segunda-feira, 4 de junho de 2018

Feliz - Rio Grande do Sul


Feliz é um município brasileiro, pertencente ao estado do Rio Grande do Sul, na região do vale do Caí.
História - Apesar dos vários motivos que podem ter levado o município a se chamar Feliz, uma das histórias é a mais aceita: o início da colonização ocorre em 1846 com colonos provenientes das colônias mais antigas, como Dois Irmãos e São José do Hortêncio. Também no mesmo ano imigrantes alemães, vindos principalmente da região de Hunsrück, que compreende uma significativa parte do estado de Rheinland-Pfalz e considerável parte do norte do estado de Saarland, estado, este, que faz divisa com a França.
Quando estes imigrantes, vindos do Hunsrück, navegavam pelas calmas águas do Rio Caí, encontraram um clareira nas margens do rio. Ali se estabeleceram e decretaram "aqui estamos Felizes". Reza a lenda que desta frase surgiu o nome da cidade: Feliz.
Economia - Sua economia baseia-se na produção de calçados e na agricultura, onde predomina o cultivo de morango. O município é considerado o maior produtor de morangos e amoras do Rio Grande do Sul. Destaca-se no setor metal-mecânico, tendo como empresas a Ramada,que fabrica ferramentas e a Hidrojet, empresa do mesmo setor.
Para garantir a produtividade, a administração municipal cria mecanismos de incentivo à produção e à permanência dos jovens no município. A Associação Círculo de Máquinas recebe 40% de retorno da efetivação da produção.
Em parceria com o Sebrae, a Associação de Hortifrutigranjeiros montou um planejamento estratégico para buscar o incremento e qualidade dos produtos. Duas novidades foram o irrigamento por gotejamento e o cultivo de morangos semi-hidropônicos em estufas. Além disso, todo produtor recebe assessoria para melhor aproveitamento das colheitas e incremento das culturas, como plantação de uvas e ameixas, por exemplo.
Turismo - São principais pontos turísticos de Feliz, os seguintes.
Ponte de Ferro - trazida da Bélgica, a Ponte de Ferro foi instalada em 1900. Ao longo dos anos acumulou importância histórica, pois possibilitou o desenvolvimento e o progresso sócio-econômico do município e toda a região, visto que durante décadas foi o único elo de ligação entre a capital e a serra. Em setembro de 2008 foi declarada parte do Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.
Rio Caí - o Rio Caí atravessa todo o município, de nordeste a sudoeste. Suas águas colaboraram com o crescimento econômico de Feliz, uma vez que várias empresas instalaram-se às suas margens, usando o rio para diversos fins produtivos. Nas lavouras, ele é essencial na irrigação; para as cervejarias, outrora instaladas no município, ele foi essencial na produção de bebidas. Além disso, suas águas transformam-se em balneários improvisados durante os meses de maior calor.
Construções antigas e em estilo enxaimel - em várias localidades do município é possível encontrar residências e outros prédios, como igrejas, construídos pelos primeiros colonizadores do município. Entre eles, há um prédio localizado no centro, pertencente à família Noll, que abrigou o único cinema do município. Outro traço na arquitetura local é o estilo enxaimel, visto em muitas casas e no prédio da prefeitura municipal.
Museu Municipal - o acervo é formado por móveis, utensílios, livros, fotografias e outras peças de época que contam a trajetória e evolução da vida dos imigrantes que colonizaram o município.
Cultura
Fundação Cultural de Feliz - entre as entidades culturais existentes da cidade há a Fundação Cultural de Feliz, entidade privada sem fins lucrativos e de cunho filantrópico. Fundada em 1992, a entidade realiza diversos eventos culturais e artísticos no município, entre os quais o Encontro Regional de Coros, o Canta Rio Grande, o Festival de Grupos Vocais, o Rock in Rio Caí e a Série Saraus de Sábado.
Grupo de Danças Alemãs - o Grupo de Danças Folclóricas Alemãs de Feliz marca presença em todos os eventos festivos da cidade e região. Fundado em 1945, com o início dos ensaios em 1946, o Grupo de Danças Alemãs realiza todos os anos no mês de Abril/Maio o seu encontro, onde convida Grupos Germânicos de toda região e estado para se apresentarem e conhecerem a história do município.
Festas típicas
Festival Nacional do Chope - a primeira edição do Festival do Chope foi realizada em 20 de abril de 1968, inspirada na Oktoberfest de Munique, na Alemanha. O idealizador da festa, Victor Ruschel, havia feito uma viagem ao país de seus antepassados no ano anterior, e visitara o estado da Baviera (Bayern) e a Oktoberfest. Ao regressar ao Brasil, estava decidido a promover uma festa nos mesmos moldes no município de Feliz, para tal criou com demais amigos o Grupo de Danças Folclóricas Alemãs de Feliz. Ele era proprietário da Cervejaria Ruschel, que mais tarde passou a ser a Cervejaria Polka, posteriormente Serramalte e, por último, Antarctica. O festival é promovido nas dependências da Sociedade Cultural e Esportiva Feliz (SOCEF), com a ajuda da Prefeitura Municipal de Feliz, de apoiadores comerciais e da comunidade local. O evento se realiza anualmente, sempre em dois finais de semana de abril e/ou maio. Como já é de costume, todo ano, nos sábados antes do evento, ocorre no estádio do Juventus, um clube de futebol da região, os jogos do Grenal do Chope e das Margaridas. No primeiro, moradores de Feliz dividem-se em colorados e gremistas e jogam uma partida amistosa com um barril de chope instalado no centro do gramado, distribuindo chope gelado aos jogadores. O time perdedor tem como sentença puxar uma carroça que carrega os jogadores do time vencedor do bairro Matiel até o centro, com o público comparecendo ao estádio e acompanhando a carroça até sua chegada ao destino. No futebol das Margaridas a raiz é praticamente a mesma, mas nesse são duas turmas de amigos que se enfrentam, os Choppados e os Kueras. O diferencial é que todos os jogadores vestem-se de mulher e jogam com aquele mesmo barril de chope no centro do gramado.
Fenamor - Festa da Amora, Morango e Chantilly - a festa acontece de dois em dois anos, no mês de novembro, no Parque Municipal de Feliz. A programação conta, anualmente, com exposições de produtos coloniais, feira industrial e comercial, feira de artesanato, apresentações artísticas, shows, gastronomia típica alemã e exposição de amoras e morangos.
Encontro de Cervejarias Artesanais - o evento tem por objetivo resgatar a tradição germânica e cervejeira de Feliz, que iniciou em 1893 quando João Ruschel fundou a primeira cervejaria de alta fermentação do Brasil e que, em 1934, passou a chamar-se Cervejaria Ruschel. O evento tem exposição de cervejarias artesanais, festival de bandas, baile da terceira idade, apresentações artísticas e bandas típicas. Também estão presentes a culinária típica da cultura alemã, além de exposição de orquídeas e comércio de artesanato.
Chopp e Dança! - evento realizado bi anualmente pelo Grupo de Danças Folclóricas Alemãs de Feliz tem início marcado com desfile pelas ruas da cidade chegando ao parque, onde se dá a continuidade a uma programação voltada ao estilo germânico com danças folclóricas alemãs, espanholas, italianas e portuguesas, além de ballet's, tudo acompanhado de comida típica e chope artesanal. Os recursos obtidos através da festa pagam as despesas da entidade que há 43 anos vem se apresentando nos mais diversos municípios do Rio Grande do Sul.
Referência para o texto: Wikipédia.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Jundiaí - São Paulo


Jundiaí é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Seu nome é uma referência ao peixe de água doce "Jundiá".
A paisagem mais marcante da cidade é a Serra do Japi, uma das grandes áreas de Mata Atlântica nativa contínua no estado de São Paulo, denominada como "Castelo de Águas" por muitos naturalistas, como o geógrafo Aziz Ab’Saber, devido a sua riqueza hídrica. Tombada em 1983 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e, posteriormente, regulamentada como reserva biológica. Declarada em 1992 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como reserva da biosfera da mata atlântica.
História - A região de Jundiaí, até início do século XVII, era habitada exclusivamente por povos indígenas; alguns grupos viviam em clãs familiares, caracterizando-se pelo nomadismo e outros eram sedentários. De origem tupi, se dedicavam à produção de milho e de mandioca. Eram povos guerreiros, bons caçadores e pescadores, organizando-se em aldeias compostas por cabanas circulares feitas de tronco e cobertas de palha. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, como a utilização de queimadas na lavoura.
O povoamento do sertão de "Mato Grosso de Jundiahy", como era denominado o extremo território ao norte da vila de São Paulo, que hoje compreenderia a região de Jundiaí, Campinas e todo o nordeste do estado até a divisa com Minas Gerais no Rio Grande, iniciou-se próximo ao Rio Jundiaí com a chegada da Rafael de Oliveira, sua mulher Petronilha Rodrigues Antunes e filhos, em 1615, que deram ao povoado a denominação de "Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí".
Segundo alguns historiadores, o casal teria se fixado aí em virtude de ter Rafael de Oliveira cometido "crime de bandeirismo", isto é, organizado expedição de apresamento de índios, o que era vedado pela coroa portuguesa. Diz, no entanto, o historiador Afonso de Taunay, que Rafael foi perdoado, graças à sua participação no combate aos flamengos.
O fato é que a antiga Freguesia de Nossa Senhora do Desterro prosperou desde o início de sua formação em virtude de construir ponto de apoio para as expedições que se dirigiam aos sertões, que, aí, se abasteciam de gêneros produzidos pelos seus habitantes.
A inauguração de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, no ano de 1651, marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, foi elevada à categoria de vila. No dia 28 de março de 1865, Jundiaí foi elevada à condição de município.
Foi ainda em fins do século XIX que inauguraram as Estradas de Ferro (Cia. Paulista- Santos a Jundiaí - a Ituana e a Bragantina), o que possibilitou a imigração de ingleses, espanhóis e italianos, motivados por incentivos governamentais, que tencionavam substituir a mão de obra escrava.
Na primeira metade do século XX, Jundiaí descobriu a sua vocação industrial, que perdura até hoje, pois o município possui um dos maiores parques industriais da América Latina, entretanto os níveis de poluição no município se mantém em situação padrão. A indústria do lazer nos municípios próximos também está incrementando a economia local, com a instalação de parques temáticos que atraem turistas e geram empregos para os jundiaienses.
O aniversário do município é comemorado em 14 de dezembro, data em que foi elevada à categoria de vila. Em 2005, foi aprovada uma emenda que decretou feriado municipal na data, comemorado a partir de 2006. Os comerciantes não aprovaram, por se tratar de uma data próxima ao natal e, a partir de 2008, o feriado tornou-se facultativo.
Economia - Jundiaí sempre foi conhecida como a terra da uva e do morango, tendo um grande destaque no cenário nacional, produzindo atualmente 30% da uva do Estado através de mais de 500 produtores. Hoje, dos 432 km² da área do município, cerca de 320 km² são área rural e destes 228,6 km² são área de cultivo, havendo cerca de 15.000 hectares e 796 imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural do Governo Federal em 2017. São produzidos também caqui, pêssego, legumes, verduras e eucalipto. Na pecuária há práticas de rebanhos bovino, ovino, equino, caprino e suíno, galináceos e produção de ovos, mel e leite.
Mas, além de ter uma boa produção agrícola, o município tornou-se um polo para empresas de tecnologia (Foxconn) e de logística com armazéns da Mobly, Via Varejo (Casas Bahia/Pontofrio), Renault/Nissan, Magazine Luiza, DHL, Sadia e ainda possui um parque industrial com diversas empresas se destacando nos setores de alimentos ( Saralee, Frigor Hans, Parmalat), bebidas (Coca-Cola/ Femsa, Cereser, Ferráspari, Ambev), cerâmica (Deca, Roca e Ideal Standard) , autopeças (Sifco, Bollhoff, neumayer tekfor, Mahle, EBF VAZ), metalurgia (Siemens, CBC Indústrias Pesadas, Sulzer), borracha, plásticos, embalagens e bens duráveis (Astra-SA, Plascar, Takata Petri, Foxconn, AOC Envision, Compal Eletronics, Arima, Itautec, Albea), química, papeleira e de gases (Akzo Nobel, Linde, IBG, SI Group/Crios, Klabin, Böttcher), além de centrais de atendimento como, Tivit e Fidelity Information Services. Em 2013, segundo o IBGE, a cidade possuía o 5º PIB industrial do Estado e o 7º PIB do Estado em prestação de serviços e comércio.
O município ainda possui a maior fábrica da Coca-Cola no mundo em volume de produção, segundo a própria empresa em notícia veiculada no seu site.
Cultura, turismo e Lazer - A cidade possui diversos espaços de cultura, turismo e lazer.
Espaços culturais
- Portal do Turismo - Complexo Argos - Instalado no conjunto arquitetônico da antiga indústria têxtil Argos, na Rua Doutor Cavalcanti (o complexo possui área de 365.000 metros quadrados e forma um conjunto histórico com as vilas operárias do entorno; a revitalização deste espaço foi feita garantindo-se a preservação de suas características arquitetônicas históricas; abriga o Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos, o Centro Municipal de Formação e Capacitação Permanentes do Magistério, o Centro Municipal de Informática, o Centro Municipal de Línguas e a emissora de Televisão Educativa do Município); Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot (atualmente, instalada no Complexo Argos); Gabinete de Leitura Ruy Barbosa (tradição na cidade de Jundiaí, o Gabinete possui em suas dependências uma pinacoteca com extenso acervo, uma biblioteca com mais de 4 500 obras e documentos históricos e uma cinemateca; possui ainda auditório multimídia, cybercafé e oferece cursos diversos); Casa da Cultura (localizada no Centro, promove atividades de música, dança, pintura e literatura, entre outras); Teatro Polytheama (um dos principais patrimônios histórico, cultural e arquitetônico de Jundiaí; fundado em 1911 e fechado no final da década de 1960, foi reinaugurado em 1996 com projeto da renomada arquiteta Lina Bo Bardi); Centro das Artes (antigo Mercado Municipal, foi reformado e reinaugurado em 1981; abriga a Sala Glória Rocha no seu piso superior, com 334 lugares e palco de shows musicais e teatrais); Cineclube Consciência; Atelier Casarão (localizado em anexo ao Ateliê Lelê da Cuca, é um espaço de teatro, música, cultura, poesia e todo tipo de manifestação artística); Casa Colaborativa; SESC Jundiaí; SESI Jundiaí; Casa de Letras e Artes; Grêmio C.P.; Clube Jundiaiense; Clube 28 de Setembro; GRES União da Vila Rio Branco; GRES Arco Íris; GRES Leões da Hortolândia; GRES Unidos da Zona Leste; Clube Juventus.
Museus - Museu Histórico e Cultural de Jundiaí – "Solar do Barão de Jundiaí"; Museu Eloy Chaves - Fazenda Ermida; Museu Ferroviário "Companhia Paulista"; Museu da Energia de Jundiaí (desativado); Fazenda N. Sra. da Conceição – Museu Barão de Serra Negra; Centro de Memória do Esporte Jundiaiense ("Bolão"); Museu Sacro Diocesano "Cardeal Agnelo Rossi"; Museu do Exército – 12º G.A.C. – Grupo Barão de Jundiahy; Centro Cultural Ermida; Espaço Cultural Museu do Vinho "Família Brunholi"; Museu do Paulista Futebol Clube (Sala de Troféus).
Circuito de Adegas - A Cidade das Uvas possui, em seu Roteiro Turístico Rural, muitas adegas como Beraldo de Cale, Brunholi, Mazziero e Castanho.
Compras - Jundiaí possui um grande número de pontos excelentes de compras, principalmente com as lojas tradicionais do Centro Histórico, da Ponte São João, da Vila Arens, da Vila Hortolândia, do Eloy Chaves, da Vila Rami, do Vianelo e da Vila Rio Branco, além do eixo Nove de Julho. Possui o Maxi Shopping Jundiaí com mais de 240 lojas e sete salas de cinema (Moviecom), o Paineiras Shopping com mais de 60 lojas, o Jundiaí Shopping com mais de 212 lojas e sete salas de cinema (Cinépolis) e o Multi Moda Center com cerca de 43 lojas. Há ainda o Mercadão da Ferroviários e o Mercadão da Vila Arens.
Parques - O município, atualmente, possui diversos parques e jardins botânicos. São eles: Bosque José Antônio Ferraz – Jardim Copacabana; Jardim Botânico de Jundiaí; Parque Botânico Eloy Chaves Parque Botânico Tulipas “Professor Aziz Ab`Saber”; Parque Comendador Antônio Carbonari – Parque da Uva; Parque da Cidade; Parque do Engordadouro Ângelo Costa; Parque do Trabalhador – Corrupira; Parque Ecológico Morada das Vinhas José Roberto Mota ‘Barroca’; Parque Jardim do Lago – Antônio Garcia Machado Unidade de Desenvolvimento Municipal (Unidam). Além dos parques, a cidade conta ainda com a Reserva Biológica da Serra do Japi, um dos símbolos da cidade.
Teatro - Jundiaí tem tradição no meio teatral, tendo revelado importantes nomes do Teatro Nacional. Conta com um vasto número de grupos que movimentam a cena cultural da cidade como: Cia. Paulista de Artes; Grupo Performático Éos; Cia. Na Ponta da Língua; NAC - Núcleo de Artes Cênicas de Jundiaí (entidade cultural de utilidade pública desde 1988)
Esportes - A cidade possui forte tradição em ciclismo de estrada, com destaque para o ciclista Israel Bernardi, campeão brasileiro e cinco vezes campeão paulista. Devido disponibilidade de trilhas na Serra do Japi e arredores existem muitos praticantes de mountain bike. Atualmente existem cerca de 14 grupos de ciclistas na região, estima-se que estes grupos possuem cerca de 600 ciclistas ativos que praticam seus treinos e passeios diariamente. A cidade tem ainda uma fortíssima tradição no skate, tendo a partir da década de 1980 pistas como o Mirante (oval) e o Sororoca (inicialmente half pipe e depois street). Em 2009, o Paulista Futebol Clube completou cem anos de história no dia 17 de Maio. Dentre os títulos do Paulista, estão o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2001 - Série C e a Copa do Brasil de Futebol de 2005. O time também participou da Copa Libertadores da América de 2006, quando venceu o Club Atlético River Plate.
Educação - A educação pública municipal é um dos motivos que levam a cidade ao quarto lugar do estado em índice de desenvolvimento humano.
Faculdades públicas (federal, estadual ou municipal) - Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC); Instituto Federal de Tecnologia (IFSP-Jundiaí).
Faculdades particulares - ESEF- Escola Superior de Educação Física; FMJ- Faculdade de Medicina de Jundiaí; UniAnchieta- Centro Universitário Padre Anchieta; Faculdade Pitágoras; Estácio (UNISEB)- Pólo EAD; Divino Salvador- Pólo EAD; UNIP - Universidade Paulista; Centro Universitário Anhanguera; Centro Universitário Senac; Universidade Anhembi Morumbi- Pólo EAD; FCE- Faculdade Campos Elíseos- Pólo EAD; Unicid- Pólo EAD; Unopar- Pólo EAD; Uninter- Pólo EAD.
Escolas técnicas - Designer Treinamentos; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - Campus Avançado Jundiaí (IFSP); Escola Antonio Cintra Gordinho (EACG); Escola Professor Luiz Rosa; Escola Padre Anchieta; Colégio Divino Salvador; Colégio Tableau; Colégio Duque de Caxias Senac; Isntituto Nacional de Profissionalização para DOTA Prof. Doutor Diogo Mori; Escola Técnica Estadual Benedito Storani (Colégio Técnico Agrícola/ETEC BEST); Escola Técnica Estadual Vasco Antonio Venchiarutti (Colégio Técnico/ETEVAV/ETECVAV); Global Multicursos; Cetec- Escola de Enfermagem; Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial "Conde Alexandre Siciliano" SENAI; Centro de Educação Tecnológica Eloy Chaves CETEC; Evolut Escolas Técnicas; Espaço Celia Santucci.
Eventos
- Festa da Uva - A tradicional Festa da Uva de Jundiaí é a mais antiga de São Paulo. Realizada desde o ano de 1934, teve seu início no centro da cidade; depois, foi transferida para o "Parque Comendador Antônio Carbonari", mais conhecido como "Parque da Uva". Há a exposição das frutas durante o dia inteiro, e durante a noite também ocorrem shows de bandas. A Festa da Uva acontece em anos pares no mês de janeiro. Em 2013 foi remodelada para ser um evento familiar, não tendo mais como principal atração os shows de grandes artistas, mas sim voltando ao modelo original da festa, na qual a entrada era gratuita e a participação dos agricultores era efetiva, mas contando com atrações culturais da própria cidade.
- Expo Vinho - Realizada juntamente com a Festa da Uva, teve sua primeira edição em 2013 e contou com diversos expositores já conhecidos na cidade.
- Festa Italiana de Jundiaí - Todos os anos, no bairro da Colônia, desde o ano de 1987 (ano do centenário da imigração italiana em Jundiaí), ocorre La più bella festa (traduzido do italiano, significa "a mais bela festa"). É realizada em maio e junho com comidas e música típicas. Nos oito dias de festa, se reúnem em torno de 100.000 pessoas de várias cidades, como São Paulo, Campinas, Atibaia, Santos e Sorocaba e até de outros estados. Todos os anos, se fazem presentes o vice-cônsul da Itália em Jundiaí e italianos do Vêneto, no norte da Itália. O calendário de festas comunitárias acontece ao longo de todo o ano nos bairros da cidade.
- Carnaval - O carnaval de Jundiaí sempre foi realizado na Avenida Prefeito Luis Latorre, mas em 2018 o local foi alterado para a avenida União dos Ferroviários [63], onde há o desfile das escolas de samba que se divide em grupo de acesso e especial. Entre as escolas mais tradicionais da cidade, estão a União da Vila Rio Branco e a Arco-Íris. Mas o crescimento mais recente acontece com a multiplicação de blocos de rua.
- Outros Eventos - Na cidade, existem outros eventos, como a Festa da Uva do bairro do Caxambu, Festa do Senhor Bom Jesus no Caxambú (que completou cem anos em 2011), a "Festa Portuguesa" no bairro da Vila Arens, Festa do dia 1º de maio no Sindicato dos Metalúrgicos, a Festa das Nações no bairro Cidade Nova e a Festa do Bairro Terra Nova.
A Conferência Missionária ganhou espaço na agenda de eventos da cidade, o evento é realizado pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério Belém, no Parque da Uva, ocorre todos os anos nos dias de carnaval; tendo barracas com comidas típicas de outros países e cultos, atraindo pessoas de diversas localidades do Brasil.
Referência para o texto: Wikipédia

terça-feira, 29 de maio de 2018

Domingos Martins - Espírito Santo


Domingos Martins é um município do estado de Espírito Santo, no Brasil. É promovida como "Cidade do Verde", por contar com bastante mata atlântica.
O município foi fortemente colonizado por alemães, pomeranos e italianos. É predominantemente dependente da agricultura, turismo e mercado imobiliário. Como atrativo turístico, destaca-se a Pedra Azul, que é um grande afloramento de gnaisse com 1.822 metros e que apresenta uma coloração azulada, dependendo da incidência de luz solar. A região é muito visitada por pessoas da capital do estado, Vitória, tanto para o turismo como para a procura por imóveis, e seus arredores, por estar localizada na região metropolitana da capital.
História - Até princípios do século XIX, a região era habitada por índios botocudos. Em 1816, foi construída uma estrada de tropeiros ligando Vila Rica (a atual Ouro Preto), passando pelo atual território do município. Foram construídos quartéis ao longo da estrada batizados com nomes de cidades portuguesas, o que deu origem às atuais localidades de Melgaço e Barcelos.
A partir de meados do século XIX, a região foi colonizada por alemães, pomeranos e italianos, que deixaram a Europa para começar uma vida nova no Brasil.
Os primeiros a chegar foram os alemães, em 1847, quando fundaram, em Santa Isabel, neste município, a primeira colônia alemã no Espírito Santo. O grupo era formado por 39 famílias, sendo 23 católicas e 16 luteranas, vindas da região montanhosa do Hunsrück ("Costa do Cachorro"), na Prússia Renana, das cidades de Koblenz, Lötzbeuren e Traben-Trarbach, em número de 163 pessoas.
Em 1859, somaram-se aos primeiros colonos outros alemães, provenientes da região do Hesse do Reno. Entre 1857 e 1873, ocorreu o fluxo de pomeranos para a região de Santa Leopoldina e Melgaço.
Os pomeranos vieram da região que ficava situada entre o norte da Alemanha Ocidental e a Polônia. Ela fazia parte da Alemanha desde 1200. Durante o feudalismo, estava vinculada ao Reino da Prússia, mas, a partir de 1945, dois terços da Pomerânia foram anexados à Polônia e a outra parte ficou na Alemanha.
Embora haja registros sobre a chegada de pomeranos ao Espírito Santo entre 1829 e 1833, para participarem da construção e limpeza da estrada projetada Vitória (ES) – Ouro Preto (MG), eles não fundaram colônias nem se estabeleceram de imediato no Estado. Muitos nem permaneceram na região.
O fluxo de pomeranos para as regiões de Santa Leopoldina e Melgaço se deu mais tarde, entre 1857 e 1873, num total aproximado de 2.143 pessoas. Os pomeranos que hoje se encontram em Domingos Martins se concentram mais em Melgaço (na Sede e na localidade de Califórnia) e em Paraju (na Sede e nas localidades de Tijuco Preto e Rio Ponte). Eles vieram da província pomerana das regiões de Koslin, Kolberg, Greifswald e outras. Chegaram à colônia de Santa Isabel subindo o rio Santa Maria da Vitória até a cachoeira de Santa Leopoldina.
A partir de 1859, vieram, também, os primeiros italianos para a colônia de Santa Isabel. Nessa época havia em Santa Isabel, 27 italianos, mas o maior fluxo de italianos para a região começou em 1875. A ocupação italiana concentrou-se no distrito de Aracê. No início do século XX (por volta de 1900) apareceram na região os primeiros imigrantes italianos. A sua chegada ocorreu por caminhos até então desconhecidos pelos alemães e que foram desbravados a partir de outras direções. Uma primeira leva chegou pelo lado de São Floriano, subindo de Alfredo Chaves pela região de São Bento de Urânia. Eles chegaram até o alto de Pedreiras e começaram a atrair outras famílias que foram adquirindo a posse dos alemães que voltavam para a região de São Rafael. Uma outra leva chegou por trás da Pedra Azul, passando por Castelinho em direção a São Paulinho.
A colônia progrediu gradativamente e logo emancipou-se de Viana. Foi elevada à condição de freguesia em 1869 e distrito policial em 1878. No dia 20 de outubro de 1893, o município de Santa Isabel desmembrou-se de Viana por meio do Decreto Estadual 29.
Pela Lei Estadual 1.307, de 30 de dezembro de 1921, o município de Santa Isabel passou a denominar-se Domingos Martins, em homenagem ao herói capixaba Domingos José Martins, que nasceu em 9 de maio de 1781 no município de Itapemirim e que participou como líder da Revolução Pernambucana, tendo sido fuzilado em 12 de junho de 1817 na Bahia.
Economia - A agricultura é a base da economia, destacando-se o fato do grande cultivo de frutas que somente se adaptam a climas temperados, o destaque é o morango, mas também há o cultivo da uva e da maçã, além da forte presença do café (da variação arábica, adaptada a climas mais frios) e das hortaliças.
Economicamente, o turismo é muito importante, assim como o mercado imobiliário, Domingos Martins possui um dos maiores índices de liquidez imobiliária da Região Sudeste. Estima-se uma demanda imobiliária na casa de dez mil imóveis residenciais, sendo o metro quadrado na área urbana compatível com grandes metrópoles como São Paulo e Rio de janeiro. Isso deve-se ao clima ameno, a tranquilidade, índices de criminalidade muito menores em comparação à grandes cidades, e sua distância da capital muito pequena, de apenas quarenta e dois quilômetros, todos esses fatores fazem com que a procura por imóveis na região (e aumento dos preço) esteja na contramão da tendência das capitais, ou seja, enquanto as capitais estão com seus preços por metro quadrado estabilizadas, ou em queda, Domingos Martins está em forte curva de subida de valorização. Além disso, a capital também abriga a sede da fábrica "Refrigerantes Coroa", e algumas produções caseiras de biscoitos típicos (da tradição alemã), além do turismo, a cidade atrai muitos turistas, graças ao clima frio, às cachoeiras, ao rafting, trilhas e rapel, além da tranquilidade e da natureza. A cidade também é uma grande produtora de água mineral.
Residiu em Domingos Martins, Roberto Kautsky, conhecido como grande colecionador de orquídeas. Ele descreveu várias novas espécies encontradas na região.
Atualmente a cidade de Domingos Martins conta com uma empresa de grande porte chamada E&L Produções de Software, a maioria dos funcionários desta empresa são moradores locais. Sendo assim a empresa gera centenas de empregos na região, ajudando não só na economia do município como também a de municípios vizinhos.
Referência para o texto: Wikipédia.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Cachoeira Paulista - São Paulo


Cachoeira Paulista é um município da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, no interior do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá.
Toponímia - A origem do nome Cachoeira Paulista deve-se ao fato de o Rio Paraíba ter algumas corredeiras após o pontilhão de Ferro da MRS Logística (antiga Estrada de Ferro Central do Brasil). Antes de se chamar Cachoeira Paulista, a cidade teve 7 nomes diferentes: Porto da Caxoeira, Arraial do Porto da Cachoeira, Porto da Cachoeira, Arraial porto da Cachoeira de santo Antônio, Freguesia de Santo Antonio da Cachoeira, Vila de Santo Antonio da Bocaina, Vila de Santo Antônio da Cachoeira, Vila da Bocaina, Bocaina, Cachoeira, Valparaíba.
História - Documentos de 1730 citam um povoamento pertencente à Vila de Lorena, denominado Arraial do Porto da Caxoeira, cujo marco inicial do primitivo núcleo foi uma pequena ermida erigida por devotos em homenagem ao Senhor Bom Jesus da Cana Verde, no ano de 1780. Manoel da Silva Caldas e sua esposa, Ângela Maria de Jesus, em 18 de Outubro de 1784 doaram "duzentas braças de testada e meia légua em direção aos sertões situados na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, até as divisas com o Embaú", para o patrimônio da nova Capela do Bom Jesus da Cana Verde, erigida em suas terras por Sebastiana de Tal, constituindo de fato o arraial e permitindo assim a expansão do vilarejo ali instalado.
As primeiras edificações instaladas consistiam em choupanas de sertanejos, na sua maioria pescadores, que tiravam seu sustento do Rio Paraíba. A primeira rua de Cachoeira, foi a Rua "Bom Jesus", que na época partia da capela e avançava até a rota por onde passavam os tropeiros que se dirigiam a Minas Gerais. No ano de 1822, nos dias que antecederam a Proclamação da Independência, o Príncipe Regente, Dom Pedro I, passou pela então Freguesia de Santo Antônio da Cachoeira, fazendo parada em 18 de agosto daquele ano. Um dos momentos históricos mais significativos da cidade ocorreu em 1932, durante a Revolução Constitucionalista. Durante esse período, o município transformou-se em uma praça de guerra, tornando-se o Quartel General do Movimento Constitucionalista.
A cidade de Cachoeira Paulista, no interior do Estado de São Paulo, abriga aquela que foi considerada uma das mais magníficas construções ferroviárias da história deste país. Inaugurada em 1875, a Estação Ferroviária de Cachoeira Paulista marcava o ponto de encontro entre dois importantes ramais ferroviários do Brasil: a Estrada de Ferro do Norte (também conhecida como Estrada de Ferro São Paulo – Rio) e a Estrada de Ferro Dom Pedro II, que vinha desde a cidade do Rio de Janeiro. Embora, atualmente encontre-se completamente abandonada, a Estação de Cachoeira Paulista ainda exibe traços da bela arquitetura empreendida na época de sua construção.
Religião - Cachoeira Paulista também se destaca por ser sede da Comunidade Canção Nova (comunidade Católica Romana) fundada pelo Monsenhor Jonas Abib e companheiros em 1978.
Hoje há uma grande estrutura com dois centros de eventos e missas (chamados de "Rincão do Meu Senhor"), salas de confissão, capela do santíssimo sacramento, televisão, rádio etc.
"Hosana, Brasil" é uma grande festa realizada pela comunidade Canção Nova em meados do mês de dezembro, com missas, palestras, e shows. A cidade fica com seus hotéis e pousadas praticamente lotados durante o período da festa.
A sede da Canção Nova também apresenta um grande estúdio de TV, onde são gravados os programas exibidos pela emissora pertencente a esta instituição.
O Cristianismo é predominante em Cachoeira Paulista; a cidade é bem dividida entre Evangélicos e Católicos.
A cidade possuí diversas Igrejas Evangélicas. Algumas das mais tradicionais da cidade são: Igreja Presbiteriana Renovada, Assembleia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Metodista, Igreja Congregacional, dentre outras igrejas.
A Igreja Católica Apostólica Romana e Renovação Carismática possuem na cidade, além da Canção Nova, diversas paróquias espalhadas pela cidade, algumas tão antigas quanto a cidade.
Ciência e Tecnologia - Na cidade de Cachoeira Paulista está localizada uma das sedes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, dentro do qual está situado o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC - INPE). Neste local está instalado o supercomputador mais potente de todo o hemisfério sul do planeta.
Referência para o texto: Wikipédia

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Paulínia - São Paulo


Paulínia é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo.
Paulínia é conhecida por sediar um dos maiores polos petroquímicos da América Latina, centrado na Refinaria de Paulínia (Replan). Graças à Replan e a esse polo petroquímico, Paulínia tem a sétima maior renda per capita do Brasil. O setor de serviços historicamente não tem grande importância para o município, mas recentemente vem se desenvolvendo por causa de projetos como o Paulínia Magia do Cinema.
O termo Paulínia é uma homenagem a José Paulino Nogueira, fazendeiro campineiro, um dos donos da Fazenda do Funil, localizada entre as atuais cidades de Paulínia e Cosmópolis. A vila que deu origem ao município de Paulínia chamava-se Vila José Paulino até 1944, quando um decreto estadual proibiu localidades de terem nomes de pessoas vivas. Devido a esse fato, a vila foi elevada a distrito com o nome "Paulínia".
A história de Paulínia se inicia muito antes de sua emancipação, ocorrida em 1964; ela remonta ao começo do século XVI, com o início da ocupação da região de Campinas.
A história de Paulínia como aglomerado urbano tem início com a doação de sesmarias pelo governo português. Na região dos rios Atibaia e Jaguari há relatos da doação de duas grandes sesmarias que se localizavam onde atualmente se encontra a cidade, uma em 1796 e outra, chamada sesmaria Morro Azul, em 1807. Dessa última se originou as fazendas São Bento, adquirida pelo Comendador Francisco de Paula Camargo, e a do Funil. Ambas têm uma grande ligação com o surgimento da cidade de Paulínia.
Oficialmente Paulínia foi fundada em 16 de julho de 1906, por José Seixas de Queiróz, entretanto comemora-se o aniversário da cidade na data em que o município foi criado, isto é 28 de fevereiro.
O primeiro núcleo urbano na região de Paulínia foi um vilarejo denominado bairro São Bento. Em 1903 foi inaugurada na Fazenda São Bento uma capela em honra ao mesmo santo, que começara a ser construída em 1897, no mesmo ano no qual foram aprovados as plantas e o orçamento da estação José Paulino. Ao redor dessa capela começou a se desenvolver o bairro São Bento. Nessa época São Bento era um bairro periférico de Campinas.
Com o fortalecimento da cultura agrícola, os fazendeiros da região começaram a sentir dificuldades em escoar a produção devido à presença dos rios Atibaia e Jaguari, que dificultavam a sua travessia com os produtos. Nesse contexto os produtores passaram a reivindicar junto à capitania de São Paulo a construção de uma estrada de ferro que viabilizasse o transporte da produção para outros núcleos. Em 1880 foram aprovados créditos para a construção da Companhia Carril Agrícola Funilense, ligando a cidade de Campinas à região da Fazenda do Funil.
A inauguração do trecho carroçável da Estrada de Ferro Funilense, em 18 de setembro de 1899, mudou a ordem econômica do bairro São Bento. A Estação José Paulino atraiu vários comerciantes e deu origem à Vila José Paulino. Ao redor da estação surgiu a rua do Comércio, rebatizada posteriormente como avenida José Paulino, e uma réplica da capela da fazenda São Bento, a Igreja São Bento, existente até os dias de hoje. Em 30 de novembro de 1944, através do Decreto-lei 14.3334, José Paulino foi elevado a distrito com o nome Paulínia.
Em meados da década de 1950, um funcionário aposentado da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Lozano Araújo, fundou a associação Amigos de Paulínia e iniciou um movimento pela emancipação de Paulínia. O movimento culminou com a realização de um plebiscito em 6 de novembro de 1963, que determinou a emancipação. Em 28 de fevereiro de 1964 foi publicada a Lei 8092, criando o município de Paulínia.
Entre os pontos turísticos naturais mais visitados estão o minipantanal, o parque ecológico e o Jardim Botânico Adelelmo Piva Júnior. A biblioteca virtual, onde a população tem acesso gratuito à internet, e o Teatro Municipal, parte do pólo cinematográfico de Paulínia, são outros pontos turísticos importantes.
São símbolos de Paulínia os portais que estão localizados nas entradas da cidade. Com estilos diferentes, eles são atrativos turísticos e têm postos da guarda municipal. Os principais são o Portal Medieval, o Colonial, o Futurista e o do Parque Brasil 500. A praça Paul Percy Harris é conhecida por ter o maior símbolo rotariano do mundo.
Cultura e Lazer - Entre os principais pontos de lazer de Paulínia se destacam a praça São Bento, a avenida José Paulino e a praça Sagrado Coração de Jesus, local onde ocorrem vários eventos durante o ano.
O parque ecológico municipal de Paulínia Armando Müller, localizado na região central da cidade, é utilizado pela população para lazer e recreação. As pessoas o utilizam para fazer piquenique e apreciar a natureza, pois o parque contém várias espécies animais e vegetais. O grande número de plantas e árvores no local rendem a ele o apelido de "bosquinho". Ocupando uma área de 65.000m² e dividido em vários ecossistemas, o parque possui um total de 398 espécies, sendo 240 silvestres, 41 exóticos e 117 domésticos.
Outra escolha de lazer e cultura é representada pelo Teatro Municipal de Paulínia, inaugurado em 4 de julho de 2008, construído para receber, além de peças teatrais, eventos relacionados ao cinema, apresentação de danças, além de outros espetáculos. O teatro também é palco do Paulínia Magia do Cinema, um dos principais eventos do município.
Culinária - No cardápio paulinense, assim como em grande parte do estado, é comum encontrar o arroz e feijão, a base das refeições, e como acompanhamento, bife, frango, linguiça, carne moída e salada de alface e tomate. Paulínia, devido ao seu passado histórico, tem influência da culinária italiana, com a presença de pizza, macarrão, molhos, etc. Além desses pratos, é muito popular no município a chamada comida caipira, conjunto de pratos típicos do interior de São Paulo. Desse tipo, destacam-se principalmente vários tipos de farofas, frango caipira e pamonha. Também são populares a garapa, a paçoca de amendoim e, mais recentemente, os chamados pratos rápidos, que vêm conquistando cada vez mais espaço no país. Em Campinas ocorre o Festival Gastronômico de Campinas, que reúne restaurantes do município e da região com a preparação de inúmeros pratos típicos locais.
Artes - Destaca-se na arte paulinense o fato da cidade ser a terra natal de Agostinho Batista de Freitas, pintor naïf que caracterizava-se por pintar paisagens urbanas, e que chegou a se apresentar na Bienal de Veneza em 1961. Ademais, o município não possui uma arte de importância nacional, com exceção das artes cênicas. O principal evento artístico ocorrido no município é a Expo Art, evento realizado anualmente desde 2008, que objetiva a divulgação de artistas paulinenses.
No município há um programa destinado a fomentar a arte no município chamado Espaço Ação & Arte. O programa coordenado pelo Centro de Ação Comunitária de Paulínia (CACO) tem o objetivo de qualificar pessoas, gerando trabalho e renda através da valorização de atividades artísticas. A principal ação do programa são as oficinas de artesanato, que promove a aprendizagem de técnicas artesanais, como pintura de tecido, bordado e tricô.
Literatura e artes cênicas - Paulínia possui pouca tradição em literatura e artes cênicas, mas apesar disso, com o advento do projeto Paulínia Magia do Cinema, essas manifestações artísticas passaram a ser mais incentivadas pela administração. Em 2009 houve a realização do Processo de Análise e Mérito de Obtenção do Atestado de Capacitação Profissional do SATED/SP, que qualificou 27 profissionais de artes cênicas, sendo o maior registrado no interior de São Paulo até aquela data. No mesmo ano ocorreu na cidade a Virada Cultural Paulista, cujo destaque nas artes cênicas coube a um musical infantil da própria cidade.
Algumas instituições artísticas que se destacam no município são o Ceart-Centro de Artes de Paulínia e o Espaço Cultura (Escola Magia do Cinema). O primeiro é um grupo de teatro que realiza musicais como Os Saltimbancos, Para Viver um Grande Amor (com poemas do livro homônimo de Vinicius de Moraes) e Roda Viva. O grupo é formado por atores de Paulínia e seu elenco interpreta e canta ao vivo em cena. Já a Escola Magia do Cinema é iniciativa da prefeitura através do projeto Paulínia Magia do Cinema. Ela oferece cursos nas áreas de cinema, teatro, dança e música, como caracterização cênica, literatura dramática, História da arte e do teatro, entre outros. Essa escola, em parceria com a Fundação Getulio Vargas e o Senac, visa a formação de profissionais qualificados na área de cinema e teatro para entrarem no mercado de trabalho criado com o projeto Paulínia Magia do Cinema. Na literatura paulinense o destaque fica com Raimundo Lonato, que já escreveu vários livros infanto-juvenis, literatura-reportagem e de poemas. O escritor já esteve presente em eventos como a Feira do Livro de Porto Alegre e a 20ª Bienal do Livro de São Paulo.
Referência para o texto: Wikipédia.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Imagens do Brasil - Araraquara - São Paulo


Araraquara é um município no interior do estado de São Paulo, no Brasil.
Etimologia - Existem duas explicações etimológicas para a origem do topônimo "Araraquara"ː a primeira diz que o nome da cidade se originou do tupi antigo arará kûara, que significa "buraco das ararás" (arará, "cupim na sua fase alada" e kûara, "buraco", "toca") e a segunda diz que se originou da expressão da língua geral meridional arara kûara, que significa "toca das araras" (arara, "arara" e kûara, "buraco", "toca").
Originalmente, a região era habitada pelos índios guaianás. 
O fundador de Araraquara, Pedro José Neto, nasceu no ano de 1760 em Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim, no Bispado do Rio de Janeiro. Em 1780, com vinte anos de idade, mudou-se para a freguesia de Piedade da Borda do Campo, hoje Barbacena, em Minas Gerais. Nessa freguesia, a 12 de Agosto de 1784, casou-se com Ignácia Maria, também fluminense. Teve, com ela, dois filhos: José da Silva Neto e Joaquim Ferreira Neto, que faleceram em Araraquara.
A 22 de agosto de 1817, foi criada a Freguesia de São Bento de Araraquara pela Resolução 32 - Reino - Resolução de Consciência e Ordens, então subordinada ao município de Piracicaba . A 30 de outubro de 1817, a freguesia foi elevada à categoria de distrito e, a 10 de julho de 1832, passou à de município, o qual foi instalado a 24 de agosto de 1833.
A 20 de abril de 1866, passou à categoria de comarca pela Lei Provincial 61 e, a 6 de fevereiro de 1889, foi elevada à categoria de município, pela Lei Provincial Sete.
Do ponto de vista histórico-econômico, na primeira metade do século XIX, as grandes propriedades rurais, características deste século, ainda não tinham sido atingidas pelo surto cafeeiro. Plantava-se a cana-de-açúcar e milho, ao lado de outros cereais, o fumo e o algodão. Os rebanhos eram constituídos em sua maioria por suínos e bovinos. A maior parte da produção servia para abastecer as "casas de secos e molhados". Por volta de 1850, a plantação de café substituiu a de cana-de-açúcar e cereais, tornando-se o produto de maior importância na economia local.
Em 1885, a chegada da ferrovia estimula o crescimento da cidade, que foi considerada a "Cidade Mais Limpa das Três Américas", além de ser a primeira no interior a ser servida por linhas de ônibus elétricos (trólebus). A Estrada de Ferro Araraquara foi fundada por um grupo de fazendeiros da região, liderados por Carlos Baptista de Magalhães, pai de Carlos Leôncio de Magalhães, ambos importantes proprietários de terras da cidade.
Em 1897, ocorre um episódio de coronelismo conhecido como Linchamento dos Britos. Este episódio influenciará na política local do início do século XX, além de gerar o "mito da serpente". Na década de 1930, com a vitória no pleito municipal de Bento de Abreu Sampaio Vidal e seu grupo, o poder local passa a investir na construção de praças e do Museu Municipal e na arborização de ruas, visando a construir uma outra representação sobre a cidade, que não a veicule ao episódio do linchamento.
Fato notável é a visita de Jean-Paul Sartre à cidade em 1960 para promover uma conferência no antigo Instituto Isolado de Ensino Superior - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, atualmente integrada à Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. A conferência gerou uma publicação bilíngue pela Editora Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, em 2005, chamada "Sartre no Brasil: a Conferência de Araraquara".
Economia - Araraquara está entre as cidades mais desenvolvidas do Brasil em termos de qualidade de vida, renda, saúde e educação, com base no índice FIRJAN. A cidade também é uma das mais industrializadas do estado, contando com mais de 500 indústrias de vários ramos.
No Centro destacam-se a Rua Nove de Julho (conhecida historicamente por Rua 2) e Rua São Bento (Rua 3) e as avenidas e ruas próximas, além da Avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira (Via Expressa). Além da grande quantidade de lojas varejistas na região central, os bairros vem notadamente desenvolvendo seus próprios corredores produtivos e comerciais em importantes artérias de suas localidades, como são os caso da Avenida Bento de Abreu, Avenida Luís Alberto, Rua Napoleão Selmi Dei e Rua Henrique Lupo na região da Fonte e Vila Harmonia; Avenida Padre Francisco Salles Culturato (Avenida 36) e Rua Armando Salles de Oliveira (Rua 5 e meio) na região do Santa Angelina e São Geraldo; Alameda Paulista, Avenida Francisco Vaz Filho, Avenida Estrada de Ferro Araraquara, Avenida São João e Avenida Padre Antônio Cezarino na região da Vila Xavier; Avenida Dr. Albert Einstein na região do Parque São Paulo; Avenida Padre José Anchieta na região da Vila Melhado; Avenida Alberto Santos Dumont na região do Yolanda Ópice; Avenida Sete de Setembro e Avenida Presidente Vargas na região do Carmo e Quitandinha; Rua Castro Alves (Rua 16) na região do Santana e Morumbi; Avenida Antonio Honório Real na região do Vale do Sol, Avenida Dom Carlos Carmelo na região do Botânico, Rua Maurício Galli na região do Imperador e Selmi Dei, entre outros, que muitas vezes suprem as necessidades da população, evitando seu deslocamento até a região central.
Shopping Centers - No setor de Shopping Centers, Araraquara se mostra como um dos mais fortes da Região Central do Estado, contando, atualmente, com duas instalações em funcionamento: Shopping Jaraguá, com aproximadamente 190 lojas em operação, é o maior e mais completo Shopping Center da Região Administrativa Central, oferece um mix de lojas completo com lojas de departamento, supermercado, um grande Pet Shop, vestuário, lazer e mais de 30 opções de Alimentação; Shopping Lupo, localizado no coração de Araraquara, ocupa o antigo prédio da Fábrica de Meias Lupo, que foi totalmente adequado para abrigar o centro comercial, conta com cerca de 40 lojas. Tem como atração o relógio, que por décadas foi a referência da hora certa para os araraquarenses e três salas de Cinema.
Educação - A cidade abriga duas instituições públicas de ensino superior: a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP). A UNESP possui 4 institutos: a Faculdade de Ciências e Letras, Faculdade de Ciências Farmacêuticas , Instituto de Química e Faculdade de Odontologia. O IFSP oferece 3 cursos de nível superior: Engenharia Mecânica, Licenciatura em Matemática e Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Também oferece 2 cursos de nível técnico: Mecatrônica e Informática, e 2 cursos de nível técnico integrado ao ensino médio (oferecidos integralmente por esta instituição): Mecânica e Informática. A Universidade Paulista (UNIP), a Universidade de Araraquara (UNIARA), as Faculdades Logatti e o Instituto Savonitti também estão instalados na cidade.
Cultura
Espaços culturais - Casa da Cultura "Luiz Antônio Martinez Corrêa”; Palacete da Esplanada das Rosas; Arquivo Público Histórico "Profº Rodolpho Telarolli”; Espaço Cultural "Paulo Mascia" e Chácara "Waldemar Safiotti".
Museus - Museu Ferroviário "Francisco Aureliano de Araújo"; Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara; Museu da Imagem e do Som "Maestro José Tescari"; Museu do Futebol e dos Esportes; Museu do Trólebus Araraquara e Museu Espaço do Boneco.
Patrimônio histórico - Com quase 200 anos de história, Araraquara tem várias construções antigas, mas não há um mapeamento definido dos imóveis. O último imóvel considerado histórico e protegido por lei municipal aconteceu em 2005. Segundo a Coordenadoria de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural, há 28 imóveis tombados, sendo oito particulares.
Teatro - Teatro Municipal de Araraquara, com capacidade para 460 espectadores; Teatro "Wallace Leal Valentin Rodrigues"; Teatro de Arena "Prefeito Benedito de Oliveira" é dotado de excelente infraestrutura, e possui capacidade para acomodar 3 mil pessoas e Centro Internacional de Convenções "Dr. Nelson Barbieri".
Música - Orquestra Filarmônica Experimental Uniara e Orquestra Jovem de Araraquara.
Bibliotecas - Biblioteca Municipal Mario de Andrade e Biblioteca Municipal Infantil Monteiro Lobato.
Esportes - Araraquara tem grande tradição esportiva, principalmente no futebol com a Associação Ferroviária de Esportes (AFE). O time masculino disputa a série A1 do campeonato paulista, enquanto o feminino disputa tanto o campeonato paulista (campeonato o qual se sagrou tetracampeão paulista em 2013) quanto o campeonato brasileiro (campeonato o qual se sagrou campeão em 2014).
O basquete, que, no início dos anos 2000, foi uma grande potência nacional com a Uniara/Araraquara, atualmente está com o time profissional fechado, disputando apenas campeonatos pelas categorias juvenis. No vôlei destaque para o time feminino da Uniara/Fundesport, que, em 2013, estava disputando, pela primeira vez na história, a Superliga feminina. A cidade também investe em outras modalidades, como o futsal feminino. Esse sucesso se reflete nas várias conquistas de seus atletas e nos títulos dos jogos regionais.
O município conta com uma Arena Multiuso, a Arena da Fonte, com capacidade para mais de 20 mil pessoas, recebendo todos os anos partidas de campeonatos como o Brasileirão e o Campeonato paulista, além do Estádio Municipal "Dr. Cândido de Barros".
Os principais ginásios poliesportivos da cidade são o "Gigantão" (Ginásio Municipal de Esportes Castelo Branco) e o "Ginásio da Pista" (Ginásio de Esportes Guilherme Fragoso Ferrão). A Pista de Atletismo "Armando Garllippe", o Kartódromo do Parque Pinheirinho e o Complexo Aquático Arena da Fonte são outros exemplos de aparelhos públicos tradicionais voltados para a prática esportiva. Desde 1980, no último dia de cada ano, é promovida a Corrida de Santo Onofre, uma prova de rua com 7 km de extensão. Em 2016 foi realizada a 37ª edição.
Referência para o texto: Wikipédia.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Imagens do Brasil - Joinville - Santa Catarina


Joinville é um município localizado na região norte do estado de Santa Catarina. É a maior cidade do estado, à frente da capital Florianópolis, e é a terceira mais populosa cidade da Região Sul do Brasil.
Um estudo apontou Joinville como a segunda melhor cidade para se viver no Brasil. Joinville ostenta os títulos de "Manchester Catarinense", "Cidade das Flores", "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Bicicletas" e "Cidade da Dança". É ainda conhecida por sediar o Festival de Dança de Joinville (considerado o maior festival de dança do mundo), a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (a única no mundo fora da Rússia) e o Joinville Esporte Clube.
A cidade foi criada ao mesmo tempo que Blumenau (segunda metade do século XIX), com grupo étnico semelhante ao da sua cidade contemporânea. O povo germânico, que veio de uma região com baixas temperaturas para um país com temperaturas elevadas, impôs sua determinação na construção da cidade conhecida pela sua população trabalhadora e pelas indústrias metal-mecânica, de tecidos, de alimentos, softwares, eletrodomésticos, computadores e máquinas.
O primeiro nome de Joinville foi Colônia Dona Francisca, cuja história se iniciou quando a princesa Francisca de Bragança, irmã de Pedro II do Brasil, casou-se em 1843 com o príncipe francês Francisco Fernando de Orléans, recebendo este o título de príncipe de Joinville. O nome da cidade foi mudado para Joinville, em homenagem ao príncipe, que recebeu aquelas terras como dote.
Em 1848, o casal negociou as terras pelo menos em parte, com a Sociedade Colonizadora Hamburguesa, pois o pai de Francisco, o rei da França Luís Felipe havia sido destronado e a família encontrava-se em dificuldades financeiras. O empreendedorismo dos imigrantes alemães, suíços e noruegueses construiu e deu continuidade ao seu crescimento, tornando Joinville uma das maiores potências regionais.
A cidade se destaca por importantes museus e pontos de interesse histórico, tais como o Museu de Arte de Joinville, Museu Nacional de Imigração e Colonização, Estação da Memória, Museu Casa Fritz Alt, Museu da Bicicleta de Joinville, Galeria de Artes Victor Kursancew, Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville e Casa da Memória.
História
Origens e povoamento - Os registros dos primeiros habitantes da região de Joinville datam de 4800 a.C. por conta dos mais de 40 sambaquis e sítios arqueológicos do município lá encontrados. O homem-do-sambaqui praticava a agricultura, mas tinha na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.
Índios tupis-guaranis (especificamente, carijós) ainda habitavam as cercanias quando chegaram os primeiros imigrantes europeus. No século XVIII, estabeleceram-se, na região, famílias de origem portuguesa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum, Morro do Amaral e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz e milho, entre outros produtos.
A história de Joinville tem ligação com a princesa do Brasil Francisca de Bragança, que se casou, em 1843, com Francisco Fernando de Orléans, Príncipe de Joinville, terceiro filho do rei Luís Filipe I. Ela ganhou como prêmio de casamento, 25 léguas cúbicas, em plena Mata Atlântica, que se situavam na região do município que ganhou o nome de um dos descendentes do monarca francês.
Porém, depois que o rei Luís Filipe I foi destronado em 1848 e o Príncipe de Joinville se refugiou na Inglaterra, foi que apareceu a ideia de colonizar esse terreno. O Príncipe de Joinville e o senador Christian Mathias Schroeder (que ganhou sem custo algum oito léguas cúbicas) aceitaram organizar a colônia, que seria habitada por europeus.
As pessoas que idealizaram foram, além dos já referidos, Léonce Aubé, Jerônimo Francisco Coelho, João Otto, Ottokar Doerffel, Frederico Brustlein e demais indivíduos. Porém, o imenso reconhecimento compete aos imigrantes (quase todos agricultores), que passaram a chegar desde 1851. 
A barca Colon transportou os imigrantes iniciais. Eram 191 no total, a maioria de suíços, além de alemães e noruegueses. De acordo com o historiador Apolinário Ternes, o projeto iniciou‐se um ano antes da chegada da barca Colon, que partiu de Hamburgo em 1851. Em 1850, veio o vice-cônsul Léonce Aubé, acompanhado de duas famílias de trabalhadores braçais, mais o engenheiro responsável das primeiras benfeitorias e demarcações do que viria a ser a nova colônia, e também do cozinheiro franco-suíço Louis Duvoisin. Louis Duvoisin veio ao Brasil anos antes com a expedição do 1842, o Benoît Jules Mure, na instalação fracassada do Falanstério do Saí. A barca Colon partiu de Hamburgo levando os primeiros imigrantes. No dia 9 de março do mesmo ano, a barca chegou ao local e foi fundada a Colônia Dona Francisca. A população foi reforçada com a chegada da barca Emma & Louise, com 114 pessoas. Em 1852, foi decidido que, em homenagem ao príncipe François, a cidade passaria a se chamar Joinville.
Uma residência foi construída para administrar os bens do Príncipe de Joinville, com um caminho de palmeiras em frente à casa. A casa que foi construída é atualmente o "Museu Nacional de Imigração e Colonização", e a via à sua frente tornou-se a Rua das Palmeiras, hoje atrativo turístico da cidade.
Imigração, formação administrativa e história recente - A malária, doença desconhecida na Europa, foi causa de morte de muitos dos imigrantes. Porém, a imigração andou para frente de qualquer maneira com a chegada de novas levas de alemães, tendo Joinville progredido muito devido a isso; em 1858 se elevou à categoria de freguesia. Criou-se o município por meio da Lei nº 566, de 15 de março de 1866, com o nome de São Francisco Xavier de Joinville que, em seguida, se reduziu para Joinville. O novo município foi instalado em 7 de janeiro de 1869.
Se a agricultura era a fonte de renda que predominava nos primórdios de Joinville, na atualidade mais de cem indústrias do município são a sua principal atividade econômica.
Economia - A abastada classe de industriais da região criou, logo no início do século XX, a Associação Comercial e Industrial de Joinville (atual Associação Empresarial de Joinville). Hoje, a região produz 18,9 por cento do produto interno bruto global do estado de Santa Catarina.
Joinville é cortada por várias rodovias e linhas férreas que também contribuíram para tornar a cidade o 3º maior polo industrial da Região Sul do Brasil. Apesar do progressivo aumento do setor terciário, a atividade industrial continua com grande relevância, laborando, na sua cintura industrial, grandes conglomerados do setor metal-mecânico, químico, plásticos, têxtil e de desenvolvimento de software, tornando-a um grande polo dessa tecnologia.
Sendo a cidade mais importante industrialmente em Santa Catarina, muitos dos mais importantes grupos econômicos do país, de diversos setores, estão presentes, tais como a Cipla, Buschle & Lepper, Amanco (antiga Akros), Schulz S.A, Franklin Electric (Schneider), Neogrid, Docol, Döhler, Embraco, Ciser, Lepper, Tigre, Tupy, Totvs, Britânia, KaVo Dental, Krona, General Motors, Whirlpool, Wetzel, Laboratório Catarinense, Siemens, entre outras.
Joinville é o maior polo metalúrgico do Brasil, sendo a metalúrgica Tupy a maior do Mundo. Outra marca importante para a cidade é que ela é o maior polo industrial de ferramentaria do país.
Educação
Joinville orgulha-se de ter a melhor educação pública de Santa Catarina, reconhecida pelo Ministério da Educação. 
No ensino superior, predominam os cursos de engenharia, sobretudo na Universidade do Estado de Santa Catarina e na Universidade Federal de Santa Catarina, devido às empresas de bens de consumo existentes na cidade. Por outro lado, a cidade carece de cursos voltados a áreas essenciais como as de licenciatura, obrigando muitos de seus moradores a mudarem-se para a capital, Florianópolis ou mesmo outros estados. Entre as principais instituições de ensino superior de Joinville estão o Instituto Federal de Santa Catarina, a Universidade do Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Universitário - Católica de Santa Catarina, Universidade da Região de Joinville, entre outras.
Cultura
A cidade se destaca por importantes museus e pontos de interesse histórico, tais como o Museu de Arte de Joinville, Museu Nacional de Imigração e Colonização, Estação da Memória, Museu Casa Fritz Alt, Museu da Bicicleta de Joinville, Galeria de Artes Victor Kursancew, Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville e Casa da Memória.
Inúmeros eventos culturais são marcantes na cidade. A Festa das Flores acontece há 75 anos. O Festival de Dança de Joinville - reconhecido como o maior do mundo em seu gênero (consta no Guinness Book) - chega a sua 32ª edição em 2014. A Coletiva de Artistas de Joinville acontece há 31 anos ininterruptos. Recentemente, a cidade passou a sediar também um festival de música instrumental, o Joinville Jazz Festival.
Uma filial da Escola do Teatro Bolshoi, a única fora da Rússia, é destaque na formação de bailarinos e bailarinas, oferecendo formação de qualidade a estudantes carentes. A produção artística acontece em centros culturais, museus, casa da cultura, centro de eventos, mercado público, teatros, na Cidadela Cultural Antarctica (antiga fábrica de cervejas), e também em escolas, universidades, associações de moradores, igrejas e praças públicas.
A Joinville contemporânea se caracteriza por ser rica na diversidade cultural de seu povo. O aspecto pluralista permite as mais diferentes expressões, das mais diversas culturas e etnias formadoras, da dança clássica ao hip hop, dos corais étnicos à música lírica, da música clássica ao chorinho, do pop rock à música sertaneja e gauchesca. O carnaval de rua, aberto a todos, foi resgatado em 2005. Hoje, a Rua Visconde de Taunay é uma via gastronômica, devido ao movimento noturno e à quantidade de bares e restaurantes no local. Filho de joinvilense, o músico carioca Mú Carvalho, tecladista do grupo instrumental A Cor do Som, emprestou o nome da cidade a uma de suas composições, gravada em seus CDs solo Óleo sobre Tela e Ao Vivo.
Referência para o texto: Wikipédia.