segunda-feira, 6 de abril de 2020

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS

Patos de Minas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.
Topônimo
O nome Patos é uma referência à grande quantidade destas aves que habitavam as várias lagoas da região. A primeira fazenda instalada no local, Os Patos, em meados do século XIX, já fazia esta referência.
Em 1828, o povoado construído ao redor da igreja foi batizado de Santo Antônio da Beira do Rio Paranaíba, nome que mudou para Santo Antônio dos Patos da Beira do Rio Paranaíba em 1842, quando a cidade se tornou um distrito de Patrocínio.
Em 1866, a vila se tornou independente, a referência às aves continuou, sendo batizada de Santo Antônio dos Patos, nome que foi simplificado apenas para Patos em 1892, quando foi elevada à condição de município.
Em 1944, o governo do estado de Minas Gerais mudou o nome da cidade para Guaratinga, provocando insatisfação na população. Atendendo aos apelos populares, em 3 de junho de 1945, o município é finalmente batizado de Patos de Minas, para distingui-lo de Patos, no estado da Paraíba, mais antigo.
História
Pré-história
Segundo estudos arqueológicos realizados na região central do Brasil, os primeiros seres humanos a ocuparem a região onde hoje é o município de Patos de Minas foram os índios da tradição Aratu/Sapucaí, que ocuparam grande parte de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
Numerosos e organizados em grandes vilas, os Aratu/Sapucaí acumularam bastantes recursos. Por essa razão, suas terras eram ambicionadas por outros grupos. Contudo, sua grande habilidade militar impediu a penetração de outros grupos. Suas aldeias tinham a capacidade de se fixar por bastante tempo e, quando necessário, mudar de lugar.
Uma urna funerária desse povo, fabricada de cerâmica, foi encontrada em 1999 na Fazenda de Contendas, distrito de Santana de Patos. Datada de 3 mil anos antes do presente, (ou seja, cerca de 1000 a.C.), ela é o registro mais antigo da presença humana na região, estando exposta no Museu da Cidade de Patos de Minas.
Século XVII
Duas histórias dão conta do início da povoação pelo homem branco na localidade hoje chamada Patos de Minas. Em uma delas, a povoação teria acontecido por conta de uma grande lagoa, existente até hoje na cidade, localizada a 3 km do Rio Paranaíba. Essa lagoa, fartamente povoada por patos serviria de abrigo a tropeiros que desbravavam o interior do país no século XVIII. Com o passar do tempo, alguns começaram a construir ranchos, e, posteriormente, pequenas casas, iniciando a ocupação definitiva do espaço.
Na região, passava a Picada dos Aragões, uma variante da Picada de Goiás, que partia de Guarda dos Ferreiros. Uma bandeira comandada por Lourenço Castanho Taques, em 1670, é a primeira cuja passagem no município se tem notícia. O grupo passou pelas regiões de mineração de Paracatu rumo ao município de Buritis.
A outra versão para a fundação da cidade é de que negros fugidos das regiões de mineração de Paracatu e Goiás teriam estabelecido quilombos na região, e que, frequentemente, entravam em confronto com capitães do mato que os tentavam capturar.
Século XVIII
Por ser constante abrigo de escravos fugidos, D. Maria I, a então soberana de Portugal (o Brasil era uma colônia portuguesa), doou parte das terras, então devolutas, a Manoel Afonso Pereira, em sesmaria datada de 29 de maio de 1770.
Século XIX
No século XIX, a região abrigava uma fazenda denominada Os Patos, de propriedade do casal Antônio da Silva Guerra e Luíza Corrêa de Andrade. Uma escritura particular datada de 19 de julho de 1826 transfere parte da fazenda para a construção de uma igreja dedicada a Santo Antônio e uma vila ao seu redor.
O padre José de Brito Freire e Vasconcelos mudou-se para o lugar, tornando-se o primeiro vigário local, entre 1831 a 1839, ano em que foi construída a primeira capela, dedicada a Santo Antônio. Atualmente demolida, localizava-se onde se encontra hoje o Memorial do Centenário de Patos de Minas, na Praça Dom Eduardo. Sediou a primeira paróquia, criada através da Lei Provincial nº 472 de 31 de maio de 1850. Com a paróquia, a região, pertencente a Patrocínio, adquiriu direitos, como o de uma sessão eleitoral e de eleger um representante junto a Câmara Municipal de Patrocínio.
Oito anos antes, a Vila de Patrocínio foi elevada à condição de município, tornando a localidade de Santo Antônio dos Patos da Beira do Rio Paranaíba um distrito do novo município.
Em 1856, os moradores da vila realizaram um abaixo-assinado pedindo ao Governo de Minas a emancipação política da cidade. A vila, contudo, só se tornou independente do município de Patrocínio através da Lei Provincial nº 1.291, de 30 de outubro de 1866, denominando-se Vila de Santo Antônio dos Patos. A lei foi assinada pelo então vice-governador em exercício Cônego Joaquim José de Santana.
Não era interesse, contudo, de Patrocínio, a emancipação de seu distrito. Assim, a instalação só aconteceu quase dois anos depois, em 29 de fevereiro de 1868, após a posse da primeira Câmara Municipal, eleita em 8 de dezembro de 1867. A instalação marcaria a desvinculação definitiva de Patrocínio.
Em 1874, a Vila de Santo Antônio dos Patos era formada basicamente pelos largos da Matriz (atual Praça dom Eduardo), do Rosário (na altura de onde é a Rádio Clube de Patos, que dispunha de uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário), do Caixeta (próximo à Cadeia), Municipal (atual praça Juquinha Caixeta) e Antônio Dias; pelas ruas Teófilo Otoni, 7 de setembro, da Cruz (hoje Santa Cruz), da Lagoa (hoje João da Rocha Filgueira), Tiradentes (a mais antiga rua da cidade), Independência, General Osório, 1 de Março (atual Tenente Bino) e 7 de Abril (atual Afonso Pena), além de diversos becos, todos inexistentes na configuração urbanística atual, entre eles o Beco do Fogo, que deu origem à Rua Major Gote, atualmente a principal da cidade.
A Lei Estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, confirmou a elevação à categoria de vila, que incluía terras do que anteriormente eram os municípios de Patrocínio, Paracatu e São Francisco das Chagas de Campo Grande (atual Rio Paranaíba).
De acordo com a Lei Estadual nº 23, de 24 de maio de 1892, a vila independente foi elevada à condição de município, tendo seu nome simplificado como Cidade de Patos. A lei, de autoria do representante patense na Assembleia Provincial Olegário Maciel, foi assinada pelo então presidente do estado Eduardo Ernesto da Gama Cerqueira.
Século XX
O primeiro ciclo de desenvolvimento do município aconteceu na década de 1930 do século XX, quando um morador da cidade, Olegário Maciel, tornou-se presidente do estado de Minas Gerais, então denominação dos governadores de estado. Neste período, foi construída a Escola Normal Oficial de Patos de Minas (hoje, Escola Estadual Professor Antônio Dias Maciel), o Hospital Regional Antônio Dias Maciel, o Fórum "Olympio Borges" e o grupo escolar (hoje Escola Estadual) Marcolino de Barros, estruturas que ampliaram a influência da cidade na região.
O primeiro registro topográfico da cidade foi realizado por volta de 1935. Nele a maioria das ruas atuais do Centro já existia, porém com outras denominações. As duas principais, Avenida Getúlio Vargas e Rua Major Gote, eram denominadas Avenida Municipal e Rua Desembargador Frederico, respectivamente. O bairro Lagoa Grande era então denominado Bairro da Chapada.
Nos anos 1950, com o forte desenvolvimento da agricultura, aconteceu o segundo ciclo de desenvolvimento da região, com forte crescimento populacional, fruto do surto migratório para o município. No contexto da Revolução Verde, o agrônomo Antônio Secundino de São José instalou na cidade a base para o uso das primeiras sementes de milho híbrido do país, que possibilitaram, pela primeira vez, o desenvolvimento da produção em larga escala.
A cultura do milho tornou a cidade nacionalmente conhecida e levou à criação da Festa do Milho, até hoje principal atividade cultural da região. O decreto 56.286, de 17 de maio de 1965, transformou a comemoração local em Festa Nacional do Milho, incluindo-a no calendário oficial do Brasil, além de transformar o dia 24 de maio, aniversário da cidade, em Dia Nacional do Milho. A Lei 13.101, de 27 de janeiro de 2015, reedita e atualiza o decreto de 1965
Os anos 1960 marcaram a estagnação econômica do município, em grande medida, pela fundação da nova capital do país, Brasília, para onde grande parte da população patense se mudou, e onde ainda hoje existe uma grande colônia de pessoas originárias de Patos de Minas. Apesar disso, algumas importantes melhorias no município foram feitas nesta época, como a criação da subsidiária da Cemig, fundação da Escola Estadual Professor Zama Maciel e do primeiro curso superior da cidade, na Fundação Educacional de Patos de Minas (Fepam).
Nos anos 1970, foi descoberta, na comunidade de Serrinha, a maior jazida de fosfato sedimentar das Américas, o que deu novo impulso à economia local. Na ocasião a cidade recebeu, pela primeira vez, um presidente da república, o General Ernesto Geisel, em 1974.
No mesmo período, a cidade recebeu a Colônia Gaúcha, grupo de agricultores provenientes do Rio Grande do Sul que promoveram a colonização agrícola das terras do cerrado.
Nos anos 1990, foi iniciada a industrialização do município, com a criação da filial da CICA, maior processadora de tomates da América Latina. A empresa chegou a responder sozinha por 30% do ICMS arrecadado na cidade, permanecendo em Patos de Minas por cerca de dez anos, quando mudou-se para o estado de Goiás. Também instalou-se, na mesma época em Patos, uma fábrica da Coca-Cola, hoje também desativada.
Século XXI
O século XXI vem sendo marcado pela retomada do processo de industrialização de Patos de Minas. Em 1999, instalou-se na cidade uma fábrica da Cemil, produtora de derivados de leite. Em 2003, foi fundado na cidade o Suinco, segundo maior frigorífico suíno de Minas Gerais, e em 2013, a Predilecta assumiu a antiga fábrica desativada da CICA, produzindo tomate, milho, batata e ervilha em conserva.
Em 2010, começaram os trabalhos de exploração de gás natural no município, o que dará novo fôlego à mineração local. A expectativa é que, a partir de 2016, a cidade esteja produzindo gás comercialmente
Geografia
Relevo
O município está situado no Planalto Central, portanto seu relevo é caracterizado por grandes extensões altas e planas entrecortadas por serras e vales. A topografia do terreno está dividida em 5% de área plana, 90% ondulada e 5% de área montanhosa. O ponto mais alto de Patos de Minas está localizado na Serra do Pântano, na divisa com Coromandel. O mais baixo, a 750 metros, na foz do Rio Paranaíba, no extremo noroeste. A altitude média do município é de 900 metros. A altitude no ponto central da cidade é de 833,84 metros.
O conjunto de serras mais importantes do município é o Espigão Mestre, que funciona como divisor de águas das bacias hidrográficas do São Francisco e do Paraná. Na região ele assume a denominação de Mata da Corda, onde se destacam as serras dos Magalhães, Grande, de Santa Maria e do Leal.
Além destas, também estão entre as mais importantes do município as serras do Baú, do Barbosa, da Paciência, do Mamão e do Pião.
Lagoas
A Lagoa dos Patos, de onde se originou o nome da cidade, está totalmente ocupada pelo solo urbano do centro da cidade. Sua antiga localização hoje é ocupada pelo pentágono formado pelas ruas Major Jerônimo, João da Rocha Filgueira, Padre Caldeira, Teófilo Otoni e pela Avenida Paracatu. Com seus limites reduzidos por conta de ações de aterramento e urbanização persistem na zona urbana a Lagoa Grande e a Lagoinha. Nas proximidades da cidade, se encontram a Lagoa Fria e a Lagoa do Patão.
Clima
O clima da cidade é o tropical de altitude, com temperatura média anual é de 21,5 °C. Média máxima anual de 28 °C e média mínima anual é de 16,5 °C. O período onde são registradas as mais altas temperaturas é compreendido entre setembro e março. Por outro lado, entre maio e agosto são registradas as menores médias térmicas. O índice pluviométrico é superior a 1.400 milímetros (mm). O período de maior pluviosidade ocorre entre outubro e abril. Os ventos são, em geral, fracos, e sua maior força ocorre em agosto.
Economia
Agricultura
O solo rico em tufito (cinerito ou tufo vulcânico), um tipo de cinza expelida por vulcões que posteriormente, passou por processo de cimentação, torna o solo da região de Mata da Corda, que cobre boa parte do município, altamente fértil favoreceu a agricultura como uma das atividades econômicas mais tradicionais do município de Patos de Minas. Nas regiões de cerrado, onde o cultivo exige tecnologias de correção de solo o uso agrícola é mais recente, a partir dos anos 1970, em fazenda empresariais.
Outra característica marcante da agricultura patense é a quase ausência de latifúndios. Predominam as pequenas propriedades rurais familiares que, frequentemente, comercializam parte de sua produção (em especial de hortifrutigranjeiros) diretamente para o consumidor final, em feiras e na CEASA Regional de Patos de Minas. A mais importante é a Feira do Produtor Rural do bairro Lagoa Grande.
Além disso a cidade dispõe de um Centro Integrado de Abastecimento (Ceasa Regional) onde os gêneros alimentícios são comercializados com municípios da região e/ou exportados para o exterior. Mantida pela Prefeitura, a Ceasa Regional atende principalmente 25 municípios do Alto Paranaíba e do Noroeste de Minas com a comercialização de, em média, 1.280 toneladas de gêneros alimentícios por mês.
A agricultura é a mais tradicional atividade econômica do município e remonta ao início da ocupação do território onde hoje está Patos de Minas: a fazenda Os Patos, em meados do século XIX. A partir da década de 1930, especialmente durante o período da Segunda Guerra Mundial a cidade ficou conhecida como "Terra do Trigo e do Diamante". Com a dificuldade de se obter o produto no mercado internacional por conta do conflito armado e com o solo altamente rico da região, foi iniciado no município pelo produtor Moacyr Viana de Novais a plantio do cereal.
No auge da produção foi fundado na cidade a Companhia Moinhos Minas Gerais S/A, primeiro moinho de trigo do estado. No mesmo período, em 1940, o Ministério da Agricultura criou na cidade o Posto de Multiplicação de Sementes de Trigo (hoje Fazenda Experimental de Sertãozinho, pertencente a Epamig), uma propriedade de 795 hectares de apoio a produção trigueira.
Contudo, com o fim do conflito, em 1945, os preços internacionais do cereal caíram e os incentivos estatais cessaram, o que levou ao colapso da cultura, que se tornou inviável economicamente. Na tentativa de reverter esse quadro o governo federal instalou na região, em 1946, a Colônia Agrícola de Patos de Minas: uma área de 1.200 hectares divida em lotes de 30 hectares e repassadas a colonos, no caso, italianos. Os desconhecimento de técnicas agrícolas tropicais e de manejo da cultura do trigo por parte dos colonos impediu o sucesso do projeto, que marcou o fim definitivo da cultura do trigo no município (atualmente há apenas 80 hectares plantados). Da Colônia Agrícola resta apenas o nome dado à região.
A recuperação do setor primário veio nos anos 1950 quando Antônio Secundino de São José fundou na cidade a Agroceres e iniciou a produção de milho, produto que, até então, nunca havia sido produzido comercialmente em regiões tropicais. Foi preciso desenvolver um novo tipo de semente, híbrida, e convencer os agricultores a apostarem na nova, e arriscada, cultura.
A cultura fez tanto sucesso que logo se espalhou por outras regiões do país e fez do Brasil o principal plantador de milho do mundo. Na cidade, se tornou a principal referência cultural com a criação, em 1958, da Festa Nacional do Milho, e com a elevação da cidade, através de decreto presidencial, á categoria de Capital Nacional do Milho. O aniversário da cidade (24 de maio) foi declarado Dia Nacional do Milho.
A partir dos anos 1970 com a chegada da Colônia Gaúcha, grupo de agricultores, principalmente de descendência alemã, provenientes do Rio Grande do Sul, as terras de cerrado, então pouco exploradas para a agricultura, diversificaram a economia agrícola do município. Atualmente os principais produtos agrícolas do município são: milho, feijão, mandioca, soja e café.
No caso do café o município faz parte da região com denominação de origem do Café do Cerrado, que também fazem parte outros 54 municípios da região que detém a exclusividade na produção da bebida.
Em menor espaço há ainda lavouras de cana-de-açúcar (911 hectares), tomate (379 hectares), sorgo (250 hectares), e batata-doce (150 hectares).
Pecuária
Ao lado da agricultura, a pecuária também tem relevância cultural e histórica no município. Destacam-se atualmente a bonivocultura (especialmente a leiteira), a suinocultura e a avicultura (de galináceos).
No rebanho bovino destaca-se o leiteiro. Patos de Minas é o segundo maior produtor de leite do país, produzindo cerca de 155.023 mil litros de leite por ano (o primeiro colocado era o município de paranaense de Castro, com 230.700 mil litros). De acordo com os dados do IBGE, 60.215 vacas são ordenhadas no município, gerando R$ 164,3 milhões em leite.
Já o rebanho galináceo é composto por 326,1 mil animais, dos quais, são 108.546 são galinhas que, juntas, produzem 879 mil dúzias de ovos, gerando R$ 2,55 milhões.
Na produção suína Patos de Minas é destaque nacional por deter 70% da tecnologia nacional em melhoramento suíno. A produção, voltada para a exportação, abastece mercados como da Europa, Hong Kong, Filipinas e Rússia. Do rebanho de 189,5 mil cabeças, cerca de 19 mil são matrizes.
Silvicultura
A silvicultura no município de Patos de Minas está ligada ao cultivo de eucalipto. A cidade produz anualmente, segundo dados do IBGE, 2.905 toneladas de carvão vegetal de eucalipto (que somam um montante de R$ 1,3 milhões), 54.259 metros cúbicos de lenha de eucalipto (que somam um montante de R$ 1,62 milhões) e 31.000 metros cúbicos de madeira de tora de eucalipto para outras finalidades (que somam um montante de R$ 2 milhões).
Indústria
A atividade industrial da cidade está diretamente ligada à agroindústria, destacando a indústria de leite e derivados, sementes e adubos defensivos agrícolas, carne suína e derivados, alimentos enlatados e suplementos para ração.
Atividades do setor secundário correspondem a 20% do PIB de Patos de Minas.
Turismo
O principal atrativo turístico da cidade é a Festa Nacional do Milho, conjunto de festejos que acontecem na última semana de maio e primeira semana de junho e que atraem anualmente para a cidade 300 mil turistas, para atividades como shows, bailes, desfiles, festivais gastronômicos, feiras de gado e de máquinas agrícolas.
A cidade também faz parte do Circuito Turístico Tropeiros de Minas, ligada ao turismo rural, hotéis fazenda e gastronomia típica do interior mineiro.
Mineração
A cidade, viveu nos anos 1970 e 1980 forte expansão graças a descoberta da maior jazida de fosfato sedimentar das Américas. Após o fim da exploração do mineral, a atividade foi extinta, nos anos 1990.
Em 2012 começaram as obras para a extração de gás natural da cidade. A expectativa é que o mineral esteja sendo explorado de maneira comercial em 2014.
Educação
Quatro instituições de ensino superior dispõem de campus na cidade de Patos de Minas. A instituição mais antiga pertence a Fundação Educacional de Patos de Minas (Fepam). Em funcionamento desde os anos 1970, o hoje denominado Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam) oferece 29 cursos de graduação (Administração, Agronegócio, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Farmácia, Fisioterapia, Gestão Comercial, História, Jornalismo, Letras, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Pedagogia, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Sistemas de Informação e Zootecnia) e possui Índice Geral de Cursos 3.
A segunda instituição de ensino superior mais antiga da cidade é a Faculdade Patos de Minas (FPM), privada, foi instalada em 2004. Atualmente oferece 17 cursos superiores de graduação (Administração, Biologia, Biomedicina, Ciências Contábeis, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Farmácia, Fisioterapia, Gastronomia, Matemática, Medicina Veterinária, Odontologia, Pedagogia e Psicologia), e possui um Índice Geral de Cursos 3.
No contexto de expansão das instituições de ensino superior através do REUNI, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) instalou-se em 2010 na cidade. Com Índice Geral de Cursos 4, a instituição oferece em Patos de Minas três cursos: Biotecnologia, Engenharia de Alimentos e Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações.
A mais recente instituição de ensino superior a iniciar suas atividade em Patos de Minas foi a Faculdade do Noroeste de Minas (Finom). Privada, foi instalada na cidade em 2011 e oferece atualmente três cursos: Engenharia Civil, Engenharia de Produção e Engenharia Elétrica. A instituição ainda não foi avaliada segundo o Índice Geral de Cursos.
Profissional
O município dispõe de um campus do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), que oferece os cursos técnicos em Logística e em Eletrotécnica, além de unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que oferecem alguns cursos técnicos e os profissionalizantes.
Esportes
O futebol é o principal esporte da cidade, com o basquete vindo em segundo lugar. A União Recreativa dos Trabalhadores e Esporte Clube Mamoré são as duas equipes de futebol profissional da cidade, figurando entre os grandes da elite mineira. No futebol amador se destacam o Paranaíba; o Clube Atlético Olaria, do Bairro Rosário e o Vila Esporte Clube, do Bairro Vila Garcia. As escolinhas de futebol mais importantes da cidade são essas, juntamente com a do PTC e do Caiçaras Country Club, principais clubes recreativos da cidade.
O desporto em todas as suas esferas é coordenado pela Liga Patense de Desportos (LPD). Também merecem destaque a importância que vem ganhando alguns esportes como o mountain bike e o motocross. As instituições de ensino também realizam um trabalho com os estudantes e todos os anos são realizados os JOJU - Jogos da Juventude. Em 2006 a cidade sediou as finais do JIMI - Jogos do Interior de Minas e os JUEMG - Jogos Universitários do Estado de Minas Gerais, que foram realizados no Unipam.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 3 de abril de 2020

MARICÁ - RIO DE JANEIRO

Maricá é um município da Região Metropolitana , no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil. 
O território municipal estende-se por 362,480 km² e é dividido em quatro distritos: Maricá (sede), Ponta Negra, Inoã e Itaipuaçu.
O acesso ao município pode ser feito tanto pela RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto), que liga o município às cidades de Niterói, São Gonçalo e Saquarema, quanto pela RJ-114, que faz a conexão com o município de Itaboraí e as rodovias RJ-104 e BR-101.
O município de Maricá também é conhecido por suas propriedades rurais – chácaras e grandes fazendas –, muitas delas ricas em conteúdo histórico. O trem também já passou pela cidade – ainda hoje se encontram resquícios daquela época, como estações, trilhos, um túnel e uma ponte no bairro de Inoã, com a inscrição da Estrada de Ferro Maricá.
O município possui um aeroporto, não operando aviação comercial, conhecido como Aeroporto de Maricá, localizado no centro urbano.
Topônimo
Existem três explicações para a origem do nome "Maricá". A primeira que seria originária do tupi antigo maraká, vem do nome de uma planta leguminosa. A segunda, também de origem tupi-guarani, significa "espinheiro", cuja origem está numa árvore nativa da região. A terceira origem do nome deriva do indo-europeu "mori",que significa lago ou charco.
História
As primeiras ocupações humanas em Maricá datam provavelmente do século XI, quando se tem conhecimento de que a região foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia, que expulsaram os antigos habitantes, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região, ela estava ocupada pela nação tupi dos tupinambás, também chamados tamoios. Desde essa época, a região já aparecia nos mapas portugueses com o nome "Maricahaa". Nas últimas décadas desse século, a região começou a ser dividida em sesmarias pelos portugueses, como a de Antônio de Mariz, a de Manoel Teixeira e a de Duarte Martins Moirão. Em 1584, o padre jesuíta José de Anchieta passou pela lagoa de Maricá, onde teria efetuado uma "pesca milagrosa".
Em 1635, foi fundada a fazenda São Bento, pertencente aos monges beneditinos do Rio de Janeiro. Porém as atividades econômicas das propriedades da região (extrativismo, agricultura e pecuária) foram prejudicadas pela malária. Em 1675, foi erguida a capela de São José do Imbassaí. Em 1755, foi criada a Freguesia de Santa Maria de Maricá: o nome era uma homenagem à rainha Maria I de Portugal. A primeira capela de Nossa Senhora do Amparo foi construída na segunda metade do século XVII. Em 1755, com a criação da Freguesia de Santa Maria de Maricá, a capela Nossa Senhora do Amparo separou-se da Freguesia de Santo Antonio de Sá e recebeu o título de paróquia. Em 1788 foi erguida a atual capela de Nossa Senhora do Amparo, cujas obras começaram no século XVIII, mas só foram finalizadas no século seguinte
No final do século XIX, foi construída uma estrada de ferro que cortou a região, propiciando o escoamento da pesca e das bananas de Maricá para os mercados de Niterói e São Gonçalo.
Na mesma época, a abolição da escravidão no Brasil causou grandes prejuízos à agricultura local, que se baseava na mão de obra escrava. Em meados do século XX, a construção da rodovia Amaral Peixoto estimulou a criação de grandes loteamentos, que transformaram as terras rurais em urbanas. No final de século XX tiveram início os condomínios, até hoje em franca expansão. Tudo isso incentivou a indústria da construção civil, o turismo veraneio e o comércio na cidade. Atualmente, o município é um dos que recebem mais royalties derivados do petróleo no estado do Rio de Janeiro.
Expedição de Charles Darwin
No dia 8 de abril de 1832, a equipe do naturalista inglês Charles Darwin, composta por sete membros, chegou à localidade de Itaocaia. Embarcados no navio Beagle, os viajantes partiram da Inglaterra com a missão de fazer a cartografia de novas rotas de navegação e descobrir recursos naturais que pudessem ser comercializados. Depois de passarem por alguns campos cultivados, entraram numa floresta descrita por Darwin em seus diários na região de Maricá. Nesta estrada entre Maricá e Niterói, Darwin teve um de seus primeiros contatos com a biodiversidade da Mata Atlântica. Ele se hospedou na fazenda Itaocaia, localizada no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Maricá, e percorreu um trecho de 2,2 quilômetros pesquisando pela região.
Darwin viajou pelo norte fluminense subindo a Serra da Tiririca, em Niterói, passando por Maricá,Rio Bonito, Itaboraí Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Barra de São João, Macaé e Conceição de Macabu. Em alguns desses lugares, descreveu construções, a natureza e o clima em seu diário de viagens, como no caso da Fazenda Itaocaia, em Maricá, a Estrada do Vai e Vem, a qual percorreu quando viajava pela região de Niterói e ruínas da Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio. Em seu diário, destacou o colorido da paisagem, observou uma floresta de acácias, em Itaboraí, e as samambaias de Conceição de Macabu. Descreveu alguns animais que mais o interessaram, como insetos. Darwin passava os dias coletando, observando e estudando o comportamento desses animais e suas anotações foram utilizadas para a formulação da Teoria da Evolução e o princípio da seleção natural. O navio Beagle deixou o Brasil em 5 de julho de 1832, dirigindo-se a Montevidéu, dando continuidade à expedição. Em agosto de 1936, o navio retornou ao Brasil em outra expedição, fazendo suas últimas paradas em Salvador e Recife.
Hoje existe um projeto que busca revitalizar o percurso feito por Darwin, em 1832. O projeto surgiu com as trilhas das comemorações feitas pelos 200 anos de nascimento do naturalista inglês, no ano de 2009. Em Maricá, a trilha faz parte do projeto Caminhos de Darwin e se localiza no Parque Estadual da Serra da Tiririca, cortando as cidades de Niterói e Maricá.
Geografia
O município de Maricá é rodeado por maciços costeiros, que formam um arco. As serras principais são: Calaboca, Mato Grosso (onde se localiza o ponto mais alto do Município - o Pico da Lagoinha, com 890 metros), Lagarto, Silvado, Espraiado e Tiririca. Outra formação importante é a vasta planície costeira, entre as bases dos maciços e a linha da costa.
O município apresenta um grande complexo lagunar que contempla as lagoas de Maricá, Barra de Maricá, do Padre, Guarapina e Jaconé, além dos canais de Ponta Negra e de Itaipuaçu que ligam as lagoas ao mar. A localidade também é conhecida por suas praias oceânicas, dentre as quais destacam-se as de Jaconé, Ponta Negra, Barra de Maricá, Zacarias, do Francês e Itaipuaçu.
A topografia peculiar cria um ambiente propício à prática de esportes como voo livre, trekking e mountain bike, entre outros. A Serra da Tiririca, entre Maricá e Niterói, é coberta pelo ecossistema de mata atlântica e, em sua maior parte, está inserida no Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET.
Área de Proteção Ambiental Estadual de Maricá
A Área de Proteção Ambiental Estadual de Maricá, Unidade de Conservação de 1984, protege uma área tipicamente de restinga, localizada na costa do município. É formada por terras da União, pela antiga fazenda São Bento da Lagoa, a Ponta do Fundão e a Ilha Cardosa. Abriga a Comunidade Pesqueira tradicional de Zacarias, presente na área desde o século XVIII, sítios arqueológicos e o complexo ecossistema de restinga. Este último é formado, entre outros componentes, por tabuleiros costeiros, um duplo cordão arenoso coberto por dunas, brejos, vegetações e fauna de restinga.
Trata-se de um ambiente de alta biodiversidade, com mais de 400 tipos botânicos. Ali são encontrados 19 espécies da fauna e da fauna únicos no mundo, endêmicos. Atualmente a Área de Proteção Ambiental da restinga é ameaçada por projetos presunçosos de resorts na área. Possui, ainda, uma grande área urbana de ocupação rarefeita e formada por dezenas de bairros e condomínios. A maior parte dos domicílios é de uso permanente, sobretudo no Centro da cidade e nas localidades mais antigas. Nas áreas do litoral e nas margens das lagoas, as residências são majoritariamente utilizadas para o turismo do tipo veraneio.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1986 a menor temperatura registrada em Maricá foi de 8,8 °C em 27 de junho de 1994, e a maior atingiu 40,2 °C em 31 de dezembro de 2015.
Arte e literatura
Vida cultural e literária
- Festa Literária de Maricá (FLIM) - A primeira Festa Literária de Maricá aconteceu entre os dias 16 e 31 de outubro de 2013 e causou grande curiosidade entre a população, devido a grande estrutura que estava sendo montada na praça Orlando de Barros Pimentel, centro de Maricá. A festa foi realizada pela prefeitura (responsável pela segurança e apresentações) em parceria com a Associação Brasileira do Livro (ABL) (responsável pela estrutura). O principal objetivo dessa festa é incentivar a leitura em papel, principalmente para os alunos da rede municipal de educação, por isso os alunos e servidores receberam tickets com um determinado valor para que trocassem por livros e também deu a oportunidade a novos autores de expor suas obras tendo um maior contato com seu público. Todas as escolas municipais fizeram excursões até a feira com seus alunos, para que os mesmos comprassem os livros. Foram montados vários estandes de vendas de todos os tipos de livros e também um palco onde foram realizadas apresentações culturais. A Festa teve uma 2ª edição, nos mesmos dias, em 2014 e uma 3ª edição em 2017.
- Academia de Ciências e Letras de Maricá - Fundada, em 30 de agosto de 1975, por Cyro Manuel do Nascimento, Eliane Souza Alfradique, Gal. Hugo Silva, Luiz Carlos Schüller, Miguel Vieira da Silva, Manoel Francisco de Souza, Gal. Nilton Faria, Odenir Francisco da Costa, Paulo Roberto Souza Barreto, Paulo Mello dos Santos, Sérgio Augusto Machado, Taís Imar Vieira da Silva. Inicialmente ocupava um espaço da Câmara Municipal, posteriormente ficou sem um espaço fixo, em consequência de obras no local. Após o termino da obra, não pôde retornar para o prédio da Câmara por exigências da Divisão do Patrimônio Histórico. Autorizada pelo ex-prefeito Luciano Rangel, ocupou espaço à Rua Ribeiro de Almeida, no Centro de Maricá. Mais tarde foi deslocada para o prédio onde é a Casa de Cultura. Atualmente se localiza na Rua Álvares de Castro, 103.
Transporte Ferroviário
Maricá foi servida de transporte ferroviário entre 1889 e 1963.
História da ferrovia
O projeto de construir uma estrada de ferro em Maricá surgiu em 1887. Intitulada Companhia Estrada de Ferro de Maricá, as obras para a sua construção duraram cerca de um ano, quando foi inaugurado o primeiro trecho da ferrovia entre Alcântara, em São Gonçalo, e Itapeba, em Maricá. Em 1894 foi inaugurada a estação do Centro e, logo depois, a estacão de Manoel Ribeiro, na época um grande centro econômico na região. A ferrovia era utilizada para transporte de pessoas e mercadorias e, inicialmente, foi inteiramente construída com capital particular dos seus sócios. No governo Nilo Peçanha (1906-1909) a estrada de ferro avançou em duas direções, chegando a Iguaba Grande, na época um distrito de Araruama, e a Neves, em São Gonçalo, com o desbloqueio dos trilhos da Leopoldina Railway. Anteriormente a década de 1930, a estrada de ferro foi vendida pelos seus proprietários a um grupo belga, que mais tarde a revendeu a uma companhia francesa ("Companhia Genérale Aux.Cheminias de Fer"). Somente em 1933 a estrada de ferro recebeu auxílio do governo federal, sendo anexada a Estrada de Ferro Leopoldina e depois incorporada à Central do Brasil. Na década de 1950 ocorreu uma diminuição de investimentos do governo federal. Em 1963 os diretores da estrada de ferro e o governo federal decretaram o fim dos serviços da ferrovia. Ainda neste ano, um episódio conhecido como o "sequestro simbólico" marcou a história da estrada de ferro no município. Inconformados com o fechamento da estrada de ferro, moradores locais colocaram em funcionamento um trem que estava paralisado na estação de Neves e viajaram até o Centro de Maricá, trazendo vários passageiros pelo caminho. Na chegada, o grupo que liderou este episódio fez um comício em praça pública, com a participação da população maricaense. A Estrada de Ferro de Maricá chegou a possuir 157 quilômetros de extensão e 16 estações: Santa Izabel, Raul Veiga, Rio do Ouro, Calaboca, Inoã, São José, Maricá, Manoel Ribeiro e Ponta Negra, Sampaio Correa, Bacaxá, Ponto do Leite, Araruama, Iguaba, São Pedro e Cabo Frio. Havia também quatro paradas cobertas em Buriche, Bom Jardim, Bananal e Jaconé.
Aeroporto
O aeroporto de Maricá está autorizado a operar aeronaves de pequeno porte e jatos executivos leves. Com 1.200m e pista asfaltada, Maricá tem um dos principais aeródromos da região estando localizado próximo à Lagoa de Araçatiba.
Economia
No passado, a economia de Maricá era baseada na agricultura e na atividade pesqueira. Esta última, em função do seu rico complexo lagunar, dava a cidade o título de maior produtora de pescados do estado do Rio de Janeiro, tendo a sua produção direcionada à capital estadual. No entanto, com a degradação do seu ambiente lagunar desde o início da intensificação de sua ocupação territorial, esta atividade vem perdendo cada vez mais importância na economia maricaense.
Atualmente, Maricá é considerado um município produtor de petróleo, já que o seu litoral está defronte a Bacia de Santos. A exploração do campo de Lula, pela Petrobras, é o principal responsável por garantir consideráveis receitas de royalties ao cofres da prefeitura municipal, valor este que tem crescido ano a ano.
Em 2017, Maricá se tornou a cidade do Estado do Rio que mais recebeu royalties e participações especiais do petróleo.
A construção civil, desde a implantação da Ponte Rio Niterói, tornou-se um dos carros chefe da economia municipal, pois estimulou a criação de loteamentos para abrigar residências de veraneio, como o condomínio Solaris Residencial Clube, de alto padrão. Nos últimos anos, antigas fazendas da cidade vem sendo adquiridas por incorporadoras imobiliárias como Aphaville para a criação de grandes condomínios horizontais fechados ao longo da RJ 106, o que ajuda a reforçar a arrecadação de IPTU para prefeitura.
Turismo
Fazendas Históricas
- Fazenda de Itapeba - Parte das terras da Fazenda de Itapeba formam hoje a Fazenda Nossa Senhora do Amparo. Em 1593, Salvador Correa de Sá concedeu a sesmaria a João de São João, uma propriedade composta por 2000 braças ao longo da lagoa de Maricá. Tomando como ponto de partida o quilômetro 28 onde hoje é Itapeba, o terreno da antiga fazendo abrangia Caxito, Retiro, Buriche, Ponta Grossa, Cachoeira, Marine, São José de Imbassaí, Camburi e Cassorotiba. Em 1830, a sede da fazenda foi reconstruída, sendo feita uma casa em estilo colonial que modificou completamente a casa antiga feita de pau-a-pique. Há oito anos as paredes da casa ruíram e hoje ela não existe mais. Atualmente esta grande fazenda ficou reduzida a 36 alqueires.
Fazenda do Pilar - A Fazenda do Pilar sempre foi uma propriedade familiar. Consta que João Soares de Lemos Brandão teria recebido as terras por herança, adquirindo novas terras e enriquecendo com as atividades econômicas ligados à produção canavieira. Com o seu falecimento em 1803, a propriedade ficou nas mãos do seu genro José Inocêncio de Matos. Com o falecimento deste, em 1839, o novo proprietário se tornou o seu genro, o Comendador Antônio Joaquim Soares Ribeiro. Ele ampliou o engenho e construiu a casa grande, finalizando em 1848, data estampada em sua fachada. A fazenda média, de 530 braças de testada por meia légua de fundos, fica situada em uma área de 79 alqueires. No século XIX, a indústria canavieira se tornou uma atividade econômica muito forte e o Comendador Antônio Ribeiro adquiriu terras na fazenda de Ubatiba, ampliando seu terreno para 210 alqueires. A Fazenda do Pilar possuía dois engenhos de cana-de-açúcar onde era feita a moagem. Também possuía cerca de cem escravos e consta que em 1868 a Princesa Isabel e o Conde D`Eu ficaram hospedados na fazenda. Há também relatos da visita do naturalista Charles Frederick Hart, que fez anotações sobre lagoas e o litoral de Maricá.
Praias
A cidade atrai turistas para suas praias oceânicas de águas límpidas e gélidas de mar aberto, sendo elas: Recanto, Itaipuaçu, Aeronáutica, Francês, Guaratiba, Bambui, Cordeirinho, Barra de Maricá, Ponta Negra, Jaconé e Sacristia, além das prainhas presentes nas ilhas
Também há praias lacustres, de águas esverdeadas e mornas, populares para famílias com crianças pequenas, estas sendo as da Lagoa da Barra, Araçatiba e Jacaroa
Carnaval
O "Maricarnaval", como era informalmente chamado o Carnaval em Maricá, era comemorado de forma análoga à da maioria das cidades médias e grandes do estado do Rio. Eram comuns, nos últimos anos da década de 2000, as bandas carnavalescas, blocos e desfiles competitivos de escolas de samba. A última campeã da cidade foi a Tradição de Maricá, que em 2007 obteve seu terceiro título consecutivo. Após, o Carnaval entrou num período de decadência, com o cancelamento dos desfiles de escolas de samba, todas elas entraram em inatividade, com exceção da Inocentes de Maricá, que ainda desfilou em Niterói nos anos de 2010 e 2011.
No carnaval de 2014, a cidade foi homenageada pela Acadêmicos do Grande Rio. Em 2016 foi criada União de Maricá, que obteve a vaga da Império da Praça Seca e passou a desfilar no Carnaval do Rio de Janeiro. Em 2017, foi aprovada uma lei municipal para a criação de um carnaval fora de época, onde as escolas de samba voltariam a desfilar. O "Maricarnaval de Inverno" foi previsto para acontecer, a partir de 2018, no último final de semana de Julho. No entanto, em 2018, a procuradoria geral emitiu parecer para que o evento não fosse realizado, alegando que por ser ano de eleição, a realização do evento naquele período poderia beneficiar algum candidato ao governo, ainda que aquele não fosse um ano de eleição municipal, mas sim estadual.
Aldeias Indígenas em Maricá
Atualmente existem duas aldeias indígenas instaladas em Maricá, a aldeia Tekoa Ka'auguy Hovy Porã e a aldeia Ara Owy Rê.
Aldeia Tekoa Ka'aguy Hovy Porã - A aldeia antes chamada Tekoá Itarypú, em português Aldeia do Som da Água da Pedra, logo depois foi renomeada como Tekoá Mboy-ty, em português Aldeia Semente.
Natural de Parati-Mirim, Parati-RJ. Em 2008 migrou para Camboinhas, Niterói-RJ com o objetivo de ocupar uma área considerada um território sagrado, onde existem cemitérios indígenas. Mas essa ocupação acabou em um incêndio criminoso na tentativa de expulsar os indígenas do local.
Diante do acontecido, o prefeito de Maricá, Washigton Quaquá ofereceu para os indígenas três áreas públicas, nos bairros de Bambuí, Ponta Negra e Caxito, mas eles negaram. Com essa negação, o município ofereceu doar uma área na restinga da cidade, proposta que foi aceita pelos indígenas. Entretanto, essa doação, feita pelo prefeito, foi contestada pela empresa internacional IDB Brasil, que tem um projeto de construir um Resort luxuoso no local. Atualmente, a ideia é a aldeia passar a ser uma aldeia turística compondo um empreendimento turístico, juntamente com o Resort.
Hoje a aldeia está localizada no distrito de Itaipuaçu, no bairro de São José do Imbassaí com 62 indígenas Guaranis M'Byá e agora com o nome Aldeia Tekoa Ka'aguy Hovy Porã, que em português significa Aldeia Mata Verde Bonita.
Aldeia Ara Owy Re - A Aldeia Ara Owy Re, que em português significa Aldeia Sítio do Céu, é natural de Porto Alegre-RS que em 2000 migrou para Aracruz-ES, com o objetivo de visitar parentes e em 2013 se instalou em Maricá-RJ.
A aldeia hoje é formada por 26 indígenas Guaranis M'Byá e está localizada no Parque Estadual da Serra da Tiririca, na Morada das Águias, no distrito de Itaipuaçu. De acordo com o Jornal O Dia, os indígenas vivem em uma condição precária, sem luz e sem água encanada. Diante da situação, o prefeito de Maricá Washington Quaquá anunciou que irá comprar um terreno para abrigar a aldeia.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 30 de março de 2020

ABAETETUBA - PARÁ

Abaetetuba é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Microrregião de Cametá. É a cidade-pólo da Região do Baixo Tocantins e, a 7° mais populosa do Estado. O Município é formado por dois distritos: Abaetetuba (sede) e a Vila de Beja.
Etimologia
O nome primitivo do município era "Abaeté", que, na língua tupi, significa "homem verdadeiro", através da junção dos termos abá (homem) e eté (verdadeiro). Por meio do Decreto-lei 4.505, de 30 de dezembro de 1943, foi-lhe acrescentado o sufixo "tuba", oriundo do termo tupi tyba (ajuntamento), para diferenciá-lo do município homônimo no estado de Minas Gerais. Portanto, "Abaetetuba" significa, na língua tupi, "ajuntamento de homens verdadeiros".
História
O distrito de Beja foi o berço da colonização de Abaetetuba. Por volta de 1635, padres capuchinhos vindos do Convento do Una, em Belém, após percorrerem os rios da região, juntaram-se a uma aldeia de tribos indígenas nômades. O aglomerado foi chamado de "Samaúma" e, depois, batizado de "Beja" pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado.
Embora Francisco de Azevedo Monteiro seja considerado, no imaginário popular, o fundador, pois chegou para tomar posse desse território como proprietário de uma sesmaria. Na beira do rio Maratauíra, num local protegido das marés pela ilha de Sirituba e nas proximidades do sítio Campompema e da Ilha da Pacoca, fundou um pequeno povoado, em 1724.
O município de Abaetetuba foi desmembrado do território da capital do Estado, Belém, em 1880, de acordo com a Lei 973, de 23 de março, que também constituiu o município como autônomo.
Um ano depois, em 1881, o presidente interino da Câmara em Belém, José Cardoso da Cunha Coimbra, instalou, no município, a Câmara Municipal de Abaeté. Por meio do Decreto-Lei 4.505, de 30 de dezembro de 1943, foi instituído o nome "Abaetetuba".
Povo nativo
Os primeiros habitantes do território Abaetetubense foram os Motiguás, uma tribo indígena relativamente populosa da etnia Guaraní, esses que chamavam essa terra de "Aba samaúma, que significaria Terra de samaúma fazendo referencia as "Samaúmeiras", arvores muito altas e de grande porte que segundo os colonizadores europeus, encontrava-se em grande escala por todo o território da cidade, na praça da igreja de Nossa Senhora da Conceição(igreja mais antiga da cidade), encontram-se exemplares dessas arvores com cerca de 25 anos.
Sabe-se que a sociedade dos Motiguás era composta principalmente por caçadores e agricultores seminômades, com uma alimentação baseada principalmente na caça e coleta, bem como no plantio de diversas variedades de vegetais, como mandioca(Da qual os índios produziam uma variedade de coisas como: a farinha de Mandióca,o Tucupí, a Maniçoba, etc.), batata, amendoim, feijão, milho.
Geografia
O município possui uma rede hidrográfica bastante vasta, navegável em quase toda a sua extensão. Existem cerca de 72 ilhas que constituem a chamada Região das Ilhas. O clima é comum da Amazônia, equatorial e super-úmido. Registra-se no município a existência de florestas de terra firme e florestas de várzeas.
Cultura
A cidade é uma surpresa agradável para aqueles que visitam pela primeira vez, simples eu seu traçado urbano, é uma típica cidade da amazônia. Abaetetuba cresceu às margens do Rio Maratauíra (ou Meruú), que é um afluente do rio Tocantins. Seu povo é alegre, hospitaleiro e, acima de tudo apaixonada por sua terra. Abaetetuba é uma cidade que guarda tantas peculiaridades que a soma destes acaba gerando uma paixão pela terra natal, com tons de bairrismo. Seus poemas sobre "a terra maratuia " são verdadeiras declarações de amor.
A cidade tem um Patrimônio histórico, paisagísticos e culturais digno de ser visitado e admirado. Exemplos disso são as belas igrejas, algumas muito antigas como a Igreja de São Miguel Arcanjo, na centenária Vila de Beja e a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, sede da Diocese de Abaetetuba, e outros mais moderno como a de Nossa Sra. de Nazaré e o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma das maiores do estado.
No passado, o município ficou conhecido como “a Terra da Cachaça”, devido a próspera indústria de aguardente de cana localizado na época em Abaetetuba. Os Engenhos, no início do Século XX eram contados às dezenas, porem hoje só existe as ruínas e apenas uma pequena unidade fabril, o Engenho Pacheco, que produz perto de 1.000 litros por mês de uma excelente cachaça que é usufruída por um pequeno número de privilegiados dentro do próprio município. Esse símbolo local foi imortalizado nos versos de Ruy Barata ao cantar "só lembrar da mardita me lembrei de Abaeté".
Turismo
Praias
Para aqueles que amam o verão e o sol, a cidade de Abaetetuba apresenta algumas oportunidades de férias encantadoras. A famosa praia de Beja, localizada nas margens do rio Pará, praia de água doce, que encanta os visitantes com a beleza, em julho é uma das mais visitadas do verão paraense, atraindo mais de 80 mil pessoas por fim de semana.
Existem outras praias como a de Guajará de Beja e da Ilha de Capim, que são um convite ao ecoturismo, com trilhas pela mata e paisagem exuberante.
Há também muitos balneários como Zico, Paraíso, Conceição, Colônia Velha, Camotim, Abaetezinho com riachos de águas frias cercado por uma bela vegetação.
Carnaval
Abaetetuba consolida-se como detentora de um dos maiores e mais animados carnavais do estado. Mais de 50 mil brincantes invadem a avenida da folia no mês de fevereiro, número que cresce exponencialmente a cada ano. São blocos, trios elétricos, escolas de samba, shows de bandas, e ainda tem os tradicionais blocos como o Canto nu Xadrez (Bloco do Sujo), e o Bloco das Virgens, tudo o que faz a alegria daqueles que buscam a diversão. Mas são as micaretas o grande destaque do carnaval abaetetubense, atraindo foliões de várias partes do Pará e de outros estados, como Maranhão e Tocantins.
Quadra junina
No mês de Junho a grande atração fica por conta do Concurso de Quadrilhas Tradicionais e Modernas, o maior e mais belo evento dessa categoria no estado.
Um exemplo de organização e riqueza no figurino e nas apresentações, as quadrilhas superam os limites da mera dança junina e o expandem para encenações de diversos temas nacionais e internacionais.uma das melhores quadrilhas é a flor de algodão…e muitos espetáculos.
Miritifest
Abaetetuba é conhecida como a Capital Mundial do Brinquedo de Miriti. Em 2004, o Governo Municipal apoiou a criação do Festival de Miriti (MIRITIFEST). O evento destaca o Artesanato de Miriti e apresenta obras de grande nível artístico criado e apresentado por muitos artesãos locais, além da exposição de produtos e serviços de empresas locais e de outros municípios. A cada ano aumenta a participação da população e de visitantes vindos de todo o Estado, e do Brasil, atraídos pelo extenso programa cultural, incluindo apresentações artísticas e mostra bandas regionais. O MIRITIFEST tornou-se rapidamente o maior evento cultural do Baixo Tocantins. O Brinquedo de Miriti é um dos maiores símbolos do Círio de Nazaré em Belém do Pará.
Tiração de Reis
A Tiração de Reis (nome que a Folia de Reis recebia em Abaetetuba desde os tempos das antigas Folias de Santos ou Tiração de Esmolas em Abaeté), veio da tradição folclórica da Folia de Reis e que em alguns lugares do Brasil ficou sendo conhecida como Tiração de Reis, especialmente no Sertão Nordestino que chegou em Abaeté na época da migração nordestina do Ciclo da Borracha. Em Abaeté as festas da Tiração de Reis eram tradicionais e eram realizadas tanto na cidade como pelo interior do município. Envolviam, muita musicalidade e atualmente as músicas saíram um pouco da tradição religiosa do fato, incorporando outras músicas populares alegres, como o carimbó, frevos, sambas, forrós e outras. A Fundação Cultural Abaetetubense (FCA), a partir do ano de 2005, recuperou a tradição da Tiração de Reis, que hoje possui vários grupos de folias.
Economia
Cidade-polo da região do Baixo Tocantins que abrange os municípios de Moju, Igarapé-Miri, Barcarena, Limoeiro do Ajurú, Mocajuba, Baião, Cametá, Tailandia, Acará e Oeiras do Pará (somando uma população de mais de 740.045,00 habitantes), Abaetetuba é a sétima mais populosa cidade do estado. A cidade proporciona fácil acesso aos portos de Belém e de Vila do Conde e ao sul do Pará, além de ser próxima ao Polo Industrial na Vila dos Cabanos, que se localiza a 30 km. Diversas empresas estão se instalando no município aproveitando a grande rede de serviços da cidade, fato refletido no produto interno bruto municipal, que triplicou em quatro anos.
A atividade econômica predominante no município é o setor terciário (comércio e serviços), que conta com uma ampla rede de estabelecimentos das mais diversas atividades.
Indústria
A atividade industrial tem pequena participação na economia abaetetubense, compõe-se sobretudo dos ramos alimentício e de beneficiamento de produtos agroflorestais. De um modo geral, as indústrias da cidade são de médio e pequeno portes e distribuem-se principalmente nos ramos de bebidas, moveleiro, madeireiro e oleiro-cerâmico. A cidade conta também com metalúrgicas e estaleiros.
Agricultura
No setor agroflorestal, o município destaca-se como o 2º maior produtor de açaí do Pará, como o 3º maior produtor de bacuri e cupuaçu, e como o maior produtor de manga do estado. Outras culturas também marcam fortemente a agricultura abaetetubense, como mandioca, coco, miriti e bacaba.
Pecuária
Na pecuária, o município conta com bovinos, suínos e caprinos, além de possuir um abatedouro público.
Piscicultura
Na piscicultura o município caracteriza-se como o 5º maior pólo pesqueiro do estado,apresentando grande produção de camarão e peixe.
Futebol
Abaetetuba tem muita tradição no futebol, sua seleção já foi campeã de 11 edições do Campeonato Intermunicipal de Futebol (nos anos de 1955, 1958, 1961, 1962, 1967, 1969, 1973, 1976, 1982, 1983 e 2014), sendo a seleção que possui mais títulos da competição. Os Clubes de futebol mais conhecidos são o Abaeté Futebol Clube e o Vênus Atlético Clube. Os Jogos de futebol oficiais acontecem no Estádio Humberto Parente.
Universidades e Faculdades
A cidade conta com as seguintes Universidades: Universidade Federal do Pará - UFPA; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA); Faculdade Integrada do Brasil (FAIBRA); Faculdade Montenegro; Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia (FAM); Famac Anhanguera; UNIP; Esamaz; Faculdade Católica de Abaetetuba (FCAB); Uniasselvi.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 27 de março de 2020

ALAGOINHAS - BAHIA

Alagoinhas é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado no Agreste deste estado. Sua área é de 718,089 quilômetros quadrados e sua população em 2019 era de 151 596 habitantes, tendo portanto uma densidade demográfica de 210,05 habitantes por quilômetro quadrado. Limita-se ao norte com o município de Inhambupe, ao sul com o município de Catu, a leste com o município de Araças, a oeste com o município de Aramari, a nordeste com o município de Entre Rios e a sudoeste com o município de Teodoro Sampaio.
Seu nome se deve aos rios Sauípe, Catu, Subaúma e Quiricó e às pequenas lagoas e córregos existentes na região. E assim sua água é considerada de excelente qualidade e pode ser considerada a segunda melhor do mundo, sendo uma de suas maiores riquezas, e que faz parte do aquífero que vai desde Dias d'Ávila a Tucano.
História
O povoamento de Alagoinhas foi iniciado no final do século XVIII, quando um padre português, cuja identidade não foi guardada pela História, fundou uma capela no município, em louvor a Santo Antônio, em torno da qual forma-se o povoado de Santo Antônio das Alagoinhas, cujo nome se deve às muitas lagoas pequenas existentes na região.
É criada, por Alvará datado de 7 de novembro de 1816, a Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas, subordinada à Vila de Inhambupe.
Por ser um importante ponto de passada para boiadas e de acesso para o Sertão (daí o título dado por Ruy Barbosa à cidade, "Pórtico de Ouro do Sertão Baiano"), a freguesia prospera e recebe muitos habitantes, vindos principalmente de Inhambupe (vila da qual pertencia), Irará e Santo Amaro. Como consequência, se inicia, por volta da década de 1840, o processo de emancipação da freguesia.
Em 16 de junho de 1852, a Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas é desmembrada de Inhambupe e elevada à categoria de vila, com o mesmo topônimo, sendo instalada em 2 de julho do ano seguinte, com a posse da primeira Câmara Municipal e do presidente do Conselho, o coronel José Joaquim Leal.
O grande desenvolvimento e crescimento populacional da vila veio devido à abertura da Estação Ferroviária (inaugurada em 1863), pertencente à Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco, pois ela era centro de atividades econômicas, devido ao grande fluxo de pessoas e mercadorias. Com isso, a Vila de Santo Antônio das Alagoinhas é elevada à categoria de cidade, pela Lei Provincial n.º 1.957, de 7 de julho de 1880, tendo seu topônimo simplificado para "Alagoinhas".
Em 18 de novembro de 1880, foi construído um dos maiores símbolos de Alagoinhas, a Segunda Estação de São Francisco. Erguida em estilo inglês, com a estação de passageiros em estilo francês, possui todo o material importado da Inglaterra, e é a única réplica do mundo de outra estação em Liverpool. Até hoje, todos os tijolos utilizados na sua construção possuem os nomes dos fabricantes ingleses e franceses.
Em 1897, Alagoinhas teve um papel fundamental durante a Guerra de Canudos, quando acolheu tropas federais e estaduais, que utilizavam a cidade como rota para o destino final. A cidade ainda prestou assistência e mantimentos aos soldados feridos que a utilizavam como ponto médico.
A década de 1920 foi um momento de revolução arquitetônica e tecnológica na cidade, com a inauguração da Santa Casa de Misericórdia, do Serviço de Transportes Coletivos, do Coreto Municipal, e da Capela "da Praça Kennedy", além da chegada da energia elétrica em 1924, com o auxílio e o trabalho dos irmãos Robatto.
Em 11 de novembro de 1931, por meio de um plebiscito popular, Alagoinhas passou a se chamar "Cidade Joaquim Távora", em homenagem ao irmão do tenente Juarez Távora, que comandou a revolução que acabou com Getúlio Vargas no poder, mas o nome não pegou e a cidade continuou com a denominação antiga.
Alagoinhas também contribuiu durante a Segunda Guerra Mundial, onde diversos jovens se ofereceram para viajarem na frente brasileira de batalha na Itália e se juntaram aos outros "pracinhas". Após a vitória aliada e o retorno de vários deles à cidade, o Totem dos Pracinhas foi erguido em 1972, em homenagem aos pracinhas Dionísio Chagas e Evilásio Assis, mortos em combate.
A década de 1950 também foi importante no rápido desenvolvimento da cidade, pois houve a instalação de um complexo sistema de rede de esgotos na parte central do município, beneficiando famílias e trabalhadores. Além disso, diversos centros culturais e de lazer, como a biblioteca central, foram instalados na cidade. Vários centros públicos obtiveram reformas que acabaram ampliando a beleza arquitetônica da cidade. Ainda durante esta década, foi construída a Catedral de São Francisco, com estilo italiano único na região, investe na altura e na diversidade de torres. É uma réplica da Catedral de São Francisco de Ascoli Piceno, na Itália.
Em 1964, foi descoberto um poço de petróleo no município, o MG-1-BA. Três anos depois, já haviam 30 poços, motivo que fez com que a Petrobras se instalasse no município, gerando seu desenvolvimento e aumentando os investimentos, mas também crescimento desordenado, deixando várias pessoas sem saneamento básico e acesso aos serviços de saúde.
Com o desenvolvimento ferroviário e a descoberta de poços de petróleo, Alagoinhas cresceu bastante economicamente, tornando-se polo de sua região. Se voltou aos serviços, portanto seu desenvolvimento se deu, principalmente, no comércio, polarizando mais de 30 municípios vizinhos.
Em 10 de junho de 2010, o então prefeito Paulo Cezar assinou, juntamente com o então presidente Lula, a adesão e o reconhecimento de Alagoinhas como sendo uma cidade patrimônio Histórico do Brasil, devido aos seus inúmeros casarões e igrejas que remontam à séculos passados, ainda em estado de conservação assegurado.
Alguns alagoinhenses se destacaram bastante no campo da literatura e educação, como Maria Feijó (1918), José Olívio Paranhos Lima (1955), o poeta e dramaturgo Lázaro Zacaríades, o poeta, professor e pesquisador acadêmico Ednaldo Soares, publicado no Brasil e na Itália, e o escritor e mestre em Linguística Adson Vasconcelos (1965), autor de diversos livros didáticos, pedagógicos e literário.
Geografia
Localizado no leste da Bahia, no Agreste deste estado, com área de 734 quilômetros quadrados. Está situado nas unidades geomórficas dos Tabuleiros do Recôncavo e dos Tabuleiros Interioranos. De clima quente e semi-úmido, possui vegetação de floresta estacional semidecidual e de parque sem floresta de galeria.
Sua geologia pode ser resumida, segundo a CEI e IBMB 1993-1994, em arenitos médios e grosseiros, conglomerados/brechas, paraconglomerados.
A cidade é servida pela malha rodoviária e ferroviária. A BR-101, que corta o Brasil de Norte a Sul, serve a cidade fornecendo importante acesso e meio de escoamento de produtos para cidades do Nordeste como Recife e Aracaju, além de cidades como Vitória e Rio de Janeiro, no Sudeste do país. Também corta a cidade a BR-110, que a une ao Nordeste pelo interior da região. A ferrovia possui na cidade, além do seu papel histórico, um entrocamento que já foi de grande importância para o país e teve o seu declínio de acordo com a subvalorização do transporte ferroviário no país. Possui ainda rodovias estaduais que ligam a cidade à BR-116 e também à Linha Verde.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1977 a 1980, 1986 a 1989 (até 31 de março) e a partir de 1992, a menor temperatura registrada em Alagoinhas foi de 10,4 °C em 21 de dezembro de 1962, e a maior atingiu 40,2 °C em 1° de janeiro de 1988. O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 181,7 mm em 20 de dezembro de 1999. Outros grandes acumulados foram 121,7 mm em 12 de janeiro de 2011, 112,9 mm em 20 de janeiro de 1964, 109,2 mm em 26 de maio de 1966 e 102,5 mm em 8 de maio de 1963. O mês de maior precipitação foi abril de 1964, quando foram registrados 474,6 mm.
Economia
Primeiro setor
Alagoinhas se destaca na produção agrícola de limão (maior produtor baiano), abacate, laranja (3º maior produtor baiano), de batata doce (10º maior produtor baiano) e de amendoim (11º maior produtor baiano).
No setor de bens minerais, é um grande produtor de areia, argila e pedra.
Segundo setor
Segundo a Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB), o município possui 669 indústrias, ocupando o 13º lugar na posição geral do estado da Bahia, e 3.711 estabelecimentos comerciais, 14ª posição dentre os municípios baianos.
Terceiro setor
Seus serviços crescem bastante, desde a descoberta dos poços de petróleo e da implantação da ferrovia, ampliando os serviços para os municípios vizinhos também. E seu parque hoteleiro registra 500 leitos.
Possui diversos outros serviços com qualidade reconhecida nacionalmente. Servida por diversos estabelecimentos de ensino de nível fundamental a superior. Em nível de saúde é servida principalmente, pelo Hospital Regional Dantas Bião e Maternidade de Alagoinhas. Alguns serviços médicos especializados são realizados na cidade, evitando assim o deslocamento à capital do estado, Salvador, em busca de atendimento
Educação
Alagoinhas possui 152 escolas, sendo 87 municipais, 29 estaduais, 1 federal e 35 particulares; e 12 instituições de ensino superior autorizadas pelo MEC. São destaques na rede municipal o Colégio Municipal de Alagoinhas, na rede estadual, o Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, Colégio Estadual Deputado Luís Eduardo Magalhães (no Barreiro),o CETEP (Centro Territorial de Educação Profissional), Colégio da Polícia Militar Professor Carlos Rosa e o Colégio Estadual São Francisco. O campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF BAIANO), inaugurado em 2016, é uma unidade da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica que oferta cursos profissionalizantes desde a formação básica (Ensino Médio) até a pós-graduação (especialização). Na rede privada, têm-se como destaques o Colégio Dínamo, Colégio Star, Colégio Santíssimo Sacramento, Colégio São Francisco das Irmãs Franciscanas, Colégio Destaque e o Centro Educacional Cenecista Alcindo de Camargo.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 23 de março de 2020

CAMARAGIBE - PERNAMBUCO

Camaragibe é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Pertence à Região Metropolitana do Recife, sendo o seu sexto município mais populoso (atrás de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Cabo de Santo Agostinho) e a oitava de Pernambuco.
História
A área onde hoje está localizado o município de Camaragibe era povoada por minorias indígenas, até a chegada dos portugueses com Duarte Coelho Pereira, em meados do século XVI.
As terras eram utilizadas para a exploração do pau-brasil e, posteriormente, a produção da cana-de-açúcar.
O município surgiu com os antigos engenhos, como o Camaragibe, fundado em 1549 e considerado um dos mais prósperos da região até a invasão holandesa em 1645. O engenho foi incendiado pelas tribos indígenas que viviam no local.
Entre 1891 e 1895 foi implantada uma fábrica de tecidos pelo engenheiro Carlos Alberto de Menezes, e o engenheiro francês Pierre Collier o que modificou a feição do local.
Em 20 de dezembro de 1963 a Lei Estadual nº 4.988 elevou o distrito à categoria de município, o qual foi extinto em 6 de julho de 1964, por acórdão do Tribunal de Justiça (mandado de segurança nº 59.906), sendo seu território reanexado ao do município de São Lourenço da Mata. Sendo novamente elevado a categoria de município só em 13 de maio de 1982, desmembrando-se de São Lourenço da Mata, segundo a Lei nº 8.951, publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco daquela data.
Topônimo
O topônimo Camaragibe significa "rio dos camarás" (camara: a planta, y: rio, pe: em). Camará ou cambará é o nome de um arbusto presente na região.
Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Camarajibe. Prescreve-se o uso da letra "j" para palavras indígenas ou africanas (exceções: angico e angical). O nome vem do tupi Rio de Camará, em referência ao arbusto camará ('Lantana camará'), popularmente conhecido como chumbinho. Ao longo dos anos, a grafia foi alterada para Camaragype, Camaragipe e finalmente para Camaragibe.
Relevo
O relevo predominante no município é o de Tabuleiros Costeiros, relevo que predomina em todo litoral leste do nordeste, tendo altitudes médias que variam entre 50 e 100 metros acima do nível do mar.
Vegetação
A vegetação nativa municipal é a mata atlântica, composta por florestas sub-perenifólias, com partes de floresta sub-caducifólia.
Solo
Os solos do município são representados pelos Latossolos e Podzólicos nos topos de chapadas e topos residuais.
Clima
O município tem o clima tropical, do tipo As´. Os verões são quentes e secos. Os invernos são amenos e úmidos, com o aumento de chuvas; as mínimas podem chegar a 15 °C. As primaveras são muito quentes e secas, com temperaturas que em algumas ocasiões podem chegar aos 35 °C.
Economia
Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2013, a soma das riquezas produzidas no município é de 1.116.399 mil reais (14° maior do estado), sendo o setor de serviços o mais mais representativo na economia camaragibense, somando 642.002 milhões. Já os setores industrial e da agricultura representam 127.605 milhões e 10.817 milhões, respectivamente. O PIB per capita do município é de 7.364,74 mil reais (83° maior do estado), um dos menores da Região Metropolitana do Recife.
Educação
O município possui as seguinte(s) escola(s) estadual(s): Escola Técnica Estadual Alcides do Nascimento Lins; Escola Antônio Correia de Araújo; Escola Conselheiro Samuel Mac Dowell; Escola de Referência em Ensino Médio Deputado Oscar Carneiro; Escola Estadual Pio XII; Escola Francisco de Paula Correia de Araújo; Escola Frei Caneca; Escola Joaquim Amazonas; Escola Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda; Escola Major Lélio; Escola Ministro Jarbas Passarinho; Escola Nossa Senhora das Dores; Escola Nossa Senhora Perpetuo Socorro; Escola de Referência em Ensino Médio Prof. Antônio Carneiro Leão; Escola de Referência em Ensino Médio Prof. Carlos Frederico do Rego Maciel; Escola Prof. Nelson Chaves; Escola Santa Apolônia; Escola Santa Sofia; Escola de Referência em Ensino Médio Tito Pereira de Oliveira; Escola Timbi; Escola Torquato de Castro; Escola Vale das Pedreiras.
Saúde
A cidade conta com cinquenta e seis estabelecimentos de saúde, sendo nove públicos.
Cultura
Religiosidade
Existem na cidade cinco paróquias que são pertencente a Arquidiocese de Olinda e Recife (AOR).
Paróquia do Sagrado Coração de Jesus (Padroeiro do Município) - Situada no Bairro da Vila da Fábrica, tem sua área pastoral os bairros da Vila da Fábrica, Jardim Primavera, Lot Nazaré, Lot Inabi, Vale das Pedreiras, Baixinha, Tabatinga e Lot São Jorge.
- Paróquia de São Pio X - Situada no Bairro Novo Carmelo.
- Paróquia de São Francisco de Assis - Situada no Bairro do Timbi
- Paróquia de São Sebastião
Turismo
O principal ponto turístico da cidade é a região do bairro de Aldeia, onde está a parte mais alta de Camaragibe, que atrai um maior número de visitantes ao município. Com clima agradável e coberto de verde, o local abriga diversos clubes de campos que alugam cavalos, spas, restaurantes acolhedores e hotéis campestres. Principalmente nos finais de semana, é grande o movimento de carros subindo a ladeira de Aldeia com passageiros dispostos a desfrutar da tranquilidade do campo nos confortáveis chalés, localizados em sítios rodeados de fruteiras e flores. Distante apenas 16 km do Recife, o local já passou a ser residência fixa de muitas pessoas que, diariamente, "descem" para trabalhar e à noite retornam para a tranqüilidade do campo.
Referência para o texto: Wikipédia .