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terça-feira, 22 de setembro de 2020

BRAGANÇA - PARÁ

Bragança é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população estimada em 2017 era de 125.184 habitantes.
História
Franceses liderados por Daniel de La Touche, senhor de La Lavandière, foram os primeiros europeus a conhecer a região do Caeté, tendo saído de São Luis em 8 de julho de 1613 com destino à região do Turiaçu, Gurupi e Caeté. Era habitada pela nação tupinambá.
Em 1622 o território de Bragança pertencia à Capitania de Gurupi. A área foi doada por Filipe II de Portugal a Gaspar de Souza, governador-geral do Brasil. Em 1627, foi fundada a povoação de Vera Cruz, em Viseu e apenas em 1634 foi fundado um povoado (Sousa do Caeté) nas margens do Rio Caeté por Álvaro de Souza e transferido para a outra margem devido às dificuldades encontradas com a comunicação do povoado com Belém. Em 1854 um decreto imperial criou o município de Bragança.
Economia
A cidade de Bragança é o maior polo pesqueiro do Estado do Pará, exportando sua produção principalmente para as capitais do Nordeste e do estado do Pará. Há grande atividade pecuária, agricultura e extrativismo de caranguejos.
Clima
O clima que é quente e úmido, com a temperatura média anual em torno de 26° C. De outubro a dezembro, registram-se máximas absolutas de 37° C. De março a abril a temperatura cai, e em julho ocorrem mínimas absolutas em torno de 22° C.
Saúde
O município de Bragança conta com rede pública e privada de saúde que atende toda a população bragantina e de municípios vizinhos dentre os quais estão: Hospital Santo Antônio Maria Zacaria; Hospital Geral de Bragança; Hospital das Clínicas de Bragança.
Transporte
- Aéreo - Aeroporto Santos Dumont. Com extensão de 1.200 metros.
- Fluvial - Realizado por barcos pesqueiros, além de pequenas embarcações que executam o transporte de cargas e passageiros para as principais localidades ribeirinhas situadas nas bacias hidrográficas da região, principalmente nas bacias dos rios Caeté e Urumajó, além de localidades situadas na Baixada Maranhense.
- Urbano - A cidade possui empresas que fazem a ligação entre o centro da cidade aos demais bairros: Expresso Nogueira, Trans Pinheiro, Trans Montenegro, Transportes São Paulo e Trans Ajuruteua entre outras.
Rodoviário - O acesso principal a Bragança é feito pela rodovia federal BR-308 (Capanema-Viseu) e pela rodovia estadual PA-112, conhecida como Rodovia Transmontenegro, ligando a sede à BR-316. Outro acesso é a rodovia estadual PA-458, que liga a sede do município ao distrito litorâneo de Ajuruteua. Além das linhas interurbanas de ônibus, o Terminal Rodoviário de Bragança é atendido pela Viação Boa Esperança, possuindo viagens diárias para a capital Belém e para as cidades paraenses de Salinópolis e Viseu.
Ferroviário - De 1908 a 1965, o município de Bragança foi a ponta terminal da Estrada de Ferro de Bragança, que realizava o escoamento de toda a produção agrícola do nordeste do estado em direção aos portos fluviais de Belém e de Bragança, além do transporte de passageiros entre o Centro da cidade e a capital. Bragança possuía um entroncamento ferroviário entre a Linha Tronco da ferrovia (Belém-Bragança) e o Ramal de Benjamin Constant, um curto ramal ferroviário que ligava a sede do município ao distrito homônimo.
Apesar de sua importância e de possuírem grandes demandas, os trens de passageiros e de cargas da EFB circularam pela última vez no município no dia 31 de dezembro de 1964. Pouco tempo depois, os trilhos foram retirados da cidade no início de 1965. Atualmente, o antigo trajeto da histórica ferrovia faz parte da Rota Turística Belém-Bragança, por onde corta-se todo o nordeste do estado, do qual Bragança faz parte.
Praças e avenidas
Destacam‐se a praça Fernando Guilhon, a praça das Bandeiras localizada no centro da cidade, a praça Antônio Pereira, a Estação Cultural Armando Bordallo, e a praça Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A principal avenida da sede do município é a Nazeazeno Ferreira, que começa no Trevo da cidade, no bairro homônimo, e termina no bairro do Perpétuo Socorro, passando pelos bairros do Alegre, Riozinho, Centro e Padre Luís, cortando a sede do município no sentido centro oeste-norte. Outra a avenida importante é a Santos Dumont, que começa na divisa dos bairros do Perpétuo Socorro e Padre Luís, e termina no bairro da Vila Sinhá, cortando a cidade no sentido leste-oeste e a Avenida Governador Mendonça Furtado a BR-308 que futuramente será terminada e será a principal ligação entre o Pará e Maranhão a Transoceânica.
- Construções históricas -  Catedral Nossa Senhora do Rosário; Palácio Episcopal da Catedral Nossa Senhora do Rosário; Igreja de São Benedito; Instituto de Santa Teresinha; Forte do Caeté; Palacete Augusto Corrêa; Mercado de Carne; Sociedade Beneficente Artística Bragantina; I Unidade Regional de Educação; Escola Mâncio Ribeiro; Casa da Cultura; Praça/Coreto Pavilhão Senador Antônio Lemos.
- Principais eventos - Círio de Nazaré; Jogos da Semana da Pátria; Festividade de São Benedito; Quadra Junina; Festividade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Festividade do Sagrado Coração de Jesus; Congresso de Missões; Marujada de São Benedito
- Instituições de Ensino Superior - UFPA Campus Bragança; IFPA Campus Bragança; UNIPLAN; SENAI; UCB; UNINTER; UAB Campus Bragança; UNIASSELVI; Faculdade FAEL; Estácio; FABRA; FAMAC UNOPAR; Cruzeiro do Sul Faculdade EAD.
Relevo e vegetação
O relevo da sede do município é bastante variado. Há exemplos tanto de áreas planas (como nos bairros da Vila Sinhá e Perpétuo Socorro) como de relevo bastante íngreme e acidentado, com moradias muito abaixo do nível da rua (como no bairro do Riozinho). A vegetação do município é bastante variada, com destaque para a amazônica, a de mangue e a de campos.
Campos naturais
Estão localizados a aproximadamente 30 minutos do centro da cidade, por via rodoviária, em estradas não pavimentadas, mas em perfeitas condições de trafegabilidade. Devido à proximidade do mar, é uma área constantemente ventilada. As palmeiras de buriti e babaçu são a vegetação mais frequente. Há a predominância de fazendas com criação de gado zebu, nelore e o búfalo, além de cavalos mestiços. Estão divididos em Campos de Baixo, Campos do Meio e Campos de Cima.
Praias
- Praia do Grilo: Praia com águas calmas e mangues. É um dos melhores locais para a pesca. Abriga uma vila de pescadores
- Praia do Boiçucanga: Praia de enseada com areia clara e fina e mangues. Abriga um farol e uma vila de pescadores. Não possui infraestrutura
- Praia do Pilão: Praia com águas claras e areia branca e fina. Possui dunas. Seu acesso é feito por barco.
- Praia Chavascal: Praia com águas claras e ondas fortes no verão. Seu acesso se faz por barco ou atravessando a pé o canal durante a maré baixa.
- Praia da Vila: Praia com ondas fracas e estreita faixa de areia clara e fina com dunas. Seu acesso se faz a pé a partir de Ajuruteua, na maré baixa, ou de barco, na alta.
Hidrografia
A hidrografia do município apresenta dois rios principais, são eles o rio Caeté (que margeia a cidade) e o rio Cereja (que corta a sede do município em duas partes). Além disso o município é intensamente recortado por igarapés. A vegetação é formada por manguezais, campos aluviais e campos bragantinos; mas a geografia do município é denominada em rios e igarapés. Neste cenário destaca-se o Rio Caeté que nasce no município de Nova Timboteua ao sul do território bragantino, desaguando no atlântico.
Rio Caeté
O Rio Caeté apresenta trechos com poucos aprofundados. Seu trajeto pelo município de Bragança é aproximado de 60 km para onde navegam pequenas embarcações. O rio pela margem direita, recebe as águas dos rios: Jequi, Cajueiro e Curi e pala outra margem os afluentes dos pequenos igarapés.
Principais Ilhas
- Ilha do Canela: santuário ecológico que possui o maior ninhal de guarás do mundo. A Ilha do Canela é uma opção alternativa, que está sendo descoberta pelos apreciadores de paisagens paradisíacas devido à grande quantidade de aves registrada na ilha. Habitada apenas por pescadores da própria região, a Ilha do Canela ainda não dispõe de infraestrutura turística. Entretanto, nem por essa característica tem deixado de atrair visitantes, em especial, fotógrafos, cinegrafistas, pesquisadores e adeptos do turismo de aventura, sobretudo, por ser um dos maiores ninhais de guarás (Eudocimus ruber) do mundo.
O acesso à Ilha pode ser realizado em viagem de barco, com duração de aproximadamente duas horas e meia, a partir do Porto do Castelo ou do Taperaçu-Porto.
- Ilha de Boiuçucanga.
- Ilha de Mucum.
- Ilha de Caeté.
Referência para o texto: Wikipédia .

sábado, 17 de agosto de 2019

Cascavel - Paraná

Cascavel é um município brasileiro, localizado na região Oeste do estado do Paraná.
História
Ciclo da erva mate
Os índios caingangues povoavam a região Oeste do Paraná, que teve a ocupação iniciada pelos espanhóis em 1557, quando fundaram a Ciudad Real del Guahyrá, cujo sítio arqueológico encontra-se no município de Terra Roxa.
Uma nova ocupação se deu a partir de 1730, com o tropeirismo, mas a chegada de habitantes para a área atual do município iniciou-se no final da década de 1910, por colonos caboclos e descendentes de imigrantes eslavos, no auge do ciclo da erva-mate.
A vila começou a se formar em 28 de março de 1928, quando José Silvério de Oliveira, o Nhô Jeca, arrendou parte das terras de Antônio José Elias, nas quais se encontrava a Encruzilhada dos Gomes, um entroncamento de várias trilhas abertas por ervateiros, tropeiros e militares, onde montou um armazém. No local hoje encontra-se a Praça Getúlio Vargas, com o obelisco representativo do marco zero da cidade. Seu espírito empreendedor foi fundamental para a chegada de novas pessoas, que traziam ideias e investimentos.
Nos anos seguintes, centenas de migrantes sulistas, a maioria de origem polonesa, alemã, italiana, ucraniana e cabocla, vindos de regiões cafeeiras, deram início às atividades econômicas, como a exploração da madeira, agricultura e criação de suínos. O povoado tornou-se distrito em 1938.
Deve-se levar em conta que a localidade já constava nos mapas militares desde 1924, e que a vila foi oficializada pela prefeitura de Foz do Iguaçu em 1936, já com a denominação de Cascavel, mas o prelado daquele município, monsenhor Guilherme Maria Thiletzek, rebatizou-a como Aparecida dos Portos, nome que não vingou entre a população.
Ciclo da madeira
Ainda na década de 1930, com o ciclo da erva-mate extinto, uma ocupação maior da área deu início ao chamado ciclo da madeira, o que atraiu grande número de famílias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em especial descendentes de imigrantes europeus, que formaram a base populacional do município.
Na medida em que as matas nativas eram esgotadas, o extrativismo cedia lugar ao setor agropecuário, que embasa a economia até os dias atuais.
Em 1938, já com a denominação definitiva de Cascavel, tornou-se distrito administrativo.
Emancipação
O município de Cascavel foi emancipado no dia 14 de novembro de 1951, por meio da Lei Estadual n° 790, desmembrando-se de Foz do Iguaçu. O censo do ano anterior contou uma população de 404 habitantes.
Por décadas houve uma discussão se esta seria a data correta, pois a instalação do primeiro governo municipal ocorreu apenas no dia 14 de dezembro de 1952, mas em 2010, a Lei 5.689 pôs fim ao assunto.
Desenvolvimento
Encerrado o ciclo da madeira, no final da década de 1970, a industrialização teve um impulso, concomitantemente com o aumento da atividade agropecuária, do comércio e da prestação de serviços.
Em menos de seis décadas, Cascavel passou de um ponto de parada e descanso de viajantes e tropeiros para o maior município do Oeste do Paraná e um dos maiores polos econômicos da região Sul do Brasil.
Toponímia
O termo cascavel originou-se do Provençal cascavel, do latim clássico cascabus, variante popular de caccabus, que designava o envoltório de certas sementes, que ainda hoje é utilizado no idioma pátrio sob a forma cascabulho, relacionado à casca. Seu significado inicial é o de guizo, chocalho, e se aplicou ao ofídio cascavel devido às excrecências ósseas da extremidade da cauda, que amavelmente fazem um ruído para avisar e afugentar os inimigos. Em inglês ele é chamado de rattlesnake, "cobra de chocalho".
Segundo a lenda, o nome do município surgiu quando tropeiros pernoitavam nos arredores de um rio e ouviram o forte som de uma cobra cascavel. Após buscas, encontraram e mataram o animal. Tal fato fez com que o local ficasse conhecido como Pouso da Cascavel.
Economia
O principal setor econômico de Cascavel é o agronegócio, com mais de 4.000 estabelecimentos agropecuários. Ainda há cerca de 14.458 estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços.
Pela sua localização, o município prosperou no comércio e na prestação de serviços, com destaque para o setor atacadista, de saúde e de ensino superior.
Outros ramos que têm experimentado forte crescimento são os de metalurgia e confecção.
Turismo
Desde os primórdios, a preocupação da municipalidade foi reservar espaços para a socialização e a preservação ambiental, razão pela qual Cascavel conta com significativo número de praças e parques públicos.
Praças - Praça da Bíblia; Praça do Expedicionário; Praça do Migrante; Praça Getúlio Vargas; Praça Itália; Praça Japão; Praça Parigot de Souza; Praça Rui Barbosa; Praça Wilson Joffre.
Cultura - Biblioteca Pública de Cascavel; Centro Cultural Gilberto Mayer; Teatro Emir Sfair; Teatro Municipal de Cascavel.
Estrutura para eventos - Centro de Convenções e Eventos de Cascavel; Parque Celso Garcia Cid.
Eventos - Cascavel de Ouro; Expovel; Festa da Padroeira; Festa do Trabalhador - Seminário São José; Show Pecuário; Show Rural Coopavel.
Parques - Bosque Municipal Elias Lopuch; Centro de Educação Ambiental Suely Festugatto (Parque Ambiental); Fonte dos Mosaicos; Parque Linear do Morumbi; Lago Municipal; Parque Ambiental Hilário Zardo (Parque Vitória); Parque Tarqüínio Santos; Zoológico Municipal.
Prato típico
Escolhido em concurso, o prato típico de Cascavel é a Costela Fogo de Chão, conhecido também como costelão, que é o churrasco preparado com uma grande peça de costela bovina, presa em espeto de madeira ou metal, assada na posição vertical, com fogo feito diretamente no solo, sem uso de churrasqueiras.
O costume de preparar o costelão veio com os colonizadores originários de regiões produtoras de gado do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sendo comum em festas particulares e eventos públicos, pela facilidade de se encontrar os principais ingredientes: lenha e carne.
Anualmente ocorre no município a Festa do Trabalhador, onde toneladas da iguaria são assadas e servidas.
Templos - Catedral Nossa Senhora Aparecida, sede da Arquidiocese de Cascavel; Igreja São Cristóvão; Templo Católico Ucraniano Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Primeira Igreja Batista do Sétimo Dia; Congregação Cristã no Brasil; Igreja Presbiteriana do Brasil.
Ensino superior
O município é o polo universitário do oeste em face do número de instituições de ensino superior e de alunos.
Estima-se uma população de aproximadamente 21 mil estudantes universitários, dos quais uma parcela significativa vinda de outras regiões e estados.
Centros de ensino - Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz (FAG); Centro Universitário de Cascavel - Univel; Faculdade Alfa Brasil (FAAB); Faculdade de Tecnologia SENAI; Faculdade Itecne Famipar - Faculdade Missioneira do Paraná; IFPR - Instituto Federal do Paraná - Campus Cascavel; UniACIC - incubadora de empresas; Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE); Universidade Norte do Paraná (UNOPAR CASCAVEL), (mantida pela Kroton Educacional); Universidade Paranaense (UNIPAR).
Esportes
Pioneira do automobilismo no interior do Brasil, Cascavel conta com diversas estruturas, como autódromo, kartódromo, estádios e centros esportivos, o que refletiu na sua escolha como um dos Centros de Treinamentos de Seleções da Copa do Mundo 2014 pela FIFA.
Anualmente sedia eventos consagrados, como a Fórmula Truck, Stock Car Brasil, Moto 1000 GP, Campeonato Brasileiro de Turismo, Mercedes-Benz Challenge, Cascavel de Ouro e Campeonato Brasileiro de Kart.
Principais estruturas - Autódromo Internacional de Cascavel; Centro Esportivo Ciro Nardi; Estádio Olímpico Regional; Kartódromo.
Referência para o texto: Wikipédia.