sexta-feira, 11 de outubro de 2024

SANTANA DO IPANEMA - ALAGOAS

Santana do Ipanema é um município brasileiro do estado de Alagoas, com uma população, conforme censo do IBGE de 2022, de 46.220 habitantes e um território de 437,875 km². Sua altitude média é de 250 m acima do nível do mar, e tem temperaturas que variam de 19 °C a 39 °C.
História
Foi primitivamente chamado Sant'Ana da Ribeira do Ipanema, por estar situado à margem do Rio Ipanema ou Panema. Ipanema é palavra indígena: ypanema - água ruim, imprestável. Passou a se chamar, depois, Santana do Ipanema.
A atual cidade de Santana do Ipanema, nos últimos anos do século XVIII, era um arraial habitado por índios e mestiços. Por essa época chegou à região o padre Francisco José Correia de Albuquerque, missionário natural de Serinhaém, em Pernambuco.
Com a chegada, vindos de Penedo, dos irmãos Martins e Pedro Vieira Rego, descendentes de portugueses e tendo conhecimento de que na Ribeira do Panema, primeiro nome da localidade, existiam extensões de terras devolutas e estando interessados na agricultura e na pecuária, resolveu Martins ir ao Rio de Janeiro pleitear uma sesmaria.
Conseguindo seu intento, foi-lhe doada uma extensão de doze léguas, aproximadamente, de nascente a poente, ou seja, da serra do Caracol à ribeira do Riacho Grande e outras tantas léguas de norte a sul, da ribeira dos Dois Riachos à ribeira dos Cabaços. Os irmãos e suas famílias fixaram-se à margem esquerda da ribeira do Panema, num local cercado de colinas, próximo às serras da Camonga do Poço, Caiçara e Gugy. Como eram trabalhadores, prosperaram. Novas fazendas foram sendo organizadas e entregues aos filhos e filhas de Martins.
A freguesia foi criada em 24 de fevereiro de 1836, pela Lei nº 9, sob a invocação de Sant Ana.
Através da Resolução de nº 681, de 24 de abril de 1875, tornou-se vila e pelo artigo 6º da mesma Lei foi desmembrado do território de Traipu. A Lei nº 893, de 31 de maio de 1921, elevou-a a categoria de cidade.
Possui vários povoados entre eles São Felix, Olho D'Água do Amaro, Poço da Pedra, Óleo e Areia Branca, sendo este último o maior e mais urbanizado com mais de 14 ruas, das quais menos de duas são pavimentadas e não existe tratamento de esgoto. Areia Branca possui: 01 centro de saúde (PSF), 03 escolas públicas, 01 biblioteca, 01 rádio comunitária, 01 Associação de Desenvolvimento Comunitário, 01 quadra para a prática de esportes além de um comércio local em crescente desenvolvimento. 
Hidrografia
O principal recurso hídrico de Santana do Ipanema é o rio Ipanema, que tem sua nascente em Pernambuco e foz na Barra do Ipanema, formada pelo Rio São Francisco. Outras fontes de água são o rio Camuxinga, os riachos Grande e do Bode, as lagoas Grande e João Gomes e o açude do Bode. 
Economia
Santana do Ipanema é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2024, foram registradas 1,2 mil admissões formais e 1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 150 novos trabalhadores.
Até setembro de 2024 houve registro de 65 novas empresas em Santana do Ipanema, sendo que 6 atuam pela internet.
Educação
A cidade conta com o ensino superior das seguintes instituições: Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL); Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Instituto Federal de Alagoas (IFAL).
Clima
Em Santana do Ipanema, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é abafado e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 38 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Santana do Ipanema e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de outubro.
Esporte
O representante do município no Campeonato Alagoano de Futebol é o Ipanema Atlético Clube, mandando seus jogos no Estádio Arnon de Mello que tem capacidade para 6000 pessoas. O Ipanema, que é conhecido como canarinho do sertão, já foi vice-campeão do Torneio Acesso de 1989 e vice-campeão do Campeonato Alagoano da 2ª divisão de 2005.
Santana do Ipanema tem grande tradição no handebol, principalmente na categoria feminina, na qual algumas atletas já foram convocadas para a seleção brasileira de handebol.
O município conta ainda com a prática de esportes radicais, tais como escalada esportiva, escalada tradicional, boulder, rapel e slack-line.
Eventos
São os seguintes os eventos de destaque em Santana do Ipanema: Carnaval; Emancipação Política, realizada no mês de abril; Festas juninas; Festa de Senhora Santana, realizada no mês de julho; Festa da juventude, realizada no mês de julho; Festa Fura Olho, realizada no domingo da Festa da Juventude; Moto Fest, realizada no mês de setembro e Festa de São Cristovão, realizada no mês de outubro.
Referência para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

SANTA CRUZ DO RIO PARDO - SÃO PAULO

Santa Cruz do Rio Pardo é um município do estado de São Paulo. O município é formado pela sede e pelos distritos de Caporanga, Clarínia e Sodrélia. Sua população, conforme censo de 2022, do IBGE, era de 46.442 habitantes.
A região em que hoje está Santa Cruz do Rio Pardo, originalmente habitada por indígenas coroados, começa a ser colonizada por não-índios em meados do século XIX, quando migrantes vindos de Minas Gerais, como os sertanistas José Theodoro de Souza e depois Joaquim Manuel de Andrade e Manoel Francisco Soares, se fixam na região. Nessa época, os mineiros fundam, às margens do Rio Pardo, na confluência com o ribeirão São Domingos, o povoado de Capela de São Pedro.
Em 1872, o povoado de Capela de São Pedro é elevado à categoria de freguesia, com o nome "Santa Cruz do Rio Pardo", subordinada à vila de Lençóis. Em 1876, devido ao desenvolvimento da Freguesia, Santa Cruz do Rio Pardo se torna vila, emancipando-se de Lençóis. Em 1884, se torna sede de comarca.
A economia santa-cruzense, que originalmente era baseada no cultivo de milho e cereais e depois na criação de gado bovino e suíno, passa a ter, no final do século XIX, a cafeicultura como grande produto. Para o cultivo do café, vieram para Santa Cruz do Rio Pardo milhares de imigrantes italianos. A vila se desenvolve rapidamente e, com isso, a sua Câmara Municipal tenta lhe dar o título de cidade em 1896, algo só concretizado dez anos depois, tendo sido eleito o primeiro prefeito o Dr. Olympio Rodrigues Pimentel. Em 1908, a chegada da Estrada de Ferro Sorocabana à cidade alavanca o desenvolvimento. Entretanto, faltavam muitos serviços básicos e a primeira escola só foi inaugurada em 1915.
No final do século XIX e primeiras décadas do século XX, os principais distritos de Santa Cruz do Rio Pardo são emancipados, como Campos Novos (1885), São Pedro do Turvo (1891), Salto Grande (1911), Ipaussu (1915), Óleo (1917), Chavantes (1922) e Bernardino de Campos (1923).
Com o fim do ciclo do café, ocorrido devido à Grande Depressão, a economia da cidade passa a ser baseada em outras culturas e a produção de alfafa passa a se destacar entre as demais. Houve um grande crescimento ao longo da década de 1940 e Santa Cruz teve melhoramentos antes de muitas outras cidades do interior.
Na década de 1950, a agricultura entra em decadência. A Estrada de Ferro Sorocabana foi desativada na década seguinte.
Atualmente, Santa Cruz é o quarto polo calçadista do Estado de São Paulo; possuindo cerca de 32 fábricas de calçados, com produção diária de 25 mil pares. Por ano, isso significa uma produção de aproximadamente 5 milhões de pares. O município possui também um polo Cerealista, produzindo 25% do arroz consumido em São Paulo, sendo o maior beneficiador desse grão no estado.
Apresenta também números relevantes na plasticultura (cultura sob plástico). É a maior representante no estado de São Paulo, com setenta hectares de estufas de hortaliças e legumes. 66% dessa produção é destinada à CEAGESP e 34% distribuído na região.
Atividades Econômicas
Santa Cruz sempre se destacou no cultivo do arroz irrigado. A produção de arroz é a principal atividade do município desde o princípio, mantendo-se até meados do século XX, quando iniciou a atividade canavieira extensiva – com técnica adquirida dos holandeses que aqui residiram, como Haward Hollenbark e Van der Hellyk II. Mas a cidade continua até hoje a ser o principal polo arrozeiro do estado de São Paulo.
Ao menos 30% de todo arroz consumido no Estado de São Paulo são provenientes das cerealistas de Santa Cruz do Rio Pardo e a indústria do setor a cada ano aumenta sua capacidade de beneficiamento, aumentando seus portfólios em variedades de produtos. Sendo a cidade um dos grandes polos de alimentos do Estado.
Santa Cruz do Rio Pardo é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 3,4 mil desligamentos.
Até maio de 2024 houve registro de 98 novas empresas em Santa Cruz do Rio Pardo, sendo que 10 atuam pela internet. Neste último mês, 17 novas empresas se instalaram, sendo 5 com atuação pela internet.
Geografia
Sua população é estimada em 46.366 habitantes, segundo o IBGE, o que deixa o município, portanto, como o 141° mais populoso do estado. A sua extensão territorial é de 1 114,984 km² (Lista dos municípios de São Paulo por área), o que lhe confere a densidade demográfica de aproximadamente 37,9 hab/km² e ser o 26º maior município em área territorial do estado.
Clima
Em Santa Cruz do Rio Pardo, o verão é longo, quente, abafado, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Santa Cruz do Rio Pardo e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de setembro.
Em Santa Cruz do Rio Pardo, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Santa Cruz do Rio Pardo começa por volta de 26 de março e dura 6,5 meses, terminando em torno de 9 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Santa Cruz do Rio Pardo é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 71% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 9 de outubro e dura 5,5 meses, terminando em torno de 26 de março.
O mês mais encoberto do ano em Santa Cruz do Rio Pardo é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 68% do tempo.
Hidrografia
A hidrografia de Santa Cruz do Rio Pardo está composta dos seguintes elementos: Rio Pardo; Rio Turvo; Ribeirão Mandassaia; Ribeirão da Onça, Ribeirão São Domingos; Ribeirão do Alambari; Rio Apiaí e Ribeirão da Figueira.
Rodovias
O município é atendido pelas seguintes rodovias: SP-327 - Rodovia Orlando Quagliato; SP-280 - Rodovia Castelo Branco; SP-225 - Rodovia Engenheiro João Baptista Cabral Rennó; Rodovia Vicinal Plácido Lorenzetti; Rodovia Vicinal Anísio Zacura e Rodovia Vicinal Paulo Blumer.
Esporte
O município possui o Estádio Municipal Leônidas Camarinha, pertencente à Prefeitura do município, com capacidade de cerca de 7.500 lugares. É nele em que o time profissional de futebol do município, a Associação Esportiva Santacruzense, manda seus jogos. Além do futebol profissional, há diversos times amadores, que jogam nos espalhados campos de futebol do município.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

ALTOS - PIAUÍ

Altos é um município brasileiro do estado do Piauí que faz parte da Grande Teresina. Fundado em 1922, possui uma área total de 957,62 km² e sua população era de 47.416 habitantes, conforme dados do censo do IBGE de 2022.
História
O lugar São José dos Altos, de João de Paiva, também conhecido por Altos de João de Paiva, é hoje a atual cidade de Altos. Pertenceu, primitivamente, ao casal João de Paiva Oliveira e sua mulher, D. Raimunda Maria de Jesus, que ali fixaram residência, vindos do Ceará, no ano de 1800, passando, por herança, aos seus filhos, João de Paiva Oliveira, Raimunda Maria de Jesus e João Ribeiro da Silva, que residiram, por muitos anos, nos lugares próximos denominados Alto-Franco, Alto da Casa Nova e Alto de João de Paiva, que ficaram, dessa época em diante, conhecidos pela denominação única de Altos de João de Paiva, cujas terras, em sua maioria, pertencem hoje ao patrimônio do município.
Em 1885, o Reverendíssimo Cônego Honório José Saraiva, então Vigário da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo, de Teresina, que, por pertencer o lugar à sua freguesia, era seu frequentador assíduo desde muitos anos, tudo fez pelo seu progresso. Assim é que, juntamente com João. de Paiva, proprietário do lugar, iniciaram a construção de um cemitério, cuja conclusão se verificou no mesmo ano.
Para esse empreendimento contribuíram materialmente todos os moradores do lugar, especialmente os membros da família dos idealizadores da obra. Em 1891, por iniciativa do cônego Honório Saraiva, o Dr. Jaime de Albuquerque Rosa obteve do governo a criação da primeira escola pública em Altos. Criada a escola pública foi, pouco depois e no mesmo ano, nomeada professora a Senhora D. Joana de Abranches Saraiva, depois de prévio exame exigido por lei.
A 27 de setembro do mesmo ano de 1891 transferiu-se de Alto Longá para Altos o capitão Francisco Raulino da Silva, onde. se estabeleceu com a primeira loja de fazendas (nacionais e estrangeiras) e outras mercadorias, inclusive iniciando a compra de gêneros de exportação, no que foi imitado por outros, vindos depois, que lhe fizeram concorrência comercial. Nessa época, contava o povoado apenas nove casas, todas cobertas de palha. Em 1892 foi criada a coletoria e nomeado para o cargo de coletor o capitão Francisco Raulino da Silva, que conseguiu, em janeiro de 1893, do então Governador do Estado, capitão Coriolano de Carvalho e Silva, a vinda para Altos, do primeiro destacamento policial e a verba de nove contos de réis para perfuração de um poço, que João de Paiva levou a cabo com grande proveito para a população, e a construção de um pequeno açude, de cujo trabalho foi encarregado o tenente-coronel Manoel da Costa Teixeira.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila e distrito com a denominação de Altos, pela Lei Estadual nº 1.401, de 18 de julho de1922, desmembrado dos municípios de Teresina, Campo Maior e Alto Longá. Sede na antiga povoação de São José dos Altos. Constituído do distrito sede. Instalado em 12 de outubro de 1922.
Pela Lei Estadual nº 1135, de 07 de julho de 1925, é criado o distrito de São Benedito e anexado ao município de Altos.
Pelo Decreto nº 1279, de 26 de junho de 1931, o município de Altos adquiriu o extinto município de Alto Longá.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Altos, Alto Longá e São Benedito.
Pelo Decreto Estadual nº 1575, são desmembrados do município de Altos os distritos de Alto Longá e São Benedito, elevados à categoria de município.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede.
Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022. 
Geografia
Clima
Em Altos, a estação com precipitação é quente, opressiva e de céu encoberto; a estação seca é escaldante, abafada e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 37 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 39 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Altos e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto.
Economia
Altos é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 666 admissões formais e 637 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 29 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 47 novas empresas em Altos, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, 11 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Educação
- Biblioteca Pública Municipal de Altos
- Biblioteca Municipal João Bastos - criada em 1937, é um cartão-postal da cultura de Altos. De acordo com a lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas a Biblioteca Municipal João Bastos está situada na Praça Cônego Honório, s/n, Centro. Foi criada por Lei Municipal no ano de 1937.
Transportes
Estação Ferroviária de Altos, atualmente operada pela Ferrovia Transnordestina Logística como parte da Ferrovia São Luís-Fortaleza.
O município é servido por várias rodovias estaduais e as rodovias federal BR-343, BR 226 e a Ferrovia São Luís-Fortaleza cruzam a zona urbana da cidade.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

PRESIDENTE DUTRA - MARANHÃO

Presidente Dutra (antigamente denominado "Curador") é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se no Centro do estado, na microrregião homônima. Sua população, conforme censo do IBGE de 2022, era de 45.155 habitantes.
História
Situado às margens do riacho Preguiça, sub afluente do Mearim, Presidente Dutra era conhecido antigamente pela denominação de Curador, com a qual foi elevado à categoria de município pelo Decreto-Lei nº 820, de 30 de dezembro de 1943.
Somente a 12 de dezembro de 1948, pela Lei nº 208, esse topônimo foi substituído, numa homenagem da classe política maranhense ao então presidente Marechal Eurico Gaspar Dutra. Foi desmembrado de Barra do Corda, cuja jurisdição não passava de um distrito.
Clima
Em Presidente Dutra, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é abafada e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 36 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 39 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Presidente Dutra e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de agosto.
Economia
Situado na região central do estado do Maranhão, o município tornou-se ponto de passagem e por isso evidencia alto índice movimentação cambial.
Presidente Dutra é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 1 mil admissões formais e 838 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 176 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 38 novas empresas em Presidente Dutra, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet.
Infraestrutura
Educação

O município conta com uma unidade de ensino médio técnico em tempo integral do Instituto Estadual do Maranhão (IEMA), bem como do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).
Também há um campus da Universidade Estadual do Maranhão, e instituições de ensino superior privado da UNIASSELVI e Uninter.
Cultura
O município realiza anualmente as festas do padroeiro São Sebastião as festas de São Francisco e de São José Operário.
Clubes
Há os clubes de associações, como a AABB, pertencente ao Banco do Brasil; a ASEEL, associação recreativa localizada no condomínio residencial da Eletronorte e a ASCERCA, referente aos funcionários da CAEMA.
Gastronomia
Uns dos principais pratos da culinária local são a panelada e o arroz de cuxá. Existem também os espetinhos que se concentram durante toda a Avenida Tancredo Neves e o bairro Vila Militar. A cidade ainda conta com redes de pizzarias, hamburguerias, choperias, bares e outros estabelecimentos.
Pontos turísticos
No centro da cidade localizam-se a Praça São Sebastião, com sua caixa d'água, inaugurada em agosto de 1970 pelo prefeito Antenor Arruda Léda e pelo então governador Antônio Dino. Na praça também está localizada a Igreja São Sebastião e a antiga capela do padroeiro São Bento (datada de 1949) e o antigo convento das irmãs franciscanas, que hoje abriga o Colégio Sagrada Família, instituição de ensino privada e ligada à paróquia de São Sebastião, que tem como anexo a Escola Nossa Senhora de Fátima e que pertence a Paróquia São Francisco e São José. Presidente Dutra também é conhecida por suas praças arborizadas e com fontes iluminadas. No interior do município encontram-se ainda pontos turísticos: o riacho Firmino, no povoado de mesmo nome; o riacho Preguiças (popularmente conhecido como Rio Preguiças, o que pode confundir com o verdadeiro Rio Preguiças localizado ao norte do estado).
Esporte
Tem como referência o Central, principal time de futebol de Presidente Dutra, quando nos anos de 1970 e 1980, era um dos principais times do estado.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

MONTE CARMELO - MINAS GERAIS

Monte Carmelo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população, segundo dados do IBGE em 2019, era de 47.692 habitantes.
História
A escolha da localidade se deu quando os bandeirantes estavam desbravando a região e como aqui é longe da costa onde havia gente, ou seja, mercado consumidor e fácil exportação, eles então estavam procurando alguma mercadoria que poderiam explorar e carregar facilmente para vender ou trocar.
Na época a região de Estrela do Sul, era conhecida pelo Rio Bagagem, onde as lavadeiras da região achavam diamantes na "flor d'água" e os bandeirantes como bons exploradores que eram, chegavam na região e conversavam com os moradores e esta história foi contada a eles. Então começaram a exploração onde já era o município de Bagagem (hoje Estrela Do Sul). Após o começo da exploração de diamantes o povoado cresceu rapidamente e consequentemente desorganizado e cheio de aventureiros e pessoas sem boa índole.
Os bandeirantes queriam encontrar um lugar um pouco afastado de Bagagem onde eles poderiam trazer suas famílias e então chegando na região onde hoje é Monte Carmelo, viram dois córregos (Mumbuca e Olaria) que possuíam boa quantidade e qualidade de água. Então as famílias foram povoando a região e passou a se chamar Carmo do Bagagem, um distrito ligado a Bagagem, todas as decisões e a administração do povoado estava subordinado a Bagagem.
O nome veio quando uma comitiva de carmelitas chegou na região e o povo queria mudar o nome da cidade que já não mais pertencia a Bagagem, mas por outro lado, não queriam que mudasse muito e estas carmelitas identificaram um morro (hoje conhecido como Igrejinha) que parecia com um morro de Israel chamado de Monte Carmel (carmel em árabe significa uvas de Deus).
A padroeira da cidade é Nossa Senhora do Carmo e a paróquia foi erguida em 1870.
Os primeiros movimentos que deram origem ao povoado tiveram início em 1840.
Diversos moradores de São João del-Rei e Tamanduá (Itapecerica) e de outras cidades do pais, atraídos pela descobertas de garimpos diamantíferos em Bagagem (Estrela do Sul) e depois em Nossa Senhora D’Abadia de Água Suja (Romaria), migraram para Monte Carmelo.
Por causa do ambiente dos garimpos, pouco recomendado à famílias e ainda, devido ao clima saudável e excelente água dessa região, estes pioneiros, deixavam aqui suas famílias e se dirigiam para os garimpos à cata de diamantes. Assim formou-se o povoado.
Contam os primeiros habitantes que nesta região havia uma fazendeira chamada Clara Chaves. Dona Clara era muito devota de Nossa Senhora do Carmo. Por isso, doou a área de uma légua quadrada (6 km x 6 km) à Nossa Senhora do Carmo, região onde estavam localizadas as famílias dos garimpeiros, para que aí se construísse uma capela em louvor à Santa. Nesta área iniciou o povoado, que pertenceu à freguesia de Araxá e posteriormente à de Patrocínio.
Em 14 de setembro de 1870, o distrito de Bagagem emancipou-se eclesiasticamente de Patrocínio, tornando-se paróquia. Com isso, a freguesia de Nossa Senhora do Carmo também se desmembrou daquela paróquia, anexando-se à recém-criada paróquia da Bagagem, com denominação de arraial ou povoado de Carmo da Bagagem.
Em 6 de outubro de 1882 pela Lei Provincial nº 2.927 a freguesia do Carmo da Bagagem foi levada à categoria da Vila.
Em 14 de setembro de 1891, pela Lei Estadual nº 2 é confirmado a criação do distrito.
Em 24 de maio de 1892, por força da Lei Estadual nº 23, Carmo da Bagagem é elevada à cidade.
A Comarca foi criada pela Lei Estadual nº 11 de 13 de novembro de 1891, sendo instalada solenemente em 4 de abril de 1893, por Dr. Tito Fulgêncio Alves Pereira, seu primeiro Juiz de Direito, que se tornou um dos maiores nomes da magistratura mineira.
Em 1896 a comarca do Carmo da Bagagem estabelece seus limites com Patrocínio.
Em 25 de junho de 1900 pela Lei Estadual nº 286, Carmo da Bagagem passou a denominar-se Monte Carmelo.
O nome da cidade tem sua origem num monte situado próximo à sede, o qual se chama Monte Carmelo, devido sua semelhança com Monte Carmelo, morro existente na Palestina, perto de Nazareth.Esse morro nos arredores da cidade tem no seu cume uma capelinha em homenagem a São José. Todo ano no dia 19 de março, celebra-se uma missa na capelinha.
Em 1900, o município de Monte Carmelo abrangia cinco distritos de paz: Monte Carmelo (sede), Nossa Senhora D’Abadia de Água Suja, São Sebastião da Ponte Nova e Espírito Santo do Cemitério (Iraí de Minas), Santa Cruz do Boqueirão (Doradoquara).
Em 1923, perdeu o distrito da sede parte de seu território com a criação do Distrito de Doradoquara (Ex-Santa Cruz do Boqueirão) o qual continuou a pertencer ao município contando com 5 distritos: Monte Carmelo (sede), Doradoquara, Iraí, Nossa Senhora D’Abadia de Água Suja, São Sebastião da Ponte Nova.
Pela Lei Estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938 o distrito de São Sebastião da Ponte Nova foi anexado ao recém-criado município de Nova Ponte, ficando o município composto apenas de 4 distritos: Monte Carmelo, Água Suja, Iraí e Doradoquara.
Em 31 de dezembro de 1963 o município perdeu os distritos de Romaria (Ex-Água Suja), Iraí de Minas e Doradoquara, que passou a chamar-se Douradoquara.
Os mesmos tornaram-se sede de novos municípios pela divisão administrativa do Estado de Minas Gerais publicada no Órgão Oficial daquele dia.
Assim, o município de Monte Carmelo ficou com os distritos de Celso Bueno, Gonçalves, Buritis, Associação ACAPIM e Folhados.
Geografia
O município integra o circuito turístico do Triângulo Mineiro.
Clima
Em Monte Carmelo, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 30 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Monte Carmelo e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de setembro.
Economia
A principal atividade econômica da cidade é a produção de telhas, tijolos, artefatos cerâmicos e também é destaque na produção de curtume e de embalagens e ainda na produção de café. O município, juntamente com Araguari, Uberaba e Patrocínio, está no eixo de destaque da produção de café no Cerrado para exportação, no Brasil.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 2,1 mil admissões formais e 1,9 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 213 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 80 novas empresas em Monte Carmelo, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, 11 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet.
Educação
Na área da Educação existem Três instituições de Ensino Superior particular: a FUCAMP e a UNIPAC e Uma instituição de Ensino Superior pública : Universidade Federal de Uberlândia.
Campus da Universidade Federal de Uberlândia
Em Monte Carmelo, está localizado um dos campi da Universidade Federal de Uberlândia, denominado Campus Monte Carmelo, inaugurado no primeiro semestre de 2011. São ministrados os cursos de bacharelado em Agronomia, Engenharia de Agrimensura e Cartográfica, Sistemas de Informação, Geologia e Engenharia Florestal. Os cursos são oferecidos gratuitamente, após seleção pelo SiSU (ENEM), pelo vestibular tradicional composto de duas fases (sendo a primeira composta por questões fechadas e a segunda por questões abertas e redação), ou por preenchimento de vagas ociosas.
Acessos
As Principais rodovias que servem de acesso a Belo Horizonte: BR-381, BR-262, MG-187, MG-230, BR-365, MG-223, MG-190 e as Principais rodovias que servem ao município são: MG-223, MG-190, BR-365, BR-352
Entre 1937 e início dos anos 1990, o município era também servido pela Linha Tronco da antiga Rede Mineira de Viação, que ligava-o às cidades de Araguari, Goiandira e Angra dos Reis, sendo responsável pelo transporte de minérios e de passageiros. Porém, devido a construção de uma represa no Rio Parnaíba, que aproveitava parte de seu trajeto final e da inauguração de uma variante próxima pela antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que encurtava o caminho até Araguari, fez com que este trecho da ferrovia que cortava a cidade fosse desativado.
Os últimos trens de passageiros que seguiam a cidade de Ibiá, realizaram suas últimas paradas em Monte Carmelo no ano de 1989. No início dos anos 90, os trilhos foram retirados da cidade.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

DELMIRO GOUVEIA - ALAGOAS

Delmiro Gouveia (anteriormente Pedra) é um município brasileiro no estado de Alagoas, Região Nordeste do país, localizado na Mesorregião do Sertão Alagoano, Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco, na latitude 9,38° S e longitude 37,99° O. Tem área de 605,395 km². Faz divisa com os municípios alagoanos de Pariconha, Água Branca e Olho d'Água do Casado, e com os estados de Pernambuco, Sergipe e Bahia. Está localizada a 256 metros acima do nível do mar.
Delmiro Gouveia é o único município de Alagoas que faz divisa com a Bahia, e um dos dez únicos municípios brasileiros a fazerem divisa com três ou mais outros estados ou países ao mesmo tempo.
De acordo com o censo 2022 do IBGE, a população de Delmiro Gouveia era de 51.319 habitantes, sendo a cidade mais populosa e mais influente do Sertão Alagoano.
Topônimo
A cidade tem esse nome em homenagem ao industrial cearense Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, responsável pela implantação de vários empreendimentos na região.
História
As terras do atual município de Delmiro Gouveia, somadas às de Mata Grande, Piranhas e Água Branca, faziam parte das sesmarias que foram levadas a leilão, em Recife, no ano de 1769. O capitão Faustino Vieira Sandes, arrematador das terras, instalou uma fazenda de gado e, a partir daí, começaram a desenvolver-se os núcleos de povoamento. Os três irmãos da família Vieira Sandes foram os primeiros habitantes das terras onde hoje está situado o município, segundo consta nos registros da Prefeitura Municipal. Foi o capitão Faustino Vieira Sandes quem arrematou as terras e nelas instalou uma fazenda de gado que deu origem aos primeiros núcleos de povoamento.
Entre os núcleos formados, estava o povoado de Pedra, assim denominado devido às rochas existentes no lugar. Esse povoado se constituiu a partir de uma estação da ferrovia de propriedade da empresa britânica Great Western Railway.
Um fato importante da história da região foi a visita do Imperador D. Pedro II à cachoeira, datada de 20 de outubro de 1859 e assinalada por um marco de pedra, erguido no local.
Em 1871, o livro Geografia Alagoana de Tomaz do Bomfim Espíndola, não faz nenhuma referência a existência do povoado Pedra. Em 1897, no Almanaque Administrativo do Estado de Alagoas, o local já aparece como um povoado do município de Água Branca.
Delmiro Gouveia
O homem que transformou a história de toda a região somente chegou ao lugarejo em 1903, vindo do Recife. Negociando com couros de bovinos e peles de caprinos, Delmiro Gouveia estabeleceu-se naquelas plagas. Para poder montar uma indústria de linhas, obteve a isenção de impostos. Conseguiu também uma concessão para explorar as terras áridas daqueles rincões, bem como para construir uma usina hidrelétrica, utilizando a energia de uma das várias cachoeiras do rio São Francisco presentes no município. Em 1913, começou a funcionar a usina hidrelétrica de Angiquinho, a segunda da América do Sul (a primeira foi a de Marmelos, em Minas Gerais), que fornecia energia elétrica para todo o vilarejo. A Companhia Agro-Fabril Mercantil, indústria que fabricava linhas de coser, foi instalada em 1914, atraindo muitos moradores para a região e trazendo o desenvolvimento.
A fábrica proporcionou grande geração de empregos, transformando aquela área na primeira vila operária do Sertão. Além da energia elétrica, a vila dispunha ainda de água encanada, telégrafo, telefone, tipografia, capela, cinema, lavanderias, fábrica de gelo, grandes armazéns de depósitos e escola para crianças e adultos. Os habitantes não pagavam pela água e eletricidade consumidas, mas não podiam portar armas nem consumir bebidas alcoólicas. Quem jogasse lixo nas ruas recebia uma multa, para conscientizar-se do seu erro e preservar a limpeza pública. As casas dos moradores tinham um alpendre largo na frente, ao estilo das construções italianas, e possuíam quatro cômodos. Grande foi o progresso e enorme a prosperidade da vila graças ao arrojado empreendimento, que concorria com poderosos grupos multinacionais.
Infelizmente, após o assassinato de Delmiro Gouveia, em 1917, os herdeiros não conseguiram manter a empresa por muito tempo. Em 1927, a firma pernambucana Menezes Irmãos e Cia. comprou as ações dos proprietários. Os novos empresários, sem o apoio necessário do governo, não conseguiram superar a crise financeira e restabelecer o funcionamento da fábrica. Enfim, em 1929, sem perspectivas de viabilidade, a fábrica e todos os acessórios foram vendidos à empresa britânica Machine Cottons (atualmente Coats Corrente no Brasil), que imediatamente mandou fechar e desmantelar a fábrica para eliminar a concorrência.
Moreno Brandão, em um artigo escrito para a Agência Brasileira e publicado no jornal Correio Paulistano em 2 de maio de 1930, noticia o falecimento em Maceió do Coronel Manuel Francisco Corrêa Telles, então com 85 anos, e informa ter sido ele quem fundou a localidade chamada Pedra.
Elevação a distrito
Em 1 de novembro de 1938, o decreto-lei 846 criou o distrito com o nome de Pedra, mais tarde renomeado Delmiro pelo Decreto nº 2.909, de 30 de dezembro de 1943. Em 30 de março de 1941, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, que hoje se encontra sob a jurisdição eclesiástica da Diocese de Palmeira dos Índios.
Emancipação
O distrito de Delmiro foi elevado à categoria de município, com a denominação de Delmiro Gouveia, pela Lei Estadual n.º 1.628, de 16 de junho de 1952, sendo desmembrado de Água Branca e instalado em 14 de fevereiro de 1954. O primeiro prefeito do município, Alfredízio Gomes de Menezes, nomeado pelo então governador Arnon de Mello, permaneceu à frente da prefeitura por apenas um ano.
Clima
Em Delmiro Gouveia, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é úmido e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 37 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 39 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Delmiro Gouveia e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de outubro.
A estação quente permanece por 5,3 meses, de 4 de outubro a 14 de março, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Delmiro Gouveia é dezembro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 5 de junho a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Delmiro Gouveia é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 29 °C, em média.
Economia
Delmiro Gouveia é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 570 admissões formais e 463 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 107 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 22 novas empresas em Delmiro Gouveia, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram.
Educação
No ensino superior, Delmiro Gouveia conta com as seguintes instituições.
- Ufal Delmiro Gouveia – Campus do Sertão.
- Faculdade Delmiro Gouveia.
- Centro Universitário Cidade Verde.
Turismo
As principais atrações turísticas da cidade são:
- Museu Regional Delmiro Gouveia - Para os amantes de história, o Museu Regional de Delmiro Gouveia é a melhor atração da cidade! O museu está localizado onde antes era a estação ferroviária, possui um acervo com as antigas peças da estação e conta a história da cidade e do personagem Delmiro Gouveia.
- Usina Hidrelétrica Apolônio Sales. 
- Barragens.
- Igreja Matriz Nossa Senhora Do Rosario.
- Cânions do São Francisco.
- Ponte Dom Pedro II
- Monumento Natural do Rio São Francisco
- Mercado Público de Delmiro Gouveia
- Terminal Rodoviário de Delmiro Gouveia
- Mirante da Gruta do Talhado
- Vale do Sal
- Capela de Nossa Senhora do Rosário
- Praia da Cruz
- Memorial Delmiro Gouveia
- Complexo do Angiquinho - Um passeio histórico, cultural, paisagístico e arquitetônico. O complexo do Angiquinho pode ser visitado gratuitamente de terça a domingo, das 8h às 17h. A antiga usina hidrelétrica, a casa de Delmiro Gouveia e a vista dos cânions do Rio São Francisco juntamente com a vegetação da Caatinga são algumas das paradas do passeio.
- Restaurante Ecológico Castanho - É o restaurante mais famoso da cidade. É a representação perfeita de tudo que há no sertão nordestino quando falamos em gastronomia. Lá, você pode se deliciar com sabores nordestinos e encontrar áreas de lazer às margens do Rio São Francisco.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark .

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

CORNÉLIO PROCÓPIO - PARANÁ

Cornélio Procópio é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população, de acordo com o censo do IBGE de 2022, era de 45.206 habitantes.
História
Foi assim batizada em homenagem ao Coronel Cornélio Procópio de Araújo Carvalho, figura de destaque no Império durante o final do século XIX. O coronel foi o patrono da estação ferroviária do km 125, sendo este, o marco de toda a expansão econômica da região na qual está inserida a cidade.
O Coronel Procópio, falecido em 1909, deixou nove filhos, entre os quais Maria Balbina Procópio Junqueira, casada com seu primo em 2º grau, Francisco da Cunha Junqueira, dono da Gleba Laranjinha, o qual homenageou-a dando seu nome à cidade paranaense de Santa Mariana, que até então era apenas uma fazenda. Com o mesmo sentimento, cedeu o nome do sogro ao aglomerado urbano localizado no km 125, juntamente com a expansão da ferrovia.
Francisco Junqueira era um político paulista e como tal envolveu-se na Revolução Constitucionalista de 1932, ao lado de seu Estado. Como foram derrotados, Francisco Junqueira acabou sendo deportado para Portugal pelo governo de Getúlio Vargas. Em dificuldades financeiras, vendeu suas terras no Paraná para a empresa de loteamentos formada pelo Coronel Francisco Moreira da Costa e Antônio de Paiva. Antes porém, Junqueira planejou o parcelamento das propriedades e o estabelecimento de dois núcleos urbanos, denominados Santa Mariana, em homenagem à sua esposa, Mariana, e Cornélio Procópio, homenageando seu sogro.
No intervalo entre a venda das terras por Junqueira e a posse pela empresa Paiva & Moreira, algumas ruas começaram a ser ocupadas sem obedecer qualquer planejamento, ou seja, algumas construções rústicas foram erguidas, fugindo ao padrão urbanístico previamente estabelecido. Os novos proprietários reordenaram a ocupação urbana e com o movimento da ferrovia a cidade passou a crescer e a se desenvolver. Vale lembrar que os primeiros lotes urbanos foram vendidos em torno da Praça Brasil, sendo que ali, no cruzamento da Rua Quintino Bocaiúva e Av. XV de Novembro, encontra-se o marco inicial da cidade.
A ferrovia está intimamente ligada com a colonização, surgimento e desenvolvimento da cidade. Com ela chegaram imigrantes, além de pioneiros paulistas e mineiros na maioria, mas as picadas também foram abertas por muitos outros.
A Companhia Ferroviária Noroeste do Paraná foi criada em 1920 por um grupo de fazendeiros erradicados na região de Jacarezinho e Cambará. A construção desta ferrovia foi iniciada 1923, sendo que em 1924 a denominação foi alterada para Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, quando em 12 de junho, inaugurou-se o primeiro trecho entre Ourinhos e Leoflora. A cidade de Cornélio Procópio surgiu e desenvolveu-se às margens do km 125 da ferrovia, sendo que a estação de Cornélio Procópio foi fundada em 1930.
A Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná tinha como objetivo proporcionar o escoamento da safra dos núcleos que surgiram no norte paranaense, porém após 1925 quando a estrada de ferro alcançou Cambará, as dificuldades financeiras não permitiram que a ferrovia avançasse mais. Somente com a chegada do capital inglês através da Paraná Plantations em 1928, é que as obras puderam avançar.
A ferrovia não se limitaria apenas ao Norte do Paraná, uma vez que cortaria todo o Estado de forma diagonal até Guaíra, as margens do Rio Paraná. Vale salientar que seu início é na cidade de Ourinhos (SP). De acordo com os projetos e ideias originais, de Guaíra a ferrovia se prolongaria até Assunção, capital do Paraguai. Era um projeto grandioso e dispendioso. Vencer o sertão não era a dificuldade principal, mas sim convencer investidores e angariar capital.
Para a construção da ferrovia, havia necessidade de autorização ou concessão do Governo Federal, fator que não era problema, pois o mesmo era influenciado por São Paulo e Minas Gerais, dentro daquilo que se convencionou chamar "política do café com leite".
Quem obteve a concessão foi o grupo econômico liderado por Antônio Barbosa Ferraz, que fez construir o primeiro trecho da ferrovia ligando Ourinhos a Cambará, até uma importante fazenda do grupo. Devido a falta de capitais a construção ficou estacionada nessa localidade por um bom tempo.
A solução para a construção viria através da venda das ações da ferrovia para empresários ingleses, atraídos pela fertilidade e disponibilidades das terras no Norte do Paraná. Diga-se de passagem a possibilidade de bons lucros foi o melhor argumento.
Na manhã de 1 de dezembro de 1930, a maria fumaça inaugurava o percurso compreendido entre Cornélio Procópio, Santa Mariana, Bandeirantes e Cambará. Em março de 1931, a cidade recebeu a visita do Príncipe de Gales (futuro Rei Eduardo VIII). Uma grande recepção foi feita para homenageá-lo.
Um funcionário da Companhia de Terras Norte do Paraná, Gordon Fox Rule, justificou as razões da visita do príncipe: "Um episódio interessante ocorrido durante a fase inglesa na Companhia foi a visita que nos fez o Príncipe de Gales, que posteriormente viria a ser o Rei Eduardo VIII da Inglaterra. Consta que ele era grande acionista da empresa Paraná Plantations (que antecedeu a Companhia de Terras), daí o seu interesse em visitar as terras do Norte do Paraná."
Devido a várias divergências políticas da época, inclusive a incidência de algumas invasões de terras, Francisco Junqueira e sua esposa se viram impossibilitados de efetuar o loteamento planejado. Mas em 1933, com a chegada de Antônio Paiva Júnior e Francisco Moreira da Costa, a instituição do município ganhou força total.
Cornélio Procópio cresceu rapidamente, dependendo administrativamente de Bandeirantes. No ano de 1938, uma comissão formada por moradores resolveu pleitear a emancipação política e a criação de um novo município. Faziam parte dessa comissão, entre outros, José Paiva, Oscar Dantas e Américo Ugolini, que, utilizando-se de um documento onde se colocavam os motivos para a criação do município, elaborado por Benjamin Sotto Maior, que era administrador da Cia. Barbosa, foram a Curitiba para pleitear audiência com o interventor (governador) do Estado naquela época, Manuel Ribas.
Portando credenciais e cartas fornecidas pelas empresas Matarazzo, de São Paulo, que possuía uma fazenda (Santa Filomena) na região, e uma carta de apresentação pessoal, da própria filha de Manoel Ribas, a comissão foi recebida e expôs seus motivos e intenções.
Desta maneira, o município de Cornélio Procópio foi criado pelo Decreto nº 6.212, de 18 de janeiro de 1938, mas a implantação ocorreu somente no dia 15 de fevereiro. Naquela mesma oportunidade, Manoel Ribas transferiu a sede da Comarca de Jataizinho para o novo município. Cornélio Procópio, de simples povoado, passou a sede de município e sede de comarca, tudo no mesmo dia.
Após a emancipação do município, em 1947, foram criados os distritos de Congonhas, Leópolis e Sertaneja, todos anexos ao município de Cornélio Procópio. Quatro anos mais tarde, em 1951, os distritos de Leópolis e Sertaneja são desmembrados e passam a ter autonomia de município. Atualmente o município conta apenas com o distrito de Congonhas.
Desde sua emancipação política Cornélio Procópio vem crescendo e se destacando no cenário regional, como o demonstra o fato de ser sede dos núcleos regionais de diversas secretarias estaduais, como a da Educação, da Agricultura, do Trabalho e da Saúde, bem como de serviços e agências estaduais e federais.
A cidade possui um campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Cornélio Procópio.
Geografia
Possui área de 635,10 km², representando 0,318653% do estado, 0,110112% da região e 0,007463% de todo o território brasileiro. Localiza-se na latitude de 23°10'51" sul e na longitude de 50°38'49" oeste, sendo sua altitude de 658m.
Hidrografia
O Rio Congonhas constitui a hidrografia de Cornélio Procópio.
Clima
O clima em Cornélio Procópio é classificado como subtropical úmido mesotérmico com chuvas o ano todo, apresentando uma diminuição no inverno.
Em Cornélio Procópio, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 30 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Cornélio Procópio e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro.
Economia
Cornélio Procópio é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
De janeiro a julho de 2024, foram registradas 6,5 mil admissões formais e 6 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 542 novos trabalhadores.
Até agosto de 2024 houve registro de 105 novas empresas em Cornélio Procópio, sendo que 8 atuam pela internet. Neste último mês, 14 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Educação
Instituições de ensino superior
Públicas

- Universidade Estadual do Norte do Paraná - Campus Cornélio Procópio
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Cornélio Procópio
Privadas
- Faculdade Cristo Rei - FACCREI
- Faculdade Dom Bosco
- Universidade Norte do Paraná - UNOPAR
- Centro Universitário de Maringá - UNICESUMAR
Hospitais
- Santa Casa de Misericórdia de Cornélio Procópio
- Casa de Saúde Dr. João Lima
- Hospital Unimed
Turismo
Mata Estadual São Francisco

A Mata São Francisco é uma área de preservação ambiental com 832,57 hectares, formada por floresta estacional semidecidual (Mata Atlântica). Possui uma trilha de 1600 m, duas pontes, lanchonete, sanitários e o Portal, que é a casa dos atendentes. Localiza-se na BR 369, a uma distância de 4 km do centro da cidade. Entrada gratuita.
Bosque Municipal Manoel Júlio de Almeida
Criado em 1967, fazia parte da mata estacional semidecidual que ocupava toda a região Norte do Paraná. Bosque Cornélio Procópio Com uma área de 9,8 hectares, o Bosque oferece uma rica vegetação de árvores de espécies nobres (Peroba, Guaritá, Coração de Negro, Cedro, Figueira, Marfim), e epífitas (Bromélias e Orquídeas). Dentro das espécies da fauna podemos encontrar o Jacu, Quati, Coruja Branca, Gavião Civil, Maracanã, Caxinguelê, Cobras, Lagartos.
Possui infraestrutura para passeios, lazer, exercícios físicos, distração ou estudos de fauna e flora. O Bosque é um instrumento de educação para que a preservação e manutenção da vida sejam realizadas dentro dos princípios conservacionistas. O Grupo Ecológico Vida Verde desenvolve uma série de atividades de Educação Ambiental (passeios, artesanato, palestras, teatros, cursos, exposições e seminários). Localiza-se no final da Avenida Agostinho Ducci no perímetro urbano da cidade.
Monumento Cristo Rei
Com uma magnifica vista panorâmica da região, abriga a maior Estátua Sacra de Bronze da América Latina.
O Monumento possui uma altura total de 23,80 m, situa-se no centro da praça para pedestres equipada com jardins, bancos, iluminação, lanchonetes, parque infantil, pista de skate e via para veículos com estacionamentos.
Catedral Cristo Rei
Com arquitetura em estilo românico, teve sua primeira missa realizada no dia 13 de junho de 1948.
Na nave principal, encontra-se a imagem de “Cristo Rei”, esculpida em madeira policromada com detalhes em ouro. Cenas da Via Sacra estão expostas em quadros confeccionados em mosaico bizantino. Um carrilhão de sinos de bronze do século XIX anuncia as celebrações religiosas e nas duas naves laterais há cenas da ascensão de Cristo também feitas em mosaico.
Santuário Schoenstatt
Cornélio Procópio é a 15ª cidade do Brasil e a 4ª do Estado a ter um Santuário de nível internacional. A capela e o altar são réplicas do Santuário que está em Schoenstatt, na Alemanha. Seu nome é fidelidade à Igreja para Glória da Santíssima Trindade. Foi inaugurado em 2 de julho de 2000.
Monumento do Cinquentenário de Cornélio Procópio
Obra de arte que foi inaugurada em 30 de dezembro de 1988. Na sua base está a Ampola do Tempo, onde estão guardados documentos que contam fatos da época de 1988, e que deverá ser aberta somente no ano 2038, quando a cidade completará seus 100 anos de emancipação política administrativa.
Museu de História Natural Mozart de Oliveira Vallim
Localizado no centro de Cornélio Procópio, na antiga Estação Ferroviária. Sede do Centro de Educação Ambiental Mundo Animal (CEAMA).
Esporte
A cidade de Cornélio Procópio já possuiu um clube no Campeonato Paranaense de Futebol, o Comercial e o Esporte Clube 9 de Julho. A partir de 2014 a cidade de Cornélio Procópio passou a ter o clube PSTC disputando o Campeonato Paranaense.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .