) e açu (grande). Igarapé grande. 
Clima
Em Igarapé Açu, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 32 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 34 °C. 
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Igarapé Açu e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao início de novembro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 20 de maio a 18 de agosto, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Igarapé Açu é junho, com a máxima de 32 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 29 de janeiro a 11 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Igarapé Açu é fevereiro, com a mínima de 23 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Economia
Igarapé-Açu é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 85 admissões formais e 62 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 23 novos trabalhadores.
Considerado um centro local de baixa influência nos municípios vizinhos, o município de Igarapé-Açu fica perto da cidade de Castanhal, Pará. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
Pontos Turísticos
Igarapé-Açu é um local perfeito para turismo e para se viver com tranquilidade, pois a cidade é conhecida como "cidade de todos". Os principais pontos turísticos são:
- Mercado Velho: O mercado municipal da cidade de Igarapé-Açu, que hoje atua como Museu. 
- Samaumera: A maior árvore da cidade que um ótimo ponto para turistas. 
- Balneário São Joaquim: Também conhecido como Eco-Park São Joaquim, é o lugar perfeito para passar o domingo. 
- Lagoa Azul: Uma lagoa ou lago com água de cor completamente azul. 
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela ; Blog Igarapé-Açú Noticias .

sexta-feira, 25 de julho de 2025

JAÍBA - MINAS GERAIS

Jaíba é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2022, pelo IBGE, era de 37.660 habitantes. 
O município é limitado a norte com Matias Cardoso e Gameleiras, a oeste com Itacarambi, a leste com Pai Pedro e a sul com Varzelândia, Verdelândia e Janaúba. O ponto mais alto do município é de 470 metros, na região central da cidade. 
História
A região onde hoje se assenta o município era chamada de Mata do Jaíba. A Colônia, ou o projeto de Colonização, teve seu início em 1949, quando ocorreram os primeiros assentamentos de colonos na região de Gado Bravo, na margem esquerda do Rio Verde Grande. Nessa ocasião foi lançado o Projeto Jaíba, projeto de irrigação, localizado no município de Jaíba, com água captada do Rio São Francisco, em sua margem direita. No período de 1967 a 1976 houve grande avanço nas atividades econômicas do Projeto, que ocasionou o surgimento do Povoado de Novo Horizonte, na margem direita do Rio Verde Grande, município de Monte Azul. O povoado cresceu rapidamente e foi transformado em distrito, através da Lei nº 6.769, de 13 de maio de 1976, com o nome de Otinolândia. Em setembro de 1991 foi criado o Distrito de Jaibênia. Em 20 de janeiro de 1992, a Lei Estadual nº 10.784 trouxe a emancipação do município, sendo que, partindo da margem direita do Rio Verde até a Vila de Otinolândia, desmembrou uma parte de Monte Azul e da margem esquerda até a Vila Jaibênia, a área deixou de pertencer a Manga.
O município foi criado pela Lei Estadual nº 10.784, de 27 de abril de 1992. 
Geografia
Clima

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1976 a 1984, 1986 a 1988 e a partir de 1990, a menor temperatura registrada em Jaíba, no distrito de Mocambinho, foi de 9°C em 20 de junho de 1988 e a maior atingiu 41,5°C em 13 de novembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 132,9 milímetros (mm) em 26 de novembro de 2007. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 105,7 mm em 27 de março de 1981, 104,7 mm em 27 de outubro de 2009, 104,2 mm em 11 de março de 1994, 103,9 mm em 5 de fevereiro de 2007 e 103,2 mm em 16 de janeiro de 2002.
Economia
Jaíba é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. O desempenho econômico e o baixo potencial de consumo são os pontos de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 377 admissões formais e 434 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -57 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 houve registro de 14 novas empresas em Jaíba, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 8 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Referências para o texto: Wikipedia ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

quinta-feira, 24 de julho de 2025

BOM JARDIM - MARANHÃO

Bom Jardim é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se à latitude 04°44'30" sul, à longitude 44°21'00" oeste, e à altitude de 40 metros. 
Sua população é de 33.100 habitantes segundo estimativa do IBGE para 2022. Possui área de 6.590,531 km² e densidade demográfica de 6,3 hab/km². Localizada às margens da BR-316, que a liga ao estado do Pará. 
História
No princípio, Bom Jardim era pertencente a Monção, onde só vinham caçadores residentes em águas boas que caçavam, pescavam e retornavam. Porém, chegou um disposto a ficar: o Sr. José Pedro Vasconcelos. 
O local até então era uma verdadeira floresta, com mata fechada, e a existência de uma rica fauna e flora. Os animais existentes eram: onças, veados, pebas, tatus, porcos caititus, pacas etc. 
José Pedro Vasconcelos faleceu em 2 de outubro de 2002, na cidade de Rio Preto da Eva, Amazonas. 
A região foi penetrada pela primeira vez, nos meados do século XIX, pelo bandeirante Manoel Perdigão, quando foi descoberto ouro, por um de seus escravos, no local denominado Buriti, à margem direita do Ribeirão Macacos. 
Em 1912, fixou-se na região a família Felizardo, formando a fazenda Bom Jardim, nome decorrente da beleza dos campos, do ribeirão próximo, em cujas terras originou-se a povoação. 
Em 1914, visando defender-se dos ataques dos índios Bororós que ali viviam, a família fundadora construiu uma capela de pau-a-pique, consagrada a São João, livrando¬se, pela fé, da perseguição selvagem. Nesse mesmo ano D. Ana Rufino de faria, da referida família, doou parte das terras da fazenda a São João Batista para a construção do patrimônio. 
Para o desenvolvimento do povoado de Bom Jardim, os fundadores contaram com a valiosa cooperação de Manoel Cordeiro de Faria, profundo conhecedor dos costumes indígenas e com Joaquim Carlos de Almeida Garcia, mais tarde escrivão, procurador e conselheiro, conceituado com o patriarca da cidade. 
Em 1924, Bom Jardim foi elevado à distrito do Município de Rio Bonito, atual Caiapônia, passando a pertencer a Baliza a partir de 1928.
Pelo Decreto-Lei nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o distrito passou a denominar-se Ibotim, de origem desconhecida. 
Sua autonomia municipal foi concedida pela Lei Estadual nº A-17, de 18 de agosto de 1953, com o novo topônimo de Bom Jardim de Goiás, lembrando a fazenda e o ribeirão de onde originou-se e distinguindo-se de topônimos idênticos. 
Formação Administrativa 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Rio Bonito o distrito de Bom Jardim. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito permanece no município de Rio Bonito.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 91, de 27 de outubro de 1936, alterado em seus limites, Pelo Decreto-Lei Estadual nº 5.911, de 11 de julho de 1942, o distrito de Bom Jardim deixa de pertencer ao município de Rio Bonito para ser anexado ao novo município de Baliza. 
Pelo decreto-lei estadual nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Bom Jardim passou a denominar-se Ibotim. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Ibotim figura no município de Baliza. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Bom Jardim de Goiás, pela Lei Estadual nº 813, de 14 de outubro de 1953, desmembrado de Baliza. Sede no atual distrito de Bom Jardim de Goiás ex-Bom Jardim. Constituído do distrito Sede. Instalado em 1º de janeiro de 1954. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede,
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Alteração Toponímica Distrital 
Bom Jardim para Ibotim alterado, pelo Decreto-Lei Estadual nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943. Ibotim para Bom Jardim de Goiás, alterado, pela Lei Estadual nº 813, de 14 de outubro de 1953.
Gentílico: bom-jardinense.
Geografia
Localizando-se na microrregião do Vale do Pindaré, faz limites com os municípios de Monção, Açailândia, Tufilândia, Pindaré Mirim, São João do Caru, Governador Newton Bello, Alto Alegre do Pindaré, Buriticupu, Bom Jesus das Selvas, Zé Doca, Centro Novo do Maranhão e Itinga do Maranhão. O município tem 6.590,48 km³ de área territorial. A área urbana corresponde a 113 km². A referida área detém 35% da população total, sendo que 65% da população se concentra na zona rural. A densidade demográfica do município em 2016 é de 6,2 habitantes por km². 
A distância de Bom Jardim a São Luís é de 275 km. 
Hidrografia
Os principais rios que formam a hidrografia do município são: rio Pindaré, Caru, rio Azul ou Poranguetê, rio Ubim, os dois últimos são braços do rio Pindaré, na região da Miril. Existe também os igarapés Água Preta, Limoeiro, Crumaçu, Arvoredo, Galego e Turizinho. O rio Pindaré, nome que significa anzol pequeno, nasce ao leste da Serra da Cinta e desemboca no rio Mearim, após um curso de 750 km de extensão. É um rio caudaloso, extenso, navegável e rico em peixes. 
Vegetação
A vegetação ou plantas nativas do município é formada de cocais e matas (árvores grossas e capoeira). As madeiras nativas no município (atualmente escasseando) são: pau-d'arco, maçaranduba, pequi, jatobá, mirindiba e cedros, ressaltando também os capins Jaraguá e canarana. Árvores frutíferas mais predominantes são os mangueirais.
Clima
Em Bom Jardim, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 35 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Bom Jardim e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 2,1 meses, de 15 de agosto a 17 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Bom Jardim é setembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,0 meses, de 18 de dezembro a 18 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Bom Jardim é fevereiro, com a mínima de 21 °C e máxima de 29 °C, em média. 
A temperatura média é de 30º e o clima é quente e úmido como da Amazônia Equatorial. Índice de chuvas por ano: 2000 a 2200 mm anuais. Período chuvoso: janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho. Período seco: julho a dezembro. 
Economia
Atualmente, destaca-se na produção agrícola: arroz, milho, feijão, cana-de-açúcar, mandioca, soja. Sendo os principais frutos: banana, laranja, abacaxi e melancia. O produto número um na produção municipal foi e continua sendo o arroz. Bom Jardim já foi um dos maiores produtores e exportadores de arroz do Maranhão.
A agricultura é explorada, em grande parte, por pequenos produtores rurais. Sabe-se que economicamente, a agricultura é muito importante para o desenvolvimento do município, mas esta não apresenta ultimamente bons índices de produtividade. A estrutura agrária põe em evidência o latifúndio, onde se percebe, que a maior parte das terras são ocupadas por latifundiários. 
A pecuária é uma das atividades de destaque no município de Bom Jardim. Predomina a criação de bovinos, suínos, cabras e aves. A atividade pecuária contribui em maior escala para a economia municipal: 56,4%.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

quarta-feira, 23 de julho de 2025

AFOGADOS DA INGAZEIRA - PERNAMBUCO

Afogados da Ingazeira é um município brasileiro localizado na microrregião do Pajeú, estado de Pernambuco. Destaca-se por ser o segundo principal centro comercial do Vale do Pajeú e por ser sede de diversos órgãos públicos como a Gerência Regional de Educação, a Gerência Regional de Saúde, o 23º Batalhão de Polícia, o TG 07-020 sétima região, o Sassepe, o Hospital Regional, a 24º Ciretran Especial, ARE Secretária da Fazenda-PE, Unidade Avançada Corpo de Bombeiros, CREAS regional, Área Integrada de Segurança, além de outros, Possuindo instituições de nível superior e abrigando a Diocese de Afogados da Ingazeira, única diocese de sua microrregião. É a única cidade pernambucana com menos de 50.000 habitantes classificada pelo IBGE como Centro Subregional B, devido sua rede de influência.[6] Possui o terceiro maior IDH da região, somente atrás de Triunfo e Serra Talhada, e está situado a 386 km de distância da capital, Recife. 
Administrativamente, o município é formado pelo distrito sede e pelos povoados de Carapuça e Queimada Grande. Em 2022, de acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sua população era de 40.241 habitantes, sendo o 2º município mais populoso da Microrregião do Pajeú. 
História
A cidade de Afogados da Ingazeira teve origem em uma antiga fazenda de criação pertencente a Manuel Francisco da Silva. O desenvolvimento da cidade data de 1870, época em que a edificação de casas cresceu. A origem do nome explica-se com a seguinte história: em tempos distantes, um casal de viajantes tentando atravessar o Rio Pajeú, em época de enchente, foi levado pela correnteza e desapareceu. Somente dias depois os cadáveres foram encontrados. Como o município era distrito da cidade de Ingazeira e já existia uma comunidade, no Recife, chamada "Afogados", terminou incorporando o nome de Ingazeira ao seu nome. Daí o nome Afogados da Ingazeira. Também há quem diga que o casal foi encontrado embaixo de um pé de árvore ingazeira. A cidade tornou-se conhecida no cenário nacional, por ser onde nasceu Antônio Silvino, um dos principais líder de cangaço no nordeste, anterior a Lampião (cangaceiro). 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 07º45'03" sul e a uma longitude 37º38'21" oeste no vale pernambucano do Pajeú, no nordeste brasileiro, estando a uma altitude de 525 metros. 
Limites
- Norte: Solidão
- Sul: Carnaíba
- Oeste: Carnaíba
- Leste: Tabira e Iguaracy
Relevo
O município está inserido numa unidade geoambiental denominada "Planalto da Borborema". Seu relevo é suave ondulado. 
Vegetação
A vegetação é composta por caatinga hiperxerófila. 
Hidrografia
O município está localizado na bacia do Rio Pajeú. 
Clima
O clima é do tipo semiárido, com precipitação pluviométrica média de 906 mm; temperatura média anual de 23 °C, tendo os meses chuvosos em janeiro a maio.
Divisão distrital e povoados
- Distrito: Sede.
- Povoados: Queimada Grande, Carapuça, Varzinha, Nova Brasília, Alto Vermelho e São João Novo.
Economia
A cidade caracteriza-se como sendo polo do Sertão do Pajeú. Sendo uma das cidades mais prósperas na área de serviços, comércio e lazer da região. Sua economia historicamente sempre teve como base a pecuária de corte (bovinocultura e caprinocultura) e a pequena agricultura, com o cultivo de milho, mandioca e frutas. Além disso, ganhou destaque a avicultura, introduzida no município. A cidade tem um forte comércio nos setores automobilístico, vestuários, materiais de construção, 5 bancos, e distribuidoras que abastecem cidades vizinhas com o cultivo de milho, mandioca e frutas. Além disso, ganhou destaque a avicultura, introduzida no município. A cidade tem um forte comércio nos setores automobilístico, vestuários, materiais de construção, 5 bancos, e distribuidoras que abastecem cidades vizinhas.
Turismo
O que caracteriza Afogados da Ingazeira são suas belezas naturais, as ricas manifestações da cultura popular presentes no município e um movimentado calendário de festas de rua. No artesanato, destacam-se as coloridas bonecas de pano, de várias formas e tamanhos. Praças, entre elas a de alimentação no centro. Uma grande variedade gastronômica, conta com diferentes bares, churrascarias, hotéis, e clubes aquáticos. Possui terminal rodoviário, aeródromo e uma ótima organização urbana. Destacam-se em seu turismo: Serra do Giz, com várias inscrições rupestres; Represa Barragem de Brotas; O Cine teatro São José, um dos poucos cinemas do interior; Museu do Rádio.
Cultura e eventos
- Afogarêta - Carnaval fora de época acontece no mês de Janeiro com atrações a nível regional e nacional.
- Afofest - Forró estilizado e Axé, que acontece no mês de novembro com atrações regionais e nacionais.
- Encontro de Motociclistas - Acontece no mês de janeiro e atrai motociclistas de todo o território nacional.
- Aforock - Evento com bandas de rock da cidade e região.
- Encontro de Bandas Marciais e Fanfarras de Afogados da Ingazeira.
- Marching Band Colégio Normal Estadual.
- Carnaval.
- Balé Popular de Afogados da Ingazeira.
- Junina Sanfonar - representa a Região do Pajeú em grandes concursos Juninos.
- Grupo de Reizado do Sítio São João.
- Jogos Escolares - Fase regional
- Coco de Roda Negras e Negros do Leitão da Carapuça (remanescentes de quilombos).
- Festival Regional da Sanfona - Fersan.
- Encenação da Paixão de Cristo.
- Expoagro e Aniversário da Cidade - Acontece no final de Junho e início de Julho com atrações a nível nacional e exposição de máquinas e animais do campo.
- Tabaqueiros - figuras mascaradas tradicionais do Carnaval.
- Vivência dos ciclos junino e natalino - Decorações da Cidade, cantata natalina e alguns festejos.
- Missa e desfile dos vaqueiros.
- Trilhas Ecológicas (Grupos de Motociclistas e Jipeiros).
- Festa do Caju.
- Escrituras rupestres na Serra do Giz.
- Tradicional Festa de Nossa Senhora de Fátima do Povoado Alto Vermelho (Mês de outubro).
- Encontro Afogadense de Mountain Bike - realizado desde 2015 no mês de maio, é um dos maiores encontros de ciclistas do estado e do Nordeste.
Esporte
A cidade de Afogados da Ingazeira possui um clube na primeira divisão do Campeonato Pernambucano de Futebol, o Afogados da Ingazeira Futebol Clube que joga de mandante no Estádio Valdemar Viana de Araújo. 
Educação
- AEDAI-FASP - A Autarquia Educacional de Afogados da Ingazeira e Faculdade do Sertão do Pajeú (AEDAI-FASP) é uma das únicas instituições de ensino superior da região do sertão do Pajeú atendendo boa parte da necessidade de corpo docente dos 17 municípios da região, a FASP (Faculdade do Sertão do Pajeú) oferece as seguintes cursos: Direito; Letras; Matemática; História e Pedagogia.
- IFPE - Campus Afogados da Ingazeira - O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - Campus Afogados da Ingazeira foi inaugurado em agosto de 2010 sendo uma das poucas instituições de ensino técnico da região, oferece dois cursos técnicos na modalidade integrado, na qual o estudante cursa o ensino médio integrado ao curso técnico e três cursos na modalidade subsequente, na qual o estudante que já concluiu o ensino médio cursa apenas o curso técnico, sendo eles: Saneamento (Integrado e Subsequente); Informática (Integrado); Agroindústria (Subsequente); Eletroeletrônica (Subsequente); Engenharia Civil (Superior) e Licenciatura em Informática (Superior).
- UNIP - Polo Afogados da Ingazeira - A cidade conta com um polo da Universidade Paulista (UNIP) oferecendo inúmeros cursos de forma EAD e graduação em educação física e Enfermagem de forma presencial. 
- Cruzeiro do Sul Virtual - Polo Afogados da Ingazeira- O polo EAD da Universidade Cruzeiro do Sul oferece inúmeros cursos 100% on-line e semipresenciais, contando com laboratórios para graduandos em Nutrição por exemplo. 
- CNA - O polo do CNA Idiomas oferta o ensino de línguas estrangeiras inglês e espanhol. 
- Estácio - Polo Afogados da Ingazeira - A Universidade Estácio de Sá possui um polo EAD na cidade ofertando uma variada gama de cursos de graduação, pós-graduação e extensão.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 22 de julho de 2025

AFUÁ - PARÁ

Afuá é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Marajó, localizado no norte brasileiro, a uma latitude 00º09'24" sul e longitude 50º23'12" oeste, no delta do rio Amazonas. 
É conhecida como a "Veneza da Ilha de Marajó", por ter diversos canais e palafitas no fim do século XIX, sendo formada em grande parte por uma população rural. 
História
O atual município de Afuá, situado na extremidade norte ocidental da Ilha de Marajó, teve início por volta de 1845, quando Micaela Arcanja Ferreira ali estabeleceu-se, ocupando uma posse de terras, a que denominou Santo Antônio. 
Por ser a localidade apropriada para um porto e ponto de paragem de trânsito do estuário amazônico, em 1869, já existia ao redor do sítio, um núcleo populacional formado de diversas barracas. 
Em 1870, Micaela doou terras para a formação da capela, que vai do igarapé divisa no Rio Marajó, desce pelo Rio Afuá, até o Igarapé Jaranduba, no Rio Cajuuna. Com essa iniciativa, Mariano Cândido de Almeida, juntamente com outros moradores locais iniciou a construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Afuá, concluindo-a em 1871. 
Em virtude da facilidade de aquisição de lotes de terras, o povoado então formado logo se desenvolveu e se elevou à freguesia, em 1874, a qual foi extinta por duas vezes, até que em 1889, readquiriu sua condição.
Formação administrativa 
Distrito criado com a denominação de Afuá, pela Lei Provincial nº 811, de 14 de abril de 1874, subordinado ao município de Chaves. 
Com a proclamação da República, no ano de 1890, Afuá obteve obtém a autonomia política ao ser elevada à categoria de município e vila por meio do Decreto Estadual nº 170, de 02 de agosto de 1890, ao ter seu território desmembrado de Chaves. O município da Vila de Afuá é instalado em 20 de agosto de 1890. 
Afuá é elevada à categoria de cidade pela Lei Estadual nº 403, de 02 de maio de 1896. 
Pela Lei Municipal nº 21, de 05 de setembro de 1898, são criados os distritos de Charapucu, Cajari, Cajuúna, Jurupari, Santa luzia e Trovão e anexado ao município de Afuá. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 6 distritos: Afuá, Charapucu, Cajari, Cajuúna, Jurupari, Santa Luzia e Trovão. 
Nos quadros de apuração do recenseamento de 19 de setembro de 1920, o município é constituído do distrito sede, sendo que os distritos passaram a pertencer ao distrito sede de Afuá com zona administrativa. 
Pelo Decreto Estadual nº 6, de 04 de novembro de 1930, adquiriu o território do extinto município de Anajás. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Afuá e Anajás. 
A Lei Estadual nº 8, de 31 de outubro de 1935, menciona todos os nomes dos municípios do Pará, figurando entre eles o município de Afuá. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 7 distritos: Afuá, Anajás Cajuúna, Corredor, Furu do Breu, Santa Julia e Trovão. 
Pelo Decreto Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, desmembra do município de Afuá o distrito de Anajás e as zonas administrativa de Furu do Breu e Trovão. Para formar novamente o município de Anajás. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído do distrito sede. Composto de Afuá, Cajuúna, Corredor e Santa Julia. Pela Lei Estadual nº 158, de 31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Vila Baturité ex-povoado e anexado ao município de Afuá. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Afuá e Vila Baturité. Pela Lei Estadual nº 1.127, de 11 de março de 1955, extingui o distrito de Vila Baturité, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Afuá. Pelo Acordão do Superior Tribunal Federal, de 04 de outubro de 1955, o distrito de Vila Baturité teve sua extinção anulada. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Afuá e Vila Baturité. Pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, o distrito de Vila Baturité é extinto, sendo seu território anexado ao município de Afuá. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Geografia
Localiza-se no arquipélago do Marajó à uma latitude 00º09'24" sul e à uma longitude 50º23'12" oeste, com altitude de 8 metros. De acordo com o censo populacional de 2022, do IBGE, sua população era de 37.765 habitantes, distribuídos em uma área de 8 338,438 km². Por sua proximidade com a Capital Amapaense (cerca de 90km), sofre influência direta do Estado do Amapá, ficando a quatro horas de viagem por meio de barco e duas horas de viagem se a viagem for realizada com as lanchas rápidas de até 200 passageiros. 
O município possui vegetação costeira, típica da região do delta do rio Amazonas, com predominância de várzeas e igapós. Existe o Parque Estadual Charapucu, uma unidade de conservação estadual que abrange cerca de 65 mil hectares de ambiente natural preservado.[5] 
A cidade de Afuá não se confunde com o município, muito maior territorialmente - define-se como uma cidade ribeirinha, conforme a proposição de Trindade Jr. e Maria Gorete Tavares, em "Cidades ribeirinhas: mudanças e permanências". Enquanto tal, apresenta as seguintes características: está situado às margens de rios (Rio Cajuuna, Afuá e Marajozinho); possui origem tradicional, nasceu ao redor da igreja católica de N. Sr.ª da Conceição, através de terras doadas por Micaela Ferreira, no final do século XIX; é local, isto é, possui forte vínculo com os rios (através da pesca, do lazer, do uso como via para o meio de transporte), com as localidades próximas, em contraposição às cidades verticais, as cidades empresas, que nascem para atender demandas externas, e era pequena, até os anos 2000 quando possuía em torno de 10 mil habitantes (urbanos).
É localmente definida como "Veneza Marajoara" ou "Veneza Amazonense", pois a cidade se levanta sobre as águas, pouco a pouco sobre o terreno de várzea, criando uma formosa obra em palafitas. Devido a essa característica, é proibida a circulação de automóveis na cidade, o que a torna prazerosa e bela. 
No entanto, devido às políticas locais, desde a década de 1990 o município vive forte êxodo rural, o que provocou um processo descontrolado de ocupação irregular da cidade. 
Clima
Em Afuá, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 35 °C. 
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Afuá e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 29 de julho a 28 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Afuá é setembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,1 meses, de 11 de janeiro a 15 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Afuá é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Economia
Afuá é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. O baixo potencial de consumo e a baixa regularidade das vendas no ano são os pontos de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 9 admissões formais e 5 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 4 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 não houve registro de novas empresas em Afuá. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 21 de julho de 2025

PEDREIRAS - MARANHÃO

Pedreiras é um município brasileiro do estado do Maranhão. É a cidade polo da Região de Planejamento do Médio Mearim, possuindo uma área de 534,514 km² e uma população, conforme censo do IBGE de 2022, de 37.050 habitantes.
História
O território de Pedreiras já era habitado pelos cidadãos Coronel Joaquim Pinto Saldanha, João Emiliano da Luz e José Carlos de Almeida Saldanha, no local onde hoje está situada a cidade, fixaram suas residências. Fizeram-se acompanhar por nacionais e escravos e exerciam suas atividades comerciais e industriais agrícola. Atendendo ao desenvolvimento em geral, passou a localidade a denominar-se Povoação.
Atribui-se que o nome de Pedreiras é oriundo do grande bloco de pedras existentes na margem esquerda do Rio Mearim, distante da cidade aproximadamente três quilômetros. O aludido bloco é tido como objeto de turismo, pois a ele ocorrem muitas pessoas, especialmente estudantes, na época das férias, onde costumam realizar piqueniques e folguedos.
O Gentílico de quem nasce em Pedreiras é pedreirense.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila e distrito com a denominação de Pedreiras, pela Lei Provincial nº 1453, de 04 de março de 1889, desmembrado de São Luiz Gonzaga. Sede na atual vila de Pedreiras. Instalado em 19 de abril de 1890.
Pela Lei Municipal nº 15, de 06 de janeiro de 1896, é criado o distrito de Pau d`Arco e anexado a vila de Pedreiras.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Pedreira e Pau d`Arco.
Pela Lei Estadual nº 947, de 27 de abril de 1920, a vila de Pedreiras é elevado à condição de cidade.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído do distrito sede. Não figurando o distrito de Pau d`Arco. Por ter sido criado e não instalado.
Assim permanecendo em divisões territoriais datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pela Lei Estadual nº 269, de 31 de dezembro de 1948, são criados os distritos de Igarapé Grande, Marianópolis e Olho d`Água Grande e anexado ao município de Pedreiras.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Pedreiras, Igarapé Grande, Marianópolis e Olho d`Água Grande.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960.
Pela Lei Estadual nº 2.179, de 30 de dezembro de 1961, desmembra do município de Pedreiras o distrito de Olho d`Água. Para formar o novo município de Santo Antônio dos Lopes.
Pela Lei Estadual nº 2.184, de 30 de dezembro de 1961, desmembra do município de Pedreiras o distrito de Igarapé Grande. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Pedreira e Marianópolis.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
A lenda da pedra grande
Esta história é mais uma das muitas e muitas histórias misteriosas da cidade de Pedreiras do Maranhão. Pedra grande, quem não conhece em Pedreiras? Todos sabem que ela é muito misteriosa. Pedra grande é um enorme bloco de pedras localizado no povoado do Transwal em Pedreiras. Dizem os mais velhos que debaixo da pedra grande se esconde uma enorme serpente encantada, tendo a cabeça na pedra o corpo no rio Mearim, e o rabo debaixo da igreja de São Benedito. Fato curioso é que esta igreja quando foi construída, ficava de costas para o rio Mearim e pra direção da pedra, a população conta que o rabo da terrível serpente balançou e a igreja caiu. Depois fizeram ela defronte para o rio e até hoje ela está de pé. Muito intrigante. Dizem os moradores da localidade do Transwal que a pedra é encantada, ela fica numa estrada que existe um cemitério dos dois lados, alguns contam que já viram várias coisas inexplicáveis por lá. Existe um relato de um moço que sempre na madrugada passava por esta estrada para buscar água no rio, ia e voltava todas as madrugadas. Quando numa madrugada ele estava passando próximo a pedra e viu algo bem no pezinho da pedra, mas o intrigante era que ele viu um cajado do tipo daqueles reis, todo cheio de brilhantes, mas não via o fim do cajado, quando ele puxou o cajado algo atrás da pedra puxou com mais força...ele saiu correndo naquela noite e contou a todos o que viu. Este é apenas um dos muitos relatos que envolve a misteriosa pedra grande da cidade de pedreiras..
Povoação
O nome Pedreiras originou-se em virtude da existência de um bloco de pedras no local em que atualmente está situado o bairro do Traswal que fica localizado a margem esquerda do rio Mearim a 3 km da sede. E em 27 de abril de 1927 através da lei 947, Pedreiras passou para a categoria de cidade, e com relação ao seu aspecto físico está localizada no centro do maranhão, compreendida na microrregião do médio Mearim e possuindo uma área de 534, 514 km e uma população de 39,267 habitantes de acordo com estimativas do senso de 2018. 
O município foi fundado em áreas de fazendas escravistas e dos índios Guajarás que habitavam a região. Em meados do século XX foi um dos maiores polos produtores de arroz, batata e macaxeira do interior do estado do Maranhão
Clima
O clima em Pedreiras predomina o tropical úmido, apresentando duas estações básicas: uma chuvosa e a outra de estiagem.
O clima em Pedreiras é caracterizado por duas estações distintas: uma seca, que vai de maio a novembro, e uma chuvosa, que ocorre de dezembro a abril. Durante o período chuvoso, é comum ocorrer pancadas de chuva à tarde e à noite, com o tempo ficando firme à noite. Já na estação seca, o tempo tende a ser mais firme com sol e poucas nuvens, com baixa probabilidade de chuva. 
A estação chuvosa ocorre de dezembro a abril, com as seguintes características: as temperaturas podem variar, mas geralmente ficam entre 23°C e 33°C; é o período de maior incidência de chuvas, com pancadas frequentes, especialmente à tarde e à noite e a umidade relativa do ar tende a ser alta durante a estação chuvosa. 
Já a estação Seca, que vai de maio a novembro, apresenta as seguintes características: as temperaturas podem variar mais, com dias mais quentes e noites mais amenas; as chuvas são menos frequentes e o tempo tende a ser mais firme com sol e poucas nuvens e a umidade relativa do ar tende a ser mais baixa durante a estação seca. 
O clima em Pedreiras é influenciado pela proximidade com o mar e pelas características geográficas da região, com predomínio do bioma Cerrado. 
Economia
Pedreiras é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são fatores de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 106 admissões formais e 138 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -32 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 houve registro de 25 novas empresas em Pedreiras, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 15 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet.
Referências para o texto: Wikipedia ; Site da Prefeitura Municipal ; Caravela ; Climatempo .