sexta-feira, 6 de junho de 2025

GUARIBA - SÃO PAULO

Guariba é um município brasileiro do estado de São Paulo pertencente a Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP). A população de Guariba, em 2022, segundo o censo do IBGE naquele ano, era de 37.498 pessoas.
Fundação
O município de Guariba foi fundado em 21 de setembro de 1895, coincidentemente com o início da primavera, por isso é conhecida como "cidade primavera". Seu contexto histórico começa quando o Brasil passava pela ascensão do café e das estradas de ferro, dominando assim, o mercado mundial da cafeicultura. Nesta época republicana, era de trabalho não escravo, os fazendeiros usavam da mão de obra do imigrante, majoritariamente de origem italiana, e o transporte ferroviário avançava paulatinamente. Com a crescente do café por todo o território brasileiro, o Governo libera concessões para a criação de novas estradas de ferro. A história de Guariba começa exatamente quando concedida à concessão de prolongamento da estrada de ferro entre Araraquara – Jaboticabal. Dessa forma, foram criadas as estações ferroviárias de Rincão, Timbira, Motuca, Joá, Hammond (Fazenda Barreiro) e, finalmente a Estação Guariba, sendo instalada em 6 de junho de 1892.
As terras do município de Guariba constituíam uma sesmaria denominada Sesmaria dos Pintos ou Sesmaria da Cachoeira, em terras de Araraquara e Jaboticabal. Foram formando-se em grandes propriedades agrícolas, que pela excelência das terras, tornaram utilizadas para plantio de café, riqueza econômica do país na época. 
A Fazenda das Macaúbas, era cortada pelo rio Mogi-Guaçu perto do Porto Pinheiro. Um grupo de sertanistas constatou muitos bandos de macacos da espécie “Bugio Alouatta Guariba”, no qual em homenagem se deu o nome da cidade. 
Após sucessivas reuniões para a fundação do povoado, ao lado da estação férrea, surgiram avanços para o povoado com a construção da Capela de São Mateus, o Padroeiro da cidade, cuja imagem foi doada por Joaquim Mateus Correa. Na época a expansão da cafeicultura no leste Paulista proporcionou condições necessárias ao desenvolvimento da cidades que recebeu muitas famílias de imigrantes europeus. 
Após a fundação e instalação da estação ferroviária, o Bispado de São Paulo inaugura a Capela de São Mateus de Guariba. Em 1895, Guariba possuía uma estação ferroviária, capela, pequena hospedaria, uma casa comercial, cerca de 80 casas residenciais e cemitério. Dois dias após a fundação do povoado, foi criado o distrito policial com a construção da cadeia pública, onde é atualmente a praça Sílvio Vaz de Arruda. 
A partir dos anos 1900, a cidade vai se estruturando para a sua autonomia, é criada em 15 de outubro do corrente ano a Paróquia de São Matheus de Guariba, em 1902 é fundado o jornal O Guaribense, configurando papel importante na imprensa e na divulgação dos ideais locais. Como também, há uma preocupação com a organização da vida associativa na cidade, que mesmo pequena já estruturava diferentes grupos culturais, racionalizando e dando dinâmica à vida urbana: é criada a Sociedade Musical Internacional (1904), a Sociedade Dramático Beneficente (1908), Societá di Mutuo Soccorso fra Italiani Uniti (1º de fevereiro de 1910), Associação Esportiva de Football (1915), e a Caixa de Crédito Agrícola (1916). Posteriormente, em 1917, Guariba já contava com um cinema, o Éden, e inaugurado em janeiro de 1918 a Gazeta de Guariba, que a partir de 1927. 
O acesso de Guariba diretamente ligado pela ferrovia a São Paulo e ao Porto de Santos, juntamente com a alta do preço do café em 1918, favoreceram o município, que naquela época já contava com uma zona agrícola (de Guariba ao Rio Mogi) e outra zona pastoril (de Guariba às divisas de Taquaritinga). Em estudos apresentados por Capri (s/d), apontam o desenvolvimento da cidade no ano de 1922: Iluminação elétrica, rede telefônica e telegráfica, Santa Casa de Misericórdia (1 fábrica de cerveja, 2 olarias, 2 oficinas mecânicas, 1 serraria, 3 máquinas de beneficiar arroz, 2 máquinas para café, 2 máquinas para algodão, um jornal, 2 médicos, 2 dentistas, 3 farmácias, hotéis, campo de football. 
Emancipação Política
A freguesia foi criada por Lei Estadual de nº 917, de 3 de agosto de 1904, dentro do território do município de Jaboticabal. Em 1911, Guariba tornou-se distrito do município de Jaboticabal. 
Pela Lei Estadual nº 1.562, de 6 de novembro de 1917, Guariba ganhou sua autonomia administrativa tornando-se município, que foi instalado em 10 de abril de 1918. 
Com o aumento de imigrantes italianos e a crise de 1929 no setor cafeeiro, gerava insatisfação dos produtores e trabalhadores rurais. Na crise do café, Guariba sofreu uma retração econômica, somente superada por volta de 1950, quando a firma Prado e Chaves instalou uma usina de açúcar. A cultura da cana-de-açúcar espalhou-se por toda a região, atraindo grande migração, principalmente de mineiros e nordestinos para a cidade. 
Em 30 de novembro de 1938, pelo Decreto-Lei nº 9.775, o município de Guariba adquiriu o distrito de Pradópolis, destacado do município de Sertãozinho. A Lei Estadual nº 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra de Guariba o distrito de Pradópolis, que se torna autônomo. 
Foram fundadas as usinas Bonfim e São Martinho, trazendo desenvolvimento e empregos para Guariba. Sendo que em 1959, a Usina São Martinho, antiga Fazenda São Martinho, passa a pertencer ao município de Pradópolis, já a Usina Bonfim, pertence a Guariba efetiva até hoje. 
Em maio de 1984 houve greve histórica dos boias-frias devido aos baixos salários e alto custo de vida, resultando em descontentamento dos trabalhadores. Houve vandalismo urbano e repressão dos migrantes trabalhadores, na época maioria baianos e mineiros. Chegando ao fim com a intervenção da tropa de choque da Polícia Militar. 
A greve provocou uma grande repercussão nacional e internacional, devido a não existir protestos e violência urbana no interior de São Paulo, na época considerado pacato e também por mostrar as terríveis condições de exploração a que eram submetidos os trabalhadores rurais. O protesto alavancou muito nas mudanças da lei trabalhista rural, conquistas firmadas através de um acordo que ficou conhecido como “Acordo de Guariba”. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º21'36" sul e a uma longitude 48º13'42" oeste, estando a uma altitude média de 618 metros. Possui uma área de 270,454 km², com os seguintes municípios adjacentes: Pradópolis, Jaboticabal, Taquaritinga, Santa Ernestina, Dobrada e Motuca. 
Clima
Em Guariba, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 31 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Guariba e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao meio de setembro. 
Rodovias
A cidade é atendida pela rodovia SP-253, Deputado Cunha Bueno e pela rodovia SP-326, Brigadeiro Faria Lima.
Economia
Guariba é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, a baixa regularidade das vendas no ano é um fator de atenção.
De janeiro a novembro de 2024, foram registradas 5,2 mil admissões formais e 4,4 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 783 novos trabalhadores.
Até dezembro de 2024 houve registro de 122 novas empresas em Guariba, sendo que 12 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade.
Esportes
Futebol

No futebol, o município tem como representante o Guariba Esporte Clube, conhecido como "Cobra dos Canaviais", disputa o Campeonato Paulista de Futebol - Série B e manda seus jogos no Estádio Municipal Domingos Baldan, com capacidade para 5.123 pessoas. 
Atletismo
A cidade se destaca em revelações de novos atletas, alcançando índices olímpicos e representando o Brasil em competições no mundo. 
Anualmente, no mês de Setembro, nas comemorações do aniversário da cidade, é realizado a Meia Maratona Rústica de Guariba. 
Educação
O município, estabelecido nos primórdios do Brasil Republicano, como as demais cidades paulistas fundadas ao largo da Estrada de Ferro, foi marcado pela improvisada ocupação da área e, consequentemente, suas necessidades foram sendo atendidas da mesma forma. Por isso, a constituição de escolas em Guariba foi acontecendo de forma tímida, como também, na maioria das cidades do País. 
Durante este período, há a presença de escolas isoladas, alguns professores que contratados por fazendeiros locais, agrupavam alunos para aulas particulares ou em grupo. Foi possível identificar a presença de outro professor que passou por Guariba e exerceu o magistério por meio de aulas particulares, há, também, registros de que exames escolares eram realizados em Guariba desde o final do século XIX, para a promoção dos alunos, sob a regência dos Inspetores Literários Municipais de Jaboticabal. 
Verifica-se que a educação na cidade não assumiu nos primórdios do município um papel necessário para a formação da população, que em sua maioria, eram trabalhadores rurais e não necessitavam do serviço intelectual para o desenvolvimento de seus trabalhos. Este quadro era diferente quando se referia aos filhos dos fazendeiros, que recebiam instrução em escolas isoladas nas fazendas ou com professores particulares. 
Em Guariba, somente com a instalação do Distrito de Paz em 1904, o Estado inaugurou as duas primeiras escolas: Uma escola masculina sob a regência do professor Francisco Antônio de Miranda; e uma escola feminina sob a direção de sua esposa Emília Etelvina de Miranda. Logo em 1905 são inauguradas as segundas escolas estaduais, sob a direção de outro casal de professores: Francisco Algodoal e Luísa Algodoal. Neste mesmo período é criada a primeira escola rural, na Fazenda Santa Cândida, “para atender especialmente, aos filhos do casal Botelho do Amaral”. Ainda, segundo a autora, há registros de que muitos jovens de Guariba, filhos da elite local, completavam os seus estudos em São Paulo ou que as filhas desta elite, frequentavam a Escola Normal de São Carlos. 
A partir de então, há uma preocupação maior com o investimento educativo. Sendo este ponto, uma das questões apontadas na luta pela independência de Guariba em relação a Jaboticabal, “pois havia queixas de que Jaboticabal e o governo estadual não estavam dando a devida atenção para a falta extrema da de escolas para os guaribenses”. Vale destacar que, em 1916, Guariba já contava com 250 alunos, e uma população estimada a 8.000 habitantes. 
Como Distrito de Jaboticabal, Guariba estava sujeita ao controle das escolas e cursos pelos Inspetores Literários Municipais daquela comarca. Somente com a autonomia do município em 1917, já em 1918, na primeira sessão da Câmara Municipal, pela Lei nº 5, cria duas escolas municipais e já nomeia o seu primeiro Inspetor Literário Municipal. Isto devido à insatisfação da comunidade local em relação à cidade de Jaboticabal, diante da questão educacional e de outros interesses políticos. 
Em Guariba, principalmente nos anos 1920, há um crescimento significativo de alunos matriculados na rede de ensino: em 1922 registra-se nas escolas do município (estaduais e municipais) 320 alunos. Porém, entendemos que o crescimento populacional também evoluiu e a demanda por vagas ainda era insuficiente, mesmo existindo tal crescimento no número de matrícula. 
Por isso, neste período, a Câmara Municipal, “pressiona o Governo Estadual reivindicando a criação e instalação do Grupo Escolar e a criação de seis Escolas Rurais” para o município. Assim, em 1925, é criado o primeiro Grupo Escolar de Guariba, resultado do agrupamento de várias escolas estaduais da sede em um único prédio. Com também, são criadas as seis escolas rurais pretendidas. 
A criação do Grupo Escolar de Guariba, ao surgir após reforma paulista, faz parte deste projeto educativo de ampliação da oferta de vaga para a classe popular. Sua estrutura estava baseada em um modelo seriado e gradual. Estruturado de acordo com os programas do Estado. Embora o seu prédio fosse adaptado para o funcionamento da escola, em 1928 já “contava com oito classes e dois períodos, com 324 alunos no início do ano e 249 ao final do período”. Seu primeiro diretor efetivo foi o Prof. José Leme Brisola.  Somente, 10 anos após a sua instalação, em 31 de outubro de 1935, foi registrada a compra de um terreno pela Prefeitura e doada à Fazenda do Estado para a construção do Grupo Escolar de Guariba e, em primeiro de maio de 1941, há a mudança do Grupo Escolar para o novo prédio no qual situa-se até hoje a instituição. Ainda em 1928, além do Grupo Escolar, Guariba contava com mais 6 escolas rurais e uma escola particular, o Externato São Mateus, da professora Semíramis Braga. Um total de 692 alunos matriculado no início do ano, tendo um término de 534 alunos concluintes. 
Nos anos 1930, foi inaugurado em Guariba o Externato São Luís, educandário particular que atendia crianças que iniciavam o primário ou a população adolescente, na preparação para Exames de Admissão que aconteciam em Jaboticabal. O educandário funcionou até a década de 70, quando foi desativado. Registra-se também a fundação de uma Escola Municipal na fazenda da Neide, tendo a nomeação da Prof. Nix Falco. Somente em 1949 é criado o primeiro curso de educação de adultos, tendo como regente a Profa. Laércia de Camargo Neves. 
Também na educação há reflexos da crise que viveu o país no início dos anos 1930, com o êxodo rural, há um declínio das matrículas nas escolas rurais, na cidade há uma oscilação entre 330 a 350 alunos. Ainda em 1939, há a transferência do Distrito de Pradópolis para o município de Guariba, acrescentando ao município uma escola na zona urbana, com 48 alunos, 4 escolas na Fazenda São Martinho, com cerca de 120 alunos. 
Ainda de acordo com o autor, a partir dos anos 1950, há um crescimento na população com a chegada de migrantes advindos do nordeste do Brasil. Guariba cresceu de forma desordenada, principalmente devido ao êxodo rural, que provocou o desaparecimento das colônias das fazendas, fazendo crescer a necessidade por escolas. O ano de 1958 já registrava 1.270 alunos no curso primário. A partir de então há o surgimento entre os anos 1960 e 1970 de várias escolas: Ginásio Estadual, criado em 1957 e instalado provisoriamente no Grupo Escolar, tendo prédio próprio em 1959; em 1968 instala-se o Curso Pluri Curricular, no ano seguinte, a escola transforma-se em Colégio Estadual José Pacífico; o segundo Grupo Escolar, denominado Bento Carlos Botelho do Amaral é criado em 1969 e instalado em 16 de fevereiro de 1970. 
Ainda na década de 70 é criada a escola Prof. Josephina de Camargo Neves; em 1975 instala-se o curso comercial de nível médio, depois Escola de 2º grau Francisco Grieco. 
Em 1983, é criada a escola Gino Bellodi e 1989 a escola Prof. Luiz Garavello. Finalmente, em 1982 é autorizado o funcionamento da Escola Municipal de Educação Infantil Prof. Anna Maria Sanches Rocca, instalada em 1983.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 4 de junho de 2025

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS

Boa Esperança é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 21º05'24" sul e a uma longitude 45º33'57" oeste, estando a uma altitude de 775 metros. A população de Boa Esperança, Minas Gerais, em 2022, era de 39.848 habitantes, de acordo com o censo do IBGE. 
É neste município que se encontra a Serra da Boa Esperança, a qual se tornou célebre através da música que leva seu nome, composta por Lamartine Babo e interpretada por diversos cantores. Por seu território passa o Rio Grande, importante para o desenvolvimento da região. 
História
O município de Boa Esperança surgiu com o desbravamento dos faiscadores que a procura do ouro na região estabeleceram um povoado em 1778, que em 1804, com a chegada do Padre Cleto (Joaquim Cleto de Lana), passou a se chamar Dores do Pântano. Em 1866, a freguesia é elevada a vila e município, por lei provincial da época, sendo desmembrada do território de Três Pontas e com sede no povoado de Dores. 
Em 1814, inicia-se a construção da Igreja Matriz, vindo a fortalecer o futuro município devido ao cunho político da religião na época, bem como nessa mesma época chegavam as primeiras mudas de café, iniciando ai uma fase de riqueza e progresso para município que se despontava como importante produtor cafeeiro nacional. 
Em 15 de novembro de 1868, foi instalado a Câmara Municipal e um mais tarde, pela Lei Provincial nº 1.611, eleva a Vila a categoria de cidade. Nascia nesse momento Boa Esperança, famosa cidade do sul de Minas Gerais. 
Em 1958, com a criação do Lago de Furnas, a cidade passou a crescer em seu entorno ganhando ares de cidade turística, mudando sua trajetória também agora focada para o turismo. 
Cronologia
Ensina José Nicodemos de Figueiredo que no último quartel do século XVIII, faiscadores de ouro da região de São João Del Rey, aventurando-se na mineração, atingiram a região de Lavras. Dentre eles, estava João de Souza Bueno, parente do célebre bandeirante Bartolomeu Bueno do Prado (neto do Anhanguera), que procurava o rumo de Jacuí, onde haviam sido descobertas jazidas de ouro. Descendo para o lado da atual cidade de Três Pontas, aí se deteve, adentrando pelas matas, em busca de riquezas. Ao chegar às margens do Córrego de Ouro, montou acampamento, na intenção de explorar as vertentes do riacho (que, hoje, delimitam o município de Boa Esperança).
Antes de 1776, o Capitão mor de Milícias José Álvares de Figueiredo (que, mais tarde, teria em alguns registros seu sobrenome adulterado para “Alves”) e seu amigo Constantino de Albuquerque, provenientes um da região de Serranos e outro da de Baependi, rumo ao Rio Sapucaí, chegaram ao acampamento de João de Souza Bueno, no Córrego de Ouro, que abriu para eles o caminho pela floresta até o Ribeirão de São Pedro. Constantino de Albuquerque seguiu para as margens do Rio Sapucaí estabelecendo-se no campo que margeava o rio, nas terras do atual município de Carmo do Rio Claro. O Capitão mor José Álvares de Figueiredo preferiu se estabelecer naquelas terras, adquirindo os terrenos que transpusera desde o córrego da Capitinga, bem como os que avistava ao longo da serra (Serra da Boa Esperança). O Capitão mor José Álvares de Figueiredo era português, tendo nascido em São Martinho das Moitas, e pertencia à antiga família Figueiredo, da região de Viseu.
Explicando, detalhadamente, este estabelecimento, Figueiredo informa que, em 21 de julho de 1778 (Cód. 206, fls. 155, APM), a coroa concedeu a dita sesmaria ao Capitão mor José Álvares de Figueiredo. E corroborado por Waldemar de Almeida Barbosa, esclarece que o Capitão mor José Álvares de Figueiredo, de acordo com a legislação então vigente, para conseguir esta sesmaria, deveria já estar de posse da mesma há, pelo menos, dois anos completos, no mínimo; para, só então, receber a devida e definitiva concessão.
- 1804 - O Padre Cleto e algumas famílias chegaram no povoado. Liderados pelo Capitão mor José Álvares de Figueiredo, os proprietários de terras da região: Francisco José da Silva Serrote e José Meireles de Matos, proprietários do Serrote, dos Meireles, do Mombó, das Cardosas, do Leitão, e Manuel de Barros, proprietário do Barro, deram cada um pedaço de terra para o patrimônio do povoado denominado Dores do Pântano, sendo que o Capitão mor iniciou a construção da Capela de Nossa Senhora da Dores. Constitui-se, então um curato.
- 1813 – 9 de junho- Um Alvará Régio cria a freguesia de Dores do Pântano. Ainda sob a cura do Padre Cleto.
1814 - Instalação da Freguesia de Nossa Senhora da Dores, sendo nomeado a 5 de novembro deste ano, o primeiro pároco, Padre José Francisco Morato.
- 1822 – 18 de janeiro, morre o fundador da cidade, Capitão mor José Álvares de Figueiredo, “O Velho”.
- 1832 - Com a criação da Freguesia de Três Pontas a demarcação entre as cidades se estabeleceu com o Córrego da Capetinga.
- 1854 - Morre o Capitão José Álvares de Figueiredo, “O Moço”, sucessor de seu pai na liderança local.
- 1855 - Os limites da cidade estão firmados entre os Córregos dos Pintos, do Caxambu, do Cervo e o Rio Grande.
- 1866 – 3 de novembro – A freguesia é elevada a vila, pela lei provincial nº 1303, sendo desmembrada do território de Três Pontas e com sede no povoado de Dores.
- 1868 – 22 de junho – Instalação da Câmara Municipal, sendo seu primeiro presidente o coronel Joaquim Ferreira da Silva Chaves. A lei provincial nº. 1566 denomina o município de: Dores do Pântano.
- 1869 – 15 de outubro – A lei provincial nº 1611 eleva a vila à categoria de cidade, com a denominação de Dores da Boa Esperança. (Razão pela qual os esperancenses são também chamados dorenses).
- 1856 – 29 de maio – A lei provincial nº 774 cria o distrito de São Francisco de Rio Grande, anexando-o ao município de Dores da Boa Esperança.
- 1873 Foi traçado o limite de território com o Campos Gerais.
- 1875 – 15 de novembro – A Lei Provincial nº 2174, cria o distrito de Congonhas da Boa Esperança.
- 1891 - Construção da Igreja de Nossa Senhora Aparecida
- 1892 - Instalação da Comarca com o Juiz de Direito o Dr. João Batista Rabelo.
- 1894 - Instalação da primeira tipografia e primeira edição do Jornal "O Almirante".
- 1897 - Fundado o “Colégio Dorense” por Mário de Castro Chaves, que era admirado pela sua inteligência e que veio a ser o diretor. O colégio funcionava na Praça da Matriz e oferecia ensino normal e "superior", em moldes de internato e externato. (Cf. Revista do Arquivo Público Mineiro - Ouro Preto - 1 de maio de 1898 - pag. 421; “O Almirante”- (periódico local) - nº 153 – 13 de fevereiro de 1898).
- 1905 - Supressão da Comarca.
- 1907 - Invasão de gafanhotos produzindo devastação.
- 1911 - O município é registrado com 3 distrito: Dores da Boa Esperança, Congonhas da Boa Esperança e São Francisco do Rio Grande.
-1915 - Fundação do Radium Clube Dorense.
- 1916 - Instalação do primeiro serviço telefônico.
- 1918 - Epidemia da Gripe espanhola trazida pelo Circo Tak-Shawa. Instalação do Pronto Socorro Municipal.
- 1919 - Chega à cidade o primeiro automóvel, de propriedade de Pedro Xavier Moura Júnior.
-1920 – 1 de novembro O recenseamento geral registra o município com três distritos: Dores da Boa Esperança, Congonhas e São Francisco do Rio Grande. Realizada a instalação de energia elétrica na cidade.
- 1923 – 7 de setembro - A Lei Estadual nº 843 desmembra do município de Dores da Boa Esperança, o distrito de São Francisco de Rio Grande, que elevado a município, recebe a denominação de Guapé, altera a denominação do distrito de Congonhas (ex-Congonhas da Boa Esperança) para Ilicínea, cria o distrito de Itaci, com terras desmembradas do distrito de Ilicínea (ex-Congonhas); e, ainda, transfere para Boa Esperança o distrito de Coqueiral, antes pertencente ao município de Campos Gerais.
- 1926 - Instalação de sistema de telegrafia.
- 1928 - Construção da estrada até Ilicínea e da canalização de água até Coqueiral.
- 1929 - Construção do Jardim Municipal. Inauguração do 1º Rádio.
- 1930 - Canalização da água em Itaci e instalação de energia elétrica em Coqueiral.
- 1933-1937 - O município é constituído de quatro distritos: Dores da Boa Esperança, Coqueiral, Ilicínea e Itaci.
- 1934 - Agência do Banco Mineiro do Café
- 1937 - Construção do Cemitério Municipal
- 1938 – 17 de dezembro – O Decreto Lei Estadual nº 148 muda o nome da cidade de Dores de Boa Esperança para Boa Esperança. O mesmo Decreto transfere o distrito de Itaci para o município de Carmo do Rio Claro.
- 1939 - Mudança de nome: Dores de Boa Esperança para Boa Esperança. Captação de água potável para a cidade.
- 1940 - Construção do Centro Espírita.
- 1944-1948- O município é constituído de três distritos: Boa Esperança, Coqueiral e Ilicínea.
- 1941 - Instalação da Agência do Banco do Brasil.
- 1942 - Início do calçamento das ruas a paralelepípedos. Criação do Aero Clube. Queda do 1º avião na cidade.
- 1943 - Grandes inundações por causa das chuvas intensas do verão.
- 1944 - Grandes inundações por causa das chuvas intensas do verão.
- 1945 - Volta dos Soldados Dorenses que lutaram nos campos da Itália contra as Forças Alemãs invasoras da 2ª Guerra Mundial.
- 1946 - Instalação da Agência do Banco de Minas Gerais.
- 1948 – 27 de dezembro - A Lei Estadual nº 336, desmembra do município de Boa Esperança o distrito de Coqueiral, que é elevado a município.
- 1951 - Inauguração da Vila Moscardini, Vila Nova Era, Laboratório de Pesquisas Clínicas, Vila Maringá, Vila Prefeito João Julio de Faria, Vila Neusa. Abastecimento de água por poços artesianos. Forum Dr. Silveira
- 1953 – 12 de dezembro – A Lei Estadual nº 1039, desmembra do município de Boa Esperança o distrito de Ilicínea, que é elevado a município. Inauguração da Estação Rodoviária e do Posto de Higiene.
- 1999 – 10 de julho, o Soberano Pontífice, Papa João Paulo II, então gloriosamente reinante, elevou a antiga e veneranda Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores à dignidade de Basílica Menor, concedendo-lhe o título anexo.
- 2002 – 29 de dezembro, Solene Instalação da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, sendo primeiro reitor Monsenhor Victor Vieira Arantes.
- 2007 - 16 de maio - Criação do Parque Estadual da Serra da Boa Esperança, com 5.873,9960 hectares de área, pelo Decreto Estadual nº 44.520.
- 2010 - 15 de maio - Inauguração do Ginásio Poliesportivo Municipal, com capacidade para cinco mil pessoas
Geografia
- Altitude máxima: 1392 m (Serra da Boa Esperança).
- Altitude Média: 775 m (Beira Lago).
- Temperatura Média Anual: 27 °C. 
Clima: tropical de altitude.
- Precipitação Média Anual: 1500 mm.
Comunidades Rurais: Águas Verdes, Sapezinho, Rancharia, Barro Preto, Lagoinha, Córrego do Ouro, Felícias, Mata do Paiol, Cajurú.
Praças: Praça Coronel Neves (Jardinzão); Praça Doutor Joaquim Vilela (Jardinzinho); Praça da Caixa D'água; Praça da Rodoviária; Praça do Colégio
Relevo
Composição topográfica: ondulado e montanhoso.
Solo
Predominante é o tipo “Lê-Latossolo Vermelho Escuro” com textura argilosa.
Clima
Situado nos limites meridionais da zona intertropical e, sob influência da elevada altitude da região, o clima da região é do tipo tropical mesotérmico. A temperatura anual é de 19 °C.
Verão e a primavera são as estações mais quentes, com máximas diárias variando de 25 a 29 °C, novembro, dezembro e janeiro são os meses mais quentes chegando de 36 a 37 °C e mínima de 9 e 10 °C.
Com raras temperaturas abaixo de 0 °C, que podem resultar em geadas.
Em relação ao regime de chuvas, o clima é úmido, com precipitação média anual de aproximadamente 1500 mm.
Recursos hídricos
- Rio Grande, da bacia do Rio Paraná e de alguns de seus afluentes foram inundados pelo reservatório de Furnas, que circunda o município.
- Rios e córregos: Ribeirão São Pedro; Ribeirão das Três Pontas; Ribeirão Marimbondo; Ribeirão da Maricota e Represa de Furnas - 1ª Usina Hidrelétrica de Furnas Centrais Elétricas, na bacia do Rio Grande.
Fauna
Abriga diversas espécies de aves conhecidas como: biguatinga, garça, irerê, gavião-carijó, saracura-preta, frango-d'água, saracura-três-potes, saracura-do-brejo, quero-quero, asa-branca, tuim, jandaia, anu-preto, anu-branco, coruja-do-mato, martim-pescador, joão-de-barro, maria-branca, bem-te-vi, tico-tico, sanhaço-cinzento, tiziu, pássaro-preto-de-brejo, dó-ré-mi.
Mamíferos silvestres como: capivara, veado-mateiro, macaco-prego, cachorro-do-mato, lontra, paca, cotia, morcego frugívoro, gambá e outros. Sendo que alguns destes podem ter migrado para outras áreas.
Flora
Floresta do tipo Estacional Semidecidual e Ombrófila Mista. Espécies que ocorrem nesta vegetação: açoita-cavalo, angico, cedro, canela, sassafrás, massaranduba, canjerana, amoreira, jatobá, óleo de copaíba, jequitibá, peroba rosa e guatambu. Nas matas ciliares, capixingui, ingá, pinheiro do brejo e ipê do brejo, árvores esparsas e cobertura de arbustos e sub arbustos apresentando o marolo, barbatimão, espinheira santa, cagáita, ipê do cerrado e pau santo como exemplo.
Economia
Município agro pastoril, produtor de grãos, concentra e distribui bens e serviços para os municípios limítrofes. 
Setor primário
- Agricultura:
Desenvolve-se a cultura do arroz, alho, batata-inglesa, feijão, milho, café, cana-de-açúcar, mandioca, soja, tomate e frutas, cada uma delas com mais de 100 hectares de terra cultivada. Em primeiro plano esta o café, principal produto que vem mantendo um nível bom de produção. É consumido internamente e exportado para outros municípios e estados do país. Tendo a 5ª maior cooperativa cafeeira do país - Capebe
- Pecuária: Uma das mais antigas atividades econômicas do município conta com rebanho leiteiro e de corte. A suinocultura e a avicultura também têm destaque.
Setor terciário
- Comércio:
Concentra-se principalmente nos bairros Centro e Nova Era.
- Royalties: Os "royalties" são uma ajuda financeira que a Central Elétrica de Furnas paga aos Municípios que fazem parte das "bacias de empresas geradoras de eletricidade".
- Turismo: As atividades voltadas para o consumo turístico têm participação considerável no valor total da produção do setor de serviços no município de Boa Esperança. Os grupos de atividades de serviços turísticos com maior participação no valor da produção foram alimentação, hotelaria, transportes rodoviários e lazer.
Turismo
O município faz parte do circuito turístico Grutas e Mar de Minas. 
Lago de Furnas
O Lago de Boa Esperança possibilitou o desenvolvimento do turismo e do lazer da população. O lago é formado pelo represamento das águas do ribeirão Marimbondo, Maricota e Cascavel. A extensão total é de aproximadamente 8 km² (800ha), sendo 3 km², a “parte que banha a cidade”. Represado no município para formação de uma lagoa perene, circundando de praças, com avenidas arborizadas, restaurantes, instalações para pesca com vara, ancoradouro para barcos e jardins. 
As atividades na área incluem: Passeio de Lancha; Passeio de Jet Ski; Pesca Esportiva; Caiaque; Stand Up Paddle; Parasail; Ultraleve; Praia do Bicano - Criada em torno da Av. Beira Lago com intuito de reunir as pessoas para desfrutarem da beleza do Lago dos Encantos e Praia do Celeiro – Localizada nas proximidades da FAFIBE.
Serra da Boa Esperança
A Serra da Boa Esperança é um atrativo turístico apaziguador, tanto que foi a musa que inspirou Lamartine Babo para sua antológica composição: Serra da Boa Esperança. Merecem destaque as cachoeiras de 4 a 20 m e as caminhadas ecológicas: Pico do Branquinho; Pico das Antenas; Pico das Areias; Pico da Igrejinha; Cachoeiras Santa Luzia I e II; Cachoeira da Serra; Cachoeira do Buracão; Cachoeira Nascente do Rio Sabaré; Cachoeira da Cava; Cachoeirinha; Cachoeira Cabana; Cachoeira Capão Grande e Cachoeira das Areias.
Monumentos
- Afonso José Felicori - na Avenida Juscelino Kubitschek, instrumentos musicais trabalhados em diversos materiais em exaltação à memória do jovem autor do Hino de Boa Esperança.
- Marco do Centenário - na Av. XV de outubro é formado uma pirâmide alusiva ao Centenário, apresentando nas faces as bandeiras de Minas Gerais, do Brasil e de Boa Esperança.
- Lamartine Babo - situado na Av. Marechal Floriano Peixoto é formado de um violão contendo nas cordas o busto do autor.
Transportes
Sistema rodoviário

A cidade é atendida pela BR-369, pela MG-167 e pela 
BR-265 (próxima a BR-381 (Rodovia Fernão Dias)).
Sistema aéreo
- Aeroporto próximo:
Aeroporto Municipal de Alfenas - Pista de 1.600 m com balizamento noturno.
- Aeroporto próximo: Aeroporto Municipal de Campo Belo - Pista de 1.420 m sem balizamento noturno.
- Aeroporto próximo: Aeroporto Municipal de Varginha - Pista de 2.000+ com balizamento noturno.
Eventos
Festas religiosas, oficiais e não oficias por datas: 
- Janeiro - Baile da Praça I
- Fevereiro/Março - Carnaval (carnaboa/carnaval na boa)
- Maio - Finais do Campeonato Brasileiro de Jet Sky (desde 89)
- Maio - Dia Do Trabalhador e Festa do Cooperado - CAPEBE.
- Junho - Festa da Família dorense (arraiá da Paróquia) e diversas outras excelentes festas juninas que se estendem até julho
- Julho - Baile da Praça II
- Setembro - Festival Nacional da Canção FENAC (O Maior Festival de Música do Brasil)
- Setembro - Dia 15: Dia da Padroeira, Nossa Senhora das Dores
- Outubro – Dia 15: Aniversário da cidade
- Janeiro a Dezembro - Bailes e Boates no Radium Clube Dorense
- Janeiro a Dezembro - Bailes no Clube dos Operários
Educação
Ensino superior

No município de Boa Esperança está sediado um polo de apoio presencial da Universidade Aberta do Brasil[. Em 2011 a Faculdade de Filosofia e Letras - FAFIBE, retornou suas atividades, sob o comando do Grupo IEducare, passando a se chamar FAFIBE/IEDUCARE, oferecendo vários cursos de níveis superiores.
Esportes
A cidade é palco de uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Jet Ski. A vocação náutica do município, está inserida no cotidiano dos esperancenses, devido à presença visual do lago na maior parte da cidade. Natação, mergulho, pescaria, windsurf, parapente, passeio de pedalinho, e até mesmo um cooper em torno do lago entre outros, se tornaram atrativos saudáveis e periódicos dos nossos cidadãos. 
Destaca-se também o Motocross e o Campeonato Municipal de Futebol. 
O time de futebol da cidade é o MEC (Minas Esporte Clube) - Campeão 2ª Divisão Campeonato Mineiro de 1987. 
Estádios e ginásios
- Estádio Municipal Doutor Joaquim Vilela (MEC) - Capacidade 5.000 pessoas).
- Estádio Campo de JENE.
- Estádio Campo do União.
- Estádio Campo do Guarani.
- Estádio Campo do Richester.
- Estádio Campo do Atlético Esperancese.
- Estádio Campo das Populares.
- Ginásio Poliesportivo Bairro Maringá.
- Ginásio Poliesportivo Municipal (capacidade 5.000 pessoas).
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 2 de junho de 2025

LAJEDO - PERNAMBUCO

Lajedo é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Localizado na Microrregião de Garanhuns e na Mesorregião do Agreste Pernambucano, distando cerca de 173 km da capital Recife. Ocupa uma área de 189,096 km². A população de Lajedo, em 2022, era de 39.582 habitantes, conforme dados do IBGE, daquele ano.
História
O núcleo urbano de Lajedo teve sua origem a partir da interiorização da atividade pecuária, responsável pelo surgimento de fazendas nessa região do agreste do Estado. O desbravador da propriedade Cágado, Sr. Vicente Ferreira, instalou-se juntamente com seus filhos e escravos, e ficou conhecido como fundador da cidade. Mais tarde, em 1852, seu filho José Ferreira da Silva construiu a primeira casa e deu origem ao povoado de Santo Inácio dos Lajeiros. 
Por volta de 1900, o povoado transformou-se em distrito do município de Canhotinho. O município de Lajedo foi criado pela Lei Estadual nº 377 de 24 de dezembro de 1948, pelo então governador Barbosa Lima Sobrinho. E foi instalada a nova prefeitura em 19 de janeiro de 1949, o primeiro prefeito nomeado pelo então governador; Guilhermino Virgulino de Sobral assumiu o cargo em 19 de janeiro de 1949 até 19 de maio do mesmo ano a data em que se comemora a emancipação política de Lajedo; quando então entregou ao presidente da câmara Sr. Adalberto de Castro Barreto, que exerceu a função por 17 dias, enquanto se preparava a festa para entrega ao novo prefeito eleito em 8 de maio de 1949, com 204 votos José Nonato de Oliveira na legenda PSD, que venceu a disputa com o Sr. Francisco Cordeiro Magalhães da legenda UDN. José Nonato de Oliveira tomou posse no dia 5 de junho de 1949. 
Etimologia
O nome da cidade tem origem a partir da existência de “lajeiros” no seu entorno, área chamada de “Caldeirões”, que armazena água de chuva e que durante muito tempo abasteceu a cidade. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 08º39'49" sul e a uma longitude 36º19'12" oeste, estando a uma altitude de 661 metros. Possui uma área de 189,09 km². Tem um clima frio e seco com temperatura média anual em torno dos 25°. 
Fica distante a 196 km da capital pernambucana e a 165 km da capital alagoana. As principais atividades agropecuárias são: feijão, milho, batata doce, banana, mandioca, algodão, tomate e manga. 
O município está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, com relevo suave e ondulado. 
A vegetação desta unidade é formada por florestas subcaducifólica e caducifólia, próprias das áreas agrestes. 
Lajedo está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Una. Tem como principais tributários os rios Quatis, da Chata e do Retiro, e os riachos Bonito, Doce e do Serrote, todos de regime intermitente. Conta ainda com distribuição de água oriunda do Açude São Jaques(403.600 m³) situado no município de Jurema, cidade próxima a Lajedo. 
Clima
Em Lajedo, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, úmido, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 32 °C e raramente é inferior a 14 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Lajedo e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 5,3 meses, de 29 de outubro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Lajedo é março, com a máxima de 31 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 8 de junho a 30 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Lajedo é julho, com a mínima de 16 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Economia
A economia de Lajedo se baseia na Agricultura e no Comércio. O pátio da feira localiza-se em frente ao CEALA. 
Lajedo é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico.
De janeiro a novembro de 2024, foram registradas 968 admissões formais e 822 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 146 novos trabalhadores.
Até dezembro de 2024 houve registro de 33 novas empresas em Lajedo, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram.
Educação
Educação Superior

No ensino superior, estão presentes na cidade as seguintes instituições: FTC; UVA e Polo da UPE-PROGRAPE.
Feriados Municipais
Em âmbito municipal há dois feriados por ano, que são os seguintes:
19 de maio – Emancipação Política de Lajedo;
13 de junho – Dia de Santo Antônio, padroeiro de Lajedo.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

sexta-feira, 30 de maio de 2025

SANTA MARIA DE JETIBÁ - ESPÍRITO SANTO

Santa Maria de Jetibá é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Sua população, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, era de 41.636 habitantes.
História
Em 1872 e 1873 desembarcaram no porto de Vitória algumas centenas de famílias alemãs. Esses alemães eram provenientes em sua maioria da Pomerânia, então pertencente à Prússia e atualmente território da Polônia. Ao todo, chegaram ao estado do Espírito Santo 4 mil pomeranos. Os pomeranos eram um povo que vivia isolado entre a Alemanha e a Polônia, com hábitos culturais diferentes do restante da população.
Embora não se considerassem alemães, pois não havia de fato uma unificação alemã à época, os imigrantes pomeranos, assim como os de outras localidades, eram tratados como tal e foram enviados para o alto das serras, onde já tinham se instalado outros imigrantes alemães, numa região isolada por florestas. Na região das serras, antigamente habitada pelo índios botocudos (que foram dizimados), os colonos alemães passaram a se multiplicar em larga escala. Famílias com doze a vinte filhos eram comuns e, ainda hoje, os descendentes de pomeranos formam a maioria da população na região.
Na colônia houve uma divisão étnica: de um lado do rio Jucu viviam os alemães provenientes do Hunsrück e do outro lado os colonos provenientes da Pomerânia. Todavia, os pomeranos estavam em maior número e, com o passar do tempo, os hunsrückers foram assimilados pelos pomeranos. Os colonos viviam em uma região isolada por florestas e esse isolamento criou enormes dificuldades para o desenvolvimento dessa colônia. Os pomeranos vieram para o Brasil fugindo da miséria na Europa e acabaram encontrando no país abandono e passaram por grandes dificuldades.
Porém, esse isolamento contribuiu fortemente para a cultura da região: mantendo pouco contato com o restante da população brasileira, os pomeranos conseguiram manter sua cultura e idioma preservados. Ainda hoje, os descendentes dos pomeranos levam um estilo de vida muito semelhante ao dos imigrantes que ali chegaram no fim do século XIX, vivendo basicamente da agricultura de subsistência e frequentando os cultos luteranos.
Hoje estima-se que vivem no Espírito Santo aproximadamente 250 mil descendentes de imigrantes alemães, dos quais 120 mil são pomeranos.
Em 2018, um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura Municipal à Câmara de vereadores e sancionado pelo executivo, tornou o hino da Pomerânia como co oficial de Santa Maria de Jetibá.
Formação administrativa
Até 1943, a localidade era conhecida como Jequitibá, sendo um distrito do município de Cachoeiro de Santa Leopoldina (depois denominado apenas Santa Leopoldina). Pela Lei Estadual nº 4.067, de 6 de maio de 1988, o distrito é elevado à categoria de município com a atual denominação de Santa Maria de Jetibá. Além da sede, figura no município de Santa Maria de Jetibá o distrito de Garrafão.
Demografia
A maioria da população é descendente de pomeranos e alemães.
Geografia
A sede da cidade é localizada a 700 metros de altitude e o ponto mais alto é a Pedra do Garrafão, com 1.450 metros de altitude. O ponto mais baixo é a divisa com Santa Leopoldina, que fica a 300 metros de altitude. Como os demais municípios da região serrana do Estado, Santa Maria de Jetibá tem um clima ameno, influenciado principalmente pela altitude. É o quinto município mais elevado do Estado em termos de altitude na sede, perdendo apenas para Venda Nova do Imigrante, que está a 730 metros acima do nível do mar, Ibatiba com 740 metros e Dores do Rio Preto com 774 metros acima do nível do mar e Ibitirama com 770 metros de altitude.
Relevo
O relevo do Estado é caracterizado por baixada litorânea (40% do território) e serras (interior), formado por rochas cristalinas, sobretudo gnaisses e granitos. Ao longo da costa Atlântica encontra-se uma faixa de planície e à medida que se penetra em direção ao interior, o planalto dá origem a uma região serrana, com altitudes superiores a 2.000 metros.
De largura variável, a Baixada Espírito-santense acompanha toda a costa capixaba, da fronteira com a Bahia até o limite com o Rio de Janeiro. O litoral é rochoso ao sul, com falésias de arenito, e também, na parte central, com grandes morros e afloramentos graníticos à beira-mar, além de ser recortado com enseadas e baías. É arenoso ao norte, com praias longas de mar aberto e cobertas por vegetação rasteira. Destaque para as Dunas de Itaúnas, no extremo Norte capixaba.
A 1.140 quilômetros da costa, no Oceano Atlântico, encontram-se a Ilha da Trindade e as Ilhas de Martim Vaz, por sua vez situadas a 30 quilômetros de Trindade. Ao todo, há 73 ilhas localizadas na costa do Estado, sendo 50 localizadas na capital Vitória.
Outra unidade do relevo são os planaltos e serras, que ocupam 60% do território do Estado. O Espírito Santo é coroado por maciços montanhosos, entre os quais se destacam os picos da Serra do Caparaó, localizado no sudoeste do Estado, próximo à divisa com Minas Gerais. Nela está o Pico da Bandeira (2.892 metros), o terceiro mais alto de todo o país, localizado no município capixaba de Ibitirama.
Na cidade de Castelo está o Pico do Forno Grande, um imponente afloramento rochoso com 2.070 metros, ponto mais alto da Serra do Castelo. Existem vários afloramentos menores, porém importantes, como a Pedra Azul, com 1.822 metros, que também é conhecida como a Pedra do Lagarto, devido a uma saliência em forma de um animal que parece subir pela sua encosta. Aos fundos, na mesma formação rochosa de granito e gnaisse, avista-se a Pedra das Flores, com 1.909 metros de altura.
A noroeste as altitudes diminuem um pouco, porém apresentam algumas elevações rochosas, como os pontões capixabas, entre as quais destacam-se as formações na cidade de Pancas.
Hidrografia
O Rio Doce é o mais importante do Estado, com 853 quilômetros de extensão desde a nascente. Ele nasce em Minas Gerais e desemboca no Oceano Atlântico, na cidade de Linhares. Também se destacam os rios São Mateus, no Norte do Estado, o Itaúnas, o Itapemirim, o Jucu, o Santa Maria da Vitória, que deságua na Baía de Vitória, e o Itabapoana, que separa o Espírito Santo do Rio de Janeiro.
Vegetação
A vegetação é composta por floresta tropical e vegetação litorânea.
Clima
Santa Maria de Jetibá tem um clima tropical de altitude (ou subtropical úmido), tipo Cwa segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, registrando temperaturas entre as mais amenas no Espírito Santo, por causa da altitude. Possui verões relativamente quentes e úmidos e invernos secos e amenos. A primavera e o outono são estações de transição, apresentando características simultâneas do inverno e do verão ao longo de seus dias.
Idioma
Santa Maria de Jetibá é uma cidade bilíngue. É uma das poucas comunidades falantes do pomerano no Brasil, ao lado de Laranja da Terra, de Pomerode em Santa Catarina, e de cidades do Rio Grande do Sul, como São Lourenço do Sul, Arroio do Padre e Canguçu. A língua atualmente conta com uma proposta de grafia elaborada pelo etnolinguista Ismael Tressmann. A grafia elaborada pelo pesquisador culminou na publicação de um dicionário pomerano/português. Nas escolas municipais de Santa Maria de Jetibá são oferecidas aulas em língua pomerana. A cidade também conta com estação de rádio em língua pomerana, a Pommer Rádio.
Economia
Santa Maria de Jetibá é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. 
De janeiro a novembro de 2024, foram registradas 4,6 mil admissões formais e 4,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 427 novos trabalhadores.
Até dezembro de 2024 houve registro de 115 novas empresas em Santa Maria de Jetibá, sendo que 7 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram.
Turismo
A cidade conta vários pontos turísticos como o Horto Florestal (reserva de preservação encontrado na comunidade de São Luís), Museu da Imigração Pomerana, Monumento ao Imigrante Pomerano na Praça da Prefeitura, Pedra do Garrafão, e diversas cachoeiras espalhadas pelo interior do município.
Cultura
O Espírito Santo é um caldeirão de diversidade cultural. A rica combinação é uma mistura dos costumes e das tradições indígenas, africanas e dos diversos imigrantes (italianos, alemães, pomeranos, libaneses, entre outros) que fixaram residência no Estado. As manifestações culturais são singulares e podem ser observadas através das danças, das festas, do artesanato e dos costumes de cada município.
O congo é o ritmo mais tradicional capixaba, conhecido em todo o Estado. Ele faz referência aos escravos, aos santos de devoção, ao amor e ao mar. Além dele, o ticumbi também é marcante, com sons de violas e pandeiros, e cantorias em versos e rimas em louvor a São Benedito. O Encontro Nacional de Folia de Reis e o Boi Pintadinho, no Carnaval, no município de Muqui, também são duas manifestações culturais tradicionais capixabas.
A panela de barro é a maior representação do artesanato e da cultura capixaba. De origem indígena, é uma tradição passada de mãe para filhas há pelo menos 400 anos. O feitio da panela de barro é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O Espírito Santo também tem um rico patrimônio histórico cultural. É possível fazer uma viagem entre o passado e o presente nos casarios de Muqui, com mais de duzentas construções tombadas; no Porto de São Mateus; em Santa Leopoldina, que recebeu a visita de D. Pedro II; no Convento da Penha e nas construções do Centro de Vitória.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Site Descubra o Espírito Santo .

quarta-feira, 28 de maio de 2025

PROMISSÃO - SÃO PAULO

Promissão é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º32'12" sul e a uma longitude 49º51'29" oeste, estando a uma altitude de 426 metros. A população de Promissão, em 2022 era de 35.131 habitantes. A densidade demográfica era de 45,09 habitantes por quilômetro quadrado., de acordo com censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município é formado pela sede e pelo distrito de Santa Maria do Gurupá.
Neste município está instalada a Usina Hidrelétrica de Promissão (Mario Lopes Leão), com potência instalada de 264 MW, que é a segunda usina da AES em capacidade, no rio Tietê.
História
A área do atual município de Promissão era originalmente habitada por índios caingangues, e pertencia ao município de Penápolis. A partir de 1908, se tornou atraente para o cultivo de café com a inauguração da Estação Ferroviária Hector Legru da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Uma vila foi aberta junto à estação pelo agrimensor Adolpho Hecht em 1909, mas a primeira casa só seria construída em 1913. A partir de 1917, chegariam os primeiros imigrantes japoneses e italianos, e mais tarde, espanhóis e portugueses. Na mesma época, os habitantes originais, os índios caingangues, foram acometidos pela gripe espanhola; muitos pereceram, e os que sobreviveram foram transferidos para Braúna.
Em 1918, o pioneiro japonês Shuhei Uetsuka adquiriu 1400 alqueires de terreno na região e fundou uma grande comunidade de fazendeiros imigrantes japoneses, a Colônia de Itacolomí, também conhecida como Primeira Colônia Uetsuka. Shuhei era uma figura bem conhecida na comunidade japonesa, pelo fato de ter chegado ao Brasil em 1908 no primeiro navio imigrantes do Japão, o Kasato Maru, como representante da Companhia Imperial de Emigração do Japão (Kokoku Shokumin Kaisha), e ter se dedicado a ajudar os primeiros imigrantes japoneses em suas inúmeras dificuldades no Brasil.
Com a chegada de grande número de colonos imigrantes, especialmente japoneses, a região rapidamente cresceu e foi elevada à condição de distrito do município de Penápolis em 27 de novembro de 1919. Em 30 de setembro de 1921, passou oficialmente a se chamar Promissão, tornando-se município em 29 de novembro de 1923.
No início, os colonos enfrentavam grandes dificuldades financeiras, e sofreram com desastres naturais como geadas, secas e nuvens de gafanhotos. Em 1926, no entanto, Shuhei conseguiu um empréstimo de 850 mil ienes com juros reduzidos do governo do Japão, trazendo mais segurança financeira aos fazendeiros. No ápice, a Colônia de Itacolomí chegou a ter 1.500 famílias de colonos.
A Colônia de Itacolomí tinha o diferencial de possuir um grande número de colonos japoneses católicos, descendentes de Kakure Kirishitans, como eram chamados os cristãos que viviam escondidos no Japão durante o Período Edo, quando o Cristianismo era proibido no Japão. As famílias católicas se concentravam principalmente no bairro do Gonzaga, e grande parte delas tinham na realidade uma origem comum no Japão, a comunidade católica centrada na vila de Imamura, no município de Tachiarai, Prefeitura de Fukuoka. Foram os próprios colonos japoneses católicos que construíram a Igreja Cristo-Rei dos 26 Mártires, também conhecida como Igreja Cristo-Rei do Gonzaga, inaugurada em 1938.
Os colonos cultivavam café através de agricultura intensiva com técnicas pouco sofisticadas, fazendo com que solo arenoso de Promissão começasse a a se degradar a partir dos anos 1940. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos japoneses se mudaram para o Paraná, onde havia abundância de terra roxa (mais adequada para o plantio de café), ou para cidades como São Paulo. Em 2008, restavam apenas 150 famílias de descendentes de japoneses nas fazendas de Promissão.
Clima
Em Promissão, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 31 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 36 °C.
A melhor época do ano para visitar Promissão e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de setembro.
A estação quente permanece por 6,9 meses, de 1 de setembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Promissão é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 23 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,2 meses, de 15 de maio a 21 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Promissão é junho, com a mínima de 17 °C e máxima de 26 °C, em média.
Economia
Na economia destaca-se a pecuária e agricultura, tendo dois laticínios e duas unidades frigoríficas, usina de açúcar e álcool e uma Hidroelétrica.
Promissão é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. 
De janeiro a novembro de 2024, foram registradas 4,8 mil admissões formais e 3,8 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 970 novos trabalhadores.
Até dezembro de 2024 houve registro de 136 novas empresas em Promissão, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Infraestrutura
Em termos de infraestrutura, a cidade dispõe de um hospital estadual (Hospital Miguel Martins Gualda) e um Ambulatório Médico de Especialidades (AME); Corpo de Bombeiros, Delegacia de Polícia Civil, Destacamento de Polícia Militar, 11 farmácias, sendo duas em regime de 24 horas.
Cultura
Atrações históricas

Igreja Cristo-Rei dos 26 Mártires
Popularmente conhecida como "Igreja Cristo-Rei do Gonzaga", a imponente igreja de tijolos vermelhos em estilo neorromânico foi inaugurada em 1938 e surpreende por sua localização numa área rural remota e pouca habitada do município. Ela é na realidade um importante legado da uma grande comunidade de imigrantes japoneses católicos que outrora habitou o bairro do Gonzaga. Essa comunidade tem origem na comunidade católica da Igreja de Imamura, no atual município de Tachiarai, Prefeitura de Fukuoka. Encorajados pelo Padre Tamotsu Honda, os católicos da região passaram a emigrar em massa para o Brasil a partir de 1912, com a pespectiva de melhorar de vida e com a certeza que teriam liberdade para praticar sua religião, diferente da época em que eram "Kakure Kirishitans", como eram chamados os cristãos que viviam escondidos no Japão durante o Período Edo, quando o Cristianismo era proibido no Japão.
A partir de 1928, cerca de 78 famílias dessa comunidade se estabeleceram no bairro do Gonzaga da Colônia de Itacolomí em Promissão. Juntaram-se a elas dezenas de outras famílias japonesas de outras comunidades católicas de Kyushu, em especial da cidade de Hirado (na Prefeitura de Nagasaki), da ilha de Ikitsuki (atualmente parte de Hirado), e das Ilhas Gotō (também parte da Prefeitura de Nagasaki). Para atender às necessidades espirituais dessa comunidade, a Companhia de Jesus enviou para Promissão dois padres, Emílio Kircher em 1929 e Agostinho Utsch em 1933, ambos alemães porém fluentes no idioma japonês.
Padre Utsch também era engenheiro, e a partir de 1935, os dois iniciariam a construção de uma nova igreja para substituir a igreja simples de madeira utilizada pelos colonos, chamada de "Igreja Cristo-Rei". O projeto arquitetônico foi enviado pela Companhia de Jesus do Japão, e tinha semelhanças óbvias com a Igreja de Imamura, tal como o estilo neorromânico, a construção com tijolos vermelhos, e a colocação de uma Gruta de Nossa Senhora de Lourdes em anexo. A nova igreja foi construída com a mão de obra dos próprios colonos japoneses, que construíram uma olaria, anexa à obra. Os colonos transportaram argila, água e outros insumos em carroções puxados por junta de bois, e moldaram e queimaram cada um dos tijolos empregados na construção.
A igreja foi chamada de Igreja Cristo-Rei dos 26 Mártires em homenagem aos 26 Mártires do Japão executados via crucificação pelo Shogun Toyotomi Hideyoshi em 1597. A missa inaugural foi realizada em 15 de agosto 1938 pelo Padre Domingos Chohachi Nakamura, missionário que exerceu um papel fundamental na evangelização dos primeiros imigrantes japoneses.
Turismo
Promissão é privilegiada em termos de acesso. Encontra-se entre duas das principais rodovias do Brasil: SP 300, também conhecida por rodovia Marechal Rondon e BR-153 (Transbrasiliana). Ainda ligam-se aos municípios vizinhos por estradas vicinais, todas com pavimentação asfáltica. Além das estradas, também é servido pela hidrovia Tietê-Paraná.
Áreas de reserva natural
Localizada na Fazenda Reunidas, encontra-se uma área de mais de mil hectares, com característica de cerrado “lato sensu” e importante biodiversidade, atraindo pesquisadores e praticantes de ecoturismo.
Fazenda Reunidas
Propriedade destinada à reforma agrária encontra-se constituída por cerca de 800 famílias, com característica de agricultura familiar. Além de pesquisadores, a área recebe adeptos do turismo rural.
Cachoeiras
O município conta com algumas cachoeiras na região do distrito de Santa Maria do Gurupá.
Além da Festa do Peão, o turista poderá encontrar inúmeros atrativos:
Praça da colônia da imigração japonesa
O município é conhecido como o “berço da imigração japonesa”. Para ele, Shuhei Uetsuka conduziu os primeiros imigrantes vindos com o navio “Kasatu Maru”. Aqui permaneceu até sua morte, estando inclusive sepultado neste município. A tradição oriental move inúmeros descendentes japoneses até seu túmulo, em manifestação de respeito e reconhecimento.
Parque das águas
Trata-se de lagoa de captação de água, com pista para caminhada, equipamentos para exercícios e beleza cênica, o que torna as atividades mais aprazíveis. Esse local tem significativa freqüência diária, de adultos e crianças.
Praias naturais do rio Tietê
Com água límpida, os turistas, sobretudo os oriundos da capital, encontram local para lazer e pesca esportiva. A excelente qualidade da água e a excepcional paisagem fazem deste atrativo uma grande opção, inclusive para lazer em família.
Igrejas Históricas
Temos vários exemplos: a Igreja do Bom Jesus, Igreja da cabeceira dos Patos (ligada à imigração italiana), Igreja do Bairro Bom Sucesso, Igreja do distrito de Santa Maria do Gurupá e Igreja Cristo Rei do Gonzaga, no bairro do Gonzaga, sendo esta construída pela colônia japonesa, quando do início da imigração. Nesta igreja, esporadicamente, realizam-se ofícios religiosos em conjunto com sacerdotes brasileiros e japoneses, tendo, nessas ocasiões, a participação de grande número de pessoas, de toda a região.
Banda Marcial Municipal de Promissão
Com 28 anos de existência, conta com aproximadamente 100 integrantes, e tendo grandes conquistas em vários campeonatos que participam e realiza apresentações por várias cidades do Brasil.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

segunda-feira, 26 de maio de 2025

SÃO JOÃO BATISTA - SANTA CATARINA

São João Batista é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localizado no vale do Rio Tijucas, próximo ao litoral norte do estado, sua população era de 32.687 habitantes, em 2022, de acordo com o censo do IBGE naquele ano. A economia do município se baseia na indústria calçadista.
História
Segundo historiadores confirmam, em 1776 chegaram às primeiras famílias de açorianos em Tijucas, estabelecendo-se no bairro da Praça.
Em 05 de junho de 1788, houve duas expedições, rio acima pelo rio Tijucas. Uma comandada por alferes Antônio José de Freitas, que percorreu todo o rio até onde as canoas pudessem navegar. Outro fato que confirma a presença de moradores no interior do vale, foi à distribuição de sesmarias a muitos moradores nos anos de 1802/1810.
São João Batista foi fundada em 1834, com a chegada do capitão João de Amorim Pereira. Em 1836, chega o primeiro grupo de imigrantes – 132 colonos vindos do reino da Sardenha (desde de 1861 território da Itália), trazidos pela sociedade particular de colonização Demaria & Schutel.
A cidade é conhecida como pioneira na imigração italiana, tendo abrigado a colônia Nova Itália (nome atribuído posteriormente), onde hoje é o bairro Colônia, zona rural do município.
São João Batista tornou-se município em julho de 1958, quando se desmembrou de Tijucas.
Pela Llei nº 49, de 15 de junho de 1836, foi permitido a colonização italiana na Freguesia de São João do Alto Tijucas.
Em 1838 o administrador da Colônia Nova Itália, Lucas M. Boiteux, deu início à construção da primeira escola da Colônia Nova Itália.
Em 13 de junho de 1860, com a criação do município de Tijucas, as freguesias de Porto Belo e São João do Alto Tijucas ficaram incorporados ao município de Tijucas.
Em 1896 foi edificada a capela de São José do bairro Colônia.
Em 1915 foram construídas as primeiras estradas de rodagens SJB até Tijucas.
Em 1921 foi inaugurada a primeira ponte de madeira coberta com zinco e permitia a passagem de um veículo.
No período de 1926 a 1928 houve o registro do primeiro time de futebol de campo denominado Esperança Futebol Clube. Também nessa mesma década foi fundado o Oriente Esporte Clube. 
No ano de 1936 chegou a energia elétrica no distrito de São João Batista.
O Cine São João iniciou suas atividades cinematográficas no ano de 1940. 
A Usina de Açúcar Tijucas foi fundada no ano de 1944, recebendo o nome de Francisca Gallotti, esposa do coronel Benjamim Gallotti.
Em 21 de junho de 1957 foi iniciado o movimento emancipacionista do Distrito de São João Batista, liderado pelo estudante de direito Wilian Duarte da Silva, que começou a campanha da emancipação escrevendo reportagens através dos Jornais “Gazeta e o Estado”, da Capital do Estado de Santa Catarina, sensibilizando os poderes públicos da necessidade da emancipação do Distrito, separando do município de Tijucas. Diante dessas reportagens, o povo batistense, começou a mobilizar-se, através de abaixo-assinados, reforçando a emancipação. Nesse mesmo ano o acadêmico mencionado, em data de 9 de abril, fez um pronunciamento na “Rádio Diário da Manhã”, expondo as razões do postulamento dos batistenses, dando conta da necessidade da emancipação do Distrito de São João Batista. A emancipação política e econômica do Distrito de São João Batista, aconteceu em 21 de junho de 1958, com a promulgação da Lei nº 348. 
No ano de 1962 foi inaugurada a Capela Sagrada Família e no mesmo ano, foi inaugurada a atual matriz de São João Batista.
A Comarca de São João Batista foi criada pela Lei Estadual nº 3.787, em 29 de dezembro de 1965, através de Projeto de Reforma Judiciária do Estado, sendo instalada em 10 de setembro de 1967.
A ponte sobre o rio Tijucas
foi inaugurada em 1966, denominada de deputado Joaquim Ramos.
O brasão e a bandeira do município foram criados pelas Leis de número 130 e 131, respectivamente, ambas de 1967.
Onovo prédio da Prefeitura Municipal foi inaugurado no dia 19 de julho de 1968.
Pelo Decreto Presidencial nº 67.705, de 4 de dezembro de 1970, é decretada a Intervenção Federal em São João Batista. 
Em 25 de março de 1972, foi inaugurada a Biblioteca Pública, com a denominação de José Artur Boiteux, e a sala de leitura com a denominação de Doutor Cesar Benjamim Duarte.
O Hospital Monsenhor José Locks foi inaugurado em 14 de janeiro de 1973 e, no mesmo ano, foi realizada a primeira Jubinespo, com exposições de artes plásticas
Em 10 de Outubro de 1984, foi criada a APAE.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de São João Batista, pela Lei Provincial nº 90, de 19 de abril de 1838, subordinado ao município de Tijucas.
Elevado à categoria de município com a denominação de São João Batista, pela Lei Estadual nº 348, de 21de junho de 1958, desmembrado de Tijucas, sendo i
nstalado em 19 de julho de 1958 e constituído de 4 distritos: São João Batista, Boiteuxburgo, Major e Tijipió.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: São João Batista e Tijipió, assim permanecendo em divisão territorial datada 2023.
Clima
Em São João Batista, o verão é morno e opressivo; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 29 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 33 °C.
As melhores épocas do ano para visitar São João Batista e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao meio de junho e do início de agosto ao fim de novembro.
A estação quente permanece por 3,8 meses, de 7 de dezembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em São João Batista é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,3 meses, de 31 de maio a 8 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em São João Batista é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 21 °C, em média.
Atividades econômicas
Situada no Vale do rio Tijucas, São João Batista destaca-se pela produção de calçados – são 195 indústrias voltadas para o setor. Colonizada por italianos e açorianos, teve a sua economia inicialmente baseada na agricultura, até surgirem as fábricas de calçados, que transformaram a cidade no maior polo calçadista no Estado. Nos meses de janeiro e fevereiro, São João Batista promove uma grande feira de calçados – a FECCAT, Feira de Calçados Catarinense –, atraindo milhares de turistas, além dos diversos eventos e rodadas de negócios que são promovidas durante o ano. Em 25 de outubro anualmente acontece a Festa do Sapateiro com uma programação variada. A Praça dos Sapateiros foi assim nomeada em homenagem a Nazário de Oliveira, calçadista pioneiro do município.
A cidade promove anualmente uma grande festa de São João, que é o padroeiro da cidade, evento que conta com queima de fogos de artifício à meia noite entre o sábado e o domingo. A festa também traz barracas com vendedores de diversos produtos como coloniais, eletrônicos e vestuário.
Indústria e comércio
A economia da cidade baseia-se principalmente nas indústrias de calçado feminino, sendo considerado o terceiro polo industrial calçadista do Brasil, depois Franca (São Paulo) e Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). Há ainda expressiva participação das indústrias de componentes para calçados. A cidade possui o título de "Capital Catarinense do Calçado" concedido pela lei estadual 12.076, de 27 de dezembro de 2001.
São João Batista conta atualmente com 270 empresas de fabricação de calçados em atividade e 122 ateliês que produzem em média 1 milhão e 600 mil pares por mês de calçados femininos e o polo emprega diretamente nas linhas de produção mais de 8 mil trabalhadores.
Polo Calçadista
Considerado o 4º principal polo de calçados do país, a história de São João Batista com o calçados é recente, mas de muito sucesso. Quem estuda um pouco sobre o polo, percebe logo. Diante do fechamento da USATI, empresa que empregava a maioria das pessoas na cidade na década de 80, um cenário de abandono se transformou num espaço de trabalho em constante transformação.
São João Batista se emancipou de Tijucas em 1958. Nos anos 60, logo após a emancipação, havia cerca de 20 empresas instaladas na cidade. Eram pequenas fábricas “de fundo de quintal” com poucos funcionários e operadas por famílias.
A economia da cidade começou a aquecer há cerca de 35 anos, quando sinais para a formação de uma estrutura para um polo calçadista apareceram. Sinais que faziam com que a produção caseira fosse substituída por empresas mais eficientes e outras indústrias do ramo fossem instaladas na região. Entre os momentos que mais impulsionaram a economia da cidade, o ano de 1986 com a conjuntura do Plano Cruzado é bastante lembrado. Estima-se que nessa época, havia 300 empresas no município, sendo que 50% delas foram instaladas naquele ano.
Em 2001, a cidade conquistou o título
de Capital Catarinense do Calçado, por meio da Lei nº 12.076, de 27 de dezembro de 2001 .
São João Batista conta atualmente com 395 empresas de fabricação de calçados, que produzem em média 1 milhão e 600 mil pares por mês de calçados femininos.
O polo emprega diretamente nas linhas de produção mais de 10 mil trabalhadores.
A cidade foi nos últimos anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a segunda cidade que mais cresceu em população no Estado.
Tecnologia
Urna biométrica

Nas eleições para prefeito de 2008 foram usadas as urnas biométricas (em que o eleitor pode ser identificado por meio de suas impressões digitais), numa experiência pioneira no país, ao lado dos municípios de Fátima do Sul e Colorado do Oeste. A expectativa é que em 10 anos todos os estados tenham urnas biométricas.
Esporte
A cidade de São João Batista tem como principal esporte o futebol, o time é o Batistense, time que é apelidado de Tricolor do Vale.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

sábado, 24 de maio de 2025

JEREMOABO - BAHIA

Jeremoabo é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população, segundo a estimativa de 2024 do IBGE, era de 39.501 habitantes.
Topônimo
O nome Jeremoabo é oriundo do tupi e significa "plantação de abóbora".
História
A região de Jeremoabo, que teve como primeiros habitantes os indígenas tupinambás dos ramos dos muongorus e cariacás, foi colonizada no século XVII por meio da pecuária, atrelada à Casa da Torre, latifúndio pertencente a Garcia d’Ávila e descendentes.
Na década de 1660, os padres Jacob Roland e João de Barros fundaram a missão de Geremoabo, para a catequese e proteção dos indígenas locais. A Casa da Torre, que queria escravizar os indígenas e estava em conflito com os missionários, incendiou esse aldeamento missionário em 1669. Essa aldeia foi reconstruída pela Casa da Torre, devido à intervenção do Governo Colonial e da Igreja Católica.
Em 1698, a missão de Geremoabo já aparece com a categoria de julgado.
Por meio de Alvará Régio de 11 de abril de 1718, a aldeia de Geremoabo foi elevado à categoria de Freguesia, com o título de São João Batista de Geremoabo do Sertão de Cima, sendo subordinada à vila de Itapicuru.
A Freguesia de São João Batista de Geremoabo do Sertão de Cima foi elevada à categoria de vila, com o nome Geremoabo, por meio de decreto de 25 de outubro de 1831, não havendo informações da data de instalação.
A Lei Estadual nº 1.775, de 6 de julho de 1925, concedeu a Geremoabo o título de cidade.
Por meio do Decreto-Lei Estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, ratificado pelo Decreto Estadual nº 12.978, de 1° de junho de 1944, o município de Geremoabo teve sua grafia alterada para Jeremoabo.
Ao longo da sua história, Jeremoabo teve partes do seu território desmembradas para a criação de novos municípios: Glória (1886), Santa Brígida (1962), Coronel João Sá (1962), Pedro Alexandre (1962) e Sítio do Quinto (1989).
Geografia
O município de Jeremoabo possui uma área territorial de 4.267,488 km² segundo o IBGE (2022) e faz divisa com Novo Triunfo, Canudos, Pedro Alexandre, Macururé, Santa Brígida, Sítio do Quinto, Coronel João Sá, Rodelas e Paulo Afonso. Sobre o relevo do município, possui altitudes relativamente baixas, estando a sede municipal a uma altitude de 272 metros. As serras do município são de baixa elevação. Além disso, parte do território de Jeremoabo constitui o Raso da Catarina.
O município de Jeremoabo não possui uma hidrografia rica. O principal rio que corta o município é o Vaza-Barris. A vegetação predominante no território municipal é a Caatinga.
Clima
O clima de Jeremoabo é semiárido, com temperatura média anual de 24,6°C e precipitação média anual de 453 mm. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) de Jeremoabo, em operação desde 18 de agosto de 2015, a menor temperatura registrada na cidade foi de 13,5 °C em 17 de julho de 2017 e a maior alcançou 40,3 °C em 26 de novembro de 2015 e 3 de janeiro de 2016. A maior rajada de vento atingiu 21,5 m/s (77,4 km/h) em 16 de março de 2018.
Em Jeremoabo, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, úmido e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 35 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 37 °C.
A melhor época do ano para visitar Jeremoabo e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de outubro.
A estação quente permanece por 6,1 meses, de 27 de setembro a 1 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Jeremoabo é janeiro, com a máxima de 35 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,2 meses, de 7 de junho a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Jeremoabo é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 29 °C, em média.
Economia
Jeremoabo é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .