segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

PAIÇANDU - PARANÁ

Paiçandu é um município brasileiro localizado no Norte-Central do estado do Paraná, na Região Metropolitana de Maringá. Sua população, em 2022, de acordo com o censo do IBGE era de 45.962 habitantes.
História
O município de Paiçandu está localizado na região noroeste do estado do Paraná, na rodovia PR- 323 no eixo Maringá a Cianorte. Sua área territorial é de 171, 379 km², incluindo o Distrito de Água Boa.
O termo Paiçandu tem origem tupi-guarani, ‘’I-páu-zan-du’’ Ilha do Padre ou Ilha do Pai. ‘’Payssandu’’ é topônimo de cidade uruguaia, sendo o nome de uma fortaleza, onde se travou importante batalha na Guerra do Paraguai, deu-se assim a denominação ao município.
A saga pioneira que colonizou Paiçandu chegou à região por volta do ano de 1944. Muitas famílias se fixaram atraídas pela fertilidade das terras, próprias para o cultivo do café, que na época do desbravamento se constituía na maior fonte de riqueza da região.
Os trilhos de aço da ferrovia, que alicerçou o povoado, chegaram a Apucarana em 1943, a Maringá em 1954 e somente em 1973 atingiu Cianorte. Como Paiçandu estrategicamente era passagem da estrada de ferro, o povoado se fortaleceu, começando a surgir as primeiras casas comerciais nas proximidades da futura estação ferroviária, sendo pioneiro neste setor o sr. João Langoski.
Em 1948, tem início, por iniciativa planejada da Companhia de Terras Norte do Paraná, a formação da Gleba Paiçandu entre outras. A perspectiva de progresso atraia moradores dos mais diferentes pontos do País. Criado através da Lei Estadual n° 4.245, de 25 de julho de 1960, foi instalado em 19 de novembro do mesmo ano, sendo desmembrado de Maringá.
A instalação oficial deu-se no dia 19 de novembro de 1961, sendo que nesta data foi empossado o senhor Laurindo Palma, como o primeiro prefeito municipal.
O Distrito de Água Boa faz jus ao nome por possuir suas águas minerais com minas riquíssimas em vanádio (elemento raríssimo na água fluoretada), tendo um dos quatro poços do Brasil. O vanádio é utilizado para ajudar no tratamento de várias doenças, por exemplo, anemias, carências e excesso de colesterol, além de atuar no fortalecimento de ossos e dentes. Há estudos que o apontam como antioxidante que inibe radicais livres, acelera cicatrizações e combate diabete.
Em 25 de julho de 1960, a Lei Estadual n° 4.245 oficializa a criação do município, desmembrando-o de Maringá.
Geografia
Em 1948, tem início, por iniciativa planejada da Companhia de Terras Norte do Paraná, a formação da Gleba Paiçandu entre outras. As perspectivas de progresso atraiam moradores dos mais diferentes pontos do País. O comércio prosperava de forma acentuada com a instalação de armazéns e mercadorias em geral. A boa qualidade das terras deram início às primeiras produções agrícolas, principalmente a cultura do café. Criado através da Lei Estadual n° 4.245, de 25 de julho de 1960, foi instalado em 19 de novembro do mesmo ano, sendo desmembrado de Maringá
Distâncias entre as principais cidades do Paraná - Maringá: 16 km; Londrina: 113 km; Cianorte: 70 km; Foz do Iguaçu: 409 km; Campo Mourão: 90 km; Ponta Grossa: 264.22 km; Curitiba: 439 km
Clima
Paiçandu possui clima quente e temperado existe uma pluviosidade significativa ao longo do ano no município. Mesmo o mês mais seco ainda possui muita pluviosidade de acordo com Inmet.
Em Paiçandu, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 31 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 35 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Paiçandu e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao meio de setembro.
Economia
Paiçandu é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 2,6 mil admissões formais e 2,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 545 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 107 novas empresas em Paiçandu, sendo que 15 atuam pela internet. Neste último mês, 17 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet.
Aspectos Econômicos
Participação no PIB Municipal: Agropecuária: 8,72 %; Indústria: 38,92 %; Serviços: 52,35 %; Produto Interno Bruto: US$ 39.784.126,08; PIB per capita: US$ 1.651,07; População Economicamente Ativa: 14.597,00 habitantes.
Principais Produtos Agrosilvopastoris: Soja (Safra Normal); Milho (Safrinha) e Cana-de-Açúcar.
Indústrias Dominantes: Produtos Alimentares; Couros; Peles e Produtos Similares e Bebidas.
Distribuição das Atividades Econômicas
Número de estabelecimentos sujeitos ao recolhimento do ICMS, por setor.
Indústria - número total de estabelecimentos - 49; participação - 0,02%.º Comércio Varejista 
- número total de estabelecimentos - 187; participação - 0,03%. 187 0,03
Comércio Atacadista -
número total de estabelecimentos - 15; participação - 0,02%.
Serviços - número total de estabelecimentos - 76; participação - 0,05%.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

sábado, 18 de janeiro de 2025

CASIMIRO DE ABREU - RIO DE JANEIRO

Casimiro de Abreu é um município do interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Está a uma altitude de 17 metros. Sua população estimada em 2022 pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 46.110 habitantes. Município litorâneo, Casimiro de Abreu é um polo de turismo ecológico e rural: rios, cachoeiras e mar são suas grandes atrações, principalmente no distrito de Barra de São João.
Reparte, com o município vizinho de Silva Jardim, a Reserva Biológica Poço das Antas, que abriga vários animais ameaçados, entre eles o mico-leão-dourado. O nome do município vem de seu ilustre filho, o poeta romântico Casimiro de Abreu (1839-1860). Possui uma área de 462,98 km².
A sede do município localiza-se às margens da rodovia BR-101, principal rodovia do norte do Estado do Rio de Janeiro. A BR-101 atravessa o município de Casimiro de Abreu desde o limite de Silva Jardim até o limite de Rio das Ostras, passando por localidades como Ipiaba, Professor Souza, Boa Esperança e Rio Dourado. O centro de Casimiro é uma das duas principais áreas urbanas fora do Grande Rio cortadas pelo trecho norte (Rio-Campos) da rodovia - sendo a outra a região central de Campos dos Goytacazes. O Terminal Rodoviário de Casimiro de Abreu também está localizado às margens da BR-101, na altura do centro do município.
O município também é cortado por uma ferrovia, a Linha do Litoral da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, atualmente concedida para o transporte de cargas.
Antes de ser elevada à categoria de cidade, abrigou a fazenda Indaiaçu, pertencente ao pai do poeta Casimiro de Abreu.
História
Até a chegada dos colonizadores de origem portuguesa, no século XVII, a região era habitada pela tribo saraçu, um ramo dos índios goitacás. Aos poucos, os goitacás foram sendo exterminados pelos colonizadores de origem portuguesa. No século XVIII, existia, na região, a aldeia Indaiaçu, de índios guarulhos (outro ramo dos goitacás), que havia sido fundada pelo capuchinho italiano Francisco Maria Tali e que viria a dar origem à atual cidade de Casimiro de Abreu.
A primeira capela, dedicada à Sacra Família, foi erguida em 1748. Em 1761, passou a constituir a freguesia de Sacra Família de Ipuca. Frequentes epidemias obrigaram a transferência da freguesia para junto do rio São João, onde foi construída uma igreja dedicada ao santo homônimo. Em 1800, foi criada a freguesia de "Barra de São João", subordinada ao município de Macaé. Através da Lei Provincial nº 394, de 19 de maio de 1846, a freguesia foi elevada à categoria de vila, separando-se de Macaé. Em 1890, foi elevada à categoria de cidade e o distrito de Indaiassu foi anexado.
Em 1901, a sede do município transferiu-se de Barra de São João para Indaiassu, e o nome do município também mudou de "Barra de São João" para "Indaiassu". Em 1904, ambas as alterações foram revertidas. Em 1925, a sede do município transferiu-se novamente para Indaiassu, que alterou seu nome para "Casimiro de Abreu", em homenagem ao famoso poeta nascido no município. Em 1938, um ano antes do centenário do poeta, o município inteiro passou a denominar-se "Casimiro de Abreu".
No dia 8 de março de 1980, a cidade foi centro de um deslocamento em massa e reunião de pessoas que acreditaram que um objeto voador não identificado, proveniente de Júpiter, pousaria em uma fazenda local, segundo um homem chamado Edílcio Barbosa, autodenominado como "Mensageiro de Júpiter". Estima-se que por volta de 20 mil pessoas, incluindo imprensa e órgãos internacionais, chegaram à cidade para acompanhar o pouso do suposto disco voador. O evento mobilizou a imprensa, órgãos públicos como a defesa civil, polícia, exército e até pesquisadores da NASA, que estiveram presentes para acompanhar o "pouso". A prefeitura da cidade à época chegou a preparar uma recepção oficial para os seres extraterrestres, incluindo um desfile oficial pela cidade, um café-da-manhã, um baile e uma enciclopédia a ser presenteada aos jupterianos. Um orelhão, equipamento de considerado valor à época, chegou a ser instalado próximo ao local de pouso. A chegada do disco voador estava prevista, segundo Barbosa, para às 05h40, horário de Brasília. Após esgotado o tempo e o pouso não ter acontecido, um tumulto começou a se formar e Barbosa teve que ser escoltado e levado para outro lugar para não ser linchado pela população. O evento ficou conhecido como "Efeito Casimiro".
Distritos de Casimiro de Abreu: Casimiro de Abreu (sede); Barra de São João; Professor Souza e Rio Dourado.
Clima
Em Casimiro de Abreu, o verão é quente, opressivo, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é longo, agradável, úmido e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 32 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 35 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Casimiro de Abreu e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 3,2 meses, de 15 de dezembro a 23 de março, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Casimiro de Abreu é fevereiro, com a máxima de 32 °C e mínima de 23 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,6 meses, de 8 de maio a 28 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Casimiro de Abreu é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 27 °C, em média.
Esporte
A cidade de Casimiro de Abreu, tem alguns torcedores e simpatizantes da equipe da cidade vizinha, o Macaé Esporte Futebol Clube. Também tem o Casimiro de Abreu Esporte Clube.
Economia
Casimiro de Abreu é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. Por outro lado, o desempenho econômico é um fator de atenção.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 1,6 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 281 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 72 novas empresas em Casimiro de Abreu, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 14 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet.
Considerado um centro local de baixa influência nos municípios vizinhos, o município de Casimiro de Abreu fica perto da cidade de Macaé - Rio das Ostras, Rio de Janeiro. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark .

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

UNIÃO - PIAUÍ

União é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se à latitude 04°35'09" sul e à longitude 42°51'51" oeste, estando à altitude de 52 metros. O clima do município é tropical e seu bioma segundo dados do IBGE é o Cerrado e Caatinga. O seu relevo são os morros isolados, como o Morro do Urubu e o Morro do Apache Clube. O município possui uma área territorial de 1.170,742  km².
História
A cidade de União, no Piauí, teve sua origem na segunda metade do século XIX, de acordo com os registros do IBGE. No entanto, os historiadores afirmam que a história de União remonta a um período anterior, quando a região era uma fazenda de gado às margens do Rio Parnaíba, inicialmente chamada de Estanhado.
Estanhado recebeu esse nome devido à presença de uma antiga mina de estanho na área, que atraiu exploradores e mineradores. Era parte de um povoado que pertencia à vila de Campo Maior, um lugar de grande importância na história do estado do Piauí. Nessa região, aconteceram eventos notáveis, como a Guerra dos Balaios, onde rebeldes foram derrotados sob o comando de Pedregulho e Ruivo, e a Batalha do Jenipapo, em 1823, que foi a maior batalha pela independência do Brasil no solo piauiense.
Em 1826, o presidente da província sugeriu a criação de uma freguesia no povoado de Estanhado, com a intenção de elevá-lo à categoria de vila, mas essa proposta não teve êxito na época. No entanto, em 18 de setembro de 1853, a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios foi criada e União recebeu o status de vila por meio da Resolução Provincial nº 362. A partir desse momento, o povoado passou a ser categorizado como vila, recebendo o nome de União. Supostamente, o nome União foi registrado pelo Senhor João do Rêgo Monteiro, também conhecido como Barão de Gurguéia, um fazendeiro abastado que doou as terras que formaram o valioso patrimônio histórico, social, econômico e cultural do novo município.
Finalmente, em 28 de dezembro de 1889, União foi elevada à condição de cidade por meio do Decreto Estadual nº 1. Desde então, a cidade de União tem desempenhado um papel importante na história e na cultura do Piauí.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 04º35'09" sul e a uma longitude 42º51'51" oeste.
Demografia
Sua população, conforme o censo do IBGE de 2022, era de 46.119 habitantes.
A miscigenação da população local ocorreu com os brancos, devido a colonização dos exploradores portugueses, o índio devido as mais diversas nações que habitavam o Estado (acredita-se que União já fora um dia habitada por índios tremembés), e o negro de origem africana.
Relevo e Hidrografia
O seu relevo são os morros isolados como, o Morro do Urubu e o Morro do Apache Clube, além de outros morros isolados na cidade e no interior da mesma. E seu principal recurso hídrico natural é rio Parnaíba. Esta é a principal fonte de subsistência dos unionenses. O município está a 52 metros acima do nível do mar.
Vegetação
O Estado do Piauí possui várias formações vegetais, devido à posição geográfica e aos diferentes tipos de clima e de solo. E o município de União estabelece estas posições geográficas adequadamente a um tipo de vegetação própria, estabelecendo assim as categorias Cerrado e Caatinga. Todavia, o município apresenta principalmente no meio rural a vegetação conhecida como "Mata dos Cocais". Este tipo de vegetação, situa-se entre a caatinga e a Floresta Amazônica, sendo, portanto uma mata de transição. É encontrada não somente no vale do rio Parnaíba onde os solos são mais úmidos. Apresentam várias palmeiras, tais como: carnaúba, babaçu, buriti, tucum, etc, de grande importância no extrativismo vegetal do Estado. Na vegetação de cerrado, a sua flora é muito rica, tendo espécies de grande valor comercial. Entre uma árvore e outra aparecem as gramíneas (plantas rasteiras) importante para a criação do gado. É a boas condições climáticas, por um solo fértil na plantação de arroz, feijão, abóbora, etc. Além da agricultura, é praticamente no cerrado a tradicional pecuária extensiva. Na vegetação de caatinga, apresenta vegetais que acumulam água em seus caules durante o período chuvoso para poderem sobreviver no período de estiagem. Destacam-se os vegetais: aroeira, marmeleiro, xiquexique, mandacaru, pau pereira, unha de gato, etc e os cactos são os vegetais típicos da região.
Clima
O clima predominante no município de União é o tropical. Este é o clima predominante do Piauí abrangendo a maior parte do Estado, ocupando a porção centro-oeste. As temperaturas são elevadas e apresenta duas estações: uma de chuva e outra de seca, sendo que os meses mais chuvosos são: janeiro, março e abril.
Economia
A principal fonte de renda dos unionenses é o comércio e a agricultura.
Durante muito tempo, a pecuária manteve sua importância econômica para União e mesmo após seu declínio, União vendia gado bovino em pequena escala para Teresina e Fortaleza.
O extrativismo contribuiu para a economia do município, embora em pequena escala. As riquezas naturais em maior evidência são a carnaúba e o babaçu. Os principais produtos agrícolas eram a mandioca, arroz, milho, feijão, algodão e a cana de açúcar cujos excedentes da produção, até meados de 1950, eram vendidos para Parnaíba, Teresina e Fortaleza.
No início da década de 1960, o coronel Gervásio Costa construiu em suas terras no povoado Novo Nilo a agroindústria GECOSA - Indústrias Integradas Gervásio Costa S/A, que fazia o tradicional beneficiamento de babaçu e, durante muito tempo, foi uma das principais fontes de arrecadação do município. O cultivo da cana hoje é muito forte devido à instalação da usina de álcool - COMVAP (pertence à Usina Olho D´Água de Pernambuco) que, juntamente com o comércio e serviços, mantém a economia da cidade.
Turismo
O município de União embora pouco conhecido, apresenta alguns pontos de valor turístico.
- Morro do Urubu: Não se sabe a origem do nome do morro, também chamado de Morro do Cruzeiro. Encanta pela sua beleza natural de um morro ocorrido como todos os morros do mundo por um acidente geográfico constituído por pequena elevação de terreno com declive suave.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios: Esse é o nome da igreja, é datada do tempo do surgimento da cidade. Ela encanta por sua beleza e por sua antiguidade.
- Cachoeira da formosa: A cachoeira da Formosa, assim como é chamada, fica localizada na localidade Formosa no interior do município de União. O principal período escolhido pelos banhistas ou turistas é no período mais chuvoso em União que vai de janeiro a março.
- Canto da Cana-Brava: Este local fica localizado no interior do município de União na localidade Cana-Brava, apresentando uma paisagem natural. Neste local destacam-se os velhos poços naturais que nunca secam, as piscinas naturais, rochas elevadas construídas pela ação dos ventos, um paredão de pedra (rocha), entre outros. O local também apresenta uma minirocha com o formato do mapa do Brasil e um pilão de pedra no qual deve-se ter bastante anos.
- Parque Beira-Rio: Local de lazer que envolve práticas culturais e esportivas. O parque oferece pista para caminhada, campos de futebol, vôlei, quadras de esportes. Ainda possui um anfiteatro para apresentações culturais e está localizado no bairro Beira-Rio.
- Barragem Filinto Rêgo: O local possui paisagens com espelhos e quedas dágua.
- Praça Barão de Gurguéia: Mais conhecida com "Praça da Igreja Matriz", é a praça que recebe unionenses e visitantes para visitação às barracas, à praça de alimentação e às apresentações culturais durante o festejo de São Raimundo Nonato, que é uma das maiores festas religiosas e culturais do Estado.
- Morro do Boreu: Localizado no centro de União, possui praça arborizada que é local de lazer e encontros familiares.
- Vale dos Sonhos: Localizado na zona rural do município possui piscinas naturais e restaurantes.
- Avenida Filinto Rêgo: Principal via da cidade possui restaurantes, lanchonetes, bares e pizzarias.
- Mercado Público Municipal: Este local possui venda de variados tipos de alimentos, e disponibiliza refeitório e lanchonetes.
Cultura
No município foi criado o "Coral de Vaqueiros de União", com integrantes da zona rural do município, que cantando e tocando músicas já conhecidas do público, foi reconhecido em todo Brasil, já que a cultura do vaqueiro é muito forte no município. União ainda é reconhecida pelos inúmeros artistas que possui nas mais diversas áreas: são artistas plásticos, escritores, poetas, músicos, e outros, que encantam e enriquecem o cenário cultural do município, além de profissionais reconhecidos nas suas mais diversas funções.
O município se destaca, ainda, por sua religiosidade com os festejos que são realizados nos bairros durante todo o ano. Dentre os mais importantes destacam-se os festejos de São Sebastião, de São Francisco, Nossa Senhora das Graças e de São Judas que acontecem nos bairros de mesmo nome. Sendo o Festejo de São Raimundo Nonato, um dos padroeiros da cidade, o festejo que mais movimenta os cenários cultural e econômico da região, entre os dias 21 e 31 de agosto. Já o festejo da Padroeira oficial da cidade, Nossa Senhora dos Remédios, se dá entre os dias 06 e 16 de outubro.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

SEABRA - BAHIA

Seabra é um município brasileiro no interior do estado da Bahia. É conhecida no cenário regional por conta da variedade dos serviços disponíveis e da diversidade de seu comércio, e por sediar vários órgãos estaduais e federais. Suas festas também atraem gente de toda a região: dentre elas, têm destaque a Argolinha e o São João.
Sedia, no mês de outubro, o Festival de Violeiros da Chapada, evento que apresenta artistas de todo o cenário nacional no âmbito do violão.
Na área da saúde, abriga o Hospital Regional da Chapada, maior empreendimento de saúde da região; a Maternidade Frei Justo Venture; e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) da Chapada Diamantina. 
Em 2022, a população de Seabra, Bahia, de acordo com o censo do IBGE, era de 46.160 habitantes.
História
Origens do Município

Até a chegada dos portugueses no século XVI, a região da Chapada Diamantina era habitada por índigenas falantes de línguas macro-jês, como os índigenas paiaiás e maracás, por exemplo.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os primeiros núcleos de povoamento de origem portuguesa na Chapada Diamantina surgiram no início do século XVIII, com o crescimento das minas de ouro de Jacobina e Rio de Contas. A Coroa Portuguesa determinou uma abertura de uma estrada que ligasse as duas regiões de exploração aurífera. Esta estrada, chamada de Estrada Real, cortava as terras pertencentes hoje ao município do Seabra, até então desertas.
Muitos portugueses foram atraídos pelo garimpo do ouro mas, desiludidos com as exigências tributárias da Monarquia Lusitana vinculadas ao precioso metal, decidiram permanecer naquela região, dedicando-se à agricultura e pecuária.
O primeiro núcleo urbanizado de povoamento foi o arraial de Parnaíba (posteriormente chamada de Esconso e atualmente de Iraporanga), criado no final do século XVIII, hoje pertencente ao Município de Iraquara.
A cidade de Seabra, antes denominada de Passagem Bonita de Nossa Senhora de Jacobina, também ficou conhecida por Passagem Bonita de São Sebastião (após construção da igrejinha do santo) e, com o crescimento do povoado do outro lado do rio Cochó, por "Cochó do Pega", pois os viajantes ficavam na localidade ao pousarem após longa caminhada.
Provavelmente, na mesma época surge a povoação de Campestre que foi a primeira Sede do município. Campestre pertencia na época ao município de Nossa Senhora do Livramento do Rio de Contas. Em 15 de março de 1847, foi elevada a Sede de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campestre, confirmada pela Lei Provincial nº 899, de 15 de maio de 1863, que criava o distrito de paz de Campestre.
Em 1874, começam as discussões para a criação da primeira cadeira de ensino primário no município, situada no distrito de Campestre, após a aprovação do Projeto nº 420. Porém, até outubro de 1887, ainda não havia sido implantada. Assim, o ensino formal começaria no município com um professor pago pelo Governo da Província da Bahia para ser responsável pela "cadeira", nome dado na época para a autorização oficial para ministrar aulas custeadas pelo governo.
Por meio da articulação política de Heliodoro de Paula Ribeiro, a freguesia de Campestre foi elevada à categoria de vila com a denominação de "Vila Agrícola de Campestre" pela Lei Provincial nº 2.652, de 14 de maio de 1889, que também criava o município de Campestre com território desmembrado de Lençóis. Posteriormente, o status da Vila de Campestre seria modificado para a categoria de cidade pelo Decreto nº 491.
O Distrito de Jatobá, hoje Baraúnas, foi criado pela Lei Estadual nº 776, de maio de 1910.
Há relatos da tradição oral segundo a qual, no início do século XIX, houve uma grande fome que atingiu a região da Chapada Diamantina, a qual provocou uma grande onda de emigração dessa região para outros lugares.
Transferência da sede de Campestre para o povoado de Dr. Seabra
Em 22 de março de 1922, conforme ata do Conselho Municipal, já se pensava na transferência da sede do Município de Campestre para o Povoado de São Sebastião do Cochó – a proposta foi apresentada verbalmente pelo conselheiro Manoel Muniz Barbosa, mas deixava a transferência a critério do intendente do Diretório Político e do coronel Horácio de Matos.
As lutas entre as elites locais cessam provisoriamente com a passagem da Coluna Prestes pela região no início da década de 1920, oportunidade em que os coronéis locais disseminam na população seabrense o medo dos "revoltosos", termo utilizado na região para se referir ao integrantes da coluna.
Em 1929, o coronel Horácio de Matos fez a transferência para a referida povoação, que passou a se chamar Doutor Seabra. Não se tem conhecimento de nenhum ato que oficialize a transferência.
Do ponto de legal, em 27 de agosto, a Lei Estadual nº 1.125 oficializava a nova denominação. Depois, os Decretos estaduais nº 7.453, de junho de 1931 e nº 7.459, de 8 de julho do mesmo ano, simplificam o nome da cidade e do município que passaram a ter a denominação de Seabra.
História
Em princípios do século XVII, florescendo as minas de ouro de Jacobina e de Minas do Rio de Contas, Portugal determinou a abertura de uma estrada que ligasse os dois núcleos. Essa, que cortava as terras hoje pertencentes ao município de Seabra, atraiu os primeiros povoadores, constituídos na maior parte de portugueses que aí se fixaram, organizando fazendas de criatório e lavoura.
É da tradição oral de que o primeiro núcleo de população regional, nasceu no local denominado Parnaíba, também situado às margens da dita estrada real, que servia de pouso aos viajantes que o chamavam Passagem de Jacobina.
O topônimo é uma homenagem ao Dr. Joaquim José Seabra, ex-governador da Bahia.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Vila Agrícola de Campestre, pela Lei Provincial nº 899, de 15 de maio de 1863, subordinado ao município de Lençóis.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila Agrícola de Campestre, pela Lei Provincial nº 2.652, de 14 de maio de 1889, desmembrada do município de Lençóis. Sede na antiga povoação de Vila Agrícola de Campestre. Constituído do distrito sede. Instalada em 14 de dezembro de 1889.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Campestre, pelo Decreto Estadual nº 491, de 22 de junho de 1891.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Campestre é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual nº 1.126-A, de 27 de agosto de 1915, o município de Campestre tomou a denominação de Doutor Seabra.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920, o município de Doutor Seabra (ex-Campestre) aparece constituído de 4 distritos: Doutor Seabra, Jatobá, Parnaíba e Várzea do Caldas.
Pelos Decretos nº 7.455, de 23 de junho de 1931 e nº 7.479, de 08 de julho de 1931, o município de Doutor Seabra passou a denominar-se simplesmente Seabra.
Pelo Decreto Estadual nº 8.416, de 10de maio de 1933, é criado o distrito de João Pessoa e anexado ao município de Seabra.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Seabra (ex-Doutor Seabra) é constituído de 5 distritos: Seabra, Jatobá, João Pessoa, Parnaíba, Várzea do Caldas. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, retificado pelo Decreto Estadual nº 12.978, de 01 de junho de 1944, os distritos de Jatobá, João Pessoa e Parnaíba tomaram a denominação, respectivamente, de Baraúnas, Iraquara e Esconso.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Seabra, Baraúnas (ex-Jatobá), Esconso (ex-Parnaíba), Iraquara (ex-João Pessoa) Jatobá e Várzea do Caldas. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950.
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Licuri (ex-povoado), com terras desmembradas do distrito de Iraquara e anexado ao município de Seabra. Sob a mesma Lei Estadual acima citada o distrito de Esconso tomou a denominação de Iraporanga.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 6 distritos: Seabra, Baraúnas, Iraporanga (ex-Esconso), Iraquara, Licuri e Várzea do Caldas. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960.
Pela Lei Estadual n.º 1.697, de 05 de julho de 1962, desmembra do município de Seabra os distritos de Iraquara e Iraponga, para constituir o novo município de Iraquara.
Pela Lei Estadual nº 1.700, de 05de dezembro de 1962, desmembra do município de Seabra o distrito de Licuri. Elevado à categoria de município com a denominação de Souto Soares.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Seabra, Baraúnas e Várzea do Caldas.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
A construção da BR-242 e a história contemporânea
Em seguida, nas décadas seguintes não ocorreram eventos históricos significativos. Uma exceção a isso foi a construção da Rodovia BR-242, obra planejada durante o Governo de Juscelino Kubitschek e executada nos anos 1970, após a aprovação do Plano Nacional de Viação de 1973, que promoveu um crescimento da cidade, acompanhado de novas imigrações oriundas do acesso aos transportes. Nessa época, é ampliada a rede bancária do Município, além da instalação de repartições públicas, a exemplo do DERBA (Departamento de Estradas e Rodagens da Bahia).
Em setembro de 1971, a região da Chapada Diamantina, e por extensão a cidade de Seabra, são impactadas com a descoberta de que o militante comunista Carlos Lamarca, ex-tenente e líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), se encontrava na região. Equipes dos órgãos de repressão do governo vão para a Chapada Diamantina e iniciam uma caçada feroz que acaba com a execução de Lamarca no dia 17 de setembro de 1971 no povoado de Pintada, distrito de Ibipetum, município de Ipupiara.
Em seguida, ocorreu um novo período de ostracismo histórico que somente fora rompido em 31 de outubro de 2002, quando foi criado o Campus XXIII da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), por meio do Decreto Estadual nº 8.354/02. Em 2003, foi autorizado o funcionamento do curso de Letras na referida unidade universitária.
Geografia
Trata-se de uma cidade da região da Chapada Diamantina, sendo dotada de uma infraestrutura de hotelaria que abriga o excedente turístico derivado dos municípios de Lençóis, Palmeiras e Iraquara.
Seu nome é uma homenagem ao antigo governador da Bahia, J. J. Seabra. A sede do município situava-se no povoado de Campestre, distante seis quilômetros da sede atual, local anteriormente conhecido por Passagem Bonita de Nossa Senhora de Jacobina, fazendo referência às belezas da região na qual os três rios que cortam a cidade (Rio da Prata, Rio Campestre e Rio Cochó) se juntam.
Está situada a aproximadamente 930 metros de altitude acima do nível do mar, possuindo um clima úmido a subúmido, destacando-se, portanto, a Serra da Cotreia, um dos pontos culminante do município, já que, está a 1125 metros acima do nível do mar. A temperatura é agradável o ano todo, girando na média de 22 °C, nos meses mais frios chega a 9 °C, considerada uma das mais baixas da região (a máxima já registrada chegou a 33 °C), sendo novembro e janeiro os meses mais chuvosos e os meses de junho e julho os mais frios do ano.
A vegetação característica constitui em mata de transição entre a Mata Atlântica, presente na região de Lençóis, e a caatinga.
O município apresenta, ainda, vegetação endêmica por estar localizado em um dos solos de formação mais antiga da Bahia.
Seabra possui dois distritos: Jatobá e Várzea do Caldas, e 115 povoados, dos quais podemos destacar: Lagoa da Boa Vista, Velame, Mocambo, Campestre, Alagadiço, Beco, Cochó do Malheiro e Vale do Paraíso.
A cidade é privilegiada, pois está situada próxima a importantes cruzamentos da rodovia BR-242.
Em relação à hidrografia, os rios principais são o rio Cochó, rio Tejuco (limite com o município de Palmeiras), rio da Prata e o rio Dois Riachos e o rio Campestre, além dos riachos Chifre de Boi e Banha Tatu situado no Mocambo.
Seabra, chamada pelos seus habitantes de "Cidade das Rosas", está situada no centro geográfico da Bahia.
Economia
A economia é baseada na prestação de serviços, que atende a várias cidades da Chapada Diamantina, sobretudo em serviços públicos, serviços de assessoramento contábeis, jurídicos, de saúde e engenharia, locadoras de veículos, autopeças, sons automotivos, concessionárias de veículos, vasta rede hoteleira, empresas de transportes rodoviário, comércios atacadistas de hortifrúti além da agricultura especializada cafeicultura, exportando para Portugal, o café orgânico Seabrenses bem como pequenas indústrias e extração de minérios.
Educação
Seabra abriga a repartição da Diretoria Regional de Educação (DIREC) responsável pelas políticas públicas da Secretaria Estadual de Educação na Chapada Diamantina. Este Município apresenta uma taxa de analfabetismo que compreende 14,44 da população superior a 15 anos (IBGE, 2000]).
Em relação ao Ensino Básico, existem diversas instituições públicas e privadas localizadas na sede e nos distritos, sendo que somente seis unidades escolares oferecem o Ensino Médio, a exemplo do Colégio Raio de Sol (RDS) e do "Educandário São Francisco de Assis" (ESFRA), instituições privadas, "Colégio estadual de Seabra" e o "Centro estadual de educação profissional em gestão e negócio Letice Oliveira Maciel" (CEEP), instituição pública.
Quanto ao ensino técnico, existe a Escola Técnica em Enfermagem Nossa Senhora Aparecida, com o curso Técnico em Enfermagem, e a Escola Técnica Maria Bella, com os cursos de Técnico em Enfermagem, Radiologia e Auxiliar de Consultório Dentário (ASD), ambos privadas. E o antigo Colégio Estadual Letice Oliveira Maciel que tornou-se Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão e Negócio Letice Oliveira Maciel (CEEP), com os curso Técnicos Enfermagem, Finanças e Administração, instituição publica localizada no Bairro da Boa Vista. Seabra sedia um campus do "Instituto Federal da Bahia" (IFBA), antigo CEFET, já em funcionamento, localizado no Barro Vermelho, zona de expansão urbana do Município de Seabra, com os cursos Técnico em Informática e Técnico em Meio Ambiente.
Em relação ao Ensino Superior, o Município de Seabra possui um campus da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - (Câmpus XXIII) que abriga os cursos de Letras, Jornalismo e Pedagogia.
Além da UNEB, existem algumas extensões de IES privadas que implantaram polos no Município, como é o caso da Faculdade João Calvino, com um polo presencial que oferece cursos de Filosofia, geografia e história, e outras IES que implantaram polos de Educação à Distância (EaD): a UNOPAR, a FTC e a UNIFACS.
Abrigará, em breve, a Faculdade de Guanambi, referência em toda a região, expandindo, seu polo, a cidade de Seabra.
Turismo
- Marco Zero: Na praça Luiz Henrique Xavier Acosta, centro da cidade, fica um monumento que representa o centro geográfico da Bahia.
- Povoado de Lagoa da Boa Vista: Foi fundado após a passagem da Coluna Prestes, onde algumas famílias se fixaram por causa do clima aprazível e das boas condições para formação de fazendas. Como principal atrativo se apresentam as fachadas das casas residenciais e comerciais, muito trabalhadas, com uma grande variedade de motivos. A poucos quilômetros, a caminho de Água de Rega, fica a Cachoeira do Riachão, uma sequência de escorregadeiras. Um local dotado de rara beleza.
- Povoado de Vale do Paraíso (Antigo Gado Bravo): Tem em sua arquitetura colonial popular sua mais marcante, com fachadas das casas decoradas com detalhes diversos e suas calçadas feitas de pedras, em degraus. O seu cemitério bizantino da cidade de Mucugê: fica localizado no ponto mais alto do povoado. Mas tem ainda um atrativo natural, a Serra do Gado Bravo, a 1.415 metros de altitude (ponto culminante da área de proteção ambiental Marimbus-Iraquara), de onde se tem uma deslumbrante vista de diversos municípios da Chapada. É uma caminhada que vale a pena ser feita, inclusive pela existência de muitas bromélias, orquídeas e cactáceas, das mais diversas formas e cores, entre outras plantas nativas. Nas proximidades, ficam algumas grutas onde se veem diversos painéis de pinturas rupestres.
- Povoado de Cochó do Malheiro: Maior mercado de gado da região no século XIX, foi palco de sangrentas batalhas entre o Coronel Heliodoro de Paula Ribeiro (Deputado na Constituinte de 1891) e a família Sá (de Lençóis e seus aliados locais), por ter desmembrado do município de Lençóis, respectivamente, Seabra e Palmeiras. O povoado chegou a ser totalmente destruído. Sua arquitetura marcante é representada pela casa que pertenceu ao Coronel e outras da mesma época, além da igreja.
- Povoado de Campestre: Foi a primeira sede do município de Seabra. Sua igreja, Nossa Senhora da Conceição, é datada de 1847. Aí também ocorreram violentas batalhas entre os Coronéis Horácio de Matos e Manoel Fabrício de Oliveira, além de ter sido marcada pela passagem da Coluna Prestes.
- Povoado de Alagadiço: Povoado que já foi importante mercado local, hoje decadente, tem como destaque a sua arquitetura, restos da Estrada Real, o Complexo Arqueológico de Alagadiço (formado por 19 sítios) riquíssimos em painéis de pinturas rupestres e, ainda, um cemitério indígena (foram encontradas peças de cerâmica características dos rituais fúnebres dos índios que habitavam a região – estudados pela UFBA), além de sua flora.
- Igreja de Bom Jesus: Localizada no ponto mais alto do centro da cidade, construída em quartzito rosa, em estilo moderno (1975), é o terceiro maior templo católico do mundo, construído com essa pedra.
- Igreja de São Sebastião: Localiza-se também no centro da cidade. Foi construída em homenagem ao santo padroeiro da cidade, como pagamento de uma promessa: o Sr. Antônio Laureano Pires, pai do futuro intendente municipal Silvino Laureano Pires e do futuro delegado Félix Laureano Pires, prometeu ao santo que se a cidade não fosse atingida pela peste bubônica, que assolava a região, ele ergueria uma igreja. Construída inicialmente em estilo barroco, foi demolida porque ameaçava desabar. A atual é em estilo moderno.
- Grutas e cavernas: Especialmente na planície calcária, entre Seabra e Iraquara estão algumas grutas e cavernas de grande beleza, como a Buraco do Cão, Diva de Maura, Gruta de Santa, do Talhão, etc. Porém a única que tem estrutura turística é a primeira, que tem como atrativos, o Bolo de Noiva, que é um conjunto de represas de travertinos de 10 metros de altura; um pequeno fóssil encrustado na rocha, uma infinidade de estalactites e estalagmites, espeleotemas das mais diversas formas e cores e um lago de 600 metros de extensão.
- Encontro anual de carros antigos: Abriga o encontro anual de carros antigos da chapada, iniciado em 2017, que atrai centenas de turistas de toda a região para participar e/ou visitar o evento.
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

SÃO BENTO - MARANHÃO

São Bento é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se a uma latitude 02º41'45" sul e a uma longitude 44º49'17" oeste, estando a uma altitude de 2 metros.
O município é sede da Região de Planejamento da Baixada Maranhense e conta com uma população de 46.397 pessoas, conforme Censo do IBGE, de 2022, vivendo em uma área de 468,892 km².
História
Segundo a tradição, João Álvares (Alves) Pinheiro ? mais tarde conhecido por João Cauaçu, proveniente da então vila de Santo Antônio de Alcântara, mas natural da província de Trás-os-Montes, da freguesia de Manfort, bispado de Miranda ? e seguido por outros, os primeiros povoadores do território onde hoje se encrava o município de São Bento.
Essas plagas ficaram conhecidas inicialmente como São Bento dos Peris, em virtude da grande quantidade de junco (peri) existente nos campos que circunvizinham a região. Por corruptela vocabular, o nome peris cedeu a perises (ou perizes), e o importante historiador oitocentista, César Marques, autor do Clássico Dicionário histórico-geográfico da província do Maranhão, publicado pela primeira vez em 1870, já punha a situação a descoberto, e deixou registrado: São Bento dos Perises, assim chamam todos, porém rigorosamente devia ser dos Peris, porque a palavra, que na língua tupi significa junco do campo é Peri, e não peris.
Segundo César Marques, o lançamento da primeira pedra que marca o início da construção da igreja católica matriz deu-se dez anos depois à criação da freguesia, em 5 de outubro de 1815. Edificação essa, que, para ser concretizada, foi marcada por marchas e contramarchas.
Da penetração aludida, comandada pioneiramente por Cauaçu, resultou o povoamento da área. Seus primeiros desbravadores foram fixando residência, edificando casas de moradia, formatando fazendas de gado vacum e se dedicando também a rudimentares plantações nos arredores. De esse juntar pioneiro de pessoas, nasceu um arraial.
Devido ao crescimento da população, o arraial se transformou numa freguesia, criada pela Provisão Régia de 7 de novembro de 1805. São Bento, depois de freguesia, elevou-se à categoria de vila, isto através da Resolução do Conselho Geral da Província, de 19 de abril de 1833. No documento de 1833, está registrado no art. 3.º: "Fica erecta em Villa a povoação de São Bento dos Perizes de Alcântara comprehendendo no seu Termo as Freguesias de São Bento e São Vicente de Ferrer". ( Livro de Atas do Conselho da Província nº 1.339, 1832-1856, p.43). Foi confirmada com esse status jurídico pela Lei nº 7, de 29 de abril de 1835. Nesse diploma legal, está exarado no art. 10: Fica confirmada a creação das Villas de S. Bento, Mearim, Rozário, Iguará, S. José, Urubú, e Riachão. No período republicano, ainda no seu início, foram criados, isto em 1893, os distritos de Macapá e Palmeira, ambos no território do município de São Bento. A vila de São Bento foi elevada à categoria de cidade, como o mesmo nome, pela Lei estadual nº 361, de 30 de março de 1905.
De acordo com a publicação da Diretoria do Serviço de Estatística, editada em 1913, do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, intitulada Divisão Administrativa em 1911 da República dos Estados Unidos do Brazil, o município de São Bento era constituído por quatro distritos, quais sejam : São Bento dos Perizes (sic), Palmeira, Macapá e Bellas Águas. Pela Lei nº 850, de 31 de março de 1919, o distrito de Macapá foi desmembrado de São Bento, elevando-se à categoria de município. Pelo Decreto nº. 75, de 22 de abril de 1931, o município de São Bento reincorporou o extinto município de Macapá. Por meio do Decreto nº 539, de 16 dezembro de 1933, incorporou-se, ao município de São Bento, o extinto município de Cajapió. Consoante a obra Divisão Administrativa do Brasil em 1º de janeiro de 1933: Índice alphabetico dos municípios e districtos existentes em 1º de janeiro de 1933, publicada neste mesmo ano, pelo Departamento Nacional de Estatística do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, o município de São Bento dos Perizes (sic) se compunha apenas do distrito-sede. Pelo decreto nº 855, de 19 de junho de 1935, desmembrou-se do município de São Bento, o distrito de Cajapió, adquirindo este sua autonomia política.
Gentílico: são-bentuense
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Bento dos Perizes, pela Provisão Régia de 07 de novembro de 1805.
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Bento dos Perizes, pela Resolução de 19 de abril de 1833, confirmado pela Lei Provincial n.º 7, de 29 de abril de 1835. Sede na atual vila de São Bento dos Perizes. Instalado 09 de agosto de 1833.
Pela Lei Municipal n.º 2, de 09 de maio de 1893, foram criados os distritos Macapá e Palmeiras anexados do município de São Bento dos Perizes.
Elevado à condição de cidade com a denominação de São Bento dos Perizes, pela Lei Estadual n.º 361, de 30 de março de 1905.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 4 distritos: São Bento dos Perizes, Palmeira, Macapá e Bellas Águas.
Pela Lei n.º 850, de 31 de março de 1919, desmembra do município de São Bento dos Perizes o distrito de Macapá. Elevado à categoria de município.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920, o município é constituído de 2 distritos: São Bento dos Perizes e Palmeira.
Pelo Decreto n.º 75, de 22 de abril de 1931, o município de São Bento dos Perizes, incorporou o extinto município de Macapá.
Pelo Decreto n.º 539, de 16 de dezembro de 1933, o município de São Bento dos Perizes incorporou extinto município de Cajapió.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: São Bento das Perizes, Cajapió, Macapá e Palmeira.
Pelo Decreto n.º 855, de 19 de junho de 1935, desmembra do município de São Bento dos Perizes os distritos de Cajapió e Macapá, elevando-os novamente à categoria de município.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município se denomina de São Bento dos Peris é constituído do distrito sede. Não figurando o distrito de Palmeira.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 45, de 29 de março de 1938, o município de São Bento dos Peris passou a denominar-se simplesmente São Bento.
Por ato disposições constitucionais transitórias do estado, promulgado a 28de julho de 1947, é criado o distrito São Bento Bacurituba, com terras desmembradas do distrito sede do município Cajapió e anexado ao município de São Bento.
Pela Lei Estadual n.º 269, de 31 de dezembro de 1948, o distrito de São Bento de Bacurituba é transferido do município de São Bento para o de Cajapió com a denominação Bacurituba.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Origem do nome da cidade
No início do povoamento de origem europeia, sob a invocação de São Bento, frei Manoel Justino Ayres de Carvalho, pregador régio e mestre em filosofia, foi nomeado o primeiro vigário da freguesia, designado para servir a comunidade enquanto os paroquianos não construíssem uma igreja.
Tapuitapera, a origem
Pela Carta Régia de 13 junho de 1621, a Coroa portuguesa criou o Estado do Maranhão, com duas principais capitanias – o Maranhão e o Grão-Pará –, e o subdividiu em outras secundárias, dentre as quais a de Cumã, com Tapuitapera, aldeia-cabeça, tornando-o, assim, separado do Estado do Brasil. Coube o governo de Cumã a Francisco Coelho de Carvalho, que recebeu orientação do Rei para doar terras. E assim, pioneiro do nepotismo, fez, de início, uma generosa dádiva ao próprio irmão, Antônio Coelho de Carvalho, desembargador do Paço.
Certidão Terras de Cumã
De 1629, carta de confirma esta que se acha no livro de Tombo da Câmara Municipal desta cidade em caracteres na maior parte ininteligíveis, sobre estar o livro quase em fragmentos pela antiguidade, como acima disse. O referido é verdade. Certifico que, examinando o Livro de tombo do arquivo da Câmara Municipal desta cidade, que se acha quase em fragmentos pela sua antiguidade, 1eleencontrei, a folhas 40, do translado da carta de doação da Capitania do Cumã, feita pelo Governador Francisco Coelho de Carvalho a Antônio Coelho de Carvalho e confirmada pelo Rei de Portugal, cujo teor é o seguinte:
“Francisco Coelho de Carvalho, Familiar do Santo Officio no Reino de Portugal, do Conselho de Capitanias, digo dos Estados do Maranhão e Grão-Pará, etc. Faço saber aos que esta minha carta de doação e sesmaria vierem que, havendo respeito ao que na petição atrás escripta diz Antônio Coelho de Carvalho, e a vista das causas que allegar, hei bom bem e serviço de Sua Majestade; e pelos poderes que desta tenho, dar e doar deste dia para sempre e todo, de doação de sesmaria ao dito Antônio Coelho Carvalho para elle e para todos seus sucessores, huma Capitania na Costa do Maranhão, começando a medir na barra do Rio Cumã para o norte cinqüenta léguas que á a repartição que Sua Majestade manda fazer das Capitanias do Brasil, com todos os salgados, pescarias, ilhas e todos as mais pertenços e logradouros dos quais não pagarão pensão nem tributo algun, salvo do dizimo a Deus Nosso Senhor dos fructos que della houve. Em virtude do que lhe mandei passar esta minha carta de doação e sesmaria, que manda se cumpra e guarde inteiramente como nella e em meo despacho se cometem. E mando aos Officiais a que pertencerem dêm posse e demarquem a dita Capintania ao dito Antônio Coelho Carvalho ou a quem seos poderes tiver para que a logrem a possuão, elle e seus herdeiros ascendentes e descendentes, para della e nella facão que lhes parecer e estiver cousa sua própria, que desde há d’hoje sempre; com a condição de que dentre em dous annos primeiros seguintes manda confirmar esta carta de data, pelo Conselho da Fazenda, como Sua Majestade me ordena em provisão que me passou para terras deste Estado do Maranhão, e esta se registrará no L. das dattas dellas, para em todo o tempo constar em como está feita esta mercê ao dito Antônio Coelho de Carvalho. Dada nesta cidade de Bethlem so o meo signal e sinete de minhas armas, em doze de Junho de mil, seiscentos e vinte e sete. O Governador Francisco Coelho Carvalho. E eu, Theodorico Teixeira, Escrivão das ditas demarcações das terras desta conquista, a escrevi.”
“E o que continha em a dita carta de doação e Sesmaria, que desentranei da extensa carta de confirmação feita pelo Rei de Portugal, em quinze de março do que dou fé. Secretário da Câmara Municipal da Cidade de Alcântara, 22 de maio de 1874. “Caetano Candido Alves Martins.”
Com a morte do primeiro donatário, herdou a Capitania de Cumã um de seus sobrinhos, Antonio Albuquerque de Carvalho. Francisco Albuquerque Coelho de Carvalho, o terceiro donatário, sentindo a necessidade de a Câmara de Tapuitapera possuir renda própria, instituiu como patrimônio dela, todas as terras capazes de criar gado, desde o Periaçu até Ibacá (Viana), fato passado do no dia 2 de junho de 1742, em Lisboa.
Com a extinção da Capitania de Cumã, pela carta régias de 1° de junho de 1754, o donatário foi idealizado com terras transferidas ao ouvidor-mor da Capitania do Maranhão, Manoel Sarmento.
Localização
Foi num pedaço dessa área de Tapuitapera, também chamada de aldeia dos Americanos, à latitude S-2°, 40'00, longitude W Gr 44° 43'30, rumo OWO, altitude 70 metros, que o português natural de Trás-os-Montes e Alto Douro, João Alves Pinheiro, vindo de Alcântara pelos idos entre o terceiro e último quartel do século XVIII, descobriu as terras boas que procurava para instalar-se.
Fascinado pela beleza e fartura do lugar, escolheu, para montar sua fazenda, um terreno entre a atual praça Cônego Barros e a Rua Deputado José Araújo, local já sem vestígio desde o início do século XX, conforme afirmação de Elisabetho Barbosa de Carvalho. Entre os são-bentuenses mais antigos, um deles, o provisionado Joaquim Silvestre Trinta, escreveu que João Alves Pinheiro montou fazendola na Enseada da Bertúlia, asseverando ainda que, já havendo aí outros habitantes, Pinheiro apenas tomou posse da terra, notícia que desencontra com a de João Clímaco Lobato, em "Ministérios da Vila de São Bento".
Com o decorrer dos anos, depois de 1798, se naturalizou brasileiro e passou a chamar-se João Alves Pinheiro Cauaçu, acrescentando, ao próprio nome, a palavra que designa essa árvore nativa.
O capitão e advogado Walter Reis Pinheiro, um dos muitos descendentes de João Alves, confirma que o fundador possuiu uma outra fazenda no Cauaçu, povoado pertence a Palmeirândia. Resta-nos saber se a denominação desse lugarejo se originou de João Alves Pinheiro Cauaçu, ou se é anterior à chegada desse pioneiro àquele lugar, onde, provavelmente, predominou essa frutinha, até poucas décadas existentes nos matagais e terrenos baldios, sobretudo no mato de Cotinha de Benício.
Sobre João Alves Pinheiro (Cauaçu), podemos afirmar que realmente era natural da Província de Trás-os-Montes, da freguesia de Manfort, Bispado de Miranda, e que nasceu por volta de 1737. Casou-se com Ana Maria da Encarnação, natural de São Bento. Dos seus filhos, são comprovados Elias Antônio Pinheiro, pai de Manoel Avelino Pinheiro e de Marcos Antônio Pinheiro; João Pinheiro e Brás Alves Pinheiro, pai do padre Raimundo Pedro Alves Pinheiro e de Francisco Martino, Ana Maria do Rosário Alves Pinheiro.
Joaquim Trinta ensina, ainda, que, em companhia do colonizador, vieram dois irmãos. Um se chamava João Aleixo Pinheiro, deslocou-se para as bandas do Pericumã. Segundo a mesma fonte, o dito João Alves Pinheiro Cauaçu mandou vir do Reino outro seu amigo, o cidadão Manoel Luis Bittencourt, de origem francesa, descentes direto da Casa dos Drumont. Trazendo, consigo, escravos de Angola, Lourenço Marques e outros da África, Bittencourt localizou-se no Oratório de Palmeira, assim denominado em razão de frei Gabriel Malagrida, hospedado em São Roque, haver, aí, encontrado a imagem de Santo Antônio numa folha de palmeira. Instalado com grande criação de gado, o mesmo Bittencourt atraiu muitos habitantes de Alcântara.
O Imparcial, jornal de São Bento, edição de 19 de fevereiro de 1922, incluiu, também, os fazendeiros José Alexandre Soares e Clara Costa Leite Viegas, esta, possuidora de fazenda no Tubarão. Ela deve ter mandado cavar o tanque da Viega, próximo à antiga Matança, existente nos anos 1950. São seus descendentes os das Belas Águas, da famosa farinha desse nome, dona Zuila Viegas Vale, mãe de Arquimedes, Nei, Manoel Carlos Viegas Vale, Raimundo, Junior, Lúcia e Mary Vale; José Viegas (pai dos médicos Manoel e Cybele e do decorador Jeová Brito Viegas), dos irmãos José Raimundo Dias, Zilair e Neide; Jarson e Sebastiana Viegas Matos, Clemente (Clé) Viegas, José Fernando Soares Dias e Weligton.
Geografia
Distante 300 quilômetros de São Luis, há acesso via terrestre para São Bento e por meio da travessia de Ferry-boat até o povoado de Cujupe (Alcântara), depois o de Três Marias, seguindo na MA 014, sentido oposto da cidade de Pinheiro.
São Bento se localiza na Microrregião da Baixada Maranhense, dentro da Macrorregião Norte do Estado. Sua população é estimada em 45.044 mil habitantes, de acordo com o último censo. Possui uma área territorial de 459 quilômetros quadrados, com os limites: ao Norte, o município de Palmeirândia; Leste, Cajapió; ao Sul, São Vicente Ferrer; e, a Oeste, o município de Pinheiro.
São Bento tem território pouco acidentado, com apenas pequenos morros, entre os quais o de São Carlos, divisa entre os municípios de Pinheiro e Peri Mirim.
Clima
Em São Bento, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 35 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 37 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar São Bento e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 3,2 meses, de 11 de setembro a 17 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em São Bento é novembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 25 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,8 meses, de 30 de janeiro a 24 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em São Bento é março, com a mínima de 24 °C e máxima de 31 °C, em média.
Artesanato
Com uma criatividade aguçada, o artesanato do município é destaque em todo o Estado, com qualidade incomparável. Todo material usado na pesca no dia-a-dia é feito artesanalmente, assim como uma infinidade de utensílios. Mas, o que se destaca são as redes feitas a fio ou linha, material produzido pelas próprias mãos das mulheres rendeiras, com cores e um charme não encontrado em outros lugares.
Curiosidade
Em São Bento estão as raízes da família do ex-presidente da República, José Sarney. A casa onde moraram seus antepassados, construída por seu avô, será transformada em museu, casa de cultura do município, onde são encontradas algumas peças bem antigas e um pouco da história da família Araújo Costa.
Lendas e Mitos: São Bento é envolta em muitas lendas, histórias/estórias que muitas vezes têm sido motivo de gozação, devido a um episódio do passado envolvendo uma personalidade da cidade. Hoje os homens que por ali passaram são questionados se visitaram ou passaram no “Poção”. Pois contam que quem lá banha ou passa perto tem sua personalidade modificada, transformando-se em um indivíduo afeminado. Outros dizem que até avião que sobrevoa a área muda o barulho do motor, passando a ruir mais fino. Gozação à parte, sabe-se que o conjunto de poços em questão serviu para abastecimento de água potável da cidade por muito tempo.
Cultura
A cultura local, é mostrada principalmente na época junina, com as danças folclóricas e bumba-meu-boi.
Dentre os Bumba-meu-boi existentes na cidade, os principais são:
Bumba-Meu-Boi Mimoso, Bumba-Meu-Boi Tradição, Bumba-Meu-Boi de Cofo, Bumba-Meu-Boi Encanto de São Bento e outras danças de menor expressão.
Economia
A economia do município é, basicamente, de subsistência, com produção de arroz, milho, feijão, mandioca e extração da amêndoa de babaçu. Sua pecuária é constituída da criação de gado bovino, bubalino, suíno, caprino, entre outras atividades e, por ser referência na região, São Bento detém um comércio variado, servindo as cidades mais próximas. Outra atividade bastante expressiva é a pesca artesanal praticada nos campos alagados que cercam a cidade.
Turismo
São Bento é um município Maranhense com potencial turístico muito elevado, com a existência dos Campos Alagados, que no inverno tornam-se um verdadeiro Pantanal. Os campos alagados são atrativos da região, que despertam interesse pela sua beleza natural. O igarapé Vale do Conduru é uma escavação feita pelo sambentoense professor Conduru, com a finalidade de fazer a comunicação da cidade com a baía de São Marcos, outrora bastante usado pela comunidade para entrar e sair de São Bento. É navegável por barco à vela e pequenas embarcações a motor. O mesmo sofre influência da maré no seu volume de água doce, podendo chegar a 20 metros de largura por 5 metros de profundidade. A lagoa de Sororoca, no povoado do mesmo nome, é coberta de vegetação movediça que algumas pessoas falam mover-se ao sabor do vento. Lá são encontrados animais lacustres diversos, entre os quais lontras, jacarés e garças. Nesse mesmo local, há uma ilha flutuante, que flutuava durante todo o dia em um lado da lagoa, e amanhecia em outro. A ilha não se move mais, provavelmente devido ao fato de a lagoa estar secando ou por estar presa à terra pelas raízes das árvores.
Atrativos culturais
São Bento, desde os primórdios, participou ativamente nas artes e literatura do Estado. Em 1854, o francês Antonio Alexandre Bucello constituiu um pequeno teatro que teve vida curta. Mas, em 1865, o Dr. Benedito de Barros, João Novais, João Miguel e o major Antonio Raimundo fizeram uma sociedade teatral com o nome de Recreio Dramático.
Os amantes das letras tiveram a ideia de escrever, a mão, um pequeno jornal, O São Bento, que durou 9 edições. Destas, somente três foram datilografadas. Depois do São Bento, surgiram outros jornais, entre eles, O Luz, também escrito manualmente. Em seguida, veio O Laço, jornalzinho humorístico redigido pelos jovens Sarney Costa, Antonio Carvalho e Ivan Araújo. O município se tornou um celeiro cultural, surgindo inúmeros outros jornais, teatros e manifestações culturais.
Festejos religiosos/festas
Atraindo fiéis de toda a baixada maranhense, os festejos religiosos de São Bento são espetáculos de fé aos católicos e devotos, que todos os anos ali chegam para reverenciar a Nossa Senhora dos Remédios no tradicional festejo do Remedinho, que acontece sempre no último final de semana de outubro. Há todo um ritual e pompa do largo montado na Praça da Igreja que é construída em estilo barroco, com seu altar original do tempo de capela. Já o festejo de São Bento, padroeiro da cidade, acontece sempre na segunda quinzena de dezembro.
Não podemos esquecer também do grande festejo de São Roque, uma festa de grande manifestação religiosa (acontece nas duas primeiras semanas de agosto) que é realizado num povoado (que recebe o mesmo nome do santo) distante da cidade, o Festejo de São Benedito, que e realizado no bairro que leva o nome do santo, com sua igreja de estilo Barroco, pois essa grande festa acontece no largo da igreja de São Benedito e se constitui ao longo de imediações com festas e brincadeira e suas ladainhas ao longo de três dias. Há também as festas juninas com grandes manifestações culturais promovidas através de grupos como: tambor de crioula, bumba-meu-boi, boi de matraca dentre outras.
O carnaval de São Bento atrai brincantes de todo Estado, por ser alegre e criativo, onde o folião tem opção de brincar em praça pública ou clube. Outro ponto alto das manifestações culturais do município são as festas juninas, com bumba-meu-boi, quadrilhas, cacuriá, tambor de crioula, entre outras manifestações.
Infraestrutura/culinária
O município é considerado um dos mais importantes da baixada maranhense. Na cidade há pequenas pousadas e hotéis, com um atendimento razoável aos padrões da região. Existe também rede bancária, agência dos correios, lanchonetes, bares e restaurantes que servem as iguarias próprias do local.
A culinária tem sabor bem característico à base de peixes da água doce, como acará, piranha, jeju, traíra, bagrinho, entre outras espécies. Mas, uma das iguarias prediletas do Sambentoense é o mussum, semelhante ao enguia que, dependendo da época do ano, pode-se encontrar em abundância nos campos alagados.
Outros pratos que compõem a mesa são arroz de toucinho, galinha caipira, entre outras opções. Mais uma iguaria bastante apreciada pelos Sambentoense, não importando o lugar que esteja, é a Jaçanã, servida na mistura ao arroz branco e temperado. Por ser uma ave de arribação, que migra do Canadá para esta região do País, hoje a comunidade está orientada, pelo IBAMA e outras entidades que cuidam do meio ambiente, a não comprá-la, ou consumi-la devido ao crescente perigo de extinção da espécie.
Pontos altos
Os Campos alagados de São Bento têm uma beleza ímpar, além da receptividade do Sambentoense, com seu jeito singelo de receber, faz da cidade um lugar afável, ainda mais se o visitante provar as comidas da região.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Site da Câmara Municipal de São Bento .

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

GUARAMIRIM - SANTA CATARINA

Guaramirim é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º28'23" sul e a uma longitude 49º00'10" oeste, estando a uma altitude de 22 metros. Sua população estimada em 2022 era de 46.711 habitantes, de acordo com o censo do IBGE. É oficialmente conhecida como "cidade das guirlandas".
Toponômio
Guaramirim, nome de origem indígena que significa Pequena Garça Vermelha (adotado como a versão oficial e que faz parte do Brasão do município); quando o padre francês Claude d’Abbeville chegou ao Brasil, em 1612, deslumbrou-se com o manto, de plumas vermelhas, usado pelos índios tupinambás, o acoiave. Na História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão, escreveu: “Os homens da terra usavam o acoiave tecido com as mais belas penas, não para esconder o corpo, mas sim para se mostrarem mais belos em seus festins e solenidades”. A majestade da vestimenta que encantou o franciscano vinha da penugem do guará (Eudocimus ruber), que habitavam os manguezais da costa brasileira. Ao contrário das tribos tupinambás e tupiniquins, que foram dizimadas no século XVII, esse parente das garças e das cegonhas não integra a lista atual de espécies ameaçadas de extinção. Mas, hoje, colore uma área menor do país, restrita aos manguezais da Região Norte. Há uma exceção: a Baixada de Cubatão, no litoral de São Paulo. Lá um grupo de 600 indivíduos resiste, surpreendentemente, à poluição industrial. A cor do guará vem da alimentação baseada em crustáceos. “Todos os caranguejos carregam caroteno”, explica o ornitólogo Dante Teixeira, do museu nacional, no Rio de Janeiro. “Esse pigmento vermelho absorvido pelas penas, deixa a ave escarlate”. Se o cardápio é alterado, a penugem desbota. No século XVI, quando o Brasil era colônia portuguesa, os guarás habitavam os manguezais da Ilha de Santa Catarina.
História
O distrito de Guaramirim foi criado em 1919 pertencendo ao município de Joinville. Posteriormente, a Lei Estadual nº 247, de 30 de dezembro de 1948, criou o município de Massaranduba, contendo os distritos de Massaranduba e Guaramirim, sendo o primeiro sua sede. Pelo descontentamento de seus habitantes, a Lei Estadual nº 295 de, 18 de julho de 1949, mudou o nome do município e transferiu sua sede para Guaramirim. Atualmente Guaramirim e Massaranduba são municípios distintos.
Símbolos
Brasão

Escudo criado em 27 de setembro de 1972, através da Lei nº 389, promulgada pelo prefeito Paulino João de Bem e aprovada pela Câmara Municipal. As armas de Guaramirim constituem de um escudo de formato tradicional português, encerrado por uma coroa mural. O escudo de formato português faz referência a origem lusitana dos primeiros povoadores do município. Este escudo se subdivide em três faixas horizontais pela seguinte ordem: A faixa inferior, de cor verde, que representa os arrozais, os bananais e os milharais, que cobrem extensas terras do município e dos quais o mesmo retira a parcela principal das suas rendas; A faixa central, ondulada e de cor preta, representa o curso do Rio Itapocu, cujas águas banham as terras do município e da própria sede; A faixa superior, de cor azul celeste, remate e representa o firmamento.
Pousado sobre a margem inferior do Rio Itapocu, o escudo mostra um guará, ave de cor rubra, que segundo a tradição oral, deu origem ao nome do município.
O escudo tem como suportes laterais, de cada lado, e em suas cores naturais, uma bananeira ostentando florescência, que representa uma das produções mais importantes do município e uma alusão ao primeiro nome da região, quando ainda Distrito do município de Joinville, com o nome de Bananal. Terá ainda como suportes laterais e em suas cores naturais também, dois feixes de espigas de arroz em grão, representando a produção agrícola mais importante do município. Em listel localizado na base do escudo, esta inserta em letras maiúsculas a denominação do município: Guaramirim. O listel será em vermelho e a inscrição em prata.
A coroa mural, que há em cima do escudo, terá o formato tradicional e ostenta cinco torrões, de cor de prata.
Bandeira
Criada sob a Lei nº 390 promulgada pelo prefeito Paulino João de Bem, em 21 de setembro de 1972. Segundo a lei, a bandeira será de cor branca, tendo no centro o escudo de Guaramirim aprovado pela Lei nº 389/72. A cor branca identifica a pureza das intenções do povo de Guaramirim, a prosperidade e o trabalho que faz a grandeza. Ao centro do Brasão que representa o Governo Municipal e simboliza a cidade, sede do Município. A bandeira do município de Guaramirim poderá ser confeccionada em diversos tamanhos, mantidas, porém, sempre as devidas proporções de construção modular, também adotadas para a Bandeira Nacional. As medidas sempre terão como base a largura desejada, que será dividida em quatorze parte iguais, devendo considerar-se cada parte um módulo, o comprimento da bandeira será de vinte módulos, tendo as duas faces da bandeira exatamente iguais.
Geografia
Clima

O clima apresenta-se quente e úmido, ou seja subtropical, não se observando excessível verão, nem demasiado rigor no inverno. As chuvas são mais frequentes na estação quente, quando também são comuns as trovoadas. A temperatura média é de 20 °C, sendo raras as geadas. Segundo Koppen classifica-se como mesotérmico úmido, sem estação seca. As temperaturas médias em janeiro variam de 26 a 35 °C, e em julho de 10 a 18 °C. A insolação varia de 1.600 a 2.200 horas/ano de raios solares. A umidade relativa do ar varia de 80 a 85% e a precipitação pluviométrica anual entre 2.000 e 2.200 milímetros.
Relevo
Na região ocorrem altitudes que vão desde 0 metros ao nível do mar em Barra Velha, atingindo até 1.176 metros ao nível do mar no ponto culminante situado na Serra do Rio Manso em Jaraguá do Sul. Guaramirim apresenta os menores gradientes altimétricos da região, caracterizados pelas planícies quaternárias. O município conta com os seguintes locais de destaques quanto ao relevo: Serra Duas Mamas, Morro da Prata, Morro do Defuntinho, Morro do Bananal, Morro da Ponta Comprida, Morro da Figueirinha e Pico Jaraguá, considerados áreas de preservação ecológica do município.
Vegetação
Se destacam as florestas Ombrófila Densa e floresta Ombrófila Mista, áreas de formações pioneiras e áreas de tensão ecológica.
Hidrografia
A rede hidrográfica da região possui como seu rio base o rio Itapocu que percorre no sentido Oeste-Leste, indo desaguar no Oceano Atlântico. A bacia do rio Itapocu, com uma área de 2.930 km² possui um regime tropical com seus rios caracterizados por perfis longitudinais e declives acentuados.
Divisão territorial
O município é dividido em 35 bairros e localidades. Grande parte deles nasceu de núcleos coloniais formados por famílias de imigrantes europeus, na segunda metade do século XIX. O centro, local de fundação da cidade, mantém-se como a área mais movimentada e onde se concentra a maior parte das instituições financeiras de Guaramirim.
Composição étnica
Na sua formação histórica, a demografia de Guaramirim é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro. Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente poloneses, ucranianos, italianos e alemães, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.
Imigrantes
O processo de desenvolvimento populacional tanto da cidade como do município teve origem com o tropeirismo e ondas migratórias iniciada por portugueses, espanhóis e outro grupos étnicos. Após este período, a cidade recebeu forte onda de imigração européia: alemães a partir de 1833; em 1871, os polacos e ucranianos e, por último, os italianos.
Economia
Guaramirim é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 6,1 mil admissões formais e 5,6 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 549 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 93 novas empresas em Guaramirim, sendo que 13 atuam pela internet. Neste último mês, 11 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
O município possui 15,7 mil empregos com carteira assinada, a ocupação predominante destes trabalhadores é a de alimentador de linha de produção (1216), seguido de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) (667) e de assistente administrativo (506). A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,4 mil, valor acima da média do estado, de R$ 3,3 mil.
A concentração de renda entre as classes econômicas em Guaramirim pode ser considerada alta e é relativamente superior à média estadual. As faixas de menor poder aquisitivo (E e D) participam com 49,8% do total de remunerações da cidade, enquanto as classes mais altas representam 17,8%. Destaca-se que a composição de renda das classes mais baixas da cidade têm uma concentração 4,3 pontos percentuais maior que a média estadual, já as faixas de alta renda possuem participação 6,2 pontos abaixo da média.
Do total de trabalhadores, as três atividades que mais empregam são: confecção de peças do vestuário (2740), administração pública em geral (1204) e transporte intermunicipal de carga (715). Entre os setores característicos da cidade, também se destacam as atividades de confecção de peças do vestuário e fabricação de tintas, vernizes e esmaltes.
A participação do comércio, somado aos serviços de alojamento e alimentação, representa 21% do total de trabalhadores e está concentrada nos supermercados e lojas de variedades e nas lojas de roupas e calçados, que empregam 749 trabalhadores.
Ao todo, existem 49 modalidades diferentes de comércio na cidade, das 74 possíveis. Com isso, a diversidade do comércio de Guaramirim é considerada alta, assim como a dos serviços, que também contempla empresas de vários setores na cidade, tornando a concorrência mais acirrada de um modo geral.
Destaca-se que os segmentos do comércio atacadista de mercadorias em geral, o comércio atacadista de eletrônicos e informática e os campings e albergues representam atividades que costumam ter movimentação de trabalhadores em cidades de tamanho similar, mas que não demonstraram vínculos formais de emprego na cidade.
Agricultura
Guaramirim se encontra entre os primeiros municípios catarinenses em produção de arroz irrigado. Produz aproximadamente 50.000 toneladas de sacas ocupando 6.400 hectares de terras.
A cultura da banana é o segundo produto agrícola cultivado no município, pois, envolve mais de uma centena de produtores produzindo 22.400 toneladas/ano em 800 hectares de terras.
A piscicultura está presente em quase todas as propriedades. Esta atividade está se profissionalizando e hoje é crescente o número de piscicultores que estão melhorando o acesso, a infraestrutura produtiva que envolve, aeradores, geradores de energia, redes pesca, etc.
A cultura das palmáceas também se apresenta de forma crescente, é parte integrante de 250 propriedades e a produção é absorvida pelas agroindústrias locais. O município é conhecido como Capital Catarinense da Palmeira Real.
Além dessas culturas o setor agrícola de Guaramirim é bastante diversificado, conta com atividades de reflorestamento, gado de corte, olericultura e atividades de agregação de valor à agricultura familiar, como é o caso do Projeto “Valorizar o Artesanal”.  Participam deste projeto agricultores que transformam de forma artesanal a matéria prima produzida em suas propriedades em deliciosos produtos que oferecem qualidade e segurança alimentar para quem os consome, os quais são inseridos no programa de merenda escolar e comercializados no comércio local ou a turistas.
O setor agrícola está organizado pelo apoio técnico da Secretaria Municipal de Agricultura, Fundação do Meio Ambiente, EPAGRI- Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural e Santa Catarina S.A, CIDASC – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Associação Empresarial – ACIAG, Associação de Bananicultores – ABG, Associação de Irrigação – ADAI, Instituto Rota da Tilápia, Conselho Municipal de Agricultura e CODEC – Conselho de Desenvolvimento Econômico (Câmara Técnica de Agricultura).
Zona Industrial
O zoneamento do município de Guaramirim contempla uma área industrial disponível de 18,51km2 às margens da BR-280 e SC-108.
Principais produtos das indústrias de Guaramirim
- Metal mecânica: Peças para tratores, engrenagens, coroas e pinhões para trator e caminhões, consertos de máquinas, reposição de peças, Nitretação.
- Textil e vestuário: Tecidos (malha e tecidos), confecção adulto, infantil (masculino/feminino) e roupas em geral, cama e mesa, praia, moda íntima.
- Produtos químicos: Tintas, resinas, plásticos, embalagens, borracha, solventes, EPS, produtos de higiene e limpeza.
- Madeira e mobiliário: Móveis sob medida, estofados, colchões, madeira bruta e beneficiada.
- Alimentos: Conservas, embutidos derivados de carne suína, doces e salgados, geleias, sorvetes e bebidas.
- Construção: Estruturas pré-fabricadas, Construção Modular
Comércio
O comércio local é diversificado e apresenta um crescimento principalmente nos bairros, gerando oferta de produtos e aumento na geração de trabalho e renda. Neste setor o destaque é para os calçados, vestuário e alimentos.
Cultuta
A Fundação Cultural, compreendendo a Casa da Cultura “Paulino João de Bem”, a Biblioteca Pública Municipal e o Arquivo Histórico do município tem grande potencial e importância para todos os munícipes na formação e valorização da cultura social, educacional e intelectual. A Fundação Cultural, através da Casa da Cultura, atende, adolescentes, jovens e adultos nas diversas áreas culturais, com oficinas de arte, danças, música e línguas. Disponibiliza aulas de balé, dança de rua, jazz, violão, canto coral, e flauta doce, aulas de italiano. Investe forte nas potencialidades artísticas como festivais de dança e da canção. Oferece condições aos artesãos do município em diversas habilidades. Respeita os profissionais das artes em suas tecnicidades e conhecimentos variados. Tem grande respeito pela história e evolução do município na humanização e na contextualização cultural. Assim, tem como objetivos e princípios o valor aos costumes, tradições, crenças e folclore do nosso povo, buscando o empenho, a realização e o respeito à cultura, à história e a quem junto construir este município progressista e imponente.
Agentes Culturais
Corais

- Coral da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Guaramirim IECLB
- Coral da Igreja Evangélica Assembleia de Deus
- Oziel de Oliveira
- Coral Fratelli D’Itália
- Cecília Campigotto
- Coro Infanto-Juvenil da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Guaramirim
Artes cênicas
- Circo Teatro Pixirica
Artes populares - Folclore
- Grupo Boi de Mamão
Bandas
- Banda Municipal
- Banda da Igreja Ev. Assembleia de Deus
Artes plásticas
- Edson Ruon
- Neiva Jackiny Souza
Etnias – Grupos e Sociedades
- Sociedade Catarinense – Brüderthal
- Associação Italiana
- Circollo Trentino
Cantores
- Gustavo Bardin
- Rodrigo Seixas (Cover Raul Seixas)
- Edevaldo (Grupo Motivasom)
- Cleiton Borba
- Ego & Gilmar
Escolas de música
- Escola de Música Guaramirim Amaro Neto
- Escola de Música Belas Notas
- Escola de Música Santa Cecília
- Escola Corti Music
Dança
- Balé – Casa da Cultura - Fundação Cultural
- Jazz – Casa da Cultura - Fundação Cultural
- Dança do Ventre
Festa religiosas
- Capela Nossa senhora do Rosário – Festa do Padroeiro São Sebastião
- Igreja Santos Anjos – Festa dos Santos Anjos
- Capela São José – Festa do Padroeiro São José
- Paróquia Evangélica Luterana de Guaramirim – Festa de maio.
- Capela São Pedro Apóstolo – Festa do Padroeiro São Pedro Apóstolo
- Igreja Matriz Senhor Bom Jesus – Festa do Senhor Bom Jesus
- Paróquia São Pedro de Alcântara – Festa de São Pero de Alcântara.
Turismo
Guaramirim possui lindas e bucólicas paisagens rurais que lembram a típica arquitetura europeia, repleto de belezas naturais em meio a vales e montanhas, as corredeiras sinuosas do rio Itapocu, muito utilizado para a pesca, contemplação e a prática da canoagem, a Rota da Tilápia que associa os municípios de Guaramirim, Massaranduba e Jaraguá do Sul envolvendo toda a cadeia produtiva da psicultura, o cicloturismo com as Rotas Serra e Mar do Vale dos Encantos, a estrada Jacu-Açu reduto de produtos coloniais e artesanais e também o parque aquático Recanto dos Lagos, que é uma excelente opção de divertimento.
O município destaca-se por atrativos naturais, culturais e gastronômicos. Tem localização estratégica e acesso privilegiado por duas importantes rodovias, a BR 280 e a SC 108, bem como, por rodovias municipais às duas maiores cidades do norte do estado, Joinville e Jaraguá do Sul e por uma estratégica ferrovia, a Linha do São Francisco da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, concedida à Rumo Logística para o transporte de cargas. Conta com um aeródromo e heliportos privados que contribuem na qualificação turística e na sua boa mobilidade logística. Próxima das melhores praias de Santa Catarina, fica a menos duas horas de Curitiba e Florianópolis e a 40 minutos do Parque Beto Carrero World, o maior multitemático da América Latina.
Há na cidade o Conselho Municipal de Turismo, o Plano Municipal de Turismo, a participação ativa no Colegiado de Turismo da Amvali e na IGR Caminho dos Príncipes. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Turismo desenvolve ações em parcerias que tem colocado o município no Mapa de Turismo Brasileiro, além de receber do Ministério do Turismo o Certificado de "Município Prioritário para desenvolvimento do Turismo".
Os setores receptivos de hotelaria, gastronomia e deslocamento tem refinado muito suas atividades para recepção dos visitantes e turistas. O bom atendimento, bem como os bons produtos e serviços tem gerado boas avaliações nos que visitam o município.
Espaços de lazer, convenções, compras, esporte, gastronomia diversificada, artesanato, fé e contemplação a natureza são abundantes em Guaramirim. A cidade participa dos projetos "Rota da Tilápia" que contempla 08 pesque-pague, em três municípios vizinhos e "Cicloturismo Vale dos Encantos" que integra as rotas Serra e Mar unindo todos os municípios do Vale do Itapocu de Corupá à Barra Velha.
Desenvolve desde 2017, juntamente com a Câmara de Vereadores, ACIAG e CDL o projeto Cidade das Guirlandas, reconhecido pela Lei Municipal 4545/2018.
Cidade das Guirlandas é uma ideia de união das entidades em prol do desenvolvimento de Guaramirim. O símbolo foi eleito por sua capacidade de dar autonomia e exclusividade a produtos e serviços da Cidade. A Guirlanda já muito comum nas portas das residências e comércios tem o sentido de dar boas-vindas a quem chega e atrair boas energias a todos que naquele espaço convivem. Por ser um símbolo circular é infinito e pode ser adaptado para todas as épocas de festas e comemorações do ano. É mais comum no Natal e na Páscoa, mas pode ser também um item de decoração permanente, conforme suas alegorias. Atualmente a cidade tem investido em eventos e decorações em datas alusivas ao comércio como forma de atrair os moradores das cidades vizinhas, os que transitam por nossas rodovias e com divulgação em feiras e eventos os turistas externos. Outra inovação que o projeto está trazendo é o plantio de Guirlandas Vivas. A partir de estruturas prontas fixadas ao solo, plantas trepadeiras podem se moldar ao aro dando aspecto natural e permanente durante todo o ano.
Constantemente tem-se buscado a integração da cidade, moradores, trabalhadores e estudantes para o foco no tema que além de embelezamento traz uma nova possibilidade econômica de manutenção e ampliação da atividade produtiva em Guaramirim. Vale a pena conhecer e reconhecer as belezas e os encantos dessa cidade arraigada de cultura, deliciosa gastronomia, segurança, mobilidade e gente ansiosa por receber bem a todos que aqui visitam.
Diferenciais turísticos
- Santuário Rã-Bugio - Rã-bugio é o nome usado pelos moradores antigos da localidade Brüderthal, em Guaramirim, SC, para uma rã que habita a Mata Atlântica, devido ao coaxar que é parecido com o som emitido pelo macho do macaco bugio.
O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade é uma organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos que tem como missão defender as áreas remanescentes de Mata Atlântica para salvar o que restou da biodiversidade.
- Restaurante Represa - Fundado há 45 anos tem como especialidade o Tradicional Cascudo, que deu origem ao slogan: “Venha saborear o melhor Cascudo do Brasil”. No cardápio, ainda se destacam outros pratos com peixes nobres e camarão, complementado com pratos à base de carnes.
- Aeródromo - O aeródromo de Guaramirim é um condomínio aeronáutico composto por 187 lotes e estrutura de lazer compreendendo área de 480 mil metros quadrados. A estrutura agrupa áreas de lazer, lotes industriais, escolas de pilotagem e paraquedismo, além de hangares para aviões e helicópteros. É utilizado como área de lazer e para fins comerciais e industriais já que a região é constituída por grandes indústrias que dependem dos grandes aeroportos e necessitam de preços mais atrativos e facilidade com a logística.
- Guaramirim – Cidade das Guirlandas - A Câmara de Vereadores, CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas, ACIAG – Associação Empresarial e Prefeitura Municipal se uniram e criaram o Projeto Guaramirim Cidade das Guirlandas. Este projeto vem sendo desenvolvido desde 2017 como uma estratégia inovadora para aquecer o comércio local e objetiva decorar a cidade com guirlandas de diferentes tamanhos em datas comemorativas como Páscoa e Natal para que fique mais bonita e atraente para os habitantes locais e visitantes.
- Mamãe Noel - A Mamãe Noel de Guaramirim é encantadora. Professora na rede municipal de ensino tem verdadeira paixão por crianças e idosos.
- Rota da Tilápia - Essa rota envolve três municípios, é formada por pesque pagues e tem atraído cada dia mais adeptos à alimentação saudável, ambientes familiares, lindas paisagens, o desafio de pescar seu próprio peixe e a emoção de dividir com a família e amigos momentos bons e divertidos.
Locais para eventos
- Ginásio de Esportes Rodolfo Jahn - Fundado no ano 1980, com área construída de 1.076,70m2 pode abrigar eventos como: jogos, exposições, palestras, feiras. Sua infraestrutura é composta por banheiros, chuveiros e vestiários, com capacidade para atender 2.000 pessoas.
- ACIAG – Associação Empresarial de Guaramirim - Com área total construída de 633,00 m², possui estacionamento com 1.039,50 m² permite realização de eventos como: palestras, treinamentos, seminários, workshops, reuniões e convenções. Ambientes climatizados, wireless e equipados – Sala de Treinamento: 35 lugares; Auditório: 212 lugares; Mini auditório: 60 lugares, Sala de Reuniões: 16 lugares, e Plenário: 55 lugares.
Transportes
Os meios de transporte utilizados no município são rodoviário e ferroviário. O município é cortado por rodovias federais, estaduais e municipais. O sistema viário local é formado por 500 km de rodovias municipais, 27 km de rodovia estadual, e 15 km de rodovia federal. O município está localizado no maior polo geoeconômico de Santa Catarina, entre os municípios de Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul. A Linha do São Francisco, ferrovia da RVPSC concedida à América Latina Logística e a rodovia BR-280 cortam o município, formando um corredor de exportação, ligando-o ao Porto de São Francisco do Sul e ao Planalto Catarinense. A rodovia SC-413 liga Guaramirim a Joinville e a Massaranduba, e a SC-474 liga Massaranduba a Blumenau. 8,53% da malha viária do município encontra-se pavimentada (lajota, paralelepípedo e asfalto).
Referências para o texto: Wikipédia ; Portal de Turismo Gauaramirim .

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

SÃO JOSÉ DO MIPIBU - RIO GRANDE DO NORTE

São José de Mipibu é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil). De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2022 sua população era de 47.286 habitantes. Área territorial de 289,987 km².
História
Mipibu é uma palavra de origem Tupi que significa surgir subtamente. Em 1630 existia um aldeamento no território, cujo nome era Mopebu, o maior, mais populoso e o principal entre as seis aldeias da Capitania do Rio Grande do Norte. No relatório do bragantino Adriano Wedouche constava que "existiam na capitania cinco ou seis aldeias que reunidas podiam contar de 700 a 750 índios flecheiros e que a principal flecha era chamada de Mopebu". Foi este aldeamento que deu origem ao nome do município.    
Os primeiros habitantes da região foram índios Tupis, que se localizaram nas proximidades do rio Mipibu, que recebeu esse nome por surgir de repente na famosa Fonte da Bica e percorrer por quatro quilômetros, até desaguar no rio Trairi. Em adiantado processo de organização e sinais de povoação, o aldeamento passou a ser coordenado pelos frades Capuchinhos, no final do século XVII, até o ano de 1762, quando foi instalada a vila de São José do Rio Grande do Norte. Nesse período, com a saída dos Capuchinhos, a coordenação dos destinos da comunidade foi assumida pelos próprios nativos.  
A criação do município foi através do alvará de 3 de maio de 1758, instalado em 22 de fevereiro de 1762, com procedimento de Vila de São José do Rio Grande, numa homenagem conjunta a São José e ao Príncipe D. José Francisco Xavier. Em 16 de outubro de 1845, a vila de São José do Rio Grande foi elevada à categoria de cidade, passando a se chamar cidade de Mipibu. Passados dez anos a cidade recebeu o nome de São José de Mipibu, numa união entre a religiosidade e o famoso rio que emerge da terra de maneira surpreendente.
Geografia
Na divisão territorial brasileira feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017, São José de Mipibu pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal Até então, na divisão em mesorregiões e microrregiões que vigorava desde 1989, o município fazia parte da microrregião de Macaíba, uma das quatro microrregiões formadoras da mesorregião do Leste Potiguar. Está a 38 km do centro de Natal, capital estadual, e a 2 370 km da federal nacional, Brasília. Sua área territorial é de 289,987 km² (0,5491% da superfície estadual) dos quais 5,458 km² em área urbana. Limita-se a norte com Macaíba e Parnamirim; a sul com Arez, Brejinho, Espírito Santo e Jundiá; a leste com Nísia Floresta e a oeste com Monte Alegre e Vera Cruz.
Relevo
O relevo de São José de Mipibu está em grande parte inserido nos tabuleiros costeiros, também chamados de planaltos rebaixados, apresentando altitudes inferiores a cem metros, ocorrendo, nas margens dos rios, as planícies fluviais, sujeitas a inundações nos períodos de cheia. Geologicamente, essas planícies possuem depósitos de areia e cascalho intercalados com rochas sedimentares pelíticas, com origem no período Quaternário, estando o restante do município no Grupo Barreiras, constituído por sedimentos de argila, arenitos e siltito formados no período Terciário Superior, envolvidas por coberturas arenosas coluviais indiferenciadas.
Solo 
O solo predominante é o latossolo, do tipo vermelho-amarelo distrófico, bastante drenado e profundo, poroso e apresentando textura média, com teores equilibrados de areia, argila e silte, porém pouco fértil. Nas margens do rio Trairi estão os solos aluviais, com textura formada pela mistura de areia e argila e, em comparação aos latossolos, são mais férteis, porém menos drenados e com profundidade inferior. Também existe uma pequena área de areia quartzosa distrófica a nordeste. Tanto este quanto os solos aluviais constituem os neossolos na nova classificação brasileira de solos, enquanto os latossolos permaneceram com a denominação.
Bioma
São José de Mipibu encontra-se em uma área de transição entre os biomas da Mata Atlântica e caatinga, possuindo 81% do seu território inserido no primeiro e os 19% restantes no segundo. A Mata Atlântica, de maior porte, apresenta-se sob as formas de floresta subperenifólia (cujas espécies possuem troncos delgados e um grande número de folhas) e campos de várzea (nas várzeas úmidas, constituídas por espécies de herbáceas, como o junco e o periperi). Parte do território mipibuense está na Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíras, criada por decreto estadual em 22 de março de 1999. Esta unidade de conservação cobre uma área de 42 mil hectares e abrange partes dos municípios de Arez, Goianinha, Nísia Floresta, São José de Mipibu, Senador Georgino Avelino e Tibau do Sul.
Cortado pelos rios Araraí, Cajupiranga, Trairi e Urucará, São José de Mipibu possui 61,81% de seu território na bacia hidrográfica do rio Trairi e os restantes 38,19% na bacia do rio Pirangi. A hidrografia local também é marcada pelos riachos do Brejo, Defuntos, Mendes, Pinho e Taborda, além das lagoas Jacaracica e Passagem dos Cavalos.
Clima
O clima, por sua vez, é o tropical chuvoso, com regime de chuvas concentrado nos meses de outono-inverno. Desde novembro de 2018, quando a EMPARN instalou uma estação meteorológica automática no município, na sede do Centro de Treinamento da EMATER (CENTERN), a menor temperatura ocorreu nos dias 29 de outubro de 2019 e 25 de agosto de 2020, com mínima de 18,6 °C, e a maior em 22 de março de 2020, com máxima de 35,3 °C.
Infraestrutura básica
O serviço de abastecimento de água de São José de Mipibu é feito pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), e a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), do Grupo Neoenergia, presente em todos os municípios do Rio Grande do Norte. A voltagem nominal da rede é de 220 volts. Em 2010, o município possuía 90,89% de seus domicílios com água encanada, 98,62% com eletricidade e 77,98% com coleta de lixo.
Em 2017, na última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), a rede de abastecimento de água da cidade tinha 91 quilômetros de extensão, com 9.918 ligações ou economias, das quais 9.415 residenciais. Em média eram tratados 4.211 m³/dia, sendo que 3.355 m³ chegavam aos locais de consumo, resultando em um índice de perdas de 20,3%. O índice de consumo per capita chegava a 338,3 litros diários por economia.
O código de área (DDD) de São José de Mipibu é 084 e o principal Código de Endereçamento Postal (CEP) é 59182-000. Há cobertura de quatro operadoras de telefonia na cidade: Claro, Oi, TIM e Vivo, todas com tecnologia em até 4G. No último censo, 71,64% dos domicílios tinham apenas telefone celular, 8,42% celular e telefone fixo, 1,05% apenas o fixo e 18,89% não possuíam nenhum. A frota municipal no ano de 2020 era de 13 927 veículos, a maior parte formada por automóveis e motocicletas.[49] Por São José de Mipibu passa a rodovia federal BR-101, que atravessa a Grande Natal, além das rodovias estaduais RN-063 e RN-315.
Economia
São José de Mipibu é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a junho de 2024, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 261 novos trabalhadores.
Até julho de 2024 houve registro de 43 novas empresas em São José de Mipibu, sendo que 8 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .