segunda-feira, 19 de setembro de 2022

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO

Lençóis Paulista é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localizado na região centro-oeste do Estado, a cidade está a uma altitude de 550 metros e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 68.990 habitantes. O município é formado pela sede e pelo distrito de Alfredo Guedes.
Possui a maior biblioteca do interior de São Paulo, uma instituição de ensino superior e duas escolas técnicas, uma do SENAI e outra da ETEC - Cidade do Livro.
História
Fundada em 28 de abril de 1858, Lençóis Paulista é conhecida como "Cidade do Livro", por possuir um número de livros em sua Biblioteca Municipal maior do que o número de habitantes. Atualmente, são mais de 150 mil livros.
Geografia
O território do município é drenado pelas águas do Rio Lençóis, principal manancial responsável pelo abastecimento de água da cidade. Também corta a área urbana o Rio da Prata (zona leste e zona sul da cidade).
Clima
Seu clima é o tropical de altitude, com temperaturas máximas próximas a 38°C entre novembro e fevereiro, e mínimas próximas a 3 °C entre junho e agosto.
Os municípios vizinhos são Macatuba, Pederneiras e Agudos ao norte; Borebi a oeste; Avaré e Botucatu ao sul; e Pratânia, Areiópolis e São Manoel a leste.
A hidrografia de Lençóis Paulista está assim composta: Rio Lençóis; Córrego da Prata; Córrego Corvo Branco e Rio Claro.
Economia
Na indústria, base econômica do município, têm destaque as produções de açúcar, álcool, celulose, óleo lubrificante, estruturas metálicas e alimentos: (massas, biscoitos, arroz, carnes, feijão, milho). A cidade é sede da Zilor, um dos maiores grupos sucroalcooleiros do país.
Na agricultura, as produções mais importantes são a cana-de-açúcar, o milho, o feijão e a madeira.
O comércio, por muitos anos dependente do município vizinho de Bauru, hoje é o setor que mais emprega mão de obra na cidade. A ACILPA (Associação Comercial e Industrial de Lençóis Paulista) desenvolve trabalhos em parceria com o SEBRAE, SENAI e a Prefeitura Municipal.[12] O município possui um Shopping Center e uma feira comercial e industrial anual, a FACILPA (Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Lençóis Paulista).
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

MOCOCA - SÃO PAULO

Mococa é um município brasileiro do estado de São Paulo, faz parte da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP), sendo uma das subsedes metropolitanas. A cidade de Mococa localiza-se no nordeste do Estado de São Paulo, distante 113 km de Ribeirão Preto a maior cidade da região. Sua população estimada em 2020 era de 68.980 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Igaraí e São Benedito das Areias.
Etimologia
O nome da cidade se origina da língua tupi e significa "casa de mocó", a partir da junção dos termos mokó ("mocó") e oka ("casa").
História
Fundação de Mococa

A história de Mococa se inicia durante a primeira metade do século XIX, quando errantes provindos de Minas Gerais, sobretudo de Aiuruoca e outros municípios vizinhos, sabendo da alta fertilidade do solo na região, iniciam o desbravamento das grandes matas virgens locais e dão inicio as primeiras ocupações. Gerando, subsequentemente, grandes propriedades para o cultivo do café e utilizando-se de mão de obra escravizada africana no processo.
Como principais fundadores, destacam-se Gabriel Garcia de Figueiredo, o "Barão de Monte Santo" e Venerando Ribeiro da Silva, responsável pelo traçado urbanístico das ruas e praças do município emergente.
Introdução do Café
No cerne do período imperial, o povoado, até então conhecido como São Sebastião da Boa Vista, o nome original de Mococa, é elevado à condição de capela curada, no ano de 1841. Poucos anos depois, em 1846, é implantada a primeira lavoura cafeeira, gerando assim, a ocupação e o desenvolvimento urbano e rural.
A primeira igreja de Mococa, posteriormente conhecida como Matriz Velha, foi construída também em 1846, dedicada à São Sebastião, o padroeiro da cidade. Por sua rusticidade, acaba perdendo relevância durante o fim do século XIX. Deste modo, monta-se uma comissão incluindo nomes do alto escalão político e econômico de Mococa, incluindo o Barão de Monte Santo, para a inauguração de uma nova Matriz, fato ocorrido em 1896.
A antiga igreja matriz veio a ser demolida em 1919, dada suas precárias condições. Sendo reconstruída em 1921, com estilo arquitetônico eclético, pela iniciativa de Iria Josepha da Silva e seu marido, Francisco Figueiredo. Tendo sua arquitetura projetada pelo renomado arquiteto italiano Gherardo Bozzani.
Passou, em 1857, a ser considerado uma freguesia. Em 1871, passou à condição de vila e em 1875, pela iniciativa de Gabriel Garcia de Figueiredo junto ao governo imperial, veio a ser considerada oficialmente uma cidade.
Desenvolvimento e Imigração
Após 1888, data da abolição da escravatura, fez-se necessária a substituição da mão de obra escrava. A cidade passou, então, a receber uma massa de imigrantes, em sua esmagadora maioria de italianos (cerca de 10.000) e, em menor escala, de alemães, austríacos, espanhóis, portugueses e libaneses.
A partir da década de 1890, Mococa passou pelo seu período áureo, com as riquezas geradas pelos produtores de café proporcionando grandes avanços para a cidade, como a construção da Matriz Nova, a igreja de São Sebastião e o início das operações da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, responsável por escoar a produção cafeeira para o mercado externo e pela chegada dos milhares de imigrantes que Mococa receberia, para trabalhar nas fazendas de café, ao longo das décadas seguintes. O último trem da estação mocoquense partiu em 1966.
Como resultado, houve uma fusão cultural e cosmopolita em pleno "sertão do pardo", período este conhecido como a "belle époque caipira", qualificando Mococa como uma das cidades produtoras do melhor café do Brasil. A florada civilizadora do café tornou os cafeicultores da cidade parte da elite social brasileira.
Crise e Declínio do Café
Porém, entre 1914 e 1918, período da Primeira Guerra Mundial, ocorreu a desorganização do comércio internacional, desestruturando a economia cafeeira devido à retração dos mercados consumidores. Crise que se acentuaria com o Crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929.
A partir desse período, os fazendeiros passaram investir na criação de gado de leite. Em 1932, a cidade foi um dos fronts da Revolução constitucionalista no conflito entre mineiros e paulistas.
Bruno Giorgi
Nascido em 1905, no antigo Hotel Terraço, o escultor mocoquense Bruno Giorgi saiu de Mococa com os pais, imigrantes italianos, ainda criança, rumo à Itália.
Em 1983, já em idade avançada e com uma experiência de vida intensa pelo mundo das artes, retorna à sua terra natal pela primeira vez, desde sua infância.
Este renomado escultor deixou em sua cidade, como homenagem, duas importantes obras: A Mulher de Mococa, na praça Marechal Deodoro e Os Fundadores, na praça Epitácio Pessoa, ambas localizadas no centro histórico de Mococa.
Turismo
Mococa, cidade histórica dotada de rico patrimônio histórico e cultural, eventos de reconhecimento a nível nacional e grande potencial ecológico, integra a região turística Caminhos da Mogiana e possui cinco segmentos principais de turismo, sendo estes: cultural, rural, ecoturismo, eventos e turismo religioso.
Histórico e Cultural
- Centro Histórico: contando com inúmeros casarões históricos bem preservados do período áureo do ciclo do café, dos anos 1890 á década de 1920. Além da imponente Igreja Matriz de São Sebastião, de 1896, o coreto central da praça, que recebe a apresentação, aos domingos, da tradicional Filarmônica Mocoquense, fundada no ano de 1892. Bem como a Igreja Nossa Senhora do Rosário e as esculturas 'A Mulher de Mococa' e 'Os Fundadores', ambas do renomado escultor mocoquense Bruno Giorgi.
- Cinema e Teatro: o antigo Cine Theatro Central, hoje Teatro Municipal, foi o cinema original do município, tendo o seu último filme exibido no fim da década de 1970. Já o Cine Mococa, também tradicional, fundado em 1959, tem uma das maiores telas de projeção do Brasil e substituiu o antigo Cine Theatro, se tornando predominante em Mococa. Possuindo arquitetura chamativa, característica dos cinemas clássicos dos anos 50 e 60. Além de pinturas internas na sala principal do artista e historiador mocoquense Carlos Alberto Paladini.
- Casa de Cultura Rogério Cardoso: fundada no ano de 2010, no antigo prédio, datado de 1929, da Sociedade Italiana Doppo Lavoro e, posterior, escola estadual Francisco Garcia, a Casa de Cultura leva o nome de um dos mais renomados e conhecidos mocoquenses: o ator e comediante Rogério Cardoso. Possuindo diversos acervos e exposições, rotativos e permanentes, bem como diversas aulas, oficinas e palestras abertas ao público.
Turismo Rural e Ecológico
Sendo um dos segmentos de maior proeminência no município. Conta com dezenas de fazendas históricas, cujo estilo e arquitetura variados de seus casarões preservam a história e memória dos coronéis do ciclo do café, fundadores de Mococa.
Atualmente, as fazendas abertas ao turismo rural, e as suas principais atividades desenvolvidas são: Fazenda Buracão: lazer, recreação e educação ambiental; Fazenda Nova: passeios a cavalo e cavalgadas; Fazenda Prata: acampamento de férias e lazer infantil; Fazenda Santo Antônio da Água Limpa: vivência e imersão rural e Fazenda Ambiental Fortaleza: estágio e experiências Agroecológicas. Todas oferecem hospedagem, alimentação típica da gastronomia mineira e diversos atrativos como: trilhas históricas e ecológicas, cachoeiras, passeios de cavalo e charrete, além de barco e caiaque, bem como tirolesa e recreações variadas.
Parque Ecológico São Sebastião: localizado próximo ao centro, o parque conta com diversas trilhas próprias para crianças, jovens e adultos. Além de minas de água potáveis provindas diretamente do lençol freático. Possuindo também, extensa biodiversidade em fauna e flora regional. As visitas são acompanhadas por um guia especializado. Portanto, é necessário agendamento prévio.
- Cachoeira do Itambé e Mirante das Areias: com queda de 84 metros de altura, é uma das maiores cachoeiras de todo o estado de São Paulo. Já o Mirante, com 1270 metros de altitude, possui vista 180 graus, sendo possível observar várias cidades da região. Além de contar com acesso gratuito e estacionamento adaptado. Ambos se localizam em um planalto, com matas preservadas, na divisa entre o distrito mocoquense de São Benedito das Areias e o munícipio de Cássia dos Coqueiros.
Eventos Tradicionais
- Troféu Chico Piscina: tradicional campeonato de natação brasileiro de abrengência internacional, organizado e sediado pela Associação Esportiva Mocoquense, desde o ano de 1969. Reúne atletas nas categorias infantil e juvenil com suas delegações representando seus estados e países. Com estrutura própria, contando com cinco piscinas, sendo uma delas olímpica.
- Exposição Agropecuária de Mococa: conhecida também como Expoam, é um evento de ocorrência anual realizado no parque municipal José André de Lima. Contando com diversos shows de artistas renomados, exposições agropecuárias, rodeios e leilões, além de parque de diversões e praça de alimentação.
- Caminhada da Fé de Santa Rita de Cássia: evento de ocorrência anual, vem atraindo milhares de pessoas da cidade e de toda a região para expressarem sua fé e devoção a santa, percorrendo as paróquias municipais durante todo o período da madrugada, e finalizando com uma missa na Capela de Santa Rita, na onde é servido um café da manhã aos participantes.
- Caminho da Fé: rota tradicional de peregrinos com destino a cidade de Aparecida do Norte (SP). Mococa integra o Caminho da Fé sendo um dos ramais de acesso e possuindo meio de hospedagem oficial, o Plaza Hotel, oferecendo credenciais aos peregrinos que ali hospedam. Contando também com um portal turístico localizado na Capela Nossa Senhora de Aparecida, no bairro de mesmo nome.
Economia
A economia da cidade e variada, classificada como estância hidro mineral, tem grande potencial para o turismo, porem além do turismo a cidade também oferece grande porte na área das indústrias, o que gera a maioria da renda na cidade.
Clima
O clima de Mococa é o tropical com invernos secos (Aw na classificação de Köppen) com temperatura média anual de 23,1°C, tendo a média das máximas de 28,8°C e a média das mínimas de 16,9°C. A precipitação pluviométrica média anual é de 1560,2 mm. O mês mais quente é outubro, com média das máximas de 31°C e o mês mais frio é junho, com média das mínimas de 13°C. O mês mais chuvoso é dezembro, com precipitação média de 273,7mm, seguido de perto por janeiro, com 267,1mm e os meses menos chuvosos são julho e agosto com 21,5 e 23,2mm, respectivamente.
Educação
Possui as escolas técnicas estaduais do Centro Paula Souza, a ETec Francisco Garcia e a ETec João Baptista de Lima Figueiredo. Possui duas faculdades: a Faculdade de Tecnologia, onde são ministrados os cursos "Informática com Ênfase em Gestão em Negócios", "Informática com Ênfase em Banco de Dados e Rede de Computadores" ,"Agronegócio", "Gestão Empresarial" e "Gestão da Tecnologia da Informação" e a Faculdade da Fundação de Ensino de Mococa, onde são ministrados os cursos de Administração Geral, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Pedagogia, Letras e Matemática.
Referência para o texto: Wikipédia ; SP Cidades - A força do interior .

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

ESCADA -PERNAMBUCO

Escada é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Distante a 60 km da capital pernambucana, Recife, é o município mais populoso de sua microrregião e um dos principais da Microrregião da Mata Meridional Pernambucana. Conhecida como "Princesa dos Canaviais", apelido que remete ao passado dos grandes engenhos de cana de cana-de-açúcar instalados na região. Além da rica história e da beleza arquitetônica dos velhos engenhos, Escada tem atrativos naturais como quedas d`água, nascentes de riachos, bicas, corredeiras e alguns resquícios da Mata Atlântica brasileira.
Sua população, segundo estimativas do IBGE em 2021, era de 69.701 habitantes. Seu território tem uma extensão de 347.197 quilômetros quadrados e é cortado pelo Rio Ipojuca, pela BR 101, uma das mais importes do país, e, futuramente, também pela Transnordestina. Outrossim, possui uma localização estratégica por estar a apenas 40 Km do Porto de Suape e outras cidades importantes.
Etimologia
O nome "Escada" provém da capela erguida por missionários da Congregação do Oratório, vinda de Portugal para a catequese dos indígenas. Como a capela estava localizada no alto do terreno, foi construída uma escada para dar acesso a um "nicho" em louvor a Nossa Senhora da Apresentação, que ficou conhecida como Nossa Senhora da Escada.
História
O povoamento da região, que viria a ser futuramente o município de Escada, partiu de uma aldeia de indígenas das tribos Potiguaras, Tabujarés e Mariquitos.
eoriza-se que, durante as Invasões Holandesas no século XVII, essa população nativa fugiu para o interior do estado, incluindo o território escadense. Não se sabe ao certo a data de sua fundação, porém é por volta de 1680 que os padres da Congregação do Oratório, que habitavam o Convento da Madre de Deus, receberam a missão de catequizar os indígenas. Assim, em 1685 o território foi intitulado de Aldeia de Nossa Senhora da Escada de Ipojuca.
Os padres da Madre de Deus tinham a incumbência de fornecer a direção espiritual e moral para nativos, que logo foram levados a erguer um oratório no alto da colina ao redor da qual estendia-se o aldeamento. Todavia, em decorrência do relevo acentuado, foi necessária a construção de uma escada em degraus, cavada na argila. Dessa forma, pelo apelo monumental que a escada possuía, decorre a possível origem da nomenclatura de Nossa Senhora da Escada, dada à Padroeira do Oratório, e do município.
Por vários documentos escritos e segundo relata o historiador Sebastião Galvão, verifica-se que em 1757 já era povoação e que fazia parte da freguesia de Ipojuca. Sua população crescia de forma acelerada de dia após dia - não apenas de índios, mas também de colonos que eram atraídos pelas terras férteis. Extinto o aldeamento em 1773, os índios foram mandados, por ordem do Governador João da Costa Souto Maior, para a então colônia de Riacho de Matos.
Em virtude da Carta Régia de 27 de abril de 1786, teve Escada o procedimento de freguesia, sendo o seu território desmembrado da paróquia de Ipojuca a que pertencia. O distrito de Escada foi criado pela Carta Régia de 27 de abril de 1786 e por Lei Municipal em 6 de março de 1893. A Lei Provincial nº 326, de 19 de abril de 1854, criou o município de Escada, com território desmembrado do município do Cabo de Santo Agostinho. A sede municipal foi elevada à cidade pela Lei Provincial nº 1.093, de 24 de maio de 1873.
Geografia
Relevo e solo

Segundo estudos realizados pelo professor Jurandyr Ross, divulgados em 1995, através de dados obtidos pelo sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de Minas e Energia, o relevo escadense está na classificação de Planícies e tabuleiros litorâneos. Na cadeia de estruturas geológicas da Terra, o município encontra-se em uma região de bacia sedimentar - formações rochosas decorrentes da estratificação de sedimentos. Ademais, o solo é caracterizado como sendo Argissolo, ou seja, apresenta baixa atividade de argila e taxas de acidez elevadas. Por tratar-se de uma área de planície, o terreno como um todo não apresenta picos muito elevados; o ponto mais alto é o da Pedra Americana, localizado a mais de 400 metros acima do nível do mar, de onde é possível ter uma vista panorâmica da paisagem.
Clima
Característico da sua região, a Zona da Mata, o clima escadense possui elevadas taxas de pluviosidade e precipitação entre os meses de março e agosto, sendo classificado como tropical húmido. Não há variação extrema da temperatura e o verão costuma ser quente e seco, com poucas nuvens. Segundo o site Weather Spark, levando em conta o índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Escada e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao fim de outubro.
Hidrografia
Escada possui o em seu território os rios Jaguaribe e Sapucaji, afluentes do Rio Ipojuca. No âmbito nacional, o território escadense está inserido na região hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental. No âmbito estadual, também faz parte das bacias hidrográficas Ipojuca e Sirinhaém. O Rio Ipojuca, que corta a cidade em dois grandes blocos, tornou-se um ícone para cidade, principalmente por causa da Ponte Atalaia.
Economia
Dados da Agência Condepe/Fidem confirmam o setor industrial como a principal atividade econômica dessa cidade, representando 37% do PIB, seguido pelos setores de agropecuária e serviços. O Distrito Industrial João Gouveia da Silva conta com várias empresas como a Tigre e a GhelPlus, estando em constante expansão, recebendo outras grandes empresas como a Umaflex. Outrossim, em 2017 o IBGE criou uma nova forma de organizar os municípios e regiões brasileiras em regiões geográficas intermediárias e imediatas. Dentro desse arranjo Escada ficou localizada na Região Geográfica Intermediária do Recife, a maior do Norte-Nordeste, contendo uma população de 5.713.883 habitantes e um PIB nominal de 135,014 bilhões de reais em 2018. Em 11 de setembro de 2018 houve uma atualização para o incremento da Região Geográfica Imediata de Escada-Ribeirão. Assim, é possível vislumbrar a localização privilegiada da cidade, levando em conta a sua região e seus acessos.
Turismo
Construções Históricas
Casarões, engenhos e usinas

Escada conta com dezenas de construções históricas e as casas-grandes dos engenhos chamam a atenção por sua imponência, o que leva a cidade a carregar o apelido de "terra dos barões". Entretanto, as surpresas não se limitam apenas a estética, levando em conta os ric moradores desses locais: a elite pernambucana. Diversas personalidades nacionais e internacionais importantes viveram, hospedaram-se ou até nasceram nesses engenhos. Dentre dos vários casarões do século XIX, merecem destaque a casa grande do Engenho Limoeiro Velho (local em que foi gravado o filme Riacho do Sangue), a Casa-Grande de Jundiá (local onde nasceu e viveu o pintor escadense Cícero Dias) Casa Grande de Canto Escuro, Casa-Grande de Sapucaji, Casarão de Frexeiras e Engenho Conceição de Cima.
Igrejas e capelas
As igrejas e capelas da igreja católica em Escada também possuem imenso valor histórico e arquitetônico. Datada do ano de 1874, a Igreja Matriz é o cartão postal da cidade, é principal ícone e surpreende por sua beleza, tanto que em 27 de dezembro de 2021 a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Escada foi elevada pela Arquidiocese de Olinda e Recife à condição de Santuário. Outrossim, no distrito de Massauassu é possível encontrar a belíssima Capela Nossa Senhora do Carmo, além de tantas outras nos engenhos.
Trilhas, banhos e cachoeiras
Por estar em uma área de Mata Atlântica, o município ainda preserva alguns tesouros naturais. É possível conectar-se com a natureza fazendo trilhas ecológicas e caminhadas na zona rural. Ainda vale ressaltar as lindas cachoeiras, muitas apropriadas para o banho, que são encontras nas matas. Também há diversos banhos e piscinas que estão a disposição para o lazer dos visitantes.
Festas e eventos
Durante todo ano são realizados vários eventos e festividades na cidade. Em fevereiro o período de carnaval é bem agitado e blocos tradicionais saem para as ruas, é considerado o maior carnaval da Mata Sul de Pernambuco. Em maio comemora-se a data de Emancipação Política do município, contando com shows de grandes artistas. Em junho as festas juninas são festejadas pela população. Em novembro a festa de Nossa Senhora da Escada é comemorada pela Igreja Católica, onde há a montagem de um parque de diversões no centro da cidade. Também tem congressos realizados pelas igrejas evangélicas e cavalgadas
Museus
Espaço Cultural Museu Cícero Dias e o Museu do Turismo Rural de Escada
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

FERNANDÓPOLIS - SÃO PAULO

Fernandópolis é um município brasileiro situado no noroeste do estado de São Paulo, localizado a uma altitude de 535 metros. Tem uma população de 69.116 habitantes (IBGE/2019) e área de 549,797 km². Fernandópolis se localiza a 554 km da cidade de São Paulo. O município é formado pela sede e pelo distrito de Brasitânia.
História
Fernandópolis foi fundada em 22 de maio de 1939. Em 1938, Carlos Barozzi fundou o patrimônio que levou seu nome, mais tarde denominado Brasilândia. Próximo a este núcleo, Joaquim Antônio Pereira determinou o levantamento topográfico de uma área destinada à implantação do patrimônio Vila Pereira, tendo erguido um cruzeiro em 1939, e construído uma capela, mais tarde demolida para construção da Igreja matriz. Em 1943, as vilas receberam a visita do interventor federal Fernando Costa, que governou o estado de São Paulo entre 1941 e 1945. Por sugestão deste, os fundadores uniram as vilas, dando origem a Fernandópolis, cujo nome foi escolhido em homenagem ao Interventor.
Em 30 de novembro de 1944, Fernandópolis foi elevada a distrito do município de Tanabi. Em 1 de janeiro de 1945, o distrito foi elevado a município. De 1945 a 1948, o município era formado pelos distritos de Fernandópolis, Jales e Pedranópolis.
A criação de gado em Minas Gerais e no sul de Mato Grosso forçou o estabelecimento de uma ligação entre Sant'Ana do Paranaíba e a região em desbravamento no interior: a Estrada Boiadeira. Atravessando o rio Paraná, a Estrada Boiadeira ligava o atual Mato Grosso do Sul à região e, orientando-se pelo curso do rio São José dos Dourados, servia para conduzir as tropas e o gado a São José do Rio Preto e daí atingir Barretos, forte entreposto de comercialização, reduzindo o trajeto até então utilizado, via Uberaba.
Os caminhos das Estradas Boiadeiras permaneceram por longo tempo as únicas vias de penetração do povoamento do chamado Sertão de Rio Preto, e desse modo, foi a Estrada Boiadeira que conduziu os primeiros colonizadores a Fernandópolis.
Vegetação
Conforme descrição encontrada no mapa de vegetação de 1993 do IBGE, fornecido pelo Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais, encontram-se no município de Fernandópolis os seguintes grupos de vegetação no domínio da Mata Atlântica: encraves de cerrado com estepe e zonas de tensão ecológica (contato entre tipos de vegetação – áreas de transição situadas entre tipos distintos de vegetação possuindo características ambíguas, podendo haver locais com características predominantes de cerrado e outros de mata) e floresta estacional semidecidual (mata caducifólia – porcentagem de árvores decíduas varia entre 25 a 50%).
Observa-se ainda na área de abrangência do DEPRN-4 (Fernandópolis e região), tipos genéricos de vegetação nativa, tais como: floresta estacional semidecidual primária; floresta estacional semidecidual secundária, em seus vários estágios; floresta estacional secundária ribeirinha (matas ciliares ou mapa ripária) em seus vários estágios; floresta paludosa (mata de brejo); floresta com característica de transição mata – cerrado, em seus vários estágios; agrupamentos arbóreos e árvores isoladas.
Hidrografia
A hidrografia de Fernandópolis está assim composta: ao norte: córrego da Estiva, córrego Santa Rita, córrego Barreirão, córrego da Lagoa e ribeirão Pádua Diniz; a leste: córrego das Pedras e ribeirão São Pedro; a oeste: córrego Santa Rita, córrego da Taboa, córrego Lageado e ribeirão Jagora;e ao sul: rio São José dos Dourados.
Clima
Fernandópolis possui um clima tropical semiúmido com inverno seco e verão chuvoso. Segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO/SP), desde fevereiro de 2009 a menor temperatura registrada em Fernandópolis foi 4,2 °C em 4 de agosto de 2011 e a maior atingiu 42,2 °C em 4 de outubro de 2020. O maior acumulado de chuva em 24 horas chegou a 107,2 mm em 7 de dezembro de 2009.
Economia
O café foi, durante muitos anos, a principal fonte de renda, mas devido aos diferentes tipos de solo e a necessidade do próprio abastecimento, foram sendo introduzidas novas culturas, destacando-se o algodão, milho, amendoim e arroz.
Atualmente, o setor de serviços representa 67,69% da riqueza gerada no Município. A indústria corresponde a 29,35% e o setor de agropecuária, cerca de 2,97%.
Fernandópolis é uma cidade economicamente agrícola, comercial e industrial. Dos estabelecimentos econômicos, 44% pertencem ao setor comercial, 27% estão no setor de serviços e 5% no setor industrial. Porém, o setor de serviços é responsável pelo maior número de empregos formais, isto é, 39% do número de vagas. Apesar da importância da indústria e comércio na economia regional, a agropecuária ainda é a principal fonte de dinamismo econômico.
A renda que movimenta o setor de comércio e serviços do município é proveniente da agricultura do município de Fernandópolis. A produção agrícola do município e região está concentrada em culturas temporárias, com amplo destaque para o cultivo da cana-de-açúcar, representando cerca de 44% do total da área cultivada. Dentre as culturas permanentes, a laranja e outros citros são responsáveis pela maior parte do valor gerado. É também de grande importância para a região a bovinocultura de corte e leite, atividades que atingiram conjuntamente mais de 23% do total do valor da produção agropecuária.
Infraestrutura
Educação
Ensino superior

Fernandópolis possui duas universidades: Universidade Brasil e Fundação Educacional Fernandópolis - FEF.

Com estas duas instituições, Fernandópolis oferece os cursos da saúde, humanas e exatas. Com destaque para os cursos de Medicina, Engenharia Civil, Administração, Enfermagem, Contabilidade, Medicina Veterinária e Odontologia (único na cidade e região a possuir nota máxima no MEC).
Estima-se que Fernandópolis possui, em suas duas faculdades, cerca de 15 mil estudantes de mais de 50 cursos de graduação.

Fernandópolis possui de diversos pólos de Educação à Distância, sendo eles: UNISA - Universidade de Santo Amaro; UNIP - Universidade Paulista e UNISSEB-COC.
Turismo
Água Viva Thermas Club Hotel

O Água Viva Thermas Clube Hotel possui piscinas de águas minerais termais, piscina infantil com cascata, piscina de biribol, bar, tobogãs, quiosques para churrasco, quadras poliesportivas, quadras de tênis, quadras de gatebol, área para caminhadas, restaurante, lanchonete, mesas de bilhar, pingue-pongue,fazendinha,hospedagem. Esse complexo deu o apelido de Cidade das Águas Quentes para Fernandópolis,é uma das riquezas da região.
Orquestra de Sopros de Fernandópolis - OSFER
Situada em Fernandópolis, terra de talentos, sua maior riqueza vai muito além dos celebrados concertos que realiza: ela é a alegria de seus integrantes e o poder de transformação da música! A orquestra possui um núcleo educacional idealizado pelo diretor artístico Luís Fernando Paina, escola de música voltada para educação musical, onde atende 150 crianças e jovens, oferecendo, gratuitamente, aulas de música. Graças a este núcleo educacional, a instituição conta com três Orquestras de Sopros: Orquestra do Futuro (nível iniciante), Orquestra do Amanhã (nível intermediário) e a Orquestra de Sopros de Fernandópolis, além dos grupos de flauta doce e musicalização infantil. “OSFER – Orquestra de Sopros de Fernandópolis. Fazendo música e transformando vidas!” A Orquestra de Sopros de Fernandópolis (OSFER) vem realizando um trabalho musical e cultural de excelente qualidade, tanto que seu trabalho vem sendo elogiado e consagrado dentro do cenário musical por vários profissionais da área, como os maestros Dario Sotelo, Marcelo Jardim, Pablo Dell’oca Sala (Argentina) e Carlos Ocampo Chaves (Costa Rica), Alexandre Travassos (compositor oficial da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo), por cantores da MPB, como Guilherme Arantes e Flávio Venturini, e renomados instrumentistas, como o trombonista João Paulo Moreira (Teatro Municipal de São Paulo) e o saxofonista Leo Gandelman (Rio de Janeiro), que participaram como solistas convidados de uma série de concertos. A OSFER já realizou inúmeros concertos pelo Estado de São Paulo, destacando-se o “Circuito Instrumental Elektro”, a “Virada Cultural Paulista” e Projetos Musicais em parceria com o SESC de São José do Rio Preto. A temporada anual conta com: concertos didáticos, workshops de música, concertos com solistas, “Viagem Musical”, apresentações cívicas e inúmeros concertos abertos ao público.
Exposição Agropecuária
Conhecida nacionalmente como uma das maiores feiras agropecuárias e festival de montarias em touros e cavalos de todo o Brasil. Todo ano, sempre em maio - mês do aniversário do município -, milhares de pessoas visitam Fernandópolis para conhecer e/ou participar da feira.
A grande novidade para 2014 fica por conta da nova arena de rodeio, sendo a maior arena de rodeio 100% coberta do brasil, durante os 11 dias de festa mais de 370 mil pessoas passam pelo recinto de 280 mil². O recinto dispõe de estacionamento para mais de 15 mil veículos; Em 2018 a festa ocorrerá entre os dias 17 a 22 de maio, um novo formato que se inicia terminando a tradição de 11 dias. O Presidente da festa, Gustavo Sisto, anunciou essa redução em virtude do modelo que vem sendo implantado em festas de peão de todo o país, como na vizinha cidade de Jales, que já foi a 2ª maior festa de peão do país, Votuporanga, Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto. Tendo em vista que a Expô com seus longos 11 dias tinha frequentadores apenas no último final de semana, ficando com o seu início e meio com um público escasso, causando prejuízo aos organizadores e barraqueiros, reduzir os dias foi uma atitude louvável para a festa que estava perdendo sua essência.
Enduro a pé
Organizado pelo Rotary Club de Fernandópolis Nova Era, o Enduro é como uma corrida, tendo como partida sempre um ponto conhecido no município, e percorrendo zonas como florestas, riachos e campos. Os grupos recebe mapas, ganhando e perdendo pontos se passar ou não passar por "PCs" (pontos de contagem), se define o vencedor. Mais de cem grupos se inscrevem, mas há apenas 10 grupos vencedores.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 6 de setembro de 2022

CAPANEMA - PARÁ

Capanema é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º11'45" sul e a uma longitude 47º10'51" oeste, estando a uma altitude de 24 metros. Localizado na região nordeste do estado do Para com uma população estimada em 2020 e de 69.431 habitantes.
Etimologia
A origem do nome Capanema se deu por ocasião da construção da rede telegráfica construída pelo engenheiro Guilherme Schüch, o barão de Capanema. O nome do rio Capanema também foi dado em sua homenagem, pois este descansava com sua equipe à beira do rio durante os intervalos de trabalho.
História
O marco inicial do povoamento foi o sítio Arapeua. O nome do rio e da Vila foram dados em homenagem ao Barão de Capanema, Guilherme Schüch,.
O Barão era mineiro, da freguesia de Antônio Pereira (município de Ouro Preto), nascido em 1824, filho do austríaco Rochus Schüch (integrante da comitiva da Imperatriz Maria Leopoldina de Áustria).
Schüch em 11 de maio de 1852 fundou o Telegrapho Nacional, sendo o primeiro e único diretor. Este comandou a instalação das primeiras redes telegráficas do norte do Brasil.
O município obteve um grande impulso para o seu desenvolvimento econômico com a chegada da Estrada de Ferro de Bragança em 1907, que realizava o escoamento de sua produção agrícola, ligando o município aos portos da capital Belém e da cidade de Bragança, além de realizar o transporte local de passageiros. A ferrovia foi desativada em dezembro de 1964 e extinta no ano seguinte, em 1965.
Formação administrativa
Em 1900, as injunções políticas da época fizeram com que, fosse extinto o Município de Quatipuru e seu território anexado aos municípios de Salinópolis e Bragança.
Em 1902, ocorreu à restauração, ano em que foi criado o distrito de Capanema, com a Lei Municipal nº 832 (de 24 de outubro de 1902), ligado ao município de Quatipuru.
Em 1908, a sede do Município de Quatipuru passou a denominar-se Siqueira Campos, voltando à primitiva denominação em 1910.
Em 1911, o distrito de Capanema administrativamente está ligado ao distrito de Mirasselvas.
Em 1930, a sede de Capanema passou a denominar-se Siqueira Campos, Em 1938, o topônimo foi mudado para Capanema.
Geografia
Capanema está distante 160 km de Belém pela rodovia (BR 316). É um dos municípios mais desenvolvido da Região Bragantina do Nordeste Paraense, atrás somente de Bragança. Uma das principais atividades econômica do município é a fabricação de cimento, sendo a fábrica de cimento Nassau a primeira do estado do Pará. Capanema é a cidade que possui melhor desenvolvimento econômico da Região Bragantina, isso pode ser comprovado pelo PIB per capita que está acima da média regional. Porém ainda existem grandes problemas na infraestrutura local, como pavimentação de vias, esgoto e abastecimento de água.
Economia
É considerada uma cidade-polo pela sua localização geográfica e pelas suas taxas de IDH e de PIB per capita. Possui comércio bem desenvolvido, capaz de atender a vários municípios da região, há inúmeros consumidores vindos de municípios vizinhos que aquecem a economia local, o que deixa o centro comercial da cidade com grande movimento.
A cidade possui um estádio, chamado Estádio Leandro Pinheiro.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

ESTÂNCIA - SERGIPE

Estância é um município brasileiro no estado de Sergipe, Região Nordeste do país. Localiza-se no litoral sul; destaca-se como um dos principais centros regionais sergipano e sua população estimada em 2018 era de 68.804 habitantes.
A cidade também é conhecida por seus sobrados azulejados, sendo que atualmente todos se encontram em situação de conservação deplorável. Outro ponto que merece nota são as suas tradicionais festas juninas e o barco de fogo, bem como ser a terceira maior economia do Estado, perdendo apenas para Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. É também o segundo maior polo industrial do Estado e tem um dos maiores comércios da região.
Toponímia
A toponímia da cidade é de origem castelhana que significa fazenda de gado,
entretanto, estância em castelhano, também significa parada na jornada, lugar onde os
navios estão ancorados no porto, e se analisarmos a geografia de Estância, veremos que
ali se encontra o último porto dentro do complexo fluvial Real Piauí.
 
História
Quem primeiro desbravou as terras foi Pedro Homem da Costa e nelas edificou uma capela, dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe, santa que nos consta, é, também, a Padroeira do México. Entre os mexicanos, Estância é uma propriedade de criação de gado e os seus ocupantes são chamados de estancieiros, daí o nome adotado por Pedro Homem da Costa: Estância. A ocupação de semaria aconteceu através de uma carta assinada pelo Capitão-mor João Mendes em 16 de setembro de 1621 e era um povoado de Santa Luzia.
Estância recebeu muita influência de origem africana de escravos que vieram para trabalhar nos engenhos de açúcar da povoação e arredores. Também recebeu imigrantes do Norte de Portugal (Minho, Douro e Traz os Montes) e uma minoria de imigrantes espanhóis vindo majoritariamente da Galícia.
Durante boa parte do século XX foi a segunda maior cidade de Sergipe, perdendo essa posição a partir dos anos 1970 quando outras cidades do interior começam a ter forte desenvolvimento como Lagarto e Itabaiana, além de dois municípios do entorno da capital: Nossa Senhora do Socorro e a histórica São Cristóvão, no entanto a mesmo continua em forte progresso, considerada como o maior polo industrial do Estado, sendo portanto, uma das maiores cidades deste.
O município recebeu atenção da mídia por ser onde ocorreu a queda do Piper PA-28 prefixo PT-KLO em 27 de maio de 2019, especificamente no povoado de Porto do Mato, vitimando os três ocupantes da aeronave, dentre eles o cantor Gabriel Diniz. O aparelho seguia de Salvador com destino a Maceió.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Aracaju e Imediata de Estância. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Estância, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Sergipano.
Clima
Estância tem clima tropical, com os meses de maior calor sendo janeiro, março e dezembro e os meses mais chuvosos sendo maio, junho, julho, agosto e setembro. Temperatura Máxima: 32 °C; Temperatura Mínima: 24 °C; Temperatura média anual: 25 °C
Hidrografia
Constituem a hidrografia de Estância: Rio Piauitinga - 4.256,24 km; Rio Piauí – 3.993,21 km
Economia
Setor primário
- Agricultura – destaca-se a cultura do coco e da mangaba
- Pecuária – bovinos, ovinos
Setor secundário
- Indústrias – indústria alimentícias, têxteis. metalúrgicas, cerveja, sucos, químicas, perfumarias, indústria vidreira etc.:
Setor terciário
- Comércio, serviços, bancos, turismo e setor público.
Patrimônio cultural
O IPHAN em 27 de julho de 1962 tombou a Casa à Praça Rio Branco nº. 35. Sobrado colonial que possui telhado em quatro águas com beirais e cimalha de madeira. No térreo possui quatro portas e três janelas alternadas de vergas curvas e ombreiras de madeira. O segundo pavimento possui sete janelas com balcões em balaustradas em madeira. As fachadas laterais do pavimento superior possuem janelas semelhantes às da fachada principal. A fachada posterior apresenta o prolongamento do piso superior sobre pilastras de alvenaria. O prolongamento tem pé direito baixo e oito janelas geminadas de construção mais recente. O único exemplar acautelado em nível federal, incluído no livro de tombo histórico, na verdade, uma homenagem à rica história de Estância. E também mostra a predileção do órgão federal por bens coloniais em detrimentos dos ecléticos, fato que só foi superado a partir dos anos oitenta.
Entretanto, são os sobrados e casas azulejados, muitos tombados pela Secretária de Cultura do Governo do Estado de Sergipe, que se destacam na paisagem urbana. Citamos os imóveis:
- Rua Capitão Salomão nº.67; Rua Pedro Soares nº. 442 (ou Cap. Salomão nº 84) - (imóvel que sofreu recentemente uma séria descaracterização com mutilação do pórtico com gradil metálico e destruição do interior do pavimento térreo); Rua Capitão Salomão nº. 122; Rua Capitão Salomão nº. 136; Rua Capitão Salomão nº. 227; Rua Capitão Salomão nº. 228; Rua Capitão Salomão nº. 256; Rua Duque de Caxias nº. 339; Rua Capitão Salomão nº. 162;
Também são tombados pelo Governo Estadual a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a pintura em óleo sobre tela Misericórdia e Caridade de autoria de Horácio Hora do Hospital Amparo de Maria.
Alguns desses imóveis citados estão em estado inadequado de conservação. E vários outros sobrados ou trechos urbanos mereceriam ter sido incluídos na lista do Patrimônio Estadual, e talvez nacional, porém foram destruídos ou deformados. Muitas vezes reação de aversão da própria população contra a figura do tombamento e seus efeitos sobre a propriedade do imóvel.
Infelizmente, a Prefeitura Municipal nunca tomou atitudes a fim de preservar o rico acervo arquitetônico, paisagístico e urbanístico da cidade de Estância, compostos por sobrados azulejados, coloniais, casas ecléticas, art-déco, e até alguns bons exemplares de arquitetura modernista. Igrejas e acervos sacros. Fábricas e vilas operárias. E o próprio espaço urbanos com suas ruas, praças, texturas e cores. Pior, muitas vezes os prefeitos incentivaram a destruição ou a desinformação quando pregam que o tombamento engessa a cidade.
Por fim, o município ainda possui exemplares remanescentes de antigos engenhos de cana-de-açúcar. O ciclo da cana-de-açúcar e o engenho tiveram papel significativo na formação econômica e social do povo sergipano e o sul do estado também participou ativamente da economia açucareira.
Atualmente, Estância é umas maiores e mais importante cidade do Estado contanto com um diversificado Comercio, bem como um grande parque Industrial , tornando assim, a nível de Estado, um grande polo da Região.
Hidrovias
Transporte de passageiros do Porto do Saco do Rio Real (Porto do Mato) até Mangue Seco na Bahia; passeio de Escuna pelas margens ribeirinhas.
- Porto – O porto de Sergipe, Terminal Marítimo Inácio Barbosa - TMIB, localizado na Barra dos Coqueiros, a 15 km de Aracaju, ocupa uma área de 200ha e abriga as instalações de apoio e sistemas de infraestrutura. Conta ainda com terminal de passageiros, servindo de entrada marítima no Estado, isto a 80 km da cidade de Estância.
Referência para o texto: Wikipédia e Observatório Geográfico da América Latina .

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

GOIANÉSIA - GOIÁS

Goianésia é um município brasileiro do estado de Goiás, Região Centro-Oeste do país. Localiza-se na região central do estado e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2021, era de 72 045 habitantes.
História
Goianésia recebeu status de município pela lei estadual nº 747 de 24 de junho de 1953, com território desmembrado de Jaraguá.
Economia
A cidade vem se destacando como um polo de produção sucroalcooleira, tanto no cenário regional como no cenário nacional. Há três importantes usinas de álcool e açúcar: Goianésia (inicialmente chamada Monteiro de Barros e fundada em 1961), Jalles Machado (fundada em 1980) e, a mais recente, Codora (Unidade Otávio Lage). Apesar dessa grande força no campo industrial, há, atualmente, uma notável diversificação da economia, com destaque para o comércio.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[8] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Porangatu-Uruaçu e Imediata de Ceres-Rialma-Goianésia. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Ceres, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Goiano.
Numa área de 1.700,90 quilômetros quadrados, distante de Goiânia (capital estadual) 170 quilômetros e de Brasília (capital federal) aproximadamente 208 quilômetros. O município é banhado pelos mananciais do Rio dos Peixes, Rio dos Bois e Rio dos Patos. As temperaturas médias anuais variam de 22 a 25 graus.
O município possui dois distritos, o distrito-sede de Goianésia e o distrito de Natinópolis, e cinco povoados: Juscelândia, Cafelândia, Morro Branco, Barreiro (Limoeiro) e Campo Alegre.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1984 e 2008, a menor temperatura registrada em Goianésia foi de 4,9 °C em 10 de junho de 1985, e a maior atingiu 39,5 °C em 15 de setembro de 2007. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 132,5 milímetros (mm) em 30 de janeiro de 2006.
Referência para o texto: Wikipédia .