sexta-feira, 15 de novembro de 2024

MEDIANEIRA - PARANÁ

Medianeira é um município brasileiro localizado na região oeste do Paraná. Sua população apontada pelo Censo de 2022 do IBGE é de 54.369 habitantes.
A distância rodoviária entre a cidade e a capital Curitiba é de 581 quilômetros.
Etimologia
A etimologia do nome tem origem religiosa, sendo uma homenagem à Nossa Senhora Medianeira, padroeira do município. De acordo com o etimologista Aquilino Ribeiro, o termo "Medianeira" pode ter o significado de aliada, árbitra, protetora ou ainda que intercede (intervém) a favor de alguém.
História
Origens e colonização

A história de Medianeira iniciou-se no século XIX, com a construção da Colônia Militar do Iguaçu, no dia 23 de novembro de 1889, cujo projeto foi elaborado pelo engenheiro militar José Joaquim Firmino.
O Território Federal do Iguaçu foi criado por força do Decreto-Lei Federal nº 5.812, de 13 de setembro de 1943. Durante a vigência do então território federal, Medianeira passou a fazer parte da nova unidade federativa. Porém, com a extinção do território federal, Medianeira passou a integrar de novo o atual estado do Paraná.
A colonização pela empresa Industrial Agrícola Bento Gonçalves originou o município. Esta companhia teve a idealização dos empresários Alberto Dalcanale, Luiz Dalcanale e Alfredo Paschoal Ruaro, que foram os fundadores da empresa Pinho e Terras, em área comprada na antiga área de influência da família Matte, que em 1918 requereu e conseguiu a concessão de milhares de alqueires de terras na região.
Povoamento e formação administrativa
O povoamento foi baseado em migração vinda do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, incentivada pela propaganda paulista "Marcha para o Oeste", que visava a acomodação da mão de obra sulista. Como o crescimento do povoado, em 31 de julho de 1952, por força da Lei nº 99, foi transformado em Distrito Administrativo. Desde então, passou a integrar como distrito do território municipal de Foz de Iguaçu.
A Lei Estadual nº 4.245, de 25 de julho de 1960, de autoria do governador do Paraná Moysés Lupion de Tróia, desmembrou Medianeira de Foz do Iguaçu, transformando-o em município., que foi oficialmente instalado no dia 28 de novembro de 1961, com a posse de Ângelo Da Rolt como primeiro prefeito e dos membros da Câmara o Presidente da câmara dr vereadores, eleitos pelo voto popular.
Geografia
O clima de Medianeira é subtropical úmido, com temperatura média anual de 19 °C. O mês mais quente é dezembro com máxima pouco superior a 30 °C e o mais frio julho com mínima próxima dos 8 °C. As chuvas são abundantes durante o ano todo, não havendo a ocorrência de uma estação seca. O índice pluviométrico do município é de 1 920 mm/ano, sendo o mês mais chuvoso, e outubro e agosto os menos chuvosos.
Hidrografia
O município possui oito rios, que em média totalizam uma vazão aproximada de 35 173 litros por segundo. São eles: Alegria, Ouro Verde, Ocoy, Feijão Verde, Laranjita, Represa Grande, Barreirão, Sábia e Caranguejo e Dourado. Além de dezesseis córregos e cinco sangas.
O principal curso de água da cidade é o rio Alegria, utilizado pela Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) para realizar a captação de água para o abastecimento da cidade. Outro é o rio Bolinha, que se encontra quase totalmente canalizado. O rio Ocoy, mais caudaloso que os dois anteriores, tem seu curso apenas na zona rural do município.
Economia
A economia de Medianeira é pautada pela indústria, prestação de serviços e produção agropecuária.
A Indústria responde por 5% de CNPJs com 224 das empresas, o Comércio por 30%, com 1.355 empresas, e os Serviços por 65%, com 2.940 empresas.  Com relação às MEI´s o município possui hoje 2.607 empreendedores individuais que começam também a evoluir e ganhar escala.
Mas o setor da economia mais aquecido e que movimenta toda uma cadeia produtiva é o Agronegócio, com 1.890 propriedades agrícolas, que está presente em todo processo de produção de alimentos, de marcas fortes, de agroindustrialização, de commodities, exportação e de geração de empregos e renda, culminando em muita riqueza para o campo e para a cidade. É o Agronegócio que sustenta e faz a roda girar no sentido de ter tantas empresas de serviços no nosso município, e como tal deve ter suas demandas atendidas e sanadas, no curso dos próximos anos, a começar pelas estradas rurais.
é um exemplo do desenvolvimento da região Oeste do Paraná. Conseguiu a melhor classificação no grupo Indicadores Econômicos entre as cidades de pequeno porte nessa segunda edição do anuário As Melhores Cidades do Brasil.
Completando sete décadas em pleno desenvolvimento, Medianeira é conhecida como Portal do Mercosul devido a sua localização geográfica privilegiada, com rodovias que dão acesso à capital Curitiba, aos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além dos países vizinhos Paraguai e Argentina.
Educação
Ensino Superior

A cidade conta com o campus Medianeira da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Também está presente no município faculdade particular UDC Medianeira, pertencente ao mesmo grupo da UDC da cidade de Foz do Iguaçu.
Os inúmeros segmentos da inovação vêm se estabelecendo fortemente em Medianeira e se consolidando com o início das atividades do CIENTECH – Parque Científico e Tecnológico campus Medianeira, capitaneado pela UTFPR
Turismo
O município se desenvolve também no turismo, principalmente no turismo rural, onde é possível vivenciar a vida no campo e saborear os deliciosos cafés produzidos na região.
Medianeira realiza anualmente o Festival da Carne Suína, desde 1996, sempre no mês de agosto.
Religião
A Padroeira do Município é Nossa Senhora Medianeira, que recebe anualmente, no dia 31 de maio, uma procissão luminosa, saindo de algum bairro da cidade e terminando a procissão na Igreja Matriz com a Missa. A festa paroquial acontece em um domingo anterior ou sucessor ao dia 31 de maio, tendo início com a missa na igreja matriz, que é seguida de almoço no pavilhão, e matinê no turno da tarde/início da noite.
Com 548 metros de altura, o Morro da Salete, oferece uma vista panorâmica do município de Medianeira e também do Município de Matelândia. Além disso, o Morro da Salete conta com a comunidade Nossa Senhora da Salete, e esta por sua vez possui uma imagem de Nossa Senhora da Salete, com mais de 1 metro de altura, motivo que leva muitos devotos a Nossa Senhora subirem este morro a pé para agradecerem graças alcançadas, após pedidos feitos a esta Santa.
Morro Espigão do Norte
O morro do Espigão do Norte é o ponto mais alto de Medianeira com 510m do nível do mar. É um mirante natural com vista para o lago de Itaipu, Medianeira e região. Tem uma grande área gramada para piqueniques e acampamento.
Esporte
A cidade de Medianeira possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, dentre eles o Clube Esportivo Social União Medianeirense e o Medianeira Esporte Clube.
Referências para o texto: Wikipédia ; Guia Medianeira .

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

XIQUE XIQUE - BAHIA

Xique-Xique é um município brasileiro do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Está situado à margem direita do Rio São Francisco que abriga um porto de grande importância para economia da região.
Seu nome refere-se ao cacto xiquexique, muito comum na região. A grafia correta do nome da cidade seria Xiquexique, designação do arbusto que lhe deu origem. No entanto, documentos oficiais grafam seu nome com hífen, contrariando normas ortográficas em vigor.
Sua população, conforme censo do IBGE do IBGE de 2022, era de 44.757 habitantes.
História
Durante a administração do Governador Tomé de Souza passou por esta região uma expedição exploradora. No século XVII surgiu a fazenda praia ao Cabo da Ipueira de propriedade do português Theobaldo Miranda Pires de Carvalho. Antes de terminar o século XVII um grupo de garimpeiro da Serra do Assuruá, instalou-se na ilha do Miradouro nascendo ali o primeiro núcleo de populacional habitado por europeus.
Quando o século XVIII surgiu já havia sido construído nas proximidades da Ipueira um pequeno templo dedicado ao Senhor do Bonfim, fora um cumprimento de uma promessa feita por um tropeiro. Em 1714 Dom Sebastião Monteiro da Vide, arcebispo da Bahia, assinou um ato que elevava a capela de Chique-Chique à categoria de freguesia. Em pouco tempo a comunidade era um arraial em franco crescimento.
Quando o Brasil separou-se politicamente de Portugal, a área que se tornaria município de Chique-Chique contribuía com a economia do império do Brasil, principalmente com a produção de ouro e pedras preciosas dos garimpos da serra do Assuruá. O Conselho Provincial da Bahia achou por bem criar o município em 06 de julho de 1832, desmembrando-o de Jacobina com o nome do Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique, em 23 de outubro de 1837.
Chique-Chique ganhou o título de cidade em 12 de junho de 1928 em ato assinado pelo governador Vital. O município de Chique-Chique foi emancipado no período da história brasileira conhecido como “Período das Regências”, Chique-Chique teve um diretório municipal do partido liberal, outro do partido conservador além de um regimento da Guarda Nacional.
Desde a emancipação de 06 de julho de 1832 ou a instalação oficial do município com o nome de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique, em 23 de outubro de 1834, o município foi administrado pelo Poder Legislativo. Os vereadores eram em número de sete e seu mandato era de dois anos. Quem fosse escolhido pelos colegas para presidente da mesa-diretora da Câmara Municipal era o responsável pela direção geral do município.
Em 1853 foi criada a Comarca de Chique-Chique, foi extinta em 1879 e restaurada em 1915.
O conselheiro Luís Viana foi promotor de justiça da Comarca de Chique-Chique, entre 1872 e 1878, e um dos proprietários da tricentenária fazenda Carnaíba, localizada a sudeste da sede municipal. A partir da Proclamação da República, em 1889, e da Constituição Republicana, em fevereiro de 1891, é instituída a figura do intendente que passa a ser chamado de prefeito. O primeiro intendente municipal de Chique-Chique foi o coronel Gustavo Magalhães Costa. Antes de 1928 (quando a vila foi elevada a cidade), foram intendentes: João Martins Santiago, Ciro Medeiros Borges, José Adolfo de Campo Magalhães, Manoel Teixeira de Carvalho, e outros.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Irecê e Imediata de Xique-Xique-Barra. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Barra, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale São-Franciscano da Bahia.
Clima
Em Xique Xique, o verão é curto, escaldante e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é seco e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 36 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 37 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Xique Xique e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao início de outubro.
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 14 de setembro a 1 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Xique Xique é outubro, com a máxima de 35 °C e mínima de 23 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,1 meses, de 7 de junho a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 33 °C. O mês mais frio do ano em Xique Xique é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 32 °C, em média.
Economia
Xique-Xique é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 184 admissões formais e 212 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -28 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 8 novas empresas em Xique-Xique, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa.
Na cidade de Xique-Xiqueos setores econômicos que se destacam são Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Comércio Varejista, e Atividades de Atenção à Saúde Humana.
Educação
O município de Xique-Xique conta com diversas escolas públicas sendo municipais e até mesmo estaduais, como a Escola Cecília Meireles (com educação do maternal ao ensino médio) e o Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães ou mais conhecido como "Modelo". Nele há uma biblioteca com um grande acervo de livros e também uma quadra esportiva onde os alunos realizam atividades.
Lazer
Em Xique-Xique a principal atração turística é o Parque Aquático Ponta das Pedras (PAPP) que fica situado próximo ao Hospital Julieta Viana. Toda a população da região frequenta este parque durante os domingos, que é o dia em que o Parque funciona.
Nele há piscinas infantis com alguns brinquedos e também piscinas para adultos. Logo atrás do parque é possível ver o Rio São Francisco.
Durante a Festa da Cidade atrações locais e de fora realizam a festa. Há a presença de trio elétrico que percorre a Avenida Principal chamada Avenida J.J. Seabra localizada no Centro da cidade.
Outro evento importante que recebe um grande fluxo de turistas da região é a festa de São Pedro, que acontece no final de junho (logo após a festa da cidade 13 de junho). Esta festa é dedicada à paroquia de São Pedro e assim como a festa da cidade, recebe atrações tanto da cidade quanto de fora.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

SANTOS DUMONT - MINAS GERAIS

Santos Dumont é um município da Mesorregião da Zona da Mata, e microrregião de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, no Brasil. Distante, aproximadamente 207 km de Belo Horizonte, a capital do estado; e 900 km de Brasília, capital brasileira. Com base nos dados coletados pelo censo de 2022, o IBGE apontava 44.140 habitantes em Santos Dumont
Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra passou a se chamar Santos Dumont, em homenagem ao inventor do avião, que nasceu na Fazenda Cabangu.
Etimologia
Seu nome é uma homenagem ao conterrâneo Alberto Santos Dumont, considerado o inventor do avião, criado no lugar onde hoje se encontra o museu de Cabangu. Foi fundada por João Gomes, inicialmente com o nome de Arraial de João Gomes, que, mais tarde, elevando-se ao nível de cidade, recebeu o nome de Palmira. João era pai do inconfidente José Aires Gomes.
História
Com a descoberta de ouro pelos bandeirantes, no final do século XVII, criou-se um cinho que se iniciava em Parati-RJ, passando por Guaratinguetá e Taubaté-SP, e avançava a então província de Minas Gerais, conhecido como Caminho Novo. Com o aumento da exploração das minas de ouro e as dificuldades para se percorrer esse trajeto, se fez necessário encurtar as distâncias entre o Rio de Janeiro e o interior, o que facilitaria o transporte e consequentemente a fiscalização. Por volta de 1700-1701, o sertanista Garcia Rodrigues Paes, partiu do Rio de Janeiro para desbravar o território mineiro e abrir o Caminho Novo, que mais tarde passaria a ser chamado "Estrada Real da Corte", ligando a Corte à Província de Minas Gerais. Para permitir o povoamento da região, a Coroa Portuguesa distribuiu sesmarias a nobres e súditos.
João Gomes Martins adquiriu uma das sesmarias em 1728. Esta localidade ficou conhecida inicialmente como Rocinha de João Gomes, passando a Fazenda de João Gomes, Distrito de João Gomes, João Gomes Velho e, em 27 de julho de 1889, tornou-se município de Palmyra, adquirindo autonomia administrativa. No entanto, a instalação do município ocorreu apenas em 15 de fevereiro de 1890, com a designação dos membros que iriam compor a intendência.
Em 31 de julho de 1932 o município de Palmyra recebeu o nome de Santos Dumont porque o célebre inventor nasceu na Fazenda Cabangu, localizada a 16 quilômetros da então vila de João Gomes. Isto deu muito prestígio ao município e, para homenageá-lo, mudou-se o nome.
Origens e desenvolvimento da cidade de Santos Dumont
O Caminho Velho que partia da cidade de Parati (RJ) passava por São Paulo e seguia até a região das minas, era o trajeto que a Coroa Portuguesa utilizava para explorar e extrair metais preciosos da região das Minas Gerais. Com o aumento da exploração realizada na região e a intensificação do fluxo das tropas que transportavam os carregamentos de ouro e a longa distância percorrida por este trajeto, surgiu, então, através destes fatores, a necessidade de encurtar a distância percorrida entre as Minas Gerais até o litoral.
Para resolver tal infortúnio a Coroa portuguesa elaborou um projeto para criação do Caminho Novo. Quando em torno de 1700/1701 a abertura do Caminho Novo foi iniciada por Garcia Rodrigues Paes, partindo da região da Borda do Campo (atual cidade de Barbacena) atravessando a Serra da Mantiqueira na garganta de João Aires passando em João Gomes (Palmyra), Chapéu D`Uvas, indo até o litoral do Rio de Janeiro. Dessa forma, esta nova rota passaria a ser usada para escoar a produção aurífera com maior facilidade, rapidez e segurança.
Como forma de incentivar o povoamento em torno do Caminho Novo, a Coroa Portuguesa distribuiu sesmarias para nobres e súditos que prestavam serviços a ela. Assim, Domingos Gonçalves Ramos requereu em 26 de fevereiro de 1709 uma sesmaria na região. Como primeiro dono da terra, Domingos Gonçalves Ramos não tardou em ocupá-la, trazendo consigo sua família, escravos e seus dois genros, Pedro Alves de Oliveira e João Gonçalves Chaves.
Na divisão desta sesmaria Pedro Alves adquiriu a parte sul e João Gonçalves Chaves em 1715 empossa-se da sesmaria da parte norte, permanecendo na mesma até 1728. Vendendo-a à João Gomes Martins e sua esposa Clara Maria de Melo, os quais vieram a se tornarem personagens de suma importância para a história do município.
Desta forma, o nome de João Gomes marcou, portanto, a história do município, tendo sua sesmaria um papel fundamental na formação e ocupação da cidade, na qual ficaria conhecida inicialmente como Rocinha de João Gomes, passando a Fazenda de João Gomes, Distrito de João Gomes, João Gomes Velho, Palmyra e atualmente Santos Dumont.
João Gomes e sua esposa trouxeram de sua freguesia originária de Portugal uma imagem de São Miguel e Almas para sua fazenda, construindo entre 1729/1730 em sua propriedade uma Capela de adobe para abrigar a imagem do Santo. Em 1850 a imagem foi transferida para uma Igreja de duas torres. Com um impulso em seu crescimento o distrito de João Gomes foi elevado à categoria de Paróquia segundo a Lei nº 1458, de 31 de dezembro de 1867.
Além da importância verificada pelo traçado do Caminho Novo, outro meio de acesso ao interior mineiro que contribuiu com o desenvolvimento da cidade – entorno de 1870 – foi à construção do ramal da estrada de Ferro D.Pedro II, que passava na região. Por consequência desta construção, foi nessa época que o engenheiro Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont veio para a região com sua família para realizar a empreitada de construir este ramal, que iria ligar o trecho Mantiqueira a João Aires. Neste local Henrique Dumont "escolheu uma casa de propriedade da própria Ferrovia, de estilo palafita, e nela acomodou sua família bem próximo do canteiro de obras da Ferrovia" (Castello Branco, 1988, p. 47).
Outro fator de fundamental importância para emancipação do município foi a criação do Clube Recreativo e Literário João Gomes que tinha como objetivo, pressionar as autoridades provinciais para a necessidade da autonomia administrativa do Arraial.
A autonomia administrativa foi conquistada em 27 de Julho de 1889, quando "o Barão de Ibituruna, último presidente da Província de Minas Gerais, baixou a Lei nº 3.712 que criou o município de Palmyra" (Castello Branco, 1988, p. 55). Porém a instalação do município ocorreu somente em 15 de Fevereiro de 1890, com a designação dos membros que comporiam a Intendência.
Nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século XX, o município recém emancipado passou por algumas transformações que modificaram suas feições de Arraial: desvios de águas pluviais e alinhamento das ruas (1890), iluminação Pública à querosene (1891), água potável à domicílio (1898), iluminação pública elétrica (1912), etc. A população local cresce. E em seu meio se fazia um expressivo número de imigrantes, em especial portugueses, italianos e libaneses.
Paralelo a esse desenvolvimento, o início de século XX significou para o novo município a sua consolidação como Centro Regional de Comércio, de produção industrial diversificada e, sobretudo, de pólo de criação pecuária leiteira.
Em 31 de julho de 1932, a cidade de Palmyra passa a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao seu filho mais ilustre, o inventor Alberto Santos Dumont.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21°27'24" sul e a uma longitude 43°33'09" oeste, estando a uma altitude de 839 metros. Possui uma área de 639,164 km².
Clima
O clima do município é classificado como tropical de altitude Cwb (Classificação climática de Köppen-Geiger ) é um tipo climático que predomina nos planaltos e serras do Sudeste brasileiro. A temperatura média anual é de 20 °C. O seu clima possui duas estações mais fortes:
- Outubro a abril: Temperaturas mais quentes e bastante chuva.
- Maio a setembro: Temperaturas mais frias e pouca chuva. Este período é mais seco e coincide com o inverno.
Hidrografia
A cidade é banhada pelos seguintes rios: 
- Rio Formoso: Passa pelo distrito de Conceição do Formoso.
- Rio Paraibuna: Passa pelo distrito de Dores do Paraibuna.
- Rio Pinho: Atravessa alguns bairros da cidade.
- Rio das Posses: Atravessa o Centro da cidade.
- Rio Piau: Passa pelo distrito de São João da Serra.
O principal rio de Santos Dumont é o Rio Pinho, onde estão localizados:
Cachoeira Luiz Cunha: Fornece água para a COPASA, onde ela recebe tratamento de purificação e limpeza para depois ser distribuída à população.
Represa da Ponte Preta: Nela estão localizadas as usinas hidrelétricas de Ana Maria e Guari, que fornecem energia elétrica.
Economia
A principal atividade econômica da cidade é a pecuária. Na agricultura, a cidade produz milho, morango, goiaba, nectarina, mandioca, feijão, havendo cultivo permanente da laranja, café, pêssego e banana. Na indústria, Santos Dumont possui a Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio – CBCC, que produz ferro, silício e silício metálico, exportando para vários países. A cidade ainda possui um Distrito Industrial, com uma área de 40 mil m², onde concentra-se algumas empresas.
Desenvolvimento industrial
Em 1888, antes mesmo de Palmyra ser reconhecida como município, foi instalada ali a primeira fábrica de laticínios da América do Sul. para fabricação de manteiga e de queijos tipo Petit Suisse e Holandês, chamado Reino por ser, em outros tempos, importado via Portugal. O proprietário era o médico Carlos Pereira de Sá Fortes, importador de gado Holandês na região. A sua fazenda da Mantiqueira, situada à margem da Estrada de Ferro Central do Brasil, tinha área 1.600 hectares e nela existiam 600 cabeças de gado. Ali funcionava uma moderna fábrica denominada Empresa Laticínios de Monte Bello, que produzia também leite condensado esterilizado. A maior parte da manteiga e do leite era exportada para o Rio de Janeiro. O Dr. Sá Fortes foi um dos primeiros industriais, no mundo, que exportou o leite em blocos congelados. A manteiga era acondicionada em latas feitas na própria fábrica e era extremamente apreciada no Rio de Janeiro.
Os primeiros queijeiros holandeses que trabalharam na Companhia de Laticínios da Mantiqueira, erguida às margens do Rio Pinho, foram Frederich Kingma, J. Etienne, Gaspar Jong, além de Alberto Boecke, técnico holandês trazido pelo Dr. Sá Fortes para a montagem dos equipamentos. Alguns deles desenvolveram na região a indústria de laticínios e as marcas Palmyra, Borboleta e Avenida tornaram-se nacionalmente conhecidas, conquistando o mercado às manteigas francesas, até então importadas. Em 1913, a incorporação com a Companhia Brasileira de Laticínios, criada em 1907, tornou-a a maior produtora e exportadora de leite, manteiga e queijos do mercado nacional.
Educação
Santos Dumont abriga unidade do do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, o Campus Santos Dumont
Turismo
A cidade possui um turismo bastante rico. Pela região passa o Caminho Novo da Estrada Real, um convite à pratica do turismo ecológico. São 10 quilômetros de estrada até a divisa com o município de Antônio Carlos. Durante o percurso pode-se observar bela paisagem natural, antigas fazendas e dois chafarizes da época de sua construção, além de algumas inscrições em pedras. Estes chafarizes serviam para a parada de tropeiros que vinham do interior de Minas Gerais levando ouro para o Rio de Janeiro na época do Brasil Colônia.
Além disso, na cidade destacam-se o Museu de Cabangu, casa natal de Alberto Santos Dumont, no distrito de Mantiqueira, a 16 km do centro da cidade.
- Represa da Ponte Preta - no bairro de Ponte Preta, é o atrativo turístico  que mais recebe visitantes, sobretudo nos dias quentes de verão, aonde as pessoas vão para nadar, andar de barco, pescar, acampar, e passar o dia livre para lazer. De setembro a janeiro, a represa se encontra vazia, porém ainda são possíveis atividades de lazer no local, como campings e eventos como “Off Road”.
- Praça da Estação, Zezé Leoni e Trem de Prata - Zezé Leone e trem de prata bem tombado e de importante valor histórico. Fabricada pela americana ALCO e doada pelo Rei Alberto I da Bélgica por ocasião do centenário de nossa independência a então Central do Brasil. Possui 4 rodas guias, 6 rodas motrizes e 2 rodas portantes. Peso: 95.255 kg, Peso do tender: 48.308 kg, Superaquecedor pressão: 175 libras/pol e bitola:1,60. Já os Vagões do Restaurante do antigo Trem de Prata circularam por muitos anos entre às capitais, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
Na Praça da Estação há um Memorial Ferroviário,  composto por objetos, ferramentas, peças de locomotivas, maquinário da época de 1920/1930. Aberto ao público para pesquisas e estudos, assim alimentando a cultura ferroviária regional.
- Represa da Ponte Preta - Formada pelas águas do rio Pinho, a represa tem 18 km de extensão e chega até a 20 m de profundidade, e 300 m de largura em alguns trechos. Dos dois lados há estradas de terra que levam a outros distritos como Conceição do Formoso, São João da Serra e ao município de Aracitaba. No atrativo também são realizados festivais de pipa na época da vazante do rio.
- Pedra do Navio - Formação rochosa cuja silhueta lembra a aparência de um navio. Localizada às margens do Caminho Novo da Estrada Real ganhou este nome dos viajantes que passavam pelo trecho em tempos remotos. O local é frequentado por caminhantes da Estrada Real, ciclistas, grupos de escoteiros e estudantes da região.
- Seminário Seráfico Santo Antônio - O seminário Seráfico Santo Antônio está localizado numa região privilegiada ao pé da Serra da Mantiqueira, na cidade de Santos Dumont. Foi fundado pelos freis franciscanos da Ordem dos Frades Menores – OFM, seguidores dos ensinamentos e da doutrina de São Francisco de Assis. A inauguração do colégio foi no dia 18 de fevereiro de 1941 e funcionou, inicialmente, no Educandário Santa Terezinha e a primeira turma contava com 11 seminaristas. Em 16 de abril de 1943, com a inauguração das duas primeiras alas o colégio foi transferido para o local onde funciona até hoje.
- Fazenda da Mantiqueira - Fazenda setecentista que pertenceu ao inconfidente José Ayres Gomes, citada inclusive nos Autos da Devassa, por ocasião da Inconfidência Mineira.
- Monumento Alberto Santos Dumont - Localizada bem no centro da cidade, próximo à prefeitura local e tem uma pracinha muito bonita e bem cuidada, que é ponto de passagem obrigatório da população local. Na pracinha uma atração que vale boas fotos, uma estatua de Santos Dumont, em tamanho natural, assentado em um dos bancos, Em frente à pracinha outra curiosidade, uma réplica da famosa Torre Eiffel de Paris, e de um dos dirigíveis projetados pelo ilustre filho da localidade.
- Represa de Chapéu D’uvas - A Represa de Chapéu D'Uvas é formada pelas águas do Rio Paraibuna e ocupa o território dos municípios de Santos Dumont e Ewbanck da Câmara. Atualmente suas águas abastecem o município de Juiz de Fora. Além disso, para os amantes da pescaria, durante todo o ano é possível realizar a pesca do Tucunaré.
- Cachoeira da Neném - Queda d'água com cerca de 5 m de altura e área para nado com no máximo 5 m de profundidade no ponto mais próximo da queda. Águas límpidas, com nascente próxima ao local. Por estar em propriedade particular, o acesso se dá por trilha ao lado da casa da proprietária. Local mais visitado por praticantes de trilha de MotoCross.
- Igreja Nossa Senhora das Dores - Igreja Nossa Senhora das Dores: A Matriz em ruínas está cercada pelas águas da Represa de Chapéu D’Uvas, formada pelas águas do Rio Paraibuna, e o acesso ao local só é possível por conta do forte período de estiagem, aonde multidões de fiéis vão para contemplar a igreja e sua fé. Recebe cerca de mil pessoas para a celebração.
- Museu Casa de Cabangu - É o principal atrativo turístico de nossa cidade. Além do seu grande valor histórico, o local conta de muita beleza natural para um passeio contemplativo com fauna silvestre presente.  
Apresenta vasta coleção de bens pertencentes à família de Santos Dumont, assim como objetos e documentos relacionados à história da aviação. Fazem parte do acervo também, a réplica em tamanho original do modelo Demoiselle, projetado por Santos Dumont e confeccionado segundo orientações retiradas de suas anotações, feito por artesão local. Guarda a história da rápida estadia de sua família na região na ocasião da construção da Estrada de Ferro D. Pedro II. O parque do museu preserva alguns exemplares de mata nativa, bem como fauna de mata Atlântica. Local de ensaios fotográficos, observação da natureza e estudos históricos.
Várias solenidades municipais ocorrem no local, como a entrega da medalha Santos Dumont realizada pelo governador de Minas Gerais. A medalha foi criada em 1956 para comemorar os 50 anos do primeiro vôo do brasileiro Alberto Santos Dumont em uma aeronave mais pesada que o ar, o 14-Bis, em outubro de 1906, em Paris (França). É concedida em quatro graus: Grande Colar, Ouro, Prata e Bronze.
Referências para o texto: Wikipédia ; Prefeitura Municipal .

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

MATA DE SÃO JOÃO - BAHIA

 
Mata de São João é um município da Grande Salvador, no estado da Bahia, no Brasil. Sua população, segundo censo do IBGE, em 2022 era de 42.566 habitantes. A "Costa dos Coqueiros", na qual se insere a região litorânea do município, é conhecida no mundo inteiro pela beleza de suas praias, pela ocorrência de sol o ano todo e por sua natureza exuberante.
A região litorânea do município começa em Praia do Forte, ao sul, e vai até Costa do Sauipe, ao norte, possuindo 28 quilômetros de litoral e reservas naturais. É uma área que une a simplicidade dos vilarejos baianos com a sofisticação de algumas das maiores redes de hotéis do mundo.
Topônimo
Segundo a crença popular, o nome original do povoado era "São João da Mata", com o nome original vindo a ser alterado em função de João Lopo de Mesquita, que teria aberto estradas e derrubado matas na região entre 1649 e 1659. As pessoas teriam começado a se referir à região como "mata do seu João", e isso teria causado o surgimento da denominação atual do município, "Mata de São João".
História
Por volta do ano 1000, a região ocupada atualmente pelo município foi invadida por povos tupis procedentes dos vales dos rios Madeira e Xingu, afluentes da margem direita do rio Amazonas, que expulsaram as tribos indígenas locais, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. Quando os primeiros navegadores europeus chegaram à região, no século XVI, a mesma era ocupada pela tribo tupi dos tupinambás.
Em 1549, a comitiva do governador-geral Tomé de Sousa vinda de Portugal chegou a Salvador. Junto com ela, veio Garcia de Sousa d'Ávila, que, em 1551, começou a construir a Casa da Torre - na então Tatuapara -, na atual Praia do Forte, em Mata de São João, com a finalidade de fiscalizar as embarcações que se dirigiam a Salvador. A fortificação só veio a ser concluída em 1624. Ela veio a se constituir no núcleo do maior latifúndio das Américas, o qual se estendia da Bahia até o Maranhão com plantações de coco e de cana-de-açúcar e criação de gado, movidas pelo trabalho escravo de índios e negros.
No início do período colonial, chegou a abrigar o porto de Tatuapara, na enseada de Tatuapara, local para estabelecimento do comércio internacional e ponto mais ao norte para onde as correntes marinhas levavam.
O povoado foi elevado a vila em 1846. No século anterior, porém, o território matense atual pertenciam a Água Fria e Espírito Santo de Nova Abrantes.
No início da colonização brasileira, Tomé de Souza foi nomeado o primeiro Governador Geral do Brasil. Sua missão era fundar uma cidade fortaleza na Bahia (Salvador), para assegurar o domínio da coroa portuguesa no litoral brasileiro e dar apoio militar às capitanias hereditárias. Mais tarde, seu filho, Garcia d’Ávila, recebeu do pai 14 léguas de terras de sesmarias, que iam de Itapuã até Tatuapara (Praia do Forte).
Foi nesse local que D’Ávila construiu, em 1551, após ter vencido várias batalhas com os índios Tupinambás, o Castelo da Torre de Garcia D’Ávila. Em pouco tempo, tornou-se o maior latifundiário do mundo, administrando suas terras da Casa da Torre que foi a primeira construção de grande porte do país.
O único castelo medieval das Américas, representou grande poderio militar no período colonial. Provavelmente sem essa fortaleza política, o nordeste brasileiro teria sido perdido para os franceses ou holandeses. Foi pioneiro também na pecuária e ajudou na expulsão dos jesuítas. Na realidade foi um grande centro político, onde decisões foram tomadas e aplicadas. Ele imprime sua importância, não só no contexto baiano mas também no contexto nacional. Foram séculos de existência onde gerações tiveram seu domínio político assegurado pela participação ativa nos movimentos históricos. Como exemplo temos a Guerra da Independência do Brasil, que alí serviu de base ao Exército Libertador da Cachoeira, em 1823, fornecendo destacamentos de Cariris armados com flechas e bordunas.
Ruínas
Na entrada do parque, onde está situado o Castelo, temos um lugar destinado a exposição de artesanatos locais, murais com a sua história, maquete do que deveria ser a Casa da Torre, o laboratório de arqueologia e um restaurante. Já na casa propriamente dita, quem nos recepciona é uma monumental figueira, que deve ter acompanhado de pertinho tudo o que sabemos e o que não sabemos. Há também junto à edificação, a capela de Nossa Senhora da Conceição, totalmente restaurada , pois era a única capela da região do litoral e a comunidade a manteve. Os santos do altar foram feitos por um artesão de Salvador baseado em peças da mesma época. Os laterais, Santo Antônio e São Francisco são originais, menos as cabeças que foram arrancadas por saqueadores a procura de tesouros. A construção possuía três pavimentos e uma torre com vista de vigília tanto para o mar (piratas) como para o sertão (índios). As ruínas estão com as paredes escurecidas, pois a alta salinidade deixa sua marca.
Foi fundada por Garcia D´Ávila, filho de Tomé de Souza, em 1549, mas somente em 1846 foi elevada à vila. É formada por cinco maravilhosas praias: Praia do Forte, Imbassaí, Diogo, Vila de Santo Antônio e Sauípe. Localizada a 56 km da capital, é ligada pela Linha Verde (Rodovia dos Coqueiros) e limitada pelas cidades de Entre Rios, São Sebastião do Passé, Pojuca, Dias D’Ávila, Camaçari e Itanagra. Mata de São João recebe este nome porque entre 1649 e 1659, João Lopo de Mesquita devastou as matas para a abertura de estradas e os nortistas falavam que iriam trabalhar nas matas de seu João. E o nome ficou então registrado, em 1846, como Mata de São João.
Geografia
Mata de São João possui um território de 633,198 quilômetros quadrados. Está inserido no litoral norte baiano e na Região Metropolitana de Salvador. Com localidades espalhadas, destacam-se a sede municipal, a vila de Diogo, Imbassaí, o Açu da Torre, Sauipe e Praia do Forte.
Clima
Em Mata de São João, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 32 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Mata de São João e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao meio de outubro.
A estação quente permanece por 4,2 meses, de 1 de dezembro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Mata de São João é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 6 de junho a 1 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Mata de São João é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média.
Economia
Mata de São João é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 2,2 mil admissões formais e 2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 209 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 34 novas empresas em Mata de São João, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet.
Educação
Estão instaladas na cidade as seguintes instituições: Instituto Focar; GSA ENSINO; Faculdade Líbano; UniCeumar EAD – Polo são joão da mata; CEAD – Centro de Educação Aberta à Distância – Universidade de Ouro Preto;
Cultura
Artesanato

O artesanato é uma parte importante da cultura de Mata de São João. Os visitantes podem encontrar uma variedade de produtos artesanais, como peças de cerâmica, esculturas em madeira e bordados. Além disso, é possível visitar feiras de artesanato locais, onde os artesãos expõem e vendem seus produtos.
Festas e Eventos
Mata de São João é conhecida por suas festas animadas e eventos culturais. Durante o ano, a cidade recebe diversos eventos, como o Festival de Verão, que conta com shows de artistas renomados, e o São João, com suas tradicionais quadrilhas e comidas típicas. Essas festas são uma ótima oportunidade para vivenciar a cultura local e se divertir ao som de música baiana.
Turismo
A cidade de Mata de São João, localizada no estado da Bahia, é um destino turístico cada vez mais popular entre os brasileiros e estrangeiros. Com suas belas praias, rica cultura e diversas opções de lazer, Mata de São João oferece uma experiência única para os visitantes. Neste glossário, iremos explorar algumas das principais atrações e atividades que você pode desfrutar nesta encantadora cidade.
Na Praia do Forte, início da Linha Verde, encontram-se unidade do Projeto Tamar e do Projeto Baleia Jubarte, a Reserva Ecológica Sapiranga e o parque histórico do Castelo do Forte Garcia D'Ávila. Além da primeira Unidade de Conservação municipal, o Parque Natural Municipal da Restinga de Praia do Forte, criado em 2008 conhecido como Parque Klaus Peters.
Fora do litoral, a sede municipal concentra 70% da população e é conectada a Dias d'Ávila e Pojuca pela BA-093. Do outro lado, estão os principais destaques turísticos ao longo dos 28 quilômetros de litoral matense, onde se encontra remanescentes de mata atlântica, dunas, restingas, manguezais, coqueirais, lagoas, riachos e cachoeiras. Próximos ao rio Imbassaí estão Imbassaí, local onde o leito fluvial é paralelo ao mar até a foz na Praia de Imbassaí, e Vila de Diogo, onde está a semideserta Praia de Santo Antônio. E por fim, o distrito de Sauipe, onde está a Costa do Sauipe e o megaempreendimento hoteleiro de 176 hectares de área construída
Praias
Mata de São João é conhecida por suas praias paradisíacas, com águas cristalinas e areias brancas. Uma das praias mais famosas da região é a Praia do Forte, que oferece uma infraestrutura completa para os turistas, com bares, restaurantes e hotéis. Além disso, a Praia do Forte é também um importante ponto de desova de tartarugas marinhas, sendo possível acompanhar esse processo em algumas épocas do ano.
Projeto Tamar
O Projeto Tamar é uma das atrações mais populares de Mata de São João. Trata-se de um projeto de preservação das tartarugas marinhas que atua em diversas praias do Brasil. Em Mata de São João, o Projeto Tamar possui uma base de visitação onde os turistas podem aprender mais sobre essas incríveis criaturas marinhas, além de acompanhar de perto o trabalho de conservação realizado pelos biólogos.
Reserva Sapiranga
A Reserva Sapiranga é uma área de proteção ambiental que abriga uma rica biodiversidade de fauna e flora. Neste local, os visitantes podem realizar trilhas ecológicas, observando de perto a natureza exuberante da região. Além disso, a reserva conta com cachoeiras e rios, onde é possível se refrescar em meio à mata atlântica.
Castelo Garcia D’Ávila
O Castelo Garcia D’Ávila é um importante patrimônio histórico de Mata de São João. Construído no século XVI, o castelo é considerado a primeira grande edificação portuguesa no Brasil. Os visitantes podem explorar suas ruínas e conhecer um pouco mais sobre a história do país. Além disso, o castelo oferece uma vista panorâmica incrível da região.
Passeio de Jangada
Um dos passeios mais tradicionais em Mata de São João é o passeio de jangada. Os turistas podem embarcar em uma jangada típica da região e desfrutar de um agradável passeio pelo mar, apreciando as belezas naturais da costa baiana. Durante o passeio, é possível avistar golfinhos e praticar snorkeling em meio aos recifes de corais.
Visita às Aldeias Indígenas
Mata de São João abriga diversas aldeias indígenas, onde é possível conhecer um pouco mais sobre a cultura e tradições dos povos originários. Os turistas podem visitar as aldeias, participar de rituais e aprender sobre a história e os costumes dos indígenas. Essa experiência proporciona um contato único com a cultura brasileira.
Visita à Igreja Matriz
A Igreja Matriz de São João Batista é um importante ponto turístico de Mata de São João. Construída no século XVIII, a igreja possui uma arquitetura colonial encantadora e abriga belas obras de arte sacra. Os visitantes podem conhecer a história da igreja e apreciar sua beleza arquitetônica.
Visita à Vila de Diogo
A Vila de Diogo é um charmoso vilarejo localizado próximo a Mata de São João. Com suas casinhas coloridas e ruas de paralelepípedo, a vila encanta os visitantes com seu clima tranquilo e aconchegante. É possível passear pelas ruas, visitar as lojinhas de artesanato e desfrutar da gastronomia local.
Esportes
Esportes Aquáticos

Para os amantes de esportes aquáticos, Mata de São João oferece diversas opções de atividades. É possível praticar surf, stand up paddle, kitesurf e mergulho, aproveitando as condições favoráveis do mar da região. Além disso, a cidade conta com escolas e instrutores especializados, que podem auxiliar os iniciantes nessas modalidades.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

PEDERNEIRAS - SÃO PAULO

Pederneiras é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º21'06" Sul e a uma longitude 48º46'30" Oeste, estando a uma altitude de 475 metros e a 320 km distante da capital do estado. Sua população, segundo o Censo 2022 do IBGE, era de 44.827 habitantes. Possuindo uma área de 729 km², Pederneiras é conhecida como a capital do induzido, por sua grande produção de induzidos dentre uma alta produção industrial, ou seja, Pederneiras pode ser considerada um município totalmente industrializado. A cidade é formado pela sede e pelos distritos de Guaianás, Santelmo e Vanglória.
História
Até o ano de 1840, o território hoje ocupado pelos municípios de Pederneiras, Iacanga, Arealva, e Reginópolis (ex-Batalha) estavam inteiramente em poder dos índios caingangues. As revoltas liberais de São Paulo e Minas, liderada por Diogo Antonio Feijó, entre 1841 e 1842, com seu imenso cortejo de horrores e de perspectivas sombrias fez com que habitantes dos centros populosos destes dois estados se embrenhassem pelos sertões, fugindo do recrutamento. Desceram esses retirantes acompanhando o curso do Rio Tietê, sendo que esse era via de acesso dos bandeirantes desde os tempos do descobrimento. Era o ‘rio das entradas’, como que uma seta enristada no Caminho do Mar ao El Dorado de Cuiabá, e, pelas suas águas no lento perpassar de três séculos, desceram as bandeiras cativadoras de índios e pesquisadores de ouro, desvendando o mistério americano e empurrando o famoso Tratado de Tordesilhas para os sopés andinos, no extremo do continente.
Por essas mesmas águas históricas desceram também, como refugiados de 1842, os fundadores de povoados e plantadores dessas grandes cidades marginais do lendário “Y. Etê de Piratininga”. Antes da Constituição Republicana de 1821, que fez a separação entre a igreja e o estado, os primeiros emissários da civilização que atingiram as regiões inexploradas podiam tomar posse dos terrenos que pretendessem colonizar. A legalização dessa posse resultava de uma simples formalidade, o Registro do Vigário, que custava dois mil réis e servia para provar o domínio e garantir a posse dos pequenos sítios ou dos vastos latifúndios.
Para esta região, tal registro era feito na sede paroquial de Botucatu (Freguesia de Santa Ana) pelo então vigário padre Joaquim Gonçalves Pacheco. Ali compareceram em 1848 os sertanistas Manoel dos Santos Simões e seus filhos Manoel Leonel dos Santos e João Leonel dos Santos, que foram os primeiros posseiros das terras em que se localizava esta cidade e denominaram-na “Fazenda Pederneiras”, em virtude da grande quantidade de pedra-de-fogo encontrada no local. Posteriormente, Antonio de Souza Pinto se apossou da Fazenda Patos; Claudino José Pereira, da Fazenda Barra dos Macacos; Generoso Corrêa Machado, parte da Fazenda Macacos; Claudino Alves dos Santos, da Fazenda Barreiros; Antonio Joaquim da Cunha Bastos, da Fazenda Ribeirão Claro; Francisco José Ignácio Rodrigues, da Fazenda Boa Vista, Antonio Pompeu de Camargo, José Rodrigues Ferraz e Pinto Júnior, da Fazenda Matão, ou Grande Espigão; além de diversos outros.
A Fazenda e depois Povoação de Pederneiras, desligando-se de Botucatu, passou a pertencer ao município de Lençóes, criado pela Lei nº. 90, de 24 de abril de 1865, abastecendo-se a população no comércio da Vila Fortaleza (hoje povoado de Piatan). Criada a Comarca de Lençóes, pela Justiça foram feitas as primeiras divisões judiciais de terras compreendendo as fazendas Varaes, Anhumas e Água Branca, que pertenciam a São Sebastião da Alegria.
Instalação do Município
A 7 de julho de 1891, sob a presidência do Coronel Manoel José Coimbra, foi feita a instalação oficial do município, lavrando-se a seguinte ata: “Aos sete dias do mês de julho de 1891, nesta Vila de São Sebastião da Alegria, Termo de Lençóes, Estado de São Paulo achando-se reunidos os intendentes Manoel José Coimbra, Leopoldo  Clementino Moreira e Isaac Alves Ferreira, tendo tomado compromisso legal perante o Presidente da Intendência de Lençóes reunido hoje ao meio dia, na sala do cidadão Pedro da Silveira e Almeida, o Intendente mais velho do três, Manoel José Coimbra, formando a presidência, declarou em nome da lei que instalava a Intendência Municipal dessa Vila de São Sebastião da Alegria. Em seguida foram convidados os intendentes  José Joaquim Garcia e Felipe Antonio Franco para prestarem compromisso, visto acharam-se presentes, o que efetivamente fizeram. Em seguida, o presidente declarou que ia proceder a eleição para Presidente efetivo. Feita a votação, na apuração obteve maioria de votos o Intendente Leopoldo Clementino Moreira que, sendo proclamado, presidente, tomou assento na Cabeceira de Mesa e declarou que ia proceder-se a eleição para vice-presidente. Feita a eleição e a apuração, foi eleito o Intendente Isaac Alves Ferreira. Ato contínuo, pelo presidente foi lida a seguinte indicação: Indico que seja procurador da Intendência o cidadão Pedro Silveira e Almeida. Posta em discussão foi aprovada sem debates. Foi convidado pelo Presidente para prestar compromisso, ficando-lhe marcado o prazo de quinze dias para prestar a devida fiança. Pelo mesmo presidente, foi ainda indicado para fiscal Flávio José Simões. Posta em discussão, foi aprovada sem debates. Pelo Presidente, foi ordenado que o secretário lavrasse os termos de compromisso no livro para esse fim destinado pelos dois intendentes ora empossados, assim como todos os empregados. O Presidente nomeou duas condições de obras públicas e justiça: de Obras Públicas, Manoel José  Coimbra e Felipe Antonio Franco; para comissão de justiça, Isaac Alves Ferreira e José Joaquim Garcia. Pelo Intendente Coimbra foi lida a seguinte indicação: não tendo esta Intendência um código de postura, de pronto indício que seja observado o de Lençóes. Até que esta Intendência organize o seu próprio. Foi posta em discussão e aprovada contra o voto do Intendente Garcia. Pelo Presidente, foi ordenado que o secretário oficiasse ao Exmo. Governador do Estado comunicando haver se instalada esta Intendência, bem como ao Juiz de Paz e subdelegado de Polícia desta Vila. E por nada mais haver a tratar, o Presidente encerrou a sessão e o secretário procedeu à lavratura da ata dos trabalhos que, depois de lida e aprovada pelos presentes, foi por todos assinada”.
A 20 de setembro de 1892, foi empossada a nova Câmara integrada pelos vereadores e presidida pelo Coronel Manoel José Coimbra. O número de eleitores que era de 167 nesse ano, foi elevado para 250 em 1893. O município conservou o nome de São Sebastião da Alegria até 23 de Maio de 1894, data em que, por deliberação unânime da Câmara, voltou a adotar a sua antiga denominação de Pederneiras.
O primeiro diretório político formado neste município foi presidido pelo Coronel Coimbra e tinha ainda os seguintes membros: Isaac Alves Ferreira, Augusto Afonso Corrêa Lacerda, Major José Joaquim Garcia e Pedro Alexandrino de Oliveira Rita.
Paróquia de São Sebastião
Em 14 de junho de 1887, Aureliano Gonçalves da Cunha e sua mulher doaram um alqueire de terra para a construção da Igreja, marcando na escritura o prazo de seis anos para a realização da obra sob pena de reverter à gleba ao patrimônio dos doadores. Com a mesma cláusula, doaram também um terreno ás autoridades eclesiásticas os seguintes posseiros: Felisbina Maria dos Santos, Major F. Xavier Dantas Vasconcelos, Bento da Cunha Vieira, Joaquim Baptista Reis Pereira, Fidêncio Mariano Corrêa, João Rodrigues Cunha Neto, Sebastião J. Gomes, Joaquim Franco de Godoi, José Ferreira Pontes, Francisca Cândida Silva Pontes, Zacarias Antonio Franco, José Luiz Soares, Tertuliano Antonio Franco, Josefa Maria de Moraes, Jesuína de Moreira de Almeida e Felipe Antonio Franco. Essas doações integraram o terreno urbano que até hoje pertence ao domínio da Fábrica da Paróquia de São Sebastião da Alegria, sob o instituto civil de enfiteuse.
Foi erigida a Capela sob a invocação de São Sebastião da Alegria, e era localizada onde atualmente está a Travessa Anchieta. A Paróquia de Pederneiras foi criada em 2 de setembro de 1892, data em que foi nomeado e tomou posse o primeiro Vigário Padre Nicolau Scoracchio. A Paróquia pertencia à Diocese de São Paulo. Em 1908 passou a pertencer à recém-criada Diocese de Botucatu. Assim permaneceu até 1964, quando foi criada a Diocese de Bauru, à qual pertence atualmente.
Clima
Em Pederneiras, o verão é longo, quente, abafado, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 35 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Pederneiras e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 6,2 meses, de 1 de outubro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Pederneiras é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 14 de maio a 25 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Pederneiras é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 25 °C, em média.
Economia
Pederneiras é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 2,3 mil admissões formais e 2,4 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -159 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 50 novas empresas em Pederneiras, sendo que 11 atuam pela internet. Neste último mês, 8 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet.
Educação
Ensino Superior
As seguintes instituições de ensino superior estão presentes em Pederneiras: Faculdade FGP; Faculdade Anhanguera; Faculdade Fasul Educacional; Unopar; Pós-Graduação São Camilo; Faculdade Líbano
Turismo
Centro Histórico de Pederneiras

No Centro Histórico de Pederneiras existem construções antigas e preservadas, que contam a história do município. A Igreja Matriz de São Sebastião é um dos principais pontos de interesse e vale a pena ser visitada.
Passeio pelo Parque Ecológico Municipal
O Parque Ecológico Municipal de Pederneiras conta com uma área verde extensa, trilhas para caminhadas, lagos e até mesmo uma área de camping. O parque abriga uma diversidade de espécies de animais e plantas, proporcionando uma experiência única de contato com a natureza.
Museu Histórico e Pedagógico de Pederneiras
Para os amantes da história, uma visita ao Museu Histórico e Pedagógico de Pederneiras é indispensável. Esse museu conta com um acervo rico em objetos e documentos que retratam a história da cidade e da região.
Parque Aquático de Pederneiras
O Parque Aquático de Pederneiras possui piscinas, toboáguas e áreas de lazer. Também oferece opções de alimentação, como lanchonetes e quiosques, para que você possa aproveitar ao máximo a sua visita.
Complexo Esportivo de Pederneiras
Para os apaixonados por esportes, o Complexo Esportivo de Pederneiras é o local ideal para praticar atividades físicas. Com quadras de futebol, basquete, vôlei e tênis, além de uma pista de atletismo, esse complexo oferece diversas opções para quem gosta de se exercitar. O local conta com uma academia ao ar livre, onde é possível fazer exercícios de musculação e alongamento.
Passeio de barco pelo Rio Tietê
Uma atividade imperdível em Pederneiras é fazer um passeio de barco pelo rio. Essa é uma ótima maneira de apreciar a paisagem local, relaxar e aproveitar o contato com a natureza. Durante o passeio é possível observar a fauna e a flora da região.
Fazenda Santa Maria
Para os amantes de história, conhecer a Fazenda Santa Maria é uma excelente opção. É uma das mais antigas da região e preserva a arquitetura e os costumes do período colonial. Durante a visita, você poderá conhecer as instalações da fazenda, como a casa sede, o terreiro de café e os engenhos de cana-de-açúcar.
Festas e eventos locais
Pederneiras é conhecida por suas festas e eventos tradicionais, que atraem visitantes de toda a região. A Festa do Peão de Pederneiras é uma das mais famosas e reúne shows, rodeio e diversas atrações. Além disso, a cidade também realiza festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, que conta com missas, procissões e quermesses.
Esportes aquáticos no Rio Tietê
Para os fãs de esportes aquáticos, o Rio Tietê oferece diversas opções para a prática de atividades como stand up paddle, caiaque e jet ski. Existem empresas na região que alugam equipamentos e oferecem instrutores para quem deseja se aventurar nas águas do rio.
Casa da Cultura
A Casa da Cultura de Pederneiras é um espaço dedicado à promoção da cultura local. Nesse local, você encontrará exposições de arte, apresentações musicais, peças de teatro e outras atividades culturais. Além disso, a casa também abriga uma biblioteca.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark ; Resumos .

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

DRACENA - SÃO PAULO

Dracena é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, Região Sudeste do país. Pertencente à Microrregião de Dracena e Mesorregião de Presidente Prudente, localiza-se a oeste da capital do estado, distando desta cerca de 650 km. Ocupa uma área de 488,041 km² e a sua população, conforme o censo do IBGE de 2022, era de 45.474 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Jaciporã e Jamaica.
Dracena foi emancipada de Gracianópolis (atualmente Tupi Paulista), por meio de uma proposta apresentada pelo deputado estadual Ulisses Guimarães. A versão de sua etimologia é que o nome seja uma referência a uma planta ornamental, cujas folhas têm a coloração verde e amarela, pertencente à família das liliáceas. O nome fora escolhido por meio de um concurso organizado pelos fundadores de Dracena. Atualmente sua principal fonte de renda é o setor de prestação de serviços, tendo o comércio como importante atividade econômica.
Seu principal e mais tradicional clube de futebol é o Dracena Futebol Clube, fundado em julho de 1948. Dracena é sede também de diversos eventos anuais, como a Feira de Artesanato de Dracena e a Feira de Agropecuária de Dracena, que são importantes exposições culturais e econômicas.
História
A fundação de Dracena ocorreu em 8 de dezembro de 1945, quando Irio Spinardi, João Vendramini, Virgílio e Florêncio Fioravanti tomaram uma iniciativa de estabelecer um núcleo na zona da mata, localizada no Oeste Paulista. Nesse dia ocorreu uma cerimônia, que contou com grande número de pessoas, quando foi lançada a pedra fundamental (após o término da construção de um rancho de pau-a-pique) que originou o município. Dracena se tornou oficialmente município de São Paulo por meio da Lei Estadual n.º 233, a partir de uma proposta apresentada pelo então deputado estadual Ulisses Guimarães, que o desmembrou de Gracianópolis (atualmente Tupi Paulista). Ao ser desmembrado, o município era composto de três distritos: Dracena, Jaciporã e Ouro Verde. A instalação oficial ocorreu em 4 de abril de 1949, quando tomou posse o primeiro prefeito do município, Írio Spinardi, um dos fundadores de Dracena, e o primeiro presidente da Câmara de Vereadores, Messias Ferreira da Palma.
Após o planejamento do município, a gleba passou a ser subdividida em pequenas propriedades, dando melhores oportunidades de aquisição, e houve, ao mesmo tempo, a construção de um hotel a partir de um prédio com dois pavimentos, constituindo assim o povoamento. A construção de uma ferroviária e de casas e a doação de terras a pequenos proprietários foram os principais motivos que levaram Dracena a um importante progresso a partir de 8 de dezembro de 1945, data de sua fundação. Em 30 de dezembro de 1953, a Lei Estadual nº 2.456 desmembra de Dracena o distrito de Ouro Verde, tornando-se município de São Paulo. A mesma lei criou o distrito de Jamaica, cuja terra foi desmembrada do distrito de Ouro Verde. Em 1960, Dracena era formada pelos distritos de Dracena, Jaciporã e Jamaica. A partir daí, o município não sofreu mais alterações em seu território.
O nome "Dracena" veio de um concurso organizado pelos desbravadores Irio Spinardi, João Vendramini, Virgílio e Florêncio Fioravanti, fundadores do município. Esse concurso foi organizado em Tupã, a cerca de 120 quilômetros do local. O nome faz referência a planta ornamental de mesmo nome, cujas folhas têm a coloração verde e amarela, pertencente à família das liliáceas.
Geografia
Dracena está localizado na mesorregião de Presidente Prudente e microrregião homônima, no estado de São Paulo, Região Sudeste do Brasil, distante 650 km de São Paulo, e 949 km de Brasília, capital federal. Ocupa uma área territorial de 488,041 km²[3] e se limita com os municípios de Tupi Paulista a norte; Piquerobi, Presidente Venceslau, Ribeirão dos Índios a sul; Junqueirópolis a leste e Ouro Verde a oeste.
Situado a uma altitude de aproximadamente 400 metros acima do nível do mar, o relevo do município está encravado no Planalto Ocidental Paulista, com topografia entre suave e ondulada. O solo é predominantemente arenoso.
O município pertence às sub bacias dos rios Aguapeí e do Peixe, localizadas na bacia do rio Paraná. É cortado pelo Rio do Peixe, que nasce no município de Garça e desemboca no Rio Paraná, divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul. Também está localizado no Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce subterrâneas do planeta. Um importante curso de água de Dracena é o Córrego Prado, afluente do Rio do Peixe. Grande parte da água utilizada no abastecimento da população vem de poços artesianos ou semi artesianos.
A cobertura vegetal é formada pela capoeira, cerrado, mata e várzea. A mata é a predominante e cobre uma área 1.530 hectares (3,05% da área total do município). Existem ainda 18,39 hectares de áreas de reflorestamento (0,04%). Abriga, juntamente com os municípios de Ouro Verde, Piquerobi e Presidente Venceslau, uma unidade de conservação estadual, o Parque Estadual do Rio do Peixe, que cobre uma área de 7.720 hectares e foi instituído pelo Decreto 47.095, de 18 de setembro de 2002, com o intuito de preservar a fauna e flora locais.
Clima
O clima de Dracena é caracterizado tropical semi úmido (tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger). As temperaturas médias mensais superam 18 °C, sendo mais elevadas nos meses de verão e mais baixas nos meses de inverno. Nessa mesma época, quando é mais comum a entrada de massas de ar polares, podem ocorrer dias de frio intenso, com mínimas de 10 °C ou menos. Porém, é também o inverno a estação mais seca do ano, quando os eventos chuvas se tornam mais escassos e a umidade do ar (URA) despenca, podendo pode ficar abaixo de 30% ou mesmo de 20%, especialmente durante as tardes. Durante o período chuvoso, eventualmente são registradas quedas de granizo em algumas áreas.
De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE-SP), que possui dados pluviométricos de Dracena desde 1950, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado na cidade alcançou 223,1 mm em 28 de janeiro de 2009. A partir de novembro de 2016, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em Dracena, dentro do campus da Universidade Estadual Paulista (UNESP), a menor temperatura registrada foi de 0,1 °C em 29 de julho de 2021 e a maior chegou a 42,4 °C em 6 de outubro de 2020, sendo esta uma das dez maiores temperaturas registradas pelo instituto no estado de São Paulo. A rajada de vento mais forte alcançou 30,7 m/s (110,5 km/h) em 4 de novembro de 2017. Por sua vez, o menor índice de URA chegou ocorreu na tarde de 19 de julho de 2021, com mínima de apenas 11%.
Economia
O Produto Interno Bruto (PIB) de Dracena é o maior de sua microrregião, destacando-se na área de prestação de serviços.
O setor primário é o segundo mais relevante da economia de Dracena. O município possuía um rebanho de bovinos, equinos, suínos, caprinos, asininos, muares, ovinos e aves, dentre estas, galinhas e galos, frangos e pintinhos. A cidade também produz leite. Foram produzidos ovos de galinha e mel de abelha. Na lavoura temporária são produzidos feijão, abacaxi, tomate, milho, mandioca, feijão, melancia e mamona baga.
O setor secundário é o menos relevante para a economia do município. Já setor terciário é o mais relevante para a economia municipal.
Saúde
O município possui estabelecimentos de saúde, incluindo instituições privadas e públicas, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. A Santa Casa de Dracena possui 153 leitos para internação, dos quais 35 são privados e 118 são do Sistema Único de Saúde (SUS), além de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A cidade também conta com atendimento ambulatorial com atendimento médico em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao SUS.
Educação
O município conta com escolas estaduais e escolas municipais. Há ainda algumas instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Faculdades de Dracena (FADRA) e o Centro de Ensino Superior de Dracena (CESD).
Transportes
O município é servido pela hidrovia Tietê-Paraná, que facilita o escoamento dos produtos para os países do Mercosul.
O município é cortado pela Linha Tronco Oeste da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que liga Dracena às cidades de Itirapina e Panorama e atualmente se encontra concedida à Rumo Logística para o transporte de cargas. Pela ferrovia, o município também era atendido pelo transporte de passageiros de longa distância operado na Estação Ferroviária de Dracena, entre 1941 e meados dos anos 90. Os últimos trens de passageiros ainda trafegariam pela última vez na cidade em março de 2001, porém já não realizavam mais paradas em sua estação ferroviária.
Cultura
A Fundação Dracenense de Educação e Cultura (FUNDEC) é o órgão responsável pela educação e pela área cultural e esportiva do município de Dracena.
Artesanato e arquitetura
O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural dracenense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos, como o Grupo de Artesãs de Dracena, reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em lojas de artesanato, feiras, exposições. Um exemplo ocorre na Feira de Artesanato de Dracena, realizada todos os anos do mês de agosto, que conta com uma importante participação popular. Nessa feira, os expositores vêm de várias regiões do país, associados e vinculados à Associação de Executores de Artesanato.
Na praça Arthur Pagnozzi, foi fundado um jardim japonês, como homenagem em comemoração aos cem anos da imigração japonesa no Brasil, sendo esta obra fruto de parceria entre a Associação Dracenense de Esporte e Cultura e da Comissão Organizadora dos Festejos dos 100 anos da Imigração Japonesa (ADEC) e a prefeitura, inspirado nos jardins do Japão; a área total do jardim é de 600 metros quadrados, cujo principal arquiteto envolvido nesse projeto foi Maurício Beretta.
Principais eventos e esporte
Todos os anos, milhares de eventos são organizados no município. Anualmente, os principais eventos organizados são a festa da Páscoa em abril (que também é comemorada em todo o Brasil, logo após a Semana Santa), a Festa da Bondade (também no mês de abril), a Festa de Maio (em maio), a festa de Corpus Christi (em junho), a Feira Agropecuária de Dracena (FAPIDRA - em agosto), o Salão de Artes Plásticas (também realizada em agosto), a Festa do Peão de Dracena (em setembro), a festa de emancipação política, comemorada no dia do aniversário do município (8 de dezembro) e a Feira de Artesanato (também em dezembro). Festas realizadas anualmente no Brasil também são comemoradas em território dracenense, como o Ano Novo, o Carnaval e o Natal. Também são populares no município a realização da festa junina (Dracena Celebra - Festa Junina). Novos eventos também vêm sendo criados e popularizados em Dracena, como a Festival de Música Popular Brasileira de Dracena, criado em 2010.
O principal clube de futebol do município é o Dracena Futebol Clube, fundado em 2 de julho de 1948. Seu principal estádio é o Estádio Írio Spinardi.
Feriados
Em Dracena, existem dois feriados municipais. O primeiro é o 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que é também padroeira do município; o outro é o dia 8 de dezembro, dia de emancipação política do município, onde também é comemorado o dia de Nossa Senhora da Conceição. De acordo com a Lei Federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-feira Santa.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

CAMPO MAIOR - PIAUÍ

Campo Maior é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se à latitude 04º49'40" sul e à longitude 42º10'07" oeste, estando à altitude de 125 metros. É o 7° município mais populoso do estado do Piauí e a cidade mais importante da Região dos Carnaubais. Sua população, de acordo com o censo de 2022, do IBGE, era de 45.793 habitantes.
A localidade foi fundada por portugueses e elevada a Distrito em 1761. A criação da Vila se deu em 8 de agosto de 1762, data que é comemorada como aniversário da cidade. A conversão em município ocorreu em 28 de dezembro de 1899.
História
Em 13 de março de 1823, ocorreu em Campo Maior a Batalha do Jenipapo, a mais violenta batalha sangrenta pela Independência do Brasil, que teve papel decisivo para manter a unidade territorial do país. Consistiu na luta de vaqueiros, agricultores e outros trabalhadores contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, que cumpria ordens do Rei de Portugal, D.João VI, para que o norte do Brasil permanecesse sob o domínio português. O povo nativo, que lutava com facões e instrumentos de trabalho, perdeu a batalha, mas não a guerra. Tendo perdido parte de seu arsenal, Fidié seguiu para o Maranhão, onde foi rendido e preso.
Clima
Em Campo Maior, a estação com precipitação é quente, opressiva e de céu encoberto; a estação seca é escaldante, abafada e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 38 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 40 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Campo Maior e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto.
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 29 de agosto a 29 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 37 °C. O mês mais quente do ano em Campo Maior é outubro, com a máxima de 38 °C e mínima de 24 °C, em média.
A estação fresca permanece por 4,1 meses, de 20 de janeiro a 22 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 34 °C. O mês mais frio do ano em Campo Maior é março, com a mínima de 24 °C e máxima de 33 °C, em média.
Economia
Sua economia está baseada principalmente na atividade comercial, agricultura, pecuária e extrativismo.
Além disso, a cidade dispõe de um grande potencial caprino-ovinocultor notadamente advindo da adaptabilidade das raças às condições edofoclimáticas da região.
Também é importante polo industrial cerâmico de fabricação de materiais de construção civil com várias indústrias de telha e tijolo e de argamassas e rejuntes.
Saúde
O município é servido por clínicas e hospitais da iniciativa privada e também, por ser cidade-polo, sedia o Hospital Regional de Campo Maior, também conhecido como Hospital Regional Santo Antonio, inaugurado pelo governo do estado do Piauí nos anos iniciais da década de 1970.
Educação
Ensino Superior
Estãopresentes na cidade, as seguintes instituições: Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera; Faculdade De Ciências Aplicadas Do Piauí; Facsu - Faculdade Sucesso - Polo Campo Maior; UESPI - Universidade Estadual do Piauí e UniCesumar Polo Campo Maior.
Cultura
Culinária

A "carne de sol" é prato obrigatório e marca registrada do município. Pode ser consumida também na forma de Paçoca e Maria Isabel.
Teatros
Dispõe do Teatro Sigefredo Pacheco, conhecido como teatro dos estudantes, com capacidade para cerca de 400 pessoas, e também possui o Cine Teatro Ludetana.
Biblioteca
A Biblioteca Municipal de Campo Maior foi criada em 1940, através do Decreto-Lei nº 38, de 29 de outubro de 1940, época da gestão do prefeito Francisco Alves Cavalcante.
Turismo
Campo Maior é um polo religioso, contando com a Catedral de Santo Antônio, que atrai turistas para os maiores festejos juninos, de rito católico do estado. O festejo de Santo Antônio é reconhecido como patrimônio cultural do Piauí pela Lei Estadual nº 8.220, de 27 de novembro de 2023.
Pontos Turísticos Históricos
Uma das principais atrações de Campo Maior são os seus pontos turísticos históricos. A cidade possui um rico patrimônio cultural, com construções que datam do período colonial. Um dos destaques é a Igreja Matriz de Santo Antônio, construída no século XVIII e considerada um dos principais exemplares da arquitetura religiosa da região. Além disso, o Museu de Campo Maior é outra parada obrigatória para os amantes da história, com exposições que contam a trajetória da cidade desde os tempos mais remotos.
Ecoturismo e Aventura
Para os amantes da natureza e de atividades ao ar livre, Campo Maior oferece diversas opções de ecoturismo e aventura. Uma das opções mais populares é o Parque Nacional de Sete Cidades, que abriga formações rochosas impressionantes e trilhas que levam a belas cachoeiras. Outra opção é o Parque Estadual de Sete Cidades, onde é possível fazer trilhas, acampar e observar a fauna e flora local. Além disso, a cidade também possui rios e lagos propícios para a prática de esportes aquáticos, como o Rio Surubim e a Lagoa do São Francisco.
Centro histórico
O centro histórico com casarios em arquitetura colonial e imperial se faz presente na estrutura de edificações da praça Bona Primo e entornos e conta com um raro cemitério iniciado em 1804.
Palacete dos Pachecos
Sobrado na avenida José Paulino, centro de Campo Maior. O prédio é todo branco, de traços arquitetônicos pré-modernistas e com detalhes porticais. Sua preservação é de acordo com a Lei Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural Material e Imaterial. O palacete teve construção iniciada em fins da década de 1940, como propriedade da família Pacheco. O último membro da família a residir no palacete foi o ex-prefeito Ivon Pacheco, até morrer, em 1988.
Festas e Eventos
A cidade de Campo Maior é conhecida por suas festas e eventos animados, que atraem turistas de todo o país. Uma das festas mais tradicionais é a Festa do Carneiro no Buraco, que acontece todos os anos no mês de julho e reúne milhares de pessoas em torno dessa iguaria típica da região. Além disso, a cidade também realiza o Carnaval de Campo Maior, com desfiles de blocos e escolas de samba, e o Festival de Inverno, que conta com apresentações musicais e culturais.
Compras e Artesanato
Se você gosta de fazer compras e aprecia o artesanato local, Campo Maior oferece diversas opções de lojas e feiras. A Feira do Troca é uma das mais tradicionais da cidade, onde é possível encontrar de tudo um pouco, desde roupas e acessórios até alimentos frescos. Além disso, a cidade também possui uma variedade de lojas de artesanato, onde você pode adquirir peças únicas feitas por artesãos locais, como cerâmicas, bordados e esculturas.
Esporte
Futebol

A cidade de Campo Maior conta com dois clubes de futebol que disputam o campeonato piauiense: o Comercial e o Caiçara.
Para os amantes de esportes e atividades ao ar livre, Campo Maior oferece diversas opções. A cidade possui quadras e campos de futebol, onde é possível praticar esse esporte tão popular no país. Além disso, é possível fazer caminhadas e corridas em parques e praças, como o Parque da Cidade e a Praça Bona Primo. Para os mais aventureiros, a cidade também oferece opções de trilhas e escaladas, como a Trilha do Morro do Gritador e a Pedra do Castelo.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Resumos .