terça-feira, 20 de janeiro de 2026

RIACHÃO DO JACUÍPE - BAHIA

Riachão do Jacuípe é um município brasileiro do estado da Bahia situado a 186 km da capital estadual, e pertencente à Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana. Juntamente com o município de Candeal são os únicos da Região Sisaleira que integram a Região Metropolitana de Feira de Santana RMFS. Além disso, Riachão do Jacuípe, conjuntamente com mais 14 municípios, compõe o Território de Identidade da Bacia do Jacuípe. 
Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2024, era de 35.118 habitantes, sendo o segundo município mais populoso da RMFS. 
Riachão do Jacuípe possui uma área territorial 1.190,196 km². 
A economia local está voltada para os setores secundário e terciário. Tradicionalmente, a agricultura e a pecuária exercem forte influência, com destaque o rebanho bovino e ovino, além da exportação de sisal. 
História
Origens históricas

O município foi criado pela Lei Provincial n.º 1.823, de 1º de agosto de 1878. Elevado á categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe. Nesta data, o então distrito de Riachão foi elevado à categoria de vila (o que equivale a município atualmente). Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, a conquista do território baiano começou na primeira metade do século XVI. 
Diversos sertanistas penetraram no interior baiano, por volta do século XVII, com várias finalidades, tais como: guerrear com os índios, capturar índios ou escravos fugitivos, procurar minérios e pedras preciosas. Em consequência, recebiam grandes lotes de terras, denominadas sesmarias. 
A Casa da Ponte era o centro de uma propriedade de 160 léguas do Morro do Chapéu até o rio das Velhas e pertencia a Antônio Guedes de Brito, primeiro Conde da Ponte. Era doação do rei de Portugal em retribuição aos serviços prestados por seu pai na expulsão dos holandeses e a ele mesmo, concedendo-lhe o título de Mestre-de-Campo e Regente do São Francisco. Ele deveria expulsar ladrões de gado, contrabandistas de ouro, negros aquilombados e outros aventureiros. 
As terras do Conde da Ponte limitavam-se no município de Riachão do Jacuípe com as propriedades de João Peixoto Viegas, a terceira maior fortuna fundiária da Bahia no período colonial. 
Dessa sesmaria foi desmembrada uma área de terra para João dos Santos Cruz, que a transformou numa fazenda de criação de gado denominada Riachão. 
Primeiras aglomerações urbanas
O tradicional histórico do município não oferece datas ou outras referências mais precisas em tomo da penetração primitiva. Apenas a tradição oral fornece elementos para a formação de algumas suposições mais prováveis, como a de terem sido remanescentes de alguma "bandeira" que aqui penetrou na fase colonial, século XVI. 
Seu povoamento deve-se à localização à margem esquerda do Rio Jacuípe, onde se verificou a fixação primitiva do elemento branco. Na região do rio Tocós foram encontrados vestígios da cultura indígena. A tradição oral informa ter sido ali o local de fixação de índios "tocóios", de onde derivou o nome do rio. O nome Jacuípe é de origem indígena, donde se conclui que o povoamento se deu, inicialmente, com os índios que se fixaram às margens dos rios Tocós e Jacuípe, onde desenvolveram uma agricultura de subsistência. 
Sabe-se que as famílias mais antigas de Riachão eram os Gonçalves e os Mascarenhas provavelmente de origem portuguesa, e os Vasconcellos de origem Franco-Espanhola. 
Em 1950, as primeiras aglomerações urbanas eram: a sede com um registro de 1.552 habitantes; Vila de Candeal, com 875 habitantes; Vila de Gavião, com 390 habitantes e Vila de Ichu, com 426 habitantes.
Figuravam ainda no município de Riachão os povoados Alto Alegre com 183 habitantes (nos dias atuais já elevada a cidade com o nome de Capela do Alto Alegre), quilômetro 90, atual município denominado Nova Fátima, com 343 habitantes, Pé de Serra, com 335 habitantes e atualmente cidade com mesmo nome, Chapada com 300 habitantes, e Barreiros com 173 habitantes. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe, pela Lei Provincial n.º 1.823, de 1º de agosto de 1878, desmembrado de Jacobina. Instalada em 25 de outubro de 1878. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Riachão do Jacuípe, pela Lei Estadual n.º 2.140, de 14 de agosto de 1928. 
Pela Lei Estadual n.º 7.455, de 23 de junho de 1931, o município de Riachão do Jacuípe adquiriu o território do extinto município de Conceição do Coité, como simples distrito. 
Pelo Decreto Estadual n.º 8.528, de 07 de julho de 1933, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Conceição do Coité. Elevado novamente à categoria de município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Candeal. 
Pelo Decreto n.º 9.556, de 10 de junho de 1935, é criado o distrito de Ichu e anexado ao município de Riachão do Jacuípe 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 4 distritos: Riachão do Jacuípe, Candeal, Gavião e Ichu. 
Pela Lei Estadual n.º 1.683, de 23 de abril de 1962, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Candeal. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 1.766, de 30 de julho de 1962, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Ichu. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Gavião. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 4.033, de 14 de maio de 1982, é criado o distrito de Nova Fátima e anexado ao município de Riachão do Jacuípe. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 3 distritos: Riachão do Jacuípe, Gavião e Nova Fátima. 
Pela Lei Estadual n.º 4.410, 19 de março de 1985, é desmembrado do município Riachão do Jacuípe o distrito de Gavião. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.411, 19 de março de 1985, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Pé de Serra. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Nova Fátima. 
Pela Lei Estadual n° 5.022, de 13 de junho de 1989, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Nova Fátima. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 2011, o município é constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Barreiros. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Aspectos gerais
 
O município caracteriza-se pelos biomas da caatinga e da mata atlântica. A vegetação nativa sofre com a degradação em virtude da agricultura, da pecuária e da presença da espécie invasora algaroba, que dificulta a regeneração natural dos biomas. Ao longo dos anos, a caatinga em seu estágio primitivo tornou-se rara.
Embora localizado em região de clima semiárido, os recursos hídricos da cidade encontram-se em grave estágio de poluição. A emissão incorreta de resíduos sólidos e efluentes domésticos "in natura", sem o devido tratamento em uma Estação de Tratamento de Esgoto - ETE, são os principais motivos.
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 280 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Riachão do Jacuípe está inserido na unidade geomorfológica do Planalto Semiarido, caracterizado por superfícies planas a suavemente onduladas. Há a presença de "inselbergs" (morros isolados) e áreas de depressão.
Solos
Os solos predominantes são os Litólicos Eutróficos (rasos e pedregosos) e os Argissolos nas áreas de maior fertilidade, especialmente nas várzeas e margens do Rio Jacuípe.
Vegetação
A vegetação predominante é a Caatinga, em suas diversas fisionomias (arbórea, arbustiva e herbácea), com espécies caducifólias adaptadas à seca. Nas margens do Rio Jacuípe, é possível encontrar a Mata Ciliar, ou floresta de galeria, que se mantém verde mesmo no período de estiagem, devido à umidade do solo.
Clima
O clima é classificado como Semiárido (BSh), com características de transição para o tropical. Apresenta temperaturas elevadas e baixa pluviosidade. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 25 °C. A precipitação anual é baixa, variando entre 600 mm e 800 mm, concentrada principalmente entre março e maio.
Infraestrutura
Situada em uma posição geográfica estratégica, Riachão do Jacuípe é cortada pela rodovia federal BR-324 e pelas rodovias estaduais: BA-120 e BA-233. Bem atendida por empresas que realizam o transporte intermunicipal e interestadual, é um ponto de acesso ao norte do estado da Bahia, à região do sisal, aos municípios do Território de Identidade da Bacia do Jacuípe e à capital Salvador-BA. 
Educação
Segundo dados do IBGE para o ano de 2019, a rede pública de ensino atingiu a nota 3,6 no IDEB. Em Riachão do Jacuípe há, ainda segundo o IBGE (2020), cerca de trinta e nove escolas de ensino fundamental e sete escolas de ensino médio. Além disso, conta com uma instituição privada de ensino superior, a FARJ (Faculdade Regional de Riachão do Jacuípe), onde são ofertados os cursos de administração, nutrição, pedagogia, psicologia, ciências da religião, ciências contábeis e direito. 
Saúde
Segundo dados do IBGE (2009), a cidade conta com quinze estabelecimentos de saúde. Há diversas clínicas e consultórios particulares com vários profissionais de diversas áreas da saúde. A cidade dispõe de três hospitais: Hospital Municipal; o Hospital Regional João Campos e o Hospital Bom Samaritano. 
Economia
Trabalho e renda
Segundo pesquisa do IBGE, em 2019, o salário médio mensal era de 1.8 salários-mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 10.0%. 
Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, 49.2% da população jacuipense situava nessa condição, o que colocava na posição 281 de 417, dentre as cidades do estado da Bahia e na posição 1.537 de 5.570 dentre as cidades do Brasil. 
Setor primário
O setor primário caracteriza-se pela concentração fundiária e pela presença de minifúndios. Esse cenário dificulta a produtividade, a geração de renda e a preservação ambiental. 
A agricultura em Riachão do Jacuípe é predominantemente caracterizada pela atuação de pequenos e médios produtores, que se dedicam principalmente às lavouras temporárias de subsistência, como feijão, milho e mandioca, consorciadas com pequenos rebanhos de bovinos e ovinos. Por outro lado, os grandes produtores concentram-se exclusivamente na pecuária, com uma forte tradição na criação de bovinos, embora a atividade seja vulnerável a declínios durante períodos de estiagem prolongada. Em seguida, destaca-se a criação de ovinos e caprinos.
O sisal já ocupou grande espaço na agricultura local, porém a cultura foi reduzida em razão da competição com a fibra sintética e a queda do valor de mercado, bem como pela ausência de técnicas para o aprimoramento. A produção do sisal, que ganhou destaque durante a Segunda Guerra Mundial devido à escassez de matéria-prima, atingiu seu auge na década de 1960, mas começou a declinar na década de 1980. No entanto, a cultura do sisal demonstrou graves problemas sociais, como jornadas de trabalho exaustivas, uso de mão-de-obra infantil, evasão escolar, baixa remuneração e até mutilação dos trabalhadores, que se arriscavam ao manusear o 'motor' para desfibrar a planta. 
Riachão do Jacuípe se destaca também pela sua atividade sindical, sendo sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riachão do Jacuípe e o Sindicato dos Produtores Rurais de Riachão do Jacuípe. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riachão do Jacuípe é uma entidade que conta com mais de 50 anos de atuação. O Sindicato dos Produtores Rurais de Riachão do Jacuípe, em parceria com o SENAR (Sistema S), oferta serviços de extensão rural. O município conta com projetos desenvolvidos pelo MOC, ONG dedicada à convivência com o semiárido. 
A cidade é a sede do SETAF - Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar para o Território da Bacia do Jacuípe ligado à secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia e tem por finalidade prestar assistência técnica para os produtores locais. 
O município abriga diversos laticínios voltados ao beneficiamento de leite, incluindo a cooperativa Colvale (Cooperativa de Leite do Vale do Jacuípe). Além disso, é sede da empresa frigorífica Frijacuípe, especializada no abate industrial de animais e que emprega mais de 200 pessoas. 
Setor secundário
A indústria ocupa a segunda posição na composição do PIB jacuipense. Composto por empresas que produzem desde artefatos de couro para bolsas e calçados (Artcouro), pequenas indústrias têxtil, serralherias, utensílio para o lar (Design & Decor), alumínio, esquadrias e móveis de madeira. 
O município fez parte da política pública de interiorização da indústria promovida pelo governo da Bahia na década de 1990, com incentivos fiscais e creditícios. Dessa forma, um galpão foi construído inicialmente para a empresa Via Uno, mas acabou sendo ocupado pela empresa Ruy Barbosa. Posteriormente, o galpão foi utilizado pela Paquetá. Todas as empresas permaneceram por um breve período, sucumbindo devido à falta de recursos financeiros, tributários e logísticos. Atualmente, o galpão industrial encontra-se inutilizado. 
Em Riachão do Jacuípe, está instalada uma unidade da empresa portuguesa Sicor, responsável pelo beneficiamento do sisal e pela exportação da fibra natural para a Europa. 
No distrito de Barreiros é famosa a produção de cerâmica (blocos e telhas). 
Setor terciário
É responsável pela maior participação no PIB local. A cidade possui um centro comercial dinâmico e diverso. Possui boa oferta de produtos e serviços (públicos e privados) atraindo consumidores de outras cidades. É grande a procura por serviços bancários (Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco); serviços públicos (SAC - Serviço de Atendimento ao Cidadão, administrativo e judiciais); e por compras no comércio da cidade. A cidade possui uma Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) que busca fomentar a atividade econômica do município a fim de gerar emprego e renda. 
Cultura, arte e lazer
Em razão de ser uma das primeiras aglomerações da região e da forte influência das culturas dos povos originários, europeus e africanos, a cultura jacuipense é extremamente rica e diversa, especialmente no âmbito da cultura popular. 
A culinária, a música, os festejos (religiosos, cívicos e populares), o artesanato, a dança e a literatura refletem a dinâmica desses povos na construção da identidade jacuipense ao longo dos séculos. 
Está presente na culinária popular pratos oriundos do milho: a canjica, bolo, cuscuz, mungunzá e a pamonha; de origem africana: o vatapá, caruru, feijoada, abará e o acarajé; bem como a farinha de tapioca e o beiju de origem indígena. 
São manifestações culturais da cidade: o samba de roda, as quermesses das festa religiosas, as festas juninas, os bailes de carnaval e a festa popular da Lavagem de São Roque. 
A icônica figura do vaqueiro está presente na cultura local por meio das festas de vaquejadas, das indumentárias de couro, bem como na música de improviso (toadas e aboios).
Por sua vez, a Filarmônica Lira 8 de Setembro foi fundada em 1910 por iniciativa do Frei Cônego Henrique Américo de Freitas. Após a missa na Igreja Matriz, ele expressou ao povo seu sonho de criar uma filarmônica na cidade: "Meu povo, quero dizer a vocês que a música significa alegria, sabedoria e amor. Por isso eu quero criar uma filarmônica na nossa cidade". 
Os instrumentos da Lira 8 de setembro foram transportados de Salvador a Feira de Santana de trem e, posteriormente, levados a Riachão do Jacuípe em uma carruagem puxada por burros. 
A Filarmônica participa ativamente da vida local, estando presente em eventos tradicionais como a posse de prefeitos, festividades religiosas, o 7 de setembro e o Dia das Mães. A Filarmônica conquistou o título de vencedora do Concurso Estadual de Filarmônicas em 1982. Em 1997, sagrou-se campeã do 7º Festival de Filarmônicas do Recôncavo e, em 1999, retornou ao festival como convidada especial. A Filarmônica Lira 8 de setembro é celeiro de músicos, maestros e de outras bandas tradicionais. 
O São João é a principal manifestação cultural da cidade. A festa ocorre em junho na principal praça de eventos. Conta com a participação de artistas regionais e de alcance nacional. A abertura do São João dá-se com a tradicional alvorada. Forrozeiros saem as ruas da cidade no amanhecer convidando as pessoas para os festejos. Ocorre ainda em praça pública o tradicional concurso de Quadrilhas Juninas e Sanfoneiros. O São João de Riachão do Jacuípe tem relevância regional, pois atrai durante o período turistas de cidades vizinhas.
No campo literário, destacam-se autores jacuipenses como Iracema Sampaio, Ricardo Thadeu, Messias Bezerra Queiroz e Miguel Antônio Carneiro; Maurício de Castro,na literatura espírita; Amarildo Soares (Tio Lio), escritor e produtor cultural, naliteratura de não ficção. 
Nas artes plásticas, destacam-se os trabalhos do premiado artista Florival Oliveira, com obras expostas em diversas instalações por todo o país.
Ressalta-se também a arte do artesão Edson Duarte, cujas obras foram exibidas em diversos museus e exposições, além de já terem sido tema de reportagens em vários meios de comunicação. Sua obra é reconhecida pela reprodução em miniaturas das típicas casas sertanejas, que retratam o cotidiano de seu povo. 
São artistas que exprimem com sensibilidade tanto a dureza quanto a beleza da vivência do povo jacuipense com o semiárido. 
Riachão do Jacuípe é a terra natal de Olney São Paulo Rios, um importante nome do Cinema Novo brasileiro, ao lado de Glauber Rocha. Ainda na infância, mudou-se para Feira de Santana, cidade pela qual é amplamente admirado. Após seu primeiro contato com o Cinema Novo, Olney São Paulo Rios se transferiu para o Rio de Janeiro, atraído pela efervescência do cinema na cidade. Ele é autor de diversas obras cinematográficas, incluindo os curtas, medias e longa-metragens como Grito da Terra de 1964 e Manhã Cinzenta de 1969, este último exibido em vários países, como Itália e a Alemanha. Em alguma de suas produções, é possível perceber a presença do sertanejo. Engajado politicamente, Olney São Paulo Rios foi processado sob a acusação de envolvimento no sequestro do avião brasileiro para Cuba em 1969, mas foi posteriormente absolvido pelo Superior Tribunal Militar. No entanto, o período de cárcere comprometeu sua saúde. 
Apesar da riqueza artística e cultural, Riachão do Jacuípe ainda carece de espaços culturais para a exposição de seu patrimônio e da produção artística local. 
Em relação ao lazer, os jacuipenses mantêm grande contato com a natureza, o que possibilita a prática de atividades esportivas e recreativas. 
A Praça Landulfo Alves é o ponto mais frequentado em finais de semana em razão da presença de eventos, bares, lanchonetes, restaurantes e pizzarias. 
Outro ponto bastante frequentado é a Barragem Grande, situada às margens do rio Jacuípe. Transformada em uma espécie de balneário, atrai visitantes de Riachão do Jacuípe e de cidades vizinhas nos finais de semana e feriados. 
Turismo
O turismo em Riachão do Jacuípe é principalmente de eventos, negócios e ecoturismo fluvial.
- Festas e Vaquejadas: A tradição pecuária se manifesta nas vaquejadas e festas de cavalgada, que atraem visitantes. A festa de emancipação política e os festejos juninos também são importantes no calendário.
- Rio Jacuípe: O rio é o principal atrativo natural. O ecoturismo fluvial e o lazer nas margens são procurados pelos moradores e visitantes, especialmente em períodos de cheia.
- Comércio: O turismo de negócios é impulsionado pelo comércio atacadista de confecções e calçados, que atrai lojistas de outras cidades baianas.
Esporte
O esporte amador é amplamente difundido com diversos campeonatos locais de futebol (bairros e zona rural), de cicloturismo, motocross, judô etc. A cidade é sede da etapa do calendário de competição de Moutain Bike XCM da Federação Baiana de Ciclismo (Desafio Vale do Jacuípe).
O principal equipamento esportivo é o tradicional Estádio Eliel Martins, também conhecido como "Arena Valfredão". Com capacidade máxima para 5.000 torcedores, o Estádio Eliel Martins foi palco para diversas competições como a Copa Governador do Estado da Bahia, o Campeonato Baiano de Futebol (Baianão), etapas da Copa do Brasil e do Brasileirão. A Arena Valfredão foi a sede da final do Baianão 2022. O Estádio é utilizado para a realização de festas e eventos, consolidando-se como um dos principais equipamentos esportivos do interior da Bahia. 
A cidade também é a sede do Esporte Clube Jacuipense, time fundado na década de 1960. Esse já disputou as séries C e D do Brasileirão, a Copa do Brasil, o Campeonato Baiano de Futebol, e a Copa do Nordeste. 
O Jacuipense foi o campeão do Campeonato Baiano da Segunda Divisão em 1989, até então seu único título. Na edição de 2012, foi novamente promovido à primeira divisão do estadual, desta vez com o vice-campeonato. Vice-campeão estadual dos anos de 2022 e 2023. 
Atualmente disputa o Campeonato Baiano de Futebol, Brasileirão e Copa do Nordeste. 
Com forte apelo popular, suas cores são o grená e o branco e tem como símbolo a figura de um leão, daí seu epíteto "Leão do Sisal".
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

BARRINHA - SÃO PAULO

Barrinha é um município brasileiro do estado de São Paulo, Região Sudeste do país, parte da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP). Sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 33.304 habitantes. 
História
Barrinha foi um pequeno porto fluvial do Rio Mojiguaçu. Suas primeiras casas foram edificadas em volta da estação da Cia. Paulista de Estrada de Ferro, que era de propriedade da Cia. Agrícola Fazenda São Martinho que, em consequência da crise do café, resolveu lotear essa área dando início a um pequeno povoado em 1930. 
Barrinha é conhecida carinhosamente como "Princesa do Mogi". Dizem que seu nome se originou por causa deste porto fluvial, e que sua ótima argila favoreceu a implantação de várias cerâmicas, e esses dois fatores: as Cerâmicas e a Estrada de Ferro fizeram com que o município crescesse rapidamente. Sua Emancipação Política Administrativa deu-se em 30 de dezembro de 1953. Seus primeiros habitantes foram trabalhadores da própria Companhia Agrícola Fazenda São Martinho, imigrantes italianos,libaneses e japoneses. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Barrinha, pela Lei n.º 2.626, de 14 de janeiro de 1936, subordinado ao município de Sertãozinho. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Barrinha figura no município de Sertãozinho. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Barrinha, pela Lei n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, desmembrado do município de Sertãozinho. Sede no antigo distrito Barrinha. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1960. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Ribeirão Preto. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Ribeirão Preto, que por sua vez estava incluída na mesorregião de Ribeirão Preto. 
Barrinha, antes um distrito de Sertãozinho, situa-se a uma distância de 360 km da capital no trajeto da Ferrovia Paulista S/A - FEPASA, a nordeste do estado.
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 563 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Barrinha é característico do Planalto Ocidental Paulista, marcado por ondulações suaves, com colinas de topo plano. Esta topografia é extremamente favorável à agricultura mecanizada em larga escala, como a que sustenta a cultura da cana.
Solo
O tipo de solo predominante na região é o Latossolo Vermelho-Escuro Distrófico e o Nitossolo Vermelho Eutrófico (popularmente conhecido como "Terra Roxa"), formado pela decomposição de rochas basálticas. Este solo é famoso por sua profundidade, excelente drenagem e alta fertilidade natural, sendo fundamental para o sucesso das grandes culturas. 
Vegetação
A vegetação original era de Cerrado na porção mais a oeste e de Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica Interior) nas áreas mais úmidas e férteis. Hoje, devido à vocação agrícola, a paisagem é dominada pela monocultura de cana-de-açúcar, com a vegetação nativa restrita a pequenas reservas legais e matas ciliares ao longo dos rios e córregos, como o Córrego Grande. 
Clima
O clima de Barrinha é classificado como Tropical de Altitude (Cwa), com duas estações bem definidas: um verão quente e chuvoso e um inverno seco e ameno. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 22 °C, com precipitação média anual variando entre 1.400 mm e 1.600 mm, concentrada entre os meses de outubro e março.
Hidrografia
A hidrografia de Barrinha está composta pelo Rio Moji-Guaçu; Rio da Onça e Córrego Jatobá, que corta a cidade.
Rodovias
As rodovias que atendem à cidade são: SP-333 (Carlos Tonani) e SP-291 (Mário Donegá).
Ferrovias
A ferrovia que atende à cidade é a Linha Tronco da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro .
Economia
A economia de Barrinha é quase inteiramente baseada no agronegócio, com forte dependência do setor sucroenergético.
- Cana-de-Açúcar e Indústria: A principal força econômica é o cultivo e processamento da cana-de-açúcar. O município e seus arredores abrigam usinas e destilarias de grande porte, que são as maiores empregadoras locais e geram açúcar, etanol e bio eletricidade.
- Comércio e Serviços: O comércio e o setor de serviços são desenvolvidos para atender à demanda da população urbana e das atividades rurais e industriais, mas têm um peso menor no PIB municipal em comparação com a agroindústria.
Educação
Turismo
O Turismo em Barrinha é incipiente e principalmente focado no Turismo de Negócios (ligado à cadeia produtiva da cana) e em eventos locais.
- Turismo Rural: As grandes extensões de plantações de cana e o ciclo de colheita são, por si só, uma característica marcante da paisagem.
- Eventos: O calendário municipal é marcado por festas cívicas e religiosas, como a celebração da padroeira local.
- Lazer: O lazer local se concentra em clubes e praças, como o centro de convivência da Praça da Matriz.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sábado, 17 de janeiro de 2026

COXIM - MATO GROSSO DO SUL

Coxim é um município brasileiro da região centro-oeste, situado ao norte do estado de Mato Grosso do Sul, numa região dominada antigamente por índios das etnias Caiapó e Bororó, e também é reconhecido por suas denominações populares de "Capital Nacional do Peixe", "Terra do Pé-de-cedro" e "Portal do Pantanal". 
Situado na borda setentrional da Bacia do Alto-Paraguai, Coxim é um dos principais pontos de pesca de água-doce do país, atraindo milhares de turistas, pescadores amadores, que buscam nas águas piscosas dos rios Taquari, Coxim, Jauru e Piquiri a oportunidade de realizarem suas incursões pesqueiras, sendo, desta forma, considerado também um centro econômico e turístico regional, conhecido nacionalmente também por abrigar diversos ícones paisagísticos como as cachoeiras do Salto e Palmeiras, além de inúmeros rios, serras e pantanais. Possui dezenas de hotéis, pousadas, balneários, restaurantes e demais empreendimentos gastronômicos, além de centenas de ranchos pesqueiros e áreas de camping que fazem a festa de turistas e visitantes que optam por Coxim como destino de sua viagem. Cerca de um terço de seu território, mais especificamente 2.132 quilômetros quadrados, está dentro da planície pantaneira do Paiaguás. 
Considerado um município polo na região norte do estado, Coxim tem a 14ª maior população dos 79 municípios sul-mato-grossenses, e representa o 19º maior PIB do estado, estimado em mais de R$ 530 milhões em 2012 segundo o IBGE,[8] possuindo um dos maiores rebanhos de bovinos do estado, e vem se tornando também um pólo universitário, sendo que, nos últimos anos, estabeleceram-se na cidade as Universidades Federal e Estadual de Mato Grosso do Sul, bem como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). 
Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 33.440 habitantes.
História
Os irmãos Lemes, fugidos de São Paulo em 1719, chegaram à região da atual cidade de Cuiabá por Coxim. Em 1722 passa pela região o então Governador da Capitania de São Paulo Dom Rodrigo César de Menezes, que assinou a concessão de três sesmaria nos sertões do Taquari em 1727: uma em 4 de março, a favor de João de Araújo Cabral, a segunda sesmaria no Rio Taquari em 4 de abril, a favor do Sargento Mor Manoel Lopes do Prado e uma terceira ainda no Rio Taquari, em 31 de dezembro, a favor de Domingos Gomes Biliago. Este último, unindo-se a Antônio de Sousa Bastos, Manoel Caetano e os Padres Antônio de Morais e José Frias, em 1729, fundaram o Arraial do Biliago, à margem esquerda do Rio Taquari, onde atualmente, na margem oposta, se situa Coxim, cujo finalidade era o de socorrer as monções que iam de São Paulo até Cuiabá. 
No início o arraial pouco se desenvolveu e, criado o Destacamento Militar do Piquiri, foi elevado à Freguesia em 1850, sendo Biliago incluído dentro dos seus limites. Por ficar às margens de um rio navegável e com a ligação terrestre que ligou a região ao interior de Goiás, o arraial foi se desenvolvendo e em 1862, mudou o nome de Núcleo do Taquari com criação no lugar, de uma Colônia Militar, pelo Governador da Província, Herculano Ferreira Penna. 
Em abril de 1865 o Núcleo é povoado por forças invasoras paraguaias e seu Comandante, Capitão Antônio Pedro, se retirou do Povoado com um contingente de 125 pessoas em direção a norte do Estado. Em 8 de maio do 1866, a notícia da ocupação local chegou à Cuiabá pelo cidadão Antônio Teodoro de Carvalho, morador na Fazenda São Pedro, distante oito léguas do Núcleo. Segundo um ofício do Capitão Antônio Pedro ao Presidente da Província, datado de 15 de maio de 1866, as forças invasoras que ocuparam o Núcleo eram de 400 a 500 soldados, com dois canhões que incendiaram o Povoado, saqueando e abandonando-o depois de seis dias de ocupação. 
Em 1872, o Núcleo foi elevado à categoria de Freguesia com a denominação de São José de Herculânia, em homenagem ao Presidente Herculano Ferreira Penna, que lhe dera os primeiros impulsos. Em 1892, a Assembleia Legislativa apresentou ao Presidência do Estado para ser sancionada uma Lei mudando o nome de Herculânia para Coxim, o que não foi aceito. Em 11 de abril de 1898 a localidade é elevada à categoria de vila e município, substituiu-lhe finalmente Herculânia por Coxim, restituindo em 1944, pelo Interventor Júlio Müller. 
Em 1913, Coxim foi elevada à categoria de Comarca, sendo presidido pelo Juiz Amâncio Ramos, conservando-se o nome e os mesmos limites. De 1916 a 1926, houve um período de turbulências, crimes e desgraças, com um maníaco subindo ao Poder, causando estrago na Comarca. Houve até a extinção da Comarca, restabelecida depois. Em 1977 Coxim passa a fazer parte do novo estado de Mato Grosso do Sul. E com a criação dos municípios de Camapuã, Rio Verde de Mato Grosso, Pedro Gomes e Alcinópolis, Coxim perdeu parte do seu grande território.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São José de Herculânea, pela Lei Provincial n.º 1, de 06 de novembro de 1872, subordinado ao município de Corumbá. 
Pela Lei Estadual n.º 13, de 26 de outubro de 1892, o distrito de São José de Herculânea tomou a denominação de Coxim. 
Elevada à categoria de vila com a denominação de Coxim, pela Resolução n.º, 202, de 11 de abril de 1898, desmembrado do município de Corumbá. Sede na antiga vila de Coxim. Instalado em 11 de setembro de 1898. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Coxim, pelo Decreto Estadual n.º 891, de 04 de janeiro de 1930. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de distritos: Coxim, Camapuã, Itiquira e Rio Verde. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 208, de 26 de outubro de 1938, o município de Coxim tomou a denominação de Herculânea. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Herculânea (ex Coxim), Camapuã e Rio Verde. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 545, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Rio Verde tomou a denominação de Coronel Galvão. 
Pela Lei Estadual n.º 127, de 28 de setembro de 1948, o município de Herculânea volta a denominar-se Coxim. 
Pela Lei Estadual n.º 134, de 30 de setembro de 1948, é desmembrado do município de Coxim o distrito de Camapuã. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município de Coxim (ex Herculânea) é constituído de 2 distritos: Coxim e Coronel Galvão. 
Pela Lei Estadual n.º 707, de 15 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Coxim o distrito de Coronel Galvão. Elevado à categoria de município com a denominação de Rio Verde de Mato Grosso. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 1.161, de 19 de novembro de 1958, é criado o distrito de Pedro Gomes e anexado ao município de Coxim. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Coxim e Pedro Gomes. 
Pela Lei Estadual n.º 1.942, de 11 de novembro de 1963, é desmembrado do município de Coxim o distrito de Pedro Gomes. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1971. 
Pela Lei Estadual n.º 3.736, de 04 de junho de 1974, é criado o distrito de São Romão e anexado ao município de Coxim. 
Pela Lei Estadual n.º 3.738, de 04 de junho de 1976, é criado o distrito de Taquari e anexado ao município de Coxim. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 3 distritos: Coxim, São Romão e Taquari. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1995. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 4 distritos: Coxim, Jauru, São Romão e Taquari. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Calamidade
No dia 2 de fevereiro de 1977, o Rio Taquari, repentinamente extravasou de seu leito natural e inundou grande parte do município, causando uma enchente de proporções altamente calamitosa para a população e para a economia do município, o que obrigou o prefeito da época a declarar situação de emergência e a mobilizar todos os recursos disponíveis para socorrer as inúmeras vítimas do flagelo, no que foi auxiliado pelo 47.º Batalhão de Infantaria (aliado as ações do Governo do Estado), através da presença do Chefe da Casa Civil, a Cemat e o Dermat. 
Em janeiro de 1989, volta-se a repetir o mesmo fenômeno, desta vez com maiores agravantes, quando até a antiga ponte de concreto construída na administração de Alaor Garcia da Silveira, em 1948, sofreu danos estruturais. Até trechos da BR-163 que corta o município e a cidade, sofreu as consequências de desaterros em várias partes do seu percurso. 
Topônimo
Segundo Silveira (1995), a toponímia de Coxim é: Coxim, ou Dores de Coxim, era a denominação que lhe dava o Estado de Goiás que pretendia firmar posse nesta parte de Mato Grosso. 
É derivado do dialeto Bororó, com o significado de peixe (Cojim = Peixe). 
Geografia
Localização

O município de Coxim está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no norte de Mato Grosso do Sul (Microrregião do Alto Taquari). Localiza-se na latitude de 18º30’25” Sul e longitude de 54°45’36” Oeste. Distâncias: 242 km da capital estadual (Campo Grande) e 982 km da capital federal (Brasília).
Geografia física
Solo

No município de Coxim os tipos de solos são variados. Na porção compreendida pela depressão pantaneira, verifica-se a ocorrência de solos Hidromórficos diversos. Na porção serrana são encontrados solos Litólicos e Luvissolos de textura variável ambos com baixa fertilidade natural. Já na porção central, verifica-se a dominância de Podzólicos e Latossolos de textura média associados a Neossolos, ambos álicos. 
Altitude
Está a uma altitude de 238 m. 
Clima, temperatura e pluviosidade
Está sob influência do clima tropical (Aw) úmido e sub-úmido, sendo registradas variações anuais de temperaturas de cerca de 15 °C no inverno a 32 °C no verão. As temperaturas médias compensadas variam de 20 °C a 26 °C, com período seco de três a quatro meses. Na porção que compreende a depressão pantaneira, apresentam-se duas estações bem definidas, período seco com duração de quatro a cinco meses, a precipitação anual oscila em torno de 1 500 mm/ano. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1973 a 1994, a menor temperatura registrada em Coxim foi de −1,4 °C em 18 de julho de 1975, e a maior atingiu 44,1 °C em 30 de setembro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 118,6 milímetros em 20 de dezembro de 1980. O índice mais baixo de umidade relativa do ar atingiu apenas 15%, na tarde de 17 de agosto de 1978.
Hidrografia
Está sob influência da Bacia do Rio da Prata. Os principais cursos d'água no município são os seguintes: 
- Rios: Coxim, Jauru, Piquiri e Taquari
- Ribeirões: Bonsucesso, Cachoeirinha, Claro, Furna, Salto, São Bento, Torrinhas, Urutau e Córrego da Onça.
Vegetação
Se localiza na região de influência de Cerrados, encontrando-se ainda, pequenas manchas de campos limpos. Se apresenta nas suas diferentes fisionomias e em encraves com a Floresta Estacional. A pastagem plantada é expressiva na porção central do município. Pequenas áreas de cultura cíclica se integram à vegetação. 
Geografia política
Fuso horário

Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação a Greenwich. 
Área
Ocupa uma superfície de 6.411,552 km², o equivalente a 35,5% da microrregião e a 4,42% do total do Estado. 
Pantanal
A Unesco reconheceu o Pantanal como uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do Planeta integrando-o ao acervo dos patrimônios da humanidade. Localizado no interior da América do Sul, é a maior extensão úmida contínua do planeta, possuindo cerca de 250 mil km². Destaca-se pelas inúmeras espécies de animais e vegetações decorrentes do ambiente contraditório que alterna entre períodos úmidos e de estiagem. O Pantanal, entretanto, não é um só. Existem dez pantanais na região com características diferentes: Nabileque - 9,4 %; Miranda - 4,6%; Aquidauana - 4,9 %; Abobral - 1,6 %; Nhecolândia - 17,8 %; Paiaguás - 18,3 %; Paraguai - 5,3 %; Barão de Melgaço - 13,3 %; Poconé - 12,9 %; Cáceres - 11,9 %. 
A beleza proporcionada pela paisagem pantaneira fascina pessoas de todo o mundo fazendo com que o turismo se desenvolva em vários municípios da região. O desenvolvimento de um pensamento ambientalista e social para o pantanal tem levado vários pesquisadores a discutirem o impacto da ocupação humana neste ecossistema. Dentre os principais problemas ambientais destacamos: a pesca predatória; a caça de jacarés; a poluição dos rios da bacia do Paraguai; os garimpos do Estado de Mato Grosso e a poluição das águas pelo mercúrio; a hidrovia Paraguai-Paraná. Tais questões tem sido alvo de uma extensa discussão e algumas ações ambientais por parte dos órgãos ambientais e da comunidade tem coibido tais agressões. 
Cerrado
O Cerrado é um bioma do tipo biócoro savana que ocorre no Brasil, constituindo-se num dos seis grandes biomas brasileiros. É uma forma de vegetação que tem diversas variações fisionômicas ao longo das grandes áreas que ocupam do território do país. É uma área zonal, como as savanas da África, e corresponde grosso modo ao Planalto Central. O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, estendendo-se por uma área de 2.045.064 km², abrange 4 estados do Brasil Central (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), 2 estados da região Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), 3 estados da região Nordeste (Bahia, Maranhão e Piauí) e 3 estados da Região Norte (Tocantins, Pará e Rondônia). Cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul, tem índices pluviométricos regulares que lhe propiciam sua grande biodiversidade. Há também os ecossistemas de transição com os outros biomas que fazem limite com o Cerrado. 
A paisagem do Cerrado possui alta biodiversidade, embora menor que a mata atlântica e a floresta amazônica. Pouco afetado até a década de 1960, está desde então crescentemente ameaçado, principalmente os cerradões, seja pela instalação de cidades e rodovias, seja pelo crescimento das monoculturas, como soja e o arroz, a pecuária intensiva, a carvoaria e o desmatamento causado pela atividade madeireira e por frequentes queimadas, devido às altas temperaturas e baixa umidade, quanto ao infortúnio do descuido humano. Grande parte do Cerrado já foi destruída, em especial para a instalação de cidades e plantações, o que o torna um bioma muito mais ameaçado do que a Amazônia. 
Subdivisões
Os distritos abrigam geralmente a população da zona rural, derivado das fazendas de gado de corte da região. Alguns contam com escolas, creches e postos de saúde. Com uma zona rural vasta, o município contém vários distritos ligados a ele, dentre eles os mais importantes são: 
- Jauru - população estimada: 600 habitantes; distância de Coxim: 60 km.
- São Romão - população estimada: 500 habitantes; distância de Coxim: 12 km.
- Taquari - população estimada: 1.000 habitantes; distância de Coxim: 4 km.
- Silviolândia - população estimada: 1.100 habitantes; distância de Coxim: 5 km.
Arredores
Limites
Limita-se com Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Camapuã, Alcinópolis, Pedro Gomes e Sonora. 
Economia
Sua economia está fortemente ligada ao turismo de pesca, cultura, pecuária e agricultura. 
O município é um dos maiores produtores de soja do estado. A pecuária é outra atividade econômica de grande importância para o município, que detém um rebanho bovino de 523.928 cabeças, segundo o IBGE. 
Município situado a leste do Pantanal, Coxim é um dos principais pontos de pesca do País atraindo diversos pescadores que buscam as águas piscosas dos Rios Coxim, Jauru e Taquari. 
Potencial de consumo (2005): 0.01% 
Centro de zona B
Coxim, com mais de 30 mil habitantes e um relacionamento direto, é um Centro de Zona B. Nível formado por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares. Coxim é uma das 364 cidades no Brasil com a classificação Centro de Zona B.
Infraestrutura
Ensino e pesquisa
Ensino médio e técnico

- Escola Estadual Viriato Bandeira (Ensino Medio Inovador) período Integral.
- Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul – IFMS.
Ensino superior
- Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS - Biologia, Gestão Ambiental.
- Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS - História, Letras, Sistemas de Informação e Enfermagem.
- Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - IFMS – Química.
Marco Geodésico
O município de Coxim conta com um marco geodésico, que pertence à Rede Geodésica de MS. O Marco MS-11 está situado na rodovia BR-163 (Substação de Energia elétrica da ENERSUL). Tem como objetivo obter levantamentos planimétricos urbanos-rurais, topográficos e geodésicos executados, mapeamentos de pontos turísticos, obras de expansão de energia e telecomunicações, estudos ambientais, bases cadastrais e atividades agropecuárias.
Turismo
O Turismo é o cartão-postal de Coxim, intimamente ligado à pesca e à natureza.
- Pesca Esportiva: O município é considerado a Capital Nacional do Peixe e atrai pescadores de todo o Brasil e do exterior, principalmente para a pesca de espécies como o pintado, pacu e dourado, nos rios Coxim e Taquari.
- Porta do Pantanal: Coxim é o ponto de partida para expedições ao Pantanal, oferecendo diversas pousadas pantaneiras, safáris fotográficos e ecoturismo.
- Rios e Cachoeiras: A região também possui belas cachoeiras e balneários em seus rios, como a Cachoeira das Palmeiras, ideais para o lazer e a contemplação da natureza.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

DOIS IRMÃOS - RIO GRANDE DO SUL

Dois Irmãos é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. 
História
Os primeiros imigrantes que chegaram a Dois Irmãos, vieram da Alemanha com o Navio Cecília, quatro anos após a Independência do Brasil. Aportaram no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1826, dia do arcanjo São Miguel, motivo pelo qual o tomaram como padroeiro; em 1832 os colonos católicos inauguraram a capela em honra a São Miguel. Inicialmente, a cidade foi chamada de São Miguel de Dois Irmãos. 
O nome Dois Irmãos se deve à vista que tem os que chegam à cidade, os dois morros gêmeos (em um deles situam-se torres de rádio, televisão e celular que servem a cidade e também a vizinha Novo Hamburgo). O nome original alemão da cidade foi Baumschneiss ou Baumschneiz, que significa picada dos Baum, em referência à família Baum, uma das primeiras colonizadoras da região (o local era conhecido como Linha Grande ou também Picada dos Dois Irmãos ou São Miguel dos Dois Irmãos). O desenvolvimento inicial da ocupação do local deve-se pela atividade agrícola feita nos lotes que se alinharam lado a lado, no sentido norte-sul da Picada, hoje Avenida São Miguel. 
No século XIX, a localidade de Dois Irmãos foi um dos palcos da Revolta dos Muckers, conflito entre integrantes de uma seita religiosa e os demais integrantes da população da região, retratado no filme A Paixão de Jacobina, de 2002. Próximo à Ponte de Pedra, no ano de 1874, ocorreu um conflito entre membros dos Muckers e moradores de Dois Irmãos. Na ocasião foi assassinado Jacob Bauermann, de 23 anos, que residia nesta localidade.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Dois Irmãos pela Lei Provincial n.º 358, de 17 de fevereiro de 1857, subordinado ao município de São Leopoldo. 
Desmembrado de São Leopoldo, Dois Irmãos é elevado à categoria de município pela Lei Estadual n.º 3.823, 10 de setembro de 1959. O município foi instalado em 10 de setembro de 1959, constituído de três distritos: Dois Irmãos, Morro Reuter e Santa Maria do Herval, todos desmembrados de São Leopoldo. 
Pela Lei Estadual n.º 8.634, de 12 de maio de 1988, o distrito de Santa Maria do Herval é desmembrado de Dois Irmãos e elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 9.583, de 20 de março de 1992, o distrito de Morro Reuter é desmembrado de Dois Irmãos e elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito-sede. 
Assim permanece em divisão territorial datada de 2020. 
Idiomas
O Hunsrik (Riograndenser Hunsrückisch; Hunsriqueano riograndense) é uma língua de origem alemã falada no município, bem como em outras cidades da região sul do Brasil, no Paraguai e na Argentina. O Hunsrik é o idioma materno de muitos moradores do município. 
Apesar da presença do Hunsrik, o português costuma ser o idioma mais usado nas atividades comerciais e escolares. 
Geografia
Dois Irmãos integra a Região Metropolitana de Porto Alegre. O município está localizado na Encosta Inferior do Nordeste do Rio Grande do Sul, na latitude 29º34'48" sul e a na longitude 50º05'06" oeste, a uma altitude de 166 metros acima do nível do mar. 
Está a 52 quilômetros de Porto Alegre, por via asfáltica. 
Altitude
A altitude da sede municipal é de aproximadamente 171 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Dois Irmãos é característico do Planalto Riograndense e da região do Vale dos Sinos, apresentando áreas de planície na parte baixa, próximas ao Rio Feitoria, e formações mais elevadas (pequenas colinas) no sentido do Planalto, conferindo uma paisagem diversificada.
Solos
Os solos predominantes são os Neossolos Litólicos nas áreas mais elevadas e os Argissolos nas áreas de vale. Estes solos, embora nem sempre de alta fertilidade natural, foram tornados produtivos pela técnica e trabalho dos colonos alemães, especialmente para a policultura.
Vegetação
A vegetação original da região é a Floresta Estacional Subtropical, um subtipo da Mata Atlântica, caracterizada pela presença de espécies arbóreas que perdem parte de suas folhas no inverno. Embora grande parte tenha sido substituída por áreas urbanas e pastagens, ainda existem fragmentos importantes dessa mata, especialmente nas encostas.
Clima
O município de Dois Irmãos pertence a zona climática designada pela letra C, no limite dos tipos climáticos Cfa e Cfb, segundo a classificação do clima de Köppen. Tais tipos climáticos se caracterizam por serem um clima subtropical úmido quente (Cfa) e clima subtropical úmido temperado (Cfb). A temperatura média é de 20 °C e a pluviosidade média de tal clima é de 2.000 mm/ano, sendo julho o mês mais chuvoso, com 157,2 mm, e abril o mais seco, com 97,2 mm. 
Hidrografia
É um município que conta com as águas do Rio Feitoria, pertencente a bacia do Rio Caí, e por vários riachos e nascentes. 
Demografia
Sua colonização foi predominantemente germânica. A população do município em 2025 foi estimada pelo IBGE em 31.804 habitantes. 
Economia
O município, integrante da região do Vale dos Sinos, destaca-se no desenvolvimento econômico da indústria calçadista brasileira, possuindo várias indústrias neste setor. 
A produção começou com chegada dos imigrantes alemães, que além de agricultores, eram dedicados ao artesanato. Inicialmente era caseira e caracterizada pela confecção de arreios de montaria, ganhou mais força com a Guerra do Paraguai, de 1864 a 1870. Daí por diante a produção local se aperfeiçoou e aumentou. Como 4º produtor no Estado e 5º em exportação no Brasil, Dois Irmãos tem a indústria do calçado importante riqueza econômica, colaborando com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. 
O município é um importante polo na produção de calçados e artefatos de couro, seguindo a vocação da região do Vale dos Sinos. A alta qualidade e o design dos produtos de Dois Irmãos são reconhecidos nacional e internacionalmente.
O comércio local é bastante ativo e diversificado, atendendo à demanda da população urbana e das indústrias. O município também tem investido na diversificação industrial, incluindo segmentos metal mecânicos e de plásticos.
Turismo
O município de Dois Irmãos pertence ao roteiro turístico gaúcho da Rota Romântica. Destacam-se como atrativos locais: Cascata São Miguel, o Museu Histórico, a Praça do Imigrante e o Parque Municipal. 
Os dois principais eventos da cidade são: Natal dos Anjos, feita com ornamentação natalina que enfeita a cada ano as ruas e a área central da cidade, e o Kerb, festa realizada na semana do dia 29 de setembro para homenagear o padroeiro de Dois Irmãos e as origens germânicas locais.
O Turismo em Dois Irmãos é focado na celebração de sua cultura e história germânicas, além da beleza natural de suas áreas verdes.
- Festa Nacional do Natal dos Anjos: O principal evento turístico e cultural, que atrai milhares de visitantes anualmente, transformando a cidade em um cenário natalino.
- Arquitetura Enxaimel: A preservação de algumas construções em estilo enxaimel (arquitetura típica alemã) e o cuidado com a arborização conferem charme especial à cidade.
- Monumento ao Imigrante: Uma homenagem aos colonos que fundaram a cidade.
- Gastronomia Típica: O turismo gastronômico, com a oferta de culinária alemã e colonial, é um forte atrativo.
Feriados Municipais
- 10 de setembro - Emancipação de Dois Irmãos
- 29 de setembro - Kerb de Dois Irmãos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

JOÃO ALFREDO - PERNAMBUCO

João Alfredo é um município brasileiro do estado de Pernambuco, localizado no Agreste setentrional do estado. João Alfredo, caracteriza-se por ter uma das maiores feiras livres dessa região, além de ser também o polo moveleiro. Sua população, conforme censo do IBGE no ano de 2022, era de 27.725 habitantes.
História
João Alfredo originou-se de uma fazenda instalada na localidade do Imbé, nos meados do século XVIII, pelo capitão português Antônio Barbosa da Silva. Anos depois, em virtude da escassez d’água naquela região, o colonizador resolveu transferir a sede da propriedade para o local onde se situa atualmente a nossa cidade, aproveitando o manancial hídrico de uma lagoa existente onde hoje está sendo construído o Ginásio Poliesportivo Djair Santos.
Em 1779 as famílias Holanda Cavalcanti e Alves do Rêgo adquiriram a posse da propriedade e passaram a chamá-la de “Boa Vista”. Em 1785 construíram um pequeno engenho de tração animal, ao qual deram o mesmo nome da fazenda. Em 1820 a propriedade foi vendida ao Sr. Francisco Antônio, chefe político do Curato de Bom Jardim, que, em 1850 passou o comando para o Sr. João Felipe de Melo, também bonjardinense. Em 1877, com o falecimento do Sr. João Felipe de Melo, o engenho foi adquirido pelo capitão José Francisco Cordeiro de Arruda.
Em 1879 o coronel José Ferreira da Silva, que também era proprietário do Engenho Melancia, adquiriu o engenho Boa Vista, empreendendo grandes benfeitorias no mesmo, transformando a área circunvizinha em um pequeno aglomerado residencial. Em 1900 obteve da municipalidade de Bom Jardim uma licença para a promoção de uma feira livre semanal e iniciou a construção de uma capela em devoção à Nossa Senhora da Conceição. A primeira feira livre foi realizada no dia 06 de janeiro de 1901 e a capela foi inaugurada no dia 18 de junho do mesmo ano, com Missa solene celebrada pelo padre João Pacífico Ferreira Freire.
Em 1902 mais casas foram construídas e apareceram os primeiros estabelecimentos comerciais. No ano de 1906 foi criada a Subdelegacia de Polícia, sendo designado como titular o Sr. José Soares Cordeiro. Em 1909 o engenho e as casas a ele aglomeradas foram considerados oficialmente como Povoado, recebendo o nome de “Boa Vista da Conceição”. Em 1912 foi fundada a primeira escola municipal, sendo indicada a professora Joana Nóbrega de Vasconcelos. Em 1922 foi criada a primeira escola estadual, a cargo da professora Maria Alves Machado. Em 1924 foi nomeada a professora Maria Amélia Cavalcanti, para também atuar na escola estadual.
A agência Postal foi inaugurada no dia 26 de abril de 1926, com o nome de “Santa Luzia”, em virtude de já haver outra localidade no Estado com o nome de “Boa Vista”. O primeiro agente postal foi a Sra. Maria Pereira de Moura. Através da Lei n.º 1.944, de 19 de setembro de 1928, o Povoado de Santa Luzia passou a se chamar de “João Alfredo”, por determinação do então governador do Estado, Dr. Estácio Coimbra. No dia 27 de março de 1931, através do ato n.º 43, o tenente Alfredo Agostinho, prefeito de Bom Jardim, elevou o Povoado à categoria de Vila e criou o Distrito Judiciário, com sede nesta terra. O primeiro Juiz de Paz foi o Sr. José Procópio Cavalcanti e o oficial do registro civil o Sr. Manoel Ferreira Campos.
Por efeito da Lei Estadual n.º 23, de 10 de outubro de 1935, foi criado o Município de João Alfredo, sendo oficialmente instalado no dia 21 de outubro do mesmo ano. Dentre as figuras que mais batalharam para a emancipação política, destacaram-se: o deputado estadual Dr. Arsênio Meira de Vasconcellos, Dr. Ângelo de Souza, Dr. Costa Pinto, Dr. Mário Melo, Dr. Antônio Raposo e o Dr. Álvaro Lins e Silva. O major Pedro Olímpio de Vasconcelos Maia foi nomeado interventor do novo Município.
Fontes históricas dão conta de que no século XVIII, o capitão Antônio Barbosa da Silva, de Nacionalidade portuguesa, acompanhado de 200 escravos e de outras pessoas, devassou as terras do atual município. Por ser área coberta, em grande parte, por árvores com o nome de Imbá, a localidade recebeu inicialmente esse nome, transformando-se, tempos depois, numa fazenda. Outros exploradores chegaram ao local e instalaram engenhos de açúcar. No decurso de poucos anos, a família Holanda Cavalcanti construiu um pequeno engenho, de tração animal, dando-lhe o nome de Engenho Boa Vista. Posteriormente esse engenho foi transferido para uma localidade onde havia uma lagoa, sendo atualmente um logradouro público na cidade de João Alfredo. 
Topônimo
O topônimo do município é uma homenagem ao Conselheiro João Alfredo que teve destaque no cenário nacional, cujos feitos se perpetuaram na história político-administrativa do Brasil . 
Gentílico: alfredense.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de João Alfredo, por Ato Municipal de 27 de março de 1931, subordinado ao município de Bom Jardim. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de João Alfredo figura no município de Bom Jardim. 
Elevado à categoria de município com a denominação de João Alfredo, pela Lei Estadual n.º 23, de 10 de outubro de 1935, desmembrado de Bom Jardim. Sede no antigo distrito de João Alfredo. Constituído do distrito sede. Instalado em 21 de outubro de 1935.
Em divisão territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: João Alfredo e Salgadinho. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, 
Pela Lei Estadual n.º 4.974, de 20 de dezembro de 1963, desmembra do município de João Alfredo o distrito de Salgadinho. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Altitude

A sede municipal situa-se a uma altitude média de 333 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de João Alfredo insere-se na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, apresentando formas onduladas e acidentadas, típicas do Agreste, intercaladas por vales onde se desenvolvem as atividades agrícolas.
Solos
Os solos variam entre Argissolos e Luvissolos, apresentando fertilidade média a alta, porém muitas vezes pedregosos e suscetíveis à erosão se não manejados corretamente. 
Vegetação
A vegetação original é a Caatinga Hipoxerófila (adaptada à seca, mas com porte arbóreo em algumas áreas) e trechos de Floresta Subcaducifólia (mata de agreste), que perde parte das folhas na estação seca.
Clima
O clima é classificado como Tropical Semiárido (BSh ou As), com chuvas concentradas no período de outono e inverno (março a julho). As temperaturas médias anuais giram em torno de 24 °C, podendo ser mais amenas nas noites de inverno devido à altitude, e bastante elevadas no verão. A pluviosidade média anual oscila em torno de 700 mm a 800 mm.
Economia
O Polo Moveleiro

A economia de João Alfredo é o seu grande diferencial. O município é o coração do Polo Moveleiro do Agreste, abrigando dezenas de fábricas de móveis, desde pequenas marcenarias familiares até indústrias de médio porte. Esta atividade emprega grande parte da população e atrai compradores de todo o Nordeste, impulsionando o setor de serviços e transporte.
Além da indústria, a agricultura (milho, feijão, mandioca) e a pecuária (bovinocultura de leite e corte) compõem a base econômica tradicional, garantindo o sustento da população rural.
Educação
Na área de Educação, o município conta com uma rede estruturada de ensino básico (Infantil e Fundamental) gerida pela prefeitura, e escolas estaduais que oferecem o Ensino Médio, incluindo Escolas de Referência (EREM) que buscam melhorar os índices de aprendizagem. A cidade também possui polos de educação a distância e escolas técnicas que ajudam a qualificar a mão de obra para a indústria local.
Turismo
O Turismo em João Alfredo tem forte viés de negócios, devido ao fluxo de comerciantes e consumidores no polo moveleiro. Contudo, o turismo cultural e religioso também se faz presente:
- Festival da Cultura: Eventos que celebram as raízes nordestinas.
- Feira Livre: Uma das mais tradicionais da região, onde se encontra de tudo, desde artesanato até produtos agrícolas.
- Festa de Nossa Senhora da Conceição: A padroeira da cidade atrai fiéis de toda a região em dezembro.
Outros pontos de atração turística são: Feira-de-gado, Carnaval, Ciclo Junino, Missa de São Bento, Ciclo Natalino, Pedra do Boi, Serra do Cruzeiro, Cachoeira de Serra da Sororoca, Pedra do Urubu, Capela de São Bento (Ribeiro Grande), Matriz de N. S. da Conceição, Serra dos Ventos.

Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

MORRO AGUDO - SÃO PAULO

Morro Agudo é um município brasileiro do estado de São Paulo, que faz parte da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP). Foi declarado através de lei como Centro Paulista da Bioenergia. Sua população estimada em 2024, pelo IBGE, era de 28.521 habitantes. Também é o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. O município é formado somente pelo distrito sede, que inclui o povoado de Santo Inácio dos Vieiras. 
História
A história do surgimento de Morro Agudo é bastante parecida com a de outras localidades da sua região. Foi ao redor da primeira capela que a cidade ganhou os primeiros contornos iniciais. 
O primeiro núcleo de povoamento de Morro Agudo foi a Fazenda Invernada, gigantesco latifúndio sob o comando da família Junqueira, adquirida por Francisco Antônio Junqueira (1792-1848) e seu cunhado, mineiros descendentes de portugueses que migraram para o estado em meados do século XVIII, em 1812. A fazenda tornou-se por muito tempo o principal núcleo político e social da região, e ponto de referência para os forasteiros que aos poucos iam chegando e se instalando em pequenos lotes de terra fora do domínio dos Junqueira. Eles vinham principalmente de Minas Gerais, em função da decadência da mineração, e pelo fato do solo de lá não ser tão generoso como o do município para a exploração da agricultura. 
Em 1860, houve a doação à cúria diocesana de oitenta alqueires de terras pelos irmãos Plácido e Anacleto Pereira Lima, onde foi erguida uma capela, sob a invocação de São José, em torno da qual foram construídas as primeiras casas, nascendo o povoado de São José do Morro Agudo, o qual dará origem ao município, cujo nome deriva do nome de um morro da região. 
A semente do desenvolvimento estava lançada. Em 10 de março de 1885, o povoado de São José do Morro Agudo foi elevado à categoria de freguesia, subordinada ao município de Orlândia, com o mesmo nome, por causa das condições climáticas, do solo fértil e das grandes colheitas. 
Em 31 de agosto de 1934, a freguesia de São José do Morro Agudo foi elevada à categoria de município, com o nome de Morro Agudo, e sua instalação deu-se no dia 6 de janeiro de 1935. 
A partir da década de 1970, com a implantação do Programa Pro-álcool, grande parte das terras do município foram destinadas ao plantio da cana-de-açúcar, estando instaladas em seu município atualmente duas grandes usinas, a Companhia Açucareira Vale do Rosário (propriedade do Grupo Raízen) que está em expansão de sua planta com uma unidade de produção de etanol de segunda geração E2g e a Usina de Açúcar e Álcool MB (em hibernação desde 14de novembro de 2024, sem previsão de retomar as atividades).
Gentílico: Morro-agudense .
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Morro Agudo, por Lei Provincial n.º 28, de 10 de março de 1885, no Município de Batataes. 
A Lei Provincial n.º 37, de 10 de março de 1885, transfere o Distrito de Morro Agudo para o Município de Orlândia. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no Município de Orlândia o Distrito de Morro Agudo. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, figura no Município de Orlândia, 
Elevado à categoria de município com a denominação de Morro Agudo, por Decreto-Lei Estadual n.º 6.638, de 31 de agosto de 1934, desmembrado de Orlândia. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 06 de janeiro de 1935. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Morro Agudo pertence ao termo judiciário de Orlândia, da comarca de Orlândia, e figura com 1 só Distrito, Morro Agudo. 
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, 
O Município de Morro Agudo é composto de um único Distrito, Morro Agudo, e pertence ao termo de Orlândia, da comarca de Orlândia. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Morro Agudo ficou composto do Distrito Sede e pertence ao termo e comarca de Orlândia. 
Permanece constituído de apenas 1 Distrito, Morro Agudo, comarca de Orlândia, nos quadros territoriais fixados pelas Leis Estaduais n.º 233, de 24 de dezembro de 1948; n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953 para vigorar, respectivamente, de 1949-1953 e n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953 para vigorar, nos períodos 1949-1953 e 1954-¬1958. 
Em divisão territorial de 1º de julho de 1960, o município é constituído do Distrito Sede. 
Assim permanece em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 20º43'53" sul e a uma longitude 48º03'28" oeste, estando a uma altitude de 546 metros. Possui uma área de 1386,2 km². 
Hidrografia
A hidrografia de Morro Agudo é composta pelo Rio Pardo, ribeirões, córregos e lagoas, sendo eles: 
Ribeirões: Ribeirão do Indaiá; Ribeirão da Marmelada; Ribeirão do Lambari; Ribeirão das Palmeiras; Ribeirão do Rosário e Ribeirão do Agudo.
Córregos: Córrego do Criminoso; Córrego do Espírito Santo; Córrego das Pedras; Córrego do Cajuru; Córrego de Santo Inácio; Córrego do Cruzeiro; Córrego de Sant'Anna; Córrego do Meio; Córrego Acaba Semana; Córrego Cerva Branca; Córrego Ponte Nova; Córrego do Toucinho Queimado; Córrego do Sucuri; Córrego das Éguas; Córrego da Gameleira; Córrego do Chapéu; Córrego das Contendas; Córrego do Monte Alto; Córrego da Vazante; Córrego do Moirão Queimado; Córrego das Areinhas; Córrego das Peludas; Córrego Sertãozinho; Córrego da Água Limpa; Córrego Engenho Novo e Córrego das Florestas.
Lagoas: Lagoa das Vacas; Lagoa Bonita; Lagoa Mombuca; Lagoa do Meio; Lagoa do Óleo; Lagoa "Lago Azul"; Lagoa do Chinha; Três Lagoas; Lagoa Santa Aninha e Lagoa Água Limpa.
Rodovias
O município é atendido pelas rodovias SP-330; SP-351 e SP-373
Altitude
A altitude média da sede municipal é de 546 metros acima do nível do mar, embora o relevo do município apresente variações. 
Relevo
O relevo insere-se na unidade geomorfológica do Planalto Ocidental Paulista, caracterizado por superfícies planas a suavemente onduladas (chapadas e interflúvios amplos), propícias à mecanização agrícola em larga escala.
Solos
Os solos da região são conhecidos por sua fertilidade, sendo predominantes os Latossolos Vermelhos e Argissolos, formados a partir de rochas basálticas e areníticas, o que contribui decisivamente para o sucesso das culturas anuais e perenes.
Vegetação
A vegetação original da região era de transição, com áreas de Cerrado (como o Cerradão e o Campo Cerrado) e resquícios de Mata Atlântica na forma de Mata Semidecidual. Contudo, devido à expansão agroindustrial, uma grande parte da área territorial (cerca de 79%) foi convertida em terra fértil, predominantemente para o cultivo da cana-de-açúcar.
Clima
Em Morro Agudo, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 32 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Morro Agudo e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 25 de agosto a 13 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Morro Agudo é outubro, com a máxima de 32 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,1 meses, de 9 de maio a 14 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Morro Agudo é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Etnias
A população de Morro Agudo é composta de descendentes de imigrantes, em sua maioria italianos e portugueses, tendo havido também famílias de imigrantes árabes, japoneses, alemães, espanhóis, vindos em torno do final século XIX e XX. 
Economia
Nas atividades agrícolas do município, é predominante a cultura da cana-de-açúcar, mas, secundariamente, apresenta diversificação entre soja, milho, arroz, amendoim, algodão, trigo, café, feijão, sorgo, batata e laranja, além de uma boa produção de hortifrutigranjeiros. A pecuária também é explorada, com a criação de bovinos, caprinos, suínos, ovinos, equinos e aves, além de produção de leite. O município conta em seu território com algumas indústrias, dentre elas destacam as usinas de beneficiamento de açúcar e álcool M.B. (em hibernação, fora de atividade) e Cia. Açucareira Vale do Rosário, Cia. Metalgraphica Paulista (fora de atividade), Yamaguchi Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas. Também merece destaque o seu comércio, que conta com diversificados ramos de atuação; profissionais liberais e prestadores de serviços.
Educação
A cidade apresenta bons indicadores educacionais, com uma alta taxa de alfabetização. O município conta com uma rede de ensino básica e média de qualidade e, no ensino superior, oferece cursos através de polos de educação a distância (EAD), como a Universidade Cruzeiro do Sul e a Univesp (Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo), o que facilita o acesso da população à qualificação profissional.
Turismo
O Turismo em Morro Agudo é incipiente e focado, principalmente, no Turismo de Negócios (ligado ao agronegócio e ao setor sucroalcooleiro) e no Turismo Religioso/Histórico. Destacam-se:
- Igreja Matriz de São José: Um dos principais pontos de referência arquitetônica e religiosa.
- Museu Silva: Dedicado a resgatar a história local.
- Parque Municipal: Oferece áreas de lazer e convivência.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

CONCEIÇÃO DO JACUÍPE - BAHIA

Conceição do Jacuípe é um município da Região Metropolitana de Feira de Santana, no estado da Bahia, no Brasil. Sua população estimada pelo IBGE, para 2025, era de 37.622 habitantes.
Topônimo
O topônimo originou-se da adoção da santa padroeira, Nossa Senhora da Conceição, e da nascente do Rio Jacuípe. "Jacuípe" é originário do tupi antigo îaku'ype, que significa "no rio dos jacus" (îaku, jacu, 'y, rio, pe, em). 
História
Por volta do ano 1000, a região foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia, que expulsaram os habitantes originais tapuias para o interior do continente. No século XVI, a região era habitada pela tribo tupi dos tupinambás. 
O povoamento de origem europeia de seu território teve início no século XVII, por portugueses que ali se estabeleceram, instalando engenhos e desenvolvendo a cultura da cana-de-açúcar. 
Em 1898, com a instalação de uma casa comercial, formou-se o arraial de Baixa do Jacuípe. Conceição do Jacuípe é 'batizada' como Berimbau devido à feirinha surgida em 1914, que servia para a comercialização de pequenos produtos, sendo visitada por violeiros, pandeiristas e tocadores de berimbau, surgindo, entre eles, um que fez uma trova cujo final falava da 'Feira de Berimbau'. Deste acontecimento, surgiu o segundo nome do local - 'Feira de Berimbau'.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Conceição do Jacuípe (ex povoado Lamarão), pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, com terras desmembradas do distrito Traripe. Subordinado ao município de Santo Amaro. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de Conceição do Jacuípe figura no município de Santo Amaro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Conceição do Jacuípe, pela Lei Estadual n.º 1.531, de 20 de outubro de 1961, desmembrado de Santo Amaro. Sede no antigo distrito Conceição do Jacuípe. Constituído do distrito sede. Instalado em 07 de abril de 1963. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
A altitude da sede municipal varia, situando-se em média em torno de 120 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Conceição do Jacuípe é caracterizado por superfícies planas a suavemente onduladas, típicas das Depressões e Tabuleiros Costeiros que marcam a transição entre o litoral e o interior da Bahia.
Solos
Os solos mais comuns são os Latossolos Amarelos e os Argissolos Vermelho-Amarelos, que são solos profundos e bem drenados, mas geralmente ácidos e de média a baixa fertilidade natural. A proximidade com o Recôncavo ainda permite a presença de solos mais férteis em áreas específicas.
Vegetação
A vegetação predominante é a Mata Atlântica na porção leste, com características de Floresta Estacional Semidecidual, marcada pela presença de árvores de porte médio e alto que perdem parte de suas folhas no período mais seco. Na porção oeste, há transição para a vegetação de Caatinga, com características mais abertas e adaptadas a períodos de estiagem, como o Agreste Baiano.
Clima
Em Conceição do Jacuípe, o verão é longo, quente, opressivo e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, abafado, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 34 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Conceição do Jacuípe e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 4,9 meses, de 8 de novembro a 4 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Conceição do Jacuípe é fevereiro, com a máxima de 34 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 2 de junho a 27 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Conceição do Jacuípe é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
A economia de Conceição do Jacuípe é diversificada, com destaque para a indústria, o comércio e a agropecuária.
- Comércio e Serviços: Devido à sua localização estratégica no cruzamento de importantes rodovias (como a BR-324 e a BA-084), o município desenvolveu um comércio intenso e um setor de serviços robusto, atendendo não apenas à população local, mas também aos viajantes e moradores das cidades circunvizinhas.
- Indústria: A cidade possui um parque industrial em expansão, com destaque para pequenas e médias empresas, principalmente nos setores de metalurgia, vestuário e alimentos.
- Agropecuária: A agricultura é importante na zona rural, com produção de mandioca, milho, feijão e frutas. A pecuária também é relevante, com foco na bovinocultura de corte e leite e na criação de suínos.
Conceição do Jacuípe é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 5,1 mil admissões formais e 3,9 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 1246 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 1122.
Até outubro de 2025 houve registro de 95 novas empresas em Conceição do Jacuípe, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (14). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 108 empresas.
Turismo
O Turismo em Conceição do Jacuípe é predominantemente de eventos e negócios, dada a sua posição de entroncamento rodoviário. Dentre eles, se destacam:
- Festa de Conceição: O ponto alto do calendário de eventos é a festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, que mobiliza a comunidade e atrai visitantes.
- São João: Assim como em outras cidades baianas, o São João é celebrado com festividades, atraindo turistas.
- Turismo de Passagem: Sua localização na BR-324 a torna uma parada obrigatória para viajantes entre Salvador, Feira de Santana e o interior, impulsionando hotéis, restaurantes e postos de serviço.
Apesar de não ser um destino de turismo de lazer tradicional, a cidade se beneficia do fluxo de pessoas e mercadorias, consolidando-se como um município de grande potencial logístico e de crescimento.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE; Caravela ; Weather Spark .