quinta-feira, 10 de maio de 2018

Imagens do Brasil - Joinville - Santa Catarina


Joinville é um município localizado na região norte do estado de Santa Catarina. É a maior cidade do estado, à frente da capital Florianópolis, e é a terceira mais populosa cidade da Região Sul do Brasil.
Um estudo apontou Joinville como a segunda melhor cidade para se viver no Brasil. Joinville ostenta os títulos de "Manchester Catarinense", "Cidade das Flores", "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Bicicletas" e "Cidade da Dança". É ainda conhecida por sediar o Festival de Dança de Joinville (considerado o maior festival de dança do mundo), a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (a única no mundo fora da Rússia) e o Joinville Esporte Clube.
A cidade foi criada ao mesmo tempo que Blumenau (segunda metade do século XIX), com grupo étnico semelhante ao da sua cidade contemporânea. O povo germânico, que veio de uma região com baixas temperaturas para um país com temperaturas elevadas, impôs sua determinação na construção da cidade conhecida pela sua população trabalhadora e pelas indústrias metal-mecânica, de tecidos, de alimentos, softwares, eletrodomésticos, computadores e máquinas.
O primeiro nome de Joinville foi Colônia Dona Francisca, cuja história se iniciou quando a princesa Francisca de Bragança, irmã de Pedro II do Brasil, casou-se em 1843 com o príncipe francês Francisco Fernando de Orléans, recebendo este o título de príncipe de Joinville. O nome da cidade foi mudado para Joinville, em homenagem ao príncipe, que recebeu aquelas terras como dote.
Em 1848, o casal negociou as terras pelo menos em parte, com a Sociedade Colonizadora Hamburguesa, pois o pai de Francisco, o rei da França Luís Felipe havia sido destronado e a família encontrava-se em dificuldades financeiras. O empreendedorismo dos imigrantes alemães, suíços e noruegueses construiu e deu continuidade ao seu crescimento, tornando Joinville uma das maiores potências regionais.
A cidade se destaca por importantes museus e pontos de interesse histórico, tais como o Museu de Arte de Joinville, Museu Nacional de Imigração e Colonização, Estação da Memória, Museu Casa Fritz Alt, Museu da Bicicleta de Joinville, Galeria de Artes Victor Kursancew, Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville e Casa da Memória.
História
Origens e povoamento - Os registros dos primeiros habitantes da região de Joinville datam de 4800 a.C. por conta dos mais de 40 sambaquis e sítios arqueológicos do município lá encontrados. O homem-do-sambaqui praticava a agricultura, mas tinha na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.
Índios tupis-guaranis (especificamente, carijós) ainda habitavam as cercanias quando chegaram os primeiros imigrantes europeus. No século XVIII, estabeleceram-se, na região, famílias de origem portuguesa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum, Morro do Amaral e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz e milho, entre outros produtos.
A história de Joinville tem ligação com a princesa do Brasil Francisca de Bragança, que se casou, em 1843, com Francisco Fernando de Orléans, Príncipe de Joinville, terceiro filho do rei Luís Filipe I. Ela ganhou como prêmio de casamento, 25 léguas cúbicas, em plena Mata Atlântica, que se situavam na região do município que ganhou o nome de um dos descendentes do monarca francês.
Porém, depois que o rei Luís Filipe I foi destronado em 1848 e o Príncipe de Joinville se refugiou na Inglaterra, foi que apareceu a ideia de colonizar esse terreno. O Príncipe de Joinville e o senador Christian Mathias Schroeder (que ganhou sem custo algum oito léguas cúbicas) aceitaram organizar a colônia, que seria habitada por europeus.
As pessoas que idealizaram foram, além dos já referidos, Léonce Aubé, Jerônimo Francisco Coelho, João Otto, Ottokar Doerffel, Frederico Brustlein e demais indivíduos. Porém, o imenso reconhecimento compete aos imigrantes (quase todos agricultores), que passaram a chegar desde 1851. 
A barca Colon transportou os imigrantes iniciais. Eram 191 no total, a maioria de suíços, além de alemães e noruegueses. De acordo com o historiador Apolinário Ternes, o projeto iniciou‐se um ano antes da chegada da barca Colon, que partiu de Hamburgo em 1851. Em 1850, veio o vice-cônsul Léonce Aubé, acompanhado de duas famílias de trabalhadores braçais, mais o engenheiro responsável das primeiras benfeitorias e demarcações do que viria a ser a nova colônia, e também do cozinheiro franco-suíço Louis Duvoisin. Louis Duvoisin veio ao Brasil anos antes com a expedição do 1842, o Benoît Jules Mure, na instalação fracassada do Falanstério do Saí. A barca Colon partiu de Hamburgo levando os primeiros imigrantes. No dia 9 de março do mesmo ano, a barca chegou ao local e foi fundada a Colônia Dona Francisca. A população foi reforçada com a chegada da barca Emma & Louise, com 114 pessoas. Em 1852, foi decidido que, em homenagem ao príncipe François, a cidade passaria a se chamar Joinville.
Uma residência foi construída para administrar os bens do Príncipe de Joinville, com um caminho de palmeiras em frente à casa. A casa que foi construída é atualmente o "Museu Nacional de Imigração e Colonização", e a via à sua frente tornou-se a Rua das Palmeiras, hoje atrativo turístico da cidade.
Imigração, formação administrativa e história recente - A malária, doença desconhecida na Europa, foi causa de morte de muitos dos imigrantes. Porém, a imigração andou para frente de qualquer maneira com a chegada de novas levas de alemães, tendo Joinville progredido muito devido a isso; em 1858 se elevou à categoria de freguesia. Criou-se o município por meio da Lei nº 566, de 15 de março de 1866, com o nome de São Francisco Xavier de Joinville que, em seguida, se reduziu para Joinville. O novo município foi instalado em 7 de janeiro de 1869.
Se a agricultura era a fonte de renda que predominava nos primórdios de Joinville, na atualidade mais de cem indústrias do município são a sua principal atividade econômica.
Economia - A abastada classe de industriais da região criou, logo no início do século XX, a Associação Comercial e Industrial de Joinville (atual Associação Empresarial de Joinville). Hoje, a região produz 18,9 por cento do produto interno bruto global do estado de Santa Catarina.
Joinville é cortada por várias rodovias e linhas férreas que também contribuíram para tornar a cidade o 3º maior polo industrial da Região Sul do Brasil. Apesar do progressivo aumento do setor terciário, a atividade industrial continua com grande relevância, laborando, na sua cintura industrial, grandes conglomerados do setor metal-mecânico, químico, plásticos, têxtil e de desenvolvimento de software, tornando-a um grande polo dessa tecnologia.
Sendo a cidade mais importante industrialmente em Santa Catarina, muitos dos mais importantes grupos econômicos do país, de diversos setores, estão presentes, tais como a Cipla, Buschle & Lepper, Amanco (antiga Akros), Schulz S.A, Franklin Electric (Schneider), Neogrid, Docol, Döhler, Embraco, Ciser, Lepper, Tigre, Tupy, Totvs, Britânia, KaVo Dental, Krona, General Motors, Whirlpool, Wetzel, Laboratório Catarinense, Siemens, entre outras.
Joinville é o maior polo metalúrgico do Brasil, sendo a metalúrgica Tupy a maior do Mundo. Outra marca importante para a cidade é que ela é o maior polo industrial de ferramentaria do país.
Educação
Joinville orgulha-se de ter a melhor educação pública de Santa Catarina, reconhecida pelo Ministério da Educação. 
No ensino superior, predominam os cursos de engenharia, sobretudo na Universidade do Estado de Santa Catarina e na Universidade Federal de Santa Catarina, devido às empresas de bens de consumo existentes na cidade. Por outro lado, a cidade carece de cursos voltados a áreas essenciais como as de licenciatura, obrigando muitos de seus moradores a mudarem-se para a capital, Florianópolis ou mesmo outros estados. Entre as principais instituições de ensino superior de Joinville estão o Instituto Federal de Santa Catarina, a Universidade do Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Universitário - Católica de Santa Catarina, Universidade da Região de Joinville, entre outras.
Cultura
A cidade se destaca por importantes museus e pontos de interesse histórico, tais como o Museu de Arte de Joinville, Museu Nacional de Imigração e Colonização, Estação da Memória, Museu Casa Fritz Alt, Museu da Bicicleta de Joinville, Galeria de Artes Victor Kursancew, Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville e Casa da Memória.
Inúmeros eventos culturais são marcantes na cidade. A Festa das Flores acontece há 75 anos. O Festival de Dança de Joinville - reconhecido como o maior do mundo em seu gênero (consta no Guinness Book) - chega a sua 32ª edição em 2014. A Coletiva de Artistas de Joinville acontece há 31 anos ininterruptos. Recentemente, a cidade passou a sediar também um festival de música instrumental, o Joinville Jazz Festival.
Uma filial da Escola do Teatro Bolshoi, a única fora da Rússia, é destaque na formação de bailarinos e bailarinas, oferecendo formação de qualidade a estudantes carentes. A produção artística acontece em centros culturais, museus, casa da cultura, centro de eventos, mercado público, teatros, na Cidadela Cultural Antarctica (antiga fábrica de cervejas), e também em escolas, universidades, associações de moradores, igrejas e praças públicas.
A Joinville contemporânea se caracteriza por ser rica na diversidade cultural de seu povo. O aspecto pluralista permite as mais diferentes expressões, das mais diversas culturas e etnias formadoras, da dança clássica ao hip hop, dos corais étnicos à música lírica, da música clássica ao chorinho, do pop rock à música sertaneja e gauchesca. O carnaval de rua, aberto a todos, foi resgatado em 2005. Hoje, a Rua Visconde de Taunay é uma via gastronômica, devido ao movimento noturno e à quantidade de bares e restaurantes no local. Filho de joinvilense, o músico carioca Mú Carvalho, tecladista do grupo instrumental A Cor do Som, emprestou o nome da cidade a uma de suas composições, gravada em seus CDs solo Óleo sobre Tela e Ao Vivo.
Referência para o texto: Wikipédia.

domingo, 6 de maio de 2018

Imagens do Brasil - Lajeado - Rio Grande do Sul


Lajeado é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, situado a 112km da capital, Porto Alegre. Pertence à mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense e à Microrregião de Lajeado-Estrela, sendo sua cidade mais populosa.
O nome Lajeado vem do ponto de referência que se dava às sesmarias. No Rio Taquari e no Arroio do Engenho, as águas formavam cascatas sobre lajeiros, daí o nome da cidade. Entretanto, em virtude da barragem de Bom Retiro do Sul, os lajeados do Taquari, bem como suas cascatas, estão submersos.
Lajeado primeiramente, pertenceu ao município de “Vila Príncipe” (Rio Pardo), criado pelo Alvará Régio de 27 de abril de 1809, juntamente com Porto Alegre, Rio Grande e Santo Antônio da Patrulha. Eclesiasticamente, ficou submetida à Freguesia de Taquari.
Uma vez criada a Freguesia de Estrela pela Lei 875 de 2 de abril de 1873, a ela foi incorporada o território de Lajeado pela Lei 916 de 24 de abril de 1874. Pela Lei 963 de 29 de março de 1875, foi instituído como 2° Distrito de paz da Freguesia de Estrela, compreendendo o território situado a margem direita do Rio Taquari (Lajeado, Arroio do Meio, Encantado e Guaporé).
Pela Lei 1.044 de 20 de maio de 1876 foi criado o município de Estrela, dele fazendo parte o Distrito de Lajeado.
Em 20 de dezembro de 1939, foi a Vila de Lajeado elevada à categoria de cidade.
O Brasão de Armas de Lajeado adotado pelo município está em vigor desde 6 de julho de 1965, quando, no governo de Dalton de Bem Stumpf, foi sancionado pela lei 1175. De inspiração portuguesa, colaborando a influência interna nos mais diferentes setores da vida nacional, o brasão foi desenhado por Adalberto Breier e evidencia escudo português plano encimado por coroa mural de quatro torres, em ouro. Ao alto, em campo de prata, a Cruz de Cristo, em goles (vermelho), centrada de ouro. No centro, um campo de sinople (verde), um lavrador em trabalho com arado rústico a boi, em ouro, e ao fundo, também em sinople, o Morro de Conventos. E embaixo, cinco faixas onduladas, paralelas, alternadamente em prata e azul (blau), o ustel em azul (blau), carregado em letras e números em ouro é completado nas laterais do escudo por um pé de fumo e outro de milho, nas cores naturais. O escudo português simboliza a origem lusa de nossa nacionalidade. A cruz, nossa fé cristã. O Morro dos Conventos é um marco histórico da colonização alemã a partir de 1854. O lavrador exprime a base econômica do município, figurando no listel o fumo e o milho. As faixas onduladas representam o Rio Taquari. Em 1891, Lajeado foi emancipado. Em primeiro de janeiro de 1939 foi elevado à categoria de cidade. As cores lembram as bandeiras do Brasil e do Estado. O ouro, a riqueza; a prata, lisura, serenidade; o vermelho, a coragem, a fé, o amor; o verde é esperança; e o azul, serenidade, bondade e nobreza, características do gaúcho.
A Bandeira de Lajeado adotada por Lajeado está em vigor desde 27 de abril de 1973 quando, no governo de Alipio Hüffner, foi sancionada pela Lei nº 2.641/1973. A Bandeira possui três listéis em sentido horizontal, sendo o primeiro da cor azul celeste, o do meio na cor branca e o inferior na cor vermelha, tendo ao centro o Brasão do Município nas cores aprovadas pela Lei nº 1.175 de 6 de julho de 1965. As cores significam:
- Azul: as águas do Rio Taquari que banham o Município.
- Branco: é a cor da luz, associada à paz, calma, ordem e que é formada pelo conjunto e junção de todas as demais cores, por isto, representa, na Bandeira, a diversidade: étnica, cultural, econômica, social.
- Vermelho: a inserção do Município dentro do Estado do Rio Grande do Sul, através da cor vermelha da Bandeira do Estado.
Colonização de Lajeado - A colonização de Lajeado remonta a 1853, com o estabelecimento da Colônia Conventos, fundada por Antônio Fialho de Vargas. Ficava esta colônia situada no lugar denominado Conventos Velhos, próximo a atual sede do município, onde por volta de 1830 se estabelecera José Inácio Teixeira, “dono de muitos escravos” que construiu casas e adquiriu alguns lotes de terras repassando tudo para Antônio Fialho de Vargas. Em 1835 já havia muitos moradores em ambas as margens do Rio Taquari. Fialho de Vargas fez grandes derrubadas de matos e vendeu lotes de terras a pessoas de outros municípios que atraídos pela grande quantidade de terras para lavouras, mudaram-se e fixaram residência no território que aos poucos foi se desenvolvendo.
Em 1855 recebia a Colônia Conventos os primeiros imigrantes e, em 1857, já possuía 168 habitantes, dos quais 81 homens e 87 mulheres, sendo 49 deles chegados naquele ano da Europa. No ano seguinte chegavam mais 20 colonos, ficando assim distribuída a população segundo religião e a nacionalidade: 76 brasileiros e 112 alemães, sendo 71 católicos e 117 protestantes. Deste total, 100 eram do sexo masculino e 88 do feminino. A colônia produzia feijão, milho, batatas, trigo, favas e cevada.
No ano de 1860 a população já havia aumentado para 231 indivíduos.
Houve também imigração italiana, notadamente nos antigos distritos de Marques de Souza, Progresso e Fão, iniciada anos mais tarde. Também houve colonização de luso-brasileiros em menor escala.
Idiomas regionais - O Riograndenser Hunsrückisch, ou hunriqueano riograndense em português, é uma língua minoritária sulbrasileira de origem germânica falada desde tempos pioneiros em Lajeado bem como por milhares de pessoas espalhadas por vários outros municípios do estado do Rio Grande do Sul e mesmo em regiões adjacentes.
Economia - Suas principais atividades econômicas são voltadas à indústria alimentícia. É conhecida por ser a "capital do Vale do Taquari", tendo em vista a importância sócio-econômica no mesmo.
Lajeado é um polo da alimentação, contando com grandes empresas do setor, como Brasil Foods e Minuano (frangos), Docile Alimentos e Florestal Alimentos (balas e doces), Fruki (refrigerantes) e Sorvebom (sorvetes). Além disso, a cidade conta com uma distribuidora de combustíveis de nível estadual (Charrua) e uma universidade (Univates).
Está situado no município, na BR-386, um dos maiores shoppings do Rio Grande do Sul, o Shopping Lajeado, que possui grandes marcas de lojas e restaurantes como Lojas Renner, Burger King, Lojas Americanas e Subway. O Shopping também possui as únicas quatro salas de cinema do Vale do Taquari, sendo uma 3D.
Em 2010 passou a contar com uma loja da multinacional Wal-mart, tendo a bandeira Maxxi Atacado. Além dele, outros hipermercados de Lajeado são Rissul, Supercenter, Imec, Rede Super e STR Supermercados.
Turismo - Possuindo uma ampla área de turismo, Lajeado destaca-se por ser uma cidade limpa e com vários locais de lazer.
Os principais pontos turísticos da cidade são: Parque Professor Theobaldo Dick, mais conhecido como Parque dos Dick; Praça da Matriz; Igreja da Matriz Santo Inácio de Loiola, em frente à praça; Casa de Cultura; Parque do Engenho, local destinado a estudos de biologia; Ciclovia na beira do rio Taquari; Jardim botânico de Lajeado.
Cultura - A população de Lajeado é formada por descendentes de alemães e italianos, principalmente.
A cidade conta com o Parque Histórico, onde foram realocadas casas típicas alemãs da região, construídas na época da imigração, e onde foi gravado o filme "A Paixão de Jacobina".
Parque Histórico - Local onde foram instalados, em dimensões originais, vários prédios antigos do tipo "enxaimel", uma característica das habitações dos primeiros colonizadores alemães do município. O conjunto arquitetônico do Parque Histórico forma uma autêntica "aldeia-museu", com escola, salão de baile, ferraria, moinho e todos os demais prédios que formavam uma "colônia" dos tempos dos pioneiros. No prédio destinado ao Museu do Livro Antigo será oferecido acesso a um verdadeiro acervo histórico (documentos, livros, retratos), que servirá de fonte de pesquisa regional, nacional e internacional. Além de seu valor histórico-cultural, este é um local destinado à realização de eventos de lazer e gastronomia. O Parque está localizado ao lado do Parque do Imigrante e foi inaugurado no dia 8 de novembro de 2002.
Atrações culturais
Casa da Cultura - O prédio foi inaugurado em 21 de agosto de 1900 onde funcionava a Prefeitura Municipal. Em 1984 o prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado e passou oficialmente a chamar-se Casa de Cultura do Município de Lajeado onde, atualmente, também funciona a Secretaria de Cultura e Turismo da cidade e o Museu Municipal Bruno Born. Nela ocorrem exposições, cursos, palestras e outras atividades culturais.
Biblioteca João Frederico Schaan - Atualmente, a biblioteca conta com mais de 20.000 volumes e atende cerca de 300 pessoas diariamente. Possui ainda uma ala infantil, um auditório para 60 pessoas, gabinetes para pesquisa individuais e em grupos.
Arquivo Histórico Municipal - Funciona no mesmo prédio da Biblioteca Pública Municipal, com acervo de documentos, fotos e mapas antigos da cidade. São fontes primárias de pesquisa sobre os mais diversos assuntos, atendendo a estudantes, historiadores, antropólogos, sociólogos e aos público em geral.
Igreja Matriz Santo Inácio - Destaca-se pela sua beleza interior, onde encontramos 36 anjos adoradores, 6 lustres suspensos, imagens em gesso, bancos de madeira com capacidade para 860 fiéis sentados. Além disso, possui uma torre de 65,6m, acompanhada de duas menores e três sinos altamente sintonizados. Na sua fachada há um relógio que pode ser visto de quase todos os pontos do centro da cidade.
Torre e igreja evangélica - Símbolo de Lajeado, a torre histórica com características neo-góticas e 27 metros de altura foi inaugurada em 12 de fevereiro de 1928 e atualmente encontra-se ao lado da Igreja Moderna, no centro da cidade. No seu interior destaca-se a imagem de Cristo Crucificado, esculpida em madeira.
Parque do Imigrante - Com uma área de 62.000m², trata-se de um parque de eventos, com uma infraestrutura para grandes feiras, exposições e competições esportivas. Possui três ginásios de esporte, churrasqueira, pavilhão para exposição agropecuária e restaurante.
Museu Histórico Bruno Born - Apresenta objetos relacionados às imigrações italiana e alemã.
Museu de Ciências Naturais da Univates - Dividido por áreas de pesquisa: Arqueologia, Entomologia, Ecologia, Botânica e Paleobotânica, Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, Zoologia de Vertebrados. A Sala de Exposição tem área de 130 metros quadrados onde são expostos os resultados das atividades de pesquisa. O acervo total é de aproximadamente 25 mil peças.
Centro Cultural Univates - Inaugurado em 2014, o espaço conta com cerca de 10 mil m² de construção, abrigando um Teatro, com 1.160 lugares, e uma Biblioteca, com espaço para 300 mil livros, salas especiais e áreas de lazer. A estrutura moderna do Teatro permite a realização de todos os tipos de espetáculo, enquanto a Biblioteca figura entre as mais modernas e tecnológicas do país.
Referência para o texto: Wikipédia.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Imagens do Brasil - Petrolina - Pernambuco


Petrolina é um município brasileiro do interior do estado de Pernambuco, Região Nordeste do país, situado na Microrregião de Petrolina e na Mesorregião do São Francisco Pernambucano, distante 712 km a oeste de Recife, capital estadual.
Sexto município mais rico de Pernambuco, Petrolina foi apontada como uma das 20 cidades brasileiras do futuro na edição 2180 da Revista Veja, do dia 01 de setembro de 2010. 
História - Segundo a tradição local, o território onde se encontra o município de Petrolina teria sido desbravado primeiramente por frades franciscanos, que trabalhavam na catequese dos índios da região. Os frades capuchinhos franceses contaram com o consenso do chefe índio Rodela, que deixou seu nome ligado a todo o médio São Francisco, conhecido como o Sertão dos Rodelas; já em 1674, Francisco Rodela recebia patente de capitão-de-aldeia. Foi grande a influência das missões dos frades capuchinhos, que contribuíram eficazmente para a ocupação do médio São Francisco, especialmente das ilhas fluviais. Essas missões só foram interrompidas em 1698, quando do rompimento das relações diplomáticas entre Portugal e a França. Outro fator que contribuiu para consolidar a ocupação do território foi a implantação de currais, sabendo-se que a cidade se situa onde antes havia a sede de uma fazenda de gado.
Ainda no século XVIII instalou-se o primeiro morador no local denominado Passagem, à margem esquerda do rio São Francisco, defronte de Juazeiro, na Província da Bahia. Ele tinha o nome de Pedro e, além de se dedicar à agricultura, à pesca e ao criatório de caprinos, fazia de canoa o transporte de pessoas e cargas entre as margens opostas. É bem possível que, ao lado desse primeiro habitante, outros tenham fixado residência, aproveitando-se da ocupação iniciada por Pedro. Mesmo assim, não há vestígios de povoamento oficialmente registrado durante o século XVIII.
Foi o capuchinho italiano frei Henrique quem deu início às pregações missionárias, a pedido do então vigário da Boa Vista (em cujo território se encontrava a Passagem), padre Manoel Joaquim da Silva. Ele teve então a ideia de construir, nesse local, uma capela sob a invocação de Santa Maria Rainha dos Anjos. Em 1858, após a bênção do sítio, frei Henrique assentou a primeira pedra para a construção da igreja, a qual só foi concluída em 1860 , recebendo a imagem da sua padroeira. Esse templo é de estilo neocolonial e fica voltado para o rio São Francisco. Nas cercanias do templo, no local denominado Grude, surgiu o primeiro núcleo habitacional da cidade. A partir daí intensificou-se o povoamento da região, que, em breve, tornou-se um próspero município, com ativação do comércio entre as duas margens, visto que Juazeiro já era vila desde 1833.
A vila recebeu a denominação de Petrolina em homenagem ao imperador D. Pedro II, que ocupava, então, o trono do Brasil. Há uma versão segundo a qual o topônimo seria uma dupla homenagem, com a junção do nome do imperador, em sua forma latina (Petrus), ao da imperatriz Tereza Cristina, resultando em Petrolina. Outra versão sugere que o topônimo teria sido derivado de “pedra linda”, expressão dada a uma pedra que havia na margem do rio, ao lado da matriz, e que foi utilizada nas obras de cantaria da catedral de Petrolina, um dos maiores monumentos históricos da cidade.
O município foi constituído no dia 26 de abril de 1893, ganhando autonomia legislativa, com base na Constituição Estadual e no art. 2º das disposições gerais da Lei Estadual nº 52 (Lei Orgânica dos Municípios), de 3 de agosto de 1892, promulgada durante o governo de Alexandre José Barbosa Lima. Seu primeiro prefeito eleito foi o tenente-coronel Manoel Francisco de Souza Júnior. A Lei Estadual nº 130, de 3 de julho de 1895, elevou a vila de Petrolina à categoria de cidade, a qual foi solenemente instalada em 21 de setembro de 1895.
Economia
Setor primário - Apesar de se localizar numa região semiárida, o município de Petrolina se destaca por sua agricultura irrigada, sendo reconhecida por ter o terceiro maior PIB agropecuário, o segundo maior centro vinícola e o maior exportador de frutas do país. A apreciação dos vinhos e frutas do Vale do São Francisco se dá à sua temperatura elevada quase o ano todo, que expõe as frutas ao estresse contínuo e, assim, atribuindo gostos diferentes. Na lista dos melhores vinhos do Brasil – escolhidos em criteriosa avaliação de especialistas de várias partes do mundo, durante concurso internacional realizado em Petrolina, em setembro de 2009 – o Vale do São Francisco marcou presença, tendo alguns vinhos premiados. Políticas de incentivo aplicadas nas últimas décadas tornaram a região um celeiro de frutas tropicais, que são exportadas para as principais regiões do país e também para a América do Norte, Europa e a Ásia (particularmente o Japão).
Os destaques na produção de lavoura temporária foram as plantações de feijão; batata-doce; melancia; macaxeira; tomate; melão; cebola; cana-de-açúcar; sorgo; milho e mamona.
Na lavoura permanente tiveram destaque o cultivo da uva; manga; banana; coco-da-baía; goiaba; limão; mamão e maracujá.
Setor secundário - O setor da indústria foi o segundo maior produtor de riqueza para o município. Em 2010, 0,12 % do pessoal ocupado estava empregado na indústria extrativa, 5,30 % na indústria de transformação e 7,90 % na construção civil. Devido à alta produtividade na agricultura, impulsionada pela irrigação, grande partes das indústrias presente no município são do setor alimentício. Um dos sub-setores da indústria que mais cresce é o da agroindústria de alimentos, há várias agroindústrias implantadas entre pequenas, médias e grandes, destacando-se a agroindústria alimentar de sucos, polpas, e doces. Em Petrolina a indústria têxtil também marca presença, tendo seu pólo fortalecido com a construção da Petroquímica Suape, no litoral sul pernambucano, que atraiu para o município, em 2010, a fábrica do Grupo Covalan, que investiu na construção da segunda unidade da São Francisco Têxtil na cidade.
A indústria do município foi o setor que mais apresentou crescimento nos últimos anos. A Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper) foi a responsável pela implantação do Distrito Industrial de Petrolina, onde estão localizadas empresas como São Francisco Têxtil, Mineração Costa, Bira Comércio de Peças e Serviços e mais oito indústrias ligadas à área da química, água envasada, vidro e mecânica.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, entre os anos de 2007 e 2013 cerca de 28 indústrias foram atraídas para o DI petrolinense, as empresas instaladas movimentam os diversos setores industriais, como bebidas, alimentos, plástico, têxtil, metalmecânica, agroindústria e minerais não-metálicos. O Distrito Industrial do município é uma das locomotivas de desenvolvimento na região do São Francisco pernambucano.
Setor Terciário - O setor terciário é o maior produtor de riqueza do município.
O comércio de Petrolina é muito diversificado e descentralizado, tendo a região central da cidade como o principal pólo comercial da cidade, concentrando lojas de redes nacionais e internacionais, como as Casas Bahia, Cacau Show, Subway, Lojas Americanas, Lojas Insinuante, Eletro Shopping, Farmácia Pague Menos, Magazine Luiza, entre outras. Nas avenidas que circundam o perímetro urbano, é perceptível a presença do comércio de materiais de construção, peças e serviços automotivos. Os bairros petrolinenses dispõem de estruturas complexas de comércio. Petrolina é considerada uma cidade-tronco, seu comércio abastece município vizinhos, o que faz da cidade um centro atacadista de alimentos, medicamentos e vestuário.
Educação - As escolas mais importantes da região são: Colégio Motivo, Colégio Plenus, Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, Colégio Diocesano Dom Bosco, Colégio da Polícia Militar de Pernambuco, Colégio Vivência, Escola Saber, Colégio Aplicação, Instituto Federal de Educação, Escola de Referência em Ensino Médio Clementino Coelho, Escola Sesi - Unidade Governador Nilo Coelho, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Escola Ana Nery, Escola Emaaf, Escola Otacílio Nunes de Souza, Escola Dom Malan, Escola Jesuino Antonio D'avila.
Universidades - Universidade de Pernambuco (UPE): Ciências Biológicas, Enfermagem, Fisioterapia, Geografia, História, Letras (Português e suas literaturas), Letras (Inglês e suas literaturas), Matemática, Nutrição, Pedagogia; Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) - Campus Petrolina: Administração de Empresas, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agronômica, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária, Psicologia, Zootecnia; Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF-Sertão): Agroecologia, Agronomia, Alimentos, Computação, Física, Horticultura, Música, Química, Viticultura e Enologia; Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE): Administração de Empresas, Ciências da Computação, Ciências Contábeis, Comércio Exterior, Direito, Economia, Gestão da Tecnologia da Informação, Serviço Social, Gestão de Lojistica e Gestão de Recursos Humanos; Faculdade UNINASSAU Petrolina: Cursos presenciais: Biomedicina, Fisioterapia, Nutrição, Educação Física (bacharelado), Farmácia, Enfermagem, Psicologia, Radiologia, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Administração, Ciências Contábeis, Pedagogia, Serviço Social, Agroindústria, Enologia e Viticultura, Gestão Comercial, Logística, Segurança no Trabalho, Recursos Humanos e mais de 35 cursos de cursos de Graduação a distância; Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) - Campus Petrolina: Arquitetura, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Psicologia e Administração; Faculdade de Educação Superior de Pernambuco (FACESP): Administração de Empresas, Educação Física, Pedagogia; Faculdade Metropolitana (FAM): Serviço Social.
Cultura
Lendas da região - Mitos que povoam a mente dos habitantes da região desde sua infância. São histórias passadas ritualmente de pai para filho e um dos grandes patrimônios das duas cidades. Entre essas lendas, a carranca se destaca como a mais importante. Sua representatividade é tão grande que sua imagem se tornou um dos símbolos locais.
Junto a este símbolo se destaca Ana das Carrancas, uma artesã consagrada em todo o Brasil, considerada Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco. Ana das Carrancas faleceu em 1 de outubro de 2008.
Festas e eventos - Festival Vale Curtas (Cine Clube Raiz) - mostra nacional e competitiva de curta-metragem; Festival Janeiro Tem Mais Artes (SESC) - todos os meses de janeiro; AnimeKai (Encontro de Animação Japonesa em Petrolina/Juazeiro); ERAS (Encontro de RPG e Ação Social); Festival Aldeia Vale Dançar (SESC) - todos os meses de abril, em comemoração ao Dia Mundial da Dança; Jecana (Corrida de Jegue, abertura oficial do São João da cidade); São João do Vale; Moto Chico; Carnaval Cultural Pernambucano; Festival Aldeia de Velho Chico (SESC) - todos os meses de agosto; Festival Raiz & Remix - mistura tradição e contemporaneidade na música; Festival da Primavera (Acontece em Setembro - Aniversário do Município); Petrolina Fashion; Vaquejada de Petrolina - Parque Geraldo Estrela; Dia 15 de agosto Dia da padroeira da cidade Nossa Senhora Rainha Dos Anjos; CLISERTÃO (Congresso Literário Internacional do Sertão) - Promovido pela UPE; Festival Internacional da Sanfona; Cantata de Natal da Assembleia de Deus - todo 4° Sábado do mês de Dezembro, na Concha Acústica - Evento registrado na Agenda da Cidade Grupos de Teatro da cidade; Grupo Trup Errante (atuante desde 2006); Cia Biruta de Teatro (com sede própria no bairro São Gonçalo);Pé Nu Palco Grupo de Teatro; Núcleo de Teatro do Sesc Petrolina Guterima (grupo mais antigo da cidade, realiza anualmente o espetáculo A Crucificação); Teatro Popular de Arte (TPA).
Espaços Culturais da cidade
Sesc Petrolina - Espaço plural, onde localizam-se diversos equipamentos e iniciativas culturais.
Teatro Dona Amélia (antigo auditório do Sesc Petrolina) - É o palco mais moderno e equipado da região, com capacidade para 345 pessoas, acesso para pessoas com dificuldades de locomoção, som e iluminação de última geração.
Espaço Cultural Janela 353 - Abriga o projeto semanal Cine Clube Raiz, onde são exibidos, gratuitamente, aos sábados, filmes de arte com temáticas selecionadas a cada mês e entrada gratuita. Nesse espaço também passou a funcionar o projeto Teatro no Janela 353, que coloca em cartaz espetáculos sempre aos domingos e a preços populares.
Oficina do Artesão Mestre Quincas - espaço destinado a confecção e venda de peças do artesanato local, com obras esculpidas em pedra, madeira, ferro e outras expressões, como as confecções em fuxico e itens da culinária tradicional.
Galeria de Arte Ana das Carrancas - fica localizada no Sesc Petrolina e recebe obras contemporâneas. Oficina Ana das Carrancas - espaço que abriga obras da artesã mais famosa da cidade. O local também é palco para alguns eventos de rock e para um clube de xadrez.
Sebo Rebuliço - tradicional sebo, onde se pode encontrar obras primas da literatura.
Espaço Lula Cardoso Ayres - o local foi o primeiro açougue da cidade. Trata-se, portanto, de um edifício histórico e, atualmente, abriga o grupo musical Matingueiros e todo o seu acervo de figurinos da cultura popular pernambucana.
Pontos turísticos - Antiga Estação Ferroviária da Leste Brasileira; Balneário de Pedrinhas; Bodódromo; Calçada da Fama; Catedral - Igreja Sagrado Coração de Jesus; Central de Artesanato; Centro de Artes Ana das Carrancas;Centro de Artesanato Celestino Gomes; Centro de Convenções Nilo Coelho; Concha acústica; Espaço Cultural Lula Cardoso Aires (antigo açougue - sede dos Matingueiros e ponto de cultura); Espaço de Ciência e Cultura UNIVASF; Galinhódromo (Cohab Massangano); Igreja Nossa Senhora Rainha dos Anjos – Matriz; Ilha do Fogo; Ilha do Massangano; Ilha do Rodeadouro (ou Rodeadouro); Memorial Dom Bosco; Mirante do Serrote do Urubu; Museu do sertão; Oficina do Artesão Mestre Quincas; Orla antiga e orla nova (alguns barezinhos e restaurantes); Parque Aquático Ilha do Sol; Parque municipal Josepha Coelho; Parque Zôo-botânico da Caatinga; Pedra do Bode; Pesqueiro Lorena (BR 407); Petrolina Antiga; Portal do Rio; Praça do Centenário; Rio São Francisco; Serra da Santa.
Orquestras - Orquestra Sinfônica do Sertão Opus 68; Banda Philarmônica 21 de Setembro; Orquestra Fernando Junior; Orquestra de Câmara Novos Talentos; Orquestra de Percussão do Vale do São Francisco; Orquestra de Câmara e Coro Senador Nilo Coelho; Orquestra Filarmônica Harmonia Celeste.
Referência para o texto: Wikipédia.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Imagens do Brasil - Veranópolis - Rio Grande do Sul


Veranópolis é um município brasileiro da região Sul, no estado do Rio Grande do Sul. É considerada a capital brasileira da longevidade e a terceira cidade com maior longevidade média da população no mundo. Também é conhecida como a "Princesa dos Vales".
História - Até o século XIX, a região da Serra Gaúcha era território tradicional dos índios caingangues. Nesse século, os caingangues que habitavam as áreas montanhosas da Região Sul do Brasil foram desalojados violentamente por ação de matadores de indígenas, os chamados "bugreiros". Estes haviam sido contratados para abrir espaço para a instalação, por parte do governo imperial brasileiro, de imigrantes europeus na região, visando a um "embranquecimento" da população brasileira, até então majoritariamente negra e mestiça.
O nome da cidade vem da junção de "veraneio" com o termo grego pólis, que significa "cidade". Portanto, "Veranópolis" significa "cidade de veraneio". A maioria dos habitantes é descendente de imigrantes italianos, seguidos de poloneses e de outras etnias. Os primeiros imigrantes italianos chegaram em Veranópolis a partir de 1884. Até 31 de dezembro de 1943, a cidade tinha o nome de Alfredo Chaves, homenagem a Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves.
Turismo - Dentre os pontos turísticos de Veranópolis destacam-se: o Parque Cascata dos Monges, onde estão mirantes para a Cascata e para o vale; a Igreja Matriz e Gruta de Nossa Senhora de Lourdes; a Gruta Selvagem, que abrigou tribos caingangues e o Paco Sanches; o Espigão do Belvedere, com vista para o Rio das Antas; a Ponte Ernesto Dornelles; a Vila Bernardi, onde viveu o poeta e escritor veranense Mansueto Bernardi; a Usina Velha; a Casa da Cultura, onde estão o Museu Histórico Interativo e a Biblioteca Pública; a casa onde nasceu o ator José Lewgoy, que abriga um pequeno museu que conta sua história através de imagens e objetos pessoais.
Rota dos vinhos e da longevidade - Já na área de produção de vinhos pode ser citada a Rota dos Vinhos e Longevidade, incluindo: Vinícola Simonetto; Vinícola Antônio Bin; Vinícola da Paz; Vinícola Barbarano; Vinícola Mazzarollo; Vinícola Noé - Cooperativa Alfredochavense e Union Distillery.
Turismo Cultural - O Turismo Cultural inclui a Casa da Cultura Frei Rovilio Costa; o espaço composto pela Biblioteca Pública Mansueto Bernardi; o Salão Nobre Silvio Pellico; a Sala de Oficinas Matilde Cerveira Cagliari; o Museu Municipal; o Memorial José Lewgoy; a Vila Ricordi e a Galeria para exposições fotográficas, entre outras atrações.
A Vila Bernardi foi o local onde viveu, por duas décadas, o poeta, escritor e presidente da Casa da Moeda do Brasil, Mansueto Bernardi. O mesmo possui uma biblioteca com grande acervo de obras, clássicos franceses, formação histórica do Rio Grande do Sul r poetas italianos e rio-grandenses.
A Igreja Matriz São Luís Gonzaga foi a primeira de Veranópolis construída pelo governo imperial. Em estilo gótico, projetada pelo arquiteto Vitorino Zani.
A Gruta Nossa Senhora de Lourdes está localizada na Rua São Francisco de Assis, 112, aberta no horário das 07:00 horas às 19:00 horas.
A Casa Saretta, abriga a Central de Informações Turísticas, a Secretaria de Turismo e Desporto e comércio de produtos confeccionados pelos artesãos do município.
Turismo Rural - Na área do Turismo Rural incluem-se a Tedesco; a Villa d'Asolo; a Trilha da Caverna Indígena e Vinícolas.
Referência para o texto: Wikipédia.

domingo, 29 de abril de 2018

Imagens do Brasil - Canela - Rio Grande do Sul


Canela é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se na Serra Gaúcha, mais precisamente na Região das Hortênsias, e faz divisa com as cidades de Gramado, São Francisco de Paula, Caxias do Sul e Três Coroas. A cidade é conhecida por atrações turísticas como a Cascata do Caracol, o Parque da Ferradura e a Catedral de Pedra.
Um dos mais importantes destinos turísticos do Rio Grande do Sul, a cidade de Canela teve seu primeiro núcleo urbano formado em 1903, quando o coronel João Ferreira Corrêa da Silva se instalou no local. Em 28 de dezembro de 1944, a Lei Estadual nº 717 criou o município, que foi instalado quatro dias depois em 1º de janeiro de 1945.
História
Povoamento - A Serra Gaúcha foi habitada, antigamente, pelos índios caingangues. Nos séculos XVIII e XIX, estes foram desalojados violentamente por ação de matadores de indígenas, os chamados "bugreiros". Estes foram contratados, pelo governo imperial brasileiro, para abrir espaço para a instalação de imigrantes europeus na região, visando a um "embranquecimento" da população brasileira, que, na época, era predominantemente negra ou mestiça. Ao mesmo tempo, a região era desbravada por descendentes de açorianos, os chamados "tropeiros", que utilizavam a região para o descanso do gado.
Emancipação - Um dos mais importantes destinos turísticos do Rio Grande do Sul, a cidade de Canela teve seu primeiro núcleo urbano formado em 1903, quando o coronel João Ferreira Corrêa da Silva se instalou no local. Foi sob sua organização que se construiu a estrada para Taquara, de cujo território Canela fazia parte, e se instituíram os principais serviços. A principal praça de Canela recebeu o nome em homenagem a esse desbravador. O clima saudável e as belezas naturais deram sustentação à procura da cidade como centro de veraneio desde os anos 1930 e especialmente a partir dos 1940.
Foi nessa época também que surgiu o movimento emancipacionista liderado por Pedro Sander, Nagibe da Rosa, Danton Corrêa da Silva, Attilio Zugno e Pedro Oscar Selbach. Em 28 de dezembro de 1944, a Lei Estadual nº 717 criou o município, que foi instalado quatro dias depois em 1º de janeiro de 1945. A estrada de ferro e as usinas de Canastra e Bugres colaboraram para consolidar a importância de Canela.
Economia - Como em toda a Região das Hortênsias a economia do município gira em torno do turismo. Canela possui diversos hotéis e pousadas.
Turismo - Ao lado de Gramado — cidade distante 6 km de Canela —, o município é um dos principais destinos turísticos brasileiros, contando com rede hoteleira abrangente, desde pequenas hospedarias até hotéis confortáveis. A cidade começou a despontar para o turismo com a abertura de um cassino, no Palace Hotel, em 1944, atraindo visitantes do centro do país e de países vizinhos. No ano seguinte, com a proibição do jogo no Brasil, o turismo sofreu um duro golpe, reduzindo por anos a atividade turística no município.
Em 2004, é criado o Grupo de Pousadas da Serra Gaúcha, em uma iniciativa capitaneada pelo Sebrae, com o intuito de fortalecer os hotéis e pousadas da região e melhorar seus serviços e a qualificação de seus colaboradores. O grupo reúne 14 pousadas, de Canela, Gramado e Nova Petrópolis, facilitando promoções conjuntas, permitindo um planejamento e uma racionalização na divulgação do município, além de oferecer vantagens para os hóspedes, com um cartão chamado de Hóspede Vip, que dá descontos em diversos estabelecimentos da região.
Referência para o texto: Wikipédia.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Imagens do Brasil - Salinópolis - Pará


Salinópolis (nome oficial do município), também conhecida como Salinas é um município brasileiro do estado do Pará. Sua economia gira em torno do turismo e da pesca.
As praias possuem areia fina e branca, com águas de uma tonalidade verde-acinzentada, devido aos sedimentos carregados pelo rio Amazonas. A praia do Atalaia é aberta à circulação de carros. A variação de maré é muito grande, muitos carros são pegos desprevenidos quando a maré sobe. A paisagem é formada por praias, rios, furos, igarapés, mangues e dunas, no meio das quais se encontra o "lago da coca-cola", que tem esse nome por suas águas doces, escuras e geladas.
História - Antes da separação do Maranhão e do Pará, em 1774, Salinas pertencia a Capitânia do Caeté, criada pelo Decreto Lei de 25 de fevereiro de 1652. Esta Capitânia começava no rio Gurupi e se estendia por 50 léguas da costa até o Guamá. (Relatório do Ouvidor do Maranhão bacharel João Antônio da Cruz Diniz, em 1751).
Dois elementos contribuíram na fundação da cidade: a fabrica de sal e a praticagem na Ilha do Atalaia.
Em 1645 os jesuítas ensaiaram um princípio de localização, mas o fundador oficial da povoação foi André Vidal de Negreiros, que em 1656 reuniu alguns práticos e suas famílias em um pequeno povoado, localizado na Ilha do Atalaia, no alto de um barranco de uns 20 metros de altura, de onde sinalizavam para as embarcações da proximidade dos recifes.
Durante o governo do Capitão Geral do Maranhão, André Vidal de Negreiros, foi enviado a este município o Capitão-Mor do Pará Feliciano Corrêa, com a função de colocar canhões, cujos disparos sinalizavam para as embarcações que navegavam pela costa da proximidade dos recifes (na época eram usadas fogueiras para este fim, mas o então Capital Geral as julgou pouco eficientes e mandou substituí-las). O local escolhido para serem colocados os canhões foi uma ilha, que era a ponta mais saliente da costa, hoje Ilha do Atalaia, nome dado justamente por ter sido escolhida como local para se “vigiar” esta aproximação, evitando que ocorressem acidentes (Atalaia, s. Vigia; sentinela). Como os práticos que executavam este trabalho eram destacados a tal função deu-se origem ao nome Destacado.
Os primeiros a exercerem a função de práticos neste município foram os índios, guiando as embarcações que faziam a rota Salinas/Belém e Salinas/São Luis. Eram profundos conhecedores dos rios, furos e enseadas desta região. Com a chegada dos portugueses foram promovidos a função de pilotos.
A denominação de Salinas foi dada ao município devido à existência de uma pequena salina, fábrica de extração de sal da água do mar, durante o período colonial. Era administrada pelos jesuítas que utilizavam principalmente a mão-de-obra indígena. O sal era muito usado para conservação do peixe com os quais se abasteciam durante a piracema.
Este nome foi consolidado pelo Capitão General José de Nápoles Teles de Menezes em 1781, que elevou Salinas a categoria de Freguesia, sob o padroado de Nossa Senhora do Socorro de Salinas. Esta freguesia tendia ao desaparecimento não fosse o empenho do prático Francisco Gonçalves Ribeiro, que com muita luta e enfrentando grandes dificuldades, que já não aguentando fazer nada sozinho foi à presença do então Governador Francisco de Souza Coutinho em 1793, pedir auxilio para a construção de uma igreja.
Esta solicitação foi aceita pelo Governador e em dois anos as obras da paróquia estavam concluídas. O mesmo Francisco Ribeiro dotou a Igreja de alfaias e conseguiu a vinda do Bispo D. Manoel de Almeida Carvalho para dar a bênção a Igreja.
Em 1920, foi criado um projeto para mudar o nome deste município. O nome para com o qual seria rebatizado era Atlândida, mas o mesmo não correspondia à industria salineira que no passado deu o nome de Salinas ao mesmo. Pela falta de insistência, falta de decreto e o desinteresse do povo para a mudança em jogo, em 1930 foi extinto o município e seu território foi anexado ao município de Maracanã, até junho de 1933 quando foi restabelecido.
Como "Salinas" era o nome dado à industria de extração de sal e esta prática não era comum apenas no município, pois existiam várias salinas no Estado, em 30 de Dezembro de 1937, o Decreto Estadual n.º 4.505, mudou novamente o nome do município, desta vez para "Salinópolis", usado até hoje.
Em 1966, através da Lei n.º 3.798 da Assembleia Legislativa do Estado e sancionada pelo então Governador Coronel Alacid da Silva Nunes, a cidade foi transformada em Estância Hidromineral de Salinópolis. A instalação oficial ocorreu em 11 de fevereiro de 1967.
Quando na qualidade de Estância, os prefeitos eram nomeados pelo Governador, sendo que o primeiro Prefeito nomeado foi Luiz de Souza Bentes.
Instituições de ensino superior - UFPA Campus Salinópolis; FPA; FACESP; UAB Polo Salinópolis e UNIUBE.
Referência para o texto: Wikipédia.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Imagens do Brasil - Ponta Grossa - Paraná


Ponta Grossa é um município brasileiro do estado do Paraná, distante 103 quilômetros da capital Curitiba.
Etimologia - O nome Ponta Grossa é a toponímia de uma grande colina coberta por um capão de mato que podia ser vista de longa distância pelos viajantes.Relata-se que os tropeiros, quando se aproximavam do lugar, a ele se referiam: “Estamos próximos ao capão da ponta grossa”. Entretanto, Manoel Cirillo Ferreira escreveu que Miguel da Rocha Carvalhães, proprietário de terras na região, teria mandado seu capataz Francisco Mulato escolher um local para sediar sua fazenda. Ao desincumbir-se, o capataz teria assim assim descrito o lugar: "Fica encostado naquele capão, que o senhor bem sabe, que tem a ponta grossa”. Outro escritor, Nestor Victor, relata que Miguel da Rocha Carvalhães doou as terras necessárias para a origem do povoado no lugar, que passou a ser assim chamado, devido a um capão próximo aos seus terrenos que formava uma ponta grossa”.
De todo modo, o nome descreve a colina e características da vegetação do local.
História - Ponta Grossa teve seu território palmilhado a partir do século XVI , quando os Campos Gerais foram cruzados por expedições espanholas que demandavam do litoral catarinense até Assunção, no Paraguai. Mais tarde foi sucessivamente movimentada por conta das bandeiras seiscentistas, notadamente as da preia indígena. Mas a posse efetiva da terra, com fins de ocupação e colonização, que resultou na fundação da cidade de Ponta Grossa, deu-se a partir de 1800, período em que os Campos Gerais estavam sob a jurisdição da Vila Nova de Castro.
Os primeiros povoadores que se estabeleceram em Ponta Grossa, foram fazendeiros paulistas, vindos especialmente pela abundância de pastos naturais e beleza dos Campos Gerais. Fixaram-se nas imediações dos rios Rio Verde e Pitangui, lançando as sementes de povoação do lugar. Pouco tempo depois beneditinos do Mosteiro dos Santos obtinham concessão destes campos, que chamaram Fazenda Bárbara. No entanto, em 1813, o governador interino da Província de São Paulo, D. Matheus Abreu Pereira, doava estas mesmas terras ao alferes Atanagildo Pinto Martins, bandeirante paranaense que perlustrou o caminho dos Campos de Palmas. Os beneditinos protestaram, alegando direitos adquiridos, apresentando o Termo de Concessão, mas de nada valeram os apelos, fincando a imensa área com o alferes Atanagildo.
Não demorou muito, e era senhor dos Campos Gerais, o capitão-mor José Góes e Moraes, que doou parte de suas terras aos jesuítas que nas proximidades do Ribeirão São Miguel, afluente do Rio Pitangui, ergueram a Capela de Santa Bárbara do Pitangui, onde estabeleceram o Curato da Companhia de Jesus que em pouco tempo conheceu extraordinário progresso. Paralelamente, os campos iam sendo sistematicamente ocupados, com o surgimento de grandes fazendas de gado. Neste período destaca-se a Fazenda Bom Sucesso, do sargento-mor Miguel da Rocha Ferreira Carvalhães, cujo limite abrangia área que hoje constitui o perímetro urbano de Ponta Grossa.
Onde hoje se encontra a Catedral Metropolitana, existia um rancho de pousada, erguido por tropeiros, junto a uma centenária figueira, sob a qual plantaram uma cruz. Era ali o ponto de parada de tropas e viajantes. Outro ponto de referência nesta época era a Casa-de-Telhas, construída pelos jesuítas para se relacionarem com povo da região. Nesta casa celebravam-se os ofícios do sacramento e festas religiosas. Em pouco tempo, em torno da Casa-de-Telha surgiram as primeiras choupanas.
O fazendeiro Miguel da Rocha Ferreira Carvalhães, antevendo o futuro do lugar, procurou incentivar seu progresso. Convocou os vizinhos, e também os fazendeiros Domingos Ferreira Pinto, Domingos Teixeira Lobo, Antonio da Rocha Carvalhães e Benedito Mariano Fernandes Ribas e expôs a necessidade de se efetivar uma povoação, visto que resolveriam as dificuldades das questões eclesiásticas e lides civis, pois estavam jurisdicionados à Vila Nova de Castro. Relata-se que Carvalhães teria ordenado a seu capataz, Francisco Mulato, que procurasse na invernada Boa Vista, de sua propriedade, um local apropriado para se começar uma nova povoação. O local escolhido teria sido o atual subúrbio da Boa Vista. Ao cumprir a missão Francisco Mulato teria dito "Sinhô sabe bem porque é encostado naquele capão que tem a ponta grossa".
Tendo aprovado o nome mas não a localização, o grupo de fazendeiros resolveu que o lugar do futuro povoado seria onde um pombo branco com um laço vermelho no pescoço, solto nas pradarias, viesse a pernoitar.
Depois de muitas revoadas, a ave pousou exatamente na cruz do rancho dos tropeiros, debaixo da centenária figueira lá existente, tendo esse fato sido interpretado como de bom augúrio e predestinação, para a efetiva povoação de Ponta Grossa. Algumas fontes dão o nome Estrela, como primitiva denominação de Ponta Grossa, "...porque podia ser vista de algumas léguas de distância, situada no meio dos campos, sobre uma eminência como a cidade atual ainda está" (Terra do Futuro - Nestor Victor).
A partir de então a povoação progrediu extraordinariamente. Em 15 de setembro de 1823, através de Alvará Imperial, foi criada a Freguesia de Estrela, sendo primeiro vigário da localidade o padre Joaquim Pereira da Fonseca. Em 1840 o patrimônio foi aumentado, por área denominada Rincão da Ronda e doada por Domingos Ferreira Pinto. Pela Lei Provincial nº 34, de 7 de abril de 1855, foi criado o município de Ponta Grossa, com território desmembrado do município de Castro, sendo devidamente instalado em 6 de dezembro do mesmo ano.
Em 1878, por iniciativa de Augusto Ribas, se iniciou a colonização russo-alemã no município.
A cidade conheceu grande progresso a partir de 2 de março de 1894, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Curitiba-Ponta Grossa, e dois anos depois teve inicio a construção da Ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul.
Em 1904 quando era prefeito Ernesto Guimarães Villela, foi inaugurado o sistema de iluminação elétrica fornecido pela a empresa Ericksen & Filho do próprio Guimarães e foi implantado o sistema de água e esgotos projetado e supervisionado pelos engenheiros Alvaro Souza Martins e Jacob Schamber.
Ponta Grossa foi berço de grandes nomes da política paranaense, sendo conhecida como "Capital Cívica do Paraná". Atualmente Ponta Grossa destaca-se como um dos mais industrializados municípios do Estado, sem contar a importância no setor turístico, com Furnas, Lagoa Dourada e a mística Vila Velha. Ponta Grossa é o maior parque industrial do interior do estado. A cidade, também conhecida como "Princesa dos Campos" e "Capital Cívica do Paraná".
Economia - A economia de Ponta Grossa teve três grandes impulsos durante o século XX. O primeiro em meados de 1900 com a instalação da ferrovia, o segundo na década de 70 com a instalação de grandes indústrias da área alimentícia e moageira, e o terceiro na segunda metade da década de 1990 com a instalação de grandes empresas nacionais do setor logístico e de produção e investimentos de grandes redes do setor de serviços.
O município está próximo dos principais mercados consumidores do país, São Paulo e Curitiba, e é ponto de passagem para a exportação de produtos pelo Porto de Paranaguá e pelo Corredor do Mercosul, rodovia que liga o Sudeste do Brasil aos países do Mercosul. É a quarta principal cidade exportadora paranaense e a décima do Sul, em especial, para o Japão e a Europa.
Indústrias - A cerca de dez quilômetros do centro da Ponta Grossa está o Distrito Industrial Ciro Martins. O complexo, localizado próximo à região do Bairro Cara-Cará, é o maior do interior do estado, atrás apenas de Curitiba e sua região metropolitana. A cidade tem indústrias nos seguintes ramos: extração de talco, pecuária, agroindústria (em particular a soja, que conferiu ao município o título de Capital Mundial da Soja), madeireiras, metalúrgicas como a MBR Indústria Metalúrgica Ltda fabricante de Sistemas de Armazenagem, Automação industrial, alimentícias, têxteis.
Algumas das plantas industriais instaladas em Ponta Grossa são: Ambev, DAF/Paccar, Frísia, Madero, MARS, Kurashiki, LP Masisa, Braslar Eletrodomésticos, Makita, Cervejarias Heineken, Continental, Tetra Pak, Beaulieu do Brasil, Cargill, Bunge, Louis Dreyfus Commodities, Nidera, Cooperativa Batavo, Batavia[desambiguação necessária], Sadia, CrownCork Embalagens, BO PACKAGING BRASIL Embalagens, entre outras, principalmente do ramo moageiro alimentício. Na região do Distrito Industrial também está instalado o armazém graneleiro da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o maior complexo armazenador de grãos do Brasil, com capacidade estática para 420 mil toneladas.
A posição geográfica estratégica garante a proximidade para o transporte para portos (de Paranaguá ou mesmo Santos, aeroportos (Curitiba e o projetado dos Campos Gerais) e países vizinhos, como Argentina e Paraguai.
O processo de industrialização aconteceu na cidade no período entre 1975 e 2005 impulsionado pela boa infraestrutura de transporte, mão-de-obra qualificada e barata, com a presença da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e, a partir de 1991, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), além de faculdades particulares.
Atualmente, mais um Complexo Industrial está se desenvolvendo na região norte da cidade, com a implantação de indústrias alimentícias e automobilísticas de alto padrão, o que irá impulsionar o crescimento da cidade no futuro.
Serviços - Por tratar-se de um grande tronco rodoferroviário, Ponta Grossa é conhecida como capital dos caminhões. O setor que atua nesta área é amplamente desenvolvido e diversificado, atraindo frotistas e caminhoneiros de todo pais para efetuar reparos em seus veículos, este setor esta concentrado nas regiões das avenidas Souza Naves e Presidente Kennedy e também na rodovia PR-151.
No setor de serviços, a cidade conta com grandes redes de supermercados, como a ponta-grossense Tozetto, as paranaenses Super Muffato e Condor, shoppings centers, redes de fast-food: Mc Donald's, Bob's, Burger King, Habib's e Subway além de grandes lojas nacionais e regionais de lojas de departamentos, eletro eletrônicos e varejo.
Turismo - As principais atrações turísticas de Ponta Grossa incluem: A Taça do Parque de Vila Velha; a Região dos Arenitos no Parque Estadual de Vila Velha; o Prédio da antiga estação ferroviária de Ponta Grossa; o Parque Estadual de Vila Velha; o Buraco do Padre; a Cachoeira da Mariquinha e a Represa dos Alagados.
Em viagens de um dia, atrações da região dos Campos Gerais também estão disponíveis. O destaque é para o Canyon Guartelá, em Tibagi, e a vila holandesa e seu moinho em Castrolanda e o Museu do Tropeiro, ambos em Castro.
Os esportes radicais mais comuns na região são a escalada/rapel, na área rural de Ponta Grossa, como nos paredões da Cachoeira da Mariquinha e Buraco do Padre, e o slalom/canoagem nas águas no rio Tibagi.
Edifícios históricos - do ponto de vista arquitetural, o município conta com um patrimônio interessante. Construções como a Mansão Vila Hilda (atual sede da Secretaria Municipal de Cultural), as antigas estações de trem Casa da Memória Paraná, Estação Arte e Estação Saudade, o Museu Campos Gerais, o Museu Época, o Cine-Teatro Ópera, Hotel Planalto Palace, entre outras, nos remetem ao século XIX ] e começo do século XX , quando a cidade chegou a ser a terceira maior da região sul. Entre as atrações religiosas históricas estão o Mosteiro da Ressurreição, Igreja do Rosário, a Capela de Santa Bárbara do Pitangui e o Cemitério São José. A cidade conta ainda com outros poucos prédios e casas centenárias sobretudo no eixo das ruas XV, Vicente Machado e arredores. A cidade sofreu com o surto de modernização da área central, sobretudo na década de 1970, que se prolonga até os dias atuais.
Nas construções modernas e de vanguarda estão a Catedral Santana e vários edifícios particulares.
Turismo de Negócios e Hospedagem - O turismo de negócios evoluiu muito entre as décadas de 1990 e 2000 com ampliação e construção de novos hotéis, que somam cerca de 2.000 leitos ofertados em Ponta Grossa. A cidade oferece três grandes áreas para eventos, o Centro de Eventos Cidade de Ponta Grossa, os Centros de Convenções do Hotel Slaviero Executive Ponta Grossa e do Shopping Palladium. Outros hotéis, como o Hotel Planalto Palace e Bristol Vila Velha, ofertam espaços para eventos de pequeno e médio porte.
Atrações culturais e eventos - espetáculos teatrais e musicais acontecem regularmente em espaços como o Cine-Teatro Ópera e Teatro Marista. Atualmente a cidade conta com quatro salas de cinema. Há também eventos anuais, o principal deles é a Festa Nacional do Chope Escuro, a Münchenfest, com público médio de 100 mil pessoas para ver atrações musicais nacionais e internacionais, além de bandas típicas alemãs e parque de diversões. Também merecem destaque a Festa da Uva, Rodeio dos Rodeios, Exposição Feira Agropecuária, Industrial de Ponta Grossa (Efapi), Congresso Internacional de Administração - ADM (atrai mais de 2 mil pessoas sempre no mês de setembro) entre outros.
Educação
Ensino superior - A cidade conta com duas instituições públicas de ensino superior: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Ambas instituições atraem estudantes de graduação e pós-graduação de diversas regiões, sobretudo do sul do país.
A cidade também abriga instituições particulares de ensino superior como: UNOPAR; Faculdades Santa Amélia (Secal); Faculdade Sant'Ana; Faculdade Sagrada Família (FASF); Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage); Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade) e Faculdades Ponta Grossa Unicesumar.
Cultura - Ponta Grossa conta com três teatros (além de auditórios), somando quase três mil assentos, salas de cinema, galerias de arte, áreas para exposições e espaços alternativos através de projetos do poder público e da iniciativa privada. No campo da produção são ofertados cursos superiores de artes visuais e música, ambos pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A cidade conta também com a Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa e o Conservatório Maestro Paulino Martins.
Museus - Museu Campos Gerais; Museu Época; Museu de Arqueologia; Casa da Memória Paraná e Museu de Geologia e Paleontologia.
Teatros - Cine-Teatro Ópera; Teatro Marista; Cine-Teatro Pax; Auditório da Reitoria da UEPG e Auditório do Centro de Cultura.
Galerias de arte - Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa; Pinacoteca Cidade de Ponta Grossa.
Bibliotecas - UEPG; Biblioteca Pública Municipal Professor Bruno Enei>
Referência para o texto - Wikipédia.