segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

DOURADOS - MATO GROSSO DO SUL

Dourados é um município brasileiro da região Centro-Oeste, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. O município está situado no centro-sul de Mato Grosso do Sul entre a Serra de Maracaju e a bacia do Rio Paraná sendo também parte integrante da na Região Geográfica Intermediária de Dourados e Região Geográfica Imediata de mesmo nome.
Assim como no resto do estado, sua bebida característica é o tereré, que é de fácil preparo e tomado principalmente nos encontros informais entre familiares e amigos.
Topônimo
Seu nome vem da primeira metade do século XIX, onde formou-se o núcleo populacional de São João Batista de Dourados, nome que tomou o povoado por ser próximo ao rio Dourados.
História
Em 1870, com o término da Guerra do Paraguai, iniciou-se um povoamento mais efetivo nessa região, que foi percorrida também pelos espanhóis e bandeirantes em busca de riquezas naturais. Em 1884, formou-se o povoado de São João Batista de Dourados, próximo ao Rio Dourados.
Em 1909, cerca de 50 pioneiros (destacava-se nesse grupo Januário Pereira de Araújo e Joaquim Teixeira Alves) que iniciam um trabalho apoiado na criação de um patrimônio. Pela da Lei nº 658, de 15 de junho de 1914, Dourados é elevado a distrito do município de Ponta Porã, e sua abrangência incluía os dois distritos policiais existentes na época (que foram criados em 1910). Foi aí que surgiu o Distrito de Paz. Nessa época algumas pessoas já haviam fixado residência com suas famílias na região.
A vila se desenvolvia quando, pelo decreto estadual de nº 30 de 20 de dezembro de 1935, foi oficialmente criado o município de Dourados, sendo desmembrado de Ponta Porã em 22 de janeiro de 1936. Seu primeiro prefeito nomeado foi João Vicente Ferreira. Em 13 de setembro de 1943 foi criado o Território Federal de Ponta Porã pelo presidente Getúlio Vargas, que abrangia os municípios de Dourados, Porto Murtinho, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Ponta Porã, Maracaju e Bonito (sendo Ponta Porã sua capital). Este durou apenas três anos (1943 a 1946), sendo reintroduzido ao estado de Mato Grosso em 7 de janeiro de 1947.
Em 11 de outubro de 1977 Dourados passa a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul.
Imigração
A partir dos anos 1950 a cidade começou a receber um grande fluxo de migrantes de várias partes do Brasil e também imigrantes. Esses forasteiros ocuparam várias regiões do município. Seu povoamento foi efetuado principalmente:
pela fixação de ex-combatentes;
- pela vinda de gaúchos, fugitivos na sua maioria, das consequências da revolução federalista, ocorrida no Rio Grande do Sul entre 1893 e 1895. Mais tarde, nos anos 1970, mais uma leva chega a região em razão dos preços das terras serem baixos;
- pelo desenvolvimento da cultura pastoril, principalmente por famílias mineiras;
- pela construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, de 1904 a 1914, atraindo paulistas para região;
- pela ação da Companhia Mate Laranjeira S/A, que deteve o monopólio da exploração dos ervais em toda a região, entre os anos de 1882 e 1924.
Clima
Dourados tem clima tropical de altitude, de verões brandos, sendo seco no inverno e tropical úmido no verão. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1971 (a partir de 4 de dezembro) a 1984 e de 1993 a 2000 a menor temperatura registrada em Dourados foi de -1,7 °C em 20 de julho de 1981, e a maior atingiu 38,5 °C em 28 de setembro do mesmo ano.
Educação
O município possui destaque na educação superior tendo duas universidades públicas a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, além das instituições particulares, assim o município possui 202 cursos de graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e EaD (Ensino à Distância), além de universidades a cidade conta com um campus do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) que em 2018 passa a oferecer além de curso técnico o curso superior.
A cidade é destaque também na educação não formal possuído um dos grupos escoteiros mais antigos do Estado o Grupo Escoteiro São Jorge 07/MS, que existe desde 1991, atuando no bairro Parque Alvorada. O movimento escoteiro é movimento para jovens com o apoio de adultos voluntários, que trabalhar principalmente o caráter dos jovens, nós últimos anos o Grupo Escoteiro São Jorge tem realizado diversas ações sociais no município como combate a dengue, ações que buscam preservar o meio ambiente, distribuição de roupas a comunidades carentes, entre outras. O Grupo Escoteiro São Jorge é uma instituição em fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente, filantrópica e comunitária sendo associada à União dos Escoteiros do Brasil (UEB) e reconhecido como utilidade pública municipal. Sendo premiado diversas vezes tendo destaque as diversas menções honrosa da câmara de vereadores do município, o troféu araucária pelas boa e eficiente atividade desenvolvidas, o destaque nos mensageiros da paz e o prêmio de grupo padrão ouro.
Ensino e pesquisa
A rede de ensino de Dourados é uma das mais extensas do estado. O município possui um sistema de ensino primário e secundário público e privado com uma variedade de profissionais de escolas técnicas. Com 122 estabelecimentos de ensino, 83 são do ensino pré-escolar (18 privadas e 65 pública municipal), 79 do ensino fundamental (18 privadas, 20 públicas estaduais e 45 públicas municipais) e 25 do ensino médio (sendo 7 privadas e 18 públicas estaduais). Com relação as matriculas, Dourados registrou no ensino fundamental 47.770 matriculados, sendo 6.325 (428 rurais) no ensino infantil, 33.800 (5.037 rurais) no fundamental e 7.645 (411 rurais) no ensino médio.
Já no ensino superior destacam-se importantes universidades públicas e privadas, algumas consideradas centros de referência em determinadas áreas. Entre as instituições públicas de ensino superior, podem-se destacar a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), criada em 1 de agosto de 2005, quando foi desmembrado dos quadros da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A UFGD também é aquela com o maior número de vagas de graduação e de pós-graduação em Dourados, sendo responsável também pela formação do maior número de mestres e doutores na cidade, bem como responsável por grande parte de toda a produção científica do estado de Mato Grosso do Sul. Há ainda a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), que está em implantação no município. O município também possui faculdades particulares com grande reputação regional e estadual, como o Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN) e a Faculdade Anhanguera de Dourados (FAD), mantida pelo grupo Universidade Anhanguera, além de diversos institutos de ensino superior e pesquisa em áreas específicas, entre os quais podem ser destacados a Escola Superior de Direito do Mato Grosso do Sul (ESUD) (direito) e a Faculdade Teológica Batista Ana Wollerman (FTBAW) (teologia).
Um pólo de pesquisa importante do município é a Embrapa Agropecuária Oeste, fundado em 13 de junho de 1975, e atualmente vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um centro de renome internacional em pesquisa científica, onde desenvolve ações de pesquisa e transferência de tecnologia para a sustentabilidade da agricultura na região.
Turismo
Sentir todas as culturas, experimentar o sabor da diversidade, ter novas oportunidades negócios, eventos e turismo, a região de Dourados é um ótimo local para fazer turismo e conhecer, possuindo atrativos naturais, histórico-cultural, lazer e entretenimento. Dourados se localiza no centro sul de Mato Grosso do Sul sendo um dos principais centros turísticos de MS e sua população representa aproximadamente 10% do total do Estado, tendo mais de 210 mil habitantes. Seu potencial turístico está sendo despertado na área de agroindústria, eventos, comércio e artesanato. As feiras agropecuárias, as festas de peão de boiadeiro, festas religiosas, festas tradicionais e muitos outros eventos do gênero, proporcionam a evolução dos mercados turísticos, entretenimento e de artesanato, consolidando a região, contribuindo e fortalecendo a inserção social, econômica e cultural das comunidades da região. A cidade tem seu próprio gestor de turismo, o Grande Dourados Convention & Visitors Bureau. Já na indústria turística, o município de Dourados faz parte da chamada Região da Grande Dourados. Segue abaixo as opções turísticas locais.
Turismo de contemplação
Áreas verdes
Dourados dispõe das principais áreas verdes:
Parques
- Horto Florestal: área verde localizada mais ao sul da cidade de Dourados.
- Parque Antenor Martins: o parque foi fundado em 1977 e possui aproximadamente 7.700 m². Seu destaque é um grande lago onde são realizados campeonatos de pesca. O parque já abrigou grandes eventos como o Verão Dourados.
- Parque Arnulpho Fioravanti: se localiza ao lado do terminal rodoviário e shopping center, possuindo um imenso lago e uma grande área de lazer.
- Parque Córrego Rêgo d'Água: parque em área de proteção ambiental, ao longo do leito do córrego Rego D'Água.Parque dos Ipês: inaugurado no final de 1995, já abrigou manifestações culturais de grande importância na cidade, como o "mercado étnico", recentemente realizado.
Praças
- Praça Antonio Álvares Duarte: situada em frente ao Hospital Evangélico, a praça abriga o único terminal de transbordo de Dourados.
- Praça Antonio João: localizada no centro de Dourados, possui um calçadão, conhecido como calçadão central. Ainda fica na Praça a Igreja Católica Central Imaculada Conceição, mais conhecido por Igreja Matriz.
- Praça do Cinquentenário: relata a história, que a praça foi construída quando Dourados completava 50 anos, em 1985. Eventos musicais, de dança e de teatro são frequentes nessa área pública. Esta praça também recebe eventos religiosos.
- Praça Paraguaia: praça de pequeno porte que abriga uma capela da Virgem Madre de Caacupê.
Monumentos
- Casa de Madeira (BR-163, Rodovia Dourados - Campo Grande): na data de seu tombamento, era de propriedade de Albino Gonçalves da Silva, no perímetro urbano a do Distrito da Vila São Pedro.
- Cruzeiros: um deles foi tombado como patrimônio histórico do município o "Cruzeiro" é marco do início da colonização do Núcleo Colonial de Dourados. O outro se localiza na CAND (Colônia Agrícola Nacional de Dourados).
- Estação Ferroviária de Itahum (distrito de Itaum): prédio usado para o embarque e desembarque de passageiros.
- Figueiras: situam-se nas ruas Wlademiro Muller do Amaral, em frente ao n 274 (1 figueira); Vila Amaral - Av. Pres. Vargas entre Marcelino Pires e Onofre P de Mattos (17 figueiras);Rua João Candido Câmara entre João Vicente Ferreira e Oliveira Marques (12 figueiras); Rua João Rosa Góis entre Joaquim T Alves e Cuiabá (9 figueiras); Avenida Aniz Rasselen, BR-463 (1 figueira).
- Marco de Cimento (Parque dos Ipês): delimita a divisa entre o núcleo urbano de Dourados e a Colônia Agrícola Nacional de Dourados. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal "Presidente Getúlio Vargas".
- Monumento do Colono: popularmente conhecido como "Mão do Bráz"
- Usina Filinto Müller: conhecida também como Usina Velha, na data de seu tombamento ficou estipulado que a antiga usina seria transformada no Museu de Dourados, restaurada pelo poder público municipal, a usina está localizada em uma área de 12.222 m².
Turismo agrícola
Considerada, hoje, a maior fronteira agrícola do País, a região despertou também para outra riqueza: o turismo agrícola, que visa levar o homem da cidade a conhecer as maiores fazendas de soja, milho, trigo e outros grãos dentro da melhor técnica, desde o plantio até a colheita.
Turismo de eventos
A cidade possui várias opções, entre elas cinemas, restaurantes, teatros, bares, choperias e tomar tereré, possuindo também uma vida noturna bastante rica. Atrai visitantes por eventos como a EXPOAGRO (Feira Agropecuária de Dourados), o Campeonato Brasileiro de Motocross, Festa das Nações, Festa do Peixe, Temporadas Populares e eventos científicos realizados em suas universidades.
Desportos
Possui vários outros equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas, entre eles um motódromo, dois estádios (o principal é o Douradão), cinco ginásios e dois times de futebol.
Automobilismo
A cidade possui os seguintes equipamentos automobilísticos:
- Kartódromo de Dourados
- Motódromo Fae Bianchi: pista para disputa automobilístico. Quando acontece eventos é utilizado a estrutura do Douradão.
Futebol
Os dois times de maior expressão são o Clube Desportivo 7 de Setembro e o Ubiratan Esporte Clube, estando este último recentemente retornado ao âmbito profissional do futebol. Os estádios que sediam jogos oficiais no município são:
- Estádio Fredis Saldivar: apelidado de Douradão, é o 2º maior estádio do MS e um dos maiores estádios da Região Centro-Oeste do Brasil, com capacidade para 30.000 pessoas. Foi sede de importantes jogos de futebol e atrai visitantes de outras cidades. Além de eventos esportivos, o estádio já recebeu shows musicais, entre outros eventos culturais.
- Estádio Napoleão de Souza: conhecido também por Estádio da LEDA, possui capacidade para receber 10.000 pessoas, tendo 2 banheiros e 2 vestiários. Já recebeu jogos importantes da Copa do Brasil e da Seleção Brasileira de Masters. O campo possui medidas oficiais e gramado esmeralda.
Outros esportes
Dourados ainda conta com 5 ginásios:
Centro de Atividades Mário Amato: ginásio pertencente ao Sesi, possui uma quadra poliesportiva coberta, com o piso de assoalho.
- Ginásio da Unigran: além do ginásio possui um campo de futebol suíço de grama esmeralda.
- Ginásio Municipal de Esportes: principal ginásio de esportes da cidade de Dourados, abriga com destaque eventos esportivos e culturais, como o Carnaval de Cristo que há 14 anos é tradição na cidade. No que se refere a eventos esportivos de destaque, o ginásio já recebeu jogos do Campeonato Estadual de Futsal, além dos jogos escolares do município.
- Ginásio Poliesportivo do SESC: além do ginásio, o Sesc de Dourados tem parque aquático com uma piscina semi-olímpica e uma de biribol, equipamentos para natação e estrutura para competição.
Futebol Americano
Dourados possui um time de Futebol Americano, que vem expandindo o esporte pela cidade.
Cultura e literatura
A identificação do espaço geográfico local de Dourados ocorre com seus elementos, formas e funções culturais muito específicas e estimulantes. A cidade está formando sua identidade cada vez mais através da cultura e dos costumes de seu povo, com espírito guerreiro e forte herdado dos indígenas e a força da agropecuária que refletem na cultura e nos costumes do povo desta região. Há a necessidade ainda de apreender um espaço que tem se inscrito na história precedente e recente do município, sendo bem desenvolvida culturalmente. Possui várias opções que abrangem assuntos culturais locais.
Cultura popular
Produtos regionais - em Dourados, entre o artesanato que pode ser encontrado à venda, entre outros lugares, na Casa do Artesão, encontram-se peças de cerâmica que podem ser pintadas de forma colorida, ou não, muitas vezes representando animais da região e do Pantanal. Estes trabalhos muitas vezes apresentam detalhes em madeiras típicas da região. Também é possível encontrar peças, como vasos, que possuem utilidade mais que puramente decorativa. Artesãos da cidade ainda produzem rendas de alta qualidade e outros tipos de tecelagem.
Costumes
Influência - é composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores: entre as principais destas influências estão as culturas paulista, sulista e de países como Síria, Líbano, Japão e Paraguai. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Entre os costumes mais fortes da cultura de Dourados tem relação com o meio rural, em eventos como a exposição agropecuária local, por exemplo. A influência que o campo exerce na cidade é grande e percebe-se através dos alimentos.
Músicas típicas
Na música destacam-se gêneros provenientes do Paraguai como o chamamé, polca e guarânia, visto que a cidade tem laços estreitos com aquele país.
Instrumentos
- Acordeão: o som do acordeão é criado quando o ar que está no fole passa por entre duas palhetas (localizadas no chamado castelo, dentro do fole), que vibram mais grave ou agudo de acordo com a distância entre elas (quando mais distantes, mais grave o som) e seu tamanho (quanto maior, mais grave o som produzido). Quanto mais forte o ar é forçado para as palhetas, mais intenso é o som. O ar é proveniente do fole, que é aberto ou fechado com o auxílio do braço esquerdo. A maioria dos acordeões tem quatro vozes, que são diferentes oitavas para uma mesma tecla ou botão. Portanto, num acordeão de quatro vozes com o registro 'master' pressionado, ao tocar um Dó, na verdade são tocados dois Dó na oitava que pressionou, um Dó uma oitava acima e um Dó na oitava abaixo, e isso é responsável pelo som único do acordeão.
- Flauta: possui um som melodioso, de timbre suave e doce.[118] Seu som depende essencialmente, por um lado, da natureza e da direção da onda de ar e, por outro, do comprimento da coluna de ar. O som fundamental da flauta é o DÓ3, a partir do qual a extensão do instrumento é de 3 oitavas, graças aos harmônicos 2 e 4 (oitava e dupla oitava), cuja emissão é obtida pela modificação da pressão do sopro.
- Harpa: com formato sempre triangular lembrando um arco de caça, a harpa é constituída pela caixa de ressonância, coluna, pescoço(s), pedais e cordas.
- Violão: possui corda de nylon ou aço, concebida inicialmente para a interpretação de peças de música erudita. O corpo é oco e chato, em forma de oito, e feito de várias madeiras diferentes. O braço possui trastes que a tornam um instrumento temperado. As versões mais comuns possuem seis cordas de nylon, mas há violões com outras configurações, como o violão de sete cordas e o violão baixo, com 4 cordas, afinadas uma oitava abaixo das 4 cordas mais graves do violão.
- Viola caipira: a viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.
Gêneros musicais
Os gêneros musicais típicos de Naviraí é grande parte proveniente do Paraguai em função da proximidade com aquele país:
- Chamamé: é um gênero musical tradicional da província de Corrientes (Argentina), apreciado também no Paraguai e em vários locais do Brasil (Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul). Em sua origem se integram raízes culturais dos povos indígenas guaranis, dos exploradores espanhóis e até de imigrantes italianos. Na Argentina, o chamamé é dançado em compasso ternário, ou seja o chamamé valsado, na língua indígena guarani, chamamé quer dizer improvisação. O chamamé é o resultado do amor, da fusão de raças (etnias), que misturadas com o tempo contaram a história do ser humano e de sua paisagem, projetando-se inclusive para outras fronteiras. Utiliza o acordeão e o violão como instrumentos principais.
- Guarânia: gênero musical de origem paraguaia, em andamento lento, geralmente em tom menor. As canções mais conhecidas são: Índia, Ne rendápe aju, Panambi Vera e Paraguaýpe criado orquestra sinfônica modo baseado em poemas, canções com sinfônico accompaniments. O gênero seduz as populações urbanas, mas não no interior. Isto é provavelmente devido ao interesse das pessoas por estilos mais rápido como a Polka ou o Purahéi Jahe'o.
- Polca paraguaia: também chamada de Danza Paraguaya (ou dança paraguaia em espanhol), é um estilo musical criado no Paraguai no século XIX.
Danças
As danças típicas de Naviraí têm origens diversas, mas grande parte origina de seus semelhantes do Paraguai e Sul do Brasil.
Chupim: dança que simboliza a polca paraguaia, representado por três pares, que imitam a ave de mesmo nome cortejando as fêmeas. Frequentemente vai-se ao encontro do Carão, imitação do pássaro de mesmo nome, que é um ave de rapina que tenta roubar de qualquer jeito a fêmea/dama do seu companheiro. É acrescentado ainda toques de castanholas, com os dedos das mãos, da aculturação dos espanhóis. Possui como movimentos a catena, tourear o par, danças e rodar o par.
- Mazurca: dança igual a rancheira, que é muito comum na região Sul do Brasil e segue o mesmo formato dos bailes sulistas.
- Palomita: dança de salão executada sob o som de polca paraguaia e/ou chamamé. No Paraguai se utiliza um gênero de mesmo nome para tal dança, com revezamento entre casais participantes.
- Polca de Carão: chamada também de Polca do Fora, a dança é uma brincadeira que consiste em os dançantes levarem um carão (ou um fora) do seu pretendente. E continua até que todos levem um carão.
- Toro Candil: caracteriza-se mais como uma brincadeira do que como dança ou folguedo. É feita com o boi (toro em espanhol) feito de arame, pano e a ossada natural da cara do boi, que é abatido para a festa. Duas tochas com fogo aceso são colocadas ao chifre do boi candeeiro (candil em espanhol). Brincantes mascarados (mascaritas em espanhol) fazem apresentações vestidos para não serem reconhecidos (ambos os sexos) brincando entre si e mudam o seu idioma para o guarani. Enquanto o Toro Candil não chega, faz-se a brincadeira do bola-ta-ta (bola de pano embebida em óleo e acesa), daí chuta-se a bola de um brincante para outro até ela apagar totalmente. Então entra em cena o Toro Candil para alcance do auge da festa. Quando ficam cansados, vão para o salão e dançam (pode-se dançar com outro brincante do mesmo sexo, pois eles não se conhecem) no ritmo de salsas e merengues.
- Xote aos Pares: também chamado de Xote de Três, é uma dança equivalente ao Xote de Duas Damas, que é muito executado na Região Sul do Brasil.
- Xote Inglês: trazida pelos migrantes do Sul do Brasil, possui formato de xote com duas divisões bem definidas: uma com o ritmo que leva a marcação do giro executado pelo par com seis passos girando á esquerda e depois mais seis passos para a direita e na sequência marca-se dois passos para a a esquerda e dois para a direita com um giro para a direita com mais três passos repetidos nessa segunda parte. Após volta-se ao início e a dança continua até o fim.
Gastronomia e bebidas
Dourados incorpora elementos da cultura paraguaia e indígena em sua gastronomia, visto que recebe influência desses dois meios. Com destaque para as xipas paraguaias. Uma bebida muito comum na cidade é o consumo do tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, de fácil preparo e tomado nos encontros especialmente em grupos jovens. Existem regras que não podem ser quebradas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente nos fins-de-semana, acompanhada de música regional (antigamente guarânia e chamamé, hoje, principalmente, sertanejo).
Movimento cultural
Dourados tem tamanho médio, possuindo grupos de teatro e música experimentais que trabalham de maneiras alternativas.
Grupos de teatro e dança
Principais grupos de teatro e dança na ativa em Dourados:
New Street Power: um grupo criado em Julho de 2001, formado por 10 Integrantes, já conquistou muitos prêmios e é um dos maiores grupos de Dança de Rua da Cidade. Famoso por ser cobiçado e almejado por muitas pessoas, se tornou grande após participações nos Festivais de Dança do Município, seu principal coreógrafo: Luciano Lima, integrante também do grupo: TWB e que já foi integrante de outro grupo de Dança, o Street Art de Dourados.
- Agnus Street Dance: estilo dança de rua, o grupo existe há três anos, sendo responsável Claudinei Pires da Cruz (Ney). Nesse período de existência o grupo apresentou-se constantemente no Projeto Arte na Escola no município de Dourados. Além disso, o grupo obteve a 6ª colocação no 3º Festival Internacional de Hip Hop, realizado em Curitiba-PR no ano de 2004. Foi o único grupo de Mato Grosso do Sul a competir no Festival, concorreu na categoria juvenil. Sediado no Sesc Dourados.
- Companhia de Teatro Rebuliço: o grupo, de atuação infantil, infanto-juvenil, empresarial e adulto apresenta-se em teatros, anfiteatros, escolas e teatro de rua, trabalhando ainda com bonecos, realizam cursos e palestras.
- Ginasloucos: basquete acrobático, é formado por alunos da Unigran (Centro Universitário da Grande Dourados), eles fazem abertura de jogos municipais e já participaram do quadro "Se vira nos 30" no programa do Faustão em 2003 e 2004, Programa da Eliana (SBT), Ana Rickmann (Record) e de festivais em SP, RJ, PR. Os participantes não são jogadores de basquete, usam desse esporte técnicas para apresentar shows de enterradas de forma acrobática. O líder do grupo é Rogério da Cruz Montes, professor de Educação Física.
- Grupo de Atores Independentes: de estilo contemporâneo, o grupo existe desde 1996 e participa frequentemente dos Festivais Sul Mato Grossense de Teatro, organizados pela Fesmat, e também do evento Dourados em Cena. Seus trabalhos são voltados para o teatro infantil, adulto e peças de rua. O grupo fez recentemente as campanhas de prevenção da Aids da Dengue (Dia D) na cidade de Dourados, quando foram contratados pela Secretaria Municipal de Saúde local.
- Grupo de Dança Las Calândrias: especializado em danças típicas do Paraguai, o Grupo de dança Las Calândrias existe desde 1998 e durante este tempo apresentou-se por todo estado e ainda em Cuiabá-MT, Brasília-DF, Assunção-Paraguai. Participou também do 5º Festival de Inverno de Bonito.
- Grupo de Dança Xirú: especializado em danças típicas gauchescas, esse grupo é subdividido em mirim, juvenil, adulto e xirú. O grupo costuma se apresentar no CTG, em escolas, eventos sociais e jantares de confraternização.
- Grupo de Teatro Teic a Trango: grupo de teatro da Escola Imaculada Conceição. De estilo infantil, é composto por alunos da escola e formado por 4 turmas de 15 atores. Apresentam-se em diversos eventos infantis, como na semana da criança.
- Grupo Experimental Anna Pavlowa: de estilo balé clássico, moderno, contemporâneo, dança do ventre, é formado por meninas que dançam na escola de balé Anna Pavlowa, que fazem apresentações artística em encontros de academias e festivais de dança.
- Grupo Padrões Cia de Dança: de estilo contemporâneo e teatro de dança, apresentam-se em várias ocasiões, com vários estilos como dança de salão, jazz, contemporrâneo e moderno.
- Grupo de Teatro Passa Anel: O grupo de teatro infantil existe desde 2000 na Escola Franciscana Imaculada Conceição, porém, só recebeu o nome no ano de 2009. O grupo é formado por duas turmas de 20 alunos. Sempre fez apresentações internas e sua estreia no Teatro Municipal foi no ano passado com a Peça "Foi na casa do mestre André" de direção e autoria da Professora Rejani Betoni Garcia Vendramini e será reapresentado em 2010 por convite da FUNCED - Dourados.
- Grupo de Teatro Borboletas na Barriga: o Grupo de teatro infantil da Escola MACE, dirigido pela professora Rejani Betoni Garcia Vendramini, existe desde 2006 e todos os anos se apresenta para a comunidade no evento anual Palco MACE. "Encanta Criança" (2006), "Se liga no nosso som" (2007), "Viagem ao mundo do cinema"(2008), "Tem vaga pra Chapeuzinho."(2009)
- Grupo Teatral Entreartes: de estilo contemporâneo e infantil, o grupo existe desde 1991 e ao longo deste período já apresentou inúmeras peças, entre as quais muitas delas receberam premiações e menções honrosas. Entre as peças montadas pelo grupo podemos destacar: o primeiro espetáculo realizado pelo grupo que foi em 1992, "O mistério da feiurinha", "Alice no país das maravilhas" (1993), "A sementinha" (1994) que recebeu menção honrosa no 2º Festival de Monólogos de Dourados, "Pluft" vencedor de 9 prêmios no 1º Festival Universitário de Teatro Amador de Dourados, além de ter recebido três indicações no Festival de Teatro de MS nas categorias de melhor direção, cenário e espetáculo. Há ainda as peças "Peter Pan" e "Morte Vida Severina" (1996), onde a primeira fora vencedora de sete prêmios no 3º Festival de Teatro Brasil-96, "A menina e o Vento" e "O Patinho Feio" (1997) onde com a segunda peça receberam o prêmio de ator revelação (Rafael Franzini) no 19º Festival de Teatro de MS. Em 1998 o grupo montou e apresentou as peças "Claudinho estala fora" e "Tarde chuvosa". No ano seguinte (1999) com a peça "Menino Maluquinho" o grupo foi vencedor de 6 prêmios no 2º Festival de Teatro Universitário de Dourados (Festudo) e com a mesma peça foram vencedores dos prêmios de melhor direção, espetáculo e atriz no 21º Festival de Teatro de MS. O grupo foi responsável pela montagem e apresentação dos espetáculos "Sítio do Pica-pau-amarelo", "Bom dia Comadre" e pela remontagem de "Peter Pan" nos anos 2000, 2001 e 2002 respetivamente. Meire Milan é a responsável pelo grupo.
- Companhia Teatral Trupe Zomba: de estilo contemporâneo, a Cia. Teatral Trupe Zomba foi fundada em agosto de 2004 na cidade de Dourados/MS com o objetivo de promover a formação de alunos-atores, montagem de espetáculos e intervenções. Fez parte de um projeto de extensão da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul – UEMS (2004-2009) e tem apoio de outras instituições como FUNCED, Casa da Cultura da UEMS e SESC-Dourados. O primeiro trabalho teatral da companhia foi à peça Fuck You, Baby de Mário Bortolotto em 2005. No período de 2006 foi realizada a I Mostra de Sketches com diferentes linguagens teatrais: poesia, realismo, o absurdo, a comédia e o sarcasmo. As pesquisas e a escolha das peças são direcionadas com a relevância social através de parcerias com instituições como SENTINELA (2005), CORREIO (2006). No ano de 2007 e 2008 realizou a montagem de Inimigos de Classe de Nigel Willians (violência na escola); Quando as Máquinas Param de Plínio Marcos, II Mostras de Esquetes circulando em Dourados e região. Realizam apresentações de poesia ao pé-do-ouvido (aberturas de eventos institucionais). Produção para empresas como o SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalhado): Doux-Frangosul (2008-2009); Eletrosul (2009/2011); Embrapa (2009) SESI/DOURADOS (2013); Campanha publicitária para UNIMED 30 anos (2009); Campanha publicitária para SICRED Pouped (educação financeira) – mais de 30 apresentações pelo sul do Estado (2009/2013). Montagem e circulação do esquete “Claro” de David Ives (teatro absurdo) - 2009; “Hotel Lancaster” de Mário Botolotto (2009) e das peças infantis “Luas e Luas” de James Thurber (2009/2010/2013) e “Operação Planeta” de Lucas Sayão e Rodrigo Perandré (2012/2013). Até o ano de 2009 a Cia. Teatral foi dirigida pela Professora Paula Regina Alvarenga, a partir de então a Trupe Zomba é dirigida pelo Educador Social: Lucas Gabriel dos Santos Sayão.
- Hendÿ: foi um Grupo de Experimento e Pesquisa em Teatro. Foi um grupo independente no município de Dourados, de carater experimental e foi aprovado em importantes editais a nível regional e estadual. Em seus quatro anos de atividade procurou desenvolver atividades teatrais de qualidade no estado de Mato Grosso do Sul.
- Grupo Mandi´o: o Grupo Mandi´o é um grupo que nasce no curso de graduação Bacharelado e Licenciatura em Artes Cênicas na Universidade Federal da Grande Dourados UFGD, tem caráter interdisciplinar nos campos de Pesquisa, Ensino, Extensão e Arte, sobre cultura brasileira ameríndia, atua desde 2010 e  procura criar, identificar, compreender e refletir como ocorre e se perpetuam as diversas formas de processos de criação em Artes da Cena em relação as manifestações da Cultura brasileira ameríndia e suas especificidades na região fronteiriça de Mato Grosso do Sul. Além de elucidar a relação destas manifestações na sociedade contemporânea. Os projetos inseridos no Grupo relacionam-se com as Comunidades Guarani Kaiowá de Panambi, Panambizinho, Aldeia Bororó e Jaguapiru, indígenas Kaiowá acampados em Lagoa Rica; Ita´y e Guyracamby´i, além de jovens e crianças dos assentamentos da fazenda Nova Itamarati. Nossas ações são sempre construídas junto com esses grupos e desenvolvidas como uma rede que permite a interação prática, teórica e artística, em um viver comunitário. O objetivo é a criação de processos artísticos que reflitam crítica e criativamente a condição social e intercultural a que os Kaiowá e nós estamos expostos. Nós nos entendemos como um grupo de pesquisa de dança/teatro contemporânea e das expressões culturais enraizadas no solo sul-mato-grossense. O grupo circulou diversas regiões do Brasil com o espetáculo " ARA PYAHU; (des)caminhos do contar-se" contemplado em 2014-2016 pelo prêmio Klauss Vianna de Dança.
Centros culturais e de exposições
- Casa de Cultura da UEMS: é vinculada a Universidade Estadual de Mato Groso do Sul. Não tem como função principal ser um local para exposições, mas sim um centro de ensino e manifestação cultural. Realiza eventos culturais articulados com a UEMS, dentre esses possui oficinas de teatro, corais, coordenados por professores da UEMS e com o alvo voltado para a comunidade. Ainda possui um centro popular de estudos musicais, com aulas gratuitas de música para a comunidade carente.
- Centro Cultural Perpétuo Socorro: conhecido também como IAD, é um espaço cultural que promove mostras culturais e artesanais.
- Salão de Artes de Dourados (SAD): situado no antigo Supermercado Catarinense, promove exposição de obras de artistas douradenses e da região.
Museu
- Museu Histórico de Dourados: o acervo do museu conta com documentos sobre a história de Dourados: fotografias e objetos pessoais de pioneiros como Marcelino Pires, moedas, móveis antigos, indumentárias, livros, revistas, além de um acervo indígena. O Museu foi criado em 1977 e reinaugurado em 20 de dezembro de 2002.
Instituições literárias
Entidades
- Academia Douradense de Letras: com sigla A.D.L., é uma associação de duração ilimitada, que tem finalidade exclusivamente literária e cultural, legalmente constituída em pessoa jurídica. É a associação literária máxima que representa a cidade de Dourados perante a Academia Brasileira de Letras.
- Grupo Literário Arandu: fundado em 17 de maio de 1997, pelos escritores Carlos Magno Mieres Amarilha, Edy Salis Leite, Luciano Serafim, Maria Lucia Tolouei, Nicanor Coelho, Regina Meyer e Simone Areco, com objetivo de incentivar a publicação de obras literárias dos novos autores douradenses. O Grupo se apresentou à sociedade por meio da realização da 1ª Feira de Poesia, nos dias 17 e 18 de maio de 1997, evento que contou com a exposição de varais com poemas de poetas já consagrados em Dourados e de estudantes de escolas públicas e particulares, no Parque dos Ipês, além de apresentações musicais e de capoeira. Na ocasião, foi publicado o Manifesto Arandu, que reivindicava espaços para a difusão e valorização da literatura sul-mato-grossense. Em julho de 1997, o Grupo lançou a Revista Arandu, para a publicação de artigos científicos produzidos na Região e é publicada até hoje.
Bibliotecas
- Biblioteca UEMS: incorporada à biblioteca da UFGD, aberta para visitação.
- Arquivo Público da UFGD: situado dentro da UFGD.
- Biblioteca Pública Municipal Vicente de Carvalho: tem um acervo de 14.500 livros. A biblioteca foi fundada em 1967 e possui uma área para estudo que suporta 32 pessoas sentadas.
- Biblioteca do SESC Dourados: possui 3.800 livros e recebe 7 periódicos semanais e mensais. A biblioteca possui internet e ar-condicionado.
- Biblioteca da Academia Douradense de Letras: a biblioteca possui 3.827 livros e 186 apostilas de 2º grau.
- Biblioteca Isaura Higa: situada dentro da UFGD, possui 22.462 títulos, 44.305 exemplares, 619 periódicos, 614 teses e ainda jornais locais e revistas. Possui local para estudos, ar-condicionado e computadores.
- Bliblioteca da UNIGRAN: a maior de Dourados, com mais de 80 mil exemplares, entre livros e períodicos. É estruturada também com computadores e acesso à internet: localiza-se dentro da UNIGRAN.
- Biblioteca Interativa Centro Social Marista Dourados: possui cerca de 3.500 livros entre Literatura, Didático, Paradidático, Vestibular/Concurso e Pastoral, recebe 6 periódicos semanais e mensais e assina dois jornais locais. Possui local para estudos e computadores.
- Biblioteca Pública Municipal Prof. Chester Soares Bonfim: a Biblioteca fundada pelo prefeito José Laerte Tetila localiza-se na Praça do Cinquentenário.
Referência para o texto: Wikipédia .

sábado, 14 de dezembro de 2019

SANTA LUZIA - MINAS GERAIS

Santa Luzia é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, pertencente à Região Metropolitana de Belo Horizonte.
História
Período colonial
A história do município originou-se com aventureiros que em busca de riquezas, descobriram Santa Luzia. Tudo começou, em 1692, durante o ciclo do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, as margens do Rio das Velhas, no qual se fazia garimpo de ouro de aluvião. Em 1695 uma grande enchente do rio destruiu todo o povoado, localizado próximo ao atual bairro de Bicas, então o pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde hoje, é o Centro Histórico da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado, que recebeu o nome de Bom Retiro. Em 1724 foi criado a Freguesia de Santa Luzia, subordinado a Sabará.
Havendo já alguns arraiais nas proximidades e ao longo do Rio das Velhas, existia entretanto, um grande hiato entre Roça Grande e a região de Sete Lagoas, tornando-se difícil o abastecimento das populações nômades e o descanso das tropas que de mandavam o norte do estado. Nessa época, começaram a surgir várias fazendas, em vastos latifúndios, criadas para o descanso do gado e para suprir o abastecimento regional.
Com o movimento crescente que se operava na região de Sete Lagoas, foram abertas várias estradas, que, atingindo Jequitibá, atravessavam diversas localidades, entre elas, o arraial de Santa Luzia. Estas estradas desempenharam importante papel no povoamento da região, não só pelo intenso comércio que propiciavam como também, pelo estabelecimento de ranchos e capelas e pelos numerosos contingentes humanos, que por elas afluíam as Minas, vindos do Norte e dos portos da Bahia. O povoado definitivo de Santa Luzia teria surgido entre 1721 e 1729, no alto das colinas, em cujos vales corriam o córrego das Calçadas, o córrego Seco ou do Dantas e o córrego dos Cordeiros, socavados na época, por mineradores em busca de ouro.
Nesse local, no topo da colina, edificou-se um rancho que acolhia numerosas tropas vindas de Sabará e outras localidades, pelas estradas que se cruzavam em forma de um "T" e que deram origem à rua do Serro, rua Direita e rua Santa Luzia. Porém, ao contrario da maioria das povoações mineiras da época, Santa Luzia cresceu e floresceu muito mais em função do comércio que da mineração. Os trabalhos mineratórios desenvolveram-se nos córregos das Calçadas, Seco e Cordeiros, mas o povoado não cresceu ali, e sim no alto de uma colina próxima, junto a um rancho que acolhia tropas que faziam o comércio entre o sertão e o Rio de Janeiro. É importante ressaltar o fator religioso na formação do povoado, pois este só surgiu quando faiscadores e tropeiros construíram uma capela, dedicada a Santa Luzia, em frente ao rancho, que foi mais tarde, inteiramente aproveitada para a capela-mor da matriz. A construção da capela, em lugar de movimento de tropas, serviu para desenvolver a atividade comercial no local, atraindo para lá pessoas que se encontravam dispersas pelas regiões vizinhas. O lugarejo foi crescendo perto da capela, a beira das estradas, convivendo, lado a lado, residências e casas comerciais. Formava um "T" com a interseção de duas estradas: a que vinha de Sabará atingia o rancho em frente da Capela, pelo Córrego das Calçadas, dando origem à rua Direita; no fundo, onde estava o cemitério, esta estrada se bifurcava a caminho de Macaúbas, Serro, Distrito Diamantino, etc, formando a rua do Serro. Em 1734 já havia bastante gente no arraial, que se espraiava pelo espigão e pelas ladeiras que subiam do córrego das Calçadas. A atividade mineradora se extinguiu, dando lugar a intensificação do comércio, que em 1740 já contava com 30 estabelecimentos. Nessa época, Santa Luzia desempenhava importante papel de centro comercial, fazendo transação de peles e salitre, com o norte do estado e com o Rio de Janeiro. Devido à sua localização estratégica, o povoado muito floresceu em função do comércio das áreas mineradoras, exercendo o papel de entreposto comercial do sertão.
O espírito religioso dos luzienses não traduziam-se apenas na construção de belos templos, mas também em algumas festas tradicionais. As mais famosas eram a da padroeira do lugar, a do Rosário, promovida pelos negros, e a do Divino, pelos brancos, como parte dos festejos do "Ciclo da Ressurreição". Todas estas festas representavam um folclore de caráter tipicamente profano religioso, mesclando heranças africanas e portuguesas, como danças, procissões, fogos, rezas, músicas e missas. A semelhança dos demais núcleos urbanos das Minas Gerais daquela época, as festas eram realizadas com grande pompa, atraindo para o local romeiros de toda a redondeza.A partir da segunda metade do século XVIII a mineração do ouro começou a declinar e a economia local voltou-se para a produção agropecuária, acarretando certa retração das atividades urbanas. Entretanto, Santa Luzia, conseguiu manter relativo progresso devido, principalmente, à sua situação privilegiada de empório comercial, como constatou José Vieira Couto em 1801.
Padroeira da cidade
Conta a história, que um pescador chamado Leôncio, que tinha problemas na visão, observou um objeto brilhando no rio, enterrado na areia. Quando pegou era a imagem de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, e assim se deu o primeiro milagre da santa, já que na mesma hora ele volta a enxergar. A imagem foi levada para a primeira capela do arraial, tornando-se a padroeira do município. Chegando a Portugal a noticia dos milagres que estavam sendo operadas padroeira do Bom Retiro de Santa Luzia, o Sargento Mor Joaquim Pacheco Ribeiro, que estava desenganado pela ciência medica da sua Pátria, volta sua última esperança para o poder divino. Faz um voto à Santa milagrosa do sertão mineiro, pedindo-lhe a visão perdida. Como recebeu o milagre, o nobre filho da terra lusitana não duvidou em dar cumprimento ao voto que fizera e vem com suas filhas Ana Senhorinha, Angélica e Adriana, começando a construção do templo, onde hoje está a Matriz de Santa Luzia, localizada na Rua Direita, no Centro Histórico, em 13 de dezembro de 1758. O ouro empregado em toda construção de decoração interna foi doado por Antônio Martins Gil e extraído no Rio das Velhas. O serviço de moldura de talha foi feito por Felipe Vieira e Francisco de Lima Cerqueira, que encheram de gloria a arte decorativa das Minas Gerais.
Formação administrativa
Um registro de 1761 que pedia a elevação do arraial à categoria de vila, apresenta como credencial para tal o fato da localidade apresentar duas grandes igrejas, mais cinco nas cercanias. Pela Lei nº 317 de 18 de março de 1847 o povoado foi a categoria de vila com a denominação de Vila de Santa Luzia, tendo com freguesias os atuais municípios de Sete Lagoas, Santa Quitéria (Esmeraldas), Lagoa Santa e Matozinhos. Nessa data é comemorado o aniversário da cidade assim como em outras cidades coloniais. Em 1850 a vila é extinta e anexada novamente a Sabará, pela lei n° 472, de 31 de maio de 1850, que suprimiu o município, provavelmente por este não ter cumprido as exigências previstas na lei de formação de município, como, por exemplo, construção de Casa de câmara e cadeira, dentro de um prazo de três anos. A restauração da Vila de Santa Luzia é confirmada pela Lei nº 755 de 30 de abril de 1856, mas sem as freguesias de Santa Quitéria e Capella Nova. A elevação a cidade é expedida logo no ano de 1858 pela Lei nº 860 de 14 de maio de 1858 com o nome de Santa Luzia do Rio das Velhas e a partir de 1924, passou a se chamar Santa Luzia.
Cidade Imperial
A partir da segunda metade do século XIX, Santa Luzia sofreu um processo paulatino de declínio. Vários fatores concorreram para isto e o mais importante parece ter sido a queda do comércio entre o sertão e o Rio de Janeiro, decorrente da decadência da mineração e, consequentemente, do poder aquisitivo da população que vivia dessa atividade. Desaparecia, assim, o sustentáculo do dinamismo econômico luziense, ou seja, papel de entreposto comercial do sertão. O centro dinâmico da Província deslocara-se para as zonas cafeeiras da Mata e Sul e as áreas que não se estruturaram em função dessa atividade, como era o caso de Santa Luzia, tiveram que reorganizar-se e passaram por períodos de crise até encontrar opções econômicas relevantes. O município voltou-se, principalmente, para a atividade agrícola de subsistência, produzindo, em 1864, milho, arroz, feijão, mandioca, trigo, batatas, café, mamona e algodão. Sua produção artesanal chegou a adquirir certo vulto nessa época, tendo-se noticia da fabricação de moveis, como por exemplo oratórios, além de imagens delicadíssimas de pedra de jaspe, chegando, ambos, a serem vendidos fora da Província.
Santa Luzia foi visitada por Richard Francis Burton em 1867, vindo de Sabará de canoa, navegando o Rio das Velhas. Hospedou-se num hotel que considerou muito precário mas barato. Teve sua atenção despertada pelo grande número de casas de prostituição estabelecidos na vila apesar dela ser tida como sede de um santuário. Comentou, porém, ter ouvido falar que esse comércio ali era menos próspero do que em Curvelo. Registrou a existência da igreja matriz e da igreja de N. S. do Rosário.
Uma atração extra de Santa Luzia é o Convento de Macaúbas, fundado pelos irmãos Manuel e Felix da Costa Soares em 1714. O convento, devido à proibição da existência de obras de ordem segunda em Minas, não era propriamente um convento mas sim uma casa de recolhimento. Só foi devidamente regulamentado no final do século XVIII. A instituição também foi visitada por Burton que anotou que a construção que visitara era de 1745 e não a primitiva de 1714 cujas ruínas ainda podiam ser vistas.
Lá se educaram filhas ilustres de Diamantina, de Chica da Silva e do padre Rolim. Quando o inquieto padre inconfidente foi para o degredo, sua mulher e filhos ficaram morando numa casa na entrada do convento. Ao regressar ao Brasil devidamente indultado, ele os recolheu, voltou para Diamantina e viveu feliz até quase os noventa anos de idade, sobrevivendo à mulher e a alguns filhos. O mais interessante é que a mulher do padre Rolim, Quitéria Rita, era exatamente filha de Chica da Silva.
Um dos acontecimentos mais relevantes na vida do luziense do século XIX foi sua participação na Revolução Liberal de 1842 contra o governo Imperial, quando alguns moradores uniram-se aos revoltosos, comandados por Teófilo Ottoni, fazendo o seu quartel-general no próprio povoado - o solar Teixeira da Costa, localizado em frente à matriz e que ainda guarda as marcas de balas em suas janelas. Santa Luzia foi palco da batalha final desta revolução, sendo um Muro de Pedras utilizado como trincheira contra as tropas legalistas de Duque de Caxias, monumento que constitui, atualmente, parte de seu acervo histórico.
Com o fim da exploração do ouro, Santa Luzia tornou-se um importante centro comercial, ponto de parada dos tropeiros que vinham negociar e comprar mercadorias. Na rua do Comércio, no bairro da Ponte, existia um porto para os barcos que navegavam pelo Rio das Velhas, transportando mercadorias comercializadas em Minas Gerais. Assim, Santa Luzia passa a ser um ponto de referência do comércio, cultura e arte.
O imperador D. Pedro II, em visita a Santa Luzia em 1881, ficou hospedado no Solar da Baronesa, um centro de referência social e cultural do século XVI, localizado na Rua Direita, no Centro Histórico. A visita foi registrada, pelo imperador, através de desenho de um trecho do centro histórico da cidade. Esse desenho foi a prova histórica que concedeu ao município o título de Cidade Imperial.
Crescimento econômico
A partir de 1880 a situação econômica luziense encontrou melhores perspectivas devido à construção de uma fábrica de tecidos, próxima a cidade. O potencial algodoeiro da região, o crescimento demográfico local e, consequentemente, a ampliação do mercado consumidor, foram fatores favoráveis ã instalação da "fábrica de Tecidos São Vicente" em Santa Luzia.
A situação internacional também contribui para o aparecimento de indústrias têxteis no Brasil, já que, em 1860, sua produção de algodão foi ampliada para exportar apara a Inglaterra, em substituição ao algodão norte-americano, cujas exportações foram interrompidas com a Guerra de Secessão. Com o fim da Guerra Civil, entretanto, as exportações norte-americanas retomaram seu lugar, acarretando uma queda da produção e exportação nacionais. Mas, ao que tudo indica, a abundância da matéria-prima a preços baixos, na década de 70, criou uma condição favorável para as manufaturas têxteis no Brasil.
Entretanto, a fábrica São Vicente não obteve o sucesso esperado nos seus primeiros anos de funcionamento. Problemas ligados à força motriz prejudicavam sua produção, provocando séria crise financeira. Em 1891, a fábrica foi vendida à Companhia Cedro e Cachoeira, de propriedade dos irmãos Mascarenhas, donos de uma série de indústrias têxteis na área do Rio das Velhas. Também os Mascarenhas lutaram para solucionar o problema da força motriz, só resolvido alguns anos depois. Então, sua produção foi ampliada, chegando a trabalhar com 100 teares e 150 operários. Nesse momento, porém, surgiu o problema da aquisição da matéria-prima com o término do "boom" algodoeiro na região, passando a fabrica a adquiri-la no Nordeste.
O algodão do Nordeste era transportado pelo vapor "Saldanha Marinho", fretado pela Companhia para levar tecidos e trazer algodão, ampliando, com isto, o seu mercado consumidor, viajando até Juazeiro. A navegação era feita não só no rio São Francisco como também no Rio das Velhas, chegando até Santa Luzia conforme o nível das águas. Nos períodos de seca, o Rio das Velhas não se prestava à navegação e o transporte era feito por tropas. Esse tipo de transporte, entretanto, foi abandonado em pouco tempo, pois em 1893 os trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil chegaram a Santa Luzia, e, logo depois, a Pirapora, passando a fabrica a receber e expedir mercadorias por ela, abandonando totalmente a precária navegação do Rio das Velhas.
O estabelecimento da Estação Ferroviária "Rio das Velhas", em Santa Luzia, foi de grande importância para a economia local. A parte baixa da cidade, localizada as margens dos trilhos e do rio, tomou novo impulso com o incremento da atividade comercial. Desenvolveram-se o comércio a varejo e atacado, esse último encarregado das exportações para outras regiões, sobretudo os tecidos de algodão vendidos no norte do Estado.
A parte alta da cidade só teve certo desenvolvimento quando foram efetuados alguns melhoramentos urbanos, em 1913: instalação de luz elétrica, canalização de água potável, bondes elétricos comunicando o centro com o bairro da Estação Férrea, recebendo, assim, uma certa modernização que estimulou, de certa forma, as atividades industriais e comerciais.
O desenvolvimento econômico apresentado pelo município, a partir da segunda metade do século passado, transformou um pouco a fisionomia da cidade, que sofreu acentuado crescimento urbano, mas soube, entretanto, preservar grande parte de sua memória colonial. Na parte alta da cidade, a mais antiga e tradicional, persistem monumentos de grande valor histórico enfeitando as ruas tortuosas e íngremes, como a capelinha do Bonfim, igreja do Rosário, a matriz, a casa da Baronesa, o solar Teixeira da Costa (mais conhecido como Quartel dos Revoltosos), e muitos outros.
Clima
O clima luziense é caracterizado tropical com estação seca (Aw, segundo Köppen), próximo do clima subtropical úmido (ou tropical de altitude - Cwa) com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 21,45 °C, tendo invernos secos e amenos (raramente frios) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. Os meses mais quentes, fevereiro e março, contam com temperatura média de 23,4 °C. E o mês mais frio, junho, de 18,0 °C. Outono e primavera são estações de transição.
Economia
Santa Luzia possui uma vocação econômica antiga, graças ao ciclo do ouro, muito abundante na região. A extração de ouro fez a cidade se fortalecer economicamente nos primeiros 100 anos. Mas com o fim do ciclo do ouro a cidade se viu fadada a agropecuária, mas se mantendo estabilizada como entreposto comercial. Novas expectativas surgiram com construção de uma fábrica de tecidos e a construção da Estrada de Ferro Central do Brasil. A partir de 1950, com a decisão do governo de fortalecer a capital Belo Horizonte, assim como as áreas vizinhas, principalmente com a atividade industrial, a cidade teve um crescimento industrial e populacional.
A construção do maior frigorífico da América Latina, o FRIMISA, inaugurado por Juscelino Kubitschek, onde onde hoje se está instalado o centro administrativo de Santa Luzia, trouxe fama e mais indústrias. A Companhia Frigoríficos Minas Gerais S.A.(Frimisa) foi autorizada pela Lei nº 833, de 17 de dezembro de 1951. Seu objetivo era a construção e exploração de uma rede de matadouros e armazéns frigoríficos destinados à industrialização da carne e de produtos derivados. A diversidade de interesses regionais e a ausência, em Minas, de tradição de empresariamento por intermédio de companhias por ações, não obstante a presença do Estado como avalista maior do investimento, foram fatores que dificultaram a implantação rápida da empresa. Sua regulamentação só ocorreu em abril de 1953, por meio do Decreto nº 3.981, e só entrou em funcionamento efetivo em 1959. No mês de agosto de 1955, irrompeu um violento incêndio. Após verificados os prejuízos advindos desse sinistro, o frigorífico adotou medidas que a colocaram como empresa pioneira das políticas de prevenção.
Para atrair investidores no município, a prefeitura municipal adotou a política de incentivos fiscais, como a alíquota de 2% do ISSQN. Nos cinco distritos industriais estão instaladas diversas empresas de vários segmentos de mercado. Nos últimos anos, a taxa de crescimento da cidade foi de 13% e o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 78%. Este crescimento é reflexo de uma política voltada para o desenvolvimento econômico e social, ou seja, investir na geração de empregos, no atendimento social e na preservação da identidade cultural do município.
Por ser uma cidade polinucleada, o município não possui uma localidade com característica de centro econômico, as atividades estão localizadas em bairros polos, sendo que no distrito de São Benedito está concentrada a maior atividade comercial, sendo muitas vezes confundido com sendo o centro por pessoas que não conhecem a cidade direito.
Distritos industriais
Com o plano de fortalecer Belo Horizonte, o Governo estadual, no início da década dos anos cinquenta, criou o Distrito Industrial de Santa Luzia. De forma geral, os objetivos da sua implantação e localização inserem-se no mesmo contexto que explica a criação da Cidade Industrial de Contagem. Entretanto, este Distrito somente foi planejado e organizado internamente em 1973. Sua proposta de planejamento previa a reserva de área para implantação de oficinas de reparos e manutenção, para implantação de atividades de prestação de serviços ( comércio, bancos ), para uso residencial, para recreação e demais usos : escolas,administração, saúde, etc. Entretanto, esta proposta não foi concretizada ocorrendo tão somente os assentamentos industriais.
Em Contagem, a escolha se deu, principalmente, pela facilidades de transporte e de suprimento de energia elétrica, enquanto que em Santa Luzia, ao lado das boas condições viárias, pesou bastante a existência de fontes de matéria-prima na região. Entretanto, o dimensionamento desses dois Distritos foi determinado de forma assistêmica. Prova disto é a grande extensão de área declarada de utilidade pública para fins de desapropriação em Santa Luzia - cerca de 21 km², grande parte da qual foi considerada inaproveitável para fins industriais , em estudo encomendado pela CDI-MG em 1973. Esse estudo foi elaborado levando-se em consideração a área já de domínio público, a existência de indústrias em funcionamento e o papel a ser desempenhado por Santa Luzia na Região. Os fatores básicos da seleção preliminar, nesse novo estudo, foi a topografia dos terrenos, a distância ao Rio das Velhas, as cotas de inundação, a possibilidade de abastecimento de água, dimensão, grau de urbanização, suporte do solo e facilidades de transporte. Em 1950, Santa Luzia representava 1,1 % do volume de produção industrial regional, passando a responder, em 1970, por 3,6 % da produção metropolitana.
O Distrito Industrial de Santa Luzia, constituído por 4 glebas que totalizam cerca de 8.700.000 m² numa faixa de aproximadamente 1.800 m de ambos os lados do talvegue do Rio das Velhas localizadas no município de Santa Luzia, Nordeste da Região Metropolitana de Belo Horizonte, é delimitado ao Norte pelo Córrego do Inferno, e ao Sul, pela rodovia BR-381. Antes mesmo de qualquer plano global de organização interna, a área onde se situam ps distritos Industriais de Santa Luzia já abrigava algumas indústrias que ali se instalaram graças às condições locacionais favoráveis da microrregião. A disponibilidade de levantamento planialtimétrico dessa microrregião, em escala adequada, tornou possível a seleção das quatro glebas com potencialidades para implantação de Distritos Industriais.
Considerados os fatores restritivos, como declividade máxima dos terrenos, tamanho, mínimo dos lotes industriais, possibilidade de inundações, infraestrutura existente e características geológicas, as quatro glebas potenciais resultantes foram denominadas DI-1, DI-2, DI-3 e DI-4.
- DI-1 - Distrito Industrial Simão da Cunha - Implantado em 1973, distante 11 km do centro de Santa Luzia, com uma área total de 2.844.525,00 m². Possui 34 empresas, na maioria de pequeno e médio portes. Está localizado à margem esquerda da BR-381. Parte desse distrito se situa em Sabará.
DI-2 - Distrito Industrial da Avenida das Indústrias - Implantado em 1973, com área 2.989.353 m². O distrito é ocupado por 15 empresas, algumas de grande porte.
DI-3 - Distrito Industrial da Rodovia MG-145 (Atual Avenida Oswaldo Ferreira) - situado a 3 km do centro histórico de Santa Luzia foi implantado em 1973. Tem uma área total de 1.288.080,00 m².
DI-4 - Distrito Industrial de Carreira Comprida - Foi implantado em 1973, distante 5 km do centro histórico de santa Luzia junto à Avenida Ângelo Teixeira da Costa no bairro de Carreira Comprida, com área total de 1.577.272,00 m². O distrito tem 13 empresas instaladas.
Dentro do município há outros locais onde se aglomeram indústrias, mas não fazem parte dos distritos industriais existentes.
Educação
O fator educação do IDH no município atingiu em 2000 a marca de 0,871 – patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O município contava em 2015 com aproximadamente 2 292 matrículas e 42 instituições do ensino pré-escolar; 29.706 matrículas e 59 instituições do ensino Fundamental; 8.673 matrículas e 25 instituições do ensino Médio. O município ainda conta com algumas instituições de ensino superior. São algumas delas Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), Faculdade de Santa Luzia - FACSAL; Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Centro Universitário Internacional UNINTER, dentre outras.
Cultura e lazer
Tradições e Patrimônio histórico
Por ser uma cidade colonial, Santa Luzia possui um patrimônio histórico, pequeno, mas interessante. A comunidade também tem mostrado seu esforço na manutenção das coisas antigas da gloriosa cidade, procurando preservá-las em museus instalados em antigos casarões, no centro histórico. Santa Luzia é uma cidade voltada para o turismo religioso, pois mantém viva a cultura popular através de festas religiosas como: Nossa Senhora do Rosário, Folia de Reis e a padroeira da cidade, Santa Luzia. Faz parte do circuito da Estrada Real, porém não tem trechos da mesma dentro do seu limite. Vem se destacando também no município o turismo de eventos e o turismo rural.
- Igreja Matriz de Santa Luzia - Erguida no topo da rua Direita, no qual é possível se ver de várias partes da cidade, tem seu no seu interior acabamento barroco, com algumas obras citadas como feitas por Mestre Ataíde, seu exterior foi totalmente desconfigurado no início do século XX.
- Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Templo erguido pela irmandade dos negros nos primórdios do arraial. Em meados do século XVIII recebeu melhorias com apoio dos homens brancos filiados à confraria dos negros.
Capela de Nosso Senhor do Bonfim: Construída na confluência das ruas Direita, Floriano Peixoto e do Bonfim, possui um único retábulo dedicado ao Senhor do Bonfim, cuja imagem, em tamanho natural, é de rara beleza.
- Solar da Baronesa - Edificado entre o final do século XVIII e início do XIX, para abrigar a família do 1º Barão de Santa Luzia, Manuel Ribeiro Viana, Tenente Coronel, Comendador, comerciante, vereador, acionista fundador do Banco do Brasil e sua esposa Maria Alexandrina de Almeida, grandes beneméritos desta cidade. Em 1881 hospedou D. Pedro II e sua comitiva em viagem por Minas Gerais. Em seu interior encontra-se decoração nos estilos Rococó e Neoclássico e um lindo retábulo consagrado a Nossa Senhora das Dores.
Muro de Pedras: Região onde foi palco da última batalha da Revolução Liberal de 1842, possui um conjunto de trincheiras feitas com pedras da região. Possui um obelisco de homenagem aos que lutaram e deram suas vidas por seus ideais, possui também um mirante, que apesar de não estar em um topo muito alto, possui alcance de visão, podendo ver até os arranha-céus de Belo Horizonte encravados na Serra do Curral.
- Mosteiro de Macaúbas - Instituição religiosa fundada em 1714 por Félix da Costa, natural de Alagoas, que inicia a construção da Ermida dedicada à devoção de Nossa Senhora da Conceição, e de um pequeno prédio anexo, às margens do Rio das Velhas. Foi o 1º Colégio Feminino da região, de grande prestígio protegido por Ato Régio de 1789, pela Rainha de Portugal D. Maria I. Em 1933, o Colégio foi fechado nascendo o Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Macaúbas.
- Solar Teixeira da Costa - Um dos casarões mais belos do período colonial, erguido no século XVIII pelo vigário luziense, Manoel Pires de Miranda. Em 1842, serviu de quartel-general dos bravos “Luzias”, forças rebeldes do império, durante a Revolução Liberal. Posteriormente foi ocupado pelas tropas legalistas vitoriosas do Barão de Caxias. Em meados do século XIX foi adquirido pela Baronesa de Santa Luzia funcionando como “Casa de São João de Deus”. No final do século XIX passou a pertencer à família Teixeira da Costa, nela residindo o importante Senador do Congresso Mineiro Manoel Teixeira da Costa. Atualmente pertence à municipalidade, abrigando a “Casa de Cultura” e o “Museu Aurélio Dolabella”.
Esporte
Santa Luzia possui vários times de futebol, em sua grande maioria times amadores. Somente nos últimos anos a cidade teve dois representantes profissionais, o União Luziense Esporte Clube e o Arsenal Atividades Desportivas Sport Club. O União Luziense disputou em 2008 o Campeonato Mineiro de Futebol Módulo II, o Arsenal disputou em 2010 o Campeonato Mineiro de Futebol da Segunda Divisão. O Santa Cruz Esporte Clube é dos times mais antigos da cidade e foi muito prestigiado nos anos 50 e 70 e contou com jogadores consagrados em times profissionais como Nívio Gabrich que jogou no Clube Atlético Mineiro.
O principal estádio da cidade é o Estádio do Frimisa, no bairro Frimisa, que tem capacidade máxima de 3 200 espectadores, sendo que este é muito utilizado para jogos de times da capital nas categorias de base. O estádio também foi usado em 2011 para a jogos do Minas Locomotiva, equipe de Belo Horizonte, na Liga Brasileira de Futebol Americano.
Está instalado em Santa Luzia Centro de Treinamento da Categoria de Base do América Futebol Clube (Minas Gerais).
O município vem ganhando um destaque no automobilismo, pois está instalado nele o Mega Space, único autódromo mineiro licenciado, que possui uma pista de asfalto de 2 600 metros e pista de arrancada, além de um grande espaço para eventos. Já sediou uma etapa Pick-Up Racing.
Um outro nome de destaque no esporte da cidade é a jogadora de vôlei Fabiana Claudino, que atualmente joga no site do Sesi-SP. Iniciada em escolinhas da cidade, rapidamente conquistou vaga no Minas Tenis Clube, da capital mineira. Conquistou duas medalhas de ouro em jogos olímpicos (Pequim 2008 e Londres 2012), além de dois vice-campeonatos mundiais e quatro títulos do Grand-Prix. Em clube, conquistou diversas Superligas, jogando em times de Minas e do Rio. É católica praticante, e sempre que vem à cidade não deixa de visitar o Santuário de Santa Luzia.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

ITABUNA - BAHIA

Itabuna é um município brasileiro do sul do estado da Bahia.
Topônimo
O nome "Itabuna" é derivado do termo tupi itáabuna, que significa "padre de pedra" (itá, pedra + abuna, padre). O nome é uma referência a uma formação rochosa que se assemelha a um padre. Essa formação rochosa veio a designar o terceiro distrito de Ilhéus, Cachoeira de Itabuna, ao qual pertencia a localidade de Tabocas, que veio a dar origem ao atual município de Itabuna.
História
Por volta do ano 1000, as tribos indígenas tapuias (especificamente, os aimorés) que habitavam na região foram expulsas devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia.
No século XVI, quando chegaram os primeiros portugueses à região, a mesma era habitada pelos tupiniquins, grupo indígena do tronco tupi . Os portugueses implantaram, na região, a capitania de Ilhéus, porém esta fracassou economicamente devido aos constantes ataques dos índios aimorés, que, a partir da década de 1550, retornaram à região, provenientes do interior do continente.
O povoamento de origem europeia na região só se consolidou a partir do momento em que esta passou a servir como principal ponto de passagem de tropeiros, que se dirigiam a Vitória da Conquista. Na área cortada pelo rio Cachoeira, surgiu, em 1857, o Arraial de Tabocas, em meio à mata, que estava sendo ocupada por não índios. O nome Tabocas, segundo a tradição, deve-se a um imenso jequitibá, de cuja derrubada fora feita uma disputa, sendo aquele o "pau da taboca", ou seja, da roça que se abria.
A partir de 1867, intensificou-se a ocupação da região por não índios - principalmente migrantes sergipanos, dentre os quais se destacam Félix Severino de Oliveira, depois conhecido como Félix Severino do Amor Divino, e José Firmino Alves, que eram primos. Félix fundou, na entrada de Itabuna, a Fazenda Marimbeta. Hoje, existe uma rua com esse nome, no bairro da Conceição. Eles vieram da Chapada dos Índios, atual Cristinápolis. A eles, se atribui a fundação da futura cidade de Itabuna.
Em trinta anos, o crescimento da povoação foi tanto que, em 1897, os moradores pleitearam sua emancipação, que foi negada. Nova tentativa foi feita, junto ao governo estadual, em 1906, comprometendo-se Firmino Alves a doar os terrenos para que fossem erguidas as sedes administrativas.
Emancipação
Fundado em 1910, o município de Itabuna tem sua cronologia confundida com a própria origem do seu perímetro urbano, a partir de meados do século XIX, reduzindo-se a importância da centenária Ferradas, que foi a primeira vila - com o nome de dom Pedro de Alcântara, três décadas antes de Tabocas -, e o primeiro povoamento não indígena no território daquele que viria a ser o município de Itabuna.
Em abril de 2011, foi protocolado, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma proposta do deputado Gilberto Santana, do Partido Trabalhista Nacional, para a criação da Região Metropolitana do Cacau, que englobaria os municípios de Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacã, Canavieiras, Coaraci, Floresta Azul, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ilhéus, Itabuna, Itajuípe, Itacaré, Itapé, Itajú do Colônia, Itapitanga, Jussari, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Santa Luzia, São José da Vitória, Ubaitaba, Una e Uruçuca.
Economia
Itabuna é um centro regional de comércio, indústria e de serviços. Sua importância econômica cresceu no Brasil durante a época áurea do cultivo de cacau, que, por ser compatível com o solo da região, levou-a ao 2º lugar em produção no país, exportando para os Estados Unidos e Europa.
Depois de grave crise na produção cacaueira causada pela presença da doença conhecida como vassoura-de-bruxa, a cidade tem buscado alternativas econômicas, com a ajuda do comércio, da indústria e da diversificação de lavouras. A cidade é um importante entreposto comercial do estado, situada às margens da BR-101 e BR-415 e hoje se destaca com indústrias de grande porte como Nestlé, Kissex, Produtos Padim, Delphi Cacau, Cambuci S/A (Penalty) e TriFil, se consolidando como polo médico, prestador de serviços e de educação.
O município conta com o Shopping Jequitibá, um dos maiores do interior da Bahia, com mais de 130 lojas e 8 âncoras.
Educação
Itabuna se destaca na educação, principalmente como polo universitário regional, possuindo alguns dos melhores centros educacionais da Bahia. A cidade dispõe de várias escolas públicas, com destaque para o Colégio Estadual Sesquicentenário (CISO), Colégio da Polícia Militar Antônio Carlos Magalhães, Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, e particulares como os colégios Sistema Moderno de Educação, Galileu, São José da Ação Fraternal de Itabuna (AFI), Divina Providência e Pio XII, além de 3 faculdades, Faculdade de Tecnologia e Ciências e União Metropolitana de Educação e Cultura - ex-FacSul, Faculdade Santo Agostinho um Centro Estadual de Educação Profissional em biotecnologia e saúde - CEEP (antigo Colégio Polivalente) A universidade surgiu da união de faculdades das duas cidades na década de 1970, oferecendo, juntas, mais de 50 cursos de nível superior em graduação e mais alguns em pós-graduação. Possui também o campus sede da UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia).
Cultura
Itabuna se destaca pela vasta cultura, com grupos de teatro, grupos de capoeira, dança, bandas musicais com trabalho autoral expressivo de diferentes gêneros como Pagode do Bis, Cacau com Leite, Lordão, Mendigos Blues e Manzuá e outras atividades do gênero como por exemplo no meio Gospel onde encontramos a Banda Shalom e no seguimento Rock Gospel encontra-se as Bandas Projeto Alpha, Restauração e Salmos. Um dos maiores santeiros do mundo, Osmundo Teixeira, vive e trabalha na cidade.
Referência para o texto: Wikipédia .