sábado, 16 de novembro de 2019

COTIA - SÃO PAULO

Cotia é um município brasileiro do Estado de São Paulo, Microrregião de Itapecerica da Serra, na Zona Sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo.
Características gerais
O nome da cidade é derivado da palavra “koty”, que no idioma m’byã (guarani) significa “ponto de encontro”, e que resultou nas antigas versões Coty, Cuty, Cutia, Acutia, Acotia (usadas em várias localidades brasileiras no período colonial) e na atual designação Cotia, referida com a letra "o" somente após sua elevação a município, em 1906.
Cotia chegou a ser conhecida como "Cidade das Rosas", em virtude da Fazenda Roselândia (fundada em 1933), uma antiga fazenda de cultivo e comercialização de rosas e outras espécies de flores, que atualmente encontra-se em fase de loteamento para a construção de um condomínio horizontal, o que acarretou a perda do significado dessa designação.
Cotia é hoje um dos municípios mais ricos e desenvolvidos da região à qual pertence, apesar da desigualdade sócio-econômica que o caracteriza. Tem recebido a expansão dos bairros residenciais da Região Metropolitana de São Paulo na direção oeste e, apesar da predominância de bairros constituídos por moradores de baixa renda, possui muitos condomínios, entre eles alguns luxuosos, principalmente na região nobre da Granja Viana.
História
O Caminho de Pinheiros e o Caminho da Cutia
O povoado que deu origem à então conhecida como Freguesia da Cutia foi originalmente instalado na confluência do Rio Cotia com o Caminho do Peabiru (pré-cabralino), rebatizado pelos jesuítas de Caminho de São Tomé (século XVI), e depois conhecido como Caminho das Tropas (colonial), inicialmente como aldeamento indígena, mas também como ponto de parada entre a Vila de São Paulo de Piratininga e o oeste da Capitania de São Vicente. A antiguidade do Caminho do Peabiru e sua utilização no período colonial é atestada por referências históricas e pela quantidade de casas e fazendas que foram estabelecidas ao longo desse trajeto já na primeira metade do século XVII, algumas delas remanescentes e tombadas pelo IPHAN, como a Casa do Butantã, o Sítio do Mandu, o Sítio do Padre Inácio, o Sítio Santo Antônio e outras depois de São Roque.
O trecho do antigo Caminho do Peabiru que passou a ser usado pelos novos habitantes da Vila de São Paulo em direção ao oeste foi primeiramente denominado, em português, de Caminho de Pinheiros ou Caminho dos Pinheiros: vindo do litoral, passava pela parte baixa da atual Praça da Sé (o Largo da Sé, nos séculos XVIII e XIX), prosseguia pelas atuais Rua Direita, Largo da Misericórdia, Rua José Bonifácio, Largo da Memória, Rua Quirino de Andrade, Rua da Consolação, Avenida Rebouças e Rua dos Pinheiros, Praça João Nassar, Rua Paes Leme e Rua Butantã. O Peabiru incluía a travessia de barco em um vau do Rio Grande (atual Rio Pinheiros), na altura da atual Ponte Bernardo Goldfarb, e prosseguia rumo às regiões das atuais Cotia, São Roque, Sorocaba e Itapetininga, passando em local próximo à Casa do Butantã, sede de uma fazenda do século XVII. Esse caminho pré-cabralino foi posteriormente apropriado e explorado pelos bandeirantes (século XVII) e pelos tropeiros (séculos XVIII e XIX), passando a ser conhecido com o nome de Caminho do Sertão, Caminho das Tropas, Caminho de Cotia, Caminho de Sorocaba e outras designações, dependendo de cada trecho. O trecho São Paulo-Itapetininga do Caminho das Tropas foi posteriormente retificado e convertido na Estrada São Paulo-Paraná (a partir de 1922) e na atual Rodovia Raposo Tavares (a partir de 1954).
A Aldeia de Koty
A administração portuguesa da região oeste da Capitania de São Vicente foi iniciada em 12 de outubro de 1580, com a concessão nessa data, pelo capitão-mor Jerônimo Leitão, de sesmaria, no sítio de Carapicuíba, aos índios da Aldeia de Pinheiros (fundada em 1560). Pouco depois, foram doadas aos jesuítas a fazenda de Carapicuíba em 1615 e a sesmaria M’boy (Embu) em 1624, que fizeram parte dos 12 aldeamentos indígenas da Capitania (depois Província) de São Paulo: Pinheiros, Carapicuíba (desativada em 1698), Barueri, São Miguel, M'Boy, Itariri (fundado em 1837), São João Batista (fundado em 1843), Piraju (fundado em 1860),Queluz, Itaquaquecetuba, Escada e Tijuco Preto (fundado em 1865).
A partir de 1603 iniciaram-se as bandeiras de apresamento dos indígenas e, consequentemente, a guerra entre jesuítas e bandeirantes (escravizadores de indígenas), e em 1628, a bandeira de Manuel Preto, com cem paulistas e 2 mil indígenas auxiliares (na qual engajou-se o português Raposo Tavares) percorreu o braço principal do antigo caminho indígena do Peabiru (que ligava a região da Vila de São Vicente aos atuais Paraná e Paraguai), rumo às reduções jesuíticas do Guayrá, com a finalidade de captura de índios, tipo de ação que os historiadores do século XIX passaram a denominar "desbravamento".[23] Ao longo desse caminho foram estabelecidas várias aldeias e povoados indígenas ou mestiços, já na primeira metade do século XVII, que nos períodos seguintes deram origem a freguesias, vilas e cidades do oeste paulista, como Cotia, São Roque, Sorocaba, Itapetininga, Castro e outras.
Desde a primeira metade do século XVII já existiam fazendas e residências rurais no oeste paulista (como a Casa do Butantã, o Sítio do Padre Inácio, o Sítio do Mandu e o Sítio Santo Antônio, este último pelo bandeirante Fernão Paes de Barros em cerca de 1640) e as primeiras vilas da região foram instituídas em 1657 (São Roque) e 1661 (Sorocaba). A Aldeia de Koty (posteriormente também chamada de Coty, Cuty, Cutia, Acutia e Acotia) foi estabelecida em meados do século XVII, não como aldeamento jesuítico, tal como havia ocorrido com as aldeias de Pinheiros, Carapicuíba e M’boy (Embu), mas como núcleo indígena (carijó) "protegido" por um fazendeiro (o coronel Antonio Vieira Tavares), que explorava o trabalho dos aldeões. Sua criação parece ter alguma relação com o fim da guerra entre Pires e Camargos (1640-1680), que até então havia dificultado os projetos de aldeamento na região.
A Aldeia de Koty foi instalada em alguma das várias colinas que existem na confluência entre o Rio Cotia e o Caminho do Peabiru (provavelmente a ponte da atual Rua Ladislau Retti sobre o Rio Cotia), que já havia se tornado rota bandeirante no século XVII (futuro Caminho das Tropas nos séculos XVIII e XIX), nas proximidades da atual Estrada Fernando Nobre (região dos atuais km 28,0 a 29,5 da Rodovia Raposo Tavares). O bairro do Caiapiá tem sido apontado como o local da Aldeia de Koty, porém o cruzamento do Caminho das Tropas (em sua última configuração conhecida, ao redor de 1900) com o Rio Cotia ocorre no bairro ao lado do Caiapiá, o Jardim do Rio Cotia.
Ainda que não haja informações históricas suficientes sobre a fazenda na qual foi construída a casa do Sítio do Mandu, é possível supor que esta teve alguma relação com a Aldeia de Koty e mesmo que esta aldeia tenha sido originalmente fixada nas dependências dessa fazenda (e que seu proprietário, à época, tenha sido Antonio Vieira Tavares), à semelhança do que ocorreu em outras vilas do oeste paulista, como São Roque. De acordo com John Monteiro, nesse local já existia cultura de trigo desde a década de 1620, e era conhecido com esse nome desde a primeira metade do século XVII, pois em vereança de 18 de junho de 1633, a Câmara de São Paulo referiu-se a incidentes entre lavradores e padres da Companhia de Jesus, nas terras de "Cuty" e "Caraquapucuiba".
Em 8 de setembro de 1662 foi instalada, na Aldeia de Koty, e sob a proteção do coronel Antonio Vieira Tavares, segundo o sistema de povoamento e "proteção" de indígenas então vigente, uma capela curada dedicada a Nossa Senhora do Monte Serrate, cujos vestígios arqueológicos infelizmente nunca foram encontrados e talvez tenham sido definitivamente perdidos com a urbanização e construção de fábricas nessa região. Manuel Eufrásio de Azevedo Marques informa, nos Apontamentos históricos, geográficos, biográficos, estatísticos e noticiosos da província de São Paulo (1879), que o local em que havia sido instalada a capela de Nossa Senhora do Monte Serrate, correspondia, em 1876, ao sítio de Antônio Manoel Vieira, mas ainda não se sabe ao certo a localização desse sítio.
Cotia já era paróquia em 1684, quando foi visitada pelo Bispo do Rio de Janeiro, Dom José de Barros Alarcão e, em 1686, possuía 405 habitantes, ainda nas proximidades do Rio Cotia. Em função do mau estado da capela, Dom José de Barros Alarcão ordenou, em sua visita, que a mesma fosse derrubada e que seus pertences fossem transferidos para a Itu (vila desde 1657).
A instalação da Capela de Nossa Senhora do Monte Serrate na Aldeia de Koty reforça a conexão com a Aldeia e depois Vila dos Pinheiros, na qual também foi erigida uma Capela de Nossa Senhora do Monte Serrate, e que mantém essa devoção até o presente: em função do trânsito de bandeirantes e tropeiros no Caminho das Tropas e depois nas estradas sobre o mesmo estabelecidas, Cotia e Pinheiros mantiveram estreita relação desde o século XVII (e que existe até o presente, em função de sua ligação pela Rodovia Raposo Tavares).
A Freguesia da Cutia
No início do século XVIII, o coronel Estevão Lopes de Camargo doou terras para a construção de uma nova capela no alto da colina na qual atualmente se encontra a matriz (em configuração semelhante à de outras vilas portuguesas instaladas sobre colinas, como a própria Vila de São Paulo), alguns quilômetros adiante no Caminho das Tropas (na região dos atuais km 33 a 34,5 da Rodovia Raposo Tavares), que posteriormente iriam sediar o novo povoado da Cutia. Por decisão do coronel Estevão Lopes de Camargo e do padre Mateus de Lara Leão, com apoio dos bandeirantes Fernão Dias Paes Leme e Gaspar de Godoi Moreira, a nova Capela de Nossa Senhora do Monte Serrate foi inaugurada em 8 de setembro de 1713, com a entrada solene da padroeira no altar mor (que até então estava na Vila de Itu). O assento da posse do Padre Mateus de Laya Leão, no mais antigo livro de Tombo de Cotia (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo), datado de 1713 (uma corrosão no documento indica a possibilidade de a data ser 1703, adotada por alguns autores), é a principal fonte sobre o translado de Cotia para o sítio atual, informando que o "protetor" do novo povoado, de acordo com o sistema vigente, era o coronel Estevão Lopes de Camargo (e que o protetor da antiga Aldeia de Koty havia sido Antonio Vieira Tavares)
A Matriz de Cotia, ao longo dos séculos XVIII e XIX, teve três irmandades (Rosário, Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição), que realizavam sepultamentos no interior dessa igreja, no seu cemitérios e em outras capelas da freguesia (prática encerrada quando da construção do primeiro cemitério municipal de Cotia, iniciado em 1856). O novo povoado da Cutia, nessa época, passou a reunir uma pequena quantidade de casas, em torno da atual praça da matriz, dando origem à Freguesia da Cutia em 1723, que passou a receber visitadores eclesiásticos, inicialmente da Diocese do Rio de Janeiro e, a partir de 1745, da Diocese de São Paulo. O primeiro visitador da Diocese de São Paulo que visitou a freguesia da Cutia em 21 de dezembro de 1759, Miguel Dias Ferreira, determinou "assoalhar ou ladrilhar o corpo da igreja, pois se acha indecente, com muita poeira e muitos buracos, de sorte que mais parece uma estrebaria de brutos que a Casa de Deus".
A Freguesia da Cutia passou a figurar em mapas da região a partir da segunda metade do século XVIII, como no mapa de 1750 intitulado "Costa do Brasil desde a ponta de Itapetininga, São Paulo, até o rio Imbou ao sul da Ilha de Santa Catarina", no "Mappa da capitania de S. Paulo" de Francesco Tosi Colombina (meados do século XVIII), no "Mapa de parte de São Paulo, Paraná e Santa Catarina" do início do século XIX e no "Mappa chorographico da província de San Paulo" de Daniel Pedro Müller (1841), todos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Da Vila da Cutia ao município de Cotia
A Freguesia de Cutia foi elevada, pela Lei Provincial n.º 7, de 2 de abril de 1856, à Vila da Cutia (com essa mesma ortografia). Em ofício de 3 de janeiro de 1857, a Câmara Municipal de São Paulo comunicou a instalação da nova Câmara da Vila da Cutia em 3 de janeiro desse ano, dando posse ao seu primeiro presidente, o vereador eleito José de Araújo Novaes.
O Almanaque Paulistano de 1856 (para 1857) indica, na recém instalada Vila da Cutia, que contava com 4.125 habitantes, a existência de 1 agência do correio, 1 vigário colado, 1 professor de primeiras letras e 7 eleitores. Já o Almanaque da Província de São Paulo de 1873 (para 1873) registra, em meio aos 5.024 habitantes da Vila da Cutia, o nome do presidente da câmara municipal e dos 6 vereadores, 1 vigário, 1 sacristão, 1 subdelegado, 3 suplentes de subdelegado, 2 escrivães, 4 juízes de paz, 8 eleitores, 8 suplentes de eleitores, 1 capitão, 1 tenente e 1 alferes da 3ª Companhia Avulsa da Guarda Nacional (com 140 praças), 1 capitão, 1 capitão adido e 2 tenentes adidos da Reserva (com 120 praças), 1 agente da agência do correio, 1 inspetor da instrução primária, com 4 professores públicos (1 em Cotia, 1 em "Itaqui", 1 em “Carapucuíba” e 1 em “Várzea Grande”), 1 professora pública e 1 professor público aposentado, 6 fazendeiros (que se dedicavam ao gado vacum e cavalar, cultura de milho e feijão), 2 comerciantes de lojas de fazendas, 8 negociantes de secos e molhados, 2 alfaiates, 1 carpinteiro, 1 ferreiro, 1 mestre de música, 1 padeiro e 2 pedreiros, registrando ainda, mas sem indicação dos nomes, a existência de 5 guardas da polícia local, 504 escravos matriculados na Província de São Paulo (conforme a Lei nº 2.040, de 28 de setembro de 1871).
Após a proclamação da República, em lugar da Câmara foi nomeada uma Intendência, a 20 de fevereiro de 1890. Em 19 de dezembro de 1906, por meio da Lei Estadual nº 1.030, foi elevada à categoria de município, com o atual nome de Cotia. Embora já existente como aldeia em meados do século XVII (com a primeira Capela de Nossa Senhora do Monte Serrate inaugurada em 8 de setembro de 1662), foi adotada, como data de "fundação" da cidade, o dia de elevação da freguesia a vila (2 de abril de 1856), em função da constituição de sua primeira Câmara Municipal.
Arruamento e urbanização de Cotia
O arruamento de Cotia, no século XVIII, foi iniciado entre o Caminho das Tropas (que deu origem às ruas Batista Cepelos/Senador Feijó) e o entroncamento com o caminho para a Aldeia de Barueri (atual Rua Nelson Ranieri), que deu origem às atuais Rua Dois de Abril, Rua Dez de Janeiro e Estrada Velha de Itapevi II (que eram unidas entre si antes da construção da alça norte da Rodovia Raposo Tavares). No entroncamento entre o Caminho das Tropas e o Caminho de Barueri foi instalada a Capela do Monte Serrate, formando a atual Praça da Matriz. As ruas posteriormente abertas no arraial, talvez já no século XIX, foram provavelmente as ruas Presciliana de Castro Pedroso, Benedita Barreiro Vítor e o prolongamento da Dez de Janeiro/Lopes Camargo até a Travessa Joaquim Horário Pedroso.
O setor urbano de Cotia, no século XIX, não deve ter ultrapassado o limite dessas ruas, construídas ao redor do Largo da Matriz. Em 1858 a recém inaugurada Câmara Municipal da Cutia solicitou à Assembleia Provincial Legislativa de São Paulo a designação de uma quota para a construção de uma murada destinada a evitar o desmoronamento do morro do Largo da Matriz, murada essa que deve ter sido removida quando da construção da atual murada que sustenta esse morro.
A entrada principal de Cotia, antes do século XX, era a Avenida Nossa Senhora de Fátima, que no centro histórico deriva-se na Rua Senador Feijó, e que remonta ao período de formação da Freguesia da Cutia, pois trata-se da continuação da Estrada Velha de Cotia e da Estrada do M'Boi, caminhos bem mais antigos que a Estrada São Paulo-Paraná (1922), posteriormente convertida na Rodovia Raposo Tavares. A Estrada São Paulo-Paraná criou uma nova entrada de Cotia, posteriormente convertida na Avenida Professor José Barreto, cuja ligação com a estrada foi interrompida quando da construção da nova alça de acesso ao centro de Cotia da na Rodovia Raposo Tavares na década de 1980 (por essa razão a parte final da Avenida Professor José Barreto termina em um barranco sobre a nova alça de acesso a Cotia).
O primeiro cemitério municipal de Cotia (hoje denominado Cemitério Municipal Central Velho), cujos grandes limites são a Avenida Nossa Senhora de Fátima e a Rua Ovídio Antônio Passos, foi construído justamente no Caminho de Cotia ou Caminho das Tropas (hoje Avenida Nossa Senhora de Fátima), após as sucessivas proibições, ao longo do século XIX, de sepultamentos em igrejas e capelas. Em ofício de 4 de fevereiro de 1856 ao Reverendo Anacleto José Ribeiro Coutinho, Vigário Geral do Bispado de São Paulo (pouco antes da elevação a Vila da Cutia), a Câmara Municipal de São Paulo determinou que este ordenasse à Paróquia da Cutia a construção do Cemitério Público da Freguesia, à custa da fábrica da paróquia. O cemitério foi sendo construído nas décadas seguintes e passou a contar com novas fontes de financiamento, incluindo a Câmara Municipal da Cutia e a Província de São Paulo. Pela Resolução nº 35, de 13/04/1886, a Província de São Paulo criou o lugar de zelador do cemitério da Vila da Cutia e fixou os seus vencimentos, bem como os do secretário da câmara, procurador e porteiro, enquanto o primeiro Código de Posturas da Câmara Municipal da Vila da Cutia, publicado pela Resolução nº 136, de 8 de junho de 1886 da Assembleia Provincial, estabeleceu o primeiro conjunto de normas municipais sobre os sepultamentos e uso do cemitério público. Em 1890, o governador do Estado de São Paulo, Prudente José de Moraes Barros, informou em seu relatório ao presidente da República, Deodoro da Fonseca, que o cemitério municipal da Cutia era obra antiga e já liquidada. A atual capela do Cemitério Municipal Central Velho foi concluída em 1916 (conforme data na fachada) e deve ter substituído menor capela menor e mais antiga, construída ainda no século XIX.
O "Mapa da Região de Itapevi a Cotia", do Instituto Geográfico e Geológico (1963), um dos mais antigos mapas conhecidos da cidade, já indica dois novos focos de urbanização além do centro histórico: o primeiro desses novos bairros, situado aproximadamente entre os atuais Cemitério Municipal Central Velho, Terminal Metropolitano e o Ginásio de Esportes, estava circunscrito entre a antiga Estrada São Paulo-Paraná (atual Rodovia Raposo Tavares) e as atuais Avenida Professor Manuel José Pedroso, Rua Monsenhor Ladeira e Rua José Augusto Pedroso, correspondendo à atual Vila São Francisco de Assis. O segundo desses novos bairros estava circunscrito entre a antiga Estrada São Paulo-Paraná e as atuais ruas Professor Manuel José Pedroso/Jorge Caixe/Rua dos Bandeirantes e Primo Batistoni, correspondendo à atual Vila Santo Antônio do Portão.
Os demais bairros do distrito-sede de Cotia (portanto a grande maioria dos atuais bairros cotianos) foram construídos a partir da década de 1960 e estão associados à fase industrial do município e o consequente aumento de sua população e de sua densidade demográfica nesse período. A legislação municipal de Cotia referente à denominação de vias públicas ajuda a compreender a cronologia de instalação dos novos bairros, como o Decreto Municipal nº 850, de 20 de junho de 1975, que dá denominação de vias públicas no Jardim Nomura (bairro que urbanizou a área entre a Vila São Francisco de Assis e a Vila Santo Antônio do Portão), o Decreto Municipal nº 953, de 18 de fevereiro de 1976, que dá denominação de vias públicas no Jardim São Joaquim, e o Decreto Municipal nº 1329, de 14 de março de 1979, que dá denominação de vias públicas de diversos bairros de Cotia. A partir de 1981 a legislação cotiana é abundante na denominação de novas ruas e de novos bairros, refletindo o grande aumento populacional e de residências no município, como consequência direta de sua fase industrial a partir da década de 1960, e consequência indireta de sua fase agrícola da primeira metade do século XX.
História econômica do município de Cotia
As maiores fontes sobre o a história econômica de Cotia, ainda que escassas e referentes quase somente à primeira metade do século XX, são a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, do Conselho Nacional de Geografia e Conselho Nacional de Estatística (v.28, 1957, p.267-269) e a a pequena monografia Cotia, de Fernando Pereira Cardim (da Diretoria de Documentação e Divulgação do CNE), publicada pelo IBGE em 1964. Para o século XIX os dados são bastante escassos, sendo encontrados principalmente nos Almanaques da Província de São Paulo e nos jornais paulistas do período. No Almanaque da Província de São Paulo de 1873 (para 1873) é mencionada a criação do gado vacum e cavalar, e a cultura de milho e feijão. A partir das informações conhecidas, é possível saber que a economia de Cotia, nos séculos XVIII e XIX era principalmente de subsistência, mas com algum excedente destinado ao comércio, principalmente para a capital e as freguesias e vilas do oeste paulista.
Paralelamente, Cotia foi usada como centro de abastecimento de água da capital desde o final do século XIX: três anos após a inauguração da caixa de abastecimento de água no Alto da Consolação em 1878, a cargo Companhia Cantareira (em frente à atual rua Piauí), começavam a chegar águas da Serra da Cantareira, do Cabuçu, e do Rio Cotia. Em 1902, o engenheiro Teodoro Sampaio indicou os mananciais hídricos de Cotia como estratégicos para o abastecimento de água na capital paulista, sinalizando a possibilidade do aprofundamento da adução do Rio Cotia, que seria iniciada na década seguinte e continua a ser importante para a capital na atualidade.
Na entrada do século XX, Cotia era um povoado com cerca de 5 mil habitantes e ainda mantinha economia e espaço urbano restritos e com poucas mudanças ao longo do século XIX. Apesar da instalação, junto à antiga Estrada Cotia-Barueri (uma parte da qual é hoje a Estrada da Roselândia), da Estação Cotia (hoje município de Itapevi) da Estrada de Ferro Sorocabana (fundada em 1870 e inaugurada em 1875), que aumentou o trânsito de moradores entre as cidades pelas quais passava a ferrovia, Cotia perdeu muitos habitantes para outras regiões, no período de 1874 a 1920, em função da exaustão da terra, decorrente da falta de tecnologia agrícola eficiente. A ferrovia acarretou o início da decadência do ciclo dos muares, gerando uma crise econômica em Cotia que somente seria superada pelas novas tecnologias agrícolas e de distribuição trazidas pelos imigrantes japoneses no século XX. Estevam de Almeida Prado deixou em 1926 o seguinte testemunho da pobreza dessa fase de subsistência, que somente seria alterada com a fase agrícola relacionada à imigração japonesa.
De acordo com Fernando Pereira Cardim (1964) e com Ricardo Bezerra de Souza, o primeiro acentuado crescimento econômico de Cotia deve-se à produção e distribuição, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, da “batata de Cotia” (batata inglesa), introduzida na região por agricultores japoneses em 1913, porém o cultivo da batata em Cotia já era assinalado no Mapa Agrícola do Estado de São Paulo, da Sociedade Nacional de Agricultura, em 1908. De acordo com com Ricardo Bezerra de Souza, o ano de 1913 marca não exatamente o início do cultivo de batatas pelos imigrantes japoneses em Cotia, mas o afluxo de agricultores japoneses dissidentes do violento regime de trabalho nas fazendas de café do Vale do Paraíba.
Esse desenvolvimento (facilitado pela construção da Estrada de Ferro Sorocabana) foi responsável pela ampliação das atividades agrícolas na região e resultou na criação da Cooperativa Agrícola de Cotia em 1927 (ativa até 1987), um dos maiores empreendimentos agrícolas do Brasil no século XX, cujas primeiras instalações comerciais no município foram no bairro do Moinho Velho, e externas ao município foram construídas no Largo da Batata (bairro de Pinheiros, São Paulo), que herdou esse nome justamente pela comercialização do principal produto cultivado em Cotia, seguidas pelos 90 outros depósitos regionais, como os galpões da Avenida Kenkiti Shimomoto, no bairro do Jaguaré, em São Paulo. Na década de 1950 os principais produtos agrícolas de Cotia eram tomate, batata, cebola e uva.
O desenvolvimento agrícola do município provocou seu primeiro aumento populacional acentuado, em meados do século XX. O Censo de 1950 indicava que 83% dos habitantes de Cotia ainda viviam na zona rural. O censo de 1960 registrou, em Cotia, 17.906 pessoas em 3.469 domicílios, sendo 13.125 pessoas em 2.522 domicílios no distrito-sede (76% na zona rural), 2.734 pessoas em 536 domicílios no distrito de Caucaia do Alto (95% na zona rural) e 2.047 pessoas em 411 domicílios no distrito de Jandira (46% na zona rural).
O segundo grande aumento populacional de Cotia, na segunda metade do século XX (ainda em continuidade no presente), bem mais acentuado que o anterior e com forte incremento da densidade demográfica, foi o resultado de vários fatores, mas principalmente da mudança do perfil predominante de trabalho na região, de agrícola para industrial: o município já contava com 81 estabelecimentos industriais empregando 1.497 operários em 1956, segundo a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, e com 25 fábricas, 37 unidades escolares e 131 estabelecimentos comerciais em 1961, segundo Fernando Pereira Cardim. O encerramento das atividades da Cooperativa Agrícola de Cotia em 1987 e a drástica diminuição do cultivo da uva em São Roque no final do século XX, aliados ao aumento do número de fábricas de pequeno, médio e grande porte em Cotia (e, posteriormente em Vargem Grande Paulista), são indícios dessa mudança na região. Cotia saltou do 121º município brasileiro mais populoso no Censo de 1950 (com estimativa para o 173º município em 1946) para o 38º município brasileiro mais populoso no Censo de 2010 (com estimativa para o 33º município em 2018).
Outros fatores, no entanto, participaram do aumento populacional de Cotia na segunda metade do século XX, como o crescimento da oferta de empregos na capital, aliada ao desenvolvimento do transporte terrestre na Região Metropolitana de São Paulo, a imigração de pessoas procedentes de diversas regiões brasileiras e a criação dos primeiros condomínios horizontais da região, destinados inicialmente a residências de campo, e posteriormente à população excedente da capital, que manteve trabalho em São Paulo e transferiu seu domicílio para Cotia, fenômeno que ocorreu também nos municípios vizinhos, como Osasco, Barueri, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Itapecerica da Serra e outros. A população registrada, no último censo (2010), foi de 201.150 pessoas, com densidade demográfica de 620,81 hab/km², enquanto a população estimada em 2017 foi de 237.750 pessoas, para uma área territorial de 323,994 km² e densidade demográfica de 733,81 hab/km², números que exibem o forte crescimento populacional e, sobretudo, da densidade demográfica nos últimos anos.
Imigração japonesa
Em 1906, a Companhia Imperial de Emigração Nipônica enviou ao Brasil os técnicos Ryu Myzuno e Teijiro Suzuki para verificarem as áreas rurais paulistas disponíveis à recepção de agricultores. Em 1907 o Estado de São Paulo assinou um acordo para receber, até 1910, o número de 3 mil imigrantes japoneses, incluindo a cidade de Cotia como um dos municípios contemplados. O primeiro navio com imigrantes japoneses (o Kasato Maru) aportou em Santos em 18 de junho de 1908 com 781 passageiros, entre os quais estavam os primeiros imigrantes japoneses que passaram a residir em Cotia e que iniciaram a fase agrícola do município, com o plantio da batata.
A partir do aumento do afluxo dos imigrantes japoneses em Cotia, em 1913, é fundada em 1916, no bairro do Moinho Velho, a Associação da Comunidade Japonesa, que lá estabelece a primeira escola agrícola do Brasil. A escola do Moinho Velho formou centenas de alunos, tendo a língua e a cultura nipônicas como base do aprendizado, além das matérias do ensino brasileiro. O impacto da imigração japonesa em Cotia, além das transformações sociais e culturais, proporcionou o primeiro grande incremento econômico do município, com reflexos em outras regiões brasileiras.
Várias ações oficiais do município celebraram a imigração japonesa em Cotia. No mandato do Prefeito Ivo Mário Isaac Pires (1964-1968), foi assinado um Tratado de Geminação (amizade) entre a cidade japonesa de Ino, Kōchi (Província de Kochi) e Cotia, ratificado pela Lei nº 32, de 5 de Maio de 1966. A maior homenagem, no entanto, foi a Praça Japonesa de Cotia (também conhecida como Jardim Japonês ou Praça da Amizade), projetada pelo arquiteto Motoi Tsuboshi e inaugurada em 1988 para celebrar os 80 anos da imigração japonesa no Brasil, foi originalmente denominada Praça da Amizade Ino-Cotia, em referência ao Tratado de Geminação Ino-Cotia de 1966.
Construída entre a Rua da Glória e a Rodovia Raposo Tavares, a Praça Japonesa de Cotia foi abandonada após as obras de duplicação da Rodovia Raposo Tavares entre 2002-2004 e acabou sendo parcialmente destruída entre 2016-2017 para a construção do prolongamento da Marginal da Rodovia Raposo Tavares. Marcos semelhantes existem nas proximidades de Cotia: em 1967 a Cooperativa Agrícola de Cotia doou ao Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo um jardim japonês (restaurado em 2018), destinado a celebrar a imigração japonesa no oeste paulista.
Pela Lei nº 1.383, de 11 de setembro de 2006 a Prefeitura de Cotia instituiu a Semana da Cultura Japonesa, integrada ao Calendário de Eventos do Município.
Cooperativa Agrícola de Cotia
Os imigrantes japoneses receberam pequenos lotes de terra e sua sobrevivência dependia de sua produção. Logo perceberam que o maior problema não era a produção em si, porém sua comercialização. Por essa razão foi criada, em 1927, a Cooperativa Agrícola de Cotia (na época com o nome Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada de Produtores de Batata em Cotia S/A,), uma das maiores experiências brasileiras do gênero no século XX. Inicialmente, a Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC) comercializava apenas batatas, porém com o tempo foram sendo introduzidos dezenas de outros itens agrícolas, especialmente frutas, ovos, grãos, aves, hortaliças, chá, algodão e legumes. De acordo com o pesquisador Gustavo Takeshy Taniguti, ao encerrar suas atividades, em 1987, a CAC atuava em 15 estados, possuía 15 mil associados, além de dez cooperativas ligadas à central e 90 depósitos regionais, totalizando o faturamento anual de 760 milhões de dólares.
Patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental
Casas bandeiristas
O município abriga duas importantes casas bandeiristas do século XVII, o Sítio do Mandu e o Sítio do Padre Inácio (ambas tombadas pelo IPHAN e pelo CONDEPHAAT), a primeira delas provavelmente relacionadas à fundação da Aldeia de Cotia no século XVII e a segunda ao novo povoado de Cotia em 1713.
Centro histórico e casario antigo
Na transição do período agrícola para o período industrial, o centro histórico de Cotia ainda possuía uma configuração muito próxima à do século XIX, com casario antigo, principalmente nas ruas Batista Cepelos/Senador Feijó e Dez de Janeiro/Lopes Camargo/José Barreto, como se observa em fotografias das décadas de 1950 e 1960 divulgadas pelo IBGE. A casa nº 108 da Rua Batista Cepelos possui na fachada o ano de 1915. Várias dessas casas ainda existem, infelizmente sem proteção por órgão público patrimonial e algumas em avançado estado de degradação.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrate
Embora a Igreja Matriz de Cotia tenha sido inaugurada em 1713, somente em 1749 o visitador da diocese de São Paulo, Miguel Dias Ferreira, que “reclamava das mulheres de Cotia, que comiam e falavam muito alto dentro da Matriz da vila, além de deixarem canas e cascas de frutas sujando o chão da igreja”, mandou “assoalhar ou ladrilhar o piso da igreja, então de terra batida”. O arquiteto Mateus Rosada, após ampla pesquisa sobre as igrejas paulistas dos períodos colonial e imperial, atribuiu o retábulo-mor e colaterais da Matriz de Cotia ao entalhador português (radicado na Capitania de São Paulo) Bartholomeu Teixeira Guimarães (Lugar do Passal, c.1738 – Itu, 1806) ou a algum de seus discípulos, em fins do século XVIII. Esse mesmo pesquisador localizou “obras com características próximas às de Bartholomeu Teixeira Guimarães” em dezenove altares de dez igrejas em sete localidades: São Paulo, Sorocaba, Cotia, Santos, Aparecida, Itu (todas no Estado de São Paulo) e Viamão (RS).
A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrate, cujo primeiro edifício foi concluído em 1713,[80] passou por várias reformas ao longo dos séculos XVIII e XIX. A Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo recebeu solicitações de verba para reparos, manutenção da igreja e provimentos religiosos em 1839 (ver documento manuscrito no arquivo histórico da ALESP), “para promover a reedificação que o estado ruinoso da igreja muito reclamava, por causa de um raio que destruiu a torre e frontispício completamente”, e em 1889, para “retelhamento da igreja matriz da paróquia, com a reforma indispensável no respectivo madeiramento, a fim de completar-se o serviço preciso à conservação de outros, feitos no mesmo templo, que necessariamente sofrerão com a falta de retelhamento ou conserto do referido telhado, como reclama o respectivo pároco”.
Uma das reformas mais significativas da Matriz de Cotia foi realizada sob a supervisão de Antonio Paoni e Marcolino Pinto de Queiroz, a partir de um contrato firmado em 25/02/1910 com o pároco Aurélio Fraissat, por 650 mil réis, passando por nova reforma em 1911, dirigida por Antonio Paoni. As intervenções de 1910-1911 mantiveram boa parte das paredes originais de taipa, além do altar, nichos laterais e púlpitos que existiam no século XIX (substituindo a estrutura de madeira dos nichos laterais por alvenaria), mas não foi preservada a pintura do teto da nave, tendo sido pintado, no novo teto, o medalhão de Nossa Senhora do Monte Serrate e o Menino Jesus. A torre, cujos materiais e estilo destoam do corpo principal da igreja, foi acrescida na reforma de 1833 ou de 1910.
A última grande reforma foi supervisionada em 1979 por José Torrezani e executada por Domingos Sochiarelli. A matriz anda possui algumas imagens antigas, apesar da maioria ser de meados do século XX. Uma Nossa Senhora da Penha e uma Santana Mestra, ambas antigas e de pedra sabão, foram furtadas na década de 1990 e nunca recuperadas. Foi para esta igreja que o então mestre de capela da Catedral de São Paulo, André da Silva Gomes (1752-1844), escreveu em 1823 a Missa concertada com violinos, quatro vozes e acompanhamento. Na página de rosto do manuscrito do autor (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo), o compositor indicou: "para cantar-se pela primeira vez na noite de Natal na Igreja da Freguesia da Cutia".
Convento, paróquias e capelas
Somam-se ao patrimônio histórico e artístico de Cotia algumas construções notáveis do século XX, como o Carmelo do Imaculado Coração de Maria e Santa Terezinha do Menino Jesus (fundado em 13 de fevereiro de 1947 na Chácara São João e Graça e transladado para a Avenida Joaquim Barreto, 162, em 24 de novembro de 1949), a Paróquia de Santo Antônio da Granja Viana (tanto a antiga, de 1949, quanto a recente, de 2004), a Paróquia de Santo Antônio e Nossa Senhora do Carmo do Portão, a Capela dos Pires, a Paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Caucaia do Alto, o Pequeno Cotolengo de Dom Orione (ou Orionópolis Paulista, fundado em 1961), a Sociedade Beneficente São Camilo (que ocupa terreno cedido pela prefeitura de Cotia em comodato pelo espaço de 90 anos, por meio da Lei Ordinária nº 43, de 4 de julho de 1966), o Templo Zu Lai (maior templo budista da América Latina), o Templo budista tibetano Odsal Ling e a Igreja Nossa Senhora do Rosário de Fátima dos Arautos do Evangelho.
Festas religiosas e música sacra
Desde os séculos XVIII e XIX, praticavam-se, na freguesia e vila de Cotia, as principais festas católicas anuais, com destaque para a festa da padroeira Nossa Senhora do Monte Serrate, que continua a ser celebrada até o presente. Entre os mais antigos testemunhos artísticos cotianos relacionados ao catolicismo estão os entalhes da igreja matriz (final do século XVIII) e a "Missa concertada com violinos, quatro vozes e acompanhamento" de André da Silva Gomes (1752-1844), escrita em 1823 "para cantar-se pela primeira vez na noite de Natal na Igreja da Freguesia da Cutia" (manuscrito autógrafo do Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo), possivelmente associado ao centenário da elevação de Cotia a freguesia. De acordo com a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, na década de 1950 ainda eram praticados na cidade as congadas, caiapós, trança-fita e dança de São Gonçalo (a maioria extintas), além da festa da padroeira em setembro e do Divino em maio. Ainda são celebradas em Cotia a Festa do Divino (Pentecostes), a Congada de São Benedito. Também é conhecida a Romaria de Caucaia do Alto até Pirapora do Bom Jesus, realizada na região em abril, desde 1940. Pela Lei nº 1.383, de 11 de setembro de 2006, a Prefeitura de Cotia instituiu a Semana da Cultura Japonesa, integrada ao Calendário de Eventos do Município.
Bandas de música
As antigas bandas de sopros que existiram em Cotia nos séculos XIX e XX já foram extintas. Uma das mais conhecidas foi a Corporação Musical Imaculada Conceição, do bairro da Cachoeira, em Caucaia do Alto, fundada no final da década de 1920 e extinta na década de 1970.
Patrimônio cultural imaterial protegido
Cotia declarou Patrimônio Cultural Imaterial do Município a Congada de São Benedito (Lei Ordinária nº 1.823, de 2014) e a Romaria de Caucaia do Alto a Pirapora do Bom Jesus (Lei Ordinária nº 1.824, de 2014). Por meio da Lei Ordinária nº 1.576, de 2010, foi incluído no calendário oficial de eventos e de programações do município a festa de Corpus Christi, em data já considerada feriado municipal (juntamente com a Sexta-feira Santa) pela Lei Ordinária nº 5, de 1967.
Patrimônio arquitetônico perdido
Uma parte considerável do patrimônio arquitetônico de Cotia já foi perdido (especialmente o casario dos séculos XVIII e XIX ao redor da Praça da Matriz e as primeiras capelas) e várias construções antigas seguem ameaçadas pela expansão imobiliária. A antiga Roselândia, criada em 1933 pelos alemães de Erfurt (e irmãos) Kurt e Hans Boettcher (que promoveram a Festa das Rosas desde 1958), está sendo transformada em condomínio horizontal. Em 2018 foi demolida a antiga capela e outras construções históricas do Sítio do Padre Miguel, para a instalação do condomínio horizontal Terra Nobre Granja Viana, no km 37 da Rodovia Raposo Tavares e uma das últimas instalações da antiga Cooperativa Agrícola de Cotia, na altura do km 27 da Rodovia Raposo Tavares (bairro do Moinho Velho), será demolido para a construção de mais um galpão de uma grande empresa. Outras construções históricas rurais e urbanas de Cotia poderão ter o mesmo destino.
Patrimônio ambiental
O município de Cotia possui uma situação contraditória em relação ao patrimônio ambiental, pois ao mesmo tempo que conta com várias áreas de mananciais e de relevado interesse ambiental, como a Reserva Florestal do Morro Grande, o Parque Tizo, o Parque das Nascentes e a área cotiana da A.P.A. de Itupararanga, apresenta níveis intensos de crescimento populacional, exploração imobiliária e ampliação do parque industrial, ao lado de uma cultura predatória e de pequeno desenvolvimento em projetos e em educação ambiental. A devastação de áreas verdes com pequenos níveis de preservação tem sido intensa e constante no município, acarretando uma degradação ambiental que tem se acentuado nas últimas décadas, em função da expansão populacional, imobiliária e industrial do município.
Economia
A economia da cidade é bem variada, tendo como destaque os setores industrial e agrícola.
No setor industrial localizado ao longo da Rodovia Raposo Tavares e seus arredores, os produtos mais importantes são de materiais elétricos, químicos, cerâmicos, brinquedos, têxteis, explosivos, alimentos, vinho, aguardente e máquinas agrícolas.
Na agricultura merecem destaque a batata, tomate, milho, feijão, alho e frutas diversas, sendo a maioria proveniente de Caucaia do Alto. A avicultura também é desenvolvida no município.
Em 2014, o município dispunha de 1.200 empresas licenciadas (micro, pequenas, médias e prestadores de serviços) e, até o 1º trimestre de 2015, tinha 6.186 microempreendedores individuais.
Turismo
São atrações turísticas da cidade de Cotia: 
- Sítio do Mandu (século XVII), tombado pelo IPHAN em 1971; 
- Sítio do Padre Inácio (século XVII), tombado pelo IPHAN em 1951; 
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrate. Inaugurada em 8 de setembro de 1713, com Nave, altar-mór, altares colaterais e púlpitos construídos pelo entalhador português Bartholomeu Teixeira Guimarães ou algum de seus discípulos, em fins do século XVIII. Reformada em 1910 por Antonio Paoni e Marcolino Pinto de Queiroz, e em 1911, por Antonio Paoni e Aurélio Fraissat. A única pintura no teto da nave, medalhão elaborado sobre madeira envernizada, provavelmente nas reformas de 1910 e 1911, representa Nossa Senhora do Monte Serrate e o Menino Jesus, a partir da tradição egípcia de Isis e Horus;
- Capela dos Pires de Conceição de Caucaia do Alto;
- Paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Caucaia do Alto;
- Carmelo do Imaculado Coração de Maria e Santa Terezinha do Menino Jesus (1947);
- Praça Japonesa. Na altura do km 31 da Rodovia Raposo Tavares, celebra a fraternidade entre as cidades irmãs Cotia e Ino, Kōchi;
- Templo Zu Lai. Inaugurado em 5 de outubro de 2003, está localizado na cidade de Cotia, no km 28 da Rodovia Raposo Tavares, sendo ele o maior templo budista da América Latina e um importante ponto turístico para a cidade;
- Templo budista tibetano Odsal Ling;
- Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Arautos do Evangelho);
- Paróquia Santo Antônio (Granja Viana);
- Paróquia de Santo Antônio e Nossa Senhora do Carmo (Portão);
- Parque Cemucam (Centro Municipal de Campismo), inaugurado em 1969;
- Estádio Municipal Euclides de Almeida;
- Kartódromo Internacional Granja Viana;
- Sítio Moinho Velho;
- Reserva do Morro Grande (tombada em 1981) e Represa Pedro Beicht;
- Parque Tizo;
- Parque das Nascentes;
- Cachoeira Furquim;
- Cachoeira Rincão.
Clima
O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A temperatura média anual é de 17,8 °C (cerca de 1 °C abaixo da temperatura média de São Paulo), sendo julho o mês mais frio (média de 14,3 °C) e menos chuvoso (média de 45 mm), janeiro o mês mais chuvoso (250 mm) e fevereiro o mês mais quente (média de 22,9 °C). 
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

COLOMBO - PARANÁ

Colombo é um município brasileiro do estado do Paraná, na Grande Curitiba. É a maior colônia italiana do estado.
Etimologia
O nome da cidade representa uma homenagem a Cristóvão Colombo, navegador italiano que descobriu a América, em 12 de outubro de 1492, uma sexta-feira. Colombo nasceu em meados do século XV e morreu no ano de 1506.
História
A história do município de Colombo começou entre as décadas de 1860 e 1880, período este que representou para o Paraná o estabelecimento de vinte e sete colônias agrícolas, assentando imigrantes poloneses, italianos, alemães do Volga (russos-alemães), franceses, suíços e ingleses. A grande maioria se estabeleceu nos arredores de cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Palmeira, Antonina, Lapa, Campo Largo, São José dos Pinhais, Morretes, Araucária e Paranaguá.
A partir de setembro de 1878, surge no cenário histórico da província do Paraná a Colônia Alfredo Chaves, que recebeu esta denominação numa homenagem ao Ministro da Agricultura, na época do assentamento. O lugar distava apenas vinte e três quilômetros de Curitiba e foi o embrião da cidade de Colombo, que recebeu naquela ocasião 160 colonos de nacionalidade italiana, distribuídos em oitenta lotes rurais. Os terrenos dados pelo governo de Dom Pedro II perfaziam área de 4.847.970 m².
A Colônia Alfredo Chaves cresceu e transformou-se em próspero povoado, sendo que os novos ares da República lhe trouxeram a emancipação política, através do Decreto Estadual nº 11, do dia 8 de janeiro de 1890, sancionado pelo presidente do estado José Marques Guimarães. Nessa época foi alterada a denominação de Colônia Alfredo Chaves para Colombo, numa homenagem que se prestou ao descobridor das Américas.
João Gualberto Bittencourt presidiu a primeira Câmara Municipal de Colombo, que foi eleita no dia 21 de abril de 1892, neste dia a cidade recebeu a ilustre visita do presidente do estado, tenente-coronel Inocêncio Serzedelo Correia.
A época de maior progresso para o município foi o período de 1920 a 1930, quando houve um surto industrial de grande importância, encontrando-se em atividade na sede municipal duas fábricas de louça, uma delas, em virtude de suas obras de arte, considerada das melhores do país. Funcionou, também, naquela época, uma grande fábrica de vidros. Ignoram-se os motivos, mas estas fábricas foram extintas, e o município sofreu enorme prejuízo na sua economia.
A partir de 14 de julho de 1932, através do Decreto Estadual nº 1.703, Colombo passa a se chamar Capivari, sendo que ao seu território é anexado o de Bocaiúva do Sul, que havia sido extinto por decisão governamental. A partir de 9 de agosto de 1933, por força do Decreto Estadual nº 1.831, volta a se chamar Colombo.
Um duro golpe recebeu a comunidade em 20 de outubro de 1930, através do Decreto Estadual nº 7.573, que extinguiu o município, anexando-o à capital. Somente em 30 de dezembro de 1943, pelo Decreto Estadual nº 199, é restaurado o poder político e administrativo de Colombo, desta feita, abrangendo os territórios dos distritos de Almirante Tamandaré e Santa Felicidade. Em 10 de outubro de 1947, perde o distrito de Almirante Tamandaré que passa a se constituir em município autônomo. O Decreto nº 200, de 26 de janeiro de 1944 criou a comarca de Colombo.
Vale dizer que Colombo foi o município com maior taxa de crescimento da Região Metropolitana de Curitiba, nas décadas de 1970 e 1980 . Hoje, 97,6% da população do município mora em áreas loteadas, contíguas a capital. A história recente do município de Colombo não tem apenas relação com sua antiga sede, mas também com a evolução dos eventos sócio-políticos e econômicos ocorridos na região.
Economia
A economia do município de Colombo se baseia na indústria extrativa mineral e na agricultura.
Pela extração de pedra calcária (grandes jazidas existentes) e consequente fabrico de cal, é considerado um dos maiores produtores do Paraná; a indústria de aproveitamento do granito segue-lhe em importância. O consumo desses produtos, todavia, se faz dentro do próprio estado, restando para a exportação estadual uma quantidade reduzida; mesmo assim, em 2006, Colombo produziu R$ 337.231 de calcário dolomítico. Segundo pesquisas realizadas, existem no município 25 indústrias de cal e 7 de calcário.
Na agricultura merecem destaque (com produção estimada para 2006): o milho; o tomate; a batata-doce; o caqui; a mandioca, e o feijão.
A par da agricultura, aparece a vitivinicultura como um coeficiente favorável na economia do município; em 2006, segundo previsão, Colombo produziu R$ 1.853.000,00 a partir da uva.
A indústria conta 537 estabelecimentos, dos quais, 335 possuem mais de mil empregos com carteira assinada. Predomina sobre as demais, a indústria metalúrgica, tanto em número de estabelecimentos (89) como de empregos (1.489). Explora ainda mais os ramos de vinicultura, indústria de produtos minerais não metálicos, indústria da madeira e do mobiliário e indústria química.
A cidade figura desde 2005 entre os municípios paranaenses que mais geraram empregos, ocupando, inclusive, o quarto lugar entre as cidades com mais de 30.000 habitantes no estado. De acordo com o Sistema Fecomércio, Colombo ocupa o 10º lugar entre os municípios com maior potencial para o comércio.
A exportação internacional somou em 2006 a importância de US$ FOB 14.008.337.
Turismo
Colombo possui um forte apelo para o chamado turismo rural. A região é rica geograficamente, possui belíssimas paisagens e também conta com a herança cultural dos imigrantes italianos.
O Circuito Italiano de Turismo Rural, criado em 1999, é um agradável passeio pelas tradicionais cantinas de vinho, herança dos imigrantes italianos, além da beleza natural da região.[20] O Circuito Italiano ainda conta com vários restaurantes típicos, café colonial e vinícolas que podem ser visitadas.
As festas municipais são um grande atrativo para a população local e também turistas. Inúmeras delas acontecem ao decorrer do ano: Festa da Uva, Festa do Vinho, Festa de Nossa Senhora do Rosário - padroeira da cidade - e Festa de Nossa Senhora de Caravaggio - padroeira do imigrante italiano.
Afastado do perímetro urbano, às margens da BR-116 está o Santa Mônica Clube de Campo, que com sua enorme extensão de mais de 72 alqueires, já foi conhecido como "o maior clube da América Latina".
A cidade possui vários pontos turísticos, dentre os quais se destacam: Casa da Cultura; Cascata do Ribeirão das Onças; Morro da Cruz; Parque Municipal da Uva; Casa Colonial Rural-Brasileira; Gruta de Bacaetava; Igreja Matriz (construída em 1898); Capela da Imaculada Conceição.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

MAGÉ - RIO DE JANEIRO

Magé é um município da Baixada Fluminense, situado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Seu ponto turístico mais famoso é a 1ª Estrada de Ferro do Brasil, construída em 1854 por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Hoje a 1° Ferrovia do Brasil está completamente abandonada. Fica ao norte da capital do estado, distando desta cerca de 50 quilômetros.
Foi fundada em 9 de junho de 1565 com o nome de Magepemirim que depois foi abreviada para Magé. Em 2019 Magé fez 454 anos sendo a segunda cidade mais antiga do Estado do Rio de Janeiro atrás apenas da capital.
História
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região, no século XVI, a mesma era ocupada pela tribo tupi dos tupinambás, também conhecidos como tamoios.
O atual município tem origem no povoado de Magepemirim, fundado em 1566 por colonos portugueses. Possuía um dos principais portos da região, onde muitos navios negreiros descarregavam os escravos. Em 1696, foi criada a freguesia de Magé. Em 1789, Magé foi convertida em vila pelo Vice-Rei do Brasil, Dom Luís de Vasconcelos e Sousa. A vila foi elevada a cidade em 1857. Durante a monarquia, foi criado o baronato de Magé em 1810. Este foi elevado a viscondado em 1811.
Geografia
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a área do município é de 385,7 km², sendo que 215,941 km² constituem a zona urbana e os 12,209 km² restantes constituem a zona rural.
Juntamente com os municípios de Guapimirim, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto, Três Rios, Comendador Levy Gasparian, Areal e Cachoeiras de Macacu, Magé compõe a região turística do Rio de Janeiro chamada Serra Verde Imperial.
Hidrografia
Magé é cortado por 5 rios principais e seus afluentes. Todos desaguam na Baía de Guanabara. Sãoeles: Rio Roncador; Rio Inhomirim; Rio Suruí; Rio Magé-mirim e Rio Saracuruna.
As praias e manguezais de Magé fazem parte da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim (APA Guapi-Mirim), que tem como intuito preservar a única área intocada pela degradação humana da Baía de Guanabara.
Relevo
O município encontra-se localizado num vale formado pela base da Serra dos Órgãos, e faz limite com os municípios de: Petrópolis ao norte, Duque de Caxias ao oeste, Guapimirim ao leste e com a Baía de Guanabara ao sul.
Clima
O clima em Magé é tropical em quase todo o município, exceto em áreas próximas ou na Serra dos Órgãos, como por exemplo Meio da Serra (um bairro bimunicipal, que também faz parte de Petrópolis) onde o clima predominante é o Tropical de Altitude.
A menor temperatura já registrada no município foi de 2,4 °C no dia 2 de agosto de 1955 em Pau Grande, acompanhada de uma geada fraca.
Economia
No município há fábricas de bebidas no distrito de Inhomirim, onde se concentra a maior parte da população de Magé - cerca de 100 mil habitantes - com destaque para os bairros de Piabetá e Fragoso, onde também se encontra os maiores números de estabelecimentos comerciais.
Ferrovias
Magé é a segunda cidade com o maior número de estações em operação no estado do Rio de Janeiro, perdendo apenas da Capital Fluminense, em um total de 12 estações em funcionamento operadas pela SuperVia. A cidade é cortada por quatro ferrovias, mas apenas duas encontram-se em operação, sendo elas respectivamente o Ramal Guapimirim e o Ramal Vila Inhomirim.
Ramal Guapimirim - atualmente operado pela SuperVia com trens à diesel, e anteriormente operada pela CENTRAL. Liga a Estação de Saracuruna ao município de Guapimirim; Ramal Vila Inhomirim - operado pela SuperVia com trens à diesel, liga a Estação de Saracuruna ao Bairro de Vila Inhomirim; Ramal Visconde de Itaboraí e Estrada de Ferro Leopoldina.
Turismo
Dentre os seus pontos turísticos, podemos citar o Poço Bento, com água benta pelo jesuíta José de Anchieta. Outro atrativo é a Estrada de Ferro de Guia de Pacobaíba, hoje desativada, mas que, outrora, fazia a ligação com a cidade de Petrópolis. A família imperial tomava uma barca na cidade do Rio de Janeiro em direção a Guia de Pacobaíba e, de lá, tomava o trem para Petrópolis, a "cidade imperial". Tal ferrovia é, por exemplo, citada por Machado de Assis em seu livro Memorial de Aires. Foi a primeira estrada de ferro do país. Hoje, essa estrada histórica encontra-se abandonada.
Palácio Anchieta
Inaugurado em 22 de outubro de 1949, com características do período do Estado Novo, o palácio, situado à praça Nilo Peçanha, foi construído para ser a sede da Prefeitura Municipal de Magé pelo então prefeito José Ullmann Junior (1947-1951), na presença do Governador Edmundo de Macedo Soares. O prédio está localizado em uma praça arborizada, cercada de prédios de várias épocas. O local é um ponto tradicional e de referência de moradores e visitantes do Centro de Magé.
Capela de Nosso Senhor do Bonfim e Mirindiba
No Morro da Figueira (conhecido atualmente como Morro do Bonfim), no Centro, está situada a Capela do Nosso Senhor do Bonfim, construída em 1883 pela Sociedade de Música Recreio Mageense em terreno doado pelo sócio Manuel Gonçalves da Costa, no local também se encontra a famosa Mirindiba, uma árvore centenária que, segundo a lenda, seria uma índia, de linhagem Tupinambá, que foi encantada pelo pajé de sua tribo. A construção religiosa elementar conserva as características de outras capelas filiais em Magé, apesar de ter alvenaria de tijolos. Mesmo moderna, a fachada possui forma triangular e cunhais clássico, sendo o campanário com desenho mais leve e delicado. Erguida em 8 de setembro de 1876, observa a cidade aos seus pés do cume da maior elevação do centro de Magé, e de lá é possível visualizar, não só para os pontos da cidade, como o Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara com suas ilhas, como: o pequeno arquipélago de Paquetá e Ilha do Governador, a Serra dos Órgãos e a Baixada Fluminense e seu verde.
Caminho do Ouro
Inaugurado em 1723 em Vila Inhomirim que um dia pertencia a Nova Iguaçu e hoje é o 6º distrito de Magé, o Caminho do Ouro é uma trilha antiga construída por escravos que ligava o Rio de Janeiro à Minas Gerais.
Ao longo da subida é possível notar uma região pouco explora da Mata Atlântica, protegida pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde encontramos cachoeiras quase desertas e antigas construções em ruínas da época da escravidão e ruínas da antiga Estrada de Ferro que ligava Vila Inhomrim à Petrópolis. Davi Taveira é um campista figura carimbada e o mais antigo dos Monjolos atualmente, desde a adolescência já são 16 anos frequentando e preservando o local da degradação.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

INDAIATUBA - SÃO PAULO

Indaiatuba é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Pertence à Mesorregião e Microrregião de Campinas.
Topônimo
O nome Indaiatuba vem do tupi antigo inaîatyba, "ajuntamento de indaiás" (inaîá, "indaiá" e tyba, "ajuntamento"). A denominação se prendeu às características da paisagem e da vegetação da localidade, hoje já alteradas. Tornou-se oficial em 1830, embora haja notícia de que tenha sido utilizada anteriormente, já no século XVIII.
A existência marcante de indaiás carregados de pequenos cocos fez com que Indaiatuba tivesse recebido, entre meados do século XVIII e início do século XIX, também a denominação de "Cocaes".
História
A região hoje compreendida por Indaiatuba encontra-se dentro de um território de grupos indígenas caçadores-coletores e agricultores que remontam uma ocupação dos últimos 5000 anos (entre eles indígenas falantes do tronco linguístico Tupi-guarani. As pesquisas arqueológicas no estado na região apontam para a existência de diversos sítios por toda sua extensão. Sendo registrados mais de 38 sítios arqueológicos conhecidos: Itu (13), Campinas (05), Indaiatuba (02), Monte Mor (04) e Salto (14).
No território municipal encontram-se os dois sítios, sendo o sítio Buruzinho, localizado nas proximidades do Córrego Garcia (Buruzinho) é caracterizado pela presença de instrumentos líticos e fragmentos cerâmicos de uso cotidiano de populações indígenas associadas a tradição cerâmica Tupiguarani, assim como, vestígios de ocupação histórica colonial e imperial (séc. XVIII e XIX), remontando dois usos e ocupações distintos. Apesar das informações esparsas acredita-se que o material deste sítio se encontra no Museu Elizabeth Aytai, localizado no município de Monte Mor e o sítio Cambará, localizado na proximidades do córrego Capivari-Mirim possui caracterização semelhante ao sítio Buruzinho, com presença de instrumentos líticos e fragmentos cerâmicos de uso cotidiano de populações indígenas, assim como, vestígios de ocupação histórica imperial (séc. XIX). A natureza de detecção do sítio foi durante as atividades de acompanhamento arqueológico de empreendimento residencial, sendo o material detectado bastante fragmentado e possibilidades de desenvolvimento de uma escavação sistemática, o material deste sítio se encontra no Museu Raphael Toscano, localizado no município de Jaú.
Nenhum dos dois sítios tiveram desenvolvimentos de pesquisas que determinassem a idade do material pré-colonial todavia pode-se afirmar que toda a região se encontrava no entorno da rota que ligavam diversas microbacias hidrográficas a diferentes pontos do rio Tietê e considerando as datas dos sítios de entorno pode-se inferir que os sítios de Indaiatuba fazem parte do mesmo contexto de ocupação.
A partir da segunda metade do século XVIII, a região começou a ser ocupada por fazendas de cana-de-açúcar, implementadas pelo governo português como política de incentivo à produção de açúcar na província. Esta política visava também criar vilas e povoamentos no interior da província para conter os espanhóis a partir do sul da Colônia.
Indaiatuba era inicialmente um bairro rural da Vila de Itu, rota de tropas para o sul da Colônia, passando pela vila de Sorocaba e seguindo em direção às vilas existentes nas regiões onde seriam as futuras províncias de Mato Grosso e Goiás, que exploravam a mineração. Os primeiros registros de um arraial chamado Indayatiba datam de 1768, cuja população cultivava milho e feijão. O nome vem dos extensos campos de palmeiras indaiá que existiam na região. Este povoado era também chamado de Cocaes.
Em algumas décadas o povoado se expandiu, sendo criados inúmeros engenhos de açúcar e ao redor destes engenhos foi se expandindo também o comércio que servia àquela população. Em 1813 é erigida uma capela por Pedro Gonçalves Meira, considerado o fundador da cidade. Esta capela, ampliada e reformada seria futuramente a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, sendo esta com suas torres construída por Cezare Zoppi que além da reforma da igreja matriz, também teve o projeto e execução da igreja São Benedito, a casa paroquial e várias outras edificações da época, sendo o pioneiro em construções com tijolos na cidade, seguido pelos filhos Antonio Zoppi e Victório Zoppi.
Em 9 de dezembro de 1830, o então povoado de Cocaes foi elevado à condição de sede da freguesia da Vila de Itu por decreto do Imperador, com o nome de Indaiatuba. Essa data passou a ser comemorada como a data do aniversário da cidade. Somente em 24 de março de 1859, seria elevada à condição de Vila ganhando autonomia política em relação a Itu, com sua própria Câmara de Vereadores. Em 19 de dezembro de 1906, Indaiatuba foi elevada à condição de cidade pela Lei Estadual n.º 1.038.
A partir da década de 1850, o cultivo do café substituiu a cultura do açúcar. Na antiga Fazenda Pau Preto foi instalada a primeira máquina de beneficiar café da cidade, que era movida a vapor, importada da Inglaterra. Em 1872 é inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Ytuana entre Indaiatuba e Jundiaí. No ano seguinte é iniciada a construção do trecho Itaici-Piracicaba, que passava por Indaiatuba. A partir dessa época, Indaiatuba também recebeu muitos imigrantes da Suíça, Alemanha, Itália, Espanha, Croácia e, já no século XX, imigrantes do Japão. Os imigrantes suíços formaram a Colônia Helvétia, ainda existente e onde anualmente é realizada a Festa da Tradição no Dia da Fundação da Suíça.
A primeira estação foi construída, por meio de doação de fundos organizada pela Câmara Municipal e inaugurada no ano de 1880. Localizada à esquerda da Estação principal, onde atualmente funciona uma oficina-escola de liuteria, ou seja, produção de instrumento de cordas, como por exemplo, violino. Em 1991, uma nova edificação foi construída para abrigar a estação ferroviária definitiva, onde hoje funciona o Museu Ferroviário.
Com sua economia dividida entre a cultura de café e batata e algumas pequenas fábricas, a cidade cresceu pouco na primeira metade do século XX. Em 1950, havia 11.253 habitantes no município. Em 1964, eram 22.928 habitantes. A partir daí, o crescimento acelerou-se, baseado principalmente na expansão da indústria e de serviços. Em 1991, havia 92.700 habitantes, número que, em 2000, saltou para 146 829 habitantes. Na estimativa do IBGE em 2015, a cidade tinha 231.033 habitantes. Indaiatuba é a terceira cidade mais populosa da Região Metropolitana de Campinas e a 37ª mais populosa do estado de São Paulo.
Economia
Comércio
Na década de 1930, a dependência comercial de Indaiatuba era muito grande, pois, para a obtenção de grande parte das mercadorias e serviços existentes, seus moradores tinham que recorrer a cidades como Campinas e Itu. Com o desenvolvimento industrial e o crescimento populacional que foi se processando na década de 1970, a sociedade atingiu níveis financeiros maiores, o que aumentou a demanda por serviços e mercadorias. Nesse período, a concentração comercial era praticamente no centro da cidade. Entretanto, com o surgimento de novos núcleos habitacionais e a formação de outros bairros, o comércio foi se expandindo e descentralizando-se. É o caso, por exemplo, dos polos comerciais da Cidade Nova, Cecap (Núcleo Habitacional Brigadeiro Faria Lima) e Jardim Morada do Sol, que com sua expansão, também vêm se unindo ao comércio de outros bairros.
A cidade deixava gradualmente sua tradição agrária e começava a se inserir num contexto urbano, condicionando sua população a uma mudança de valores e costumes levados por um mercado representativo e atrativo, alguns segmentos comerciais, que atuavam em outras cidades com suas redes de lojas, vieram se instalar em Indaiatuba. No final da década de 1970 e início da de 80, devido à falta de concorrência em alguns segmentos comerciais, muitos consumidores iam buscar em outras cidades, como Campinas, produtos oferecidos na cidade. Mas atualmente a realidade é outra.
Indústria
O município vem aumentando seu polo industrial nos últimos anos, principalmente devido à vinda de grandes empresas de outras cidades do estado de São Paulo.
Indaiatuba possui grandes empresas do setor automotivo como a Toyota Motor do Brasil e o campo de provas da General Motors e da Honda, além das unidades fabris da John Deere, Unilever, Mann+Hummel (Filtros Mann), Yanmar do Brasil, Agritech Lavrale, BASF, Plastek do Brasil, entre outras, que criaram vários empregos na cidade.
A partir de 1920, começaram a se instalar, no município, as primeiras unidades industriais.
Entre os anos de 1930 e 1945, instalaram-se diversas indústrias de transformação de madeira, teve destaque especial a indústria de cabos de guarda-chuva, cuja produção era vendida para todo o país. Após 1945, instalaram-se e tiveram expansão no município as indústrias têxteis.
Na década de 1960, o município recebeu grandes indústrias mecânicas e metalúrgicas. Em 1980, estavam instaladas 422 indústrias no município.
Como muitas outras cidades da região, antes da década de 1970, Indaiatuba era uma cidade de predominância rural e provavelmente não imaginava o papel que iria representar no contexto econômico nacional. Atualmente, a realidade é bastante diferente daquela que se apresentava há 25 anos.
O grande salto em busca do desenvolvimento de Indaiatuba foi dado com a criação do Distrito Industrial de Indaiatuba em agosto de 1973, no governo do prefeito Romeu Zerbini, que criou no ano seguinte uma lei de incentivos às indústrias que se instalassem no município. Em 1970 havia 37 indústrias em atividade na cidade e esse número subiu para 75 em 1975.
As condições para o progresso da cidade seriam favorecidas pelo seu potencial energético; sua localização em relação aos grandes centros industriais e comerciais; as opções de vias de acesso a outras cidades, o que facilitava o escoamento de sua produção e suas relações comerciais. Na década de 1970, a cidade começou a receber grande número de migrantes e a demarcação da área do Distrito Industrial teve que sofrer algumas mudanças, para ceder espaço à ampliação residencial que foi se processando com esse fluxo migratório. Os conjuntos habitacionais do Cecap, por exemplo, surgiram dessas mudanças.
Em 1974, foi fundada a Associação das Indústrias do Município de Indaiatuba (Aimi) e, nesse período, alguns empresários começaram a reivindicar a criação de uma unidade do Serviço Nacional da Indústria (SENAI) na cidade, pois a maior parte da formação profissional dos moradores de Indaiatuba era feita no SENAI de Itu.
Essa deficiência começou a ser sanada com a criação da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC), em 1985 e a introdução do primeiro curso técnico de mecânica em 1986.
Agricultura
No século XIX, tinham maior importância econômica a cultura de cana-de-açúcar e, a partir da segunda metade do século XIX, também a do café.
A década de 1950 assistiu a emergência da cultura do tomate, sobretudo em função da fixação de famílias japonesas no município. O município foi durante muito tempo, predominantemente produtor de café, algodão e batata. Nos últimos anos as culturas permanentes, notadamente a fruticultura, vêm aumentando progressivamente a sua produção em relação às culturas temporárias, a exemplo da uva, abacate, caqui, goiaba e maracujá.
A uva é a principal cultura agrícola do município, um dos maiores produtores estaduais, sendo o 6º maior produtor. Com uma área de 620 hectares destinados a plantação de uva e produção de 7.440 toneladas em 2013, o município complementa o abastecimento no estado de São Paulo. E na agricultura temporária se destaca a cana-de-açúcar, com uma produção de 214.400 toneladas em 2013.
Educação
Educação básica
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Indaiatuba, no ano de 2009, contava com: 60 escolas de ensino infantil (sendo 27 municipais e 33 privadas); 71 escolas de ensino fundamental (sendo 24 estaduais, 28 municipais e 22 privadas) e 27 escolas de ensino médio (sendo 15 estaduais e 12 privadas).
Ensino médio
Escola Estadual Profª Annunziatta Leonilda Virginelli Prado (Annunziatta) - pública; Escola Estadual Randolfo Moreira Fernandes (Randolfo) - pública; Escola Estadual Dom José de Camargo Barros (Dom José) - pública; Escola Estadual Suzana Benedicta Gigo Ayres (Suzana) - pública; Escola Estadual Profª. Maria de Lourdes Stipp Steffen - pública; Escola Estadual Prof° Antônio de Pádua Prado - pública.
Além destas tradicionais escolas públicas, a cidade conta com outras unidades de ensino tanto da rede estadual como das instituições particulares de ensino, que oferecem o Ensino Médio a sua população.
Ensino técnico
Escola Técnica Santos Dumont - Privada; Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC) - pública; Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) - privada; Centro Metropolitano de Ensino Profissional (CEMEP) - privada; Colégio Barão de Mauá - privada; Associação Cristã de Educação e Cultura - Meu Colégio - privada.
Ensino superior
Faculdade Anhanguera de Indaiatuba - privada; Faculdade Max Planck - privada; Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (FATEC) - Centro Paula Souza - pública.
Pós-graduação
Faculdade Anhanguera de Indaiatuba - privada; Faculdade Max Planck - privada; Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba - pública; Instituto Educacional Luiz Flávio Gomes (LFG) - privada.
Turismo
Com o seu crescimento, Indaiatuba se tornou uma cidade turística. Seu principal ponto turístico é o Parque Ecológico de Indaiatuba que é um extenso eixo de aproximadamente 10 quilômetros lineares com uma área de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados que contaria 12 centros comunitários, viveiro de pássaros, restaurante, museu, pátio de esculturas, centro de exposição de flores, centro administrativo com Fórum, Câmara e Paço Municipal, barcos, pedalinhos, teatro de arena, lanchonete e ciclovia em todo o contorno do Parque com muito verde. Destaca-se no turismo de negócios, pelo número considerável de empresas instaladas na cidade e também no turismo religioso com prédios históricos, tais como: Casa de Retiros de Vila Kostka, onde aconteciam, até maio de 2009, as Assembleias da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária, uma das poucas edificações religiosas de taipa de pilão em existência no estado; Santuário Ecológico Santa Rita de Cássia, que possui uma árvore em seu interior e a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, na Colônia Helvetia.
Também há o crescimento do turismo rural, pois o município conta com diversas propriedades agrícolas, sendo um dos maiores produtores de uva de mesa do estado e também do turismo de eventos com os campeonatos de motocross, bicicross, skate, luta de braço e ciclismo em nível regional, estadual, nacional e até internacional.
Anualmente existem festas das mais variadas como a FENUI - Festa das Nações Unidas (com as colônias Suíça, Italiana, Japonesa, Alemã, Brasileira, Nordestina e Afro), Festa da Tradição (Colônia Helvetia - Suíça), Festa do Peão, FAICI - Festa Agropecuária, Industrial e Comercial de Indaiatuba, Festa das Frutas e Hortaliças, entre outras.
Indaiatuba é um dos municípios integrantes do Polo Turístico do Circuito das Frutas juntamente com mais oito municípios: Jundiaí, Itatiba, Atibaia, Valinhos, Vinhedo, Itupeva, Morungaba e Louveira.
A cidade possui atualmente três shopping centers: o Shopping Jaraguá, situado no centro da cidade, empreendimento este que possui aproximadamente um fluxo de 120.000 pessoas por mês e que conta com duas lojas-âncora: Lojas Marisa e Lojas Americanas, além de várias lojas satélites e salas de cinema; e o Polo Shopping Indaiatuba, que conta com mais 170 lojas-satélite e 7 lojas-âncora: entre elas, a C&A, Renner, Kalunga, Centauro, Le Biscuit, Tenda Atacado e Casas Bahia, 5 salas de cinema Stadium, praça de alimentação com 14 operações, em um terreno de 120.000 metros quadrados às margens da Rodovia SP-75. Inaugurado no fim de 2014, o Parque Mall, localizado na Rua das Orquídeas, no Jardim Pompéia, abriga diversas lojas e serviços, inclusive públicos, tais como o Poupatempo e cartórios.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

SÃO JOSÉ - SANTA CATARINA

São José é um município localizado no estado de Santa Catarina, na região Sul do Brasil.
Com um território pequeno – de 113,6km² – o município outrora foi considerada uma cidade-dormitório de Florianópolis, que compartilha sua única fronteira por terra com São José. Apesar da capital ainda influenciar o município vizinho, seus bairros principais hoje são tão relevantes quanto os de Florianópolis, a economia é uma das maiores do estado, tendo o 5º PIB de SC, foi uma das cidades que mais gerou emprego no Brasil no ano de 2017, ocupando a 6ª colocação no ranking nacional e a qualidade de vida tem índices elevados para os padrões brasileiros.
A economia josefense hoje é bastante diversa, sendo hoje baseada na comércio e serviços, além da indústria, que é praticamente inexistente na capital catarinense e acaba sendo suprida por São José e as outras cidades da região. A cidade se destaca na indústria tecnológica, de alimentos, metalmecânica e na construção civil, sendo uma das dez cidades mais verticalizadas proporcionalmente do Brasil.
A região mais urbanizada fica em volta da BR-101, tendo bairros recentes e verticais como o Kobrasol e grandes loteamentos urbanos. A parte a oeste ainda possui morros com vegetação abundante e áreas rurais. No sul fica o Aeroclube de Santa Catarina. São José ainda sedia campi do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e da Universidade Estácio de Sá, além de manter um centro universitário próprio, a USJ.
História
Até a chegada dos colonizadores europeus, no século XVI, todo o atual litoral do estado de Santa Catarina era habitado pelos índios carijós.
Em 1750 chegaram à capitania do Desterro 182 açorianos que, posteriormente, fundaram São José da Terra Firme, a atual São José. Em 1755 já existia uma pequena capela e um vigário, José Antônio da Silveira. O título de freguesia chegou seis anos após a fundação do povoado, em 1756. Para explorar o potencial da freguesia, cujos limites iam até Lages, o vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa ordenou, em 1787, que o governador da província na época, José Pereira Pinto, convocasse o alferes Antônio José da Costa. Começava então o reconhecimento da terra. Em 1797 já havia uma população de 2 079 pessoas, incluindo os escravos.
Em 1833 São José passou de freguesia a vila. Em 4 de maio São José tornou-se enfim município. Feliciano Nunes Pires foi nomeado presidente da província.
Durante a Guerra dos Farrapos as forças imperiais buscavam impedir os avanços dos gaúchos em Santa Catarina, estando presentes em São José e Desterro, a atual Florianópolis. O presidente eleito da efêmera República Juliana, o tenente-coronel Joaquim Xavier Neves, que morava na cidade, não pode chegar a Laguna, já que São José estava sob o controle imperial. A guerra acabou nunca chegando à cidade, com a derrota da frota farroupilha no rio Maciambu.
Além das cidades catarinenses de Desterro e Santo Amaro da Imperatriz, também São José recebeu a visita imperial de dom Pedro II e dona Teresa Cristina, em 1845.
Suas fronteiras iniciais incluíam o território de alguns municípios vizinhos, que foram se separando com o passar dos anos, como o Estreito, que passou a ser parte de Florianópolis em 1943. Angelina e Rancho Queimado se emanciparam em 1961 e 1962, respectivamente. São Pedro de Alcântara se tornou município em 1995.
Geografia
Limites
A cidade de São José é a única com divisa terrestre com Florianópolis, a leste. Mais ao norte a cidade se limita com os municípios de Biguaçu e Antônio Carlos, e, ao sul com os municípios de Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz. A oeste se limita com o município de São Pedro de Alcântara.
A conurbação torna as fronteiras entre Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça quase imperceptíveis em alguns pontos.
Economia
A economia josefense é bem diversificada, hoje estruturada no comércio e serviços, além da indústria. A cidade se destaca na indústria tecnológica, de alimentos, metalmecânica e na construção civil, sendo uma das cidades mais verticalizadas proporcionalmente do Brasil.
A cidade está no 5º lugar no ranking da economia dos municípios catarinenses, graças principalmente a Área Industrial no sul da cidade, com um grande número de empreendimentos. Há também outras indústrias em outros pontos, principalmente em torno da BR-101, e áreas industriais menores em Forquilhas e no Sertão do Maruim.
O comércio de São José é bastante diversificado, concentra-se principalmente em bairros como Campinas, Kobrasol, Barreiros e Forquilhinhas, outras regiões da cidade também tem o seu comercio em expansão é o caso dos bairros Bela Vista, Ipiranga, Areias, Praia Comprida, Lisboa e fazenda Santo Antonio. A cidade possui 2 shoppings, Shopping Itaguaçu que possui o titulo de mais antigo shopping de Santa Catarina, e o Continente Shopping considerado o maior shopping de Santa Catarina, além deles São José possui outros grandes centros comerciais que são o Shopping Ideal, o MundoCar Mais Shopping e o Camelão.
Turismo e Cultura
Sendo vizinha de cidades turísticas, São José não tem tanto destaque nessa área. Porém, existem diversos pontos de interesse, tendo como destaque o complexo histórico-arquitetônico do Centro Histórico com casarios de origem luso-brasileira dos séculos XVIII, XIX e XX. Outros pontos históricos encontram-se nos bairros Praia Comprida, Sertão do Maruim e Colônia Santana, como a Usina Sertão do Imaruim, a primeira usina de geração de energia instalada em SC e a segunda no Brasil.
São José ainda abriga a única escola de oleiros da América Latina, a Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros, e o primeiro jardim botânico de Santa Catarina, em Potecas.
O Morro da Pedra Branca, no oeste da cidade, é famoso pelas trilhas e pela vista, além de sua forma característica ser vista de boa parte da Grande Florianópolis.
Esporte
São José tem tido destaque em diversos esportes, como o atletismo, o ciclismo e o futebol americano - com a equipe do São José Istepôs, que joga suas partidas no campo do Forquilhão. São realizados na cidade eventos como a meia-maratona e diversos eventos de motocross no Motódromo Pedra Branca, em Potecas. No passado, a cidade também teve equipes de futebol feminino - o Scorpions - e de vôlei masculino - Intelbras/São José e Unisul - além de ter recebido partidas da Superliga Masculina no Centro Multiuso.
Educação
Educação Infantil e fundamental
A prefeitura mantém 23 centros educacionais municipais - os CEMs - e 36 centros de educação infantil - os CEIs. Há também um número considerável de escolas estaduais e particulares. São José ainda possui duas escolas ambientais - a Escola do Mar na Serraria e a Escola do Meio Ambiente, o "Horto Florestal", em Forquilhas.
Educação Técnica e Superior
Existem várias instituições de ensino técnico e superior instaladas na cidade, destacando-se o Campus São José da Univali, no Sertão do Maruim, o Campus São José do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) na Praia Comprida, a Faculdade Estácio de Sá em Barreiros e a Faculdade de Tecnologia SENAI-SC na Área Industrial, além de uma unidade do Senac no Kobrasol e as escolas profissionais municipais espalhadas por oito bairros.
Outras instituições incluem a Escola Superior de Educação Corporativa (ESEC), Faculdade de Santa Catarina (FASC), Faculdade de Tecnologia Internacional (Fatec), Faculdade Internacional de Curitiba (Facinter), Faculdade União Bandeirante (Uniban), Instituto de Ensino Superior da Grande Florianópolis (IESGF), a Universidade do Contestado (UnC) e a Universidade Paulista (UNIP).
USJ
Mantido pela Fundação Municipal Educacional de São José, o Centro Universitário Municipal de São José (USJ) é a primeira universidade municipal pública do Brasil e oferece quatro cursos de graduação: administração, ciências contábeis, ciência da religião e pedagogia; e um curso de pós-graduação lato sensu de gestão em defesa civil.
O centro universitário conta com um quadro discente de mais de 900 acadêmicos e com um corpo docente de 93 professores - dentre os quais 70% são doutores. O USJ foi a única instituição de ensino superior catarinense que conquistou nota máxima (5) no Índice Geral de Cursos (IGC) 2009, do Ministério da Educação (MEC), que avalia a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação e cursos superiores de tecnologia.
Referência para o texto: Wikipédia .

sábado, 2 de novembro de 2019

MACAÉ - RIO DE JANEIRO

Macaé é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, situado a 180 quilômetros a nordeste da capital do Estado. Sua população é de 256.672 habitantes em 2019. Possui uma área total de 1.215,904 km². É conhecida como a Capital Nacional do Petróleo.
As ligações da sede municipal são feitas por duas rodovias e uma ferrovia. A RJ-106 percorre todo o litoral, de Rio das Ostras a Carapebus, atravessando o centro da cidade. A RJ-168 corta o município de leste a oeste, acessando a BR-101, que alcança Conceição de Macabu, ao norte, e Rio das Ostras, ao sul. Com apenas um pequeno trecho asfaltado, a RJ-162 tem um traçado pelo interior, alcançando Trajano de Moraes, ao norte e Casimiro de Abreu, ao sul. A ferrovia, que liga o Rio de Janeiro ao Espírito Santo, já foi usada quase que exclusivamente para transporte de cargas, mas hoje está sem utilidade.
Etimologia
O nome do município é uma referência ao Rio Macaé. Não restam dúvidas de que este é um vocábulo de origem indígena, porém seu significado ainda é controverso:
- Queriam alguns estudiosos que o termo procedesse da corruptela de maca-ê, "que, entre os nativos, significa macaba doce, por extensão coco doce, produzido pela palmeira macabaíba, abundante na região". Eduardo de Almeida Navarro aponta, como origem etimológica, o termo do tupi antigo mokaîé, que designava a variedade de palmeira conhecida como mocajaíba ou bocaiuva.[8] A atual bandeira da cidade apresenta o desenho de um coqueiro;
- Outros afirmavam que os índios goitacás se utilizavam da palavra Macaé, que significaria "Rio dos Bagres", para denominar o Rio Macaé.
História
Descobertas de sambaquis na Praia de Imbetiba comprovam que a região já era povoada por indígenas há milhares de anos atrás. Quando os primeiros colonos de origem europeia chegaram ao local, no século XVI, encontraram duas tribos rivais: os tamoios e os goitacás.
As terras do atual município faziam parte da Capitania de São Tomé, indo do Rio Itabapoana ao Rio Macaé e foi batizada de "Macahé".
Seu povoamento de origem europeia iniciou-se em 1614, quando Portugal se encontrava sob o domínio da Espanha. Para evitar invasões de inimigos, criou-se uma aldeia de índios catequizados.
Os primeiros registros dos jesuítas em Macaé datam de 1634. No princípio, foi fundada, à margem do rio Macaé e próxima ao Morro de Sant'Ana, uma fazenda agropecuária, que, no correr dos anos, ficou conhecida como "Fazenda de Macahé".
Na base do morro, entre este e o rio, levantou-se um engenho de açúcar com todas as dependências e lavouras necessárias. Além do açúcar, produziam farinha de mandioca em quantidade e extraíam madeira para construções navais e edificações. No alto do morro, foram construídos um colégio, uma capela e um pequeno cemitério, o qual guarda, até hoje, os restos mortais de alguns jesuítas. Em 1759, a fazenda foi incorporada aos bens da coroa portuguesa pelo desembargador João Cardoso de Menezes. Nesta ocasião, os jesuítas foram expulsos do Brasil, imposição feita pelo Marquês de Pombal.
Em 1813, foi elevado a município e, em 1846, a Vila de Macaé passou à condição de cidade. Como a produção açucareira e cafeeira se expandiram muito e o Porto de São João da Barra não estava mais dando conta do movimento, iniciou-se, então, em 1844, a construção do Canal Campos-Macaé, com 109 km.
No dia 11 de abril de 1832 o famoso naturalista inglês Charles Robert Darwin, após meses de viagem a bordo do navio Beagle, vindo com seus auxiliares da região dos lagos a cavalo e após passar por barra de São João (Distrito de Casimiro de Abreu) se sentiu mal e, ao chegar a Macaé, devido à forte exaustão, desmaiou, sendo levado à localidade situada a três quilômetros ao sul da entrada do Rio Macaé (Praia de Imbetiba, onde hoje existe a Base da Petrobras). Neste lugar, Darwin pernoitou em um estabelecimento comercial chamado "Venda do Mato" e, no dia seguinte, foi para a "Fazenda do Socego", de propriedade de Manoel Figueiredo, cuja filha era casada com um escocês chamado Lawrie, que Darwin conhecera no Rio de Janeiro. Nesta fazenda, hoje parte do município de Conceição de Macabu, Darwin coletou insetos e répteis que foram catalogados e incorporados a sua famosa coleção e que serviram de base para sua mais notável publicação, "A Origem das Espécies" (On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life) publicada em 1859.
Em 1873 ocorreu a criação da Sociedade Musical Nova Aurora.
Em 1875, foi construída a Companhia Estrada de Ferro Macahé-Campos.
A via férrea trouxe novo impulso e, mais tarde, os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina.
A partir de 1974, com a descoberta de petróleo na Bacia de Campos, o município, que permanecia rural, começou a sofrer profundas mudanças em sua economia e cultura, recebendo grande quantidade de pessoas de várias partes do país e do mundo, a fim de atender a crescente demanda desta cidade por mão de obra especializada, até hoje ainda não suprida totalmente, tornando os salários oferecidos na cidade bem atraentes.
Apesar de receber grande quantidade de mão de obra especializada, também é grande a quantidade de pessoas não especializadas que procuram a cidade em busca da promessa de emprego, nem sempre atendida pelo exigente mercado de trabalho. Muitas destas pessoas acabam ficando na cidade, e sem conseguir o tão sonhado emprego, acabam populando cada vez mais as favelas da cidade, que aumentam assustadoramente a cada dia. A inaptidão governamental, ou falta de uma política pública para criação de moradias populares, reformar o sistema de transporte público, garantir saneamento básico assim como reforçar a segurança na cidade, também colabora para a falta de qualidade de vida da maior parte da população Macaense.
Geografia
Macaé está localizada a uma latitude de -22º22'33" e longitude de -41º46'30" e faz divisa com as cidades de Carapebus, Conceição de Macabu, ao Norte; Rio das Ostras e Casimiro de Abreu, ao Sul; Trajano de Moraes e Nova Friburgo, a Oeste; e com o Oceano Atlântico, a Leste.
Arquipélago de Sant'Ana - O Arquipélago de Sant'Ana é formado pelas ilhas do Francês, Ilhote Sul e Sant'Ana. Localizado a 8 quilômetros do cais do Mercado Municipal é utilizado para o lazer e para a pesca. Nele vivem colônias de gaivotas além do vai e vem de algumas espécies de aves que migram da América do Norte na época do inverno.
Pico do Frade - O Pico do Frade é o ponto mais alto do município.É um dos lugares mais altos de Macaé , contendo 1.429 metros de altitude, e está a 56 km do centro urbano. Ideal para a prática de escaladas e caminhadas, de preferência com guias, que podem ser contratados na cidade.
Peito do Pombo - O Peito do Pombo, com 1.120 metros, situado próximo ao Arraial do Sana, onde a natureza esconde belezas exuberantes, incluindo cachoeiras praticamente intocadas.
Clima
Contando com 23 quilômetros de litoral, o clima é quente e úmido na maior parte do ano, com temperaturas que variam entre 23 °C e 38 °C, amplitude térmica considerável, ocasionada pela troca de ventos entre o litoral e a serra, relativamente próximos. É também conhecida como "Princesinha do Atlântico".
Hidrografia
Corredeiras de Glicério - As corredeiras de Glicério tornaram-se famosas para a prática de canoagem, devido a presença de uma antiga usina de eletricidade nas imediações. A comunidade local desenvolveu um interessante esporte denominado "boiagem", que consiste em descer as corredeiras em boias feitas de câmaras de ar de veículos pesados.
Rio Macaé - O Rio Macaé nasce na Serra de Macaé, em Lumiar, (5° Distrito de Nova Friburgo), numa área de proteção ambiental conhecida como Macaé de Cima. Desce a região serrana e deságua no Oceano Atlântico. Grande parte de seu leito é navegável. É o rio que abastece a cidade.
Lagoa de Jurubatiba - A Lagoa de Jurubatiba é uma das menores entre as 18 lagoas que integram o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Suas águas de coloração escura, devido a presença de raízes, são límpidas e transparentes. É permitida a visitação e o banho, mas a pesca não é permitida.
Lagoa de Imboassica - A Laguna de Imboassica já foi considerada um verdadeiro santuário ecológico. Hoje em dia recebe dejetos de esgoto domiciliar de alguns bairros que surgiram em seu entorno e esta com má preservação devido à exploração imobiliária. No passado, já foi muito procurada para as atividades de lazer e para a prática esportiva. Tem uma área de 5 quilômetros quadrados, fazendo limite com o município de Rio das Ostras e está a 11,5 quilômetros do centro da cidade.
Praia do Pecado - A Praia do Pecado é a continuação da Praia dos Cavaleiros até encontrar-se com a Lagoa de Imboassica, já no limite com o município de Rio das Ostras. Ideal para o surfe e para o bodyboard, é muito procurada também para a prática de pesca de mergulho e pesca de linha.
Praia dos Cavaleiros - A Praia dos Cavaleiros localiza-se no bairro de mesmo nome, reduto dos principais restaurantes da cidade. Ideal para o banho e para a pesca em suas várias lajes e costões. Na Praia dos Cavaleiros, realizam-se as competições esportivas do FestVerão.
Praia Campista - A Praia Campista é de mar aberto e agitado, sendo muito utilizada para a pesca e há também escolas de windsurfe, por ser um local com ótimo espaço e condição para a prática desse esporte. Localiza-se entre a Prainha do Farol e a Praia dos Cavaleiros, muito próxima ao centro urbano.
Prainha do Farol - A Prainha do Farol tem apenas 120 metros de extensão. Quando o mar está calmo, suas águas cristalinas são um convite ao banho e também para a pesca. Nesta praia localiza-se a ruína do antigo farol de Macaé, construído em 1880, nos primeiros anos de existência do município.
Praia de Imbetiba (Praia de Cocotá) - A Praia de Imbetiba abriga hoje o Terminal de Imbetiba, em apoio as atividades de extração de petróleo na plataforma continental. Recebe descarga de afluentes sanitários tratados do bairro Parque Valentina Miranda e da Petrobras. É muito procurada para a prática de Cooper e para passeios ao amanhecer e ao entardecer.
Praia de São José do Barreto - A Praia de São José do Barreto é um prolongamento da Praia da Barra. Recebe alguns detritos do Rio Macaé. É uma das preferidas pelos pescadores de linha. Esta praia atravessa o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.
Economia
Petróleo
O petróleo é maior força econômica de Macaé. A cidade vive em um grande crescimento econômico desde a década de 1970, quando a Petrobras escolheu Macaé para ser a sede de suas operações na Bacia de Campos. Mais de quatro mil empresas Offshore se instalaram no município, surgiram hotéis de luxo e empreendimentos do setor de serviços e restaurantes, com aumento do turismo de negócios. Macaé também sedia a Brasil Offshore, feira do setor de petróleo que reúne quase 500 empresas, de 50 países. A feira é realizada no Centro de Convenções Jornalista Marinho, o segundo maior do estado, construído em uma área de 110.000 m2.
Um levantamento da produção de óleo e gás nacional, atualizado pela ANP em maio de 2019 indica que o pós-sal, concentrado na Bacia de Campos, gerou 1.367 milhões de barris, o que representa 40% da produção nacional. Para desenvolvimento de projetos e ampliação da capacidade produtiva, a Petrobras anunciou que vai investir US$ 21 bilhões na Bacia de Campos nos próximos cinco anos, o que deve gerar indiretamente emprego, renda e royalties para a cidade.
"Boom" econômico
A economia da cidade cresceu 600% desde 1997. Levantamento elaborado em 2007 pelo IBGE demonstrou que o Produto Interno Bruto per capita da cidade é de 36.000 reais por ano, 200% maior do que a média nacional. O município atrai empresas de todo o país e do mundo: a cidade recebeu, recentemente, quatro hotéis de luxo (Blue Tree, Sheraton, Confort e Royal). Além disso, Macaé ganhou, em 11 de Setembro de 2008, o Shopping Plaza Macaé.
Pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas apontou a cidade como a que mais se desenvolveu na última década no eixo Rio-São Paulo. Por sua ótima economia, Macaé foi eleita pelo jornal A Gazeta Mercantil como a cidade mais dinâmica do estado, levando em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano.
Turismo
São vários os pontos turísticos desta cidade, que começa a acordar para esse mercado tão bem explorado por países de "Primeiro Mundo", graças a iniciativa privada. A cidade tem bastante potencial, mas a grande receita obtida através da indústria do petróleo na cidade acaba diminuindo o interesse dos governantes da cidade em apoiar o turismo.
Alguns desses pontos turísticos são:
Cabeceira do Sana - Arraial do Sana é um distrito de Macaé, conhecido por suas matas e cachoeiras. Possui diversos campings. É possível praticar rafting e rapel no local.
Solar de Monte Elísio - O solar de Monte Elísio tem destaque no cenário urbano macaense. O prédio foi erguido no sopé de uma pequena elevação, na Avenida Santos Moreira, bairro Visconde de Araújo. Hoje é a sede do Instituto Nossa Senhora da Glória (Castelo). Sua construção ocorreu em 1852, obedecendo o neoclássico e na parte interna, destaque para a escada em madeira, com as iniciais do Visconde de Araújo.
Forte Marechal Hermes - Não se sabe a data de construção do Forte Marechal Hermes. Dizem que foi construído em 1761, mas há quem afirme que foi em 1725. Esta fortaleza, erguida para defender o litoral macaense dos corsários, sofreu reforma em 1908, sendo inaugurado em 1910, levando o nome do Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca. As visitas guiadas ao forte são permitidas.
Farol de Imbetiba - O Farol de Imbetiba foi restaurado em 1999. O velho farol foi construído em 1880, para atender as necessidades do Porto de Imbetiba, que funcionava como escoadouro da produção agrícola da Baixada Campista e de Macaé. As visitas são permitidas e o acesso se dá pelo Trevo da Petrobras, na praia Campista.
Região Serrana - A Serra de Macaé é um conjunto de distritos do município que possui entre outros atrativos cachoeiras, eventos de canoagem e festas tradicionais em homenagem ao padroeiro. Seu principal acesso é através da rodovia RJ-168.
Cultura
Parque de Exposição Latiff Mussi - O Parque de Exposição Latiff Mussi fica na localidade de São José do Barreto e é considerado o terceiro melhor parque do país em infraestrutura. Tem 80 000 metros quadrados e, entre os eventos realizados, está a Expo Macaé, com rodeio e shows de música popular brasileira de primeira qualidade.
Igreja de Sant'Ana - A Igreja de Sant'Anna, segundo uma antiga lenda (lenda da santa fujona), que diz que a porta principal foi voltada para oeste, para impedir que a santa, de mesmo nome, fugisse do altar, visto que sua imagem foi encontrada na ilha de Santana e como a fachada principal antigamente era voltada para leste, a santa sentia saudades da sua ilha e sumia (fugia) do altar da igreja, sendo sempre encontrada novamente na ilha de Santana, então mudaram a fachada da igreja para o lado oposto, onde a santa não poderia mais avistar seu local de origem, e não mais poderia fugir. A imagem da santa sumiu na década de 1990 e nunca mais foi encontrada. Prédio com construção datada de 1630, localiza-se numa elevação de onde pode-se vislumbrar toda a cidade, junto a um cemitério de mesmo nome.
A tradicional procissão do Senhor do Senhor Morto que percorre as ruas dos centro da cidade toda Sexta-Feira da Paixão, tem neste templo seu ponto de partida e chegada.
A igreja foi construída por padres da Companhia de Jesus (jesuítas).
Carnaval
Evento atualmente comemorado através de trios elétricos promovidos pela prefeitura em alguns pontos da cidade, desfiles de bois pintadinhos, blocos carnavalescos, do desfile de escolas de samba, realizado na Linha Verde. Entre as maiores escolas da cidade estão o Castelo Imperial, campeã em 2011 e a Império da Barra, campeã em 2012.
Há também desfile de bois, entre os quais o Boi Suave Veneno.
Esporte
Macaé conta com boas áreas para práticas desportivas. o Clube Desportivo Macaé Sports, equipe de voleibol e futsal, Macaé Oilers e o Macaé Basquete. Macaé Basquete vem fazendo bons campeonato esses últimos anos.
Futebol
O futebol é a grande paixão dos macaenses. O Macaé Esporte Futebol Clube, maior clube da cidade, fundado em 1990, tem como principal conquista o título do Brasileiro série C 2014, além do titulo da 3ª divisão Carioca de 1998. O clube também foi vice campeão Brasileiro série D, em 2009. O leão manda seus jogos no Moacyrzão, é um estádio de futebol localizado na cidade de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro.
A cidade também conta com o Serra Macaense, equipe profissional da cidade. Não possui títulos na categoria profissional, mas tem uma boa categoria de base, que já ganhou a 2ª e a 3ª divisões do Campeonato Carioca na categoria juniores.
Basquete
A cidade conta com o Macaé Basquete, que figurou na elite do Basquete Brasileiro, o NBB, por muitos anos. Hoje, o clube não tem categoria Profissional, focando no trabalho de base.
Futebol Americano
A Associação Macaé Oilers de Futebol Americano nasceu no segundo semestre de 2013 com o desejo de alguns amigos em praticar o esporte nas praias de nossa cidade.
Com o aumento de praticantes, o sonho de tornar aquilo mais do que uma brincadeira despertou dentro de cada um. Assim, no final de 2013 a equipe migrou das areias para os gramados.
Em 2014 o time disputou seu primeiro estadual, conseguindo a vice colocação. O primeiro título veio em 2015 quando o Oilers derrotou o Volta Redonda Falcons no Estádio Raulino de Oliveira.
Já em 2016 a equipe sagrou-se Bi-Campeã estadual, derrotando o Teresópolis Rockers (time B do Flamengo FA.) também no mesmo palco: o Estádio Raulino de Oliveira.
Em 2017, time participou pela primeira vez da Liga Nacional de Futebol Americano. Caiu nas oitavas diante do Imperadores-MG. No Estadual, foi eliminado nas quartas de final para o Niteroi Federals.
Em 2018, o time decidiu não participar dos estaduais, visando a conquista do acesso à Liga BFA, e a conquista da Liga Nacional de Futebol Americano. O time acabou ficando com o vice-campeonato, perdendo na final por 23 x 18 para o Botafogo Challengers.
Em 2019, ocorreu a fusão entre o Vasco da Gama Patriotas e o Botafogo Reptiles, formando-se o Vasco Almirantes. Com isso, abriu-se uma vaga na conferencia Sudeste na elite do Futebol Americano Brasileiro, e por ter ficado com o vice-campeonato na temporada passada, o time ganhou a vaga na Liga BFA de 2019.

Referência para o texto: Wikipédia .