Santo Amaro (também conhecida pela denominação não oficial Santo Amaro da Purificação) é um município do Recôncavo baiano.
História - Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada pela tribo tupi dos tupinambás.
A cidade foi fundada em 1557 e cresceu sobre terraços ao lado do rio Subaé.
Em 1667, monges beneditinos construíram a Capela de Santo Amaro. Em 1678 este templo ruiu, em 18 de Outubro de 1700 foi realizada uma missa no local que em 1706, foi iniciada a construção da atual Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação. Foi elevada a vila em 5 de janeiro de 1727. Tornou-se cidade em 13 de março de 1837, denominada de "Leal e Benemérita". Em 1847, foi estabelecida ligação marítima regular com a capital da província, Salvador, por navio a vapor.
Santo Amaro tem belas atrações naturais, como cachoeiras da Vitória, do Urubu, Nanã e outras tantas, grutas e praia na Baía de Todos os Santos. o Rio Subaé no passado, era o responsável, pelo transporte fluvial de várias mercadorias, açúcar, cachaça, fumo, vinagre, farinha de mandioca, rapadura, e nos transportes de passageiros para Salvador, e outras cidades e lugarejos.
Na área litorânea, destaca-se a praia de Itapema onde está localizada a Fazenda Oruabo, endereço das principais atividades de pesquisa da Bahia Pesca.
Economia - Desde o século XVI até o século XX, a economia da cidade girou em torno da cana-de-açúcar. Atualmente, porém, novos cultivos começam a ser introduzidos, como dendê, cacau e bambu.
O setor primário é o de menor expressividade para economia da cidade. Boa parte das lavouras no município se dedica a agricultura familiar. Na lavoura temporária é produzida cana-de-açúcar, mandioca e milho.
Na lavoura permanente, o município produz banana, laranja, cacau, manga, dendê e maracujá.
No setor secundário o município conta efetivamente com duas indústrias, a Indústria de Papéis da Bahia (atual Penha), que trabalha com papéis e embalagens e a Bacraft que trabalha com papel higiênico.
No setor terciário, especialmente o segmento comercial é o mais dinâmico na cidade. O comércio local é bastante diversificado, contando com diversas lojas de utensílios domésticos, vestuário, livraria, supermercados, materiais de construção, etc. No setor comercial cabe ainda destacar a Feira Municipal, que atua como entreposto expressivo do Recôncavo Baiano.
Patrimônio Histórico - São patrimônios históricos na cidade: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação; Casa de Câmara e Cadeia Pública; Solar do Biju; Santa Casa de Misericórdia (Hospital Nossa Senhora da Natividade; Convento de Nossa Senhora dos Humildes; Igreja de Nossa Senhora do Ampar; Igreja de Nossa Senhora da Oliveira; Igreja do Senhor Santo Amaro; Solar Araújo Pinho; Solar Paraíso; Santa Casa de Misericórdia de Oliveira (Hospital Nossa Senhora da Vitória) e Chalé na Praça 14 de Junho (Clube Social Irapuru).
Festejos populares - São festejos populares que acontecem na cidade: Terno de Reis Filhos do Sol; Festa do Senhor Santo Amaro; Festa de Nossa Senhora da Purificação; Aniversário da cidade (13 de março); Bembé do Mercado; São João; Independência da Bahia; Independência do Brasil; Festa de Nossa Senhora da Oliveira; Festa de Nossa Senhora do Rosário (1ª quinzena de Outubro).
Museu, teatro e espaços culturais - Museu dos Humildes; Teatro Dona Canô; Casa do Samba e Núcleo de Incentivo Cultural de Santo Amaro (NICSA).
Campos do Jordão é um município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira.
Em 29 de abril de 1874, Mateus da Costa Pinto adquiriu alguns lotes à beira do Rio Imbiri e a data passou a ser considerada a data oficial de fundação do município. Em 1934, Campos do Jordão emancipou-se de São Bento do Sapucaí e a partir da década de 1950, a cidade passou a se consolidar como um dos principais destinos de inverno do Brasil. Campos do Jordão é um dos quinze municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo governo paulista.
Campos do Jordão é chamada de "Suíça Brasileira", como estratégia de marketing, pela sua arquitetura tardia baseada em construções europeias e pelo seu clima mais frio que a média brasileira. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas tanto nacionais quanto internacionais durante a estação do inverno, especialmente no mês de julho.
História - Os primeiros habitantes conhecidos da região foram índios pertencentes a várias etnias: puris, caetés, guarulhos e cataguás.
A partir do século XVI, a região começou a ser percorrida por desbravadores de origem portuguesa, como Martim Corrêa de Sá, Gaspar Vaz da Cunha e Inácio Caetano Vieira de Carvalho. A família deste último vendeu suas terras na região para Manuel Rodrigues do Jordão, cujo sobrenome veio a conferir à região seu nome atual. As terras de Jordão foram loteadas e vendidas na segunda metade do século XIX.
Em 20 de setembro de 1790, Inácio Caetano Vieira de Carvalho chegou, no alto da Serra da Mantiqueira, na Fazenda Bonsucesso. Desde então, passou a ser hostilizado pelo vizinho João Costa Manso por problemas com os limites da fazenda. Essa briga iniciou uma luta aberta entre paulistas e mineiros que só terminou em 1823, quando morreram Vieira de Carvalho e Costa Manso. Os Vieira de Carvalho venderam a Fazenda Bonsucesso ao brigadeiro Jordão, que mudou o nome da fazenda para Natal, mas ficou conhecida como os Campos do Jordão.
A povoação se desenvolveu, tornando-se distrito do município de São Bento do Sapucaí em 29 de outubro de 1915, com o nome de Campos do Jordão. Nessa mesma época, iniciou-se a construção da Vila Abernéssia, onde estavam localizados os sanatórios dos doentes dos pulmões. Em 1920, foi iniciada a construção da Vila Emílio Ribas. O fato de tornar-se um local para tratamento de saúde originou a criação de uma prefeitura sanitária em 1 de outubro de 1926, mantida até 21 de janeiro de 1931.
Em 19 de junho de 1934 conseguiu sua autonomia político-administrativa com a criação do município. O nome do município homenageou o Brigadeiro Jordão, pois, na época, era costume ligar-se o nome do proprietário à propriedade.
Cultura - Campos do Jordão realiza anualmente um importante festival internacional de música erudita. Em setembro, realiza o Festival da Viola. Campos do Jordão abriga o Palácio Boa Vista, detentor de um amplo acervo de arte nacional do período colonial e do modernismo, aberto à visitação pública.
Também possui o Museu Casa da Xilogravura - o maior em seu tipo existente no país - e o Museu Felícia Leirner, com esculturas a céu aberto. Junto à fábrica do Chocolate Araucária, pode-se conhecer um pouco do processo de produção do chocolate e visitar o Museu do Chocolate.
Balneário Camboriú é um município da Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, no litoral norte do estado de Santa Catarina, no Brasil.
A cidade, com suas colinas íngremes que caem até o mar, é popular entre os sul-americanos. A principal avenida beira-mar é a Avenida Atlântica e seu famoso teleférico liga a praia central da cidade à praia de Laranjeiras. A cidade está localizada a 10 km ao sul da cidade de Itajaí, a 96 km ao sul da cidade de Joinville e a 80 km ao norte da capital do estado, Florianópolis.
Em uma reportagem publicada no final de fevereiro de 2012 pela revista Forbes sobre a ascensão da música eletrônica no Brasil, Balneário Camboriú foi classificada como "a capital da música eletrônica" no país. A cidade também é conhecida pelo apelido de "Dubai Brasileira", devido ao alto número de arranha-céus e turistas. A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, localizado no município adjacente de Navegantes.
A Ilha das Cabras é um importante ponto turístico e as travessias para a praia próxima de Laranjeiras ocorrem a bordo de navios semelhantes às embarcações piratas do século XVII, que dão uma volta à ilha antes de retornar novamente a Balneário Camboriú. A cidade também tem uma estátua semelhante ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro, chamado "Cristo Luz", mas com algumas diferenças: é um pouco menor que o Redentor e retrata Jesus com uma com um círculo no ombro esquerdo, simbolizando o Sol, que abriga um holofote que brilha para toda a cidade.
Topônimo - Há duas versões quanto à origem do topônimo Camboriú. Uma de origem popular, devido a uma acentuada curva no rio perto da foz, diz que, quando indagados por alguém à procura de uma pessoa, os moradores dali diziam: "camba o rio", vocábulo muito usado pelos pescadores da região. A segunda versão (e mais aceitável) é a do padre Raulino Reitz: mapas bem antigos assinalam o nome rio Camboriú antes da haver povoamento de origem europeia na área; o topônimo Camboriú viria, então, do tupi, formado pela aglutinação das palavras kamuri (robalo) e 'y (rio). Segundo essa versão, portanto, "Camboriú" significaria "rio dos robalos".
Do latim balneariu, o topônimo Balneário é um adjetivo relativo a banho. Conforme o Dicionário Michaelis, a palavra refere-se a locais de banho ou estâncias de água onde se empregam banhos medicinais. Já em Portugal, "balneário" pode significar um local devidamente equipado onde se pode tomar banho, trocar de roupa, etc.
História
Primeiros povos - Os primeiros habitantes da região foram povos coletores, os quais foram derrotados, por volta do ano 1000, pelos índios carijós. Estes, por sua vez, foram escravizados a partir do século XVI pelos colonos vindos de São Vicente. A ocupação definitiva da região começou com a chegada do açoriano Baltasar Pinto Corrêa e o povoamento de origem europeia da região teve início em 1758, quando luso-açorianos e algumas famílias procedentes de Porto Belo se estabeleceram no local denominado Nossa Senhora do Bonsucesso, mais tarde chamado de Barra.
Consolidação - Em 1836, chegou ao local Thomaz Francisco Garcia, com sua família e alguns escravos. Vem daí a antiga denominação de Garcia, pela qual o lugarejo ficou conhecido. Em 1848 passou a ser distrito da cidade de Itajaí, chamado de Bairro da Barra, com a construção da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Em 1884 foi desmembrado de Itajaí, originando a cidade de Camboriú. Atraídas pela fertilidade do solo e pelo clima, vieram famílias de origem alemã, procedentes do vale do Itajaí.
Em 1930, pela situação geográfica privilegiada, iniciou-se a fase de ocupação da área preferida pelos banhistas e, dois anos depois, foi construído o primeiro hotel, na confluência das atuais avenidas Central e Atlântica.
Formação administrativa - O distrito criado com a denominação de Praia de Camboriú foi criado pela lei municipal número dezoito, de 20 de outubro de 1954, subordinado ao município de Camboriú. No quadro fixado para vigorar no período de 1954 a 1958, o distrito de Praia de Camboriú figura no município de Camboriú.
Elevado à categoria de município com a denominação de Balneário de Camboriú, pela lei estadual 960, de 8 de abril de 1964, desmembrado de Camboriú. Sede no antigo distrito de Praia do Camboriú. Constituído do distrito-sede. Instalado em 20 de julho de 1964. Pela lei estadual 5.630, de 20 de novembro de 1979, o município de Balneário de Camboriú passou a se denominar Balneário Camboriú.
Economia - As principais atividades econômicas do município são a construção civil e o turismo. A atividade da construção civil é supervalorizada. A ocupação se dá por edificações comerciais e residenciais, contando com cerca de 1.035 edifícios de classes média e alta.
Turismo - O turismo é a principal fonte de renda da cidade. O município conta com uma população fixa de 128 mil habitantes, nas na alta temporada cerca de 4 milhões de turistas se revezam entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, Balneário Camboriú é considerada um dos principais polos turísticos do Sul do Brasil e recebe turistas de todas as regiões do país e do exterior. São 18 mil leitos divididos entre hotéis, pousadas e casas de veraneio. A cidade também é reconhecida pela sua vida noturna agitada.
Entre os equipamentos turísticos, temos na Barra Sul do município, um teleférico que agrega o Complexo Turístico UNIPRAIAS e que liga a Praia Central à Praia das Laranjeiras e às demais praias da região sul de Balneário Camboriú: Taquaras, Taquarinhas, Pinho, Estaleiro e Estaleirinho. Pinho é a primeira praia de nudismo oficial do Brasil. Essas praias são interligadas por uma estrada denominada Linha de Acesso às Praias (LAP), mais conhecida como Interpraias, que se estende até os limites do município de Itapema.
Cultura - Balneário Camboriú tem sua origem cultural na base luso-açoriana. Entre as manifestações locais, estavam: Folguedo do Boi-de-Mamão, Cantorias de Terno-de-Reis, tecelagem em tear de pente-liço, cerâmica artesanal ou louçaria de barro, fabricação de farinha de mandioca em engenho, pesca artesanal de tainha, brincadeira do boi. Na gastronomia, estavam as derivações de pratos a base de frutos do mar e farinha de mandioca, como a sopa de siri, pirão com peixe, tainha escalada (tainha cortada pelo dorso, salgada e seca ao sol, assada na grelha), sopa e bolinho de peixe, sardinha frita, em conserva ou a jato. Essas manifestações ainda são percebidas no Bairro da Barra e nas praias do sul.
Hoje, é comum a prática de bocha e do dominó na praia entre as pessoas mais maduras, e atividades aeróbicas, como caminhada, corrida, passeios de bicicleta, skate, roller, para os moradores da região central. Durante o verão, o município é tomado por turistas de várias partes do Brasil, bem como de outros países, especialmente do Paraná, Rio Grande do Sul, Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina, que, no alto verão, são em maior número que os próprios moradores. Além da praia, a vida noturna é bastante importante. A parte sul da cidade, bem como seus arredores, é muito conhecida pelas casas sertanejas e baladas mundialmente conhecidas.
Capela de Santo Amaro - A Capela de Santo Amaro, antiga Igreja Matriz do Bom Sucesso, ajuda a contar história da região. É uma edificação singela, quase desprovida de ostentação, seguindo em linhas gerais o "modelo original" da Igreja Jesuíta de Nossa Senhora das Graças de Olinda (Pernambuco), que serviu de base para a arquitetura luso-brasileira até o limiar do século XX. Tombada como Patrimônio Histórico pelo Estado de Santa Catarina através do Decreto 2 992, de 25 de junho de 1998, e pelo município de Balneário Camboriú pelo Decreto 3 007, de 10 de setembro de 1998, a Capela passou por intervenção de restauro no ano de 2008, com recursos estaduais e municipais. Sua construção foi autorizada no início do século XIX, mas especula-se que somente no ano de 1849 a obra foi iniciada, no antigo "arraial do Bom Sucesso". A assimetria nas paredes laterais, as vigas de arranque na parte posterior da edificação, a diferença de materiais e a incomum mudança de "matriz" para "capela" são indícios de que o projeto original foi descartado e a obra continuada de forma mais simplificada. Segundo a história oral resgatada na comunidade, isso se deve ao fato da comunidade ter encontrado recursos naturais potencialmente mais rentáveis rio acima, mudando a sede para onde hoje é o município de Camboriú, do qual Balneário Camboriú se emancipou em 1964. A capela situa-se no Bairro da Barra, em frente à Praça dos Pescadores e da Escola de Arte e Artesanato sediada na Casa Linhares.
Casa Linhares - A Casa Linhares, remanescente dos anos 1950, é uma edificação em alvenaria, de dois pavimentos, com telhado de quatro-águas, sustentado por vigas de madeira maciça falquejada, que no linguajar local significa "cortada à facão". A história que envolve a casa reforça a riqueza do local. Construída para moradia do casal Ademar Linhares e Néia Bastos, com recursos de uma boa negociação do café da região, teve suas telhas especialmente encomendadas com a primeira forma da Cerâmica Bastos (Camboriú). Ademar Linhares, montou a primeira mercearia do local, que abastecia todas as famílias que moravam nas praias agrestes. Posteriormente, a casa abrigou a primeira farmácia da Barra, e uma barbearia e hoje abriga a sede da Escola de Arte e Artesanato "Cantando, Dançando e Tecendo nossa História", devido a suas características estéticas, históricas e por sua localização, em frente à Capela de Santo Amaro e da Praça dos Pescadores.
Serro é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. O município é rodeado por serras, morros, rios e cachoeiras e se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo histórico e ecológico. Situada no centro-nordeste de Minas Gerais, na região central da Serra do Espinhaço, Serro fica a 230 quilômetros de Belo Horizonte. É também uma importante Cidade do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os Bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII.
Além das belezas naturais e das minas, o Serro possui um rico patrimônio histórico-cultural e produz o famoso Queijo do Serro, uma das mais saborosas variedades do queijo mineiro. O município hoje conta com diversos hotéis e pousadas. O turista pode contar com apartamentos, serviços, deliciosos cafés-da-manhã e guias para percorrer a região.
História - Em 1701 teve início o arraial que daria origem à atual cidade do Serro, centro da exploração de ouro na região. O primeiro nome de que se tem notícias foi "Arraial do Ribeirão das Minas de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro do Frio", dado em 1702, no ato de descoberta oficial. Também há citações de "Arraial das Lavras Velhas", embora sem registros oficiais. O nome da região, dado pelos índios, era Ivituruí (ivi = vento, turi = morro, huí = frio) na língua tupi-guarani. Dai derivou Serro Frio ou Serro do Frio. Ivituruí era uma região da Serra do Espinhaço. Em 1714 a povoação é elevada a vila e município com o nome de Vila do Príncipe pelo governador Brás Baltasar da Silveira. Em 17 de fevereiro de 1720 passou a ser sede da comarca do Serro do Frio (norte-nordeste da capitania de Minas Gerais). Foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Serro, por lei provincial de 6 de março de 1838.
Próximo às cabeceiras do rio Jequitinhonha, às margens dos córregos Quatro Vinténs e Lucas, paulistas fincaram suas bandeiras a serviço da Coroa Portuguesa. Corria o ano de 1701 quando chegou à região uma expedição chefiada pelo guarda-mor Antônio Soares Ferreira. Na terra chamada de Ivituruí, a exemplo de outras terras das Minas Gerais, descobriu-se mais jazidas de ouro.
Vários ranchos foram erguidos nas proximidades dos córregos dando início a formação dos arraiais de Baixo e de Cima que se desenvolvem em pouco tempo e, juntos, deram origem ao povoado do Serro Frio. Novas levas de pessoas chegaram atraídas pela abundância de ouro daquelas terras.
A africana Jacinta de Siqueira é apontada como tendo destacado papel na fundação e povoamento dessa importante cidade histórica de Minas Gerais. A respeito dela, Gilberto Freyre, em sua conhecida obra Casa Grande e Senzala, a identificou como tendo sido "tronco matriarcal" de um grupo de ilustres famílias do Brasil, sendo dela descendentes importantes e ricos homens da governança do país.
A exploração desordenada da primeira década do século XVIII levou à criação do cargo de superintendente das minas de ouro da região, ocupado pelo sargento-mor Lourenço Carlos Mascarenhas e Araújo em 1711. E mais e mais gente chegou, o povoado cresceu e, em 1714, o arraial é elevado a Vila do Príncipe.
Mais tarde, além do ouro, os mineradores descobrem lavras de diamante na região onde hoje estão Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras e Diamantina. Para defender os interesses do império, em 1720 é criada a grande comarca do Serro Frio, que passa a ser a maior comarca das Minas, sediada na Vila do Príncipe e abrangendo uma grande área da qual fazia parte o então arraial do Tijuco, hoje Diamantina, e todo o norte-nordeste do estado.
Muitas foram as restrições impostas à exploração de ouro na comarca, após o descobrimento dos diamantes. Em 1725 é determinada a criação da Casa de Fundição, para onde toda a produção aurífera da região passaria a ser encaminhada.
Mas, apesar de todas as regras impostas, muitos aventureiros ganharam contrabandeando ouro e diamante.
A vila passa também a difundir cultura e civilização para toda a região. Uma leva de exploradores, artistas, políticos e religiosos passa então a povoar o local, com destaque para nomes como os de Mestre Valentim da Fonseca e Silva e o Maestro Lobo de Mesquita.
As minas foram exploradas exaustivamente durante quase cem anos. No início do século XIX, com a decadência da mineração, somente alguns mineradores, encorajados pelo governo, conseguiam arcar com os altos custos de produção. A grande maioria da população passou a se dedicar à pecuária e à agricultura de subsistência, atividades dificultadas pela localização geográfica da vila.
O empobrecimento das minas interfere na vida econômica e social do lugar. Em 1817, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire visita Vila do Príncipe e descreve sua situação da seguinte forma: "Vila do Príncipe compreende cerca de 700 casas e uma população de 2.500 a 3.000 indivíduos. Essa vila está edificada sobre a encosta de um morro alongado; e suas casas dispostas em anfiteatro, os jardins que entre elas se veem, suas igrejas disseminadas formam um conjunto de aspecto muito agradável, visto das elevações próximas." Em outro trecho "…duas estalagens e umas 15 casas de comércio com quase tudo importado da Inglaterra". Ainda segundo seus relatos, a vila não possuía nenhum chafariz e o abastecimento de água era feito por escravos que traziam barris de água do vale. Não havia estabelecimentos de lazer e a diversão ficava a cargo da caça ao veado, prática comum na região. Saint-Hilaire, no entanto, se encanta com a beleza das mulheres, com as igrejas e com as festas religiosas que já eram tradição na antiga vila.
Em 1838 a vila é elevada a cidade, continuando como centro administrativo e jurídico da região. O comércio se desenvolve e pequenas fábricas de ferro são instaladas. Serro continua a ocupar posição de destaque na região e a cidade ganha também em importância política. Vários de seus filhos, como Teófilo Benedito Ottoni, líder da Revolução Liberal de 1842, Cristiano Benedito Ottoni, Simão da Cunha Pereira, João Pinheiro da Silva e Sabino Barroso se destacam politicamente. Na atividade Judiciária, três serranos chegam ao Supremo Tribunal Federal: João Evangelista de Negreiros Saião Lobato (1817-1894), Pedro Lessa (1859-1921) e Edmundo Pereira Lins (1863-1944). Bons casarões são construídos durante todo o século.
Mas a falta de modernização e de novas alternativas econômicas faz com que a cidade perca, pouco a pouco, capacidade para competir, frente às mudanças ocorridas no país. Na época da proclamação da república, o Serro não consegue se incorporar às redes de ferrovias e se isola dos novos padrões de transporte e desenvolvimento. A estagnação toma conta do município.
O isolamento forçado, no entanto, ajudou na conservação do patrimônio histórico de Serro. Em 1938, o seu acervo urbano-paisagístico é tombado pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tornando-se a primeira cidade brasileira a receber este registro. Ao longo do século XX, o desenvolvimento se dá através da pecuária leiteira, principal base econômica da cidade - grande parte do leite é usado na fabricação do Queijo do Serro. Mais recentemente, busca-se desenvolver a atividade turística, com ênfase na riqueza paisagística da região e no patrimônio material e imaterial da cultura local.
Entre as referências do Patrimônio Imaterial da Cultura, encontra-se o rico "Processo Artesanal de Produção do Queijo do Serro", reconhecido, em níveis estadual e nacional, por meio de registro, respectivamente, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, IEPHA-MG, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN.
O Serro é uma das mais belas e antigas cidades históricas de Minas Gerais.
Turismo - O município integra o circuito turístico dos Diamantes. Além das atrações históricas, como igrejas e casarões, os distritos de Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras têm atraído fortemente o turismo ecológico. A região é rica em cachoeiras e abriga parte do Parque Estadual do Pico do Itambé, berço de vegetação do cerrado.
Pontos turísticos - Museu Regional Casa dos Ottoni (IPHAN); Distrito de Milho Verde, a 25 km do centro; Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, a 30 km do centro; Pico do Itambé, a 20 km do centro; APA das Águas Vertentes; Festa do Cavalo do Serro; Festa do Queijo (feriado do 7 de setembro); Festas religiosas tradicionais (Festa de Nossa Senhora do Rosário, Festa do Divino e outras); Inúmeras e belas cachoeiras; Igreja Nossa Senhora da Conceição; Igreja Nossa Senhora do Carmo; Igreja Santa Rita; Igreja Nossa Senhora do Rosário; Igreja do Bom Jesus do Matozinho.
Cachoeiras - São mais de 100 quedas, espalhadas por toda a extensão do município, concentrando-se principalmente nos distritos de Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras. As mais famosas são a Cachoeira do Moinho, o Lajeado, Cachoeira do Carijó e Cachoeira do Tempo Perdido, localizada no lugarejo de Capivari, aos pés do Pico do Itambé.
Bragança Paulista, oficialmente Estância Climática de Bragança Paulista, é um município brasileiro do estado de São Paulo.
Bragança Paulista é um dos 12 municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Como marco da época dos Bandeirantes, foi erguida uma cruz, onde mais tarde seria implantada uma pequena capela, dando origem a um dos templos mais antigos da região, que ainda permanece: a Igreja Nossa Senhora Aparecida do Lopo.
No entanto, outras trilhas foram abertas, descendo pelo rio Jaguari, para descobrir pequenos veios de ouro no rio Camanducaia, atualmente banhando o município de Pedra Bela e em alguns pontos o município de Socorro. Essa trilha bem mais tarde se transformaria no antigo caminho Bragança – Pedra Bela.
Assim, já no século XVII, a Região Bragantina exercia papel importante na história do Brasil, por intermédio dos Bandeirantes.
Em 13 de fevereiro de 1765, o povoado é reconhecido oficialmente com o nome de distrito de Paz e freguesia de Conceição do Jaguari. Alguns dias depois, Conceição do Jaguari é elevada a condição de Paróquia, recebendo seu primeiro vigário.
Em 17 de outubro de 1767, Conceição do Jaguari é elevada a condição de vila com o nome oficial de Vila Nova Bragança, nome esse ligado a tradição Portuguesa, cuja dinastia durante séculos governou Portugal e o Brasil.
Em 24 de outubro de 1856, a vila se emancipa de Atibaia recebendo o nome de Bragança.
Em 30 de novembro de 1944, para diferenciar-se da cidade do Pará de mesmo nome, Bragança passa a chamar-se Bragança Paulista.
Em 1994, Bragança Paulista deixa de pertencer a região de Campinas, para fazer parte da Região de Jundiaí.
A região bragantina está situada entre as estâncias climáticas conhecidas como Circuito das Águas. O Festival Música das Esferas é um festival de música erudita do Brasil que acontece anualmente no mês de julho na cidade de Bragança Paulista, no estado de São Paulo.
Foi criado em 2007 pelo pianista e compositor Paulo Gazzaneo e pelo maestro e compositor Sergio Chnee.
O festival promove aulas de música erudita de todos os instrumentos musicais aos alunos e apresentações na cidade. As apresentações acontecem na Casa de Cultura Maestro Demétrio Kipman.
Altamira é um município brasileiro localizado no estado do Pará, na Região Norte do país. Até 2009 foi o maior município do mundo em extensão territorial.
A Rodovia Transamazônica atravessa o município no sentido leste-oeste numa extensão de 60 km, ligando Altamira a Belém, Marabá, Itaituba e Santarém. Altamira está cravada às margens do rio Xingu, com sua série de afluentes e cachoeiras que se distribuem por toda a região.
História - Apesar de se saber que mesmo antes de 1750 antigas Missões Jesuíticas já habitavam a região do Xingu, resultando no surgimento da Vila de Altamira, o primeiro registro formal de sua existência data de 14 de abril de 1874, que cria o município de Souzel, no qual se inseria a região que hoje compreende o município de Altamira. Pela grande extensão física e necessidades administrativas, em 6 de novembro de 1911 cria-se o município de Altamira.
Altamira se consolidou como centro polarizador do sul do estado. Sua origem oficial esteve diretamente ligada: a) à colonização das Missões Jesuíticas, na primeira metade do século XVIII; b) à extração de borracha que perdurou até a metade do século XX; e c) ao processo de interiorização do Brasil com a abertura da fronteira amazônica, a partir da década de 1970.
Desde o período da borracha a rede urbana da região do Xingu estrutura-se a partir de Altamira. A agricultura – principalmente arroz, cacau, feijão, milho e pimenta-do-reino –, a extração de borracha e castanha-do-pará e a pecuária são as principais atividades econômicas do município. A região, entretanto, defronta-se com problemas econômicos e sociais à medida que não houve os investimentos necessários em infraestrutura.O ecoturismo tem um grande potencial no município, mas é muito pouco explorado.
Em 1972 foi implantado nesse município o marco zero da Rodovia Transamazônica (BR-230) pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. Iniciava-se um período de intensa exploração da floresta amazônica, com assentamentos de colonos e abertura de vias terrestres, algumas já abandonadas e outras que geraram os município da região (Medicilândia, Anapu, Vitória do Xingu etc.).
No município de Altamira inicia-se a "volta grande do Xingu", trecho sinuoso e cheio de cachoeiras do Rio Xingu onde, no final do trecho, está a Hidrelétrica de Belo Monte, a terceira maior do mundo (após a Hidrelétrica de Três Gargantas na China, e a Usina Hidrelétrica de Itaipu entre o Brasil e o Paraguai)
A agricultura (arroz, cacau, feijão, milho, pimenta-do-reino) e a extração de borracha e castanha-do-pará e a pecuária como principal são as principais atividades econômicas do município.
Os conflitos que historicamente marcam a ocupação da Amazônia estão reproduzidos em Altamira, com garimpeiros, índios, agricultores e ribeirinhos se confrontando.
Fala local - Devido a Colonização da cidade ter sido realizada por imigrantes, em grande partes por Nordestinos e Sulistas, a variação do português falado na cidade é bem diferente do resto de outras cidades paraenses como por exemplo as cidades de Belém e Santarém.
Esse dialeto é chamado de dialeto da serra amazônica, ou como as vezes é chamado, dialeto do arco do desflorestamento, é um dialeto do português brasileiro.
Conhecido também como sotaque dos migrantes, não é um dialeto coeso, justamente por sua peculiaridade de formação. Sua característica marcante é a forte pronúncia do "s", de forma semelhante ao paulista, e outras peculiaridades. Diferencia-se do dialeto tradicional amazônida e nordestino, por ter uma pronuncia e vocalização mais próxima do caipira e do sertanejo.
O dialeto existe no sudeste do Pará, sudoeste do Maranhão, norte de Mato Grosso, em Rondônia e no atual Tocantins desde meados da década de 1970, quando houve uma imigração desordenada de nordestinos, goianos, sudestinos e sulistas para a região, atraídos pelas ofertas de terras baratas e acessíveis em abundância.
Festival folclórico - Na segunda semana de Junho ocorre o Festival Folclórico de Altamira organizado pela AGFAL (Associação dos Grupos Folclóricos de Altamira). O evento ocorre desde 2003 e é considerada a maior festa cultural da Transamazônica e consta no calendário municipal de eventos da cidade. É realizado em três noites de festa começando na quinta-feira e terminando no sábado, com apresentação de três grupos por noite. Em alguns anos a data em que ocorreu o evento foi alterada, como no caso de 2015 que o evento foi realizado em Agosto. O dia da divulgação do resultado do grupo campeão e feito no domingo seguinte com a apuração das notas dos jurados.
O evento nada mais é que uma competição de danças típicas da região norte do país em especial do estado do Pará como o Carimbó, o Siriá, o Retumbão, a Toada e o Sirimbó, incluindo inclusive a Quadrilha Junina que é da cultura da região nordeste. O evento é bem semelhante a Festa do Sairé que é realizada em Santarém também no estado com Pará, mas com algumas diferenças.
O festival é disputado por oito Grupos Folclóricos são eles: Cisne Branco; Flor da Juventude; Tradição Aparecida; Nova Geração; Beija-Flor; Explosão Bela Vista e Explosão do Pará.
Atualmente os grupos que possuem mais títulos são Rosa dos Ventos e Tradição Aparecida com quatro no total; seguido por Cisne Branco e Flor da Juventude com três e Beija-Flor com dois
Os demais grupos Explosão Bela Vista, Nova Geração, Explosão do Pará por enquanto não possuem nenhum título.
Cada grupo tem no mínimo 30 mim de apresentação e no máximo 40 mim onde uma banca de jurados que julgam o grupo em 7 quesitos alguns deles são harmonia; traje típico; sincronismo; evolução; coreografia; temática e conjunto. Além disso também tem as apresentações das misses folclore representando cada grupo que são julgadas à parte, ou seja a pontuação da miss não diminui e nem acrescenta nota ao grupo.
Referência para o texto: Wikipédia.
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Taubaté é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, localizado na região do Vale do Paraíba.
Topônimo - Taubaté corresponde a uma variação do vocábulo "taba-ibaté", que na língua Tupi significa "aldeia que fica no alto", em referência à aldeia guaianá que na época da fundação do povoado, localizava-se no alto de uma colina. Ali viria a se formar o bairro Alto de São Pedro, onde foi erigida uma estátua do Cristo Redentor, de 23 metros de altura, inaugurada em 1956.
Antes de sua fundação como vila, havia no local onde hoje é parcialmente as ruas Capitão Geraldo, Coronel João Afonso, travessa São José e Largo do Chafariz, uma tribo de índios guaianás denominada tabaybaté (daí o nome do município).
Até então, a colonização europeia não havia de fato chegado à região do Vale do Paraíba, na época, pertencente à Capitania de Itanhaém, e havia a necessidade de demarcação de posses destes sertões pela sua donatária, a Condessa de Vimieiro, neta e herdeira de Martim Afonso de Sousa.
A partir disso, foi enviado o então bandeirante Jacques Félix e expedidas concessões oficiais a ele. No ano de 1628, recebeu concessões de terras. Em 20 de janeiro de 1636, obteve poderes de avançar pelos "Sertões do Paraíba" por meio de provisão do capitão-mor da Capitania de Itanhaém, Francisco da Rocha.
Finalmente, em 13 de outubro de 1639 (provisão, capitão-mor Vasco da Mota), ordens para construção da igreja matriz, casa para o conselho, cadeia pública, arruamento, engenho de cana-de-açúcar e farinha de milho, além de concessão de terras às famílias trazidas pelo fundador.
Em 5 de dezembro de 1645, por provisão do capitão-mor Antônio Barbosa de Aguiar, recebeu foral de vila (primeiro local a recebê-lo na região), com o nome de São Francisco das Chagas de Taubaté, sendo, assim, escolhido oficialmente seu padroeiro.
Foi no principal período das bandeiras, entre 1690 e 1715, que a vila alcançou relativa prosperidade com o abastecimento das bandeiras tanto vindas da Vila de São Paulo de Piratininga quanto saídas da própria Vila de Taubaté.
Tornou-se um "centro irradiador de bandeirismo". Seus filhos tiveram, como grandes feitos, a fundação de numerosas localidades, destacando-se a maioria das cidades históricas de Minas Gerais, na época, um enorme território inexplorado, desconhecido e sem colonização também pertencente à Capitania de Itanhaém, com destaque para Mariana, primeira Vila, núcleo colonial e capital mineira, além de Ouro Preto, São João del-Rei, Tiradentes. Outra cidade importantíssima a nível nacional fundada por bandeirantes taubateanas foi Campinas. Deve-se também o descobrimento de ouro em Minas Gerais pelo bandeirante Antônio Rodrigues Arzão em 1693. O que proporcionou a Taubaté receber uma Casa de fundição de ouro.
Passada essa época, Taubaté voltou à agropecuária de subsistência, que predominaria por aproximadamente um século, até a chegada da cultura do café, trazida do Rio de Janeiro.
A cafeicultura teve início do município na metade do século XVIII. No século XIX, mais precisamente em 1842, devido ao seu tamanho e a sua importância na região, Taubaté recebe do barão de Monte Alegre o título de cidade. A vila já havia alcançado, em 1836, a cifra de 11.833 habitantes, sendo o maior núcleo populacional do interior da província. Em 1900, a cidade alcançou a maior produção cafeeira do Vale do Paraíba.
No dia 26 de fevereiro de 1906, na gestão do presidente Rodrigues Alves, foi assinado o Convênio de Taubaté pelos presidentes dos estados (hoje, "governadores") de São Paulo (Jorge Tibiriçá Piratininga), Rio de Janeiro (Nilo Peçanha) e Minas Gerais (Francisco Antônio de Sales). O convênio tinha, como objetivo, incentivar a produção de café através do controle das plantações e dos valores das taxas para exportação e para o consumo interno.
Em 1920, a cafeicultura entrou em decadência, processo que já vinham ocorrendo desde a década de 1880. A rizicultura, beneficiada pelo Rio Paraíba do Sul, foi uma das alternativas na época.
Fatores como o fim do ciclo do café, a mão de obra barata disponível no município e a fácil comunicação com as cidades Rio de Janeiro e São Paulo levou a Taubaté a se industrializar. A Estrada de Ferro Dom Pedro II (Central do Brasil) e a Rodovia Presidente Dutra passavam pela cidade. Posteriormente, a eclosão das duas guerras mundiais e a consequente demanda de exportação do país alavancaram a produção industrial do município.
No ano de 1891, Taubaté teve uma de suas primeiras indústrias, a Companhia Taubaté Industrial, onde se fabricavam "morins" (tecidos brancos e finos de algodão), que eram vendidos para grande parte do Brasil. Até os dias atuais, alguns dos prédios que abrigaram a indústria se mantêm preservados na Praça Felix Guisard (conhecida como Praça da CTI), próxima ao Centro da cidade.
Economia
Indústria - Taubaté foi uma das primeiras cidades do país a se industrializar, o que ocorreu com a fundação da Companhia Taubaté Industrial no município, em 1891, que viria a se tornar uma das principais indústrias do ramo da tecelagem no mundo, atingindo seu ápice na década de 1950. Em 1927, instala-se no município a Companhia Fabril de Juta, que passa, em pouco tempo, a ocupar a posição de segunda indústria em geração de empregos na cidade.
A partir da década de 1970, a cidade passa a atrair um grande número de indústrias, com destaque para as empresas do ramo automobilístico. As marcas Volkswagen e Ford instalam unidades de produção na cidade, bem como diversas empresas de auto peças.
É o segundo maior polo industrial e comercial de sua mesorregião, abrigando empresas como Volkswagen, Ford, LG, Alstom, Usiminas, Cameron, Embraer, (Centro de distribuição e o Centro de Serviços Integrados - CSI), Elevadores Villarta, entre outras. O município também abriga o Comando de Aviação do Exército.
Comércio - Taubaté é também o segundo maior polo comercial da região do Vale do Paraíba. A região central reúne boa parte dos estabelecimentos comerciais do município. Há instalados dois shopping centers, o Taubaté Shopping, inaugurado em 1989, atualmente tem 150 lojas, 4 salas de cinema, um supermercado e o Via Vale Garden Shopping inaugurado em 2012, localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra e na confluência com a Rodovia Carvalho Pinto, que conta com 211 lojas, 6 salas de cinema e um hipermercado. Há também diversos mini-shoppings e galerias.
Centros comerciais de Taubaté: Taubaté Shopping; Via Vale Garden Shopping; Boulevard Rio Branco; Shopping Cristal Center; Star Shop; Boulevard Flamboyant; Shopping Independência - Taubaté; Podium Center
Plaza Mall.
Parque Industrial - Localizado estrategicamente às margens da Rodovia Presidente Dutra com acesso direto a Rodovia Carvalho Pinto e com fácil acesso a Rodovia Fernão Dias, o parque industrial de Taubaté está próxima de grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com os portos de São Sebastião e de Santos e com uma ampla estrutura interna.
Taubaté é considerado como o segundo maior polo industrial da Região do Vale do Paraíba e possui grandes e importantes empresas instaladas na cidade que ajudam no desenvolvimento brasileiro. Tais como Alstom, Araya, Autocom, Autoliv do Brasil, Caldsteel, Cooper Cameron do Brasil, Daruma, Feeling Structures, Villarta, Ford, LG Electronics, Mubea do Brasil, Pelzer, Plastic Omnium, Rápido Taubaté, Usiminas, Volkswagen do Brasil, Hydrostec, GE, Gestamp, dentre muitas outras.
Complexo Ferroviário - O complexo ferroviário de Taubaté foi construído em 1876 em instalações de madeira em meados do século XIX dando inicio ao surto cafeeiro. Em 1923, o antigo prédio de madeira deu lugar a nova estação junto ao estilo arquitetônico inglês na época E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro que pertencia ao Governo Imperial. A Estação Ferroviária de Taubaté compõe hoje a malha férrea da Estrada de Ferro Central do Brasil e esta localizada no coração da cidade, próxima a Rodoviária Central, sendo um importante patrimônio histórico da cidade, por ser uma memória viva do transporte ferroviário que veio enriquecer e favorecer a região, no auge do "Ciclo do Café", bem como no "Advento Industrial" da cidade e região.
É um importante conjunto arquitetônico por suas características estruturais: mãos francesas em ferro fundido que seguram o telhado frontal da Estação e toda a caixilharia (janelas) que tem o desenho marcante da época colonial. Na época de sua construção, ainda não havia ferro no Brasil, portanto, registra uma tecnologia de ponta para a época, importada para o Brasil e, no caso especificamente para Taubaté.
A estação não era só de carga e descarga de produtos, mercadorias e matéria-prima, mas também de transporte de passageiros, que foi de grande importância para a população taubateana e para o desenvolvimento da cidade e, ao mesmo tempo, para o Estado de São Paulo e Brasil.
Após 36 anos fechada ao publico, a estação esta sendo restaurada por uma iniciativa do Instituto I.S de Desenvolvimento e Sustentabilidade Humana, uma organização social civil sem fins lucrativos do município que atuou desde 2012 em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e MRS Logística S.A para que o complexo fosse novamente aberto ao publico. Em 2015 com o deferimento da proposta pelo DNIT e cessão do Ministério dos Transportes, a iniciativa foi validada e apoiada pela Prefeitura Municipal de Taubaté que submeteu um decreto de lei para o repasse de um aporte financeiro visando o restauro, preservação e manutenção do complexo a Câmara dos Vereadores do município que foi aprovada no dia 29 de fevereiro de 2016, dando inicio a uma nova fase na historia desse patrimônio tombado pelo CONDEPHAAT, tornando-se uma Estação do Conhecimento com foco na Educação, Cultura & Turismo.
Educação e ciência - Taubaté é a Capital Universitária na região do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira. Tem, por excelência, um dos melhores sistemas de educação da região. Assim como os milhares de alunos que se graduam na cidade, para depois atingir patamares cada vez mais altos, como mestres e doutores, a cidade avança como polo educacional e muitos especialistas já a classificam também como a Capital da Pós-Graduação na região. Este título é resultado do grande investimento feito nesta área nos últimos anos, com novos cursos, novas instituições e, principalmente, novos alunos que chegam todos os dias de outras cidades.
Instituições de ensino superior
Presenciais - Universidade de Taubaté (Unitau); Etep Faculdades (Centro de Tecnologia e Ciência); Universidade Anhanguera - Taubaté Campus I (Instituição do Grupo Anhanguera Educacional); Faculdade Dehoniana de Taubaté (Instituição de Ensino Superior mantida pela congregação do Sagrado Coração de Jesus da Igreja Católica); ITES - Instituto Taubaté de Ensino Superior; Faculdade Senai; Fatec (Faculdade de Tecnologia de Taubaté) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) - Grupo Conexão (Pós Graduação e MBA).
À Distância - UNOPAR - Universidade Norte do Paraná (Pólo EAD); Uninter - Grupo Educacional Uninter (Pólo EAD); Fatec Internacional - Faculdade de Tecnologia Internacional (Pólo EAD); Ulbra - Universidade Luterana do Brasil (Pólo EAD); UNIMES - Universidade Metropolitana de Santos ( Pólo EAD); UNICID - Universidade Cidade de São Paulo (Pólo EAD); UNICSUL - Universidade Cruzeiro do Sul (Pólo EAD).
Cultura -Taubaté é uma das cidades mais tradicionais do interior de São Paulo, e, por ter sido durante muito tempo um centro de referência na região do Vale do Paraíba, sempre foi considerada a cidade que mais investiu em cultura na região. O fato de atualmente o município ser conhecido como a Capital Universitária do Vale é relevante para que a cidade continue tendo uma considerável produção cultural.
É a terra natal do escritor Monteiro Lobato, tendo recebido em 3 de março de 2011, o título de "Capital Nacional da Literatura Infantil" (Lei nº 12.388 do Congresso Nacional).
Carnaval - Fazem parte do Carnaval de Taubaté as escolas de samba Boêmios da Estiva, Mocidade Alegre da Vila das Graças e Acadêmicos do Chafariz, entre outras.
Museus - A cidade abriga diversos museus destinados, principalmente, a registrar, por meio de recortes, aspectos da cultura regional e brasileira. A maioria dos museus é mantida pela Prefeitura de Taubaté, mais especificamente pela Divisão de Museus.
Podem ser visitados: Museu da Imigração Italiana; Arquivo Histórico Municipal "Dr. Félix Guisard Filho", localizado na Divisão de Museus do município; Museu da Imagem e Som (MISTAU); Museu da Imigração Italiana
Museu de Arte Sacra; Museu de Artes Plásticas Anderson Fabiano; Museu do Transporte e da Tecnologia; Museu de História Natural; Museu Histórico - Prof. Paulo Camilher Florençano; Museu Mazzaropi; Museu Monteiro Lobato; Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH), mantido pela UNITAU. A Divisão de Museus de Taubaté abriga também a Pinacoteca "Anderson Fabiano", a Hemeroteca Antonio Mello Júnior e a biblioteca central do município.
Arquitetura - Por ser uma das mais tradicionais cidades do interior de São Paulo, Taubaté possui tanto em seu centro histórico quanto no restante de seu território quantidade considerável de prédios coloniais e neo-coloniais. Destas diversas construções são tombadas, destacam-se: Capela de Nossa Senhora do Pilar, que remonta ao século XVIII e é a sede do museu de Arte Sacra; Convento de Santa Clara, edificado no século XVII (1673), pertencente a Ordem Terceira de São Francisco; Catedral de São Francisco das Chagas; Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos homens pretos; Santuário de Santa Teresinha, estilo neogótico; Solar dos Oliveira Costa, construída em 1854; Solar da Viscondessa de Tremembé, construído em meados do século XIX, que está sendo restaurado pela Universidade de Taubaté; o Solar denominado Vila Santo Aleixo; edifício Félix Guisard, o prédio do relógio da Companhia Taubaté Industrial; Casarão da Família Indiani, no distrito de Quiririm; Capela de Nossa Senhora Aparecida, no distrito de Quiririm.
Destacam-se também casarões sede de antigas fazendas do período áureo do café, tais como: A Chácara do Visconde, construída no século XIX, foi o local de nascimento e residência de Monteiro Lobato em sua Infância e adolescência, onde está hoje o Sítio do Pica-pau Amarelo; sede da fazenda do Bomfim; sede da Fazenda Fortaleza; sede da Fazenda Cataguá; sede da Fazenda Nossa Senhora Conceição do Itaim; sede da Fazenda do Barreiro; sede da Fazenda Santa Maria; sede da Fazenda Pasto Grande; erguida provavelmente no século XVIII por Pedro Pereira de Barros, remonta ao Ciclo da Cana de açúcar e do Café; sede da Fazenda do Quilombo.
Referência para o texto: Wikipédia.
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