sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

TOUROS - RIO GRANDE DO NORTE

Touros é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Tem o apelido de "esquina do Brasil" por se localizar em uma área onde o litoral brasileiro faz uma curva. No censo demográfico de 2022, Touros possuía 33.035 habitantes, sendo o décimo sexto mais populoso do Rio Grande do Norte e o 997° do Brasil, a maior parte (65%) residindo na zona rural.
Topônimo
A origem do topônimo "Touros" é incerta, mas há três versões a respeito do nome: a primeira indica que o nome refere-se a um rochedo situado na praia com formato da cabeça de um touro; a segunda de que o nome teria sido dado pelos portugueses, devido a grandes rebanhos de gado existentes na localidade e a última aponta que a denominação foi dada em homenagem à cidade de Tiro, posteriormente denominado "Touro". 
História
A fixação do primeiro Marco de Posse colonial da terra brasileira por Portugal ocorreu em Touros e, desde 1974, encontra-se em Natal 
Em 1501, em uma expedição enviada pelo rei de Portugal, ocorreu o primeiro desembarque de colonizadores portugueses ao litoral do Rio Grande do Norte pela orla marítima, na área que hoje se encontra o limite dos municípios de Pedra Grande, e São Miguel do Gostoso. Um dos comandantes dessa expedição, Gaspar de Lemos, fixou um marco de posse colonial na praia dos Marcos, o mais antigo do Brasil, que era feito de pedra em mármore e possuía o desenho da cruzes de Malta e da Ordem de Cristo. Acredita-se que, antes mesmo da chegada dos portugueses, alguns navegadores espanhóis, como Alonso de Ojeda e Diego de Lepe, teriam chegado primeiro em terras norte-riograndenses. Há também a tese de que, pouco antes da descoberta do Brasil, Pedro Álvares Cabral tenha atingido o Rio Grande do Norte na praia de Touros. 
No século XVII, em abril de 1638, um total de 1.400 homens, comandados por Luís Barbalho Bezerro, realizou o segundo desembarque português em Touros e depois partiram rumo a Salvador, na Bahia, deixando quatro canhões fixados sobre um rochedo encravado na praia de Marcos, com o objetivo de combater os holandeses. No final do mesmo século ocorreu a expansão agrícola das localidades de Ceará-Mirim e Extremoz, dando início ao processo de desenvolvimento econômico de Touros. 
No século seguinte, ocorreu a fixação definitiva dos portugueses em Touros. A imagem de Bom Jesus dos Navegantes, atual padroeiro do município, de origem incerta, também chegou à localidade. Em homenagem ao santo foi erguida uma capela, cuja construção durou 22 anos.
Uma grande seca ocorrida no Rio Grande do Norte na última década do século XVIII impulsionou a migração de trabalhadores agrícolas vindos do sertão para Touros. 
Em 5 de setembro de 1823 o povoado de Touros foi elevado à categoria de distrito. Em 1832 foi instituída a freguesia de Bom Jesus dos Navegantes e, em 11 de abril de 1833, a Resolução do Conselho do Governo Provincial elevou Touros à categoria de vila, tornando-se município do Rio Grande do Norte, desmembrado de Ceará-Mirim, e instalado em 26 de julho do mesmo ano. A resolução foi confirmada quase dois anos depois pela Lei Provincial n.º 21, de 27 de março de 1835. 
Entre os fatos históricos do século XX, destacaram-se a construção do Farol do Calcanhar (1908); o pouso do avião Savóia-Marchetti (modelo S-64) na ponta do Calcanhar, em 1928, devido ao tempo instável e, consequentemente, à má visibilidade; a transferência do marco de posse colonial sagrado de Touros para Natal em 1974 e a construção do marco inicial da BR-101, que se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul pelo litoral. Em 30 de maio de 2000, a lei estadual 7 831 instituiu o dia 7 de agosto como a data de aniversário do Rio Grande do Norte, formalizando Touros como "a porta de entrada para a criação do estado". 
Quando emancipado, Touros possuía uma grande extensão territorial, com uma extensão de 180 quilômetros de praias. Com o passar do tempo, o quadro territorial do município foi sendo alterado com a criação de distritos e sua posterior emancipação por meio de lei estadual. De Touros foi desmembrado parte de João Câmara (29 de outubro de 1928) e os municípios de Maxaranguape (17 de dezembro de 1958), Pureza (5 de abril de 1963) e São Miguel do Gostoso (ex São Miguel de Touros, em 16 de julho de 1993).
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Touros, pelo Decreto de 05 de setembro de 1823. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Touros, pela Resolução do Conselho do Governo, de 11 de abril de 1833. Confirmada, pela Lei Provincial n.º 21, de 27 de março de 1835. Instalado em 26 de julho de 1833. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 603, de 31 de outubro de 1938, é criado o distrito de Pureza e anexado ao município de Touros. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Touros e Pureza. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 268, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Pureza e passou a denominar-se Maxaranguape. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Touros e Maxaranguape (ex Pureza). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 884, de 12 de novembro de 1953, é criado o distrito de Barra de Maxaranguape (ex povoado) e anexado ao município de Touros. 
Em divisão territorial datada de 31 de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Touros, Barra de Maxaranguape e Maranguape. 
Pela Lei Estadual n.º 2.329, de 17 de dezembro de 1958, é desmembrado do município de Touros o distrito de Barra de Maxaranguape. Elevado à categoria de município com a denominação de Maxaranguape. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Touros e Maxaranguape. 
Pela Lei Estadual n.º 2.882, de 05 de abril de 1963, é desmembrado do município de Touros o distrito de Maxaranguape. Elevado à categoria de município com a denominação de Pureza. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Touros pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Litoral Nordeste, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar. 
Banhado pelo Oceano Atlântico, Touros possui a alcunha de "esquina do Brasil" pela sua localização em uma área em que o litoral brasileiro faz uma curva, no extremo nordeste do país. Possui 34,65 km de costa, boa parte na Área de Proteção Ambiental dos Recifes dos Corais, instituída pelo Decreto Estadual n.º 15.746, de 6 de junho de 2001, cobrindo dezoito mil hectares de área. Limita-se com Pureza e João Câmara a sul; Rio do Fogo a leste; São Miguel do Gostoso, Parazinho e novamente João Câmara a oeste. Ocupa uma área de 753,961 km² (1,4277% da superfície estadual), dos quais 2,748 km² constituem a área urbana. Está distante 91 km da capital estadual, Natal, e a 2.495 km da capital do país, Brasília.
Relevo, Solos e Vegetação
O relevo de Touros é formado pela planície costeira, caracterizado pela existência de dunas de areia formadas pela ação dos ventos. Adentrando o continente, essa planície dá lugar aos tabuleiros costeiros, também chamados de planaltos rebaixados, sendo possível ainda notar a presença da chapada da serra verde, nas áreas mais afastadas do mar, cujos terrenos são ligeiramente mais elevados que os tabuleiros. Geologicamente, a maior parte da área territorial do município é formada por sedimentos do Grupo Barreiras, constituído por sedimentos de arenitos intercalados por argilito e siltito e fragmentos de rochas cobertas por paraconglomerados de quartzo e sílex, formados durante a Idade Terciária. A exceção ocorre na porção sudoeste, que é tipicamente formada por sedimentos de calcário da formação Jandaíra, que pertence à Bacia Potiguar, do período Cretáceo. 
Na pedologia, quase todo o solo tourense é constituído pelas areias quartzosas, altamente permeável e excessivamente drenado, porém bastante pobre em nutrientes e, portanto, pouco fértil. Este tipo de solo, na nova classificação brasileira de solos, é chamado de neossolo. Em pequenas áreas isoladas existem o luvissolo, o organossolo e o vertissolo, sendo os dois primeiros, na antiga classificação, denominados de podzólico vermelho-amarelo eutrófico e solo orgânico, respectivamente, enquanto o último manteve sua denominação original. A maior parte desses solos é coberta por uma vegetação xerófila de pequeno porte, a caatinga, que abrange 74% do município, estando os outros 26% no bioma da Mata Atlântica. Entre as espécies mais comuns estão o angico, a aroeira, a braúna, a catingueira, o juazeiro, o mandacaru, o marmeleiro e o umbuzeiro. Nas várzeas úmidas estão os campos de várzea, que margeiam os cursos d'água, existindo ainda a formação de praias e dunas, no litoral, e pequenas áreas de cerrado. 
Hidrografia
Touros possui sua área incluída nos domínios da bacia hidrográfica do rio Boqueirão e das faixas litorâneas de escoamento difuso. Cortam o município diversos cursos d'água, entre os quais o rio Maceió, o único que passa pela zona urbana. Outros rios são: Curicacas, Maxaranguape, Tatu, das Piranhas, Punaú e Santa Luzia. Os principais riachos são Arrepiado, Carro Quebrado, Colônia, Córregos, d'Água e Maxaranguape, existindo ainda numerosas lagoas, das quais a principal é lagoa do Boqueirão, com capacidade para 11.074 800 m³, cobrindo 208,94 ha. 
Clima
Touros possui clima tropical chuvoso com verão seco (ou sub úmido) no litoral, com índice pluviométrico anual acima dos 800 milímetros (mm), e semiárido mais para o interior do município, com índices abaixo dos 800 mm/ano. As chuvas se concentram nos meses de março a julho. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde 1911 o maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 173,4 mm em 20 de dezembro de 1997. Acumulados iguais ou superiores a 150 mm também ocorreram em 19 de julho de 1974 (160,2 mm) e 8 de junho de 1954 (158,1 mm). Desde novembro de 2019, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN em Touros, as temperaturas variaram de 19,7 °C em 14 de julho de 2020 a 33,7 °C em 9 de abril do mesmo ano.
Subdivisões
O município de Touros é formado pela zona urbana, onde se localiza a sede ou cidade, a cidade e dividida por Bairros que são eles, Esquina do Brasil, Portal de Touros, Conjunto Praia do Farol, Conjunto Ponta do Calcanhar, Frei Damião, Centro, Largo de Nossa Senhora, e Novo Horizonte, Na zona rural são outras 44 comunidades rurais: Arribão, Areias, Assentamento Aracati, Assentamento Astral, Assentamento Baixa Funda, Assentamento Canudos, Assentamento Colorado, Assentamento Chico Mendes I, Assentamento Chico Mendes II, Assentamento Coelho, Assentamento Planalto do Retiro, Assentamento Nossa Senhora Aparecida, Assentamento São Sebastião, Assentamento Santo Antônio, As cem, Santo Antônio, Baixa do Quinquim, Baixa do Baião, Boa Cica, Boqueirão, Caiana, Cajá, Cajueiro, Carnaubal, Carnaubinha, Gameleira, Geral, Golandim, Lagoa do Mato, Lagoa de Serra Verde, Lagoa do Sal, Monte Alegre, Perobas, Pororoca, Redenção, Santa Luzia, São José, Souza,Tubiba, Vila Assis, Vila Israel, Vila Mayne, Ubaieira, e Zabelê (Antigo Assentamento Quilombo dos Palmares). 
Economia
Na agricultura, Touros produziu, na lavoura permanente de 2024, coco da baía (105 mil t), sendo considerado a quarta maior produção do Brasil, com destaque para o distrito de Santa Luzia, responsável por cerca de 70% desse total. Também se destaca a produção de batata doce (17.520 t), sendo a sexta maior produção do Brasil em 2024, banana (21.840 t), mamão (600 t) e manga (363 t). Já na lavoura temporária foram produzidos abacaxi (21,6 mil frutos), mandioca (26.744 t) melancia (1.322 t) e algodão (1.009 t). Na pecuária, dados de 2012, Touros possuía 85.900 galináceos (galos, frangas, frangos e pintos), 10.500 galinhas, 7.287 bovinos, 1.405 suínos, 1.320 caprinos, 681 asininos, 385 equinos e oitenta muares. Também foram produzidos 2.678 mil litros de leite de 2.400 vacas ordenhadas e 95 mil dúzias de ovos de galinha. 
Na indústria, Touros possuía, em 2010, 8,41% do pessoal ocupado acima de dezoito anos trabalhando no setor industrial, sendo 5,22% na construção civil, 1,95% na indústria de transformação e 1,24% nos serviços de utilidade pública. Segundo o IBGE, na extração vegetal de 2011 foram produzidos 1.150 metros cúbicos de lenha e duas toneladas de carvão vegetal. No setor terciário, 27,8% trabalhavam na prestação de serviços e 11,98% no setor comercial. Salários, juntamente com outras remunerações, somavam 24 389 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,8 salários mínimos. Havia 318 unidades locais, sendo 316 atuantes. 
Infraestrutura
Saúde

Segundo dados de 2009, Touros possuía quatorze estabelecimentos de saúde, sendo treze públicos e um privado e treze deles prestando atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Existiam vinte leitos para internação, todos públicos e de caráter municipal. O município pertence à III Unidade Regional de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (URSAP-RN), sediada em João Câmara, e possui o Hospital Municipal Ministro Paulo de Almeida Machado, localizado no Centro, contando com serviços de atendimento ambulatorial, urgência e emergência, leitos nas especialidades de cirurgia, clínica, obstetrícia, pediatra e serviços especializados. 
Em 2010, existiam 43 médicos, 29 auxiliares de enfermagem, 22 enfermeiros, dezoito cirurgiões-dentistas, seis nutricionistas, cinco farmacêuticos, quatro técnicos de enfermagem, três fisioterapeutas, um psicólogo, um fonoaudiólogo e um assistente social, totalizando 133 profissionais de saúde. No mesmo ano, a expectativa de vida ao nascer era de 71,1 anos, a taxa de mortalidade infantil era de 23,6 por mil nascimentos e a taxa de fecundidade era de 2,3 filhos por mulher. Segundo dados do Ministério da Saúde, dezesseis casos de AIDS foram registrados em Touros entre 1987 e 2012 e, entre 2001 e 2011, foram notificados 654 casos de doenças transmitidas por mosquitos, sendo 627 de dengue e 27 de leishmaniose. 
Educação
O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,466, ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 73% (77,7% para as mulheres e 68,6% para os homens). No mesmo ano, 97,23% das crianças de cinco a seis anos na escola (89,47% de quatro a cinco anos na pré-escola), 78,7% entre onze a treze anos concluindo o ensino fundamental, 39,62% com fundamental completo de quinze e dezessete anos e 14,83% com ensino médio completo entre os dezoito e os vinte anos. 
Considerando-se apenas a faixa etária de 25 anos ou mais, 38,25% dos habitantes não sabiam ler ou escrever, 25,27% tinham fundamental completo, 13,60% o médio completo e apenas 2,78% ensino superior. Ainda em 2010, Touros possuía uma expectativa de 8,77 anos de estudos, valor inferior comparado à média estadual, de 9,54 anos. Dados mais recentes, de 2019, apontaram que no município havia uma defasagem (distorção idade-série) de 19,8% nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª à 4ª série) e 48% nos anos finais (5ª à 8ª série), chegando 56,5% no ensino médio. 
No censo escolar de 2023 Touros possuía uma rede de 34 escolas de ensino fundamental (com 236 docentes), 32 do pré-escolar (103 docentes) e três de ensino médio (46 docentes), a maioria pública e da rede municipal, com um total de 6 446 matrículas. No ensino superior, possui apenas uma unidade do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).
Cultura
A responsável pela atuação do setor cultural de Touros é a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, que possui várias atribuições, entre elas gerir a política das atividades educacionais no município, organizar a política de cultura e lazer da população, induzir a conservação da proteção patrimônio artistico-histórico-cultural de Touros, planejar a política de esportes, entre outros. 
Em Touros há, além dos feriados nacionais, estaduais e pontos facultativos, quatro feriados municipais, sendo eles os dias 2 de janeiro, dia de Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro de Touros; 27 de março, dia em que o município festeja sua emancipação política; 29 de junho, dia de São Pedro e o dia 5 de setembro, dia de criação da paróquia de Touros. 
Atrativos naturais e culturais
Touros possui diversos atrativos turísticos espalhados por seu território. Entre eles estão, além das praias e do Marcos de Touros: 
- Farol do Calcanhar - localizada na ponta de mesmo nome, a seis quilômetros da sede municipal, possui 62 metros de altura e é o segundo maior farol da América Latina[91], foi construído no ano de 1908 e reformado em 1945, ao fim da Segunda Guerra Mundial;
- Igreja Santuário do Bom Jesus dos Navegantes - sede da paróquia de Touros e pertencente à Arquidiocese de Natal, construída inicialmente como capela entre 1778 e 1800 e posteriormente elevada à categoria de matriz, abrigando a imagem do padroeiro municipal, possivelmente achada no final do século XVIII nas águas de um rio que banha Touros;
- Cruzeiro das Almas - erguido na década de 1850 no antigo cemitério de Touros, quando houve uma grande epidemia de cólera no povoado que matou um terço da população local;
- Marco da BR-101 -  obra do arquiteto Oscar Niemeyer;
- Formação rochosa do Tourinho - que possivelmente teria dado o nome ao atual município.
Outros importantes pontos turístico são os Parrachos de Perobas, Lagoa do Boqueirão o Centro de Turismo, o Museu de Touros e as Praias de Perobas, Carnaubinha, Monte Alegre, Lagoa do Sal, São José e Cajueiro. 
Dentre os atrativos culturais realizados durante ao longo do ano estão a festa do padroeiro Bom Jesus dos Navegantes, em janeiro; o Carnaval, realizado em data móvel (fevereiro ou março) com foliões e apresentações de bandas musicais; a festa de emancipação política, em 27 de março e as festas juninas, em junho.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

URBANO SANTOS - MARANHÃO

Urbano Santos é um município brasileiro do leste do estado do Maranhão. Sua população recenseada pelo IBGE em 2022 era de 32.812 habitantes. 
História
Por ocasião da Balaiada, conflito militar ocorrido entre 1838 e 1841, um grande contingente populacional migrou para a região, vivendo a margem do rio em casas rudimentares, os mocambos. Justamente por isso o rio ficou conhecido como Mocambo. O povoado se desenvolveu, e passou a se denominar Mocambinho. 
No inverno era extremamente complicado atravessar o rio, e acessar o outro lado do povoado. Por isso um comerciante da localidade, Paulo Fortes, mandou fazer em frente ao seu estabelecimento uma ponte de madeira. Pela necessidade de tal infraestrutura o Governo do Estado providenciou a construção de uma ponte maior e segura. A partir disso, a região recebeu o nome de Vila de Ponte Nova. 
Em 1929 adquiriu o topônimo atual, Urbano Santos, em homenagem ao vice-presidente da República, Urbano Santos da Costa Araújo, natural do estado. Em 1938 foi elevado à categoria de cidade. Anteriormente era subordinado ao município de Brejo.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Ponte Nova, pela Lei Provincial n.º 1.235, de 30 de abril de 1881, subordinado ao município de Brejo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito figura no município de Brejo. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Urbano Santos, pela Lei Estadual n.º 1.324, de 09 de março de 1929, desmembrado do município de Brejo. Sede no atual distrito de Urbano Santos (ex povoado de Ponte Nova). Constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 75, de 22 de abril de 1931, é extinto o município de Urbano Santos, sendo seu território anexado ao município de Brejo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Urbano Santos figura com o distrito no município de Brejo. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação Urbano Santos, pelo Decreto n.º 919, de 30 de setembro de 1935, desmembrado de Brejo. Sede no antigo distrito de Urbano Santos. Constituído do distrito sede. Instalado em 28 de outubro de 1935. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Urbano Santos possui uma extensão territorial de 1.706,196 quilômetros quadrados, ocupando a 53 posição entre os 217 municípios maranhenses em termos de área. 
Demografia
Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, Urbano Santos contava com 32.812 habitantes, resultando em uma densidade populacional de aproximadamente 19,22 habitante por quilômetro quadrado. No contexto estadual, o município ocupava a 43ª posição em número de habitantes e a 114 em densidade demográfica comparando-se com outros municípios do estado do Maranhão. A estimativa populacional para o ano de 2024 era de 34.060 habitantes. 
Geografia
O território de Urbano Santos se situa a uma altitude média de 53 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, característico da região dos baixos planaltos e tabuleiros pré-litorâneos. 
Solos
O solo é variado, com predominância de latossolos e areias quartzosas, de média fertilidade, adequadas à agricultura de subsistência e à pecuária.
Vegetação
A vegetação é composta principalmente por matas de transição entre a floresta amazônica e o cerrado, com presença de babaçu, carnaúba, jatobá, buriti e outras espécies típicas da região. Essa diversidade vegetal contribui para a subsistência das populações locais e fornece matérias-primas para o artesanato e a economia extrativista.
Clima
As chuvas concentram-se entre janeiro e junho, atingindo índices pluviométricos médios anuais de 1.800 milímetros, enquanto o período seco vai de julho a dezembro.
Em Urbano Santos, a estação com precipitação é quente e de céu encoberto; a estação seca é escaldante e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 36 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Urbano Santos e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 2,9 meses, de 18 de setembro a 15 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Urbano Santos é novembro, com a máxima de 36 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,0 meses, de 21 de janeiro a 19 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 33 °C. O mês mais frio do ano em Urbano Santos é março, com a mínima de 23 °C e máxima de 33 °C, em média. 
Educação
O município conta com uma rede de ensino público composta por escolas municipais e estaduais que atendem à educação infantil, ensino fundamental e médio. Em relação ao ensino superior, Urbano Santos dispõe de polos de educação a distância de universidades públicas e privadas, ampliando o acesso ao ensino superior para a população local.
Cultura 
A vida cultural da cidade é marcada por manifestações tradicionais, como as festas juninas, o Bumba Meu Boi, o Tambor de Crioula e o Cacuriá, que preservam as raízes afro-brasileiras e indígenas. Outro destaque cultural é a Festa do Padroeiro São Raimundo Nonato, celebrada anualmente com missas, procissões e apresentações artísticas.
Economia
Urbano Santos é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são fatores de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 501 admissões formais e 414 desligamentos, resultando em um saldo de 87 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 159.
Até outubro de 2025 houve registro de 16 novas empresas em Urbano Santos, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 13 empresas.
A economia de Urbano Santos é diversificada, com base na agropecuária, no extrativismo vegetal, no comércio e nos serviços públicos. A agricultura é predominantemente familiar, com o cultivo de mandioca, milho, feijão e arroz. O extrativismo do babaçu e da carnaúba desempenha papel importante na geração de renda, tanto pela venda da amêndoa quanto pela produção de óleo e artesanato.
A pecuária bovina e suína também se destaca, voltada para o abastecimento local e regional. O setor comercial tem crescido nos últimos anos, impulsionado pela melhoria da infraestrutura urbana e pela presença de pequenos empreendedores. Programas sociais e investimentos públicos em saúde, educação e infraestrutura têm contribuído para dinamizar a economia local e elevar a qualidade de vida dos habitantes.
Turismo e meio ambiente
O turismo em Urbano Santos ainda é emergente, mas apresenta grande potencial ecológico e cultural. O município possui belas paisagens naturais, como rios, lagoas, cachoeiras e extensas áreas de mata preservada. O Rio Munim, que atravessa o território municipal, é um dos principais atrativos, proporcionando lazer, pesca e passeios de barco.
Outro destaque é a proximidade com Barreirinhas e os Lençóis Maranhenses, o que favorece o turismo integrado na região. Trilhas ecológicas, observação de aves e turismo comunitário têm sido alternativas promissoras para fomentar o desenvolvimento sustentável.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

OURILÂNDIA DO NORTE - PARÁ

Ourilândia do Norte é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 06º45'17" sul e a uma longitude 51º05'02" oeste, estando a uma altitude de 280 metros. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025 era de 5.282 habitantes. Possui uma área de 13.884,89 km². 
O município foi emancipado em 10 de maio de 1988, oriundo de São Félix do Xingu. 
Ourilândia do Norte forma com a cidade vizinha, Tucumã, a única área conurbada do sudeste do Pará. 
História
O município de Ourilândia do Norte, desmembrado de J. Félix do Xingu, nasceu de uma curretela formada de garimpeiros e outros trabalhadores que não tinham acesso ao Projeto Tucumã, implantado em São Felix do Xingu, em 1980. À construtora Andrade Gutierrez coube a execução do projeto que, elitizado, trazia gente de fora para tomar parte dele diretamente. 
Havia uma picada que dava início à estrada para a implantação da Rodovia PA-279, justamente onde se firmou a currutela, onde os homens que não podiam entrar no Projeto Tucumã juntavam-se para farrear e tomar parte na zona do meretrício. Por questões econômicas e sociais, em 1983 o Getat implantou nesse local uma colônia, agora Ourilândia do Norte, nome dado em razão dos muitos garimpos existentes na região. 
Antes de ser oficialmente Ourilândia do Norte, era colônia, denominada de Guarita I e Guarita II. Muitos colonos, que não sabiam identificar o (I) em algarismo romano, chamavam-se de Guaritaí. O progresso que chegava a São Félix do Xingu, em virtude do Projeto Tucumã, não alcançava Ourilândia do Norte, onde o povo, que crescia em número ficava apenas a observar, já com a ideia de transformar todo aquele conglomerado em município.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Ourilândia do Norte, pela Lei Estadual n.º 5.449, de 10 de maio de 1988, desmembrado de São Felix do Xingu. Sede no atual distrito de Ourilândia do Norte (ex povoado de Ourilândia). Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo

O relevo do município é predominantemente de planície ou suaves ondulações — típico de regiões amazônicas de terra‐firme — intercaladas por várzeas e cursos de água. 
Solos
Quanto ao solo, a região apresenta solos típicos da Amazônia, como latossolos profundos em terra‐firme, gleissolos em áreas de várzea e solos aluviais próximos aos rios. Essas características implicam grande potencial para ecossistemas naturais, mas também desafios para o uso agrícola intensivo sem manejo adequado.
Vegetação
Ourilândia do Norte está inserido no bioma Amazônia, com cobertura de floresta tropical densa de terra‐firme, várzeas periódicas e matas ciliares ao longo de rios e igarapés. A vegetação natural é de grande importância ecológica, com biodiversidade e função ambiental relevante. Parte dessa vegetação vem sendo impactada por exploração madeireira, mineração, agricultura de fronteira e mudança de uso do solo, o que coloca em evidência a necessidade de políticas de conservação ambiental e uso sustentável.
Clima
O clima local se insere no perfil amazônico: chuva abundante na maior parte do ano, elevada umidade, com temperaturas médias elevadas e poucas variações extremas.
Economia
Ourilândia do Norte é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
A economia de Ourilândia do Norte está fortemente baseada em setores ligados à mineração, agropecuária, comércio e serviços.
A presença de atividades de mineração, em particular a exploração de cobre ou outros minerais, é apontada como um dos vetores principais da estrutura produtiva local. Além disso, o comércio e serviços vinculados ao ciclo produtivo da mineração e ao abastecimento regional têm importância. Ainda assim, a vulnerabilidade econômica maior e a economia com foco em poucos setores destacam a necessidade de diversificação e fortalecimento de cadeias produtivas locais.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,6 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -191 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 257.
Até outubro de 2025 houve registro de 25 novas empresas em Ourilândia do Norte, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 23 empresas.
Infraestrutura
Saúde

O município possuía, em 2009, 15 estabelecimentos de saúde, sendo 13 públicos e 2 privados, entre hospitais, pronto socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 50 leitos para internação. 
Em 2014, 88,4% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2015, foram registrados 678 nascidos vivos, ao mesmo tempo que o índice de mortalidade infantil foi de 11,0 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. No mesmo ano, 29,3% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Cerca de 56,6% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 2% delas estavam desnutridas. 
Até 2009, Ourilândia do Norte possuía 6 estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia, pediatria e traumato-ortopedia, e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria ou cirurgia bucomaxilofacial. Dos 15 estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[5] Até 2016, havia 48 registros de casos de HIV/AIDS, sendo que as mulheres representavam 33,33% dos casos. Entre 2001 e 2012 houve 1440 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo a principal delas a dengue e a leishmaniose.
Educação
No campo da educação, Ourilândia do Norte conta com rede municipal e estadual que atende os níveis de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Os indicadores apontam que a taxa de escolarização da faixa etária de 6 a 14 anos era de 95,92% em 2022. Apesar da cobertura relativamente elevada, persistem desafios típicos de municípios de grande extensão e baixa densidade: acesso para comunidades rurais ou ribeirinhas, infraestrutura escolar adequada, qualificação de professores e oferta de cursos técnicos ou de nível superior.
 Transportes
A área territorial de Ourilândia é cortada, de leste a oeste, pela rodovia estadual PA-279 que a liga à Água Azul do Norte, a leste, e; a Tucumã, no oeste. Outra via importante é a estrada vicinal PA Picadão, que liga a cidade ao Projeto Mineral Onça Puma.
Turismo
Em relação ao turismo, Ourilândia do Norte tem potencial para atividades de natureza, ecoturismo e turismo rural, dada a sua inserção na Amazônia e os recursos naturais disponíveis. Por exemplo, roteiros ligados a rios, cachoeiras, trilhas em matas de terra‐firme, comunidades ribeirinhas podem compor atrativos a serem desenvolvidos. Um relatório municipal menciona que o município é “terra de águas cristalinas, seus rios e cachoeiras encantam os olhos de quem vê”. Embora o turismo ainda não seja um setor econômico amplo localmente, há espaço para crescimento sustentável com investimentos em infraestrutura, sinalização e integração com a cultura local — especialmente das comunidades tradicionais das florestas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

COLÍDER - MATO GROSSO

Colíder é um município do estado de Mato Grosso, localizado a latitude 10º 48’ 19” sul, longitude 55º 27’ 27” oeste. Sua ocupação se iniciou no período dos incentivos fiscais federais da década de 1970. Raimundo Costa Filho decidiu colonizar a região no período em que os soldados do 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) trabalhavam na abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, hoje conhecida como BR-163. Segundo estimativas do IBGE, para 2024, a população de Colíder era de 32.054 habitantes.
História
A ocupação de Colíder se iniciou no período dos incentivos fiscais federais da década de 1970. Raimundo Costa Filho decidiu colonizar a região no período em que os soldados do 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) trabalhavam na abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, hoje conhecida como BR-163. 
Raimundo já havia atuado na colonização do Estado do Paraná e, em 1973, chegou ao Mato Grosso, após ter sobrevoado a região e adquirido uma grande área de terras. Raimundo contratou topógrafos para a medição das terras. Luiz Marques da Silva mudou-se então para a localidade, então chamda de "Cafezal".
Em 07 de Maio de 1973, foi construído o primeiro ranchão, que serviu a várias funções: dormitório, armazém, enfermaria e pensão. Em 1974, quase toda a Gleba havia sido ocupada e iniciou-se o projeto da cidade. 
Quando o povoado cresceu, escolheu-se o nome de Colíder por causa da Colonizadora Líder (Co + líder). Na época, Ênio Pipino desenvolvia uma grande colonização na região, que estabeleceu Sinop como sede. Colíder buscava seguir os passos da cidade de Sinop, de modo a justificar seu nome de liderança. 
Em 18 de Dezembro de 1979, o município de Colíder foi criado pela Lei Estadual n.º 4.158 e teve como base de sua economia a agropecuária e o garimpo nas décadas de 1980 a 1990. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Colíder, pela Lei Estadual n.º 3.746, de 18 de junho de 1976, subordinado ao município de Chapada dos Guimarães. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o distrito de Colíder figura no município de Chapada dos Guimarães. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Colíder, pela Lei Estadual n.º 4.158, de 18 de dezembro de 1979. Desmembrado do município de Chapada dos Guimarães. Sede no atual distrito de Colíder (ex localidade). Constituído de 2 distritos: Colíder e Itaúba, criado pela Lei Municipal acima citada. Instalado em 02 de julho de 1981. 
Pela Lei n.º 4.378, de 16 de novembro de 1981, é criado o distrito de Guarantã e anexado ao município de Colíder. 
Pela Lei Estadual n.º 4.396, de 23 de novembro de 1981, é criado o distrito de Nova Canaã (ex povoado) e anexado ao município de Colíder. 
Pela Lei n.º 4.378, de 16 de novembro de 1981, é criado o distrito de Guarantã e anexado ao município de Colíder. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 4 distritos: Colíder, Guarantã, Itaúba e Nova Canaã. 
Pela Lei Estadual n.º 4.937, de 11 de dezembro de 1985, é criado o distrito de Matupá e anexado ao município de Colíder. 
Pela Lei Estadual n.º 4.997, de 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Nova Canaã. Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Canaã do Norte. 
Pela Lei Estadual n.º 5.005, 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Itaúba. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 5.008, 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Guarantã. Elevado à categoria de município com a denominação de Guarantã do Norte. 
Pela Lei Estadual n.º 5.317, de 04 de julho de 1988, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Matupá. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome “Colíder” deriva da expressão “CO + LÍDER”, em referência à Colonizadora Líder, empresa que atuou no processo de ocupação da região.
Religião
Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado em 2010: 71,16% da população residente era católica romana, 21,01% era protestante, 4,89% era sem religião, 0,22% espírita, 1,00% de Testemunhas de Jeová e 1,33% restantes eram os membros de todas as demais religiões. O resultado mostra que o número de católicos na cidade foi levemente maior que a média nacional naquele ano que era de 64,6% e o de protestantes foi quase igual a média brasileira de 22,2%. 
Dentro dos 21,01% de protestantes na cidade em 2010, 2.250 pessoas (7,31%) da população de Colíder era composta por Evangélicos de Missão, dentre os quais os maiores grupos foram: 1.283 (4,17%) batistas, 554 (1,80%) adventistas, 367 (1,19%) presbiterianos e 45 (0,14%) luteranos.[9] 
Os pentecostais contaram 3.959 pessoas (12,86%) da população local, dentre os quais destacam-se: as Assembleias de Deus com 1.967 pessoas (6,39%), Congregação Cristã no Brasil com 1.138 pessoas (3,69%), Igreja Universal do Reino de Deus com 186 pessoas (0,60%), Igreja Pentecostal Deus é Amor com 95 pessoas (0,30%), Igreja do Evangelho Quadrangular com 57 pessoas (0,18%), e demais grupos pentecostais não nominados pelo censo (que incluem Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, entre outras) com 515 pessoas (1,67%). 
Geografia
Formação Geológica

O território de Colíder é majoritariamente de coberturas não dobradas do Fanerozoico, Formação Prainha. Coberturas dobradas do Proterozoico com granitoides associados, Formação Iriri. Complexos metamórficos arqueanos pré-cambriano indiferenciado. Faixa móvel Rio Negro e Juruena. 
A sede situa-se a cerca de 315 m de altitude.
Relevo
O relevo do município está inserido no Planalto Residual Norte de Mato Grosso, com influência da Serra do Cachimbo
Solos
Os solos predominantes incluem latossolos vermelho-amarelos distróficos, solos de baixa a média fertilidade natural, e áreas de solos aluviais junto às bacias hidrográficas.
Vegetação
Colíder está inserida no bioma Amazônia, com vegetação original de floresta ombrófila densa e aberta, mas que vem sendo substituída em muitos trechos por pastagens e lavouras. Áreas de transição com o cerrado também são identificadas na região, nesse contexto de fronteira agrícola. A cobertura vegetal natural ainda oferece valor ecológico relevante, especialmente em torno de unidades de conservação, como o Refúgio da Vida Silvestre de Colíder criado em 2017.
Bacia Hidrográfica
O território de Colíder é banhado pela Bacia do Amazonas, que inclui a Bacia do Teles Pires e o Rio Peixoto de Azevedo. 
Clima
O clima é equatorial quente e úmido, sendo 3 meses de seca (de junho a agosto) e 3 meses de chuvas (de fevereiro a março), com precipitação anual de 2.500mm. A temperatura média anual é de 24°C. 
Economia
A economia de Colíder está embasada na pecuária, tendo contribuições de culturas agrícolas de soja, milho e feijão. Além disso, também são importantes o comércio e extrativismo mineral. E a cidade tem potencial turístico em belezas naturais como a Cachoeira Mercúrio, a Igreja Matriz e a maior representação da Santa Ceia do Brasil.
O comércio e a indústria ligada ao agro complementam a economia local. Por exemplo, indústrias de biodiesel, ração animal e fábricas de fertilizantes têm investido no município. O município também figura entre os mais eficientes de Mato Grosso no ranking municipal, evidenciando boa gestão e ambiente favorável para o investimento.
Educação
O município possui rede de ensino público que atende a educação infantil, ensino fundamental e médio. A regional rural e urbana recebe atenção para garantir a escolarização. Segundo relatos, Colíder figura entre cidades com melhor eficiência municipal no estado, o que reflete também no investimento em serviços públicos essenciais como educação. A capacitação de produtores rurais e o envolvimento com sua formação técnica também são destacados em ações como as promovidas pelo SENAR MT / Sindicato Rural na região.
Turismo
Embora Colíder não seja tradicionalmente visto como destino turístico de massa, destaca-se pelos potenciais de ecoturismo, turismo rural e natureza ligada à Amazônia. A proximidade com rodovias importantes (como a BR-163 e a MT-320) favorece o acesso. Além disso, unidades de conservação como o Refúgio da Vida Silvestre de Colíder oferecem cenário para visitantes interessados em natureza e biodiversidade. Eventos agrícolas e feiras voltadas ao agronegócio também contribuem para movimentação econômica que pode se traduzir em turismo de negócios.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

MONÇÃO - MARANHÃO

Monção é um município brasileiro do estado do Maranhão, Região Nordeste do país. Localiza-se a uma latitude 03º29'30" sul e a uma longitude 45º15'04" oeste, estando a uma altitude de 14 metros. Sua população estimada em 2024, pelo IBGE, era de 28.606 habitantes. Está entre as maiores cidades em extensão territorial do Maranhão. Possui uma área de 1.415,94 km². 
História
Monção (antigo distrito criado em 1757 ou 1767) foi elevado à vila em 1859. Depois da extinção do município em 1932 é elevado novamente à categoria de município pelo Decreto n.º 919, de 30 de setembro de 1935. 
A Cidade é comumente conhecida como a ''Cidade dos Lagos'' por ser banhada por mais de um lago. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Monção em 16 de julho de 1757 ou 1767. 
Elevado à categoria de vila com a denominação da Monção, pela Lei Provincial n.º 519, de 09 de junho de 1859, desmembrado de Viana. Sede na antiga vila de Monção. Constituído do distrito sede. Não temos datada de instalação. 
Pela Lei Municipal n.º 2, de 14 de setembro de 1892, são criados os distritos de Engenho de São Pedro de Alcântara ex povoado, Caru e Boa Vista e anexados ao município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 4 distrtios: Monção, Boa Vista, Caru e São Pedro de Alcantara ex-Engenho de São Pedro de Alcântara. 
Pelo Decreto Estadual n.º 267, de 19 de abril de 1932, é extinto o município de Monção, sendo seu território anexado ao município de São Pedro. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Monção figura no município de São Pedro. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Monção, pelo Decreto n.º 919, de 30 de setembro de 1935, desmembrado de São Pedro. Sede no antigo distrito de Monção. Constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
A sede municipal de Monção encontra-se a 27 metros de altitude em relação ao nível do mar, localizada em uma área de planície fluvial. 
Relevo
O relevo do município é predominantemente plano a suavemente ondulado, o que favorece as atividades agrícolas, mas também o torna vulnerável a inundações durante o período chuvoso.
Solos
Os solos de Monção são variados, predominando os latossolos e gleissolos nas áreas de várzea, ricos em matéria orgânica, mas sujeitos à saturação hídrica. Em áreas mais elevadas, ocorrem solos argilosos e bem drenados, adequados para o cultivo de mandioca, milho e feijão.
Vegetação
A vegetação natural de Monção pertence ao bioma Amazônia, com extensas áreas de floresta densa e mata de várzea, intercaladas por campos naturais e babaçuais. O babaçu (Orbignya speciosa) é uma das espécies mais abundantes e tem grande importância econômica e cultural para a população local. Em zonas de transição, encontram-se espécies típicas do cerrado maranhense, demonstrando a diversidade ecológica da região.
A exploração sustentável da floresta, o extrativismo do babaçu e do açaí e a coleta de frutos nativos são práticas tradicionais, especialmente entre comunidades ribeirinhas e rurais.
Clima
Em Monção, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 36 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Monção e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 2,8 meses, de 18 de setembro a 12 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Monção é outubro, com a máxima de 36 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,9 meses, de 25 de janeiro a 22 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Monção é abril, com a mínima de 24 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Economia
Monção é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
A economia de Monção baseia-se principalmente na agricultura familiar, na pecuária e no extrativismo vegetal. Os principais produtos agrícolas são mandioca, milho, arroz, feijão e frutas tropicais. A extração do babaçu é uma das atividades mais importantes, empregando centenas de famílias no beneficiamento artesanal e na venda de amêndoas e óleo vegetal.
A pecuária bovina e suína tem papel complementar na renda rural, enquanto o setor de serviços e comércio vem crescendo na sede do município, impulsionado pela urbanização e pelo aumento da demanda regional.
Nos últimos anos, o município também vem explorando oportunidades de agricultura sustentável e programas de apoio à agroindústria, buscando diversificar sua base produtiva e reduzir a dependência do extrativismo tradicional.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 52 admissões formais e 44 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 8 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -3.
Até outubro de 2025 houve registro de 9 novas empresas em Monção, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 8 empresas.
Educação
O município de Monção possui uma rede municipal e estadual que atende desde a educação infantil até o ensino médio. Nos últimos anos, foram feitos investimentos para ampliar o acesso à educação em comunidades distantes, inclusive com transporte escolar fluvial. A taxa de escolarização de crianças de 6 a 14 anos supera 95%, segundo dados do IBGE, embora persistam desafios relacionados à qualidade do ensino, infraestrutura das escolas rurais e formação de professores.
A cidade também mantém convênios com instituições de ensino técnico e superior da região de Santa Inês, oferecendo oportunidades de formação profissional a jovens e adultos.
Turismo
O turismo em Monção ainda é emergente, mas apresenta grande potencial devido às belezas naturais e à cultura ribeirinha. O Rio Pindaré é o principal atrativo, oferecendo paisagens exuberantes, praias fluviais sazonais e oportunidades para pesca esportiva, passeios de barco e ecoturismo.
O município também realiza festas populares tradicionais, como o Festejo de São Francisco de Assis e as festas juninas, que atraem visitantes das cidades vizinhas. A gastronomia local, marcada por pratos à base de peixe e frutos regionais, reforça o potencial turístico e cultural de Monção.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sábado, 3 de janeiro de 2026

MIGUEL ALVES - PIAUÍ

Miguel Alves é um município brasileiro, localizado a uma latitude 04º09'56" sul e a uma longitude 42º53'43" oeste, estando a uma altitude de 50 metros no norte do estado do Piauí, na região Nordeste do país. De acordo com a estimativa populacional do IBGE referente a 1º de julho de 2024, o município possuía 33.071 habitantes, ocupando a 15ª posição no ranking populacional do estado. A área territorial de Miguel Alves é de 1.392,123 km², conforme dados de 2024. O gentílico dos naturais do município é miguel-alvense.
História
No início do século XIX, o cearense Miguel Alves, fugindo da grande seca, estabeleceu-se na região onde hoje está localizada a cidade que recebeu seu nome. Especialista na produção de fumo em corda, cultivava as "vazantes ou beira" do Rio Parnaíba, acumulando economias e atraindo moradores que se espalharam pelas várzeas, matas e campos da região. 
Quando os "balaios" invadiram o território piauiense, em 1839, ocorreram combates intensos em locais como Lagoa do Meio, Remanso do Frade, Curral Velho e Matas do Egito, onde enfrentaram forças locais lideradas pelo miguel-alvense Antônio de Sousa Mendes, que conquistou o posto de capitão. Outros combates se deram em lugares conhecidos como Pedras do Fogo e Conceição. 
Propício à agricultura e, especialmente, à criação de gado — atraiu diversas famílias, que também encontravam facilidades na navegação do Rio Parnaíba. Surgiram então as primeiras fazendas. Entre 1875 e 1877, em decorrência da grande seca do século XIX, nordestinos imigraram para as terras de Miguel Alves, aproveitando os "baixões" e áreas ribeirinhas para o cultivo de cereais. 
Entre 1880 e 1885, Ricardo Antônio Xavier, Mariano de Sousa Mendes e Lúcio Ferreira da Silva transferiram-se para a localidade escolhida por Miguel Alves. Estabeleceram comércios, adquiriram terras e fundaram fazendas. O plantio de fumo e algodão, impulsionado pela agricultura crescente, apresentou bons resultados, com a produção sendo comercializada em Parnaíba e Caxias (MA). Eles ergueram os primeiros edifícios e a Capela de São Miguel. Com esse aspecto de povoado em crescimento, o local passou a constituir o terceiro distrito policial da vila de União. 
A Lei n.º 636, de 11 de julho de 1911, elevou Miguel Alves à condição de vila e distrito judiciário. Em 24 de maio de 1912, o Doutor Luís da Silva Nogueira, Juiz de Direito da comarca de União, instalou o município de Miguel Alves. Novas perspectivas de progresso surgiram com a administração do intendente municipal Torquato Torres, que governou até 1924. 
A Lei n.º 996, de 20 de julho de 1920, criou a comarca de Miguel Alves, com jurisdição sobre o termo de Porto (antigo Marruás), sendo nomeado juiz o Dr. Simplício de Sousa Mendes, pelo Decreto n.º 753, de 23 de outubro de 1920. A instalação da comarca ocorreu em 15 de novembro do mesmo ano. 
A Lei Estadual n.º 1.088, de 7 de julho de 1924, concedeu à sede municipal a condição de cidade. 
Entre 1937 e 1945, exerceram a chefia do Executivo municipal os senhores Tenente Cosme de Sousa Lima, Tenente José Augusto Nunes, Major Alcides Gomes da Silva, Joaquim Dias de Santana, José Francisco de Santana e Raimundo Miguel de Freitas Santos. Nos períodos de 1946–1949 e 1950–1953, foram prefeitos, respectivamente, Aderson de Castro Soares e José Rebêlo do Rêgo. Na legislatura de 1955, foi eleito prefeito o Sr. José Teixeira Filho, junto a cinco vereadores municipais.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Miguel Alves, pela Lei Estadual n.º 636, de 11 de julho de 1911, desmembrado de União. Sede no atual distrito de Miguel Alves (ex localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 24 de maio de 1912. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Miguel Alves, pela Lei Estadual n.º 1088, de 07 de julho de 1924. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município faz parte da microrregião do Baixo Parnaíba, e está cerca de 110km da capital Teresina. O relevo predominante é plano, com altitudes médias, intercalado por morros de pequena elevação. Essa conformação favorece a formação de áreas alagadiças, especialmente durante o período chuvoso. 
Clima
O clima é classificado como tropical sub úmido, caracterizado por uma estação seca de aproximadamente seis meses e uma estação chuvosa concentrada entre janeiro e maio. As temperaturas variam entre 22 °C e 37 °C, com média anual em torno de 27 °C. A precipitação média anual é de cerca de 1.200 mm, sendo que aproximadamente 85% das chuvas ocorrem durante o período chuvoso. 
Vegetação
A vegetação é composta por uma mistura de biomas, incluindo Cerrado, Caatinga e áreas de transição conhecidas como Mata de Cocais. Essa diversidade reflete a posição geográfica do município em uma zona de transição ecológica. 
Hidrografia
O Rio Parnaíba é o principal curso d'água da região, sendo perene e navegável por embarcações de pequeno porte. Além dele, o município conta com diversas lagoas e riachos que desempenham papel crucial no abastecimento de água e na agricultura local. 
Solos
Os solos predominantes no município de Miguel Alves incluem os chamados solos concrecionários tropicais, que são solos duros com presença de cascalhos ou pedregulhos de óxidos de ferro e alumínio, com baixa fertilidade natural. Também ocorrem solos arenosos (areias quartzosas), que têm textura leve, drenagem rápida e baixa retenção de água e nutrientes, exigindo uso intensivo de adubação para atividades agrícolas. Além desses, há presença de solos hidromórficos, comuns em áreas alagadas ou mal drenadas, que tendem a ser encharcados em parte do ano, e solos aluviais eutróficos, encontrados em áreas de várzea, geralmente mais férteis devido à deposição recente de sedimentos pelo Rio Parnaíba. 
Essas condições do solo indicam a necessidade de práticas agrícolas cuidadosas, como correção da acidez, adubação orgânica e manejo conservacionista para garantir a produtividade e evitar degradação 
É importante destacar que Miguel Alves está entre os municípios do Piauí com risco de desastres ambientais, como enxurradas e inundações, devido a fatores como urbanização desordenada e ocupação de áreas inadequadas. Em 2009, cerca de 146 famílias ficaram desabrigadas, após um período de chuvas intensas, e a situação ficou mais crítica após a abertura de comportas da barragem Boa Esperança que estava com a maior vazão desde 1985.
Economia
Miguel Alves é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
O município possui uma forte vocação agrícola, com destaque para a produção de banana, laranja, coco da baía, castanha de caju e manga. A pecuária também é relevante, com rebanhos de bovinos, caprinos, ovinos e suínos. O setor de serviços e comércio complementa a atividade econômica local.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 133 admissões formais e 72 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 61 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 45.
Até setembro de 2025 houve registro de 3 novas empresas em Miguel Alves, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 11 empresas.
Cultura e Tradições
No final do século XIX, com o crescimento da população em suas terras, Miguel Alves idealizou a construção de um templo religioso. Com o apoio de Ricardo Antônio Xavier, Lúcio Ferreira da Silva e Mariano de Sousa Mendes, foi erguida a primeira capela dedicada a São Miguel Arcanjo. Atrás dessa capela, existia um pequeno cemitério, como era comum nas comunidades da época. 
Naquele período, não havia um padre residente no povoado, e a assistência religiosa era prestada de forma esporádica por vigários da Paróquia de União, que enfrentavam grandes dificuldades de locomoção, utilizando como principais meios de transporte os animais e embarcações. 
Com o passar dos anos, o aumento da população, o fortalecimento da comunidade e, posteriormente, a emancipação do município despertaram a necessidade de uma igreja maior. Todos desejavam que o novo templo fosse construído exatamente no mesmo local da antiga capela, pois a elevação do terreno, situada no centro da cidade, oferecia uma posição privilegiada e ampla visibilidade. 
Em 1927, durante uma visita pastoral, o bispo Dom Severino Vieira de Melo apresentou o projeto de construção da nova igreja matriz. Pouco tempo depois, iniciaram-se as obras, sob a responsabilidade de um mestre de obras vindo de Teresina. Os materiais, trazidos por via fluvial a partir de Parnaíba, foram transportados manualmente pela própria comunidade local, que participou ativamente de todo o processo. 
A consagração do templo aconteceu em 20 de dezembro de 1940, presidida por Dom Severino, que também nomeou o padre alemão Franz Göeres como o primeiro vigário da paróquia. Coube a ele concluir a construção da Igreja de São Miguel Arcanjo, onde instalou uma torre de bronze — até hoje a única desse tipo no estado do Piauí. 
Posteriormente, com a construção da nova igreja no mesmo local da antiga capela, o pequeno cemitério original acabou ficando abaixo do nível do templo. 
Festejos de São Miguel Arcanjo
A principal cerimônia popular do município são as festividades do padroeiro São Miguel Arcanjo, que se iniciam com o levantamento de um mastro fincado no solo. Essa é uma tradição que remonta aos tempos coloniais e ainda é comum no interior de alguns estados. O período de realização vai de 19 a 29 de setembro
Turismo
O turismo em Miguel Alves é impulsionado principalmente pelo Rio Parnaíba, destacando-se pela maior curva que o rio forma na cidade, oferecendo paisagens panorâmicas. A cultura e o lazer atraem visitantes da região, sendo a principal cerimônia popular as festividades do padroeiro São Miguel Arcanjo, que se iniciam com o tradicional levantamento de mastro, uma tradição que remonta aos tempos coloniais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

JAGUARARI - BAHIA

Jaguarari é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado no centro-norte do estado. Possui três distritos (Sede, Pilar, Gameleira e Juacema) e vários povoados, dentre eles Santa Rosa de Lima, Jacunã e Flamengo. Sua população estimada pelo IBGE, para 2025, era de 34.528 habitantes.
História
O povoamento da região de Jaguarari, originalmente habitada por indígenas quiriris, ocorreu devido à expansão da pecuária pelo Sertão baiano e a descoberta de jazidas de ouro em Jacobina. 
No século XVII, o local em que hoje está a cidade de Jaguarari era um sítio homônimo, pertencente a José Manoel da Paixão, Margarida de Barros, Teodoro José Bonfim e Vítor de tal. 
No século XIX, fixaram-se no território jaguarariense colonos oriundos de regiões vizinhas, atraídos pela fertilidade das terras. Com isso, formou-se o povoado de Jaguarari, o qual passou a receber assistência religiosa em 1888, quando estava em desenvolvimento progressivo. 
A Lei Municipal n.º 11, de 23 de outubro de 1893, elevou o povoado de Jaguarari à categoria de distrito, subordinado ao município de Bonfim. 
O distrito de Jaguarari foi elevado à condição de município, desmembrando-se de Bonfim, por meio da Lei Estadual n.º 1.905, de 6 de agosto de 1926, sendo instalado em 3 de outubro do mesmo ano. No entanto, em um primeiro momento, essa autonomia durou pouco, pois o Decreto Estadual n.º 7.202, de 16 de janeiro de 1931, extinguiu o município de Jaguarari e reanexou-o a Bonfim como uma subprefeitura. 
O município de Jaguarari foi restaurado em 15 de julho de 1933, por meio do Decreto Estadual n.º 8.545, sendo reinstalado em 9 de agosto do mesmo ano.
O topônimo Jaguarari é de origem indígena, significando 'Onça Pequena'.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jaguarari, pela Lei Municipal n.º 11, de 23 de outubro de 1893, subordinado ao município de Bonfim. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Jaguarari figura no município de Bonfim. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento 1º de setembro de 1920. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Jaguarari, pela Lei Estadual n.° 1905, de 06 de agosto de 1926, desmembrado de Bonfim. Sede no antigo distrito de Jaguarari. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de outubro de 1926. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7202, de 16 de janeiro de 1931, o município foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Bonfim. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Jaguarari, pelo Decreto Estadual n.º 8545, de 15 de julho de 1933, desmembrado de Bonfim. Sede no antigo distrito de Jaguarari. Constituído do distrito sede. Reinstalada em 09 de agosto de 1933. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Jaguarari e Catuni. 
Pelo Decreto Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Catuni, foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede município de Jaguarari. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído distrito sede. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, foi novamente anexado a Senhor do Bonfim, do qual voltou a ser desmembrado em 1° de junho de 1940, pelo Decreto Estadual n.º 12.978. 
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Juacena (ex povoado) e anexado ao município de Jaguarari. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Jaguarari e Juacena. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1999. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 3 distritos: Jaguarari, Juacena e Pilar. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023. 
Geografia
O município de Jaguarari tem uma área territorial de 2.466,009 km² e uma população, segundo o censo de 2022, de 32.703 habitantes. Sua sede municipal está a uma altitude de 661 m. 
Sua principal atividade econômica é a mineração, com a extração do cobre feita pela Mineração Caraíba S.A. Era a quarta maior produtora de cobre do Brasil em 2018, respondendo por pouco mais de 6% da produção nacional. 
Acesso
A cidade tem como principal acesso a rodovia BR-407, que liga Salvador a Juazeiro. 
Arqueologia
Há em Jaguarari registros de Sítios Arqueológicos de Arte Rupestre denominados Tapagem, Oliveiras, Mocambo, Pedra Lisa localizado no povoado de Sítio do Meio, Lagoa da Ponta Baixa, Rastro da Ema situado no Povoado de Flamengo, São José, Pedra do Caboclo Brabo na Fazenda Baixa Verde, Fazenda Bela Vista, Caldeirão Velho e Barrinha este último destaca-se por contar com a maior extensão de gravuras rupestres do país, os demais chegam a 9 mil anos de existência. Temos também o Sítio Paleontológico Lajedo, localizado no Povoado de mesmo nome. A Maioria dos sítios encontram-se relativamente próximos à sede municipal. 
O Sítio Arqueológico de Arte Rupestre Oliveira é um sítio pré-histórico que apresenta cinco painéis e se caracteriza por pinturas feitas à base de pigmento mineral com motivos geométricos e zoomorfos dos quais se destacam formas semelhantes a batráquios e serpentess. As pinturas foram confeccionadas nas cores vermelho, amarelo e preto, sobre suporte rochoso em paredão de quartzito que bordeja o rio local.
Vegetação
A vegetação original de Jaguarari pertence ao bioma da Caatinga, com formações xerófilas adaptadas ao clima seco, além de ecossistemas de transição em margens de rios e vales. A cobertura vegetal natural inclui arbustos espinhosos, árvores de pequeno porte, e cobertura esparsa em solos menos férteis. Em áreas mais elevadas ou nas chapadas há elementos de vegetação mais densa ou fragmentos de mata de galeria. A vegetação desempenha papel importante na conservação do solo e da água, e em manter a biodiversidade local.
Fauna
A fauna representada no Sítio Paleontológico de Lajedo é de megamamíferos, herbívoros e carnívoros tendo destaque para as preguiças gigantes que tinha mais de 80 gêneros, sendo que o maior era conhecido como Megatério "Grande Besta", tinha três metros de altura e chegava a medir cerca de seis metros entre o focinho e a cauda, também foram encontrados indícios de sua existência no Distrito de Santa Rosa de Lima. Dentre os carnívoros destacava-se o esmilodonte, "sorriso com dentes", popularmente chamado de tigre-dentes-de-sabre, possuía dentes caninos que podiam alcançar cerca de 20 cm e ficavam para fora da boca, sua característica mais marcante. Chegava a ter 3 m de comprimento e 300 kg. É válido ressaltar que não existe por parte do poder público políticas públicas que visem à preservação do material e imaterial do município. 
Clima
Em Jaguarari, o verão é longo, quente, úmido e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, seco, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 32 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Jaguarari e realizar atividades de clima quente é do fim de agosto ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 6,1 meses, de 29 de setembro a 3 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Jaguarari é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 3 de junho a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Jaguarari é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média. 
Economia
Jaguarari é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 1,6 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 518 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 206.
Até setembro de 2025 houve registro de 4 novas empresas em Jaguarari, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 5 empresas.
A economia de Jaguarari está centrada em três vetores principais: agricultura familiar, mineração e serviços. A agricultura familiar cultiva produtos adaptados ao semiárido, como feijão, milho, mandioca, além da pecuária extensiva de bovinos, caprinos e ovinos. A mineração tem também papel relevante: em determinadas épocas o município contou com extração de cobre e outros minerais. O setor de serviços — comércio, administração pública, transporte — complementa a economia local, dada a função de Jaguarari como centro de referência regional. Recentemente, investimentos como a entrega de um novo mercado municipal para apoiar a agricultura familiar no distrito de Pilar indicam esforços para fortalecer a economia agropecuária.
Religião
Em Jaguarari a religiosidade é muito forte, o santo padroeiro é São João Batista, no qual no mês de junho é reverenciado. A maioria das comunidades pertencentes à Jaguarari possuem um santo padroeiro, como em Pilar, São Pedro (reverenciado com festejos no começo de Julho), em Juacema o Sagrado Coração de Maria reverenciado em setembro e em Jacunã com o santo padroeira Santo Antônio. A Igreja Católica segue dominante, todavia o município possui diversas entidades religiosas, tais como: Congregação Cristã no Brasil (segunda igreja mais frequentada no município), Assembleia de Deus, Igreja Presbiteriana, dentre outras. O candomblé e Kardecismo também são cultuados. 
Turismo
Embora Jaguarari não seja um dos grandes destinos turísticos nacionais, há um potencial crescente para turismo de natureza, rural e cultural. A cidade preserva tradições sertanejas, festividades juninas robustas (em especial as que celebram São João Batista, padroeiro local), e paisagens que mesclam chapada, rios, trilhas e vegetação de caatinga. Esportes ao ar livre como mountain-bike, trilhas em serras e visita a rios e cachoeiras são citados como alternativas de lazer e turismo. A valorização do artesanato local, da cultura vaqueira e das festas populares também oferece apelo para visitantes que buscam experiências autênticas do interior nordestino.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .