sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil - Santa Maria - Rio Grande do Sul


Santa Maria é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. 
Santa Maria é considerada cidade universitária, graças à Universidade Federal de Santa Maria, criada por José Mariano da Rocha Filho. 

História 
Período colonial - Os primeiros habitantes conhecidos da região atualmente ocupada pelo município de Santa Maria foram os índios minuanos e tapes. 
A cidade foi criada a partir de acampamentos de uma comissão demarcadora de limites entre terras de domínio espanhol e português, como determinados pelo Tratado Preliminar de Restituições Recíprocas de 1777, que passavam pela região. Devido a discordâncias entre as partes espanhola e portuguesa, a comissão se dividiu, e uma das partes montou os acampamentos onde hoje está localizada a Praça Saldanha Marinho, em 1797, fundando extraoficialmente o que seria a cidade de Santa Maria. 
Período imperial - Em 1828 um batalhão de soldados alemães a serviço do Brasil chegou à região, incrementando significativamente sua população. Na dissolução do batalhão, a maior parte de seus membros permaneceu lá, e Santa Maria contava, em 1831, com 3100 habitantes. Em 1837, tornava-se Freguesia de Santa Maria da Bôca do Monte, e em 1838 foi fundada a primeira escola pública. Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), chegaram imigrantes alemães, provenientes de São Leopoldo, buscando se afastar dos combates. 
Período republicano e atualidade - A cidade passou por algumas turbulências durante o período republicano. Durante a revolução de 1893, a cidade foi tomada por um batalhão de revolucionários, e durante a revolução de 1923, Clarestino Bento atacou o quartel da região, sem sucesso, e com baixa de 4 homens e 7 feridos, sendo o último confronto com mortes da revolução. Em 1926, soldados do 5° Regimento de Artilharia Montada e do 7° Regimento de Infantaria rebelarem-se sob a liderança de seus tenentes, disparando com canhões sobre a cidade e atacando o 1° Regimento de Cavalaria com cerca de 700 homens. A Brigada Militar entrou em confronto com os rebeldes, o que durou cerca de dois dias, que derrotou as forças rebeldes. O dia ficaria conhecido na cidade como "Dia do Bombardeiro". 
Atualidade - A cidade conserva prédios históricos de valor, como a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Theatro Treze de Maio, a Catedral do Mediador da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, o Clube Caixeiral de Santa Maria, o Banco Nacional do Commercio, a Sociedade União dos Caixeiros Viajantes e a Vila Belga. 
Santa Maria sedia uma das maiores universidades públicas do Brasil, a Universidade Federal de Santa Maria. A universidade oferece atualmente cursos de graduação e pós-graduação. 
Por ter uma grande quantidade de instituições de ensino, a cidade é conhecida como "Cidade-Cultura". 
Santa Maria também é denominado o município "Coração do Rio Grande" devido a sua localização geográfica. O centro geográfico do Rio Grande do Sul fica na Unidade Residencial Arenal, no bairro Passo do Verde, a 18,62 km em linha reta do marco zero da cidade, no bairro Centro. 

Economia
Santa Maria, por sua posição geográfica central e por situar-se na metade sul do estado, foi, desde os tempos do império, historicamente estratégica na questão dos conflitos com os "países do prata". Por esse motivo, por várias décadas os investimentos concentrados no local foram referentes à segurança nacional. 
Assim formaram-se uma estrutura e uma vocação econômica do município voltada para a prestação de serviços, posteriormente acentuada com o estabelecimento dos serviços públicos estatais e federais e com o desenvolvimento do comércio.
As bases econômicas do município são evidenciadas pelos empregos ofertados. Os dados disponíveis revelam alta importância do setor terciário, destacando-se o comércio, os serviços públicos, incluindo os da Universidade Federal de Santa Maria, e os militares. 
A grande massa e fluxo monetário na cidade de Santa Maria depende fundamentalmente do serviço público. Santa Maria destaca-se na região, no estado e no país como cidade portadora das seguintes funções relacionadas à prestação de serviços: comercial, educacional, médico hospitalar, rodoviário e militar policial. 

Infraestrutura 
Educação - Ensino inicial, fundamental e médio
Em 2011, Santa Maria possuía 157 instituições de ensino inicial, fundamental ou médio, reunindo 56.014 alunos. Destes, 24.193 encontram-se nas 39 instituições estaduais, 18.642 nas municipais, e 13.179 nas particulares. A cidade conta ainda com três colégios técnicos com 2.829 alunos matriculados em 2011, e com 8 instituições de ensino técnico profissionalizante. Além destas, há ainda 907 alunos matriculados nos 2 colégios militares da cidade, e 262 alunos em duas instituições de ensino especial. Dentre as instituições estaduais, a maior é a Escola Estadual Olavo Bilac, a mais antiga das escolas públicas da cidade, fundada em 1901. Os prédios atuais da escola foram erguidos na década de 30. 
Ensino superior - A cidade possui 7 instituições de ensino superior (IES), sendo a maior delas a Universidade Federal de Santa Maria(UFSM), fundada em 1960 por José Mariano da Rocha Filho e que abrigava, em 2017, cerca de 29 mil estudantes. Outras IES incluem o Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), segunda maior da cidade com 5 690 alunos em 2013, a Faculdade Integrada de Santa Maria (FISMA), a Faculdade Interativa COC, uma unidade da Universidade Luterana do Brasil, a Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES), a Faculdade Palotina de Santa Maria (FAPAS), a Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), e a CESUMAR EAD. Em municípios vizinhos, estão entre as IES a Antonio Meneghetti Faculdade (AMF), situada em área de litígio entre Restinga Seca e São João do Polêsine, há 5 km do bairro da Palma, limite leste de Santa Maria. 
Ao todo, 2.384 professores lecionavam em 191 cursos de graduação, 178 de especialização, 32 de mestrado, e 12 de doutorado em 2013. No mesmo ano estavam presentes na cidade 377 grupos de pesquisa espalhados em 714 laboratórios, a maioria deles na UFSM e na UNIFRA. Haviam ainda 13 empresas juniores e 10 grupos de PET. O acervo de livros das bibliotecas das instituições era de 896.073 em 2013. 

Ciência - A cidade de Santa Maria conta com o Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O centro realiza pesquisas nas áreas de geoprocessamentos, astronomia, oceanográfica, inclusive antártica e juntamente com a Defesa Civil realiza trabalhos sobre Desastres Naturais. As pesquisas na área de Meteorologia são realizadas através de um convênio com a Universidade Federal de Santa Mariapelos docentes e alunos do Curso de Meteorologia desta Universidade, sendo as principais áreas de estudo de escala sinótica e previsão do tempo, meteorologia de mesoescala e tempestades severas, clima regional e micrometeorologia. 

Paleontologia
A cidade é o berço da paleontologia no Rio Grande do Sul e no Brasil. Os Sítios Paleontológicos de Santa Maria são internacionalmente conhecidos. Em 1902, foi coletado um Rincossauro em Santa Maria que viria a ser o primeiro fóssil da América do Sul. O paleontólogo Llewellyn Ivor Price é natural de Santa Maria e foi um dos primeiros paleontólogos do Brasil. Price coletou o estauricossauro, o primeiro dinossauro brasileiro. A cidade está sobre um enorme depósito de fósseis. Possui mais de vinte sítios paleontológicos. 

Cultura
Dentre os museus e outros espaços de memória estão: Museu Comunitário Treze de Maio; Museu Vicente Pallotti; Museu Ferroviário de Santa Maria; Museu Sacro de Santa Maria; Museu Mallet; Museu de Astronomia – Planetário; Museu Histórico-Cultural das Irmãs Franciscanas; Museu de Arte de Santa Maria; Museu Educativo Gama D'Eça; Acervo Histórico do I.E.E. Olavo Bilac; Casa de Memória Edmundo Cardoso; Casa-Museu João Luiz Pozzobon; Centro Histórico Coronel Pillar; Memorial de Imigração e cultura Japonesa do Rio Grande do Sul; Memorial do Colégio Manoel Ribas. 

Fonte do texto: Wikipedia

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil - Fortaleza - Ceará


Fortaleza é um município brasileiro, capital do estado do Ceará. 

História 
Primórdios - Antes da deriva continental, a área onde Fortaleza surgiu era contígua à da cidade de Lagos, no Golfo da Guiné, na Nigéria. O atual litoral das duas cidades surgiu há 150 milhões de anos, no Jurássico Superior. A evolução geológica provocou o surgimento de grandes dunas e tabuleiros no litoral da região. Estudos indicam que os primeiros seres humanos a habitarem esse território podem ter chegado há cerca de 2 000 anos. 
Aproximadamente até o ano 1000, a região era dominada pelos índios tapuias. Nessa época, tais índios foram expulsos para o interior do continente pelos índios tupis procedentes da Amazônia. É de origem tupi o povo indígena mais característico do território litorâneo que hoje é Fortaleza, o potyguara, retratado pelos romances indianistas de cearenses. 
Séculos XVI, XVII e XVIII - Existem teorias que defendem que antes das explorações do Império Português, houve duas passagens de espanhóis pelo litoral da atual Fortaleza. Os navegadores Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe teriam desembarcado nas costas cearenses antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 1500. Pinzón teria chegado no cabo que se acredita ser o Mucuripe e Lepe aportado na barra do rio Ceará. Tais descobertas de território não poderiam ser oficializadas em decorrência do Tratado de Tordesilhas, de 1494. A chegada de Pinzón ao Mucuripe foi, por várias vezes, desconsiderada como um dos possíveis pontos de descobrimento pré-cabralino do país. Estas teorias foram descartadas ao longo dos tempos situando a chegada de Pinzón ao rio Suriname. 
O início da ocupação do território que viria a ser Fortaleza se deu entre os anos de 1597 e 1598. Nesse período, um ramo da etnia potyguara que habitava a região ao redor do Forte dos Reis Magos migrou e se estabeleceu na região entre as margens do rio Cocó e rio Ceará, tendo ao fundo as serras da Aratanha e de Maranguape. 
Século XIX - Período Joanino e Imperial Bragantino (Monarquia dos Bragança) - No século XIX, Fortaleza angariou a liderança urbana no Ceará, ultrapassando Aquiraz e Aracati. Ao final do período, era um dos oito principais centros urbanos do país, fortalecida pela cultura do algodão, que, no fausto, foi o principal elemento de elevação econômica do município, explorado para atender as fábricas da Revolução Industrial. Como cidade prioritária em investimentos do governo da província e com a vinda de sertanejos do interior, em fuga das constantes secas, a cidade cresceu rapidamente, dotando-se de crescente infraestrutura e passando a assimilar valores, costumes e padrões sociais e estéticos alinhados aos das grandes metrópoles ocidentais, mas também a assistir ao surgimento dos subúrbios e de seus decorrentes problemas sociais. 
Século XX - No século XX, continuou-se em Fortaleza o crescimento populacional e estrutural vertiginosos. Já no final da década, com a Proclamação da República, a oligarquia de Nogueira Acioly deu início ao seu período de domínio do Ceará, notória pela corrupção, impunidade dos crimes nos sertões e controle de massa. Em 1909, foi criado o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Em 1911, iniciaram-se as obras do primeiro sistema de esgoto da capital, que começou a funcionar em 1927. Já em 1913, deu-se o uso de luz e bondes elétricos na cidade. Em 1912, estourou a maior revolta popular de Fortaleza, quando setores populares e opositores movimentaram-se pela retirada do Clã Accioly do poder. As manifestações, que aconteciam desde o ano anterior, chegaram ao estopim no dia da Passeata das Crianças, em 21 de janeiro. Milhares de pessoas acompanharam centenas de crianças serem espancadas e até mesmo mortas pela polícia. A população pegou em armas e, após dias de guerra, Nogueira Accioly renunciou em 24 de janeiro. Assumiu em seu lugar o apoiado pelo povo, Franco Rabelo, que, em 1914, foi deposto pelos revoltos da Sedição de Juazeiro. 

Ecologia e meio ambiente
A vegetação de Fortaleza é tipicamente litorânea. As áreas de restinga encontram-se nas regiões de dunas próximas à foz do rio Ceará, foz do rio Cocó e foz do rio Pacoti, nos leitos dos quais há ainda mata de mangue. Nas demais áreas verdes da cidade, já não existe vegetação nativa, constituindo-se de vegetação variada, árvores frutíferas mais comumente. 
A cidade abriga sete unidades ambientais de conservação. São elas o Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiaguaba, a Área de Proteção Ambiental da Sabiaguaba, o Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga, o Parque Ecológico do Cocó, a Área de Proteção Ambiental do Estuário do Rio Ceará, a Área de Proteção Ambiental do Rio Pacoti e o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio. Há, ainda na cidade, a Área de Relevante Interesse Ecológico do Sítio Curió, que protege o último enclave de Mata Atlântica na zona urbana. 
O rio Cocó e seu leito, além de formarem a maior área de mangue de Fortaleza, instituíram o Parque Ecológico do Cocó, o maior parque do município, que conta com área estimada em 1.512,30 hectares. Há, entretanto, entraves na demarcação e regulamentação do local, que, em decorrência disso, não existe do ponto de vista legal. O rio Cocó faz parte da bacia dos rios do litoral leste cearense e tem comprimento total de cerca de 50 km em sua área principal. O parque está inserido na área de maior sensibilidade ambiental da cidade, onde é possível identificar formações geoambientais como planície litorânea, planície fluviomarinha e superfície dos tabuleiros litorâneos. O manguezal do rio Cocó abriga espécies de moluscos, crustáceos, peixes, répteis, aves e mamíferos. O parque conta com estrutura de visitação, com guias, trilhas ecológicas e equipamentos e eventos de educação ambiental e ecoturismo. 
O rio Coaçu, afluente do rio Cocó, forma em seu leito a lagoa da Precabura. 

Litoral
O litoral de Fortaleza tem extensão de 34 quilômetros, com um total de quinze praias. Tem como limites a foz dos rios Ceará, ao norte, e Pacoti, ao sul. 
A Praia da Barra do Ceará, localizada na foz do rio de mesmo nome, detém significante importância para a história da cidade, pois foi onde o açoriano Pero Coelho de Sousa construiu a primeira fortificação da história do município. 
Na Praia de Meireles, há a avenida Avenida Beira Mar, que se estende até o Mucuripe. Nela, está a principal concentração de hotéis de luxo da cidade. O clube Náutico Atlético Cearense é um dos marcos da região, em frente ao qual acontece, todos os dias, Feira de Artesanato da Beira-Mar. 
A Volta da Jurema é o local mais nobre do litoral de Fortaleza, onde é possível embarcar em passeios de veleiro e iate pelo mar da cidade, por meio dos quais são percorridos outros pontos importantes da orla, como o Cais do Porto e o Parque Eólico da Praia Mansa. 
O bairro do Mucuripe é famoso por sua comunidade de pescadores e pela composição de Belchior que retrata o ethos do jangadeiro e da jangada enquanto símbolos do Ceará. Há na região, ainda, um movimentado mercado de peixes e mariscos e a mais antiga estátua de Iracema e Martim da cidade, inaugurada em 1965. 
Logo após a Ponta do Mucuripe, está a Praia do Titãzinho, que é famosa por ser o principal local para a prática do surfe na cidade e por ser celeiro de talentos nacionais do esporte como Tita Tavares, tetracampeã brasileira. 
A Praia do Futuro é outro famoso ponto da orla de Fortaleza, com uma longa extensão ocupada por robusta estrutura turística, sobretudo barracas de praia e restaurantes especializados em frutos do mar, considerada uma das cinco praias mais movimentadas do Brasil. 
Já o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, cerca de 10 milhas náuticas, ou 50 minutos, distante do Porto do Mucuripe, é reconhecido como um dos melhores lugares do país para a prática do mergulho. 

Cultura 
Museus, teatros e espaços culturais -
A vida cultural de Fortaleza é diversificada e fecunda. Muitos artistas, entre escritores, pintores e cantores utilizam os palcos e as praças mais movimentadas da cidade para estimular a cultura regional. 

Dentre os teatros, os maiores e mais populares são o Theatro José de Alencar, palco dos principais espetáculos da cultura local e universal, o Teatro São José, o Cine-Teatro São Luiz, Teatro RioMar e Teatro Via Sul. 
O Museu do Ceará guarda numerosos artefatos da memória fortalezense, entre peças de paleontologia, arqueologia e antropologia indígena, mobiliário, itens das lutas e revoltas populares, da religiosidade e sobre a produção intelectual e a irreverência do cearense. 
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é o principal espaço cultural de Fortaleza. Neste centro, estão localizados o Museu da Cultura Cearense, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, teatros, um planetário, cinemas, lojas, e espaços para apresentações públicas, além de abrigar, em anexo, a Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, o Porto Iracema das Artes e a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho. 
Outros exemplos de construções históricas notórias de Fortaleza são o Prédio da Alfândega de Fortaleza, o qual abriga a Caixa Cultural de Fortaleza, o Sobrado do Doutor José Lourenço, centro cultural especializado em artes visuais, e o prédio da Estação João Felipe, ponto de partida da estrada de ferro construída na seca de 1877, hoje desativado, com planos de uso de suas dependências para a instalação da Pinacoteca do Ceará. 
Tais equipamentos localizam-se no entorno de uma das áreas de fundação de Fortaleza, com um patrimônio arquitetônico ainda preservado, de predominância neoclássica, remanescente da era da economia do algodão nos tempos da belle époque fortalezense.
Apesar de distante do centro histórico, a Casa de José de Alencar foi o primeiro bem tombado de Fortaleza, no ano de 1964. O local abriga coleções de arte, pinacoteca, biblioteca e as ruínas do primeiro engenho a vapor do Ceará, de 1830, marco inicial da industrialização do estado. 
Nas diferentes SERs da cidade, estão espalhados os complexos da Rede CUCA, que são grandes instalações dedicadas à arte, lazer e educação, sobretudo para jovens. 
Para além das manifestações culturais de cunho artístico, na sociedade fortalezense também está presente a maçonaria, que tem representação regional por meio de duas obediências do Brasil, a Grande Loja Maçônica do Ceará e o Grande Oriente Estadual do Ceará. 
Há, ainda, na cidade, clubes de serviço, como o Lions Club e o Rotary International, que chegou a Fortaleza com a fundação, em 1934, do Rotary Club de Fortaleza. 
O artesanato cearense tem em Fortaleza seu principal mercado e vitrine. Na cidade, existem vários lugares específicos para comércio de produtos artesanais, tais como a Central de Artesanato do Ceará (CeArt); Centro de Turismo do Ceará (Emcetur), na construção histórica onde funcionou a Cadeia Pública de Fortaleza; a Feira de Artesanato da Beira-Mar; o Mercado Central de Fortaleza; e o Polo Comercial da Avenida Monsenhor Tabosa. A diversidade do artesanato encontrado em Fortaleza é grande, sendo mais característicos artigos oriundos do couro, argila, cipó e madeira, manufaturas de fibra de algodão, cerâmicas, cestarias e trançados com palha de carnaúba, rendas de bilros, bordados, crochês, entre outros. 

Fonte do texto: Wikipedia

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil - Porto Alegre - Rio Grande do Sul


Porto Alegre é um município brasileiro e a capital do estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul. 
A cidade constituiu-se a partir da chegada de casais açorianos em meados do século XVIII. No século XIX contou com o influxo de muitos imigrantes alemães e italianos, recebendo também espanhóis, africanos, poloneses e libaneses. 
A cidade ostenta mais de 80 prêmios e títulos que a distinguem como uma das melhores capitais brasileiras para morar, trabalhar, fazer negócios, estudar e se divertir. Foi destacada em 2010 também pela ONU como a Metrópole nº 1 em qualidade de vida do Brasil por três vezes; como possuindo um dos 40 melhores modelos de gestão pública democrática pelo seu Orçamento Participativo e por ter o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as metrópoles nacionais. 
Dados do IBGE a apontaram em 2009 como a capital brasileira com a menor taxa de desemprego; a empresa de consultoria britânica Jones Lang LaSallea incluiu Porto Alegre, em 2004, entre as 24 cidades com maior potencial para atrair investimentos no mundo e figura na lista da Pricewaterhouse Coopers entre as cem cidades mais ricas do mundo. Porto Alegre recebeu a classificação de cidade autossuficiente, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network(GaWC). 
Além disso, Porto Alegre é uma das cidades mais arborizadas e alfabetizadas do país, é um polo regional de atração de migrantes em busca de melhores condições de vida, trabalho e estudo e tem uma infraestrutura em vários aspectos superior à das demais capitais do Brasil. 
Porto Alegre tem uma cultura qualificada e diversificada, com intensa atividade em praticamente todas as áreas das artes, esportes e das ciências, muitas vezes com projeção nacional, além de possuir ricas tradições folclóricas e um significativo patrimônio histórico em edificações centenárias e numerosos museus. 

Economia
Setor primário - Entre 2007-2008 na agricultura destacou-se a produção de arroz em casca, com produções bem menores de milho, feijão), caqui, figo, goiaba, laranja, noz, pera, pêssego, tangerina, uva, batata-doce), cana-de-açúcar, cebola, fumo, mandioca, melão e tomate. Na pecuária destaca-se o rebanho de bovinos, equinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos, produzindo lã, galos, frangos, frangas e pintos, galinhas, produzindo ovos, codornas, 720 coelhos e uma produção de mel de abelha.
Setores secundário e terciário - Porto Alegre é sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), uma entidade que representa empresas, associações, sindicatos, centros e câmaras de indústria e comércio de todas as regiões do estado. 
Porto Alegre vem mostrando uma tendência para a concentração em atividades do setor terciário, crescendo a indústria do conhecimento, o comércio e os serviços.
Parte desse fenômeno se deve à concentração na cidade de sedes administrativas de grandes empresas gaúchas, como a Gerdau, a Ipiranga e a Rede Brasil Sul de Comunicações. Outro elemento que favorece a especialização terciária é a crescente procura da cidade por empresários estrangeiros que desejam instalar filiais que sirvam de entreposto para comércio com os países do MERCOSUL, em função da posição geográfica estratégica de Porto Alegre neste bloco comercial. Vem crescendo o número de empreendimentos hoteleiros para atender a esta movimentação do empresariado e também à expansão da indústria do turismo. 

Turismo
Porto Alegre recebe estrangeiros que entram no estado via aérea por Porto Alegre, e o turismo cresce principalmente por a cidade ser um ponto de partida para viagens a outros locais interessantes do estado, como a Serra do Nordeste, o litoral e a região das Missões. 
Os pontos positivos destacados na estadia em Porto Alegre são a gastronomia, a hospitalidade, a boa hospedagem, o lazer e entretenimento, os atrativos turísticos e os serviços de transporte. 
Destaque para a Linha Turismo, um itinerário percorrido em ônibus aberto que passa pelos principais pontos turísticos da cidade. A Linha oferece duas opções, Centro Histórico e Zona Sul. Outros itinerários oferecidos podem ser praticados pelos turistas nos Caminhos Rurais, visitando a região de chácaras e antigas fazendas na zona sul, as Caminhadas Orientadas/Viva o Centro a Pé, visitando o centro histórico acompanhado de guias, e a Estação Porto Alegre, com roteiros variados a preços baixos. 
Há também sempre acontecendo uma quantidade de espetáculos de teatro e música, exposições de arte, eventos, seminários, feiras, esportes e festas. 
Também pode-se conhecer a cidade a partir do lago em passeios náuticos e as tradições tipicamente gauchescas nos inúmeros Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) espalhados pela cidade. 
A capital gaúcha tem hoje cerca de 80 hotéis das principais redes, além de possuir no seu entorno hotéis-fazenda e pousadas. 

Cultura 
Música popular - Desde os anos 1980 Porto Alegre se caracteriza por ter um circuito de música popular muito diversificado, com a música de inspiração gauchesca ocupando um papel destacado, alavancada pelo apoio recebido do Movimento Tradicionalista Gaúcho e os vários CTGs, mas contando também com vários grupos e cantores de rock e música pop que, incorporando estéticas internacionais e locais, muitas vezes adicionando fortes traços de irreverência e contestação social, deram uma feição original à música popular da cidade, tipificada na produção de, por exemplo, Bebeto Alves, Nelson Coelho de Castro e Kleiton e Kledir. 
Música erudita - A cidade é uma referência para todo o estado em termos de música erudita, como o principal polo produtor e irradiador de influência. Possui um público considerável para este gênero; está no roteiro de concertistas de fama internacional e conta com duas grandes orquestras - a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e a Orquestra Filarmônica da PUCRS - e uma orquestra de câmara,
Literatura e teatro - Há importante movimentação também na literatura e teatro da capital. Seguindo uma tradição consolidada entre outros pelos falecidos Mario Quintana e Érico Veríssimo, que tornaram Porto Alegre uma referência como centro produtor e até a tomaram como sujeito de suas obras; vários escritores renomados continuam ativos na cidade, como Luís Fernando Veríssimo, Lya Luft, João Gilberto Noll, Moacyr Scliar e Luiz Antonio de Assis Brasil. 
Instituições e órgãos dos poderes públicos, bem como privados, desenvolvem significativa atividade de fomento, divulgação e publicação, há uma quantidade de bibliotecas em atividade, de oficinas, conferências, seminários e encontros ocorrendo regularmente, o campo é estudado em nível superior e de pós-graduação nas universidades locais, mas o evento maior da literatura porto-alegrense é sem dúvida a Feira do Livro, que acontece anualmente em outubro na Praça da Alfândega, atraindo multidões e constituindo um importante elemento dinamizador no mercado literário brasileiro, atraindo interessados até do exterior e sendo declarada Patrimônio Imaterial da cidade. 
Outro evento digno de nota é a Festa da Literatura de Porto Alegre, que se espalha por várias livrarias, fazendo lançamentos e organizando encontros e outras atividades.
Tradições e folclore - O folclore de Porto Alegre é o resultado da mistura de tradições muito diversificadas, trazidas pelos imigrantes de variadas procedências que formaram a população local, bem como aquelas legadas pelos povos indígenas autóctones e pelos descendentes de escravos africanos. É importante o Festival Internacional de Folclore, que realiza eventos em vários pontos da cidade, principalmente escolas, com grupos folclóricos locais, nacionais e internacionais, atingindo um público de vinte mil pessoas. 
Porto Alegre também se beneficia das múltiplas atividades do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, entidade do Governo do Estado.
Dentre as celebrações e festas tradicionais na cidade se destacam a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, o maior evento religioso da capital, que reúne um público de 100 mil pessoas em sua procissão, e o carnaval, um dos mais importantes do país.

Fonte do texto: Wikipedia

domingo, 7 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil - Pindamonhangaba - São Paulo


Pindamonhangaba é um município brasileiro da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, no estado de São Paulo. 

Topônimo
O nome da cidade deriva do tupi e significa "lugar onde se fazem anzóis", através da junção das palavras pindá(anzol), monhang (fazer) e aba (lugar).

História
São duas as teorias sobre a fundação da cidade: 
Primeira teoria - A região da atual Pindamonhangaba foi ocupada por portugueses pelo menos desde 22 de julho de 1643, registro mais remoto da ocupação por um certo capitão João do Prado Martins. Seis anos depois, em 17 de maio de 1649, a área foi formalizada como uma sesmaria e doada ao capitão. Parece não haver informação sobre o que ocorreu entre esta data e 12 de agosto de 1672, portanto treze anos depois, data do primeiro registro da construção de uma capela em homenagem a São José pelos irmãos Antônio Bicudo Leme e Braz Esteves Leme, filhos do bandeirante Brás Esteves Leme, que fundaram a povoação de São José de Pindamonhangaba, tendo o Padre João de Faria Fialho como primeiro vigário. Os irmãos Leme teriam adquirido da Condessa de Vimieiroessas glebas de terra ao norte da Vila de Taubaté, à margem direita do Rio Paraíba do Sul. Não há notícia de como a sesmaria teria passado das mãos do Capitão Martins para a Condessa de Vimieiro.
A capela foi edificada no alto de uma colina, exatamente onde hoje se localiza a Praça Padre João de Faria Fialho, conhecida como praça do Quartel.
Baseado nesta teoria, em 7 de dezembro de 1953, o então prefeito Caio Gomes Figueiredo (1952-1955 e 1969-1972) oficializou, pela Lei 197, a data de 12 de agosto de 1672 como a data da fundação de Pindamonhangaba, tendo como fundadores, Antônio Bicudo Leme e Braz Esteves Leme. Esta lei, porém, foi revogada em 1973, como se verá a seguir. 
Segunda teoria - No início do Século XVII, sesmarias foram sendo concedidas na zona de Taubaté – Pindamonhangaba – Guaratinguetá, destacando-se uma que foi concedida em 17 de maio de 1649 ao capitão João do Prado Martins na paragem chamada Pindamonhangaba. De acordo com a respectiva carta de doação, esse povoador, vindo de São Paulo com a família e agregados, já estava de posse de suas terras, naquela paragem, desde o dia 22 de julho de 1643. Por esta teoria, seria então a data de fundação de Pindamonhangaba, pois o sítio então aberto por João do Prado se situava no mesmo rocio da futura vila e cidade de nossos dias. A partir daí, da paragem à margem direita do Rio Paraíba do Sul, teria se formado um bairro dependente de Taubaté, para onde foram afluindo novos povoadores e moradores. Começou a funcionar, no povoado, uma igreja, de porte pequeno, cujo orago era Nossa Senhora do Bom Sucesso. A sua ereção foi devida ao padre João de Faria Fialho, considerado, segundo esta teoria, o fundador de Pindamonhangaba. Aquela antiga igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, edificada na atual praça Padre João de Faria Fialho ou praça do Quartel, cedeu seu orago para o novo templo, construído em 1707 pelo mesmo sacerdote, onde é a atual capela mor da Matriz (Santuário Mariano Diocesano). A igreja antiga no largo do Quartel tomou o orago de São José a partir de 1727.
Foi demolida em 1840, tendo sido transferida para uma nova, edificada no largo São José, atual praça Barão do Rio Branco, cuja construção foi concluída em 1848. No local estão sepultados os corpos de soldados do Império, que integravam a guarda de honra de Dom Pedro. A igreja, tombada pelo patrimônio histórico, foi interditada em 2010 por apresentar rachaduras nas paredes, que são de taipa de pilão. 

Data oficial da fundação
Diante das incertezas históricas sobre a data de fundação (12 de agosto de 1672 pela primeira teoria ou 22 de julho de 1643, pela segunda teoria), o prefeito João Bosco Nogueira (1973-1976 e 1983-1988) promulgou a Lei Municipal n° 1336, de 9 de março de 1973, oficializando a data magna do município como sendo a data da emancipação política, 10 de julho de 1705, revogando a lei anterior.
Esta data permanece a oficial até que seja encontrada de forma documental, a verdadeira data da fundação. 

Desenvolvimento
Em fins do século XVII, Pindamonhangaba vivia apenas da agricultura de subsistência. No início do século XVIII, alguns pindenses saem para a Serra da Mantiqueira e para Minas Gerais para desbravar novas terras e acabam beneficiando a Vila e o Vale do Paraíba com o ouro ali encontrado, mas em torno de 1778 o ouro começa a escassear e estanca a economia de Pindamonhangaba e do Vale do Paraíba.

Por volta de 1789, para suprir as necessidades trazidas pela falta de ouro, o Vale acha na agricultura do café uma saída para a economia. 
Durante o século XVIII, além do café, desenvolveu-se também em Pindamonhangaba uma atividade agropastoril, com predominância da cultura de cana-de-açúcar e a produção de açúcar e aguardente em engenhos. 
Durante o período do café no Brasil, a cidade viveu sua fase de maior brilho e se destacou no cenário Nacional. O ciclo do café floresceu no Município a partir de 1820, e Pindamonhangaba se tornou um grande centro cafeeiro, apoiado em suas terras férteis e na mão de obra escrava. 
Entre 1840 e 1860 Pindamonhangaba atinge o auge da nobreza, tornando-se a maior produtora de café da região. Nessa época, foram construídos o Palácio Dez de Julho, o Palacete Visconde da Palmeira, o Palacete Tiradentes, a Igreja São José e a Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso, que ainda hoje são marcos da riqueza produzida pelo café. 
Pindamonhangaba foi elevada a cidade por lei provincial de 3 de abril de 1849 e ganhou, do cronista e poeta Emílio Zaluar em 1860, o título de "Princesa do Norte". 

Pontos Turísticos - Bosque da Princesa; Circuito Mantiqueira; Estrada de Ferro Campos do Jordão; Fazenda Sapucaia; Palacete Visconde da Palmeira (Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina); Pico do Itapeva; Reserva Ecológica do Trabiju; Palácio Dez de Julho.

Fonte do texto: Wikipedia

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil - Dom Pedrito - Rio Grande do Sul


Dom Pedrito é um município do estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

Localização

O município de Dom Pedrito se limita ao sul, em curta fronteira, com o Departamento de Rivera, Uruguai. No estado, se limita a oeste com Santana do Livramento, ao norte com Rosário do Sul, com São Gabriel (limite municipal bem curto) e com Lavras do Sul. A leste o limite é com Bagé.
O município é servido pelas bacias hidrográficas dos rios Rio Camaquã e Rio Santa Maria. Este último nasce no nordeste do município.

História

Desmembrado de Bagé, o povoamento surgiu com o contrabando. Um espanhol, Pedro Ansuateguy, apelidado de Dom Pedrito, organizava esta atividade ilegal, abrindo picadas que deram origem a estradas, daí surgiu o nome do município.
O povoamento da região sede iniciou em 1800, emancipando-se em 1872. Inicialmente, denominou-se N. Sra. do Patrocínio de Dom Pedrito; posteriormente, passou a chamar-se somente Dom Pedrito. A partir de 1888, a sede foi elevada à categoria de cidade.
Esta região foi duramente atingida por três conflitos armados, Revolução Farroupilha, Revolução Federalista de 1893 e pela Revolução de 1923. O Tratado de Paz da Revolução Farroupilha ocorreu em Ponche Verde (Dom Pedrito), o que levou a cidade a ter a denominação de Capital da Paz.
Após a Revolução de 1923 o progresso tomou grande impulso na zona, principalmente nos setores de criação de gado e triticultura. Dom Pedrito sempre manteve sua área geográfica desde sua emancipação, não tendo dado origem a nenhum outro município.
No final do século XX houve grande impulso na orizicultura no município. No início do século XXI iniciou-se o plantio de uvas para a elaboração industrial de vinho. O município também cultiva outras frutas, como o melão.

Religião

A maioria da população da cidade declara-se católica, no entanto nos últimos anos verificou-se um considerável crescimento do número de protestantes no município.
Fonte do texto: Wikipedia

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil - Bagé - Rio Grande do Sul


Bagé é um município da Microrregião da Campanha Meridional, na Mesorregião do Sudoeste Rio-grandense, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Etmologia
Não há certeza sobre a verdadeira etimologia do nome do município, mas a hipótese mais aceita é que venha da palavra charrua baj (ou baag), que significa "cerro" ou "colina", haja vista a geografia da região. Outra hipótese é que o nome se refira a um líder indígena chamado Ibajé, que teria vivido na região no século XVIII.

Dados gerais
Sua economia é baseada na agricultura, pecuária e no comércio local. Possui duas universidades particulares: a Universidade da Região da Campanha e o Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto Uruguai/Anglo-Americano; uma universidade federal, a Universidade Federal do Pampa; um instituto federal, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense e a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. É marcante no município, desde sua fundação, a presença do Exército, por ser cidade de fronteira: é sede da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e, atualmente, conta com quatro quartéis e um hospital militar, o HGuBa, (que atende toda a região), para além de uma unidade da Justiça Militar.
Bagé é conhecida pela Festa Internacional do Churrasco, a maior festa deste tipo no Brasil, por onde circulam cerca de 60 000 pessoas em quatro dias de duração. Paralelamente, acontece a festa campeira, que está em sua 3ª edição. Bagé é mormente conhecida pela Semana Crioula Internacional, que ocorre sempre no mês de abril, com grande competição de gineteadas. É sede, também, da exposição-feira rural mais antiga do país, a Expo-feira de Bagé, que no ano de 2014 realizou a sua 102ª edição.
Promove também grandes leilões de cavalos da raça "puro sangue inglês", sendo responsável por quase metade do plantel brasileiro de PSI, criados nos vários haras da região, os melhores do Brasil, segundo os especialistas. Acorrem a esses leilões turfistas brasileiros e principalmente estrangeiros, que levam os melhores produtos pagos a alto preço. Assim, Bagé é uma grande exportadora de cavalos de corrida, trazendo divisas para o Brasil.

História
Toda a região do pampa gaúcho, na qual está contido o atual município, era ocupada, até o século XVI, predominantemente pelos índios charruas.
A colonização europeia da região onde ora se encontra o município iniciou-se em fins do século XVII com portugueses e espanhóis. Uma das primeiras construções foi uma redução construída por jesuítas, chamada "Santo André dos Guenoas", fundada como posto avançado de "São Miguel", um dos Sete Povos das Missões. A incansável resistência de índios da região à catequização católica, notadamente tapes, minuanos e charruas, levou a um conflito que resultou na destruição do povoado.
A partir de então, a região serviu de palco para diversos conflitos entre europeus e nativos. Destaca-se o ocorrido em 1752, quando 600 índios charruas, comandados por Sepé Tiaraju, rechaçaram os enviados das coroas de Portugal e Espanha que, amparados no tratado de Madri, assinado dois anos antes, regulamentando os limites territoriais dos dois impérios na América do Sul, vieram para estabelecer as fronteiras.
Em 1773, dom Juan José de Vértiz y Salcedo, vice-rei de Buenos Aires, com 5 000 homens, saiu do Rio da Prata, atravessou o Uruguai e, chegando ao limite sul do Escudo Riograndense, lá construiu o Forte de Santa Tecla, que foi demolido e arrasado em dois combates e do qual ainda hoje restam ruínas.
Na área do município, o general Antônio de Souza Neto, em violento combate, conhecido como a Batalha do Seival, derrotou as forças legalistas e, no dia seguinte, proclamou a República Riograndense, no contexto da Guerra dos Farrapos. Na Revolução de 1893, quando os federalistas reagiram à ascensão dos republicanos, Gumercindo Saraiva voltou ao Rio Grande do Sul pelo rio Jaguarão e, no Passo do Salsinho, foi travado o primeiro combate. O município testemunhou combates das Traíras, o Cerco do Rio Negro e o Sítio de Bagé. No Rio Negro, 300 prisioneiros foram degolados, não sem antes terem direito a defesa verbal.

Museus
  • Museu Dom Diogo de Souza - Situado na Rua Emilio Guilayn, 759 (Centro), o museu possui acervos particulares, de vultos históricos, objetos de época, armas antigas, bandeiras antigas, objetos utilizados nas guerras dentro do território gaúcho, hemeroteca, fototeca e biblioteca. De visitação permanente.
  • Museu da Gravura Brasileira - Fundado em 1977 o Museu da gravura Brasileira fica localizado na Rua Coronel Azambuja, 18 (Centro), o museu possui em seu acervo gravuras, fotografias, esculturas em bronze e cerâmica. A visitação é permanente, entretanto o museu recebe inúmeras exposições temporárias durante o ano, de artistas do Brasil e do exterior.
  • Centro Histórico Vila de Santa Thereza - Em torno da charqueada de Santa Thereza, fundada por Antônio de Ribeiro Magalhâes, em 1897 surgiu a “Vila de Santa Thereza”. A Capela de Santa Thereza foi restaurada e todo o local foi transformado em complexo histórico e cultural, e desde 2009 está aberto à visitação.
  • Museu Patrício Correia da Câmara - Localizado junto às fundações do Forte de Santa Tecla, o museu expunha grande variedade de material, encontrado nas escavações arqueológicas executadas na área dessa fortificação espanhola, mas hoje se encontra fechado e não posui mais seu acervo. Dispõe ainda de exposições de diversos objetos que fazem parte da história do gaúcho da região da fronteira. Entre os objetos expostos, muitos são de origem bélica, resultantes das batalhas ali realizadas. O acesso é pela BR-423, com exposição permanente.
Bibliotecas
  • Biblioteca Pública Doutor Otávio Santos - mantida pela prefeitura, é a segunda maior da cidade e conta com um apoio da Associação dos Amigos da Biblioteca. Possui 17 funcionários e um acervo que ultrapassa os 26 000 exemplares[49]. A biblioteca funciona das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia.
  • Biblioteca Pública Infantil Professora Maria Martins Rossel - A Biblioteca Infantil oferece ao público mais de 13 mil obras. O local multifuncional acolhe também a Escolinha de Arte Tia Leda e a sala de teatro Douglas Moraes. O atendimento ao público funciona das 8h às 17h30min, sem fechar ao meio-dia.
  • Biblioteca do Sesc - Além das obras, a biblioteca oferece aos usuários acesso gratuito à internet.
  • Biblioteca do Sesi - Possui mais de 5 000 obras. O acesso é aberto para o público em geral.
  • Biblioteca da Urcamp - Além de grande acervo oferece um espaço com acesso gratuito à internet para a comunidade.
  • Biblioteca da Unipampa - Atualmente (dados de 6 de agosto de 2013) é a maior da cidade possuindo um acervo de 26 975 exemplares, tendo efetuado no primeiro semestre de 2013 mais de 12 000 empréstimos e inserido quase 3 000 exemplares ao acervo. A biblioteca funciona das 8h às 12h, das 14h às 17h e das 18h e 30min até as 21h. Somente alunos, professores e funcionários internos podem retirar livros, visitantes apenas podem consulta-los localmente.
Artes
  • Casa de Cultura Pedro Wayne - Em prédio histórico que foi construído em 1902 para abrigar uma grande loja de artigos de vestuário (chamava-se Casa Vermelha) funciona hoje a Casa de Cultura Pedro Wayne. Situada na Av. 7 de Setembro, nº 1001, a Casa de Cultura, realiza eventos de cultura popular, erudita, regional e universal. Além de outras manifestações de arte como desenho, gravura, pintura, escultura, literatura, música, dança, folclore e artesanato.
  • Instituto Municipal de Belas Artes - Fundado em 10 de abril de 1921 o Instituto Municipal de Belas Artes (popularmente chamado de IMBA) é parte importante da vida cultural da Rainha da Fronteira, com especial atenção à música. Atualmente, o instituto oferece cursos de música popular erudita e danças. Oferece 14 cursos, atingindo quase 1100 alunos. Os cursos são de Ballet, Dança Moderna, Piano, Violão, Acordeon, Violino, Técnica Vocal, Musicalização, Bateria, Flauta, Instrumentos de Sopro, Contrabaixo, Teoria Musical e Canto.
Outras sete diferentes atividades são oferecidas aos estudantes: Orquestra, Coral, Banda Marcial, Conjunto de Flautas, Grupos de Alunos Instrumentistas, Dança de Salão e o Imba Grupo de Dança nas categorias infantil, infanto-juvenil, juvenil e adulto.
Além disso, o próprio prédio que sedia o IMBA faz parte do patrimônio arquitetônico da cidade.

Manifestações Culturais
  • Os quatro de Bagé - Quatro artistas plásticos de Bagé (Glauco Rodrigues, Carlos Scliar, Glênio Bianchetti e Danúbio Gonçalves), mais alguns outros artistas (entre eles escritores) que faziam parte do grupo, que já nos anos 1960 e 1970 produziram obras que ficaram conhecidas nacionalmente. Também foram responsáveis pela criação do Museu da Gravura Brasileira, em 1977, em Bagé. Estes artistas plásticos ficaram conhecidos como “Os quatro de Bagé”.
  • Coral Auxiliadora - O coral da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora foi fundado em 1941. Desde então, o coral participa de vários eventos e celebrações da cidade. A atual maestrina é Gilca Nocchi Collares, que está na função desde 1973.
  • Festival Internacional Música no Pampa - FIMP- Evento anual que acontece na última semana de Julho. Traz artistas e professores internacionais, reunindo alunos de três continentes. Concertos noturnos diários são abertos gratuitamente ao grande público em superlotação nos teatros. O evento é promovido pela Prefeitura da cidade de Bagé e tem como Diretor Artístico o Maestro Jean Reis e Diretor Pedagógico Dr. Marcos Machado.
  • Canto Sem Fronteira - festival de música regional realizado desde o ano de 2003. O evento valoriza a arte e a cultura, promove a fronteira Sul e o Rio Grande do Sul, difundindo costumes da campanha, mantendo viva a identidade do gaúcho, proporcionando a divulgação da sua história, suas características, acionando a preservação das tradições Riograndenses através da música, solidificando e fortalecendo a cultura popular brasileira.
  • Festival de Cinema da Fronteira - Criado em 2009, primeiramente como uma mostra de filmes, com o objetivo de estimular a produção audiovisual na região e resgatar a relação do cinema com a cidade. O projeto procura envolver toda a comunidade na realização e organização do festival.
  • Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda - O Núcleo é uma instituição pública sem fins lucrativos constituída em 4 de maio de 1995, idealizada por um grupo de pessoas ligadas ao estudo da história. Destina-se a desenvolver, pesquisar, identificar, divulgar, defender, documentar, estudar e preservar o patrimônio histórico e cultural de Bagé. É o núcleo de pesquisas históricas de Bagé - RS e seu nome é em homenagem ao historiador Tarcísio Taborda.
Fonte do texto: Wikipedia. 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil- Maceió - Alagoas


Maceió é um município brasileiro, capital do estado de Alagoas. 

Etimologia 
O nome "Maceió" tem origem no termo tupi maçayó ou maçaio-k, que significa "o que tapa o alagadiço". O Dicionário Aurélio diz que o termo "maceió" designa uma lagoa temporária e cíclica que se localiza na beira do mar na foz de um curso de água pequeno o suficiente para ser interrompido por uma barra de silicato até que a maré alta abra o caminho temporariamente de modo cíclico relacionado a estação do ano, vazão do rio, estações lunares, etc. 

História 
Período Pré-colonial - Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Maceió foram expulsos para o interior do continente por povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era ocupada por um desses povos tupis: o dos caetés. 

Período Colonial - No século XVII, início da colonização portuguesa, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas madeiras das florestas litorâneas. O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar produzido pelos engenhos locais.
A vila de Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815 da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839, deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, sendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves. 

Período Imperial - Maceió foi visitada em 1859 pelo imperador Dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades.
O único marquês de Maceió foi Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho, nasceu em Turim, 2 de fevereiro de 1796, foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha em 1827.

Quebra do Xangô - Ocorreu no dia 1 de fevereiro de 1912. A Quebra do Xangô também possui outros nomes, como "Dia do Quebra" e "Quebra-quebra". Muitos historiadores e estudiosos preferem chamá-la de "Quebra de 1912". Consistiu na destruição de todas as casas de culto afro-brasileiro existentes na capital. As referências historiográficas sobre o fato estão nos artigos publicados na sessão Bruxaria, de Oséas Rosas, no já extinto Jornal de Alagoas. Terreiros foram invadidos e objetos sagrados foram retirados e queimados em praça pública; pais e mães de santo foram espancados publicamente. 

Século XX - O século XX trouxe o turismo como a principal fonte de renda de todo o município. A cidade possui belas praias de águas cristalinas e repletas de coqueiros, lagunas, uma rica gastronomia, numerosos monumentos e edifícios culturais, a amabilidade de sua gente e sua boa infraestrutura, entre outros. Na década de 1930, chamou a atenção pelo grande movimento literário com a participação de José Lins do Rego, Raquel de Queirós, Graciliano Ramos entre outros. Depois disso Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político, iniciando uma nova fase no comércio e a industrialização. 

Fonte do texto: Wikipedia