sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

ITAPECERICA DA SERRA - SÃO PAULO

Itapecerica da Serra é um município brasileiro do estado de São Paulo localizado na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a estimativa do IBGE do ano de 2017, a população municipal era de 170.927 habitantes e a área é de 151,458 km².
Topônimo
"Itapecerica" é um termo de origem tupi antiga que significa "pedra achatada escorregadia", através da aglutinação dos termos itá ("pedra"), peb ("achatada"), syryk ("escorregadia") e a (sufixo nominal).
No Vocabulário na Língua Brasílica, encontramos a seguinte definição: "Aguoa que corre per lages e não em bica mas espalhada cubrindo toda a superficie. — Itapecigrica".
História
Em 1562, por força de um levante armado que culminou em um ataque dos índios da Confederação dos Tamoios à vila de São Paulo de Piratininga (atual cidade de São Paulo) e a outros núcleos de povoamento e colonização portuguesa, a Companhia de Jesus instalou, entre agosto e setembro de 1562, postos de defesa e colonização avançados.
Itapecerica da Serra tem origem em uma aldeia de índios pacificados pelos Jesuítas[9] provavelmente a 3 de setembro de 1562, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres, com o propósito de ser um posto avançado de colonização, catequização e de defesa contra ataques indígenas.
No século XVII, o núcleo da população indígena foi consideravelmente aumentado com a vinda dos indígenas trazidos da aldeia de Carapicuíba, trazidos pelo sertanista Afonso Sardinha e deixados sob a posse do Padre Belchior de Pontes para serem convertidos ao catolicismo.
Em 1689, a capela de Itapecerica contava com mais de novecentas almas sob a posse do padre Diogo Machado, da Companhia de Jesus.
Em 1841, Itapecerica foi elevada à categoria de freguesia, tendo, como patrona, Nossa Senhora dos Prazeres e teve como primeiro vigário o padre Bento Pedroso de Camargo, nomeado por dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade.
Fazia parte do território do antigo município de Santo Amaro, instalado em 7 de abril de 1833 quando foi separado de São Paulo.
Em 8 de maio de 1877 foi elevada a categoria de vila com a denominação de Itapecerica, quando se emancipou do antigo município de Santo Amaro, que em 1935 foi reintegrado e se tornou distrito paulistano.
Em 19 de dezembro de 1906, através da Lei Estadual nº 1.038 Itapecerica foi elevada à categoria de Cidade.
Em 1930, com a construção da Estrada de Ferro Mairinque-Santos (Sorocabana), que passa pela cidade atravessando o bairro da Aldeinha, houve uma certa expansão da economia da cidade.
Em 30 de Novembro de 1944, Itapecerica passou denominar-se Itapecerica "da Serra" para diferenciar-se de sua homônima nas Minas Gerais e por estar na zona fisiográfica de Paranapiacaba.
Em 1959, foi criada a Comarca de Itapecerica da Serra, composta pelos atuais municípios de Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Taboão da Serra. (na época eram Distritos da Cidade de Itapecerica da Serra).
Em 1960 com a conclusão da Rodovia Régis Bittencourt BR-116, que passa pela região em direção ao Sul do Brasil, o acesso á cidade foi consideravelmente melhorado, tendo a inauguração da rodovia contado com a presença do então presidente da república Juscelino Kubitschek.
Nas décadas seguintes, a rodovia possibilitou a chegada de novas industrias a região, melhorando consideravelmente a economia do município.
Emancipações
Na década de 50, o município itapecericano detinha um sério problema de repasse de verbas devido sua grande extensão territorial, sendo incapaz de manter toda sua área. Em decorrência desta dificuldade, movimentos emancipacionistas ganharam força na região.
Em 18 de fevereiro de 1959, Embu das Artes foi elevado à categoria de município.
Em 18 de fevereiro de 1959, Taboão da Serra foi elevado à categoria de município. O município carrega Serra em seu nome como homenagem a cidade mãe.
Em 28 de fevereiro de 1964, Juquitiba foi elevado à categoria de município, quando se emancipou de Itapecerica da Serra.
Em 28 de março de 1965, Embu-Guaçu foi elevado à categoria de município.
Em 30 de dezembro de 1991, o então Distrito de São Lourenço da Serra, foi elevado à categoria de município.
Automobilismo
Em 1908, o Automóvel Club de São Paulo acabava de ser criado. Como parte de seus projetos, a entidade promoveu uma competição de automóveis e motocicletas.
O trajeto escolhido percorria algumas estradas antigas que interligavam São Paulo ao Sertão. Os principais pontos de passagem deste trajeto era o próspero bairro paulistano de Pinheiros, a Freguesia de MBoy, Itapecerica e o município de Santo Amaro. O chamado Circuito de Itapecerica percorreu mais de 70 quilômetros entre a saída do Parque Antártica indo até o ponto mais distante em Itapecerica, e retornando ao ponto de partida.
O evento foi realizado no dia 26 de julho de 1908, e entrou para a história do automobilismo mundial.
Apesar da poeira e do terreno áspero e acidentado, não houve acidentes. O vencedor foi o desportista Sílvio Penteado, com seu Fiat de 40HP.
Essa corrida de automóvel tornou-se a primeira oficial na América do Sul.
Clima
O clima da cidade, como em toda a região metropolitana de São Paulo, é o subtropical. mas no verão a cidade é bem abafada e com um ar seco, mas quando chove a cidade fica com ar úmido e fresco.Inverno ameno e sub-seco(W). Com características de Clima Subtropical com inverno seco. tipo Cwa. Onde "C" indica clima temperado com temperaturas no inverno entre -3 °C até 22 °C.
A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio Julho (média de 13 °C) e o mais quente Fevereiro (média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.
O clima lembra muito o da cidade de São Paulo, a "Cidade da Garoa", no tempo em que a metrópole paulistana tinha suas matas preservadas e a chuvinha fina no inverno era bem mais constante. Hoje em dia, pelo fato das mudanças climáticas, são menos frequentes.
Cultura
Itapecerica conta com a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro que acontece anualmente em julho. É a maior festa do gênero na região e atrai milhares de pessoas das cidades vizinhas e da capital, que acompanham as disputas de montaria dos peões na arena, além dos grandiosos shows sertanejos e mais coisas também.
Turismo
A área turística mais visitada de Itapecerica da Serra é o Kinkaku-ji, templo ecumênico e cinerário, construído em estilo arquitetônico japonês. Está localizado dentro do "Parque Turístico Nacional do Vale dos Templos" e é rodeado por jardins japoneses, lago de carpas e Mata Atlântica.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

MESQUITA - RIO DE JANEIRO

Mesquita é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Emancipou-se em 1999 do município vizinho de Nova Iguaçu, sendo o município mais novo da Baixada Fluminense e do estado do Rio de Janeiro. Sua população estimada pelo IBGE no ano de 2019 foi de 176.103 habitantes.
Topônimo
O nome "Mesquita" é uma referência ao Barão de Mesquita, o proprietário das antigas fazendas que se localizavam na atual região central do município.
História
Há cerca de 500 anos, a região de Mesquita era habitada pelos índios jacutingas, apelido este dado aos índios locais pelos colonizadores portugueses. Acredita-se que o nome possivelmente surgiu porque os índios locais se enfeitavam com penas de jacutinga, um tipo de ave parecida com a galinha e muito comum na região naquela época.
A decadência dos jacutingas começou quando passaram a participar, junto com outras nações indígenas, de um movimento chamado Confederação dos Tamoios. O motivo deste movimento foi a revolta dos silvícolas diante da ação violenta dos portugueses, provocando mortes e escravidão.
Na língua tupi, tamuya significa "o avô, o mais velho, o mais antigo". Por isso, essa confederação de chefes chamou-se "Confederação dos Tamuya", que os portugueses transformaram em "Confederação dos Tamoios".
A guerra entre índios e portugueses, seguida de doenças contraídas pelo contato com o branco, dizimou centenas de índios, que lutaram para resistir à escravidão. O bairro de Jacutinga é o único em toda a Baixada Fluminense que ainda preserva a memória dos indígenas.
Fazendo uma viagem de volta ao tempo, descobriremos que as terras já foram verdes, laranjas. Verde dos canaviais, depois a cor que passou a predominar foi a dos laranjais. Por volta de 1700, um engenho já funcionava na descida da Serra da Cachoeira, produzindo açúcar e aguardente com mão de obra escrava.
O engenho era situado onde hoje existe o Parque Municipal e seu proprietário era o capitão Manoel Correa Vasques. As terras de Cachoeira passaram por vários donos, até que foram parar nas mãos de Jerônimo José de Mesquita, o primeiro Barão de Mesquita e, mais tarde, nas mãos de seu herdeiro, Jerônimo Roberto de Mesquita, que viria a ser o segundo Barão de Mesquita.
Em 1884, quando a Estrada de Ferro chegou às terras, a parada de trem passou a se chamar "Barão de Mesquita". Nessa época, as fazendas começaram a não dar mais lucros, principalmente por conta do abolicionismo, e a Fazenda da Cachoeira foi vendida e transformada em chácaras de plantio de laranjas. No início do século XX, surgiram as olarias, atraídas pela qualidade do barro e por áreas alagadas da região.
Durante muitos anos, a paisagem de Mesquita foi formada por laranjais, olarias e poucas residências. Por volta de 1940, a população atingia cerca de 9 109 habitantes, mas a decadência na produção de laranjas provocou a venda das chácaras e começaram a surgir os primeiros loteamentos, entre o pé da serra e a ferrovia. Pouco a pouco, as olarias também deram lugar aos loteamentos e, em 1950, a população havia triplicado para 28 835 habitantes.
No final da década de 1940 e início dos anos 1950, começaram a se estabelecer, em Mesquita, fábricas que ajudaram a impulsionar a economia da região: a Brasferro, metalúrgica de grande porte; a IBT, também metalúrgica e a Pumar, indústria de sombrinhas. Começava o período de industrialização, que iria empregar centenas de moradores mesquitenses.
Em 1999, após uma batalha judicial que envolveu o Comitê Pró-Emancipação, a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Nova Iguaçu, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e o Supremo Tribunal Federal, este último decidiu pela emancipação de Mesquita do município de Nova Iguaçu.
Em 15 de setembro de 1999, foi votado o Projeto de Lei da Emancipação e, em 25 de setembro de 1999, o então governador do estado Anthony Garotinho sancionou a Lei estadual nº 3.253, que criou o município de Mesquita.
As primeiras eleições da cidade ocorreram em 2000, saindo-se vitorioso José Montes Paixão. O município foi instalado em 1 de janeiro de 2001.
Geografia
O Parque Municipal de Nova Iguaçu que envolve o Município de Mesquita é o primeiro geoparque do Rio de Janeiro e, nele, está localizada a nascente do Rio Dona Eugênia. Este parque possui uma feição geológica (A feição geológica não é um vulcão e sim um grande fragmento geológico que se formou com a ação do intemperismo, e somente houve atividade magmática quando a placa tectônica passou por uma veia magmática, causando um derrame magmático) além de remanescentes da Mata Atlântica. O Maciço do Mendanha domina a paisagem do município. Mesquita também possui muitas cachoeiras e matas. Infelizmente nos últimos anos o município sofreu com o desmatamento, o que influencia na temperatura da região especialmente no verão.
Clima
O clima de Mesquita em boa parte do ano é quente, variando entre ar seco e úmido. Durante o ápice do Inverno, meados de Julho, a região registra temperaturas em torno dos 10 °C, tendo o seu recorde em 2016 com uma temperatura de 8 °C com a passagem de uma forte massa de ar polar em Maio de 2016.
Cultura
Mesquita tem o Centro Cultural Mr. Watkins, no Centro, um espaço público para eventos culturais e pelo menos dois teatros privados. O Centro de Cultura Espírita, no Bairro Sta. Terezinha e o Teatro Cassia Valéria, também no Centro. Dentre as expressões de Cultura tradicional temos a Folia de Reis Sete Estrelas do Rosário de Maria e a Sempre Viva do Oriente. A primeira, com cerca de 140 anos de existência e a segunda, criada no final da década de 90.
Esportes
O principal esporte praticado em Mesquita é o futebol. Os principais clubes de futebol da cidade são o Mesquita Futebol Clube e a Associação Atlética Volantes, que disputam o Campeonato Carioca.
O município também abriga dois estádios: o Estádio Niélsen Louzada e o Estádio Giulite Coutinho, este último também conhecido como Estádio de Edson Passos, mas que ficaria no bairro Cosmorama e não em Edson Passos, discussão corrente entre os habitantes e torcedores sobre o nome da localidade onde fica situado o estádio do America Football Club.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

FRANCISCO MORATO - SÃO PAULO

Francisco Morato é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo. Pertence a Zona Norte da Região Metropolitana de São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[7] e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).
A população estimada em 2019 era de 175.844 habitantes e tem a área é de 49,2 km².
História
A cidade surgiu com o nome de povoado de Vila Belém. O povoado era a sede da Cia Fazenda Belém na época da construção da E.F. Santos a Jundiaí na segunda metade do século XIX. Posteriormente as terras foram compradas pelo Barão de Mauá e utilizadas como acampamento para os operários que trabalharam na construção do túnel sob a serra que liga a cidade de Francisco Morato com o Município de Campo Limpo Paulista .
No início do século XX, a então Vila Bethlém tornou-se temporariamente entreposto de produtos agrícolas vindos de cidades da região e do sul de Minas Gerais, rota que mais tarde foi alterada com a construção do túnel de Campo Limpo Paulista-SP. De acordo com pesquisas realizadas na época a cidade tinha uma pequena população de 5.000 pessoas.
Contudo, o então distrito de Franco da Rocha, já com ambição de se emancipar para município, tinha a restrição de que as leis brasileiras não permitiam que houvesse no país duas cidades com o mesmo nome, na então situação Belém-PA frente a Vila Bethlém-SP. Assim, o nascedouro município paulista foi obrigado a alterar seu nome. Foi então que foi sugerido as autoridades locais que recebesse o nome de Francisco Morato, sugestão dada pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde o professor Francisco Morato havia lecionado. A proposta foi acolhida pela Câmara Municipal de Franco da Rocha, o distrito de Francisco Morato, tendo a emancipação sido ocorrida no dia 21 de março de 1965, que foi seguida de um plebiscito no distrito e mais tarde aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Francisco Morato, era um político, advogado e professor da Universidade de São Paulo e um homem de notáveis realizações.
A partir da década de 1980, começou a crescer sua população por conta do grande crescimento de migrantes muitos deles vindos do nordeste do pais para trabalhar na capital paulista.
Nessa época, a cidade passou a ser considerada uma cidade-dormitório , caracterizada pelo movimento pendular de sua população que em sua grande maioria sai de manhã para trabalhar na capital e retorna somente a noite. Tal movimento foi possibilitado pela linha de trem da CBTU, repassada do governo federal para o governo paulista em 1994, quando foi criada a CPTM. Assim como a rede de transporte ferroviária que servia a cidade na época, a infraestrutura da cidade também era precária, muitas ruas sem asfaltamento, esgotos a céu aberto e falta de hospitais e escolas contribuíam para o fato de a cidade não ter alcançado um crescimento significativo assim como os outros municípios da região.
A economia da cidade passou a ter uma vocação mais comercial. Um dos grandes problemas da cidade é a falta de empregos o que força os habitantes a trabalharem na capital paulista ou nos municípios vizinhos. Como fonte de renda os comerciantes locais do município investiram muito na área central por mais acessibilidade aos clientes.
A cidade ainda carece de empresas de grande porte, praticamente toda sua economia gira em torno do comércio local que se baseia em lojas de vestuário, calçados, alimentação e serviços.
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de SP, é o Subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio Julho (Média de 14 °C) e o mais quente Fevereiro (Média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1400 mm.
Educação
Sempre foi notável a falta de empregos qualificados na cidade, a falta de empresas que contratam esses profissionais decorre da falta de instituição de ensino para formar tal mão de obra. Na tentativa de mudar esse quadro, o poder público agora libera investimentos na educação profissional.
Em 2010 foi inaugurada a ETEC de Francisco Morato, onde são ministrados os cursos, Ensino Médio, Ensino Médio Integrado ao técnico em Informática, Ensino Médio Integrado ao técnico em logística, Administração e os técnicos de informática, comércio, administração e contabilidade. No município existe também a faculdade de setor privado da extensão Facamp, intitulada como Fframo (Faculdade de Tecnologia de Francisco Morato) Existem também Campus da Unip, Faculdades Anhanguera e a Faculdade Freire.
A cultura da cidade de Francisco Morato é vista de maneira singular, principalmente por sua história, fator esse que caracterizou a cidade como "melodia" tendo uma das corporações musicais mais antigas do Brasil, a Corporação Musical Rogério Levorin.
A Cidade conta com um Conselho Municipal de Cultura, empossado dia 19 de Janeiro de 2008, com o Conselho da Comunidade negra, com diversos grupos de Dança / Teatro e Música e com uma orquestra (A Orquestra Experimental Pró-Morato) criada e mantida pela Associação Cultural Comunitária Pró-Morato.
Dentre os movimentos culturais existentes na cidade, destaque para a atividade dos Núcleos de Ação Cultural (NAC), que desenvolve projetos relacionados a manifestações artísticas na cidade e região; para a ação da Pró-Morato (projetos de capacitação para o mercado de trabalho e bem estar social); IDES (projetos de capacitação profissional e oficinas culturais); e para o Movimento Animorato, que tem se tornado uma opção para toda região como feira cultural voltada para cultura japonesa, desenho, quadrinhos e animação.
Deve-se também considerar a atuação de grupos que desenvolvem a arte teatral, como o Animaloco em atuação desde 2002 o grupo Girandolá, que também tem levado espetáculos a vários festivais de teatro do Estado e em espaços culturais diversos, como SESCs e Teatros Municipais e grupos independentes de teatro formados na Casa de Cultura Vinicius de Moraes.
O Concurso de Fanfarras e Bandas Marciais de Francisco Morato, Confraframo, é o maior concurso de Fanfarras e Bandas Marciais do Estado de São Paulo. O evento dura cerca de 15 horas e recebe fanfarras e bandas de todo o Brasil.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

ARAGUAÍNA - TOCANTINS

Araguaína é um município brasileiro do estado do Tocantins, Região Norte do país. Sua população estimada em 2018 era de 177.517 habitantes.
Segundo o historiador araguainense Raylinn Barros da Silva, a partir da criação da unidade federativa do Tocantins com a Constituição de 1988, Araguaína foi a maior cidade do estado durante os seus primeiros anos, tendo sido depois ultrapassada em aspectos populacionais por Palmas, capital planejada que nasceu junto com o novo estado. A sua localização mesopotâmica entre os rios federais Araguaia e Tocantins, a proximidade com os estados do Pará e do Maranhão, o fortalecimento da região econômica do MATOPIBA e os acessos rodoviário e ferroviário tornam a cidade um importante centro regional, que se destaca nos quesitos comercial, educacional, de saúde e de serviços.
História
Desbravamento
O livro 'A Transformação Histórica de Araguaína', obra organizada pelos historiadores Raylinn Barros da Silva e Cleube Alves da Silva - coletânea que reúne 15 capítulos de vários pesquisadores que abordam parte da história da cidade - informa que foram os índios carajás foram os habitantes primitivos da vasta região compreendida entre os rios Andorinhas e Lontra, afluentes da margem direita do Rio Araguaia, área que viria a constituir a maior parte do atual município de Araguaína. Os remanescentes dos carajás ainda habitam as margens do Araguaia em reservas indígenas sob a orientação da FUNAI.
O desbravamento da região tem como marco a chegada de João Batista da Silva e sua família, em 1876, procedentes da Vila de Nossa Senhora do Livramento de Paranaguá, atual município de Parnaguá, no Piauí. A família se instalou à margem direita do Rio Lontra, local que denominaram "Livre-Nos Deus", que expressava o temor do ataque de indígenas e animais selvagens. O desbravador trouxe consigo a esposa, Rosalina de Jesus Batista, e os filhos, dentre os quais, Tomás Batista da Silva, na época aos nove anos de idade, ao qual muitos atribuem, erroneamente, a fundação do município. Poucos meses após a chegada da família, ainda no mesmo ano, outras começaram a chegar e se fixar no mesmo local, o que formou um povoado o qual passaram a chamar de "Povoado Lontra" por localizar-se à margem do rio homônimo.
Os primeiros colonizadores se dedicaram inicialmente ao cultivo de cereais para subsistência. Posteriormente, no início do século XX, passaram a vender os grãos no Povoado Nova Aurora do Coco, atual município de Babaçulândia, a pouco mais de 60 km da região. Tentou-se ainda implantar a cultura do café como atividade predominante do povoado, mas foi abandonada pela dificuldade de escoamento da produção, decorrente da ausência de vias terrestres para transporte.
Municipalização
De acordo com o historiador Raylinn Barros da Silva, o povoado pertenceu inicialmente ao município de São Vicente do Araguaia, atual Araguatins, mas passou posteriormente para o município de Boa Vista do Tocantins, atual Tocantinópolis. Em razão do isolamento causado pela ausência de estradas, o povoado sofreu um longo período de estagnação que durou até o ano de 1925, quando se instalaram na região as famílias de Manuel Barreiro, João Brito, Guilhermino Leal, José Lira e João Batista Carneiro. As famílias recém-chegadas provocaram mudanças no povoado.
A primeira professora nomeada para o povoado foi Josefa Dias da Silva. Em 1936, criou-se o primeiro destacamento policial, cujo primeiro delegado foi o comandante Paulino Pereira. A primeira agência de vendas de passagens de ônibus foi criada em 1963 em uma sala do Hotel São Vicente, na Rua Cônego João Lima, que atendia as primeiras empresas interestaduais, como Expresso Braga, Rápido Marajó e Viação Jussara.
Com a criação do município de Filadélfia, em 1949, o então Povoado Lontra passou a lhe integrar, embora a sua denominação tenha mudado no mesmo ano para "Povoado Araguaína", cuja etnologia provém em homenagem ao Rio Araguaia, que atualmente delimita os municípios de Araguaína e Conceição do Araguaia, no Pará. Com a Lei Municipal nº 86, de 30 de setembro de 1953, o povoado se transformou em um distrito de Filadélfia. A instalação do distrito de Araguaína ocorreu em 1º de janeiro de 1954, quando foi nomeado como subprefeito (primeiro administrador), Cassimiro Ferreira Soares, permanecendo no cargo até janeiro de 1959 quando Araguaína deixou a condição de distrito e passou à condição de município. O município foi instalado oficialmente em 1º de janeiro de 1959, quando foi nomeado como primeiro prefeito, Henrique Ferreira de Oliveira, que governou a cidade até janeiro de 1961, quando assumiu o primeiro prefeito eleito de forma direta, Anatólio Dias Carneiro e seu vice, Raimundo Falcão Coelho.
Criação do Tocantins
Araguaína era a quarta maior cidade do estado de Goiás, de 1980 a 1986, estando logo atrás de Luziânia, Anápolis e Goiânia, e a maior da região separatista do Tocantins. Com a promulgação da Constituição de 1988 e a consequente emancipação do norte de Goiás, tornou-se a maior cidade do novo estado e a sua pretensa capital, mas não foi escolhida por fatores geográficos, sociais e políticos, principalmente por influência de José Sarney, então presidente da República, que, segundo o governo do estado na época, não queria prejudicar o desenvolvimento da cidade de Imperatriz, no Maranhão, a 250 km.
A inesperada escolha de Miracema como capital provisória por Siqueira Campos, então primeiro governador eleito do estado e um dos principais líderes do movimento pela emancipação, provocou uma revolta popular que interditou a rodovia federal Belém-Brasília por mais de um dia, deixando diversos carros e ônibus vandalizados. Miracema sequer manifestava a pretensão de se tornar capital, restando a disputa sobretudo entre Araguaína e Porto Nacional. O tumulto, protagonizado principalmente pela classe de caminhoneiros, somente encerrou após negociações envolvendo lideranças locais, incluindo o então prefeito Robson dos Santos, opositor de Campos e contrário à escolha de Miracema. À época, Santos denunciou que a decisão havia se dado por interesses imobiliários de empresas goianas financiadoras da campanha de Campos ao governo.
História recente
Araguaína passou a ser conhecida como a "Capital do Boi Gordo" na década de 90, com a consolidação de grandes propriedades rurais, destacando-se a criação de gado para cria, recria, engorda e abate, a produção leiteira e de produtos agrícolas. Nos anos 2000, passou a receber grandes empreendimentos imobiliários e investimentos na infraestrutura, sobretudo devido à inauguração de trecho da Ferrovia Norte-Sul em 2007 e às novas expansões da fronteira agrícola do MATOPIBA.
Em junho de 2013, acompanhando a onda de manifestações populares que se espalharam por todo o Brasil, cerca de 7 mil pessoas marcharam nas ruas de Araguaína contra a corrupção e por mais investimentos em gastos sociais, como em saúde e educação. Na ocasião, foram apreendidos artefatos explosivos, latas de tintas, barras de ferro, produtos incendiários e outros. A Polícia Militar contou com a colaboração direta de manifestantes pacíficos que conclamavam por ordem e paz na manifestação.
Clima
O clima do município de Araguaína é tropical semiúmido, do tipo "Aw" na classificação climática de Köppen-Geiger, com uma estação definida de chuvas, entre os meses de outubro a maio, e uma estação seca, entre os meses de junho a setembro, com precipitação anual acima de 1 800 mm. As temperaturas são elevadas durante todo o ano, com mínima de 20 ºC e máxima de 32 ºC, chegando aos 34 ºC em setembro.
Economia
Araguaína é um centro econômico forte e estratégico, indutor de desenvolvimento regional, inserido em uma das regiões que mais crescem atualmente no Brasil. Destaca-se por seu centro comercial varejista e atacadista, atendendo um mercado de 2 milhões de consumidores em um raio de 250 km. O comércio é alimentado pela força do agronegócio, cada vez mais profissionalizado e produtivo. A agricultura de precisão na produção de grãos e a pecuária de ponta movimentam as demais cadeias produtivas. O município conta com 6 frigoríficos exportadores, além de 2 unidades produtoras e de abate de frango. Na silvicultura, os mais de 100 mil hectares de floresta plantados, incluindo eucaliptos, seringueiras e madeiras nobres, geram oportunidade de negócios nos setores de movelaria, produção de celulose e de carvão.
Nos últimos anos, Araguaína recebeu grandes empreendimentos imobiliários de alto padrão e passou a se verticalizar. Foram construídos novos conjuntos habitacionais, com infraestrutura completa, atingindo a meta de 6 mil moradias erguidas em 4 anos. A mais recente revisão do Plano Diretor Municipal permitiu o crescimento ordenado da cidade, sem ocupações irregulares, além de uma gestão de águas moderna e com proteção às nascentes fluviais em sua área.
O município é cortado por 3 grandes linhas de transmissão energética nacionais e se localiza a 80 km de uma hidroelétrica. Recentemente, iniciou um programa de incentivos fiscais para a produção de energia solar, visando aproveitar a alta incidência solar da cidade.
Educação
O município é referência estadual em educação e também para o sul dos estados do Pará e do Maranhão. Por tal razão, estudantes de outros estados se deslocam para a cidade, que se ajustou nos últimos anos à faceta de cidade universitária. Além do ensino básico e fundamental, o município conta com 5 universidades, sendo 3 públicas (Universidade Federal do Tocantins, Instituto Federal do Tocantins e a recém-criada Universidade Federal do Norte do Tocantins, da qual o município será sede). O município apresenta também as maiores escolas técnicas e profissionalizantes do estado do Tocantins.
Destacam-se os cursos de Medicina, Direito, Administração e outros voltados principalmente à economia local, como Medicina Veterinária, Zootecnia, Logística, Cooperativismo, Turismo e Engenharia de Produção. A UFT oferece ainda os cursos de Matemática, Física, Biologia, Química, Letras, Geografia e História. O Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC), maior universidade particular da região, oferece os cursos de Administração, Agronomia, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Enfermagem, Estética e Cosmética, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Farmácia, Medicina, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Radiologia, Sistemas de Informação.
Turismo
Dentre os pontos turísticos da região urbana de Araguaína, destacam-se o Parque Cimba, o Lago Azul o Cristo Redentor e a Via Lago. Também são oferecidos diversos serviços de lazer, como paintball, cinemas, boates e grandes festas universitárias. Contudo, o forte do município é a exploração do ecoturismo, um dos segmentos que mais crescem no país segundo a Organização Mundial do Turismo. A cidade é privilegiada por suas belezas naturais, com fauna, flora e, principalmente, água abundante que forma belas paisagens. O seu potencial hídrico, formado principalmente por rios, cachoeiras, córregos e ribeirões nos arredores da cidade, proporciona diversos pontos de lazer em clubes e chácaras que oferecem diversão à população local e turistas. A 26 km do município se localiza a Cachoeira Véu de Noiva, onde se oferece áreas de camping, churrasco, campos de futebol, piscinas, sala de jogos, restaurante e quartos para aluguel, chegando a receber, em média, 250 pessoas nos finais de semana mais movimentados, como feriados.
Araguaína sedia uma das maiores e mais tradicionais cavalgadas do país, reunindo cerca de cinco mil cavaleiros e amazonas de várias partes do estado, com seus objetos e trajes tradicionais, como o berrante e a cabaça. Além destes, participam dezenas de comitivas de todo o Tocantins e mais de 100 mil espectadores (2014). As cavalgadas são eventos anuais que abrem a programação da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara), realizada nos meses de junho.
Durante o mês de julho, quando baixa o nível das águas do Rio Araguaia, inicia-se a temporada de praias do estado, o que incrementa consideravelmente a estrutura e os recursos oferecidos pelas secretarias regionais de turismo. As praias que surgem, muitas vezes ilhadas, são locais propícios para camping, festas, churrasco e lazer em família. As mais próximas são as do Garimpinho, do Genésio, dos Porcos e do Urubu, a cerca de 35 km da cidade e cujo acesso se dá pela rodovia estadual TO-226, mas se destacam também as praias de Araguanã e do Escapole, distantes cerca de 100 km da cidade, no município de Araguanã.
Cultura e lazer
Cinema
O primeiro cinema de Araguaína se instalou em dezembro de 1960, sob o nome de Cine Luz, localizado na Avenida Castelo Branco, sendo o seu proprietário Carlos Oliveira da Luz. Posteriormente, instalou-se também o Cine Natal, de propriedade da Igreja Católica, localizado na Praça São Luiz Orione. O primeiro foi desativado em meados de março de 1979, quando o seu proprietário se mudou para o Pará. O segundo, por sua vez, passou a ser alugado para particulares, restringindo a programação a pornografia e artes marciais. O fechamento se deu em 1985 por razões judiciais, após o locatário trazer uma trupe de atores para fazer sexo ao vivo, escândalo punido com a rescisão do contrato.
Durante os anos 2000, coexistiram como cinemas o Espaço Cultural, na Avenida Tocantins, e o Top Cine, na Cônego João Lima (centro). Mais recentemente, passou a operar também o Mobi Cine, na Marginal Neblina.
Esporte
Araguaína dispõe do Estádio Leôncio de Souza Miranda também conhecido como "Mirandão", administrado pelo governo estadual, com capacidade de até 15.000 torcedores e local de mando dos jogos do Araguaína Futebol e Regatas, fundado em 1997, e do Sociedade Desportiva Sparta, fundado em 2006. O primeiro, apelidado de "Tourão do Norte" por seus torcedores, chegou a ser a equipe de futebol de maior torcida do estado, tendo disputado o Campeonato Brasileiro da Série C (2011) e sido o primeiro time de futebol masculino do Tocantins, desde a criação do estado, a subir de série em uma competição nacional. O Sparta, por sua vez, conquistou em 2016 o seu primeiro título do Campeonato Tocantinense.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

ILHÉUS - BAHIA

Ilhéus é um município brasileiro do estado da Bahia. É a cidade com o mais extenso litoral entre os municípios do estado. Ilhéus foi fundada em 1536 como "Vila de São Jorge dos ilheos", e elevada a cidade em 1881. É conhecida por ambientar os romances de Jorge Amado, famoso escritor baiano, como Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim. É considerada a capital do cacau e denominada por seus habitantes como a "Princesinha do Sul". Sua economia baseia-se na agricultura, turismo e indústrias. Já foi o primeiro produtor de cacau do mundo, mas, depois da enfermidade conhecida como vassoura-de-bruxa, que infestou as plantações, reduziu consideravelmente a sua produção.
O centro da cidade se localiza em uma ilha formada pelos rios Almada - que se inicia na Lagoa Encantada que apresenta belas paisagens e elevado nível de preservação ambiental -, Cachoeira e Itacanoeira (ou Fundão) e ainda pelos canais Jacaré e Itaípe.
História
Período colonial
Por volta do ano 1000, as tribos indígenas tapuias que habitavam a região foram expulsas para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros portugueses à região, a mesma era habitada pela tribo tupi dos tupiniquins.
No século XVI, com a descoberta do Brasil pelos portugueses, o rei português dom João III doou vasta extensão de terra, 7 mil léguas quadradas, ao donatário Jorge de Figueiredo Correia, escrivão da corte real. A carta de doação foi foi assinada em Évora a 26 de junho de 1534. Ainda que se falasse da terra as maiores maravilhas, o donatário da capitania preferiu o luxo e o fausto da corte, e enviou o espanhol Francisco Romero para cuidar de suas terras e representá-lo na administração da capitania. De acordo com o historiador Vargnhagem, Francisco Romero era considerado um homem bravo e circunspecto e, para defender as terra a ele delegadas, enfrentou e pacificou os índios tupiniquins que se revoltaram diante da carta de doação da Capitania de Ilhéus a Jorge de Figueiredo Correia.
Francisco Romero se instalou primeiro na ilha de Tinharé, atual Morro de São Paulo; depois, descobriu a Baía do Pontal, se encantou e lá fundou a sede da capitania, dando-lhe o nome de São Jorge dos Ilhéos: São Jorge, uma homenagem ao donatário Jorge e Ilhéus, devido à quantidade de ilhas (ilhéos) encontradas no seu litoral (além das que, ainda existem hoje, como a Pedra de Ilhéus, Ilheusinho, Pedra de Itapitanga e a Ilha dos Frades), além dessas, a paisagem da baía também se caracterizava pelos morros do Pernambuco, Outeiro de São Sebastião, Rapa, grande e Itapins. Hoje, estes morros são conhecidos como Morro de Pernambuco, Morro do Outeiro de São Sebastião, Morro da Conquista e Morro do Pacheco . Instalada em 1535 na Ilha de Tinharé, antigo domínio da Capitania de Ilhéus, a sede administrativa logo se mudou para a região da Foz do Rio Cachoeira, a chamada Baía de Ilhéus.
O bom relacionamento entre colonizadores e nativos possibilitou a fundação da Vila de São Jorge dos Ilhéos que, em 1556, se transformou em freguesia por ordem de Dom Pero Fernandes Sardinha. Considerada por Tomé de Sousa como "a melhor coisa desta costa, para fazenda", a região se tornou produtora de cana-de-açúcar e ganhou muitas construções. Nos seus primeiros quinze anos, o progresso da vila era enorme e atraía todo tipo de pessoa. Jorge de Figueiredo doou pedaços de terra que se chamavam sesmarias a diversas figuras importantes do reino e, em 1537, doou uma sesmaria a Mem de Sá, que seria o terceiro governador-geral do Brasil, localizada no que foi chamado de Engenho de Santana, e onde hoje está localizado o povoado de Rio do Engenho.
Ainda restam vestígios deste engenho, que foi explorado pelos jesuítas, e onde está localizada a capela de Nossa Senhora de Santana, considerada a terceira igreja mais antiga do Brasil. Em 1551, com a morte do donatário, a capitania mudou de dono várias vezes e caiu no ostracismo, tornando-se apenas mais uma vila de pescadores na costa do país. Com a chegada dos ferozes índios aimorés, que passaram a atacar as plantações, Ilhéus sofreu um declínio econômico que resultou em decadência.
Em 1559 começa a 'Guerra dos Ilhéus' em que índios tupiniquins, tribo mais amiga dos portugueses, assassinam três portugueses para vingar a morte de um índio ocasionada por português. Em resposta, Mem de Sá inicia uma repressão violenta que resulta na 'Batalha dos Nadadores' em que índios tupiniquins atiram-se ao mar, na praia do Cururupe, e lutam até a morte com índios tupinambás, fieis a Mem de Sá.
Quando, em 1595, os franceses atacaram Ilhéus e foram repelidos, já existia, na entrada do porto, o fortim de Santo Antônio, transformado em 1611 em forte de pedra e cal.
No século XVIII a capitania estagnou e a lavoura reduzia-se a cana de açúcar. A terra ainda era cultivada pelos indígenas que caçavam e pescavam para os colonos receosos dos índios aimorés. A vila de São Jorge mantinha-se pobre, embora ainda fosse classificada como uma das melhores do Brasil pela fertilidade do solo, abundância de água e madeiras de lei, mesmo com a mudança de donatário resultantes de uma penhora.
Em 1754, o governo português acabou com o sistema de capitanias hereditárias e as terras brasileiras voltaram para as mãos do governo na metade do século XIX, as primeiras sementes de cacau foram trazidas do Pará pelo francês Louis Frédéric Warneaux, pois o cacau nativo da região amazônica, e plantadas na fazenda Cubículo, às margens do rio Pardo, hoje município de Canavieiras. Antes disso, não se tinha conhecimento da importância do chocolate na alimentação, e o principal produto cultivado era cana-de-açúcar, economicamente mais rentável.
Com a importação de mudas de cacaueiros da Amazônia e sua notável adaptação às condições climáticas da região, o município se viu diante de um novo eldorado. O cultivo do cacau passou a gerar um número sem fim de histórias, recheadas de cobiça, amores e lutas pelo poder, se transformando, posteriormente, em um terreno fértil para os romances de Adonias Filho e Jorge Amado, nos quais se narram as paixões desenfreadas dos coronéis por dinheiro, mulheres e terras.
No final do século XVIII, foi construído o canal do Itaípe pelo engenheiro naval François Gaston Lavigne, oficial do exército de Napoleão. Este canal foi construído para facilitar a passagem das canoas que traziam cacau da região do rio Almada para o embarque no porto.
Em meados de 1780 Ilhéus continuava com o mesmo aspecto de dois séculos anteriores: vegetava. A imagem de indignação foi compartilhada por diversos viajantes, como Ferdinand Maximilian Von Habsburg: "foram aparecendo pouco a pouco as casas de São Jorge dos Ilhéus, uma imagem de pobreza e de um difícil começo". A decadência econômica conduzia uma situação alarmante: não existiam escolas, casas de câmera, nem tão pouco cadeias.
Século XIX
Na primeira metade do século XIX o município conservava o mesmo aspecto de séculos anteriores: a economia continuava estagnada a beira do Atlântico, e apenas o engenho de Santa Maria, pertencente ao brigadeiro Felisberto Caldeira Brant, Marquês de Barbacena, demonstrava alguma prosperidade. Em 1836 Ferdinand Denis, em seu livro "Brésil" constata que a Europa não poderia imaginar a calmaria filosófica dos habitantes de Ilhéus que não desejavam nada além daquilo que o céu e lhe concedia. Para Ferinand, Ilhéus parecia perdida em prosperidade.
Em 1863 aconteceu a primeira eleição a bico de pena, ou seja primeira fraude eleitoral. No ano de 1866 a exportação do município para província atingia valor superior a 331 contos de reis e o cacau se tornava a principal fonte de renda, quase 32 mil arrobas vendidas a 5 mil reis, cerca de 159 contos. O desenvolvimento econômico começava a mudar o aspecto urbano da sede.
Em 28 de junho de 1881, Ilhéus foi elevada à categoria de cidade, numa ação referendada pelo Marquês de Paranaguá e, posteriormente, em 1913, a cidade foi transformada em bispado. Neste período, o governo brasileiro doou terras a quem quisesse plantar cacau e atraiu sergipanos e pessoas fugidas da seca, procedentes do próprio estado, ou de outras regiões do nordeste. Em dez anos, a população cresceu de uma forma expressiva. Plantava-se cacau em abundância e vieram pessoas buscando o eldorado. A região teve, então, seu aspecto totalmente modificado
Século XX: apogeu e decadência da cacauicultura
No início do século XX, a antiga vila de casas desalinhadas, dá lugar a palacetes, vinte e oito praças , diversas indústrias, agências de navegação e, além de exportar cacau , exportava também óleo de copaíba, couro, sabão, madeira para marcenaria, peixe seco, entre outros. Os principais povoados nesse período eram Pontal, Itabuna, Banco da Vitoria (criado em 1830), Almadina, Ariguatá, Cururupe, Iguape, Olivença, São João e Castelo Novo. No ano de 1914, uma forte tempestade, que resultou em uma grande enchente, danificou a estrada de ferro Ilhéus-Conquista, construída em 1904 pela firma Oliveira, Carvalho e Cia. tal acontecimento acarretou grandes prejuízos, mas a cidade conseguiu se recuperar mantendo posição de destaque entre as cidades baianas.
Nesta época, começaram a construção de belos edifícios públicos, como o Palácio do Paranaguá, que abriga até hoje a Prefeitura, e a sede da Associação Comercial de Ilhéus; belas casas, como a do coronel Misael Tavares e a da família Berbert, uma cópia do Palácio do Catete no Rio de Janeiro, e muitos outros.
Nem os conflitos sangrentos que se prolongaram por mais de um ano conseguiram frear o desenvolvimento de Ilhéus. O preço do cacau subia e as fortunas cresciam rapidamente. Gastava-se abundantemente e o champanhe francês era vendido como aperitivo nos bares. No ano de 1920 é inaugurada a primeira ponte de atracação do porto e um trecho de cais, além do Hospital São José.
Na década de 1920, Ilhéus fervilhava de pessoas, de dinheiro, de luxo e riqueza. Neste período, foi construído o prédio do "Ilhéos Hotel", o primeiro edifício no interior do Nordeste com elevador, uma obra ainda hoje imponente, e o Teatro Municipal, considerado, na época, um dos mais bem aparelhados do interior do Nordeste e fora das capitais, que esteve em ruínas, mas foi reformado. Os indivíduos de maior poder aquisitivo primaram pelo bom gosto e requinte, sempre muito atentos aos costumes e modas da Capital Federal, a cidade do Rio de Janeiro, e também aos praticados na Europa. Tudo vinha da Europa em navios.
Neste período, a exportação de cacau era realizada pelo porto de Salvador, acarretando problemas como dificuldade no embarque, perdas na qualidade e no peso do produto. Em 1924, os cacauicultores iniciaram, com recursos próprios, a construção do porto de Ilhéus, e a exportação do cacau começou a ser realizada na cidade, trazendo com isso a presença de estrangeiros e um intercâmbio cultural com países da Europa. Nesta época, vinham dançarinas, mágicos e também aventureiros para divertir as pessoas que possuíam dinheiro.
A cidade era movimentada, haviam cabarés, clubes noturnos, casinos que serviram de inspiração para o cenário dos romances de Jorge Amado. Uma época de muito dinheiro, luxo e desmandos. O grande fluxo financeiro originado pela produção e exportação do cacau, deu origem a peculiaridades no desenvolvimento da região da Costa do Cacau, região geoestratégica da Bahia. O desenvolvimento da produção e a busca por melhor qualidade desta commodity levaram as lideranças regionais e os produtores a criar a Comissão Executiva de Desenvolvimento da Lavoura Cacaueira, hoje órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com um importante centro de pesquisa, o Centro de Pesquisas do Cacau.
A demanda regional por educação superior, buscada nas década de 1940 e 1950 em Salvador, principalmente pelos filhos dos "coronéis do cacau", gerou o anseio pela implantação de faculdades e instituições de ensino superior na região. A Universidade Estadual de Santa Cruz é fruto desta demanda. Sendo, hoje, referência nordestina na formação de nível superior, firma-se como importante instituição de produção científica no nordeste, a segunda da Bahia, somente superada pela Universidade Federal da Bahia.
A partir da década de 1980, os ciclos de secas provocadas pelo fenômeno El Niño, os baixos preços internacionais e, por último, uma doença denominada vassoura-de-bruxa fizeram da cacauicultura uma atividade menos rentável. Se, para uns, isso representou tristeza e angústia, para a região, oportunizou o surgimento de outras atividades não vinculadas à monocultura cacaueira. Gradativamente, a atividade econômica da cidade de Ilhéus deixou de basear-se exclusivamente na agricultura, despertando sua vocação para o turismo, lazer e o setor de serviços. Paralelamente, como alternativa de desenvolvimento, foi implantado um polo industrial para a produção de equipamentos de informática
Geografia
Localizado na Região Cacaueira e Região Econômica Litoral Sul da Bahia, o município de Ilhéus é formado pelos distritos de Aritaguá, Banco Central, Castelo Novo, Couto, Inema, Japú, Pimenteira, Rio do Braço e Olivença. O município faz divisa ao norte com os municípios de Aurelino Leal, Itacaré e Uruçuca, ao sul com Una, ao sudoeste com Itabuna e Buerarema, ao oeste com Itajuípe e Coaraci, ao noroeste com Itapitanga e ao leste com o Oceano Atlântico.
Quanto ao relevo, o município se caracteriza por apresentar um contexto diversificado com: o planalto pré-litorâneo, planalto costeiro, tabuleiros costeiros e planície costeira. Ilhéus é constituída pelos morros de São Sebastião, Tapera, Vitória, Boa Vista, Conquista, Basílio, Esperança, Coqueiro, Amparo e Soledade, que impuseram restrições à expansão do município ao sul pela baía do pontal, ao norte pelos manguezais, pelo canal artificial Itaípe e pelo Rio Almada, e a oeste pelo Rio Itacanoeiros. Dessa forma, a área urbana é caracterizada pela presença de morros, colinas, fundos de vale e outeiros.
A Mata Atlântica é a vegetação predominante no município de Ilhéus, formada sobretudo por árvores de médio e grande porte e com biodiversidade incalculável. Além dessa vegetação, destacam-se as áreas de restinga, predominante na linha de praias, e uma grande faixa de manguezais, dentre os quais se destaca o manguezal do Rio Cachoeira, um dos mais extensos, cerca de 10 km. Nesta área se forma um estuário conhecido como Coroa Grande,onde se encontram o Rio Cachoeira, o Rio Santana e o Rio Itacanoeira, conhecido como Rio Fundão. Além destes rios, faz parte da rede hidrográfica do município de Ilhéus, a bacia do Rio Almada.
O município possui duas unidades de conservação, a APA da Lagoa Encantada e o Parque Municipal da Boa Esperança.
Clima
Como a maioria das cidades do litoral sul-baiano, possui um clima tropical úmido com médias pluviométricas anuais entre 2.000 e 2.400 milímetros, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano, sendo o verão o período de maior precipitação. Possui temperatura média compensada anual em tornos dos 25 °C, tendo, no período de inverno, média de 21 °C, com média das máximas de 26 °C e a das mínimas de 18 °C. Durante o verão, possui média de 26 °C, com médias máximas de 29 °C e mínimas de 22 °C.
Economia
Após a década de 1990, com a crise gerada pela monocultura do cacau, resultante da disseminação do fungo da vassoura de bruxa que dizimou toda a lavoura cacaueira da região sul da Bahia, surgiu a necessidade de alternativas de desenvolvimento econômico, dentre as quais destacam-se o turismo e o atividade industrial (a criação do polo de Informática).
O setor de turismo, com uma trajetória própria, foi sustentado pelas vocações do município, em especial as belezas naturais, a história e a cultura amplamente divulgadas nas obras literárias de Jorge Amado.
Junto este setor, cresceu também o setor de serviços associados ao turismo e lazer tais como: transportes, hospedagem, produção cultural e alimentação.
Outro setor no qual Ilhéus destaca-se em toda a Mesorregião do Sul Baiano, é o setor industrial. O município possui com um distrito industrial onde estão instaladas diversas indústrias para manuseio e transformação do cacau, além do polo de informática.
O polo de Informática surge de uma dinâmica oposta, figurando como uma intervenção do Governo do Estado, com o intuito de criar uma compensação pelas perdas ocasionadas com a crise do cacau na região. O Polo foi implantado em 1995 e tem fomentado a atividade industrial, melhorando os indicadores socioeconômicos da região (renda, emprego) e gerando maior competitividade da economia local.
Contudo, a escolha dessas alternativas, o Turismo e o polo de Informática, não reduz a evidência de que outros setores são essenciais para expandir a economia local e contribuir para o desenvolvimento do município, como o comércio e demais atividades/serviços, assim como a contribuição ainda significativa da cacauicultura.
A região cacaueira do sul da Bahia, Brasil, vem a mais de 20 anos buscando alternativa para superar a baixa rentabilidade das fazendas de cacau. Os reflexos dessa crise não atingiu o setor chocolateiro que cresce 4,5% em volume e 11,5% em valor. Diante dessa realidade, servindo como uma alternativa para mudar a realidade da região cacaueira, o Ministério da Agricultura criou incentivos para a industrialização do cacau por parte dos produtores, a partir da fabricação de cacau fino e de "origem", com sabor e aroma especial e com alto teor de cacau.
Além da produção de cacau, também tem crescido na região o cultivo da piaçava e do dendê.
A economia ilheense deverá experimentar uma nova onda de progresso econômico com a implantação de um novo porto, o Porto Sul, instalado em águas profundas, e a chegada da ferrovia integrada ao Ferrovia Leste-Oeste. Também está prevista a construção de um aeroporto capaz de operar voos internacionais.
Em julho de 2017, a cidade chinesa de Tianjin assinou um Memorando de Entendimentos com Ilhéus, como parte de um acordo de cooperação econômica, com foco na implantação de uma Zona de Processamento de Exportações, além de investimentos diversos, no município baiano. Desde então, as duas municipalidades tornaram-se cidades-irmãs.
Educação
Nos últimos anos, as opções de cursos de nível superior apresentou um expressivo crescimento, com a oferta de novos cursos na rede pública estadual e federal tanto a nível técnico como a nível superior. Paralelamente, é marcante o crescimento da presença de novas instituições de ensino não públicas disponibilizando cursos presenciais e à distância nas mais diversas áreas de atuação profissional.
Situada no bairro Salobrinho, na Rodovia BR-415 trecho Ilhéus-Itabuna, funciona a Universidade Estadual de Santa Cruz, no Campus Soane Nazaré de Andrade. Esta Universidade pública oferece 33 cursos, sendo 22 bacharelados e 11 licenciaturas, além de uma moderna e ampla biblioteca, laboratórios de ponta, hospital veterinário, estufas para estudos botânicos e outras instalações de grande porte.
Entre Ilhéus e Olivença (bairro de Ilhéus) localiza-se a Faculdade de Ilhéus. Sendo uma instituição privada, oferece nove cursos: Administração, Ciências Contábeis, Direito, Nutrição, Enfermagem, Odontologia, Psicologia, Engenharia civil e Engenharia de produção. Além do excelente espaço, disponibiliza uma biblioteca ampla e laboratórios bem aparelhados.
A faculdade Madre Thaís é privada e está localizada no Open Mall Gabriela Center, na Av. Itabuna. A faculdade oferece os cursos de administração, enfermagem, direito, biomedicina e logística. Também encontramos, na saída para Itabuna, próximo à rodoviária, a FTC EaD, que fica localizada no instituto de ensino Joana d'Arc, com os cursos de: administração, tecnólogo em segurança do trabalho, biologia, letras, história, pedagogia, dentre outros.
Na Escola Diretriz (Pontal), administrada pela Cooperativa de Professores Santa Rita, encontra-se o Polo de Apoio Presencial do Grupo Uninter em Ilhéus. Através das duas faculdades do grupo (Facinter e Fatec Internacional) o UNINTER oferece diversos cursos de graduação e pós-graduação na modalidade EaD.
No Instituto Brasileiro de Educação, Cultura e Turismo, Pontal - Ilhéus, também são oferecidos cursos superiores. O instituto é privado.
Ainda existem a Eadcon (no Colégio Nossa Senhora da Vitória) e a Unopar Ilhéus, em sede própria.
A Escola Técnica Federal - IFBA Campus Ilhéus oferece os cursos das modalidades Integradas, Subsequentes e Superiores. No nível médio da modalidade integrada poderá contar com três eixos de ensino o Técnico e Telecomunicações; Processos Industriais – Tec. Em Eletroeletrônico; e, Infraestrutura com o curso Tec. em Edificações.
Na modalidade PROEJA (Educação de Jovens e Adultos), de ensino médio, a área visada é a de Tecnologia da Informação com o a implantação do curso de Técnico de Manutenção e Suporte em Informática. E a modalidade subsequente deve seguir os mesmos eixos de ensino da modalidade integrada.
Na modalidade superior, a intenção é que sejam oferecidos os cursos de Licenciatura em Computação e Tecnólogo em Tecnologia e Automação Industrial.
O SENAI, localizado no bairro do Iguape, Distrito Industrial de Ilhéus, mantém instalações destinadas a formação profissionalizante nas áreas de montagem e manutenção de computadores, mecânica de automóveis e caminhões, mecânica pesada, eletricidade de alta e baixa tensão, eletromecânica e eletroeletrônico
Turismo
Capital turística da Costa do Cacau, é considerada por muitos, terceiro maior ponto turístico da Bahia.
O Município de Ilhéus tem potencial para se destacar como um polo turístico, em função de alguns atrativos artísticos, culturais, folclóricos, além de extensas áreas costeiras, vasto patrimônio histórico, festas e manifestações populares. A maior parte do patrimônio arquitetônico de Ilhéus está intrinsecamente relacionado à época de ouro da lavoura cacaueira.
Tal período é abordado nos romances de Jorge Amado e impulsiona o turismo cultural, na medida em que revela imagens que ilustram tanto aspectos culturais quanto econômicos, naturais, históricos e arquitetônicos da região. Neste contexto o leitor-turista tem especial interesse em conhecer e identificar locais habitados pelos personagens amadianos e, ao mesmo tempo, conhecer a história e a cultura da cidade. Nos romances, o escritor faz referências a bairros, ruas, praças, casas e igrejas da cidade que serviram de cenário para suas narrativas. Lugares como o Bar Vesúvio, a Igreja Matriz de São Jorge, a Catedral de São Sebastião, o Bataclan e o Antigo Porto.
Edificações e monumentos históricosBar Vesúvio; Bataclan; Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho - Av. Soares Lopes; Casa de Cultura Jorge Amado - Quarteirão Jorge Amado; Casario secular da Rua Antônio Lavigne de Lemos; Catedral de São Sebastião - Praça Dom Eduardo; Convento e Igreja Nossa Senhora da Piedade; Cristo - Av. 2 de Julho; Igreja Matriz de São Jorge - Praça Rui Barbosa; Museu Nossa Senhora da Piedade; Outeiro de São Sebastião; Palacete Misael Tavares - Quarteirão Jorge Amado; Palácio Episcopal - Alto Teresópolis; Palácio Paranaguá - Praça J. J. Seabra; Teatro Municipal de Ilhéus - Quarteirão Jorge Amado.
Praças - Praça Luiz Viana/ Praça Dom Eduardo; Praça J. J. Seabra; Praça Barão do Rio Branco; Praça Ruy Barbosa; Praça do Cadete; Praça Coronel Pessoa; Praça Cairu; Praça Castro Alves ou Praça da Irene.
Praias
A costa litorânea do município de Ilhéus possui uma extensão de 84 km, sendo considerada a maior do estado da Bahia. O litoral se estende desde o arraial do Acuípe, limite sul, tendo como divisor o rio Acuípe, até o povoado da Ponta do Ramo, ao norte, cujo limite é o rio Sargi. As praias não se sucedem de forma contínua pelo litoral, pois são interrompidas por formações rochosas e cursos d’água, como o rio Almada.
O litoral norte se caracteriza pelas áreas de preservação de mata atlântica e por praias com ondas fortes indicadas para práticas de esportes. Neste litoral encontram-se as seguintes praias: Ponta da Tulha, Joia do Atlântico, Mamoã, Ponta do Ramo, Sargi, Marciano, de São Domingos, do Malhado, da Avenida, do Cristo.
As praias do Sargi, Mamoã, Ponta da Tulha, Ponta do Ramo e a do Joia encontram-se inseridas na APA da Lagoa Encantada se caracterizam por apresentar orla exposta e rústica, e trechos em diferentes níveis de ocupação (trechos não-urbanizados, urbanizados e em processo de ocupação). Tais praias apresentam áreas de mata atlântica, restinga, brejo e rios, além da fauna silvestre (primatas e pássaros). Principais usos deste trecho são: hotelaria, moradia e lazer. O acesso à estas praias ocorre de forma indireta.
As praias de São Domingos e São Miguel sofrem processo de erosão em função das orlas do porto do Malhado. Nesta unidade situa-se o bairro de São Miguel uma península margeada pelo oceano Atlântico e o rio Almada apresenta residências fixas de veraneio com pequenos comércio cabanas de praias, restaurantes, pousadas e lojas de artesanatos. Nas praias do Marciano e do Malhado,(vila de pescadores) são encontradas atividades como a pesca artesanal, a mariscagem e o beneficiamento (defumação), bem como o estaleiro para o reparos de barcos utilizados pela comunidade.
Na área central do município se localizam a avenida Soares Lopes, a praia do Cristo e avenida Dois de Julho . Essa área é cercada por rios e praias e apresenta orla exposta em processo de assoreamento com ocupação consolidado e totalmente urbanizada de uso residencial, comercial,turismo,lazer e serviços. Tem como atributos naturais praias em mar aberto com vegetação de restinga herbácea em processo de regeneração e espécies vegetais introduzidas que compõe o Parque Burle Marx.
O Litoral Sul se caracteriza pela diversidade de paisagens, e são encontradas desde praias com formações rochosas às praias com grande extensão de areia intercaladas por rios, recifes de arenito e trechos com vegetação de restinga herbácea e arbustiva, coqueiros. O litoral apresenta trechos em diferentes níveis de ocupação (trechos urbanizados, em processo de ocupação e não-urbanizados) e de tipos de uso, como: hotelaria, lazer, comercial, residencial, cabanas de praias, clubes e transporte aéreo (aeroporto). O acesso às praias ocorre, em sua maior parte, de forma direta. Neste litoral encontram-se as seguintes praias: do Morro de Pernambuco, dos Milionários, do Cururupe, do Back Door, do Batuba, do Cai n’água, do Jairi, do Canabrava, Sirihyba e Acuípe.
Praia do Morro de Pernambuco é marcada pela presença de um farol, este trecho caracteriza-se como orla exposta não urbanizada cujos atributos naturais são rochas, vegetação de restinga herbácea, arbustiva e espécies exóticas.
A praia do Opaba se localiza entre o Morro do Pernambuco e a praia dos Milionários e Morro dos Navegantes. Sua orla é exposta e apresenta urbanização consolidada, possui como características naturais praias com recifes de arenito, vegetação de restinga herbácea e coqueirais. Apresenta uso diversificado: residencial, comercial, lazer e transporte aéreo (aeroporto). O acesso às praias ocorre, principalmente, de forma indireta.
Tanto a praia dos Milionários quanto a do Morro dos Navegantes apresentam orla exposta em processo de urbanização e ocupação residencial pouco adensada. Nestas praias destacam-se ainda os empreendimentos hoteleiros de pequeno e médio porte e adensamento desordenado de barracas de praias sem padronização. Acesso à praia é parcialmente livre. Sua cobertura vegetal caracteriza-se por fragmentos de restinga herbáceas, coqueirais e espécies exóticas. Sua ocupação está voltada para as atividades de turismo e lazer.
As praias do Cururupe e Back Door têm a orla exposta com ocupação pouco adensada e apresenta diversidade de paisagem que se alterna entre vegetação de restinga herbácea e arbustiva, coqueiros, mangues, recifes de arenito, praias e curso d`água. A praia de Back Door é a primeira praia do distrito de Olivença, possui areia grossa e é e frequentadas por praticantes de surf, devido as ondas fortes. Na maré baixa esta praia fica repleta de piscinas naturais de águas mornas.
Jubiabá, Batuba, dos Milagres e a Cai n’água são praias que apresentam orla exposta em toda extensão e ocupação urbana consolidada. Se caracterizam por paisagens que alternam praias rochosas, rios, morros, recifes, remanescentes de restinga e trechos com águas medicinais. Os usos mais presentes são os de hotelaria, moradia e lazer, além da presença de barracas de praia. Estas praias estão localizadas no distrito de Olivença, única Estância Hidromineral á beira mar do país.
Praia de Sirihyba é a última praia do litoral sul de Ilhéus. Sua orla é exposta e a ocupação está em processo de urbanização. Tem paisagem característica a alternância de praias rochosas, rios, dunas, manguezais e restinga. Essa praia apresenta como usos principais: residencial, residências de veraneio, comercial (barracas de praias), turismo e de assentamento de pescadores.
Outros pontos de interesse - Capela de Nossa Senhora Santana - Povoado Rio do Engenho; Igreja Nossa Senhora das Escadas - Distrito de Olivença; Estação de Rio do Braço - Distrito de Rio do Braço; Ponta da Tulha - Povoado de Ponta da Tulha; Lagoa Encantada - Povoado de Lagoa Encantada, Estrada Ilhéus/Itacaré - Lagoa natural de grande extensão situada a 12 km da entrada sul da estrada entre Ilhéus e Itacaré, ao fundo do condomínio Jóia do Atlântico. Muitas riquezas naturais provenientes do lago, diversas quedas d'água, área verde, comida típica e cultura local. A região ganhou destaque quando foi utilizada como cenário na Produção da telenovela Renascer exibida pela Rede Globo de 8 de março a 13 de novembro de 1993, ruínas da casa do personagem "Tião Galinha" ainda pode ser visitada pelos turistas; Estrada do Chocolate - Seu trajeto vai de Ilhéus a Uruçuca e o projeto prevê a implantação de dois pórticos: um na Terra de Gabriela e outro na BR-101. O objetivo é levar os turistas para a conhecerem o processo de produção do cacau e do chocolate, com visitas às fazendas, fábricas e lojas. Os atrativos, porém, oferecem muito mais que isso: passeios por reservas de Mata Atlântica, por localidades históricas, dentre outros locais como casarões dos séculos 18 e 19.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR - MARANHÃO

São José de Ribamar é o terceiro município mais populoso do estado brasileiro do Maranhão. Sua população é de 176.008 mil habitantes segundo censo do IBGE em 2016. Pertence à Região Metropolitana de São Luís. É um dos quatro municípios que integram a ilha de Upaon-Açu. Situada no extremo leste da Ilha, de frente para a Baía de São José, dista cerca de 32 quilômetros do centro da capital maranhense.
O nome da cidade é em homenagem ao padroeiro do Maranhão. Na cidade de Ribamar encontra-se um dos santuários mais importantes do Norte-Nordeste.
História
Primitivamente, foi uma aldeia indígena. O atual território do município era área tradicional da etnia indígena dos potiguaras. Seu nome atual decorre da seguinte história: um navio que vinha de Lisboa para São Luís desviou-se de sua rota e em plena Baía de São José, esteve ameaçado de naufrágio por grandes tempestades e vagalhões. Os tripulantes invocaram a proteção de São José, prometendo erguer-lhe uma capela na povoação ao longe avistada. Tal foi a contrição das súplicas, que imediatamente o mar acalmou-se. E todos chegaram a terra são e salvos. Para cumprir a promessa, trouxeram de Lisboa uma imagem de São José, entronizando-a na modesta igrejinha então erguida, de frente para o mar. Mas devotos residentes na antiga Anindiba dos indígenas, atual Paço do Lumiar, entenderam que a imagem deveria ser levada para a ermida daquela povoação. Sem que ninguém percebesse, realizaram seu intento. No dia seguinte, porém, viram que a imagem ali não mais se encontrava, pois voltara, misteriosamente, à capela de origem. Repetiram a transferência e colocaram pessoas a vigiar o santo, para que ele não voltasse a Ribamar.
São José, entretanto, transformando seu cajado em luzeiro, desceu da Igreja de Anindiba e, protegido por anjos e santos, regressou a Ribamar. E o caminho por onde ia passando o celeste cortejo, encheu-se de suaves rastros de luz. Somente assim compreenderam os moradores de Anindiba que o santo desejava permanecer em sua capela, de frente para o mar.
Tempos depois, quando da construção de uma nova igreja, resolveram fazê-la de frente para a entrada da cidade - intento não alcançado porque as paredes da igreja várias vezes ruíram, até que os fiéis compreenderam que ela deveria permanecer voltada para o mar.
Cultura
A Cultura de São José de Ribamar inclui eventos e tradições que vão desde festas à gastronomia. Vejamos alguns de destaque.
- Festa do Lava-Pratos - é uma festa de destaque da cidade e nada religiosa: no primeiro fim de semana após quarta-feira de cinzas, mais de 200 mil pessoas se reúnem para assistir um desfile dos tradicionais blocos do carnaval de São Luís.
O Lava-Pratos acontece sempre no final de semana após o carnaval tradicional. O evento é considerado como sendo o primeiro Carnaval fora de época mais antigo do país, além de encerrar oficialmente a temporada momesca no Estado.
- Religião - São José de Ribamar é um santo de grande devoção do seu povo. Daí a profusão de Josés e Marias de Ribamar entre os maranhenses que adotam "de Ribamar" como um segundo nome em homenagem religiosa. A festa do seu milagroso santo padroeiro é famosa e acontece durante dez dias, em data móvel do mês de setembro, sempre por ocasião da lua cheia.
- Cidade histórica - outro passeio de um dia, nos arredores da cidade é uma visita à cidade histórica de São José do Ribamar, distante 32 km do centro de São Luís. A cidade é o principal destino da fé no estado. A igreja da cidade, que só se manteve intacta quando foi construída de virada para o mar, homenageia o santo protetor dos pescadores. Cerca de 500 mil romeiros visitam Ribamar no mês setembro, quando depositam os ex-votos na Casa dos Milagres e visitam a estátua de 17,5 m, a terceira maior do Brasil, perdendo apenas para o Cristo Redentor (RJ) e Pe. Cícero (CE) erguida para o protetor.
Literatura a beira-mar - os atrativos são para todos os gostos. Da folia para a literatura. Anualmente, na última semana do mês de agosto, a cidade religiosa se rende a poesia com o festival Geia de literatura. Incentivar a leitura de grandes escritores e poetas maranhenses é o principal objetivo do Geia. O festival acontece desde 2000 e é organizado pelo Instituto Geia, organização não governamental sem fins lucrativos.
Festival do Peixe-Pedra - a culinária de São José de Ribamar tem sabor bem característico à base de frutos do mar (camarão, caranguejo, ostra, sarnambi, sururu e siri) e peixes de água salgada típicos da região, tais como pescada-amarela, corvina, bagre, tainha (sajuba, pitiu, urixoca), pescadinha, sardinha, urubarana, cabeçudo, baiacu (açu e pininga), peixe-galo, palombeta, solha, tibiro, caruaçu, jurupiranga, cambéu, mero, tralhoto, solha, paru, uriacica, bandeirado, guaravira, camurupim, moreia, amor-sem-olho, gurijuba, pargo, pampo, cabeçudo, cururuca, xaréu, jiquiri, cação, arraia, peixe-prata, camorim, uritinga, pacamão, cangatã, agulhinha, peixe-serra, entre outras espécies. Mas uma das iguarias do ribamarense é o peixe-pedra, muito abundante na região, que entre os meses de julho e agosto é realizado um festival onde servem este peixe cozido, frito, assado e escabeche. Além da gastronomia, na programação consta competições esportivas e programação cultural. O festival do peixe-pedra foi criado na administração João Alves da Silva (tirintintim). De 1996 a 2004, o festival não foi realizado. A retomada aconteceu em 2005, primeiro ano da administração do prefeito Luís Fernando. Além de propiciar cultura e lazer de qualidade aos maranhenses e turistas que se deslocarem até o município, o festival é considerado como um importante incentivador da economia local, cujo pilar está centrado na pesca artesanal.
Projeto peixe-boi - anualmente é realizado o festival do peixe-boi, na comunidade de Guarapiranga, zona rural do município de São José de Ribamar. O objetivo deste evento é divulgar e promover a interação entre as comunidades pesqueiras o Projeto Peixe-boi e parceiros. A comunidade está localizada em uma das principais áreas de ocorrência do peixe-boi-marinho (trichechus manatus) no Maranhão e onde o projeto peixe-boi foca suas atividades de monitoramento com o ponto fixo de observação desses animais desde 2001.
Futebol
Além do São José de Ribamar EC, que disputa profissionalmente, a pequena cidade maranhense conta ainda com várias equipes no amadorismo, como Agremiação Esportiva São Paulo FC (Campina), América FC (Trizidela do Maioba), Ass. Luso Brasileiro FC, Avenida Esporte Clube (Cruzeiro), Duguay FC (Mata), Esporte Clube Campinense, Esporte Clube Onze Amigos (J.Câmara), Esporte Clube Ribamar (São Raimundo), Joinville FC, Santos Dumont Esporte Clube, Santos de Olho D'água, Treze de Campinas Esporte Clube e, por fim, o Verona Esporte Clube.
Pontos turísticos
Os principais pontos turísticos de São José de Ribamar são: Monumento a São José de Ribamar; Igreja de São José de Ribamar; Gruta de Nossa Senhora de Lourdes; Casa dos Milagres; Museu dos Ex-votos; Loja de Artesanato; Cais de São José de Ribamar; Poço da Saúde; Centro de Cultura e Turismo (local de exposições mensais de variados temas); Balcão de Informações Turísticas (Praça da Matriz e Panaquatira); Mirante São José; Parque da Cidade; Praias do Meio, Guarapiranga, Araçagi, Panaquatira, Ponta Verde, Jararaí, Juçatuba, Caúra e Boa Viagem.